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CONTROLO INTERNO-TRABALHO

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CONTROLO INTERNO

ALEXANDRA OLIVEIRA LUIS TRAVANCA

MESTRADO DE CONTABILIDADE E FISCALIDADE 2010/2011 AUDITORIA

2 METODOLOGIA 2.CONTROLO INTERNO 1.3 CONCLUSÕES 3. CONCLUSÕES FINAIS Página | 2 . RECENT CHANGES IN THE ASSOCIATION BETWEEN BANKRUPTCIES AND PRIOR AUDIT OPINIONS 3. A METODOLOGIA COSO COMO FERRAMENTA DE GERENCIAMENTO DOS CONTROLES INTERNOS 2.2 METODOLOGIA 3. CONCEITO E IMPORTÂNCIA DO CONTROLO INTERNO 2.1 OBJECTIVOS 3.1 OBJECTIVOS 2.3 CONCLUSÕES 4.2 METODOLOGIA 4. IMPACTO DA LEI SARBANES-OXLEY NO SISTEMA DE CONTROLO INTERNO DAS EMPRESAS COTADAS NO EUA ± O CASO PORTUGUÊS 4.3 CONCLUSÕES 5.1 OBJECTIVOS 4.

A protecção dos Activos e da informação. De um modo geral o controlo contabilístico traduz-se em:  Segregação de funções ± independência entre funções de execução.  O acesso aos activos é apenas permitido de acordo com autorização do Órgão de Gestão. Página | 3 . Este movimento crescente de concorrência veio exigir das empresas maior capacidade de adaptação às mudanças rápidas que se processam nos mercados. contabilização e de di recção dos activos patrimoniais.1. instrumentos e acções. O Controlo Interno deve pois garantir a eficiência operacional e permitir a melhoria dos processos empresariais e dos seus resultados. o Controlo Interno assegura a su a função. usados de forma sistemática pelas empresas/organizações nos seus sistemas de processamento de transacções e sistema contabilístico. procedimentos maneiras de agir e sistemas de informação. CONCEITO E IMPORTÂNCIA DO CONTROLO INTERNO O Controlo Interno é uma consequência do crescimento das empresas.  Os registos contabilísticos dos activos são periodicamente comparados com esses mesmos activos. o que obriga a revê-los e a prestar-lhes uma atenção permanente. Estas alterações afectam a eficiência dos seus Sistemas de Controlo Interno. com o movimento crescente de concorrência entre empresas. os registos e procedimentos relativos à salvaguarda dos activos e à confiança que inspiram os registos contabilísticos. A generalidade .  Sistema de autorização ± método de aprovações para controlo das operações de acordo com as responsabilidades e os riscos envolvidos.  As transacções são registadas de modo a manterem o controlo sobre o s activos e permitirem a preparação de Demonstrações Financeiras em conformidade com os Princípios Contabilísticos Geralmente Aceites ou outros critérios também aplicáveis. obrigando muitas vezes a ajustes que alteram as suas es truturas organizacionais. procedimentos. eficiência e eficácia de gestão. obrigando -as a melhorar e aperfeiçoar os processos de gestão dos seus negócios. que devem ser permanentemente ajustados para assegurar: y y y y O cumprimento das normas legais e regulamentos internos. que proporcionem uma razoável certeza de que:  As transacções são executadas de acordo com uma autorização geral ou específica do Órgão de Gestão. Podemos definir o Cont rolo Interno como um conjunto de normas. A adequada contabilização e divulgação das operações e da situação económica e financeira. Acompanhando a permanente adaptação da empresa às mudanças ocorridas no seu meio ambiente. normas. A sua importância aumentou significativamente com a globalização dos mercados. Podemos caracterizar o Controlo Interno em dois tipos de controlo: Controlo Interno Contabilístico ± compreende o plano da organização. de forma a po derem sobreviver em mercados cada vez mais exigentes. sendo tomadas acções apropriadas sempre que se encontrem quaisquer diferenças.

Para o controlo eficiente das transacções a administração necessita de informações. que reflictam a situação da empresa. relatórios e análises concisas. Página | 4 . Como tal deve prever rotinas de verificação e revisão que reduzam a possibilidade de erros ou de manipulações encobertas. Controlo Interno Administrativo ± engloba o plano de organização e os procedimentos e registos que se relacionam com os processos de decisão e que conduzem à autorização das transacções pelo Órgão de Gestão. Um Sistema de Controlo Interno eficiente é a melhor medida de prevenção contra falhas humanas propositadas (de fraude ou irresponsabili dade) e involuntárias. em tempo útil e fiáveis. mais complexa é a organização da sua estrutura administrativa e funcional. aumentando assim a fiabilidade das informações recebidas pela Administração. A importância do Controlo Interno traduz-se nos seguintes aspectos: Quanto maior a empresa.  Normas para cumprimento dos deveres e funções. Sistema de registo ± de classificação de dados de acordo com uma estrutura formal de contas. Como responsável pela salvaguarda dos activos da empresa. Para existir controlo administrativo é necessário:  Pessoal qualificado. a Administração deve facilitar a criação de um sistema de Controlo Interno adequado às necessidades da sua organização. A referida autorização do Órgão de Gestão está associada à capacidade de alcançar os objectivos da organização e é o ponto de partida para o Controlo Interno Contabilístico sobre as transacções.

