P. 1
ANÁLISE MULTIVARIADA DA COMPOSIÇÃO CORPORAL EM

ANÁLISE MULTIVARIADA DA COMPOSIÇÃO CORPORAL EM

|Views: 3.472|Likes:
Publicado porDalmo Machado

More info:

Published by: Dalmo Machado on Apr 30, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/18/2013

pdf

text

original

Sections

  • 1 INTRODUÇÃO
  • 2 OBJETIVOS
  • 3 REVISÃO DE LITERATURA
  • 3.1 Definição de termos
  • 3.2 Procedimentos estatísticos na proposição de modelos
  • 3.3 Absortometria de raios-X de dupla energia – DXA
  • 3.3.1 Aplicabilidade da DXA em crianças e adolescentes
  • 3.4 Estimativa da massa de gordura
  • 3.5 Estimativa da massa muscular
  • 3.6 Estimativa da massa óssea
  • 3.7 Estimativa da água corporal total
  • 3.8 Pico de velocidade de crescimento
  • 3.9 Modelos pediátricos antropométricos mais utilizados
  • 3.10 Composição corporal do jovem esportista
  • 4 MATERIAIS E MÉTODOS
  • 4.1 Planejamento e autorizações
  • 4.2 Coleta dos dados
  • 4.2.1 Procedimentos nas medidas
  • 4.2.2 Idade milesimal
  • 4.2.3 Classificação em esportistas (ES) e não-esportistas (NE)
  • 4.2.4 Antropometria
  • 4.2.5 Precisão das medidas
  • 4.2.6 Maturação
  • 4.2.7 Composição corporal multicomponente
  • 4.2.7.1 Medidas da DXA
  • 4.2.7.2 Cálculo da massa de gordura (MG)
  • 4.2.7.3 Cálculo da massa muscular (MM)
  • 4.2.7.4 Cálculo da massa mineral óssea (MO)
  • 4.3 Procedimentos estatísticos
  • 5 RESULTADOS
  • 5.1 Validação cruzada
  • 6 DISCUSSÃO
  • 6.1 Dimensionamento amostral
  • 7 CONCLUSÃO
  • REFERÊNCIAS

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE














Título Provisório:

ANÁLISE MULTICOMPONENTE DA COMPOSIÇÃO
CORPORAL EM JOVENS ESPORTISTAS E NÃO
ESPORTISTAS



Dalmo Roberto Lopes Machado







SÃO PAULO
- 2007 -







Título Provisório:

ANÁLISE MULTICOMPONENTE DA COMPOSIÇÃO
CORPORAL EM JOVENS ESPORTISTAS E NÃO
ESPORTISTAS




DALMO ROBERTO LOPES MACHADO














ORIENTADOR: Prof. Dr. VALDIR JOSÉ BARBANTI

Tese apresentada à Escola de Educação Física
e Esporte da Universidade de São Paulo, como
requisito parcial para obtenção do título de
Doutor em Educação Física.
iii





SUMÁRIO

Página
1 INTRODUÇÃO ........................................................................................... 1
2 OBJETIVOS ............................................................................................... 3
3 REVISÃO DE LITERATURA ...................................................................... 4
3.1 Definição de termos ..........................................................................................6
3.2 Procedimentos estatísticos na proposição de modelos ................................6
3.3 Absortometria de raios-X de dupla energia – DXA ...................................... 10
3.3.1 Aplicabilidade da DXA em crianças e adolescentes ................................... 15
3.4 Estimativa da massa de gordura ................................................................... 16
3.5 Estimativa da massa muscular ...................................................................... 18
3.6 Estimativa da massa óssea ........................................................................... 21
3.7 Estimativa da água corporal total .................................................................. 23
3.8 Pico de velocidade de crescimento ............................................................... 25
3.9 Modelos pediátricos antropométricos mais utilizados ................................. 28
3.10 Composição corporal do jovem esportista.................................................... 34
4 MATERIAIS E MÉTODOS ....................................................................... 36
4.1 Planejamento e autorizações ......................................................................... 37
4.2 Coleta dos dados ............................................................................................ 38
4.2.1 Procedimentos nas medidas .......................................................................... 38
4.2.2 Dimensionamento amostral ........................................................................... 67
iv


4.2.3 Idade milesimal ................................................................................................ 39
4.2.4 Classificação em esportistas (ES) e não-esportistas (NE) ......................... 39
4.2.5 Antropometria .................................................................................................. 40
4.2.6 Precisão das medidas .................................................................................... 42
4.2.7 Maturação ........................................................................................................ 42
4.2.8 Composição corporal multicomponente ........................................................ 43
4.2.8.1 Medidas da DXA ............................................................................................. 44
4.2.8.2 Cálculo da massa de gordura (MG) .............................................................. 46
4.2.8.3 Cálculo da massa muscular (MM) ................................................................. 46
4.2.8.4 Cálculo da massa mineral óssea (MO) ......................................................... 46
4.3 Procedimentos estatísticos ............................................................................ 47
5 RESULTADOS ........................................................................................ 48
5.1 Validação cruzada ........................................................................................... 62
6 DISCUSSÃO ............................................................................................ 66
7 CONCLUSÃO .......................................................................................... 71
REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 71











v


LISTA DE FIGURAS

Página
FIGURA 1 - Níveis de composição corporal (N = nitrogênio; CH =
carboidratos). (Adaptado de WANG et al., 1992). ........................................ 7



























vi


LISTA DE TABELAS

Página
TABELA 1 – Comparação dos métodos para estimativa da massa músculo-
esquelética em humanos. ................................................................ 16
TABELA 2 - Modelos antropométricos da composição corporal para crianças e
adolescentes. ................................................................................... 22
TABELA 3 - Determinação do tamanho da amostra. ............................................ 35
TABELA 4 - Classificação do Pico de Velocidade de Crescimento ....................... 39





















vii


LISTA DE SIGLAS

ε Erro máximo
γ
Z
Grau de confiança
2
σ Variabilidade
S Desvio padrão
γ
Índice de confiança
X Média amostral
%G Percentual de gordura
n Número amostral
ACT Água corporal total
ANOVA Análise de variância
C Constante
CC Composição corporal
CH Carbohidrato
CMO Conteúdo mineral ósseo
Dc Densidade corporal
DXA Absortometria de raios-X de dupla energia
DMO Densidade mineral óssea
EPE Erro padrão de estimativa
F1 Fração um
F2 Fração dois
ES Esportistas
NE Não esportistas
IMC Índice de massa corporal
IMG Índice de massa de gordura
IMIG Índice de massa isenta de gordura
K
40
Potássio
40

MG Massa gorda
MIG Massa isenta de gordura
MTM Massa de tecido mole
MM Massa muscular
N Nitrogênio
PVC Pico de velocidade de crescimento
RM Ressonância magnética
TC Tomografia Computadorizada
TM Tecido mole




1 INTRODUÇÃO

A sociedade moderna tem utilizado os recursos tecnológicos para
facilitar suas tarefas habituais, resultando na adoção de um estilo de vida com
características hipocinéticas, dada à enorme redução da participação motora nas
suas atividades. O aumento do comportamento sedentário pode levar a sobrepeso
e/ou obesidade, afetando a saúde e o bem-estar. Em casos extremos, pode acarretar
o aparecimento de outras doenças como as coronarianas, a hipertensão,
determinados tipos de câncer, diabetes mellitus não-insulino-dependente, doença de
vesícula biliar, dislipidemia, osteodistrofia, podagra (gota) e doenças pulmonares.
Esta incidência hipocinética perniciosa não se limita apenas à
população adulta. Como resultado, nos últimos anos, mais de 20% das crianças
americanas apresentaram altos índices de sobrepeso e obesidade (KOTTKE, WU &
HOFFMAN, 2003). A mesma tendência também ocorre no Brasil (IBGE, 2006). No
estudo da tendência secular do estado nutricional de adolescentes, os últimos
levantamentos do IBGE (2006) revelam que o sobrepeso aumentou nas últimas
décadas de 3,9% (1974-1975) para 18% (2002-2003) e a obesidade foi de 0,1%
(1974-1975) para 1,8% (2002-2003). Outros estudos confirmam esta tendência
(MONTEIRO & CONDE, 1999; MONTEIRO, SILVA & NAZÁRIO, 1999; MONTEIRO,
BENICIO, CONDE & POPKIN, 2000;), alertando para a necessidade de um
monitoramento eficaz e sistemático, além da efetivação de programas de ações
preventivas.
Um estilo de vida tipicamente sedentário envolvendo crianças e jovens
acarreta alterações metabólicas com riscos diversos para a saúde. A
responsabilidade profilática do sobrepeso e da obesidade não é exclusiva de uma
classe profissional, mas do esforço conjunto de todos os que têm um contato
sistemático com as crianças, incluindo o profissional de educação física.
Além da possibilidade de atuação preventiva da educação física, há o
interesse na intervenção e orientação de exercícios visando o rendimento. No
esporte infanto-juvenil, o desempenho motor em parte é dependente das estruturas
2


corporais do praticante e da prontidão para o movimento a partir do estágio
maturacional. O avanço das técnicas de treinamento para jovens exige hoje maior
precisão nas orientações, direcionamento do planejamento e adequação morfológica
para determinadas modalidades esportivas. Entretanto, quando se pretende intervir
nas orientações de exercícios ou no estilo de vida do jovem adolescente, esbarra-se
numa questão metodológica quanto à determinação da composição corporal (CC), e
qual sua interdependência com a maturação e a prática esportiva.
Geralmente as competições esportivas infanto-juvenis, além de
adotarem uma classificação distinta para cada modalidade, não levam em conta as
diferenças de maturação, do volume muscular, da constituição física e do tamanho
corporal. Assim, não é incomum notar grandes diferenças físicas entre os
competidores de uma mesma categoria, quando apenas a idade é considerada. No
entanto ainda não é conclusivo o que se sabe sobre os processos que levam à
prontidão e amadurecimento dessas estruturas durante a adolescência, nem quanto
dessas dimensões corporais são dependentes do status maturacional, exigindo maior
atenção quando as crianças são expostas a um contexto competitivo.
Possivelmente este problema poderia ser minimizado, se algumas
formas de identificação dessas estruturas corporais (músculo, gordura e ossos), bem
como sua relação com diferentes idades e estágios de maturação fossem
mensuráveis de forma mais objetiva.
Permanece, porém um desafio aos pesquisadores da área. Como
quantificar de forma prática, segura e a baixo custo, as estruturas da CC durante a
maturação na adolescência, mediante procedimentos válidos, considerando os
estágios da maturação e o envolvimento em práticas esportivas?
A investigação e quantificação dos componentes minerais, teciduais,
ósseos e musculares apresentam alternativas bem estabelecidas, entretanto o
acompanhamento das relações desses componentes durante a infância e
adolescência, bem como sua relação com a maturação, ainda são inconclusivos.
Além do mais, os recursos para estas estimativas geralmente são diversificados,
complexos e dispendiosos, limitando sua utilização para grandes populações.
3


As propostas atuais para estimar, por exemplo, a gordura corporal em
crianças e adolescentes, além de específica para determinadas populações, em
geral assumem modelos bicompartimentais a partir da densidade corporal, limitando
as generalizações e a precisão na estimativa dos componentes corporais. Quando a
gordura é estimada a partir da densidade corporal (i.e. massa magra e massa gorda),
não podem ser consideradas as variações do conteúdo mineral ósseo (MO), água
corporal total (ACT), proteína e massa isenta de gordura (MIG) durante uma fase da
vida de importantes mudanças.
Portanto, estudos que levem em conta o fracionamento do peso
corporal de forma multicompartimentada, considerando a associação com a
maturação e as práticas esportivas, parecem desejáveis para uma interpretação mais
precisa dos constituintes corporais. Sobretudo, a interpretação da dinâmica da CC
durante o crescimento e a maturação na adolescência, podendo gerar valiosa
informação.
Com exceção dos recursos disponíveis para uso em ambiente de
laboratório, não foi encontrada nenhuma estimativa da CC de forma
multicompartimentada, considerando a maturação e a prática esportiva para jovens
brasileiros. Assim, uma interface entre esta lacuna e a investigação da CC de forma
compartimentada em crianças e adolescentes, deve contribuir para o avanço do
conhecimento e da atuação profissional.

2 OBJETIVOS

a) Identificar e quantificar os componentes da CC, considerando
maturação, idade cronológica e prática esportiva referenciados por análise
multicomponente da composição corporal;
b) Relacionar massa muscular, massa óssea e massa de gordura com
idade, maturação, prática esportiva;
4


c) Propor modelos matemáticos mediante regressão, para estimativa
dos tecidos ósseo, muscular e adiposo a partir das variáveis antropométricas e testar
esses modelos mediante validação cruzada, estabelecendo os erros de estimativa; e
d) Comparar a CC entre jovens esportistas e não esportistas.

3 REVISÃO DE LITERATURA

Durante o desenvolvimento do corpo, a composição do organismo
ocorre pelo processo de acúmulo de nutrientes e de outros substratos, dando origem
aos tecidos, órgãos e massa corporal, ocorrendo estruturação desses elementos em
blocos, com suas formas e funções específicas (HEYMSFIELD, LOHMAN, WANG &
GOING, 2005).
As técnicas de análise da composição corporal (CC) revelam que as
modificações dessas construções (em blocos) estão relacionadas à idade e ao
estágio metabólico. Cientistas de diferentes disciplinas bem como profissionais da
área da saúde, recorrem às medidas de CC em animais e humanos, com propósitos
de pesquisas e de diagnósticos. Para que as investigações sejam eficientes, torna-se
necessário a consideração de três questões interligadas e que definem as pesquisas
de CC: 1. Os modelos e seus pressupostos; 2. Os procedimentos metodológicos
utilizados; e 3. A variabilidade biológica da CC.
A primeira dessas questões (modelos e seus pressupostos) inclui os
modelos e os princípios que envolvem a CC, seus componentes, as definições
específicas e as relações entre esses componentes. Do ponto de vista bioquímico,
por exemplo, existem cerca de 30 a 40 componentes principais no corpo humano.
Quando combinados, permitem agrupamentos em diferentes níveis mediante
estruturação em algumas formas matemáticas, chamadas assim de modelos. Um
desses modelos clássicos é a estimativa da massa isenta de gordura (MIG) a partir
da água corporal total (ACT), assumindo que a massa isenta de gordura
(MIG)=ACT/0,732 (PACE & RATHBUN, 1945) é composta de 73,2% de água –
valores constantes em adultos.
5


A pesquisa da CC caminha para um consenso em aceitar o modelo de
classificação de cinco níveis, em que a massa corporal é considerada como a soma
de todos os componentes em cada um desses cinco níveis: atômico, molecular,
celular, órgão-tecidual e de corpo total (WANG, PIERSON & HEYMSFIELD, 1992).
Certos princípios são inerentes a este modelo e ultimamente as propostas de CC
tendem a obedecer a esta conceituação (FIGURA 1). A soma de todos os
componentes em cada um dos cinco níveis é equivalente à massa corporal.









FIGURA 1 - Níveis de composição corporal (N = nitrogênio; CH = carboidratos). (Adaptado
de WANG et al., 1992).

A segunda questão das pesquisas da CC relaciona-se aos
procedimentos metodológicos utilizados. Diferentes métodos estão disponíveis para
medidas in vivo e in vitro, dentro dos principais componentes dos cinco níveis
apresentados (FIGURA 1). Muitos métodos permitem estabelecer relações intra-
sujeitos dentre os componentes intra e inter níveis. Alguns métodos são baseados
nessas relações permitindo formulação de modelos específicos ou novas formas de
combinações.
A terceira questão de pesquisa da CC está relacionada à sua
variabilidade biológica intra e inter sujeitos - e esta envolve as mudanças na CC
N e outros
elementos
Hidrogênio
Oxigênio
Minerais, CH e
outras moléculas
Proteína
Lipídeo
Água
Carbono
Nível Molecular
Sólidos
extracelulares
Fluídos
extracelulares
Adipócitos
Células
Outros tecidos
Órgaõs vicerais
Ossos
Músculo
esquelético
Tecido adiposo
Nível Atômico Nível Celular
Cabeça
Tronco
Membros
Nível Órgão-
Tecidual
Nível de Corpo
Total
6


relacionada às condições individuais fisiológicas e patológicas. As considerações
desta questão nas investigações incluem fatores como crescimento,
desenvolvimento, envelhecimento, raça, nutrição, efeitos hormonais e atividade física,
bem como algumas doenças e medicamentos que podem influenciar a CC (SHEN,
ST-ONGE, WANG & HEYMSFIELD, 2005).

3.1 Definição de termos
Cabem aqui algumas definições terminológicas adotadas neste estudo.
A primeira delas refere-se ao termo “multicompartimental” ou
“multicomponente”. Embora a literatura da área empregue esses termos de forma
intercambiária, por multicompartimento pode-se entender as formas possíveis de
estudos da CC, como é o caso dos níveis definidos por Wang et al. (2002), enquanto
o termo multicomponente, implica nos elementos de cada nível. Por exemplo,
multicomponentes do nível atômico (oxigênio, carbono, hidrogênio, N e outros
elementos), molecular (água, lipídeo, proteína, mineais, CH e outras molécula), órgão
tecidual (adiposo, músculo esquelético, ossos, órgãos vicerais e outros tecidos), etc.
Estudos envolvendo mais de um nível...
Outro termo que gera confusão é a tradução de FFM (fat free-mass)
traduzida como massa “livre” de gordura ou massa “isenta” de gordura. Entretanto a
palavra “livre” (do Lat. Liberu) caracteriza liberdade, absolvido, liberado, em
liberdade, sem restrições, embora também caracterize isenção. Por sua vez, isenta
(do Lat. Exemptu) conota dispensado, desobrigado, eximido, independente, sendo o
termo preferido neste estudo para caracterizar FFM (fat free-mass).

3.2 Procedimentos estatísticos na proposição de modelos
O campo das pesquisas da composição corporal tem alcançado um
estágio de maturidade no seu desenvolvimento. As três áreas inseparáveis a serem
contempladas nos procedimentos de proposição de modelos preditivos envolvem os
modelos propriamente ditos e seus papéis, a metodologia e os efeitos biológicos.
7


Elementos da CC são mensuráveis no corpo total ou em regiões
específicas. Os compartimentos (alteráveis) de um elemento são tipicamente
definidos pelo volume de distribuição desses elementos. Os 11 principais elementos
bioquímicos corporais ou os exogenamente administrados (como o brometo) podem
ser medidos in vivo por um ou mais métodos. Todos os elementos são identificáveis
mediante propriedades radioativas, eletromagnéticas e fisiológicas.
Uma vez medida a propriedade, esta deve ser matematicamente
transformada numa massa desse componente de interesse. O processo de
transformação requer o uso de uma função matemática, que pode ser arbitrariamente
chamada de: equações do tipo I ou equações do tipo II (HEYMSFIELD, WANG,
BAUMGARTNER & ROSS, 1997).
A equação do tipo I é baseada em uma relação empírica entre o
componente e a propriedade medida. O método de referência é utilizado para estimar
o componente em um grupo bem definido de sujeitos, em que a propriedade é
também medida. A equação preditiva estatisticamente derivada do componente é
desenvolvida e então validada (por validação cruzada) em um novo grupo de
sujeitos. Essa equação preditiva pelo componente é chamada de descritiva ou
função matemática do tipo I. Há um grande número dessas equações baseadas na
propriedade exemplificada no nível atômico de componentes.

Exemplos de equações do tipo I:
Gordura = 0,65 x Peso corporal – 0,21 x Estatura + 14,1
MIG = 0,85 x Altura
2
/ Impedância elétrica + 3,04
Músculo = 18,9 x Creatina + 4,1
(Adaptado de HEYMSFIELD et al., 1997)

O segundo tipo de equação matemática é o tipo II, baseada na relação
estável entre propriedades e componentes, muitos dos quais podem ser
compreendidos com base na sua fundamentação biológica. Estas equações são
8


também chamadas de equações mecânicas. São encontrados diversos exemplos no
nível atômico ou como são conhecidos, componentes de alto nível.

Exemplos de equações do tipo II:
Proteína = 0,335 x Água Corporal Total
Proteína = 6,25 x Nitrogênio Corporal Total
MIG = 1,37 x Água Corporal Total
(Adaptado de HEYMSFIELD et al., 1997)

Métodos de composição corporal do tipo I são desenvolvidos a partir de
métodos de referência estabelecidos. Por exemplo: antropometria, bio-impedância,
interactância de raios infravermelho, incluem erros a partir dos seus métodos de
referência, portanto não servem como padrão de referência.
Métodos de CC do tipo II, como alguns métodos de análise por ativação
de nêutrons, DXA, pesagem hidrostática e RM são geralmente citados como
referência padrão in vivo. Julgar a aplicabilidade de um método de referência requer
uma análise dos riscos de erros a partir de duas questões principais: o modelo e a
técnica. Alguns modelos são extremamente estáveis enquanto outros não. Por
exemplo: modelos baseados em relações químicas (N/proteína=0,16) são muito
estáveis sobre quase todas as circunstâncias. Modelos desenvolvidos a partir de
relações não químicas (i.e. ACT/MIG = 0,732) são menos estáveis e geralmente são
influenciados por doença, gravidez, estágios do amadurecimento entre outras
condições que derivam do “normal” (HEYMSFIELD et al., 1997).
Normalmente, diversas variáveis preditivas são incluídas numa
equação e a seleção dessas variáveis se dá por regressão. A relação entre a variável
de resposta e cada variável preditora pode ser distorcida se ocorrer multi-
colinearidade entre as variáveis preditivas. Por exemplo, se diversas dobras
cutâneas e circunferências são variáveis preditivas em uma equação e o %G é a
variável de resposta, deverá existir multicolinearidade porque dobras e
circunferências são todas medidas do tecido adiposo subcutâneo e estão altamente
9


relacionadas. Neste caso, uma regressão parcial nivelando a plotagem da variável de
resposta versus a variável preditora, após ambas terem sido ajustadas por outras
variáveis preditivas na equação (MYERS
1
appud SUN & CHUMLEA, 2005), pode
revelar a verdadeira relação entre variáveis preditivas e de resposta.
A homogeneidade das variáveis de respostas também deve ser
testada. Homogeneidade assume uma variância constante para cada variável
preditora, mas esta questão é violada se a plotagem residual demonstra um padrão
ou uma tendência. Por exemplo, a relação entre as variáveis de resposta e preditivas
deve ser não linear. Nesse caso, outras variáveis preditivas devem ser incluídas na
equação. Uma tendência sobre os resíduos pode também ser causada por
observações influenciadoras (outliers) dos dados. Quando a relação entre as
variáveis preditivas e de respostas não são lineares ou quando a variância da
variável de resposta é heterogênea, os dados devem ser transformados e diversos
métodos estão disponíveis (CHATTERJEE & PRICE 1979; MYERS
9
appud SUN &
CHUMLEA).
Portanto, a análise de regressão assume que as variáveis de resposta
são normalmente distribuídas e permitem diferenças estatísticas acerca da
insignificância dos parâmetros de regressão. A normalidade das variáveis de
resposta pode ser testada, todavia não é tão importante como a ausência de
multicolinearidade entre as variáveis preditivas e a homogeneidade das variáveis de
resposta (SUN & CHUMLEA, 2005).

Durante o século passado diferentes componentes da CC foram
estabelecidos por autores variando em quantidade, terminologia e métodos das
medidas (HEYMSFIELD et al., 2005). Todavia as terminologias precisam ser
determinadas para unificação dos avanços tecnológicos. Sendo assim, alguns termos
recentemente aceitos pelos pesquisadores da área, passaram a melhor definir a
classificação da CC e suas aplicações.

1
MYERS, R.H. Classical & modern regression with applications. Boston: Duxbury, 1986.
10


O significado do termo lipídeo ou gordura, por exemplo, na pesquisa da
CC é caracterizado de forma diferente (SHEN et al., 2005) das outras áreas. Lipídios
incluem todo material biológico extraído com solventes lipídicos como éter e
clorofórmios. Esses lipídios extraídos compreendem triglicérides, fosfolipídios e
estruturas lipídicas que são encontradas em quantidades relativamente menores in
vivo (SHEN et al., 2005). Por outro lado, gordura refere-se de forma específica à
família dos lipídios constituída em triglicérides (WANG et al., 1992). Embora esta
terminologia não seja uniforme, há uma tendência do termo lipídeos ser usado para
todo lipídeo extraído por éter ou clorofórmio a partir dos tecidos e o termo gordura,
para as triglicérides.
Ainda que amplamente utilizado nas primeiras pesquisas da CC, o
termo massa magra tem passado por um aprimoramento conceitual por conta de
estudos mais recentes envolvendo tecnologias mais avançadas, pois os modelos de
CC incluem determinados componentes que esse termo não definia de forma precisa
ou representativa. Um termo similar, massa de tecido mole (MTM), é utilizado em
modelos de CC principalmente em referência à DXA.

3.3 Absortometria de raios-X de dupla energia – DXA
A técnica de Absortometria de raios-X de dupla energia (DXA) é
baseada na atenuação diferencial da energia transmitida de dois fótons que incidem
através dos ossos e tecidos moles (HEYMSFIELD, WANG, HESHKA, KEHAYIAS, &
PIERSON, 1989). O indivíduo é escaneado (ato de transferir dados visuais para o
computador através de mapeamento, varredura, rastreamento ou exame) com fóton
a dois níveis de energia e absorção diferenciados. Os fótons são gerados por fontes
de “GADOLINIUM” (DPA – Absortometria de duplo fóton) ou fontes de raios-X
(JENSEN, 1992). Diversos estudos têm descrito as bases teóricas da DXA para
estimativa da composição do tecido mole e do tecido mineral ósseo (MAZESS,
BARDEN, BISEK & HANSON, 1990; JOHNSON & DAWSON-HUGHES, 1991;
ROUBENOFF, KEHAYIAS, DAWSON-HUGHES & HEYMSFIELD, 1993;
PIETROBELLI, WANG, FORMICA, & HEYMSFIELD, 1998).
11


O foco do estudo da DXA está na sua utilização para medir a
composição corporal (CC) regional e total, compreendendo a determinação da 1.
Densidade corporal (DC, g/cm
2
); 2. Conteúdo mineral ósseo (CMO, g); 3. Massa de
tecido magro (TM, g) isenta de mineral ósseo; 4. Massa gorda (MG, g); 5. Massa de
tecido mole (TM = MTM + MG, g) e; 6. Massa isenta de gordura (MIG = MTM + CMO,
g).
Revisões realizadas sobre a precisão da DXA na estimativa da CC
(PETROSKI & PIRES-NETO, 1996; KOHRT, 1998; LOHMAN, HARRIS, TEIXEIRA &
WEISS, 2000; GENTON, HANS, KYLE, & PICHARD, 2002) indicam validade
empírica e teórica como método da estimativa de massa gorda (MG) e da massa
isenta de gordura (MIG). Embora a precisão esteja bem estabelecida na literatura, a
variação entre populações ou a utilização de diferentes equipamentos e softwares
deve ser considerada.
Nas comparações com algum outro método de referência, o erro
padrão da estimativa (EPE) deve ser menor do que 3% para que a DXA possa ser
aceito como um método de referência precisa. Erros excedentes a 4% mostram
muita variabilidade e entre 3% a 4%, a validade é considerada limitada (LOHMAN,
1992). Assim, novos softwares têm sido testados para que a estimativa dos
componentes da CC seja aprimorada.
Duas formas principais de leitura são utilizadas: fan-beam e pencil-
beam. A tecnologia fan-beam possui Raios-X de feixes múltiplos, possibilitando maior
velocidade e mais alta resolução de imagem. Já os equipamentos com tecnologia
pencil-beam são dotados de apenas um feixe de Raios-X. Ou seja, o exame é mais
demorado e a resolução da imagem menor.
Porém, modelos multicomponentes demonstraram que os resultados
da DXA (pencil beam) estão bem relacionados com a CC (KOHRT, 1998;
TATARANNI & RAVUSSIN, 1995). Entretanto o exame com DXA (fan-beam) tem
sido o caminho mais indicado para estimativa da CC (SCHOELLER, TYLAVSKY,
BAER, CHUMLEA, EARTHMAN, FUERST, HARRIS, HEYMSFIELD, HORLICK,
LOHMAN, LUKASKI, SHEPHERD, SIERVOGEL & BORRUD, 2005) por incluir o
12


conteúdo mineral ósseo (CMO) e os tecidos moles (TM). Contudo, não há propostas
de padronização validada, o que tem gerado grande variação nos critérios
metodológicos, nos tipos de equipamentos, nos softwares utilizados bem como nas
características das amostras investigadas.
A DXA pode ser utilizada em populações humanas de todas as idades
por causa da baixa exposição radiológica (LOHMAN & CHEN, 2005). A exposição de
varredura de corpo total abrange de 0,02 a 1,5 mrem dependendo do instrumento e
da velocidade da varredura. Porque este valor representa limites muito abaixo das
dosagens anuais permitidas para o ser humano (4-6 mrem) e muito menor do que
outros procedimentos convencionais de raios-X (25 a 270 mrem, raios-X de tórax,
varredura por tomografia computadorizada), a DXA é altamente recomendado em
populações de todas as idades.
Entretanto o exame não é indicado para gestantes, sendo
recomendados exames preliminares de gravidez antes da DXA. Softwares especiais
também estão disponíveis para a utilização em crianças, que consideram a maior
hidratação do tecido magro, com um coeficiente de atenuação diferenciado. Erros
sistemáticos na estimativa da composição corporal observados em estudos com
porcos e bebês, indicam a necessidade de avanços nos estudos dessas populações
(SVENDSEN, HAARBO, HASSAGER & CHRISTIANSEN, 1993).
Ingestão de alimentos e fluídos têm apenas pequenos efeitos sobre a
DXA (LOHMAN & CHEN, 2005). Para ilustrar, quando 1 a 4 kg de fluído contendo sal
é removido por hemodiálise, a estimativa da massa magra diminui com pequenas
mudanças no conteúdo mineral ósseo (CMO) ou massa gorda (MG) (LOHMAN &
CHEN, 2005).
A CC de sujeitos maiores que 193 cm ou mais largos (58 a 65 cm) não
pode ser estimada de forma direta, pois parte do corpo fica fora da área de varredura
da DXA (LOHMAN & CHEN, 2005). Nesse sentido, algumas alternativas têm sido
apresentadas quanto à posição corporal sobre a mesa de leitura no momento do
exame. Como é o exemplo sugerindo para sujeitos maiores que a mesa, no
procedimento de varredura corporal com os joelhos flexionados (SILVA, BAPTISTA,
13


MINDERICO, RODRIGUES, PIETROBELLI, TEIXEIRA & SARDINHA, 2004) e os
valores ajustados a partir da utilização de modelos de correção para estimativa de
CMO, MG, e MTM. Quando os indivíduos são mais largos que a área de varredura, a
técnica de leitura de metade do corpo pode ser utilizada (TATARANNI & RAVUSSIN,
1995), os autores recomendam este procedimento para indivíduos largos, diante da
alta similaridade e simetria bilateral.
Existem três versões comerciais de aparelhos, diferindo na
configuração de hardware e software entre os fabricantes. Os três fabricantes se
referem aos seus equipamentos como QDR (HOLOGIC, WALTHAM, MA), DPX
(General Electric Lunar Corporation, Madison, WI) e XR (STRATEC Biomedical
Systems AG, Fort Atkinson, WI). As características de cada um deles foram
sintetizadas por GENTON et al. (2002).
Uma vez que a DXA provê a proporção de gordura e MIG em cada
pixel, as medidas de gordura são estimadas destacadas do tecido mole magro e
tecido ósseo, aumentando a precisão do cálculo dos componentes corporais.
Diferente das técnicas de tomografia computadorizada e ressonância magnética em
que o pixel é determinado para captação exclusiva de tecido adiposo ou de tecido
magro, na DXA os dois tecidos são analisados simultaneamente, numa única
varredura e com menor radiação.
Um pressuposto que sustenta a DXA é que as medidas não são
afetadas pela espessura antero-posterior do corpo. Muito embora esta suposição
seja esperada para espessuras corporais menores que 20 cm, espessuras maiores
que 25 cm podem ter algum efeito na precisão da estimativa (LASKEY, LYTTLE,
FLAXMAN & BARBER, 1992).
Outro pressuposto está relacionado à área corporal analisada para
obter os dados da composição e o grau de associação da gordura total não
analisada. Numa quantificação óssea e dos tecidos moles de corpo total é estimado
que 40% a 45% dos 21000 pixels são excluídos a partir dos cálculos dos valores de
tecido mole. Assim, à medida que a composição da área excluída difere da área
considerada, há o início de erro sistemático para esse indivíduo. Portanto, com a
14


capacidade da DXA em analisar simultaneamente os dois tecidos, há diminuição de
erros na estimativa de gordura corporal.
A estimativa da CC pela DXA em relação a cada região supõe que a
composição é igualmente representada por unidade de volume, calculados em
valores corporais totais. A influência de braço e tórax sobre a CC total pode ser sub-
representada, dada à área óssea relativamente maior dessas regiões (ROUBENOFF
et al., 1993). Embora os softwares efetuem aproximações desse problema, trata-se
de uma informação do fabricante e é difícil avaliar quão bem a composição é
estimada pelas porções não analisadas. Assim, a consideração da área apendicular
(relativa aos membros corporais) deve ser considerada no momento de se efetuar os
cálculos dos componentes corporais. Neste sentido, KIM, WANG, HEYMSFIELD,
BAUMGARTNER e GALLAGHER (2002) desenvolveram e validaram modelos
preditivos para estimativa da massa muscular apendicular em adultos, quando o
valor do IMC (índice de massa corporal) é superior a 16 kg/m
2
. Portanto, quando o
IMC é elevado pode distorcer as interpretações da CC, mediante análise por DXA.
A acurácia da DXA em medir gordura corporal pode ser considerada
em três diferentes caminhos: 1) A possibilidade de ocorrer erro sistemático nas
comparações com outros métodos de referência, com variação na magnitude para
diferentes populações e instrumentos. O erro sistemático pode implicar em
imprecisão do método de referência, na estimativa da DXA ou na combinação de
ambos. 2) O EPE para %G deve ser menor que 3% para que um método de
referência possa ser aceitável. SE exceder a 4% há muita variabilidade e erros entre
3 e 4% mostram validade limitada (LOHMAN, 1992). Muitos métodos tendem a
superestimar gordura em população magra e subestimá-la em população obesa. 3)
Novos softwares são constantemente testados para determinar se a precisão das
estimativas aumenta. Modelos multicomponentes são essenciais para validação da
DXA.
Um sumário de estudos para validação da DXA foi realizado por
Lohman et al. (2000) sugerindo que DXA e modelos multicomponentes aumentaram
nos últimos anos os valores médios da estimativa da MG de 1% a 3% pelo método
pencil-beam; a DXA apresentou EPE de 4,4kg na estimativa de MM, contra 1,6kg na
15


comparação com análise por ativação de nêutrons e diferenças da MG, MIG e MO
entre 1% a 5% considerando tipos de análise (fan-beam e pencil-beam). Todavia
estudos em animais ainda são os recursos mais atraentes, uma vez que permitem
validação desse método por análise da carcaça animal.
Nesse sentido, Svendsen et al. (1993) usaram Lunar DPX para
mensurar a carcaça de 7 porcos entre 35 e 95kg obtendo uma diferença média de
apenas 2,2% entre DXA e análise química. O erro padrão para a análise de
regressão foi de 2,9%. Em outro estudo, Picaud et al. (1996) observaram que o peso
corporal foi estimado com alta precisão, mas a MG foi superestimada pela DXA.
Todavia, a estimativa do peso corporal, CMO e conteúdos da MG foram altamente
correlacionados com análise química de porção óssea cinza, cálcio e gordura
química (r=0,955-0,999) e tiveram excelente reprodutibilidade.
Estes resultados confirmam a precisão da DXA em estimar os
componentes corporais que não sofrem os efeitos da hidratação (MG e MO). Esta
questão torna-se de alta relevância, uma vez que durante o crescimento humano, a
hidratação relativa corporal diminui.

3.3.1 Aplicabilidade da DXA em crianças e adolescentes
Por causa da baixa exposição à radiação e das mudanças na MIG
durante o crescimento e desenvolvimento (LOHMAN, 1986) a DXA é considerado
ideal para a estimativa da CC em crianças e adolescentes e no mapeamento das
mudanças corporais que ocorrem durante toda a vida (LOHMAN & CHEN, 2005).
Embora durante o crescimento e desenvolvimento ocorra maior hidratação da MTM,
a variação da estimativa do percentual de gordura por DXA é menor que 1%.
Existem modelos de referência diferenciados para CC de crianças e
adolescentes utilizando DXA, especificamente entre as idades entre 5 e 19 anos
(ELLIS, SHYPAILO, ABRAMS & WONG, 2000). Estas análises confirmam as
primeiras estimativas para MIG e MG (FOMON, HASCHKE, ZIEGLER & NELSON
1982) a partir de dados da literatura.
16


É reconhecido que o alto nível de hidratação da MIG e o baixo nível do
conteúdo mineral ósseo limitam a precisão dos modelos bicompartimentais que
utilizam pesagem hidrostática ou deslocamento de ar por pletismografia (FIELDS,
GORAN & McCRORY, 2002). Assim, o uso de modelos multicomponentes nos
estudos da CC em crianças teria mais sentido, muito embora não sejam universais.
Desta forma a DXA passa a ser uma alternativa de grande potencial
tanto nos estudos de pesquisa como na aplicação clínica pediátrica, não só pela
baixa exposição radiológica e pela praticidade e rapidez na estimativa dos
multicomponentes corporais, mas por permitir melhores interpretações da CC da
criança e adolescente durante o crescimento.
A possibilidade de estimativa dos três principais componentes (massa
de gordura, massa de tecido magro e conteúdo mineral ósseo), figura nos dois
principais constituintes do nível celular da CC (CMO e fluído extracelular). A
relevância deste fato se dá pela expectativa de desidratação absoluta de até 70%
que ocorrerá até por volta dos primeiros 120-140 meses (10-11 anos) (SOPHER,
SHEN & PIETROBELLI, 2005). Embora estes dois componentes (CMO e fluído
extracelular) aumentem com a idade, não diferem em taxas relativas entre si, mas
não são metabolicamente homogêneos com respeito às diferentes idades, assim os
resultados devem ser interpretados de acordo com estas proporções (FOMON et al.,
1982).

