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Resumo de magnetismo (2)

Resumo de magnetismo (2)

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Resumo de Magnetismo Introdução O estudo do magnetismo começa com observação físicoquimica dos imãs.

Uma pedra capaz de atrair pedaços de ferro foi encontrada pelos gregos na região da Magnésia na Ásia Menor. Por esse motivo deram a essa pedra o nome de Magnetita. Paralelamente a descoberta dos gregos, os chineses já conheciam o mineral, que, por sua capacidade de atração, era conhecido como “pedra do amante”. Hoje, após vários estudos moleculares dos imãs naturais, sabe-se que o minério é composto de Fe3O4. O Imã Natural Para estudarmos o imã natural é necessário relembrarmos dois dos quatro números quânticos de um elétron qualquer em um átomo. Os números quânticos são: Magnético, m. O número quântico magnético determina em qual orbital estará localizado cada elétron do subnivel em questão. Já sabemos que, por via de regra, em um orbital cabem dois elétrons com “spins” opostos. Spin, s. O numero quântico spin determina o sentido de rotação do elétron. O elétron realiza dois movimentos básicos: em torno do seu próprio eixo; em torno do núcleo, segundo o átomo de Bohr. Pela ação desses movimentos constatou-se que, um corpo carregado e em movimento, gera um efeito magnético. Daí a necessidade de elétrons de mesmo orbital girarem com spins opostos para que o efeito magnético de um seja nulo pelo outro. Caso o contrário fosse, toda matéria seria um imã natural. A figura abaixo mostra como se dá o comportamento dos elétrons de um mesmo orbital. O Imã natural apresenta efeito magnético constante e nãonulo graças ao fato do Fe3O4 possuir orbitais com elétrons de mesmo spin cujos efeitos magnéticos se somam e resultam num campo magnético diferente de zero. Por apresentar a capacidade natural de gerar efeito magnético, o elétron é chamado de imã elementar.

Propriedades Notáveis do Imã Natural
1. Interagir

com intensidade considerável determinadas substâncias. Um imã natural atrai ou repele outro imã, Ferro, Cobalto, Níquel, Solução de Óxido Salino de Ferro, além de ligas metálicas que contenham esses elementos e etc. Por possuírem cargas elementares em constante movimento, vale então uma propriedade básica do “Quando duas cargas elétricas estão em movimento (obrigatoriamente), manifesta-se entre elas, além da força eletrostática, uma outra força chamada de força magnética.” eletromagnetismo:

Numa interação imã e ferro, o imã atrai o ferro e o ferro atrai o imã com uma força (a força magnética) de mesma intensidade, direção e sentidos opostos.
2. Possui pólos. Um imã apresenta comportamento diferente

em suas extremidades opostas. Os pólos de um imã são chamados de Norte e Sul. 3. Inseparabilidade dos pólos. Por mais que se divida um imã até pequenos aglomerados moleculares os pólos mantêmse inseparáveis. 4. Interação entre pólos. Pólos opostos se atraem, e pólos iguais se repelem. Imantação e desimantação Imantação Ato de tornar uma substância não magnetizada em imã. Ao aproximar um imã de um pedaço de ferro, por exemplo, o imã

natural transforma essa substância em um imã artificial o que provoca a atração. Citando dois exemplos básicos de imantação, temos: a) Para criarmos um novo imã a partir de uma substância não magnetizada devemos friccionar sempre um único sentido, por diversas vezes, o imã sobre a substância que se quer imantar. Depois de afastados, teremos um imã natural e outro artificial.
b) Se uma corrente elétrica de intensidade i passa por um

material condutor como aço essa substância estará imantada até que a corrente cesse.

Desimantação Processo de fazer acabar, ainda Ponto que não totalmente, o efeito magnético Substânci a Curie de um imã. Quando aumentamos a Níquel 950ºC temperatura de um corpo magnetizado, 585ºC a organização do movimento dos imãs Magnetit a elementares (elétrons) torna-se Ferro 770ºC impossível de ser mantida, dado o aumento do grau de agitação dessas Cobalto 1140ºC partículas. A temperatura mínima a que se deve aquecer um imã para desimantá-lo é chamada de Ponto Curie. Cada substancia tem um Ponto Curie diferente como vemos na tabela acima. Classificação de uma substância quanto a sua capacidade de imantação. Substâncias: a) Paramagnéticas: São aquelas que, na presença de um campo magnético, se imantam fracamente. Além disso, essa pequena imantação faz com que o campo magnético pré-existente seja ligeiramente aumentado. Ex: Alumínio, Magnésio, Platina.

