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Resumo de Mandado de Seguranca

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RESUMO DE MANDADO DE SEGURANÇA

JOÃO PAULO RODRIGUES DE CARVALHO

NITERÓI 2010

. 8 7.............................. Direito liquido e certo que não enseje Habeas Corpus e Habeas Data:.......................................................................................................................2..........2.........Conceitos: .......................... 5 3............................................................................................1 Necessidade de depósito fiança ou caução para a concessão de liminar: .............................................. Ato eivado de ilegalidade ou abuso de poder de autoridade publica ou pessoa jurídica de direito privado exercendo função publica..... 5 4... 8 8 ...........................3 De acordo com o Direito Processual:........................................................................................ Antes da lesão:..................................................................................1 Supremo Tribunal Federal: ...2........... Panorama Geral: ....... 10 9..............................................................11 9........................................016/2009: .......Natureza Jurídica do Mandado de Segurança: ................ 5 4.......... ....................... 8 8..... 9 8... 7 6................. 7 6 .................................................................................... 5 3 – Enunciados de súmulas de Tribunais Superiores relativos ao tema:.....2.......................... Inovações Polêmicas: . 7 5....2 Após a lesão: ........................... 10 9...........3 Natureza Jurídica do direito líquido e certo: ..................................................... De acordo com o Direito Administrativo: ............................................ 5 4 ...................... Doutrina Majoritária: .....2..Fundamentos Normativos: ....2 Doutrinário: ........................................Breves comentários sobre a Lei 12......1 De acordo com o Direito Constitucional:.......2.........1.................................................................1........................Pressupostos Constitucionais do Mandado de Segurança: ...................2...................................................................................................2.......................1........................................Breve relato histórico: ............11 2 . 8 8...............................................2..... 10 9 ..............................................................................1....... Doutrina Minoritária:..................Espécies: ................................................................................................................ 7 7 .................................................. Coletivo: ........ 6 5 ..........1........................ 7 5...... 4 2.......... 10 9............................ ..........Sumário 1 .. 5 3................................ 8 8................................................... 8 7...............1 Legal: ..1......................... 9 8................................................1 Singular: ............... Superior Tribunal de Justiça:............................................2.......................................................................................................................................... 7 6.... Vedação de liminar para a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior..Classificação quanto ao momento: ...................................................... 7 5........................................................... 9 8......1.................................................1 Conceito de ilegalidade e abusividade: ..................................................................................

.......3.................................................................................................................... 19 3 ............... 13 11...............11 11 – Objeto do Mandado de Segurança: ............................1.............. 12 11......................................... A positivação da súmula nº 512 do STF que veda a condenação em Honorários Advocatícios......... 14 12 – Prazo: ..........................................................................................2...........................................................................2............. 12 11....2....................................... Legitimidade passiva: .....................3 Ato Omissivo: .......................Legitimidade ad causam............................................... Lei em tese:.................................2................................................... 13 11....1....... Mandado de Segurança para atacar atos judiciais: ..............1..1....2.............. 15 13................................................3.... 15 13.............................. 15 13..................2....... 12 11.............................................2 Ilegitimidade no pólo passivo: ......................................................................................2....... 13 11...... Legitimidade Ativa: ..........................................1................. 17 14 – Conclusão:....................................................................9................................................2.........2.................... 15 13...................... Deliberações Legislativas: ....... 12 11................................................. Lei de efeitos concretos: .................................. Ato Comissivo: ..........................................2.................... 16 13............ 17 15 – Bibliografia: ........11 10 – Da prova no mandado de segurança: ...............................2........ 14 13...... 12 11............................................................... ..................................................1.........................................1...............3 Casos especiais de litisconsórcio passivo.................2................. Mandado de Segurança para atacar lei: ..................2............................................................................ .................... Panorama Geral: .......... Panorama Geral: ......................

