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O IMPACTO DA COMUNICAÇÃO NO MINISTÉRIO DE JESUS

INTRODUÇÃO

Definição do Problema

Como pastores e líderes nem sempre temos usado eficientemente os meios de


comunicação na pregação do evangelho. Entretanto, ao estudarmos o ministério de
nosso Senhor Jesus Cristo, percebemos que a comunicação teve papel decisivo na
expansão de Sua pregação.

Propósito da Investigação

O objetivo desta monografia é investigar o ministério de Jesus para descobrir a


importância que a publicidade teve no alcance de Sua mensagem. Visa mostrar
também que, ao contrário do que alguns possam pensar, Jesus conhecia e utilizava
os princípios básicos da comunicação.

Importância

Levar o evangelho às pessoas em todos os lugares é o principal objetivo da Igreja


Adventista do Sétimo Dia. Para isto é necessário empregar corretamente os
recursos que a comunicação oferece.

Definição dos Termos

Quando falamos em meios de comunicação entendemos aqueles que são


amplamente utilizados atualmente, ou seja: jornal, rádio, televisão, etc. Este
trabalho, porém, refere-se aos meios possíveis usados nos dias de Jesus.

Limitações

Não se pretende neste estudo mostrar como devem ser aplicados os recursos da
comunicação. Não se trata de analisar novas técnicas de publicidade e propaganda.
Este trabalho se limitará a mostrar o impulso que os meios de comunicação deram
ao ministério de Jesus, permitindo avançar em tempo recorde por todas as partes
da Palestina e mesmo fora da Sua área de atuação.

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Metodologia

Em primeiro lugar, será focalizado o contexto histórico da época em que Cristo


começou o Seu ministério; as condições políticas, culturais e religiosas que
prevaleciam naqueles dias. A seguir, será analisada a importância que tiveram os
meios de comunicação no avanço de Sua missão. Finalmente, o lugar que a
comunicação deve merecer no cumprimento da missão da igreja.

CAPÍTULO 1

O CONTEXTO HISTÓRICO NOS DIAS DE JESUS

A história judaica do primeiro século é importantíssima para a compreensão do


nascimento do cristianismo. Foi um período em que os judeus receberam forte
influência dos gregos e romanos.

Isso não era novidade.

"Durante a maior parte de sua existência como nação, o povo israelita foi uma
nação aberta a influências externas, e não isolada, fechada em si. Eles foram
sensivelmente afetados pela cultura de outras nações, pela sua língua, forma de
governo, religião, vestimentas e pela sua atividade esportiva e em muitas ocasiões
chegaram a adotar práticas de outros povos".

Essas condições na vida do povo de Israel, favoreceram grandemente a aceitação


das boas novas do evangelho de Jesus Cristo.

Condições Políticas

A história política do povo de Israel foi sempre marcada por altos e baixos. Muitas
vezes o país foi invadido e ocupado por potências estrangeirasas quais dominavam
e influenciavam amplamente a vida judaica. Tais condições marcaram
indelevelmente os judeus que foram dispersados por todas as partes do mundo.

Após um longo período sob a supremacia dos gregos, a Judéia foi conquistada pelos
romanos em 63 A.C., domínio que se estendeu até o ano 476 A.D.

Quando Jesus nasceu, toda a região mediterrânica estava sob firme


controle de Roma. A Palestina era, mais uma vez, região fronteiriça e elo vital nas
comunicações entre uma grande potência e as remotas províncias de seu império.
Nem Jesus, nem qualquer outro judeu podia escapar da influência de Roma

A perfeita localização de Israel era uma irresistível atração às poderosas nações


pagãs que viam em Israel "uma posição geográfica privilegiada na encruzilhada das
nações" e um importante elo de ligação com as principais culturas do mundo de
então.

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Este foi um dos fatores vitais para a futura expansão do cristianismo visto que
"quando o cristianismo fez sua entrada na história toda a metade do mundo
achava-se compreendida dentro do império romano". A constituição política de
Roma tendente a uma crescente unificação favoreceu imensamente a difusão do
evangelho de Jesus Cristo. Não apenas isso, "Sua presença ali significou o
incremento do comércio, transportes, lazer, educação, da segurança militar e de
outras vantagens".

