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Tipos de Sociedades e Títulos de Crédito

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Bruna Bragato do Carmo Dioceli Gabriela de Carvalho Juliana de Oliveira Silva Henrique da Silva Moraes Thaís da Costa Andrade

Direito Empresarial: Sociedades e Títulos de Crédito

Mogi das Cruzes, SP. 2011

Bruna Bragato do Carmo Dioceli Gabriela de Carvalho Juliana de Oliveira Silva Henrique da Silva Moraes Thais da Costa Andrade

Direito Empresarial: Sociedades e Títulos de Crédito

Relatório final de pesquisa apresentado à disciplina de Direito Empresarial do Curso de Administração de Empresas da Universidade de Mogi das Cruzes, como parte dos requisitos para aprovação.

Prof.ª Orientadora Dorotea Amaral de Brito Lira

Mogi das Cruzes, SP. 2011

Resumo

A pesquisa tem como objetivo proporcionar aos alunos (autores) o conhecimento a respeito das sociedades, personificadas (cooperativ a, sociedade simples e sociedade empresária) ou não (sociedade em comum e em cota de participação) e também dos títulos de crédito. Seu desenvolver alcançou os resultados almejados, uma vez que, através da interação pessoal, pode-se relatar todos os temas e subtemas solicitados. Tal êxito foi possível pela pesquisa realizada em livros, além de sites e o próprio Código Civil. Após finalizar o conteúdo pesquisado, conclui-se que as sociedades são classificas de acordo com suas características, tal qual se possui registro conforme as normas legais (personificadas ou não), abrindo -se, assim, o leque entre tipo de sociedade constituída (empr esária ou simples) e, consequentemente, a incidência da responsabilidade bem como da formação societária, os quais configuram os tipos de sociedades empresárias (sociedade limitada, anônima, em nome coletivo, em comandita simples e em comandita por ações). Ademais, constatou que o título de crédito é um documento imprescindível, mormente diante da grande evolução das transações comerciais. Sabe-se que o dinheiro é aceito por todos nas trocas mercadológicas, isto é, nas aquisições de mercadorias ou nas prestações de serviços, quem o fornece tem por objetivo receber o dinheiro equivalente e, posteriormente, trocá -lo por bens ou serviços que também lhe são essenciais. Contudo, para facilitar as trocas monetárias, diante de complexo avanço tecnológico e da informatização, foram criados os títulos de créditos que substituem o dinheiro presente fisicamente e que, por apresentarem demasiada eficácia, receberam amparo legal proporcionando -lhes regras e segurança. Dentre os títulos de crédito pode-se destacar a letra de câmbio, nota promissória, cheque, duplicata, títulos de crédito rural, industrial e comercial, entre muitos outros. Palavras-Chaves: Títulos de Crédito; Sociedades; Responsabilidade Social.

Abstract

The research have with objective make the students (authors) the knowledge about partnership, personified (cooperatives, simple partnership, business association) or not (common partnership and within joint venture) and also of the credit instrument. In fact, the research¶s development reached the results desired, once through of personal interaction, can report all the requested topics and subtopics. These outcomes were possible with the researches made in books, the Civil Code and even sites. After finishing the content researchable, we conclude that society are classified according to their characteristics, which has such a record legal (personified or not), therefore opening up, so, the range between the type of partnership formed (business association or simple partnership) and consequently, the incidence on the responsibility as well as corporate formation, which made the types of business Partnership (limited liability company, corporation, special partnership and stock company). Moreover, found that credit instrument is an indispensable document, rarely in face of the big improve of commercial transactions. Knows that the money is acceptable in all the trade marketing, this is that in procurement of goods or in services, who provides it have with objective receive equivalent money and, after, exchange for goods and services that are essential too. However, to facilitated the monetary exchange, in face the complex of technological advanced and of computerization, were created the credit instrument that replace the physical money and that, for showing great efficiency, receiving a legal support providing laws and security. Among Securities we can highlight a n exchange draft, promissory note, check, duplicate, rural credit instrument, industrial and commercial credit instrument. Keyword: Partnership; social responsibility; Credit instrument

