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Potencial de membrana

Potencial de ação
Neurônio
Transmissão do impulso
nervoso
Aula 02
19-02-2010

Excitabilidade Elétrica das


Células

Propriedade que a célula possui de


alterar o seu potencial de repouso
quando submetida a estímulos eficazes.
Membrana celular

Movimento de íons através da


membrana
Movimento do Na+ e K+ através da
membrana

Concentrações iônicas no
citosol e LEC
citosol Liquido extra
celular

K+ 140 mM 4 mM
Na+ 15 mM 145 mM
Ca+2 10-7 M 10-3 M
Cl- 20 mM 120 mM
HCO3- 14 mM 24 mM
Potencial de equilíbrio de um íon

• Potencial de membrana que impede


difusão adicional daquele íon em
qualquer direção através da membrana
- POTENCIAL DE EQUILÍBRIO
Gradiente eletroquímico

Concentração - + Potencial
- +
Química - + elétrico
1,0 M - + 0,1 M
X+ - + X+
- +
- +

Potencial eletroquímico

Equação de Goldman
• Calcula o potencial interno de
membrana quando a membrana é
permeável aos íons potássio, sódio e
cloreto
• EMF(mV)= -61 log CNaiPNa + CKiPK +
CClePCl / CNaePNa + CKePK + CCliPCl
Potencial de repouso da
membrana
Voltagem elétrica que existe entre o interior e o
exterior de uma célula causado por uma
distribuição de íons desigual entre os dois lados
da membrana e da permeabilidade da membrana
a esses íons.

A voltagem de uma célula inativa permanece em


um valor negativo, considerando o interior da
célula em relação ao exterior e varia muito pouco

Potencial de equilíbrio para


íon potássio

• - 94mV na
face
interna da
membrana
Potencial de equilíbrio para o
íon sódio

• + 61mV na
face
interna da
membrana

Potencial de equilíbrio para


o íon cloreto
• - 80mV na
face
interna da
membrana
Fatores que determinam o
potencial de repouso
• Número 1: saída de potássio da célula
através dos canais de vazamento de
potássio;

• Número 2: entrada de sódio na célula pelos


canais de vazamento de sódio;

• Número 3: bomba de sódio-potássio:


eletrogênica.

Potencial de Ação

Rápida alteração no potencial de


membrana que transmite sinais
nervosos
Tipos de estímulos
- sublimiares: estímulos incapazes de gerar
PAs. Geram apenas pequenas respostas
locais não-propagaveis.

- limiares: menor estímulo capaz de gerar um


PA

- supralimiares: desencadeiam PAs que


possuem a mesma amplitude dos potenciais
gerados pelos estímulos limiares.

Despolarização celular
Entrada de sódio
Aumento da permeabilidade do íons sódio
(abrem-se os portões dos canais de sódio).
O Na+ entra na célula a favor do gradiente de
concentração levando consigo cargas positivas
e gerando uma ligeira despolarização local.
Ocorre até que a célula atinja valores entre 10 e
60 mv com um valor médio de +30 mv.
Pico é denominado potencial de Overshoot e faz
com que ocorra a inativação do fluxo de sódio
que cessa a sua entrada na célula.
Despolarização celular
Canais de sódio voltagem-dependentes: dois tempos

Despolarização celular
Entrada de sódio
Despolarização celular
Entrada de sódio

Repolarização Celular
Saída de potássio

Aumento da permeabilidade ao potássio


que sai da célula a favor do gradiente de
concentração levando consigo cargas
positivas e fazendo com que o potencial
caia novamente a valores negativos.
Concentrações de Na+ e K+
invertidas

A bomba de sódio e potássio repõe as


concentrações normais destes íons
tornando a célula apta a responder a
um novo potencial de ação.

Repolarização Celular
Potencial de Ação
Potencial de Ação

Potencial de Ação

Dois tipos de canais


na despolarização:
Canais rápidos de Na+
e canais lentos de
Ca+2/Na+;

Abertura dos canais


de K+ é mais lento que
o normal
Potencial de Ação

Eletroencefalografia

Potencial de ação composto

Potencial evocado 1

Potencial evocado 2

Propriedades do Potencial de Ação


Propriedades do Potencial de Ação

somação temporal: quando


dois ou mais estímulos
sublimiares forem aplicados
num intervalo menor que 1
ms, esses estímulos podem se
somar e desencadear um PA.

somação espacial: quando


dois ou mais estímulos
sublimiares forem aplicados
simultaneamente e bem
próximos, eles podem se
somar e desencadear um PA.

Propriedades do Potencial de Ação

período refratário absoluto


A célula não é capaz de
responder a nenhum tipo de
estímulo nervoso mesmo que
ele seja supralimiar.

período refratário relativo


As respostas somente poderão
ser geradas quando da
aplicação de estímulos
supralimiares.
Estrutura básica do neurônio
DENDRITOS
AXÔNIO
CORPO CELULAR
Bainha de
Núcleo mielina

Célula de
Schwann

Axônio

Bainha de Nódulo de
mielina Ranvier

Condução do Potencial de Ação


Condução do Potencial de Ação

Condução do Potencial de Ação


Condução do Potencial de Ação

Conduç
Condução do Potencial de Aç
Ação
Velocidade da condução

A velocidade de condução é maior quanto


maior for o diâmetro da fibra nervosa. Em
neurônios mielinizados a condução é
mais rápida que nos não-mielinizados.

