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Avaliação em Matemática de Acordo com o PCN do Ensino Fundamental

Avaliação em Matemática de Acordo com o PCN do Ensino Fundamental

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Introdução Neste trabalho iremos abordar todos os tópicos que estão relacionados ao PCN de matemática, mais precisamente, o terceiro

e o quarto ciclo, onde estão inseridos os períodos de 5ª à 8ª séries do Ensino fundamental. Diante disto falaremos sobre: o que é o PCN´S, seu surgimento, qual a necessidade de tal surgimento e como está divido. Sem deixar de citar os critérios avaliativos que eles seguem, tanto no terceiro quanto no quarto ciclo. Avaliação em Matemática de Acordo com o PCN do Ensino Fun damental

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's) constituem um referencial para fomentar a reflexão sobre os currículos estaduais e municipais, a qual já vem ocorrendo em diversos locais. Sua função é orientar e garantir a coerência das políticas de melhoria da qualidade de ensino, socializando discussões, pesquisas e recomendações, subsidiando a participação de técnicos e professores brasileiros, principalmente daqueles que se encontram mais isolados, com menor contato com a produção pedagógica atual. Os PCN¶s, pela sua própria natureza, configuram uma proposta aberta e flexível, a ser concretizada nas decisões regionais e locais sobre currículos e sobre programas de transformação da realidade educacional empreendidos pelas autoridades governamentais, pelas escolas e pelos professores. Não configuram, portanto, um modelo curricular homogêneo e impositivo, que se sobreporia à competência político -executiva dos estados e municípios, à diversidade política e cultural das múltiplas regiões do país ou à aut onomia de professores e equipes pedagógicas. O conjunto das proposições expressas nos PCN¶s tem como objetivo estabelecer referenciais a partir dos quais a educação possa atuar, decisivamente, no processo de construção da cidadania, tendo como meta o ideal de uma igualdade crescente entre os cidadãos. Embora, numa sociedade democrática, a igualdade política possa estar assegurada pelas instituições, sabe -se que uma equidade efetiva exige o acesso pleno e indiscriminado dos cidadãos à totalidade dos bens públicos, dentre os quais o conjunto dos conhecimentos socialmente relevantes. Nesse sentido, é necessário que haja parâmetros a partir dos quais o sistema educacional do país esteja organizado, a fim de garantir que, para além das diversidades culturais, r egionais, étnicas, religiosas e políticas que atravessam uma sociedade múltipla e complexa estejam também garantidos os princípios democráticos que definem a cidadania. Na sociedade democrática, ao contrário do que ocorre nos regimes autoritários, o proces so educacional não pode ser instrumento para a imposição, por parte do governo, de um projeto de sociedade e de nação. Tal projeto deve resultar do próprio processo democrático, nas suas dimensões mais amplas, envolvendo a contraposição de diferentes interesses e a negociação política necessária para encontrar soluções para os conflitos sociais. É também por valorizar a capacidade de utilização crítica e criativa dos conhecimentos, e não um acúmulo de informações, que a proposta dos PCNs não se apresenta c omo um currículo mínimo comum ou um conjunto de conteúdos obrigatórios de ensino. Os PCNs, tanto nos objetivos educacionais que propõem quanto na conceitualização do significado das áreas de ensino e dos temas da vida social contemporânea que devem atrave ssálas, buscam apontar caminhos para o enfrentamento dos problemas do ensino no Brasil, adotando como eixo o desenvolvimento de capacidades do aluno, processo em que os conteúdos curriculares atuam não como fins em si mesmos, mas como meios para a aquisição e desenvolvimento dessas capacidades. Nesse sentido, o que se tem em vista, nos PCNs, é que o aluno possa ser sujeito de sua própria formação, em um complexo processo interativo em que intervêm alunos, professores e conhecimento.