através do Decreto de 23 de maio de 1821. em 1891. Ed. a garantia prevista na Constituição anterior (1967)1. mas exclusivo para proteger outros direitos líquidos e certos que não amparados pelo Habeas Corpus. Jus Podivm. mas a abrigar. 1 Didier. Ações Constitucionais. para suprir a lacuna deixada pela reforma de 1926. a inexistência de remédio célere e eficiente apto a garantir outros direitos impulsionou o Habeas Corpus em defesa destes. dilatando assim. Ainda que fosse de costume o uso do Habeas Corpus. em 34. 4 . 3ª Ed. Na atual Constituição. o Mandamus foi ampliado. para tutelar a liberdade de ir. que conferia ao Writ um espectro de abrangência que ultrapassava a tutela da liberdade de locomoção. reforma constitucional alterou a redação do Habeas Corpus na Carta Republicana de 1891 e encerrou a possibilidade de interpretação extensiva do Mandamus na doutrina brasileira. a Constituição de 1934 criou o Mandado de Segurança. herdeiro direto do Writ. Salvador. que disciplinava o que se chamava à época de “ação de desconstrangimento”.1 . o direito coletivo. também. Fredie (Coord). ocorreu a constitucionalização do Habeas Corpus. Contudo. o Mandado de Segurança esteve somente ausente na Carta Constitucional de 1937 e ressurgiu na de 1946 vigorando até os dias atuais. Na primeira carta republicana. incisos LXIX e LXX. ficar e vir.Breve relato histórico: O Mandado de Segurança. A primeira noticia que se tem do Writ no ordenamento jurídico brasileiro data do inicio do século XIX. Em 1926. da qual Rui Barbosa foi o principal expoente. no artigo 5º. a amplitude do dispositivo constitucional deu subsídios a construção doutrinaria. Após sua criação. conforme o conhecemos hoje é decorrente do Habeas Corpus. Rui Barbosa defendeu que o texto constitucional de 91 abrangia todas as eventualidades de constrangimentos arbitrários aos direitos individuais e sua posição foi largamente aceita pela doutrina e jurisprudência da época. passando não mais a se restringir à proteção do direito individual.

incisos LXIX e LXX). 319. No dia 07 de agosto de 2009 foi publicada a lei 12. 501. 333. 474. 626. 270. 99. 628. 3. A nova lei do Mandado de Segurança reproduz basicamente o conceito da Constituição Federal. 625. 430. 3 – Enunciados de súmulas de Tribunais Superiores relativos ao tema: O Mandado de Segurança sempre recebeu muita atenção por parte dos Tribunais Superiores. Abaixo elencaremos os números dos enunciados das súmulas predominantes do Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça que dispõem sobre o Mandamus. 627. Superior Tribunal de Justiça: Enunciado da Súmula Predominante números: 41. 330. 272. 513. 624. 630. 266. não amparado por Habeas-corpus ou Habeas-data. 622.1 Legal: Disposto na Constituição Federal – o artigo 5º. 271. 4 . 3. 310. 405.1 Supremo Tribunal Federal: Enunciado da Súmula Predominante números: 101. 629. que revogou a legislação anterior e unificou toda a disciplina relativa ao Mandado de Segurança. 433. 177. 304. inciso LXIX trás o conceito de Mandado de Segurança individual e o inciso LXX disciplina o coletivo. 429. 631. 392. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica privada no 5 . 213. 623. 248. 299. 506. 268. 169. 267. 632. 202. 294. 105. citaremos novamente algumas destas. 512. 511.2.Fundamentos Normativos: O texto da Constituição Federal de 1988 prevê de forma expressa o Mandado de Segurança no rol de direitos fundamentais (artigo 5º. qual seja: “conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo.016. 597.Conceitos: 4.2. Conforme avançarmos nos temas apresentados neste trabalho. 217. 269.