Cubo de COSO ERM COSO-TheCommittee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission É uma entidade sem fins lucrativos. A METODOLOGIA COSO COMO FERRAMENTA DE GERENCIAMENTO DOS CONTROLES INTERNOS 2. de modo a garantir um eficiente desenvolvimento. No caso do Banco do Brasil foi utilizada a versão Coso ERM. A metodologia Coso tem sido utilizada por instituições financeiras em vários países. sendo que essa estrutura foi incorporada em políticas.2. Contudo para a sua implementação por estas organizações. Nem todos os riscos apresentam o mesmo nível de importância. pretende -se responder a seguinte questão: qual o nível de adequação da metodologia Coso 1 para gerenciamento dos controles internos do Banco do Brasil . as organizações enfrentam incertezas. capaz de identificar. segundo os gerentes das suas agências . O COSO tornou-se referência para ajudar empresas e outras organizações a avaliar e aperfeiçoar seus sistemas de controlo interno. O gerenciamento de riscos corporativos permite aos administradores identificar. dedicada à melhoria dos relatórios financeiros através da ética. desafios e uma ampla gama de riscos e o grande desafio da administração é determinar qual é o nível de incerteza ao qual a empresa está preparada para aceita r. O COSO é um framework que auxilia no estabelecimento dos controles internos e no gerenciamento dos riscos corporativos. Em Portugal temos por exemplo a PT. avaliar e administrar riscos diante de incertezas. no presente paper é referenciado o Banco do Brasil. Com a preocupação com o gerenciamento de riscos. concentrando-se nos riscos de maior impacto ± tanto positivo como negativo a fim de agregar valor para os accionistas. o Bradesco e o Santander.1 OBJECTIVOS Neste paper. normas e regulamentos adoptados por milhares de organizações para controlar melhor suas actividades visando o cumprimento dos objectivos estabelecidos. Figura 1. que utiliza este modelo de controlo interno. No curso normal dos negócios. foi necessário efectuar adaptações. efectividade dos controles internos e governança corporativa. avaliar e administrar riscos. A sua visão corporativa visa oferecer os mecanismos necessários para que os riscos envolvidos na consecução dos objectivos da organização sejam analisados com foco no objectivo principal da organização e não apenas no objectivo do processo em questão. tornou-se cada vez mais clara a necessidade de uma estratégia sólida. 1 Página | 5 .

que evita. a integridade. os valores éticos e o ambiente em que se operam. A informação relevante é identificada.desenvolvendo um jogo das acções para alinhar riscos com as tolerâncias do risco da entidade e o apetite do risco base residual. como uma base para determinar como devem ser controlados. As políticas e os procedimentos são estabelecidos e executados para ajudar assegurar as respostas aos riscos realizados eficazmente. reduzindo.A estrutura personalizada pelo Banco do Brasil.desenvolvendo um jogo das acções para alinhar riscos com as tolerâncias do risco da entidade e o apetite do risco. e comunicada em um formulário ou outro meio que permitam pessoas de realizar a sua responsabilidade. reduzindo.que evita. Os eventos internos e externos afectam a realização dos objectivos de uma entidade. aceitando. ou compartilhando o risco . Os riscos inerentes são avaliados em uma A gerência selecciona respostas do risco . e em toda a entidade A totalidade da gerência de risco da empresa é monitorizada e modificações são feitas como necessário. ou ambas. ou compartilhando o risco . incluindo o apetite da filosofia do risco e da gerência de risco. considerando a probabilidade e o impacto. distinguindo entre riscos e oportunidades. transversalmente. iterativo em que quase todo o componente pode e influencia outro. Os riscos são analisados. capturada. 2) Definição dos Objectivos 3) Identificação de Eventos 4) Avaliação do Risco 5) Resposta ao Risco 6) Actividades de Controle 7) Informação e Comunicação 8) Monitorização Página | 6 . avaliações separadas. fluindo para baixo. Monitorização é realizada em todas as actividades da gerência. A gerência selecciona respostas do risco . A gerência de risco da empresa assegura um processo para ajustar objectivos e aqueles objectivos escolhidos suportaram e alinham com a missão da entidade e ser consistente com seu apetite do risco. onde um componente afecte somente o seguinte. a base para como o risco é visto e dirigido por uma entidade. A gerência de risco da empresa não é estritamente um processo de série. Uma comunicação eficaz ocorre também em um sentido mais largo. As oportunidades são canalizadas para trás à estratégia ou ao objectivo ajuste da gerência de processos. é associada ao seguinte modelo proposto pela metodologia Coso: Componente 1) Ambiente Interno Definição Abrange o tom da organização. É um processo multidireccional. devendo ser identificado. aceitando. Os objectivos devem existir antes que a gerência possa identificar os eventos potenciais que afectam sua realização.

