Você está na página 1de 30

COMANDO

FANUC 21 i -
MB

PARA

FRESAMENTO

1
Vicente Fernandes

CNC FANUC 21 i - MB

Princípios do CNC
Fresadora CNC (comando numérico computadorizado) entendemos que não tem troca
automática de ferramentas.
Centro de usinagem entende que além da troca de ferramentas também pode a troca de
mesa.
Tanto uma como a outra são fresadoras convencionais sem manivelas e com muito mais
recursos. Precisa de menos acessório que uma fresa convencional. Onde pode se fazer uma
peça com várias operações e ferramentas com a peça presa uma só vez, pode se colocar
mais de uma peça por vez pode se colocar operações diferentes da mesma peça no mesmo
ciclo.
Para isso precisa saber que é necessário ter conhecimento de seqüência de usinagem, ou
seja, como prender a peça como será à disposição das ferramentas. E o que é muito
importante saber programar a máquina.
Um centro de usinagem tem um magazine de ferramentas numerado, tem motorização nos
três eixos que trabalham independentes ou sincronizados, podendo trabalhar os três juntos
porem com o mesmo avanço.
A máquina ao ser ligada ela estará em um zeramento de fabrica, para isso existe o referen-
ciamento dos eixos (X, Y e Z) e do magazine, que é chamado zero máquina.
Cada máquina tem seu comando em particular, sendo que cada comando tem sua maneira
de serem programado, alguns códigos são similares ou até iguais outros não. O conceito é
igual para todos.

Programação

O programa informa à máquina o que ela deve fazer isso é feito com códigos, à máquina
precisa saber, em qual quadrante ela vai trabalhar, se milímetro ou polegada, se em
absoluto ou incremental, se o avanço é mm/min ou mm/rot.
O programa precisa informar qual ferramenta do magazine ela tem que colocar na árvore,
qual rotação será usada.
A programação sempre será feita no conhecimento dos eixos cartesianos X, Y e Z
orientados. Onde o centro dos eixos será seu zero peça.
As coordenadas dos eixos podem ser feitas de duas formas, absoluta ou incremental.
Absoluta é quando a medida sai sempre do zero peça.
Incremental é quando a medida sai de onde estiver a ferramenta.
O programa tem que informar se a ferramenta fará uma usinagem reta (interpolação linear)
ou uma usinagem circular (interpolação circular) ou ainda uma usinagem angular (interpo-
lação polar).

2
O programa tem que informar se será preciso compensar o raio da ferramenta e para que
lado isso deva ser feito direita ou esquerda (compensação de raio da ferramenta).
O programa tem que informar se será feito um furo e que forma deverá ser feito.
O programa terá que informar seu fim e a volta para o inicio desligando a máquina.
Para tudo isso existe códigos específicos e com certo padrão ISO.
Principais códigos

Códigos “M”

São comandos principalmente de “ligar” e “desligar”, tendo suas exceções.

M00 – Para o avanço e o programa, não para rotação do eixo arvore. Deve ser usado em
uma sentença só pra ele.

M03 – Liga eixo arvore sentido horário.

M04 – Liga eixo arvore sentido anti-horário

M05 – Desliga eixo arvore.

M06 – Troca de ferramenta pelo magazine. Deve ser usado antes do código T.

M07 – Liga refrigeração na árvore, ou refrigeração a ar comprimido.

M08 – Liga refrigeração via mangueiras articuladas.

M09 – Desliga refrigeração, no eixo árvore e nas mangueiras.

M13 – Liga eixo arvore no sentido horário + refrigeração (opcional).

M14 – Liga eixo arvore no sentido anti - horário + refrigeração (opcional).

M15 – Desliga eixo arvore + refrigeração (opcional).

M19 – Orientação do fuso.

M30 e M02 – tem a mesma função, indica fim do programa e retorna ao inicio do
programa. Observação: antigamente se trabalhava com fita perfurada, um deles rebobinava
a fita antes de começar novamente.

M98 – Chamada de sub programa.

3
M99 – Fim de sub programa.

Código “S”

“S” vem do inglês spindle, ou seja, rotação, usada para indicar a rotação da árvore.

Código “T”

“T” vem do inglês tool, ou seja, ferramenta, usada para indicar a posição e numero da
ferramenta no magazine.

Código “F”

“F” vem do inglês feed, ou seja, avanço, usado para indicar o avanço tanto em mm/min ou
mm/rot.

Código “H”

Número do corretor de comprimento da ferramenta.

Código “D”

Número do corretor de raio da ferramenta.

Código “I”

Quando se usa o “G02” e “G03” tem que se identificar o centro do raio em “X” e a letra
correspondente é “I”.

Código “J”

Quando se usa o “G02” e “G03” tem que se identificar o centro do raio em “Y” e a letra
correspondente é “J”.

Código “K”

4
Quando se usa o “G02” e “G03” tem que se identificar o centro do raio em “Z” e a letra
correspondente é “K”.

Código “R”

Quando se usa o “G02” e “G03” pode se identificar o raio do arco e quando se faz um
arredondamento em cantos, usamos o código “R”.

Código “C”

Quando se faz um chanfro em cantos, usamos o código “C”.

Código “P”

Usado para identificar o tempo de espera, está sempre acompanhado após o código G04.

Código “G” (mais usados)

G00 – Interpolação linear com avanço rápido (limite Maximo da maquina). Usado para
movimento de pré-posicionamento. OBSERVAÇÂO: quando usar o zero “0” não confundir
com a letra “O” maiúsculo, a máquina entende como outro comando, GO funciona como ir
a algum lugar ou buscar outra sentença.

G01 – Interpolação linear com avanço programado, avanço de trabalho. Deve ser usado
também após os códigos G02 e G03. Sendo necessário o código “F”.