por ato de autoridade. ou seja.2 Doutrinário: Para Hely Lopes Meireles2 Mandado de Segurança é o meio constitucional posto a disposição de toda pessoa física ou jurídica. 33ª Ed. lesado ou ameaçado de lesão. contudo excepcionalmente que se exija a exibição de documentos por um órgão público ou prestador de serviço público quando o impetrante não tiver acesso aos mesmos. Apesar de a lei enumerar apenas pessoas físicas e jurídicas não há óbice a que entes despersonalizados impetrem um Mandado de Segurança. não cabe na via mandamental provas suplementares testemunhais e periciais. Direito Administrativo Brasileiro. Por conta disso a doutrina chama o Mandado de Segurança de ação de documentos. ou universalidade reconhecida por lei (condomínio. órgão com capacidade processual. Hely Lopes. Malheiros 6 . 2 MEIRELLES.exercício de atribuições do Poder Público”. sendo que quando o ato emana de agente particular. admitindose. liquido e certo. espólio). não amparados por Habeas Corpus ou Habeas Data. seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerçam. este deve estar em exercício de uma atividade de caráter publico. São Paulo. O direito líquido e certo é o direito que deve ser comprovado de plano. para a proteção de direito individual ou coletivo. Observe-se que o Mandado de Segurança é uma ação constitucional de cunho sumario e esta à disposição de toda pessoa física ou jurídica. Para utilizar a via mandamental deve haver um ato ilegal ou abusivo de poder praticado por uma autoridade coatora. Ed. que pode ser tanto um agente publico quanto um agente particular. 4.

Coletivo: O art. 6 .1 Singular: Cabe ao titular do direito lesado.Natureza Jurídica do Mandado de Segurança: 5. 5. Vicente. ou seja.5 . 6. De acordo com o Direito Administrativo: Já na visão dos Administrativistas o Mandamus trata-se de uma forma de controle dos atos da administração publica. Editora Método. seria uma ação de impugnação dos atos do poder publico. enxergam o Mandado de Segurança como uma ação de conhecimento de procedimento sumario especial. – São Paulo. 5º da Constituição. organização sindical.Espécies: Quando falamos de espécies. O remédio constitucional pode dividir-se em: 6. entidade de classe ou 3 PAULO. Direito Constitucional Descomplicado.2. são legitimados o partido político com representação no Congresso Nacional. 7 .1 De acordo com o Direito Constitucional: O Mandado de Segurança é um “remédio constitucional”. 21 da nova lei consagra a primeira regulamentação infraconstitucional do Mandado de Segurança Coletivo. 2ª Ed. O Mandado de Segurança Coletivo distingue-se do Individual essencialmente em dois aspectos: (i) legitimidade e (ii) coisa julgada. previsto no inciso LXX do art. Decorre desta visão a aplicação subsidiaria do Código de Processo Civil ao Mandamus.2. A expressão “remédios constitucionais” designa determinadas garantias que consubstanciam meios colocados à disposição do indivíduo para salvaguardar seus direitos diante de ilegalidade ou abuso de poder cometido pelo Poder Público3.3 De acordo com o Direito Processual: Os processualistas. No que diz respeito à legitimidade ativa. por sua vez. dizemos respeito a quem tem legitimidade para impetrar o Mandado de Segurança. 5.

insuscetível de controvérsia. Para os adeptos desta teoria. Doutrina Minoritária: Esta corrente tem como maior defensor o professor Carlos Maximiliano. o Mandado de Segurança será denominado Preventivo. A liquidez e a certeza estão ligadas à necessidade de provas suficientes à comprovação 8 . 8 . direito líquido e certo é o direito evidente.1. A crítica cabível aos defensores deste conceito é que esta teoria não prevalece porque o direito líquido e certo não esta ligado ao fato. Passemos às correntes doutrinarias sobre a conceituação do “Direito Liquido e Certo”: 8. em defesa dos interesses de seus membros ou associados.1.1. mas sim à dilação probatória.associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano.Classificação quanto ao momento: 7.2 Após a lesão: Quando a lesão já tiver ocorrido o mandado de segurança será denominado Repressivo. ou seja. 7. Antes da lesão: Quando houver fundado receio que a lesão de fato ocorrerá.Pressupostos Constitucionais do Mandado de Segurança: 8. Ressalte-se que para a doutrina majoritária os entes públicos (Ministério Público. Observe-se que de acordo com o enunciado da súmula 629 do STF a impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados independe da autorização destes. Defensoria) não têm legitimidade para impetrar Mandado de Segurança Coletivo.1. 7 . são também classificadas como ações documentais. Direito liquido e certo que não enseje Habeas Corpus e Habeas Data: Observe-se que para impetrar Habeas Corpus e Habeas Data deve haver direito liquido e certo.

