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RESUMO DICOTOMIAS

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LINGUA/FALA Esta é sua dicotomia básica e, juntamente com o par sincronia / diacronia, constitui uma das mais

fecundas. Fundamentada na oposição social / individual, revelou-se com o tempo extremamente profícua. O que é fato da língua (langue) está no campo social; o que é ato da fala ou discurso (parole) situa-se na esfera do individual. Repousando sua dicotomia na Sociologia, ciência nascente e já de grande prestígio então, Saussure (p. 16) afirma e adverte ao mesmo tempo: ³A linguagem tem um lado individual e um lado social, sendo impossível conceber um sem o outro´. Vale lembrar que, para Saussure, a linguagem é a faculdade natural de usar uma língua, ³ao passo que a língua constitui algo adquirido e convencional´ (p. 17). Do exame exaustivo do Curso, depreendemos três concepções para língua: acervo lingüístico, instituição social e realidade sistemática e funcional. Analisemo -las à luz do CLG. A língua, como acervo lingüístico, é ³o conjunto dos hábitos lingüísticos que permitem a uma pessoa compreender e fazer-se compreender´ (p. 92). A língua é ³uma soma de sinais depositados em cada cérebro, mais ou menos como um dicionário cujos exemplares, todos idênticos, fossem repartidos entre os indivíduos´ (p. 27). E, com todo o respeito a Saussure, acrescentaríamos nós: um dicionário e uma gramática, cuja extensão será proporcional ao conhecimento e à percepção lingüística do falante. Na condição de acervo, a língua guarda consigo toda a experiência histórica acumulada por um povo durante a sua existência. Disso nos dá testemunho o latim, símbolo permanente da cultura e das instituições romanas. Também o português, nos seus oito séculos de existência, acumulou um rico e notável acervo lingüístico e literário. Importante língua de cultura, constitui tesouro co mum dos povos irmanados pela lusofonia. Como instituição social, a língua ³não está completa em nenhum [indivíduo], e só na massa ela existe de modo completo´ (p. 21), por isso, ela é, simultaneamente, realidade psíquica e instituição social. Para Saussure, a língua ³é, ao mesmo tempo, um produto social da faculdade da linguagem e um conjunto de convenções necessárias, adotadas pelo corpo social para permitir o exercício dessa faculdade nos indivíduos´ (p. 17); é ³a parte social da linguagem, exterior ao indivíduo, que, por si só, não pode nem criá-la nem modificá-la; ela não existe senão em virtude de uma espécie de contrato estabelecido entre os membros da comunidade´ (p. 22). A visão da língua como realidade sistemática e funcional é o conteúdo mais importante da concepção saussuriana. Para o mestre de Genebra, a língua é, antes de tudo, ³um sistema de signos distintos correspondentes a idéias distintas´ (p. 18); é um código, um sistema onde, ³de essencial, só existe a união do sentido e da imagem acústica´ (p. 23). Saussure vê a língua como um objeto de ³natureza homogênea´ (p. 23) e que, portanto, se enquadra perfeitamente na sua definição basilar: ³a língua é um sistema de signos que exprimem idéias´ (p. 24). Essa concepção da língua como sistema funcional está imbricada com a noção de valor (v. conclusão). A fala, ao contrário da língua, por se constituir de atos individuais, torna -se múltipla, imprevisível, irredutível a uma pauta sistemática. Os atos lingüísticos individuais são ilimitados, não formam um sistema. Os fatos lingüísticos sociais, bem diferentemente, formam um sistema, pela sua própria natureza homogênea. Vale ressaltar, no entanto, que tanto o funcionamento quanto a exploração da faculdade da linguagem estão intimamente ligados às implicações mútuas existentes entre os elementos língua (virtualidade) e fala (realidade).

