1

UNIVERSDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO
(títulos centralizados , fonte 14)

(oito espaços simples, fonte 12)

AVALIAÇÃO QUALITATIVA DOS RISCOS EM ABATEDOURO DE BOVINOS
(letras maiúsculas, fonte 16, negrito, centralizado) (oito espaços simples, fonte 12)

VALDIR DE JESUS SANTOS
(letras maiúsculas, fonte 14, negrito, centralizado) (seis espaços simples, fonte 12)

ORIENTADOR PROF. DR. MÁRCIO DE LARA PINTO
(letras maiúsculas, fonte 14, negrito, centralizado) (10 espaços simples, fonte 12)

Cuiabá, MT, janeiro de 2010
(fonte 14)

2

UNIVERSDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO
(títulos centralizados , fonte 14) (oito espaços simples, fonte 12)

AVALIAÇÃO QUALITATIVA DOS RISCOS EM ABATEDOURO DE BOVINOS
(letras maiúsculas, fonte 16, negrito, centralizado) (seis espaços simples, fonte 12)

VALDIR DE JESUS SANTOS
(letras maiúsculas, fonte 14, negrito, centralizado)

(seis espaços simples, fonte 12) Monografia apresentada ao Programa de Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho da Universidade Federal de Mato Grosso, como parte dos requisitos para obtenção do título de Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho. (Itálico, negrito, letras minúsculas, fonte 12, nesta posição). (três espaços simples, fonte 12)

ORIENTADOR: PROF. DR. MÁRCIO DE LARA PINTO
(letras maiúsculas, fonte 14, negrito, centralizado) (oito espaços simples, fonte 12)

Cuiabá, MT, janeiro de 2009

3

(um espaço simples, fonte 12)

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO
(fonte 14, negrito, centralizado) FOLHA DE APROVAÇÃO (fonte 12, negrito, centralizado) AVALIAÇÃO QUALITATIVA DOS RISCOS EM ABATEDOURO DE BOVINOS (fonte 12, negrito, em letras maiúsculas) VALDIR DE JESUS SANTOS : (fonte 12, negrito, em letras maiúsculas) Monografia defendida e aprovada em 20 de janeiro de 2010, pela comissão julgadora: _______________________________ Orientador Prof. Dr. MÁRCIO DE LARA PINTO (UFMT) ______________________________ Examinadora Profa. MS. LUCIANE C. DURANTE (UFMT) ____________________________ Examinadora Profa. Dra. MARTA CRISTINA DE J. A. NOGUEIRA (UFMT)

4

DEDICATÓRIA
(Fonte 14, negrito)

A Deus por suas benção em minha vida, Ao amor da minha vida Lucimara, pelo seu amor dedicação e compreensão, Aos meus pais Maria Angelina e Waldenor, Aos meus irmãos Walter, Eliane e Elizabeth pelo amor e motivação, Ao apoio da minha amiga Diles e família e Em memória da minha avó Brasilina.

NOGUEIRA.5 AGRADECIMENTOS • • • • Ao Prof. e Lúcio pela dedicação e orientação na realização do curso. Luciane Cleonice Durante. Ao Sr Cláudio. onde transmitiram seus conhecimentos. apoio e paciência e pelo trabalho e inovações desenvolvido no curso de especialização. Ao Cesário e aos técnicos Bosco. Engenharia e Tecnologia da Universidade Federal de Mato Grosso. À Liór pela colaboração nos serviços da secretaria que nos auxiliou para o desenvolvimento deste trabalho. Profa. direta ou indiretamente. A Profa. A todos os colegas e em especial á Lucilena. á Iris e ao Welton que. • • • • . A. Márcio de Lara Pinto. pela sua contribuição no meu trabalho. diretor da unidade frigorífica. Dr. A todos os professores do Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho da Faculdade de Arquitetura. pelo grande trabalho realizado neste curso de especialização. MSc. e ao Dr Jones Pereira. Dra. médico veterinário da inspeção estadual. pela sua orientação. contribuíram com o aumento da minha experiência profissional devido a nossa convivência durante o curso. MARTA CRISTINA DE J.

...........................................2 PRODUÇÃO DE ALIMENTOS ........................................................ 3 2. i LISTA DE QUADROS .................................................................... 7 2........ REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .....2 JUSTIFICATIVA .........3 OBJETIVOS ................................................................................................... 4 2........................... 27 5.2 AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RISCO ..................... APRESENTAÇÃ E ANÁLISE DOS RESULTADOS ............................................................ 1 1.......................... 24 4....................................................................................... RECOMENDAÇÕES ...........................................................................................................3 ZOONOSES .......1 Objetivo Geral ...........................................1 ÁREA DE ESTUDO.......... 1 1................................ 17 2.....................ii RESUMO ..........................8............................................................................................ iii ABSTRACT ...........8 DAS ZOONOSES................................. 16 2.........2 Objetivo Específico ....................................... 3 2.............................4 PERIGO E RISCO ......................................................... 11 2............................................................................................. 21 4...........3............................................................... 14 2...........1 IDENTIFICAÇÃO DAS PRINCIPAIS ÁREAS DE RISCO BIOLÓGICO .................8.................... 24 4......................................................3 Carbúnculo Sintomático.........8.................................................................... 21 3................................. 11 2........................................... CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................. 8 2.............1 Brucelose .................................................................................................................................................................... 2 2........................ 1 1........ ..............................1 DEMANDA POR ALIMENTOS ...... BIBLIOGRAFIAS .............................4 Febre Aftosa ................ 7 2................................ 2 1.....6 REGULAMENTO ...........................5..................... 32 .......... 31 7........... 5 2...................................................2 Carbúnculo hemático ................. iv 1.............6 SUMÁRIO Página LISTA DE FIGURAS ............................1 PROBLEMÁTICA . 30 6........... MATERIAIS E MÉTODOS ...........3.........1 Etapas Básicas na APR ............................................................. 2 1.............................. 10 2...8..................5 Tuberculose .......................................................................5 ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS (APR) .....7 ABATEDOURO DE BOVINOS ................................ 19 3....................................................... INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................................................................................................... 4 2..................................................................................................................8.................................................................

......................................................... 11 Abatedouro em péssimas condições de higiene .................. 11 Animal acometido pelo carbúnculo hemático........................... 22 Fluxograma da linha de abate de bovinos............... 25 Agente de inspeção protegido com luvas ..................................................................................... 16 Criança com aftas provocadas pela febre aftosa .............................................................................................................. 21 Unidade frigorífica visitada ....................... 18 Sequelas da febre aftosa............................................................................................................................................................................. 14 Trabalhador infectado Bacillus anthracis ..........................................i LISTA DE FIGURAS Figura 1: Figura 2: Figura 3: Figura 4: Figura 5: Figura 6: Figura 7: Figura 8: Figura 9: Figura 10: Figura 11: Figura 12: Figura 13: Figura 14: Figura 15: Figura 16: Figura 17: Figura 18: Página Abatedouro irregular ..... 26 Inspeção dos rins..................................... 25 Evisceração ............................................................................................................................................... 19 Município de Primavera do Leste e a Unidade Frigorífica ..................................... 24 Setor de descouro ....... 26 Lavagem de cabeça ........... 27 Lavagem de carcaça (risco de queda) ................................................................ 27 ..... 23 Setor de sangria ........................................................................................................................... 11 Rejeitos em local inadequado ............... ............................................................ 16 Pústula malíguina .................