3.4 Estimativa da massa de gordura
Já está consolidado na literatura na maioria das suas investigações,
uma associação entre o aumento da massa de gordura e o risco de indicadores de
doenças cardiovasculares, lesões da coronária em adultos, crianças e adolescentes.
Embora o índice de massa corporal (IMC), a estimativa do percentual de gordura
(%G) por dobras cutâneas possam predizer fatores de risco, há necessidade de
programar o uso de métodos mais precisos e reprodutíveis da estimativa da gordura
corporal regional e total (SARDINHA & TEIXEIRA, 2005). Os equipamentos de DXA
17


mais atuais possibilitam melhores estimativas, uma vez que eles são capazes de
distinguir os componentes do tecido mole (TM) com maior precisão.
Diversos recursos estão disponíveis para estimar gordura corporal total
ou tecido adiposo. Os métodos por imagem como tomografia axial computadorizada
(TC) e ressonância magnética (RM) são utilizados para análise do tecido adiposo no
nível órgão tecidual. Conforme proposto por WANG, PIERSON JR e HEYMSFIELD
(1992) têm alta precisão e também alto custo. Outros métodos como a DXA e o
deslocamento de ar por pletismografia estimam a gordura corporal total no nível de
componente molecular com custos menores. Gordura corporal total e massa de
tecido adiposo não podem ser entendidas como sinônimas, pois o tecido adiposo
contém 80% de gordura e a gordura também pode ser encontrada em outros tecidos.
Geralmente o conceito de percentual de gordura (%G) tem sido
utilizado para relacionar gordura e saúde. Todavia a utilização do termo %G passa
atualmente por mudanças, uma vez que sua relação com o peso corporal ignora a
variação intersujeitos da MIG (WELLS, 2001). Por exemplo: dois indivíduos podem
diferir no %G quando tiverem equivalentes MIG, mas diferentes valores de massa de
gordura ou quando eles tiverem similar massa de gordura, mas diferente MIG.
Em crianças, por exemplo, durante o crescimento, a variação da MIG
representa 3 2 do %G, sugerindo que o uso do %G para definir obesidade é
dependente da MIG. Esta questão é crucial durante o crescimento (WELLS, 2001).
SARDINHA e TEIXEIRA (2005) propõem uma forma de regularizar este problema,
derivando um índice de massa de gordura (IMG) e um índice de massa isenta de
gordura (IMIG), capazes de detectar as mudanças nos estoques de gordura e de
MIG. As mudanças anuais ocorrentes nos meninos são mais dependentes do IMIG
do que do IMG. Nas meninas, as mudanças longitudinais são similares para IMIG e
IMG até aos 16 anos, quando então as mudanças da CC são atribuídas ao IMG.
Existem estudos que têm proposto valores de referência para MG e
MIG para uma ampla faixa etária (SCHUTZ et al., 2002). Todavia há necessidade de
avanços nas pesquisas que façam a associação entre o IMG com a obesidade
18


relacionada às doenças, como forma de julgar sua aplicação de forma mais
específica para várias idades (SARDINHA & TEIXEIRA, 2005).
Dentre outras medidas antropométricas, as medidas de dobras
cutâneas têm sido geralmente utilizadas para expressar a gordura corporal por
representar proporções da gordura corporal. Todavia a considerável variabilidade
intersujeitos e as taxas de variação dos depósitos de gordura num determinado local
sugerem que as comparações podem ser fortemente influenciadas por idade, sexo,
raça, local da dobra cutânea e grau de obesidade.
Assim, os modelos descritivos desenvolvidos para populações com
características específicas devem ser desenvolvidos considerando os fatores
anteriormente citados, podendo diferir os locais de destacamento das dobras entre
grupos e sexos. Dobras cutâneas únicas ou combinadas têm sido utilizadas para
substituir adiposidade corporal em estudos relacionados à saúde (SARDINHA,
TEIXEIRA, GUEDES, GOING & LOHMAN, 2000; TEIXEIRA, SARDINHA, GOING &
LOHMAN, 2001).
Em relação à adiposidade corporal e na distribuição de gordura na
promoção da saúde, a prioridade das evidências empíricas mostra que o aumento da
adiposidade está associado ao risco de doenças cardiovasculares e lesões arteriais e
coronarianas em crianças e adolescentes. Dobras cutâneas podem ser usadas para
estimar %G e identificar as crianças e adolescentes com tais riscos. Entretanto há
necessidade de programar e ampliar o uso de métodos mais precisos para estimar o
acúmulo do tecido adiposo regional e total (SARDINHA & TEIXEIRA, 2005).

3.5 Estimativa da massa muscular
Métodos para determinação da CC em humanos enfatizam a estimativa
da gordura corporal enquanto as técnicas para estimar a MTM ou MM são limitadas
(LUKASKI, 1987; HEYMSFIELD et al., 2005). Certamente esta ênfase reflete em
parte, a demanda de a comunidade científica estimar o percentual de gordura por ser
um preditor de risco de desenvolvimento de doenças crônicas. Todavia com o
avanço das técnicas de análise multicompartimentada, tem ocorrido uma reavaliação
19


da importância na estimativa in vivo da estrutura músculo-esquelética, principalmente
no campo da performance esportiva.
A estrutura muscular é representada em três formas de músculo:
esquelético, liso e cardíaco. O músculo esquelético ou estriado representa
aproximadamente 30% a 40% do peso corporal de uma mulher saudável ( ≅ 58 Kg)
ou de um homem ( ≅ 70 Kg) (ICRP
2
apud LUKASKI, 2005). Em adultos, são
encontrados maiores volumes musculares nos membros inferiores do que no
restante do corpo (cabeça, tronco e membros superiores).
A necessidade de determinar a MM total ou regional reflete interesses
multidisciplinares. Uma vez que a estrutura músculo esquelética é exigida para o
movimento, estudiosos do exercício têm interesse em relacionar as estimativas de
massa muscular com vários tipos de performance esportiva aeróbia e anaeróbia
(LUKASKI, 2005).
Indicadores antropométricos têm sido utilizados para estimar a massa
muscular, a partir de algumas medidas corporais. Geralmente um grupo muscular é
selecionado com o pressuposto de que estas medidas refletem a massa muscular
daquela região e que esta estimativa é diretamente proporcional à massa muscular
corporal. Um exemplo bastante utilizado desse procedimento foi apresentado nos
anos 60 por JELLIFFE, 1966, onde a circunferência do músculo pode ser estimada a
partir de uma simples variável de circunferência de braço e corrigida pelo tecido
adiposo.
Entretanto a precisão desse procedimento foi investigada por
HEYMSFIELD, OLAFSON, KUTNER e NIXON (1979), ao observarem que em
sujeitos muito obesos, a área muscular de braço neste modelo foi superestimada
entre 15% a 25% em comparação aos valores referenciados por tomografia
computadorizada. Novas equações foram propostas reduzindo o erro intra-individual
para 7% a 8% de erro da área muscular de braço (HEYMSFIELD, McMANUS,
SMITH, STEVENS e NIXON, 1982). De forma semelhante de como ocorre com a

2
International Commission of Radiological Protection (ICRP). Report of the task group on conference man.
Oxford: Pergamon Press. p.108-112, 1975.
20


gordura corporal, quando os valores de outros componentes da CC extrapolam a
normalidade, percebe-se uma tendência de viés nos resultados da estimativa
muscular.
Embora estes resultados sejam encorajadores, não se conhece a
precisão ou sensibilidade para monitorar pequenas mudanças na MM associados à
perda ou ganho de peso corporal. Nem tampouco o acompanhamento das mudanças
da estrutura muscular durante o processo de crescimento e maturação,
principalmente por se tratar de modelos propostos para população adulta.
Outras técnicas de mensuração da MM têm sido propostas com base
no metabolismo endógeno, envolvem análise de excreção urinária de creatina
(LUKASKI, 2005) e do aminoácido 3-metilhistidina, técnicas nucleares que
consideram o conhecimento das características físicas e a distribuição biológica de
potássio e nitrogênio e análise de bio-impedância elétrica (LUKASKI, 2005), entre
outras.
Em contraste aos métodos indiretos, técnicas radiográficas permitem
visualizar diretamente os componentes da CC, incluindo tecido adiposo, osso e
músculo. Além de proporcionar respostas diferenciadas dos tecidos, possibilitam
medidas regionalizadas e de corpo total. As três técnicas mais utilizadas são:
tomografia computadorizada (TC), imagem por ressonância magnética (RM) e
absortometria por raios-X de dupla energia (DXA).

TABELA 1 – Comparação dos métodos para estimativa da massa músculo-esquelética em
humanos.
Método Precisão Exatidão Aplicabilidade Abrangência Custo
Antropometria 3 ? 4 R, CT 1
Creatina 2 2 1 CT 3
Tomografia
computadorizada
5 4 4 R, CT 5
Ressonância
magnética
5 4 4 R, CT 5
DXA 5 4 4 R, CT 4
21


Bio-impedância 4 ? ? R 1
Nota. R=regional e CT=corpo total e DXA=absortometria de raios-X de dupla energia.
Sistema de nível: escala ascendente, 1=menor e 5=maior. (Adaptado de HEYMSFIELD et al.,
2005).

Embora inicialmente a DXA tenha sido proposto para estimativa
regional do conteúdo mineral ósseo e área de densidade, esta técnica tem-se
refinado na estimativa dos outros componentes do tecido mole (LUKASKI, 1993). A
DXA mostrou ser o método mais vantajoso, pois apresenta o menor custo e mesma
eficácia dos métodos mais caros e eficácia muito superior na estimativa da MM em
relação aos recursos mais baratos.
A TABELA 1 compara as características de alguns dos métodos mais
utilizados na estimativa da massa muscular in vivo, adaptada de LUKASKI (2005).
Todavia, a seleção do método depende do recurso disponível e da
intenção da investigação experimental, além do acesso ao equipamento, da
segurança e da conveniência metodológica para o uso geral. Ou seja, a escolha da
técnica depende das considerações práticas e limitações de cada método em relação
à hipótese experimental de estudo proposta.

3.6 Estimativa da massa óssea
Historicamente um dos principais obstáculos para estimar a
composição corporal tem sido a dificuldade na quantificação in vivo do tecido ósseo.
Os primeiros estudos se baseavam na análise do esqueleto total, secções ósseas e
em clichês radiográficos padronizados (MALINA, 2005). Esses estudos sugeriam
variabilidade da mineralização e massa óssea associadas à idade, sexo, raça e
fatores étnicos. A partir das novas tecnologias, incluindo a DXA, foram possíveis
novas percepções do esqueleto como componente da composição corporal e do
status mineral ósseo.
Os ossos mostram contribuição distinta na composição do tamanho
total do esqueleto ou da estatura. Essas proporções variam com a idade, sexo e
22


etnia (MALINA, BOUCHARD & BAR-OR, 2004) e provavelmente influenciam a
estimativa da composição corporal. Dados têm demonstrado que a relação da altura
tronco-cefálica para a estatura, que é um índice da contribuição relativa do tronco e
cabeça, representa uma unidade de relação com os membros inferiores,
especificamente, a estatura subisquial (estatura menos a altura tronco-cefálica).
A relação é maior na infância e declina durante o amadurecimento até a
adolescência. Esta taxa (relação) alcança seu ponto mais baixo no início do estirão
de crescimento na adolescência, pois as pernas têm seu estirão primeiro. A partir de
então, o tronco aumenta sua taxa de crescimento da adolescência tardia até a fase
adulta jovem. Durante as quatro décadas seguintes de vida, a altura tronco-cefálica
começa a declinar, que pode ser atribuído à compressão ou eventual perda de
elasticidade dos discos intervertebrais com o avanço da idade (MALINA, 2005).
Como percentual da massa corporal, a desidratação óssea do
esqueleto, compreende cerca de 3% do peso do feto para o recém nascido e cerca
de 6% a 7% da massa corporal em adultos jovens, o CMO compreende cerca de 2%
do peso corporal na infância e 4% a 5% em adultos. A massa óssea isenta de
gordura é composta por mineral ósseo e pela matriz óssea orgânica. A relação do
peso entre a porção cinza (compostos ósseos hídricos) e a porção seca, provê a
estimativa do conteúdo mineral ósseo. Embora a densidade óssea diminua com a
idade, a porcentagem da porção cinza varia entre os ossos (TROTTER & HIXON,
1974).
Considerando que o CMO medido pela DXA representa a parte óssea
cinza (ash) da MO total, torna-se necessária a consideração da porção óssea úmida
(dry). Aproximadamente 1g de MO contém 0,9582 de porção óssea cinza, assim,
Ballor (1996) estimou que a porção óssea cinza representa cerca de 95,82% da MO
total, assim o peso esquelético deveria ser corrigido, multiplicando o CMO (medido
pela DXA) por 1,0436. Ainda que existam significantes diferenças na estimativa do
CMO entre sistemas comerciais DXA, isto deverá representar apenas um impacto
mínimo sobre a estimativa multicomponente da composição corporal (MODLESKY et
al., 1999).
23


A estrutura óssea de rapazes pesa em média cerca de 95g durante a
infância (ligeiramente menor nas moças) atingindo na idade adulta cerca de 4,0kg e
2,8kg em adultos jovens, respectivamente masculino e feminino (MALINA, 2005). O
conteúdo mineral ósseo (CMO) corporal total ou regional aumenta da infância para a
adolescência, embora existam diferenças no delineamento anatômico em
mapeamento feito por DXA. Não existem diferenças sexuais no CMO da cabeça e
tronco durante a infância até a adolescência e também não há diferenças do CMO
regional e total para os membros durante a infância (MALINA, 2005).
As meninas apresentam diferenças ligeiramente maiores do CMO total
e regional (de membros) até o início do estirão de crescimento da adolescência (por
volta dos 12 anos). Porém durante o estirão dos meninos, o mineral ósseo de
membros e de corpo total acumula maiores taxas do que as meninas, contribuindo
para as diferenças do CMO total e de membros (MALINA, BOUCHAR & BAR-OR,
2004). Esse aumento continua até por volta dos 20 anos, com menores taxas nas
meninas persistindo durante a idade adulta.
As diferenças sexuais da composição corporal são pouco significantes
na infância, entretanto passam a ser estabelecida durante o estirão na adolescência,
refletindo maiores proporções na MIG, CMO (especificamente no esqueleto de
membros) e massa muscular nos meninos. Assim, a consideração das estruturas da
CC (gordura, músculo e ossos) e as diferenças estabelecidas durante a maturação e
crescimento, persistem até a idade adulta, refletindo mudanças dos componentes
específicos com o avanço da idade. Certamente o tempo individual em que essas
proporções acontecem é dependente do tempo de maturação de cada pessoa
(MACHADO, 2004).

3.7 Estimativa da água corporal total
Comparado com adultos, crianças têm muito maior variação na CC
como atribuído do crescimento e desenvolvimento a partir da infância para a
adolescência (Sopher, Shen & Pietrobelli, 2005). Por exemplo, uma relativa redução
da água corporal total (ACT) após o nascimento, especialmente durante os primeiros
24


meses de vida (FOMON & Nelson, 2002) deverá influenciar a aplicação de muitos
métodos de CC relacionados à hidratação (análise por bio impedância; LOHMAN
1986, 1992). Alguns métodos de referências tradicionalmente usados em adultos,
como pesagem hidrostática, apresenta sérias dificuldades dos modelos quando
aplicados em crianças (LOHMAN, 1986).
Estas questões criam limitações na precisão e exatidão dos
componentes corporais, tornando imprecisas as estimativas da CC como na
antropometria, análise por bio-impedância e condutividade elétrica corporal total, que
devem ser calibrados segundo o método de referência. Os métodos também devem
prever no mínimo as relações com a idade, por exemplo, imagem por ressonância
magnética, que tem uma vantagem sobre outros métodos, pois não é baseada nas
variações estáveis da CC de adultos, todavia quando aplicados em populações
pediátricas precisam ser apropriadamente ajustados (SOPHER, SHEN &
PIETROBELLI, 2005).
O ajustamento desses modelos é particularmente problemático em
estudos longitudinais onde os componentes da CC mudam de forma dinâmica.
Assim, resultados provenientes de métodos que não tenham sido cuidadosamente
validados em diversos grupos etários precisam ser cuidadosamente interpretados
(BUTTE et al., 1999).
Numa ampla revisão sobre modelos de estimativa do tecido mineral
mole (M
m
), Wang et al (2002) propuseram um novo modelo baseado na água
corporal total (ACT) e água extracelular. Utilizaram análise de ativação de nêutrons e
os resultados indicaram menores erros na estimativa do tecido mineral mole,
oferecendo um modelo multicomponente alternativo.

% Gordura = (2,748/D
c
– 0,699ACT/P + 1,129 M
m
/P - 2,051) x 100 (Equação 3)
Onde:
D
c
= densidade corporal
ACT = água corporal total
25


P = peso corporal
M
m
= tecido mineral mole

3.8 Pico de velocidade de crescimento
Outro importante componente a ser considerado nas mudanças da CC
é a maturação. As formas de verificação da maturação por muito tempo têm sido
feitas através de observação hormonal em laboratório, desenvolvimento glandular,
observação médica, períodos da dentição, fases da ocorrência da menarca,
distribuição da pilosidade tegumentária, auto-avaliação das características sexuais
secundárias e desenvolvimento esquelético, entre outras (DUKE, LITT & GROSS,
1980).
Nas investigações da educação física o recurso mais utilizado tem sido
a maturação puberal (ou sexual) que é determinada por observação do
desenvolvimento das características sexuais secundárias. A idade esquelética é
outro importante indicador na determinação do estágio maturacional e parece estar
associada aos indicadores de maturação sexual, todavia seu alto custo e
complexidade operacional têm reduzido sua utilização pelos pesquisadores da
ciência esportiva (MACHADO, 2004).
Outro procedimento disponível é o acompanhamento do crescimento
somático, que pode ser definido como um processo em que os indivíduos alteram de
modo contínuo a magnitude do seu tamanho e forma corporal num dado intervalo de
tempo. O acompanhamento envolve monitoramento das variações antropométricas,
sendo a idade do pico de velocidade de crescimento (PVC) um dos seus mais
importantes indicadores (MALINA, 1991).
Durante o PVC da adolescência, ocorrem aceleração e desaceleração
do crescimento esquelético refletindo num grande incremento do crescimento
pondero-estatural. A idade do PVC é o indicador mais comumente utilizado em
estudos longitudinais na maturidade somática do adolescente (MALINA &
BOUCHARD, 1991). Assim, mediante o acompanhamento do crescimento, pode-se
detectar o momento em que o indivíduo atinge o PVC. Obviamente, seriam
26


necessárias várias medidas durante um determinado período do crescimento, o que
tornaria essa metodologia inviável para investigações transversais quando apenas a
realização de uma única medida fosse possível.
Neste sentido, MIRWALD, BAXTER-JONES, BAILEY e BEUNEN
(2002) desenvolveram uma técnica prática e não invasiva, que requer apenas uma
avaliação das medidas antropométricas, capaz de predizer a distância em anos em
que um indivíduo se encontra da sua idade do PVC.
A partir do modelo I para determinação do PVC proposto em 1978 por
PREECE e BAINES (1978), foi realizada uma série de interações entre a estatura,
altura tronco-cefálica e altura dos membros inferiores de um grupo de crianças
canadenses acompanhado durante 7 anos. A identificação do momento exato do
pico máximo de crescimento fornece um marcador comum para refletir a ocorrência
de outras velocidades da dimensão do corpo intra e inter indivíduos. Usando os
sincronismos diferenciais conhecidos do crescimento da estatura, da altura tronco-
cefálica e dos membros inferiores, pressupõe-se que as relações proporcionais de
mudança entre o tamanho dos membros inferiores, a altura tronco-cefálica com a
estatura, provêm uma indicação do status maturacional (MIRWALD et al., 2002).


27


FIGURA 4. Momento do pico de velocidade de crescimento de rapazes (a) e moças (b) para
estatura, membros inferiores e altura tronco-cefálica (Adaptado de MIRWALD et. al., 2002).

A partir desses dados e replicação do estudo em amostras canadenses
e belgas, um modelo obtido da combinação das três populações foi sugerido como o
mais indicado, por sua característica generalista.

Para rapazes (Equação 8)
PVC = -9,236+0,0002708 (CPxTC)–0,001663 (IxCP)+0,007216 (IxTC)+0,02292 (P/E)

(R=0,94; R
2
=0,891; EPE=0,592)

Para moças (Equação 9)
PVC = -9,376 + 0,0001882(CPxTC) + 0,0022(IxCP) + 0,005841(IxTC) +
0,002658(IxP) + 0,07693 (P/E)

(R=0,94; R
2
=0,89; EPE=0,569)

Onde:
CP = comprimento de perna (cm)
TC = altura tronco-cefálica (cm)
I = idade (anos)
P = peso (kg)
E = estatura (cm)

Nesse modelo, foram incluídas medidas de interação entre
comprimento de perna e altura sentado, entre idade e comprimento de perna, entre
idade e altura sentada, bem como razão ente peso e estatura. Aceitáveis índices de
determinação e erro padrão da estimativa foram obtidas, além do mais, os resultados
28


indicaram que o modelo de predição pode estimar o estado maturacional com um
erro de ± 1 ano, em 95% dos casos.
O nível de precisão do modelo tem sido utilizado em diversos outros
estudos, sendo possível sua aplicação em vários delineamentos de pesquisa. Seja
na sua utilização para comparação com maturação sexual entre jovens ativos e não-
ativos no esporte (GEITHNER, WOYNAROWSKA & MALINA, 1998), indicar as
limitações na utilização das características sexuais secundárias para comparações
entre sexos (SHERAR, BAXTER-JONES & MIRWALD, 2004), predição da estatura
adulta final, a partir das curvas do pico de velocidade da estatura (SHERAR,
MIRWALD, BAXTER-JONES & THOMIS, 2005) e investigação dos efeitos do
treinamento sobre o crescimento e maturação (MATTHEWS, BENNELL, MCKAY,
KHAN, BAXTER-JONES, MIRWALD & WARK, 2006).

3.9 Modelos pediátricos antropométricos mais utilizados
Medidas antropométricas, especialmente as dobras cutâneas podem ser
utilizadas para estimar densidade corporal, MIG, massa de gordura e %G desde que
aplicados em modelos válidos e apropriados para crianças e adolescentes. Algumas
dessas pesquisas produziram estimativas bem próximas da verdadeira (DURNIN &
RAHMAN, 1967; BROOK, 1971; LOHMAN, 1986; SLAUGHTER, LOHMAN,
BOILEAU, HORSWILL, STILLMAN, VAN LOAN & BEMBEN, 1988; WESTSTRATE &
DEURENBERG, 1989; DEURENBERG, PIETERS & HAUTVAST, 1990).
A partir das primeiras tentativas de MATIEGKA em 1921 de estimar a
gordura corporal a partir de seis dobras cutâneas, BROSEK e KEY em 1951 foram os
primeiros a utilizar a relação entre dobras e densidade corporal para estimar gordura.
Em uma das primeiras propostas pediátricas para estimativa da gordura a partir das
dobras cutâneas, DURNIN e RAHMAN (1967) compararam 105 adultos jovens
(Idades: 18-36 anos; Masc=60; Fem=45) com 86 adolescentes (Idades: 12-16 anos;
Masc=48; Fem=38), classificando-os inicialmente em magros, intermediários,
“rechonchudos” (sobrepesados) e obesos. As dobras cutâneas resultantes da
29


regressão foram das mesmas regiões para ambos os sexos (bíceps, tríceps,
subescapular e suprailíaca).
No entanto, as dobras cutâneas mais utilizadas nos modelos preditivos
da CC em crianças e adolescentes têm sido as dobras tricipital e subescapular
(TABELA 2). Percentual de gordura em crianças determinadas por estas ou mais
dobras, normalmente apresentam boa relação com densidade corporal referenciada
por pesagem hidrostática (r=0,65 a 0,90). Todavia as investigações podem ser
controversas quando crianças muito pequenas ou muito obesas são envolvidas nas
observações (HARSHA, FRERICHS & BERENSON, 1978).


Tabela 2. Modelos antropométricos da composição corporal para crianças e adolescentes.
Medidas População Equação (modelo) Autores/origem
Dc=Densidade
X=Bíceps +
Tríceps +
Subescapular+
Suprailíaca
Rapazes
Moças
Dc = 1,1533 - 0,0643 Log (X)
Dc = 1,1369 - 0,0598 Log (X)
DURNIN & RAHMAN, 1967
(Idades: 12 – 16 anos)
n = 86
Inglaterra
Dc=Densidade
X=Bíceps +
Tríceps +
Subescapular+
Suprailíaca
Rapazes
Pré-púberes
Moças
Pré-púberes
Dc = 1,1690 - 0,0788 Log (X)

Dc = 1,2063 - 0,0999 Log (X)
BROOK, 1971
(Idades: 01 – 11 anos)
n = 23
Inglaterra
X=Tríceps +
Subescapular
C=Constante
Rapazes
7 anos (C = -3,4)
10 anos (C = -4,4)
13 anos (C = -5,4)
16 anos (C = -6,4)
Moças
7 anos (C = -1,4)
10 anos (C = -2,4)
13 anos (C = -3,4)
16 anos (C = -4,4)
%G = 1,35 (X) – 0,012 (X)
2
– C


LOHMAN, 1986


(Idades: 08 – 18 anos)
Diversos estudos
X=Tríceps +
Subescapular
até 35mm
C=Constante
Rapazes Brancos
Pré-púberes (C=1,7)
Púberes (C=3,4)
Pós-púberes (C=5,5)
Rapazes Negros
Pré-púberes (C=3,2)
Púberes (C=5,2)
Pós-púberes (C=6,8)
%G = 1,21 (X) – 0,008 (X) – C SLAUGHTER et al., 1988
(Idades: 09 – 16 anos)
n = 242
USA
X=Tríceps +
Subescapular
Rapazes

%G = 0,783 (X) + 1,6

SLAUGHTER et al., 1988
(Idem)
30


> 35mm Moças %G = 0,546 (X) + 9,7
X=Tríceps +
Panturrilha
Rapazes
Moças
%G = 0,735 (X) + 1,0
%G = 0,610 (X) + 5,1
SLAUGHTER et al., 1988
(Idem)
X=Bíceps +
Tríceps +
Subescapular
+ Suprailíaca
Idade (anos)
Rapazes
2 - 18 anos

Moças
2 - 10 anos


11 - 18 anos

Dc = (1,1315 + (0,0018 Idade –
2)) – 0,0719 – (0,0006 Idade –
2) log (X)

Dc = (1,1315 + (0,0004 Idade –
2)) – 0,0719 – (0,0003 Idade –
2) log (X)
Dc = (1,1350 + (0,0031 Idade –
10)) – 0,0719 – (0,0003 Idade –
2) log (X)
WESTSTRATE &
DEURENBERG, 1989

(Idades: 07 – 10 anos)
n=68
(Idades: 02 – 18 anos)
n=2285
Alemanha
X=Bíceps +
Tríceps +
Subescapular
+ Suprailíaca
Idade (anos)
Rapazes

Moças
Dc = 1,1133 – 0,0561 log (X) +
1,7 (Idade 10
-3
)
Dc = 1,1187 – 0,063 log (X) +
1,9 (Idade 10
-3
)
DEURENBERG, 1990

BROOK em 1971 investigou as relações entre as medidas de dobras
cutâneas propostas por DURNIM e RAHAMAN (1967) e água corporal total, mediante
diluição de óxido de deutério. Entretanto as crianças investigadas eram de ambos os
sexos e tinham entre um e 11 anos de idade, enquanto a equação para estimar
densidade de DURNIM e RAHAMAN (1967) foi proposta para sujeitos de 12 a 16
anos.
Embora este autor tenha se fundamentado na medida de água corporal
total para estimar gordura corporal, os pressupostos que se seguiram assumiam que
a água do tecido magro era constante. Assumiam ainda que a partir dos quatro
meses de vida, o conteúdo de água do tecido magro de crianças não diferia dos
adultos ou de outros animais.
Assim, os dados desse estudo quando ajustados para fornecer uma
equação de regressão com coeficiente de 0,73 em relação à água corporal total,
resultou em novas equações para crianças de um a 11 anos de idade, a partir das
mesmas quatro dobras utilizadas anteriormente.
Em 1986, LOHMAN faz uma importante revisão dos 25 anos anteriores
da pesquisa da CC envolvendo crianças e adolescentes e propõe importantes
considerações às propostas existentes. Seu enfoque figura nas constantes dos
modelos até então, na aplicação das técnicas de composição corporal e na origem
31


dessas constantes, visto que foram desenvolvidas a partir de estudos em cadáveres
adultos. Já menciona a necessidade de substituir os usuais modelos
bicompartimentais, uma vez que a maturação química não vinha sendo considerada
nesses procedimentos.
Nesse estudo, LOHMAN (1986) já esboça algumas propostas de
diferentes investigadores, na consideração dos multicomponentes da CC. Considera
que o jovem adolescente tem maior quantidade de água corporal com menor
densidade corporal que o adulto, o que refletiria em menor estimativa de gordura
calculada com os modelos até então existentes. A diminuição da água corporal
durante a adolescência representa 72% a 73% da estimativa da gordura corporal
nessas idades, permitindo superestimar a massa corporal magra e subestimar a
gordura.
Da infância até a vida adulta, o conteúdo mineral ósseo varia em ambos
os sexos de 3,7% para 6,8%, considerando ainda o componente mineral do tecido
não ósseo. Assim, quando essas análises são efetuadas transversalmente, podem
fornecer o processo das mudanças do conteúdo mineral ósseo (CMO) e a densidade
corporal de forma mais precisa, tornando mais precisa também a estimativa do %G
corporal. Nessa revisão LOHMAN (1986) apresenta a estimativa da densidade
corporal nas diferentes idades, do nascimento aos 22,5 anos de vida. A partir dessa
abordagem, a relação entre dobras cutâneas e densidade é apresentada de forma
detalhada, bem como as comparações entre modelos bi e multicompartimentais. Uma
importante observação desse estudo está no anúncio do motivo da diminuição de
água corporal. O aumento da massa magra durante o crescimento não pode explicar
a diminuição da água observada em rapazes e moças, uma vez que tecido magro
tem maior quantidade de água (77%). Assim a principal causa da diminuição
observada estaria na diminuição do espaço extra-celular.
São indicados ainda quatro principais problemas na estimativa da CC
em crianças e adolescentes, que foram essenciais para as investigações
subseqüentes da área:
32


1. Equações derivadas para crianças e jovens são geralmente
estimadas a partir de um amplo campo de sujeitos (pré-púberes,
púberes e pós-púberes);
2. O desenvolvimento de regressões geralmente se origina em um
método de CC e um sistema de dois componentes, provendo
vieses na estimativa de gordura para sujeitos quimicamente
imaturos. Principalmente se forem utilizados na densitometria,
hidrometria ou espectrometria K
40
.
3. Poucas equações têm sido extensivamente validadas de forma
cruzada em outras populações, bem como a identificação de sub-
amostras não têm sido realizada de forma eficiente (i.e. sujeitos de
áreas atléticas ou de diferentes etnias).
4. Variação nos locais de medidas de dobras cutâneas,
circunferências ou diâmetros ósseos.

A partir dessas considerações e por atender parte dessas questões,
LOHMAN (1986) sugere a utilização da equação proposta por BOILEAU et al (1985).
Entretanto, nesse modelo, quando o fator maturacional foi considerado, os valores do
intercepto variaram entre as idades. Assim, as idades propostas nos modelos
preditivos de densidade corporal, têm maior alusão à distinção maturacional que
etária. LOHMAN (1986) ainda alerta que em populações de esportistas, as
estimativas podem apresentar direções equivocadas nas necessidades de perda de
peso corporal ou nas adequações da CC, não devendo ser empregadas nessas
populações.
Em 1988 LOHMAN participa do estudo mais evidente e utilizado na
área, para estimativa da gordura corporal em crianças e adolescentes, os modelos de
SLAUGTHER et al. (1988), que consideravam três diferentes abordagens: a)
Densidade corporal a partir da pesagem hidrostática e volume residual; b) Densidade
corporal e água corporal total (ACT); c) Densidade corporal, água e mineral ósseo.
33


A derivação do modelo considerou nove dobras cutâneas, quatro
estágios de maturação, os sexos e raça (brancos e negros). O estudo envolveu 310
crianças, adolescentes e adultos sendo desenvolvido em Illinois (n=182) e replicado
no Arizona (n=182). A classificação por maturação sexual (TANNER, 1962) foi
utilizada para agrupar os jovens em pré-púberes, púberes, pós-púberes e adultos.
Embora a amostra tenha sido composta por escolares envolvidos em programas de
esporte, esse critério não foi utilizado para discriminar os sujeitos.
Medidas de densidade corporal (pesagem hidrostática), água corporal
total (diluição de deutério), conteúdo mineral ósseo (absortometria óssea de rádio e
ulna de ambos os braços) e nove dobras cutâneas (tricipital, biciptal, subescapular,
axilar média, suprailíaca, suprailíaca anterior, abdominal, coxa medial e panturrilha
medial) foram consideradas no modelo preditivo. Porém após a regressão, as dobras
tricipital e subescapular apresentaram validade externa nas amostras investigadas e
na literatura. Assim foram gerados modelos quadráticos considerando diferenças
raciais e maturacionais nos meninos enquanto nas meninas, esta distinção não se
observou. As diferenças de maturação e raça para ambos os sexos também não foi
discriminante quando a soma das dobras (tricipital e subescapular) excedia a 35 mm.
Nesse mesmo período, apenas um ano mais tarde, WESTSTRATE e
DEURENBERG (1989) se preocupavam em apresentar formas mais objetivas no
diagnóstico da obesidade infantil. A partir das equações de DURNIN & WOMERSLEY
(1974) e das referências sobre densidade corporal disponíveis na literatura,
(publicações de FOMON, 1982), esses autores propuseram modelos ajustados para
determinação do %G no lugar de utilizar as equações para conversão de Siri e
Brozek. Não eram consideradas nestas equações a volatilidade da densidade
corporal durante o crescimento. Esta nova proposta abrangia estimativas da CC para
rapazes dos dois aos 18 anos enquanto dois modelos eram utilizados para as moças
(2 a 10 e 11 a 18 anos).
O principal pressuposto dessa proposta se fundamentava na variação
da densidade da MIG nas diferentes idades. Além do modelo de referência (pesagem
hidrostática) empregado nas propostas até então não considerar a distinção do tecido
magro, a participação do avaliado no momento da medida era um fator decisivo na
34


estimativa da densidade da MIG. Assim, um modelo de dobras cutâneas que
corrigisse a densidade corporal para cada idade e sexo, poderia ser uma alternativa
mais precisa para estimar o %G corporal durante o crescimento.
Entretanto algumas considerações precisam ser feitas ao serem
adotados tais modelos. A despeito da inocuidade, da interpretação imediata das
informações, da menor exigência de cooperação do avaliado, dos baixos custos e do
não requerimento de pessoal altamente qualificado, o uso de dobras cutâneas é uma
alternativa de medida duplamente indireta. Esses modelos são originários de
populações específicas e podem apresentar precisão variável quando aplicadas a
outras populações. Não há padronização das técnicas de medidas, os modelos são
derivados de regressões o que pode comprometer sua exatidão e as medidas são
influenciadas pela variabilidade entre os avaliadores.
Todavia, o interesse pela investigação no campo da CC pediátrica se
expande rapidamente (SARDINHA et al., 2000), bem como o uso de modelos que
exijam recursos com boa relação custo-benefício. Uma temática que sustenta essa
questão é que a criança não é um adulto em miniatura, assim, modelos propostos
para adultos não são apropriados para crianças e adolescentes.
A disponibilidade de ferramentas para quantificar a CC pediátrica tem
sido desenvolvida para certas populações e grupos etários e a aplicação dessas
ferramentas deve implicar em importantes informações conceituais. Entretanto
algumas lacunas como a quantificação dos componentes da CC para cada estágio
etário ou maturacional, entre outros tópicos, tornam a pesquisa da CC pediátrica
dinâmica e crescente nessa área de investigação (SOPHER, SHEN & PIETROBELLI,
2005).

3.10 Composição corporal do jovem esportista
(AUMENTAR REVISÃO DESTE ITEM) (BARBANTI, 2005)
Diversos estudos têm demonstrado os efeitos do exercício sobre a
densidade mineral óssea (DMO) de atletas de elite, quando comparados com sujeitos
não atletas da mesma idade (DRINKWATER, 1994; LOHMAN, 1995). Os resultados
35


desses estudos têm demonstrado maior DMO em indivíduos engajados em
exercícios de cargas elevadas ou de alto impacto. Comparações entre atletas de
diferentes modalidades sustentam esta idéia, porque ginastas e levantadores de
peso, em média têm maior DMO do que nadadores (DRINKWATER, 1994). Por
exemplo, indivíduos com maior DMO podem sobressair-se em determinados
esportes (p.e. ginastas) enquanto indivíduos com baixa DMO levam vantagens em
outros esportes (p.e. natação).
A massa isenta de gordura (MIG) consiste de músculo esquelético,
tecidos ósseo, conectivo e outros tecidos. Devido à dificuldade das técnicas de
avaliação da composição corporal em crianças, nem sempre é possível separar
massa muscular de ossos. Por esta razão, os estudos relacionam mudanças que o
exercício promove na MM como um todo, considerando principalmente os efeitos
sobre a estrutura músculo-esquelética. Ganhos de força têm sido observados em
estudos de treinamento envolvendo homens e mulheres adultos jovens (20-30 anos)
ou idosos (65-75 anos) (ROTH, IVEY, MARTEL, LEMMER, HURLBUT, SIEGEL,
METTER, FLEG, FOZARD, KOSTEK, WERNICK & HURLEY, 2001) ou crianças
(Ramos..., Arantes...).
Treinamento de força é mais efetivo do que resistência para aumento
da massa isenta de gordura, tecido conjuntivo, sangue, moléculas de hidrogênio e
proteínas do músculo esquelético (BARBANTI, 2001). Por outro lado, os efeitos
sobre a composição corporal, principalmente a gordura, são mais bem percebidos
quando os exercícios são de característica aeróbia.
Efeitos de treinamento também podem ser observados em
comparações de membros dominantes versus não dominantes. Alguns estudos têm
demonstrado maiores dimensões esqueléticas no braço dominante de tenistas
(DALEN, LAFTMAN, OHLSEN & STROMBERG, 1985; HAAPASALO, SIEVANEN,
KANNUS, HEINONEN, OJA, VUORI, 1996). Assim, parece que algumas diferenças
entre atletas e não atletas podem ser atribuídas ao treinamento.
Muito embora exista uma relação condicional entre carga e constituição
física, a estimulação mecânica é necessária para o eficiente crescimento e
36


manutenção da estrutura músculo-esquelética ao longo da vida. Estudos com
animais têm demonstrado que poucas repetições de cargas são capazes de produzir
tensões de alta magnitude, enquanto altas taxas de cargas são necessárias para
estimular a osteogênese e a hipertrofia muscular. Ou seja, para altas magnitudes de
capacidade de carga, são necessárias mais repetições.
Diversos fatores como idade, hormônios, níveis de nutrientes e a
genética, indiscutivelmente afetam a resposta óssea num determinado programa de
exercícios, todavia é preciso mais investigação para definir o tipo e a quantidade de
exercícios necessários para promover osteogênese nas diversas idades.
Estudos em crianças e adolescentes são particularmente importantes,
pois dados recentes sugerem benefícios permanentes nos parâmetros de massa
muscular e estrutura óssea, quando exercícios de carga óssea são realizados em
idades precoces (JAKICIC, CLARK, COLEMAN, DONNELLY, FOREYT,
MELANSON, VOLEK & VOPE, 2001; WILLIAMS, TEIXEIRA & GOIG, 2005).
Estudos que relatam o efeito do treinamento sobre a CC em crianças e
adolescentes ainda são inconclusivos e, portanto não podem precisar a carga nem
quando (da maturação) essas diferenças passam a ser efetivas.