LINGUAGEM

A linguagem pode ser definida como sendo um sistema de comunicação, capacidade que o ser humano tem de se comunicar (uso da língua). No caso dos seres humanos, encontra-se extremamente desenvolvida e é bastante mais especializada comparando com outras espécies animais, uma vez que é simultaneamente fisiológica e psíquica. A linguagem permite-nos abstrair e comunicar conceitos. Uma separação técnica permite reconhecer três dimensões dentro da linguagem: forma (compreende a fonologia, morfologia e sintaxe), conteúdo (a semântica) e uso (a pragmática). Na óptica do linguista Ferdinand de Saussure, a linguagem é composta pela língua (é o idioma, um modelo geral e constante para os membros de uma determinada colectividade linguística) e pela fala (a materialização momentânea desse modelo; é um acto individual e voluntário que se realiza por intermédio da fonação e da escrita).

mas. A teoria do desempenho se encontra na atualidade num estado ainda menos desenvolvido do que a teoria da competência. . ou regras. Estuda as relações entre termos que se substituem. Baseia-se em observações conduzidas através de métodos. entretanto. a função de um lingüista é estudar toda e qualquer manifestação lingüística como fato merecedor de descrição e explicação dentro de um quadro científico adequado. ao longo do tempo. ouvimos. que cada palavra represente um conceito. que nos permite emitir. perceptível (um som ou letras impressas) chamado significante. a condições físicas e psicológicas do falante. Segundo Ferdinand de Saussure "é sincrônico tudo quanto se relacione com o aspecto estático da nossa ciência." A diacronia é o eixo em que acontecem as modificações da língua no decorrer da história. chamado significado. não se deve pensar em algo a que os falantes tenham pronto acesso. já existem trabalhos de interesse nesse campo. a um elemento inteligível (o conceito) ou imagem mental. Obviamente. elementos de contexto situacional. o seguinte: Signo = significante + significado. é diacrônico tudo que diz respeito às evoluções. receber e julgar enunciados de nossa língua. portanto. A competência é o conhecimento que têm os falantes de sua língua. escrevemos ou lemos. ao se falar de "conhecimento". à evolução da língua . Significado = idéia ou conceito (inteligível) Significante = imagem acústica SINCRONIA/DIACRONIA Diacronia ou lingüística diacrônica é a descrição de uma língua ao longo de sua história. O desempenho lingüistico leva em conta fatores como conhecimento da língua (a competência). O signo lingüístico une um elemento concreto. ou seja. que é o estudo das relações entre termos coexistentes de um estado de língua. COMPETÊNCIA/DESEMPENHO Desempenho -> aquilo que efetivamente realizamos quando falamos. A diacronia refere-se. etc. há necessidade de que as palavras tenham um significado. y y SIGNO/SIGNIFICANTE/SIGNIFICADO Para que seja cumprida a função social da linguagem no processo de comunicação. Portanto. Temos. com as mudanças que sofreu. portanto. O falante não tem consciência alguma das regras que lhe permitem o uso da língua. Por exemplo: ³vossa mercê´ transformou-se em ³vosmicê´ que transformou-se em ³você´.à diferença da sincronia. Essa combinação de conceito e palavra é chamada de signo.LINGUÍSTICA Ciência que estuda a linguagem verbal humana. Dois significantes que permanecem até hoje em nossa língua se condensaram num só que exerce função diversa dos significantes a partir dos quais foi engendrado. por sucessão. com fundamentação em uma teoria. material. isso me remete à idéia de condensação em Freud. Competência -> designa o conjunto de normas internalizadas.