G02 - Interpolação circular no sentido horário com avanço programado, avanço de


trabalho. Porém se antes for colocado um “G00” o avanço será rápido. Tem que ser usado
os códigos “I”, “J” e ou “K”.

G03 - Interpolação circular no sentido anti-horário com avanço programado, avanço de


trabalho. Porém se antes for colocado um “G00” o avanço será rápido. Tem que ser usado
os códigos “I”, “J” e ou “K”.

G04 – Tempo de espera. Podem ser usados de duas formas, G04 P___ (com valores em
segundos) e G04 X____ (com valores em segundos também).

G10 – Entrada de corretores programada.

G12 – Ciclo de usinagem de círculo no sentido horário.

5
G13 – Ciclo de usinagem de círculo no sentido anti - horário.

G15 – Cancelamento do comando de coordenadas polares.

G16 – Comando de coordenadas polares.

G17 – Plano de trabalho X Y. Define o quadrante.

G18 – Plano de trabalho X Z. Define o quadrante.

G19 – Plano de trabalho Y Z. Define o quadrante.

G20 – Eixos da máquina trabalham com medidas em polegadas.

G21 – Eixos da máquina trabalham com medidas em milímetros.

G40 – Cancelamento de compensação de raio da ferramenta (obrigatório no fim do uso de


G41 e G42, sendo uma coordenada com mais o raio da ferramenta ou menos o raio da
ferramenta, para evitar colisão).

G41 – Compensação do raio da ferramenta à esquerda da peça. A coordenada anterior tem


que ser calculada para haver espaço para a compensação.

G42 – Compensação do raio da ferramenta à direita da peça. A coordenada anterior tem


que ser calculada para haver espaço para a compensação.

G50.1 – Cancelamento do espelhamento programável.

G51.1 – Ativa espelhamento programável.

G51 – Função de escala.

G52 – Cancela função de escala.

G53 – Coordenadas usando zero máquina. Não pode ser alterado.

G54 – Coordenadas de trabalho usando zero programado. Origem da peça pode ser
alterada.

G55 – Coordenadas de trabalho usando zero programado. Origem da peça pode ser
alterada.

6
G56 – Coordenadas de trabalho usando zero programado. Origem da peça pode ser
alterada.

G57 – Coordenadas de trabalho usando zero programado. Origem da peça pode ser
alterada.

G58 – Coordenadas de trabalho usando zero programado. Origem da peça pode ser
alterada.

G59 – Coordenadas de trabalho usando zero programado. Origem da peça pode ser
alterada.

G68 – Função de rotação.

G74 – Ciclo de rosqueamento esquerdo.

G80 – Cancela ciclo fixos.

G81 – Ciclo de furação simples.

G82 – Ciclo de furação com faceamento.

G83 – Ciclo de furação pica - pau.

G84 – Ciclo de rosqueamento direto.

G85 – Ciclo de mandrilamento simples.

G86 – Ciclo de mandrilamento com retração do eixo parado.

G89 – Ciclo de mandrilamento simples.

G90 – Coordenadas absolutas, partem de um ponto de origem.

G91 – Coordenadas incrementais, partem de onde os eixos estiverem.

G94 – Programação de avanços mm / min.

G95 – Programação de avanços mm / rot.

G98 – Retorno ao ponto inicial do ciclo fixo.

G98 – Retorno ao ponto R do ciclo fixo.

7
Origem
Origem é a definição de onde será o ponto zero da peça para partida da usinagem,
normalmente é considerada as partidas de cotas mais precisas de um desenho ou faces de
coordenadas do desenho.
A máquina faz a transferência do “G53” para o “G” escolhido pelo programador, podendo
ser usado: “G54” , “G55” , “G56”, “G57” , “G58”e “G59” , a peça pode até exigir
mais de um ponto de origem.
O ponto de origem para “X” e “Y” é mostrado no desenho (planta) como se demonstra um
pino (uma circunferência dividida em quatro com dois quadrantes na diagonal pintados de
vermelho) e do centro com duas retas orientadas e perpendiculares, onde a orientação
identifica o quadrante positivo da peça.
O ponto de origem para “Z” é mostrado no desenho (vista lateral, elevação) como se
demonstra um pino (uma circunferência dividida em quatro com dois quadrantes na
diagonal pintados de vermelho) e do centro com uma reta orientada, onde a orientação
identifica o quadrante positivo da peça.

Montagem do programa
Para se poderem alterar sem muita complicação, os códigos devem ficar assim dispostos.

1ª linha: chamada de cabeçalho.

1º cód.: identificar em qual quadrante vai se trabalhar (normalmente) – G17.


2º cód.: identificar que os eixos vão trabalhar em milímetros – G21.
3º cód.: identificar se o trabalho vai ser executado em absoluto ou incremental – G90.
4º cód.: identificar se o avanço de trabalho será em mm/min ou mm/rot – G94.
5º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;

A primeira linha ficará escrita assim:


G17 G21 G90 G94 ;

2ª linha: posicionamento para troca de ferramenta.

1º cód.: identificar com qual avanço será feito esse movimento – G00.
2º cód.: identificar que origem ela deverá fazer os cálculos – G53 (é bom usar o zero
máquina).
3º cód.: identificar qual corretor deve ser usado, nesse caso sempre – H0.
4º cód.: identificar qual eixo será usado e até onde deverá se deslocar – Z0.

8
5º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;

A segunda linha ficará escrita assim:


G00 G53 H0 Z0 ;

3ª linha: troca de ferramenta.

2º cód.; identificar qual ferramenta deve ir para árvore – T01.


