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Trabalho to de Projeto I

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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLIGIA DE SANTA CATARINA DAMM - DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE METAL MECÂNICA CURSO TÉCNICO DE AUTOMOBILISTICA / MÓDULO I DESENVOLVIMENTO DE PROJETO I

RELATÓRIO SEMI-REBOQUE PARA MOTO

Maik Melcher Azevedo Maurício Scheidt Odalucia O. Nunes Paulo Alvim Henrique Rodolfo Schmitt Stähelin Rômulo de Carvalho Ferreira Tamara Laura da Silva

FLORIANÓPOLIS, 2 de julho de 2009

2

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 2. MISSÃO 3. PROJETO 3.1. Semi-reboque 3.2. Pesquisa de aceitação de mercado 3.3. Legislação 3.4. Desenho Técnico 3.5. Cálculos 4. CONSTRUÇÃO DO PROTÓTIPO 5. CONSTRUÇÃO DO SEMI-REBOQUE 5.1. Material utilizado 5.2. Ferramentas utilizadas 5.3. Máquinas utilizadas 5.4. Corte do material 5.5. Solda 5.6. Fabricação de acessórios 5.6.1. Suporte fixo da suspensão 5.6.2. Suporte movediço da suspensão 5.6.2. Orelha de fixação do amortecedor 5.6.4. Pára-choque 5.6.5. Pára-lama 5.7. Suspensão 5.8. Carroceria 5.9. Pintura 5.10. Acabamento 6. CHICOTE ELÉTRICO 7. SEGURANÇA 8. DIFICULDADES APRESENTADAS 9. CONCLUSÃO 10. ANEXOS 10.1. ANEXO 1 – Desenhos técnicos 10.2. ANEXO 2 – Chicote elétrico 10.3. ANEXO 3 – Imagens do projeto

3 4 4 4 4 7 8 8 9 9 9 9 10 10 10 12 12 12 13 14 14 15 15 16 16 17 17 18 19 20 21 22 24

opinar e estabelecer uma resolução coerente para os problemas levantados. A equipe. por objetivo mostrar todas as partes do processo de produção do semi-reboque. A equipe trabalhou junta em todo momento. Para o desenvolvimento desse projeto contamos com todo conhecimento adquirido durante o decorrer do semestre e com a ajuda dos professores em alguns momentos. desenvolveu durante todo o primeiro modulo o projeto e construção do semi-reboque. INTRODUÇÃO Com o objetivo de fazer uma integração entre os alunos e aplicar os conhecimentos adquiridos neste primeiro modulo do curso Técnico de Automobilística foi proposto este trabalho de construção de um semi-reboque. .3 1. com sete integrantes. Esse relatório tem. tentando sempre dividir as tarefas de forma coerente para que todos pudessem desenvolver o projeto. então.

Nunes. A turma se dividiu em quatro grupos. Rômulo de Carvalho Ferreira e Tamara Laura da Silva. Semi-reboque A primeira coisa a se fazer antes de construir um objeto ou até mesmo antes de projetá-lo é ter a definição do que é.1. Tipo de uso da motocicleta. para quê serve e como funciona. porta-objeto ou bagageiro em sua moto? . Já viu e/ou se interessa por um semi-reboque para motocicletas? 4.4 2. de 20 a 50 anos de idade e 5 lojistas do ramo de motocicletas. PROJETO 3. todos condutores de moto.2. Paulo Alvim Henrique. 2. Semi-reboque: é um veículo sem propulsão própria com um ou mais eixos que se apóia na sua unidade tratora ou é ligado a ela por meio de articulação (Figura 1). a equipe começou a pensar em como seria desenvolvido o projeto. Foram entrevistadas 40 pessoas entre homens e mulheres. então. Figura 2 – Semi-reboque para transporte de motocicletas 3. Rodolfo Schmitt Stähelin. 3.Semi-reboque para carros. Os integrantes deste grupo são Maik Melcher Azevedo. As perguntas feitas ao público foram: 1. saímos às ruas e a estabelecimentos especializados para fazer a pesquisa ao público alvo. A partir deste momento. Figura 1 . Odalucia O. Frequência de uso da motocicleta. MISSÃO No início do primeiro módulo do curso Técnico em Automobilística foi passada à turma a missão de projetar e construir um semi-reboque para motos. 3. aumentando e/ou possibilitando sua capacidade de transportar uma determinada carga(Figura 2). Pesquisa de aceitação de mercado Nesta fase do projeto elaboramos algumas perguntas com o intuito de averiguar a aceitação desse produto no mercado. Maurício Scheidt. Os semi-reboques funcionam como uma extensão do veículo. apresentar e executar seu próprio projeto. Com as perguntas elaboradas. Usa algum tipo de adaptador. sendo que cada um desses grupos devem criar.