.. 29 ............................. 4 Identificação dos agentes ambientais... ...... Quadro 2........ Página Rebanho efetivo no estado de Mato Grosso em 2005...............ii LISTA DE QUADROS Quadro 1.................... Quadro 3............................. 4 Animais abatidos e peso total das carcaças nos meses de janeiro a junho de 2009.................... ......... ...................

havendo também a necessidade de se corrigir algumas irregularidades constatadas no ambiente de trabalho como riscos físicos.) – Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. UFMT. ergonômico e biológico. Palavra chave: Zoonoses. Avaliação Qualitativa dos Riscos em Abatedouro de Bovinos. J. químicos e biológicos. Como instrumento necessário na prevenção de acidentes e doenças do trabalho. a análise dos riscos que estão expostos os trabalhadores. V. mas que podem ser transmitidas ao homem. 39f. que está relacionado às zoonoses. Desta forma as unidades abatedoras de bovinos possuem um tipo de risco que ainda é pouco estudado e divulgado. que envolve os riscos físicos. Abatedouro de Bovinos.iii RESUMO SANTOS. que são doenças de origem animal. o risco não pode ser descartado. de maneira a tornar o posto de trabalho o mais seguro possível. (Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. 2010. bactérias. tem como objetivo levantar e avaliar todos os pontos de perigo e o grau de risco em um ambiente de trabalho. por envolver microorganismos que podem sofrer modificações genéticas e se tornarem agentes nocivos ou mais agressivos principalmente no caso dos vírus. Magarefes . Apesar de não ter sido constatado ou informado casos de contaminação na unidade frigorífica em questão.

UFMT. are diseases of animal origin. in order to make the workplace as safe as possible. because they involve microorganisms that can undergo genetic changes and become harmful agents or more aggressive especially in the case of viruses. bacteria. 2010. butchers . Slaughterhouse for cattle. Thus the units slaughterer of cattle have a kind of risk that has been little studied and disseminated. which is related to zoonoses.) . As a necessary tool in the prevention of accidents and occupational diseases. aimed to inventory and evaluate all the points of danger and risk in a work environment that involves risks physical. V. the analysis of risks faced by workers.iv ABSTRACT SANTOS. there is also a need to correct some irregularities in the work environment and physical hazards. ergonomic and biological. Keyword: Zoonoses. the risk can not be ruled out. J.Specialization in Engineering Safety. 39f. chemical and biological. but can be transmitted to humans. Despite not having been observed or reported cases of contamination in the refrigeration unit in question. Qualitative Assessment of Risk in Cattle Slaughterhouse (Specialization in Safety Engineering Work.

com qualidade e em escala industrial. fezes. com relação à matéria prima. vísceras.2 JUSTIFICATIVA O presente trabalho tem por objetivo identificar os riscos de exposição dos magarefes. atualmente. são os meios mais rápidos e baratos de se averiguar a saúde do animal a ser abatido. estão cem por cento livres de doenças ou infecções. urina.1 1. 1. de aves e peixes. uma das principais fontes de proteína da base alimentar provinha da carne de animais silvestres e. houve a necessidade da padronização das unidades frigoríficas e de abatedouros. INTRODUÇÃO 1. ainda há certa dificuldade em se garantir. Nesta última porém. que são os trabalhadores que lidam com a manipulação da carne em abatedouro de bovinos. sangue. restos placentários. que os animais destinados ao abate. como o bovino. através do contato direto ou indireto. pela ingestão da carne. líquidos amnióticos. através de análises laboratoriais o que se tornaria inviável aplicá-las em todos os animais a serem abatidos. mas que podem ser transmitidas ao homem. estaduais e municipais. A inspeção ante-mortem e post-mortem. mesmo com a aplicação dos planos de rastreabilidade e de fiscalização pelos órgãos federais. que é a exposição dos trabalhadores que entram em contato direto com a carne. ovino. de animais domesticados. com relação aos agentes etiológicos zoonóticos mais .1 PROBLEMÁTICA Desde os primórdios da existência humana. No entanto. Para atender a demanda mundial pela proteína da carne. que são aquelas de origem animal. devido aos mesmos serem provenientes de vários criadores e regiões diferentes. Ainda com relação às infecções. caprino. secreções vaginais ou uterinas. apresenta certo agravante. devido à mudança dos hábitos e em maior volume. estas na maioria das vezes são detectadas ou confirmadas. suíno. devido ao grande volume de produção que o mercado passou a exigir. fetos abortados de animais infectados com doenças de caráter zoonótico. leite ou subprodutos de animais doentes. Desta forma esta é uma importante área de estudo da saúde e segurança do trabalhador.

a) Identificar a presença dos riscos biológicos em que os magarefes estão expostos. devido à grande variedade de espécies de agentes etiológicos existentes e dos novos que surgem a cada época devido às variações ambientais e das características que muitos microorganismos possuem de se modificarem geneticamente como os vírus e bactérias. b) Identificação das principais áreas de riscos em um abatedouro de bovinos de pequeno porte.3 OBJETIVOS 1.3. . 1. podendo se tornar patogênicas ao homem.1 Objetivo Geral a) O objetivo geral deste trabalho é avaliar os riscos em um abatedouro de bovinos de pequeno porte.2 Objetivo Específico Apresentam se como objetivos específicos.3. 1.2 relevantes em uma unidade frigorífica de abate de bovinos de pequeno porte.

3 bilhões em 2050. os últimos resultados do Censo Demográfico divulgados pelo IBGE (2000 e 2007) registraram uma população 169.query.ibge. o que significa um aumento de 77 milhões de pessoas a cada ano.642 (milhões de habitantes). “O total mundial de fornecimento de carne foi de 71 milhões de toneladas em 1961.3%. isso cresceu duas vezes mais rápido. Publicado e disponível no site http://www. em 2050.nytimes.987.170 e 183. o crescimento global se dará a uma taxa de 1.799. Publicado no New York Times por (BITTMAN. um crescimento de 50% e que deverá ocorrer. deverá chegar a 9. nos países em desenvolvimento. 2001).1 DEMANDA POR ALIMENTOS Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU. Em virtude deste contínuo aumento da população mundial. Henning Steingield. Segundo um estudioso da área (BITTMAN 2007). principalmente. das Nações Unidas.1 bilhões de pessoas.3 2. A população mundial. O consumo per capita mais do que dobrou desde aquele período. o que um especialista. No Brasil. foi de 2. Em 2007 estimou-se a produção em 284 milhões de toneladas.854. que concentrarão. 2007) e disponível no site e www.br/home/presidencia/noticias/11122001onu. 85% da população mundial. a proteína animal é um dos principais itens constituintes na base alimentar do homem independente da sua classe social. . dobrando nos últimos 20 anos).com/search/sitesearch?query=+Mark+Bittman acessado em 25/09/2009. conseqüentemente a demanda pelo consumo de alimentos também é crescente.21% no período. Nos municípios de Mato Grosso a população recenseada e estimada no ano de 2007. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.gov. Espera-se que o consumo mundial de carne dobre novamente até 2050.291 (milhões de habitantes) respectivamente com um crescimento de 1. (No mundo em desenvolvimento. e como parte integrante das necessidades alimentares. diz que resultará em um crescimento implacável da produção de gado". que hoje é de 6.shtm e acessado em 10/10/09. Segundo as projeções.

Quadro 2: Animais abatidos e peso total das carcaças nos meses de janeiro a junho de 2009 Número de cabeças abatidas Peso total das carcaças (mil cabeças) (tonelada) Bovinos 13. 2001) zoonoses são enfermidades transmissíveis. o número de animais abatidos e peso total das carcaças. estes últimos dados oriundos de estabelecimentos sob inspeção federal.4 2. estadual ou municipal.913 1.3 ZOONOSES Segundo (ACHA & SZYFRES. os animais desempenham um papel essencial na presença da infecção na natureza. tanto os animais como o homem em geral.189 Frangos 2. tais como solo. No segundo grupo. água.2 PRODUÇÃO DE ALIMENTOS Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.334 3.064 Frango (Mil toneladas) 9. ficando o homem como um hospedeiro acidental. de uma maneira geral quando são analisados anos anteriores.383 Suínos 14.787.292.157 Suíno (Mil cabeças) 34. (quadros 1 e 2).307 Ovino (Mil cabeças) 15.428. Quadro 1: Rebanho efetivo no estado de Mato Grosso em 2005 Ano Bovino (Mil cabeças) 207. contraem a infecção a partir das mesmas fontes de contaminação. 2.325 4.588 2005 Fonte: IBGE – Pesquisa Pecuária Municipal. comuns aos homens e nos animais e se apresentam em dois grupos onde no primeiro grupo.085 Caprino ----Ovino ----Fonte .IBGE/DPE/COAGRO .129. tem-se um crescimento contínuo na produção e comercialização destes alimentos para atender a população consumidora. do primeiro semestre do ano de 2009.336 Caprino (Mil cabeças) 10. animais invertebrados e plantas.Pesquisa Trimestral do Abate de Animais. no entanto animais não desempenham um papel essencial no ciclo de vida do . Apesar do processo de produção de alimentos e da comercialização destes produtos possuírem variáveis de crescimento e retração. mostra o rebanho efetivo no estado de Mato Grosso no ano de 2005.