3º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;
Quando quer fazer algum comentário escrito no programa coloca se entre parênteses.
A terceira linha ficará escrita assim:
T01 (Fresa de desbaste);

4ª linha: colocar somente o código de sub rotina OBS não deve ser colocado
nenhum outro código.

1º cód.: identificar a sub rotina de troca de ferramenta – M06.


2º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;
M06;

5ª linha: a ferramenta que está na árvore precisa ser ligada.

1º cód.: Valor da rotação – S1000.


2º cód.: ligar rotação da máquina para direita ou esquerda – M03.
3º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;
A quinta linha ficará escrita assim:
S1000 M03 ;

6ª linha: a máquina deve ser posicionada estando à ferramenta na posição de


troca.

1º cód.: avanço do movimento – G00.


2º cód.: qual origem será usada para executar a usinagem – G54.
3º cód.: coordenada no eixo – X.
4º cód.: coordenada no eixo – Y.
5º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;
A sexta linha ficará escrita assim:
G00 G54 X0 Y0 ;

9
7ª linha: como já identificamos o avanço de aproximação com o G00 na linha
anterior não é necessário colocar ele de novo, temos que colocar o código de
chamada do corretor e o corretor e ligar refrigeranção.

1º cód.: identificar que será usado o corretor de comprimento – G43.


2º cód.: identificar o número do corretor de altura – H01.
3º cód.: identificar o número do corretor de diametro – D01.
4º cód.: movimento e valor do eixo – Z.
5º cód.: devemos ligar a refrigeração – M08.
6º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;

A sétima linha ficará escrita assim:


G43 H01 D01 Z2 M08 ;

Agora entra a programação da peça, quando acaba a usinagem com está ferramenta ele
deve ser trocada dessa forma.

15ª linha: a ferramenta deve sair da peça e deve se desligar a refrigeração.

1º cód.: avanço do movimento – G00.


2º cód.: movimento e valor do eixo – Z2.
3º cód.: devemos desligar a refrigeração – M09.
4º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;

A décima quinta linha ficará escrita assim:


G00 Z2 M09 ;

16ª linha: a ferramenta deve ir para a posição de troca, com a ferramenta


parada.

1º cód.: identificar com qual avanço será feito esse movimento – G00.
2º cód.: identificar que origem ela deverá fazer os cálculos – G53 (é bom usar o zero
máquina).
3º cód.: identificar qual corretor deve ser usado, nesse caso sempre – H0.
4º cód.: identificar qual eixo será usado e até onde deverá se deslocar – Z0.
5º cód.: deve se desligar a ferramenta no eixo árvore – M05.
6º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;

A décima sexta linha ficará escrita assim:


G00 G53 H0 Z0 M05 ;

17ª linha: troca de ferramenta.

10
2º cód.; identificar qual ferramenta deve ir para árvore – T01.
3º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;
Quando quer fazer algum comentário escrito no programa coloca se entre parênteses.
A décima setima linha ficará escrita assim:
T01 (Fresa de desbaste);

18ª linha: colocar somente o código de sub rotina OBS não deve ser colocado
nenhum outro código.

1º cód.: identificar a sub rotina de troca de ferramenta – M06.


2º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;
A décima oitava linha ficará escrita assim:
M06;

19ª linha: a ferramenta que está na árvore precisa ser ligada.

1º cód.: Valor da rotação – S2000.


2º cód.: ligar rotação da máquina para direita ou esquerda – M03.
3º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;

A décima nona linha ficará escrita assim:


S1000 M03 ;

20ª linha: a máquina deve ser posicionada estando à ferramenta na posição de


troca.

1º cód.: avanço do movimento – G00.


2º cód.: qual origem será usada para executar a usinagem – G54.
3º cód.: coordenada no eixo – X.
4º cód.: coordenada no eixo – Y.
5º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;

A décima nona linha ficará escrita assim:


G00 G54X0 Y0 ;

20ª linha: como já identificamos o avanço de aproximação com o G00 na linha


anterior não é necessário colocar ele de novo, temos que colocar o código de
chamada do corretor e o corretor e ligar refrigeração.

1º cód.: identificar que será usado o corretor de comprimento – G43.


2º cód.: identificar o número do corretor de altura – H02.

11
3º cód.: identificar o número do corretor de diametro – D02.
4º cód.: movimento e valor do eixo – Z2.
5º cód.: devemos ligar a refrigeração – M08.
6º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;

A vigésima linha ficará escrita assim:


G43 H02 D02 Z2 M08 ;

Agora entra a programação da peça, quando acaba a usinagem com está ferramenta ele
deve ser trocada dessa forma.

30ª linha: a ferramenta deve sair da peça e deve se desligar a refrigeração.

1º cód.: avanço do movimento – G00.


2º cód.: movimento e valor do eixo – Z2.
3º cód.: devemos desligar a refrigeração – M09.
4º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;

A trigésima linha ficará escrita assim:


G00 Z2 M09 ;

Executa se o programa de acabamento e agora como se termina o programa.

31ª linha: a ferramenta deve ir para a posição de troca, com a ferramenta


parada.

1º cód.: identificar com qual avanço será feito esse movimento – G00.
2º cód.: identificar que origem ela deverá fazer os cálculos – G53 (é bom usar o zero
máquina).
3º cód.: identificar qual corretor deve ser usado, nesse caso sempre – H0.
4º cód.: identificar qual eixo será usado e até onde deverá se deslocar – Z0.
5º cód.: deve se desligar a ferramenta no eixo árvore – M05.
6º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;

A trigésima primeira linha ficará escrita assim:


G00 G53 H0 Z0 M05 ;

32ª linha: a ferramenta deve ir para a posição de troca de peça, com a


ferramenta parada.

1º cód.: identificar com qual avanço será feito esse movimento – G00.