foi feita uma avaliação dos inquiridos. Baseada no estudo de um caso único. Tendo sido as questões distribuídas em quatro categorias de análise. promoverá confiança? Nível de rapidez e qualidade das informações prestadas pelas agências. Nível de controlo operacional Identificação e exposição dos riscos Indicadores de controlo Monitorização dos indicadores Criação de uma direcção de Relações com Investidores. A recolha dos dados primários foi feita por meio de questionário. representa das pela base da metodologia Coso da seguinte forma: Categoria de Análise Processo de gestão e objectivos estratégicos da empresa Descrição Grau de actuação do control o interno como componente do processo de gestão no Banco do Brasil. Conhecimento e percepção do Novo Acordo de Basileia 2. e a aplicação de um questionário com foco no nível de adequação da utilização do Coso no gerenciamento dos controles internos no Banco do Brasil.2. anteriormente mencionados. informação proprietária. Transparência e Disciplina de Mercado. Na conformidade com leis e normativos aplicáveis à empresa. Nível de conformidade às leis e normas aplicáveis ao B anco do Brasil Eficiência e eficácia operacional na empresa Confiança nos registos e relatórios Financeiros Conformidade legal No presente texto é referido o Acordo de Basileia II. Com base nos quatros aspectos. Na confiança dos registos contabilísticos e financeiros. Ênfase na relação entre os objectivos do processo de gestão e os objectivos estratégicos do Banco do Brasil. Materialidade. Supervisão.2 METODOLOGIA No presente caso. de modo a responder a questão efectuada. Para tal foi tido em conta a utilização do Coso no gerencia mento dos controles internos sobre os seguintes aspectos: a) b) c) d) No processo de gestão e objectivos estratégicos: Na eficiência e efectividade operacional. frequência e comparabilidade. realizado com apoio de pesquisa bibliográfica e documental. Ênfase no planeamento estratégico das agências. foi feita uma pesquisa exploratória. Actualmente já está o Basileia III. é um acordo internacional que determina as regras de gestão de risco que os bancos devem adoptar. 2 Página | 7 . Assente 3 pilares: Capital.

Questão 5 tem como identificar se os indicadores que compõem o rating (indicador de desempenho para o risco operacional) das agências reflectem. Questão 4 relaciona-se à identificação do nível de controlo operacional das agências do Banco do Brasil. Segundo os autores deste trabalho.2005). Questão 2 analisa a existência de relação directa entre os objectivos do processo de gestão do controlo interno terno do Banco do Brasil e os objectivos estratégicos traçados pela sua alta direcção. do Novo Acordo de Basileia. Questão 10 visa analisar se as agências produzem informações essenciais em tempo hábil para que o Banco do Brasil faça a divulgação dos seus relatórios. quando da formulação do orçamento/planeamento estratégico. A Escala Likert é um tipo de escala de resposta psicométrica usada geralmente em questionários. Questão 11 tem como objectivo investigar se o Banco do Brasil está atendendo à recomendação do Pilar 3. com os actuais instrumentos de controlo. de discussão de informações ligadas ao gerenciamento dos controles internos. para melhor avaliação dos resultados. e é a escala mais usada em pesquisas de opinião. Segundo os autores do paper . ao avaliar com que frequência ele é conduzido pelas agências. da região de Fortaleza. que trata da divulgação das informações de forma clara e concisa. os níveis de exposição dos riscos aos quais as agências estão sujeitas. foi ainda adoptado a combinação de categorias adjacentes (Hair et al. Questão 3 teve como objectivo analisar a existência. Cada divisão analisada foi subdividida nas seguintes questões: Questão 1 procurou identificar a visão dos gerentes sobre o control o interno no Banco do Brasil como um componente do processo de gestão . reduzindo-se a escala de 10 para 5 pontos. pela óptica dos gestores. se o facto de o banco ter criado uma direcção de Relações com Investidores promoveu um maior grau de confiança aos accionistas em relação às informações prestadas.A pesquisa utilizou uma escala de 1 a 10. pela óptica dos gerentes. Questão 6 verifica se os indicadores que compõem a Perspectiva Processos Internos representam os processos com maior exposição a riscos Questão 7 analisa se. nas agências. 3 Página | 8 . só 52 questionários foram respondidos e destes somente 50 adequadamente preenchidos. Foi definido como objecto de investigação o conjunto de 54 agências de retalho ( varejo no texto original ). os gerentes conseguem identificar os vários tipos de risco que são objecto de mitigação pelo Banco do Brasil . Questão 8 teve como objectivo analisar a monitorização dos indicadores de controlo interno. de forma eficiente. em que é associado um número ao grau de aceitação das perguntas. Questão 9 procurou verificar. com associação à escala Likert3.