cada professor sabe que enfrentar esses desafios não é tarefa simples. tem muitas aplicações no mundo do trabalho e funciona como instrumento essencial para a construção de conhecimentos em outras áreas curriculares. Para tanto. Soluções que precisam transformar -se em ações cotidianas que efetivamente tornem os conhecimentos matemáticos acessíveis a todos os alunos. na estruturação do pensamento e na agilização do raciocínio dedutivo do aluno. Foram analisados subsídios oriundos do Plano Decenal de Educação. então. tais como a necessidade de reverter um ensino centrado em procedimentos mecânicos. mas também a exigência de programas eficazes de formação inicial e continuada do professor. A insatisfação revela que há problemas a serem enfrentados. de pesquisas nacionais e internacionais. membros de conselhos estaduais de educa ção. Formulou-se. técnicos de secretarias estaduais e municipais de educação. Além disso. nem para ser feita solitariamente. mas de modo algum têm o poder de resolver todos os problemas que afetam a qualidade do ensino e da aprendizagem no país. . pois permite resolver problemas da vida cotidiana. de outro. Ao longo desse processo. da análise realizada pela Fundação Carlos Chagas sobre os currículos oficiais e do contato com informações relativas a experiências de outros países. Há urgência em reformular objetivos. Nesses encontros. passou por um processo de discussão de âmbito nacional durante os anos de 95 e 96. em sua quase totalidade. OBJETIVOS GERAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL DE MATEMÁTICA O ensino de Matemática costuma provocar duas sensações contraditórias. Os pareceres recebidos. de recursos televisivos e de multi -mídia. interfere fortemente na formação de capacidades intelectuais. a insatisfação diante dos resultados negativos obtidos com muita freqüência em relação à sua aprendizagem. considerando não só a melhoria salarial. como por parte de quem aprende: de um lado. que serviram de referência para a sua reelaboração. da qualidade do livro didático. seminários e publ icações. contaram com a participação de professores do ensino fundamental e técnicos de secretarias municipais e estaduais de educação. cujos resultados também contribuiram para a reelaboração do documento. apresentada em versão preliminar. bem como experiências de sala de aula difundidas em encontros. a proposta foi objeto de discussão. tanto por parte de quem ensina. vínculados à implantação dos PCN¶s. apóia -se no fato de que a Matemática desempenha papel decisivo. Tais programas terão início logo após a aprovação dos PCN¶s pelo Conselho Nacional de Educação. rever conteúdos e buscar metodologias compatíveis com a formação que hoje a sociedade reclama. Os PCNs podem funcionar como elemento catalizador de ações na busca de uma melhoria da qualidade da educação brasileira. desprovidos de significados para o aluno. representantes de sindicatos e entidades ligadas ao magistério. organizados pelas delegacias do MEC nos estados da federação. No entanto. A constatação da sua importância. inúmeros encontros regionais. a constatação de que se trata de uma área de conhecimento importante. dados estatísticos sobre desempenho de alunos do ensino fundamental. O documento de Matemática é um instrumento que pretende estimular a busca coletiva de soluções para o ensino dessa área. Desses interlocutores foram recebidos cerca de quatrocentos pareceres sobre a proposta inicial. Do mesmo modo. apontaram a necessidade de uma política de implementação da proposta educacional explicitada nos PCNs. sugeriram diversas possibilidades de atuação das universidades e das faculdades de educação para a melhoria do ensino nas séries iniciais.O processo de elaboração dos PCNs teve início a partir do estudo de propostas curriculares de estados e municípios brasileiros. uma proposta inicial dos PCN ¶s que. do qual participaram docentes de universidades públicas e particulares. é preciso muito investimento na melhoria de condições de trabalho do professor. de instituições representativas de diferentes áreas do conhecimento e educadores. as quais estão sendo incorporadas na elaboração de novos programas de formação de professores.