12
2º cód.: identificar que origem ela deverá fazer os cálculos – G53 (é bom usar o zero
máquina).
3º cód.: identificar qual eixo será usado e até onde deverá se deslocar – X-550 (é bom
colocar a máquina no meio da porta para facilitar a troca de peça).
4º cód.: identificar qual eixo será usado e até onde deverá se deslocar – Y 0 (é bom colocar
a mesa perto do operador para facilitar a troca da peça).
5º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;

A trigésima segunda linha ficará escrita assim:


G00 G53 X-550 Y0 ;

33ª linha: troca de ferramenta.

1º cód.; identificar qual ferramenta deve ir para árvore – T00.


2º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;
Quando quer fazer algum comentário escrito no programa coloca se entre parênteses.
A trigésima terceira linha ficará escrita assim:
T00 (árvore livre);

34ª linha: colocar somente o código de sub rotina OBS não deve ser colocado
nenhum outro código.

1º cód.: identificar a sub rotina de troca de ferramenta – M06.


2º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;
A trigésima quarta linha ficará escrita assim:
M06;

35ª linha: fim de programa.

1º cód.: usar o código para finalizar o programa e voltar ao inicio – M30.


2º cód.: finalizar a linha de programação (usar tecla EOB) - ;

A trigésima quinta linha ficará escrita assim:


M30 ;

Como fica o programa na máquina

G17 G21 G90 G94 ;


G00 G53 H0 Z0 ;
T01 (Fresa de desbaste);
M06 ;

13
S1000 M03 ;
G00 G54 X0 Y0 ;
G43 H01 D01 Z2 M08 ;
*
*
*
G00 Z2 M09 ;
G00 G53 H0 Z0 M05 ;
T02 (Fresa de acabamento);
M06 ;
S2000 M03 ;
G00 G54 X0 Y0 ;
G43 H02D02 Z2 M08 ;
*
*
*
G00 Z2 M09 ;
G00 G53 H0 Z0 M05 ;
G00 G53 X-550 Y0 ;
T00 (árvore livre) ;
M06 ;
M30 ;

Interpolação linear

1º programa:- usando a interpolação linear “G00” e “G01”.

G17 G21 G90 G94 ;


G00 G53 H0 Z0 ;
T01 (Fresa de desbaste);
M06;
S1000 M03 ;
G00 G54 X-20 Y-20 ; coordenada de entrada,sempre que possivel igual a de saída.
G43 H01 D01 Z2 M08 ;
G01 Z -2 F100 ;
X -10 Y –10 ;
Y40 ;
X40 ;
Y –10 ;

14
X –10 ;
X -20 Y –20 ; coordenada de saída,sempre que possivel igual a de entrada.
G00 Z2 M09 ;
G00 G53 H0 Z0 M05 ;
G00 G53 X-550 Y0 ;
T00 (árvore livre);
M06;
M30 ;

Faça o desenho da peça e identifique o ponto de conforme o programa,folha anexa.

2º programa:- usando a interpolação linear usando “G00” e “G01”.

G17 G21 G90 G94 ;


G00 G53 H0 Z0 ;
T01 (Fresa de desbaste);
M06;
S1000 M03 ;
G00 G54 X-20 Y-20 ; coordenada de entrada,sempre que possivel igual a de saída.
G43 H01 D01 Z2 M08 ;
G01 Z -2 F100 ;
X -10 Y –10 ;
Y20 ;
X20 Y40 ;
X40 ;
Y20 ;
X20 Y –10 ;
Y –10 ;
X –10 ;
X -20 Y –20 ; coordenada de saída,sempre que possivel igual a de entrada.
G00 Z2 M09 ;
G00 G53 H0 Z0 M05 ;
G00 G53 X-550 Y0 ;
T00 (árvore livre);
M06;
M30 ;

Faça o desenho da peça e identifique o ponto de origem conforme o programa,folha anexa.

Como usar a interpolação circular

A interpolação circular pode ser feita de duas maneiras

15
A primeira maneira usando o código “R” que não é tão preciso e não executa uma
circunferência completa por isso pouco usado.
Para usa-lo temos que seguir algumas regras simples:
1ª Quando “R” for seguido de um valor positivo executará arcos < ou = 180°.
2ª Quando “R” for seguido de um valor negativo executará arcos > 180°.

A segunda maneira é usada em contornos que exigem uma precisão maior. Para se usar a
interpolação circular temos que ficar atentos a alguns detalhes na montagem da linha e
seqüência dos códigos.

Nessa linha entra os códigos “I” “J” “K”, eles identificam para a máquina onde está o
centro do raio a ser usinado.

A letra “I” identifica onde está o centro do círculo em “X” e a medida é de onde está
ferramenta até o centro do círculo, observar se é positivo ou negativo.

A letra “J” identifica onde está o centro do raio em “Y” e a medida é de onde está
ferramenta até o centro do círculo, observar se é positivo ou negativo.

A letra “K” identifica onde está o centro do raio em “Z” e a medida é de onde está
ferramenta até o centro do círculo, observar se é positivo ou negativo.

A linha anterior do “G02” ou “G03” terá a coordenada do inicio do raio em “X” e “Y”.

A linha “G02” ou “G03” terá a coordenada final do raio em “X” e “Y”.

A linha após “G02” ou “G03”, tem que ter obrigatoriamente o código “G00” ou
“G01”.

A montagem da linha para um “G02” interpolação circular no sentido horário onde o


centro do raio é a origem e o diâmetro é de 50 usando uma fresa de diâmetro 20 fica assim:

G00 G54 X0 Y0 ;
G43 H01 D01 Z2 M8 ;
G1 Z-1 F500
G01 X -35 Y0 ;
G02 X -35 Y0 I35 J0 ;
G01 X0 Y0 ;

3º programa:- usando a interpolação circular “G02” (sentido horário) para um diâmetro de


100.