Questão 14 teve como objectivo identificar se os cursos oferecidos pelo Banco do Brasil aos funcionários auxiliam no cumprimento das leis e normas aplicáveis à empresa. Entretanto. 2. presume-se que. os obje ctivos de compliance4 do Banco do Brasil podem ser considerados algo a ser melhorado na instituição. fundamentados nas proposições e características dos controlos internos. legislação existente e demais regulação aplicável. bem como nos princípios da metodologia do Coso. por ser a única a associar elementos de gestão estratégica em seus objectivos. Deste modo foi concluído que haverá necessidade de aprimoramento dos procedimentos sobre conformidade na estrutura adoptada pelo Banco do Brasil. Através dos resultados obtidos foi constatado que a maioria dos gerentes das agências da região de Fortaleza acredita haver um grau satisfatório de confiança nas informações prestadas pelo Banco do Brasil. analisou a adequação da utilização da metodologia Coso no gerenciamento dos controlos internos no Banco do Brasil. a pesquisa que o paper trata.Questão 12 trata do nível de conhecimento do programa de compliance do banco. conclui -se que. De todos os resultados apresentados. Segundo os autores deste paper . Segundo os resultados obtidos e n um panorama geral. indagou-se sobre a difusão e aplicação dos normativos sobre conformidade nos processos internos. Questão 13. 4 Processo para demonstrar que os colaboradores e demais agentes aderem às políticas. as questões que tratam da conformidade lega l foram aquelas que tiverem menor índice de confirmação do pressuposto . a pesquisa não conclui que a metodologia Coso é a melhor ferramenta de gestão de controlo interno. No que diz respeito a análise como objectivo de verificar se as orientações das políticas no comportamento organizacional. seja a mais utilizada pelas empresas do sector financeiro. Segundo a visão dos gerentes de agência. traduzem a preocupação do banco com a aderência à conformidade. assim como o código de ética e as normas de conduta aplicadas pelo B anco do Brasil. as questões relacionadas com à eficiência e efectividade operacional do gerenciamento dos controlos internos convergem com os objectivos do Coso . por isso. Página | 9 . Através dos questionários. torna -se evidente o nível de adequação à estrutura do Cos o.3 CONCLUSÕES Como já referido anteriormente. Foram obtidos os seguintes resultados descritos no texto: Os resultados mostram que o controlo interno é parte integrant e da estrutura corporativa do Banco do Brasil e faz com que os objectivos traçados pela sua administração fiquem alinhados aos objectivos do controlo interno. normas e procedimentos. Com base nos resultados apresentados. uma vez que não há na literatura actual sobre controlo interno uma corrente que defina o Coso como a framework mais eficiente. na visão dos gerentes. Associando-se os objectivos do Banco do Brasil aos componentes do Coso.

também conhecida como Sarbanes-Oxley5 Act of 2002 (ou simplesmente SOX). com custos associados. mas não recebeu um prévio parecer modificado dos auditores no período imediatamente anterior a falência. foi aprovado pelo congresso americano uma legislação federal denominada de "The U. Segundo alguns autores inclusive os do presente trabalho.S. o presidente Bush assinou o acto Sarbanes-Oxley para restabelecer a confiança do investidor na integridade das declarações e relatórios financeiros das empresas .1 OBJECTIVOS Este paper centra-se nas mudanças ocorridas nos pareceres dos auditores. Public Company Accounting Reform and Investor Protection Act of 2002". Vão afectar as decisões dos auditores. 6 Texto original: Bankrupt companies are more likely to have received a prior going-concern modified audit opinion after December 2001 than in the immediately preceding period. 6 5 Em 2002. a WorldCom e a Adelphia Communications juntamente com cinco das dez maiores declarações de bancarrota da história dos Estados Unidos geraram uma crise de desconfiança nos investidores em 2001 e 2 002. 2) A necessidade para avaliar o impacto da mudan ça de ambiente da auditoria nas decisões dos auditores. Um tipo de classificação de erro. Ainda segundo a pesquisa realizada pelos autores do es tudo. Como resposta. apenas cerca de 10% das empresas que abriram falência no prazo de um ano receberam um parecer modificado por parte dos auditores. RECENT CHANGES IN THE ASSOCIATION BETWEEN BANKRUPTCIES AND PRIOR AUDIT OPINIONS 3. com uma classificação de erro. os legisladores e do público sobre os alertas antecipados dos auditores sobre as falhas pendentes dos clientes. antes de estes eventos ocorrerem. isto segundo os autores deste paper. E os auditores que emitiram pareceres modificados tinham a maior taxa de demissão e ba ixos salários. A descoberta de fraudes contabilísticas em companhias de grande dimensão como a Enron. no âmbito dos pareceres de auditoria e as falências.3. A hipótese colocada pelos autores no presente estudo foi a seguinte: Empresas falidas são mais susceptíveis de terem recebido uma opinião modificada pelos auditores após Dezembro de 2001 do que no período anterior a esta data. sob a forma de relatórios modificados (ênfases e reservas). Os autores deste estudo salientam como sendo dois os motivos para a realização deste trabalho: 1) A preocupação permanente dos contabilistas . que alteraram de forma profunda a auditoria no EUA. Esta lei insere-se no âmbito da governação corporativa e implica rígidos parâmetros legais ás companhias de capital aberto e suas subsidiarias cujas acções são negociadas em Bolsa ( NYSE e Nasdaq ). após os acontecimentos de 2001 e 2002. A informação negativa dada pelos meios de comunicação. que ocorre quando uma empresa entra em falência. somadas as alterações legislativas que visam uma regulação mais rigorosa nas empresas de auditoria. Os eventos ocorridos em 2001 e 2002. Em contraste. as numeros as audições no congresso. a Tyco International. Página | 10 . ocorre quando um cliente recebe uma constante preocupação de opiniões modificadas do auditor. existem dois tipos de classificação de erros. vieram modificar significativamente a auditoria nos EUA. .

