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Revolução Francesa - Aula 4 - A

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Revolução Francesa

Aula: Prof. Willians • • Revolução é um laboratório político da modernidade, que experimenta idéias como liberalismo, constituição, livre mercado, etc. A sociedade francesa do século XVIII se tornou conhecida como sociedade do antigo regime. Essa denominação foi revolucionária, dada pelos revolucionários. É importante falar nisso porque não há uma definição, um conceito sobre o que seja o nome sociedade do antigo regime. Se nos tentássemos essa definição teríamos que ter em mente que a sociedade francesa do século XVIII não era totalmente uma sociedade feudal, mas também não era uma sociedade capitalista. Era, portanto, uma sociedade de transição e ambígua. o O que era herdado do feudalismo: Divisão da sociedade em ordens (Ordem não é classe social):  Ordem clerical (alto clero, altos dignatários)  Ordem nobiliárquica (nobreza provincial, nobreza aristocrática, nobreza de espada (brasão) e nobreza de toga (Compra do brasão)).  Terceiro Estado. (o resto da sociedade: burguesia em geral, classe média, trabalhadores do campo em todos os seus níveis e o baixo clero. Representava 85% da população francesa.

OBS: Nesse sentido a sociedade do antigo regime era uma sociedade de privilégios, (entendido como o ambiente jurídico ser delineado para apenas alguns, o que não significava que apenas a nobreza ou o clero tinham direitos, mas que esses eram mais defendidos e resguardados pelas duas primeiras ordens). Cada ordem tinha sua lei, não havia uma lei para todos. Não consistia, portanto, uma sociedade sem lei. Um dos mais importantes privilégios era que a nobreza não pagava impostos sobre a propriedade da terra. o O que era herdado do capitalista: Burguesia razoavelmente desenvolvida.  Pensamento liberal, liderado pela classe média bastante divulgada  O campo da franca, a economia agrícola não era mais feudal. OBS: A Igreja e a Coroa eram grandes proprietários e tinham direitos a uma série de impostos feudais cobrados aos trabalhadores, que já estavam nas terras a séculos e dificilmente poderiam ser retirados das mesmas. Assim, na prática, os nobres não podiam dispor livremente de suas terras, mas teoricamente poderiam cobrar impostos até o limite da extorsão. Aqui está a grande ambigüidade da sociedade francesa, possui um estrutura jurídica feudal, mais já está corroída por valores capitalistas burgueses. Era um Estado que do ponto de vista jurídico não atendia mais aos setores mais dinâmicos da economia.

Essa contradição na sociedade do antigo regime torna-se insuportável na década de 1780, uma vez que é nesse período um longo momento de crescimento e prosperidade é interrompido. Isso abre a partir de 1778 um ciclo depressivo que levará a revolução. Houve três acontecimentos que contribuíram para o fim do ciclo de prosperidade: o Participação da guerra de independência dos EUA. O Estado Frances gastou muito dinheiro nessa guerra. o Tratado de livre comércio com a Inglaterra de 1786. Esse tratado estipulava que a Inglaterra abria seu mercado para os vinhos franceses e a Franca abria seu mercado para as manufaturas inglesas. Isso atinge duramente as manufaturas francesas que não tinham a mesma produtividade das inglesas. o Más colheitas dos anos de 87 e 88. A economia como um todo dependiam do bom desempenho da agricultura. O preço do pão aumentava, a carestia aviltava o custo de vida da população e da produção manufatureira que tinha que elevar os salários para repor o nível mínimo de reprodução da mão-de-obra. Esses fatos levaram a crise econômica o que pressionava o déficit comercial e governamental da Franca. Para cobrir esses déficites o governo recorria a empréstimos bancários e a dívida ia se acumulando. Os ministros da economia franceses, que provinham da burguesia, começavam a se convencer de que nada salvaria as finanças nacionais a não ser uma profunda reforma tributária, na qual a nobreza e o clero teriam que passar a pagar impostos. Essa constatação e a resistência dessas classes em pagar tributos foi a faísca da revolução. A experiência história afirma que é durante as reformas e a mudança das expectativas que isso leva é que se produz revolução. Sob pressão, Luis XVI consulta o parlamento de Paris e o Parlamento diz que a decisão de se taxar a nobreza deveria ser tomada pelos Estados Gerais. A convocação dos Estado Gerais que não ocorria desde 1614 foi aceito por dois motivos: o Luis XVI não queria tomar a decisão sozinho de taxar a primeira e segunda ordens o Outro ponto era que a nobreza em si, sempre achou o absolutismo uma afronta a seu poder, Montesquieu falava exatamente em recuperar os mecanismos intermediários de decisão. Essa convocação foi prontamente aceita em 1787. Os Estados gerais eram o antigo parlamento do reino e fazia mais de 150 que o reino não era ouvido, o rei governava dando satisfação somente a Deus. Para re convocar os Estados Gerais cada ordem deveria convocar seus representantes, então a sociedade francesa entra em regime de eleições para os Estados Gerais. No terceiro Estado, os intelectuais, representado a burguesia,