G17 G21 G90 G94 ;

16
G00 G53 H0 Z0 ;
T01 (Fresa de desbaste DIA 20) ;
M06;
S1000 M03 ;
G00 G54 X -70 Y0 ;
G43 H01 D01 Z2 M08 ;
G01 Z -2 F100 ;
X -60 Y0 ;
G02 X-60 Y0 I60 J0 ;
G01 X -70 Y0 ;
G00 Z2 M09 ;
G00 G53 H0 Z0 M05 ;
G00 G53 X-550 Y0 ;
T00(Árvore livre) ;
M06;
M30 ;

Faça o desenho da peça e identifique o ponto de conforme o programa, folha anexa.

4º programa:- usando a interpolação circular “G03” (Sentido anti-horário) para um


diâmetro de 135.

G17 G21 G90 G94 ;


G00 G53 H0 Z0 ;
T01(Fresa de desbaste DIA 20) ;
M06;
S1000 M03 ;
G00 G54 X87.5 Y0 ;
G43 H01 D01 Z2 M08 ;
G01 Z -2 F100 ;
X77.5 Y0 ;
G03 X77.5 Y0 I-77.5 J0 ;
G01 X87.5 Y0 ;
G00 Z2 M09 ;
G00 G53 H0 Z0 M05 ;
G00 G53 X-550 Y0 ;
T00 (Árvore livre) ;
M06;
M30 ;

Faça o desenho da peça e identifique o ponto de conforme o programa, folha anexa.

Algumas conclusões

17
Como podemos verificar a dificuldade para programar nos programas anteriores, tivemos
que fazer contas com o raio da ferramenta, mesmo sendo programas extremamente simples
se torna muito complicado, se tiver que trocar a ferramenta e não encontrar outra com o
mesmo diâmetro teríamos que mudar o programa.

Compensação de raio da ferramenta


A máquina como já foi mencionado tem muitos recursos um deles é a compensação de raio
da ferramenta.
Com esse recurso podemos usar qualquer ferramenta com diâmetro igual ou menor que o
pedido no programa.
O programa é feito com medidas exatas ao desenho, o raio da ferramenta não influenciara
em nenhuma medida do contorno da peça.
Não podemos esquecer-nos do corretor de raio da ferramenta “D”, é ele quem informa
para a máquina o raio da ferramenta para os cálculos internos.
Os códigos usados para compensação de raio são “G41” e “G42”.

G41 a máquina entende que no contorno a ferramenta está à esquerda da peça.

G42 a máquina entende que no contorno a ferramenta está à direita da peça.

Os códigos de compensação de raio podem ser programados em G00 ou G01, a única


obrigatoriedade é o uso do código de saída de compensação “G40”.
Para o uso do G41 e ou G42 os eixos tem que se movimentar para existir a compensação
usa-se por a ferramenta uma distancia maior que o raio da ferramenta longe da peça nos
dois eixos, para a saída deve se usar o mesmo padrão, com isso evitará colisões.
Devemos entender que para o contorno interno não é igual ao contorno externo, ele pode
ser usado para interpolação linear ou circular.

Quando se define o “G17” só se compensa nos eixos “X” e “Y”.

Quando se define o “G18” só se compensa nos eixos “X” e “Z”.

Quando se define o “G19” só se compensa nos eixos “Y” e “Z”.


5º programa:- usando interpolação linear e compensação de raio a esquerda G41.

G17 G21 G90 G94 ;


G0 G53 H0 Z0 ;
T1(Fresa de desbaste DIA 25) ;
M06;
S1000 M03 ;
G0 G54 X -15 Y -15 ;

18
G43 H1 D1 Z2 M8 ;
G1 Z -2 F100 ;
G41 X0 Y –2 ;
Y45.5 ;
X62.3 ;
Y0 ;
X –2 ;
G0 G40 X-15 Y-15 ;
G0 Z2 M9 ;
G0 G53 H0 Z0 M5 ;
G0 G53 X-550 Y0 ;
T0 (Árvore livre) ;
M6;
M30 ;

Faça o desenho da peça e identifique o ponto de origem conforme o programa,folha anexa.

6º programa: usando interpolação linear e compensação de raio a direita G42.

G17 G21 G90 G94 ;


G0 G53 H0 Z0 ;
T1(Fresa de desbaste DIA 32.5) ;
M6;
S1000 M3 ;
G0 G54 X -15 Y -15 ;
G43 H1 D1 Z2 M8 ;
G1 Z -2 F100 ;
G42 X-20 Y0 ;
Y30 ;
X35.5 ;
Y-20 ;
X –20 ;
Y0 ;
G1 G40 X0 Y0 ;
G0 Z2 M9 ;
G0 G53 H0 Z0 M5 ;
G0 G53 X-550 Y0 ;
T0 (Árvore livre) ;
M6;
M30 ;

Faça o desenho da peça e identifique o ponto de origem conforme o programa,folha anexa.


7º programa:- usando interpolação circular G2 e compensação de raio a esquerda G41.

19
G17 G21 G90 G94 ;
G0 G53 H0 Z0 ;
T1(Fresa de desbaste DIA 27) ;
M6;
S1000 M3 ;
G0 G54 X 95 Y0 ;
G43 H1 D1 Z2 M8 ;
G1 Z -2 F100 ;
G41 X 79,85 Y0 ;
G2 X 79.85 Y0 I-79.85 J0 ;
G1 G40 X 95 Y0 ;
G0 Z2 M9 ;
G0 G53 H0 Z0 M5 ;
G0 G53 X-550 Y0 ;
T0 (Árvore livre) ;
M6;
M30 ;

Faça o desenho da peça e identifique o ponto de origem conforme o programa,folha anexa.