4 MATERIAIS E MÉTODOS

Com base no relato da literatura apresentado, algumas premissas
foram assumidas previamente para a realização deste estudo:
a) Os recursos de análise tecidual corporal multicomponente por DXA e
modelos preditivos disponíveis na literatura, são referenciais válidos e de aceitável
precisão para estimar os tecidos adiposo, ósseo e muscular de jovens ES e NE,
sendo necessária a consideração desses componentes para a correta estimativa da
composição corporal (CC);
37


b) A classificação da maturação pelo pico de velocidade do crescimento
(PVC) é válida durante o crescimento puberal, apresentando melhor associação com
o crescimento tecidual corporal, figurando numa alternativa de classificação
maturacional mais atrativa do que outros recursos biológicos;
c) A prática esportiva programada pode acarretar diferenças na CC de
adolescentes ES e NE, ao menos a partir de determinados momentos do
crescimento ou para determinadas tarefas de desempenho motor.

4.1 Planejamento e autorizações
Em algumas reuniões realizadas com os diretores, administradores,
professores e técnicos desportivos das instituições foram apresentados os planos,
objetivos e direções gerais do estudo. Em seguida foi efetuado um levantamento
prévio do “n” disponível, classificação por idade e prática esportiva dos eventuais
voluntários. Nesse momento foram obtidos os termos de consentimento dos
responsáveis administrativos das instituições envolvidas para a pesquisa (Anexo I).
Os sujeitos do estudo foram convidados a participar voluntariamente, e
os pais ou responsáveis receberam um comunicado por escrito informando o
procedimento, data, local e horário previstos para a coleta dos dados (Anexo II).
O estudo seguiu as diretrizes e normas que regulamentam a pesquisa
com seres humanos (lei 196/96), sendo informados aos participantes todos os
propósitos e métodos utilizados no estudo e ressaltando o direito dos mesmos, de
desistir do experimento a qualquer momento. Após obtenção de termo de
consentimento livre e esclarecido dos pais ou responsáveis, os dados foram
coletados. O projeto inicial deste estudo foi submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa
da EEFEUSP sob Protocolo de Pesquisa nº. 2006/32 tendo sido aprovado em 30 de
março de 2007. O estudo seguiu o modelo de corte transversal de caráter descritivo
desenvolvimentista.

Sujeitos da amostra
38


Inicialmente 433 jovens do sexo masculino entre sete e 18 anos de
idade se propuseram a participar voluntariamente do estudo, recrutados em centros
esportivos e escolas (pública e particular) de Presidente Prudente/SP. Os sujeitos
deveriam ser aparentemente saudáveis, sem restrições médicas, sem partes do
corpo amputadas, sem uso declarado de medicamentos ou tratamento clínico que
pudessem afetar o metabolismo, o apetite ou o crescimento.
Embora a seleção da amostra tenha sido intencional, havia
representatividade de todo o perímetro urbano da cidade. Os sujeitos foram
categorizados em Esportistas (ES) e Não-Esportistas (NE).

4.2 Coleta dos dados
As avaliações foram realizadas no laboratório da UNESP – Campus de
Presidente Prudente, onde eram realizados os exames de Absortometria de Raios X
de Dupla Energia (DXA) de corpo total e medidas antropométricas numa única
sessão e pelos mesmos avaliadores.
Os dados estão divididos em variáveis independentes e dependentes.
Como independentes as variáveis com caráter preditivo da composição corporal de
caracterização (idade, sexo e prática esportiva), medidas antropométricas (estatura,
peso, altura tronco-cefálica, comprimento de membros inferiores, dobras cutâneas,
perímetros e diâmetros ósseos) e maturação pela idade do pico de velocidade de
crescimento (PVC). Como variáveis dependentes aquelas representativas dos
compartimentos corporais no nível órgão-tecidual, a saber; massa gorda (MG), massa
óssea (MO) e massa muscular (MM).

4.2.1 Procedimentos nas medidas
Um adequado dimensionamento amostral foi planejado para estimativa
da viabilidade do projeto, impacto do custo e tamanho amostral ideal. Foram
seguidas as sugestões do Centro de Estatística Aplicada – CEA/USP, resultante da
39


consulta submetida, para determinação do n amostral, confiabilidade e classificação
dos níveis de maturação.


4.2.2 Idade milesimal
A amostra foi classificada etariamente dos oito aos 18 anos de idade. A
idade foi determinada calculando-se a fração milesimal estimada de acordo com o
método desenvolvido por HEALY
3
(apud WEINER & LONNIE, 1981 citado e
adaptado por GUEDES & GUEDES, 2006). O cálculo matemático se baseia na
obtenção de frações equivalentes à data da avaliação (F1) e à data de nascimento
do avaliado (F2), a partir da operação (F1 e F2) = ((Dia – 1) + 30,3(Mês – 1))/365. A
partir desses valores, foi obtida a fração da idade (FI), a partir das operações (F1 –
F2), quando F1>F2; ou (1-F2 + F1), quando F1<F2.
O cálculo de anos foi obtido pelas operações (Ano da Avaliação – Ano
de Nascimento, se F1>F2; ou (Ano de avaliação – Ano de Nascimento) – 1, quando
F1<F2; a idade milesimal foi obtida pela soma da quantidade de anos e a fração
idade. Uma vez calculada a idade milesimal, o intervalo para cada idade foi
determinado para aqueles sujeitos que estivessem entre -0,500 a 0,499 do valor
inteiro de cada idade. Por exemplo: a idade de 10 anos compreendeu por todos que
tivessem idade milesimal entre 9,500 a 10,499 anos.

4.2.3 Classificação em esportistas (ES) e não-esportistas (NE)
Todos os sujeitos do estudo eram do sexo masculino. As modalidades
esportivas envolvidas (futebol de campo, atletismo, futsal e judô) foram condicionadas
à disponibilidade dos praticantes e das praças esportivas. O grupo de ES eram
aqueles sujeitos envolvidos em programas de prática esportiva mínima de dois anos,
com 3 sessões semanais de uma hora de duração, com experiência em competições

3
HEALY, M.J.R.; LOVAIC, J.A.; MANDEL, S.P.H. et al. The individual and the group. In.: WEINER, J.S.;
LONNIE, J.A. (eds.) Practical Human Biology. New York, Academic Press, p.11-23, 1981.
40


no último ano na modalidade praticada. O grupo NE eram aqueles não engajados em
algum programa de atividade esportiva sistemática ou com fins competitivos,
considerados como escolares.

4.2.4 Antropometria
As medidas antropométricas foram realizadas seguidas as
padronizações da International Society for Advancement in Kinanthropometry – ISAK
(NORTON & OLDS, 2005). Uma vez que todo procedimento era realizado em sessão
única, antes das medidas os avaliados eram convidados a esvaziar a bexiga para
obtenção das medidas.
As medidas de peso corporal foram realizadas utilizando-se uma
balança antropométrica eletrônica da marca Filizola®, (modelo Personal, para até
180 kg, Campo Grande, MS). O avaliado posicionava-se sobre a plataforma da
balança trajando um mínimo de vestimenta (short e camiseta), com braços
estendidos ao longo do corpo em posição estática, quando era registrado o peso
corporal em kg com precisão de 100 gramas.
A estatura foi medida com o auxílio de um estadiômetro de alumínio fixo
de parede (Sanny® Professional - ES2020), com escala de precisão de 0,1cm, onde
um cursor móvel determinava a altura do avaliado. O sujeito colocava-se em posição
estática, braços ao longo do corpo, tendo os pés descalços, procurando tocar à
escala de medidas com a nuca, costas, quadril, pernas e calcanhares. A cabeça era
sustentada no plano de Frankfurt por um dos avaliadores de forma alongada,
enquanto o outro registrava (em cm) a medida ao tocar o cursor na parte superior da
cabeça do avaliado.
A altura tronco-cefálica foi medida a partir da estatura sentada em um
banco de 50 cm, colocado junto à escala de medidas do mesmo estadiômetro, tendo
a cabeça orientada no plano de Frankfurt, semelhantemente ao procedimento para
estatura. O comprimento de membros inferiores foi obtido pela diferença entre a
estatura e a altura tronco-cefálica.
41


Foram mensuradas as espessuras de dobras cutâneas com precisão
em mm das regiões: bicipital, tricipital, subescapular, peitoral, axilar média, supra-
ilíaca, abdominal vertical, abdominal horizontal, coxa medial e panturrilha medial.
Para todas as medidas foi utilizado um mesmo plicômetro da marca Lange®, de
pressão constante de 10g/mm
2
, com terminais móveis. O avaliado permanecia em
pé, posição relaxada e as medidas eram efetuadas em triplicata sendo registrada a
mediana. Quando havia variação maior que 5% entre as medidas, uma nova série de
medidas era tomada.
Foram mensurados os perímetros meso-exernal do tórax, braço-
relaxado, braço-contraído, antebraço, punho, cintura (menor diâmetro), abdome
(cicatriz umbilical), quadril (maior diâmetro), coxa e perna-medial com precisão de
0,01m. Foi utilizada uma fita metálica de 2m da marca Sanny®, tendo na
extremidade um dispositivo de látex, que era substituído a cada 20 sujeitos
avaliados, na tentativa de uniformizar a pressão das medidas em todos os
perímetros. Os sujeitos permaneciam em pé, trajando apenas short e tendo os pés
descalços sendo obtidas as medidas no hemicorpo dominante. Para a medida de
braço contraído, os sujeitos mantinham o braço em posição horizontal em ângulo de
90º ao antebraço na altura do cotovelo. Sustentavam esta posição pelas palmas das
mãos, fazendo contração isométrica. A medida de maior perímetro do bíceps era
registrada em cm.
Foram mensurados os diâmetros biacromial, bicrista-ilíaco, tórax
transverso, biepicondilar do úmero, bitrocantérico, biepicondilar de rádio e ulna,
biepicondilar do fêmur e bimaleolar utilizado se de paquímetros de alumínio
anodizado (Antrop - 720 mm e 300 mm - Sanny®), com precisão de 0,01m e
tolerância de 0,1mm. Os sujeitos permaneciam em pé, posição estática, tendo livre
de vestimentas as regiões medidas. Para as medidas biepicondilar de fêmur, úmero
e bimaleolar, os avaliados ficavam em posição sentada com os pés apoiados no
chão.

42


4.2.5 Precisão das medidas
Critérios de autenticidade científica. (ETM, CCI, REPROD.)


4.2.6 Maturação
Os sujeitos foram classificados por níveis de maturação, baseado no
pico de velocidade de crescimento (PVC) proposto por MIRWALD et al. (2002).
Nesse modelo, são incluídas interações entre comprimento de perna e altura tronco-
cefálica, idade e comprimento de pernas, idade e altura tronco-cefálica, bem como
razão entre peso e estatura.
É importante ressaltar que a idade em que ocorre o pico de crescimento
variou entre sujeitos, estando à idade média de 14 anos para sujeitos do sexo
masculino (MIRWALD et al., 2002). A determinação da idade do PVC foi possível a
partir das informações antropométricas da estatura, altura tronco-cefálica,
comprimento de membros inferiores, peso corporal e idade. O PVC pôde ser
expresso mediante a seguinte equação para rapazes: PVC= -9,236 + 0,0002708 (CP
x TC) – 0,001663 (I x CP) + 0,007216 (I x TC) + 0,02292 (P/E), onde
CP=comprimento de perna (cm), TC=altura tronco-cefálica (cm), I=idade (anos),
P=peso corporal (kg) e E=estatura (cm).
O modelo para estimativa do PVC retorna valores contínuos, assim
esse resultado foi utilizado como variável independente na proposição dos modelos
preditivos da CC. Todavia, para efeito descritivo do comportamento das variáveis de
CC, foi adotado agrupamento etário do PVC, mediante agrupamento para o valor
inteiro mais próximo. Uma vez que a maturação foi categorizada em valores inteiros,
e sendo Yi o nível de maturação para o i-ésimo indivíduo, a classificação foi definida
na forma expressa na TABELA 4.
O agrupamento resultou em nove níveis na forma de escala: -5, -4, -3, -
2, -1, 0, 1, 2 e 3 anos para o PVC (TABELA 4).
TABELA 4. Classificação do Pico de Velocidade de Crescimento.
43


Nível Intervalo (anos) considerado
-5
49 , 4 − <
i
Y

-4
50 , 3 50 , 4 − < ≤ −
i
Y

-3
50 , 2 50 , 3 − < ≤ −
i
Y
-2
50 , 1 50 , 2 − < ≤ −
i
Y
-1
50 , 0 50 , 1 − < ≤ −
i
Y
0
50 , 0 50 , 0 < ≤ −
i
Y
1
50 , 1 50 , 0 < ≤
i
Y
2
50 , 2 50 , 1 < ≤
i
Y
3
50 , 2 ≥
i
Y

O nível de maturação de idade 0 (zero) indica que o indivíduo estava
em seu pico máximo de crescimento. Esta escala é interpretada como o tempo, em
anos, para atingir o pico de crescimento. Por exemplo, o nível 3 indica que o pico de
crescimento foi atingido há 3 anos, e o nível -3 indica que faltam 3 anos para atingi-
lo.

4.2.7 Composição corporal multicomponente
Todas as medidas foram realizadas de outubro a dezembro de 2008
com temperatura constante controlada (23ºC).
Os voluntários eram trazidos ao laboratório da universidade em grupos
de 3 a 5 sujeitos por sessão de medidas. Após preenchimento dos dados de
identificação na planilha de avaliação (Anexo III) as medidas eram iniciadas.

44


4.2.7.1 Medidas da DXA
O exame da composição corporal de corpo total e regional foi realizado
por absortometria de raios-X de dupla energia (DXA) com um scanner Lunar DPX-NT
(GE Medical, Software Lunar DPX enCORE 2007 version 11.40.004, Madison, WI) de
varredura pencil-beam. Nesta versão de software, ao inserir os dados do avaliado, o
sistema identifica suas características físicas, étnicas, sexuais e etárias, ajustando
automaticamente o modo de análise. O sistema fornece o tecido de gordura corporal
(g); porcentagem de gordura (%); massa do tecido magro (g); conteúdo mineral
ósseo (g) e massa corporal total (kg) mensurado por scan.
A cada manhã antes das medidas, era realizada a calibração do
equipamento por QA (Quality Assurance) descrito pelo fabricante, sempre pelo
mesmo pesquisador, com arquivamento dos registros da confiabilidade das medidas.
Semanalmente também era realizado procedimento de calibração Phantom, em
bloco padronizado com valores conhecidos de CMO (padronizados - sBMD) para
coluna lombar L2-L4 e fêmur total.
As diferenças de absorção (por atenuação) determinavam em única
varredura os tecidos de gordura, tecidos moles e conteúdo mineral ósseo em análise.
O sistema opera automaticamente na seleção da forma e tempo de varredura de
corpo total, no modo fino (19:16 min.) para sujeitos abaixo de 15 cm de altura do
tronco sobre a mesa de leitura, modo normal (14:21 min.) para aqueles entre 15 e 25
cm e no modo espesso (28:38 min.) para os acima de 25 cm. A tensão média de
voltagem era de 76 Kv, corrente 0,100 mA em área de colimação, representa uma
dosagem de apenas 0,2 nGy para análise de corpo total (MANUAL, 2006).
Para o exame, era solicitado ao avaliado a retirada de artefatos
metálicos (quando não fosse possível, a ferramenta “artefato” do software era
utilizada para isolar a área do dispositivo) trajando apenas short e camiseta. O
avaliado era posicionado pelo pesquisador em decúbito dorsal e centralizado sobre a
mesa do scanner, tendo a linha central da mesa como referência e os membros
inferiores unidos por fitas de velcro. As mãos do paciente deveriam estar abertas,
com as palmas apoiadas na mesa de exame e os braços estendidos ao longo do
45


corpo (com os braços do avaliado dentro das linhas da área de varredura na
almofada da mesa).


Figura X: Posicionamento do avaliado no scanner.

O braço de leitura deslizava por sobre seu corpo a uma distância de 80
cm de maneira retilínea, realizando o rastreamento da cabeça até aos pés. O
detector captava as informações associadas à atenuação dos feixes de fótons, pós-
passagem através do corpo do avaliado, e as enviava para análise em
microcomputador por meio do software específico. Todo procedimento seguiu as
recomendações do fabricante para procedimento de análise de corpo total (MANUAL,
2006).

46


4.2.7.2 Cálculo da massa de gordura (MG)
A MG foi estimada a partir dos valores absolutos e relativos fornecidos
pela DXA. Os valores absolutos foram expressos em kilogramas (MG
DXA
) e quando
considerada de modo relativo (MG
R
), foi estimada por:
MG
R
=MG
DXA
/PC
Onde: MG
R
=massa de gordura relativa; MG
DXA
=massa de gordura; PC=peso corporal

4.2.7.3 Cálculo da massa muscular (MM)
Após a transferência da imagem para a tela do computador, o
pesquisador realizava os ajustes das linhas de definição de cabeça, membros
superiores e inferiores, pélvis e coluna, uma vez que o software provê análise dos
tecidos corporais de forma regionalizada. Desta forma, foi calculada a massa do
tecido magro apendicular (TMA) pela somatória do tecido magro de membros
superiores e inferiores direito e esquerdo. O valor de TMA foi utilizado na equação de
predição da MM desenvolvida e validada (método: leave-one-out) para crianças e
adolescentes por Kim et al. (2006), descrita a seguir:

MM (kg) = 1,003.TMA + 0,039.PC – 1,315
Nota: PC = peso corporal (kg); r
2
= 0,985; EPE = 0,524 kg.

4.2.7.4 Cálculo da massa mineral óssea (MO)
Para estimar a massa mineral óssea (MO), o conteúdo mineral ósseo
(CMO) foi determinado por DXA conforme descrição anterior. Considerando que o
índice mineral ósseo representa a porção óssea cinza, multiplicando-se o valor do
CMO por 1,0436 (BALLOR, 1996), o produto resultante é convertido para MO total.


47


4.3 Procedimentos estatísticos
O estudo foi submetido ao Instituto de Matemática e Estatística –
IME/USP para determinação do erro e confiança das equações para cada n amostral
pretendido. Posteriormente à coleta de dados, nova submissão foi feita para o
desenvolvimento do modelo preditivo multicomponente.
Os dados são apresentados por idade cronológica, categoria esportiva
e maturação (PVC) para as comparações descritivas da CC. Uma análise
exploratória inicial foi utilizada para investigar existência de outliers e o teste de
Shapiro-Wilk foi empregado para testar a normalidade dos dados.
A validação dos modelos preditivos atuais foi realizada, tendo como
referência os parâmetros das variáveis dependentes. Para estas comparações, a
análise paramétrica ou não paramétrica foi adotada sempre que a ocasião exigiu.
Nas comparações intra e intergrupos etários ou maturacionais foi escolhida a análise
de variância (ANOVA). O teste post hoc de Tukey foi empregado quando p<0,05.
A proposição de modelos para estimativa da CC foi concebida,
mediante procedimentos de regressão linear multidimensional.
Um procedimento de validação cruzada foi adotado, segundo o modelo
de validade interna PRESS (HOLIDAY, BALLARD & MACKEOWN, 1995), a partir da
exclusão de uma observação, sendo propostas equações com a amostra restante e
replicados mediante validação cruzada para cada sujeito excluído. A estatística
PRESS é utilizada para mensurar a eficiência de uma equação preditiva, quando
aplicada à amostras independentes (MYERS, 1986).
A estatística PRESS segue os seguintes passos: a) efetua-se a
construção de uma equação de regressão com a uma observação excluída; b)
obtêm-se o valor predito da observação excluída; c) calcula-se o resíduo para aquele
valor previsto (observado-previsto); d) repetem-se as etapas 1-3 para todas as
observações; e) toma-se a soma dos quadrados de todos os resíduos, e f) deriva-se
a estatística PRESS tomando-se a raiz quadrada da soma de quadrados dos
resíduos, divididos pelo número total de observações. A validação que usa o
48


procedimento PRESS é similar à aplicação da equação a uma amostra independente
(Sun et al., 2003).
Obviamente se seguiram as considerações de validação como análise
da precisão das variáveis preditivas, relação estatística e biológica intra e inter-
variáveis entre as variáveis preditivas e de resposta, estruturação dos métodos
estatísticos usados para formular a equação a partir do tamanho da amostra,
intercolinearidade entre variáveis de resposta e homocedasticidade dos resultados.

5 RESULTADOS
Para identificar e quantificar os componentes corporais, os resultados
serão apresentados de forma comparativa por idade cronológica (IC), idade
maturacional do pico de velocidade de crescimento (PVC) em anos e pela prática
esportiva, considerando os grupos de esportistas (ES) e não-esportistas (NE).
Do total inicial de avaliados (n=433) foram excluídos os sujeitos com
idades fora dos limites propostos de 8 a 18 anos e os sujeitos com dados faltosos.
Alguns sujeitos (n=8) com apenas um dado faltando, tiveram seus valores imputados
pela média da sua idade. Análises comparativas antes e depois da imputação
mostraram comportamento inalterado dos resultados. Do total final (n=408), o grupo
de ES provinha da prática de futebol de campo (n=143), atletismo (n=11), futsal
(n=20) e judô (n=3); os demais (NE) vinham da escola particular (n=90) e pública
(n=141). Todavia, foram identificados dentre os escolares ES praticantes de diversas
modalidades (n=38), como também dentre os praticantes esportivos, sujeitos que
não atendiam aos critérios previamente estabelecidos para ES (n=30), classificados
então como NE.
Neste estudo as particularidades de cada modalidade não foram
consideradas nas análises. Uma ANOVA (one-way) prévia indicou não haver
diferenças na CC dos NE da escola pública e particular (dados não apresentados). A
Tabela 1 expressa a distribuição etária dos sujeitos participantes deste estudo.

49


Tabela 1. Descrição etária, idade, maturação (PVC) e distribuição
percentual (%) de jovens Esportistas (ES) e Não-esportistas (NE) do sexo masculino.
Idade
PVC ES NE
Total
n n (%) n (%)
8 - 4,8 6 21,4 22 78,6 28
9 - 4,3 15 46,9 17 53,1 32
10 - 3,8 15 44,1 19 55,9 34
11 - 3,1 17 42,5 23 57,5 40
12 - 2,3 18 48,6 19 51,4 37
13 - 1,5 16 41,0 23 59,0 39
14 - 0,6 24 51,1 23 48,9 47
15 0,3 21 50,0 21 50,0 42
16 1,2 22 56,4 17 43,6 39
17 1,6 15 37,5 25 62,5 40
18 2,4 12 40,0 18 60,0 30
Total X=-1,3 181 X=43,6

227 X=56,4 408

Parte do primeiro objetivo foi identificar componentes da CC,
considerando maturação e idade cronológica. Os componentes de MG, MM, MO
foram expressos em kg (GRÁFICOS 1 a 3). Embora o estudo tenha característica
descritiva transversal, a representação em linhas foi utilizada, uma vez que os
componentes da CC sempre apresentaram tendência de aumento com o
crescimento.
Quando expressa pela idade cronológica a massa de gordura (MG)
apresentou um comportamento de oscilação mais acentuada a partir dos 13 anos
(Gráfico 1a). Entretanto quando agrupada por maturação (Gráfico 1b), observou-se
uma tendência de comportamento mais unidimensional, amenizando os efeitos
típicos de uma representação transversal.
50



Gráfico 1. Comportamento da gordura corporal por idade (8 a 18 anos)
e anos para o PVC (-5 a 3) de jovens do sexo masculino.

Por outro lado, a massa muscular (MM) permite identificar um
comportamento bastante similar, quando alinhada por idade cronológica (Gráfico 2a)
ou anos para o PVC (Gráfico 2b), embora nesta última exista uma tendência linear
mais suave.

Gráfico 2. Comportamento da massa muscular por idade (8 a 18 anos)
e anos para o PVC (-5 a 3) de jovens do sexo masculino.

(a) (b)
(a) (b)
51


O último componente, a massa óssea (MO), também apresentou
comportamento semelhante nas duas formas de expressão, por idade (Gráfico 3a) e
pelo PVC (Gráfico 3b), com ligeira inversão nas idades de 16 para 17 anos naquela,
enquanto nesta, a idéia de crescimento contínuo vai até ao final da maturação.


Gráfico 3. Comportamento da massa óssea por idade (8 a 18 anos) e
anos para o PVC (-5 a 3) de jovens do sexo masculino.

Em seguida procurou-se quantificar os componentes da CC,
considerando maturação, idade cronológica e prática esportiva (estatística
descritiva). Embora se tenha observado uma tendência de aumento dos tecidos
corporais durante o crescimento, esse incremento não foi constante nem uniforme. A
Tabela 2 apresenta os valores de média e desvio padrão na CC, bem como as
diferenças etárias das idades subseqüentes registradas pelo teste post-hoc (Tukey)
posterior à ANOVA (one-way).

Tabela 2. Valores de média e desvio padrão (dp) dos componentes da
CC e significância estatística (*) para as idades subseqüentes, em jovens de 8 a 18
anos do sexo masculino.
(a) (b)
52


Idade MG (kg) MO (kg) MM (kg)
(anos) Média (dp) Média (dp) Média (dp)
8 6,1 4,4 1,2 0,2 10,6 2,4
9 6,6 4,2 1,2 0,2 11,3 1,8
10 7,0 4,5 1,3 0,2 11,9 2,0
11 7,8 6,2 1,5* 0,3 13,8* 3,9
12 8,7 6,6 1,8 0,3 16,8 3,0
13 10,8 9,5 2,0* 0,4 18,9* 3,6
14 10,3 9,4 2,3* 0,5 22,8* 4,2
15 11,1 8,2 2,7 0,5 26,1* 4,0
16 10,3 5,5 3,0 0,4 27,6 3,1
17 11,9 8,7 3,0 0,4 27,9 3,6
18 10,1 8,7 3,1 0,4 28,5 3,7
(Gl=10) F=2,623 F=157,621 F=145,428
* Significância estatísticas nas idades subseqüentes (p<0,05)

Enquanto a variável MG não apresentou diferenças estatisticamente
significantes em todas as idades, a MM revelou um significativo aumento aos 12, 14
e aos 15 anos de idade. Enquanto a MO apresenta um incremento aos 12 anos, 14,
15 e 16 anos, sugerindo aumentos significativos num período etário mais extenso
que a MM.
Quando expressa por idade para o PVC (Tabela 3), a MG apresentou
tendência semelhante à classificação por idade, porém com diferenças particulares
nos demais componentes. A MM apresentou um aumento com diferenças
significantes dos -4 aos 2 anos para o PVC, expressando 7 anos de incremento
muscular acentuado, enquanto na classificação por idade cronológica as diferenças
foram significantes em praticamente metade desse período.
Do mesmo modo, as diferenças de MO foram significantes em 6 idades
do PVC, contra 4 por classificação etária. Semelhantemente à MM, os maiores
53


aumentos ocorreram de forma mais acentuada nas idades anteriores ao pico de
crescimento (PVC=0), sugerindo um tempo de estirão da CC até o pico de
crescimento.

Tabela 3. Valores de média e desvio padrão (dp) dos componentes da
CC e significância estatística (*) para as idades subseqüentes, em jovens do sexo
masculino de -5 a 3 anos do PVC.
PVC
MG - Dexa (kg) MO (kg) MM (kg)
Média (dp) Média (dp) Média (dp)
-5 4,8 3,1 8,8 1,4 1,1 0,1
-4 6,9 4,8 10,5* 2,0 1,3* 0,2
-3 7,9 5,1 13,1* 2,9 1,5* 0,2
-2 9,9 7,4 16,1* 2,5 1,8* 0,3
-1 10,6 10,4 19,5* 2,6 2,2* 0,3
0 10,8 8,0 23,5* 3,5 2,6* 0,4
1 10,4 7,2 26,2 2,9 3,0 0,4
2 11,5 7,1 26,6* 3,2 3,1 0,4
3 13,4 11,9 29,3 3,2 3,3 0,4
Gl=8 F=4,618 F=278,234 F=306,615
P<0,05

Na Figura 6 estão representadas as massas de gordura, óssea e
muscular conjuntamente e de forma comparativa entre ES e NE. Observa-se que a
CC dos jovens ES apresentam maiores valores de MM, menores quantidades de MG
e muito similares de MO em relação aos NE, entretanto a diferença só foi
estatisticamente significante na MG (F=33,976; t=-4,366; p<0,05). Observam-se
ainda elevados desvios padrão (dp) em todos os componentes, sugerindo não haver
homogeneidade nos grupos mesmo entre os esportistas, pois vale lembrar que não
se trata de praticantes de uma mesma modalidade esportiva.
54




Figura 6. Proporções da Composição corporal das massas de gordura,
óssea e muscular de jovens esportistas e não-esportistas do sexo masculino.

O segundo objetivo deste estudo propunha relacionar massa muscular,
massa óssea e massa de gordura com idade, maturação e prática esportiva. Para
isso, recorreu-se à análise de correlação bivariada de Spearman cujos resultados
estão expressos na Tabela 4.
Como pode ser observado, houve associação entre MM e MO de modo
inverso à MG. Esta apresentou correlação apenas moderada com peso corporal,
enquanto MO e MM apresentaram alta correlação com as variáveis de caracterização
(0,88 a 0,92) e muito alta com crescimento (0,91 a 0,94), com exceção de categoria.


55


Tabela 4. Coeficiente de correlação entre massa de gordura (MG),
massa óssea (MO), massa muscular (MM), variáveis categóricas e antropométricas,
em jovens do sexo masculino de 8 a 18 anos de idade.
Caracterização Crescimento CC
Categ. PVC Idade Estatura Tr-cefál. Peso MG MO MM
Spearman Pearson
PVC -0,04
Idade -0,05 0,97 0,88 0,88 0,78 0,22 0,87 0,88
Estatura -0,04 0,93 0,95 0,84 0,27 0,91 0,94
Tr Cefálica -0,01 0,95 0,88 0,35 0,93 0,93
Peso 0,03 0,86 0,69 0,91 0,89
MG 0,17 0,32 0,41 0,31
MO -0,07 0,92 0,95
MM -0,06 0,92

O objetivo de propor e validar modelos preditivos da CC a partir das
variáveis antropométricas. Os componentes MG, MO e MM foram considerados
como variáveis dependentes do modelo, sendo necessário determinar seu
comportamento na amostra estudada. A correlação entre as variáveis dependentes
O teste de Shapiro-Wilk testado de forma multivariada indicou não
haver normalidade dos resíduos quando (W=0,5938; p=2,2e-16). A MG foi a que
apresentou comportamento de distribuição mais assimétrico. Ou seja, a maioria dos
sujeitos da amostra tinham menos de 10kg de gordura corporal (Figura 7).

56


40,0 30,0 20,0 10,0 0,0
MG (kg)
100
80
60
40
20
0
F
r
e
q
u
ê
n
c
i
a
Mean = 9,3348
Std. Dev. = 7,48053
N = 408
4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0
MO (kg)
50
40
30
20
10
0
F
r
e
q
u
ê
n
c
i
a
Mean = 2,14
Std. Dev. = 0,79484
N = 408
35,0 30,0 25,0 20,0 15,0 10,0
MM (kg)
40
30
20
10
0
F
r
e
q
u
ê
n
c
i
a
Mean = 20,0821
Std. Dev. = 7,42886
N = 408

Figura 7. Distribuição da composição corporal de jovens esportistas e
não-esportistas do sexo masculino.

Na tentativa de ajustar os dados, foi realizada regressão com
transformação logarítmica dos dados (REFERÊNCIA), no entanto os resultados
foram positivos para MO e MM, mas não para a MG. Contudo a distribuição dos
resíduos (erro) foi centralizada (Figura 10). Sendo assim, os dados foram tratados
sem transformação. Sem influencia não houve melhora... modelo simplificado.


Figura 8. Distribuição multivariada dos resíduos para massa de gordura
(MG), massa óssea (MO) e massa muscular (MM) de jovens do sexo masculino de 8
a 18 anos de idade.

Uma vez que todas as 36 variáveis independentes poderiam entrar no
modelo, foi realizado individualmente um stepwise para MG, MO e MM a fim de
57


selecionar a entrada das variáveis comuns aos três componentes e com maior coef.
Determinação r2 ajustado. Ao todo eram variáveis de caracterização (n=3);
dimensões (n=4); dobras cutâneas (n=10); perímetros (10) e diâmetros ósseos (9).
Caracterização:
Idade, categoria (ES; NE), idade do PVC
Antropometria:
Estatura, peso, altura tronco-cefálica, membros inferiores.

Dobras cutâneas:
Bicipital, tricipital, subescapular, peitoral, axilar média, supra-ilíaca,
abdominal vertical, abdominal horizontal, coxa-medial e panturrilha.
Perímetros:
Tórax meso-external, braço-relaxado, braço-contraído, antebraço,
punho, cintura, abdome, quadril, coxa e perna-medial.
Diâmetros ósseos:
Biacromial, tórax transverso, bicrista-ilíaco, bitrocantérico, biepicondilar
do úmero, biestiloidal de rádio e ulna, biepicondilar do úmero,
biepicondilar do fêmur e bimaleolar.

A exclusão das variáveis na análise do modelo foi uma decisão do
pesquisador, com base no seguinte:
a) a partir dos resultados do Stepwise, quando a significância foi menor
que 5%;
b) no que a literatura preconiza das variáveis utilizadas nos modelos
como preditoras da CC;
c) nos valores de correlação do r ajustado a cada tentativa de exclusão
de uma variável, entre os valores preditos e medidos.
Algumas tentativas de interações também foram experimentadas,
porém não houve melhora nos ajustes, dessa forma, chegou-se ao modelo final do
58


ajuste de modelo de regressão multivariada, resultando em apenas 9 variáveis
preditoras (Tabela 5).

Tabela 5. Ajuste de modelo de regressão multivarida para predição da
composição corporal em jovens do sexo masculino de 8 a 18 anos de idade.
Df Aprox Pillai F num. Gl den. Gl p (>F) Sig.
Idade 1 1,00 4653,1 3 396 < 2,2e-16 ***
Estatura 1 0,90 835,1 3 396 < 2,2e-16 ***
Peso 1 1,00 2876,1 3 396 < 2,2e-16 ***
Dc_Tri 1 0,70 273,8 3 396 < 2,2e-16 ***
Dc_Si 1 0,30 60,2 3 396 < 2,2e-16 ***
Dc_AbV 1 0,20 24,3 3 396 1,879e-14 ***
Dc_Cx 1 0,10 11,8 3 396 2,000e-07 ***
Per_Br 1 0,03 3,5 3 396 0,01479 *
Per_Cx_m 1 0,10 10,7 3 396 9,151e-07 ***
Residuals 398
Signif.: 0,000 ‘***’; 0,001 ‘**’; 0,05 ‘*’

O método de Aproximação Pillai foi usado para testar os valores de F.
Os elevados índices de significância para os valores de p (>F) devem ser
interpretados na forma de expressão: ex. <2,2e-16 = < 2,2 x 10-16.
Dessa maneira a regressão multivariada, considera a interdependência
dos componentes corporais (MG, MO, MM) para sua predição a partir das medidas
antropométricas. Os valores de beta (β) para cada componente e variável estão
descritos na Tabela 6.

Tabela 6. Valores de β para cada componente da composição corporal
em jovens do sexo masculino de 8 a 18 anos de idade.
59


MG (kg) MO (kg) MM (kg)
(Intercepto) 7,66571177 -0,941635140 -15,00446514
Idade -0,14589134 0,027651517 0,00634980
Estatura -0,09523287 0,005191749 0,10369590
Peso 0,31005737 0,035752861 0,26962053
Dc_Tri 0,13265764 -0,003437299 -0,07584629
Dc_Si 0,12366158 -0,005684636 -0,04932981
Dc_AbV 0,17473022 -0,008074336 -0,08341401
Dc_Cx 0,11627546 -0,004055853 -0,09684956
Per_Br -0,06843252 -0,008740523 0,08348542
Per_Cx_m -0,07746492 0,013819177 0,17455839

A partir dos parâmetros multivariados é possível predizer cada
componente da CC (MG, MO, MM), diferentemente de quando se propõe uma
análise unidimensional tradicional.
Os valores de correlação entre os valores preditos e observados estão
expressos na Figura 9.
60



Figura 9. Correlação entre os valores preditos e observados da
composição corporal de jovens esportistas e não-esportistas do sexo masculino.