Se avaliar significa emitir juízo. mas apenas aqueles que são fundamentais para que se possa considerar que um aluno adquiriu as capacidades previstas de modo a poder continuar aprendendo no ciclo seguinte. A seguir. são apresentados critérios de avaliação e algumas orientações didáticas referentes a cada bloco de conteúdo. Os critérios de avaliação devem permitir concretizações diversas através de diferentes indicadores. deverá haver um breve . as particularidades de cada momento da escolaridade e as possibilidades de aprendizagem decorrentes de cada etapa do desenvolvimento cognitivo. mas é essencial ler e discutir todo ele. a organização lógica e interna dos conteúdos. apresentam formulação suficientemente ampla para ser referência para as adaptações necessárias em cada escola de m odo a poderem se constituir em critérios reais para a avaliação e. Nesse sentido. Os Critérios de Avaliação por Área e por Ciclo. destina-se aos aspectos ligados ao ensino e à aprendizagem de Matemática para as quatro primeiras séries do ensino fundamental. destaca os objetivos gerais para o ensino fundamental. os critérios de avaliação devem refletir de forma equilibrada os diferentes tipos de capacidades e as três dimensões de conteúdos. então a atividade de avaliação exige critérios claros que orientem a leitura dos aspectos a serem avaliados. Ao final. dos critérios de avaliação p ropostos e da definição do que será considerado como testemunho das aprendizagens. que se constitui na essência da avaliação. assim. No caso da avaliação escolar. indica alguns caminhos para "fazer Matemática" na sala de aula. Critérios de Avaliação Avaliar significa emitir um juízo de valor sobre a realidade que se questiona. que devem se expressar em termos dos objetivos. afetivo e social dos alunos em uma deter minada situação. ainda que indiquem o tipo e o grau de aprendizagem que se espera que os alunos tenham realizado a respeito dos diferentes tipos de conteúdos. Os objetivos gerais são dimensionados em objetivos específicos para cada ciclo. definidos nos PCNs. o aluno e o professor. apresenta blocos de conteúdos e discute aspectos da avaliação. uma breve trajetória das reformas e o quadro atual de ensino da disciplina. Os Critérios de Avaliação têm um papel importante nos PCNs. A segunda parte. Os critérios não expressam todos os conteúdos que foram trabalhados no ciclo. sem que seu aproveitamento seja comprometido. seja a propósito das suas conseqüências. procedimentos e atitudes. portanto. e servir para encaminhar a programação e as atividades de ensino e aprendizagem. além do enunciado que os define. É possível iniciar a leitura do documento pela parte que se refere aos tópicos de maior interesse do professor. Também trata das relações entre o saber. na qual os alunos tenham boas condições de desenvolvimento do ponto de vista pessoal e soci al. Do contraste entre os critérios de avaliação e os indicadores expressos na produção dos alunos surgirá o juízo de valor. considerando objetivos e conteúdos propostos para a área e para o ciclo. faz uma análise das características da área e do papel que ela desempenha no currículo escolar. Os critérios de avaliação apontam as experiências educativas a que os alunos devem ter acesso e que são consideradas essenciais para o seu desenvolvimento e socialização. para que haja uma visão integradora das possibilidades de aprendizagem e dos obstáculos que o aluno enfrenta ao aprender Matemática. seja a propósito das exigências de uma ação que projetamos realizar sobre ela. contribuirem para efetivar a concretização das intenções educativas no decorrer do trabalho nos ciclos.A primeira parte do documento apresenta os princípios norteadores. é necessário que se estabeleçam expectativas de aprendizagem dos alunos em conseqüência do ensino. pois explicitam as expectativas de aprendizagem. Os blocos de conteúdos são detalhados e especificad os em conceitos.

