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Monografia Jacqueline Pronta

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DO PARÁ INSTITUTO DE CIENCIAS DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE MATEMÁTICA

ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

JAKELINE VASCONCELOS PINTO

O USO DE METODOLOGIAS NO ENSINO DA MATEMÁTICA

SANTARÉM – PARÁ 2010

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DO PARÁ INSTITUTO DE CIENCIAS DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE MATEMÁTICA

ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

JAKELINE VASCONCELOS PINTO

O USO DE METODOLOGIAS NO ENSINO DA MATEMÁTICA

Monografia apresentada ao Programa de Matemática como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Educação da Matemática. Orientação: Prof. MSc. Joniel Abreu

SANTARÉM – PARÁ 2010

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Dedico a meus tios (Baldo e Cleise), a todos os amigos que contribuíram diretamente para a concretização dessa monografia. O apoio de vocês foi decisivo nos momentos mais difíceis na caminhada, me proporcionando crescimento, carinho, compreensão, coragem.... Ao professor DSc. José Antônio de O. Aquino pela oportunidade e confiança depositada.

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Agradeço a Deus pela vida e pelo dom da inteligência, a minha família e aos amigos que contribuíram direta e indiretamente para a concretização deste trabalho. Agradeço também ao corpo docente do curso de especialização e ao MSc. Joniel Abreu por assumir o compromisso de me orientar nesta monografia.

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RESUMO

Após perceber a heterogeneidade de conhecimento no ambiente de sala de aula, percebi que é necessário que o educador utilize metodologias diferenciadas conforme a dificuldade de aprendizagem de cada aluno. O uso de metodologias no ensino é uma temática bastante diversificada e que necessita ser ampliada e adaptada com o passar dos anos não só na sociedade brasileira, mas no mundo inteiro. Essa discussão é relevante na busca de alternativas para melhorar o aprendizado dos alunos dessa faixa etária de ensino. A pesquisa de abordagem qualitativa teve como objetivo principal: analisar a qualidade da metodologia usada com os alunos de matemática do ensino fundamental e verificar, de acordo com questionários aplicados aos docentes e alunos, da escola do campo Rainha da Floresta localizada na comunidade de Vila dos Goianos distante cerca de 60 km de Santarém, sito as margens da Pa Santarém Jabuti, cujos dados foram obtidos e tabulados, visando entender melhor esse contexto e possibilitar uma avaliação mais contundente. A análise levou a concluir que existem ainda muitas mudanças a serem feitas para se conseguir introduzir uma metodologia eficiente no ensino fundamental voltado para o ensino da matemática, algo que provoque mudanças significativas, que envolvam não apenas os educadores e educandos, mais que envolvam a comunidade e o meio, num ciclo perfeito de comunicação para a produção desse conhecimento tão valoroso voltado para o ensino da matemática. Estes procedimentos são necessários para ampliar cada vez mais as discussões sobre a eficácia das metodologias de ensino que são aplicadas na educação básicas desses alunos e da sociedade futura que se deseja criar. Palavras chave: metodologia, matemática, Ensino fundamental, aprendizagem.

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ABSTRACT

The use of methodologies in the teaching is a thematic one quite diversified and that needs if enlarged and adapted with passing of the years not only in the Brazilian society, but in the whole world. That discussion is important in the search of alternatives to improve the students' of that teaching age group learning. The research of qualitative approach had as main objective: to analyze the quality of the methodology used with the students of mathematics of the fundamental teaching and to verify, in agreement with applied questionnaires to the teachers and students, some methodological criteria considered important in the school middle. The work was accomplished at a school of the field, whose data were obtained and tabulated, seeking to understand that context better and to make possible a more contusing evaluation. Analyze it took her/it to end that exist a lot of changes they be still made her/it for her to get to introduce an efficient methodology in the fundamental teaching gone back to the teaching of the mathematics, something that provokes significant changes, that they not just involve the educators and students, more than they half involve the community and him/it, in a perfect cycle of communication for the production of such valiant knowledge gone back to the teaching of the mathematics. These procedures are necessary to enlarge the discussions more and more about the effectiveness of the teaching methodologies that you/they are applied in the education basic of those students and of the future society that one want to create.

Words key: methodology, mathematics, Fundamental teaching, learning.

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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO............................................................................................................7 INTRODUÇÃO...........................................................................................................8 1 – HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DA MATEMÁTICA.................................................11 1.1 - Conceito..........................................................................................................11 1.2 – A transversalidade........................................................................................14 1.3 – Transversalidade na matemática................................................................15 1.4 – Interação professor x aluno.........................................................................17 2 – AS QUESTÕES METODOLOGICAS DO ENSINO DA MATEMATICA..........20 2.1 – Entendendo melhor as metodologias........................................................20 2.2 – Contextualização teórica - metodológica...................................................21 2.3 – Usando a metodologia com eficiência.......................................................22 2.4 – Parâmetros curriculares nacionais (PCN)..................................................24 2.5 – PCNs na matemática....................................................................................25 3 – METODOLOGIAS NAS AULAS DE MATEMÁTICA DO ENSINO FUNDAMENTAL......................................................................................................27 3.1 – A visão dos discentes..................................................................................27 3.2 – A visão dos docentes...................................................................................31 CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................36

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INTRODUÇÃO Dentre as diversas e mais importantes ciências que o homem conseguiu desenvolver esta a matemática, a luta pela sobrevivência e necessidade de se relacionar entre si e com o meio, permitiu que a evolução da matemática tivesse papel de destaque no cotidiano dos povos. Desde o período dos primatas esses procedimentos eram utilizados, entretanto à medida que as sociedades foram se formando, as metodologias foram se modificando. De geração em geração esses avanços matemáticos foram sofrendo interferência de pesquisadores, cientistas e outros povos capazes de levar o conhecimento matemático de maneiras variáveis. Historicamente, a ciência da matemática sofreu muitas influências das atividades e necessidade mundanas, onde a grande responsabilidade de sua aplicação era resolver problema de diversas naturezas principalmente, os relacionados a atuação do homem na prática. A solução para essas atividades eram realizadas de diferentes maneiras e com os recursos ali existentes, indistintamente entre as sociedades, criando sem querer suas próprias metodologias. Com o passar dos séculos essas técnicas foram incorporando denominações a partir de seus inventores, que com as soluções matemáticas conseguiam gerir de forma eficiente esses problemas. A se tratar por conceitos até hoje considerados por muitos mirabolantes, mas que além de serem bem fundamentados, tem sua aplicação garantida no meio. Entretanto, essa ciência está em constante evolução e por isso vêm tornandose cada vez mais desafiadora. Como imaginar uma ciência baseada em experiências que ao tomar características próprias fosse capaz de se tornar indispensável a sobrevivência humana? Quantos são os questionamentos voltados para a ciência da matemática, que predominam até os dias atuais, não apenas pela quantidade e diversidade, mas pela sua magia de dar respostas exatas de diferentes maneiras. Nesse sentido, surgiram inúmeras formas de estreitar o relacionamento humano através da matemática disseminando o seu conteúdo através dos mais variados meios de propagação do conhecimento, como livros, internet etc. Conhecido como metodologia, onde cada autor demonstra uma linha de raciocínio específico sobre determinado ramo da matemática e nele tenta facilitar