e 0 em caso contrário. e 0 em caso contrário. validação. BIG5 = 1 se a empresa de auditoria está no top 5 . RSKY = 1 se opera numa industria de risco . Os dados relacionados com os pareceres da auditoria (auditor. A variável dependente é a opinião que os auditores emitiram imediatamente antes da falência da empresa.2 METODOLOGIA O estudo utiliza um modelo de regressão multivariável . Sendo o critério para esta medida baseado em : capital circulante negativo.Sistema de recolha. tipo de opinião e data do parecer) foram retirados dos formulários 10-K8 disponíveis na base de dados da SEC¶s EDGAR 9. Securities and Exchange Comission (SEC). Deste modo. Dados obtidos no New Generation Research Inc.Relatório tardio. 5. aceitação e encaminhamento de dados requeridos por lei a certo tipo de empresas nos EUA. Foram incluídos ainda mais dois factores de controlo. As empresas podem. Sendo a variável explicativa o período de tempo (TIME) pré ou pós Dezembro de 2001.S. prejuízo no lucro final. por vezes entrar em falência como uma reacção estratégica face a eventos adversos.Tamanho da empresa. indexação. 3 . Formulários anuais solicitados pelo U. and Retrieval . lucro retido negativo. análise. BLAG = raiz quadrada dos números de dias da data do parecer da auditoria até a data de falência. os autores restringiram a análise a empresas financeiramente stressadas. e 0 em caso contrário. se a empresa estava numa industria de risco e qual o tipo de empresa de auditoria. com vários clientes e várias características de auditores como variáveis para testar a hipótese. LNSL = logaritmo das vendas. DFT = 1 se a empresa estar a ser negligente. 2001. 2 .3. Analysis. Foram usadas as seguintes variáveis de controlo: 1 . que apresenta um resumo completo do desempenho das empresas públicas (denominação nos EUA para empresas cotadas na bolsa).Falência tardia. RLAG = raiz quadrada dos números de dias do final do ano fiscal até a data do parecer da auditora. PROB = probabilidade de falência. 4 . e 0 em caso contrário. 8 7 Página | 11 . entre os anos de 2000 até 2003 7. Deste modo chegaram ao seguinte modelo: GC = b0 + b1 *LNSL+ b2 *PROB + b3 *DFT + b4 *BLAG + b5 *RLAG + b6 *RSKY+ b7 *BIG5 + b8 *TIME GC = 1 se a opinião da auditoria apresenta modificaç ões. (Bankruptcy Almanac). e 0 em caso contrário.Situação padrão.Probabilidade de falência. 9 Electronic Data-Gathering. Como dados foi utilizada uma lista das empresas públicas que entraram em falência. TIME = 1 se o parecer da auditora for depois de 31 Dezembro.

serviços de auditoria interna. concepção e implementação de sistemas de informações financeiras. Audit Opinion Going-concern modified Not modified Total TABLE 1 Audit Opinions for Bankrupt Firms 2000-2001 2002-2003 48 (40%) 73 (70%) 73 (60%) 32 (30%) 121 105 Total 121 (54%) 105 (46%) 226 A tabela 1 mostra que antes de Dezembro de 2001. sugerem que os reguladores e organismos de normalização. devem avaliar a extensão da mudança comportamental da auditoria profissional após Dezembro de 2001 . reduzir o risco de litígios e tornarem-se mais proactivos de forma a reduzir a intervenção do governo. Restaurar o equilíbrio do mercado por meio de mecanismos que assegurem a responsabilidade da alta administração da empr esa com relação a confiança da informação por ela fornecida.3.3 CONCLUSÕES As falências ocorridas nos finais de 2001 e inícios de 2002 nos EUA. cálculo do valor económico. Após a data de Dezembro de 2001. de modo a aumentarem a sua reputação. ou seja após a promulgação de regulamentos mais pormenorizados e limitativos. Levando a uma série de audiências no Congresso Norte-Americano que culminou com a promulgação da Lei SarbanesOxley. 48 das 121 empresas falidas receberam no relatório de auditoria opiniões modificadas. tais como padrões de auditoria. o número de empresas que receberam relatórios modificados foi de 73 em 105 empresas que faliram. regras para emissão de pareceres. Uma das evidências que se retira deste trabalho é a existência de uma auto -correcção por parte da profissão de auditor. vieram expor e retratar de forma negativa os auditores. tais como efectuar a contabilidade das empresas auditadas . O presente estudo restringe -se a empresas falidas. existe uma evidência empírica que há múltiplas formas de influenciar o comportamento dos auditores. concentrando -se deste modo nos erros de classificação tipo II (falências sem anteriormente ter qualquer opinião modificada por parte da auditoria). Além da lei. por exemplo. Segundo os resultados obtidos neste paper . Uma forma é a alteração das normas ou leis de auditoria. Ainda segundo os autores deste trabalho. A lei Sarbanes -Oxley foi implementada com a finalidade de restaurar a confiança dos investidores nos mercados americanos. padrões éticos e padrões de independência par a auditores. outra forma é a pressão da opinião pública para uma mudança (as criticas provenientes dos meios de comunicação e o Congresso) na profissão de auditor. funções administrativas e serviços legais. Deste modo passamos de 40% para 70 % de relatórios com opiniões modificadas. o sistema envolve também órgãos regulamentadores que editam normas para detectar falhas dos sistemas de contabilidade . Face a estes acontecimentos os pareceres dos auditores tornaram -se mais conservadores. Este último tópico. regra para control o de qualidade dos serviços de auditorias independentes. Página | 12 . proíbe a realização de alguns serviços por auditores independentes.