9º programa: usando interpolação circular G3 e compensação de raio a direita G42.

G17 G21 G90 G94 ;


G0 G53 H0 Z0 ;
T1(Fresa de desbaste DIA 32.5) ;
M6;
S1000 M3 ;
G0 G54 X0 Y0 ;
G43 H1 D1 Z2 M8 ;
G1 Z -2 F100 ;
G42 X52.8 Y0 ;
G3 X52.8 Y0 I-52.8 J0 ;
G3 X52.8 Y0 I-52.8 J0 ;
G1 G40 X0 Y0 ;
G0 Z2 M9 ;
G0 G53 H0 Z0 M5 ;
G0 G53 X-550 Y0 ;
T0 (Árvore livre) ;
M6;
M30 ;

Faça o desenho da peça e identifique o ponto de origem conforme o programa,folha anexa.

20
Chanfros e arredondamentos
Quando a peça exige um canto chanfrado ou arredondado sem muita precisão, serão usadas
“,”
funções especificas para cada usinagem. Sendo que antes do código é necessário uma
C - É usado para fazer chanfro de 45°.
R – é usado quando para concordância de um canto entre duas interpolações lineares, ou
lineares e circulares ou ainda circulares e circulares, tem que ser arredondado.
Essa função tem regras simples para seu uso na programação:
1ª A coordenada tem que ser a medida do canto sem o chanfro ou raio.
2ª A função tem que ficar no fim da linha.
3ª A função tem que ser na linha antes do chanfro ou raio.
4ª A função pode ser usada com ou sem compensação de raio da ferramenta, porém
normalmente será usada com compensação.
5ª Antes da função tem que ter uma virgula.
Essa regra deve ser usada para as duas funções “C” “R”.

10º programa:- usando interpolação linear com chanfro ou raio nos cantos e compensação
de raio a esquerda G41.

G17 G21 G90 G94 ;


G0 G53 H0 Z -110 ;
T1(Fresa de desbaste DIA 25) ;
M6;
S1000 M03 ;
G0 G54 X-15 Y-15 ;
G43 H1 D1 Z2 M8 ;
G1 Z -2 F100 ;
G41 X0 Y –2 ;
Y55.5 ,C3 ; ou Y55.5 ,R3 ;
X62.3 ,C3 ; ou Y55.5 ,R3 ;
Y0 ,C3 ; ou Y55.5 ,R3 ;
X –2 ;
G0 G40 X-15 Y-15 ;
G0 Z2 M9 ;
G0 G53 H0 Z -110 M5 ;
G0 G53 X-550 Y0 ;
T0 (Árvore livre) ;

21
M6;
M30 ;

Faça o desenho da peça e identifique o ponto de origem conforme o programa.

SUB PROGRAMAS

Quando for preciso fazer um desbaste em várias passadas, o programa fica extenso e
aumenta a margem de erros, e complica a correção pelo numero de linhas.
Quando se prepara a mesma peça em varias posições na máquina, fica difícil de manter um
programa para cada peça.
Para solucionar esse problema usamos um “sub programa”, partes do programa são
repetidas de acordo com a necessidade.

Para um programa de repetição para o eixo “Z”, cada volta teria que descer um pouco.
No inicio falamos sobre medidas absolutas e incrementais “G90” e “G91”, porém com
esses códigos o programa inteiro fica em absoluto ou em incremental, nós só queremos só
um eixo trabalhando em incremental e somente em uma linha, existe uma forma de se fazer
isso, no caso o “Z”, programa-se “G91” antes do “Z” e um “G90” após, geralmente na
primeira linha do sub programa, assim cada vez que ela ler desce o valor indicado pelo “Z”.
O sub programa pode ser feito em um número de programa, como se fosse um outro
programa.
Existem regras para seu uso:
1ª “M98” é a chamada de sub programa, ele fica no programa principal.
2ª “P” vem logo depois do M98 e os dois primeiros algarismos indica o numero de
repetições desejada e os quatro últimos algarismos indica o número do sub programa que o
comando tem que procurar na lista de programas OBS rem que ser colocados quatro
algarismo se necessário coloca-se zeros.
5ª “M99” todo final de sub programa e feito com M99 em uma linha separada só para ele.

A montagem do sub programa fora do programa principal fica, assim:

O1001 (programa principal)


G17 G21 G90 G94 ;
G0 G53 H0 Z -110 ;
T1(Fresa de desbaste DIA 25) ;
M6;
S1000 M3 ;
G0 G54 X -15 Y -15 ; (importante que se consiga colocar o ponto entrada igual ao de saída)
G43 H1 D1 Z2 M08 ;
G01 Z0 F100 ;
M98 P022002;
G0 Z2 M9 ;

22
G0 G53 H0 Z -110 M05 ;
G0 G53 X-550 Y0 ;
T0 (Árvore livre) ;
M6;
M30 ;
;
;
O2002 (sub programa);
G1 G91 Z –2 G90 F100 ;
G41 X0 Y –2 ;
Y65.7 ;
X53.9 ;
Y0 ;
X –2 ;
G0 G40 X-15 Y-15 ; (igual ao ponto de entrada)
M99 ;

INTERPOLAÇÃO HELICOIDAL

Existem casos de ter abrir um furo de diâmetro grande e profundo que pode ser feito com
uma ferramenta usando interpolação circular e helicoidal. Para o programa não ficar
extenso usa-se a função “G02”e “G03”e um sub programa para a hélice, usando uma
sentença.
Para se interpolar um furo essa função, sendo um furo cego, temos que repetir a linha da
interpolação circular sem a função na linha seguinte para que o fundo do furo fique
paralelo, sendo furo passante temos que ter um “Z” com a medida de profundidade da peça
mais pelo uma vez o valor do passo.