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absorção do conhecimento aprimorando a referida técnica. Esses critérios tornaram o processo de aprendizagem na matemática mais pedagógico, atraindo o aluno para o ambiente exclusivo do ensino. A partir dos benefícios que os elementos que facilitam o aprendizado da matemática proporcionam, são levantados alguns questionamentos como: Porque o ensino da matemática no ensino fundamental não é aplicado também de forma teórica? Para que o aluno tenha condições de interpretar o fundamento do assunto dado? Será que os professores, detém esse conhecimento de forma clara? Qual será o estimulo que esses alunos irão ter com o aprendizado aplicado nas condições de hoje? Desse modo, pode-se esperar que essas metodologias devam funcionar como estimuladores do aprendizado colaborando decisivamente com o processo de aprendizagem que se espera, para que os agentes desse processo possam descobrir e construir novos conhecimentos, adquirindo diferentes competências e habilidades, correspondendo assim aos elementos que formam a educação matemática, enquanto processo, humanizado, transformador e libertador. Esta pesquisa tem o objetivo de conhecer, sintetizar e avaliar algumas metodologias mais utilizadas no processo de aprendizagem do ensino fundamental na disciplina de matemática, bem como, suas características e métodos de utilização, como forma de inserir o elemento básico ao ser que se deseja desenvolver, o método de se aprender matemática. Por isso nesse trabalho serão destacadas as metodologias de alguns autores e seus instrumentos de disseminação do conhecimento. Sendo que a princípio serão abordados alguns dados históricos relativos ao surgimento da ciência matemática e sua evolução, posteriormente apresentados algumas metodologias para o conhecimento, discussão, utilidade e funcionamento, considerando ainda os assuntos sobre Transversalidade de modo geral e sua aplicação no ensino da matemática e concluindo essa primeira parte será tratado também o contexto sobre a relação Professor X Aluno, que serão devidamente distribuídos em tópicos para melhor entendimento. No segundo capitulo serão tratados sobre alguns questionamentos voltados para as metodologias e sua contextualização teórica, abrindo espaços também para expor de forma sucinta sobre os recursos relativos aos PCNs. E para finalizar será pautada no terceiro capítulo uma avaliação metodológica voltado para o ensino da matemática, aplicado através de um levantamento com os

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docentes e os alunos, montando uma abordagem prática do atual processo no ensino fundamental, e baseado nessa avaliação apresentar propostas para o melhoramento dessas atividades neste nível de ensino, o qual poderá servir de apoio para futuras obras e aventureiras pesquisas, para quem dessa fizer bom uso. Procedimentos metodológicos A busca da melhor maneira de ensinar matemática no ensino fundamental requer alguns procedimentos fundamentais, principalmente os voltados para a leitura e a pesquisa, que será a base utilizada nesta obra, além de querer acompanhar mais de perto a convivência no ambiente escolar onde de fato as coisas acontecem. Poder conversar com os alunos e docentes de maneira informal, conhecendo de fato o que se aplica na prática na rotina da classe, poder inclusive acompanhar as chamadas, situação problema, que envolve às vezes um contexto mais profundo e que excede a classe. Desta forma, poder aplicar e desenvolver a parte prática deste trabalho com a aplicação de questionário aos alunos e docentes e com isso poder conhecer melhor a realidade no uso das metodologias no ensino fundamental no ensino da matemática, objetivo principal da pesquisa.

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1 – HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DA MATEMÁTICA Nessa parte foi feito um levantamento bibliográfico a respeito da história e evolução da matemática enquanto ciência de estudo, buscando conceituar a matemática, enfatizando questões como: a transversalidade na matemática a relação professor x aluno. Com isso pretende-se ampliar o conhecimento sobre os estudos que levaram a matemática se tornar uma ciência indispensável para a vida. 1.1 - Conceito É uma ciência criada a fim de contar e resolver problemas cujas existências tinham finalidades práticas. (COURANT, 2000). Surgiu com os primeiros seres racionais a milhões de anos no período homo sapiens. Foi desenvolvida ainda para determinar o possível e o impossível com uma questão lógica baseada nos primeiros raciocínios. O uso da matemática através dos tempos tem relação direta com o desenvolvimento da natureza humana e seus modos de sobrevivência, bem como, sua evolução é recíproca. Definidas a partir da analise das atividades do homem e sua relação com o meio. Entretanto, o homem a construiu e desenvolveu de tal forma, como a função simbólica e a linguagem, que estas foram caracterizadas como as primeiras obras matemáticas que se tem registro. Esses recursos foram observados no decorrer da linha do tempo onde houve grandes transformações naturais e de adaptações em que os seres racionais, devidamente denominados em seu tempo de existência, foram levados a condições extremas de sobrevivência, e na sua criatividade aproveitaram os recursos da natureza para criar um ambiente, se não apropriado, porém necessário, para que a vida continuasse. Estes recursos sistematicamente foram modificando os meios, pelos qual a espécie humana desenvolvesse a matemática como uma das primeiras ciências, capaz de fazer o homem utilizar a matemática, como processo de evolução e aprendizagem.

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Essa noção aos poucos foi sendo desenvolvido com intuito de tornar o homem um ser social e ativo, no seu próprio habitat, criando objetos, ferramentas rústicas que lhes proporcionassem utilidade. Com isso o homem começou a construir um ambiente artificial, e por conseqüência, se adaptar a ele usando a experiência e a criatividade. E essa necessidade, como ferramenta de desenvolvimento próprio, tornando-se agente de sua própria criação. Com o passar do século as técnicas foram se aperfeiçoando, e baseando-se nos estudos de diferentes povos usados de maneira mais sintetizada, ainda que, com bastante complexidade aplicaram esse conhecimento em outras atividades. De acordo com ERNESTO em Historia da Matemática, p 14:

“Enquanto os conhecimentos práticos, espontâneos, se relacionam com o cotidiano, os conceitos sistematizados, científicos, relacionam-se uns com os outros por dedução, perdendo assim o contato com suas origens de soluções de problemas do dia-a-dia.”

Como se verificou anteriormente o uso da matemática através do tempo tem relação direta com o desenvolvimento da natureza humana e sua evolução, e é comum se utilizar dessas diferentes técnicas para pautar o surgimento de novas metodologias e suas aplicações com diferentes ramos das atividades cotidianas. Esta ciência atravessou a linha do tempo sendo em alguns momentos mera coadjuvante, aplicada de forma despercebida. A história da matemática deverá mostrar ainda o fascinante mundo criado indisciplinadamente com as atividades do homem e suas culturas, influenciando nas formas de viver e nos aspectos artificiais da vida. O estudo da matemática pode também ser encarado como um ensino de qualquer outra disciplina no contexto interdisciplinar, no entanto esta ciência se difere das outras pelo simples fato de ser de natureza elementar para a sobrevivência do individuo em sociedade, destacada inclusive por diversos autores desde a Idade Média, passando por Platão, um dos seus mentores, e tantos outros que influenciaram nos sistemas educacionais buscando desenvolver à educação do indivíduo de forma cada vez mais social. Entretanto nunca se deu tanto valor ao ensino da matemática, como nos dias atuais.

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Dificilmente chegaremos a uma melhoria da educação científica sem primeiro conceituar melhoria e, em segundo lugar, reconhecer que o processo aprendizagem-ensino é, na sua essência, apenas aprendizagem. (BICUDO, 2005, p. 84).