sentido. em função das características do aluno e dos objetivos e conteúdos definidos. ângulo. assim como construi r procedimentos para calcular o valor numérico de expressões algébri cas simples. Nesse sentido. inteiros e racionais. considerand o objetivos e conteúdos propostos para a Matemática no terceiro ciclo. de modo que possam se constituir em critério s reais para a avaliação. Critérios de Avaliação para o Terceiro Ciclo Os critérios de avaliação explicitam as expectativas de aprendizagem. Por meio deste critério o professor verifica se o aluno é capaz de utilizar representações algébricas para expressar generalizações sobre proprie dades das operações aritméticas. racionais e das operações envolvendo esses números. facilitando a interpretação e a flexibilização destes critérios . procedimentos e atitudes) de modo que o professor possa identificar assuntos que neces sitam ser retomados e organiza as novas situações que possibilitem sua efetiva aprendizagem. matemáticos ou de outras áreas do conhecimento. sem que seu aproveitamento seja comprometido. Os critérios de avaliação definidos. regularidades observadas em algumas seqüências numéricas. escolher adequadamente os procedimentos de cálcul o (exato ou aproximado. multiplicação. decidir sobre procedimentos de resolução a serem utilizados. paralelism o e perpendicularismo para representar num sistema das coordenadas a posição e a translação de figuras no plano. distinguir as informações necess árias das supérfluas. ainda que indiquem o tipo e o grau d a aprendizagem que se espera que os alunos tenham realizado a respeito dos diferente s conteúdos. apresentam formulação suficientemente ampla como referência para a s adaptações necessárias em cada escola. e contextos sociais. eles procuram refletir de forma equilibrada os diferentes tipos de capacidades e as três dimensões dos conteúdos (conceito s.comentário explicativo que contribua para a identificação de indicadores nas produções a serem avaliadas. identificar informações que necessitam ser levantadas. mas apenas aqueles que são fundamentais para que se possa considerar que um alun o desenvolveu as capacidades previstas de modo que possa continuar aprenden do no ciclo seguinte. inteiros. . gráficos em contextos numéricos e geométricos. mental ou escrito) em função dos contextos dos problemas. para resolver problemas. reconhecendo suas diferentes formas de expressã o como fracionária. subtração. investigar. efetuar cálculo s envolvendo adição. planifica resolução. argumentar e comprovar a validade de resultados e apresentá -los de forma organizada e clara. geométricos ou métricos. e apontam a experiências educativas a que os alunos devem ter acesso e que são consideradas essenciais para o seu desenvolvimento e socialização. representar na forma decimal um número raciona l expresso em notação fracionária. tabelas. y Utilizar as noções de direção. estimar (ou prever) soluções possíveis. y Decidir sobre os procedimentos matemáticos adequado para construir soluções num contexto de resolução dos problemas numéricos. Os critérios não expressam todos os conteúdos que f oram trabalhados no ciclo. divisão e potenciação. Por meio deste critério o p rofessor verifica se o aluno é capaz de comparar e ordena r números naturais. decimal e percentual. Por meio deste critério o professor verifica se o aluno é capaz de interpretar um a situaçãoproblema. dos números e das operações envolvidas. Utilizar os diferentes significados e representações do s números naturais. y Utilizar a linguagem algébrica para representar a s generalizações inferidas a partir de padrões. justificar.

e de inquietaçõe s emocionais e psicológicas. paralelismo. direção. interpretar e obter representações planas de figuras tridimensio nais bem como realizar classificações utilizando-se das noções de paralelismo. Pode-se dizer mesmo que. tabelas etc. descrever elementos das figuras bidimensionais e tridimensionais. massa. a continuidade dos estudos e o futuro profissional.Por meio deste critério o professor verifica se o aluno é capaz de uti lizar as noções geométricas como paralelismo. como profissional. se o aluno é capaz de indicar a probabilidade de sucesso d e um evento por meio de uma razão. Essas novas preocupações. . para gran de parte dos alunos começa a se esboçar um projeto de vida para o qual é necessário concluir o ensino fundamental. escolhendo e utilizando u nidades de medida padronizadas instrumentos apropriados e expressar os resultados em função do grau de precisão desejável são indicados pelo contexto da situação-problema. Também nessa época começa a se configurar para esses alunos uma nova e grande preocupação. Por meio deste critério o professor verifica se o aluno é capaz de resolver problema de contagem com quantidades que possibilitem obter o número de agrupamentos. perpendicularismo . muitos alunos ainda estão às volta com um processo de mudanças corporais. Critérios de Avaliação para o Quarto Ciclo No quarto e último ciclo do ensino fundamental. escolhendo as representações mais apropriadas par a comunicá-los. como a construção de diagrama de árvore. y Resolver problemas de contagem e indicar a s possibilidades de sucesso de um evento por meio de uma razão.. bidimensionais e tridimensionais. quando o alun o avalia que os conhecimentos dos quais se apropria na escola são fundamentais para seus estudos futuros e para que possa inserir-se. que repercutem na vida afetiva. superfície. poliedros regulares. volume ângulo e tempo. Por meio deste critério o professor verifica se o aluno é capaz de identificar figura s planas (polígonos e círculo) e espaciais (prismas e pirâmides. também. Também é fato que alguns alunos já estão inseridos no mercado de trabalho assumindo responsabilidades peran te a família e ansiosos por melhores condições de vida. cone). perpendicularismo. que se instalam na vida dos jovens. classificar e construir figuras geométrica s. d o perpendicularismo e de ângulo. construindo um espaço amostral em situações como lançamento de dados. ângulo. Verifica. sem o uso de fórmulas. esfera s cilindro. capacidade. Por meio deste critério o professor verifica se o aluno é capaz de recolher dados organizá -los em tabelas e gráficos. Por meio deste critério o professor verifica se o aluno é capaz de obter resultados d e diferentes medições. ao longo desse ciclo. y Analisar. nas relações com a família e também na escola. ler e interpretar tabelas e gráficos e escolher tipo de representação gráfica mais adequada para expressar dados estatísticos. na sexualidade. moedas etc. y Obter e expressar resultados de medições. utilizand o procedimentos diversos. sentido. construi r modelos dessas figuras. para descreve e representar a posição e o deslocamento de figuras no referencial cartesiano. y Construir. podem interferi positivamente no processo de ensino e aprendizagem em Matemática. utilizando a s principais unidades padronizadas de medida de comprimento. utilizando as noções geométricas como ângulos. no mundo do trabalho. estabelecendo relações e identificando propriedades.

