P. 1
2010 - Volume 1 - Caderno do Aluno - Ensino Médio - 2ª Série - Sociologia

2010 - Volume 1 - Caderno do Aluno - Ensino Médio - 2ª Série - Sociologia

|Views: 3.604|Likes:
Caderno do Professor com todas atividades e respostas para uso em dúvidas. Atenção: As respostas contidas aqui tem o objetivo de contribuir para um maior conhecimento e não apenas serem copiadas, já que se for pra copiar e não aprender nada, não perca seu tempo. Assim tire proveito das atividades.
Caderno do Professor com todas atividades e respostas para uso em dúvidas. Atenção: As respostas contidas aqui tem o objetivo de contribuir para um maior conhecimento e não apenas serem copiadas, já que se for pra copiar e não aprender nada, não perca seu tempo. Assim tire proveito das atividades.

More info:

Published by: Anderson Guarnier da Silva on Jun 01, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

04/13/2013

pdf

text

original

GABARITO

Caderno do Aluno

Sociologia – 2a série – Volume 1

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 A POPULAÇÃO BRASILEIRA: DIVERSIDADE NACIONAL E REGIONAL

Páginas 3 - 6

Nestas três primeiras questões, espera-se que os alunos tomem consciência da diversidade brasileira e não que enumerem o maior número de pessoas que eles conhecem. 4. a) Zezé de Camargo e Luciano: Pirenópolis (GO), sertanejo. b) Jair Rodrigues: Igarapava (SP), MPB. c) Roberto Carlos: Cachoeiro do Itapemirim (ES), MPB. d) Gilberto Gil, Salvador (BA), MPB. e) Zeca Baleiro, São Luís (MA), MPB.

Página 6

Esta pesquisa também serve para que o aluno tome consciência da diversidade social brasileira. A avaliação deve considerar a capacidade do aluno na realização da pesquisa.

Exercício
Páginas 6 - 8

O objetivo deste exercício é o de permitir que o aluno tome consciência da diversidade social brasileira expressa na paisagem urbana, seja a das metrópoles e sua
1

GABARITO

Caderno do Aluno

Sociologia – 2a série – Volume 1

periferia, seja as cidades de menor tamanho. A avaliação deve considerar a capacidade do aluno na análise das imagens.

1. Famílias por classes de rendimento médio mensal familiar
Página 9

Em 1999, no Brasil, 27,6 % das famílias tinham rendimento médio familiar mensal (RMFM) de até 2 salários mínimos, ao passo que somente 5,9% tinham RMFM de mais de 20 salários mínimos (sm). As regiões Norte, com 29,2% das famílias com RMFM de até 2 sm, e a Centrooeste com 26,7% das famílias com essa faixa de rendimento são as que mais se parecem com o Brasil em termos médios para a parte da população que possui baixos rendimentos. O Nordeste é a região com maior porcentagem de pobres pelo total da população, pois 47,5% das famílias, ou seja, quase metade, possui RMFM de até 2 sm. É também no Nordeste que estão as porcentagens mais baixas para todas as outras classes de rendimento, o que, mais uma vez, evidencia a pobreza dessa região do país quando comparada tanto com a média nacional, como com as demais. A região com menos pessoas nessa faixa é a Sudeste com 17,7% das famílias com RMFM de até 2 sm, seguida da região Sul com 22,2%. É também na região Sudeste que se encontra a maior porcentagem de famílias, 7,8% , com rendimentos superiores a 20 sm. A pior situação é a do Nordeste com apenas 2,7% das famílias em tal situação. É importante ainda destacar que em todas as regiões do país (com exceção da Sudeste com 49,9%), mais da metade das famílias possui RMFM de até 5 salários mínimos e que a porcentagem de famílias com ganhos superiores a 20 salários não chega a 10% em nenhum dos casos. Compreende-se, assim, que do ponto de vista dos rendimentos médios familiares mensais, as regiões do país possuem entre si uma grande diversidade de situações e que em todas as regiões também há, internamente, uma diversidade muito grande em termos de rendimentos.
2

