P. 1
CPFL DANOS MORAIS

CPFL DANOS MORAIS

|Views: 1.715|Likes:
Publicado pordiasbatista

More info:

Published by: diasbatista on Apr 24, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

11/06/2012

pdf

text

original

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Seção de Direito Privado -19 a Câmara

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SAO PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRATICA REGISTRADO(A) SOB N°

ACÓRDÃO

RECURSO - APELAÇÃO - PRELIMINAR - CERCEAMENTO DE DEFESA JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE - Cabimento - Hipótese na qual restou afastada a prova técnica, em razão da alteração do objeto da perícia pela própria recorrente - Pretensão de realização de prova testemunhai - Descabimento - Inviável a oitiva de testemunhas para a prova de dados técnicos - Preliminar afastada.

CONTRATO - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - ENERGIA ELÉTRICA Alegação de irregularidades nos equipamentos de medição de consumo Procedimento unilateral adotado pela concessionária para constatação Ausência de dados técnicos - Termo de ocorrência lavrado unilateralmente, sem informar ao consumidor a possibilidade de requerimento de perícia.

CONTRATO - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - ENERGIA ELÉTRICA DANOS MORAIS - Corte de energia efetivado - Abusividade caracterizada - Necessidade de utilização de meios legais para a cobrança do crédito alegado - Impossibilidade de interrupção do serviço, tido por essencial Danos moral caracterizado - Indenização devida, no valor de R$ 10.000,00 - Precedentes jurisprudenciais.

CONTRATO - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - ENERGIA ELÉTRICA OMISSÃO NO JULGADO - Alegação de extemporaneidade da contestação e pedido de restituição da quantia cobrada para substituição do medidor de consumo não apreciados na sentença - Artigo 516 do Código de Processo Civil - Permissivo para análise nesta instância, sem ofensa ao princípio do duplo grau de jurisdição - Extemporaneidade da constestação afastada - Pedido de restituição da quantia atinente à substituição do medidor - Cabimento - A necessidade da troca do aparelho não foi demonstrada - Informação coletada do próprio Termo de Ocorrência lavrado pela ré - Restituição devida.

CONTRATO - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - ENERGIA ELÉTRICA HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS - Tendo sido acolhido os pedidos indenizatórios da autora, não há que se falar em alteração da| sucumbência, mormente, quanto aos honorários advocatícios - Recurso da ré improvido e parcialmente provido o da autora, nos termos deste

Acórdão.

J

a requerida foi condenada a arcar com custas processuais e honorários advocatícios. por votação unânime. que julgou procedente. em parte. da Comarca de SÃO JOSÉ DO RIO PRETO.CPFL e MARLENE BENOSSE ALVES (Just.N 0 991. ACORDAM. sustenta a ocorrência de cerceamento de defesa.07. sendo apelantes CIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ . dando a Apel.161. Apela a requerida. 94). objetivando a inversão do julgamento (fl. indenização por danos morais.041498-2 (7. as custas desde o efetivo desembolso e a verba honorária desde a citação.829-6). negar provimento ao recurso da ré e dar parcial provimento ao recurso da autora. Os embargos de declaração de folha 86 foram rejeitados pela r. Em razão da sucumbência. Preliminarmente. decisão de folha 89. afastando-se o pleito indenizatório. No mérito. relatados e discutidos estes autos de APELAÇÃO N° 991. fixados em 10% do valor da causa. sentença foi contraditória ao julgar antecipadamente o feito. a ação declaratória c.) e apelados OS MESMOS.c. Trata-se de apelação interposta em face da r.161.829-6) .19a Câmara Vistos.041498-2 (7.07. uma vez que houve o julgamento antecipado da lide.São José Do Rio Preto .2 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Seção de Direito Privado . ambos com correção monetária. para impedir o corte no fornecimento da energia e para se reconhecer que o valor cobrado não é devido por falta de provas idôneas do crédito. afirm que a r. em Décima Nona Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça. Grat.Voto 7553 . sentença de folha 75.Giselle/Raquel/Rosana/William .