O fato é que o ensino da matemática foi difundindo de diversas maneiras, carregando em seus aspectos um enigma particular de se aprender e compreender, e hoje se valoriza muito a divisão desses fatores em busca de uma didática facilitada para que o aluno, que foi inserido nesse ensino, tenha uma visão mais transparente e pedagógica de como absolver os frutos dessa ciência. No entanto a prática de ensino em geral por si só já se configura uma ação pedagógica que visa ao aprimoramento da ação educativa, mediante inúmeros recursos colocados a sua disposição pelo sistema educacional que, se, direcionados ao comprometimento com a qualidade da aprendizagem, permitirão a elaboração de novos conceitos. Esse ensino tem chamado atenção nas últimas décadas pelas constantes mudanças no referencial que visa o resultado, o que nem sempre tem acontecido com eficiência suficiente para alcançar seus os objetivos. De certa forma, ao elaborar essas mudanças e aplicá-las no cotidiano, formaliza-se um novo conceito e com isso pratica-se uma nova metodologia baseada em novos objetivos para que o ensino se estabeleça de forma evolutiva na sociedade e nos índices que medem o crescimento desse tipo de ciência. Ao se falar em novos objetivos, naturalmente estão inseridos também novos conteúdos modificados solidariamente em paralelo com as metodologias, comparados como num ensino pré-estabelecido onde a amplitude do processo reconheça a nova configuração de forma concisa e efetiva. Naturalmente existem dificuldades em aceitar essas mudanças, devido ao uso cotidiano de um sistema ultrapassado de ensino, justificados ainda pela resistência ao novo, característica de todos os processos substitutivos independente do contexto, prevalecidos principalmente pelos aspectos culturais constituídos com o passar dos anos. E isso, acaba se estabelecendo de forma involuntária, tais pelos componentes caracterizados no ambiente escolar ou até mesmo pelos métodos, em que os conteúdos e objetivos são tratados de forma pragmática, impossibilitando a ação dos elementos inovadores que os sistemas educacionais disponibilizam.

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Desta forma, dificilmente se chegará à relevantes objetivos no processo da educação científica sem inicialmente se definir, as melhorias necessárias para a sua evolução em busca de resultados. Entretanto, também aceitar o processo aprendizagem-ensino como na essência sendo apenas, aprendizagem, pelas características que o apresenta de forma real. A incorporação de novos conceitos como o da Transversalidade, os PCN e outros que serão abordados aqui, só terão sentido com o desprendimento de alguns preconceitos sobre aprendizagem, como: o que é ciência, o que é experimentação, o que são princípios e o que é causa-efeito e por conseqüência a incorporação de fato do que é matemática. Em que notadamente sem essas definições, pouco se avançará em busca de um ensino voltado para a realidade.

1.2 – A transversalidade Partindo do ponto de vista da aplicação do ensino, a transversalidade se apresenta como algo inovador e norteador para abrir novos horizontes atuando como elemento mediador e decisivo sobre os modelos educacionais praticados, esse modo é apresentado pelos gestores do MEC que ao criar esse novo leque de possibilidades no ensino, sem abrir mão dos métodos tradicionais, adotam uma alternativa diferente, capaz de justificar sua aplicação. Entretanto para os agentes do processo de aprendizagem essa nova ferramenta causou muitas expectativas no meio educacional, por vários motivos. Entre eles o fato de os professores considerarem essa ferramenta uma forma já experimentada na prática, cuja denominação não se justificaria na essência, pela forma de aplicação. Outra, pelo descrédito que os processos até hoje utilizados nãos estarem em consonância com os graus de ensino, admitindo que o sentido de sua execução tivesse que ser pensada de maneira global e não sistematizada como se observa. E ainda por considerar a falta de preparação dos docentes para a execução de forma eficaz desse novo modelo. Na verdade os contrapontos têm sua parcela de veracidade, em parte por serem entendidos de forma equivocadas. Essas mudanças causaram significantes alternâncias no aspecto pedagógico, principalmente por se buscar notadamente o resultado a todo custo, comprometendo muitas vezes as técnicas aplicadas na prática do ensino, essas medidas colocaram

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os agentes participantes do processo, (agente -> professor e aprendiz ->aluno), em constantes adaptações que muitas vezes não surtiram efeito de forma adequada e por isso acabaram comprometendo uma parcela dos indivíduos que estão inseridos nesse sistema.

A transversalidade corresponde à possibilidade de se estabelecer, na prática educativa, uma relação entre aprender conhecimentos teoricamente sistematizados e as questões da vida real e suas transformações. (Documento PCNs TEMAS TRANSVERSAIS, p. 30)

Para isso, é necessário o entendimento por parte dos elementos envolvidos no ensino, dos temas transversais, tendo como base a inclusão destes no contexto social globalizado, em que os indivíduos estão por sua vez inseridos. Tendo como temas (Ética, Pluralidade cultural, meio ambiente, saúde, orientação sexual, trabalho e consumo) criando aos professores um novo ambiente de atuação voltado para a causa sociocultural. Com isso, é importante que haja o comprometimento não apenas dos docentes em colocar em prática essa teoria, mas também, de todos aqueles que compõem o sistema de ensino nas diferentes esferas em que ele se apresenta, para que desta forma se consiga alcançar os objetivos tão esperados.

1.3 – Transversalidade na matemática Como foi apresentada de forma sucinta, na transversalidade existe um leque de elementos sociais que procuram proporcionar uma nova visão de ensino, fator que pode ser diversificadamente aproveitado pelos docentes à medida que eles entendam os propósitos e os apliquem, atendendo as prerrogativas para o qual os temas foram criados. De acordo com DIRETRIZES NACIONAIS DA EDUCACAO (2000, p 9):

“Educação escolar passa ter um papel essencial no desenvolvimento das pessoas e da sociedade, a serviço de um desenvolvimento sócio-cultural e

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ambiental mas harmonioso. E indicada como um dos elementos essenciais para favorecer as transformações social”.

Com isso faz-se necessário alguns questionamentos: que visão de aprendizagem, principalmente os voltados para a matemática, terão aqueles indivíduos formados visando também à construção da cidadania? Para qual nível ele se apresenta? Como constituir uma formação de qualidade aproveitando também os métodos tradicionais anteriormente utilizados? Ora, ora, isso abre espaço para considerar também os aspectos de formação e capacitação dos docentes que passaram ou passarão a lidar com essa nova idéia de aprendizagem, cujos objetivos podem não ter sido adequadamente absorvidos por eles. Partindo do princípio que ao adotar a transversalidade para o ensino da matemática, não é adotar um novo ensino, mas adequarem-se a ele, e aplicar outras formas que envolvam os propósitos socioculturais, e que esses, tenham seu engajamento garantido na sua aplicação. Essas atividades geram assim a possibilidade de um redescobrimento do conhecimento já utilizado pelos docentes. Estas formas criam concepções de ensino diferencias inclusive citados por alguns autores formalizando esses critérios como forma de atender aos objetivos da transversalidade. Nesse sentido essas concepções tendem a sintetizar maneiras de aplicar a transversalidade nesse tipo de ciência, manifestando no aluno o interesse pelo aprendizado e o desenvolvimento do mesmo, como um todo e não apenas voltado para a matemática “mecânica”. É notório que essas mudanças trouxeram grandes avanços e por conseguinte prevaleceram em diversos fatores, como por exemplo os métodos de avaliação, tornando a relação docente X aluno mais apurados, com mais liberdade, como prevê a própria LDB, atendendo aos ideais prioritários da solidariedade humana e ao pleno desenvolvimento da pessoa e seu preparo para o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. Com esse foco, o professor de matemática, que ao longo dos anos foi considerado verdadeiro vilão das metodologias, passa a exercer um papel voltado para o comprometimento do interesse comum, tratando o aluno como parceiro do processo de aprendizagem, o que certamente facilitará a sua disposição para aprender, para que possam entender os conteúdos e suas concepções. Haja vista,

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que a mecânica da matemática, muitas vezes, torna o convívio em classe um ambiente diferenciado, dificultando o relacionamento desse aluno com os docentes. Entretanto, para que isso não ocorra de fato, é necessário que o docente se integre dessas formas de conhecimentos, dominando completamente as concepções, bem como, os conteúdos voltados para a transversalidade, trazendo para a sala de aula uma metodologia inovadora, visando não apenas o crescimento intelectual do aluno, mas também sua preparação e comprometimento para lidar com o meio.