Para um furo diâmetro 80 cego com 20 de profundidade e com origem no centro do furo,
usando uma fresa TMAX diâmetro de 50 x 90°.

G17 G21 G90 G94 ;


G0 G53 H0 Z -110 ;
T1(Fresa TMAX DIA 50 x 90°) ;
M6;
S1000 M3 ;
G0 G54 X0 Y0 ;
G43 H01 D1 Z2 M8 ;
G1 Z0 F100 ;
G42 X40 Y0 ;
M98 P11OOO2;
G1 G40 X0 Y0 ;

23
G42 X40 Y0 ;
G2 X0 Y40 I0 J-40 ;
G1 G40 X0 Y0 ;
G0 Z2 M9 ;
G0 G53 H0 Z -110 M5 ;
G0 G53 X-550 Y0 ;
T0 (Árvore livre) ;
M6;
M30 ;

O0002;

G2 X0 Y40 G91 Z-1 G90 I0 J-40;


M99;
Para uma rosca M80 x 2 com origem no centro do furo, usando uma ferramenta de tornear
rosca interna com inserto de passo 2. OBS em rosca não pode ser dado uma volta em
paralelo.

G17 G21 G90 G94 ;


G0 G53 H0 Z -110 ;
T01(FERRAMENTA INTERNA DE ROSCA) ;
M6;
S1000 M3 ;
G00 G54 X0 Y0 ;
G43 H1 D1 Z4 M8 ;
G1 Z2 F100 ;
G42 X40 Y0 ;
M98 P110003;
G01 G40 X0 Y0 ;
G00 Z4 M09 ;
G00 Z2 M09 ;
G00 G53 H0 Z -110 M05 ;
G00 G53 X-380 Y0 ;
M06 T00 (Árvore livre) ;
M30 ;

O0003;

G02 X0 Y-40 G91 Z-2 G90 I0 J40 ;


M99;

Desenhe os dois exemplos anteriores, folhas anexas.

24
Função de Rotação

Quando fazemos um flange com vários oblongos na face, sendo que as coordenadas são em
ângulo, vamos usar a função “G68”.
Essa função serve para mudar a origem em ângulo, ou seja, fazemos um sub programa para
o primeiro oblongo e mandamos repetir após o uso da função “G68”.
Para usar essa função precisamos indicar:
1º Código “G68” após o primeiro oblongo.
2º “X” indicando o centro da rotação no eixo X.
3º “Y” indicando o centro da rotação no eixo Y.
4º “Z” indicando o centro da rotação no eixo Z, quando mudar o plano de usinagem.
5º “R” indicando o ângulo da rotação.
6º Após o uso deve ser cancelado com a linha “G68 X0 Y0 Z0 R0 ;”.

A montagem de um programa com a função “G68” fica assim:

G17 G21 G90 G94 ;


G0 G53 H0 Z -110 ;
T1(Fresa de desbaste DIA 5) ;
M6;
S1000 M3 ;
G0 G54 X36 Y0;
G43 H1 D1 Z2 M8 ;
G1 Z0 F100 ;
M98 P100030;
G68 X0 Y0 Z0 R90 ;
M98 P100030;
G68 X0 Y0 Z0 R0 ;
G68 X0 Y0 Z0 R180 ;
M98 P100030;
G68 X0 Y0 Z0 R0 ;
G68 X0 Y0 Z0 R270 ;
M98 P100030;
G68 X0 Y0 Z0 R0 ;

25
G0 Z2 M9 ;
G0 G53 H0 Z -110 M5 ;
G0 G53 X-550 Y0 ;
T0 (Árvore livre) ;
M6;
M30 ;

O0030 ;

G1 G91 Z –1 G90 F100 ;


X44 ;
G41 X44 Y-6 ;
G3 X44 Y6 I0 J6 ;
G1 X36 ;
G3 X36 Y-6 I0 J-6 ;
G1 X44 ;
G40 X44 Y0 ;
X36 ;
M99 ;

Ciclos de furação
Os ciclos já estão prontos na máquina, eles podem fazer várias operações envolvendo
furação, como:- furos passantes, furos profundos, furo cego, mandrilamento, roscas com
macho e outros.
Observaremos que alguns códigos são iguais em todos os ciclos.
Após o uso tem que ser desativado usando o código “G80”.
Usando mais um recurso conseguimos pular obstáculos entre os furos, para isso devemos
usar também os código G98 e G99.
Onde:

G98 Serve para o salto, ao usar esse código o comando identifica que no retorno da
ferramenta, ela deve voltar para o valor de R e antes de ir para outro furo deve executar
mais um movimento em Z onde o valor será buscado no Z colocado antes do ciclo.

26
G99 Ao usar esse código o comando identifica que no retorno da ferramenta, ela deve
voltar para o valor de R e ir para outro furo.

Ciclo de furação para pontear e furar com broca TMAX G81

“X” Indica o centro do furo no eixo X.


“Y” Indica o centro do furo no eixo Y.
“Z” Indica a profundidade final do furo.
“R” Indica o retorno da ferramenta após o término do furo.
“K” Indica o numero de repetições.
“F” Indica o avanço em G1 durante a furação.
O retorno será em avanço rápido G0 e com rotação.

Ciclo de furação com tempo de espera no fundo do furo G82

“X” Indica o centro do furo no eixo X.


“Y” Indica o centro do furo no eixo Y.
“Z” Indica a profundidade final do furo.
“R” Indica a aproximação da ferramenta antes do inicio do furo.
“P” Indica o tempo de permanência da ferramenta no fundo do furo.
“K” Indica o numero de repetições.
“F” Indica o avanço em G1 durante a furação.
O retorno será em avanço rápido G0 e com rotação.