161. 108).N0 991. ademais. Apelada adesivamente a autora (fl. grande parte da energia usufruída no imóvel. 115 e 122). 110) postulando a reforma do julgado quanto ao pleito indenizatório.Giselle/Raquel/Rosana/William . bem como a devolução do valor pago pela apelante para a substituição da unidade medidora do consumo. que seus atos gozam de presunção de veracidade e legalidade. Argumenta que em a apelada deixou de pagar por 33% da energia consumida no imóvel. posto que a interrupção do fornecimento não pode ser considerada um mero incidente. ainda. A apuração da irregularidade foi feita por meio do Termo de Ocorrência de Irregularidade (TOI).797. posteriormente. dizer que a recorrente deixou de demonstrar essa fraude. Houve contrariedade aos recursos (fl. o que deveria ser observado para fixação dos honorários advocatícios. pois era responsável pela conservação e manutenção do equipamento de medição. lavrado de acordo com os critérios determinados pela Resolução 456/2000 da ANEEL. havendo dívida pendente no montante de R$4. irregularmente. da metade dos pedidos. Afirma que cabia à apelada provar que não perpetuou a fraude e que dela não se beneficiou. Sustenta. É o relatório.07.19a Câmara entender que não houve fraude no medidor e. e que ela é atribuída à recorrida.79. Apel. O recurso foi recebido no duplo efeito (fl.3 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Seção de Direito Privado . por atuar como concessionária de serviço público.041498-2 (7. quanto à sucumbência. Alega que a apelada consumia.829-6) . mediante manipulação do sistema de medição.Voto 7553 . Insurge. no mínimo. Sustenta que não foi apreciada a questão referente à extemporaneidade da contestação apresentada pela apelada. afirmando que a apelada decaiu.São José Do Rio Preto .

Nesse sentido.Giselle/Raquel/Rosana/William .829-6) . Na manifestação de folha 56 a autora argüiu a intempestividade da contestação. observa-se que o Código de Rito dispõe que o juiz conhecerá do pedido. em razão do julgamento antecipado da lide.Voto 7553 . A ré ofereceu manifestação quanto à petição de folha 58. não houver necessidade de produzir prova em audiência" (art. sendo de direito e de fato. a r. "quando a questão de mérito for unicamente de direito. cumpre analisar a preliminar de cerceamento de defesa. que julgou parcialmente procedente a ação. 330. Apel. o qual deu margem à interrupção do fornecimento de energia. proferindo sentença. bem como a condenação da requerida ao pagamento de indenização por danos morais. Em sede de contestação. Sobreveio. 39).161. sentença combatida. a ré/apelante sustentou a existência de fraude no sistema de medição.19a Câmara A autora interpôs ação ordinária visando anulação do Termo de Ocorrência de Irregularidade lavrado pela apelada. afirmando a responsabilidade da autora em relação ao valor cobrado para substituição do medidor de consumo. dando margem aos apelos.041498-2 (7.4 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Seção de Direito Privado .São José Do Rio Preto .07. pretendendo o afastamento do pleito indenizatório (fl. do CPC). I. ou. Já na petição de folha 58 a autora postulou a devolução da quantia cobrada pela ré para substituição do medidor. a regularidade do Termo lavrado e do valor cobrado da autora.N0 991. De proêmio. argüida pela apelante.

nada adiantaria a quem a requereu". aferir sobre a necessidade ou a pertinência de sua produção. O poder conferido ao juiz de indeferir.041498-2 (7.Voto 7553 . ao presidir o processo. não havia mesmo óbice à pronta prestação jurisdicional.São José Do Rio Preto . ou de ofício. Desta forma. se fosse produzida. Magistrado. havendo nulidade a ser declarada.19a Câmara Ademais. igualmente.A requerimento de qualquer interessado. Tomo II. em virtude da substituição do relógio medidor. em despacho motivado.5 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Seção de Direito Privado . cumpre ao julgador. A diligência é inútil quando. de modo nenhum ofende os princípios sãos da processualística. Forense).829-6) . fica afastada a preliminar argüida. pág. que as questões fáticas se resolveriam pelos elementos colacionados aos autos. No caso em comento.161. pode o juiz indeferir as provas inúteis ou meramente protelatórias. a produção de provas oferecidas pelas partes.07. com acerto. 376. concluiu o d. 2 a ed.Giselle/Raquel/Rosana/William . na condição de destinatário da prova.. sendo descabida a produção de prova pericial. não Apel. n° 3. operada há quase um ano da data da sentença.N0 991. como se extrai da lição de Pontes de Miranda: TROVAS INÚTEIS OU MERAMENTE PROTELATÓRIAS . a produção de prova testemunhai para constatação de dados técnicos. Descabida. (Comentários ao Código de Processo Civil. conquanto a controvérsia não envolva matéria unicamente de direito. ou por algum dos interessados.