4 PERIGO E RISCO A definição de perigo na engenharia de segurança do trabalho. vírus. Outra questão muito importante com relação às zoonoses é pelo fato de serem doenças causadas principalmente pelos vírus. mas pode contribuir em graus variados para a distribuição e transmissão real de infecções. evolução. a NR 9 estabelece o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) apresentando no item 9. Pinto (2009) é dada.5 agente etiológico. químicos. transmissibilidade e patogêneicidade. As NRs são normas regulamentadoras estabelecidas pela Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho – SSST e que tem o objetivo de coordenar.5 algumas definições quanto à natureza do risco e dos agentes causadores tais como: “9. fungos. biológicos ou ergonômicos sendo desta forma extremamente importante a sua identificação e análise do risco. fungos e bactérias onde se deve ter uma preocupação especial com estes microorganismos devido as suas características de sobrevivência. ainda há muitas dificuldades com relação à identificação das infecções que podem ser confundidas com outras doenças. pela probabilidade ou possibilidade de ocorrer um acidente ou doença do trabalho seja por agentes ambientais físicos. das vias de contaminação. químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que. .5 consideram-se riscos ambientais os agentes físicos. em função de sua natureza. Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE). com o registro e subnotificação de casos positivos.1. existem mais 140 tipos de zooneses que são transmissíveis ao homem. Como parte integrante da série. controlar e supervisionar todas as atividades relacionadas à segurança e medicina do trabalho. são capazes de causar danos à saúde do trabalhador. onde este é definido em função da sua intensidade e do tempo que o trabalhador está exposto. Segundo fontes de pesquisas de organizações como Organização Panamericana da Saúde (OPAS). Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). orientar. 2. O autor expõe ainda os diversos tipos de agentes etiológicos responsáveis pelo desenvolvimento da infecção como: bactérias.1. no entanto. helmintos e rickéttsias. concentração ou intensidade e tempo de exposição.

(Texto dado pela Portaria SSST n. possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão. pressões anormais.1. fezes. restos placentários.5. procedência e sanidade dos animais. radiações não ionizantes. ou que. urina.6 9. fumos. bactérias. fungos e bacilos. ou através da ingestão da carne. 29 de dezembro de 1994)” Com relação aos animais destinados a alimentação humana. fungos. compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória. 9.5. desde a manipulação pelos criadores. bem como sobre as condições higiênico-sanitárias e de boas práticas de fabricação para os estabelecimentos elaboradores e industrializadores de alimentos de origem animal. protozoários.1. bem como o infra-som e o ultra-som. médicos veterinários que entram em contato direto com a pele no animal. É o caso das indústrias de alimentação. parasitas. em contato com o homem. fetos abortados de animais infectados. bacilos. por estes motivos foram criados programas de fiscalização da qualidade. secreções vaginais ou uterinas. névoas. radiações ionizantes. gases ou vapores. nas formas de poeiras. limpeza pública (coleta de lixo). podem provocar inúmeras doenças. protozoários. parasitas. Os riscos biológicos ocorrem por meio de microorganismos que. entre outros.5. tais como: ruído.1. temperaturas extremas. “São considerados riscos biológicos: vírus. Muitas atividades profissionais favorecem o contato com tais riscos. no âmbito da segurança e saúde do trabalhador. leite ou subprodutos de animais doentes. neblinas. hospitais. febre amarela. de uma maneira geral não está correlacionada somente aos magarefes expostos aos riscos de contaminação pelos agentes etiológicos zoonóticos.3 Consideram-se agentes biológicos as bactérias. etc. malária.º 25. pela natureza da atividade de exposição. 9. líquidos amnióticos.1 Consideram-se agentes físicos as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores.2 Consideram-se agentes químicos as substâncias. que possivelmente possam estar com algum tipo de afecção zoonótica. Para que essas . Nestes últimos. principalmente os imunodeprimidos. laboratórios. podendo afetar de uma maneira preocupante a saúde da população consumidora em geral. vibrações. Entre as inúmeras doenças profissionais provocadas por microorganismos incluem-se: tuberculose. crianças idosos e pessoas debilitadas. vírus. brucelose. Havendo também a presença de um perigo que envolve toda cadeia produtiva.

As principais vias envolvidas num processo de contaminação biológica são a via cutânea ou percutânea (com ou sem lesões .A formação e informação das pessoas envolvidas. a via respiratória (aerossóis). principalmente no que se refere à maneira como essa contaminação pode ocorrer.O conhecimento dos riscos pelo manipulador.. máscara e óculos de proteção (para evitar aerossóis ou projeções nos olhos) e demais Equipamentos de Proteção Individual necessários.fiocruz. São necessárias medidas preventivas para que as condições de higiene e segurança nos diversos setores de trabalho sejam adequadas. seja pela sua característica de inovação. ou pioneirismo. a via conjuntiva e a via oral.1 Etapas Básicas na APR Os seguintes passos podem ser seguidos. arranhões e cortes).5. . com relação a Análise Preliminar de Riscos (APR). A APR é uma revisão de problemas gerais de segurança no ambiente de trabalho. 2.5 ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS (APR) Segundo Lambert (2009). http://www. luvas descartáveis (e/ou lavagem das mãos antes e após a manipulação). durante a fase de concepção ou desenvolvimento prematuro de um novo sistema. é preciso que haja exposição do funcionário a estes microorganismos..por acidente com. (ODA. no desenvolvimento de uma APR: 1) REVER PROBLEMAS CONHECIDOS . Trata-se de um procedimento que possui especial importância nos casos em que o sistema a ser analisado possui pouca similaridade com quaisquer outros existentes. 1998) disponível no site.7 doenças possam ser consideradas doenças profissionais.. com o fim de se determinar os riscos que poderão estar presentes na fase operacional do mesmo.br/biosseguranca/Bis/lab_virtual/riscos_biologicos. o que vale dizer.O respeito das Regras Gerais de Segurança e ainda a realização das medidas de proteção individual.html acessado 18/01/2010 2. . ..Uso do avental. quando a experiência em riscos no seu uso é carente ou deficiente. consiste no estudo. . o que implica no conhecimento amplo do microrganismo ou vetor com o qual se trabalha.

como forma de disciplinar orientar e fiscalizar esta atividade foram criados leis e normas através do MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO. danos a equipamentos. perda de função.6 REGULAMENTO Com o crescente aumento do processo de industrialização para o beneficiamento de produtos de origem animal. 4) DETERMINAR OS RISCOS INICIAIS E CONTRIBUINTES Para cada risco principal detectado. elaborar as Séries de Riscos. para a determinação de riscos que poderão estar presentes no sistema que está sendo desenvolvido. a APR pouco adiciona. 6) ANALISAR OS MÉTODOS DE RESTRIÇÃO DE DANOS Devem ser considerados os métodos possíveis mais eficientes na restrição geral de danos. os ambientes onde se darão as operações. 5) REVISAR OS MEIOS DE ELIMINAÇÃO OU CONTROLE DOS RISCOS Elaborar uma revisão dos meios possíveis. Nesses casos. os ambientes. no caso de perda de controle sobre os riscos. procurando as melhores opções compatíveis com as exigências do sistema. A Análise Preliminar de Riscos deverá ser sucedida por análises mais detalhadas ou específicas. Ressalta-se. as principais funções e procedimentos.8 Revisar a experiência passada em sistemas similares ou análogos. com potencialidade para causar direta e imediatamente lesões. Deve ser lembrado que para sistemas bem conhecidos. logo que forem possíveis. as exigências de desempenho. determinando-se os riscos iniciais e contribuintes. no seu domínio de aplicação.de 29 de . perda de material. 30. a APR pode ser “colocada em by-pass”.691 . 2. (LAMBERT. 3) DETERMINAR OS RISCOS PRINCIPAIS Quais serão os riscos principais. nos quais há bastante experiência acumulada em riscos. designando as atividades que cada unidade deverá desenvolver. sendo imediatamente iniciadas as outras técnicas. 2009). 7) INDICAR QUEM LEVARÁ A CABO AS AÇÕES CORRETIVAS Indicar claramente os responsáveis pelas ações corretivas. os objetivos. como o Decreto Nº. a sua reconhecida utilidade. entretanto. 2) REVISAR A MISSÃO Ou seja.