Mais de 5 dias da semana. Uso da moto: Só para trabalho. Uso misto.5 Com isso temos dados suficientes para dimensionar os seguintes gráficos: 1. 25% 42% De 4 à 5 dias da semana. De 2 à 3 dias por semana. 50% 15% 15% Para condução ao emprego. 20% Para passeio. Gráfico 2 . Freqüência de uso da motocicleta: 18% 15% Apenas 1 dia por semana. Gráfico 1 2.

mas não acha interessante. Já viu. Grafico 3 4. As novas configurações levariam a moto a ter um consumo acentuado de combustível e desgaste acelerado das peças. de baixo peso e sem necessidade de rapidez. Contras: O reboque aumentaria o veículo dificultando manobras rápidas no trânsito aumentando o tempo de entrega. Você usa algum tipo de adaptador. Torna o transporte mais barato. melhorando a logística da corporação. Não. 30% Nunca viu e não acha interessante. Nunca viu. É uma boa idéia para pessoas que só possuem moto e fazem uso misto do veículo. . 52% Gráfico 4 Pesquisa com pessoas do ramo: Prós: É útil para comerciantes que fazem entrega media. porta-objeto ou bagageiro em sua moto? 48% Sim. Já viu e/ou se interessa por um reboque para moto? 10% 23% 37% Já viu e acha interessante. mas acha interessante.6 3. tendo a opção de levar alo que não levaria na moto sem o Semi-reboque.

documento renovado anualmente e que é de porte obrigatório para a circulação do veículo. Caberá à autoridade de trânsito.15m.  De acordo com Código de Trânsito Brasileiro.90m e comprimento total de até 2. o órgão de trânsito expede o Certificado de Registro de Veículo (CRV) – utilizado no caso de transferência de propriedade . também. os semi-reboques deverão ter elementos refletivos nas partes laterais e traseiras. Após o registro. com circunscrição sobre a via. na forma da lei”.e o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). com a publicação da Lei 10. analisar a legislação. deve ser registrado perante o órgão executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal. era proibido motocicletas rebocarem outro veículo. reboque ou semi-reboque. Legislação Para projetar o semi-reboque foi necessário. altura de 0. 244 do CTB. no Município de domicílio ou residência de seu proprietário. que sejam observados os limites de capacidade de tração indicados pelo fabricante ou importador da motocicleta ou da motoneta. articulado.15m. mas devidamente homologados pelo órgão competente  A Resolução 273 determina.  Ainda.3. são: largura de 1. No entanto. Essa capacidade deve constar no campo de observação do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV). segundo as normas do Contran. .7 3.571/2002.  O artigo 120 do Código de Trânsito Brasileiro dispõe que “todo veículo automotor. As dimensões máximas do semi-reboque. para que o veículo pudesse ser fabricado dentro dos parâmetros legais. o tracionamento passou a ser permitido desde que em forma de semi-reboques especialmente projetados para essa finalidade. elétrico. alterando o art. decidir a respeito da circulação de motocicletas e de motonetas com semi-reboque acoplado. conforme a Resolução. ainda.

4. 4 4 2 2 . 3. Desenho Técnico Os desenhos técnicos foram elaborados para uma rápida e importante percepção do projeto e para auxiliar na fabricação do modelo (Anexo 1). .8 3.5. 2. 3.6 .90 .43 MPa Para obtermos uma segurança de 60% na estrutura optamos por um aço 1040 laminado.42 MPa  Flexão da barra 900 mm T adm = 1000 .4 T adm = 1000 .22293 T adm = 202. 4³ . 2 . 2. 40/2 2222. Cálculos  Flexão da barra 1100 mm T adm = 1000. 1. 2.933 T adm = 5500000 2222 T adm = 247.6³ 6. 2 4 .1100/4 . 9 .22293 T adm = 22500 .22293 T adm = 4500 .