sem levar ao aumento de custos ou atrasos). se também ele pode ser observado na população em geral das empresas. Também após Dezembro de 2001. consequentemente as decisões dos relatórios de auditora tornaram -se mais cautelosas. segundo eles seria interessante analisar o padrão encontrado neste estudo (conservadorismo por parte das empresas de auditoria. KPMG. PriceWahterhouseCoopers e a Deloitte Touche Thomatsu. Os autores fecham a sua conclusão com uma hipótese para um fu turo estudo. As 5 principais empresas estudadas foram: Arthur Andersen.30% mais alta em auditorias efectuadas após a data de Dezembro de 2001. No estudo foi ainda feita uma análise ao tamanho da empresa da auditoria. 10 Página | 13 . do que as que foram efectuadas antes da referida data. ErnestYoung.Segundo os dados obtidos no estudo. contudo chegaram a conclusão que não existe nenhuma diferença significativa nas opiniões dadas pelas empresas de auditoria (ou seja independentemente se foi feito por uma empresa de pequena dimensão ou por uma BIG5 10). a probabilidade de uma firma falida receber uma opinião modificada (antes da falência) é 10.

a Sarbanes -Oxley. podemos dizer que. SGPS. Esta lei veio em consequência dos escândalos financeiros entre 2000 e 2002. nomeadamente quanto à formalização. que acabou por afectar drasticamente a empresa de auditoria Arthur Andersen). A procura de resposta às seguintes questões. foi criada para desencorajar essas alegações através de medidas que intensificam as conferências internas e aumentam as responsabilidades dos executivos. não são requinte. Neste contexto a Lei de Sarbanes -Oxley. garantindo a transparência na gestão das empresas. são Leis.1 OBJECTIVOS ³O bom governo corporativo e as práticas éticas do negócio. abrangência. incluindo ainda regras para a criação de comités encarregados de supervisionar suas actividades e operações.´ A lei Sarbanes -Oxley. as regras do governo corporativo. Doutro modo. relativo à divulgação e emissão de relatórios financeiros.4. harmo nização. Motivada por escândalos financeiros corporativos (entre eles o da Enron. visa garantir a criação de mecanismos de auditoria e segurança confiáveis nas empresas.     O sistema de controlo interno encontra -se suportado por documentação formal? O sistema de controlo interno é suportado por aplicação informática? O sistema de controlo interno encontra -se permanentemente actualizado? Foram envolvidos recursos adicionais na gestão do sistema de controlo interno? Página | 14 . reescreveu literalmente. A lei Sarbanes-Oxley. Na tese apresentada com o título ³Impacto da lei Sarbanes -Oxley no sistema de controlo interno das empresas cotadas nos EUA: O caso Português´ é pretendido identificar os processos de conformidade que a SOX acarreta para o sistema de controlo interno das empresas cotadas nas bolsas de valores dos Estados Unidos da América. pelo senador Paul Sarbanes (Democrata de Maryland) e pelo deputado Michael Oxley (Republicano de Ohio). apelidada de Sarbox ou ainda de SOX. foi criada nos Estados Unidos para aperfeiçoar os controlos financeiros das empresas que possuem capital na Bolsa de Nova York. é um ponto fulcral para a identificação das alterações no sistema de controlo interno. privilegia o papel crítico do controlo da sociedade. IMPACTO DA LEI SARBANES-OXLEY NO SISTEMA DE CONTROLO INTERNO DAS EMPRESAS COTADAS NO EUA ± O CASO PORTUGUÊS 4. esta lei foi redigida com o objectivo de evitar o esvaziamento dos investimentos financeiros e a fuga dos investidores causada pela aparente insegurança a respeito do governo adequado das empresas. de modo a amenizar riscos aos negócios. tendo como objecto de estudo o caso português da Portugal Telecom. De uma forma mais notável a lei de SOX. evitar a ocorrência de fraudes ou assegurar que haja meios de identificá-las quando ocorrem.