Os meios de comunicação tiveram papel decisivo na propagação do ministério de


Cristo. Isto porém, somente se tornou possível graças às favoráveis condições
políticas em que o mundo encontrava-se e a posição ocupada por Israel no
contexto de então.

"O intenso intercâmbio internacional" era estimulado pelas excelentes estradas que
ligavam os principais centros comerciais e culturais em pontos estratégicos.
Portanto a unidade política e a relativa paz que reinava em todo o império criaram
condições propícias para que os meios de comunicação da época fossem mais ágeis
e eficazes em todos os aspectos, refletindo positivamente na divulgação do
cristianismo.

Condições Culturais

O povo de Israel foi grandemente privilegiado por sua forte herança cultural, pois o
sistema religioso judaico tornou-se a principal expressão da cultura de Israel,
transmitida através dos séculos, de geração em geração, o que consolidou sua
identidade como um povo peculiar e muito influenciou a sua trajetória como nação.

Nos dias de Jesus, a hegemonia política de Roma com a conseqüente queda das
barreiras e fronteiras entre nações abriu um vasto campo de visão. As diferentes
culturas e religiões influenciavam e se misturavam como nunca antes. "Em todas as
partes se achavam agora os homens em condições de estudar as religiões e
comparar suas divergências e pontos de contato em ritos e lendas".

Antes mesmo de ter seu território incorporado ao império romano, os judeus


desfrutavam de privilégios e concessões especiais. "O número de judeus que viviam
fora da Palestina havia muito tinha ultrapassado a dos judeus palestinos . . . Havia
comunidades judaicas espalhadas por todo o império, " até o ponto de
necessitarem que as escrituras fossem traduzidas para o grego.

Embora o aramaico fosse a língua comumente falada na Palestina no século I, o


grego também se tornou muito popular devido à forte influência helenística e com
freqüência usada pelos judeus. "O grego chegou a ser tão amplamente conhecido e
se arraigou tão profundamente, que os romanos...não puderam suprimi-lo".

A grande onda do momento era a cultura grega. Na palestina muitas cidades se


transformaram em centros de cultura grega. Os que desejavam falar com os
funcionários do governo tinham que falar em grego. As classes mais elevadas da
Judéia, inclusive os próprios sacerdotes, adotaram vestimentas e costumes gregos.

"A língua grega tornara-se 'o meio mais perfeito da língua romana. . ."' a língua do
comércio e da literatura e 'em toda parte era lida e em grande medida falada".
Ellen G. White, ao comentar sobre as condições do mundo naquela época escreveu:
"As nações estavam unidas sob o mesmo governo. Falava-se vastamente uma
língua, a qual era por toda parte reconhecida como a língua da literatura".

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Todos estes fatores criaram as condições necessárias para que mais tarde, quando
Jesus começasse o seu ministério, o evangelho fosse propagado de forma eficaz,
rápida e poderosa por todas as partes do mundo de então.

Além disso o grande impulso dado às comunicações bem como às


facilidades para se viajar contribuíam para aumentar a circulação de
novas idéias. Em toda parte, viam-se mercadores, soldados, operários,
filósofos, profetas e caminhantes, que transitavam livremente,
favorecidos pelas estradas abertas pelos romanos.

A facilidade de locomoção garantida pelos romanos desde 312 A.C. quando


construíram a Via Ápia, conhecida como "A Rainha das Estradas," inaugurada para
fins militares, mas que se tornou de grande importância política e comercial,
acabou por formar ''uma vasta rede de vias de comunicação que ligavam todas as
partes do império romano “.

Através dessas rotas estratégicas e da comunicação sem fronteiras, as pessoas


ficavam expostas às influências culturais e religiosas em todo o Império Romano,
aspecto decisivo na expansão do evangelho pregado por Nosso Senhor Jesus Cristo.

''A mensagem do Evangelho chegou ao mundo num momento em que poderia ser
rapidamente levado aos quatro cantos da terra. . . os romanos tinham implantado
um excelente sistema de transportes, e os cristãos tiraram o melhor proveito dele''.

