Fortium – Centro de Estudos Jurídicos

Silvana de Castro Araújo Moreira

CONTROLE INTERNO

Brasília – DF, 2008.

Fortium – Centro de Estudos Jurídicos

Silvana de Castro Araújo Moreira

CONTROLE INTERNO

Monografia apresentada na instituição Fortium Centro de Estudos Jurídicos, como requisito parcial à conclusão da Pós-Graduação em Gestão Pública sob orientação da professora Renata Malta Vilas-Bôas.

Brasília – DF, 2008.

TERMO DE APROVAÇÃO

Monografia de pós-graduação em Gestão Pública apresentada à instituição Fortium Centro de Estudos Jurídicos por Silvana de Castro Araújo Moreira, intitulada Controle Interno, com nota _____ em Brasília - 2008, perante banca composta pelos professores __________________, ________________________, _______________________ .

Professor. Dra. Renata Malta Vilas-Bôas (orientadora)

Professor Dr. ____________________________________

Professor Dr. ____________________________________ DEDICAÇÃO

A Deus que me conduziu por este caminho, a meu marido que acreditou em meus sonhos e a meus pais que sempre me incentivaram a estudar e a buscar com firmeza os meus objetivos.

AGRADECIMENTOS

Agradeço à Marli Renata Mazepas e à Rosângela Oliveira que me ajudaram a escolher o tema deste trabalho e me forneceram o conhecimento necessário para executá-lo. Aos colegas da Coordenadoria de Orientação e Acompanhamento da Gestão de Pessoal, pelo incentivo e apoio na realização deste curso e na elaboração deste trabalho.

Há os que lutam muitos anos e são muito bons. Bertold Brecht (1898-1956) . Estes são os imprescindíveis". há os que lutam toda a vida. Há outros que lutam um ano e são melhores.EPÍGRAFE "Há homens que lutam um dia e são bons. Porém.

verificando se ele é necessário para a sociedade e se. Auditoria . além de ter os recursos bem aplicados. deixa de ser punitiva. demonstrando para a sociedade e para os próprios órgãos de controle. e finalmente. mas estão realizando também as auditorias de desempenho para analisar os resultados alcançados pelos gestores na execução de determinado programa governamental. por meio de monitoramento. quais sejam: a primeira com o objetivo de apresentar os aspectos doutrinários. que deixa de ser financeira. que destinaram tais recursos para sua execução.RESUMO Este trabalho está subdividido em três etapas. focado em resultados e exigida pela Lei de Responsabilidade Fiscal. as modernas instituições voltadas para área de controle estão investindo na chamada auditoria de desempenho ou auditoria de resultado. Partindo desta nova concepção. Cabe ressaltar que esta modalidade de auditoria aparece como valor agregado aos meios mais tradicionais de realização dessa atividade. apenas. a importância do programa que está sendo executado. os órgãos de controle não estão deixando de lado as auditorias financeiras. trouxe a conceituação dos tipos de auditoria que já estão sedimentadas e também daquela mais recente introduzida pelo modelo de administração gerencial. ou seja. Palavras-chaves: Controle Interno. está oferecendo o retorno esperado pelo Congresso e pelo Governo. posteriormente incluiu-se os aspectos legais do tema selecionado. para ser uma auditoria que avalia os aspectos de realizações dos programas.

CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1.4 Fundamento 1.3 Objetivo 1.5 Princípio da Proporcionalidade 2.Tipos de Auditoria 4.4.4 Certificados e pareceres na auditoria governamental 4.3 Princípio da Celeridade 2.2.2.1.3.4.3 Auditoria contábil 4. ASPECTOS DOUTRINÁRIOS DO CONTROLE INTERNO 2.4 Princípio da razoabilidade 2.1. ASPECTOS LEGAIS DO CONTROLE INTERNO 3.1 Finalidade 4.4 Auditoria operacional 4.1.1.4.3 Aferição de desempenho 9 11 12 12 13 13 14 15 16 16 17 17 18 19 20 21 21 22 23 24 26 26 29 32 33 33 33 34 34 34 35 35 35 36 36 36 37 37 38 38 39 .2 Indicativos de gestão 4.2 – Funções do Controle Interno 4.1 Conceito e abrangência 1.2.SUMÁRIO INTRODUÇÃO 1.1.2 Finalidade 1. AUDITORIA PÚBLICA 4.6 Princípio da Isonomia 2.5 Aspectos de compreensão do controle 1.8 Princípio da Ampla Defesa 2.7 Princípio da Probidade Administrativa 2.3.4.1.4.3.3 Simplificada 4.2 Auditoria de acompanhamento da gestão 4.6 Espécies 2.1 Auditoria de avaliação da gestão 4.2 Princípio da Economicidade 2.1.1 – Panorama geral 3.1.2 Indicativos e Indicadores de Desempenho 4.1 Relatórios 4.2.5 Auditoria especial 4.2.1 Direta 4.2 Objetivo 2.1 Princípio do Interesse Público 2.2 Indireta 4.2. operacional e patrimonial 3. orçamentária.3 Fiscalização contábil. Princípios de controle interno 2. financeira.2.2.1.1 Indicadores de gestão 4.3 Formas de Auditoria 4.

4.5 Efetividade 4.4.1 Legalidade 4.2 Certificado de regularidade com Ressalvas 4.3.1 Conceito 5.3 Eficiência 4.4.3 Auditoria de informações de desempenho 5.3. AUDITORIA DE DESEMPENHO E AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS 5.3.3.4 Revisões de melhor prática de gestão 5.4.2 Auditoria de efetividade de programa 5.4 Perspectivas da auditoria de desempenho 7.4.4.5 Parecer do dirigente do Órgão de Controle Interno 5.4.3.3.4.5 Avaliações de risco 5.3.2 Economicidade 4.3.3.1 Certificado de regularidade 4.7 Auditoria de controle gerencial geral 5.4.4 Eficácia 4.4.3.6 Auditoria de revisão geral de gestão 5.3 Classificação dos tipos de auditoria de desempenho 5.3 Certificado de irregularidade 4.4.1 Auditorias de eficiência 5.4.4.3.4 Certificados de auditoria 4.CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 39 39 39 40 40 40 41 41 41 42 44 45 45 46 46 47 48 48 49 49 50 50 52 54 .2 Objetivos 5.3.4.

uma nova forma de administrar. de 4 de maio de 2000 – conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal – fixa normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade fiscal. o que evidencia a necessidade de controles mais efetivos sobre a atividade administrativa. em que se previnem riscos capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas. e que visa. a estrutura e a própria razão de ser do Estado – impõe mudanças de comportamento da Administração Pública. Como reflexo da política econômica adotada. traduzidas na capacidade de gerar mais benefícios. essa lei estabelece um “novo padrão de governar” e promove a idéia de accountability – foco no desempenho. a recente Lei Complementar n° 101. os problemas sociais brasileiros vêm-se agravando. Também a sociedade está a exigir uma nova ética.9 INTRODUÇÃO Vivenciamos momentos de grandes transformações no cenário mundial. responsabilização e dever de prestar contas ao cidadão. mais eficiente e mais eficaz. Para tanto. projeto que diz respeito às diversas áreas do governo e também ao conjunto da sociedade brasileira. ampliando e melhorando os serviços públicos ofertados. em última instância. Quer ela um Estado mais ágil. introduzindo nova cultura fiscal no País. . a controlar os gastos públicos com o objetivo de retomada do crescimento do país. Esta nova realidade econômica e social – em que se questionam. com mais responsabilidade e com mais transparência. é vital que os mecanismos de controle assumam posição identificada com o novo momento histórico. os objetivos. já que os mecanismos de controle devem contribuir para a eficiência e eficácia da Administração Pública. Na busca de uma nova estrutura estatal. Cenário de transformações – políticas. a qual pressupõe a ação planejada e transparente. econômicas e sociais – que levaram à chamada reforma do Estado Brasileiro. ou seja.

O capítulo 1 deste estudo. a convencional e a nova modalidade. No capítulo 3. que é a Auditoria de Desempenho. dentro desse novo contexto em que se insere o Estado Brasileiro. no capítulo 2 os fundamentos doutrinários do Controle Interno. inicia com a contextualização do tema. Os capítulos 4 e 5 trataram do tema Auditoria.10 Dentro desse contexto. apresentaram-se as considerações finais. Busca-se. elucidar o que é e o que representa o Controle Interno para a Administração Pública. embora desempenhe papel essencial e relevante. especialmente. contribuindo para que o tema seja conhecido e entendido. não é suficientemente conhecido e compreendido. já determinada pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Por fim. o qual. . enfatizou-se a abordagem dos aspectos legais. constitui-se em objeto deste estudo o Controle Interno da Administração Pública. em que os instrumentos formais de controle devem ser repensados. com base em pesquisa bibliográfica e nos preceitos constitucionais e legais atinentes à matéria. a seguir. Destacam-se.