MG (kg) r=0,9748; EPE= ; IC=
MO (kg) r=0,9680;
MM (kg) r=0,9787

Intervalo de confiança 1-alfa (0,95)
Dp=
O Intervalo de confiança para cada componente estão expressos na
figura 10.
MG -
61




MO


MM
62





5.1 Validação cruzada
Um procedimento de validação cruzada foi adotado, segundo o modelo
de validade interna PRESS (Holiday, Ballard & MacKeown, 1995), a partir da
exclusão de uma observação, sendo propostas equações com a amostra restante e
replicados mediante validação cruzada para cada sujeito excluído. A estatística
PRESS é utilizada para mensurar a eficiência de uma equação preditiva, quando
aplicada à amostras independentes. Este procedimento de validação cruzada é
utilizado quando os dados independentes disponíveis são insuficientes (Myers,
1986).
A estatística PRESS segue os seguintes passos: a) efetua-se a
construção de uma equação de regressão com a uma observação excluída; b)
obtêm-se o valor predito da observação excluída; c) calcula-se o resíduo para aquele
valor previsto (observado-previsto); d) repetem-se as etapas 1-3 para todas as
observações; e) toma-se a soma dos quadrados de todos os resíduos, e f) deriva-se
a estatística PRESS tomando-se a raiz quadrada da soma de quadrados dos
63


resíduos, divididos pelo número total de observações. A validação que usa o
procedimento PRESS é similar à aplicação da equação a uma amostra independente
(Sun et al., 2003).
Obviamente se seguiram as considerações de validação como análise
da precisão das variáveis preditivas, relação estatística e biológica intra e inter-
variáveis entre as variáveis preditivas e de resposta, estruturação dos métodos
estatísticos usados para formular a equação a partir do tamanho da amostra,
intercolinearidade entre variáveis de resposta e homocedasticidade dos resultados.

O objetivo final do estudo em comparar a CC entre jovens esportistas e
não esportistas estão expressos graficamente na Gráfico 4 (a,b,c). Foi realizado o
teste t para amostras independentes classificados pela idade e pela maturação. Os
resultados indicaram que a diferença entre ES e NE foi estatisticamente significante
na MG (Gráfico 4a) aos 14 (F=17,217; t=-3,051; p=0,004), aos 15 (F=11,453; t=-
3,553; p=0,001), aos 16 anos (F=7,596; t=-2,259; p=0,030) e na MO aos 15 anos
(F=0,247; t=-2,193; p=0,034). A tabela descritiva dessas análises está no Anexo IV.


*
*
*
* (p<0,05)
(a)
64




Gráfico 4. Valores comparativos por idade cronológica entre esportistas
(ES) e não esportistas (NE) da massa de gordura (MG; a), massa óssea (MO; b) e
massa muscular (MM; c) em jovens do sexo masculino de 8 a 18 anos.

Quando expressos pelo PVC (Gráfico 5), a diferença entre ES e NE foi
estatisticamente significante somente na MG (Gráfico 5a) aos -2 (F=17,217; t=-3,051;
p=0,004), no ano 0 do PVC (F=16,624; t=-2,801; p=0,007) e ano 1 (F=16,058; t=-
3,607; p=0,001). Nas demais idades e componentes da CC não houve diferenças.

(b)
(c)
65




(b)
(a)
66



Gráfico 5. Valores comparativos por anos para o PVC entre esportistas
(ES) e não esportistas (NE) da massa de gordura (MG; a), massa óssea (MO; b) e
massa muscular (MM; c) em jovens do sexo masculino de 8 a 18 anos.


6 DISCUSSÃO
Compreender claramente a associação entre crescimento, composição
corporal e maturação pode ser importante para as decisões de orientação de
exercícios de jovens esportistas ou não esportistas.
Enquanto que por um lado a literatura reporte diversos estudos
relacionando o crescimento com desempenho motor (XXXXXXXXXXXXXX) com a
composição corporal (XXXXXXXXXXXX) e maturação (XXXXXXXXX), por outro lado
outros não têm encontrado essa associação (XXXXXXXXXXXX). Essas relações
realmente não existem ou os métodos, e instrumentos podem não ter sido
adequados ou sensíveis o suficiente para detectar as eventuais diferenças.

(c)
67


6.1 Dimensionamento amostral
Na tentativa de minimizar os erros preditivos dos modelos, foi estimado
o n amostral desejável, a partir de erro mínimo e máximo desejados. Para determinar
o tamanho da amostra foi preciso fixar o erro máximo desejado (ε ) com algum grau
de confiança (
γ
Z ) e conhecer alguma informação a priori da variabilidade da
população (
2
σ ) (BOLFARINE & BUSSAB, 2005).
Nesse caso, o percentual de gordura foi selecionado como referência,
por se tratar da variável de maior tendência à variabilidade. A partir dos dados de
uma amostra similar ao deste estudo (n=454), capaz de fornecer informação de
estudos aplicados previamente para esta variável, foi determinado o tamanho
amostral. Nesta amostra de referência, havia estimativa antropométrica do percentual
de gordura (SLAUGHTER et al., 1988) de crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos
do sexo masculino, classificados em esportistas (n=277) e não–esportistas (n=177),
porém, sem a informação de maturação (PVC). A distribuição do percentual de
gordura foi muito semelhante para os grupos de esportistas e de não-esportistas,
sendo a variabilidade e a média dos dados ligeiramente menor para o grupo de
esportistas.
Como o objetivo do estudo foi ajustar um modelo preditivo para cada
componente da CC, sugeriu-se estimar um tamanho amostral n para toda a amostra,
e distribuir este n entre os grupos de esportistas (ES) e não-esportistas (NE), tendo
assim
2
n
indivíduos em cada grupo. Pois, segundo resultados em outros estudos
(DEURENBERG et al., 1990; PETROSKI, 2003), a variabilidade do percentual de
gordura não deveria ser muito diferente nos dois grupos. Isso foi confirmado nas
análises prévias, onde se observou semelhança entre as medidas de variabilidade da
amostra de referência. Para isso, foi utilizado o estimador proposto por BOLFARINE
e BUSSAB, (2005) para determinar n dado por:
2

=
ε
γ
s z
n

68


Com ε e γ fixados, de tal modo que
γ
z
indica o valor tal que a
probabilidade de se obter um valor inferior a este na distribuição normal padrão Z é
dada por: ( )
2
1 γ
γ
+
= < z Z P com 1 0 ≤ ≤ γ . A seguir, mostra-se como calcular o valor
estimado para
2
σ :

=


=
n
i
i
n
X X
s
1
2
2
1
) (
, em que
i
X é o i-ésimo percentual de gordura
corporal e n o tamanho da amostra de referência e X é a média amostral dada pela
fórmula

=
=
n
i
i
n
X
X
1
.
Na TABELA 3, são apresentados valores para n, fixando valores para
ε e para γ (índice de confiança) e com o valor estimado para σ igual a 11,43, este
sendo o desvio padrão da amostra de GE e GNE independente do grupo.

TABELA 3 - Determinação do tamanho da amostra.
γ (
γ
z
)
ε n
0,90 (1,64)
1,00 354
1,25 226
1,50 157
1,75 115
2,00 88
0,95 (1,96)
1,00 502
1,25 321
1,50 223
1,75 164
2,00 126

Na TABELA 3, observa-se, por exemplo, que para uma confiança de
95% e erro máximo de estimação do percentual de gordura de 1,25% seria preciso
uma amostra total de tamanho 321. Nesse caso seriam necessários ≅160
69


indivíduos
|
¹
|

\
|

2
321
em cada grupo (esportistas e não-esportistas). Esta previsão foi
superada nesta amostra, tanto no número de ES (n=181) como NE (n=227).
Os estudos relacionados à precisão dos modelos matemáticos atuais
para estimativa da CC apresentam variação entre 2,8% (WELTMAN, SEIP & TRAN,
1987) a 4,58% (TERAN et al., 1991).
Na relação entre a margem de erro ( ε ) e o tamanho da amostra (n)
para uma confiança γ = 95%, observa o decréscimo de n à medida que se aceita
uma margem de erro maior (TABELA 3).

Limitações do estudo
Como limitantes do estudo, a) não foram controlados fatores
nutricionais, sociais, econômicos ou hereditários; b) não foram controladas as
práticas de treinamento esportivo (intensidades, cargas, periodicidade, etc.); e c) as
estimativas da CC de referência se limitam aos equipamentos (DXA, Eletro-
bioimpedância) e recursos disponíveis.
O estudo seguiu as diretrizes e normas que regulamentam a pesquisa
com seres humanos (lei 196/96), sendo informados aos participantes todos os
propósitos e métodos utilizados no estudo e ressaltando o direito dos mesmos, de
desistir do experimento a qualquer momento. Após obtenção de termo de
consentimento livre e esclarecido, consulta do menor e dos pais ou responsáveis, os
dados foram coletados. O projeto inicial deste estudo foi submetido ao Comitê de
Ética e Pesquisa da EEFEUSP sob Protocolo de Pesquisa nº. 2006/32 tendo sido
aprovado em 30 de março de 2007. O estudo seguiu o modelo de corte transversal e
teve caráter descritivo desenvolvimentista.

6.2 Definição do modelo
Para definição do modelo de regressão multivariada, existem algumas
técnicas para a estimação dos parâmetros do modelo. No caso deste estudo, temos
70


três variáveis de reposta: Y
1
, Y
2
e Y
3
que são massa gorda (MG), massa óssea (MO)
e massa muscular (MM).
A cada uma dessas três variáveis está associado um grupo de variáveis
explicativas, então para a variável Y
1
, temos associado o grupo de variáveis
explicativas X
11...k
que são as variáveis independentes. Procedendo desta forma para
as demais variáveis de resposta, para Y
2
, temos X
21...k
e para Y
3
, temos X
31...k
.
Podemos definir para cada uma das regressões, um modelo linear geral
(Nogueira, 2007).

Y
j
= X
j
, β
j
+ ε
j
j = 1...p

Os elementos de β
j
podem ser estimados separadamente. Porém,
devido à correlação entre as três variáveis de resposta, a análise conjunta se torna
mais adequada. Inicia-se então a análise conjunta, definindo os vetores e a matriz
que irão compor o modelo. O vetor de variável resposta pode ser descrito da
seguinte forma:
Y
11

Y
1
Y
1n

Y = Y
2
= Y
21
,
Y
3
Y
2n

Y
31

Y
3n


onde Y
jk
é o k-ésimo valor da j-ésima resposta j = 1,..., p e k = 1..., n.



.
.
.
+
.
.
.
.
.
.
+
71


A matriz da variável explicativa é dada por:

X
1
0 ... ... ... 0
X = 0 X
2
... ... ... 0
0 0 X
3
... ... 0

Em que X1, X2 e X3 são as matrizes de planejamento associadas a cada uma das
três regressões. A dimensão da matriz X é np


7 CONCLUSÃO

REFERÊNCIAS

BALLOR, D.L. Exercise training and body composition changes. In: Human Body
Composition, [TG Lohman, editor]. Champaign, IL: Human Kinetics Publishers,
p.287–304, 1996.

BARBANTI, V.J. Treinamento físico - bases científicas. 3ed. São Paulo: CLR
Balieiro, v.1, 2001.

Baumgartner RN. In: Roche AF, Heymsfield SB, Lohman TG eds. Human Body
Composition. Champaign: Human Kinetics, II, 1996; 79.
BOLFARINE, H.; BUSSAB, W.O. Elementos de amostragem. São Paulo: Edgard
Blücher, 2005.

72


BROOK, C.G. Determination of body composition of children from skinfold
measurements. Archives of Disease in Childhood. Stanford, v.46, n.246, Apr,
p.182-184, 1971.

CALLAWAY, C.W.; CHUMLEA, W.C.; BOUCHARD, C.; HILMES, J.H.; LOHMAN,
T.G.; MARTIN, A.D.; MITCHELL, C.D.; MUELLER, W.H.; ROCHE, A.F.; SEEFELDT,
V.D. Circumferences. In: LOHMAN, T.G.; ROCHE, A.F.; MARTORELL, R.
Anthropometric standardization reference manual. Champaign: Human Kinetics,
cap.5, p.39-54. 1988.

DALEN, N.; LAFTMAN, P.; OHLSEN, H.; STROMBERG, L. The effect of athletic
activity on the bone mass in human diaphyseal bone. Orthopedics, v.8, n.9, Sep,
p.1139-41, 1985.

DEURENBERG, P.; PIETERS, J.J.L.; HAUTVAST, J.G.A.J. The assessment of the
body fat percentage by skinfold thickness measurements in childhood and young
adolescence. The British Journal of Nutrition. v.63, March, p.293-303, 1990.

DRINKWATER, B.L. Physical activity, fitness and osteoporosis. In: BOUCHAR, C.;
SHEPHARD, R.J.; STEPHENS (Eds.). Physical activity, fitness and health.
International proceedings and consensus statement. Champaign, IL: Human
Kinetics, 1994.

DUKE, P.M.; LITT, I.F.; GROSS, R.T. Adolescent’s self-assessment of sexual
maturation. Pediatrics, Springfield, v.66, n.6, p. 918-920, 1980.

DURNIN, J.V.; RAHAMAN, M.M. The assessment of the amount of fat in the human
body from measurements of skinfold thickness. The British Journal of Nutrition,
v.21, n.3, Aug, p.681-689, 1967.

73


DURNIN, J.V.; WOMERSLEY, J. Body fat assessed from total body density and its
estimation from skinfold thickness: measurements on 481 men and women aged from
16 to 72 years. The British Journal of Nutrition, v.32, n.1, Jul, p.77-97, 1974.

ELLIS, K.J., SHYPAILO, R.J., ABRAMS, S.A.; WONG, W.W. The reference child and
adolescent models of body composition. A contemporary comparison. Annals of the
New York Academy of Sciences, v.904, May, p.374-82. 2000.

FIELDS, D.A., GORAN, M.I.; MCCRORY, M.A. Body-composition assessment via air-
displacement plethysmography in adults and children: a review. The American
Journal of Clinical Nutrition, v.75, n.3, Mar, p.453-67, 2002.

FOMON, S.J., HASCHKE, F., ZIEGLER, E.E.; NELSON, S.E. Body composition of
reference children from birth to age 10 years. The American Journal of Clinical
Nutrition, v.35, n.5 Suppl, May, p.1169-75. 1982.

GEITHNER, C.A.; WOYNAROWSKA, B.; MALINA, R.M. The adolescent spurt and
sexual maturation in girls active and not active in sport. Annals of Human Biology,
Bagingstoke, v.25, n.5, Sep-Oct, p.415-23, 1998.

GENTON, L.; HANS, D.; KYLE, U.G.; PICHARD, C. Dual-energy X-ray absorptiometry
and body composition: differences between devices and comparison with reference
methods. Nutrition, v.18, n.1, Jan, p.66-70. 2002.

GUEDES, D.P.; GUEDES, J.E.R.P. Manual prático para avaliação em educação
física. Barueri: Manole, 2006.

HAAPASALO, H.; SIEVANEN, H.; KANNUS, P.; HEINONEN, A.; OJA, P.; VUORI, I.
Dimensions and estimated mechanical characteristics of the humerus after long-term
tennis loading. Journal of Bone and Mineral Research, v.11, n.6, Jun, p.864-72,
1996.

74


HARSHA, D.W.; FRERICHS, R.R.; BERENSON, G.S. Densitometry and
anthropometry of black and white children. Human Biology, v.50, n.3, Sep, p.261-
80, 1978.

HEYMSFIELD, S. B., OLAFSON, R. P., KUTNER, M. H. e NIXON, D. W. A
radiographic method of quantifying protein-calorie undernutrition. The American
Journal of Clinical Nutrition, v.32, n.3, Mar, p.693-702, 1979.

HEYMSFIELD, S.B.; MCMANUS, C.; SMITH, J.; STEVENS, V.; NIXON, D.W.
Anthropometric measurement of muscle mass: revised equations for calculating
bone-free arm muscle area. The American Journal of Clinical Nutrition, v.36, n.4,
Oct, p.680-90, 1982.

HEYMSFIELD, S. B., WANG, J., HESHKA, S., KEHAYIAS, J. J.; PIERSON, R. N.
Dual-photon absorptiometry: comparison of bone mineral and soft tissue mass
measurements in vivo with established methods. The American Journal of Clinical
Nutrition, v.49, n.6, Jun, p.1283-9. 1989.

HEYMSFIELD, S.B.; LOHMAN, T.G.; WANG, Z.; GOING, B.F. (Editors) Human body
composition. Champaign: Human Kinetics, 2005.

HEYWARD, V.H. Advanced fitness assessment and exercise prescription.
Champaign: Human Kinetic, 1991.

IBGE. Antropometria e análise do estado nutricional de crianças e adolescentes no
Brasil (Pesquisa de orçamentos familiares, 2002 e 2003). Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão, Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento,
Rio de Janeiro, 2006.

JAKICIC, J.M.; CLARK, K.; COLEMAN, E.; DONNELLY, J.E.; FOREYT, J.;
MELANSON, E.; VOLEK, J.; VOPE, S.L. American College of Sports Medicine
75


position stand. Appropriate intervention strategies for weight loss and prevention of
weight regain for adults. Medicine and Science of Sports Exercises, n.33, v.12,
p.2145-2156, 2001.

JELLIFFE, D.B. The assessment of the nutritional status of the community (WHO
monograph series n.53). Geneva: World Health Organization, 1966.

JENSEN, M.D. Research techniques for body composition assessment. Journal of
the American Dietetic Association, v.92, n.4, April, p. 454-456, 1992.

JOHNSON, J.; DAWSON-HUGHES, B. Precision and stability of dual-energy X-ray
absorptiometry measurements. Calcified Tissue International, v.49, n.3, Sep, p.174-
178, 1991.

KIM, J.; WANG, Z.; HEYMSFIELD, S.B.; BAUMGARTNER, R.N.; GALLAGHER, D.
Total-body skeletal muscle mass: estimation by a new dual-energy X-ray
absorptiometry method. The American Journal of Clinical Nutrition, v.76, n.2, Aug,
p.378-83, 2002.

KOHRT, W. M. Preliminary evidence that DXA provides an accurate assessment of
body composition. Journal of Applied Physiology, v.84, n.1, Jan, p.372-7. 1998.

KOTTKE, T.E.; WU, L.A.; HOFFMAN, R.S. Economic and Psychological Implications
of the Obesity Epidemic (Commentary) Mayo Clinic Proceedings, n.78, p.92-94,
2003.

KUSHNER RF, SCHOELLER DA, FJELD CR, DANFORD L. is the impedance index
(ht2/r) significant in predicting total body water? The American Journal of Clinical
Nutrition; 56: 835–839, 1992.

LASKEY, M.A.; LYTTLE, K.D.; FLAXMAN, M.E.; BARBER, R.W. The influence of
tissue depth and composition on the performance of the Lunar dual-energy X-ray
76


absorptiometer whole-body scanning mode. European Journal of Clinical Nutrition,
v.46, n.1, Jan, p.39-45, 1992.

LOHMAN, T.G. Applicability of body composition techniques and constants for
children and youths. Exercise and Sport Science Review, v.14, p.325-57, 1986.

LOHMAN, T.G. Advances in body composition assessment. Champaign: Human
Kinetics, p.63-78, 1992.

LOHMAN, T.G. Exercise training and bone mineral density. Quest. v.47, n.3, August,
p.354-361, 1995.

LOHMAN, T.G.; HARRIS, M.; TEIXEIRA, P.J.; WEISS, L. Assessing body composition
and changes in body composition. Another look at dual-energy X-ray absorptiometry.
Annals of the New York Academy of Sciences, v.904, May, p.45-54, 2000.

LOHMAN, T.G.; CHEN, Z. Dual-energy X-ray absortiometry. p.63-67 In:
HEYMSFIELD, S.B.; LOHMAN, T.G.; WANG, Z.; GOING, B.F. (Editors) Human Body
Composition. Champaign: Human Kinetics, 2005.

LUKASKI, H. C. Methods for the assessment of human body composition: traditional
and new. The American Journal of Clinical Nutrition, v.46, n.4, Oct, p.537-56,
1987.

LUKASKI, H. C. Soft tissue composition and bone mineral status: evaluation by dual-
energy X-ray absorptiometry. The Journal of Nutrition, v.123, n.2 Suppl, Feb, p.438-
43. 1993.

LUKASKI, H. C. Assessing muscle mass. p.203-218 In: HEYMSFIELD, S.B.;
LOHMAN, T.G.; WANG, Z.; GOING, B.F. (Editors) Human Body Composition.
Champaign: Human Kinetics, 2005.

77


MACHADO, D.R.L. Maturação esquelética e desempenho motor em crianças e
adolescentes. Dissertação (Mestrado em Educação Física). Universidade Estadual
Paulista, 2004.

MALINA, R.M.; BOUCHARD, C. Growth, maturation and physical activity.
Champaign: Humain Kinetics, p.70-83, 1991.

MALINA, R.M.; BOUCHARD, C.; BAR-OR, O. Growth, maturation and physical
activity. 2.ed. Champaign, IL: Human Kinetics, 2004.

MALINA, R.M. Variation in body composition associated with sex and ethnic. In:
HEYMSFIELD, S.B.; LOHMAN, T.G.; WANG, Z.; GOING, B.F. (Editors) Human body
composition. Champaign: Human Kinetics, 2005.

MANUAL. Manual do operador enCORE. Versão 11.x Revisão E9/2006. GE
Healthcare, 2006.

MATTHEWS, B.L.; BENNELL, K.L.; MCKAY, H.A.; KHAN, K.M.; BAXTER-JONES, A.
D.; MIRWALD, R.L.; WARK, J.D. The influence of dance training on growth and
maturation of young females: a mixed longitudinal study. Annals of Human Biology,
Bagingstoke, v.33, n.3, May-Jun, p.342-56, 2006.

MAZESS, R.B.; BARDEN, H.S.; BISEK, J.P.; HANSON, J. Dual-energy x-ray
absorptiometry for total-body and regional bone-mineral and soft-tissue composition.
The American Journal of Clinical Nutrition, v.51, n.6, Jun, p.1106-12, 1990.

MIRWALD, R.L.; BAXTER-JONES, A.D.G.; BAILEY, D.A.; BEUNEN, G.P. An
assessment of maturity from anthropometric measurements. Medicine Science of
Sports and Exercise, v. 34, n. 4, p. 689-694, 2002.

MODLESKY, C.M.; EVANS, E.M.; MILLARD-STAFFORD, M.L.; COLLINS, M.A.;
LEWIS, R.D.; KURETON, K.J. Impact of bone mineral estimates on percent fat
78


estimates for a four-component model. Medicine and Science in Sport and Exercise,
v.31, p.1861-1868, 1999.

MONTEIRO, C.A.; CONDE, W.L. A tendência secular da obesidade segundo estratos
sociais: Nordeste e Sudeste do Brasil, 1975-1989-1997. Arquivos Brasileiros de
Endocrinologia e Metabologia, v.43, p.186-94, 1999.

MONTEIRO, C.A.; SILVA, N.N.; NAZÁRIO, C.L. A pesquisa de campo de 1995/96. In:
MONTEIRO, C.A. (organizador). Como e por que melhoram (ou pioram) os
indicadores de saúde e nutrição na infância? O caso da cidade de São Paulo na
segunda metade do século XX. São Paulo. NUPENS/USP, 1999. (Relatório
Técnico – FAPESP), julho/1999.

MONTEIRO, C.A.; BENICIO, M.H.D'A.; CONDE, W.L.; POPKIN, B.M. Shifting obesity
trends in Brazil. European Journal of Clinical Nutrition. v.54, p.1-5, 2000.

NORTON K, OLDS T, (editors). Antropométrica. Porto Alegre: Artmed, 2005.

PACE, N.; RATHBUN, E.N. Studies on body composition, III: The body water and
chemically combined nitrogen content in relation to fat content. Journal of Biology
Chemistry, v.158, p.685-691, 1945.

PETROSKI, E.L.; PIRES-NETO, C.S. Validação de equações antropométricas para a
estimativa da densidade corporal em homens. Revista Brasileira de Atividade
Física e Saúde. v.1, n.3, p.5-14,1996.

PETROSKI, E.L. Equações antropométricas: subsídios para uso no estudo da
composição corporal. In: Petroski EL, editor. Antropometria: técnicas e
padronizações. 2.ed. Porto Alegre: Pallotti, p.107-26, 2003.

79


PIETROBELLI, A.; WANG, Z.; FORMICA, C.; HEYMSFIELD, S.B. Dual-energy X-ray
absorptiometry: fat estimation errors due to variation in soft tissue hydration. The
American Journal of Physiology, v.274, n.5 Pt 1, May, p.E808-16. 1998.

PREECE, M.A.; BAINES, M.J. A new family of mathematical models describing the
human growth curve. Annals of Human Biology, v.5, n.1, p.1-24, 1978.

RECH, C.R.; SANTOS, D.L.; SILVA, J.C.N. Desenvolvimento e validação de
equações antropométricas para a predição da gordura corporal em mulheres entre 50
e 75 anos de idade. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho
Humano. v.8, p.5-13, 2006.

ROTH, S.M.; IVEY, F.M.; MARTEL, G.F.; LEMMER, J.T.; HURLBUT, D.E.; SIEGEL,
E.L.; METTER, E.J.; FLEG, J.L.; FOZARD, J.L.; KOSTEK, M.C.; WERNICK, D.M.;
HURLEY, B.F. Muscle size responses to strength training in young and older men
and women. Journal of the American Geriatrics Society, v.49, n.11, Nov, p.1428-
33, 2001.

ROUBENOFF, R.; KEHAYIAS, J.J.; DAWSON-HUGHES, B.; HEYMSFIELD, S.B. Use
of dual-energy x-ray absorptiometry in body-composition studies: not yet a "gold
standard". The American Journal of Clinical Nutrition, v.58, n.5, Nov, p.589-91,
1993.

SARDINHA, L.B.; TEIXEIRA, P.J.; GUEDES, D.P.; GOING, S.B.; LOHMAN, T.G.
Subcutaneous central fat is associated with cardiovascular risk factors in men
independently of total fatness and fitness. Metabolism, v.49, n.11, Nov, p.1379-85.
2000.

SARDINHA, L.B; TEIXEIRA, P.J. Measuring adiposity and fat distribution in relation to
health. p. 177-201. in: HEYMSFIELD, S.B.; LOHMAN, T.G.; WANG, Z.; GOING, B.F.
(Editors) Human body composition. Champaign: Human Kinetics, 2005.

80


SCHOELLER, D.A.; TYLAVSKY, F.A., BAER, D.J.; CHUMLEA, W.C., EARTHMAN,
C.P.; FUERST, T.; HARRIS, T.B.; HEYMSFIELD, S.B.; HORLICK, M.; LOHMAN,
T.G.; LUKASKI, H.C.; SHEPHERD, J.; SIERVOGEL, R.M.; BORRUD, L.G. QDR
4500A dual-energy X-ray absorptiometer underestimates fat mass in comparison with
criterion methods in adults. The American Journal of Clinical Nutrition, v.81, n.5,
May, p.1018-1025, 2005.

SCHUTZ, Y.; KYLE, U.U.G.; PICHARD, C. Fat-free mass index and fat mass index
percentiles in Caucasians aged 18-98 y. International Journal of Obesity and
Related Metabolic Disorders, v.26, n.7, p. 953-960, 2002.

SHEN, W.; ST-ONGE, M.P.; WANG,Z.; HEYMSFIELD, S.B. Study of body
composition: an overwiew. In: HEYMSFIELD, S.B.; LOHMAN, T.G.; WANG, Z.;
GOING, B.F. (Editors) Human body composition. Champaign: Human Kinetics,
2005.

SHERAR, L.B.; BAXTER-JONES, A.D.; MIRWALD, R.L. Limitations to the use of
secondary sex characteristics for gender comparisons. Annals of Human Biology,
Bagingstoke, v.31, n.5, Sep-Oct, p.586-93. 2004.

SHERAR, L.B.; MIRWALD, R.L.; BAXTER-JONES, A.D.; THOMIS, M. Prediction of
adult height using maturity-based cumulative height velocity curves. The Journal of
Pediatrics, v.147, n.4, Oct, p.508-14, 2005.

SILVA, A.M; BAPTISTA, F.; MINDERICO, C.S.; RODRIGUES, A.R.; PIETROBELLI,
A.; TEIXEIRA, P.J.; SARDINHA, L.B. Calibration models to measure body
composition in taller subjects using DXA. International Journal of Body
Composition Research v.2, n.4: p.165–173, 2004.

SLAUGHTER, M.H.; LOHMAN, T.G.; BOILEAU, R.A.; HORSWILL, C.A.; STILLMAN,
R.J.; VAN LOAN, M.D.; BEMBEN, D.A. Skinfold equations for estimation of body
fatness in children and youth. Human Biology, v.60, n.5, Oct, p.709-23, 1988.
81



SOPHER, A.; SHEN, W.; PIETROBELLI, A. Pediatric body composition methods.
P.129-139. in: HEYMSFIELD, S.B.; LOHMAN, T.G.; WANG, Z.; GOING, B.F. (Editors)
Human body composition. Champaign: Human Kinetics, 2005.

SVENDSEN, O.L.; HAARBO, J.; HASSAGER, C.; CHRISTIANSEN, C. Accuracy of
measurements of body composition by dual-energy x-ray absorptiometry in vivo. The
American Journal of Clinical Nutrition, v.57, n.5, May, p.605-608, 1993.

TANNER, J. M. Growth at adolescence, 2nd ed. Oxford: Blackwell Scientific, 1962.

TATARANNI, P.A.; RAVUSSIN, E. Use of dual-energy X-ray absorptiometry in obese
individuals. The American Journal of Clinical Nutrition, v.62, n.4, Oct, p.730-4.
1995.

TEIXEIRA, P.J.; SARDINHA, L.B.; GOING, S.B.; LOHMAN, T.G. Total and regional fat
and serum cardiovascular disease risk factors in lean and obese children and
adolescents. Obesity Research, v.9, n.8, Aug, p.432-42, 2001.

TERAN, J.C.; SPARKS, K.E.; QUINN, L.M.; FERNANDEZ, B.S.; KREY, S.H.;
STEFFEE, W.P. Percent body fat in obese white females predicted by anthropometric
measurements. The American Journal of Clinical Nutrition, v.53, n.1, Jan, p.7-13,
1991.

TROTTER, M. e HIXON, B. B. Sequential changes in weight, density, and percentage
ash weight of human skeletons from an early fetal period through old age. The
Anatomical Record, v.179, n.1, May, p.1-18. 1974.

WANG, Z.M., PIERSON JR, R.N.; HEYMSFIELD, S.B. The five-level model: a new
approach to organizing body-composition research. The American Journal of
Clinical Nutrition, v.56, n.1, Jul, p.19-28. 1992.

82


WELLS, J. C. A critique of the expression of paediatric body composition data.
Archives of Disease in Childhood, v.85, n.1, Jul, p.67-72. 2001.

WELTMAN, A.; SEIP, R.L.; TRAN, Z.V. Practical assessment of body composition in
obese males. Human Biology, v.59, p.523-535, 1987.

WESTSTRATE, J.A.; DEURENBERG, P. Body composition in children: proposal for a
method for calculating body fat percentage from total body density or skinfold-
thickness measurements. The American Journal of Clinical Nutrition, v.50, n.5,
Nov, p.1104-15, 1989.

WILLIAMS, D.P; TEIXEIRA, P.J.; GOIG, S.B. Exercise. In: HEYMSFIELD, S.B.;
LOHMAN, T.G.; WANG, Z.; GOING, B.F. (Editors) Human Body Composition.
Champaign: Human Kinetics, 2005.


















83













ANEXOS




















84


ANEXO I – Autorização da Instituição de Ensino

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE
DOUTORADO EM BIODINÂMICA DO MOVIMENTO HUMANO

Autorização da Instituição de Ensino

Pesquisador:
Dalmo Roberto Lopes Machado
Local:
Presidente Prudente
Título da Pesquisa: Modelo Multicompartimental da Composição Corporal em
Crianças e Adolescentes

Declaro que após convenientemente esclarecido pelo pesquisador e após ter compreendido a
importância do projeto de pesquisa apresentado, na função de Diretor Escolar desta unidade de
ensino, eu, ____________________________________________________ responsável legal pela
________________________________________________, consinto em autorizar a coleta de dados
para a pesquisa citada acima nas dependências da escola, de todos os alunos que se propuserem a
participar como voluntários, mediante prévia autorização dos seus pais ou responsáveis.
Os dados coletados na escola serão:
Antropometria: Estatura, peso corporal e medidas de dobras cutâneas;
Maturação sexual: auto avaliação;
Bioimpedância elétrica;
Questionários do nível de atividade física (NAF) e estimativa do estado nutricional.
E para a medida de Densitometria óssea (DEXA), será providenciada junto aos pais/responsáveis
autorização específica para deslocamento até a clínica responsável.


Presidente Prudente, de de 2007.



- Diretor da Escola -
85


ANEXO II – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE DA
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
(Instruções para preenchimento no verso)
I - DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO DA PESQUISA OU RESPONSÁVEL
LEGAL
1. NOME DO INDIVÍDUO: __________________________________________________________________
DOCUMENTO DE IDENTIDADE Nº ________________________________ SEXO: M ( ) F ( )
DATA NASCIMENTO: ___/___/__________
ENDEREÇO: _________________________________________ Nº ______ APTO _______
BAIRRO: ____________________________ CIDADE: _____________________________
CEP: __________________ TELEFONE: DDD (_____) _______________________________

2. RESPONSÁVEL LEGAL: _______________________________________________
NATUREZA (grau de parentesco, tutor, curador, etc.) __________________________
DOCUMENTO DE IDENTIDADE Nº: ___________________________ SEXO: M ( ) F ( )
DATA NASCIMENTO: ___/___/__________
ENDEREÇO: _________________________________________ Nº ______ APTO _______
BAIRRO: ____________________________ CIDADE: _____________________________
CEP: ________________ TELEFONE: DDD (_____) _________________________________
______________________________________________________________________________________________

II - DADOS SOBRE A PESQUISA CIENTÍFICA
1. TÍTULO DO PROJETO DE PESQUISA: MODELO MULTICOMPARTIMENTAL DA COMPOSIÇÃO
CORPORAL EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
2. PESQUISADOR RESPONSÁVEL: Prof. Dr. VALDIR JOSÉ BARBANTI
3. CARGO/FUNÇÃO: Professor Titular do Depto de Esportes da EEFEUSP
4. AVALIAÇÃO DO RISCO DA PESQUISA:
RISCO MÍNIMO ( x ) RISCO MÉDIO ( )
RISCO BAIXO ( ) RISCO MAIOR ( )
(probabilidade de que o indivíduo sofra algum dano como conseqüência imediata ou tardia do estudo)
5. DURAÇÃO DA PESQUISA: 3 anos
____________________________________________________________________________________________
86


III - EXPLICAÇÕES DO PESQUISADOR AO INDIVÍDUO OU SEU REPRESENTANTE
LEGAL SOBRE A PESQUISA, DE FORMA CLARA E SIMPLES, CONSIGNANDO:
Eu, Dalmo Roberto Lopes Machado, Doutorando em Educação Física pela
Universidade de São Paulo (USP), realizo o projeto de estudo intitulado “Modelo
Multicompartimental da Composição Corporal em Crianças e Adolescentes”, o
qual se reverterá em tese de doutorado. Este projeto foi aprovado pelo Comitê de
Ética em Pesquisa da Escola de Educação Física e Esporte da USP – Protocolo
2006/32 em 29/03/2007.
A idéia deste projeto surgiu a partir das observações que no meio escolar,
clínico e esportivo, a estimativa da composição corporal em crianças e adolescentes
é um dos fatores preponderantes para a correta prescrição e orientação da atividade
física. Os recursos atualmente disponíveis além de escassos envolvem análises
limitadas e geralmente são dirigidos a populações específicas. Assim o objetivo deste
estudo será investigar as mudanças corporais na infância e adolescência, sua
relação com maturação biológica e crescimento físico, assim, este estudo prevê as
seguintes medidas:
Antropometria: estatura, peso corporal, medidas de dobras cutâneas, diâmetros
ósseos e circunferências.
Maturação sexual: auto-avaliação (cada criança indicará num quadro de figuras,
qual delas mais se assemelha às suas características).
Densitometria óssea (DEXA): uma varredura realizada em nosso laboratório no
DPX-NT da Lunar-GE por pessoal especializado.
Bioimpedância elétrica – o avaliado permanece deitado e uma baixa corrente
elétrica (a partir do aparelho) estima a quantidade de água corporal.
A partir dos dados, pretende-se chegar a um modelo estatístico (fórmula
preditiva) da Composição Corporal de crianças/adolescentes, útil na prática da
educação física, nutrição, clínica pediátrica, programas de intervenção em saúde e
treinamento com jovens.
Serão necessários cerca de 450 escolares, entre 7 e 17 anos, portanto
precisamos muito da sua colaboração, o que de antemão já agradecemos. Em
contrapartida, cada participante terá cópias dos seus exames, com avaliação precisa
da composição corporal, para apreciação dos pais.
Para a realização das medidas as crianças serão levadas (em grupos de
cinco) ao CELAPAM (Laboratório de Avaliação Física da Unesp) no horário de aulas
de educação física (sem comprometer às demais disciplinas) e retornarão à escola
sempre acompanhadas por monitores/professores do laboratório sob minha
responsabilidade.
Qualquer dúvida pode ser esclarecida pelo fone 8127-9284 ou
dalmomachado@yahoo.com.br .
Agradeço desde já a colaboração.
Sem mais,


Prof. Me. Dalmo Roberto Lopes Machado
Pesquisador gerente
______________________________________________________________________________________________
87


IV - ESCLARECIMENTOS DADOS PELO PESQUISADOR SOBRE GARANTIAS DO
SUJEITO DA PESQUISA:
Aos pais ou responsáveis será concedido a qualquer tempo, acesso às informações
sobre procedimentos, riscos e benefícios relacionados à esta pesquisa, inclusive para
dirimir eventuais dúvidas;
É assegurada ainda a liberdade de retirar seu consentimento a qualquer
momento, deixando de participar do estudo, sem que isto traga prejuízo à continuidade
da assistência; e
Esclarecemos ainda que a salvaguarda da confidencialidade, sigilo e privacidade dos
seus filhos serão asseguradas.
______________________________________________________________________
V – ABAIXO SEGUEM INFORMAÇÕES DOS RESPONSÁVEIS PELO
ACOMPANHAMENTO DA PESQUISA, PARA CONTATO EM CASO DE
INTERCORRÊNCIAS RELACIONADAS A ESTE ESTUDO.
Dalmo Roberto Lopes Machado, telefone 8127-9284 ou e-mail:
dalmomachado@yahoo.com.br. Endereço: Rua Maria Madalena Mazucheli Caravina,
100 Jd Maracanã CEP 19026-430 Pres. Prudente/SP

VII - CONSENTIMENTO PÓS-ESCLARECIDO
Declaro que, após convenientemente esclarecido pelo pesquisador e ter entendido o
que me foi explicado, consinto em autorizar o(a) menor
__________________________________ a participar do presente Projeto de Pesquisa.
Declaro ainda que a criança/adolescente foi consultado(a) e concordou em participar
voluntariamente da pesquisa.