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passam a fazer propaganda para serem eleitos e vão se basear nos conceitos iluministas e constitucionalistas. É aqui que a idéias iluministas e liberais entram em debate contra a antiga ordem. (Texto: o que é o terceiro estado do Abade de Seye). O terceiro Estado é tudo, as outras duas ordens não são nada, nada produzem, mas decidem por todos. Assim, são as eleições para os Estados Gerais que põem em prática todas aquelas idéias que vinham sendo discutidas no seio da burguesia desde Locke. Em maio de 1789, há a reunião dos Estados Gerais. Mostrava toda a ambigüidade da sociedade francesa. Na cerimônia de credenciamento o clero apresentava-se paramentados. Já a vestimenta do terceiro Estado era apenas uma capa preta com um capuz preto, o mais simplório possível. Já na abertura dos Estados Gerais, o terceiro Estado faz uma objeção que era pautada na incongruência daquela situação com a tradição que previa o voto por ordem e não proporcional ao tamanho de cara classe. Os deputados do terceiro Estado solicitaram ao Rei que dobrasse o numero de seus deputados o que Luis XVI atende prontamente. O rei a assim o faz porque o voto era por ordem. Após de ter conseguido sua duplicação por desgosto rei, os deputados do Terceiro Estado pedem o voto por representante. Com isso o Rei não concordou. O Terceiro Estado fincou o pé, jurou unidade e em 9 de Julho autoproclamou-se Assembléia Nacional Constituinte e logo criou-se uma guarda nacional para protegê-la (Marques de Lafayette). Com isso o Terceiro Estado dava início ao processo revolucionário, uma vez que colocava toda a estrutura político administrativa do reino em suspenso. A Monarquia começa mobilizar as forcas armadas e é nesse momento que o povo de Paris inicia as demonstrações de rua (Passeatas, comícios, Marchas). Essas manifestações culminam com a invasão da Bastilha (Fortaleza que ficava aos muros da cidade e já estava desativa e continha poucos prisioneiros, a Bastilha era, entretanto um símbolo da repressão do regime). A revolução começa na cidade de Paris com a tomada da Bastilha, mas isso refletiu no resto da Franca e provocou o Grande Medo, foi a revolucao no interior do país. Antes do fim da Assembléia Constituinte, votou-se pelo fim dos privilégios feudais e em 26 de Agosto de 1789 a Assembléia declarou os Direitos do Homem e do Cidadão, na qual garantiu-se o direito de propriedade (Direito Naturais do Homem), a soberania emanava do povo, etc. (Ver a declaração na Internet). Essa declaração antecede a constituição e aponta a direção política da Franca. Em outubro de 1789, começa trabalho o trabalho da constituinte que será concluído em Setembro de 1791. Com o início dos trabalhos da constituintes inicia-se a Primeira Fase da Revolução Francesa, a chamada Monarquia Constitucional. Qual constituição prepararam os constituintes: No plano social, elaboraram uma constituição que primasse pela igualdade de direitos. No plano econômico, prezava a liberdade completa de produção e circulação de bens assim como a não interferência do Estado na economia. Dava fim as corporações de ofício, unificava os pesos e as medidas e proibiu os sindicatos, introduziu o papel moeda. A constituição introduzia uma ordem liberal. No plano religioso, separou-se o Estado da Igreja e instituiu a liberdade de crença. Também elaborou a constituição

civil do clero (que deu problema, uma vez que Roma não podia nomear, apenas indicar os bispos e cardeais na Franca). No Plano político, realizou a separação dos poderes e instituiu o princípio da representatividade por meio das eleições (indiretas, voto censitário). Quando os constituintes já estavam bem avançados em seu trabalho, ocorre um fato inesperado: Luis XVI tenta fugir e foi descoberto em Varrene. Isso desestabiliza o processo, uma vez que Luis XVI perde totalmente a legitimidade. Os próprios constituintes tentaram desmentir que o rei havia fugido, porque isso os obrigaria a discutir a republica, ponto que nenhum constituinte queria debater. O povo, entretanto, não acredita nisso. Em julho de 1791, há uma grande manifestação popular no campo de Marte, hostilizando o rei. A guarda nacional atira na multidão, e cria uma divisão entre as forcas revolucionárias. Em setembro de 1791 Luis XVI jura a constituição (primeira constituição do período), mas as dissensões já estavam a caminho.