Febre aftosa. 116 . onde no título VII. 2004).9 março de 1952 que aprova o novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal – RIISPOA. rotulagem.Bruceloses. . 2º .Enterites septicêmicas. causando danos a saúde do trabalhador e a economia. e determina conforme: Art.Carbúnculo sintomático. trânsito e consumo de quaisquer produtos e subprodutos. a manutenção e higienização das instalações.Carbúnculo hemático.Coriza gangrenosa. 7 Encéfalomielites infecciosas. elaboração. embalagem. o pescado. sejam suspeitos das seguintes zoonoses: 1 . o controle integrado de vetores e pragas urbanas. 12 . o controle da água de abastecimento. no mínimo. controle da higiene e saúde dos manipuladores e o controle e garantia de qualidade do produto final” (BRASIL. como uma forma de evitar que animais doentes sejam encaminhados para o abate com o risco de contaminar os magarefes e toda produção com doenças contagiosas. que deve ser aplicado em todo o território nacional com relação à inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal. sob o ponto de vista industrial e sanitário a inspeção "ante" e "post mortem" dos animais. 4 . manipulação. 6 . incluindo.Metro-peritonite. destinados ou não à alimentação humana. § 1º .Artrite infecciosa.Gangrena gasosa. 9 . dos equipamentos e dos utensílios. o leite. acondicionamento.691.É proibida a matança em comum de animais que no ato de inspeção "ante-mortem".Linfangite ulcerosa. Art. criou-se também o regulamento técnico sobre as condições higiênico-sanitárias e de boas práticas de elaboração ou fabricação para estabelecimentos elaboradores/ industrializadores de alimentos para consumo humano. Boas Práticas de Fabricação pode ser definida como “as operações realizadas pelo estabelecimento. que fala sobre inspeção industrial e sanitária de carnes e derivados. depósito. conservação. os animais de açougue. 5 . 30. 3 .Babesioses. Ainda com relação ao Decreto Nº. o mel e a cera de abelhas e seus subprodutos derivados. 2 .Ficam sujeitos a inspeção e reinspeção. adicionados ou não de vegetais. 10 . transformação. os requisitos sanitários dos edifícios. Através PORTARIA Nº 368 de 04 de setembro de 1997. preparo. enumera uma série de afecções que devem ser observadas e diagnosticadas na inspeção "ante-mortem".A inspeção a que se refere o presente artigo abrange. o recebimento. 11 . previstos neste Regulamento. 8 . o ovo. a caça. capítulo I.

processar e armazenar animais destinados a alimentação humana. pois é nesta fase que pode ser identificado e diagnosticado uma série de doenças e anomalias antes que o animal seja encaminhado para o abate. acessado em 14 de dezembro 2009. 20 . 16 . do Ministério Público do Estado. 21 . 2. 13-A – Para tuberculose. estadual ou federal.badaueonline.Tétano.Peste suína. com a finalidade de abater. da 4ª Vara da Fazenda Pública de São Luis do Maranhão. onde esta problemática não são casos raros como na Figura 6 de uma abatedouro interditado pelo juiz Mhegbel Abdalla Tannus Ferreyra.Peste bovina (não existente no pais). 23 . 25 . 17 .10 13 . . 22 . disponível no site www. de boas praticas de fabricação.Raiva e pseudo-raiva (doença de Aujezsky).Tuberculose. de sanidade animal e de segurança do trabalho. 2008). A exposição dos trabalhadores ao risco de contágio de agentes zoonóticos é extremamente preocupante em abatedouros clandestinos ou sem inspeção municipal.Doença de Newcastle. 24 Tripanossomíases. evitando assim uma série de transtornos que estas doenças podem causar.Raiva. projetados dentro de padrões estabelecidos por normas de inspeção federal. pondo em risco não só a saúde dos trabalhadores bem como da população consumidora.br/2008/6/25/Pagina32338.Tularemia (não existente no país). 19 .com. publicado no jornal eletrônico (BADAUEONLINE.7 ABATEDOURO DE BOVINOS Os abatedouros são unidades industriais que podem ser de pequeno. 15 Pneumoenterite. médio ou de grande porte.Pasteureloses. determinou a interdição e fechamento do matadouro (Figura 1) em atendimento à Ação Civil Pública.htm publicado em 25 de junho de 2008.Mormo. 14 .Peripneumonia contagiosa (não constatada no país). 18 . A inspeção “ante-mortem” é a principal ferramenta da linha de produção de abatedouro.

br/informativo/2008/set/30m.1 Brucelose A brucelose é uma doença zoonótica infecciosa. Figura 2: Abatedouro em péssimas condições de higiene Fonte: Jornal eletrônico Informativo. 2008 Outro exemplo é de um abatedouro em péssimas condições de funcionamento (Figura 2 e 3) interditado pela Procuradoria Regional do Trabalho da 19ª Região – Alagoas. 2008 Figura 3: Rejeitos em local inadequado Fonte: Jornal eletrônico Informativo. podendo ter como hospedeiro várias espécies de animais domésticos e silvestres inclusive o homem entre elas estão a: B.gov.8. . devida as péssimas condições de trabalho e de higiene no processo de abate.mpt. e disponível no site www. 2008 2. B. publicado em 30 de setembro de 2008. abortus (bovinos).prt19. 2008).8 DAS ZOONOSES 2.11 Figura 1: Abatedouro irregular Fonte: jornal badaueonline. o agente causador trata-se de uma bactéria do gênero Brucella onde atualmente existem seis espécies diferentes. e acessado em 14 de dezembro de 2009. publicado no jornal eletrônico (Informativo. melitensis (caprinos).

Onde em maio de 2008 foram notificados doze (12) casos. (MANUAL TÉCNICO. a brucelose é um sério problema de saúde pública segundo a Organização Mundial de Saúde . fezes. ingestão carne ou leite contaminado. estima-se de que para cada caso diagnosticado.34%) com tuberculose. Dados publicados em uma revista científica eletrônica de medicina veterinária . Coordenação de Informação de Vigilância em Saúde e o Núcleo de Vigilância e Informação em Saúde divulgou uma nota técnica n.TO. existem outros 25 que não foram identificados. Os trabalhadores de abatedouros. B.OMS estima-se que a cada ano surgem cerca de 500 mil novos casos de brucelose humana. Todos estes agentes já foram diagnosticados na espécie humana com exceção da B. totalizando 179 animais doentes (REVISTA CIENTÍFICA 2007). O governo do estado do Tocantins de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde. canis (caninos). Com o agravante que a brucelose humana é subdiagnosticada. vísceras e secreções durante as operações do abate e evisceração. Considerada como uma importante zoonose infecciosa. suis (suínos). afetando principalmente pessoas envolvidas com o manuseio de animais infectados.277 bovinos abatidos. principalmente com o sangue. são o grupo de risco mais acometido pelo gênero da Brucela que é transmissível ao homem. Neotomae lepida). de distribuição mundial.12 B. A contaminação do homem pela bactéria da brucelose pode ocorrer facilmente de várias formas como: através do contato direto. neotomae.PA. em 2007.issn 1679-7353.82%) apresentavam-se infectados com brucelose e 111 (1. da faculdade de medicina veterinária e zootecnia de garça/famed. neotomae (rato do deserto. em trabalhadores de um frigorífico em Araguaína . secreções vaginais ou . Superintendência de Vigilância e Proteção à Saúde. inalação de aerossóis ou poeira e materiais biológicos oriundo de animais infectados como carne. Onde foi realizado um levantamento de ocorrência de enfermidades infectocontagiosas e parasitárias de um frigorífico no município de Xinguara . sêmen. ovis e B. Dos 8. 2006). ovis (ovinos) e B. urina. 68 (0. sangue. causada pelo gênero Brucella sp. que recebe animais para abate do município de São Felix do XinguPA no período de outubro de 2003 a maio de 2004.º 001/2008. por estarem em contato direto com muitos animais. B.

