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Silencio

Este silêncio é a causa da angústia


Que provoca secura na garganta
A pele estala como fundo do lago
Não correm lágrimas no olhar vazio
Poisa fonte secou no conto de Dante
Com a dor pungente no semblante vago
Que no monte a madeira se carcomia
De vermes poentos que com passe de mago
Meu hirto membro o estremecia
Na gula omitente de saudosa que se agiganta
Com forças falsas que caminho com despego
Nesta vida que não sei se a vivia
Nas profundezas de um mal que não encanta
Apenas pústulas e feras hediondas me vergo
Esperando teu regaço que me socorreria
Na labuta tremenda
De passos vagos
Mas certos caminhos me conduziria
Para um futuro que se me abrilhanta
Caso me queiras ainda com minha teimosia
Que apenas ao amor me adianto
Com certeza de amar seguro à braga
Para não demover quando a mim ainda sorrias…

Domingo, 31 de Janeiro de 2010