Presidente Prudente, 20 de setembro de 2008.
____________________________________________ _____________________________________
assinatura do responsável legal assinatura do pesquisador




ANEXO III – Planilha de coleta de dados



ANEXO IV – Valores comparativos do teste t (Student) para amostras independentes,
de média e desvio padrão (dp) da CC, e significância estatística (Sig.), valores de F, t
e graus de liberdade (gl), entre jovens esportistas (ES) e não esportistas (NE) do sexo
masculino de 8 a 18 anos.
Idade Categ. Média (dp) F t Sig. gl
8 MG (kg) ES 6,99 4,68
0,159 0,556 0,583
26
NE 5,84 4,45
MO (kg) ES 1,15 0,20
0,022 -0,089 0,929
NE 1,16 0,17
MM (Kg) ES 10,91 2,20
0,009 0,343 0,735
NE 10,52 2,46
9 MG (kg) ES 6,82 5,20
0,500 0,373
0,711
34
NE 6,26 3,71
MO (kg) ES 1,24 0,22
0,407 0,085
0,933
NE 1,23 0,21
MM (Kg) ES 11,46 2,00
0,036 0,309
0,759
NE 11,26 1,77
10 MG (kg) ES 5,88 4,10
2,861 -1,742
0,090
35
NE 8,89 5,90
MO (kg) ES 1,33 0,24
1,091 -1,000
0,324
NE 1,40 0,21
MM (Kg) ES 11,37 2,54
7,112 -1,597
0,119
NE 12,42 1,43
11 MG (kg) ES 7,32 5,24
2,069 -0,525
0,603
39 NE 8,35 6,81
MO (kg) ES 1,50 0,29 0,002 0,630 0,533
2


NE 1,44 0,29
MM (Kg) ES 13,86 2,51
0,298 0,037
0,971
NE 13,82 4,57
12 MG (kg) ES 8,10 6,02
0,248 -0,514
0,610
36
NE 9,19 7,05
MO (kg) ES 1,80 0,28
2,259 0,715
0,479
NE 1,73 0,34
MM (Kg) ES 16,56 2,85
0,327 -0,462
0,647
NE 17,01 3,18
13 MG (kg) ES 7,67 9,41
1,846 -1,784
0,083
37
NE 13,06 9,17
MO (kg) ES 1,96 0,43
0,177 -0,070
0,945
NE 1,97 0,37
MM (Kg) ES 19,27 3,56
0,188 0,489
0,627
NE 18,70 3,69
14 MG (kg) ES 6,50 4,56
17,217 -3,051
0,004
45
NE 14,23 11,51
MO (kg) ES 2,32 0,48
0,120 -0,442
0,661
NE 2,38 0,46
MM (Kg) ES 22,90 4,40
0,122 0,568
0,573
NE 22,20 3,95
15 MG (kg) ES 7,14 3,27
11,453 -3,553
0,001
40
NE 15,03 9,63
MO (kg) ES 2,59 0,49
0,247 -2,193
0,034
NE 2,90 0,42
MM (Kg) ES 25,06 3,71 0,510 -1,713 0,095
3


NE 27,14 4,14
16 MG (kg) ES 8,79 4,20
7,596 -2,259
0,030
38
NE 12,56 6,32
MO (kg) ES 3,10 0,38
1,009 1,151
0,257
NE 2,94 0,48
MM (Kg) ES 28,06 2,90
0,091 0,614
0,543
NE 27,44 3,51
17 MG (kg) ES 10,95 9,30
0,163 -0,455
0,651
39
NE 12,23 8,45
MO (kg) ES 3,06 0,41
0,007 1,157
0,254
NE 2,90 0,44
MM (Kg) ES 28,27 4,14
0,697 0,639
0,527
NE 27,54 3,17
18 MG (kg) ES 6,78 3,17
13,438 -1,756
0,090
28
NE 12,30 10,51
MO (kg) ES 3,26 0,35
1,476 1,782
0,086
NE 2,99 0,44
MM (Kg) ES 30,13 2,70
3,487 2,011
0,054
NE 27,48 4,00








4




Gráfico 6. Correlação e linha de tendência por idade e PVC da massa
de gordura (MG; a), massa óssea (MO; b) e massa muscular (MM; c) em jovens do
sexo masculino de 8 a 18 anos.



(a)
(b)
(c)

Título Provisório:

ANÁLISE MULTICOMPONENTE DA COMPOSIÇÃO CORPORAL EM JOVENS ESPORTISTAS E NÃO ESPORTISTAS

DALMO ROBERTO LOPES MACHADO

Tese apresentada à Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, como requisito parcial para obtenção do título de Doutor em Educação Física.

ORIENTADOR: Prof. Dr. VALDIR JOSÉ BARBANTI

iii

SUMÁRIO

Página 1 2 3 3.1 3.2 3.3 3.3.1 3.4 3.5 3.6 3.7 3.8 3.9 3.10 4 4.1 4.2 4.2.1 4.2.2 INTRODUÇÃO........................................................................................... 1 OBJETIVOS............................................................................................... 3 REVISÃO DE LITERATURA...................................................................... 4 Definição de termos ..........................................................................................6 Procedimentos estatísticos na proposição de modelos ................................6 Absortometria de raios-X de dupla energia – DXA ......................................10 Aplicabilidade da DXA em crianças e adolescentes ...................................15 Estimativa da massa de gordura ...................................................................16 Estimativa da massa muscular ......................................................................18 Estimativa da massa óssea ...........................................................................21 Estimativa da água corporal total ..................................................................23 Pico de velocidade de crescimento ...............................................................25 Modelos pediátricos antropométricos mais utilizados .................................28 Composição corporal do jovem esportista....................................................34 MATERIAIS E MÉTODOS ....................................................................... 36 Planejamento e autorizações .........................................................................37 Coleta dos dados ............................................................................................38 Procedimentos nas medidas ..........................................................................38 Dimensionamento amostral ...........................................................................67

..................2...............................3 Cálculo da massa muscular (MM) .......................................3 4..............2..........................................2..............................46 4............2.........................................................................................................iv 4....................39 Classificação em esportistas (ES) e não-esportistas (NE) .........6 4..................................................................................................62 DISCUSSÃO........................................................7 4........................43 4...............................8...............42 Maturação ...................................................................2.................44 4............8....3 5 5.................... 66 CONCLUSÃO ..........40 Precisão das medidas ....................2..................................................8..................4 Cálculo da massa mineral óssea (MO) ............. 48 Validação cruzada..2.......................4 4..........................................2....2 Cálculo da massa de gordura (MG) .....................46 4...................................8........................1 Medidas da DXA ......1 6 7 Procedimentos estatísticos ............8 Idade milesimal......... 71 ............39 Antropometria .................................................5 4....2................................. 71 REFERÊNCIAS...................................................42 Composição corporal multicomponente........46 4................................47 RESULTADOS ........................................................................................................................................................2...........

v

LISTA DE FIGURAS

Página FIGURA 1 - Níveis de composição corporal (N = nitrogênio; CH =
carboidratos). (Adaptado de WANG et al., 1992). ........................................ 7

vi

LISTA DE TABELAS

Página TABELA 1 – Comparação dos métodos para estimativa da massa músculoesquelética em humanos. ................................................................ 16 TABELA 2 - Modelos antropométricos da composição corporal para crianças e adolescentes. ................................................................................... 22 TABELA 3 - Determinação do tamanho da amostra. ............................................ 35 TABELA 4 - Classificação do Pico de Velocidade de Crescimento....................... 39

vii

LISTA DE SIGLAS

ε

Erro máximo Grau de confiança Variabilidade Desvio padrão Índice de confiança Média amostral Percentual de gordura Número amostral Água corporal total Análise de variância Constante Composição corporal Carbohidrato Conteúdo mineral ósseo Densidade corporal Absortometria de raios-X de dupla energia Densidade mineral óssea Erro padrão de estimativa Fração um Fração dois Esportistas Não esportistas Índice de massa corporal Índice de massa de gordura Índice de massa isenta de gordura Potássio40 Massa gorda Massa isenta de gordura Massa de tecido mole Massa muscular Nitrogênio Pico de velocidade de crescimento Ressonância magnética Tomografia Computadorizada Tecido mole

σ2
S

γ
X %G n ACT ANOVA C CC CH CMO Dc DXA DMO EPE F1 F2 ES NE IMC IMG IMIG K40 MG MIG MTM MM N PVC RM TC TM

1999. 2000. dislipidemia. WU & HOFFMAN. BENICIO. MONTEIRO. mais de 20% das crianças americanas apresentaram altos índices de sobrepeso e obesidade (KOTTKE. há o interesse na intervenção e orientação de exercícios visando o rendimento. 2003). No esporte infanto-juvenil. além da efetivação de programas de ações preventivas. doença de vesícula biliar. No estudo da tendência secular do estado nutricional de adolescentes. mas do esforço conjunto de todos os que têm um contato sistemático com as crianças. podagra (gota) e doenças pulmonares. pode acarretar o aparecimento de outras doenças como as coronarianas. determinados tipos de câncer. nos últimos anos. 1999.1 INTRODUÇÃO A sociedade moderna tem utilizado os recursos tecnológicos para facilitar suas tarefas habituais. osteodistrofia. o desempenho motor em parte é dependente das estruturas . A responsabilidade profilática do sobrepeso e da obesidade não é exclusiva de uma classe profissional.9% (1974-1975) para 18% (2002-2003) e a obesidade foi de 0. a hipertensão. dada à enorme redução da participação motora nas suas atividades. 2006). afetando a saúde e o bem-estar.1% (1974-1975) para 1. alertando para a necessidade de um monitoramento eficaz e sistemático. Esta incidência hipocinética perniciosa não se limita apenas à população adulta. Outros estudos confirmam esta tendência (MONTEIRO & CONDE. Um estilo de vida tipicamente sedentário envolvendo crianças e jovens acarreta alterações metabólicas com riscos diversos para a saúde. MONTEIRO.). Em casos extremos. incluindo o profissional de educação física. os últimos levantamentos do IBGE (2006) revelam que o sobrepeso aumentou nas últimas décadas de 3. Como resultado. resultando na adoção de um estilo de vida com características hipocinéticas. O aumento do comportamento sedentário pode levar a sobrepeso e/ou obesidade. Além da possibilidade de atuação preventiva da educação física.8% (2002-2003). SILVA & NAZÁRIO. CONDE & POPKIN. A mesma tendência também ocorre no Brasil (IBGE. diabetes mellitus não-insulino-dependente.

mediante procedimentos válidos. limitando sua utilização para grandes populações. além de adotarem uma classificação distinta para cada modalidade.2 corporais do praticante e da prontidão para o movimento a partir do estágio maturacional. nem quanto dessas dimensões corporais são dependentes do status maturacional. quando se pretende intervir nas orientações de exercícios ou no estilo de vida do jovem adolescente. ainda são inconclusivos. . ósseos e musculares apresentam alternativas bem estabelecidas. Além do mais. os recursos para estas estimativas geralmente são diversificados. Possivelmente este problema poderia ser minimizado. bem como sua relação com a maturação. considerando os estágios da maturação e o envolvimento em práticas esportivas? A investigação e quantificação dos componentes minerais. entretanto o acompanhamento das relações desses componentes durante a infância e adolescência. bem como sua relação com diferentes idades e estágios de maturação fossem mensuráveis de forma mais objetiva. O avanço das técnicas de treinamento para jovens exige hoje maior precisão nas orientações. porém um desafio aos pesquisadores da área. teciduais. se algumas formas de identificação dessas estruturas corporais (músculo. No entanto ainda não é conclusivo o que se sabe sobre os processos que levam à prontidão e amadurecimento dessas estruturas durante a adolescência. Como quantificar de forma prática. não levam em conta as diferenças de maturação. complexos e dispendiosos. da constituição física e do tamanho corporal. do volume muscular. não é incomum notar grandes diferenças físicas entre os competidores de uma mesma categoria. e qual sua interdependência com a maturação e a prática esportiva. Permanece. quando apenas a idade é considerada. segura e a baixo custo. Entretanto. direcionamento do planejamento e adequação morfológica para determinadas modalidades esportivas. as estruturas da CC durante a maturação na adolescência. Geralmente as competições esportivas infanto-juvenis. esbarra-se numa questão metodológica quanto à determinação da composição corporal (CC). exigindo maior atenção quando as crianças são expostas a um contexto competitivo. gordura e ossos). Assim.

maturação. por exemplo. 2 OBJETIVOS a) Identificar e quantificar os componentes da CC. Portanto. . uma interface entre esta lacuna e a investigação da CC de forma compartimentada em crianças e adolescentes. deve contribuir para o avanço do conhecimento e da atuação profissional. parecem desejáveis para uma interpretação mais precisa dos constituintes corporais. Assim. proteína e massa isenta de gordura (MIG) durante uma fase da vida de importantes mudanças.e. a gordura corporal em crianças e adolescentes. idade cronológica e prática esportiva referenciados por análise multicomponente da composição corporal. não foi encontrada nenhuma estimativa da CC de forma multicompartimentada. água corporal total (ACT). limitando as generalizações e a precisão na estimativa dos componentes corporais. massa óssea e massa de gordura com idade. não podem ser consideradas as variações do conteúdo mineral ósseo (MO). considerando maturação. podendo gerar valiosa informação. estudos que levem em conta o fracionamento do peso corporal de forma multicompartimentada.3 As propostas atuais para estimar. b) Relacionar massa muscular. em geral assumem modelos bicompartimentais a partir da densidade corporal. além de específica para determinadas populações. considerando a associação com a maturação e as práticas esportivas. Quando a gordura é estimada a partir da densidade corporal (i. prática esportiva. Sobretudo. a interpretação da dinâmica da CC durante o crescimento e a maturação na adolescência. Com exceção dos recursos disponíveis para uso em ambiente de laboratório. considerando a maturação e a prática esportiva para jovens brasileiros. massa magra e massa gorda).

estabelecendo os erros de estimativa. As técnicas de análise da composição corporal (CC) revelam que as modificações dessas construções (em blocos) estão relacionadas à idade e ao estágio metabólico. e 3. A primeira dessas questões (modelos e seus pressupostos) inclui os modelos e os princípios que envolvem a CC. ocorrendo estruturação desses elementos em blocos.732 (PACE & RATHBUN. permitem agrupamentos em diferentes níveis mediante estruturação em algumas formas matemáticas. dando origem aos tecidos. Quando combinados. com suas formas e funções específicas (HEYMSFIELD. recorrem às medidas de CC em animais e humanos. Os modelos e seus pressupostos. e d) Comparar a CC entre jovens esportistas e não esportistas.4 c) Propor modelos matemáticos mediante regressão. WANG & GOING. torna-se necessário a consideração de três questões interligadas e que definem as pesquisas de CC: 1. por exemplo. existem cerca de 30 a 40 componentes principais no corpo humano. 2. seus componentes.2% de água – valores constantes em adultos. 2005). as definições específicas e as relações entre esses componentes. Cientistas de diferentes disciplinas bem como profissionais da área da saúde. com propósitos de pesquisas e de diagnósticos. Um desses modelos clássicos é a estimativa da massa isenta de gordura (MIG) a partir da água corporal total (ACT). Para que as investigações sejam eficientes. 3 REVISÃO DE LITERATURA Durante o desenvolvimento do corpo. A variabilidade biológica da CC. chamadas assim de modelos. para estimativa dos tecidos ósseo. LOHMAN. a composição do organismo ocorre pelo processo de acúmulo de nutrientes e de outros substratos. Os procedimentos metodológicos utilizados. assumindo que a massa isenta de gordura (MIG)=ACT/0. 1945) é composta de 73. . órgãos e massa corporal. muscular e adiposo a partir das variáveis antropométricas e testar esses modelos mediante validação cruzada. Do ponto de vista bioquímico.

molecular. dentro dos principais componentes dos cinco níveis apresentados (FIGURA 1). PIERSON & HEYMSFIELD. Alguns métodos são baseados nessas relações permitindo formulação de modelos específicos ou novas formas de combinações.Níveis de composição corporal (N = nitrogênio. A soma de todos os componentes em cada um dos cinco níveis é equivalente à massa corporal. celular. A terceira questão de pesquisa da CC está relacionada à sua variabilidade biológica intra e inter sujeitos .e esta envolve as mudanças na CC . (Adaptado de WANG et al. 1992). A segunda questão das pesquisas da CC relaciona-se aos procedimentos metodológicos utilizados. em que a massa corporal é considerada como a soma de todos os componentes em cada um desses cinco níveis: atômico. Muitos métodos permitem estabelecer relações intrasujeitos dentre os componentes intra e inter níveis.5 A pesquisa da CC caminha para um consenso em aceitar o modelo de classificação de cinco níveis. Certos princípios são inerentes a este modelo e ultimamente as propostas de CC tendem a obedecer a esta conceituação (FIGURA 1). CH e outras moléculas Sólidos extracelulares Fluídos extracelulares Outros tecidos Órgaõs vicerais Cabeça Proteína Tronco Ossos Carbono Lipídeo Adipócitos Células Músculo esquelético Oxigênio Água Tecido adiposo Membros Nível Atômico Nível Molecular Nível Celular Nível ÓrgãoTecidual Nível de Corpo Total FIGURA 1 . Diferentes métodos estão disponíveis para medidas in vivo e in vitro. 1992). CH = carboidratos). N e outros elementos Hidrogênio Minerais.. órgão-tecidual e de corpo total (WANG.

3. Estudos envolvendo mais de um nível. sem restrições. enquanto o termo multicomponente. As três áreas inseparáveis a serem contempladas nos procedimentos de proposição de modelos preditivos envolvem os modelos propriamente ditos e seus papéis. lipídeo. eximido. ST-ONGE. absolvido. liberado. Outro termo que gera confusão é a tradução de FFM (fat free-mass) traduzida como massa “livre” de gordura ou massa “isenta” de gordura. a metodologia e os efeitos biológicos. órgãos vicerais e outros tecidos). bem como algumas doenças e medicamentos que podem influenciar a CC (SHEN. músculo esquelético. CH e outras molécula). envelhecimento. nutrição. embora também caracterize isenção..2 Procedimentos estatísticos na proposição de modelos O campo das pesquisas da composição corporal tem alcançado um estágio de maturidade no seu desenvolvimento. desenvolvimento. carbono. Por sua vez. Exemptu) conota dispensado. etc. 3. hidrogênio. 2005). As considerações desta questão nas investigações incluem fatores como crescimento.. desobrigado. Liberu) caracteriza liberdade. N e outros elementos). independente. ossos. por multicompartimento pode-se entender as formas possíveis de estudos da CC. mineais. molecular (água. A primeira delas refere-se ao termo “multicompartimental” ou “multicomponente”. . (2002). raça. implica nos elementos de cada nível. Por exemplo. WANG & HEYMSFIELD. Embora a literatura da área empregue esses termos de forma intercambiária. isenta (do Lat. órgão tecidual (adiposo. multicomponentes do nível atômico (oxigênio. em liberdade. proteína. Entretanto a palavra “livre” (do Lat. sendo o termo preferido neste estudo para caracterizar FFM (fat free-mass).6 relacionada às condições individuais fisiológicas e patológicas. como é o caso dos níveis definidos por Wang et al. efeitos hormonais e atividade física.1 Definição de termos Cabem aqui algumas definições terminológicas adotadas neste estudo.

. muitos dos quais podem ser compreendidos com base na sua fundamentação biológica. 1997) O segundo tipo de equação matemática é o tipo II.9 x Creatina + 4. Os 11 principais elementos bioquímicos corporais ou os exogenamente administrados (como o brometo) podem ser medidos in vivo por um ou mais métodos. A equação preditiva estatisticamente derivada do componente é desenvolvida e então validada (por validação cruzada) em um novo grupo de sujeitos. BAUMGARTNER & ROSS.85 x Altura2 / Impedância elétrica + 3. A equação do tipo I é baseada em uma relação empírica entre o componente e a propriedade medida.7 Elementos da CC são mensuráveis no corpo total ou em regiões específicas.1 (Adaptado de HEYMSFIELD et al. 1997). O processo de transformação requer o uso de uma função matemática. Todos os elementos são identificáveis mediante propriedades radioativas.65 x Peso corporal – 0. Os compartimentos (alteráveis) de um elemento são tipicamente definidos pelo volume de distribuição desses elementos. Há um grande número dessas equações baseadas na propriedade exemplificada no nível atômico de componentes.1 MIG = 0. O método de referência é utilizado para estimar o componente em um grupo bem definido de sujeitos. WANG. em que a propriedade é também medida. eletromagnéticas e fisiológicas. Uma vez medida a propriedade. baseada na relação estável entre propriedades e componentes. Estas equações são .04 Músculo = 18. Essa equação preditiva pelo componente é chamada de descritiva ou função matemática do tipo I. Exemplos de equações do tipo I: Gordura = 0.21 x Estatura + 14. esta deve ser matematicamente transformada numa massa desse componente de interesse. que pode ser arbitrariamente chamada de: equações do tipo I ou equações do tipo II (HEYMSFIELD.

DXA. Julgar a aplicabilidade de um método de referência requer uma análise dos riscos de erros a partir de duas questões principais: o modelo e a técnica. gravidez. ACT/MIG = 0. componentes de alto nível.. Por exemplo: antropometria. se diversas dobras cutâneas e circunferências são variáveis preditivas em uma equação e o %G é a variável de resposta.732) são menos estáveis e geralmente são influenciados por doença. 1997) Métodos de composição corporal do tipo I são desenvolvidos a partir de métodos de referência estabelecidos. bio-impedância.335 x Água Corporal Total Proteína = 6.e.37 x Água Corporal Total (Adaptado de HEYMSFIELD et al.25 x Nitrogênio Corporal Total MIG = 1. Normalmente. interactância de raios infravermelho. Métodos de CC do tipo II. A relação entre a variável de resposta e cada variável preditora pode ser distorcida se ocorrer multicolinearidade entre as variáveis preditivas. portanto não servem como padrão de referência. Modelos desenvolvidos a partir de relações não químicas (i. Por exemplo: modelos baseados em relações químicas (N/proteína=0. incluem erros a partir dos seus métodos de referência.8 também chamadas de equações mecânicas. diversas variáveis preditivas são incluídas numa equação e a seleção dessas variáveis se dá por regressão.16) são muito estáveis sobre quase todas as circunstâncias.. Alguns modelos são extremamente estáveis enquanto outros não. estágios do amadurecimento entre outras condições que derivam do “normal” (HEYMSFIELD et al. Por exemplo. 1997). como alguns métodos de análise por ativação de nêutrons. São encontrados diversos exemplos no nível atômico ou como são conhecidos. pesagem hidrostática e RM são geralmente citados como referência padrão in vivo. Exemplos de equações do tipo II: Proteína = 0. deverá existir multicolinearidade porque dobras e circunferências são todas medidas do tecido adiposo subcutâneo e estão altamente .

Portanto. Quando a relação entre as variáveis preditivas e de respostas não são lineares ou quando a variância da variável de resposta é heterogênea. a relação entre as variáveis de resposta e preditivas deve ser não linear. mas esta questão é violada se a plotagem residual demonstra um padrão ou uma tendência. A normalidade das variáveis de resposta pode ser testada. Sendo assim. Todavia as terminologias precisam ser determinadas para unificação dos avanços tecnológicos. 1 MYERS. os dados devem ser transformados e diversos métodos estão disponíveis (CHATTERJEE & PRICE 1979. pode revelar a verdadeira relação entre variáveis preditivas e de resposta. R. Classical & modern regression with applications.. Uma tendência sobre os resíduos pode também ser causada por observações influenciadoras (outliers) dos dados. 2005). outras variáveis preditivas devem ser incluídas na equação. uma regressão parcial nivelando a plotagem da variável de resposta versus a variável preditora. A homogeneidade das variáveis de respostas também deve ser testada. 2005). Homogeneidade assume uma variância constante para cada variável preditora. passaram a melhor definir a classificação da CC e suas aplicações. Por exemplo. 1986. após ambas terem sido ajustadas por outras variáveis preditivas na equação (MYERS1 appud SUN & CHUMLEA. 2005). Durante o século passado diferentes componentes da CC foram estabelecidos por autores variando em quantidade. Nesse caso. Neste caso. Boston: Duxbury. alguns termos recentemente aceitos pelos pesquisadores da área.9 relacionadas.H. terminologia e métodos das medidas (HEYMSFIELD et al. a análise de regressão assume que as variáveis de resposta são normalmente distribuídas e permitem diferenças estatísticas acerca da insignificância dos parâmetros de regressão. . MYERS9 appud SUN & CHUMLEA). todavia não é tão importante como a ausência de multicolinearidade entre as variáveis preditivas e a homogeneidade das variáveis de resposta (SUN & CHUMLEA.

1993. & HEYMSFIELD. . & PIERSON. massa de tecido mole (MTM). O indivíduo é escaneado (ato de transferir dados visuais para o computador através de mapeamento. 1992). 1991. é utilizado em modelos de CC principalmente em referência à DXA.10 O significado do termo lipídeo ou gordura. KEHAYIAS... DAWSON-HUGHES & HEYMSFIELD. BISEK & HANSON. HESHKA. FORMICA. o termo massa magra tem passado por um aprimoramento conceitual por conta de estudos mais recentes envolvendo tecnologias mais avançadas.3 Absortometria de raios-X de dupla energia – DXA A técnica de Absortometria de raios-X de dupla energia (DXA) é baseada na atenuação diferencial da energia transmitida de dois fótons que incidem através dos ossos e tecidos moles (HEYMSFIELD. KEHAYIAS. gordura refere-se de forma específica à família dos lipídios constituída em triglicérides (WANG et al. BARDEN. rastreamento ou exame) com fóton a dois níveis de energia e absorção diferenciados. 1989). 1990. 1992). para as triglicérides. ROUBENOFF. WANG. Esses lipídios extraídos compreendem triglicérides. Os fótons são gerados por fontes de “GADOLINIUM” (DPA – Absortometria de duplo fóton) ou fontes de raios-X (JENSEN. 2005). Diversos estudos têm descrito as bases teóricas da DXA para estimativa da composição do tecido mole e do tecido mineral ósseo (MAZESS. 3. fosfolipídios e estruturas lipídicas que são encontradas em quantidades relativamente menores in vivo (SHEN et al.. na pesquisa da CC é caracterizado de forma diferente (SHEN et al. 2005) das outras áreas. PIETROBELLI. por exemplo. 1998). WANG. varredura. Por outro lado. Lipídios incluem todo material biológico extraído com solventes lipídicos como éter e clorofórmios. Um termo similar. há uma tendência do termo lipídeos ser usado para todo lipídeo extraído por éter ou clorofórmio a partir dos tecidos e o termo gordura. Embora esta terminologia não seja uniforme. Ainda que amplamente utilizado nas primeiras pesquisas da CC. pois os modelos de CC incluem determinados componentes que esse termo não definia de forma precisa ou representativa. JOHNSON & DAWSON-HUGHES.

a variação entre populações ou a utilização de diferentes equipamentos e softwares deve ser considerada. 1998. 5. CHUMLEA. Nas comparações com algum outro método de referência. g). LUKASKI. FUERST. Ou seja. o erro padrão da estimativa (EPE) deve ser menor do que 3% para que a DXA possa ser aceito como um método de referência precisa. 4. Assim. o exame é mais demorado e a resolução da imagem menor. HEYMSFIELD. 2000. SIERVOGEL & BORRUD. Porém. Massa isenta de gordura (MIG = MTM + CMO. HORLICK. Erros excedentes a 4% mostram muita variabilidade e entre 3% a 4%. BAER. LOHMAN. a validade é considerada limitada (LOHMAN. Revisões realizadas sobre a precisão da DXA na estimativa da CC (PETROSKI & PIRES-NETO. SHEPHERD. & PICHARD. TATARANNI & RAVUSSIN. 2. 1996. g) e. novos softwares têm sido testados para que a estimativa dos componentes da CC seja aprimorada. g). 6. HANS. Entretanto o exame com DXA (fan-beam) tem sido o caminho mais indicado para estimativa da CC (SCHOELLER. LOHMAN. g) isenta de mineral ósseo. Massa de tecido mole (TM = MTM + MG. Embora a precisão esteja bem estabelecida na literatura. HARRIS. HARRIS. Massa gorda (MG. TEIXEIRA & WEISS. Duas formas principais de leitura são utilizadas: fan-beam e pencilbeam. possibilitando maior velocidade e mais alta resolução de imagem. g/cm2).11 O foco do estudo da DXA está na sua utilização para medir a composição corporal (CC) regional e total. A tecnologia fan-beam possui Raios-X de feixes múltiplos. 3. Já os equipamentos com tecnologia pencil-beam são dotados de apenas um feixe de Raios-X. KOHRT. compreendendo a determinação da 1. GENTON. Massa de tecido magro (TM. 2002) indicam validade empírica e teórica como método da estimativa de massa gorda (MG) e da massa isenta de gordura (MIG). EARTHMAN. TYLAVSKY. modelos multicomponentes demonstraram que os resultados da DXA (pencil beam) estão bem relacionados com a CC (KOHRT. 2005) por incluir o . g). KYLE. Densidade corporal (DC. Conteúdo mineral ósseo (CMO. 1995). 1992). 1998.

Nesse sentido. Para ilustrar. 2005). pois parte do corpo fica fora da área de varredura da DXA (LOHMAN & CHEN. A DXA pode ser utilizada em populações humanas de todas as idades por causa da baixa exposição radiológica (LOHMAN & CHEN. quando 1 a 4 kg de fluído contendo sal é removido por hemodiálise. nos tipos de equipamentos. HASSAGER & CHRISTIANSEN. no procedimento de varredura corporal com os joelhos flexionados (SILVA. indicam a necessidade de avanços nos estudos dessas populações (SVENDSEN.5 mrem dependendo do instrumento e da velocidade da varredura. algumas alternativas têm sido apresentadas quanto à posição corporal sobre a mesa de leitura no momento do exame. 2005). . varredura por tomografia computadorizada). 2005). Porque este valor representa limites muito abaixo das dosagens anuais permitidas para o ser humano (4-6 mrem) e muito menor do que outros procedimentos convencionais de raios-X (25 a 270 mrem. nos softwares utilizados bem como nas características das amostras investigadas. Contudo. a DXA é altamente recomendado em populações de todas as idades. Como é o exemplo sugerindo para sujeitos maiores que a mesa. sendo recomendados exames preliminares de gravidez antes da DXA. que consideram a maior hidratação do tecido magro. HAARBO. a estimativa da massa magra diminui com pequenas mudanças no conteúdo mineral ósseo (CMO) ou massa gorda (MG) (LOHMAN & CHEN.02 a 1. raios-X de tórax. com um coeficiente de atenuação diferenciado. 1993). Entretanto o exame não é indicado para gestantes.12 conteúdo mineral ósseo (CMO) e os tecidos moles (TM). A exposição de varredura de corpo total abrange de 0. A CC de sujeitos maiores que 193 cm ou mais largos (58 a 65 cm) não pode ser estimada de forma direta. o que tem gerado grande variação nos critérios metodológicos. não há propostas de padronização validada. 2005). BAPTISTA. Ingestão de alimentos e fluídos têm apenas pequenos efeitos sobre a DXA (LOHMAN & CHEN. Erros sistemáticos na estimativa da composição corporal observados em estudos com porcos e bebês. Softwares especiais também estão disponíveis para a utilização em crianças.

Outro pressuposto está relacionado à área corporal analisada para obter os dados da composição e o grau de associação da gordura total não analisada. 1992). Quando os indivíduos são mais largos que a área de varredura. os autores recomendam este procedimento para indivíduos largos. aumentando a precisão do cálculo dos componentes corporais. Uma vez que a DXA provê a proporção de gordura e MIG em cada pixel.13 MINDERICO. MG. numa única varredura e com menor radiação. à medida que a composição da área excluída difere da área considerada. e MTM. WI) e XR (STRATEC Biomedical Systems AG. com a . há o início de erro sistemático para esse indivíduo. Numa quantificação óssea e dos tecidos moles de corpo total é estimado que 40% a 45% dos 21000 pixels são excluídos a partir dos cálculos dos valores de tecido mole. Diferente das técnicas de tomografia computadorizada e ressonância magnética em que o pixel é determinado para captação exclusiva de tecido adiposo ou de tecido magro. As características de cada um deles foram sintetizadas por GENTON et al. espessuras maiores que 25 cm podem ter algum efeito na precisão da estimativa (LASKEY. Fort Atkinson. WI). FLAXMAN & BARBER. a técnica de leitura de metade do corpo pode ser utilizada (TATARANNI & RAVUSSIN. LYTTLE. Madison. TEIXEIRA & SARDINHA. Os três fabricantes se referem aos seus equipamentos como QDR (HOLOGIC. (2002). as medidas de gordura são estimadas destacadas do tecido mole magro e tecido ósseo. diante da alta similaridade e simetria bilateral. Existem três versões comerciais de aparelhos. WALTHAM. PIETROBELLI. Muito embora esta suposição seja esperada para espessuras corporais menores que 20 cm. 1995). Assim. MA). na DXA os dois tecidos são analisados simultaneamente. RODRIGUES. Um pressuposto que sustenta a DXA é que as medidas não são afetadas pela espessura antero-posterior do corpo. diferindo na configuração de hardware e software entre os fabricantes. 2004) e os valores ajustados a partir da utilização de modelos de correção para estimativa de CMO. Portanto. DPX (General Electric Lunar Corporation.

6kg na . 3) Novos softwares são constantemente testados para determinar se a precisão das estimativas aumenta. a DXA apresentou EPE de 4.14 capacidade da DXA em analisar simultaneamente os dois tecidos. Um sumário de estudos para validação da DXA foi realizado por Lohman et al. trata-se de uma informação do fabricante e é difícil avaliar quão bem a composição é estimada pelas porções não analisadas. Embora os softwares efetuem aproximações desse problema. HEYMSFIELD. quando o IMC é elevado pode distorcer as interpretações da CC. BAUMGARTNER e GALLAGHER (2002) desenvolveram e validaram modelos preditivos para estimativa da massa muscular apendicular em adultos. com variação na magnitude para diferentes populações e instrumentos. O erro sistemático pode implicar em imprecisão do método de referência. KIM. na estimativa da DXA ou na combinação de ambos. WANG. há diminuição de erros na estimativa de gordura corporal. SE exceder a 4% há muita variabilidade e erros entre 3 e 4% mostram validade limitada (LOHMAN. Assim. 1992).4kg na estimativa de MM. quando o valor do IMC (índice de massa corporal) é superior a 16 kg/m2. A estimativa da CC pela DXA em relação a cada região supõe que a composição é igualmente representada por unidade de volume. 2) O EPE para %G deve ser menor que 3% para que um método de referência possa ser aceitável. contra 1.. A acurácia da DXA em medir gordura corporal pode ser considerada em três diferentes caminhos: 1) A possibilidade de ocorrer erro sistemático nas comparações com outros métodos de referência. Portanto. (2000) sugerindo que DXA e modelos multicomponentes aumentaram nos últimos anos os valores médios da estimativa da MG de 1% a 3% pelo método pencil-beam. Neste sentido. calculados em valores corporais totais. Modelos multicomponentes são essenciais para validação da DXA. dada à área óssea relativamente maior dessas regiões (ROUBENOFF et al. A influência de braço e tórax sobre a CC total pode ser subrepresentada. mediante análise por DXA. a consideração da área apendicular (relativa aos membros corporais) deve ser considerada no momento de se efetuar os cálculos dos componentes corporais. 1993). Muitos métodos tendem a superestimar gordura em população magra e subestimá-la em população obesa.

ABRAMS & WONG. O erro padrão para a análise de regressão foi de 2. uma vez que permitem validação desse método por análise da carcaça animal. Em outro estudo. especificamente entre as idades entre 5 e 19 anos (ELLIS.2% entre DXA e análise química. Embora durante o crescimento e desenvolvimento ocorra maior hidratação da MTM. a variação da estimativa do percentual de gordura por DXA é menor que 1%. (1993) usaram Lunar DPX para mensurar a carcaça de 7 porcos entre 35 e 95kg obtendo uma diferença média de apenas 2.1 Aplicabilidade da DXA em crianças e adolescentes Por causa da baixa exposição à radiação e das mudanças na MIG durante o crescimento e desenvolvimento (LOHMAN. a estimativa do peso corporal. a hidratação relativa corporal diminui. 2005). cálcio e gordura química (r=0. 2000). Estas análises confirmam as primeiras estimativas para MIG e MG (FOMON. (1996) observaram que o peso corporal foi estimado com alta precisão. Picaud et al. SHYPAILO.999) e tiveram excelente reprodutibilidade. uma vez que durante o crescimento humano. Todavia estudos em animais ainda são os recursos mais atraentes. 1986) a DXA é considerado ideal para a estimativa da CC em crianças e adolescentes e no mapeamento das mudanças corporais que ocorrem durante toda a vida (LOHMAN & CHEN. CMO e conteúdos da MG foram altamente correlacionados com análise química de porção óssea cinza.955-0. Existem modelos de referência diferenciados para CC de crianças e adolescentes utilizando DXA. Svendsen et al.15 comparação com análise por ativação de nêutrons e diferenças da MG. MIG e MO entre 1% a 5% considerando tipos de análise (fan-beam e pencil-beam). Esta questão torna-se de alta relevância. 3. ZIEGLER & NELSON 1982) a partir de dados da literatura.3. . Todavia. mas a MG foi superestimada pela DXA. Estes resultados confirmam a precisão da DXA em estimar os componentes corporais que não sofrem os efeitos da hidratação (MG e MO). HASCHKE. Nesse sentido.9%.