Giselle/Raquel/Rosana/William .6 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Seção de Direito Privado . não se pode atribuir a autoria da fraude a quem quer que seja. na ação cautelar em apenso.Voto 7553 . quem cometeu a fraude. na hipótese. em regra.161. Todavia. nos autos Apel.N0 991. Ressalte-se que. unilateralmente.041498-2 (7. vê-se que não foi esclarecido à recorrida que possuía o direito de requerer a realização de . a coação do consumidor foi levada a efeito. Em casos semelhantes. 12). apurado perícia na ocasião. da referida Resolução. Situação revertida apenas com a concessão de liminar.São José Do Rio Preto . sem saber. ao certo. E não se justifica que a requerida/apelante ameace os consumidores com o corte de energia elétrica para receber o valor que entende correto. no caso presente. inciso II.07. como já observado. mediante a interrupção no fornecimento de energia ao imóvel da apelada. Q / v Na hipótese.19a Câmara No mérito. No entanto. do exame dos autos.829-6) . Em suas razões recursais a apelante afirma que o Termo de Ocorrência de Irregularidade (TOI) foi lavrado de acordo com a Resolução 456/00 da ANEEL. a alteração procedida pela própria recorrente inviabilizou a produção de prova pericial. tal qual dispõe o artigo 72. é possível constatar que a alegação de fraude e as afirmações lançadas no Termo de Ocorrência de Irregularidade foram feitas de forma unilateral pela recorrente (fl. a empresa concessionária de serviço público ameaça proceder o corte no fornecimento de energia elétrica para obrigar o consumidor a reconhecer um débito. ainda que a autora possa ter se beneficiado com a apuração de um consumo de energia elétrica menor. examinando-se os autos.

Voto 7553 . A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.07. Apel. Porém. provar sua afirmação. não é só. se a recorrente suspeitava de fraude desde aquela época. Nesse particular. vem ao encontro do que aqui se afirma.829-6) . Ressaltando-se que se a concessionária argüiu a existência de irregularidades. ordinariamente. Outro aspecto relevante é a ausência do histórico de consumos da apelada.N 0 991.161. Verifica-se que o Termo de Ocorrência apontou a existência de fotografias demonstrando a suposta fraude.7 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Seção de Direito Privado .19a Câmara deste processo. prova possível à recorrente. de rigor concluir-se pela ausência de provas para legitimar a conduta da recorrente. bem como a apuração da suposta fraude. a ela competia. 333. II do CPC). Desta feita. <s y / .São José Do Rio Preto .Giselle/Raquel/Rosana/William . o ônus de provar a fraude não era do consumidor. No entanto. tendo em vista a inviabilidade de obrigar o consumidor a fazer prova negativa (inexistência de fraude). esperou mais de dois anos para tomar alguma atitude. que ora se colaciona. não se desincumbindo a recorrente da prova que lhe competia para legitimar a suspensão do fornecimento e a cobrança pretendida (art. desde o ano de 2002.041498-2 (7. questiona-se a razão pela qual. Ao contrário do que afirmou a recorrente. referidas provas também não foram apresentadas pela apelante. caso pretendesse demonstrar a alegada alteração significativa no consumo.