OBS: Há 4 constituições no período revolucionário. A primeira é a de cunho liberal em 1792, a segunda é de cunho democrático de 1793, também conhecida como jacobina. A terceira é de 1795, que marca a volta do viés liberal a ordem jurídica francesa e a quarta é de 1800 com Napoleão. • • Algo é importante lembrar. Em 1791, a crise econômica persiste e os países vizinhos, ao contrário daquilo que pensavam no início da revolução, começam a se preocupar e mobilizar suas tropas e levá-las para a fronteira. Esse cenário de potencial invasão externa e de crise, leva a cisões na Assembléia Legislativa (pós setembro 1791, substituindo a Constituinte), que foram iniciadas com a fuga do rei. É aqui que as forcas políticas passam a ser fortemente dividas entre o que ficou conhecido como Girondinos e Jacobinos.

OBS: Nessa época não havia partidos políticos, eram correntes de opinião. • • Desde as eleições para a Assembléia constituinte, houve intensa politização dos diversos grupos, principalmente em grandes cidades. Esses grupos se reunião em associações e clubes para discutir o rumo político do país. Evidentemente, havia clubes mais prestigiosos do que outros. Havia um clube que se reunia no convento dos Jacobinos e era freqüentado por diversos parlamentares. Discutia-se muito a questão das tropas estrangeiras nas fronteiras e a da economia em crise. Nesse grupo havia duas posições. o A primeira defendia a tese que a situação econômica se resolveria pela própria movimentação do mercado. Eram os liberais. Também defendiam a tese de uma guerra preventiva. o A segunda gostaria de maior intervenção estatal e eram contrários a guerra preventiva. Robespierre, representante desse grupa mais radical, fixou uma imagem muito interessante “A guerra pode produzir um Cesar”.

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Esse grupo não conseguiu manter a unidade e o primeiro grupo decidiu romper e passaram a ser conhecidos como girondinos, a parte mais dinâmica desses grupos, a Gironda era uma área portuária na Franca ligada ao grande comércio. Os girondinos tornaram-se sinônimos de liberais. Aqueles que se mantiveram no clube original ficaram conhecidos como Jacobinos.

OBS: Esse dois grupos foram os mais ativos nas disputas políticas, mas havia outros. • Na Assembléia Francesa quem leva vantagem são os Girondinos, deixam a economia funcionar e iniciam a guerra em 1792. Iniciam a luta porque entendiam que a guerra era uma oportunidade para movimentar a economia. Consideravam que a guerra teria o efeito de exportar as contradições nacionais. Diante da guerra se procuraria unificar o país.

OBS: A guerra começa como uma guerra preventiva e passa para uma guerra defensiva. Em 1794, a ameaça estrangeira é afastada e começa a guerra expansionista e a partir de 1799 é uma guerra imperial. • O plano girondino de fazer guerra para unificar a franca não logra êxito. Em primeiro lugar, devia-se encontrar um exército e o único disponível era o exército real e o exército real tinha seus oficiais na nobreza, que, em sua maioria, estava no exílio. As derrotas foram se acumulando até que o povo (sans coullote) se rebelou e invadiu a prefeitura de Paris (Comuna) e se descobriu que o rei era um traidor, porque era ele quem divulgava as posições do Exército Frances para os inimigos. É aqui que se radicaliza o processo.