exoftalmites uvéite. Pode ocorrer. abortus e B. orquite. No ser humano. líquidos amnióticos. prolongando o seu tempo de vida ainda mais se refrigerada ou congelada. (TOCANTINS. De acordo com pesquisadores. hepatomegalia. sinais neurológicos focais. A doença em sua fase crônica pode comprometer vários órgãos e tecidos. 2006). nota técnica n. Em mulheres. 2006). exantema. icterícia. perda ponderal. 2008). neurite periféricas. a contaminação de médicos veterinários tratadores e laboratoristas ao entrarem em contato com animais doentes sem as devidas precauções. Superintendência de Vigilância e Proteção À Saúde. e endocardite bacteriana subaguda. 2006). sudorese com odor de palha azeda.º 001/2008 publicada pela Secretaria Estadual da Saúde. Em geral. melitensis. humor depressivo. epididimite. endocardite vegetativa. também. (MANUAL TÉCNICO. adenopatias. os quadros clínicos mais graves são provocados pela B. artrite supurativa. restos placentários. . suis e. cervicite e abcesso pélvico. sopro cardíaco.13 uterinas. dor testicular. fetos abortados e produtos lácteos não pasteurizados principalmente queijo fresco. o tratamento é feito pela administração de uma associação de antibióticos por seis semanas (MANUAL TÉCNICO. esplenomegalia. Outra forma de contaminação indireta do homem pela Brucela é através da água de cisternas e poços contaminados por excrementos de animais doentes. alteração do sono. a bactéria da Brucella pode permanecer ativa por mais de mês mesmo após o abate. cefaléia. tosse. Há ainda outras complicações que pode advir como: Ósteoarticulares. anorexia. assim. febre. decrescendo em gravidade quando a doença é decorrente da infecção por B. bem como verduras que são consumidas cruas e que foram irrigadas com água contaminadas ou adubadas com esterco de animal infectado. encefalite. adinamia. instalada na carne. canis. que se não diagnosticada e tratada pode levar ao óbito e infecções no aparelho geniturinário podendo causar redução da potência sexual. Núcleo de Vigilância e Informação em Saúde do Estado de Tocantins. mal-estar. dor abdominal. alteração do transito intestinal. Coordenação de Informação de Vigilância em Saúde. sucessivamente para a B. (MANUAL TÉCNICO. vísceras. medula espinhal e gânglios linfáticos. onde os principais sintomas são: fadiga em atividades físicas. meningite. podem ainda apresentar casos de salpingite.

à classe Bacilli. principalmente devido a animais carbúnculosos que são enterrados sem a averiguação das causas da morte ou sem serem cremados. inclusive o homem. imóvel. p 1)1. 2008.ufrgs. mantendo-se como parte da flora bacteriana normal encontrada em solos alcalinos. O agente etiológico é um bacilo aeróbio. onde acabem infectando o local.esac. Gram positivo. 1872) apud (FIQUEIRAS et al. Fica evidenciado por tanto que a forma mais comum da contaminação é pela via oral. 1872 apud Figueiras et al. www. professor da FAVETUFRGS.8. os animais mais acometidos pela doença são: bovinos. à ordem Bacillaceae. tornando a vacinação o único meio seguro de evitar a enfermidade. 2008.pdf. capsulado e formador de esporo denominado Bacillus anthracis. acessado em 02/10/2009. ovinos e mais raramente eqüinos e caprinos. pois os esporos dos bacilos podem permanecer no solo por muitos anos.pt/abelho/MicroAmbiental/trabalhos_alunos/20707015_25_35_Bacillus_a nthracis. Segundo Gomes (2009). para os animais acometidos pela infecção apresenta uma evolução rápida levando a morte (Figura 4) (GOMES. pode afetar qualquer espécie de animal. disponível no site eletrônico.br/labacvet/pdf/bacillus200901. ao género Baccilus e à espécie Bacillus anthracis (COHN.pdf acessado em 02/10/2009.2 Carbúnculo hemático A taxonomia da Bactéria pertence ao filo Firmicutes. O carbúnculo hemático provocado pelo Bacillus anthracis. P 1 .14 2. Figura 4: Animal acometido pelo carbúnculo hemático Fonte: Tassinari (1994) 1 Cohn. 2009). a sua evolução é provocada por uma infecção aguda podendo levar a morte. referente a um trabalho publicado e disponível no site www.

tendo a infecção se transmitido a 5 trabalhadores rurais (Figuras 5 e 6) (TASSINARI. 2 Langenegger (1994). “Langenegger (1994). Escola Superior Agrária de Coimbra. com maior incidência nos meses de março a junho.com. Primeiro é a falta de conhecimento e a falta de investigação do fato acometido e. Microbiologia Ambiental. identificou a morte de 784 animais durante surtos da enfermidade em 13 propriedades no município de Uruguaiana em um período de 4 anos.br/webrural/artigos/pecuariacorte/sanidade/carbunculoh. apud Tassinari (1994) . acessado em 02/10/2009. apud Tassinari (1994)2 considera o carbúnculo hemático como uma doença rara no Brasil apresentando-se de forma esporádica no Vale do Paraíba até o Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. No Brasil. As principais vias de contaminação do homem pelo bacilo pode ocorrer através da ingestão da carne. no manuseio de animais e solos contaminados e no contato direto com sangue. no nordeste no Rio Grande do Norte e na região da Campanha e da Fronteira-oeste do Rio Grande do Sul”.htm. sendo esta ultima a forma mais grave devido a grande fragilidade dos pulmões. 1994). gastrointestinal e respiratória. apresenta as principais formas da contaminação do homem pelo Bacillus anthracis e os principais sintomas causados pela doença. No entanto em 1994.webrural. www. após dias de incubação. deixando uma porta aberta a entrada do microorganismo que pode penetrar no corpo. desenvolvendo uma infecção na forma cutânea.15 Em trabalho realizado por Figueiras et al (2008/2009) do Instituto Politécnico de Coimbra. principalmente devido ao grande número de pequenos cortes ou perfurações que ocorrem pelo manuseio diário das ferramentas de trabalho como facas e ganchos. além da falta de registros de casos. a subnotificação ou o não registro de casos conhecidos. existem duas situações agravantes com relação à identificação de uma doença. segundo. publicado e disponível no site. vísceras e outro fluidos na indústria frigorífica. expõe que. Um trabalho realizado por um médico veterinário e professor da PUC Rio Grande do Sul. Onde a manifestação clínica da infecção ocorre na forma cutânea.