1.4 – Interação professor x aluno Relação: ato ou efeito de se relacionar, adquirir amizades, manter relacionamento. O Relacionamento pode ser definido como o conhecimento recíproco, a convivência entre pessoas ou pessoas que mantém convívio entre si. Por si só o intercâmbio natural que reside diariamente no ambiente escolar entre Professor x Aluno, Aluno-Aluno e demais participantes do ambiente escolar pode ser definido como relação. A classe nesse aspecto se configura como um ambiente social, com critérios pré-estabelecidos onde o indivíduo vai interagir com diversos indivíduos, formando uma interação importante para sua formação. É nesse ambiente que se dão as primeiras idéias sociais de uma criança e que começa a se formar as concepções de atitude, comportamento e os valores dentre outros. Esses procedimentos aos poucos se tornam hábitos e indistintamente se multiplicam nos primeiros relacionamentos. Outro fator importante na formação moral do aluno é o estímulo para atividades que despertem a curiosidade sobre o ensino religioso onde o docente deve adotar metodologia diversificada, criando na personalidade do aluno pequenas idéias a respeito do assunto que certamente refletirão também no seu comportamento futuro. Todos estes processos se alimentam a cada dia com o contato da criança com outros indivíduos e com o meio. Isso é gerado por momentos informais, descontraídos, até mesmo disciplinados e tristes que ocorrem durante esta fase. Isso acontece também porque durante esse convívio esses indivíduos agem de

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forma espontânea com, um todo, não apenas com a razão, mas também com a emoção. Esta integração entre pessoas no ambiente escolar permite que esse conjunto de fatores proporcione o desenvolvimento do aluno, bem como o seu comportamento. Walter Garcia em seu livro educação: visão teórica e prática pedagógica, p 63 afirma que:

A educação, seja ela escolar ou do mundo, é um fenômeno que só ocorre em razão do seu processo básico de interação entre pessoas...

Essa interação reflete diretamente na construção do conhecimento no qual os agentes estabelecem relações entre si. Pode ser considerado um fator relevante ainda a forma como esse conhecimento é atribuído e fica mais evidente quando a metodologia é aplicada de forma correta e incisiva. Pois além de estimular a relação professor-aluno e alunoaluno, contribui também para o incentivo do aluno com a sua própria capacidade de aprender. Nesse contexto, cabem ao professor duas funções, uma função incentivadora para despertar no aluno seu interesse e a mobilização de seus esquemas cognitivos, a outra, função orientadora, que busca orientar o aluno para conhecer, ajudando a desenvolver seu próprio conhecimento. E ainda o esforço para torná-lo um ser curioso, onde o confuso, o fragmentado, seja também, um conhecimento organizado e eficiente, para que a criança ou o jovem tenha confiança em seus próprios valores, sendo esse determinante para os princípios de sua vida. Uma pessoa se desenvolve e agrega valores por diversos aspectos que vão desde a sua concepção em contato com os processos. Nesse sentido, pode-se dizer que o bom desempenho para a formação inicial do aluno nos primeiros anos escolares depende grande parte do seu convívio em que a interação Professor x Aluno é decisiva para que eles tenham uma formação satisfatória.

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Esta relação esta condicionada a um processo educativo que atenda as necessidades de se aprender com harmonia simpatia e compreensão, num ambiente onde os trabalhos devem atender interesses comuns prevalecendo o respeito e o entusiasmo para que o saber se desenvolva nas suas mais variadas formas. E que este seja um saber valorizado não apenas pela função técnica do professor, mas também pela contextualização em que o aluno seja inserido e levado a conhecer na prática.

O professor, assim tem de favorecer, na escola, um clima de liberdade e segurança que permita ao educando ser sujeito do seu próprio ensino e expressar-se espontaneamente (NÉRICI, 1992, p. 41)

Nesse contexto, o docente tem papel relevante, pois depende da aplicação eficaz de alguns atributos indispensáveis como, liderança, comportamento e cultura, uma vez que, precisará agir com transparência, mas também, com energia nos casos de indisciplina e acomodação dos alunos. Nesse meio o professor se torna um verdadeiro medidor onde seu desempenho terá seu valor reconhecido e admirado dentro do sistema de ensino. Para isso serão abordados no próximo capitulo um resumo explicativo sobre as questões que envolvem não apenas esse relacionamento, mas também outros meios de se ensinar com qualidade, atendendo as necessidades de mundo moderno.

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2 – AS QUESTÕES METODOLOGICAS DO ENSINO DA MATEMATICA Serão abordados na segunda parte algumas questões metodológicas do ensino da matemática buscando compreender melhor as metodologias e suas transformações ao longo do tempo, a partir do conceito, valorizando seus estudos e adaptações, mostrando sua eficiência com base nos Parâmetros Curriculares nacionais os PCNs Os recursos metodológicos sofreram grandes transformações com o passar dos anos, entretanto ainda continua em constante dinâmica, e muitas vezes isso faz com que os profissionais da educação, em particular os voltados para o ensino da matemática, muitas vezes se percam nas atividades apresentadas diariamente em classe, causando diversos tipos de problemas ao aprendizado das crianças. Por isso se faz necessário conhecer melhor as questões voltadas para as metodologias e suas aplicações, valorizando seus estudos e adaptações, que certamente serão de fundamental importância na implementação dos conteúdos e no acompanhamento do desenvolvimento do aluno no âmbito de sua formação moral, intelectual e social que serão abordados nesse capitulo. 2.1 – Entendendo melhor as metodologias Para se entender melhor sobre os recursos metodológicos aplicados no ensino é necessário primeiramente conhecer um pouco mais sobre o conceito de metodologia, suas origens e as demais aplicações no contexto em que ela se encontra inserida, desde épocas distantes, mas especialmente as voltadas para o ensino da matemática. Muito se fala em metodologia, principalmente quando se refere ao ensino, nos dias atuais esses procedimentos se tornaram indispensáveis no meio escolar, entretanto não basta apenas ter esclarecido o que são metodologias, para entender realmente esse mundo tão diversificado é preciso mergulhar na sua história e descobrir que, o que se precisa ensinar é bem mais que a boa aplicação da metodologia, como será visto a seguir.