OBS: Os Sans Coullote são as camadas urbanas, que são articulados pelos diversos clubes existentes nas cidades. Consistiam no povo radicalizado e eram vinculados aos jacobinos. OBS: A fonte de inspiração jacobina era Rousseau e para os girondinos era Montesquieu • Com a Comuna de Paris, dissolve-se a Assembléia legislativa e convocam-se eleições para uma Convenção Nacional, em Agosto de 1792, iniciando a segunda fase da Revolução. Com a convenção eleita surgiu o problema de o que se fazer com o rei. Decidiu-se pela decapitação do Rei, pela grande pressão dos radicais jacobinos. Com a morte de Luis XVI, foi proclamada a República em 1792. Na república foi instituído novo calendário Nessa segunda fase é iniciada a chamada república democrática e vai de Junho de 1793 a julho de 1794. É aqui que a ditadura jacobina se instaura com a expulsão dos girondinos da Assembléia Legislativa. Esse período da ditadura jacobina também é chamado de PERÍODO DO TERROR. No Início de 1793, já se percebem forcas contra-revolucionárias simpáticas a aristocracia e a maior delas foi a da província de Vendéia. No que tange a guerra, esta ia muito mal e as tropas estrangeiras já se aproximavam da franca. É aqui que ocorre a radicalização e se declara a pátria

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em perigo, convocando-se um novo exército que correspondia a nação em armas. Os soldados provenientes de Marsey vêm marchando e cantando uma música que depois ficaria sido conhecida como a Marselhesa, um canto a guerra. Um momento importante nesse processo é a batalha de VALMY, em que esse exército popular derrota os prussianos.

OBS: Para muitos estudiosos do nacionalismo afirmam que o nacionalismo começou aí. Getts, filósofo alemão, afirmou que um mundo novo nascia em Valmy, pela primeira vez um exército se batia por uma idéia abstrata e não pelo soberano. • • • Os Jacobinos, também em 1793, proclamam uma nova constituição de viés democrático por plebiscito. O Caput da Constituição dizia “A finalidade da sociedade é o bem comum”. No plano econômico os jacobinos estabelecem a política do preço máximo a todos os produtos (Choque heterodoxo), que correspondia ao congelamento de preços. No período jacobinista tenta se pôr em prática os ideais de Rousseau e o nome mais famoso desse momento seria Robespierre. Era conhecido como incorruptível e instituiu o culto a razão. Era fortemente anti-clerical.

OBS: Havia outros como Danton, Marat, Jean Luis David, etc. • • A forca dos jacobinos estava na aliança que estabeleceram com os Sans Coullote e nela encontravam seus limites. As medidas econômicas adotadas pelos jacobinos não surtiram efeitos benéficos o que descontentou a população sans coullote. Os mais exaltados jacobinos começavam a pressionar pela punição daqueles que não lançavam mercadoria ao mercado e causavam desabastecimento. Os líderes populares jacobinos queriam que o governo confiscasse esses bens e punisse os produtores. Aqui estava o limite da relação entre os líderes jacobinos na Assembléia e os populares, uma vez que isso significaria ameaça a propriedade, direito natural imprescritível do indivíduo assegurado na constituição. Em marco de 1794, os jacobinos se voltaram contra esses sans coullotes enrage (enraivecidos), uma vez que os jacobinos eram burgueses radicais, não eram socialistas. Em Abril de 1794, o bom resultado do exército repercute politicamente na Franca, juntamente com a eliminação da esquerda sans coullote (enrage), dá espaço para o surgimento de um novo grupo no movimento jacobino, liderado por Danton, Chamado Indulgentes, que pretendiam propôr a Robespierre uma frente para negociar com os liberais e por um fim no processo revolucionário. O argumento de Danton era de que a sociedade francesa não agüentava a tensão social e econômica e agora com o fim próximo da guerra não haveria mais necessidade do viés revolucionário. Assim Danton queria um novo pacto político que incluísse os liberais. Robespierre não aceita isso e acusa os indulgentes de traição, mandando-os para a Guilhotina.

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Robespierre se isola. De um lado perde a base dos sans coullote com a condenação dos enrage, de outro lado a condenação dos indulgentes retirou qualquer possível apoio que os liberais pudessem oferecer. Enfim era um governo odiado por todos. Em 27 de Julho de 1794, Robespierre cai com o Golpe do 9 do termidor Aqui se inicia a terceira fase da revolução, a República Termidoriana que vai de julho de 1794 e vai até novembro de 1799. Essa fase também é chamada de diretório. Em primeiro lugar cabe observar que a República termidoriana representa a volta dos liberais ao poder. Em segundo lugar a aristocracia continua a margem do sistema político. Terceiro, quando falamos re retorno dos liberais ao poder, não estamos mais falando dos Girondinos. Nessa altura, a sociedade francesa já se encontrava em situação política e econômica diferente, muitos setores ganharam dinamismo e influência. Os liberais agora no poder não possuem nenhum laço com a ristocracia, não querem a monarquia constitucional e não suportam os jacobinos radicais. Em 1795, os liberais elaboram uma nova constituição. Essa nova carta é bem mais restritiva em termos de participação política do que a constituição de 1791, também liberal. O sufrágio censitário é muito mais restritivo.