Na Administração Pública o controle é imprescindível desde que os recursos em jogo não são particulares e sim públicos. assim.1 Conceito e abrangência . organizar. ao longo dos anos. chegando aos estudos das Teorias das Organizações num sentido mais amplo. coordenar e controlar. o controle para os outros. Estas funções administrativas eram: planejar. O ato de controlar está intimamente ligado ao de planejar. CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O sentido da palavra controle assume diversas conotações dependendo da forma e do contexto em que é utilizada. Dá retorno ao processo de planejamento e visa garantir que. Ninguém gosta de ser controlado. o controle é muitas vezes enxergado como um procedimento inconveniente e inoportuno. 1. através da aplicação dos recursos disponíveis.11 1. A palavra controle é de origem francesa (controlê) e foi introduzida no Direito Brasileiro por Seabra Fagundes em sua monografia O Controle dos Atos Administrativos pelo Poder Judiciário em 1941. talvez por essa causa. O controle é uma das funções administrativas previstas no paradigma da administração científica que fundamenta a Escola Clássica iniciada por Fayol e Taylor. Mesmo com todas as transformações no estudo da teoria da administração. algum resultado seja obtido. o tema controle tem sido cada vez mais enfatizado como uma necessidade para se conseguir resultados. seja na forma de produto ou de serviço. enfatiza-se a garantia de que os aspectos legais estão sendo rigorosamente observados. No caso da área pública. porém todos entendem que o controle é necessário. comprometidos com os objetivos de toda uma Nação. Seria. Seu conceito está vinculado à incumbência de assegurar que os atos e fatos administrativos estejam ocorrendo segundo o que foi planejado. de registrar os desvios porventura detectados e de adotar as medidas pertinentes no sentido de evitar sua repetição. dentre os resultados a serem obtidos com os procedimentos de controle. comandar. Na língua portuguesa a palavra tem um sentido de dominação e.

autocontrole. moralidade. ou respectivamente. em certa medida. no segundo. publicidade e eficiência. controle externo e controle interno. tendo por objetivo verificar se a atividade administrativa ocorre de conformidade com o ordenamento jurídico nacional. 1. como os da legalidade. com a finalidade de ser assegurada a submissão administrativa aos ditames da ordem jurídica. visando confirmá-la ou desfazê-la. publicidade. orientação e correção de certo órgão ou agente público sobre a atuação de outro ou de sua própria atuação. abrange também o controle . o controle obsta o abuso de poder por parte da autoridade administrativa. O controle da Administração Pública é corolário do Estado Democrático de Direito. com o controle sendo exercitado por todos e sobre todos. envolvendo os três Poderes do Estado – Executivo. motivação. finalidade pública. oportuna e eficiente. Ele abrange a fiscalização e a correção dos atos ilegais e. moralidade. Assim. Dessa forma. a ação do controle abrange todo e qualquer ato da atividade administrativa. No primeiro caso tem-se heterocontrole. corretiva e até punitiva. a fim de evitar que a ação administrativa discrepe dos princípios constitucionais da legalidade. impessoalidade. em determinadas circunstâncias. conveniente. Legislativo e Judiciário – no âmbito da administração direta e indireta. impessoalidade. mediante uma fiscalização orientadora. dos inconvenientes ou inoportunos.12 O conceito de Controle da Administração Pública é a atribuição de vigilância. fazendo com que esta paute a sua atuação em defesa do interesse coletivo. conforme seja ou não legal.2 Finalidade A finalidade do controle é de assegurar que a Administração atue em consonância com os princípios que lhe são impostos pelo ordenamento jurídico.

inoportuno ou ineficientes.13 chamado de mérito e que diz respeito aos aspectos discricionários da atuação administrativa.3 Objetivo Pelo controle. tais sejam. e por órgãos especializados (controle técnico. . convenientes. a apreciação judicial”. ou revogá-los. por órgãos superiores. respeitados os direitos adquiridos e ressalvada. Esse dever-poder de autotutela é exercitado. nos órgãos a quem a lei atribui essa função. Assim. porque deles não se originam direitos. atos e agentes. Nesse sentido é a Súmula 473 do Supremo Tribunal Federal. ou anulam. que prescreve: “A Administração pode anular seus próprios atos quando eivados de vícios que os tornem ilegais. mas inconveniente. 1. por motivo de conveniência ou oportunidade. a Administração Pública e os órgãos de administração do Legislativo e do Judiciário confirmam ou desfazem suas atividades. ou não. legítimas. o controle não pode ser renunciado nem retardado. precisamente pela sua finalidade corretiva. auditorias). 1.4 Fundamento O fundamento do controle administrativo reside no dever-poder de autotutela que a Administração Pública tem sobre suas atividades. em todos os casos. Anula-se o ilegal e modifica-se ou revoga-se o legal. em relação aos inferiores. oportunas e eficientes. normalmente. sob pena de responsabilidade de quem se omitiu. modificam e revogam seus atos.

organização. 4. no momento de realizar a sua atividade. objetiva detectar erros e falhas. as ordens (normas) e os princípios. o controle deve ser realizado em tempo hábil e. consoante um conjunto de normas e . detectadas as falhas. Trata-se de uma atividade que envolve todas as funções do Estado. a atividade de controle tem como parâmetro os programas. os responsáveis devem sofrer as conseqüências.14 1. uma função de supervisão complementar à da administração ativa. que tem a finalidade de avaliar a atuação administrativa. 6. Assim. comando e coordenação. que procede a uma avaliação no sentido de evitar erros e distorções na ação estatal. 5. 2. com uma ampliação das formas de exercício do controle. Luciano Ferraz Fayol bem consolida os elementos constituidores da ação do controle: 1. O controle envolve uma função paralela. sendo o controle uma atividade complementar. é necessário valer-se de controladores e inspetores especializados.5 Aspectos de compreensão do controle Modernamente. buscando indicar procedimentos de reorientação para as falhas detectadas ou agindo na responsabilização dos agentes causadores dessas impropriedades legais que ocasionam prejuízos à coletividade. estando direcionada para o estabelecimento e a manutenção da regularidade e da legalidade administrativa. na esteira das indicações efetuadas. Nesse aspecto relativo aos objetivos da atividade controladora. evitando outras futuras ocorrências. houve uma valorização dos sistemas de controle. dependendo da complexidade da atividade controladora. especialmente no âmbito público. 3. os responsáveis pelo controle devem possuir conhecimentos técnicos e isenção. nos aspectos de legalidade e mérito. o controle é o elemento da Administração que concilia todos os elementos precedentes – planejamento.

como também o controle da Administração Direta sobre a Indireta. visando a estabelecer ou manter a regularidade e a legalidade da Administração. concomitante ou posterior. detectar erros e falhas e responsabilizar a Administração. com desvio de finalidade na sua atuação. . conforme o aspecto da atividade administrativa a ser controlada. O controle ainda pode ser interno ou externo. o segundo cabe à própria Administração e. O primeiro pode ser exercido pelos três Poderes. O controle ainda pode ser de legalidade ou de mérito. É interno o controle que cada um dos Poderes exerce sobre seus próprios atos e agentes. Quanto ao momento em que se efetua. É externo o controle exercido por um dos Poderes sobre o outro. Quanto ao órgão que o exerce. ao Poder Legislativo. mas jamais tomar o seu lugar. substituindo a Administração na sua função ativa de realizar as tarefas de sua finalidade. o controle pode ser administrativo.15 princípios. com limitações. legislativo ou judicial. não pode ele. A sua função é fiscalizar. Controle não administra. Controle que substitui a Administração pratica abuso de poder. pode ser prévio.6 Espécies Vários critérios existem para classificar as modalidades de controle. avaliar. independentemente do tipo e natureza do controle ou órgão que o executa. consoante decorra de órgão integrante ou não da própria estrutura em que se insere o órgão controlado. 1. fazer as vezes do administrador.

Uma das principais obrigações do agente público é o dever de controle. Este é o controle que decorre do poder hierárquico. o agente público assume também direitos e obrigações. Impessoalidade. bens e equipamentos postos a sua disposição para o exercício das atividades públicas. inclusive. É a forma que a Administração possui para verificar a regularidade e a legalidade de seus próprios atos. e revogá-los por questão de conveniência administrativa. em que se inclui. Publicidade e da Eficiência.ASPECTOS DOUTRINÁRIOS DO CONTROLE INTERNO Neste trabalho. define-se que o controle é interno quando a própria Administração procede ao controle sobre os seus atos. Sobre este servidor há o controle da chefia imediata. Assim. deter-nos-emos no estudo do controle interno. tem o dever de proceder ao controle sobre os serviços em que atua. 37 da Constituição Federal. além de exercer bem as suas funções – agir com eficiência. Moralidade. bem como sobre os materiais. O servidor. para poder exercer atividades em nome do Estado. 2.1 Princípios de controle interno Os princípios da Legalidade. quando ilegais. zelo e dedicação -. avaliação envolvendo a conveniência administrativa do ato praticado. no sentido de se ater aos princípios da legalidade e da supremacia do interesse público. também lhe é transferida parcela do Poder Público.16 2 . Juntamente com essa parcela de poder. contemplados pelo art. são regra geral na . a qual tem o controle do supervisor e este do diretor. Quando alguém assume a condição de agente público – político ou administrativo – no momento do ato em que toma posse no seu cargo público. decorrendo do poder hierárquico que a organiza. É justamente pelo exercício do controle interno – o controle por si próprio – que o Supremo Tribunal Federal reconheceu à Administração Pública o poder de anular os seus próprios atos.