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2.2 – Contextualização teórica - metodológica A palavra metodologia se incorpora através da fusão do latim methodus e do adjetivo grego technicu assim sendo o método indica o caminho e a técnica mostra como percorrê-lo. Desta forma pode-se conceituar metodologia como sendo o conjunto de procedimentos didáticos, expressos pelos métodos e técnicas de ensino que visam levar o bom termo a ação didática, que é alcançar os objetivos do ensino e, conseqüentemente os da educação com o mínimo de esforço e o máximo de rendimento. E é através das normas de ação das metodologias de Ensino que serão buscados os objetivos da educação que se espera. (LUCCHESI, 1994). O ensino baseado na didática em que por muito tempo foi considerado “a arte de ensinar”, tornou-se cada vez mais dinâmico. À medida que, esse conceito se desenvolve permite entender melhor essa arte de ensinar, um ensinar que propicie a relação com meio físico, social e cultural e não tão somente aquele que se baseiam nas relações homem x homem, sem compromisso social. Existem inúmeras modalidades de metodologias sendo praticado mundo afora cada uma com sua singularidade e importâncias, criadas com intuito de atuarem como facilitadoras da aprendizagem, direcionados para todo tipo de público. Entretanto todas com objetivo semelhante de contribuir para a simplificação do ato de ensinar. Isso se torna mais claro, à medida que, os educando vão se formando e entendendo o valor da utilização das metodologias não apenas para o ensino básico em classe, mas também, para os diversos modelos de ensino que se utiliza para a vida. Na verdade o ensino de cada época e região sócio-econômica é ditada por uma série de fatores entre os quais se pode destacar a exigência de produção, distribuição e consumo, os ideais sócio-políticos e o conhecimento do homem. À medida que aumenta a população, a competição o desenvolvimento das ciências os ideais de vida e o conhecimento cada vez mais sintetizado do homem e da comunidade, se eleva, aumentam mais ainda as mudanças na sociedade criando novas necessidades às quais o ensino baseado na aprendizagem é convocado a atender. E é por isso que esses ensinos modernos também envelhecem. Poder-se-ia conceituar, o ensino como:

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O processo de atuação sobre o individuo a fim de levá-lo a um estado de maturidade que o capacite a se encontrar com a realidade de maneira consciente, equilibrada e eficiente e nela agir como cidadão participante e responsável (NÉRICI, 1992)

O vai e vem de informações e a velocidade com que ela se dissipa nos dias atuais contribui muito para a facilidade de se ensinar e isso acontece bem significativamente onde as ferramentas necessárias para a produção dessa informação estão, mais acessíveis as pessoas, que vivem nos grandes centros urbanos. Esse processo se desenvolve numa velocidade ímpar tornando o conhecimento cada vez mais perto, ao alcance da mão e porque não dizer do mouse. No entanto alguns questionamentos se fazem necessários para entender melhor esses procedimentos, principalmente os voltados para a matemática, como: Em que momento se começa aprender matemática? Que importância o terá para o desenvolvimento do aluno? O que fazer quando a formação do docente não é adequada para o ensino dessa ciência? E quais as conseqüências que esse fato pode causar? O uso de metodologias pode minimizar essas deficiências? Como? Esses questionamentos são apenas alguns dos mais variados que as pessoas que lidam com o sistema de ensino se fazem mediante os problemas encontrados no ambiente escolar.

2.3 – Usando a metodologia com eficiência As metodologias variam conforme a necessidade e utilização e a medida que isso ocorre vários outros fatores também modificam-se, para isso os processos metodológicos devem ser fortemente definidos, para que, tenha sua aplicação efetivada, dessa forma deve-se estabelecer uma relação de construção do conhecimento voltado para o contexto, trabalhando a complexidade em consonância com os elementos externos os quais os alunos estão mais adaptados, não se limitando tão somente as atividades pré-selecionadas para cada etapa de ensino. Para isso, deve ser levando em conta uma situação-problema que deve ser

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encarado como ato motivador para que o aluno consiga se desenvolver espontaneamente a partir dos recursos que foram colocados a sua disposição. Outro fator sistematizador do aprendizado é a realização de trabalhos que simulem a interação com o meio, como por exemplo, à exposição de aulas dramatizadas procurando trabalhar com o aluno mecanismos aproximando-o da realidade através de jogos, situações de compra e venda de modo que o aluno não seja forçado a participar das atividades, onde aos poucos ele despertará interesse em fazer parte e o prazer de aprender, mas um aprender diferenciado que não seja notadamente vinculado aos manuais didáticos pouco apreciados nos dias de hoje. Essa situação pode ser bem aproveitada principalmente se puder ser trabalhada em grupos onde não apenas o professor seja o orientador, mas à medida que seja processada pelos alunos, de imediato alguns já se destaquem compreendendo o assunto e agindo como intermediadores na produção desse conhecimento, interagindo como os outros colegas de classe. O educando, futuro cidadão, precisa conhecer a realidade física, social e cultural em que tem que viver. Daí a necessidade de inspiração e articulação das atividades educacionais com os fatos e motivos da realidade, a fim de o educando chegar à melhor conhecer e compreender o meio em que tem de viver e atuar. Conhecer também de modo geral sobre: a situação geográfica da comunidade, suas vias de comunicação, suas instituições sociais, as bases econômicas, seu povo costumes e sua formação histórica, suas necessidades e deficiências, seu campo de trabalho e de formação profissional e finalmente suas possibilidades atuais e as de previsão futura. Assim do ponto de vista pessoal, o ensino visa uma constante realização e atualização do indivíduo, para que esse possa mais eficientemente ajustar-se às transformações sociais e mais plenamente realizar sua vida. E do ponto de vista social, visa uma constante renovação do processo dos seus membros, a fim de serem mantidas as novas exigências especializadas, decorrentes do surto tecnológico pelo qual o mundo esta passando. Portanto, deve-se pensar na elaboração de métodos que, em sua dinâmica, incluam atividades de caráter individualizado, em grupo e coletivo, sendo que estas situações de aprendizagem são as que o educando encontrará no decorrer da sua vida.

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2.4 – Parâmetros curriculares nacionais (PCN) Os parâmetros curriculares nacionais surgiram com o objetivo de auxiliar os professores na execução de seus trabalhos, compartilhando o esforço diário de fazer com que as crianças dominem os conhecimentos de que necessitam para crescerem como cidadãos plenamente reconhecidos e conscientes de seu papel na sociedade. Para isso foi necessário o esforço comum de muitos profissionais que apostam na educação e nas pluralidades em que estas são aplicadas. É importante registrar que os PCNs foram produzidos num contexto de discussões levando em conta as práticas pedagógicas atuais, respeitando sob tudo a concepção pedagógica claro que abertos e flexíveis, podendo ser adaptados à realidade de cada lugar e ou de cada região onde for aplicada. Entretanto os PCNs não será a única ferramenta capaz de melhorar o ensino no país, ele apenas dá um norte, para que os docentes a partir da sua formação tenham capacidade de crescer e melhorar os seus ensinamentos. E para que todos esses leques de informações tenham vida, ou melhor, exerça o seu fim, é necessário que o docente se imbuir de todos os conteúdos dentro do seu nível e disciplina a fim de buscar e valorizar esse instrumento para de fato utilizar de maneira eficiente no cotidiano com seus alunos no processo de aprendizagem. Mais para que isso aconteça o docente deve focar principalmente nos objetivos do ensino fundamental que são: 1- Compreender a cidadania como participação social e política, assim como, exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia a dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito; 2- Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas; 3- Conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao País;

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4- Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais; 5- Perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente; 6- Desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania; 7- Conhecer e cuidar do próprio corpo, valorizando e adotando hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação à sua saúde e à saúde coletiva; Conhecendo esses objetivos o professor pode avaliar de maneira mais equilibrada e eficiente as estratégias que deverá adotar para determinar sua linha de ações visando proporcionar um ensino de melhor qualidade e comprometido com o ambiente social dos indivíduos.