GABARITO

Caderno do Aluno

Sociologia – 2a série – Volume 1

2. Educação – Taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade por sexo
Página 10

No Brasil, apesar de a taxa de analfabetismo ser a mesma para homens e mulheres (13,3%), quando o dado é pensado para as diferentes regiões verificam-se pequenas alterações. As maiores taxas, mais uma vez, estão no Nordeste (26,6%) e são muito altas tanto para homens (28,7%) como para mulheres (24,6%), quando comparadas tanto com a média brasileira de 13,3%, como quando observadas em relação às regiões que apresentam as menores taxas, como a Sul e a Sudeste (7,8%). As regiões Sul e Sudeste são as que apresentam os menores índices (7,8%) no geral. Para os homens, as menores taxas estão na região Sudeste com 6,8% e as maiores no Nordeste, com 28,7%. Já para as mulheres, as menores taxas estão na região Sul com apenas 8,4% de analfabetas e as maiores, mais uma vez, no Nordeste com 24,6%. Mas, enquanto na região Nordeste as taxas de analfabetismo são maiores entre os homens, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, elas são maiores entre as mulheres, Apesar disso, pode-se concluir que as taxas de analfabetismo variam mais entre as regiões do que no interior de uma mesma região por sexo. À exceção do Nordeste, cuja variação de analfabetos entre os sexos fica em torno de 4,1%, nas demais regiões essa variação não chega a 2%.

3. Saneamento e luz elétrica – Domicílios por condição de saneamento e luz elétrica (%)
Página 11

O grande problema do Brasil em termos de saneamento básico ainda é o do esgotamento básico, pois apenas 52,8% dos domicílios têm esgoto e fossa séptica. Além disso, há uma disparidade muito grande entre as diferentes regiões, situação ocultada pela média brasileira. A região com as mais altas taxas de cobertura é a Sudeste (79,6%), seguida de longe pela região Sul, com 44,6%. Na pior posição encontra-se a região Norte, com apenas 14,8% dos domicílios com esgotamento.

3

GABARITO

Caderno do Aluno

Sociologia – 2a série – Volume 1

A diferença de esgotamento entre a situação da região Sudeste (79,6%) e a da região Norte (14,8%) é de impressionantes 64,8%. Assim como a diferença na porcentagem de coleta de lixo entre a região Sudeste (90,1%) e a Nordeste (59,7%) é de mais de 30%. A luz elétrica é o item com melhores porcentagens em todas as regiões, beirando, na maioria das vezes, 95% dos domicílios atendidos. Mesmo assim, há uma diferença significativa entre a porcentagem de domicílios com energia elétrica na região Sudeste (98,6%) em contraposição aos 85,8% da região Nordeste, mostrando uma diferença de 12,8% de cobertura. Há uma diferença muito grande entre as regiões do país. A região Nordeste é a que apresenta as piores porcentagens para quase todos os itens analisados.

Página 12

Na avaliação do texto, verifique a clareza ao expor os argumentos e a capacidade em trabalhar com o maior número de dados de forma coerente e crítica.

Páginas 14 - 15

1. O Nordeste é a região com maior porcentagem de pobres pelo total da população, pois 47,5% das famílias, ou seja, quase metade, possui RMFM de até 2 sm. Na região Sudeste encontra-se a maior porcentagem de famílias com mais rendimentos, pois 7,8% das famílias têm rendimentos superiores a 20 sm. 2. É a Centro-Oeste, com 17,9% das famílias nessa faixa de renda. 3. A região Nordeste, com 26,6% da população analfabeta, é a que apresenta a maior taxa de analfabetismo do Brasil. As regiões Sul e Sudeste são as que apresentam os menores índices, com 7,8% de analfabetos. 4. No Brasil, apesar de essa taxa ser a mesma para homens e mulheres (13,3%), quando o dado é pensado para as diferentes regiões, verificam-se pequenas alterações. As
4