Clostridium septicum. Traumas nas . Essa forma ainda não foi relatada no país. o edema maligno nas diferentes espécies animais susceptíveis. Carbúnculo sintomático e edema maligno compreendem o grupo das mionecroses. de jul-ago. chauvoei. acessado em 15/10/09 “São bactérias anaeróbias do gênero Clostridium. é ainda incerta. Existem duas formas de manifestação do carbúnculo sintomático nos bovinos. 1993). 1975). tanto o clássico como o visceral. clostridioses altamente fatais O agente etiológico causador do carbúnculo sintomático segundo trabalho cientifico publicado por Assis et al.3 Carbúnculo Sintomático. podendo ser causada pelo C.16 Figura 5: Trabalhador infectado Bacillus anthracis Fonte: Tassinari (1994) Figura 6: Pústula malíguina Fonte: Tassinari (1994) 2. disponível no site www. é uma doença “exógena”. Na forma clássica.pdf. 2003a).8. de ocorrência mais freqüente e que afeta principalmente a musculatura esquelética. e a visceral. (2005). A real patogenia do carbúnculo sintomático em bovinos. na revista eletrônica Ciência Rural. Santa Maria. raramente encontrada.. a hipótese corrente é que os esporos presentes no intestino são veiculados por macrófagos até musculatura onde permanecem em latência. Clostridium sordellii.br/pdf/cr/v35n4/a34v35n4. o carbúnculo sintomático é uma infecção “endógena” não contagiosa produzida pelo Clostridium chauvoei. Em contraste. A forma clássica. afetando principalmente o coração (UZAL et al. 2005 ISSN 0103-8478. Em bovinos. que afetam o tecido muscular e subcutâneo de ruminantes e outras espécies animais (STERNE & BATTY. Clostridium novyi tipo A e Clostridium perfringens tipo A (GYLES. relacionada com a presença de feridas na pele.scielo.

. No Brasil foram identificados 03 tipos: A.17 grandes massas musculares. SAT 2. fezes e outros fluidos de animais contaminados.). urina. A. SAT 1. propiciando a germinação dos esporos e a conseqüente produção de toxinas. seus principais sintomas caracteriza-se por febre e formação de vesículas na cavidade bucal e espaços interdigitais. além das restrições comerciais que são impostas a estas regiões. Seu genoma é constituído por uma única molécula de RNA (. podem aparecer surtos. sêmen. vísceras e outros fluidos de animais infectados. 2. no manuseio de animais e solos contaminados e no contato direto com sangue. criam um ambiente de baixo potencial de óxido-redução. (PITUCO. A febre aftosa é considerada uma zoonose. a transmissão da infecção ocorre através das secreções e excreções como saliva. SAT 3 e Ásia 1. mesmo que sejam agentes de doenças já existentes no País. a febre aftosa é fiscalizada por instituições federais e organizações mundiais. De incidência mundial. O agente apresenta grande tendência a mutações que originaram numerosos subtipos e centenas de cepas diferentes. “O vírus pertence à família Picornaviridae. o Sintomático é transmitido ao homem através da ingestão da carne. 2005) Da mesma forma que do Carbúnculo Hemático.. bubalinos.8. pelo fato da moléstia afetar significativamente a economia devido à necessidade de ter que sacrificar todo o rebanho onde são identificados focos da doença. São conhecidos 7 sorotipos antigênica e imunogênicamente diferentes: O. Estas diferenças genéticas entre os agentes de doenças são o motivo pelo qual se impõem barreiras sanitárias para evitar que o vírus seja trazido junto com animais. (ASSIS et al. O aparecimento de novos subtipos em uma região leva a falhas de imunidade das vacinas utilizadas e como consequência. leite. produtos e subprodutos importados. Da mesma forma que o contato . ovinos. O e C. apesar de casos raros são transmissíveis aos humanos. caprinos e suínos. mas com certo grau de proteção cruzada.4 Febre Aftosa A febre aftosa é uma doença contagiosa causada por um vírus com desenvolvimento rápido e agudo que afeta animais biungulados (de casco partido) selvagens e domésticos como: bovinos. 2009)” Como a maior parte das doenças causadas por vírus. C. gênero aphthovirus.

mãos. subprodutos de animais contaminados. pode provocar algumas sequelas que podem ser irreversíveis. Figura 7: Criança com aftas provocadas pela febre aftosa Fonte: (PITUCO. anorexia. de uma senhora de 69 anos com deformações na face e na arcada dentária devido à sequelas por ter contraído a doença ainda na infância (Figura 8). 2009). com formação de aftas secundárias na boca. dor de cabeça. os ferimentos cutâneos são umas das portas de entrada do vírus para o desenvolvimento da doença. disponível no site eletrônico www. 2009) Apesar da febre aftosa não ser fatal para o homem. e pés.18 direto com as secreções. o paciente se restabelece em cerca de duas semanas”. Estudos mostram que apesar da febre aftosa ser uma zoonose. “Os títulos mais altos do vírus se encontram no líquido das vesículas e no epitélio das lesões de animais doentes” (PITUCO. . Quando não há contaminação bacteriana secundária. ainda há poucos registros da infecção no homem sendo este um hospedeiro acidental.jptl. (PITUCO. acessado em 15/11/2009. A vesícula primária aparece no local de penetração do vírus e logo se generaliza.com. 2009). como um caso divulgado em uma reportagem de Carlos Alberto do Jornal do povo de Três Lagoas.br/?pag=ver_noticia&id=14327. no entanto as crianças (Figura 7) são as mais susceptíveis devido ao seu sistema imunológico ainda não estar totalmente desenvolvido. “Na fase inicial observa-se febre.

5 Tuberculose A tuberculose é uma doença infecciosa crônica causada pela Mycobacterium bovis. A ocorrência no rebanho depende do tipo de exploração e sistema de manejo. caprinos. a pessoa infectada pode ter um mal estar ou sintomas como tosse associada a uma gripe. crescimento mais lento ou mesmo perda de peso e diminuição na produção de leite (MELO.8. (MELO. 2. A quantidade de expectoração aumenta habitualmente à medida que a doença progride. via cutânea e por via respiratória. é que inicialmente os seus sintomas podem ser confundidos com outras doenças comuns. a expectoração pode . bubalinos. Nos bovinos a tuberculose caracteriza-se pelo desenvolvimento progressivo de lesões granulomatosas. 2008).19 Figura 8: Sequelas da febre aftosa Fonte: jornal do povo – Três Lagoas . causando redução do tempo de vida produtiva. Assim como outros agentes zoonóticos a bactéria da tuberculose é transmitida entre os animais principalmente por via oral e respiratória sendo a contaminação do homem ocasionada pela ingestão de leite e derivados contaminados. animais domésticos de estimação (cães e gatos). ovinos. A principal dificuldade de detecção da infecção causada no homem pela Mycobacterium bovis. E acomete vários tipos de animais como bovinos. 2008). suínos. Finalmente. que podem se localizar em qualquer órgão. A tosse pode produzir uma pequena quantidade de expectoração verde ou amarela pela manhã. animais silvestres e também o homem.

embora não seja freqüente encontrá-lo em grandes quantidades (MANUALMERCK. acessado em 29/11/2009 . disponível no site eletrônico biblioteca médica online. 2009).net/. http://www.20 surgir raiada de sangue.manualmerck.

com enfoque principal no contato dos trabalhadores com o sangue e vísceras dos animais abatidos. e de observações do ambiente de trabalho dos magarefes em um frigorífico de pequeno porte com inspeção estadual.21 3. Figura 9: Município de Primavera do Leste e a Unidade Frigorífica 3. MATERIAIS E MÉTODOS O presente trabalho foi desenvolvido a partir de pesquisas bibliográficas e de artigos científicos dos principais tipos de agentes etiológicos zoonóticos que afeta o rebanho bovino e que pode ser transmitido ao homem. identificando os riscos ambientais presentes na unidade frigorífica. localizado no município de Primavera do Leste – MT (Figuras 9 e 10) de uso misto. É de suma importância mencionar que o desenvolvimento deste trabalho foi realizado em forma de uma Analise Preliminar de Risco (APR). de informações obtidas com o agente chefe da inspeção estadual. As pesquisas de campo foram realizadas através de registros fotográficos. onde se abate atualmente cerca de 80 a 100 cabeças de bovinos e cerca de 60 a 80 cabeças de suínos por dia. .1 ÁREA DE ESTUDO O trabalho de campo realizado na unidade frigorífica (Figura 10) teve como objetivo. sendo o abate feito em dias alternados. através de observações visuais. avaliar os riscos existente no ambiente de trabalho dos magarefes durante o processo de abate.