Assim. GORAN & McCRORY. A possibilidade de estimativa dos três principais componentes (massa de gordura.16 É reconhecido que o alto nível de hidratação da MIG e o baixo nível do conteúdo mineral ósseo limitam a precisão dos modelos bicompartimentais que utilizam pesagem hidrostática ou deslocamento de ar por pletismografia (FIELDS. Os equipamentos de DXA . crianças e adolescentes. Desta forma a DXA passa a ser uma alternativa de grande potencial tanto nos estudos de pesquisa como na aplicação clínica pediátrica. Embora o índice de massa corporal (IMC). mas não são metabolicamente homogêneos com respeito às diferentes idades. A relevância deste fato se dá pela expectativa de desidratação absoluta de até 70% que ocorrerá até por volta dos primeiros 120-140 meses (10-11 anos) (SOPHER. não só pela baixa exposição radiológica e pela praticidade e rapidez na estimativa dos multicomponentes corporais. Embora estes dois componentes (CMO e fluído extracelular) aumentem com a idade. lesões da coronária em adultos. SHEN & PIETROBELLI. 2005)..4 Estimativa da massa de gordura Já está consolidado na literatura na maioria das suas investigações. 3. mas por permitir melhores interpretações da CC da criança e adolescente durante o crescimento. 2005). há necessidade de programar o uso de métodos mais precisos e reprodutíveis da estimativa da gordura corporal regional e total (SARDINHA & TEIXEIRA. 1982). 2002). assim os resultados devem ser interpretados de acordo com estas proporções (FOMON et al. a estimativa do percentual de gordura (%G) por dobras cutâneas possam predizer fatores de risco. o uso de modelos multicomponentes nos estudos da CC em crianças teria mais sentido. muito embora não sejam universais. uma associação entre o aumento da massa de gordura e o risco de indicadores de doenças cardiovasculares. não diferem em taxas relativas entre si. massa de tecido magro e conteúdo mineral ósseo). figura nos dois principais constituintes do nível celular da CC (CMO e fluído extracelular).

por exemplo. SARDINHA e TEIXEIRA (2005) propõem uma forma de regularizar este problema. uma vez que sua relação com o peso corporal ignora a variação intersujeitos da MIG (WELLS. As mudanças anuais ocorrentes nos meninos são mais dependentes do IMIG do que do IMG. Os métodos por imagem como tomografia axial computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM) são utilizados para análise do tecido adiposo no nível órgão tecidual. Todavia a utilização do termo %G passa atualmente por mudanças. durante o crescimento. 2002). 2001). sugerindo que o uso do %G para definir obesidade é dependente da MIG. capazes de detectar as mudanças nos estoques de gordura e de MIG. Conforme proposto por WANG. Em crianças. PIERSON JR e HEYMSFIELD (1992) têm alta precisão e também alto custo. mas diferentes valores de massa de gordura ou quando eles tiverem similar massa de gordura. Geralmente o conceito de percentual de gordura (%G) tem sido utilizado para relacionar gordura e saúde. Existem estudos que têm proposto valores de referência para MG e MIG para uma ampla faixa etária (SCHUTZ et al. uma vez que eles são capazes de distinguir os componentes do tecido mole (TM) com maior precisão. Por exemplo: dois indivíduos podem diferir no %G quando tiverem equivalentes MIG. as mudanças longitudinais são similares para IMIG e IMG até aos 16 anos. Todavia há necessidade de avanços nas pesquisas que façam a associação entre o IMG com a obesidade . mas diferente MIG. Nas meninas. 2001). derivando um índice de massa de gordura (IMG) e um índice de massa isenta de gordura (IMIG).. Esta questão é crucial durante o crescimento (WELLS.17 mais atuais possibilitam melhores estimativas. Outros métodos como a DXA e o deslocamento de ar por pletismografia estimam a gordura corporal total no nível de componente molecular com custos menores. quando então as mudanças da CC são atribuídas ao IMG. Diversos recursos estão disponíveis para estimar gordura corporal total ou tecido adiposo. Gordura corporal total e massa de tecido adiposo não podem ser entendidas como sinônimas. a variação da MIG representa 2 3 do %G. pois o tecido adiposo contém 80% de gordura e a gordura também pode ser encontrada em outros tecidos.

2005). podendo diferir os locais de destacamento das dobras entre grupos e sexos. como forma de julgar sua aplicação de forma mais específica para várias idades (SARDINHA & TEIXEIRA. Todavia com o avanço das técnicas de análise multicompartimentada. 2001). 1987. Dobras cutâneas únicas ou combinadas têm sido utilizadas para substituir adiposidade corporal em estudos relacionados à saúde (SARDINHA. SARDINHA. 2005). 2005). Em relação à adiposidade corporal e na distribuição de gordura na promoção da saúde. Assim.5 Estimativa da massa muscular Métodos para determinação da CC em humanos enfatizam a estimativa da gordura corporal enquanto as técnicas para estimar a MTM ou MM são limitadas (LUKASKI.18 relacionada às doenças. TEIXEIRA. GOING & LOHMAN. a prioridade das evidências empíricas mostra que o aumento da adiposidade está associado ao risco de doenças cardiovasculares e lesões arteriais e coronarianas em crianças e adolescentes. raça. HEYMSFIELD et al. local da dobra cutânea e grau de obesidade. 2000. Entretanto há necessidade de programar e ampliar o uso de métodos mais precisos para estimar o acúmulo do tecido adiposo regional e total (SARDINHA & TEIXEIRA. GOING & LOHMAN. os modelos descritivos desenvolvidos para populações com características específicas devem ser desenvolvidos considerando os fatores anteriormente citados. Todavia a considerável variabilidade intersujeitos e as taxas de variação dos depósitos de gordura num determinado local sugerem que as comparações podem ser fortemente influenciadas por idade. Dobras cutâneas podem ser usadas para estimar %G e identificar as crianças e adolescentes com tais riscos. as medidas de dobras cutâneas têm sido geralmente utilizadas para expressar a gordura corporal por representar proporções da gordura corporal. a demanda de a comunidade científica estimar o percentual de gordura por ser um preditor de risco de desenvolvimento de doenças crônicas. TEIXEIRA.. Certamente esta ênfase reflete em parte. Dentre outras medidas antropométricas. tem ocorrido uma reavaliação . 3. GUEDES. sexo.

19 da importância na estimativa in vivo da estrutura músculo-esquelética. Uma vez que a estrutura músculo esquelética é exigida para o movimento. p. Em adultos. A estrutura muscular é representada em três formas de músculo: esquelético. liso e cardíaco. a partir de algumas medidas corporais. Geralmente um grupo muscular é selecionado com o pressuposto de que estas medidas refletem a massa muscular daquela região e que esta estimativa é diretamente proporcional à massa muscular corporal. Entretanto a precisão desse procedimento foi investigada por HEYMSFIELD. Novas equações foram propostas reduzindo o erro intra-individual para 7% a 8% de erro da área muscular de braço (HEYMSFIELD. 1966. onde a circunferência do músculo pode ser estimada a partir de uma simples variável de circunferência de braço e corrigida pelo tecido adiposo. tronco e membros superiores).108-112. De forma semelhante de como ocorre com a 2 International Commission of Radiological Protection (ICRP). O músculo esquelético ou estriado representa aproximadamente 30% a 40% do peso corporal de uma mulher saudável ( ≅ 58 Kg) ou de um homem ( ≅ 70 Kg) (ICRP2 apud LUKASKI. estudiosos do exercício têm interesse em relacionar as estimativas de massa muscular com vários tipos de performance esportiva aeróbia e anaeróbia (LUKASKI. a área muscular de braço neste modelo foi superestimada entre 15% a 25% em comparação aos valores referenciados por tomografia computadorizada. SMITH. 2005). são encontrados maiores volumes musculares nos membros inferiores do que no restante do corpo (cabeça. Um exemplo bastante utilizado desse procedimento foi apresentado nos anos 60 por JELLIFFE. McMANUS. ao observarem que em sujeitos muito obesos. 1975. Indicadores antropométricos têm sido utilizados para estimar a massa muscular. 2005). STEVENS e NIXON. Oxford: Pergamon Press. KUTNER e NIXON (1979). OLAFSON. A necessidade de determinar a MM total ou regional reflete interesses multidisciplinares. Report of the task group on conference man. 1982). principalmente no campo da performance esportiva. .

quando os valores de outros componentes da CC extrapolam a normalidade. Outras técnicas de mensuração da MM têm sido propostas com base no metabolismo endógeno. Em contraste aos métodos indiretos. entre outras. envolvem análise de excreção urinária de creatina (LUKASKI. imagem por ressonância magnética (RM) e absortometria por raios-X de dupla energia (DXA). técnicas nucleares que consideram o conhecimento das características físicas e a distribuição biológica de potássio e nitrogênio e análise de bio-impedância elétrica (LUKASKI. CT R.20 gordura corporal. Nem tampouco o acompanhamento das mudanças da estrutura muscular durante o processo de crescimento e maturação. percebe-se uma tendência de viés nos resultados da estimativa muscular. CT CT R. TABELA 1 – Comparação dos métodos para estimativa da massa músculo-esquelética em humanos. não se conhece a precisão ou sensibilidade para monitorar pequenas mudanças na MM associados à perda ou ganho de peso corporal. osso e músculo. Método Antropometria Creatina Tomografia computadorizada Ressonância magnética DXA Precisão 3 2 5 5 5 Exatidão ? 2 4 4 4 Aplicabilidade Abrangência 4 1 4 4 4 R. principalmente por se tratar de modelos propostos para população adulta. incluindo tecido adiposo. CT R. Embora estes resultados sejam encorajadores. As três técnicas mais utilizadas são: tomografia computadorizada (TC). Além de proporcionar respostas diferenciadas dos tecidos. técnicas radiográficas permitem visualizar diretamente os componentes da CC. CT Custo 1 3 5 5 4 . 2005) e do aminoácido 3-metilhistidina. possibilitam medidas regionalizadas e de corpo total. 2005).

. sexo e .21 Bio-impedância 4 ? ? R 1 Nota. Essas proporções variam com a idade. Embora inicialmente a DXA tenha sido proposto para estimativa regional do conteúdo mineral ósseo e área de densidade. Os primeiros estudos se baseavam na análise do esqueleto total. Todavia. secções ósseas e em clichês radiográficos padronizados (MALINA. Esses estudos sugeriam variabilidade da mineralização e massa óssea associadas à idade. incluindo a DXA. 1993). Ou seja. 2005). A TABELA 1 compara as características de alguns dos métodos mais utilizados na estimativa da massa muscular in vivo. (Adaptado de HEYMSFIELD et al. pois apresenta o menor custo e mesma eficácia dos métodos mais caros e eficácia muito superior na estimativa da MM em relação aos recursos mais baratos. da segurança e da conveniência metodológica para o uso geral. A DXA mostrou ser o método mais vantajoso. sexo. a seleção do método depende do recurso disponível e da intenção da investigação experimental. 2005).6 Estimativa da massa óssea Historicamente um dos principais obstáculos para estimar a composição corporal tem sido a dificuldade na quantificação in vivo do tecido ósseo. esta técnica tem-se refinado na estimativa dos outros componentes do tecido mole (LUKASKI. além do acesso ao equipamento. raça e fatores étnicos. a escolha da técnica depende das considerações práticas e limitações de cada método em relação à hipótese experimental de estudo proposta. Sistema de nível: escala ascendente. R=regional e CT=corpo total e DXA=absortometria de raios-X de dupla energia. A partir das novas tecnologias. Os ossos mostram contribuição distinta na composição do tamanho total do esqueleto ou da estatura. 1=menor e 5=maior. adaptada de LUKASKI (2005). foram possíveis novas percepções do esqueleto como componente da composição corporal e do status mineral ósseo. 3.

2005). Considerando que o CMO medido pela DXA representa a parte óssea cinza (ash) da MO total. a estatura subisquial (estatura menos a altura tronco-cefálica). especificamente. provê a estimativa do conteúdo mineral ósseo. assim. Ballor (1996) estimou que a porção óssea cinza representa cerca de 95. Durante as quatro décadas seguintes de vida. assim o peso esquelético deveria ser corrigido. 1999). Ainda que existam significantes diferenças na estimativa do CMO entre sistemas comerciais DXA. Esta taxa (relação) alcança seu ponto mais baixo no início do estirão de crescimento na adolescência.82% da MO total. Dados têm demonstrado que a relação da altura tronco-cefálica para a estatura. compreende cerca de 3% do peso do feto para o recém nascido e cerca de 6% a 7% da massa corporal em adultos jovens. Como percentual da massa corporal. o CMO compreende cerca de 2% do peso corporal na infância e 4% a 5% em adultos. isto deverá representar apenas um impacto mínimo sobre a estimativa multicomponente da composição corporal (MODLESKY et al. pois as pernas têm seu estirão primeiro. BOUCHARD & BAR-OR. que pode ser atribuído à compressão ou eventual perda de elasticidade dos discos intervertebrais com o avanço da idade (MALINA. 1974). 2004) e provavelmente influenciam a estimativa da composição corporal. representa uma unidade de relação com os membros inferiores. A relação é maior na infância e declina durante o amadurecimento até a adolescência. Aproximadamente 1g de MO contém 0. Embora a densidade óssea diminua com a idade.9582 de porção óssea cinza. o tronco aumenta sua taxa de crescimento da adolescência tardia até a fase adulta jovem.22 etnia (MALINA. que é um índice da contribuição relativa do tronco e cabeça. A partir de então.. multiplicando o CMO (medido pela DXA) por 1. a porcentagem da porção cinza varia entre os ossos (TROTTER & HIXON. A relação do peso entre a porção cinza (compostos ósseos hídricos) e a porção seca. torna-se necessária a consideração da porção óssea úmida (dry). . A massa óssea isenta de gordura é composta por mineral ósseo e pela matriz óssea orgânica. a desidratação óssea do esqueleto.0436. a altura tronco-cefálica começa a declinar.

23 A estrutura óssea de rapazes pesa em média cerca de 95g durante a infância (ligeiramente menor nas moças) atingindo na idade adulta cerca de 4. BOUCHAR & BAR-OR. 3. respectivamente masculino e feminino (MALINA. o mineral ósseo de membros e de corpo total acumula maiores taxas do que as meninas.7 Estimativa da água corporal total Comparado com adultos. 2005). refletindo mudanças dos componentes específicos com o avanço da idade. contribuindo para as diferenças do CMO total e de membros (MALINA. Esse aumento continua até por volta dos 20 anos. persistem até a idade adulta. a consideração das estruturas da CC (gordura. uma relativa redução da água corporal total (ACT) após o nascimento. Por exemplo. refletindo maiores proporções na MIG. Assim. com menores taxas nas meninas persistindo durante a idade adulta. Porém durante o estirão dos meninos.8kg em adultos jovens. CMO (especificamente no esqueleto de membros) e massa muscular nos meninos. embora existam diferenças no delineamento anatômico em mapeamento feito por DXA. Shen & Pietrobelli. entretanto passam a ser estabelecida durante o estirão na adolescência. 2004). As diferenças sexuais da composição corporal são pouco significantes na infância. Certamente o tempo individual em que essas proporções acontecem é dependente do tempo de maturação de cada pessoa (MACHADO. O conteúdo mineral ósseo (CMO) corporal total ou regional aumenta da infância para a adolescência. crianças têm muito maior variação na CC como atribuído do crescimento e desenvolvimento a partir da infância para a adolescência (Sopher.0kg e 2. 2005). especialmente durante os primeiros . 2005). músculo e ossos) e as diferenças estabelecidas durante a maturação e crescimento. 2004). Não existem diferenças sexuais no CMO da cabeça e tronco durante a infância até a adolescência e também não há diferenças do CMO regional e total para os membros durante a infância (MALINA. As meninas apresentam diferenças ligeiramente maiores do CMO total e regional (de membros) até o início do estirão de crescimento da adolescência (por volta dos 12 anos).

que tem uma vantagem sobre outros métodos. Estas questões criam limitações na precisão e exatidão dos componentes corporais. imagem por ressonância magnética. que devem ser calibrados segundo o método de referência. todavia quando aplicados em populações pediátricas precisam ser apropriadamente ajustados (SOPHER. Utilizaram análise de ativação de nêutrons e os resultados indicaram menores erros na estimativa do tecido mineral mole. por exemplo. apresenta sérias dificuldades dos modelos quando aplicados em crianças (LOHMAN. 1986).051) x 100 Onde: Dc = densidade corporal ACT = água corporal total (Equação 3) . resultados provenientes de métodos que não tenham sido cuidadosamente validados em diversos grupos etários precisam ser cuidadosamente interpretados (BUTTE et al. oferecendo um modelo multicomponente alternativo.2. 2002) deverá influenciar a aplicação de muitos métodos de CC relacionados à hidratação (análise por bio impedância.748/Dc – 0. Numa ampla revisão sobre modelos de estimativa do tecido mineral mole (Mm).699ACT/P + 1. % Gordura = (2. Alguns métodos de referências tradicionalmente usados em adultos. O ajustamento desses modelos é particularmente problemático em estudos longitudinais onde os componentes da CC mudam de forma dinâmica. 2005). Assim. 1999).24 meses de vida (FOMON & Nelson. análise por bio-impedância e condutividade elétrica corporal total. tornando imprecisas as estimativas da CC como na antropometria. Os métodos também devem prever no mínimo as relações com a idade. como pesagem hidrostática.129 Mm/P . pois não é baseada nas variações estáveis da CC de adultos. Wang et al (2002) propuseram um novo modelo baseado na água corporal total (ACT) e água extracelular. LOHMAN 1986. 1992).. SHEN & PIETROBELLI.

2004). As formas de verificação da maturação por muito tempo têm sido feitas através de observação hormonal em laboratório.8 Pico de velocidade de crescimento Outro importante componente a ser considerado nas mudanças da CC é a maturação. auto-avaliação das características sexuais secundárias e desenvolvimento esquelético. Obviamente. que pode ser definido como um processo em que os indivíduos alteram de modo contínuo a magnitude do seu tamanho e forma corporal num dado intervalo de tempo.25 P = peso corporal Mm = tecido mineral mole 3. Outro procedimento disponível é o acompanhamento do crescimento somático. O acompanhamento envolve monitoramento das variações antropométricas. ocorrem aceleração e desaceleração do crescimento esquelético refletindo num grande incremento do crescimento pondero-estatural. distribuição da pilosidade tegumentária. períodos da dentição. Assim. desenvolvimento glandular. 1980). mediante o acompanhamento do crescimento. 1991). pode-se detectar o momento em que o indivíduo atinge o PVC. fases da ocorrência da menarca. A idade esquelética é outro importante indicador na determinação do estágio maturacional e parece estar associada aos indicadores de maturação sexual. 1991). sendo a idade do pico de velocidade de crescimento (PVC) um dos seus mais importantes indicadores (MALINA. Durante o PVC da adolescência. Nas investigações da educação física o recurso mais utilizado tem sido a maturação puberal (ou sexual) que é determinada por observação do desenvolvimento das características sexuais secundárias. todavia seu alto custo e complexidade operacional têm reduzido sua utilização pelos pesquisadores da ciência esportiva (MACHADO. LITT & GROSS. seriam . entre outras (DUKE. observação médica. A idade do PVC é o indicador mais comumente utilizado em estudos longitudinais na maturidade somática do adolescente (MALINA & BOUCHARD.

A partir do modelo I para determinação do PVC proposto em 1978 por PREECE e BAINES (1978). Neste sentido. pressupõe-se que as relações proporcionais de mudança entre o tamanho dos membros inferiores.26 necessárias várias medidas durante um determinado período do crescimento. altura tronco-cefálica e altura dos membros inferiores de um grupo de crianças canadenses acompanhado durante 7 anos. A identificação do momento exato do pico máximo de crescimento fornece um marcador comum para refletir a ocorrência de outras velocidades da dimensão do corpo intra e inter indivíduos. MIRWALD. BAXTER-JONES. . o que tornaria essa metodologia inviável para investigações transversais quando apenas a realização de uma única medida fosse possível. da altura troncocefálica e dos membros inferiores. a altura tronco-cefálica com a estatura. foi realizada uma série de interações entre a estatura. BAILEY e BEUNEN (2002) desenvolveram uma técnica prática e não invasiva. que requer apenas uma avaliação das medidas antropométricas.. capaz de predizer a distância em anos em que um indivíduo se encontra da sua idade do PVC. 2002). provêm uma indicação do status maturacional (MIRWALD et al. Usando os sincronismos diferenciais conhecidos do crescimento da estatura.

2002).94.569) 2 Onde: CP = comprimento de perna (cm) TC = altura tronco-cefálica (cm) I = idade (anos) P = peso (kg) E = estatura (cm) Nesse modelo..891. Aceitáveis índices de determinação e erro padrão da estimativa foram obtidas.376 + 0. EPE=0. R =0. entre idade e altura sentada. membros inferiores e altura tronco-cefálica (Adaptado de MIRWALD et. um modelo obtido da combinação das três populações foi sugerido como o mais indicado. entre idade e comprimento de perna.94.005841(IxTC) + 0.07693 (P/E) (R=0. os resultados .001663 (IxCP)+0.002658(IxP) + 0. al. bem como razão ente peso e estatura. Para rapazes (Equação 8) PVC = -9.007216 (IxTC)+0. A partir desses dados e replicação do estudo em amostras canadenses e belgas.89.0022(IxCP) + (Equação 9) 0.27 FIGURA 4.236+0.592) 2 Para moças PVC = -9.0002708 (CPxTC)–0. por sua característica generalista. R =0.0001882(CPxTC) + 0. Momento do pico de velocidade de crescimento de rapazes (a) e moças (b) para estatura.02292 (P/E) (R=0. além do mais. foram incluídas medidas de interação entre comprimento de perna e altura sentado. EPE=0.

2006). MCKAY. 2005) e investigação dos efeitos do treinamento sobre o crescimento e maturação (MATTHEWS. DEURENBERG. Em uma das primeiras propostas pediátricas para estimativa da gordura a partir das dobras cutâneas. intermediários. MIRWALD & WARK. PIETERS & HAUTVAST. As dobras cutâneas resultantes da . 1967. Fem=38). 1989. DURNIN e RAHMAN (1967) compararam 105 adultos jovens (Idades: 18-36 anos. 2004). Masc=60. STILLMAN. VAN LOAN & BEMBEN. MIG. 1986. sendo possível sua aplicação em vários delineamentos de pesquisa. SLAUGHTER. BROSEK e KEY em 1951 foram os primeiros a utilizar a relação entre dobras e densidade corporal para estimar gordura. 1998). “rechonchudos” (sobrepesados) e obesos. Algumas dessas pesquisas produziram estimativas bem próximas da verdadeira (DURNIN & RAHMAN. KHAN. LOHMAN. BAXTER-JONES & THOMIS. 1988. BAXTER-JONES & MIRWALD. 1990).28 indicaram que o modelo de predição pode estimar o estado maturacional com um erro de ± 1 ano. classificando-os inicialmente em magros. indicar as limitações na utilização das características sexuais secundárias para comparações entre sexos (SHERAR. O nível de precisão do modelo tem sido utilizado em diversos outros estudos. BENNELL. a partir das curvas do pico de velocidade da estatura (SHERAR.9 Modelos pediátricos antropométricos mais utilizados Medidas antropométricas. em 95% dos casos. Masc=48. 1971. MIRWALD. A partir das primeiras tentativas de MATIEGKA em 1921 de estimar a gordura corporal a partir de seis dobras cutâneas. predição da estatura adulta final. Fem=45) com 86 adolescentes (Idades: 12-16 anos. BAXTER-JONES. LOHMAN. massa de gordura e %G desde que aplicados em modelos válidos e apropriados para crianças e adolescentes. Seja na sua utilização para comparação com maturação sexual entre jovens ativos e nãoativos no esporte (GEITHNER. 3. WOYNAROWSKA & MALINA. BOILEAU. WESTSTRATE & DEURENBERG. HORSWILL. especialmente as dobras cutâneas podem ser utilizadas para estimar densidade corporal. BROOK.

008 (X) – C SLAUGHTER et al. 1971 (Idades: 01 – 11 anos) n = 23 Inglaterra LOHMAN.0.4) 16 anos (C = -4.90).0.1369 .. Modelos antropométricos da composição corporal para crianças e adolescentes.4) 13 anos (C = -5. No entanto. Todavia as investigações podem ser controversas quando crianças muito pequenas ou muito obesas são envolvidas nas observações (HARSHA. tríceps.7) Púberes (C=3. Medidas Dc=Densidade X=Bíceps + Tríceps + Subescapular+ Suprailíaca Dc=Densidade X=Bíceps + Tríceps + Subescapular+ Suprailíaca X=Tríceps + Subescapular C=Constante População Rapazes Moças Equação (modelo) Dc = 1. 1988 (Idades: 09 – 16 anos) n = 242 USA X=Tríceps + Subescapular %G = 0.2063 .2) Pós-púberes (C=6.2) Púberes (C=5. Tabela 2. normalmente apresentam boa relação com densidade corporal referenciada por pesagem hidrostática (r=0.4) 10 anos (C = -2..4) 16 anos (C = -6.0788 Log (X) Dc = 1.8) Rapazes Dc = 1. 1978). as dobras cutâneas mais utilizadas nos modelos preditivos da CC em crianças e adolescentes têm sido as dobras tricipital e subescapular (TABELA 2). FRERICHS & BERENSON.012 (X) – C 2 X=Tríceps + Subescapular até 35mm C=Constante %G = 1. 1986 (Idades: 08 – 18 anos) Diversos estudos Rapazes Pré-púberes Moças Pré-púberes Rapazes 7 anos (C = -3.21 (X) – 0.783 (X) + 1. Percentual de gordura em crianças determinadas por estas ou mais dobras.0999 Log (X) %G = 1. subescapular e suprailíaca).4) Pós-púberes (C=5.5) Rapazes Negros Pré-púberes (C=3.1533 .0.1690 . 1967 (Idades: 12 – 16 anos) n = 86 Inglaterra BROOK.4) 13 anos (C = -3.35 (X) – 0.4) 10 anos (C = -4.0643 Log (X) Dc = 1. 1988 (Idem) .4) Moças 7 anos (C = -1.0.29 regressão foram das mesmas regiões para ambos os sexos (bíceps.4) Rapazes Brancos Pré-púberes (C=1.65 a 0.0598 Log (X) Autores/origem DURNIN & RAHMAN.6 SLAUGHTER et al.

0719 – (0. Embora este autor tenha se fundamentado na medida de água corporal total para estimar gordura corporal. na aplicação das técnicas de composição corporal e na origem .1350 + (0.1315 + (0.0004 Idade – 2)) – 0.546 (X) + 9. Em 1986. o conteúdo de água do tecido magro de crianças não diferia dos adultos ou de outros animais.18 anos Moças 2 .18 anos %G = 0. Entretanto as crianças investigadas eram de ambos os sexos e tinham entre um e 11 anos de idade.30 > 35mm X=Tríceps + Panturrilha X=Bíceps + Tríceps + Subescapular + Suprailíaca Idade (anos) Moças Rapazes Moças Rapazes 2 . enquanto a equação para estimar densidade de DURNIM e RAHAMAN (1967) foi proposta para sujeitos de 12 a 16 anos.0003 Idade – 2) log (X) Dc = 1.0003 Idade – 2) log (X) Dc = (1. mediante diluição de óxido de deutério.73 em relação à água corporal total. 1988 (Idem) WESTSTRATE & DEURENBERG. os pressupostos que se seguiram assumiam que a água do tecido magro era constante.610 (X) + 5. LOHMAN faz uma importante revisão dos 25 anos anteriores da pesquisa da CC envolvendo crianças e adolescentes e propõe importantes considerações às propostas existentes.0018 Idade – 2)) – 0.0561 log (X) + 1.0719 – (0.7 (Idade 10-3) Dc = 1. Assim. Seu enfoque figura nas constantes dos modelos até então.1187 – 0.1133 – 0. 1989 (Idades: 07 – 10 anos) n=68 (Idades: 02 – 18 anos) n=2285 Alemanha DEURENBERG.7 %G = 0.0006 Idade – 2) log (X) Dc = (1. a partir das mesmas quatro dobras utilizadas anteriormente.0719 – (0.1315 + (0.1 Dc = (1. os dados desse estudo quando ajustados para fornecer uma equação de regressão com coeficiente de 0. Assumiam ainda que a partir dos quatro meses de vida.735 (X) + 1..10 anos 11 . resultou em novas equações para crianças de um a 11 anos de idade.063 log (X) + -3 1.9 (Idade 10 ) SLAUGHTER et al. 1990 X=Bíceps + Tríceps + Subescapular + Suprailíaca Idade (anos) Rapazes Moças BROOK em 1971 investigou as relações entre as medidas de dobras cutâneas propostas por DURNIM e RAHAMAN (1967) e água corporal total.0 %G = 0.0031 Idade – 10)) – 0.

uma vez que a maturação química não vinha sendo considerada nesses procedimentos. São indicados ainda quatro principais problemas na estimativa da CC em crianças e adolescentes. na consideração dos multicomponentes da CC. A diminuição da água corporal durante a adolescência representa 72% a 73% da estimativa da gordura corporal nessas idades. O aumento da massa magra durante o crescimento não pode explicar a diminuição da água observada em rapazes e moças. visto que foram desenvolvidas a partir de estudos em cadáveres adultos. tornando mais precisa também a estimativa do %G corporal. Assim. do nascimento aos 22. a relação entre dobras cutâneas e densidade é apresentada de forma detalhada. o que refletiria em menor estimativa de gordura calculada com os modelos até então existentes. Nessa revisão LOHMAN (1986) apresenta a estimativa da densidade corporal nas diferentes idades. uma vez que tecido magro tem maior quantidade de água (77%). considerando ainda o componente mineral do tecido não ósseo. Nesse estudo.8%. Uma importante observação desse estudo está no anúncio do motivo da diminuição de água corporal.31 dessas constantes. quando essas análises são efetuadas transversalmente. Considera que o jovem adolescente tem maior quantidade de água corporal com menor densidade corporal que o adulto. LOHMAN (1986) já esboça algumas propostas de diferentes investigadores.5 anos de vida. o conteúdo mineral ósseo varia em ambos os sexos de 3. Da infância até a vida adulta.7% para 6. que foram essenciais para as investigações subseqüentes da área: . A partir dessa abordagem. bem como as comparações entre modelos bi e multicompartimentais. podem fornecer o processo das mudanças do conteúdo mineral ósseo (CMO) e a densidade corporal de forma mais precisa. Assim a principal causa da diminuição observada estaria na diminuição do espaço extra-celular. Já menciona a necessidade de substituir os usuais modelos bicompartimentais. permitindo superestimar a massa corporal magra e subestimar a gordura.

32

1.

Equações derivadas para crianças e jovens são geralmente estimadas a partir de um amplo campo de sujeitos (pré-púberes, púberes e pós-púberes);

2.

O desenvolvimento de regressões geralmente se origina em um método de CC e um sistema de dois componentes, provendo vieses na estimativa de gordura para sujeitos quimicamente imaturos. Principalmente se forem utilizados na densitometria, hidrometria ou espectrometria K40.

3.

Poucas equações têm sido extensivamente validadas de forma cruzada em outras populações, bem como a identificação de subamostras não têm sido realizada de forma eficiente (i.e. sujeitos de áreas atléticas ou de diferentes etnias).

4.

Variação

nos

locais

de

medidas

de

dobras

cutâneas,

circunferências ou diâmetros ósseos.

A partir dessas considerações e por atender parte dessas questões, LOHMAN (1986) sugere a utilização da equação proposta por BOILEAU et al (1985). Entretanto, nesse modelo, quando o fator maturacional foi considerado, os valores do intercepto variaram entre as idades. Assim, as idades propostas nos modelos preditivos de densidade corporal, têm maior alusão à distinção maturacional que etária. LOHMAN (1986) ainda alerta que em populações de esportistas, as estimativas podem apresentar direções equivocadas nas necessidades de perda de peso corporal ou nas adequações da CC, não devendo ser empregadas nessas populações. Em 1988 LOHMAN participa do estudo mais evidente e utilizado na área, para estimativa da gordura corporal em crianças e adolescentes, os modelos de SLAUGTHER et al. (1988), que consideravam três diferentes abordagens: a) Densidade corporal a partir da pesagem hidrostática e volume residual; b) Densidade corporal e água corporal total (ACT); c) Densidade corporal, água e mineral ósseo.

33

A derivação do modelo considerou nove dobras cutâneas, quatro estágios de maturação, os sexos e raça (brancos e negros). O estudo envolveu 310 crianças, adolescentes e adultos sendo desenvolvido em Illinois (n=182) e replicado no Arizona (n=182). A classificação por maturação sexual (TANNER, 1962) foi utilizada para agrupar os jovens em pré-púberes, púberes, pós-púberes e adultos. Embora a amostra tenha sido composta por escolares envolvidos em programas de esporte, esse critério não foi utilizado para discriminar os sujeitos. Medidas de densidade corporal (pesagem hidrostática), água corporal total (diluição de deutério), conteúdo mineral ósseo (absortometria óssea de rádio e ulna de ambos os braços) e nove dobras cutâneas (tricipital, biciptal, subescapular, axilar média, suprailíaca, suprailíaca anterior, abdominal, coxa medial e panturrilha medial) foram consideradas no modelo preditivo. Porém após a regressão, as dobras tricipital e subescapular apresentaram validade externa nas amostras investigadas e na literatura. Assim foram gerados modelos quadráticos considerando diferenças raciais e maturacionais nos meninos enquanto nas meninas, esta distinção não se observou. As diferenças de maturação e raça para ambos os sexos também não foi discriminante quando a soma das dobras (tricipital e subescapular) excedia a 35 mm. Nesse mesmo período, apenas um ano mais tarde, WESTSTRATE e DEURENBERG (1989) se preocupavam em apresentar formas mais objetivas no diagnóstico da obesidade infantil. A partir das equações de DURNIN & WOMERSLEY (1974) e das referências sobre densidade corporal disponíveis na literatura, (publicações de FOMON, 1982), esses autores propuseram modelos ajustados para determinação do %G no lugar de utilizar as equações para conversão de Siri e Brozek. Não eram consideradas nestas equações a volatilidade da densidade corporal durante o crescimento. Esta nova proposta abrangia estimativas da CC para rapazes dos dois aos 18 anos enquanto dois modelos eram utilizados para as moças (2 a 10 e 11 a 18 anos). O principal pressuposto dessa proposta se fundamentava na variação da densidade da MIG nas diferentes idades. Além do modelo de referência (pesagem hidrostática) empregado nas propostas até então não considerar a distinção do tecido magro, a participação do avaliado no momento da medida era um fator decisivo na

34

estimativa da densidade da MIG. Assim, um modelo de dobras cutâneas que corrigisse a densidade corporal para cada idade e sexo, poderia ser uma alternativa mais precisa para estimar o %G corporal durante o crescimento. Entretanto algumas considerações precisam ser feitas ao serem adotados tais modelos. A despeito da inocuidade, da interpretação imediata das informações, da menor exigência de cooperação do avaliado, dos baixos custos e do não requerimento de pessoal altamente qualificado, o uso de dobras cutâneas é uma alternativa de medida duplamente indireta. Esses modelos são originários de populações específicas e podem apresentar precisão variável quando aplicadas a outras populações. Não há padronização das técnicas de medidas, os modelos são derivados de regressões o que pode comprometer sua exatidão e as medidas são influenciadas pela variabilidade entre os avaliadores. Todavia, o interesse pela investigação no campo da CC pediátrica se expande rapidamente (SARDINHA et al., 2000), bem como o uso de modelos que exijam recursos com boa relação custo-benefício. Uma temática que sustenta essa questão é que a criança não é um adulto em miniatura, assim, modelos propostos para adultos não são apropriados para crianças e adolescentes. A disponibilidade de ferramentas para quantificar a CC pediátrica tem sido desenvolvida para certas populações e grupos etários e a aplicação dessas ferramentas deve implicar em importantes informações conceituais. Entretanto algumas lacunas como a quantificação dos componentes da CC para cada estágio etário ou maturacional, entre outros tópicos, tornam a pesquisa da CC pediátrica dinâmica e crescente nessa área de investigação (SOPHER, SHEN & PIETROBELLI, 2005).

3.10

Composição corporal do jovem esportista (AUMENTAR REVISÃO DESTE ITEM) (BARBANTI, 2005) Diversos estudos têm demonstrado os efeitos do exercício sobre a

densidade mineral óssea (DMO) de atletas de elite, quando comparados com sujeitos não atletas da mesma idade (DRINKWATER, 1994; LOHMAN, 1995). Os resultados

Treinamento de força é mais efetivo do que resistência para aumento da massa isenta de gordura. HEINONEN. sangue. Muito embora exista uma relação condicional entre carga e constituição física. os estudos relacionam mudanças que o exercício promove na MM como um todo. Assim. FLEG. ginastas) enquanto indivíduos com baixa DMO levam vantagens em outros esportes (p. os efeitos sobre a composição corporal. KOSTEK.. LAFTMAN.. 1994). 1996). natação). indivíduos com maior DMO podem sobressair-se em determinados esportes (p. Por exemplo.).35 desses estudos têm demonstrado maior DMO em indivíduos engajados em exercícios de cargas elevadas ou de alto impacto. conectivo e outros tecidos.e. Efeitos de treinamento também podem ser observados em comparações de membros dominantes versus não dominantes. METTER. MARTEL. moléculas de hidrogênio e proteínas do músculo esquelético (BARBANTI... FOZARD. Arantes. porque ginastas e levantadores de peso. parece que algumas diferenças entre atletas e não atletas podem ser atribuídas ao treinamento.e. Comparações entre atletas de diferentes modalidades sustentam esta idéia. 1985. IVEY. 2001). HURLBUT. SIEGEL. principalmente a gordura. a estimulação mecânica é necessária para o eficiente crescimento e . 2001) ou crianças (Ramos. considerando principalmente os efeitos sobre a estrutura músculo-esquelética. Alguns estudos têm demonstrado maiores dimensões esqueléticas no braço dominante de tenistas (DALEN. em média têm maior DMO do que nadadores (DRINKWATER.. LEMMER. Devido à dificuldade das técnicas de avaliação da composição corporal em crianças. VUORI. nem sempre é possível separar massa muscular de ossos. Por outro lado. tecidos ósseo. WERNICK & HURLEY. HAAPASALO. tecido conjuntivo. OJA. KANNUS. são mais bem percebidos quando os exercícios são de característica aeróbia. SIEVANEN. OHLSEN & STROMBERG. A massa isenta de gordura (MIG) consiste de músculo esquelético. Por esta razão. Ganhos de força têm sido observados em estudos de treinamento envolvendo homens e mulheres adultos jovens (20-30 anos) ou idosos (65-75 anos) (ROTH.

quando exercícios de carga óssea são realizados em idades precoces (JAKICIC. são necessárias mais repetições. DONNELLY. indiscutivelmente afetam a resposta óssea num determinado programa de exercícios. níveis de nutrientes e a genética. WILLIAMS. Diversos fatores como idade. Estudos que relatam o efeito do treinamento sobre a CC em crianças e adolescentes ainda são inconclusivos e. CLARK. são referenciais válidos e de aceitável precisão para estimar os tecidos adiposo. enquanto altas taxas de cargas são necessárias para estimular a osteogênese e a hipertrofia muscular. Ou seja. portanto não podem precisar a carga nem quando (da maturação) essas diferenças passam a ser efetivas. hormônios. ósseo e muscular de jovens ES e NE. 2001. sendo necessária a consideração desses componentes para a correta estimativa da composição corporal (CC). 4 MATERIAIS E MÉTODOS Com base no relato da literatura apresentado. VOLEK & VOPE. Estudos com animais têm demonstrado que poucas repetições de cargas são capazes de produzir tensões de alta magnitude. Estudos em crianças e adolescentes são particularmente importantes. algumas premissas foram assumidas previamente para a realização deste estudo: a) Os recursos de análise tecidual corporal multicomponente por DXA e modelos preditivos disponíveis na literatura. 2005). COLEMAN. MELANSON. todavia é preciso mais investigação para definir o tipo e a quantidade de exercícios necessários para promover osteogênese nas diversas idades. TEIXEIRA & GOIG. FOREYT. pois dados recentes sugerem benefícios permanentes nos parâmetros de massa muscular e estrutura óssea. para altas magnitudes de capacidade de carga. .36 manutenção da estrutura músculo-esquelética ao longo da vida.