a fim de que fosse estabelecida qualquer irregularidade.8 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Seção de Direito Privado .19a Câmara ". se credita de valores e os cobra sob ameaça de corte no fornecimento de energia.São José Do Rio Preto .041498-2 (7. o corte de energia elétrica. se não foi apurada a autoria da fraude. DJ 01/02/06). (Resp.07.A concessionária que dispensa a constatação policial. como é possível responsabilizar e punir a apelada com a interrupção da energia elétrica. havia necessidade de que a dita fraude fosse apurada por terceiro. j . adota atitude violadora dos artigos 22 e 42 da Lei Federal 8070 (CDC). e não somente pela requerida. 13. que não pode ser interrompido. ou mesmo exigir-lhe o pagamento de quantia apurada unilateralmente pela concessionária? Ao contrário do que afirma a apelante.. não era possível... que é de ação pública. Ora. há o delito do artigo 155 § 3o do Código Penal. em tese. Nesse sentido é o entendimento pacífico da jurisprudência: Apel.Voto 7553 .I.783/89. uma vez que.. II .N 0 991.Giselle/Raquel/Rosana/William .161. segundo o que dispõe o artigo 22 do Código de Defesa do Consumidor e a Lei n° 7. De fato. retira o relógio. no caso em tela. 783102/rj.12.05. Trata-se de serviço público essencial.A existência de indícios de violação no relógio de medição de consumo de energia elétrica implica na participação policial para periciar o equipamento.829-6) .

Apel. uma vez que esse procedimento configura verdadeiro constrangimento ao consumidor que procura discutir no Judiciário débito que considera indevido (REsp.041498-2 (7. " 1 . J O S É P / DELGADO. Rei.N 0 991. posto bem indispensável à vida. Uma vez contestada em juízo dívida decorrente de suposta fraude no medidor do consumo de energia elétrica. Castro Meira.06. em que há os meios ao^ * ordinários de cobrança. 946155. Min.. Contestada em juízo dívida apurada unilateralmente e decorrente de suposta fraude no medidor do consumo.489/RS. Min. j.4. 42 do Código de Defesa do Consumidor.829-6) ./.9 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Seção de Direito Privado . Rei. 26. Primeira Turma. 2. Min. há ilegalidade na interrupção no fornecimento de energia elétrica.2006).486/RS.° 772. 3. É que resta cediço que a "suspensão no fornecimento de energia elétrica somente é permitida quando se tratar de inadimplemento de conta regular. em face da essencialidade do serviço..173/RS.07). DJ de 06.03.Giselle/Raquel/Rosana/William .07.173/RS. bem como no AgRg no AG 633. restando incabível tal conduta quando for relativa a débitos antigos não-pagos. A concessionária não pode interromper o fornecimento de energia elétrica por dívida relativa à recuperação de consumo não-faturado. relativa ao mês do consumo.São José Do Rio Preto . fl Precedente: AgRg no Ag n° 633. 2 a Turma. sob pena de infringência disposto no art." (REsp 772.19a Câmara ".161. Rei.Voto 7553 . DJ de 02/05/05. apurada a partir da constatação de fraude no medidor. no julgamento do REsp n. Francisco Falcão. Entendimento assentado pela Primeira Turma.

161.Voto 7553 . 42. 1 a Turma do STJ. a interrupção do fornecimento de energia elétrica. do Código de Defesa do Consumidor.829-6) .00/2 TJ/SP -32a Câmara . por isso que não há cogitar suspensão do fornecimento de energia elétrica pelo inadimplemento.São José Do Rio Preto .2005). é preciso que exista prova inequívoca da real participação do usuário na alegada Apel.°.10 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Seção de Direito Privado . art.N" 991. o litígio não gravita em torno de inadimplência do usuário no pagamento da conta de energia elétrica (Lei 8. 15. Orlando Pistoresi .Giselle/Raquel/Rosana/William . máxime quando dispõe a concessionária e fornecedora dos meios judiciais cabíveis para buscar o ressarcimento que entender pertinente. A respeito da matéria. em que cabível a interrupção da prestação do serviço. 6.' 24. mostra-se prudente manter-se a ligação em prestígio ao princípio da continuidade dos serviços públicos" (Al 883.987/95. esta Colenda Corte já teve oportunidade de decidir: "Se a apuração unilateral da concessionária dos serviços públicos está sendo questionada pelo usuário.°. em tese. j. § 3. Relator Ministro Luiz Fux. In casu. (REsp. 854002/RS.Real. sob pena de infringência ao disposto no art.07.19a Câmara não há que cogitar em suspensão do fornecimento. II). E.041498-2 (7.888.2007).05. 4. mais: "Embora admissível. Des.