esses alunos conseguirem estabelecer relações com os conhecimentos construídos anteriormente. particularmente no estudo de alguns fenômenos físicos. No entanto essa situação poderá ser revertida se. sem compreendê-los e sem percebe suas aplicações e que isso lhes será de pouca utilidade. coincidências e convergências do espírit o humano na construção do conhecimento acumulado pela humanidade. pode despertar interesse nos alunos. Po r exemplo. abordados de forma mecânica distanciando -se ainda mais das situações-problema do cotidiano. O conhecimento do professor sobre essas questões e sua disponibilidade par a compreender que nesse momento os jovens estão numa etapa da vida essencial par a constituição de sua identidade e de seu projeto de vida. como as considerações e investigações sobre a infinitude dos conjuntos numéricos. No entanto. a observação ganha em detalhes amplia -se as capacidades para pensar de forma mais abstrata e argumentar com maior clareza. Constata-se por outro lado que as experiências. pode levar à superação de algun s aspectos negativos ligados aos seus comportamentos exteriores e desenvolver participaçõe s menos conflituosas no trabalho escolar. E geral. na falta de empenho mesmo na pouca preocupação diante de resultados insat isfatórios ou nos sentimentos de insegurança. é preciso fazer uso de todas essas situações para mostrar aos alunos que a Matemática é parte do saber científico e que tem um p apel central na cultura moderna assim como também para mostrar que algum conhecimento básico da natureza dessa áre a e certa familiaridade com suas idéias-chave são requisitos para ter acesso a outros conhecimentos. que se manifestam no desinteresse. químicos.Para que isso aconteça é preciso que a aprendizagem da Matemática esteja ancorad a em contextos sociais que mostrem claramente as relações existentes entre conhecimento matemático e trabalho. em especial à literatura científica e tecnológica. Isso muitas vezes é diferente do que se faz tradicionalmente no quarto ciclo. É como se. Em síntese. Tal constatação os leva a assumi atitudes bastante negativas. para os novos conteúdos a serem estudados. Nesse ponto. emoções. Uma história que pode levar à reflexão sobre as relações entre os homen s e sobre indeléveis teias que conspiram a favor do avanço do conhecimento humano quem sabe a favor dos próprios homens. nest e ciclo aluno tivesse de esquecer quase tudo o que aprendeu a ntes. Não obstante o s casos de rivalidade. o conhecimento se constitu i soberanamente. anseios e indagaçõe s ampliam-se e trazem novas questões para os jovens a respeito de suas próprias vidas e do s rumos da humanidade. a infinitude de racionais entre d ois naturais e a infinitude do irracionais ou o impacto causado por uma representação de p com um bilhão de casa s decimais sem o surgimento de um período. A História da Matemática pode ser também uma fonte de interesse para os joven s na medida em que permite reflexões sobre acasos. Muitos têm a sensação de que a Matemática é uma matéria difícil e que seu estudo se resume em decorar uma série de fatos matemáticos. ocultamentos e até mesquinharias. o caráter especulativo da Matemática para além de seu aspecto técnico e que também reside no âmbito dos limites das indagações do intelecto humano. a ênfase recai no estudo dos conteúdos algébricos. bloqueio e até em certa convicção de que são incompetentes para aprendê-la o que os leva a se afastar da Matemática em situações na vida futura. Nesse sentido é importante considerar que alguns aspectos associados ao desenvolviment o cognitivo dos alunos que estão no quarto ciclo em muito favorecem a aprendizagem. . no estudo d e informática etc. porque esses conhecimento s já não lhe servem mais para resolver as situações que ora lhe são propostas. para a grande maioria dos alunos essas relações não estão bem definidas. Também fica mais evidente para eles a presença da Matemática em outras áreas do currículo.