2.5 – PCNs na matemática Considerar que os Parâmetros Curriculares Nacionais foram determinantes para o melhoramento das rotinas no ensino da matemática é simplesmente apostar numa roleta russa, que pré determina suas possibilidades e esperar que os seus resultados sejam favoráveis. Entretanto, assim como em outros ramos da educação das series iniciais a matemática sofreu muita influencia para poder ser transformada num ensino mais bem aproveitado, e voltados para a realidade, desenhos práticos da vida cotidiana das sociedades que a muito se questionava, inclusive em outras disciplinas. No entanto para se conseguir reformular o ensino da matemática em nosso país foi preciso passar por diversas experiências não tanto eficazes, mas que por muito tempo foram norteando o caminho percorrido por muitos profissionais de diversos setores da economia e da sociedade civil. Experiências estas que muitas

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vezes mudaram destinos de muitos jovens que sonhavam uma oportunidade melhor e uma sorte maior nos estudos e no campo profissional, mas que, aos poucos foram ceifados pela maneira que a matemática foi reconhecida naquele momento muitas vezes inoportuno e incômodo. Felizmente a valorização da educação ainda, é foco, para muitos profissionais que almejam um país melhor e mais bem desenvolvido. Com o surgimento dos PCNs para o ensino da matemática, pôde-se avaliar melhor as definições, os objetivos, as estratégias de aplicação, e a partir de então formar um conjunto de ferramentas capaz de nortear todas essas ações, fazendo com que a matemática seja bem mais do que aquilo que os alunos das primeiras séries na sua maioria consideram, ‘’uma disciplina’’. Para isso acontecer foram preciso somar esforços não apenas com uma visão nacionalista, mas com aspectos inovadores que abrangessem sistemáticas evolutivas e inclusivas para permitir o crescimento não apenas intelectual, mas também, racional dos indivíduos. Com isso surgiu uma visão mais ampliada dos recursos disponíveis para o ensino da matemática abriu-se um leque de opções que influenciou a maneira de construir os conhecimentos voltados para a matemática. No docente o interesse de realizar uma aula com mais qualidade e diversidade não apenas de conteúdos filosóficos, mas acima de tudo, com temas atuais voltados para interatividade, valorizando melhor a participação dos alunos. O aluno pôde relacionar-se melhor com a disciplina e com o próprio docente, através das mudanças que coibiram a rotulação do professor como proprietário do saber absoluto, intocável e invariável. Tiraram parcialmente a idéia de que o aluno era um ser alienado, e que o seu desenvolvimento estava baseado na sua relação com os livros e limitados aos conteúdos muitas vezes ultrapassados, repassados de diferentes maneiras pelos docentes. Nesse sentido, abriu-se mais espaço também para o diálogo, para as troca de experiências onde o próprio docente passou a aprender com os problemas dos alunos. As situações – problemas puderam ser vistas por outra ótica, passando a ser analisadas como métodos de avaliação para melhorar a técnicas de aplicação do ensino, capaz de sanar muitos mitos que os anos acabaram criando no meio escolar.

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METODOLOGIAS FUNDAMENTAL

NAS

AULAS

DE

MATEMÁTICA

DO

ENSINO

Para se ter um embasamento concreto da pesquisa, fez-se um levantamento de informações junto a docentes e discentes da escola Rainha da Floresta, visando com isso perceber como vem sendo trabalho a matemática nessa escola (prática pedagógica). Para isso foi desenvolvido um questionário aberto com 10 perguntas das quais foram escolhidas apenas 05 para analise, sendo estas direcionadas aos alunos de forma aleatoriamente nas series 7ª e 8ª respectivamente, sendo que participaram dessa atividade cerca de 75 alunos. Entretanto o mesmo método foi aplicado aos docentes sendo que a estes foram direcionados 08 questões tendo a participação de 03 professores do ensino fundamental que atuam na disciplina de matemática na referida escola. Na tabulação dos dados foram desprezados alguns questionamentos considerados desnecessários ao objetivo da pesquisa. Para melhor gerir esta parte da pesquisa e preservando a ética profissional dos envolvidos nesta atividade foram adotados os seguintes padrões: na tabulação de dados os alunos foram identificados apenas pela variável “A1” e os docentes pela variável “P1”, usando o numero em sua companhia para diferenciar a opinião de cada um.

3.1 – A visão dos discentes Ao serem questionados sobre as metodologias utilizadas pelo professor de matemática nas aulas suas respostas foram:

A1 – O giz e a calculadora. A2 – A calculadora e uma boa explicação. A3 – A calculadora, o celular e explicação. A4 – Dinâmicas, cartazes, trabalhos em grupo, giz, etc. A5 – Exercício, explicação, calculadora.

Ao analisar as respostas dos sujeitos A1, A2, e A3 percebe-se que existe uma limitação na diversificação de metodologias pelo docente na classe durante a aplicação das aulas de matemática. Enquanto que os sujeitos A4 e A5 apontam para

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diferentes recursos. Entretanto nota-se que os sujeitos identificados por A1, A2 E A3 utilizam-se de instrumentos básicos no transcorrer da aula, limitando a amplitude de ações e menor expressão de expansão do conhecimento, nesse caso, tornando-se a aula empobrecida de recursos didáticos que podem manifestar o desinteresse do aluno pelo conteúdo de matemática. Entretanto os sujeitos A4 e A5 demonstram ter aulas mais elaboradas, com intercâmbio entre o docente e os alunos e o próprio ambiente. Apresenta uma variedade de recursos que enriquecem o conteúdo e facilita o aprendizado tornando essas aulas mais dinâmicas e conseqüentemente mais agradáveis. Este parece um ambiente propício à produção do conhecimento. Um outro questionamento feito ao discentes foi se eles conseguem assimilar as atividades na classe ou se recorrem a fontes de pesquisas.

A1 – Apesar da dificuldade que tenho com matemática, quando tenho dúvidas recorro ao professor. A2 – Recorro sempre a outras fontes de pesquisa quando acho difícil o assunto. A3 – Eu muitas vezes pego o assunto rápido, outras fontes. A4 – Com facilidade ou mais ou menos porque gosto de matemática ai fica fácil. A5 – Não tenho facilidade em compreender os assuntos

A análise mostra um pouco da realidade estudantil voltado para o aprendizado de matemática nas primeiras séries. Levando em conta as respostas tabuladas podemos perceber que a variação de respostas é grande, principalmente por considerar que alguns alunos se identificam com o assunto nesse caso específico relacionados as respostas dos agentes A3, A4 e A5. Ademais percebe-se aqueles que por uma dificuldade ou outra ainda resistem ao assunto carregando consigo a sina da disciplina alguns desses fatores são demonstrados por A1 e para finalizar o processo foi identificados ainda agentes que não conseguem assimilar o assunto apenas com as aulas da classe e estão sempre recorrendo a outras fontes para melhor entender o assunto neste caso representado por A2 e A3. Particularmente nestes casos percebe-se que ainda que exista dificuldade por parte do alunado, existe uma interação com o docente prevalecendo a ajuda do professor em caso de dificuldades, em que os alunos raramente recorrem

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a outras fontes de pesquisa para auxiliar no seu aprendizado, mas ainda nota-se algumas dificuldade de boa parcela desses alunos com esta disciplina. No geral entende-se que o aluno nessa faixa etária ainda depende muito do professor como fonte de aprendizado e a preocupação demonstrada pelos pais destas crianças na sua maioria gira em torno de boas notas e migre no final do ano para uma serie superior, nem sempre significa dizer que o aprendizado foi absorvido e que o aluno conseguiu assimilar o necessário para obter bom desempenho para sua formação intelectual. Isso nos leva compreender porque os alunos aceitam muitas vezes passivamente os critérios de ensino adotados dentro da classe por muitos docentes, deixando uma lacuna não só para o ensino da matemática, mas para toda a formação dessas crianças. Ao serem questionados sobre o relacionamento com o professor da disciplina responderam:

A1 – É excelente, ótimo, não poderia ser melhor. A2 – Muito bom, ele ensina muito bem e explica muito bem os assuntos. A3 – Penso que é bom, pois consigo dialogar com ele, tirar minhas dúvidas. A4 – É uma professora muito especial está sempre ouvindo tudo que eu pergunto, ela é atenciosa. A5 – O meu relacionamento com o professor é bom porque ele está disposto a ensinar, e quando temos dúvidas ele explica de novo de uma maneira que todos entendam.