O signo linguístico é arbitrário (pág. A Semiologia é a teoria geral dos signos.mer. mas também com a dos animais e de todo e qualquer sistema de comunicação. V. Ao deixar de lado o estudo da linguagem a partir de um ponto de vista histórico. em oposição ao significante (plano da expressão). Ele propõe a existência de um arbitrário absoluto e de um arbitrário relativo. essa imagem acústica.. conceito é sinônimo de significado (plano das ideias). Glas (em alemão) ou glass (em inglês). mas a impressão psíquica desse som. a imagem acústica é o significante. que é sua parte sensível. em francês. a imagem acústica não é o som material. signo: significado / significante. encontrando os diversos estados sincrônicos que já se estabeleceram. Saussure nos mostra que cabe à Linguística ir além do mero estudo dos signos. daí as diferenças entre as línguas: mar em inglês é sea. serviria como exemplo de arbitrário absoluto (signo imotivado). em que consistem e as leis que os regem.Isso. Exemplo das dicotomias de Saussure: I. ou imagem acústica ou significante /mar/. Os dois eixos (sincrônico e diacrônico) são. Em outras palavras. 83). a Semiologia preocupa-se não apenas com essa linguagem. (pág. Dessa forma. em que pera. Esse eixo é estático até que uma alteração diacrônica provoque uma alteração no estado sincrônico da língua. coisa puramente física. sua contraparte inteligível. com o qual não tem nenhum laço natural na realidade. Desse modo. sintagma / paradigma I. 24). como o exemplo dado faz notar bem. com Peirce). III. Ferdinand Saussure (1857-1913) amplia o horizonte dos estudos linguísticos. O conceito (ou idéia) é a representação mental de um objeto ou da realidade social em que nos situamos. Exemplificando. 80)[Não há significado sem significante. representação essa condicionada pela formação sócio-cultural que nos cerca desde o berço. quer dizer que o significado não depende da livre escolha de quem fala. Poderíamos dizer que aquilo que o falante associa com o significante /k pw/ corresponderia ao significado vaso (em espanhol). em alemão See. Melhor dizendo. arbitrário em relação ao significado. seja natural ou convencional. Por outro lado. II. Portanto. afinal os estudos linguísticos do século XIX não questionavam o ser da linguagem nem seu funcionamento. arbitrário. Saussure não deixa de reconhecer a possibilidade de existência de certos graus de motivação entre significante e significado. ex. portanto transversais.. logo o significante é imotivado.: Há dois termos: Semiologia (surge na Europa. com Saussure) e Semiótica(nos Estados Unidos. semiologia / linguística. O signo linguístico para Saussure é a união do conceito com a imagem acústica. compreendemos por que Saussure afirma que a idéia (ou conceito ou significado) de mar não tem nenhuma relação necessária e ³interior´ com a sequência de sons. É na efetividade histórica da fala. Em outras palavras. por conta de uma alteração fonética. em sua origem. o significado mar poderia ser representado perfeitamente por qualquer outro significante. forma derivada de pera. Por sua vez. que ocorrem essas alterações. devido à relação . enquanto palavra primitiva. e para ³facilitação´ da fala. Enquanto a Linguística limita-se ao estudo científico da linguagem humana. temos que o signo linguístico é uma entidade psíquica de duas faces (. Como exemplo de arbitrário absoluto. (pág. para Saussure. Obs. ³eu´. Seguindo pelo eixo diacrônico podemos percorrer a história de uma língua. A sincronia é o eixo em que se estabelecem as relações de significação entre os diversos significantes da língua. arbitrariedade / linearidade. Com isso. seria um caso de arbitrário relativo (signo motivado). de imediato. algo como o lado espiritual da palavra.) estão intimamente unidos e um reclama o outro. pereira. ³ele´). O significante ³você´ tem sua significação estabelecida pela oposição aos outros significantes do português corrente (p. quando alguém recebe a impressão psíquica transmitida pela imagem acústica (ou significante) /k pw/ graças à qual se manifesta fonicamente o signo copo. isto é. Apesar de haver postulado que o signo linguístico é. III. aconteceria na relaçãopera / pereira. linguagem: língua / fala sincronia / diacronia. 81). difere da Linguística por um alcance maior: a Linguística não é senão uma parte dessa ciência geral (pág. IV. mas de um ponto de vista estrutural. VI. evoca-lhe psiquicamente a idéia de recipiente utilizado para beber algo. II.