588-7). contrárias ao direito da parte hipossuficiente. que integra a 14a Câmara de Direito Privado. ao debater sobre o assunto: "Vê-se. Des.Giselle/Raquel/Rosana/William .Rei. (c) não permitiu um correto exercício do direito de defesa. portanto.404-00/OTJ/SP .N0 991. que a ré se utiliza de medidas drásticas e. não devendo fazê-lo de forma constrangedora e ne de maneira coercitiva. Apel. com fundamento no art. conforme disciplina o Codecon. mesmo porque negada a existência de qualquer irregularidade. ainda. 883. Tudo isso se traduz em nítida desvantagem aos interesses da autora".19a Câmara fraude ou mesmo que se demonstre correção de cálculo.05). 24. que exponha o devedor ao ridículo. Virgílio de Oliveira Júnior. Até que se apurem os fatos sob o crivo do contraditório. Ressalte-se que a concessionária possui outros meio para efetuar a cobrança. § 7o do Código de Processo Civil" (Al. pois (a) apurou unilateralmente o consumo. Kioitsi Chicuta J. (e) utilizou a interrupção do fornecimento de energia como forma de pressionar o consumidor a aceitar suas condições.02. (d) exigiu a assinatura no instrumento de confissão de dívida.829-6) . portanto.041498-2 (7. trecho pingado do acórdão prolatado pelo Des.. Cabe acrescentar.07.Voto 7553 .11 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Seção de Direito Privado .São José Do Rio Preto .161. 7. 273.096. convém a concessão da tutela de urgência. (b) lançou valores baseados em uma portaria interna. (Ap.

12 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Seção de Direito Privado . sendo possível a fixação de indenização por danos morais.07. Dessa maneira. posto que não comparável a um mero aborrecimento. no sentido de que indenizações não devem servir ao enriquecimento da vítima. Destaca-s que esse também foi o patamar observado em precedentes dessa E. nesses moldes. de o agente da Administração promover a pronta substituição do aparelho adulterado e tomar as medidas adequadas. o que assegura ao consumidor exercer de maneira ampla seu direito de defesa para contestar a existência da infração ou valores. nem tão pequena que se torne inexpressiva. mas à compensação pelo que perdeu e deixou de ganhar. havendo amparo legal para o pedido indenizatório não só nos artigos 186 e 927 do Código Civil. Nesse particular.Giselle/Raquel/Rosana/William .829-6) . O transtorno causado à autora deve ser reparado. como também no Estatuto de Defesa do Consumidor.161. nem existe dúvida na jurisprudência.Voto 7553 .pág. 1990. reflete indenização condizente com a situação descrita nos autos. Câmara: Apel. o valor de R$ 10. sem prejuízo.000."(Responsabilidade Civil.19a Câmara Por maior que seja a gravidade da falta constatada. Forense. representa ilícito civil pelo qual a concessionária deve responder. é claro. a indenização deve ser constituída de soma compensatória "nem tão grande que se converta em fonte de enriquecimento. 2a edição. O corte no fornecimento de energia. Como preleciona Caio Mário da Silva Pereira. caso positivada a materialidade da infração. 67).São José Do Rio Preto .N" 991. não divergem os doutrinadores.041498-2 (7. impõe o ordenamento jurídico que a cobrança se faça pela via judicial.00 (dez mil reais).

Necessidade de permitir ao usuário o acompanhamento de todo o procedimento de constatação Impossibilidade de diagnóstico de irregularidades pretéritas. rei.Recurso provido" (AC 7373974100.829-6) .07.19a Câmara "DECLARATÓRIA - Inexistência de débito - Dívida decorrente de irregularidades no consumo de energia elétrica Apuração unilateral pela concessionária - Impossibilidade . "INDENIZAÇÃO- Danos Morais - Fornecimento por concessionária .041498-2 (7.N 0 991. 31/08/2009). 335 do CPC . se houve a troca do aparelho de medição Constatação técnica que deveria ter ocorrido na época dos fatos. 19 a Câmara de Direito Privado. "caput".13 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Seção de Direito Privado . Des.São José Do Rio Preto .Pagamento de preço público ou taxa Interrupação ou suspensão do fornecimento de energia elétrica por alegados problemas inerentes na leitura do relógio medidor da unidade da consumidora .Ilegalidade Inteligência do disposto no artigo 14. Apel. j . DECLARATÓRIA .Corte no fornecimento. do CDC Hipótese em que a suspensão ou interrupção do fornecimento de energia elétrica na unidade consumidora da Autora foi abusiva.Voto 7553 . Sebastião Junqueira.Giselle/Raquel/Rosana/William . ilegal e truculenta. irregularidades diante Dano de apuração unilateral de Prova moral caracterizado decorrente da experiência comum .Inexistência de débito Prestação de serviços de energia elétrica . com a presença de assistente técnico do usuário Recurso provido.Inteligência do art. pois antes de encetar a suspensão do fornecimento de energia elétrica.161.