1. tutelado pelo Estado. conduz à racionalização dos serviços. Com efeito.2 Princípio da Economicidade A economicidade. 2. por força do regime democrático e do sistema representativo presume-se que a atuação do Estado sempre tenha por finalidade a tutela do interesse público. 70) vinculativo do agente público. ou seja. com aumento de . O princípio da supremacia do interesse público informa todos os ramos do Direito Público e possibilita que. seus interesses prevaleçam contra interesses particulares.17 atuação do administrador público. sob pena de restar maculada pelo vício do desvio de finalidade.1 Princípio do Interesse Público O princípio da supremacia do interesse público é um princípio implícito. esse princípio é decorrência natural das instituições adotadas em nosso País. deverá prevalecer o interesse público. Enfim. o grupo social como um todo. como princípio constitucional (art. O Estado atua em benefício da coletividade. mas sim a coletividade. Podemos destacar: 2. Diante da nova realidade da Administração Pública existem novos princípios que deverão ser considerados na atuação do Controle Interno. entretanto. nas relações jurídicas nas quais figure o Estado como representante da sociedade.1. não é o indivíduo em si o destinatário da atividade da Administração Púbica. os direitos e garantias individuais expressos na Constituição. respeitados. Embora não se encontre expressamente enunciado no texto constitucional. Toda e qualquer despesa na Administração Pública deverá observar o interesse da coletividade. toda sua atuação deve estar voltada para o interesse público. o interesse público prevalece sobre o privado. Sempre que houver conflito entre o interesse público e o interesse particular.

porquanto toda atividade administrativa envolve uma relação sujeitável a enfoque de custo-benefício. A economicidade impõe adoção da solução mais conveniente e eficiente sob o ponto de vista da gestão dos recursos públicos. Por exemplo: se o menor custo envolver riscos à integridade de vidas humanas. terceiro. o Estado deverá optar por outra alternativa. ainda que economicamente mais onerosa. por exemplo. que garante a razoável duração dos processos judiciais e administrativos.18 produtividade. avalia-se a economicidade ou não da solução no momento da prática do ato. o inciso LXXVIII (transcrito a seguir). 2. contratação direta sem prévia licitação. 70 da CF impõe a adoção da solução mais conveniente e eficiente sobre o ponto de vista da gestão dos recursos públicos. a melhor solução não pode estar exclusivamente fundada na vantagem econômica e em detrimento de formalidades jurídicas. a observância na tomada de decisão de outros valores que não somente os econômicos. utilizando meios de gerenciamento de baixo custo e maior rigor no controle (como o processamento de dados). tendo em vistas as circunstâncias e padrões razoáveis de conduta. Primeiro. O princípio da economicidade está diretamente vinculado ao princípio da eficiência. através da Emenda Constitucional n. também chamado de princípio da celeridade processual. Não basta honestidade e boas intenções para validação dos atos administrativos. segundo. O princípio da economicidade segundo a doutrina de Marçal Justen Filho estrutura-se em três fatores que devem ser observados. 5º da Carta Magna. ainda que vantajosa. Não basta honestidade e boas intenções para validação de atos administrativos. O princípio da economicidade previsto no art. foi inserido no rol do art.1. só pode se dar nos casos excepcionais previstos em lei. O critério de seleção da melhor alternativa não é sempre a maior vantagem econômica. 45. .3 Princípio da Celeridade Dentre os princípios fundamentais garantidores. avaliando-se se ela se apresentou como a mais adequada frente aos conjuntos das informações possíveis de serem obtidas.

desproporcional. uma solução concreta em prazo não excessivamente longo. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. celeridade e. a medida adotada?). tornando a Administração mais ágil e eficiente em decorrência do tempo. conseqüentemente. sempre que a autoridade administrativa tiver à sua disposição mais de um meio para a consecução do mesmo fim deverá utilizar aquele que se mostre menos gravoso aos administrados. Assim. o requisito da adequação obriga o administrador a perquirir se o ato por ele praticado mostra-se efetivamente apto a atingir os objetivos pretendidos.1. seja realmente necessária. o princípio da razoabilidade tem por fim aferir a compatibilidade entre os meios e os fins de um ato administrativo. Assim. Em síntese.19 “LXXVIII a todos. 2.” O objetivo de tal dispositivo é assegurar a todos os litigantes. especialmente quando se trata de medidas restritivas ou punitivas. desnecessária. Como se vê. Já o requisito necessidade preocupa-se com a exigibilidade ou não da adoção das medidas restritivas: será que não haveria um meio menos gravoso à sociedade e igualmente eficaz na consecução dos objetivos visados (não está desmedida. não basta que o ato da Administração tenha uma finalidade legítima.4 Princípio da razoabilidade O princípio da razoabilidade conduz às idéias de adequação e de necessidade. É necessário que os meios empregados pela Administração sejam adequados à consecução do fim almejado e que sua utilização. de modo a evitar restrições desnecessárias. eficácia na atividade jurisdicional do Estado. no âmbito administrativo ou judicial. buscando imprimir maior qualidade. excessiva. no âmbito judicial e administrativo. o objetivo na aplicação deste princípio é de reduzir o tempo dos procedimentos. arbitrárias ou abusivas por parte da Administração . Na área administrativa.

20 Pública. termina por funcionar como uma limitação à discricionariedade incidente sobre os elementos motivo e objeto. a Administração não deve restringir os direitos do particular além do que caberia. por exigir um comportamento adequado. Segundo o princípio da proporcionalidade.5 Princípio da Proporcionalidade Representa. será um ato desproporcional. Esse princípio fundamenta-se na idéia de que ninguém está obrigado a suportar restrições em sua liberdade ou propriedade que não sejam indispensáveis. 2. desnecessárias induz à ilegalidade do ato. Isso porque a razoabilidade exige. as condutas desarrazoadas. A razoabilidade. do que seria necessário. que haja proporcionalidade entre os meios utilizados pelo administrador público e os fins que ele pretende alcançar. Vale dizer: pretendese colocar em claro que não serão apenas inconvenientes.1. uma das vertentes do princípio da razoabilidade. imprescindíveis à satisfação do interesse público. bizarras. bem assim que o ato resultante s conforme fielmente à finalidade pública. mas também ilegítimas – e. terá que obedecer a critérios aceitáveis do ponto de vista racional. jurisdicionalmente invalidáveis -. em verdade. entre outros aspectos. pois impor medidas com intensidade ou extensão supérfluas. . em sintonia com o senso normal de pessoas equilibradas e respeitosas das finalidades que presidiram a outorga da competência exercida. compatível e proporcional do administrador público. assim. por abuso de poder. excessivo em relação a essa finalidade. Trata-se da aferição da adequação da conduta escolhida pelo agente público à finalidade que a lei expressa. incoerentes ou praticadas com desconsideração às situações e circunstâncias que seriam atendidas por quem tivesse atributos normais de prudência. Segundo Censo Antônio Bandeira de Mello “a Administração ao atuar no exercício de discrição. Se o ato administrativo não guarda uma proporção adequada entre os meios empregados e o fim almejado. portanto. sensatez e disposição de acatamento às finalidades da lei atributiva da discrição manejada”.

mesmo quando envolvidos financiamentos de agências internacionais. religião. será sempre aproximativa. Marçal Justen Filho assim sintetiza seu entendimento: ". Este princípio veda aos agentes públicos estabelecer tratamento diferenciado de natureza comercial. respectivamente.º 8. inclusive no que se refere a moeda. A moralidade e a probidade administrativa são princípios de conteúdo inespecífico. A explicitação. sem estabelecimento de diferenciações em razão de sexo. classe social.21 2.1. trabalhista. Em outro plano. que não podem ser explicados de modo exaustivo.666/93. raça.. modalidade e local de pagamento. É diretamente derivado do princípio da moralidade. 2. De uma parte. Exige-se a . frente ao legislador ou ao próprio executivo. O sempre citado Prof. atos normativos e medidas provisórias. a probidade administrativa consiste na honestidade de proceder ou na maneira criteriosa de cumprir todos os deveres que são atribuídos ou acometidos ao administrador por força de lei. na edição. de aplicar a lei e atos normativos de maneira igualitária. consagrado pela constituição opera em dois planos distintos. convicções filosóficas ou políticas. entre empresas brasileiras e estrangeiras. também chamado de princípio da igualdade.. previdenciária ou qualquer outra. a autoridade pública. basicamente.7 Princípio da Probidade Administrativa Sendo o primeiro dos princípios expressos na Lei n. nesse ponto. de leis. impedindo que possam criar tratamentos abusivamente diferenciados a pessoas que se encontram em situações idênticas.1. na obrigatoriedade ao intérprete.6 Princípio da Isonomia O princípio da isonomia. Extrai-se a intenção legislativa de que a licitação seja norteada pela honestidade e seriedade. legal.