Fundamento no conhecimento em que este não possa ter nenhuma declaração material falsa ou omissa. não devendo ser objecto de um compromisso separado. Apresentar conclusões sobre a eficácia desses controlos. A responsabilidade de estabelecer controlos internos e avaliar a sua eficácia para uma data até 90 dias anteriores ao relato. o seu desenho. A secção 302 é intitulada por Responsabilidade Corporativa que incorpora relatórios financeiros periódicos legais que tenham:        Procedido à sua revisão. e que este esteja contido no relatório de modo a demonstrar de forma verdadeira e apropriad a. a comunicação de deficiências/fraquezas e alterações são pontos fulcrais. Divulgadas ao auditor e à comissão de auditoria todas as deficiências significativas do desenho ou da operação de controlo interno.  Contenha uma avaliação. é o da adopção de um sistema de controlo interno formal ´ Página | 15 . O conhecimento baseado na informação financeira. Pode-se concluir que esta secção é centrada nas responsabilidades do relato financeiro. estão incluídos no sistema de controlo interno objecto de avaliação? Todos os procedimentos de controlo intera no da empresa estão incluídos no sistema de controlo interno objecto de avaliação? Existe harmonização de procedimentos de controlo interno. concentra -se nas secções 302 e 404. onde os controlos internos. Por sua vez concluímos que nesta secção é pretendido que cada empresa de auditoria certifique e relate a avaliação realizada pela gestão. Indicação se houve. titulada por Avaliação pela Adminsitração dos Controlos internos. nas empresas a ela sujeitas. da eficácia da estrutura e procedimentos de controlo i nterno sobre o relato financeiro. Na secção 404. em todos os aspectos materiais. até ao fim do mais recente ano fiscal. a avaliação.   Todos os procedimentos de controlo interno associados a transacções /acontecimentos com impacto nas demonstrações financeiras. ou não alterações significativas nos controlos internos ou noutros factores que possam afectar esses controlos internos em data subsequente à sua avaliação.  Tal como é referido no texto. é requerido que cada relato anual deve conter um relatório interno que: Ateste a a responsabilidade da gestão por estabelecer e manter uma estrutura e procedimentos de controlo interno adequados para o relato financeiro. esta tese como objectivo principal ³ comprovar que um dos impactos da Sarbanes-Oxley Act. de modo a que as demonstrações financeiras não sejam enganadoras. aplicáveis a diferentes departamentos da empresa? Grande parte da discussão em t orno da Lei de SOX. de acordo com as normas emitidas ou adaptadas pelo PCAOB.

sobre as respostas dos entrevistados. Os controlos implementados centram -se no alcance dos objectivos asso ciados à fiabilidade do relato financeiro ou também procuram assegurar a eficiência das operações e/ou conformidade com as leis/regulamentos? Qual a sua percepção sobre o impacto da SOX no trabalho desenvolvido pelos auditores. Para a recolha dos dados primários foram obtidos da seguinte forma: y observação participante y documentação y entrevistas suportadas num guião As entrevistas foram realizadas a indivíduos conhecedores e interessados pelo tema na empresa. face à sua experiência passada? Página | 16 . tendo sido escolhida esta empresa por ser a única empresa portuguesa cotada nos EUA. a pergunta aberta procurou uma resposta que permitisse identificar quais. Os dados primários foram obtidos a partir de um estudo de um caso da Portugal Telecom SGPS S. Auditoria Interna e Controlo Interno).. para este mesmo exemplo e caso tenham havido alterações conceptuais do sistema de controlo inter no motivado pela conformidade com a SOX. bem como os que exerceram funções centrais em termos de controlo interno (e. A composição deste guião consistia em perguntas fechadas e abertas. na sua opinião. procurando desta forma evitar qualquer tipo de manipulação. Para deste modo permitir fundamentar a componente teórica do trabalho e obter dados secundários que permitiram suportar o estudo empírico realizado. As perguntas abertas permitiram obter dados adicionais. e alternadas. por email. internos e externos? Existem. estruturadas. O guião da entrevista foi disponibilizado a os entrevistados previamente. ainda que não intencional.g. por exemplo. Eis algumas das perguntas efectuadas: Como descreveria a sua experiência no processo de conformidade com a Lei Sarbanes-Oxley (SOX)? Sente que houve alteração no ambiente de controlo da organização desde o início do processo de conformidade até ao momento actual? Atribua um grau de 1 (inexistente) a 5 (alteração profunda). designadamente os que acompanharam e contribuíram para a evolução do sistema de controlo interno desde o arranque do projecto de conformidade com a SOX até à actualidade. uma revisão da literatura relacionada com o tema em análise. em que perguntas abertas foram utilizadas para explorar o sentido das perguntas fechadas. sim/não). Comité de Auditoria. no respeitante a alterações conceptuais ao sistema de controlo interno.4. As perguntas fechadas procuraram identificar o sentido do impacto da SOX num certo aspecto relacionado com o sistema de controlo interno (se houve ou não houve impacto.A.2 METODOLOGIA O autor desta tese efectua numa primeira fase. vantagens e desvantagens para a empresa associadas à conformidade com a SOX? Quais? Se o projecto de conformidade SOX se iniciasse hoje que alterações propunha.