GABARITO

Caderno do Aluno

Sociologia – 2a série – Volume 1

maiores taxas mais uma vez estão no Nordeste 26,6% e são muito altas tanto para homens (28,7%) como para mulheres (24,6%), quando comparadas com a média brasileira de 13,3%. Para os homens, as menores taxas estão na região Sudeste, com 6,8%, e as maiores no Nordeste, com 28,7%. Já para as mulheres, as menores taxas estão na região Sul, com apenas 8,4% de analfabetas, e as maiores, mais uma vez, no Nordeste, com 24,6%. Mas, enquanto na região Nordeste as taxas de analfabetismo são maiores entre os homens, nas regiões, Sul, Sudeste e Centro-Oeste há mais mulheres analfabetas do que homens. Apesar disso, pode-se concluir que as taxas de analfabetismo variam mais entre as regiões do que no interior de uma mesma região por sexo. À exceção do Nordeste, cuja variação de analfabetos entre os sexos fica em torno de 4,1%, nas demais regiões essa variação não chega a 2%. No caso da região Norte, não há praticamente diferença na taxa de analfabetismo entre homens e mulheres, pois a deles é de 11,7% e a delas é de 11,5%. Ou seja, apresentam uma diferença praticamente irrelevante de apenas 0,2%. 5. Água canalizada e rede geral de distribuição: a região Sudeste é a que tem as melhores porcentagens, com 87,5% dos domicílios com acesso à rede, frente apenas a 58,7% no Nordeste. Esgotamento e fossa séptica: a região com as mais altas taxas de cobertura de esgotamento é a Sudeste (79,6%). Na pior posição encontra-se a região Norte, com apenas 14,8% dos domicílios com esgotamento ou fossa séptica. Coleta de lixo: a melhor taxa está na região Sudeste, com 90,1% dos domicílios com coleta, e a pior é a taxa de 59,7% da região Nordeste. Energia elétrica: a maior porcentagem de domicílios com energia elétrica está na região Sudeste, com 98,6%. Ao passo que a região Nordeste tem apenas 85,8% dos domicílios na mesma situação. 6. Não. Existem grandes variações no acesso a saneamento entre as diferentes regiões do Brasil. Por isso, é sempre importante desagregar o dado nacional para verificar a sua relação com as realidades regionais. A região Sudeste é a que apresenta as melhores taxas para todos os itens, ao passo que a região Nordeste é a que apresenta as piores taxas para a maioria dos itens (água canalizada e rede geral de distribuição e lixo coletado), a exceção é o esgotamento e fossa séptica, em que a região Norte é a que apresenta a pior taxa.
5

GABARITO

Caderno do Aluno

Sociologia – 2a série – Volume 1

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2 O ESTRANGEIRO DO PONTO DE VISTA SOCIOLÓGICO

Página 18

O objetivo destas perguntas iniciais é introduzir o aluno no tema da migração/emigração e imigração com base na história de sua família. As respostas são individuais. 1. Georg Simmel foi um sociólogo alemão perseguido, porque era descendente de judeus. Ele não procurou criar uma grande teoria. Na verdade, era a favor de escrever ensaios (pequenos textos instigantes sobre um tema) e, por isso, trabalhou os mais diferentes temas como: a ponte e a porta, o adorno, o jarro, entre muitos outros. 2. Para Simmel, o estrangeiro é aquele que chega e não vai embora. Logo, não é um mero viajante. É a figura que se muda de um lugar para outro, para ali morar. Não é também o turista. 3. O estrangeiro mantém com o grupo uma relação de ambiguidade. Para Simmel, ele é um elemento do grupo, mesmo que não se veja como um, ou que não seja visto como parte dele pelos demais membros do grupo. Segundo ele, o estrangeiro é um elemento do conjunto, assim como são os indigentes ou os mendigos e toda espécie de “inimigos internos”. Com isso, ele quis dizer que mesmo aqueles que não são queridos por um grupo ou não são tratados como iguais, também fazem parte dele.