33ª Ed.de plano do fato. Malheiros 9 . A Constituição Federal e a lei nº 12. (iii) a corrente majoritária que tem como expoentes Sérgio Ferraz e Lúcia Vale Figueiredo afirma que o direito líquido e certo é condição da ação em um primeiro momento. Hely Lopes. defendida por Ernani Fidelis afirma que o direito líquido e certo é mérito. Luiz Roberto Barroso. Direito Administrativo Brasileiro.016/2009 indicam a ilegalidade ou abusividade 4 MEIRELLES. Ato eivado de ilegalidade ou abuso de poder de autoridade publica ou pessoa jurídica de direito privado exercendo função publica.2. Ed. exprimir o conceito do prof. mas também mérito em um segundo momento. Alexandre de Moraes e Marcelo Abelha. o direito líquido e certo é aquele direito demonstrado de plano através de documentos inequívocos que não vão ensejar a fase de dilação probatória. Enuncia Hely Lopes Meireles4: Direito Liquido e certo é o direito manifesto em sua existência e delimitado em sua extensão e esta apto a ser exercido no momento da impetração. 8. quando o juiz recebe o Mandado de Segurança e analisa previamente a documentação presente trata-se de condição da ação. já em um segundo momento. quando é feita uma análise do direito material passa a se tratar de mérito. (ii) existe também a corrente. Cabe ainda. liderada por Ademar Maciel que afirma que Direito líquido e certo é condição especial da ação (condição da ação relacionada somente ao Mandamus) e por fim.1. Pontes de Miranda. dentre outros. 8.3 Natureza Jurídica do direito líquido e certo: Existem diversas correntes quanto à natureza jurídica do direito líquido e certo: (i) uma primeira corrente. ou seja.1. 8. apregoada por Hely Lopes Meireles.2. por sua objetividade e clareza: É o direito que resulta inequivocamente de um fato que independa de prova ou cuja prova já esteja pré-constituída. São Paulo. Doutrina Majoritária: Para esta corrente.

9 . o que definitivamente não são. Manteve o conceito de “direito” liquido e certo em vez de prever o direito de comprovação líquida e certa e manteve o prazo decadencial de 120 dias. a nova lei não atacou os pontos mais criticados. mas também à Constituição).016/2009: 9. Hodiernamente a ilegalidade é entendida como ofensa direta à lei em sentido amplo (ou seja. Essa relação entretanto é insatisfatória porque demasiadamente genérica e simplificada. desta maneira.como fatos geradores do interesse de agir para o mandado de segurança. Uma análise que vem sendo feita recorrentemente é que a lei juntou em um só diploma o que estava disposto em leis esparsas e consagrado pela jurisprudência. o que é questionado por grande parte da doutrina que defende que neste caso a norma infraconstitucional limitaria um direito fundamental. sendo assim desprovida da clareza que permite a identificação exata do cabimento do mandado de segurança contra cada um dos possíveis e incontáveis atos que podem ser praticados pela administração.2. por sua vez. 9. O abuso de poder. 8. que atua fora dos objetivos expressa ou implicitamente tratados na lei. Panorama Geral: No que concerne às modificações vistas como necessárias pela doutrina. Entende-se. Há também quem utilize as expressões como sinônimas. o abuso de poder como uma espécie de ilegalidade.Breves comentários sobre a Lei 12.1. não apenas a lei. Inovações Polêmicas: 10 . consiste na conduta ilegítima do administrador.1 Conceito de ilegalidade e abusividade: É comum relacionar a iliegalidade aos chamados atos vinculados e a abusividade aos denominados atos discricionários.2.

