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O intelectual, o operário e a economista (“Ser é ter”).

Escrevo essas poucas frases para refletir, filosofar, embora


esse verbo seja tão desprezado aqui (advérbio de lugar) no início do
século XXI (tempo é lugar), sobre as próximas eleições
presidenciais no Brasil.

Embora o presidente Lula tenha ampliado o acesso das


pessoas ass condições mínimas de renda e de vida, mais que o seu
antecessor, conhecedor das teorias sobre a fome e não sobre a
fome em si, tanto eles quanto a provável presidenta, nada mais
farão do que garantir mais ou menos , melhor ou pior vida material
aos habitantes do Brasil. É claro que isso não é pouco, mas, para
mim, é claro que isso não deve ser a única coisa que um governo
deve fazer, nem a principal – talvez a mais básica.

De um líder deve se esperar mais: sabemos a partir da história


dos povos que só bens materiais (governos materialistas) não
garantem o progresso de um povo, é preciso exemplo de caráter, de
moralidade ou ética (aqui, tomados como sinônimos) e disso
carecemos!

Não sei porque talvez tenham medo de que sejam confundidos


com governos autoritários, as únicas manifestações morais se
dirigem para a liberdade excessiva da imprensa. Não são capazes
de reconhecer quando os seus roubam descaradamente o dinheiro
público ou, então, quando defendem aborto, apenas porque
condená-lo pareceria conservador demais!

Que os políticos são acéfalos, não pensam por si mesmos, isso


sabemos desde Sócrates. Mas, o que preocupa é a limitação dos
seus “capangas”, pseudo-intelectuais.

O que nos tranqüiliza é que sempre foi assim, em todos os


povos, em todos os períodos que se possa dividir a história. Vale a
pena ser gota d’água pingando sobre essas cabeças duras? Talvez
sim, um indício é que antes as armas eram paus, pedras, lanças,
metralhadoras e, hoje, são usadas palavras, frases, parágrafos.
Vamos ao debate...