Páginas 20 - 25

1. Primeiramente, é possível dizer que migrar, na grande maioria das vezes, é uma questão de sobrevivência, de não conseguir mais sobreviver no local de origem. As razões de migração, muitas vezes, estão ligadas a perseguições ou razões econômicas. O aspecto mais importante é o econômico. E há três fatores dominantes: (1) acesso à terra; (2) variação da produtividade da terra; (3) número de membros da família que precisa ser mantido.
6

GABARITO

Caderno do Aluno

Sociologia – 2a série – Volume 1

2. Não é fácil justificar por que muitos ficam. Algumas possíveis respostas podem ser: (a) muitos ficam, pois não conseguem ganhar todo o dinheiro que imaginam; (b) outros são bem-sucedidos em seus negócios, o que dificulta a volta ao país de origem, a não ser a passeio; (c) outros se casam com brasileiros e acabam perdendo contato com suas origens; (d) há ainda quem desde o início não queria mais voltar e fez de tudo para aqui ficar. 3. A primeira parte da pergunta refere-se à perseguição de pessoas devido ao seu credo religioso ou à sua nacionalidade. A perseguição é feita pelo grupo religioso ou cultural dominante. A segunda parte da questão tem resposta aberta.

Página 25 - 27

As respostas são individuais. A avaliação deve considerar se todas as questões sugeridas foram respondidas adequadamente.

Páginas 27- 28

1. Georg Simmel foi um sociólogo alemão perseguido, porque era descendente de judeus. Ele não procurou criar uma grande teoria. Na verdade, era a favor de escrever ensaios (pequenos textos instigantes sobre um tema) e, por isso, trabalhou os mais diferentes temas como: a ponte e a porta, o adorno, o jarro, entre muitos outros. 2. O que marca o estrangeiro em relação ao grupo é o fato de não pertencer a ele desde o seu início ou desde que nasceu. Um ponto importante para compreender o estrangeiro é a sua ambiguidade em relação ao grupo. Ele é um elemento do grupo, mesmo que não se veja como um, ou que não seja visto como parte do grupo pelos outros membros do grupo. Ou seja, ele é um elemento do conjunto, assim como são os indigentes ou os mendigos e toda espécie de “inimigos internos”. Com isso, Simmel quis dizer que mesmo aqueles que não são queridos por um grupo ou não são tratados como iguais, também fazem parte dele. Ou seja, o estrangeiro tem ao mesmo tempo uma relação de proximidade e envolvimento com o grupo, de um lado. E de
7

GABARITO

Caderno do Aluno

Sociologia – 2a série – Volume 1

outro, uma relação de distância e indiferença. Ele vive cotidianamente com aquelas pessoas, logo, está relativamente próximo e envolvido com elas. Mas, como muitas vezes é tratado como um “de fora”, e se sente à parte do grupo, pode muitas vezes desenvolver um sentimento de distância e indiferença. O estrangeiro é, portanto, o estranho portador de sinais de diferença como a língua, os costumes, a alimentação, modos e maneiras de vestir. Ele não partilha tantos hábitos, costumes e ideias com o grupo e, sendo assim, também não partilha certos preconceitos do grupo e não se sente forçado a agir como um dos membros. Os laços que o unem são muitas vezes mais frouxos do que aqueles que unem os outros membros que ali estão desde o seu nascimento. 3. Ocorreu a concentração de terra nas mãos de poucos proprietários, expulsando os trabalhadores. Os pequenos proprietários rurais se endividaram por causa das altas taxas de impostos e, por conta da concorrência, não conseguiam oferecer produtos a preços mais baixos do que os grandes proprietários. 4. As imagens apresentadas que condiziam de forma alguma com a realidade aqui encontrada. Os estrangeiros que aqui chegaram encontraram muita dificuldade, preconceito e exploração. A riqueza estava nas mãos de poucos e era preciso muito trabalho para conseguir viver de forma digna.