d) Sangria – após o atordoamento é feito o corte da barbela do pescoço e a secção das grandes veias do pescoço do animal. f) Evisceração – após o descouro. processamento e armazenamento do produto final onde: a) Recepção e inspeção ante mortem – os animais são recebidos e examinados por agentes da inspeção para diagnosticar possíveis sintomas aparentes característicos de doenças ou anomalias. e) Esfola – processo pelo qual é retirado o couro do animal.22 Figura 10: Unidade frigorífica visitada Na Figura 11. para que escoe todo o sangue ocorrendo desta forma a morte pela falta de oxigenação do cérebro. ou para crematório em caso de reprovação total. está representado o fluxograma da linha de abate do frigorífico com a identificação do processo que vai desde a recepção e inspeção do animal. onde este é atordoado com uma martelada na cabeça. . realiza o exame para averiguação de qualquer tipo de anomalia que o produto possa apresentar. através de uma pistola com ar comprimido. abate em separado. g) Inspeção post mortem – etapa pela qual o agente de inspeção. é feita a abertura da pança do animal e retirado todas as vísceras ficando apenas os rins para inspeção. com aprovação parcial ou total da carcaça. deixando o animal inconsciente. c) Insensibilização – os animais são encaminhados ao chamado abate humanitário. b) Em caso de reprovação os animais são encaminhados para.

Recepção e Inspeção ante mortem Animais aptos para o abate Animais não aptos para o abate Insensibilização Observação e Exame Clínico Observação e Exame Clínico Sangria Abate em Separado Abate Necropsia Esfola Crematório Evisceração Inspeção post mortem Aprovação Condenação Vísceras Resfriamento Graxaria (Terceirizada) Cremação Triparia e Bucharia Graxaria (Terceirizada) Armazenamento Figura 11: Fluxograma da linha de abate de bovinos. onde o produto é resfriado e armazenado. j) Graxaria – setor onde é feito o cozimento de todos os rejeitos. i) Triparia e Bucharia – área onde é processado as tripas e o bucho do animal. . para a produção de farinha para ração de não ruminantes.23 h) Resfriamento e Armazenamento – etapa final.

o magarefe fica exposto a uma grande quantidade de sangue do animal que entra em contato com a pele. boca e mucosas do trabalhador. devido a um pé direito inadequado ficando os animais quase arrastando no chão. entre outras doenças que afetam a pele do animal. a sangria é o setor onde o magarefe está mais exposto. . Pode ser observado também sérios problemas ergonômicos com relação a má postura. o magarefe deve estar muito atento a tumores. APRESENTAÇÃ E ANÁLISE DOS RESULTADOS 4. no setor de descouro (Figura 13). melanomas malignos.24 4. onde após efetuar o corte da barbela e das grandes veias do pescoço do animal. Além do risco de levar uma patada de animais mal insensibilizados. para que estas não sejam cortadas podendo contaminar o trabalhador e o produto. Figura 12: Setor de sangria Apesar de não ter muito contato com o sangue. olhos. forçando o magarefe trabalhar curvado.1 IDENTIFICAÇÃO DAS PRINCIPAIS ÁREAS DE RISCO BIOLÓGICO Como pode ser observado na Figura 12.

olhos e mucosas do agente além de contaminar também o produto. o magarefe faz a abertura da pança do animal e efetua a retirada das vísceras com a mão e sem a utilização de luvas de proteção Figura 14: Evisceração Outro profissional que apesar de não participar do processo produtivo e que também está exposto ao risco de contágio pelas zoonoses. sem equipamentos de proteção aliados a falta de boas práticas de fabricação e higiene. pois este fica encarregado de examinar aprovar ou reprovar o produto e fazer a retirada tumores. também apresentam grande risco ao trabalhador em caso de animais contaminados ou doentes. é o agente da inspeção (Figura 15).25 Figura 13: Setor de descouro Assim como o sangue. mas que se cortados inadequadamente podem e entrar em contato com a pele. . Na Figura 14. fezes e outros fluidos do animal. abscessos entre outras anomalias. que podem ser retirados sem a reprovação total da carcaça. o contato direto com vísceras.

devido a utilização de luz natural.26 Figura 15: Agente de inspeção protegido com luvas Em setores importantes como a área de inspeção (Figura 16) bem como em toda unidade frigorífica. e onde também podem ser constatados interruptores inadequados (Figura 17). havendo sérios riscos de um acidente com choque elétrico devido à umidade do setor. para o acionamento da bomba compressora de água. com relação aos índices de luminosidade. Figura 16: Inspeção dos rins No setor de abate é bem visível o grande consumo de água para lavagem das carcaças. também pode ser constatado a falta de uma iluminação adequada. .

27 Figura 17: Lavagem de cabeça Ainda no setor de lavagem de carcaça. .2 AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RISCO No Quadro 03. é apresentada uma avaliação preliminar de riscos dos postos de trabalho na unidade frigorífica dos principais riscos observados em que os trabalhadores estão expostos. bem como os Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) recomendados. o risco de queda (Figura 19) devido a grande freqüência de subida e descida do trabalhador que tem o acúmulo de função. Figura 18: Lavagem de carcaça (risco de queda) 4. também foi observado além da iluminação e de interruptores inadequados. que é de lavar e empurrar as carcaças para a câmara fria.

Movimento repetitivo. Protetor auricular. Touca frigorífica. Touca frigorífica. Proteção coletiva. Movimento repetitivo. Protetor auricular. Cortes. Touca frigorífica. Ruído. Sangue e outros fluidos de animais contaminados. Má postura. Má postura. Touca frigorífica. Luva de látex. Movimento repetitivo. Óculos de proteção. Bota impermeável. Bota impermeável. Ruído. Má postura. Protetor auricular. Trabalho a céu aberto Movimento repetitivo. Sangria Físico Biológico Ergonômico Esfola Físico Biológico Ergonômico Evisceração Físico Biológico Ergonômico Inspeção post mortem Físico Biológico Ergonômico Triparia Físico Biológico Ergonômico Cortes. Luva de látex. Patada de animais mal atordoado. Bucharia Físico Biológico Ergonômico . Luva de látex. Má postura. Ruído.28 LINHA DE PRODUÇÃO Recepção e Inspeção ante mortem TIPO DE AGENTE Físico Biológico Ergonômico Insensibilização Físico Ergonômico DESCRIÇÃO DO AGENTE Lida com animais bravos. Protetor auricular. Sangue de animais contaminados. Movimento repetitivo. Luva de látex. Capacete. Capacete. Avental impermeável. Óculos de proteção. Bota impermeável. Ruído. Avental impermeável. Sangue e outros fluidos de animais contaminados. Esforço físico. Umidade. Cortes. Mangotes em PVC. Mangotes em PVC. Esforço repetitivo. Touca frigorífica. Má postura. Mangotes em PVC. Bota impermeável. Umidade. EPIs RECOMENDADOS Capacete. Capacete. Touca frigorífica. Cortes. Touca frigorífica. Óculos de proteção. Avental impermeável. Capacete. Touca frigorífica. Protetor auricular. Uniforme adequado Capacete. Luva de látex. Protetor auricular. Avental impermeável. Má postura. Cortes. Capacete. Bota impermeável. Protetor auricular. Bota impermeável. Luva de látex. Óculos de proteção. Umidade. Óculos de proteção. Proteção coletiva. Movimento repetitivo. Bota impermeável. Risco de queda. Ruído. Risco de queda Ruído. Má postura. Sangue e outros fluidos de animais contaminados. Sangue e fezes de animais contaminados. Luva de aço. Capacete. Bota impermeável. doentes. Ruído. Cortes. moribundos ou acidentados. Sangue de animais contaminados. Má postura. Mangotes em PVC.