8 Princípio da Ampla Defesa Além dos princípios constitucionais do art. o instituto denominado verdade sabida é inconstitucional. assegura ao servidor a possibilidade de produção probatória compatível. "O princípio da ampla defesa é compreendido de forma conjugada com o princípio do contraditório. ii) na exigência de defesa técnica. Tendo em vista a necessidade de um regular processo administrativo.22 preservação do interesse público acima do egoístico interesse dos participantes da licitação ou da mera obtenção de vantagens econômicas para a própria administração". e aos acusados em geral. desdobrando-se i) no estabelecimento da oportunidade da defesa. 5º. é necessário respeitar os princípios da ampla defesa e do contraditório. o processo deve ser compreendido como uma garantia de todo aquele que está sendo acusado de uma determinada falta. que trata dos direitos e garantias fundamentais. de outro. da Constituição. Tais requisitos são obrigatórios para a concretização do princípio do devido processo legal previsto no art. em que serão assegurados os princípios da ampla defesa e do contraditório. A verdade sabida. presentes em toda atividade administrativa. LV: "aos litigantes. Não foi apenas mera coincidência a previsão da necessidade de um devido processo administrativo legal com ampla defesa e contraditório no Título II da Constituição Federal. se de um lado impõe à Administração a obrigatoriedade de provar suas alegações. em processo judicial ou administrativo. 5º. Conforme ensina Romeu Felipe Bacellar Filho. caput. são assegurados o contraditório e ampla defesa. 2. garantindo o duplo grau de exame no processo". iv) na previsão de recursos administrativos.1. 37. que deve ser prévia a toda decisão capaz de influir no convencimento do julgador. expressamente previstos na Constituição da República. no art. com os meios e recursos a ela inerentes". LIV: "ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal". Em primeiro lugar. iii) no direito à instrução probatória que. meio de apuração .

erros. desordem administrativa. 2. 2. desenvolvimento e manutenção de dados financeiros e gerenciais confiáveis. econômicas. que congrega dezenas de países associados e vem desenvolvendo um excelente trabalho no que diz respeito ao aprimoramento do Controle Interno nas organizações públicas. em relatórios oportunos. 2 Objetivo A Organização Internacional de Entidades de Fiscalização Superiores (Intosai). e 4.23 de faltas e aplicação de penalidades. razoavelmente. aderência a leis. tais dados. abuso administrativo. . 3. consiste na mera verificação direta e pessoal do cometimento de uma infração administrativa pela autoridade que detém competência para aplicar a sanção e a imediata imposição da respectiva pena. fraudes e outras irregularidades. a salvaguarda dos recursos contra perdas provenientes de desperdícios. Não existindo ampla defesa e contraditório. previsto em determinados estatutos dos servidores públicos. regulamentação e diretrizes da administração superior. definiu na norma INTOSAI (1992:8) que “o Controle Interno é um instrumento gerencial usado para proporcionar razoável segurança de que os objetivos da direção superior estão sendo atingidos” e seus objetivos fundamentais são: 1. eficientes e eficazes. revelando. produtos de qualidade e serviços em consonância com os objetivos da organização. qualquer penalidade estabelecida é considerada nula. promover operações ordenadas.

Nos termos do art. O artigo 70 permite inferir algumas normas básicas: 1. financeira. orçamentária. a fiscalização abrange a contábil. compreende: dos resultados e dos acréscimos e diminuições . a fiscalização contábil. Esta forma de controle visa a proteger a regularidade dos procedimentos que devem ser praticados pelos administradores na gerência dos recursos públicos. operacional e patrimonial A fiscalização contábil.24 2. envolvendo todos os atos de arrecadação – receita – e todos os atos de dispêndio – despesa – no acompanhamento da execução orçamentária. alcançando todos os órgãos da administração direta e indireta. uma especificidade mais definida. da execução do orçamento. operacional e patrimonial será exercida pelo Congresso Nacional. neste caso. 70 da Constituição Federal. Legislativo e Judiciário). exercido com o auxílio do Tribunal de Contas. empresas públicas. projetos e atividades previstos no orçamento. sobre os administradores dos três Poderes do Estado. a operacional e a patrimonial. com um direcionamento aos atos de gerência dos bens e valores públicos. patrimoniais. o sistema de fiscalização está assentado na dualidade de controle – o controle externo a cargo do Poder Legislativo. buscando uma atuação administrativa mais eficiente e com regularidade legal. das receitas e despesas. operacional e patrimonial é o tipo de controle exercido pelo Poder Público. de acordo com os princípios da legalidade e economicidade. a financeira. orçamentária. quanto à atividade controlada. mediante controle externo. e o sistema de controle interno de cada Poder (Executivo. tendo em conta o fiel cumprimento dos programas. e pelo sistema de controle interno de cada Poder. orçamentária.3 Fiscalização contábil. financeira. sejam autarquias. Assim. quanto aos aspectos controlados. a orçamentária. financeira. 2. isto permite a verificação da contabilidade. sociedades de economia mista ou fundações. que assume. por meio de organismos especialmente criados para tal fim – controle interno e controle externo -.

e compete ao Poder Legislativo. Municípios. e. a fiscalização compreende os sistemas de controle externo. que utilize. 3. . para verificar se o órgão procedeu. tal como atender a ordem de prioridade. bem como qualquer pessoa física ou entidade publica. na aplicação da despesa pública. fora legítima. guarde. 4. com auxílio do Tribunal de Contas. controle de legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a realização da despesa. atendendo. embora não ilegal. Distrito Federal e entidades da Administração Direta e Indireta. ou que. em nome desta. que a Constituição tem como diverso da legalidade. controle de resultados de cumprimento de programas de trabalho e de metas. expresso em termos monetários e em termos de realização de obras e prestação de serviços. de sorte que parece assim admitir exame de mérito a fim de verificar se determinada despesa. o nascimento ou a extinção de direitos e obrigações. assuma obrigações de natureza pecuniária. b. gerencie ou administre dinheiros. quanto às pessoas controladas. e de controle interno exercido por cada um dos Poderes. de modo mais econômico. controle de economicidade. estabelecida no plano plurianual. d. Estados. controle de legitimidade. abrange União. arrecade. c. que envolve também questão de mérito. por exemplo. controle de fidelidade dos agentes da administração responsáveis por bens e valores públicos. uma adequada relação custo-benefício. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda.25 a.

o próprio controle da execução orçamentária. de certo modo. de 17. a instituição de forma específica para o gerenciamento da atividade financeira e orçamentária somente veio a ocorrer em 1964. o nascimento ou a extinção de direitos e obrigações. abrangendo. . mercê da ampliação administrativa desse tipo de controle.26 3. em que o exercício do controle interno da execução orçamentária foi destinado ao Poder Executivo. expresso em termos monetários e em termos de realização de obras e prestação de serviços. foi somente na Constituição de 1967 que o controle da execução orçamentária no setor público. Apesar desse extraordinário avanço técnico-regulamentar produzido pela Lei 4.320/1964. com a edição da Lei Federal 4. passou a merecer um tratamento específico. cuja ação passou a atingir todo o universo da atividade administrativa e financeira do Estado.1 Panorama geral Embora se possa dizer que. responsáveis por bens e valores púbicos.1964.03. por meio dos seus artigos 76 a 80. ASPECTOS LEGAIS DO CONTROLE INTERNO 3. II – a fidelidade funcional dos agentes da administração. genericamente. com o estabelecimento de normas gerais de Direito Financeiro para a elaboração e controle dos orçamentos públicos. mediante o desenvolvimento de amplas auditorias financeiras e orçamentárias.320. III – o cumprimento do programa de trabalho. com a finalidade de verificar: I – a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a realização da despesa. o controle interno já viesse sendo exercido ao longo do tempo no âmbito da Administração Pública brasileira. adquirindo status constitucional.

contabilidade e auditoria. no sentido de efetuar não só o controle de legalidade dos atos do administrador. estatística. na Constituição de 1988. sistema de controle interno com a finalidade de: I – avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual. 13 do Decreto Lei no 200/1967. administração financeira. A própria Reforma Administrativa. financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal. mas também o acompanhamento dos programas de trabalho e do orçamento. Tratando-se de um sistema de controle. procedendo. Executivo e Judiciário manterão. de forma integrada. II – comprovar a legalidade e avaliar os resultados. particularmente. que procedeu à Reforma Administrativa no âmbito federal no ano de 1967. porém evoluindo quanto a sua competência de execução. Os Poderes Legislativo. consolidou-se como uma concepção sistêmica. . e serviços gerais. passa a dar ênfase aos procedimentos de auditoria. 74: Art. Esse inovador sistema de controle interno da atividade administrativa e orçamentária implantado pela Constituição de 1967. compreendendo. 74. a critério do Poder Executivo. fixado inicialmente como atribuição constitucional do Poder Executivo. além de outras atividades auxiliares comuns a todos os órgãos da administração que. significa dizer que o controle será exercido em todos os níveis e em todos os órgãos. a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União. dentro desse contexto normativo. quanto à eficácia e eficiência. necessitam de coordenação central” (art. da gestão orçamentária. afastando-se da fiscalização formal. também estabeleceu que “serão organizadas sob a forma de sistema as atividades de pessoal. 30 do Decreto Lei no 200/1967).27 O controle sobre a execução orçamentária. revelando-se como um verdadeiro controle de eficiência e de produtividade. bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado. orçamento. o controle efetuado pelos órgãos próprios de cada sistema. a uma regulamentação necessária para a estruturação do sistema de controle interno. na medida em que esta passou a ser atribuição dos três Poderes do Estado. na forma do regrado pelo art. assim. por sinal tudo conforme o determinado pelo art. a fim de serem avaliados os resultados da ação administrativa.