2. CONSTRUÇÃO DO PROTÓTIPO Após essa primeira parte do projeto construímos o protótipo. A construção desse protótipo foi muito importante para conseguir-mos ter uma idéia do tamanho final do nosso semi-reboque.1. compensados e pregos e as ferramentas trena. Material utilizado       Tubo retangular (Metalon) de 30 mm x 50 mm Perfil reto de 3 mm x 50 mm Perfil em U de 50 mm x 100 mm Chapa galvanizada Parafusos de fixação Madeira e compensados 5. do que seria a carroceria do semi-reboque. CONSTRUÇÃO DO SEMI-REBOQUE 5. martelo. em tamanho real. Ferramentas utilizadas             Serra manual Martelo Punção de aço Lima Esquadro Transferidor Paquímetro Trena Lápis Chave de boca Sargento Chave de fenda .9 4. Figura 3 – Protótipo em madeira da carroceria do semi-reboque 5. Os materiais utilizados foram madeira. serrote.

que por ser fina furava muito fácil com a solda elétrica. Esse processo de soldagem foi escolhido devido à espessura do Metalon.4. Máquinas utilizadas      Serra fita Torno Furadeira de bancada Furadeira manual Esmeril 5. .5.3. na fixação do suporte fixo da suspensão. No entanto a solda elétrica teve também seu uso em alguns momentos.10 5. por exemplo. Solda O processo de soldagem mais utilizado na construção do semi-reboque foi o de oxi-acetilênica. 5. O corte foi feito em 45° nas barras laterais e nas barras traseira e dianteira do quadro principal e em 90° nas barras internas do quadro e na barra de tração. Figura 4 – Detalhe do corte em ângulo feito na serra fita Para os demais cortes utilizamos serra manual por não haver tanta necessidade de precisão. Corte do material Para uma maior exatidão no corte do Metalon que compõe o chassi do semi-reboque optamos por utilizar a serra fita.

11 Figura 5 – Solda oxi-acetilênica Figura 6 – Solda elétrica Por ter estudado apenas esses dois tipos de solda. . entre outras. Mas fazendo uma comparação entre as duas podemos dizer que a solda elétrica apresentou maior resistência e a solda oxi-acetilênica melhor acabamento. não podemos dizer qual seria. a melhor solda para o projeto.

2. Porém o processo de fabricação desse tipo de peça é simples apenas cortar a chapa.6.6. Nós utilizamos as chapas que estavam em um projeto anterior. para que ela possa se mexer conforme solicitado. Suporte movediço da suspensão Na parte traseira do semi-reboque. tendo apenas que fazer leves modificações com auxílio do esmeril. Figura 7 – Suporte fixo da suspensão 5. Após o processo de dobra foi feito a furação em furadeira de bancada e esmerilhado as pontas para que ficassem arredondadas. fazer os furos e dar um acabamento com esmeril e/ou lima. O perfil foi cortado em quatro pedaços de 100 mm. entortado manualmente utilizando a morsa e um tubo de seção quadrada. Fabricação de acessórios 5. Isso para que a suspensão não fique estática.12 5.1. Suporte fixo da suspensão Para a fabricação do suporte fixo que segura a suspensão na parte dianteira do semi-reboque foi utilizado um perfil reto de 50 mm de largura e 3 mm de espessura. Utilizamos a solda elétrica.6. Devido esse suporte ter que aguentar a suspensão sem oscilar optamos pela soldagem. Esse suporte é basicamente duas chapas que são fixadas por um parafuso no chassi e outro na suspensão. para que a suspensão possa desenvolver seu trabalho e não fique estática. . o suporte que fixa a suspensão ao chassi é móvel.

orelha de fixação do amortecedor . Orelha de fixação do amortecedor Para fixar os amortecedores nós fabricamos quatro orelhas. que são chapas da mesma largura e espessura das utilizadas para a fabricação do suporte fixo da suspensão. Para fabricar essas orelhas nós cortamos quatro pedaços quadrados da chapa fizemos o furo centralizado e arredondamos um dos lados no esmeril. Figura 9 – Em destaque. Para fixação dessas orelhas utilizamos solda elétrica.6.13 Figura 8 – Suporte movediço da suspensão 5.3.