Essa tendência – quase íamos escrevendo mania . Temas de Direito Processual: sexta série. Saraiva. Nesse sentido afirma Barbosa Moreira5: “Cumpre abandonar de uma vez por todas o vezo de pôr o mandado de segurança ao relento. Vedação de liminar para a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior. A prova deve ser juntada com a petição 5 BARBOSA MOREIRA. Apesar de a disposição do art. 9. como do pretenso descabimento da condenação da parte vencida em honorários advocatícios. Dê-se-lhe um basta. é que esta previsão pode criar um grande obstáculo.3. em má hora consagrado na Súmula de Jurisprudência Predominante do Supremo Tribunal Federal (nº 512). quem sabe até intransponível. antes que ela faça mais estragos. São Paulo. Esta disposição não necessita de grandes explicações.2. A crítica feita a esta disposição.1 Necessidade de depósito fiança ou caução para a concessão de liminar: A faculdade do Magistrado de condicionar à concessão de liminar a realização de depósito. de expulsá-lo sem dó nem piedade do recinto do sistema processual vigente.2. José Carlos. 9.” 10 – Da prova no mandado de segurança: A prova no mandado de segurança é eminentemente documental pré-constituída por conta do caráter do direito líquido e certo.2. 1996 11 . diga-se de passagem. fiança ou caução.9. aos litigantes mais desfavorecidos economicamente e o que colide frontalmente com o princípio constitucional do Acesso á Justiça. de forma muito adequada. A positivação da súmula nº 512 do STF que veda a condenação em Honorários Advocatícios. pois claramente vai contra a isonomia. esta previsão é muito combatida pela doutrina.já é responsável por grandes equívocos. pelo impetrante como forma de assegurar o ressarcimento à pessoa jurídica impetrada. criando duas classes distintas de litigantes.2. 25 da nova lei consagrar um entendimento jurisprudencial.

Lei em tese: Não cabe mandado de segurança contra uma lei em tese (verbete nº 266 do STF). Panorama Geral: Em sentido amplo: Ato de autoridade. O ato de autoridade pode decorrer de uma ação ou omissão: 11. No art. de maneira atípica temos também os atos comissivos judiciais e legislativos. 12 . o Mandado de Segurança configura uma exceção ao principio da identidade física do juiz (que dispõe que o juiz que acolhe as provas é o juiz que sentencia a causa). Ato Comissivo: Em regra os atos comissivos são caracterizados como atos administrativos.inicial salvo se os documentos estiverem em posse da autoridade coatora.1. Observe-se que. contra uma lei de caráter geral e abstrato não cabe Mandado de Segurança.2. não há dilação probatória no mandado de segurança. Ou seja.1. ou seja. Como no Mandamus não há a fase de colheita de provas não há de se falar neste princípio. Todos os documentos que a autoridade coatora julga pertinente juntar nos autos devem ser apresentados no momento da prestação de informações. Mandado de Segurança para atacar lei: 11. 1º do parágrafo 1º da nova lei do Mandado de Segurança há uma equiparação especial. 11 – Objeto do Mandado de Segurança: 11.1.2.1.2. 11. contudo. As informações prestadas pela autoridade coatora fazem às vezes de contestação no mandado de segurança.

Mandado de Segurança para atacar atos judiciais: A nova lei. sempre que o ato normativo tenha efeito concreto o Mandamus é cabível. um parlamentar pode impetrar perante o STF um mandado de segurança para controlar o tramite de um projeto de lei manifestamente inconstitucional. incerta ou impossível reparação. ou quando o recurso cabível fosse ineficaz para salvaguardar imediatamente e com efetividade o direito da parte contra o provimento ilegal ou abusivo capaz de lhe causar dano de difícil. ressalte-se que não cabe Mandado de Segurança contra atos de mera gestão.2.2. sempre que a decisão judicial fosse irrecorrível.1. (ii) há decisão com transito e julgado.11. O mandado de segurança também pode ser utilizado pelos parlamentares como instrumento preventivo de controle difuso de constitucionalidade.2.2. Observe-se que o STJ já pacificou entendimento de que há Legitimidade ad causum para impetração de Mandado de Segurança por Câmara Municipal. Neste caso trata-se de um ato administrativo revestido da formalidade legal. 13 . em suma. como lei que autoriza utilização de bem publico. 11. no art. A via mandamental revelava-se adequada.2.3. 5º enuncia que não cabe mandado de segurança quando: (i) cabe recurso com efeito suspensivo. Lei de efeitos concretos: Cabe Mandado de Segurança contra lei de efeitos concretos (especifica e individual). Ou seja. 11. lei que concede permissão ou concessão. declara utilidade publica de um bem. Deliberações Legislativas: No caso de uma deliberação do congresso que suprima. limite ou viole prerrogativas ou direitos constitucionais dos congressistas esta poderá ser atacada pelo mandado de segurança. Cabe também mandado de segurança para Decretos de efeito concreto.