IV – apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. Executivo e Judiciário a atribuição de manterem. o legislador constitucional aprimorou a forma de ser exercida esta espécie de controle. pois cada unidade sistêmica deve atuar com regularidade para não causar prejuízos à outra ou. via de conseqüência. avais e garantias. ao destinar para os Poderes Legislativo. denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União. o controle interno tem de ser executado de forma integrada. Portanto. por isso. no âmbito da própria Administração. Por tratar-se de sistema. Portanto. ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade. a parte depende do todo e o todo depende da parte. até porque esta é uma determinação constitucional. dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União. juntamente com os sistemas que integram todas as atividades administrativas do Poder Público. na forma da lei. no sentido de atuar de maneira integrada em todos os Poderes do Estado. bem como dos diretos e haveres da União. ao todo. o sistema de controle interno deve agir de forma interativa entre os sistemas mantidos pelos três Poderes. sob pena de responsabilidade solidária. organizado de forma sistêmica. financeira e orçamentária. sob o comando de um órgão central e. no sentido de bem cumprir com as funções que lhe são destinadas constitucionalmente. buscando comprovar a legalidade dos . partido político. Reafirmou a exigência de ser instituído um controle em grau de sistema e confiou o seu exercício a cada um dos Poderes do Estado. objetivando uma compreensão mais exata dos fins a que se destina. Assim.28 III – exercer o controle das operações de crédito. § 1º os responsáveis pelo Controle Interno. A partir desses elementos técnico-jurídicos esboçados. sistema de controle interno. com interação sistêmica. Tratando-se de sistema. pode-se tentar estabelecer uma conceituação de controle interno. para que não seja prejudicada a própria estrutura de execução do sistema de controle interno. de forma integrada. pode-se dizer que Controle Interno é aquele efetuado pelos órgãos administrativos. no sentido específico da fiscalização contábil. § 2º Qualquer cidadão. associação ou sindicato é parte legítima para.

adoção de medidas corretivas para os eventuais desvios constatados. quando houver a elaboração de novos Planos de Governo. a demonstração do interesse público.2. com o objetivo de avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual. que objetiva evitar o abuso de poder e cingir os atos do administrador às finalidades legais. é elemento informativo imprescindível para o estabelecimento de futuras políticas públicas. 3. de imediato. a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União. verificando o seu grau de eficiência e eficácia. com prestação do devido apoio ao controle externo no exercício das suas atividades constitucionais. Essas funções são: I – o dever do controle interno de proceder ao acompanhamento da execução orçamentária. – Funções do Controle Interno De acordo com o artigo 74 da Constituição Federal (já transcrito). da gestão orçamentária. por assim dizer. as finalidades e objetivos do controle interno envolvem quatro funções básicas. A comprovação de legalidade é fator preponderante do Estado de Direito. Além de proporcionar ao governante dados sobre a realização do planejamento efetuado. quanto à eficiência e eficácia. que são. possibilitando. cujas atribuições devem ser exercidas conforme as determinações técnicas exigíveis para cada situação – a ação do controle necessita de métodos e procedimentos técnicos que garantam a sua eficácia -. Esta é uma atividade de extrema relevância para o atendimento do interesse público.29 atos praticados pelos administradores e avaliar os resultados da ação governamental. financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da Administração Pública. juntamente com as constantes das regulamentações legais editadas para tal fim. quanto à política estabelecida para a fixação de prioridades com programas que satisfaçam as necessidades do cidadão. no sentido de . na medida em que visa ao cumprimento do planejamento governamental. II – proceder à comprovação da legalidade e à avaliação dos resultados. bem como da aplicação dos recursos públicos recebidos por entidades de direito privado.

tendo em conta o interesse público da finalidade a que se destina. com redução dos riscos fiscais. Esse controle é dirigido igualmente à proteção dos direitos e haveres do Poder Público. Esta é outra atribuição de relevância para o controle interno. Comprovar a regularidade da aplicação dos recursos públicos recebidos por entidades de direito privado é procedimento de controle destinado à proteção do bom e regular emprego dos repasses financeiros realizados pelo Poder público. cujas formas têm de atuar de maneira integrada. que estipula que . de qualquer natureza. a fim de ser alcançada uma melhor produtividade. com o sentido de evitar o desvio de finalidade.30 proteger os dinheiros e o patrimônio público. no sentido de ser evitado o acontecimento de eventuais prejuízos. esses dois fatores conjugados tornam-se a razão que justifica a determinação constitucional para a obrigatoriedade de o controle interno dar apoio ao controle externo. avais e garantias. Estando o sistema de fiscalização contábil. financeira e orçamentária assentado na dualidade de controle – interno e externo -. consoante o planejamento efetuado e explicitado no sistema orçamentário. tendo em conta os limites para a sua realização e os pagamentos efetuados para o seu abatimento. bem como dos direitos e haveres do Poder Público. IV – a quarta função destinada ao controle interno é a de prestar apoio ao controle externo no exercício de sua missão institucional. à evidência. III – exercer o controle das operações de crédito. que. no sentido de serem eficientes e produzirem eficácia na consecução dos objetivos controladores. A avaliação de resultados busca verificar as realizações efetuadas para o atendimento das necessidades do cidadão. está a norma do § 1º do art. juntamente com o controle dos avais e garantias. na medida em que visa a proteger a regularidade da existência e do lançamento da dívida pública. 74 da Constituição. Como parte dessa obrigatoriedade de integração entre os controles interno e externo. resultam no controle do processo de endividamento. no sentido de verificar o grau de eficiência administrativa. sendo do controle interno a atribuição de acompanhar o dia-a-dia da ação administrativa e por decorrência do exercício dessas suas funções assumir o armazenamento de informações completas e atualizadas sobre todo o funcionamento administrativo.

técnica e administrativa. associando a execução das funções de controle tão-somente à regularidade legal. ao fixar a sobredita responsabilidade solidária para o responsável pelo controle interno. dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União. pois. sem qualquer interferência.31 “os responsáveis pelo controle interno. sob pela de responsabilidade solidária”. ao contrário. será responsabilizado de forma solidária pelo acontecimento. se. A disposição constitucional. o responsável pelo controle interno deixar-se envolver por interferências indevidas e não noticiar o conhecimento de irregularidade ou ilegalidade. . visa também a ampliar o seu grau de independência. mais que uma norma regulamentadora do apoio que o controle interno deve dar ao controle externo. quando do exercício das suas funções constitucionais. ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade. é uma regra protetora do regular exercício das atividades de controle em relação ao poder de mando. a par de estabelecer o nível da responsabilidade exercida pelo dirigente do sistema de controle interno. Por isso.

comunicar à unidade responsável pela contabilidade para as providências cabíveis. na utilização de recursos públicos federais e. AUDITORIA PÚBLICA A Auditoria tem por objetivo primordial garantir resultados operacionais na gerência da coisa pública. Cabe ao Sistema de Controle Interno. financeiro. por intermédio da técnica de auditoria. quando for o caso. de pessoal e demais sistemas administrativos e operacionais. observando os aspectos relevantes relacionados à avaliação dos programas de governo e da gestão pública. praticados por agentes públicos ou privados. IV – examinar a regularidade e avaliar a eficiência e eficácia da gestão administrativa e dos resultados alcançados nas ações de governo. Essa auditoria é exercida nos meandros da máquina pública em todas as unidades e entidades públicas federais. inclusive nos projetos de cooperação técnica junto a organismos internacionais e multilaterais de crédito. . II – apurar os atos e fatos inquinados de ilegais ou de irregulares. dentre outras atividades: I – realizar auditoria sobre a gestão dos recursos públicos federais sob a responsabilidade dos órgãos públicos e privados. V – realizar auditoria nos processos de Tomada de Contas Especial. VI – apresentar subsídios para o aperfeiçoamento dos procedimentos administrativos e gerenciais e dos controles internos administrativos dos órgãos da Administração Direta e entidades da Administração Indireta Federal.32 4. III – realizar auditorias nos sistemas contábil.

exame da documentação comprobatória dos atos e fatos administrativos. verificar a execução de contratos. quando legalmente autorizadas nesse sentido. financeira. contábil e finalística das unidades e das entidades da Administração Pública. 4. em todas as suas esferas de governo e níveis de poder. eficiência e eficácia dos mesmos. quanto aos aspectos de eficiência. patrimonial. entre outros. a auditoria governamental classificase em alguns tipos: 4. operacional.33 4. verificação do cumprimento da legislação pertinente.2. . e avaliação dos resultados operacionais e da execução dos programas de governo quanto à economicidade. compreendendo. a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na guarda ou administração de valores e outros bens da União ou a ela confiados.2 Tipos de Auditoria Conforme previsto na IN no 01/2001. os seguintes aspectos: exame das peças que instruem os processos de tomada ou prestação de contas. verificação da eficiência dos sistemas de controles administrativos e contábil. acordos. convênios ou ajustes. bem como a aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado. eficácia e economicidade da gestão orçamentária.1 Auditoria de avaliação da gestão Esse tipo de auditoria objetiva emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das contas.1 Finalidade A finalidade básica da auditoria é comprovar a legalidade e legitimidade dos atos e fatos administrativos e avaliar os resultados alcançados.

4. por unidades ou entidades públicas executoras de projetos celebrados com aqueles organismos. pertinentes ao controle do patrimônio de uma unidade. atividades.2.34 4. a situação econômico-financeira do patrimônio.2 Auditoria de acompanhamento da gestão Realizada ao longo dos processos de gestão. Objetiva obter elementos comprobatórios suficientes que permitam opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade e se as demonstrações deles originárias refletem. Tem por objeto. verificar a efetividade e a aplicação de recursos externos. ou prevenindo gargalos ao desempenho da sua missão institucional.4 Auditoria Operacional Consistem em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos relacionados ao processo operacional. oriundos de agentes financeiros e organismos internacionais. programas de governo. ou parte dele. mediante procedimentos específicos. em seus aspectos mais relevantes. também. melhorar os controles e aumentar a responsabilidade . os resultados do período administrativo examinado e as demais situações nelas demonstradas. ou segmentos destes. das unidades ou entidades da Administração Pública Federal.2. com o objetivo de atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os efeitos potenciais positivos e negativos de uma unidade ou entidade federal.3 Auditoria Contábil Compreende o exame dos registros e documentos e na coleta de informações e confirmações. 4. eficácia e economicidade. evidenciando melhorias e economias existentes no processo. com a finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência.2. por meio de recomendações. entidade ou projeto. projetos. com vistas a emitir opinião sobre a adequação e fidedignidade das demonstrações financeiras. procurando auxiliar a administração na gerência e nos resultados. adequadamente. que visem a aprimorar os procedimentos.