no qual devem ser estudadas as relações entre os fatos existentes ao mesmo tempo num determinado momento do sistema linguístico. que exclui a possibilidade de pronunciar dois elementos ao mesmo tempo. que pode ser tanto no presente quanto no passado. (pág. se fizer bom tempo.. ou a ambos. Um exemplo que pode ilustrar esse caráter sincrônico é o emprego de determinadas palavras no correr do tempo e a modificação que o mesmo sofre no correr dos anos. com a noção de ³árvore´) e à relação paradigmática estabelecida a partir da associação de pereira a laranjeira. sincronia é sinônimo de descrição. estará continuamente sendo afetada pelo tempo. sairemos. adotadas pelo corpo social para permitir o exercício dessa faculdade nos indivíduos. daí a necessidade de o estudo da língua ser prioritariamente sincrônico.. cujos exemplares todos idênticos. um termo passa a ter valor em virtude do encontro que estabelece com aquele que o precede ou lhe sucede. 22) A fala. como a relação entre o significante e o significado é arbitrária. Dicotomia fundamentada na oposição social / individual. uma vez que é conhecida a significação dos elementos formadores. não podemos pronunciar a sílaba je antes da sílaba ho(Jeho!). é usado para designar ³peregrinação religiosa em geral´. ao deixar de se preocupar com o processo pelo qual as línguas se modificam. É essa cadeia fônica . 16) É ao mesmo tempo física. Por outro lado.Saussure considera prioritário o estudo sincrônico.sintagmática pera (morfema lexical) + -eira (morfema sufixal. que o precederam ou lhe sucederam. 21). sendo impossível conceber um sem o outro. ela é uma instituição atual e um produto do passado. sefosse possível abarcar a totalidade das imagens verbais armazenadas em todos os indivíduos. não formando um sistema. cujas expressões somente podem ser compreendidas por seus falantes nativos. irredutível a uma pauta sistemática. no eixo das sucessividades ou diacronia. para tentar saber o modo como funcionam. atingiríamos o liame social que constitui a língua. por serem estas emitidas em ordem linear ou sucessiva na cadeia da fala. Para Saussure. como as em direção a Aparecida do Norte. etc. ao contrário da língua. em virtude do seu caráter linear. apesar de os condicionarem. no Estado de São Paulo. além disso implica ao mesmo tempo um sistema estabelecido e uma evolução: a cada instante. A única e verdadeira realidade palpável que se lhe apresenta de forma imediata é a do estado sincrônico da língua. Saussure afirma que a linguagem tem um lado individual e um lado social. ela não existe senão em virtude de uma espécie de contrato estabelecido entre os membros da comunidade. Os fatos linguísticos sociais. bem diferentemente. torna-se múltipla. palavras). afinal ela não está completa em ninguém. Deus é bom. Na condição de bem comum. 16). bananeira. Em outras palavras. pela sua própria natureza homogênea. sendo um produto social da (. Para o indivíduo que usa a língua como veículo de comunicação e interação social. V. E Saussure adverte que tais fatos (diacrônicos) não têm relação alguma com os sistemas. porque o falante nativo não tem consciência da sucessão dos fatos da língua no tempo. 101) Em outras palavras. nem ho ao mesmo tempo que je: é impossível. O princípio da linearidade que se aplica às unidades do plano da expressão (fonemas. por se constituir de atos individuais. logo exterior ao indivíduo. 142) e a essa relação Saussure chama de sintagma: O sintagma se compõe sempre de duas ou mais unidades consecutivas: re-ler. Em ³Hoje fez fri o´. (. no entanto. que tanto o funcionamento quanto a exploração da faculdade da linguagem estão intimamente ligados às implicações mútuas existentes entre os elementos língua (virtualidade) e fala (realidade). (pág. sendo o princípio das relações sintagmáticas. 142) Na cadeia sintagmática. Acrescente-se ainda que a diacronia divide-se em história externa (estudo das relações existentes entre os fatores socioculturais e a evolução linguística) e história interna (trata da evolução estrutural ± fonológica e morfossintática ± da língua). não pode nem criá-la nem modificá-la. etc. Dessa forma. (pág. (pág. ³peregrinação a Roma para ver o Papa´. VI. originalmente.. ela é uma instituição atual e um produto do passado (pág. IV. Como a linguagem implica ao mesmo tempo um sistema estabelecido e uma evolução: a cada instante. a língua traz consigo toda a experiência histórica acumulada por um povo durante sua existência. sílabas. portanto. a vida humana. imprevisível. língua. afinal a língua é a parte social da linguagem. mais ou menos como um dicionário.. 17) Existe na coletividade sob a forma de sinais depositados em cada cérebro. o lingüista tem por objeto de estudo a relação entre um determinado fato e outros anteriores ou posteriores. (pág. no entanto. o funcionamento sincrônico da língua pode conviver harmoniosamente com seus condicionamentos diacrônicos. ponto de partida para a Linguística Geral e o chamado método estruturalista de análise da língua. o indivíduo por si só. além da dificuldades para se traduzirem certas expressões que lhe são próprias. por exemplo. essa sucessão não existe. será sempre sincronia e diacronia em qualquer momento de sua existência. contra todos. acaba dando maior importância ao estudo sincrônico.) linguagem e um conjunto de convenções necessárias. Saussure ainda nos ilustra que. é só na massa que ela existe de modo completo (pág. Além disso.. (pág. 27). A sincronia é o eixo das simultaneidades. tudo na sincronia se prende a dois eixos: o paradigmático e o sintagmático. fossem repartidos entre os indivíduos (pág. formam um sistema. fisiológica e psíquica. As relações sintagmáticas baseiam-se no caráter linear do signo linguístico. visto que um termo não pode aparecer ao mesmo tempo que outro. O substantivo romaria significava. mesmo estando internamente armazenada. Hoje. (pág. Os atos linguísticos individuais são ilimitados. Saussure.) e não se deixa classificar em nenhuma categoria de fatos humanos. Temos aí as particularidades de cada uma. 17) A língua. 142) A língua é formada por elementos que se sucedem um após outro linearmente na cadeia da fala (pág. de estudo do funcionamento da língua. Vale ressaltar.

