Pensão por Morte
(código B-93 acidente de trabalho e B-21
comum)
Morte presumida
A pensão poderá ser concedida, em
caráter provisório, por morte
presumida:
I- mediante sentença declaratória de
ausência, expedida por autoridade
judiciária, a contar da data de sua
emissão (8.213, art.78, caput);ou
II- em caso de desaparecimento do
segurado por motivo de catástrofe,
acidente, ou desastre, a contar da data
da ocorrência, mediante prova hábil
(8.213, art. 78, §1º)
Importante:
Verificado o reaparecimento do segurado, o
pagamento da pensão cessa imediatamente,
ficando os dependentes desobrigados da
reposição dos valores recebidos, salvo má-fé
(Lei 8.213/91, art. 78, § 2º).
A cada seis meses o recebedor do benefício
deverá apresentar documento da autoridade
competente, contendo informações acerca do
andamento do processo, relativamente à
declaração de morte presumida, até que seja
apresentada a Certidão de Óbito (IN INSS
77/2015, art. 380)
Beneficiários:
I - o cônjuge, o/a companheiro(a), e o
filho não emancipado, de qualquer
condição, menor de 21 (vinte e um)
anos ou com deficiência intelectual,
mental ou grave;
II - os pais;
III- o irmão não emancipado, de
qualquer condição, menor de 21
(vinte e um) anos ou deficiência
intelectual, mental ou grave.
Importante:
A concessão da pensão por
morte não será protelada pela
falta de habilitação de outro
possível dependente, e qualquer
inscrição ou habilitação posterior
que importe em exclusão ou
inclusão de dependente só
produzirá efeito a contar da data
da inscrição ou habilitação (Lei
8.213/91, art. 76).
Importante:
Perde o direito à pensão, após o trânsito
em julgado, o condenado pela prática de
crime de que tenha dolosamente resultado
a morte do segurado (Lei nº 13.135/2015);
Também o cônjuge, o companheiro ou a
companheira se comprovada, a qualquer
tempo, simulação ou fraude no casamento
ou na união estável, ou a formalização
desses com o fim exclusivo de constituir
benefício previdenciário, apuradas em
processo judicial no qual será assegurado
o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Importante:
A concessão da pensão por
morte não será protelada pela
falta de habilitação de outro
possível dependente, e qualquer
inscrição ou habilitação posterior
que importe em exclusão ou
inclusão de dependente só
produzirá efeito a contar da data
da inscrição ou habilitação (Lei
8.213/91, art. 76).
Outras informações
A pensão por morte de
companheiro ou cônjuge poderá
ser acumulada com a pensão por
morte de filho;
Se segurado não deixar
dependentes menores ou
incapazes, o resíduo de valor
correspondente entre o início do mês e
a data do óbito será pago aos
herdeiros mediante apresentação de
alvará judicial;
Importante:
Ex-cônjuge ou ex-companheiro(a) –
só é dependente se receber
alimentos
[Link] entanto a súmula 336, STJ traz a
necessidade econômica superveniente.
2.A viúva que renunciou aos alimentos
terá direito à pensão por morte se
provar necessidade econômica
superveniente. (vale para o homem
também).
Óbito ocorrido após a perda
da qualidade de segurado:
Não será concedida pensão por
morte aos dependentes do
segurado que falecer após a
perda desta qualidade, salvo se
preenchidos os requisitos para
obtenção da aposentadoria.
Súmula 416 do STJ
Regra da habilitação
posterior de dependente:
No caso de habilitação
superveniente de dependente, a
pensão por morte será concedida
de imediato aos dependentes já
habilitados.
Uma vez provada a condição do
outro dependente, a pensão será
com ele dividida, sem efeitos
retroativos.
Carência:
Independede carência!
Renda Mensal Inicial:
será equivalente a uma cota familiar de
50% (cinquenta por cento) do valor da
aposentadoria recebida pelo segurado
ou servidor ou daquela a que teria
direito se fosse aposentado por
incapacidade permanente na data do
óbito, acrescida de cotas de 10 (dez)
pontos percentuais por dependente,
até o máximo de 100% (cem por
cento).
Renda mensal inicial:
COEFICIENTE DEPENDENTES
60% 1 dependente
70% 2 dependente
80% 3 dependente
90% 4 dependente
100% 5 dependente ou mais.
Cessação do pagamento da
cota individual:
I – pela morte do pensionista;
II – para filho, pessoa a ele equiparada ou irmão, de ambos
os sexos, ao completar 21 anos de idade, salvo se for
inválido ou tiver deficiência intelectual ou mental ou
deficiência grave;
III – para filho ou irmão inválido, pela cessação da invalidez;
IV – para filho ou irmão que tenha deficiência intelectual ou
mental ou deficiência grave, pelo afastamento da deficiência,
nos termos do regulamento;
V – para cônjuge ou companheiro:
a)se inválido ou com deficiência, pela cessação da invalidez
ou pelo afastamento da deficiência, respeitados os períodos
mínimos decorrentes da aplicação das alíneas “b” e “c”;
b)em 4 meses, se o óbito ocorrer sem que o segurado tenha
vertido 18 contribuições mensais ou se o casamento ou a
união estável tiverem sido iniciados em menos de 2 anos
antes do óbito do segurado (essa regra não será aplicada se
o óbito do segurado decorrer de acidente de qualquer
natureza ou de doença profissional ou do trabalho);
Importante:
Número de contribuições + Prazo de duração do
tempo de casamento benefício
Menos que 18 contribuições OU 4 meses de benefício
Menos 2 anos de casamento ou
união estável
Observação: em caso de
acidente de qualquer natureza e
doença ocupacional, valerá a
regra abaixo.