Condições Religiosas

No início do primeiro século, Israel atravessava um momento difícil. Os últimos


quatro séculos haviam sido talvez os mais turbulentos de sua história. Foi um
período caracterizado pela inquietude religiosa.

Através das influências pagãs, falsos conceitos haviam penetrado na religião, a


ponto de a política tornar-se o principal motivo da religião. A posição do sumo
sacerdote tornou-se um cargo político permitindo que assumissem essa função
homens despreparados e corruptos. Incerteza, descontentamento e apreensão
prevaleciam tanto em assuntos religiosos quanto em políticos. "A expectativa
messiânica era forte entre os judeus durante este período. Muitos criam que o
prometido estava por aparecer". "O povo em seu estado de trevas e opressão, e os
príncipes, sedentos de poder, ansiavam a vinda Daquele que havia de vencer seus
inimigos e restaurar o reino de Israel".

Ao mesmo tempo, todo o mundo antigo experimentava um movimento de


transformação religiosa, em parte porque "as religiões pagãs estavam perdendo a
sua atração nas mentes dos que pensavam". Esse movimento de interesse religioso
universal "alcançou seu ponto culminante na época do nascimento de Cristo".

A presença dos judeus nas principais cidades do mundo causou uma profunda
impressão sobre as pessoas a respeito do Deus verdadeiro e "de uma maneira
definida preparou as mentes dos homens para abandonar suas velhas superstições
e aceitar o cristianismo quando ele veio".

"Essa expectativa de um libertador do mundo apareceu não somente entre os


judeus como também, embora em menor grau, nos círculos pagãos". E. G. White
vai além ao dizer "entre aqueles a quem os judeus classificavam de pagãos,
encontravam-se homens que tinham melhor compreensão das profecias da
escritura relativas ao Messias, do que os mestres de Israel. Alguns o esperavam

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como libertador do pecado. Filósofos esforçavam-se por estudar a fundo o mistério
da ordem interna dos hebreus".

Embora os judeus fossem quase sempre odiados pelas nações vizinhas, a sua
prosperidade impunha respeito. Seus princípios morais, suas práticas e vida familiar
eram modelos que se tornavam admirados entre os pagãos que os rodeavam.

O espantoso cortejo de crenças e deuses cultuados no império romano


refletia as muitas e variadas necessidades das pessoas em uma época
na qual a fome, a doença, e a guerra eram experiências comuns . . . em
meio a profunda corrupção e insegurança do mundo antigo, havia a
necessidade real de salvação, e muitas religiões tinham deuses
salvadores.

O fato do paganismo perder terreno, a constante influência judaica no mundo e


a contínua intranqüilidade política que pendia sobre toda civilização, fez com que a
expectativa de que logo apareceria um rei salvador se propagasse por todo o
mundo.

Alexandre Magno, ao conquistar o mundo, não desejou mudar a religião dos


povos conquistados. O seu conceito, porém, de um império mundial unido por
língua, cultura e literatura comuns afetou o pensamento da humanidade e preparou
o caminho para que o evangelho de Jesus Cristo tivesse alcance mundial.

CAPITULO II

O MINISTÉRIO DE JESUS NO CONTEXTO DA COMUNICAÇÃO

Jesus "foi o maior psicólogo e comunicador que surgiu neste mundo. . . o maior
experto em relações humanas". "Numa época em que as culturas grega e romana
exerciam forte influência sobre as pessoas, Jesus introduziu uma nova postura nas
relações humanas, o que representou um grande avanço em comparação à de seus
contemporâneos".

"Ele não foi educado pelas escolas de seu tempo, ele não foi ensinado pelos
rabis, ele nunca sentou-se aos pés de Gamaliel, mas ensinava como tendo
autoridade, suas palavras traziam uma nova visão da palavra de Deus. Velhas
verdades revestidas por uma nova luz”.

Jesus lançou o mais ousado de todos os programas: "Ide, portanto, fazei


discípulos de todas as nações." (Mt. 28: 19). "Considere a sublime audácia desta
ordem...criar uma forma de recepção...para uma nova idéia ou produto hoje
envolve um vasto maquinário de propaganda e despesa. Jesus não tinha dinheiro e
nenhum maquinário" por isso foi o maior propagandista que já existiu e "tão grande
foi o impacto da sua personalidade que hoje ainda contamos os anos da história
pela data do seu nascimento".