Velocidade da condução

• tipo A: mielinizados com grande


diâmetro. Condução mais rápida.
• tipo B: mielinizados com diâmetro
pequeno
• tipo C: amielinizados com diâmetros
pequenos e discretos. Condução mais
lenta.
Fibras nervosas

Axônio
Condução saltatória

Potencial de Ação Condução saltatória

Mielina

Axônio

Condução saltatória
Estrutura das sinapses

Local onde é realizada a transferência de


mensagens entre os neurônios.
Composta de:
- terminação axônica (pré-sináptica)
- fenda sináptica (~200 Aº)
- membrana pós-sináptica
(eletricamente inescitável)

Estrutura das sinapses

Transmissão sináptica: passagem de


Um neurônio possui muitas sinapses informação entre neurônios por meio da
(em media umas 10 000) modulação de sinais.
Sinapse: local de
comunicação entre Axônio
neurônios ou entre neurônios
e outras células Potencial de Ação
(músculos, por ex.) Vesículas Sinápticas
MITOCÔNDRIAS
Fenda Sináptica

SINAPSE QUÍMICA 
Neurotransmissores

Neurotransmissores

Proteínas
receptoras
1. Remoção dos
neurotransmissores
(enzimas)

2. Agentes que impedem


MIOFIBRILA
esta remoção

Mecanismo da neurotransmissão quí


química

1. Chegada do impulso
nervoso ao terminal

2. Abertura de Canais de Ca
Voltagem dependentes

3. Influxo de Ca

4. Exocitose dos NT

5. Interação NT- receptor


pós-sinaptico causando
abertura de canais iônicos
NT dependentes
6. Os NT são degradados por
enzimas (6)
Potenciais pós-sinapticos

• Excitatório: se ocorrer aumento de


permeabilidade ao sódio haverá uma
despolarização e será gerado um PPSE
(potencial pós-sináptico excitatório)

• Inibitório: se ocorrer aumento de


permeabilidade ao potássio o elemento
pós-sináptico ficará hiperpolarizado e
formará um PPSI (potencial-pós
sináptico inibitório)

Potencias pós-sinápticos

A) PEPS
O NT é EXCITATÓRIO
Causa despolarização na
membrana pós-sináptica
(p.e.entrada de Na)

B) PIPS
O NT é INIBITÓRIO
Causa hiperpolarização na
membrana pós-sináptica (p.e.
entrada de Cl ou saída de K)
Neurotransmissores
Mediadores químicos

São substâncias geralmente


produzidas, armazenadas e
liberadas pelos neurônios

Tipos de neurotransmissores

• inibitórios: GABA, glicina, dopamina,


serotonina
• excitatórios: ác. butâmico, encefalinas,
endorfinas
• dependentes dos receptores:
acetilcolina, adrenalina,
noradrenalina,histamina, bradicimina;
podem provocar PPSE ou PPSI.
Ação das drogas nas sinapses
•hipnóticos ou anestésicos: deprimem a transmissão
de impulsos.
•cafeínas ou outras purinas: facilitam a transmissão
sináptica.
•estriquinina: inibem as sinapses inibitórias e provoca
morte por espasmos musculares respiratórios.
•curare: se liga aos sítios da acetilcolina impedindo o
PA.
•toxina butilínica: impede a liberação da acetilcolina.
•organofosfatos: inibem a acetilcolinesterase,
impedindo a degradação da acetilcolina, o que leva
à incapacidade de repolarização.

Destino dos
neurotransmissores
Após sua ligação aos receptores de
membrana, os neurotransmissores
podem ter 3 destinos:
- recaptação pelo elemento pré-
sináptico
- são hidrolizados
- são perdidos na fenda sináptica
Características das sinapses

somação espacial: quando duas ou


mais sinapses estiverem ativas seus
potenciais pós-sinápticos serão
somados.
somação temporal: quando os mesmos
botões forem estimulados em intervalos
muito curtos (15 ms) os potenciais pós-
sinápticos serão somados.

Características das sinapses

retardo: a transmissão na sinapse é unidirecional e


ocorre com um retardo que não haveria se a
transmissão fosse exclusivamente elétrica. Direciona
o impulso nervoso.

fadiga sináptica: ocorre quando há esgotamento


dos neurotransmissores. É necessária para
interromper as atividades em geral.

facilitação na sinapse: ocorre quando vários


neurônios estão em atividade; porém, não chegam
ao limiar de excitação. Esses neurônios são ditos
facilitados. Ex: pessoas nervosas.
Características das sinapses

Potenciação pós-tetânica: quando se aplica pulsos


elétricos a alta frequência (+100/s) ocorre a tetanização do
neurônio. Se após esse processo aplicarmos um pequeno
estímulo, será gerada uma resposta de amplitude maior do
que se esse mesmo estímulo fosse aplicado antes da
tetanização.

Habituação comportamental: ocorre quando pulsos


isolados de mesma amplitude são aplicados em intervalos
longos. Esse processo gera uma diminuição da amplitude
da resposta pós-sináptica. Provavelmente envolvido no
mecanismo de aprendizagem.