1) 3 anos de benefício para
quem contar com menos de
Mais de 18 contribuições e 2 22 anos de idade;
anos de casamento ou união 2) 6 anos de benefício para
quem tiver entre 22 e 27
anos de idade;
3) 10 anos de benefício para
quem tiver entre 28 e 30
anos de idade;
4) 15 anos de benefício para
quem tiver entre 31 e 41
anos de idade;
Reforma:
Na hipótese de existir dependente
inválido ou com deficiência intelectual,
mental ou grave, o valor da pensão por
morte de que trata o caput será
equivalente a:
100% (cem por cento) da aposentadoria
recebida pelo segurado ou servidor ou
daquela a que teria direito se fosse
aposentado por incapacidade
permanente na data do óbito, até o
limite máximo de benefícios do Regime
Geral de Previdência Social;
Auxílio-Reclusão
( Código B-25)
Para que os dependentes
tenham direito:
a) Tenha sido recolhido à prisão em regime
fechado;
b) Não receba remuneração da empresa;
c) Não esteja em gozo de auxíliopor
incapacidade temporária, aposentadoria
ou abono de permanência em serviço;
d) Tenha cumprido a carência de 24CM;e
e) Desde que o seu último salário-de-
contribuição seja igual ou inferior a R$
Importante:
A aferição da renda mensal bruta
para enquadramento do segurado
como de baixa renda ocorrerá pela
média dos salários de contribuição
apurados no período de 12 (doze)
meses anteriores ao mês do
recolhimento à prisão (Lei
8.213/91, art. 80, § 4º).
Aplicam-se ao auxílio-reclusão as normas
referentes à pensão por morte, sendo
necessária, no caso de qualificação de
dependentes após a reclusão do
segurado, a preexistência da
dependência econômica (RPS, art. 116, §
3º). Se, por exemplo, a realização do
casamento ou constituição de união
estável ocorrer durante o recolhimento do
segurado à prisão, o auxílio-reclusão não
será devido ao seu cônjuge, considerando
a dependência superveniente ao fato
gerador (IN INSS 77/2015, art. 388).
Requerimento do
Benefício:
O requerimento do auxílio-reclusão será
instruído com certidão judicial que ateste
o recolhimento efetivo à prisão, e será
obrigatória a apresentação de prova de
permanência na condição de presidiário
para a manutenção do benefício (Lei
8.213/91, art. 80, § 1º). O INSS celebrará
convênios com os órgãos públicos
responsáveis pelo cadastro dos presos
para obter informações sobre o
recolhimento à prisão (Lei 8.213/91, art.
80, § 2º).
Importante:
Importante:
A data inicial do beneficio será a
data do recolhimento, salvo se
requerido após 90 dias. Será paga
desde a prisão, quando requerida
em até 180 dias após a
segregação prisional, para os
filhos menores de 17 anos.
Deve ser instruído com certidão de
efetivo recolhimento.
Atestado trimestral.
Importente:
Só é cabível para regime fechado,
medida socio educativa de
internação e nas prisões
cautelares.
Em caso de fuga o beneficio fica
suspenso.
Falecendo o segurado o auxilio
doença converte em Pensão por
morte.
Acumulação de benefícios:
Salvo no caso de direito adquirido,
não é permitido o recebimento
conjunto dos seguintes benefícios da
Previdência Social:
[Link] e auxílio por
incapacidade temporária;
[Link] de uma aposentadoria;
[Link] e abono de
permanência em serviço;
[Link]ário-maternidade e auxílio por
incapacidade temporária;
V. mais de um auxílio-acidente;
VI. mais de uma pensão deixada por cônjuge
ou companheiro, ressalvado o direito de
opção pela mais vantajosa;
VII. auxílio-acidente com qualquer
aposentadoria;
VIII. auxílio-acidente com auxílio por
incapacidade temporária, decorrente do
mesmo acidente ou da mesma doença que o
gerou;
IX. auxílio-reclusão pago aos dependentes,
com auxílio por incapacidade temporária, a
aposentadoria ou abono de permanência em
serviço do segurado recluso.