b) Diamagnéticas: Em presença de campo magnético se imantam também fracamente. A imantação gerada diminui ligeiramente o campo magnético pré-existente. Ex: Bismuto, Cobre, Prata, Ouro, Chumbo, Água. c) Ferromagnéticas: Sob a ação de um campo magnético, estas substâncias se imantam fortemente, fazendo com que o campo magnético resultante seja muitas vezes maior que o campo aplicado. Ex: Ferro, Cobalto, Níquel. Ponto de Saturação Magnética Quando se aplica um Campo Magnético a uma substância, e esse campo aumenta a partir de zero, veremos que o grau de imantação aumenta conforme aumenta o campo aplicado. Posteriormente, chegará um ponto que por mais que se aplique campo magnético, a imantação não aumentará mais. O Ponto no qual a imantação de uma substância não responde ao aumento de campo magnético aplicado é chamado de Ponto de Saturação Magnética (S). Histerese Magnética Após aplicarmos um campo magnético em um corpo, gradativamente a partir de zero, notaremos o aumento da imantação também gradativa (processo 1). Se logo após iniciarmos um processo de desimantação (processo 2), notaremos que a imantação diminui, mas não zera. Ou seja, mesmo desimantado, um imã, natural ou artificial, ainda mantém um campo Magnético resquicial, BR. A propriedade de manutenção de Campo Magnético Resquicial após desimantação é chamada de Histerese Magnética. A substância de maior histerese é o Aço temperado. Toda substância de baixa histerese é chamada de ferro doce. Eletroímã É um grande pedaço de uma substância ferromagnética de baixa histerese magnética (ferro doce). Após ser submetido a uma imantação – geralmente é percorrido por correntes elétricas de alta intensidade – se transforma num grande imã capaz de suspender carros em sucatas. Como já sabemos, após

cessar a corrente a imantação cessará imediatamente pelo fato da baixa histerese. Supercondutividade É a capacidade que determinadas substâncias têm de conduzir eletricidade a baixíssimas temperaturas. O Monobrometo de Lítio, a -113ºC, é um dos melhores supercondutores. A ligação entre esse assunto e o eletromagnetismo é que, ao conduzir corrente elétrica, um corpo será imantado. Todo supercondutor é um forte imã. Ao interagir com imãs naturais, os supercondutores fazem os imãs levitarem sobre eles o que serviu de principio básico para construções de trens-bala. Campo Magnético Terrestre (CMT) Inicialmente, vejamos como funciona uma bússola comum formada por um filete de imã natural. O Norte da bússola aponta para o norte da terra. Daí, temos que: O norte magnético da bussola é atraído por um Sul magnético da Terra, que se localiza no Norte geográfico Sul Magnético = Norte Geográfico O Sul da bússola aponta para o Sul da terra. Daí, temos que: O Sul magnético da bússola é atraído por um Norte magnético da Terra, que se localiza no Sul geográfico Norte Magnético = Sul Geográfico A Terra se comporta, em termos magnéticos, como se houvesse um grande imã no seu interior disposto como a figura ao lado. O eixo desse imã está a inclinado cerca de 13º em relação ao meridiano de Greenwich. Uma das camadas que compõe a terra é abundante de Níquel e Ferro, duas substâncias ferromagnéticas. A priori, acreditava-se que enormes blocos dessas substâncias altamente imantadas seriam a causa do CMT. A hipótese foi descartada por não haver imantação que suportasse altíssimas temperaturas no interior da terra. Hoje, sabe-se que o CMT é causado por correntes elétricas de altíssima intensidade se propagando por substancias de alta

condutividade elétrica. O que não se explica é como essas correntes são geradas. Sabe-se que o “imã terrestre” já inverteu seus pólos 177 vezes nos últimos 17 milhões de anos. O CMT é instável e está sujeito a variações pelas correntes da ionosfera e a atividade magnética do sol. Aurora Boreal e Aurora Austral São fenômenos impressionantes que geram grandes manchas luminosas coloridas no céu. Acontecem esporadicamente nos pólos geográficos da terra, consequentemente nos pólos magnéticos da terra. O que esquimós acreditavam ser manifestações divinas, trata-se de grandes feixes de partículas carregadas que são atraídas pelos pólos magnéticos da terra onde o campo magnético é mais intenso. Trabalhando com o Campo Magnético Terrestre

1. Se queremos encontrar as características do vetor CM

terrestre (Bt) em um ponto P qualquer da terra, deveremos traças um plano que passe pelos pólos geográficos da terra e o ponto P. 2. Esse plano ajudará a indicar a direção e sentido do vetor nesse ponto como expresso na figura b. 3. Tomemos o ponto P e tracemos um eixo vertical e outro horizontal. Como sabemos, um vetor pode ser decomposto em outros dois, um horizontal (Bh) e outro vertical (Bv). O Ângulo formado entre o vetor campo terrestre em P e seu componente horizontal, θ, é chamado de ângulo de inclinação magnética do ponto P. vale a relação: Bh = Bt· cos θ
4. Se prolongarmos o vetor campo magnético terrestre em P,

será formado um outro ângulo entre Bt e o eixo vertical. Esse ângulo, δ, é chamado de ângulo de declinação magnética do ponto P.

Todo e qualquer ponto na terra, onde se quer calcular o vetor campo magnético será importantíssimo analisarmos esses dois ângulos. (inclinação magnética e declinação magnética).

Cartas Magnéticas Terrestres Podem ser: • Cartas magnéticas de declinação: unem pontos de mesma declinação magnética. Formadas por linhas isógonas. • Cartas magnéticas de inclinação: unem pontos de mesma inclinação magnética. Formadas por linhas isóclinas. • Carta magnética total da terra: unem pontos de mesma intensidade de CMT.

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