OBS: A República Termidoriana também ficou conhecida como república dos proprietários ou Diretório. • A constituição termidoriana possuía as seguintes instituições o Legislativo, era divido em duas casas:  A Primeira casa era o conselho dos quinhentos.  A Segunda casa era o conselho dos anciãos (250 deputados). o Executivo  O Executivo era formado por cinco diretores chamado diretório Qual era o projeto termidoriano, agora que a esquerda estava contida. O projeto era a estabilização da Franca, era acabar com o processo revolucionário. Em termos econômicos defendiam uma economia liberal baseada nas forcas do mercado. Os termidorianos não conseguem estabilizar o país. Isso ocorre porque os termidorianos vão se defrontar com dois inimigos simultaneamente. o A Aristocracia, que sonham com a restauração. o O movimento popular, que depois de ter esfriado e perdido suas lideranças, volta a ser um ator importante, porque a economia de mercado estabelecida pelos termidorianos lhes é desfavorável. Os termidorianos acabam com todo o tabelamento de preços e redução de salários e deixa a economia funcionar segundo as leis de mercado. Aqui, começam a nascer idéias socialistas, fato que não havia na república jacobina. Em maio de 1796, ocorre a revolta dos iguais, liderada por Babeuf.

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Assim a Franca, apesar de voltar a crescer e se estabilizar economicamente, no plano político, vivenciava grande instabilidade. Os diretores, entre ele o Abade Seye, chegam a seguinte conclusão. Com essa constituição, não será possível governar. É preciso dar mais poder ao executivo. Essa, porém, era uma idéia pouco aceita no legislativo e precisava-se de dois terços das duas casas para se realizara reforma constitucional. Nesse momento, Seye percebe que seria necessário um golpe para reformular o regime político. Que tipo de golpe. A idéia era utilizar um militar que fecha-se o congresso, fazer nova constituição e utilizar o Exército para garantir o golpe. Começa-se então a procurar um militar com distinção para pôr o plano em prática. É aqui que começa a história de Napoleão Bonaparte. Quem era Napoleão. o Napoleão era um membro da pequena nobreza da Córsega que se destaca na escola militar e se casa com Josefina, viúva de um general, o que lhe dá impulso a carreira. Em 1793, vence a batalha de Tulon, em 1795, lidera a repressão contra os monarquistas e ganhou a liderança do exército da Itália. Derrotou os austríacos, impôs a paz de Campos Forbio, unificou o norte da Itália, entregou o poder aos representantes da burguesia italiana.

OBS: As guerras após 1796, incluindo a campanha da Itália, já possuíam um viés expansionista por mercados e matérias primas. O ponto nevrálgico desse contexto político era, entretanto a Bélgica. A Inglaterra não admitia a anexação da desta pela Franca. Em primeiro lugar, era ali onde o canal da mancha era mais estreito, o que significava uma ameaça para o governo inglês, em segundo lugar, a região da Bélgica era muito industrializada e em terceiro, na Bélgica, desembocam os maiores rios e se localizavam os maiores portos da Europa, que davam acesso para o interior do continente, caso a Bélgica fosse anexada as manufaturas inglesas teriam enorme dificuldade para penetrar na Europa. o Napoleão se destaca demais, vai muito além daquilo que os líderes, em Paris, pretendiam então para reduzir sua imagem o enviam, em 1788, para a campanha do Egito. Essa campanha também possuía um viés mercadológico, uma vez que pretendia privar a Inglaterra de sua principal colônia, a Índia, para os franceses, razão da riqueza inglesa. Napoleão leva militares e intelectuais, mas a campanha não foi bem sucedida. o Napoleão teve que operar uma retirada estratégica, com Lord Nelson a sua procura. • • • Ao chegar na Franca após a batalha do Egito, Napoleão é convidado por Seye para dar o golpe e aceita a idéia. No dia 9 de novembros e 1799 (18 de Brumário), Napoleão reúne um grupamento e fecha a Assembléia. Com o golpe dado, Napoleão alija o grupo dos diretores e é finalizado o período da República termidoriana ou Diretório. Inicia-se o Consulado, finalizando o período da Revolução francesa. Em 1800, a Napoleão redige a nova constituição.

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