Classificam-se nesse tipo os demais trabalhos de auditoria. setoriais. de natureza incomum ou extraordinária.35 gerencial. • Integrada – executada conjuntamente por servidores em exercício nos órgãos central. Este tipo de auditoria consiste numa atividade de assessoramento ao gestor público.5 Auditoria Especial Objetiva o exame de fatos ou situações consideradas relevantes. 4. sendo desenvolvida de forma tempestiva no contexto do setor público. não inserido em outras classes atividades.3. unidades regionais e/ou setoriais do Controle Interno. sendo realizadas para atender determinação expressa de autoridade competente. seus programas governamentais e sistemas informatizados.2. sendo subdivididas em: • Centralizada – executada exclusivamente por servidores em exercício nos órgãos central ou setoriais do Controle Interno. 4. . atuando sobre a gestão.1 Direta Trata-se das atividades de auditoria executadas diretamente por servidores em exercício nos órgãos e unidades de Controle Interno. com vistas a aprimorar as práticas dos atos e fatos administrativos. • Descentralizada – executada exclusivamente por servidores em exercício nas unidades regionais ou setoriais do Controle Interno.3 Formas de Auditoria As auditorias na área governamental serão executadas das seguintes formas: 4.

Essa forma de execução de auditoria pressupõe a utilização de indicadores de desempenho que fundamentam a opinião do agente executor das ações de controle. certificado ou nota.3. específico das unidades ou entidades federais.36 4. 4.3 Simplificada Trata-se das atividades de auditoria realizadas por servidores em exercício nos órgãos central. • Terceirizada – executada por instituições privadas. unidades regionais ou setoriais do Controle Interno. 4.2 Indireta Trata-se das atividades de auditora executadas com a participação de servidores não lotados nos órgãos e unidades do Controle Interno. . • Compartilhada – coordenada pelo Controle Interno com o auxílio de órgãos/instituições públicas ou particulares. ou seja.4 Certificados e pareceres na auditoria governamental A opinião do auditor do órgão ou unidade de Controle Interno deve ser expressa por meio de relatório.3. sobre informações obtidas por meio de exame de processos e por meio eletrônico. pelas denominadas empresas de auditoria externa. cujo custo-benefício não justifica o deslocamento de uma equipe para o órgão. que desempenham atividades de auditoria em quaisquer instituições da Administração Pública Federal ou entidade privada. parecer. setoriais.

com as seguintes finalidades: • Direção. consideram-se. fornecendo dados para tomada de decisões sobre a política de área supervisionada. legalidade e economicidade da gestão. eficácia. como resultado dos exames efetuados. • às gerências executivas. 4.2 Indicativos e Indicadores de Desempenho As avaliações efetuadas pelo Controle Interno devem considerar os dados e as informações registrados nos sistemas corporativos dos órgãos e nos bancos de dados das unidades e entidades governamentais que apresentem resultados de processos e produtos organizacionais.4. • • ao Tribunal de Contas. ainda.37 4. . a mensuração dos dados e das informações é realizada por meio de um conjunto de indicativos e indicadores. com vistas ao atendimento das recomendações sobre as operações de sua responsabilidade.4. • aos responsáveis pela execução das tarefas. que evidenciam o desenvolvimento da gestão. e a outras autoridades interessadas. Para o desenvolvimento das avaliações. para correção de erros detectados. os atributos de eficiência. dependendo do tipo ou forma de auditoria/fiscalização realizada. Para efeito das avaliações sobre os dados e informações.1 Relatórios Os relatórios constituem-se na forma pela qual os resultados dos trabalhos realizados são levados ao conhecimento das autoridades competentes.

38 4. ao longo do tempo. por meio de uma interdependência entre as variáveis em questão. . informações e a memória de cálculo utilizados na geração dos próprios indicadores. • Cobertura: suficientemente representativo. etapas e resultados essenciais ou críticos das operações examinadas. média aritmética e outras formas de obtenção. gerada a baixo custo.2 Indicativos de Gestão Os indicativos ou itens de controle são quaisquer dados que revelam e evidenciam situações desejáveis ou não. inclusive em termos estatísticos.2. • Permanência e estabilidade: consonância. Os requisitos básicos para seleção e produção de indicadores de gestão são os seguintes: • Seletividade: capacidade de captar os aspectos. sem aplicação de fórmulas. • Simplicidade e baixo custo de obtenção: facilidade de compreensão e aplicação. do processo ou da área a que se refere. Indicadores de gestão Os indicadores são informações obtidas com a aplicação de fórmulas que fornecem indícios de eficiência. fornecer e manter adequadamente os dados. essenciais do ponto de vista do controle. na execução dos atos e fatos registrados em sistemas organizacionais. 4.4.4. Os indicativos são obtidos de maneira simples e objetiva. eficácia. por meio da utilização de relações percentuais simples. legalidade e economicidade de como são conduzidas as operações.1. Os indicadores podem ser expressos em termos numéricos ou percentuais.2. e geração com base em procedimentos rotinizados e incorporados às atividades. • Oportunidade: capacidade de registrar.

tanto nos indicativos quanto nos indicadores de gestão. frente a padrões estabelecidos.3. 4. que são definidos como a seguir. o desenvolvimento de fontes alternativas de receita e a obtenção dos menores custos.3. Mede. então. 4. evidenciar a gestão quanto à legalidade. 4.2 Economicidade Expressa variação positiva da reação custo/benefício. na qual se busca a otimização dos resultados na escolha dos menores custos em relação aos maiores benefícios.3. também. passando pela coerência com respeito aos preços de mercado.4.1 Legalidade Consiste na aderência dos atos e fatos de gestão praticados aos normativos legais e técnicos que regem os mesmos. por definição. economicidade.4. 4. Podem.39 sendo expressos em termos numéricos. escassos. Revela a atenção da gestão com o bom uso qualitativo dos recursos financeiros.3 Aferição de desempenho É importante mencionar que. a utilização . eficiência e eficácia das operações sob exame.3 Eficiência É a medida da relação entre os recursos efetivamente utilizados para a realização de uma meta.4.4. da eficiência e da eficácia. desde a adequação da proposta orçamentária das metas a serem atingidas. podem ser aferidos os critérios de desempenho por meio da avaliação dos requisitos da legalidade. da economicidade.

criam outros que não existam.4. utilização ou guarda de bens e valores públicos. das peças examinadas. obras mal realizadas que. ou não. A eficiência está associada ao uso dos recursos disponíveis em relação aos produtos e serviços finais elaborados. 4. ou não. em um determinado período. pior. 4.40 dos recursos de que a unidade ou entidade dispõem para realizar um conjunto de ações e operações que visam a atingir um propósito de trabalho previamente programado. bens e . Certificados de auditoria Os certificados de auditoria é o documento que representa a opinião do Sistema de Controle Interno sobre a exatidão e regularidade. como. O certificado de auditoria será emitido na verificação das contas dos responsáveis pela aplicação. devendo ser assinado pelo Coordenador-Geral ou Gerente de Controle Interno ou. por exemplo.3. e de todo aquele que der causa à perda. pois.4.4 Eficácia É o grau de atingimento das metas fixadas para um determinado objeto de uma ação em relação ao previsto.5 Efetividade Consiste na avaliação medida pela satisfação do usuário em relação aos produtos e/ou serviços desenvolvidos pelo programa de governo em benefício da sociedade. autoridades de nível hierárquico equivalentes nos órgãos e unidades setoriais do Sistema de Controle Interno. apesar do gasto efetuado não resolvem os problemas que havia ou. 4.4. ainda.3. subtração ou estrago de valores. da gestão e a adequacidade.4. um programa pode conter os requisitos de aferição de desempenho apresentados anteriormente e não atender aos anseios da população.

4. de tal modo que o impeça de formar opinião quanto à regularidade da gestão.4. então. Certificado de Regularidade Será emitido quando o auditor formar a opinião de que. não caracterizem irregularidade de atuação dos agentes responsáveis. substancialmente. 4. pela sua irrelevância ou imaterialidade. legitimidade e economicidade e que. desvio de bens ou outra irregularidade de que resulte prejuízo quantificável para a Fazenda Nacional e/ou comprometam. Quando o órgão ou unidade de Controle Interno não obtiver elementos comprobatórios suficientes e adequados. a opinião decorrente dos exames fica sobrestada.2. legitimidade e economicidade. constatando a existência de desfalque. as demonstrações financeiras e a respectiva gestão dos agentes responsáveis.4. mediante novos exames. 4. por prazo previamente fixado para o cumprimento de diligência pelo órgão ou entidade examinado.1. omissões ou impropriedades de natureza formal no cumprimento das normas e diretrizes governamentais. o Sistema .4. foram adequadamente observados os princípios da legalidade. quando.41 materiais de propriedade ou responsabilidade da União. no período ou exercício examinado. Certificado de Regularidade com Ressalvas Será emitido quando o auditor constatar falhas.4. legitimidade e economicidade. quanto à legalidade. Os tipos de certificado são os seguintes. alcance.3 Certificado de Irregularidade Será emitido quando o auditor verificar a não-observância da aplicação dos princípios de legalidade. na gestão dos recursos públicos.4. 4.