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No Templo

Dedicou a primeira etapa do seu ministério à Judéia, e a sua presença ali foi
decisiva para a futura expansão do evangelho e revelou que Jesus conhecia e
utilizava os princípios básicos da comunicação.

Embora se reunissem semanalmente nas sinagogas locais espalhadas por todo o


mundo, "Jerusalém continuou sendo o foco para a religião e a lealdade de todo
judeu, pois lá estava o templo, o único lugar na terra onde os ritos completos da
religião judaica podiam ser celebrados".

"A rotina dos serviços do templo de Jerusalém continuava com dignidade e


pompa inalteráveis,. . . milhares de peregrinos procedentes dos confins mais
distantes da Palestina e de todo o mundo acudiam a Jerusalém para as três festas
anuais...os fariseus anelavam retidão; o povo comum, o gozo da religião; a nação,
o messias".

Por ocasião das festas especiais do seu calendário, os judeus vinham


`Jerusalém aos milhares. "Havia aproximadamente dois milhões e meio de judeus
na Palestina na época de Cristo. Mas havia mais de três milhões de judeus
'helenístas' fora da Palestina".

A identificação nacionalista com Jerusalém, a beleza do novo templo, e


expectativa quanto à vinda do Messias e o desejo de rever os familiares atraiam
para Jerusalém, judeus procedentes de todas as partes do mundo. Ellen G. White
descreve esse fenômeno ao dizer: "de todas as terras os judeus da dispersão
reuniam-se em Jerusalém para as festas anuais. Ao voltarem para os lugares de
sua peregrinação, podiam espalhar por todo o mundo as novas da vinda do
Messias".

Ao iniciar o seu ministério na Judéia durante a festa da páscoa, Jesus


demonstrou a importância estratégica da comunicação ao estar no lugar certo no
tempo certo. Jesus "usava muito a comunicação de massas, atimgindo a vários de
uma só vez. Outra tática do Senhor Jesus era a propaganda de ocasião, através de
milagres apresentava lições do reino de Deus".

Nas Sinagogas

As escolas das sinagogas surgiram na vida do povo judeu no tempo do exílio


babilônico pois, "antes do cativeiro, as práticas religiosas de elevada categoria
somente eram celebradas no templo de Jerusalém. Enquanto durou o cativeiro em
Babil6onia, era impossível assistir o culto no templo e por isso foram se erguendo
sinagogas em diversa partes, dentro e fora da Judéia".

Durante o ministério de Jesus, a sinagoga "era parte vital da vida judaica". Não
apenas servia como lugar de adoração, estudo da lei e dos profetas, mas também
era usada frequentemente como escola para a juventude e até mesmo como
tribunal loca. Por tudo isso tornou-se muito popular entre o povo, que desfrutava
sem receios dos seus serviços.

Na época em que Jesus iniciou seu ministério, a sinagoga representava


uma grande força em sua terra que não podia ser ignorada. Depois do
templo de Jerusalém era a instituição religiosa mais importante. A

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grande vantagem dela era que se achava mais acessível ao povo em
geral.

Aqueles que não podiam ir à Jerusalém viam na sinagoga um substituto do templo.


"Cada vila tinha sua sinagoga e cada cidade possuía várias. Qualquer judeu podia
edificar uma ou, caso preferisse, transformar sua casa em sinagoga". Em seus
cultos "alguns comentaristas alcançavam grande reputação, como os grandes
pregadores de hoje, sendo muitos deles solicitados nas sinagogas". Jesus
certamente estava entre eles e tornou-se o maior deles.

Jesus sabia da importância estratégica que as sinagogas tinham na divulgação de


sua mensagem. "O que a câmara municipal e a igreja representavam para a cidade
medieval, a sinagoga representava para os judeus". Por isso Ele as visitou
constantemente durante todo o seu ministério, principalmente na Galiléia.

Reconhecidamente a galiléia foi o lugar onde Jesus dedicou a maior parte do seu
ministério, e provavelmente onde visitou o maior número de sinagogas pois "era
uma região densamente povoada com mais de duzentas aldeias e povoados". Era
também "uma encruzilhada de algumas das estradas mais movimentadas do
mundo antigo".

A extraordinária posição da sinagoga para a veiculação de idéias entre o povo, na


Palestina e no estrangeiro foi vital para a propagação do evangelho de Nosso
senhor Jesus Cristo. E Ele tinha consciência deste fato.

O Contato Pessoal

A comunicação pessoal teve grande papel na propagação do ministério de Jesus.


Embora quase sempre acompanhado por multidões, Jesus fez do contato pessoal
Sua prioridade. "Ele tinha em grande apreço o auditório constituído de uma única
alma. Daquela alma, saía para milhares o conhecimento recebido". Os momentos
mais significativos da Sua vida foram os que Ele dedicou em favor das pessoas
individualmente. Muitas delas o procuravam a sós, em particular, e foram essas
pessoas que espalharam a Sua fama por todas as partes.

Jesus empregou a maior parte do Seu tempo no contato com indivíduos, e para
isso aproveitava todas as oportunidades.

Não só na sinagoga. . . mas à margem do lago, nas encostas dos


montes, nas planícies, em casas de publicanos e fariseus, nas praças e
ruas. Não tinha lugar predileto; onde houvesse gente para escutar, aí
Ele discursava do que lhe ia pelo coração.

Ellen G. White mostra a maneira dinâmica de Jesus comunicar-se: "aproximava-


se do coração do povo. . .ia-lhes ao encontro em suas ocupações diárias, e
manifestava interesse em seus negócios seculares. . .a poderosa simpatia pessoal
que dEle emanava conquistava os corações".

Numa época em que as mulheres eram grandemente desprezadas, através do


contato individual, Jesus as valorizou e abriu diante delas uma nova visão. As
mulheres não podiam participar ativamente dos cultos no templo e na sinagoga.
Todavia,

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“Jesus recebeu algumas mulheres como companheiras de viagem. Ele incentivou a
Marta e Maria a sentar-se a Seus pés como discípulas (Luc. 10: 38-42). O respeito
de Jesus pelas mulheres era algo surpreendentemente novo”.

Ao falar com a mulher samaritana junto ao poço

achava-se desfalecido e fatigado, não negligenciou, no entanto, a


oportunidade de falar a uma única mulher, conquanto fosse uma
estranha, inimiga de Israel, e vivendo abertamente em pecado. . .pouca
importância, mesmo para os discípulos, parecia ter essa mulher de
Samaria, para o Salvador gastar com ela seu tempo. Ele, porém,
raciocinou mais fervorosa e eloquentemente com ela, do com reis ,
conselheiros e sumo sacerdotes. . . porém por meio da mulher que
haviam desprezado, porém, toda uma cidade foi levada a ouvir o
Salvador.

Jesus via em cada pessoa um propagandista em potencial do evangelho, como Ele


mesmo era. Jesus se comunicava com as pessoas "em qualquer lugar e a toda
hora". Ele "criava situações tais para que pudesse estar sozinho com os indivíduos".
Através do contato pessoal, demonstrou considerar a todos quer fossem homens,
mulheres ou crianças, igualmente importantes. Essa comunicação constante e
informal foi decisiva no impacto que o cristianismo causou sobre o mundo.

CAPÍTULO 3

A COMUNICAÇÃO E A IGREJA

A igreja cristã primitiva deu os seus primeiros passos num momento em que a
mensagem poderia ser rapidamente levada aos quatro cantos da terra. A igreja
hoje também desfruta de certa maneira as vantagens de paz e unidade política,
cultura comercial e linguística"[63] em quase todas as partes do mundo. Como nos
dias de Jesus, vivemos numa época de trans formaçào política social e religiosa, o
que favorece a pregação, tornando as pessoas mais receptivas ao evangelho de
Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Importância da Comunicação

Atualmente, a maioria das empresas, igrejas e instituições tem usado amplamente


os meios de comunicação, visando um melhor e eficaz desempenho das suas
atividades. A Igreja Adventista do Sétimo Dia deve também utilizar sabiamente os
recursos que a comunicação oferece. Isso não apenas é necessário, é imperativo.

Hoje graças a uma economia mundial vibrante, às telecomunicações


globais e ao aumento do fluxo de viagens internacionais. . .nos centros
urbanos do mundo desenvolvido, sinais de uma nova cultura
internacional estão quase por toda parte. Estamos intercambiando
hábitos alimentares, música e moda com tanto entusiasmo que um
novo estilo de vida, internacional e universal, reina...o mundo está se
tornando cada vez mais cosmopolita e estamos todos nos influenciando
uns aos outros.

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A igreja deve aproveitar esse interesse despertado nas pessoas pelo avanço
tecnológico. Este é o plano de Deus. E. G. White diz:

Deus dotou os homens de capacidade inventiva a fim de que seja


efetuada, a Sua grande obra em nosso mundo. As invenções da mente
humana parecem proceder da humanidade mas Deus está atrás de tudo
isso. Ele fez com que fossem inventados rápidos meios de comunicação
para o grande dia da Sua preparação .

Como Adventistas do Sétimo Dia precisamos reconhecer que ainda, não temos
usado "adequadamente e com vigor" os meios de comunicação. Às vezes agimos
como se não acreditássemos que Deus os suscitou para serem veículos da
mensagem de salvação. No entanto, os meios de comunicação de massa, são os
mais eficientes e atuais para a propagação do evangelho a todo mundo.

"Hoje o rádio, tanto quanto outros veículos de comunicação, segmenta os públicos


que coincidem em características, e tem necessidades semelhantes, para dirigir-
lhes a mensagem de uma forma mais adequada e direta".

A imprensa, rádio e televisão são hoje os mais poderosos instrumentos da


sociedade. Segundo o pastor João Wolff "a obra de rádio tem contribuído nos
últimos anos com mais de 40% dos batismos da Divisão".

Quando como igreja, utilizarmos esses meios em toda sua potencialidade


alcançaremos com a benção do Senhor "cada nação, e tribo, e língua, e povo" (Ap.
14: 6), visto que o seu poder de penetração e influência é incontestável. Graças a
Deus pelos modernos e eficientes meios de comunicação colocados `a nossa
disposição para a pregação de evangelho eterno.

O Exemplo de Jesus

E. G. White ao falar da necessidade que o mundo tem de Jesus acrescenta


"unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do
povo". Jesus quando esteve nesta terra usava uma abordagem específica em
relação com a necessidade de cada pessoa. Misturava-se com as pessoas, falava-
lhes a respeito de coisas que elas conheciam melhor, comia com elas `a mesa,
dormia em sua casas.

"Jesus nunca se limitou a um único método de ensino. . .se Ele empregou vários
métodos, é claro que considerava a todos como legítimos e proveitosos e achava
que o melhor método era aquele que desse melhor resultado em certas
circunstâncias.

A igreja hoje também, a exemplo de Cristo, deve desenvolver métodos criativos


para alcançar as diferentes classes de pessoas. Utilizar os meios de comunicação
não significa rebaixar a mensagem, ao contrário, precisamos ser criativos e
apresentar o evangelho de forma bela e atrativa como Ele é. "Nas cidades hoje,
onde existem tantas coisas destinadas a atrair e agradar, o povo não pode ser
interessado por esforços ordinários. . .tem de se fazer uso de todos os meios que
possam ser planejados para fazer com que a verdade sobressaia clara e
distintamente".

Neste sentido Cristo foi o comunicador por excelência. E. G. White aconselha: "dos
métodos e trabalhos usados por Cristo podemos aprender muitas e preciosas lições.
Ele não seguiu apenas um método; de várias maneiras procurou atrair a atenção
das multidões". E mais adiante acrescenta: aqueles que estudarem os métodos de

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ensino de Cristo, e se educarem em lhe seguir o trilho, hão de atrair grande
número de pessoas".

Ao estudar o ministério de Jesus, é interessante verificar Sua sabedoria e destreza


ao adaptar os recursos da comunicação disponíveis em Seus dias. É imprescindível
usarmos hoje os meios disponíveis como imprensa, rádio, televisão e outros, para a
divulgação do evangelho. Agir assim é seguir o exemplo de Jesus. "Jesus é
incomparável no uso de métodos, e ensinou como nenhum outro. Praticamente
tudo aquilo que hoje é mui comum nas atividades educacionais foi usado por Jesus,
ao menos em embrião".

Para revelar-se a nós Jesus utilizou métodos interessantes de propaganda. Ele


deseja que sigamos Seus métodos. No grande plano de propaganda de Nosso
Senhor Jesus Cristo estamos incluídos e somos indispensáveis com um único
propósito: despertar o mundo.

A Comunicação no Espírito de Profecia

Nos escritos de Ellen G. White encontramos muitos pensamentos que valorizam e


incentivam o sábio uso dos meios de comunicação. A seguir estão alguns deles:
"Deus deseja que sigamos métodos novos e ainda não experimentados"

"Temos que fazer uso de todos os meios lícitos para apresentar a


verdade ao povo. Lancemos mão da imprensa e ponhamos em ação
toda propaganda que sirva para atrair a atenção do povo. Isso não deve
ser considerado como sendo coisa de somenos importância. Em cada
esquina de rua podeis ver placas e anúncios, chamando a atenção para
várias coisas que ocorrem, algumas delas das mais condenáveis. E será
que os que possuem a luz da vida se satisfarão com débeis esforços
para atrair a atenção das multidões para a verdade?"

"A verdade será apresentada de tal modo que o que passar correndo
poderá lê-la. Descobrir-se-ão meios que possam alcançar os corações.
Alguns dos métodos usados nesta obra serão diferentes dos que foram
postos em prática no passado; mas ninguém, por causa disto, feche o
caminho pela crítica"

Não devemos esconder a verdade nos cantos da terra. Ela deve tornar-
se conhecida; Deve brilhar em nossas grandes cidades. Cristo em Seus
labores tomou Sua posição à margem do lago e nas grandes vias de
comunicação onde Ele poderia encontrar pessoas de todas as partes do
mundo.

Os cristãos que estão vivendo nos grandes centros de comércio e


movimento tem oportunidades especiais. . . nos afamados centros de
saúde e centros de tráfego turístico do mundo, apinhados de muitos
milhares em busca de saúde e prazer, devem ser colocados ministros e
propagandistas capazes de atrair a atenção das multidões.

"Há necessidade de obreiros de mente lúcida, que delineiem métodos pelos quais
alcancem o povo. Precisa-se fazer alguma coisa no sentido de desfazer o
preconceito que existe no mundo, contra a verdade".

Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-


se do povo. O Salvador misturava-se como homens como uma pessoa
que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-

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lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então:
segue-Me.

CONCLUSÃO

Jesus foi o maior comunicador que já existiu e o Seu programa publicitário visava
alcançar a todas as pessoas da terra com o evangelho. Sua vida e métodos deve
merecer nossa máxima atenção.

Há muito que se aprofundar em Cristo, sendo Ele qual mina com muitas
cavidades cheia de ricos veios, e por mais que se cave, nunca se chega
ao termo, nem se acaba de esgotar; ao contrário, se vai achando em
cada cavidade novos veios de novas riquezas, aqui e alí, conforme
testemunha São Paulo quando disse do mesmo Cristo: 'em Cristo estão
escondidos todos os tesouros de sabedoria e ciência' (Col. 2: 3).

Se estudarmos mais a vida de Jesus e imitarmos Seus métodos, poderemos ser


como igreja o out-dooor de Deus, a constante propaganda de Deus para o mundo.
As condições do mundo são tão favoráveis como nos dias de Cristo. Como naqueles
dias, as pessoas hoje estão ansiosas e ávidas pelo evangelho. Ao descrever as
pessoas daquele tempo, E. G. White diz: "havia almas ansiosas de luz, cheias de
perplexidade e dor. Tinham sede do conhecimento do Deus vivo".

"O mundo necessita atualmente daquilo que tem sido necessário já há mil e
novecentos anos - a revelação de Cristo" Os meios de comunicação devem ser
instrumentos para a revelação de Jesus Cristo. Nesse aspecto, nossa confiança não
deve estar na propaganda em si mesma, mas na ação do Espírito Santo através
dela. Somente assim, o papel que a comunicação teve no início da igreja cristã,
deverá Ter no final da história, no triunfo da igreja de Deus neste mundo.

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