As questões voltadas para o relacionamento entre professor X aluno demonstraram ser equilibradas e bem estáveis, isso pôde ser verificado através das respostas que A1, A2, A3, A4 e A5 relataram. Entretanto, nos dias atuais, ainda existem muitos problemas de relacionamentos nas escolas, nas classes e em todos os ambientes escolares, no entanto nesse caso específico observou-se exatamente o contrário, todavia é necessário ampliar as habilidades dos docentes para o convívio diário com os alunos, criando estratégias que facilitem o bom relacionamento e propicie com isso um melhor aproveitamento da aula dentro da classe. Uma outra situação levantada foi sobre a importância da matemática no cotidiano.

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A1 – É muito importante pra mim e também para eu aprender porque facilita na hora de eu fazer minhas compras e pagar alguma conta. A2 – É importante para me relacionar com o mundo do comércio, e porque faz parte do nosso cotidiano. A3 – Eu considero bom, porque eu uso no dia-a-dia, na cozinha, para fazer compras no mercado, para pagar o ônibus e até nas aulas quando os meus colegas precisam. A4 – A matemática no cotidiano é ótima, mas não é muito a minha praia, eu não sou muito fã de matemática na sala de aula. A5 – Bom para mim em tudo que eu faço e por onde eu passo a matemática está. Apesar de eu está um pouco por fora dela

Todos os questionamentos foram bem formalizados com um índice de concordância unânime A1, A2, A3, A4, e A5 consideraram de grande relevância a matemática nas suas vidas, não apenas para as aulas, mas também, para o cotidiano, e apesar de A5 se considerar por fora dela, vê a matemática como uma ferramenta para a vida tendo em vista encontrá-la em todos os espaços que freqüenta. Isso só vem reforçar os levantamentos realizados tendo em vista que esta ciência esta presente no dia-a-dia das pessoas, mudando o jeito de pensar de agir e porque não dizer de comerciar em todos os lugares do mundo, abrindo a mente não apenas das crianças, mas das pessoas que usualmente fazem da matemática um meio de se sentir cada vez melhor. Achou-se por fim perceber como os alunos avaliam os instrumentos avaliativos utilizados pelos professores na disciplina.

A1 – Na minha opinião, o método de avaliação é ótimo. A2 – É muito bom, porque ele tenta avaliar, fazendo que o aluno entenda a matemática. A3 – Acho que ele deveria fazer mais testes para testar nossos conhecimentos. A4 – É bastante difícil porque ele pega a gente de surpresa nos testes só na prova que avisa antes. A5 – Todos os métodos são muito bom, principalmente pra quem presta atenção nas aulas.

O resultado deste levantamento foi bastante diversificado, e existe motivos para isso, entenda-se que há grandes e variadas quantidade de alternativas de avaliações sendo aplicados pelos docentes, no entanto algumas são mais bem aplicadas, fazendo com que os alunos se identifiquem com esse métodos

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avaliativos, nos casos analisados os sujeitos A1, A2 e A5 é notório como eles destacam a relevância da aplicação com que o docente realiza as avaliações, em outros momentos até sugerem mudanças que são induzidas a novas maneiras de avaliar o aprendizado do período, e que em muitos casos são negociados dentro da classe. Claro que isso varia de disciplina, de docente para docente e também de situação, ambiente e até de região. Nos casos avaliados com os sujeitos A3 e A4, percebeu-se certa dificuldade, talvez esses não se adaptassem as maneiras de avaliação realizadas e / ou podem não terem o mesmo comprometimento com o aprendizado que os outros tiveram para elucidar as situações problemas, para absorverem os conteúdos. Isso sugere que a diversificação de se avaliar o aluno é muito proveitosa, fugindo ao padrão específico que trata a avaliação como fator decorativo ou um processo repetitivo e/ou redundante de se tratar a informação. Por isso é importante que sempre se evidencie o papel fundamental da avaliação, para que o aluno entenda de forma clara, porque aqueles processos são realizados, e tenham isso como um estímulo ao estudo e não como algo do outro mundo que poderá medir apenas o peso para seguir passando no final de cada ano.

3.2 – A visão dos docentes A importância do ensino aprendizagem da leitura e da escrita como metodologia básica em classe.

A leitura e a escrita são muito importantes para que as crianças exerçam seus direitos, possam trabalhar e participar da sociedade com cidadania, se informar e aprender coisas novas ao longo de toda a vida”. (Ação Educativa, 2007, P.31)

O aprendizado da leitura e da escrita é pré-condição necessária para que todo e qualquer cidadão tenha possibilidade de acesso e garantia de seus direitos, que lhes possibilitem aprender a ler com qualidade e a escrever com eficiência. Essa tarefa será bem mais valorizada se for bem executada pelo docente que por sua vez deve levar ao aluno um bom e digno estudo.

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O estudo, entendido basicamente como este processo de interpretação da realidade pode transformá-la, é um componente importante na construção e no fortalecimento dos sujeitos sociais, sejam eles do campo ou da cidade. (CALDART 208, P.113)

Nessa perspectiva, perguntamos aos professores pesquisados Qual a importância da matemática no processo de ensino-aprendizagem, as respostas foram:

A1 – A matemática desenvolve o raciocínio e facilita o entendimento das demais disciplinas. A2 – A matemática serve para abrir a mente do aluno, desenvolve o raciocínio lógico. A3 – A matemática é fundamental no processo de ensino-apredizagem, pois existe em praticamente tudo que está no nosso cotidiano.

Observamos que três professores, todos foram unânimes em destacar a importância da matemática como forte incorporadora do conhecimento nos diversos setores da sociedade por está presente, por abrir a mente, por desenvolver o raciocínio, facilitar o entendimento e tantos outros motivos desenvolvidos de formas diferentes com estrutura e habilidades incomuns. Outro questionamento ainda dentro do tema abordado foi: Quais as metodologias que você utiliza em suas aulas. Você as modifica conforme o assunto ou tema?

A1 – São diferenciadas, com materiais manipuláveis. A2 – Diversificadas; trabalho com materiais concretos; problema do cotidiano do aluno modifica conforme o conteúdo, a turma, etc. A3 – Gosto de trabalhar com materiais concretos, mas existem dificuldades, além das diferentes turmas, o tempo para prepará-los é um dos maiores inimigos do professor.

Para preparar um bom conteúdo os professores apresentam preocupação com o desenvolvimento dos alunos, nos recursos: trabalhando através da escrita e

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da leitura, para isso se utilizam de diversas atividades metodológicas para alcançarem os objetivos esperados. Entretanto percebemos uma certa limitação no uso dessas metodologias que podem gerar deficiência dentro da classe e do ambiente escolar.