é indispensável que esses fatos sejam considerados em seu certificado. Parecer do dirigente do Órgão de Controle Interno O parecer do dirigente do órgão de controle interno é peça compulsória a ser inserida nos processos de tomada e prestação de contas. O parecer consignará qualquer irregularidade ou . quando o órgão ou unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal terá de avaliar. o órgão do Sistema de Controle Interno deve dar ciência da ocorrência ao Tribunal de Contas da União. quando caberá a emissão de certificado de regularidade com ressalvas ou de irregularidade. que serão remetidos ao Tribunal de Contas. irregulares. quando sobrestado o exame.443/92. até mesmo. ou. jurisprudência de decisões do Tribunal de Contas da União na apreciação de casos semelhantes. Neste caso. em conjunto. reincidência de constatação em exercícios anteriores.5. e outros fatores que possam contribuir para a adequada definição do tipo de certificado a ser emitido. O auditor do órgão ou unidade de controle interno deve usar de toda acuidade e prudência no momento de definir o tipo de certificado que emitirá como resultado dos trabalhos realizados. 4. principalmente. O parecer constitui-se na peça documental que externaliza a avaliação conclusiva do Sistema de Controle Interno sobre a gestão examinada. quando caberá a emissão de certificado de regularidade ou de regularidade com ressalvas. ocorrência de prejuízo à Fazenda Nacional. Tudo dependerá do acurado exame de todas as circunstâncias envolvidas na situação em julgamento.4. omissões e impropriedades podem significar situações simplesmente impróprias. Deve levar em conta. evidência da intenção. descumprimento a recomendações anteriores. que determinadas constatações relacionadas com falhas.42 de Controle Interno emitirá o competente certificado. pela sua relevância. possam influir substancialmente na posição financeira e patrimonial da unidade ou entidade examinada. fatores tais como: freqüência da incidência no exercício. Na ocorrência de eventos ou transações subseqüentes ao período examinado que. para que os autos sejam submetidos à autoridade competente que se pronunciará na forma da Lei no 8.

43 ilegalidade constatada. bem como avaliará a eficiência e a eficácia da gestão. indicando as medidas adotas para corrigir as falhas identificadas. . inclusive quanto à economia na utilização dos recursos públicos.

A auditoria governamental surgiu da necessidade de se comprovar a legalidade e legitimidade dos atos praticados pelas administrações governamentais. ou não. AUDITORIA DE DESEMPENHO E AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS Neste período em que as doutrinas de gestão pública encontram-se em evolução contínua. em verificar se os atos e fatos praticados pelos gestores públicos atingiram os resultados previamente estabelecidos. pois. analisa também o alcance das metas planejadas. esse tipo de atividade possui um amplo escopo de objetivos. além dos aspectos contábeis e administrativos que analisa. a Nova Gestão Pública oferece um arcabouço teórico para ampliar a competência legal das instituições de auditoria governamental. recente e escassa. O termo “auditoria de desempenho” é normalmente utilizado para demarcar a distinção entre esse tipo de atividade de revisão governamental e a auditoria tradicional de um lado e a avaliação de programas de outro. ampliando dessa forma o escopo de trabalho dessa atividade. talvez. Considera que os gestores devem se sujeitar à prestação de contas pela eficaz e prudente gestão. legitimidade. de forma a incluir a chamada auditoria de desempenho. efetividade. definam a auditoria de desempenho de forma a refletir as realidades institucionais locais. busca assegurar-se de que a aplicação dos recursos públicos é conduzida. dos recursos que lhe foram confiados. A maioria dos colaboradores para a literatura sobre a matéria. exatamente por isso.44 5. eficiência e da eficácia. diga-se de passagem. portanto. Sua missão consiste. A forma como essa distinção é feita tem implicações sobre qual categoria profissional possui os argumentos mais persuasivos com vistas a obter o controle. avaliando-se os resultados alcançados. Sendo assim. O escopo de seu trabalho não se restringe apenas aos aspectos financeiros e legais da organização. economicidade. observando-se os preceitos constitucionais da legalidade. .

é contribuir para a operacionalização de processos políticos – administrativos pelos quais a accountability de desempenho é estruturada. um confronto com duas questões estratégicas principais. O principal objetivo das auditorias de desempenho pode ser expresso como accountability de desempenho. para alguns propósitos.45 5. Ao contrário da avaliação de programa. gerando do ponto de vista administrativo. Uma estratégia apropriada para esse enfoque seria a de responsabilizar indivíduos e organizações pelo atingimento de padrões razoáveis de economia. consiste num termo dúbio para uma classe de atividades de revisão predominantemente avaliativas.2. quais sejam: se realizam essas revisões avaliativas no estilo de auditoria ou se direcionam seu trabalho para promover a melhoria do desempenho nos órgãos auditados. incentivada e controlada. A idéia mais complexa é que. Objetivos Os principais objetivos de um trabalho de revisão consistem em assegurar um nível satisfatório de funcionamento das organizações governamentais. A operacionalização dessa estratégia pode incluir a formalização de acordos entre um órgão e seu respectivo ministério envolvendo a definição de metas. é melhor focalizar a atenção da administração para a otimização de processos produtivos e do desenho dos programas. as auditorias de desempenho são conduzidas de uma maneira que se assemelha à auditoria. nos órgãos de auditoria cujo mandato legal já inclui essa atividade. . O termo “auditoria de desempenho” é utilizado para distinguir esse tipo de atividade de controle. tanto da auditoria tradicional como da avaliação de programa. a auditoria de desempenho.1 Conceito Conceitualmente. eficiência e efetividade. O objetivo da auditoria de desempenho. A idéia simples por trás desse argumento é que as organizações devem ser responsabilizadas pelos resultados de sua atuação mais do que pela sua forma de funcionamento. 5. nesse sentido.

portanto.3. formas de controle. devido à centralização funcional na esfera governamental. Essas auditorias usualmente envolvem múltiplos auditados. 5. Classificação dos tipos de auditoria de desempenho Elas variam conforme quatro dimensões-chave: unidade de análise. Assim. Uma inspeção pode tanto envolver a verificação da observância dos critérios aplicáveis como o exercício direto de julgamento instrumental. mas. sete tipos de auditoria de desempenho podem ser identificados e caracterizados nos seguintes termos: 5. não apenas aqueles relativos à administração financeira. A auditoria de desempenho. identificando-os . especialmente no que concerne aos custos. Auditorias de Eficiência Nesta modalidade.46 O principal objetivo da auditoria de desempenho é a prestação de contas sobre o desempenho. No âmbito da Administração Pública. atuar sobre os sistemas de mensuração de desempenho. A inspeção consiste no questionamento de qualquer tipo de procedimento.1. os processos e os elementos de programa para avaliar se os insumos estão sendo transformados em produtos de forma otimizada. sobre os resultados gerados pelo que a organização faz. algumas vezes envolve auditoria ou pesquisa. assegurando dessa forma maior veracidade aos resultados apresentados. o auditor examina as funções organizacionais. portanto. escopo da avaliação e foco do trabalho.3. à descentralização administrativa e à contratação direta do setor privado. normalmente. pode ser caracterizada como um processo de inspeção. já que os processos normalmente perpassam toda a organização. e não sobre como faz. as auditorias de eficiência devem.

ou seja. portanto atuar sobre dois enfoques. O papel da auditoria governamental. quais são os seus objetivos – análise da origem -.47 e validando-os através da verificação quanto aos padrões de eficiência atingidos em relação aos critérios de avaliação previstos para serem adotados. Auditoria de Efetividade de Programa Nesta atividade. . na qual o objeto da avaliação consiste no programa como um todo. mas a utilização de metidos de pesquisa de Ciências Sociais para se chegar a conclusões é mais limitada em função da dificuldade de obtenção das informações. que consistem em analisar o seu conteúdo quanto aos seguintes aspectos. passando a atuar junto à população. 5. voltada para efetividade. Visto que a efetividade está relacionada com a exteriorização da imagem da organização perante a coletividade. buscando assim conhecer as causas de certas questões que são apresentadas pelas informações contábeis. Um caso especial de auditoria de efetividade de programa. é a avaliação da qualidade de serviço. As conclusões às quais se chegam são. quais sejam: a qualidade da ação empreendida e a conseqüente utilização dos recursos que lhes foram alocados para a sua materialização e o impacto social provocado por essa ação sobre a população. transporia as paredes da repartição.2. se eles realmente estão atendendo os anseios da população quanto à sua real utilidade. as suas atividades – análise de programas implementados – e os seus resultados – análise dos relatórios emitidos. portanto.3. esse tipo de atividade de auditoria deveria. Sem contar que as auditorias de efetividade do programa preocupam-se mais com a avaliação de programas. por exemplo. semelhantes àquelas da avaliação de programas. o auditor examina o impacto provocado pelos programas sobre os resultados finais.