Ciclo para furos profundos com quebra de cavacos G83

“X” Indica o centro do furo no eixo X.


“Y” Indica o centro do furo no eixo Y.
“Z” Indica a profundidade final do furo.
“R” Indica a aproximação da ferramenta antes do inicio do furo.
“P” Indica o tempo de permanência da ferramenta no fundo do furo.
“Q” Indica a profundidade em cada penetração.
“K” Indica o numero de repetições.
“F” Indica o avanço em G1 durante a furação.

27
O retorno será em avanço rápido G0 e com rotação, entrará em avanço rápido e para 2 mm
ante da última profundidade até alcançar a profundidade final.

Ciclo para rosquear com mandril rígido (porta pinça) direita G84

“X” Indica o centro do furo no eixo X.


“Y” Indica o centro do furo no eixo Y.
“Z” Indica a profundidade final do furo.
“R” Indica a aproximação da ferramenta antes do inicio do furo.
“P” Indica o tempo de permanência da ferramenta no fundo do furo.
“K” Indica o numero de repetições.
“F” Indica o passo da rosca.
O retorno será em avanço igual ao de entrada e com rotação contraria, normalmente não
fazemos a rosca na profundidade final, só faremos uma entrada para facilitar o esquadro.

Ciclo para rosquear com mandril rígido (porta pinça) esquerda G74

“X” Indica o centro do furo no eixo X.


“Y” Indica o centro do furo no eixo Y.
“Z” Indica a profundidade final do furo.
“R” Indica a aproximação da ferramenta antes do inicio do furo.
“P” Indica o tempo de permanência da ferramenta no fundo do furo.
“K” Indica o numero de repetições.
“F” Indica o passo da rosca.
O retorno será em avanço igual ao de entrada e com rotação contraria, normalmente não
fazemos a rosca na profundidade final, só faremos uma entrada para facilitar o esquadro.

Ciclo para passar alargador (desce e sobe com rotação e avanço


programado) G85

“X” Indica o centro do furo no eixo X.


“Y” Indica o centro do furo no eixo Y.
“Z” Indica a profundidade final do furo.
“R” Indica o retorno da ferramenta após o término do furo.

28
“K” Indica o numero de repetições.
“F” Indica o avanço em G1 durante a furação.
O retorno será em avanço igual ao de entrada e com rotação igual a de entrada.

Ciclo para mandrilamento G86

“X” Indica o centro do furo no eixo X.


“Y” Indica o centro do furo no eixo Y.
“Z” Indica a profundidade final do furo.
“R” Indica o retorno da ferramenta após o término do furo.
“K” Indica o numero de repetições.
“F” Indica o avanço em G1 durante a furação.
A ferramenta ao chegar no fim do furo desliga a rotação e retorna em avanço rápido.

Ciclo para mandrilamento com deslocamento da ferramenta G87

“X” Indica o centro do furo no eixo X.


“Y” Indica o centro do furo no eixo Y.
“Z” Indica a profundidade final do furo.
“R” Indica a aproximação da ferramenta antes do inicio do furo.
“P” Indica o tempo de permanência da ferramenta no fundo do furo.
“Q” Indica o valor de recuo da ferramenta antes do retorno.
“K” Indica o numero de repetições.
“F” Indica o avanço em G1 durante a furação.
A ferramenta ao chegar no fim do furo desliga a rotação, recua a ferramenta e retorna em
avanço rápido. (Observação esse ciclo é muito perigoso, simples de obter uma colisão).

Ciclo para passar alargador com tempo de espera no fundo (desce e sobe
com rotação e avanço programado) G87

“X” Indica o centro do furo no eixo X.


“Y” Indica o centro do furo no eixo Y.
“Z” Indica a profundidade final do furo.
“R” Indica o retorno da ferramenta após o término do furo.
“P” Indica o tempo de permanência da ferramenta no fundo do furo.
“K” Indica o numero de repetições.

29
“F” Indica o avanço em G1 durante a furação.
O retorno será em avanço igual ao de entrada e com rotação igual a de entrada, com tempo
de espera no fundo do furo.

Coordenadas Polares
As coordenadas polares é a forma de apresentar os pontos em raios e ângulos, onde o plano
selecionado deve ser o G17 toda coordenada em X representara o raio e Y representara o
ângulo.
Para ativar essa função devemos usar o G16 e para desativar o G15.
As coordenadas polares são usadas em furação de flanges e tampas, para furos que devem
ser posicionados e tenham dimensões em raios e ângulos, por isso usado em ciclos de
furação e diminuindo muito o programa e facilitando uma possível correção.
As coordenadas podem ser programadas em absoluta ou incremental, o mais comum é
programar raio em absoluto e ângulo em incremental.
Quando se programa o ângulo em medidas positivas ocorre uma rotação em sentido anti-
horário, e programado co sinal negativo ocorre uma rotação horária.
Para se fazer seis furos eqüidistantes com um raio de 50 e ângulos de 60°, precisaríamos
calcular e transformar essas medidas em coordenadas lineares e programar um ciclo de
furação, ficaria assim:

G0 G54 X50 YO;


G43 H1 D1 Z2 M8;
G99 G83 X50 Y0 Z-30 R2 Q2 F100;
X25 Y43.301;
X-25;
X-50 Y0;
X-25 Y-43.301;
X25;
G80;
G0 Z2 M9;

Agora vamos ver como fica usando a coordenada polar com G16:

G0 G54 X50 YO;


G43 H1 D1 Z2 M8;
G16;
G99 G83 X50 G91 Y60 G90 Z-30 R2 Q2 K6 F100;
G80;
G15;
G0 Z2 M9;

30