ao reprovar os alunos que não realizam as aprendizagens esperadas. No entanto. devem se referir. as lições extras e outras que cada escola pode criar. como o acompanhamento individualizado feito pelo professor fora da classe. o grupo de apoio. A decisão sobre a aprovação ou a reprovação é uma decisão pedagógica que visa garantir as melhores condições de aprendizagem para os alunos. Para tal. está a serviço do processo de ensino e aprendizagem. A repetência deve ser um recurso extremo. a uma série de medidas didáticas complementares que necessitem de apoio institucional. cristaliza-se uma situação em que o problema é do aluno e não do sistema educacional. Atualmente. deve ser estudada caso a caso. A permanência em um ano ou mais no ciclo deve ser compreendida como uma medida educativa para que o aluno tenha chance e expectativa de sucesso e motivação. para garan tir a melhoria de condições para a aprendizagem. assim como a consideração das questões trazidas pelos pais neste processo decisório. muitas vezes se cria uma falsa questão. para que esteja de fato a serviço da escolaridade com sucesso. o sistema educacional não tem conseguido resolver. esta deve sempre ser acompanhada de encaminhamentos de apoio e ajuda para garantir a qualidade das aprendizagens e o desenvolvimento das capacidades esperadas. também. no momento que mais se adequar a cada aluno. em que a repetência é vista como um problema em si e não como um sintoma da má qualidade do ensino e. a dificuldade de contar com o apoio institucional para estes encaminhamentos é uma realidade que precisa ser alterada gradativamente. de uma forma geral. requer -se uma análise dos professores a respeito das diferentes capacidades do aluno. que vai permitir o apro veitamento do ensino na próxima série ou ciclo. a decisão de aprovar ou reprovar não deve ser a expressão de um "castigo" nem ser unicamente pautada no qua nto se aprendeu ou se deixou de aprender dos conteúdos propostos. podem subsidiar o professor para a tomada de decisão amadurec ida e compartilhada pela equipe da escola. Para tal decisão é importante considerar. No caso de reprovação. simultaneamente aos critérios de avaliação. uma vez que explicitam o fracasso do sistema público de ensino. para que a decisão seja a melhor possível tendo em vista a continuidade da escolaridade sem fracassos. Se a avaliação. incomodando demais tanto educadores como políticos. Como resultado. Quer a decisão seja de reprovar ou aprovar um aluno com dificuldades.Decisões associadas aos resultados d a avaliação Tão importante quanto o "o quê" e o "como" avaliar são as decisões pedagógicas decorrentes dos resultados da avaliação. os aspectos de sociabilidade e de ordem emocional. . a discussão nos conselhos de classe. consequentemente. conforme se discutiu até agora. Estas não devem se restringir à reorganização da prática educativa encaminhada pelo professor no dia -a-dia. Os altos índices de repetência em nosso país têm sido objeto de muita discussão. para que se possam oferecer condições de desenvolvimento para os alunos com necessidades diferentes de aprendizagem. da aprendizagem que.

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