Conforme o § 1º do art. 24 da Emenda
Constitucional nº 103/2019, será
admitida a acumulação de:
I – pensão por morte deixada por cônjuge ou
companheiro de um regime de previdência social
com pensão por morte concedida por outro regime
de previdência social ou com pensões decorrentes
das atividades militares de que tratam os arts. 42
e 142 da Constituição Federal;
II – pensão por morte deixada por cônjuge ou
companheiro de um regime de previdência social
com aposentadoria concedida no âmbito do
Regime Geral de Previdência Social ou de regime
próprio de previdência social ou com proventos de
inatividade decorrentes das atividades militares de
que tratam os arts. 42 e 142 da Constituição
Federal;
ou III – pensões decorrentes das
atividades militares de que tratam
os arts. 42 e 142 da Constituição
Federal com aposentadoria
concedida no âmbito do Regime
Geral de Previdência Social ou de
regime próprio de previdência
social
BPC - LOAS
Dentre os Benefícios Assistenciais que
constam na LOAS - Lei Orgânica da Assistência
Social (Lei 8.742 de 07/12/1993), ultima
alteração emitida pela Lei nº 14.176 de 22 de
junho de 2021 e também pelo Decreto 9.462
de 08 de agosto de 2018, que alterou o
Decreto 6.214 de 26/09/2007 o mais
conhecido é o Benefício de Prestação
Continuada - BPC.
1. Pessoa idosa acima de 65 anos
(homem/mulher).
2. Pessoa com deficiência - aquela
que tem impedimentos de longo
prazo (a partir de 2 anos ), de
natureza física, mental, intelectual
ou sensorial, os quais, em
interação com diversas barreiras,
podem obstruir sua participação
plena e efetiva na sociedade.
Importante:
O critério da renda mensal per capita passa a ser
igual ou inferior a 1/4 do salário mínimo. O BPC
será devido a mais de um membro da mesma
família desde que atendido os demais critérios.
Não serão considerados no cálculo da renda
familiar o valor do BPC ou de benefício
previdenciário no valor de 1 (um) salário mínimo
concedido a idoso acima de 65 anos de idade ou
concedido à pessoa com deficiência (BPC da
pessoa com deficiência e Aposentadorias da
Pessoa com Deficiência por Idade ou por Tempo de
Contribuição - Lei 142/2013, desde que limitada a
salário mínimo), quando requerido por outro idoso
ou pessoa com deficiência da mesma família.
Trás a possibilidade de ampliação do per capita para 1/2
salário mínimo, nos casos em que, sendo referente a BPC
Idoso cumprir a condicionalidade de "dependência de
terceiros", e se BPC da Pessoa com Deficiência, a
condicionalidade da "deficiência ser considerada
moderada ou grave". Em ambos os casos, o requerente
poderá comprovar o comprometimento da renda familiar
com gastos exclusivos com tratamentos de saúde,
fraldas, alimentos especiais e medicamentos do idoso ou
da pessoa com deficiência não disponibilizados
gratuitamente pelo SUS, ou com serviços não prestados
pelo SUAS, desde que comprovadamente necessários à
preservação da saúde e da vida. A regulamentação da Lei
nº 14.176/2021, pela Portaria Conjunta MC/MPT/INSS nº
14, de 07/10/2021, trás critérios para análise do
comprometimento da renda para fins de concessão do
BPC com renda familiar per capita de até 1/2 (meio)
salário mínimo dentro das condicionalidades já
anteriormente explicadas.
OUTROS BENEFÍCIOS
ASSISTENCIAIS
Os dois benefícios de prestação
Continuada previstos na LOAS/93
são os mais conhecidos pela
sociedade.
No entanto, existem outros
benefícios assistenciais
operacionalizados e mantidos pelo
INSS e que também protegem os
brasileiros em situações diversas:
[Link]ÃO ESPECIAL - DESTINADAS ÀS
CRIANÇAS COM SÍNDROME CONGÊNITA
DO ZIKA VÍRUS (Lei 13.985 de 07 de
abril de 2020, que revoga o Art. 18 da
Lei 13.301 de 27/06/2016);
[Link]ÃO ESPECIAL - PORTADORES DA
SÍNDROME DA TALIDOMIDA;
[Link]ÃO ESPECIAL - SERINGUEIRO DA
AMAZÔNIA E SEUS DEPENDENTES;
[Link]ÃO ESPECIAL – DEPENDENTES
DAS VÍTIMAS DA HEMODIÁLISE DE
CARUARU
Seguro Defeso - Pescador
Artesanal
Revisão da vida toda:
Em 1999, foi promulgada a Lei 9.876,
uma reforma previdenciária que criou
duas fórmulas para apuração da média
salarial, sobre as quais são calculadas
as aposentadorias. A regra geral definiu
que, para trabalhadores que
começassem a contribuir a partir de 27
de novembro de 1999, o cálculo da
previdência deveria ser sobre 80% dos
recolhimentos mais altos desde o início
das contribuições.
Mas a mesma lei fixou uma regra de
transição para quem já era
contribuinte: o benefício deveria ser
calculado a partir das contribuições
realizadas a partir de julho de 1994
(quando foi instituído o Plano Real). No
STF, os segurados visam uma revisão,
para incluir nos cálculos todo o período
de contribuição do segurado, e não só
após 1994. Dessa forma, beneficiaria
os segurados que tiveram as maiores
contribuições antes desse período.