que além da necessidade de se aplicar a utilização dos EPIs. Protetor auricular. Bota térmica. deve ser feito um monitoramento das condições do ambiente de maneira a tornar o posto de trabalho o mais adequado possível. Japona para câmara fria. Luva térmica impermeável. Capacete. Japona para câmara fria. Ruído. Protetor auricular. Portanto observa-se no Quadro 3. Touca térmica. Touca térmica. Armazenamento Físico Ergonômico Baixa temperatura Má postura. . Quadro 3: Identificação dos agentes ambientais. Ruído.29 LINHA DE PRODUÇÃO Resfriamento TIPO DE AGENTE Físico Ergonômico DESCRIÇÃO DO AGENTE Baixa temperatura. Bota térmica impermeável. Má postura. EPIs RECOMENDADOS Capacete. Esforço físico. Esforço físico.

no entanto abrem diversas linhas de pesquisas voltadas a segurança e saúde do trabalhador ainda a serem abordadas. com relação a este ultimo que é o enfoque principal deste trabalho. Apesar de não ter sido constatado ou informado casos de contaminação na unidade frigorífica em questão.30 5. onde estes microorganismos tem como principal característica. É visível e presente o risco de contaminação do trabalhador por agentes etiológicos zoonóticos. podendo infectar o homem através das mucosas. ergonômicos e biológicos. Estudos como os relacionados às zoonoses. carne. CONSIDERAÇÕES FINAIS Com base na literatura e nos trabalhos científicos consultados. devido ao seu resguardo em fornecer informações ou livre acesso as suas instalações com o receio da divulgação de informações que possam comprometer o nome do empreendimento. havendo também a necessidade de se corrigir algumas irregularidades constatadas na Análise Preliminar de Riscos. referente à área de estudo. devido ao freqüente contato com o sangue. se desenvolverem predominantemente em células de organismos vivos. pôde ser constatado através dos registros fotográficos na unidade frigorífica dos riscos que os trabalhadores estão expostos aos agentes físicos. ainda são muito escassos. pele e de pequenos ferimentos provocados por instrumentos de trabalho ou não. está relacionado às dificuldades encontradas no desenvolvimento de pesquisas em empresas privadas. Principalmente quando estas infecções são causados por vírus fungos e bactérias. o risco não pode ser descartado. Um fato importante a destacar. . vísceras e outros fluídos de animais que possam estar doentes.

Todos estes elementos.31 6. são ferramentas essenciais para a prevenção e diminuição dos impactos causados por possíveis acidentes. com relação a sua atividade. são ações que seguidas corretamente acompanhados de uma jornada de trabalho adequada. higiene pessoal e do posto de trabalho. tende a levar os riscos de acidentes ou doenças do trabalho ao menor possível. . Bem como o mapeamento e identificação dos riscos. RECOMENDAÇÕES A prevenção é a melhor maneira de se evitar qualquer tipo de transtorno no ambiente de trabalho e a utilização dos Equipamentos de Proteção Individual e os Equipamentos de Proteção Coletivos. treinamento dos funcionários.

2009 . FERREIRA.anvisa. de 04 de setembro de 1997.gov. Série P+L. M. FILHO. Acessado em 17 de nov. I.º 25. Brasil e a Febre Aftosa: Detalhes do Descaso. LOBATO. 84p. E.agricultura.scielo. p. ISSN 1695-7504. A. Secretaria do Meio Ambiente. 398 p. Ciência Rural.pt/abelho/MicroAmbiental/trabalhos. Incidência e destino de carcaças de bovinos acometidos por Brucelose e Tuberculose no município de São Felix Do Xingu-PA no período de outubro de 2003 a maio de 2004. C.gov. y SZYFRES B. 29 de dezembro de 1994). 2009. Frigoríficos Industrialização da Carne Bovina e Suína: São Paulo. Escola superior Agrária de Coimbra. Disponível em: http://www. de 15 de setembro de 2004.pdf BRASIL.. Microbiologia Ambiental Ano lectivo 2008/2009. OLIVEIRA.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (Texto dado pela Portaria SSST n.. Surto de carbúnculo sintomático em bezerros. n. Disponível em: www. CARVALHO. F.691. Número. Santa Maria.esac. FIGUEIRAS. Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. CANAL. R. BRASIL. Pecuária e Abastecimento. J. C. F. nº 11 CETESB. Decreto Nº 30. N.br/deptos/dta/higiene/legislacao/MA/MA_P_368_97_MAPA.unicamp.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_09_at.br. Governo do Estado de São Paulo. Periodicidade: Semestral.945-947.gov. 2001.fea. 08. Do Ministro de Estado da Agricultura. v35. 2005. Ú. C. Disponível em www.trabalho. Volumen I: bacteriosis y micosis ALVIM. ISBN: 92-75-31580-9. B. Janeiro de 2007. P. Vol. FIESP. P.br/pdf/cr/v35n4/a34v35n4. R.pdf. H. Aprova o novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal. Acesso em 18 nov. Guia Técnico Ambiental. Disponível em www. Acesso em 18 nov. ASSIS. Portaria nº 368.pdf.. BRASIL. BIBLIOGRAFIAS ACHA.4.br/sislegis-consulta/consultarLegislacao. Disponível em http://extranet. 2008. Revista Eletrônica de Veterinária REDVET. R. Ano Iv. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária . C. CANAL. jul-ago.. NR 9 . P.ISSN 1679-7353 Publicação Científica da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Garça/Famed. CARVALHO. F.. Bacillus anthracis. Instituto Politécnico de Coimbra.. de 29 de março de 1952. Disponível em: http://www. Edita: Organización Panamericana de la Salud. 2009. A. Resolução RDC Nº 216. 2009. VI. V.32 7. Acessado em 17 nov. Zoonosis y Enfermedades Transmisibles Comunes al Hombre y a los Animales. CONDINHO. A. N. A. SANTOS. BRASIL.

ibge. Disponível em: http://www. Biblioteca www. Disponível em: http://www.php/1/63. Apostila do Curso de Engenharia de Segurança do Trabalho. Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT): Brasília.br/home/estatistica/populacao/contagem2007. Disponível em: http://www.org. disponível em MINISTÉRIO DA AGRICULTURA. SIC serviço de informação da carne. L. LAMBERT J.M. 11p. PECUÁRIA E ABASTECIMENTO.valee.sic.manualmerck. ROCHA. Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Sanidade Animal. FAET – UFMT. Disponível em www. R. Empresa Farmacêutico.gov. Acesso em: 22 nov. 2006. SANTOS.inf. RODIGUES. 2009 . F. VALÉE. Carbúnculo hemático. A importância da Febre Aftosa em Saúde Pública.br/PDF/Febre_Aftosa.br/doencas.net/ Médica Online. M. Acesso em 17 nov. A. Secretaria de Defesa Agropecuária. 2009.. Pinto. J. de Produtos Veterinários. Coordenação de Informação de Vigilância em Saúde. 2009. E. L.pdf.revista. MANUALMERCK. M. 2009.br/veterinaria10/revisao/edic-vi-n10-RL13. FAET – UFMT. Análise Preliminar de Riscos (APR).. PITUCO. Disponível em: http://www. Departamento de Saúde Animal. C. CANESIM.com. 2009. 2009.pdf. Brucelose.inf. Acesso em 25 nov. TOCANTINS..33 IBGE divulga resultados preliminares da contagem da população 2007. 2009. Instituto Biológico. Introdução a Engenharia de Segurança do Trabalho –Apostila do Curso de Engenharia de Segurança do Trabalho. Manual Técnico. M. R. acessado em 17 de Nov. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária Ano VI – Número 10 – Janeiro de 2008 – Periódicos Semestral.revista. Acesso em 16 nov.br/veterinaria10/revisao.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful