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Manual Cardiogeratria

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A insuficiência aórtica tem incidência bem menor que a da estenose
e normalmente costuma ser discreta ou, às vezes, moderada. Sua etiologia
é devida a HAS, alterações degenerativas da valva aórtica ou alterações
aneurismáticas da aorta ascendente.
Em uma casuística de pacientes idosos com insuficiência aórtica
que foram submetidos a tratamento cirúrgico, a etiologia reumática foi
a causa em 39% dos casos, a doença da aorta em 28%, a alteração
isolada da valva aórtica, incluindo doença reumatóide, em 22% e a EI
em 11%16

.

I – Diagnóstico

Os achados clínicos característicos na insuficiência aórtica são o sopro
cardíaco e as modificações de pulsos periféricos. O sopro é diastólico,
em decrescendo, aspirativo e é melhor audível no rebordo esternal
esquerdo ou no foco aórtico. Em casos de maior gravidade, tanto a
intensidade como a duração do sopro podem estar reduzidas. A análise
dos pulsos periféricos pode oferecer dificuldades nos idosos e apresentar
alterações de amplitude, devido à perda de elasticidade das grandes
artérias.

O raio X de tórax pode ser importante para a avaliação de vários
dados, entre os quais a dilatação aneurismática da aorta ascendente,
principalmente quando analisada em projeções oblíquas e de perfil.
O ecodopplercardiograma é importante para elucidação diagnóstica,
para avaliação da gravidade da lesão e também para o acompanhamento

Valvulopatia no Idoso

Tabela 2

Insuficiência mitral – Recomendações para cirurgia

Lesão grave sintomática
Lesão moderada/grave assintomática
•Apenas se for necessária cirurgia para outras condições cardíacas associadas

127

de portadores de insuficiência aórtica. Ele avalia a função ventricular
através de índices.
Índice de volume diastólico final > 150 ml/m2

ou diâmetro diastólico
do ventrículo esquerdo (VE) > 70 mm e índice do volume sistólico final >
60 ml/m2

ou diâmetro sistólico > 55 mm e FEVE < 0,55 associam-se a

disfunção ventricular17-20

. Esses índices, importantes na avaliação de
indivíduos mais jovens, servem apenas para indicar um acompanhamento
clínico mais cuidadoso nos idosos. A decisão cirúrgica baseia-se mais
precisamente no aparecimento de sintomas.
O acompanhamento ecocardiográfico em casos de disfunção
moderada deve ser anual; nos assintomáticos com lesão grave, a cada
seis meses. O cateterismo cardíaco deve ser solicitado quando há
discrepância entre a clínica e os exames complementares, para avaliar
presença de DAC, ou para a realização de cinecoronariografia,
necessária em todos os casos encaminhados para a correção valvar
cirúrgica.

II – Tratamento clínico

O tratamento clínico está reservado para o paciente assintomático,
com insuficiência aórtica moderada a grave e com FEVE preservada. A
melhor opção é o emprego de inibidores da enzima de conversão da
angiotensina. Outras opções são os vasodilatadores e os antagonistas
dos canais de cálcio20

.

III – Tratamento cirúrgico

O tratamento cirúrgico deve ser considerado nos pacientes sintomá-
ticos, a despeito do tratamento clínico instituído. Na lesão moderada a
grave, a intervenção cirúrgica deve ser indicada apenas se for necessária
cirurgia para outras condições cardíacas associadas.
Quando a insuficiência aórtica está associada a aneurisma de aorta
ascendente ou dissecção da aorta, a colocação de um tubo ascendente,
com suspensão da valva aórtica pode ser feita, com bom índice de
sucesso a longo prazo21

(Tabela 3).

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