Após obtenção de termo de consentimento livre e esclarecido dos pais ou responsáveis. os dados foram coletados. e os pais ou responsáveis receberam um comunicado por escrito informando o procedimento. O estudo seguiu o modelo de corte transversal de caráter descritivo desenvolvimentista. apresentando melhor associação com o crescimento tecidual corporal.37 b) A classificação da maturação pelo pico de velocidade do crescimento (PVC) é válida durante o crescimento puberal. O projeto inicial deste estudo foi submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa da EEFEUSP sob Protocolo de Pesquisa nº. administradores. 2006/32 tendo sido aprovado em 30 de março de 2007. data. figurando numa alternativa de classificação maturacional mais atrativa do que outros recursos biológicos. Nesse momento foram obtidos os termos de consentimento dos responsáveis administrativos das instituições envolvidas para a pesquisa (Anexo I). Sujeitos da amostra . O estudo seguiu as diretrizes e normas que regulamentam a pesquisa com seres humanos (lei 196/96).1 Planejamento e autorizações Em algumas reuniões realizadas com os diretores. Os sujeitos do estudo foram convidados a participar voluntariamente. local e horário previstos para a coleta dos dados (Anexo II). classificação por idade e prática esportiva dos eventuais voluntários. 4. Em seguida foi efetuado um levantamento prévio do “n” disponível. professores e técnicos desportivos das instituições foram apresentados os planos. objetivos e direções gerais do estudo. sendo informados aos participantes todos os propósitos e métodos utilizados no estudo e ressaltando o direito dos mesmos. ao menos a partir de determinados momentos do crescimento ou para determinadas tarefas de desempenho motor. c) A prática esportiva programada pode acarretar diferenças na CC de adolescentes ES e NE. de desistir do experimento a qualquer momento.

o apetite ou o crescimento. altura tronco-cefálica. Como variáveis dependentes aquelas representativas dos compartimentos corporais no nível órgão-tecidual. a saber. impacto do custo e tamanho amostral ideal. resultante da . onde eram realizados os exames de Absortometria de Raios X de Dupla Energia (DXA) de corpo total e medidas antropométricas numa única sessão e pelos mesmos avaliadores. perímetros e diâmetros ósseos) e maturação pela idade do pico de velocidade de crescimento (PVC). Os dados estão divididos em variáveis independentes e dependentes. sem partes do corpo amputadas. sexo e prática esportiva). comprimento de membros inferiores. 4. Embora a seleção da amostra tenha sido intencional. dobras cutâneas.2. recrutados em centros esportivos e escolas (pública e particular) de Presidente Prudente/SP. massa gorda (MG). havia representatividade de todo o perímetro urbano da cidade. Como independentes as variáveis com caráter preditivo da composição corporal de caracterização (idade. 4. massa óssea (MO) e massa muscular (MM). Foram seguidas as sugestões do Centro de Estatística Aplicada – CEA/USP.38 Inicialmente 433 jovens do sexo masculino entre sete e 18 anos de idade se propuseram a participar voluntariamente do estudo. medidas antropométricas (estatura.2 Coleta dos dados As avaliações foram realizadas no laboratório da UNESP – Campus de Presidente Prudente. Os sujeitos deveriam ser aparentemente saudáveis. peso.1 Procedimentos nas medidas Um adequado dimensionamento amostral foi planejado para estimativa da viabilidade do projeto. Os sujeitos foram categorizados em Esportistas (ES) e Não-Esportistas (NE). sem restrições médicas. sem uso declarado de medicamentos ou tratamento clínico que pudessem afetar o metabolismo.

2 Idade milesimal A amostra foi classificada etariamente dos oito aos 18 anos de idade.500 a 10. atletismo. Academic Press. p.S.. foi obtida a fração da idade (FI). confiabilidade e classificação dos níveis de maturação. quando F1>F2. New York. A idade foi determinada calculando-se a fração milesimal estimada de acordo com o método desenvolvido por HEALY3 (apud WEINER & LONNIE.R.H. ou (1-F2 + F1).J. quando F1<F2. ou (Ano de avaliação – Ano de Nascimento) – 1. S.. com 3 sessões semanais de uma hora de duração. quando F1<F2.A. a partir das operações (F1 – F2). J. Por exemplo: a idade de 10 anos compreendeu por todos que tivessem idade milesimal entre 9.P. MANDEL.39 consulta submetida. A partir desses valores.2.499 do valor inteiro de cada idade.) Practical Human Biology. 4. (eds. 1981 citado e adaptado por GUEDES & GUEDES. . Uma vez calculada a idade milesimal. para determinação do n amostral. 2006).3(Mês – 1))/365. O cálculo de anos foi obtido pelas operações (Ano da Avaliação – Ano de Nascimento. a partir da operação (F1 e F2) = ((Dia – 1) + 30. J.2. 1981. O grupo de ES eram aqueles sujeitos envolvidos em programas de prática esportiva mínima de dois anos. o intervalo para cada idade foi determinado para aqueles sujeitos que estivessem entre -0. M. LOVAIC..500 a 0.499 anos. futsal e judô) foram condicionadas à disponibilidade dos praticantes e das praças esportivas.: WEINER. com experiência em competições 3 HEALY. et al. 4.3 Classificação em esportistas (ES) e não-esportistas (NE) Todos os sujeitos do estudo eram do sexo masculino. LONNIE.A. J. se F1>F2. The individual and the group. As modalidades esportivas envolvidas (futebol de campo. In. O cálculo matemático se baseia na obtenção de frações equivalentes à data da avaliação (F1) e à data de nascimento do avaliado (F2). a idade milesimal foi obtida pela soma da quantidade de anos e a fração idade.11-23.

onde um cursor móvel determinava a altura do avaliado.4 Antropometria As medidas antropométricas foram realizadas seguidas as padronizações da International Society for Advancement in Kinanthropometry – ISAK (NORTON & OLDS. considerados como escolares. A estatura foi medida com o auxílio de um estadiômetro de alumínio fixo de parede (Sanny® Professional . procurando tocar à escala de medidas com a nuca. A altura tronco-cefálica foi medida a partir da estatura sentada em um banco de 50 cm. O avaliado posicionava-se sobre a plataforma da balança trajando um mínimo de vestimenta (short e camiseta). quando era registrado o peso corporal em kg com precisão de 100 gramas. para até 180 kg. As medidas de peso corporal foram realizadas utilizando-se uma balança antropométrica eletrônica da marca Filizola®.2. . 2005). semelhantemente ao procedimento para estatura. 4. tendo os pés descalços. tendo a cabeça orientada no plano de Frankfurt. costas. quadril. Campo Grande. com braços estendidos ao longo do corpo em posição estática. O comprimento de membros inferiores foi obtido pela diferença entre a estatura e a altura tronco-cefálica. enquanto o outro registrava (em cm) a medida ao tocar o cursor na parte superior da cabeça do avaliado. A cabeça era sustentada no plano de Frankfurt por um dos avaliadores de forma alongada. MS). com escala de precisão de 0.40 no último ano na modalidade praticada.1cm. antes das medidas os avaliados eram convidados a esvaziar a bexiga para obtenção das medidas. Uma vez que todo procedimento era realizado em sessão única. O grupo NE eram aqueles não engajados em algum programa de atividade esportiva sistemática ou com fins competitivos. (modelo Personal.ES2020). O sujeito colocava-se em posição estática. braços ao longo do corpo. pernas e calcanhares. colocado junto à escala de medidas do mesmo estadiômetro.

na tentativa de uniformizar a pressão das medidas em todos os perímetros. .41 Foram mensuradas as espessuras de dobras cutâneas com precisão em mm das regiões: bicipital. abdominal horizontal. A medida de maior perímetro do bíceps era registrada em cm. Quando havia variação maior que 5% entre as medidas. os sujeitos mantinham o braço em posição horizontal em ângulo de 90º ao antebraço na altura do cotovelo. trajando apenas short e tendo os pés descalços sendo obtidas as medidas no hemicorpo dominante. suprailíaca. braço-contraído. com precisão de 0. braçorelaxado. de pressão constante de 10g/mm2. Foram mensurados os perímetros meso-exernal do tórax. biepicondilar do fêmur e bimaleolar utilizado se de paquímetros de alumínio anodizado (Antrop . posição estática. posição relaxada e as medidas eram efetuadas em triplicata sendo registrada a mediana. biepicondilar do úmero. quadril (maior diâmetro). Foi utilizada uma fita metálica de 2m da marca Sanny®. uma nova série de medidas era tomada. fazendo contração isométrica. antebraço. Sustentavam esta posição pelas palmas das mãos. tricipital. coxa e perna-medial com precisão de 0. peitoral.01m. tendo na extremidade um dispositivo de látex. tendo livre de vestimentas as regiões medidas. Para as medidas biepicondilar de fêmur. bicrista-ilíaco. Para todas as medidas foi utilizado um mesmo plicômetro da marca Lange®. úmero e bimaleolar.01m e tolerância de 0.Sanny®). Para a medida de braço contraído. Os sujeitos permaneciam em pé. os avaliados ficavam em posição sentada com os pés apoiados no chão. que era substituído a cada 20 sujeitos avaliados. cintura (menor diâmetro). com terminais móveis. punho. abdome (cicatriz umbilical).720 mm e 300 mm . axilar média. O avaliado permanecia em pé. Foram mensurados os diâmetros biacromial. bitrocantérico. subescapular. tórax transverso.1mm. biepicondilar de rádio e ulna. Os sujeitos permaneciam em pé. abdominal vertical. coxa medial e panturrilha medial.

idade e altura tronco-cefálica. assim esse resultado foi utilizado como variável independente na proposição dos modelos preditivos da CC. e sendo Yi o nível de maturação para o i-ésimo indivíduo. são incluídas interações entre comprimento de perna e altura troncocefálica.007216 (I x TC) + 0.42 4. bem como razão entre peso e estatura. 0.2. idade e comprimento de pernas. O PVC pôde ser expresso mediante a seguinte equação para rapazes: PVC= -9. . O modelo para estimativa do PVC retorna valores contínuos. mediante agrupamento para o valor inteiro mais próximo. CCI. -3. (ETM.0002708 (CP x TC) – 0. Uma vez que a maturação foi categorizada em valores inteiros. Classificação do Pico de Velocidade de Crescimento.2. TC=altura tronco-cefálica (cm). I=idade (anos). altura tronco-cefálica. onde CP=comprimento de perna (cm). 2. 1. a classificação foi definida na forma expressa na TABELA 4.) 4.5 Precisão das medidas Critérios de autenticidade científica. REPROD. É importante ressaltar que a idade em que ocorre o pico de crescimento variou entre sujeitos. A determinação da idade do PVC foi possível a partir das informações antropométricas da estatura. peso corporal e idade. TABELA 4. P=peso corporal (kg) e E=estatura (cm). para efeito descritivo do comportamento das variáveis de CC.001663 (I x CP) + 0. baseado no pico de velocidade de crescimento (PVC) proposto por MIRWALD et al. estando à idade média de 14 anos para sujeitos do sexo masculino (MIRWALD et al.. -4. 2002). Nesse modelo. 2 e 3 anos para o PVC (TABELA 4).236 + 0. Todavia. foi adotado agrupamento etário do PVC. O agrupamento resultou em nove níveis na forma de escala: -5. comprimento de membros inferiores.6 Maturação Os sujeitos foram classificados por níveis de maturação.02292 (P/E). (2002). -1.

50 Yi ≥ 2.50 − 1.2.43 Nível -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 Intervalo (anos) considerado Y < − 4. Após preenchimento dos dados de identificação na planilha de avaliação (Anexo III) as medidas eram iniciadas.50 0.50 − 2. para atingir o pico de crescimento.50 − 0.50 O nível de maturação de idade 0 (zero) indica que o indivíduo estava em seu pico máximo de crescimento. 4. .50 ≤ Yi < − 1.7 Composição corporal multicomponente Todas as medidas foram realizadas de outubro a dezembro de 2008 com temperatura constante controlada (23ºC).50 ≤ Yi < 0.50 1.50 ≤ Y < − 3.50 ≤ Yi < 1. o nível 3 indica que o pico de crescimento foi atingido há 3 anos. Por exemplo. e o nível -3 indica que faltam 3 anos para atingilo.50 ≤ Yi < − 2. Os voluntários eram trazidos ao laboratório da universidade em grupos de 3 a 5 sujeitos por sessão de medidas.50 ≤ Yi < 2.50 ≤ Yi < − 0. em anos. Esta escala é interpretada como o tempo.50 i − 3.49 i − 4.

massa do tecido magro (g).004. étnicas. As diferenças de absorção (por atenuação) determinavam em única varredura os tecidos de gordura. ajustando automaticamente o modo de análise. com arquivamento dos registros da confiabilidade das medidas.2 nGy para análise de corpo total (MANUAL. Madison. 2006).) para os acima de 25 cm. WI) de varredura pencil-beam. porcentagem de gordura (%). com as palmas apoiadas na mesa de exame e os braços estendidos ao longo do . As mãos do paciente deveriam estar abertas. O sistema opera automaticamente na seleção da forma e tempo de varredura de corpo total. no modo fino (19:16 min. A cada manhã antes das medidas. Semanalmente também era realizado procedimento de calibração Phantom.100 mA em área de colimação. sempre pelo mesmo pesquisador. Software Lunar DPX enCORE 2007 version 11. Nesta versão de software. ao inserir os dados do avaliado.7. O avaliado era posicionado pelo pesquisador em decúbito dorsal e centralizado sobre a mesa do scanner.2.) para sujeitos abaixo de 15 cm de altura do tronco sobre a mesa de leitura. O sistema fornece o tecido de gordura corporal (g). conteúdo mineral ósseo (g) e massa corporal total (kg) mensurado por scan. modo normal (14:21 min.40. em bloco padronizado com valores conhecidos de CMO (padronizados .) para aqueles entre 15 e 25 cm e no modo espesso (28:38 min. Para o exame. sexuais e etárias. tendo a linha central da mesa como referência e os membros inferiores unidos por fitas de velcro. era realizada a calibração do equipamento por QA (Quality Assurance) descrito pelo fabricante. corrente 0. o sistema identifica suas características físicas.44 4. era solicitado ao avaliado a retirada de artefatos metálicos (quando não fosse possível.sBMD) para coluna lombar L2-L4 e fêmur total. a ferramenta “artefato” do software era utilizada para isolar a área do dispositivo) trajando apenas short e camiseta. A tensão média de voltagem era de 76 Kv.1 Medidas da DXA O exame da composição corporal de corpo total e regional foi realizado por absortometria de raios-X de dupla energia (DXA) com um scanner Lunar DPX-NT (GE Medical. representa uma dosagem de apenas 0. tecidos moles e conteúdo mineral ósseo em análise.

O braço de leitura deslizava por sobre seu corpo a uma distância de 80 cm de maneira retilínea. e as enviava para análise em microcomputador por meio do software específico. .45 corpo (com os braços do avaliado dentro das linhas da área de varredura na almofada da mesa). realizando o rastreamento da cabeça até aos pés. Figura X: Posicionamento do avaliado no scanner. O detector captava as informações associadas à atenuação dos feixes de fótons. póspassagem através do corpo do avaliado. 2006). Todo procedimento seguiu as recomendações do fabricante para procedimento de análise de corpo total (MANUAL.

O valor de TMA foi utilizado na equação de predição da MM desenvolvida e validada (método: leave-one-out) para crianças e adolescentes por Kim et al.0436 (BALLOR. descrita a seguir: MM (kg) = 1. o conteúdo mineral ósseo (CMO) foi determinado por DXA conforme descrição anterior. Considerando que o índice mineral ósseo representa a porção óssea cinza.3 Cálculo da massa muscular (MM) Após a transferência da imagem para a tela do computador. PC=peso corporal 4. o pesquisador realizava os ajustes das linhas de definição de cabeça.2 Cálculo da massa de gordura (MG) A MG foi estimada a partir dos valores absolutos e relativos fornecidos pela DXA. 1996). o produto resultante é convertido para MO total. membros superiores e inferiores.2.PC – 1.985. Os valores absolutos foram expressos em kilogramas (MGDXA) e quando considerada de modo relativo (MGR). EPE = 0. MGDXA=massa de gordura. pélvis e coluna.039.7. multiplicando-se o valor do CMO por 1. uma vez que o software provê análise dos tecidos corporais de forma regionalizada. Desta forma. 4. foi estimada por: MGR=MGDXA/PC Onde: MGR=massa de gordura relativa. .315 Nota: PC = peso corporal (kg).524 kg.2.7.2.7.003.TMA + 0. r2 = 0.4 Cálculo da massa mineral óssea (MO) Para estimar a massa mineral óssea (MO). (2006).46 4. foi calculada a massa do tecido magro apendicular (TMA) pela somatória do tecido magro de membros superiores e inferiores direito e esquerdo.

05. e) toma-se a soma dos quadrados de todos os resíduos. Nas comparações intra e intergrupos etários ou maturacionais foi escolhida a análise de variância (ANOVA). Uma análise exploratória inicial foi utilizada para investigar existência de outliers e o teste de Shapiro-Wilk foi empregado para testar a normalidade dos dados.47 4.3 Procedimentos estatísticos O estudo foi submetido ao Instituto de Matemática e Estatística – IME/USP para determinação do erro e confiança das equações para cada n amostral pretendido. c) calcula-se o resíduo para aquele valor previsto (observado-previsto). Posteriormente à coleta de dados. Os dados são apresentados por idade cronológica. d) repetem-se as etapas 1-3 para todas as observações. A estatística PRESS segue os seguintes passos: a) efetua-se a construção de uma equação de regressão com a uma observação excluída. A validação dos modelos preditivos atuais foi realizada. O teste post hoc de Tukey foi empregado quando p<0. a partir da exclusão de uma observação. segundo o modelo de validade interna PRESS (HOLIDAY. A proposição de modelos para estimativa da CC foi concebida. divididos pelo número total de observações. Para estas comparações. A estatística PRESS é utilizada para mensurar a eficiência de uma equação preditiva. 1995). categoria esportiva e maturação (PVC) para as comparações descritivas da CC. e f) deriva-se a estatística PRESS tomando-se a raiz quadrada da soma de quadrados dos resíduos. a análise paramétrica ou não paramétrica foi adotada sempre que a ocasião exigiu. mediante procedimentos de regressão linear multidimensional. b) obtêm-se o valor predito da observação excluída. Um procedimento de validação cruzada foi adotado. tendo como referência os parâmetros das variáveis dependentes. sendo propostas equações com a amostra restante e replicados mediante validação cruzada para cada sujeito excluído. nova submissão foi feita para o desenvolvimento do modelo preditivo multicomponente. A validação que usa o . BALLARD & MACKEOWN. 1986). quando aplicada à amostras independentes (MYERS.

. Todavia. intercolinearidade entre variáveis de resposta e homocedasticidade dos resultados. foram identificados dentre os escolares ES praticantes de diversas modalidades (n=38). o grupo de ES provinha da prática de futebol de campo (n=143). relação estatística e biológica intra e intervariáveis entre as variáveis preditivas e de resposta. Do total final (n=408). idade maturacional do pico de velocidade de crescimento (PVC) em anos e pela prática esportiva. 5 RESULTADOS Para identificar e quantificar os componentes corporais. como também dentre os praticantes esportivos. Alguns sujeitos (n=8) com apenas um dado faltando. Neste estudo as particularidades de cada modalidade não foram consideradas nas análises. Análises comparativas antes e depois da imputação mostraram comportamento inalterado dos resultados. Do total inicial de avaliados (n=433) foram excluídos os sujeitos com idades fora dos limites propostos de 8 a 18 anos e os sujeitos com dados faltosos. estruturação dos métodos estatísticos usados para formular a equação a partir do tamanho da amostra.48 procedimento PRESS é similar à aplicação da equação a uma amostra independente (Sun et al. futsal (n=20) e judô (n=3). tiveram seus valores imputados pela média da sua idade. Obviamente se seguiram as considerações de validação como análise da precisão das variáveis preditivas. 2003). Uma ANOVA (one-way) prévia indicou não haver diferenças na CC dos NE da escola pública e particular (dados não apresentados). sujeitos que não atendiam aos critérios previamente estabelecidos para ES (n=30). classificados então como NE. os demais (NE) vinham da escola particular (n=90) e pública (n=141). . considerando os grupos de esportistas (ES) e não-esportistas (NE). os resultados serão apresentados de forma comparativa por idade cronológica (IC). atletismo (n=11). A Tabela 1 expressa a distribuição etária dos sujeitos participantes deste estudo.

Entretanto quando agrupada por maturação (Gráfico 1b). maturação (PVC) e distribuição percentual (%) de jovens Esportistas (ES) e Não-esportistas (NE) do sexo masculino.6 0.5 60. Quando expressa pela idade cronológica a massa de gordura (MG) apresentou um comportamento de oscilação mais acentuada a partir dos 13 anos (Gráfico 1a).4.6 62. observou-se uma tendência de comportamento mais unidimensional.5 40.0.8 .4 59.0 n 22 17 19 23 19 23 23 21 17 25 18 227 NE (%) 78.4.49 Tabela 1. Os componentes de MG.9 57.6 X =56.1 42.3. Embora o estudo tenha característica descritiva transversal.1 50.4 Parte do primeiro objetivo foi identificar componentes da CC. considerando maturação e idade cronológica.6 53. MO foram expressos em kg (GRÁFICOS 1 a 3).0 43.4 37.5 51.1 .4 46.5 48.0 51.3 1. . MM.8 .6 2. a representação em linhas foi utilizada.2.6 41.3 .9 44.3.3 X =43. amenizando os efeitos típicos de uma representação transversal. uma vez que os componentes da CC sempre apresentaram tendência de aumento com o crescimento. Descrição etária.1 55. Idade 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Total PVC n .9 50.4 n 6 15 15 17 18 16 24 21 22 15 12 181 ES (%) 21.1.0 56.0 48.0 Total 28 32 34 40 37 39 47 42 39 40 30 408 X =-1.5 . idade.2 1.3 .

quando alinhada por idade cronológica (Gráfico 2a) ou anos para o PVC (Gráfico 2b). . Por outro lado.50 (a) (b) Gráfico 1. embora nesta última exista uma tendência linear mais suave. Comportamento da massa muscular por idade (8 a 18 anos) e anos para o PVC (-5 a 3) de jovens do sexo masculino. Comportamento da gordura corporal por idade (8 a 18 anos) e anos para o PVC (-5 a 3) de jovens do sexo masculino. a massa muscular (MM) permite identificar um comportamento bastante similar. (a) (b) Gráfico 2.

por idade (Gráfico 3a) e pelo PVC (Gráfico 3b). Valores de média e desvio padrão (dp) dos componentes da CC e significância estatística (*) para as idades subseqüentes. com ligeira inversão nas idades de 16 para 17 anos naquela. esse incremento não foi constante nem uniforme. (a) (b) Gráfico 3. A Tabela 2 apresenta os valores de média e desvio padrão na CC. a idéia de crescimento contínuo vai até ao final da maturação. bem como as diferenças etárias das idades subseqüentes registradas pelo teste post-hoc (Tukey) posterior à ANOVA (one-way). Comportamento da massa óssea por idade (8 a 18 anos) e anos para o PVC (-5 a 3) de jovens do sexo masculino.51 O último componente. Tabela 2. a massa óssea (MO). enquanto nesta. idade cronológica esportiva (estatística descritiva). considerando maturação. também apresentou comportamento semelhante nas duas formas de expressão. em jovens de 8 a 18 anos do sexo masculino. Embora se tenha observado uma tendência de aumento dos tecidos corporais durante o crescimento. . Em seguida procurou-se quantificar e os prática componentes da CC.

8* 26.0 7.6 7.0 3.8 2. a MM revelou um significativo aumento aos 12.0* 2.2 0.4 0.0 3.0 3.3 0.4 1.7 10.2 4.4 MM (kg) Média 10.0 3.1 (dp) 0.1 10.8 18.3 0.8* 16.2 5.2 1. 14.2 6.6 11.5 8.5 9.3 11. expressando 7 anos de incremento muscular acentuado. contra 4 por classificação etária.6 4.9* 22. enquanto na classificação por idade cronológica as diferenças foram significantes em praticamente metade desse período.8 10.3 1.1 (dp) 4.5 0.6 9.5 0.621 F=145. A MM apresentou um aumento com diferenças significantes dos -4 aos 2 anos para o PVC.8 8.5 6. Quando expressa por idade para o PVC (Tabela 3).9 3.9 13. 15 e 16 anos. a MG apresentou tendência semelhante à classificação por idade.7 3.3 11.7 8.1* 27.623 F=157. sugerindo aumentos significativos num período etário mais extenso que a MM.2 4.9 10.2 0. 14 e aos 15 anos de idade.7 F=2.05) Enquanto a variável MG não apresentou diferenças estatisticamente significantes em todas as idades.0 3.4 8.52 Idade (anos) 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 (Gl=10) MG (kg) Média 6.5* 1.2 0.2 1. os maiores .9 28.7 MO (kg) Média 1.4 4.3* 2.1 3.428 * Significância estatísticas nas idades subseqüentes (p<0.5 (dp) 2.6 27.4 0.4 0. as diferenças de MO foram significantes em 6 idades do PVC.8 2.6 3. porém com diferenças particulares nos demais componentes.3 11.1 6. Do mesmo modo. Enquanto a MO apresenta um incremento aos 12 anos. Semelhantemente à MM.

2 MM (kg) Média 1.3 (dp) 0.8* 2.9 3.2 3.2 26.5* 23.5* 13.5 13.1 0.1 4.2 7.8 10.618 F=278.4 0.1 7.4 0.1 3.9 2. pois vale lembrar que não se trata de praticantes de uma mesma modalidade esportiva.6 3.1* 16. . Valores de média e desvio padrão (dp) dos componentes da CC e significância estatística (*) para as idades subseqüentes. p<0.234 F=306.4 (dp) 3. entretanto a diferença só foi estatisticamente significante na MG (F=33.5* 26.2 0.1 11. Observam-se ainda elevados desvios padrão (dp) em todos os componentes.3 (dp) 1.8 6.05 F=4.6* 29. Tabela 3.0 7.4 8. óssea e muscular conjuntamente e de forma comparativa entre ES e NE.4 0.9 7.5* 1. t=-4. sugerindo um tempo de estirão da CC até o pico de crescimento.3 0.1* 19.5 2.9 MO (kg) Média 8. sugerindo não haver homogeneidade nos grupos mesmo entre os esportistas.4 11.4 PVC -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 Gl=8 P<0.976.8 5.8 10.6 10.05).4 2.0 2. Observa-se que a CC dos jovens ES apresentam maiores valores de MM.3* 1.366. MG .53 aumentos ocorreram de forma mais acentuada nas idades anteriores ao pico de crescimento (PVC=0).2* 2.9 10.5 2. menores quantidades de MG e muito similares de MO em relação aos NE.9 9.1 1.615 Na Figura 6 estão representadas as massas de gordura.2 0.6* 3.3 0. em jovens do sexo masculino de -5 a 3 anos do PVC.0 3.Dexa (kg) Média 4.4 10.

Proporções da Composição corporal das massas de gordura. Para isso. houve associação entre MM e MO de modo inverso à MG.94). massa óssea e massa de gordura com idade.92) e muito alta com crescimento (0. .54 Figura 6. recorreu-se à análise de correlação bivariada de Spearman cujos resultados estão expressos na Tabela 4.91 a 0. Como pode ser observado. O segundo objetivo deste estudo propunha relacionar massa muscular. Esta apresentou correlação apenas moderada com peso corporal. enquanto MO e MM apresentaram alta correlação com as variáveis de caracterização (0. maturação e prática esportiva. com exceção de categoria. óssea e muscular de jovens esportistas e não-esportistas do sexo masculino.88 a 0.

variáveis categóricas e antropométricas.91 0.95 0.93 0.92 0.32 0.55 Tabela 4.95 Idade Crescimento Estatura Tr-cefál.06 O objetivo de propor e validar modelos preditivos da CC a partir das variáveis antropométricas. MO e MM foram considerados como variáveis dependentes do modelo.89 0.03 0.69 0. massa óssea (MO). Os componentes MG.17 -0.2e-16). A correlação entre as variáveis dependentes O teste de Shapiro-Wilk testado de forma multivariada indicou não haver normalidade dos resíduos quando (W=0.95 0.31 0.93 0.01 Peso MG MO MM 0. massa muscular (MM).88 0.88 0.35 0.05 -0.27 0.88 0. A MG foi a que apresentou comportamento de distribuição mais assimétrico.91 0.94 0.93 0.5938. em jovens do sexo masculino de 8 a 18 anos de idade.04 0. Coeficiente de correlação entre massa de gordura (MG). Ou seja. Caracterização Categ.87 0.41 0.92 0.22 0. p=2.86 0.97 0.07 -0.84 0.88 0. a maioria dos sujeitos da amostra tinham menos de 10kg de gordura corporal (Figura 7). PVC Spearman PVC Idade Estatura -0. Peso MG CC MO MM Pearson Tr Cefálica -0. . sendo necessário determinar seu comportamento na amostra estudada.78 0.04 -0.

0 2. Sem influencia não houve melhora.0 1.0 3. Figura 8.0 25.0 15. = 7.42886 N = 408 MG (kg) MO (kg) MM (kg) Figura 7. MO e MM a fim de .0 20. = 0.14 Std.3348 Std.. Na tentativa de ajustar os dados. Dev. foi realizado individualmente um stepwise para MG.0 0 10.56 100 50 40 80 40 30 Frequência Frequência 60 30 Frequência Mean = 2. Distribuição da composição corporal de jovens esportistas e não-esportistas do sexo masculino. Distribuição multivariada dos resíduos para massa de gordura (MG). no entanto os resultados foram positivos para MO e MM. Dev.0 0 1.0 30.5 3. Sendo assim.0 35.5 4.0 Mean = 20. Uma vez que todas as 36 variáveis independentes poderiam entrar no modelo. mas não para a MG.0821 Std.0 10.5 2.0 20.0 40. Dev.79484 N = 408 20 40 20 20 Mean = 9. Contudo a distribuição dos resíduos (erro) foi centralizada (Figura 10). modelo simplificado.0 30. os dados foram tratados sem transformação. massa óssea (MO) e massa muscular (MM) de jovens do sexo masculino de 8 a 18 anos de idade.48053 N = 408 10 10 0 0. = 7.. foi realizada regressão com transformação logarítmica dos dados (REFERÊNCIA).

abdome. bicrista-ilíaco. tórax transverso. Ao todo eram variáveis de caracterização (n=3). braço-relaxado. axilar média. NE). peitoral. entre os valores preditos e medidos. subescapular. peso. altura tronco-cefálica. coxa-medial e panturrilha. Diâmetros ósseos: Biacromial. biepicondilar do úmero. Determinação r2 ajustado. supra-ilíaca. abdominal horizontal. antebraço. biepicondilar do úmero. Dobras cutâneas: Bicipital. dessa forma. dimensões (n=4). categoria (ES. quando a significância foi menor que 5%. cintura. punho. perímetros (10) e diâmetros ósseos (9).57 selecionar a entrada das variáveis comuns aos três componentes e com maior coef. com base no seguinte: a) a partir dos resultados do Stepwise. quadril. tricipital. chegou-se ao modelo final do . biepicondilar do fêmur e bimaleolar. braço-contraído. bitrocantérico. coxa e perna-medial. dobras cutâneas (n=10). idade do PVC Antropometria: Estatura. Algumas tentativas de interações também foram experimentadas. porém não houve melhora nos ajustes. biestiloidal de rádio e ulna. Perímetros: Tórax meso-external. A exclusão das variáveis na análise do modelo foi uma decisão do pesquisador. b) no que a literatura preconiza das variáveis utilizadas nos modelos como preditoras da CC. Caracterização: Idade. abdominal vertical. membros inferiores. c) nos valores de correlação do r ajustado a cada tentativa de exclusão de uma variável.

3 11. resultando em apenas 9 variáveis preditoras (Tabela 5). < 2. Dessa maneira a regressão multivariada.01479 * 9.1 2876.2e-16 *** < 2.2e-16 *** < 2.00 0. Valores de β para cada componente da composição corporal em jovens do sexo masculino de 8 a 18 anos de idade.8 60.000e-07 *** 0.10 F num.2e-16 *** < 2. 3 3 3 3 3 3 3 3 3 Gl 396 396 396 396 396 396 396 396 396 p (>F) Sig.58 ajuste de modelo de regressão multivariada.8 3.20 0.2e-16 *** 1. Tabela 5.1 835. considera a interdependência dos componentes corporais (MG.2e-16 = < 2. Df Idade Estatura Peso Dc_Tri Dc_Si Dc_AbV Dc_Cx Per_Br Per_Cx_m Residuals 398 Signif.90 1. 4653. <2.5 10.30 0.70 0.2 x 10-16.2 24.10 0. . MO.2e-16 *** < 2.00 0.05 ‘*’ 1 1 1 1 1 1 1 1 1 Aprox Pillai 1. Ajuste de modelo de regressão multivarida para predição da composição corporal em jovens do sexo masculino de 8 a 18 anos de idade. 0.: 0. MM) para sua predição a partir das medidas antropométricas.000 ‘***’.7 Gl den. 0.879e-14 *** 2.03 0. Tabela 6.151e-07 *** O método de Aproximação Pillai foi usado para testar os valores de F. Os valores de beta (β) para cada componente e variável estão descritos na Tabela 6.1 273.001 ‘**’. Os elevados índices de significância para os valores de p (>F) devem ser interpretados na forma de expressão: ex.

005684636 -0. diferentemente de quando se propõe uma análise unidimensional tradicional. Os valores de correlação entre os valores preditos e observados estão expressos na Figura 9.07584629 -0. MM).17455839 A partir dos parâmetros multivariados é possível predizer cada componente da CC (MG.013819177 MM (kg) -15.66571177 -0.09523287 0.12366158 0.08341401 -0.008074336 -0.008740523 0.004055853 -0.00634980 0.06843252 -0.10369590 0. MO.941635140 0.003437299 -0.31005737 0.04932981 -0.00446514 0.13265764 0.14589134 -0.08348542 0.17473022 0.26962053 -0.027651517 0. .11627546 -0.005191749 0.035752861 -0.09684956 0.59 MG (kg) (Intercepto) Idade Estatura Peso Dc_Tri Dc_Si Dc_AbV Dc_Cx Per_Br Per_Cx_m 7.07746492 MO (kg) -0.

95) Dp= O Intervalo de confiança para cada componente estão expressos na figura 10.9787 Intervalo de confiança 1-alfa (0.9680. IC= MO (kg) r=0. Correlação entre os valores preditos e observados da composição corporal de jovens esportistas e não-esportistas do sexo masculino.60 Figura 9. MM (kg) r=0. MG (kg) r=0.9748. MG - . EPE= .

61 MO MM .

b) obtêm-se o valor predito da observação excluída. c) calcula-se o resíduo para aquele valor previsto (observado-previsto). A estatística PRESS é utilizada para mensurar a eficiência de uma equação preditiva. Este procedimento de validação cruzada é utilizado quando os dados independentes disponíveis são insuficientes (Myers. sendo propostas equações com a amostra restante e replicados mediante validação cruzada para cada sujeito excluído. e) toma-se a soma dos quadrados de todos os resíduos.62 5. d) repetem-se as etapas 1-3 para todas as observações. e f) deriva-se a estatística PRESS tomando-se a raiz quadrada da soma de quadrados dos . Ballard & MacKeown.1 Validação cruzada Um procedimento de validação cruzada foi adotado. a partir da exclusão de uma observação. quando aplicada à amostras independentes. segundo o modelo de validade interna PRESS (Holiday. 1995). 1986). A estatística PRESS segue os seguintes passos: a) efetua-se a construção de uma equação de regressão com a uma observação excluída.

aos 15 (F=11.05) (a) . 2003). p=0. Foi realizado o teste t para amostras independentes classificados pela idade e pela maturação..193. p=0. p=0. p=0. A validação que usa o procedimento PRESS é similar à aplicação da equação a uma amostra independente (Sun et al. t=-2. t=-2.004).051.247. t=3. A tabela descritiva dessas análises está no Anexo IV. divididos pelo número total de observações.453. O objetivo final do estudo em comparar a CC entre jovens esportistas e não esportistas estão expressos graficamente na Gráfico 4 (a.b.217. * * * * (p<0. intercolinearidade entre variáveis de resposta e homocedasticidade dos resultados.034). estruturação dos métodos estatísticos usados para formular a equação a partir do tamanho da amostra. Obviamente se seguiram as considerações de validação como análise da precisão das variáveis preditivas.030) e na MO aos 15 anos (F=0. Os resultados indicaram que a diferença entre ES e NE foi estatisticamente significante na MG (Gráfico 4a) aos 14 (F=17.596. t=-3. aos 16 anos (F=7.63 resíduos.553.c).001). relação estatística e biológica intra e intervariáveis entre as variáveis preditivas e de resposta.259.

massa óssea (MO. .001). t=-2. t=3. c) em jovens do sexo masculino de 8 a 18 anos. a diferença entre ES e NE foi estatisticamente significante somente na MG (Gráfico 5a) aos -2 (F=17. a). Nas demais idades e componentes da CC não houve diferenças. p=0.004). no ano 0 do PVC (F=16.64 (b) (c) Gráfico 4.801. b) e massa muscular (MM.607.051.624.058. Quando expressos pelo PVC (Gráfico 5). p=0. t=-3.217. Valores comparativos por idade cronológica entre esportistas (ES) e não esportistas (NE) da massa de gordura (MG. p=0.007) e ano 1 (F=16.