impõe-se uma 14 . de acordo com o que dispunha o enunciado da súmula 632 Supremo Tribunal Federal. 11. desta forma o Mandado de Segurança é muito utilizado para atacar decisões interlocutórias que deferem a antecipação de tutela (Enunciado da Súmula 414. ex. 12 – Prazo: O art. se contara o prazo de 120 dias. 519.3 Ato Omissivo: Se a autoridade publica não pratica determinada conduta e' possível impetrar um MS. Nos atos comissivos o prazo começa a contar da ciência inequívoca do ato. Extraordinário e Agravo Interno. 23 da nova lei dispõe que o Mandado de Segurança tem um prazo decadencial de 120 dias.Tomemos o exemplo do Processo do Trabalho. TST). O STF editou a súmula 430 que enuncia que o pedido de reconsideração na via administrativa não interrompe o prazo do Mandado de Segurança. onde a regra é a irrecorribilidade das decisões interlocutórias. Neste caso. Por fim. No processo civil também é cabível a via mandamental na hipótese do Art. a decisão do juiz que releva a pena de deserção é irrecorrível. Levando-se em conta que o Brasil adotou o principio da unicidade da jurisdição. (p. os atos que são impugnados por Agravo de Instrumento não comportam o mandado de segurança. mantendo a lógica da irrecorribilidade. Porem se há uma lei prevendo um prazo para a autoridade publica realizar este ato. como nos casos dos Recursos Especial. porém sem efeito suspensivo. No caso de haver uma omissão em regra não há prazo decadencial. parágrafo único do Código de Processo Civil. Também e possível impetrar o Mandamus quando a decisão for recorrível.: Lei 6830/80 – prevê um prazo para emissão de certidão negativa de débitos).

Outra forma também é colocar a autoridade coatora e a entidade de direito publico na qual esta autoridade esta vinculada. São Paulo.Legitimidade ad causam 13. Malheiros 15 . Legitimidade passiva: 13. Que são todas as pessoas investidas de funções públicas com poder de decidir. Hely Lopes. os agentes políticos também podem impetrar o Mandamus.2. Entenda-se por poder de decidir o poder de determinar o fazer.2. 33ª Ed.1. 5º da nova lei com a Constituição Federal? A questão se esclarece pelo viés do Interesse de Agir. porém defende o ato ela encampa o ato. se a questão está sendo discutida através de um recurso administrativo que tem um efeito suspensivo. ou seja. Direito Administrativo Brasileiro. Ed. 13. 13. não fazer e o de desfazer. Legitimidade Ativa: Qualquer pessoa física ou jurídica pode impetrar mandado de segurança. O professor Hely Lopes Meireles6 enuncia que somente a autoridade coatora 6 MEIRELLES. No mandado de segurança há a teoria da encampação. também podem propor a universalidade reconhecida por lei e entes despersonalizados. O impetrante pode colocar mais de uma autoridade coatora no pólo passivo da demanda.questão: Como compatibilizar o inciso I do art. qual seria o interesse do administrado de ir para a via judicial? Não há neste caso um interesse em agir na via mandamental. se a autoridade coatora alega ilegitimidade.1. ou seja. Panorama Geral: Tem legitimidade passiva a Autoridade Coatora.