responsáveis pelos resultados positivos. O órgão revisor não avalia a economia.3. por exemplo.4 Revisões de melhor prática de gestão Essa prática assemelha-se muito à comparação realizada por organizações que desejam obter informações de benchmarking. como altos funcionários da área orçamentária e formuladores de políticas públicas por meio dos depoimentos obtidos.3. 5. mas sim formula um parecer sobre a veracidade das informações de desempenho fornecidas às instâncias superiores.3. as revisões da melhor prática de gestão identificam onde uma determinada função está sendo desempenhada de forma excepcional e procuram discernir as razões daquele sucesso relativo. eficiência ou efetividade de uma organização ou programa. e não propriamente na revisão. a principal . Como a verificação da informação relatada é a principal função desse tipo de auditoria. O objeto típico dessa avaliação é uma função desenvolvida em um grande número de organizações como.48 5. Esses métodos são utilizados presumivelmente para identificar os fatores. como ocorre com a auditoria tradicional. Diferentemente do “caso típico” de auditoria de desempenho. geradas pelas próprias entidades examinadas. As auditorias de informações de desempenho não representam. como métodos e procedimentos. O processo de coleta e análise de dados por meio de critérios de avaliação pré-estabelecidos orientam-se por métodos de pesquisa e ciência social. Esse tipo de auditoria de desempenho facilita um processo de padronização da avaliação organizacional realizada pelos “usuários” das informações de desempenho auditadas. um “caso típico” do conceito de auditoria de desempenho. portanto. e não a inspeção. Auditoria de Informações de Desempenho Esse tipo de atividade de auditoria verifica a precisão de informações nãofinanceiras. a modalidade de revisão predominante é a auditoria. que consiste na inspeção. um processo genérico como a aquisição de tecnologia da informação.

social que possam advir da condução de políticas públicas implementadas sem um adequado planejamento ou estudos fundamentados de cenários e prospecção futura. evitar sérios prejuízos de ordem política. portanto. As avaliações de risco são mais orientadas para o futuro do que a maioria das auditorias de desempenho. Esse tipo de avaliação é difícil de ser realizado. na medida em que não necessita posicionar-se quanto à efetividade do programa.6. O papel desse tipo de auditoria é o de identificar formas pelas quais os programas existentes podem sofrer interrupção no futuro e alertar os políticos e os gerentes quanto a essa possibilidade. do ponto de vista gerencial. Auditoria de Revisão Geral de Gestão Essa atividade avalia as organizações em vez de programas. caso um programa seja mantido na mesma linha da operação. 5. procurando-se.3. é verificar a viabilidade dos programas que serão conduzidos. O objetivo central desse processo. 5. consequentemente. elas geralmente buscam as causas significativas para problemas ou sucessos persistentes na esfera do desempenho dentro de uma gama de atividades de um . entretanto são conceitualmente revisões ex-post. Avaliações de Risco As avaliações de risco indicam aos formuladores de políticas públicas e gerentes do alto escalão os graves problemas que podem advir. Quando essas revisões vão além das auditorias de desempenho da capacidade gerencial. Esse tipo de auditoria de desempenho se diferencia das auditorias de efetividade de programa. baseadas em informações sobre programas já em operação.3.49 modalidade de revisão envolvida no estudo de melhor prática de gestão é a pesquisa.5. financeira e. dessa forma. pois consiste numa visão mais abrangente. tentando identificar a susceptibilidade de ocorrência de erros ou irregularidades que podem comprometer o programa desenvolvido naquela política.

apenas. Cabe ressaltar que esta nova modalidade de auditoria aparece como valor agregado aos meios mais tradicionais de realização dessa atividade. podendo resultar.50 programa. pela avaliação do atendimento às diretrizes e normas. critérios e procedimentos utilizados na sua área de planejamento estratégico. as modernas instituições voltadas para área de controle estão investindo na chamada auditoria de desempenho ou auditoria de resultado. que deixa de ser financeira. verificando se ele é necessário para a sociedade e se. Sua filosofia de abordagem dos fatos é de apoio. no processo decisório. humanos e tecnológicos disponíveis. por meio de monitoramento. está oferecendo o retorno esperado pelo Congresso e pelo Governo. deixa de ser punitiva. demonstrando para a sociedade e para os próprios órgãos de controle. tendo por objetivo avaliar se a organização e os programas auditados estão atingindo os objetivos organizacionais e gerenciais. 5. a importância do programa que está sendo executado. sistemas e programas. principalmente. os órgãos de controle não estão deixando de . bem como os critérios de economicidade e eficiência dos controles existentes para gestão de recursos públicos. partindo de uma nova concepção. além de ter os recursos bem aplicados. O trabalho é realizado por meio de inspeção e exame sobre a adequação da gestão quanto aos seus sistemas políticos. 5. ou seja.7. que destinaram tais recursos para sua execução. bem como pela apresentação de sugestões para o seu aprimoramento. As revisões gerais de gestão atuam nas áreas inter-relacionadas do órgão. para ser uma auditoria que avalia os aspectos de realizações dos programas.4 Perspectivas da Auditoria de Desempenho Podemos inferir que.3. em estudos de reestruturação e qualidade global das atividades organizacionais. avaliando a eficácia dos resultados em relação aos recursos materiais. entre outros. Auditoria de Controle Gerencial Geral Esse tipo de atividade analisa os aspectos da estrutura organizacional. tático e.

mas estão realizando também as auditorias de desempenho para analisar os resultados alcançados pelos gestores na execução de determinado programa governamental. .51 lado as auditorias financeiras.

finalidade pública. que procede a uma avaliação no sentido de evitar erros e distorções na ação estatal. especialmente no âmbito público. Trata-se de uma atividade que envolve todas as funções do Estado. abrange também o controle chamado de mérito e que diz respeito aos aspectos discricionários da atuação administrativa. em todas as suas esferas de governo e níveis de poder. houve uma valorização dos sistemas de controle. buscando indicar procedimentos de reorientação para as falhas detectadas ou agindo na responsabilização dos agentes causadores dessas impropriedades legais que ocasionam prejuízos à coletividade. Observou-se que. . saiu-se do campo da teoria e buscou-se a prática. patrimonial. modernamente. neste estudo. publicidade. operacional. quanto aos aspectos de eficiência. motivação. apresentou-se a Auditoria cuja finalidade é comprovar a legalidade e legitimidade dos atos e fatos administrativos e avaliar os resultados alcançados. Prosseguindo. bem como a aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado. CONSIDERAÇÕES FINAIS Uma das atividades do Controle Interno é realizar a auditoria de conformidade. Neste trabalho buscou-se algo parecido. contábil e finalística das unidades e das entidades da Administração Pública. impessoalidade. quando legalmente autorizadas nesse sentido. financeira. com uma ampliação das formas de exercício do controle. moralidade. mas o objetivo foi verificar se os aspectos doutrinários estão respeitando o ordenamento jurídico relativo ao Controle Interno. em determinadas circunstâncias. Para isto. como os da legalidade.52 7. que por meio dela valida-se os atos da administração confrontandoos à legalidade. estando direcionada para o estabelecimento e a manutenção da regularidade e da legalidade administrativa. eficácia e economicidade da gestão orçamentária. A finalidade do controle é de assegurar que a Administração atue em consonância com os princípios que lhe são impostos pelo ordenamento jurídico.

O escopo de seu trabalho não se restringe apenas aos aspectos financeiros e legais da organização. Concluímos que o correto desempenho do Controle Interno está diretamente relacionado com a maneira pela qual a administração dos órgãos públicos enxerga esta atividade. analisa também o alcance das metas planejadas. Considera que os gestores devem se sujeitar à prestação de contas pela eficaz e prudente gestão.53 A seguir. portanto. tratou-se da Auditoria de Desempenho. ou não. em verificar se os atos e fatos praticados pelos gestores públicos atingiram os resultados previamente estabelecidos. O Controle Interno tem de ser visto como um parceiro da Administração e não somente um órgão fiscalizador. dos recursos que lhe foram confiados. que consiste. .

1988. ed.htm. Disponível em: http://www. 12.br/doutrina/texto. e dá outras . 1. 2008.54 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALEXANDRINO. Brasília: Senado.gov.br/ccivil_03/decreto/D3591.304.uol.br/ccivil_03/ Constituicao/Constitui%E7ao. Marcelo. Direito administrativo. Impetus 2006. _____. _____. Curitiba: Juruá. Disponível em: http://stat. _____. Decreto n o 4. BRASIL. _____. de 6 de setembro de 2000. Manual prático de controle interno na administração pública municipal.591.htm. 2006. Instrução Normativa SFS n o 1. Considerações sobre o processo administrativo disciplinar.gov. de 6 de fevereiro de 2001. Rio de Janeiro. conceitos e aprova normas técnicas para a atuação do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal.180.br/concursos/prepare-se/material/arquivos/insfc. BITTENCOURT. Define diretrizes.htm.com. princípios. de Administração Financeira Federal. 2008. BOTELHO. Vicente. Acesso em: 5 mar. Disponível em: http://www. Acesso em: 24 mai 2008. PAULO.br/ccivil_03/decreto/2002/D4304.planalto. Acesso em: 11 mar. 2008. Altera dispositivos do Decreto no 3.planalto. Dispõe sobre o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo e dá outras providências. de Contabilidade Federal e de Controle Interno do Poder Executivo Federal. de 16 de julho de 2002.doc. que dispõe sobre o sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal e dá outras providências. Organiza e disciplina os Sistemas de Planejamento e de Orçamento Federal. Decreto no 3. Acesso em: 8 mar.planalto.com. ed. Disponível em: http://www. Constituição (1988) Constituição da República Federativa do Brasil. Disponível em: http://jus2. Milton Mendes. de 6 de abril de 2001. 2008.correioweb. Lei n o 10.gov. Vinicius Corrêa.asp?id=7484. Acesso em: 8 mar. de 6 de setembro de 2000.591.

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