8

GABARITO

Caderno do Aluno

Sociologia – 2a série – Volume 1

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 A FORMAÇÃO DA DIVERSIDADE

Páginas 32 - 33

1. Nesta questão, os alunos devem mostrar que compreenderam a discussão sobre aculturação e assimilação. A resposta pode expressar como cada um compreendeu a discussão. A assimilação seria a última etapa de todo o processo de aculturação devido ao contato de dois grupos, pois implica o fim da cultura de um dos grupos, uma vez que a cultura do segundo grupo é totalmente assimilada pelo primeiro. Ora, a assimilação total de um grupo por outro é algo muito difícil de ocorrer. E, assim, a aculturação, na grande maioria das vezes, não provoca o fim de uma das culturas. Na verdade, na maioria das vezes, ambos os grupos se modificam. É verdade que as modificações, muitas vezes, são maiores em um grupo do que no outro. Dificilmente um dos grupos acaba: novos costumes ou características são sempre internalizados de acordo com a lógica interna. Apesar das modificações, a lógica interna permanece muitas vezes e, com ela, se mantém a forma de raciocinar do grupo. O uso de roupas ocidentais por grande parte da humanidade não faz com que os grupos deixem de pensar como sempre pensaram. A incorporação do jeans e da camiseta como quase um uniforme por todos os jovens não faz com que eles pensem da mesma forma, ou que deixem de ter seus valores de acordo com a cultura na qual estão inseridos. O que não quer dizer, também, que não sejam influenciados pelos valores de outra cultura. Não há cultura que não se modifique pelo contato com outra. Ou seja, que o processo de aculturação quase sempre se dá dos dois lados. É por isso também que há autores que vão criticar a ideia de aculturação, pois ela muitas vezes parece não dar conta de que o processo é recíproco, mesmo que raramente seja simétrico, pois normalmente é um processo assimétrico. Uma cultura quase sempre se transforma mais do que a outra, pois as culturas não estão em pé de igualdade. 2. Em estabelecidos e outsiders, Elias faz uma análise das tensões entre dois grupos na pequena Winston Parva, na Inglaterra. Um grupo estabelecido estigmatiza um outro grupo tratando-o como outsider. Norbet Elias também era um outsider, pois era filho
9

GABARITO

Caderno do Aluno

Sociologia – 2a série – Volume 1

de judeus e fugiu das perseguições nazistas da Segunda Guerra Mundial. Viajou por vários países e morou até na África. Sempre foi um outsider na academia, ou seja, sofreu preconceito e só conseguiu o reconhecimento pela sua obra tardiamente, quando beirava os 70 anos.

Página 34 - 37

O grupo deve construir uma narrativa da história de migração de uma família. As respostas são individuais para cada grupo e devem expressar o empenho do grupo em conhecer a história de imigração/emigração ou migração da família de um dos integrantes.

Página 37 - 38

1. Não, pois a assimilação deve ser compreendida como a última fase da aculturação, pois implica o fim da cultura de um dos grupo uma vez que a cultura do segundo grupo é totalmente assimilada pelo primeiro. É uma fase raramente atingida. Ela implica o desaparecimento total da cultura de origem de um grupo e na interiorização completa da cultura do grupo dominante. Mas a aculturação, na grande maioria das vezes, não provoca o fim de uma das culturas e assim não ocorre a assimilação. 2. A aculturação não é necessariamente sinônimo de mudança cultural. A aculturação é o conjunto de fenômenos que resultam de um contato contínuo e direto entre grupos de indivíduos de culturas diferentes e que provocam mudanças nos modelos culturais de um ou dos dois grupos. Logo, não é igual à mudança cultural. Mudar, toda cultura muda. Não há cultura que permaneça estática, não há cultura que não se transforme, pois a cultura é um eterno processo. Elas mudam por fatores externos e internos. Se a aculturação vem do contato com outros povos, ela tem a ver com fatores externos, confundi-la com mudança cultural é deixar de lado toda uma parte da mudança cultural que é a transformação por fatores internos à própria cultura.
10

GABARITO

Caderno do Aluno

Sociologia – 2a série – Volume 1

3. Basicamente, os estabelecidos consideravam-se humanamente superiores. Eles se viam como pessoas melhores. O que estava em jogo naquela pequena cidade, e o que está em jogo numa relação entre estabelecidos e outsiders, não é a diferença de cor, ou religião, ou qualquer outra diferença entre os grupos, mas sim a diferença de poder. Elias nos mostrou que o problema não está nessas características que podem diferenciar os grupos, mas sim, no fato de que uns grupos têm mais poder e por isso acham que são humanos melhores do que os outros. A questão é a diferença no equilíbrio de poder entre eles. Ou seja, em última instância não é a cor, a religião, a nacionalidade etc. que faz um grupo ver outro como inferior, mas sim o fato de que eles detêm um poder maior do que o outro, e assim usam esses fatores como justificativa para manter esse poder.

11

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->