Pára-lama O pára-lama foi fabricado em chapa galvanizada e fixado por solda. Para a fabricação do pára-choque nós serramos um perfil em “U” de 50 mm x 100 mm no tamanho da largura total do chassi.6. Para fixar. nós usamos duas unidades de 60 mm de tubo quadrado. Figura 11 – Pára-lama fixado ao chassi . que foi soldado ao pára-choque e à estrutura do semi-reboque. Figura 10 – Pára-choque preso à estrutura do semi-reboque 5. Pára-choque O pára-choque foi um dos elementos que consumiu menos trabalho. Para fabricar o pára-lama cortamos duas tiras de chapa de 250 mm x 700 mm e dobramos na dobradeira de chapas com ângulo interno de aproximadamente 60°.5.4. que é de 900 mm.6. Para um melhor acabamento e não haver riscos de corte desbastamos as quinas e as laterais onde a chapa foi cortada com auxilio de esmeril e lima.14 5.

nós optamos por utilizar a suspensão de um semi-reboque desenvolvido pela turma de módulo I do semestre 2008.2. Suspensão Pela falta de tempo e material para desenvolver o projeto. já que os alunos não podem operar as máquinas daquele setor. O sistema de suspensão em questão é formado por molas retas e amortecedores fixados em um eixo. Carroceria A carroceria do semi-reboque foi fabricada em madeira e compensado. A tampa foi fixada por dobradiças. A única alteração que fizemos foi uma bucha para quês rodas não ficassem com folga. O corte foi feito na marcenaria do IF-SC em serra circular pelo seu João.7. O primeiro passo foi medir a madeira e marcar com lápis os cortes a serem feitos.8.15 5. Para fixação das partes foram utilizados pregos e parafusos. Figura 12 – Suspensão 5. que sempre esteve à disposição quando precisávamos do seu serviço. .

O chassi foi pintado com pincel. Ficou faltando apenas. Pintura Para a pintura do chassi foi utilizado tinta esmalte brilhante na cor branca.16 5.9. por razões econômicas. Figura 13 – Chassi com sua pintura final 5. Acabamento Com a pintura do semi-reboque. foi então possível instalar a carroceria sobre o chassi. para fixar o semi-reboque na moto. Essa fixação foi feita por quatro parafusos presos no fundo da carroceria e nas barras centrais do chassi. Figura 14 – Fixação da carroceria sobre o chassi através . as faixas reflexivas de uso obrigatório e o engate.10. Foram também instaladas as lanternas traseiras. porém recomenda-se o uso de compressor para um acabamento melhor e mais uniforme.

Sempre que necessário. Para constar fizemos então o projeto do que seria o chicote elétrico (Anexo 2). SEGURANÇA Durante todo o processo de fabricação a equipe esteve sempre preocupada com a segurança. O que não atrapalha seu uso fora de vias públicas. Figura 15 – Preocupação com a segurança . fizemos uso dos equipamentos de segurança apropriados para não sofrer ou amenizar possíveis danos causados por sinistros. 7. CHICOTE ELÉTRICO Por razões econômicas não conseguimos montar a parte elétrica do semireboque.17 6.

DIFICULDADES APRESENTADAS Durante o todo o processo. o que dificultou ao máximo desempenhar um projeto da maneira que queríamos que tivesse sido feito. . que teve que ser acelerado ao máximo para que conseguíssemos deixar o projeto pronto a tempo.18 8. porém nos esforçamos o máximo e temos certeza que dentro de todas as nossas limitações conseguimos elaborar e construir um semi-reboque que apresenta muita qualidade. desde o projetar até a fabricação do semi-reboque a equipe confrontou-se com diversas dificuldades. Temos a real convicção de que poderíamos apresentar um projeto superior. Outro abalo sofrido foi a falta de tempo para o processo de fabricação. Um dos grandes problemas enfrentados pela nossa equipe foi a falta de recursos oferecidos pela coordenadoria do curso.

Concluímos. ajudando e sendo ajudados. então.19 9. com todas as dificuldades que tivemos conseguimos encontrar alternativas para resolver os problemas levantados. mesmo que superficial. ter uma base. O trabalho em equipe foi uma das competências mais salientadas durante o processo. CONCLUSÃO Este projeto teve grande importância para nós. Um ponto que chamou a atenção foi a capacidade adquirida de controlar situações. pois nos possibilitou empregar todo conhecimento adquirido durante o semestre. respeitando e confiando no trabalho do outro. já que a divisão de tarefas nos ajudou a aprender a trabalhar como equipe. . que além de todas as competências de conhecimento teórico esse trabalho ajudou a termos capacidade de encontrar soluções e trabalhar em equipe. dos processos de fabricação. Conseguimos. com o trabalho.

ANEXOS .20 10.

1.21 10. ANEXO 1 Desenhos Técnicos .

ANEXO 2 Chicote elétrico .2.22 10.

23 .

Anexo 3 Imagens do projeto .24 10.3.

25 Figura 16 Figura 17 .

26 Figura 18 Figura 19 .

27 Figura 20 Figura 21 .

28 Figura 22 Figura 23 .

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