A matemática comporta um amplo campo de relações, regularidades e coerências que despertam a curiosidade e instigam a capacidade de generalizar, projetar, prever e abstrair, favorecendo a estruturação do processamento e o desenvolvimento do raciocínio lógico. (PCNs 2001, P.29).

Outra situação levantada foi: Como você avalia seus alunos. Que recursos você utiliza para avaliá-los?

A1 – De forma formativa. A interação e o diálogo, onde os estudantes num papel ativo em seu processo de avaliação. A2 – Avalio de forma procedimental atitudinal e conceitual durante o processo; através de exercícios, participação, observação e atividades em classe A3 – Através de todos os métodos avaliativos, pois a matemática é difícil e devemos considerar vários fatores que elevam o desenvolvimento do aluno, porque avaliações quantitativas nem sempre revelam o desempenho de cada um.

Cabe ressaltar que as práticas metodológicas de avaliação sintetizam os critérios intencionalmente utilizados para descobrir o aproveitamento sobre determinado conteúdo. Essa sistemática requer ações planejadas, pautadas em formas diferentes do uso das metodologias, tornando esse processo avaliativo um instrumento transparente de medir capacidades variadas.

As questões metodológicas traduzem o currículo escolar e também estão no cerne da pratica pedagógica ‘[...] ensinar não se esgota no ‘tratamento’ do objeto ou do conteúdo, superficialmente feito, mas se alonga à produção das condições em que aprender criticamente é possível (FREIRE, 1996, p. 26).

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A maneira como se ensina influencia diretamente na forma do aprendizado e na construção diretamente do conhecimento. As metodologias usadas pelos professores, em sala de aula, expressa as suas concepções filosóficas, psicológicas, sociológicas, históricos e culturais. Por isso é tão importante discutir o processo metodologias e verificar de fato quais as atividades estão sendo desenvolvidos. Confrontamos as respostas sintetizadas pelos professores sobre os instrumentos avaliativos usados para medir a aprendizagem dos alunos, percebe-se que estes instrumentos são bem diversificados como os justificados pelo professor p3 quando para isso considerar vários fatores que não sejam apenas os quantitativos. No entanto o professor P2 usa critérios bem mais elaborados em busca de uma avaliação mais completa onde cita entre outras as atividades extraclasse.

O compromisso da avaliação é com produção e o registro das notas, conceitos que classificarão o aluno, promovendo-o ou não para a série seguinte. O crescimento em termo de desenvolvimento de habilidades tem boa chance de não serem evidenciadas (PROVEZANO, MOULIN, 2003 P.0 21).

O desafio de aplicar metodologias corretas no processo avaliativo condiciona o bom aproveitamento do aluno e o faz sujeito de um ensino evolutivo e eficaz. Ao responderem o questionamento sobre o que acham sobre a relação professor aluno e se isso interfere/ influencia no processo de aprendizagem, suas respostas foram:

A1 – Sim. O educando tem que ter confiança e respeito no educador. A2 – Sim. Pois muitos dos alunos ligam o professor à disciplina e vice versa. A3 – Sim. Pois relacionamentos não adequados, podem causar ou aumentar a aversão à matemática.

Diante das respostas é possível perceber nitidamente que o professor é uma referencia e que na sua maioria o relacionamento terá bons resultados dependendo

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do seu desempenho, sendo que o professor P3 foi feliz quando enfatizou o fato de que um relacionamento inadequado pode afetar na relação com a disciplina podendo causar até mesmo aversão a matemática. Além de que nessa fase da vida estudantil os alunos acreditam no professor e os tem como referencia isso torna a relação mais estreita. No entanto existem alguns desvios de comportamento que devem ser devidamente corrigidos pelos docentes para que a ordem seja mantida no ambiente escolar.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS Esta pesquisa buscou encontrar, na análise, suporte para avaliação das metodologias usadas no ensino fundamental, levantando questionamentos e informações relevantes, da aprendizagem nas primeiras series do ensino fundamental, visando sempre à busca de uma educação sólida, eficaz e socialmente comprometida. Já não se pode mais aceitar a idéia de que o aluno deve ser preparado apenas tecnicamente com função especifica de cunho profissional e essa idéia determina o grande descaso que existe no meio escolar, que faz comprometer o ensino básico que se considera de fundamental importância no contexto social da formação do indivíduo. Precisamos superar essa abordagem tradicional que limita a aprendizagem do alem ao simples processo de promoção de uma série a outra e a atuação do professor a mera função de medir conhecimento. Por isso, como já dissemos anteriormente, as práticas metodológicas sugerem inovações constantes, reformulação e adaptação visando incluir cada vez mais o aluno para um ensino verdadeiramente voltado para um ambiente social que ele se sinta incluído na sociedade sem distinção de cor raça ou posição social e até mesmo intelectual. Nesse sentido os professores devem utilizar diversas metodologias no decorrer das aulas. E esses dados sugeriram uma análise inicial de que os professores enquanto, elementos ativos do ensino, compreendam a necessidade de dinamizar as aulas e tornar o espaço escolar um ambiente de aprendizagem. No entanto com o propósito de buscar informações sobre cada atividade desenvolvida e se essas metodologias correspondem aos objetivos esperados.

Uma de suas tarefas primordiais é trabalhar com os educandos a rigorosidade metodológica com que devem se ‘aproximar’ dos objetos cognoscíveis. (...) e essas condições emplacam ou exigem a presença de educadores, de educandos criadores, instigadores, inquietos, rigorosamente curiosos, humildes e persistentes. (FREIRE 1996 P. 26)

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Daí a importância de que os conteúdos em sala se aula sejam trabalhados com rigorosidade e criatividade, por meio de metodologias concretas com os objetivos bem definidos ao processo de ensino. Daí também a necessidade de que este processo seja constantemente avaliativo. De modo geral, ainda há uma carência muito grande nos instrumentos metodológicos aplicados diariamente, com restrições de diferentes níveis, estruturalmente, técnica, profissional e etc. por isso é preciso superar o circulo vicioso que desvaloriza o ensino e o trabalho do docente, que comprometem cada vez mais o ensino e a formação dos alunos. As análises feitas nos levam a propor medidas que podem influenciar diretamente nos resultados atuais e incentivar a melhoria do ensino do país. São elas:

Valorizar cada vez mais, a formação e reciclagem dos sujeitos ativos do ensino mais especificamente os docentes, para que a partir de sua formação possam buscar diferentes alternativas de conduzir o aluno para uma formação digna.

• Iniciativa do poder público a fim de atender ao disposto sobre as diretrizes operacionais para a educação básica nas escolas que valoriza a mudança do currículo escolar, a avaliação as propostas pedagógicas, a gestão democrática, bem com, a formação continuada de professores para atendentes as necessidades das populações, mais especificamente aos alunos de matemática e por fim; • Ampliação da temática para toda a sociedade para que se compreenda

a matemática como ciência puramente facilitadora das relações humanas no meio, com o fiel propósito de servir. Para finalizar, acreditamos que os objetivos postos a esta pesquisa foram alcançados, as análises feitas contribuíram fortemente para que nos aprofundássemos na temática do uso das metodologias no ensino da matemática do ensino fundamental. Que buscou conhecer ainda mais os sujeitos do ensino e suas relações com as questões metodológicas. Por adotarmos essa disciplina como profissão, somos sensíveis a essa problemática e pensamos ser a pesquisa, o

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debate, a produção e divulgação do conhecimento as armas que contribuem para possíveis transformações da sociedade do ensino da matemática, que cada um abrace esse desafio.

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