e frio a calor. um conjunto de unidades suscetíveis de aparecer num mesmo contexto. São Paulo. Saussure a chama também de relação in præsentia. as relações paradigmáticas baseiam-se na similaridade de sentido. porque os termos ontem. (pág.que faz com que se estabeleçam relações sintagmáticas entre os elementos que a compõem. por basear-se numa relação de contiguidade de sentido. A noção de paradigma suscita. É uma espécie de reserva virtual da língua. . arco-íris = semicírculo ou arco multicor. a frase é o tipo por excelência de sintagma. É a chamada oposição distintiva. operam com base na similaridade de sons como nas rimas. fora do plano sintagmático. portanto. 2006. a coexistência ou solidariedade entre os elementos presentes na cadeia da fala. podemos dizer hojepensando em opô-lo a outro advérbio. as unidades do paradigma se opõem. Ex. se dissermos ³Hoje fez frio´ fora do discurso. a metáfora é mais usual na poesia. a parte pelo todo: ³Os desabrigados ficaram sem teto´ (= casa). isto é. pois. formados respectivamente a partir da oposição sonoridade / não-sonoridade e pretérito imperfeito / mais-que-perfeito. Define-se o sintagma como a combinação de formas mínimas numa unidade linguística superior. etc. aliterações. mais comum na prosa. Bibliografia: SAUSSURE. as outras estão ausentes. pois uma exclui a outra: se uma está presente. estabelecemos uma relação paradigmática associativa ou in absentia. assonâncias. como no caso da metáfora: O pavão é um arco-íris de plumas. a serviço da rede de relações da língua. Embora presente no texto em prosa. faz e calor não estão presentes no discurso. 143). Ferdinand de. Como a relação sintagmática se estabelece em função da presença dos termos precedente e subsequente no discurso. As relações paradigmáticas. na associação entre o termo presente na frase e a simbologia que ele desperta em nossa mente. O paradigma funciona como uma espécie de ³banco de reservas´ da língua. a idéia de relação entre unidades alternativas. atua no eixo sintagmático. é toda e qualquer combinação de unidades linguísticas na sequência de sons da fala. Já. ou fez em oposição a faz. Já a metonímia. no plano da expressão. ou seja. é a reciprocidade. Por outro lado. São elementos que se encontram na nossa memória de falante numa série mnemônica virtual. de relações onde o que existe. ontem.: O autor pela obra: ³Gosto de ler Machado de Assis´. o continente pelo conteúdo: ³Tomei um copode vinho´ (o vinho contido no copo). por exemplo. (Rubem Braga). Trata-se. O sintagma. Curso de linguística geral. que estabelece a diferença entre signos como gado e gato ou entre formas verbais como estudava e estudara. Desse modo. em essência. no plano do conteúdo. Cultrix. Com isso. em sentido lato.

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