Observe-se que se o legitimado ativo ao propor a demanda indica a autoridade coatora conjuntamente com a entidade de direito publico e a autoridade coatora está incorreta. procurador do município. Já Lúcia vale Figueiredo defende que deve figurar no pólo passivo da ação a entidade jurídica no qual a autoridade coatora está vinculada. Defende que o Mandado de Segurança e uma ação de cunho constitucional e deve ter tratamento diferenciado. trata-se de um ônus do administrado colocar a autoridade correta. pois esta pessoa jurídica que suportara o ônus de um eventual deferimento do Mandado. Por fim. etc).2. Já Sérgio Ferraz afirma que se a autoridade coatora não é a autoridade legitima não há de se falar em extinção do processo sem julgamento do mérito. Neste caso. que a representação jurídica da autoridade coatora na esfera recursal será efetuada pelo responsável jurídico da entidade de direito publico (no caso do município.responsável deve figurar no pólo passivo do MS. ou seja. Observe-se também.2 Ilegitimidade no pólo passivo: Ocorre quando o pólo e composto pela pessoa incorreta. Acredita que o juiz deve corrigir de oficio o pólo passivo. 13. o juiz pode mandar emendar a inicial. Ressalte-se que neste caso haverão duas defesas no processo. Hely Lopes Meireles defende que o erro não é suprível e o processo deve ser extinto sem o julgamento do mérito. quando se trata da mesma esfera de jurisdição. do estado. procurador do estado. Aguiar Dias defende que há um litisconsórcio entre a autoridade coatora e a pessoa jurídica de direito publico (como advém de instrução normativa trata-se de um litisconsórcio necessário). Ele defende que se a mudança da autoridade coatora refletir em mudança de competência os atos devem ser remetidos ao foro competente. 16 .

3 Casos especiais de litisconsórcio passivo. onde pode ocorrer a inclusão da parte a posteriori. De forma diversa ocorre com o ato composto (ato principal + ato secundário). Já no ato de órgão colegiado. a autoridade coatora é o próprio órgão colegiado representado por seu presidente. como ação judicial. de rito sumario especial e de natureza civil é o meio adequado a ser utilizado quando direito liquido e certo do individuo for violado por ato de autoridade governamental ou agente de pessoa jurídica de direito privado que esteja no exercício de atribuição do poder público.2. este deve figurar no pólo passivo da demanda. Nos Atos administrativos complexos. O Mandado de Segurança garante de forma efetiva 17 . Especial atenção deve ser dada a regra que dispõe que quando o ato administrativo a ser impugnado afeta um terceiro que se beneficiou daquele ato.Há ainda quem defenda que a indicação incorreta da autoridade coatora nunca levara a extinção do processo. 13. Aplica-se aqui analogicamente a sumula 701 STF. quando o ato necessita de duas ou mais manifestações de vontade para se constituir as duas autoridades são legitimadas para figurar no pólo passivo da via mandamental. ou seja. 14 – Conclusão: O Mandado de Segurança. nesta hipótese o prolator do ato principal deve figurar no pólo passivo. Neste caso trata-se de um litisconsórcio necessário pela natureza da relação jurídica. No litisconsórcio passivo. Trata-se de uma importante garantia constitucional para a proteção dos direitos fundamentais de primeira geração.

A nova lei do Mandado de Segurança veio em boa hora. 18 .a ação ou abstenção do Estado a fim de preservar o administrado de arbitrariedades cometidas pela administração pública. e caberá agora à jurisprudência delimitar os seus contornos.

São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Malheiros PAULO. 1996 DIDIER. Saraiva. São Paulo. – São Paulo. 33ª Ed. 7ª ed. Salvador. 3ª Ed. 2ª Ed. São Paulo. Temas de Direito Processual: sexta série. José Afonso da. Ed. Direito Administrativo Brasileiro. Fredie (Coord). José Carlos. Editora Método SILVA. MEIRELLES. Ações Constitucionais. Direito Constitucional Descomplicado. Jus Podivm.15 – Bibliografia: BARBOSA MOREIRA. Vicente. Hely Lopes. Ed. Curso de Direito Constitucional Positivo. 1991 19 .

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