65 (a) (b) .

por outro lado outros não têm encontrado essa associação (XXXXXXXXXXXX). . massa óssea (MO. 6 DISCUSSÃO Compreender claramente a associação entre crescimento. c) em jovens do sexo masculino de 8 a 18 anos. Enquanto que por um lado a literatura reporte diversos estudos relacionando o crescimento com desempenho motor (XXXXXXXXXXXXXX) com a composição corporal (XXXXXXXXXXXX) e maturação (XXXXXXXXX). Valores comparativos por anos para o PVC entre esportistas (ES) e não esportistas (NE) da massa de gordura (MG. a). e instrumentos podem não ter sido adequados ou sensíveis o suficiente para detectar as eventuais diferenças. composição corporal e maturação pode ser importante para as decisões de orientação de exercícios de jovens esportistas ou não esportistas. Essas relações realmente não existem ou os métodos. b) e massa muscular (MM.66 (c) Gráfico 5.

a variabilidade do percentual de gordura não deveria ser muito diferente nos dois grupos. A partir dos dados de uma amostra similar ao deste estudo (n=454). Nesse caso. tendo assim n indivíduos em cada grupo.. por se tratar da variável de maior tendência à variabilidade. Nesta amostra de referência. porém. 2005). Isso foi confirmado nas análises prévias. A distribuição do percentual de gordura foi muito semelhante para os grupos de esportistas e de não-esportistas. onde se observou semelhança entre as medidas de variabilidade da amostra de referência. (2005) para determinar n dado por: z s n= γ   ε  2 . segundo resultados em outros estudos 2 (DEURENBERG et al. 2003). Para isso. sendo a variabilidade e a média dos dados ligeiramente menor para o grupo de esportistas.. foi determinado o tamanho amostral.1 Dimensionamento amostral Na tentativa de minimizar os erros preditivos dos modelos. 1990.67 6. sem a informação de maturação (PVC). Para determinar o tamanho da amostra foi preciso fixar o erro máximo desejado ( ε ) com algum grau de confiança ( Z γ ) e conhecer alguma informação a priori da variabilidade da população ( σ 2 ) (BOLFARINE & BUSSAB. a partir de erro mínimo e máximo desejados. e distribuir este n entre os grupos de esportistas (ES) e não-esportistas (NE). 1988) de crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos do sexo masculino. sugeriu-se estimar um tamanho amostral n para toda a amostra. Pois. Como o objetivo do estudo foi ajustar um modelo preditivo para cada componente da CC. foi utilizado o estimador proposto por BOLFARINE e BUSSAB. PETROSKI. havia estimativa antropométrica do percentual de gordura (SLAUGHTER et al. classificados em esportistas (n=277) e não–esportistas (n=177). o percentual de gordura foi selecionado como referência. foi estimado o n amostral desejável. capaz de fornecer informação de estudos aplicados previamente para esta variável.

64) 1.25 n 354 226 157 115 88 502 321 223 164 126 0.75 2. são apresentados valores para n.25 0.50 1. que para uma confiança de 95% e erro máximo de estimação do percentual de gordura de 1. γ ( zγ ) ε 1.43.00 Na TABELA 3. fixando valores para ε e para γ (índice de confiança) e com o valor estimado para σ igual a 11. Nesse caso seriam necessários ≅ 160 .50 1.00 1. mostra-se como calcular o valor 2 n estimado para σ 2 : s 2 = ∑ i =1 (X i − X )2 . TABELA 3 .95 (1.75 2. em que X i é o i-ésimo percentual de gordura n −1 corporal e n o tamanho da amostra de referência e X é a média amostral dada pela fórmula X = ∑ i =1 n Xi . A seguir. por exemplo.25% seria preciso uma amostra total de tamanho 321. observa-se.00 1. este sendo o desvio padrão da amostra de GE e GNE independente do grupo. de tal modo que z γ indica o valor tal que a probabilidade de se obter um valor inferior a este na distribuição normal padrão Z é dada por: P(Z < zγ ) = 1+ γ com 0 ≤ γ ≤1 .68 Com ε e γ fixados. n Na TABELA 3.00 1.Determinação do tamanho da amostra.90 (1.96) 1.

Esta previsão foi superada nesta amostra.8% (WELTMAN. Eletrobioimpedância) e recursos disponíveis. Após obtenção de termo de consentimento livre e esclarecido. No caso deste estudo. Na relação entre a margem de erro ( ε ) e o tamanho da amostra (n) para uma confiança γ = 95%. O estudo seguiu as diretrizes e normas que regulamentam a pesquisa com seres humanos (lei 196/96).). existem algumas técnicas para a estimação dos parâmetros do modelo. 1987) a 4. O projeto inicial deste estudo foi submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa da EEFEUSP sob Protocolo de Pesquisa nº.. 2006/32 tendo sido aprovado em 30 de março de 2007. tanto no número de ES (n=181) como NE (n=227). 6. os dados foram coletados. etc. b) não foram controladas as práticas de treinamento esportivo (intensidades. e c) as estimativas da CC de referência se limitam aos equipamentos (DXA. periodicidade. O estudo seguiu o modelo de corte transversal e teve caráter descritivo desenvolvimentista. cargas. observa o decréscimo de n à medida que se aceita uma margem de erro maior (TABELA 3).69 indivíduos  321   ≅  2  em cada grupo (esportistas e não-esportistas). a) não foram controlados fatores nutricionais.58% (TERAN et al. Os estudos relacionados à precisão dos modelos matemáticos atuais para estimativa da CC apresentam variação entre 2. SEIP & TRAN. sociais. 1991). sendo informados aos participantes todos os propósitos e métodos utilizados no estudo e ressaltando o direito dos mesmos. consulta do menor e dos pais ou responsáveis. temos . econômicos ou hereditários. Limitações do estudo Como limitantes do estudo. de desistir do experimento a qualquer momento.2 Definição do modelo Para definição do modelo de regressão multivariada.

A cada uma dessas três variáveis está associado um grupo de variáveis explicativas. . Podemos definir para cada uma das regressões.. Y1 Y= Y2 Y3 = Y1n + Y21 .k que são as variáveis independentes. Y3n . .... Y2n + Y31 . Porém. Yj = Xj. a análise conjunta se torna mais adequada. para Y2. Inicia-se então a análise conjunta.p Os elementos de βj podem ser estimados separadamente.k. . definindo os vetores e a matriz que irão compor o modelo. O vetor de variável resposta pode ser descrito da seguinte forma: Y11 .... temos X31.. devido à correlação entre as três variáveis de resposta... temos X21.. onde Yjk é o k-ésimo valor da j-ésima resposta j = 1. massa óssea (MO) e massa muscular (MM).k e para Y3. ..70 três variáveis de reposta: Y1. um modelo linear geral (Nogueira. temos associado o grupo de variáveis explicativas X11. Procedendo desta forma para as demais variáveis de resposta. βj + εj j = 1. . então para a variável Y1. p e k = 1.. n. . 2007)... Y2 e Y3 que são massa gorda (MG). .

X2 e X3 são as matrizes de planejamento associadas a cada uma das três regressões.bases científicas. ....... 1996. .71 A matriz da variável explicativa é dada por: X1 X = 0 0 0 X2 0 . Lohman TG eds. BOLFARINE. 2001. H. IL: Human Kinetics Publishers. W. . Treinamento físico .. BUSSAB.1... . 2005... Baumgartner RN. D. editor]. v.L. Champaign. .O. . V.287–304. In: Human Body Composition.. p.. 1996. Human Body Composition.J. São Paulo: CLR Balieiro. [TG Lohman. 79. A dimensão da matriz X é np 7 CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BALLOR. São Paulo: Edgard Blücher.. . II.. In: Roche AF. X3 . BARBANTI. 0 0 0 Em que X1.. Champaign: Human Kinetics.. Elementos de amostragem. Exercise training and body composition changes. Heymsfield SB. 3ed.

1980. MARTIN.D. V. The assessment of the body fat percentage by skinfold thickness measurements in childhood and young adolescence.. LAFTMAN. CALLAWAY. Circumferences. p. RAHAMAN.. A.66.L.. L. fitness and osteoporosis. n.M.21. p.72 BROOK... Pediatrics. MITCHELL. v.F. W. v. Sep.C..G. March.G.W. C. HAUTVAST. DRINKWATER. MUELLER. R.6. Archives of Disease in Childhood. In: BOUCHAR. 1990.9.. p..A. International proceedings and consensus statement. SHEPHARD. LITT. C. n. Stanford.3. Physical activity. STEPHENS (Eds. n..293-303.T. I. IL: Human Kinetics. GROSS. Apr. P. OHLSEN.F. 1967.. C. In: LOHMAN.. 918-920. n. 1988.F. ROCHE. The British Journal of Nutrition.39-54.. T.G. J. CHUMLEA.H.J. Aug.L.D.V.D. P. Champaign: Human Kinetics. DALEN.8...). ROCHE.. J. SEEFELDT.J. v. v.G. p. HILMES.5.46. STROMBERG. R. Champaign. The British Journal of Nutrition. W. A. T. H. Adolescent’s self-assessment of sexual maturation. A. fitness and health. PIETERS.. 1971.681-689. v. The assessment of the amount of fat in the human body from measurements of skinfold thickness. Springfield.63. 1985.J... Orthopedics. Anthropometric standardization reference manual. The effect of athletic activity on the bone mass in human diaphyseal bone. p. cap. C. B. R. M. .. BOUCHARD. p. Determination of body composition of children from skinfold measurements. 1994. N. J. C.246. DURNIN. J. DEURENBERG.1139-41. DUKE.M..H. P. MARTORELL.182-184.. Physical activity. LOHMAN.

HASCHKE.11.. Bagingstoke. 2002. May. The reference child and adolescent models of body composition. p.A. WONG. S.1. GENTON.18. The American Journal of Clinical Nutrition. Nutrition. H. p.25.W.. GUEDES..6. R. A. M. p.E.. p.. v. 2002. Dual-energy X-ray absorptiometry and body composition: differences between devices and comparison with reference methods.1. J. S. WOYNAROWSKA. B.. Sep-Oct. Body composition of reference children from birth to age 10 years. C. 2006. The adolescent spurt and sexual maturation in girls active and not active in sport. WOMERSLEY. U. Barueri: Manole. Jan.1169-75. OJA. The British Journal of Nutrition.A.73 DURNIN.. v.. S.J. Annals of Human Biology. v. GUEDES. MALINA. R. A contemporary comparison. FOMON. D. KYLE. HEINONEN. .453-67. p. HAAPASALO. 2000. p. v. Journal of Bone and Mineral Research. 1998. n. L. n. v.A.P. 1974. I.75. Dimensions and estimated mechanical characteristics of the humerus after long-term tennis loading.. HANS. Manual prático para avaliação em educação física. n.374-82.V. ABRAMS. 1982. NELSON. KANNUS.M. Jun. M. Mar. GEITHNER..32. Jul. PICHARD...A. VUORI.66-70. D. Annals of the New York Academy of Sciences. W. P.G.77-97.R. MCCRORY. E. J.864-72.J.E.5 Suppl. Body fat assessed from total body density and its estimation from skinfold thickness: measurements on 481 men and women aged from 16 to 72 years.E.35.J.. SHYPAILO. F.. v. v. H.I. FIELDS..904. D. J. SIEVANEN. n. ELLIS. P.3.P. n. Body-composition assessment via airdisplacement plethysmography in adults and children: a review. ZIEGLER.. 1996. n.415-23.5.. The American Journal of Clinical Nutrition. p. K... May.. GORAN. C.

n. e NIXON. G. p.. KUTNER.36. Mar.6. J. 2005. K. MCMANUS. E.W. Human Biology. 1978. Champaign: Human Kinetic..R.3. MELANSON. GOING. v. 2006. R.H. CLARK.. NIXON... LOHMAN. H. J.261- HEYMSFIELD.. Champaign: Human Kinetics. 1979.S. The American Journal of Clinical Nutrition.. S.. J. A radiographic method of quantifying protein-calorie undernutrition. Orçamento e Gestão. VOLEK. M. p. FOREYT. OLAFSON.. HEYWARD. Dual-photon absorptiometry: comparison of bone mineral and soft tissue mass measurements in vivo with established methods.. 1991.L. COLEMAN. Diretoria de Pesquisas. p.74 HARSHA. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).. S.693-702. 1989. HEYMSFIELD.W. Coordenação de Trabalho e Rendimento. HEYMSFIELD. Densitometry and anthropometry of black and white children.50.. Antropometria e análise do estado nutricional de crianças e adolescentes no Brasil (Pesquisa de orçamentos familiares. Anthropometric measurement of muscle mass: revised equations for calculating bone-free arm muscle area.32.680-90.. S.B. 2002 e 2003). n.. KEHAYIAS. B. FRERICHS. V.. v. W. The American Journal of Clinical Nutrition. HESHKA. J. R. S. American College of Sports Medicine . V... Ministério do Planejamento. JAKICIC. n.4.M. Jun. D. SMITH. n.49.F. R. C. S. 80. T. VOPE..G.3. WANG. v. B. WANG.. STEVENS. Sep.. D. DONNELLY. HEYMSFIELD.1283-9. J. 1982. IBGE. p. N. v. S. J. PIERSON.. J. (Editors) Human body composition. BERENSON.. Rio de Janeiro. The American Journal of Clinical Nutrition. P.B. D. B.E. Advanced fitness assessment and exercise prescription. E. J. Oct. Z.

56: 835–839. KOTTKE. Sep.174178.2. J. v. BARBER. Preliminary evidence that DXA provides an accurate assessment of body composition. 454-456. S.372-7. JELLIFFE.53). WU. p. DANFORD L. JOHNSON. W.D. HOFFMAN. M. p. D. Journal of the American Dietetic Association... SCHOELLER DA... n. 1992.. LASKEY. v. April. Economic and Psychological Implications of the Obesity Epidemic (Commentary) Mayo Clinic Proceedings. FLAXMAN. p.. KOHRT. Geneva: World Health Organization. n. WANG.A. 2003. 1991.N.92-94. Journal of Applied Physiology. The assessment of the nutritional status of the community (WHO monograph series n.75 position stand.D. Precision and stability of dual-energy X-ray absorptiometry measurements. BAUMGARTNER. Appropriate intervention strategies for weight loss and prevention of weight regain for adults. 2002. n.78.4. p. M.76. n. 1998. R.A. HEYMSFIELD.E. Aug. D.S. T. M. KIM. KUSHNER RF. p. n.33. 2001. B. n. Jan.. Research techniques for body composition assessment. Calcified Tissue International...49. v. J.1.84. The influence of tissue depth and composition on the performance of the Lunar dual-energy X-ray . 1992.E. v. v.12.3. The American Journal of Clinical Nutrition. p. R. M. K.378-83.. L. DAWSON-HUGHES. JENSEN. Total-body skeletal muscle mass: estimation by a new dual-energy X-ray absorptiometry method. is the impedance index (ht2/r) significant in predicting total body water? The American Journal of Clinical Nutrition. GALLAGHER. Z. LYTTLE. Medicine and Science of Sports Exercises.2145-2156. 1966.W. FJELD CR.92.B.B. R.

T. European Journal of Clinical Nutrition.. v. B. 1987. Methods for the assessment of human body composition: traditional and new. 2000. Exercise and Sport Science Review. Champaign: Human Kinetics. Assessing muscle mass.G. CHEN. . (Editors) Human Body Composition.47. v.3. Annals of the New York Academy of Sciences. 1986. Champaign: Human Kinetics.123.G.B. L. p. Z.203-218 In: HEYMSFIELD..B. T. T. 1992. n. 2005.46. p.46. Assessing body composition and changes in body composition.63-67 In: HEYMSFIELD.G. Dual-energy X-ray absortiometry. Z. WEISS. (Editors) Human Body Composition. 1992..G. H. p. p. P. S.G. LOHMAN.43843.. LUKASKI. LOHMAN. M.. 1993. The Journal of Nutrition. T.325-57. p. LOHMAN.G.F. LUKASKI. n. May.. Advances in body composition assessment. LOHMAN. 1995. Another look at dual-energy X-ray absorptiometry. Applicability of body composition techniques and constants for children and youths. LUKASKI. C. p. WANG.. Oct. v. August. Soft tissue composition and bone mineral status: evaluation by dualenergy X-ray absorptiometry. n.F.537-56. p. v. S. GOING.76 absorptiometer whole-body scanning mode. Quest. C. Feb. TEIXEIRA. v. B. The American Journal of Clinical Nutrition. WANG. p.354-361.4. C. HARRIS. T. GOING.2 Suppl.J. H.. p. 2005.14. v.45-54. T.. Jan. LOHMAN. LOHMAN.G. H. Exercise training and bone mineral density.39-45. Z.. n.1.63-78.904. Champaign: Human Kinetics. LOHMAN. T.

GOING. 2006. Champaign: Human Kinetics.. A. An assessment of maturity from anthropometric measurements.L. Manual do operador enCORE. Dissertação (Mestrado em Educação Física).. 4.6. 689-694. M. Universidade Estadual Paulista. C. GE Healthcare. B. T. v.L. J.. p.F. p. BOUCHARD.33. E.. EVANS. n. Growth. MALINA. MCKAY. Bagingstoke. maturation and physical activity. COLLINS.77 MACHADO. H. 2. May-Jun.x Revisão E9/2006.342-56.P. v. WANG. K. C.D. Z. MILLARD-STAFFORD..A.. Growth. D. v. HANSON. BAXTER-JONES. In: HEYMSFIELD.J.. MIRWALD.M.A. 2002. The American Journal of Clinical Nutrition. G. R. D. IL: Human Kinetics. KURETON.51.L. 34. 2005.. Versão 11.70-83.M.B. BENNELL.. D. BAXTER-JONES. Annals of Human Biology. 1990.D. BOUCHARD. A. n.M. LOHMAN.L.G. Jun. Champaign. 2004...G. (Editors) Human body composition.. R.. J.D..R.. MATTHEWS.L.M. Medicine Science of Sports and Exercise. 2004. BAILEY. R. C. KHAN.. MALINA.3. Maturação esquelética e desempenho motor em crianças e adolescentes. J. Variation in body composition associated with sex and ethnic. The influence of dance training on growth and maturation of young females: a mixed longitudinal study. R. p. BISEK. O. S. BEUNEN. Dual-energy x-ray absorptiometry for total-body and regional bone-mineral and soft-tissue composition... B. . p. BARDEN. H.ed.. MANUAL.A.S. MIRWALD. Impact of bone mineral estimates on percent fat activity. 2006. 1991.1106-12..B.. n. K.M. LEWIS. R.L. WARK. R.P. MODLESKY. maturation and physical Champaign: Humain Kinetics..M. R. M.. BAR-OR. MALINA. K. MAZESS.

Antropometria: técnicas e padronizações. Journal of Biology Chemistry. SILVA.. 1999. B. N. editor. CONDE.L. W. (editors).. MONTEIRO. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde. v.158.A.. NORTON K. C. Antropométrica. Validação de equações antropométricas para a estimativa da densidade corporal em homens. p.N. PIRES-NETO.107-26.H. POPKIN. p. NAZÁRIO.S.A. Como e por que melhoram (ou pioram) os indicadores de saúde e nutrição na infância? O caso da cidade de São Paulo na segunda metade do século XX. In: MONTEIRO. European Journal of Clinical Nutrition. v. v. 1975-1989-1997. C.A. E. p.5-14. A pesquisa de campo de 1995/96.1996. C.. Equações antropométricas: subsídios para uso no estudo da composição corporal. . E. p. NUPENS/USP. MONTEIRO. Studies on body composition.A. BENICIO.ed. In: Petroski EL. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia. OLDS T. Porto Alegre: Artmed.M.685-691. 1945. 2003. PACE.N. n. p. III: The body water and chemically combined nitrogen content in relation to fat content. E. p. 1999.. C. PETROSKI. 1999.L.L.1-5. julho/1999... v.186-94.3.L. N. C. W.43. 2000. PETROSKI. Medicine and Science in Sport and Exercise.31. M. São Paulo.D'A. Shifting obesity trends in Brazil.1.. v.54. Porto Alegre: Pallotti. C.1861-1868. 2. A tendência secular da obesidade segundo estratos sociais: Nordeste e Sudeste do Brasil.78 estimates for a four-component model. 2005. (Relatório Técnico – FAPESP).L. CONDE. MONTEIRO. (organizador). RATHBUN.

142833.1. METTER. GUEDES.. GOING.F.M. MARTEL. RECH. (Editors) Human body composition. KEHAYIAS.E808-16..B.B. L.C. WERNICK. . Use of dual-energy x-ray absorptiometry in body-composition studies: not yet a "gold standard".58..F. S. Subcutaneous central fat is associated with cardiovascular risk factors in men independently of total fatness and fitness.. S. SARDINHA. Nov.589-91. p.11. Champaign: Human Kinetics. v.. v.M.L. in: HEYMSFIELD. Z.J. BAINES. D..J. D. S.B.B. IVEY.1-24. J.. M.J..C. n. The American Journal of Physiology. ROUBENOFF.T. v. A. v.J. FOZARD. LOHMAN. The American Journal of Clinical Nutrition. TEIXEIRA.11. M. G.274. B.5. WANG.L. p. M.B.. HURLEY. J. n.... n. 1993. Metabolism.1379-85. B. P.8.. p. T... C.E.P.. LEMMER. E.5 Pt 1. PREECE. 2000. SARDINHA.J.49. 1978. S. LOHMAN. J. Z. R. HEYMSFIELD. C. Annals of Human Biology.G.. v. SANTOS. Desenvolvimento e validação de equações antropométricas para a predição da gordura corporal em mulheres entre 50 e 75 anos de idade. p. A new family of mathematical models describing the human growth curve. L. FORMICA.M. 177-201. S. Nov. J.L. KOSTEK.. Muscle size responses to strength training in young and older men and women. n. Journal of the American Geriatrics Society. HURLBUT. T.. p. v. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano. 2001.. Nov. 2005..5-13. DAWSON-HUGHES. B. May.N.. n..L. ROTH.G.B.F. TEIXEIRA. D.. J. 2006. SILVA.49. D. SIEGEL. GOING. E..5. P.R. p. HEYMSFIELD..79 PIETROBELLI. p. FLEG. Dual-energy X-ray absorptiometry: fat estimation errors due to variation in soft tissue hydration. Measuring adiposity and fat distribution in relation to health. F..A. WANG. 1998.

(Editors) Human body composition... HORSWILL. A. L. R.P.. L. PIETROBELLI. Y.2.. L.. M. A. D.J.M.5.. D. 2004. KYLE.A. S.. SLAUGHTER.81.. QDR 4500A dual-energy X-ray absorptiometer underestimates fat mass in comparison with criterion methods in adults. p. The Journal of Pediatrics. R. HEYMSFIELD...G.. C.P. J. SIERVOGEL. S. Bagingstoke.60. 953-960.B. Calibration models to measure body composition in taller subjects using DXA. LOHMAN.G. F.A. BAXTER-JONES. L.F.D.. BAPTISTA. SHEPHERD.B. WANG. B. Fat-free mass index and fat mass index percentiles in Caucasians aged 18-98 y. The American Journal of Clinical Nutrition.G.R. v. Oct.80 SCHOELLER. M.147. 2002.165–173. W.5. Oct. SHERAR.5. M.. Prediction of adult height using maturity-based cumulative height velocity curves. VAN LOAN. A.. R. In: HEYMSFIELD.7. SARDINHA.4: p.B. M. n. T. p.J.G... Z.B. ST-ONGE.B.A. p.G. H. Study of body composition: an overwiew. 2005.S. M. T. p. P. R. v. RODRIGUES.. WANG.H. STILLMAN. EARTHMAN. SHERAR. SCHUTZ.. 2005. MIRWALD.C... Limitations to the use of secondary sex characteristics for gender comparisons. v.31. v. HORLICK. U.26.M. D. F.L.J. R.A. GOING. 1988. LOHMAN. International Journal of Obesity and Related Metabolic Disorders. LUKASKI. MIRWALD..U. LOHMAN.B..1018-1025. BEMBEN. THOMIS.. C. International Journal of Body Composition Research v.L.. BAER. C. Champaign: Human Kinetics. Human Biology. BAXTER-JONES. May.. n. S. MINDERICO. SHEN. ... CHUMLEA. HARRIS. BORRUD. A..D. TEIXEIRA.586-93. p.B.. SILVA. A. Annals of Human Biology.709-23.D.A. n. C. FUERST. W. 2004... PICHARD. v.4..Z.. n. T. Skinfold equations for estimation of body fatness in children and youth. HEYMSFIELD. TYLAVSKY. T. 2005. n. T. n. BOILEAU.C..508-14. Sep-Oct....

1-18.1. The American Journal of Clinical Nutrition. S. PIERSON JR. LOHMAN. May. E.57..M. Jul.81 SOPHER. p. W. STEFFEE. n. 1974.1. The American Journal of Clinical Nutrition. S. n. T..7-13. . 2nd ed. B. Growth at adolescence. J.605-608. SVENDSEN.B. B. CHRISTIANSEN.432-42.F. LOHMAN. 1995. v. v. S. Champaign: Human Kinetics. Use of dual-energy X-ray absorptiometry in obese individuals.4. Aug. 1993.M. v.8..A. 2001. HASSAGER. M. P. May. M. 1992.129-139.. and percentage ash weight of human skeletons from an early fetal period through old age. GOING. TROTTER.L. v. p. B. Pediatric body composition methods.179. n. Z. density.5. 1962.J. 1991.19-28. p..62.. in: HEYMSFIELD. WANG. Sequential changes in weight. TERAN. n. 2005.. The five-level model: a new approach to organizing body-composition research.730-4.G. A.C. p. Oxford: Blackwell Scientific. Total and regional fat and serum cardiovascular disease risk factors in lean and obese children and adolescents. C.. p. C. L. Obesity Research. The American Journal of Clinical Nutrition. P.. n. SPARKS. W. GOING. TATARANNI. WANG. R. HAARBO.. HEYMSFIELD.E. (Editors) Human body composition. TEIXEIRA.B. p. Z.56. The American Journal of Clinical Nutrition. v.B. e HIXON.53. A. S.. Accuracy of measurements of body composition by dual-energy x-ray absorptiometry in vivo.... TANNER. T. SHEN. L. Percent body fat in obese white females predicted by anthropometric measurements. FERNANDEZ. P.. K.. v. B. n.P. PIETROBELLI.B. J.G. The Anatomical Record. RAVUSSIN.N. QUINN. Jan.1..9.H.. KREY. SARDINHA. Oct.. O. J.S.

WANG. A. . Human Biology. SEIP. p. R. T.. J.L. p. GOIG. n.G. 2005. v. GOING.50.1104-15. v.. WILLIAMS. S.82 WELLS. The American Journal of Clinical Nutrition.B. J.. Practical assessment of body composition in obese males.A.523-535. Nov.. 1987. 1989. TEIXEIRA. (Editors) Human Body Composition. P. C.J. P. A critique of the expression of paediatric body composition data.. Z. Champaign: Human Kinetics. n.F. Body composition in children: proposal for a method for calculating body fat percentage from total body density or skinfoldthickness measurements. v.85. Archives of Disease in Childhood. TRAN. In: HEYMSFIELD. Z. 2001.59.5.. DEURENBERG. Exercise. WESTSTRATE.P. p.B.V. Jul.67-72. D. S.1. B. LOHMAN.. WELTMAN.

83 ANEXOS .

Maturação sexual: auto avaliação. Bioimpedância elétrica. Os dados coletados na escola serão: Antropometria: Estatura. peso corporal e medidas de dobras cutâneas. . será providenciada junto aos pais/responsáveis autorização específica para deslocamento até a clínica responsável. na função de Diretor Escolar desta unidade de ensino.84 ANEXO I – Autorização da Instituição de Ensino UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO . eu. consinto em autorizar a coleta de dados para a pesquisa citada acima nas dependências da escola. Presidente Prudente. de todos os alunos que se propuserem a participar como voluntários. Questionários do nível de atividade física (NAF) e estimativa do estado nutricional.Diretor da Escola - . de de 2007. ____________________________________________________ responsável legal pela ________________________________________________.ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE DOUTORADO EM BIODINÂMICA DO MOVIMENTO HUMANO Autorização da Instituição de Ensino Pesquisador: Dalmo Roberto Lopes Machado Local: Presidente Prudente Título da Pesquisa: Modelo Multicompartimental da Composição Corporal em Crianças e Adolescentes Declaro que após convenientemente esclarecido pelo pesquisador e após ter compreendido a importância do projeto de pesquisa apresentado. E para a medida de Densitometria óssea (DEXA). mediante prévia autorização dos seus pais ou responsáveis.

curador. VALDIR JOSÉ BARBANTI CARGO/FUNÇÃO: Professor Titular do Depto de Esportes da EEFEUSP AVALIAÇÃO DO RISCO DA PESQUISA: RISCO MÍNIMO ( x ) RISCO BAIXO 5. TÍTULO DO PROJETO DE PESQUISA: MODELO MULTICOMPARTIMENTAL DA COMPOSIÇÃO CORPORAL EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES PESQUISADOR RESPONSÁVEL: Prof.) __________________________ DOCUMENTO DE IDENTIDADE Nº: ___________________________ SEXO: M ( ) F ( ) DATA NASCIMENTO: ___/___/__________ ENDEREÇO: _________________________________________ Nº ______ APTO _______ BAIRRO: ____________________________ CIDADE: CEP: ________________ TELEFONE: DDD (_____) _____________________________ _________________________________ ______________________________________________________________________________________________ II . NOME DO INDIVÍDUO: __________________________________________________________________ SEXO: M DOCUMENTO DE IDENTIDADE Nº ________________________________ DATA NASCIMENTO: ___/___/__________ ( ) F ( ) ENDEREÇO: _________________________________________ Nº ______ APTO _______ BAIRRO: ____________________________ CIDADE: _____________________________ CEP: __________________ TELEFONE: DDD (_____) _______________________________ 2.DADOS SOBRE A PESQUISA CIENTÍFICA 1. tutor. 3. 4. ( ) RISCO MÉDIO RISCO MAIOR ( ( ) ) (probabilidade de que o indivíduo sofra algum dano como conseqüência imediata ou tardia do estudo) DURAÇÃO DA PESQUISA: 3 anos ____________________________________________________________________________________________ . etc. Dr. RESPONSÁVEL LEGAL: _______________________________________________ NATUREZA (grau de parentesco.DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO DA PESQUISA OU RESPONSÁVEL LEGAL 1.85 ANEXO II – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (Instruções para preenchimento no verso) I . 2.

Maturação sexual: auto-avaliação (cada criança indicará num quadro de figuras.com. assim. CONSIGNANDO: Eu. Bioimpedância elétrica – o avaliado permanece deitado e uma baixa corrente elétrica (a partir do aparelho) estima a quantidade de água corporal. medidas de dobras cutâneas. Doutorando em Educação Física pela Universidade de São Paulo (USP). cada participante terá cópias dos seus exames. portanto precisamos muito da sua colaboração. Em contrapartida. nutrição. Me. o que de antemão já agradecemos. Este projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Educação Física e Esporte da USP – Protocolo 2006/32 em 29/03/2007. este estudo prevê as seguintes medidas: Antropometria: estatura. qual delas mais se assemelha às suas características). entre 7 e 17 anos. útil na prática da educação física. clínica pediátrica. Assim o objetivo deste estudo será investigar as mudanças corporais na infância e adolescência. DE FORMA CLARA E SIMPLES. sua relação com maturação biológica e crescimento físico. diâmetros ósseos e circunferências.EXPLICAÇÕES DO PESQUISADOR AO INDIVÍDUO OU SEU REPRESENTANTE LEGAL SOBRE A PESQUISA. com avaliação precisa da composição corporal. realizo o projeto de estudo intitulado “Modelo Multicompartimental da Composição Corporal em Crianças e Adolescentes”. Prof.86 III .br . Para a realização das medidas as crianças serão levadas (em grupos de cinco) ao CELAPAM (Laboratório de Avaliação Física da Unesp) no horário de aulas de educação física (sem comprometer às demais disciplinas) e retornarão à escola sempre acompanhadas por monitores/professores do laboratório sob minha responsabilidade. Dalmo Roberto Lopes Machado Pesquisador gerente ______________________________________________________________________________________________ . Qualquer dúvida pode ser esclarecida pelo fone 8127-9284 ou dalmomachado@yahoo. A partir dos dados. a estimativa da composição corporal em crianças e adolescentes é um dos fatores preponderantes para a correta prescrição e orientação da atividade física. Dalmo Roberto Lopes Machado. Os recursos atualmente disponíveis além de escassos envolvem análises limitadas e geralmente são dirigidos a populações específicas. Agradeço desde já a colaboração. programas de intervenção em saúde e treinamento com jovens. para apreciação dos pais. Densitometria óssea (DEXA): uma varredura realizada em nosso laboratório no DPX-NT da Lunar-GE por pessoal especializado. A idéia deste projeto surgiu a partir das observações que no meio escolar. clínico e esportivo. Serão necessários cerca de 450 escolares. pretende-se chegar a um modelo estatístico (fórmula preditiva) da Composição Corporal de crianças/adolescentes. Sem mais. o qual se reverterá em tese de doutorado. peso corporal.

Endereço: Rua Maria Madalena Mazucheli Caravina.87 IV .br.CONSENTIMENTO PÓS-ESCLARECIDO Declaro que. PARA CONTATO EM CASO DE INTERCORRÊNCIAS RELACIONADAS A ESTE ESTUDO. ______________________________________________________________________ V – ABAIXO SEGUEM INFORMAÇÕES DOS RESPONSÁVEIS PELO ACOMPANHAMENTO DA PESQUISA. Presidente Prudente. deixando de participar do estudo. riscos e benefícios relacionados à esta pesquisa. sem que isto traga prejuízo à continuidade da assistência.ESCLARECIMENTOS DADOS PELO PESQUISADOR SOBRE GARANTIAS DO SUJEITO DA PESQUISA: Aos pais ou responsáveis será concedido a qualquer tempo. inclusive para dirimir eventuais dúvidas. após convenientemente esclarecido pelo pesquisador e ter entendido o que me foi explicado. 100 Jd Maracanã CEP 19026-430 Pres. telefone 8127-9284 ou e-mail: dalmomachado@yahoo. acesso às informações sobre procedimentos. É assegurada ainda a liberdade de retirar seu consentimento a qualquer momento. Prudente/SP VII . consinto em autorizar o(a) menor __________________________________ a participar do presente Projeto de Pesquisa. e Esclarecemos ainda que a salvaguarda da confidencialidade. sigilo e privacidade dos seus filhos serão asseguradas.com. 20 de setembro de 2008. Dalmo Roberto Lopes Machado. Declaro ainda que a criança/adolescente foi consultado(a) e concordou em participar voluntariamente da pesquisa. ____________________________________________ assinatura do responsável legal _____________________________________ assinatura do pesquisador .

ANEXO III – Planilha de coleta de dados .

933 34 0.21 2.597 0.00 1.343 0.46 11.23 11.20 3. entre jovens esportistas (ES) e não esportistas (NE) do sexo masculino de 8 a 18 anos.ANEXO IV – Valores comparativos do teste t (Student) para amostras independentes.90 0.35 1.40 11.68 4.20 2.861 -1.119 2.26 1.324 35 7.32 8.929 26 0.54 1.88 8.20 0.036 0.91 10.711 0.77 4.24 0.603 39 0.16 10.091 -1.630 0.24 1.15 1.759 2.090 1.43 5.500 0.84 1.002 -0.022 -0.373 0.085 0. Idade 8 MG (kg) Categ.583 gl 0.82 6.71 0.52 6.89 1.069 0.17 2.089 0.525 0.45 0.37 12.46 5.22 0. t e graus de liberdade (gl).).26 5.000 0. de média e desvio padrão (dp) da CC. e significância estatística (Sig.742 0.50 (dp) 4.735 0.33 1.533 .112 -1. valores de F.99 5.21 2.309 0.10 5.29 F 0.009 0. ES NE MO (kg) ES NE MM (Kg) ES NE 9 MG (kg) ES NE MO (kg) ES NE MM (Kg) ES NE 10 MG (kg) ES NE MO (kg) ES NE MM (Kg) ES NE 11 MG (kg) ES NE MO (kg) ES Média 6.81 0. 0.42 7.556 Sig.159 t 0.407 0.24 6.

083 0.2 NE MM (Kg) ES NE 12 MG (kg) ES NE MO (kg) ES NE MM (Kg) ES NE 13 MG (kg) ES NE MO (kg) ES NE MM (Kg) ES NE 14 MG (kg) ES NE MO (kg) ES NE MM (Kg) ES NE 15 MG (kg) ES NE MO (kg) ES NE MM (Kg) ES 1.004 0.63 0.43 0.90 22.18 9.57 6.462 0.784 0.44 13.945 37 0.34 2.70 6.01 7.23 2.479 36 0.97 19.661 45 0.188 0.510 -2.06 0.03 2.327 -0.85 3.51 0.259 0.489 0.06 1.02 7.96 1.846 -1.56 3.37 3.46 4.27 18.90 25.298 0.120 -0.971 0.40 3.32 2.56 11.217 -3.037 0.095 .86 13.051 0.248 -0.19 1.82 8.627 17.610 2.193 -1.51 4.27 9.122 0.95 3.568 0.001 0.514 0.67 13.20 7.573 11.453 -3.41 9.48 0.69 4.17 0.553 0.29 2.49 0.442 0.28 0.80 1.71 0.38 22.177 -0.14 15.713 0.42 3.070 0.59 2.034 40 0.50 14.647 1.56 17.05 0.715 0.73 16.10 9.247 0.

782 0.3 NE 16 MG (kg) ES NE MO (kg) ES NE MM (Kg) ES NE 17 MG (kg) ES NE MO (kg) ES NE MM (Kg) ES NE 18 MG (kg) ES NE MO (kg) ES NE MM (Kg) ES NE 27.30 3.254 39 0.99 30.06 2.95 12.543 0.94 28.70 4.091 0.259 0.90 28.651 0.32 0.030 1.45 0.51 0.79 12.35 0.13 27.48 2.38 0.527 13.14 3.009 1.614 0.596 -2.438 -1.455 0.44 10.151 0.44 2.011 0.90 3.23 3.157 0.30 8.26 2.054 .78 12.487 2.44 4.48 4.14 8.27 27.17 3.007 1.086 28 3.00 7.697 0.163 -0.54 6.257 38 0.14 4.090 1.476 1.756 0.20 6.41 0.51 9.17 10.06 27.10 2.56 3.639 0.

c) em jovens do sexo masculino de 8 a 18 anos. Correlação e linha de tendência por idade e PVC da massa de gordura (MG. . b) e massa muscular (MM. massa óssea (MO. a).4 (a) (b) (c) Gráfico 6.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->