sempre que aplicável. 11 Sistema de Participação Qualificada de Práticas Indevidas Página | 17 . 1.Ao todo foram entrevistados 19 indivíduos . responsabilidade e integridade por parte da empresa.3 CONCLUSÕES Segundo o autor da presente tese. também contribuíram a criação da Comiss ão de Auditoria e dos mecanismos de whistleblowing 11. acaba por se revelar um processo com retornos significativos a todos os níveis da organização. serão expostos por área ou destacada alguma resposta cuja relevância o justifique. deixam de ser opcionais e passam a ser a lei. Por outro lado. que tiveram em média uma duração aproximada de uma hora. decorrentes do processo de conformidade com a SOX. As regras de corporate governance e de conduta ética nos negócios. O autor também concluí que a conformidade do sistema de controlo interno com a SOX. Impacto na automatização de controlos 4. Impacto na utilização de User Developed Applications 5. com penalizações por incumprimento que demovem os mais audazes. o que no presente estudo foi reconhecido quer pela administração da empresa. apesar de ter sido impulsionado como uma obrigação. O estudo efectuado permitiu também concluir que a convergência entre os processos de conformidade SOX e ISO é uma possibilidade e uma oportunidade. Impacto no relacionamento com Outsourcers 6. o que permitiu identificar os impactos no sistema de controlo interno decorrentes do processo de conformidade com a SOX. Para além dos valores de transparência. promovendo também um aumento da sua maturidade que desejavelmente culminará na automatização de uma parte significa tiva dos controlos. Avaliação do Sistema de Controlo Interno 7. que. reflectindo os impactos objecto de estudo no Sistema de Controlo Interno da Portugal Telecom. Custos versus Benefícios 4. a Lei Sarbanes -Oxley veio produzir uma das maiores revoluções em termos de normas de corporate governance. quer pelos restantes interlocutores entrevistados. O impacto que a Lei Sarbanes -Oxley teve no sistema de controlo interno da empresa estudada foi primeiramente na sua formalização e seguidamente e mais recentemente na sua racionalização. Abrangência do Sistema de Controlo Interno 3. onde se inclui a fiabilidade da informação financeira apresentada. realizadas em Maio de 2008. exige-se também um sistema de controlo interno robusto que servia de garante à desejável credibilidade do relato financeiro. Os dados assim recolhidos foram categorizados procedendo -se à análise qualitativa dos resultados obtidos. em 18 entrevistas (a entrevista ao Comité de Auditoria foi realizada em simultâneo a 2 dos seus membros). reconhece-se que para a melhoria ocorrida no ambiente de controlo da empresa. Tendo sido categorizados em 7 preposições. Impacto no modelo de Controlo Interno existente antes da conformidade com a SOX 2.

pela ISACA (Information Systems Audit and Control Association) o modelo COBIT ± Control Objectives for Information and Related Technologies . conformidade e fiabilidade) que a caracterizarão. apesar dos seus objectivos finais serem semelhantes: providenciar um método para avaliação dos controlos existente sobre diferentes perspectivas ou dimensões de uma organização. independentemente do tipo de actividade. Exige como requisitos da informação qualidade. cult ura. emite em 1992 um relatório. Para o CoCo a definição de controlo compreende aqueles elementos de uma organização. Página | 18 . presidida por Sir Adrian Cadbury. Em Novembro de 1995. que viria a ser conhecido por Relatório Cadbury. Pondemos contudo ainda salientar os seguintes modelos de controlo interno como o Relatório Turnbull . junto com as acções correctivas a adoptar. manter-se relevante ao longo do tempo. sistemas. onde são também incluídas as políticas internas. Para as tecnologias da informação foi desenvolvido em 1996. Existem vários modelos de Controlo Interno. a Comissão sobre os Aspectos Financeiros da Corporate Governance . processos. CoCo ± Criteria of Control Framework ou o COBIT ± Control Objectives for Information and Related Technologies Em 1991 é criada. suportam as pessoas no alcance dos objectivos. reflectir boas práticas de negócio. Nos textos foram nos apresentados alguns modelos de controlo interno como o COSO ou a Lei Sarbanes -Oxley. ou não.5. integridade. O modelo COBIT relaciona os objectivos de controlo das tecnologias de informação com os objectivos de negócio. consoante o processo em causa. fidedignidade e segura nça e atribui à informação critérios (eficácia. que. disponibilidade. e. assim como no respeitante à aderência às leis e regulamentos. em conjunto. que teve por base a metodologia COSO. Junho 2004 Os três papers analisados têm todo o seu cerne no controlo interno efectuado nas empresas. A titulo orientador o Relatório Turnbull refere que o controlo interno deve: y y y estar implantado nas operações da organização. Este modelo ao nível dos objectivos é mais amplo do que o COSO pois pretende assegurar não só a fiabilidade do relato financeiro mas a fiabilidade de qualquer relato interno ou externo. ser reactivo à alteração dos riscos dentro e fora da organização. incluindo os seus recursos. O Relatório Turnbull pretende: possibilitar que cada organização o aplique de forma a que atenda às suas circunstâncias particulares. confidencialidade. o CICA (Canadian Institu te of Chartered Accountants) publica o CoCo ± Criteria of Control Framework . pela Bolsa de Valores de Londres. no sempre dinâmico ambiente de negócios. incluir procedimentos para relatar imediatamente as falhas ou deficiências ao apropriado nível da gestão. Fortemente influenciada pelas conclusões do Relatório Treadway. eficiência. estrutura e tarefas. CONCLUSÕES FINAIS ³Um bom controlo interno é um dos mais efectivos dissuasores da fraude «´ William McDonough ± Chairman PCAOB. intitulado Código de Melhores Práticas.

Página | 19 . garantindo a eficácia e eficiência na utilização dos recursos.Podemos de uma forma concisa dizer que o controlo interno é um conjunto de procedimentos implementados pela autoridade de gestão com vista a reforçar a possibilidade de atingir os objectivos definidos no âmbito de uma intervenção operacional. a fiabi lidade da informação financeira e o cumprimento das leis e normas contabilísticas. Traduz -se na introdução de boas práticas de gestão e procedimentos de acompanhamento de projecto. Conclui-se portanto que uma adequada estrutura de controlo interno contri bui para o alcance de um bom nível de excelência corporativa.

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