Paulo Hatanaka. poder encetar a interrupção do fornecimento de energia elétrica . j .60). 23/06/2008) Finalmente.00 (DEZ MIL REAIS). a Ré-Apelada ter cumprido o disposto no art.19a Câmara deveria. 43.São José Do Rio Preto . do CDC.07. De fato. Sendo assim. primeiramente. e apresentação da respectiva contestação.Ocorrência de má prestação do serviço de fornecimento de energia elétrica . Des.N0 991. rei. após. que.14 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Seção de Direito Privado .000.Voto 7553 . a regra constante do artigo 516 do Código de Processo Civil permite que a matéria seja apreciada nesta instância.Recurso provido" (AC 7144451400. é efetivamente tempestiva. 2o. de forma razoável e eqüitativa. a contestação apresentada em 25/08/05r conforme protocolo de folha 39. feita a anterior e devida comunicação do problema à consumidora para. ser tipificada como danos morais. foram. Apel. Já na manifestação de folha 58. corrigidos desta data .161..829-6) . na petição de folha 56 a autora argumenta que o prazo para a apresentação da contestação teve início em 24/08/05.Situação vexatória a que foi submetida a Autora deve.Giselle/Raquel/Rosana/William . na lacuna do julgado quanto as manifestações da autora de folhas 56 e 58. ou seja. devem ser arbitrados em R$ 10. sem ofensa ao duplo grau de jurisdição. par. findando em 08/09/05. exigida após a propositura da presente ação. 19a Câmara de Direito Privado. no caso. a autora postulou" a restituição da quantia paga para troca do medidor de consumo (R$ 222.041498-2 (7. sem dúvida.

Nesse caso. uma vez admitidos os pleitos indenizatórios da autora. Desta feita. dá se parcial provimento ao recurso da autora.00. mormente quanto aos honorários advocatícios.000. as informações anotadas no Termo de Ocorrência. na oportunidade da respectiva vistoria. desta forma. para evitar a propositura de nova demanda a esse respeito. corrigidos desta data.Voto 7553 .15 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Seção de Direito Privado . a necessidade de sua substituição não ficou demonstrada.São José Do Rio Preto . na petição de folha 72. A ré sustentou a legalidade da cobrança da substituição do medidor. Ocorre que sem a prova da fraude no equipamento.N 0 991. Assim porque. para condenação da ré ao pagamento de indenização por danos morais. o preposto da ré anotou que não haveria necessidade de substituição do medidor (fl. nega-se provimento ao apelo da ré. e o ônus de novo equipamento não poderia. Contudo. a partir da citação. computando-se juros de mora de 1 % ao mês. a troca do equipamento efetivamente ocorreu. Ante o exposto. para tanto.041498-2 (7.07. não há que se falar em reparos à r. 12). observando-se. cumpre a apreciação da questão. sentença no que toca aos ônus da *~ sucumbência. No entanto.Giselle/Raquel/Rosana/William . e.19a Câmara O despacho de folha 61 dispôs que referido pedido seria apreciado na sentença. o julgado deixou de se pronunciar a respeito da matéria. bem como para condenação da requerida à restituição da quantia Apel. ser repassado ao consumidor. no importe de R$ 10.829-6) .161. invocando-se o princípio da efetividade.

N0 991.19a Câmara R$222. sem alteração da sucumbencia.041498-2 (7. Apel. computando-se os juros moratorios de 1% ao mês.São José Do Rio Preto .Giselle/Raquel/Rosana/William . Presidiu NEGRÃO e dele o julgamento os o Desembargador RICARDO CONTI participaram Desembargadores MAURO MACHADO e PAULO HATANAKA.16 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Seção de Direito Privado . atualizada da data do desembolso.Voto 7553 . a partir da citação.07.161.829-6) .60.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->