INTRODUÇÃO
É imprescindível que tenhamos um excelente preparo educacional referente ao período escolar e, principalmente, ao ensino superior, no qual se constroem conhecimentos e habilidades necessário s para o exercício profissional. Dado a formação de profissionais, lapidados e preparados para atuar no mercado de trabalho esta pesquisa torna -se relevante, uma vez que, no âmbito científico, contribuirá para uma construção solidificada de raciocínio estruturado na consciência de conceitos e na importância de se ter um meio concreto de pesquisa com base nas referências já publicadas por estudiosos. Ao propiciar ao estudante à sua formação, a sociedade leva vantagens, visto que receberá pessoas qualificadas para trabalharem a s erviço de toda a população. Hodiernamente falta capacitação, ética e responsabilidade profissional que podem ser supridas através do conhecimento e do tipo de instrução oferecidos pelas instituições de ensino superior, contribuindo, de forma recíproca, para sua boa aceitação no mercado. A avidez global faz com que as pessoas busquem alternativas para sobressaírem diante da acirrada concorrência no mercado de trabalho, a fim de, conseguir satisfação pessoal. Tudo isso se torna possível quando o indivíduo toma como alicerce o saber, cobrado pelos avanços tecnológicos e científicos e que é adquirido com esforço durante o estudo, por meio de pesquisas como esta. Como futuros administradores, buscamos, desde já, preparar -nos para o mercado de trabalho, tendo as com petências essenciais para exercermos nossa função com qualidade a fim de oferecer à sociedade bons profissionais. Para proceder esta pesquisa, desenvolvida por alunos graduandos do curso de administração, foi utilizado todo o aprendizado adquirido em sala de aula da disciplina de ³Direito Empresarial´ no que se refere ao conteúdo; e também de outras disciplinas já estudadas, no que tange a parte física e estrutural do trabalho, com suas normas e procedimentos. Além disso, foram pesquisados livros e sites para constituir o referencial teórico, sendo que através da leitura foram coletados os dados mais re levantes que poderiam, de acordo com a visão de cada aluno, contribuir para o esclarecimento de possíveis dúvidas e para a construção do conhecimento sobre o tema.

Ao dividir o trabalho em partes, atribuindo cada uma a um integrante do grupo, verificou-se a importância de compartilhar as informações obtidas para haver compreensão de toda a pesquisa, portanto, o grupo reuniu -se para cada um apresentar o que tinha aprendido. Diante de todo aprendizado obtido, é possível afirmar q ue devido às características visíveis do mundo atual, principalmente relacionados os capitalismo, tornam-se evidentes alguns aspectos nele presentes como, por exem plo, a figura do empresário, que consoante o art.966 do CC, é ³quem exerce profissionalmente a atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou serviços. Segundo Fazzio (2008, p.5) não será empresário aquele que ³exerce r profissão intelectual de natureza científi ca, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colabores, exceto quando o exercício da profissão constituir elemento de empresa´. Caracterizar-se-á empresário quem possuir a união dos requisitos: ³capacidade jurídica; efetivo exercício p rofissional; regime jurídico peculiar regulador da insolvência; e inscrição ou matrícula no Registro Público de Empresas Mercantis´. (Fazzio, 2008, p.5). Em conformidade com Gonçalves; Gonçalves (2009) ³estabelecimento empresarial´ é diferente de ³empresa´ , sendo que aquele, de acordo com os autores (2009 p.36) é o ³complexo de bens organizado , para exercício da empre sa, por empresário, ou por sociedade empresária´. (vide art. 1142 do Código Civil). Neste complexo de bens abrangem-se ³bens corpóreos móveis e imóveis e também bens incorpóreos´ (Gonçalves; Gonçalves, 2009, p.36). Há uma distinção, também, entre estabelecimento empresarial e nome empresarial, uma vez que este é, conforme assevera Gonçalves; Gonçalves (2009, p.48) ³o nome do empresário, seja pe ssoa física (empresário individual), seja pessoa jurídica (sociedade empresária, usado por ele para representar -se perante terceiros nas suas relações´, cuja função primordial, segundo Negrão (2007, p187), ³é a identificação pessoal do titular ´. Não obstante, nem todo exercício de atividade é empresarial, lembrando que empresa ³é a atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens e serviços´, sendo econômica a ³atividade criadora de riqueza e de bens ou

serviços patrimonialmente valoráveis para o mercado consumidor´. (Ascarelli, 1964, p.152 apud Negrão, 2007, p.46). Consoante Negrão (2007) constitui -se o exercício de atividades não empresariais individuais o profissional autônomo que realiza atividade intelectual, científica, literária ou artística; e coletivo: as associações (constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos art. 53 do CC), as fundações (³de fins religiosos, morais, culturais e de assistência´ ± art. 62 [Negrão, 2007, p.49]), e a s sociedades simples (³pessoa jurídica que realiza atividade intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda que com o curso de auxiliares ou colaboradores´ [Ashikaga, Carlos Eduardo Guarcia. As sociedades no novo Código Civil. Jui Naveg andi, 09/2003. Disponível em: HTTP://jus.uol.com.br/revista/texto/4255]). O exercício da atividade empresarial in dividual é representado pelo ³empresário individual (art. 966)´; e coletiva pela ³sociedade empresária (art.983), sendo que para esta há ³cinco tipos societários (...) em nosso orden amento comercial (em nome coletivo, comandita simples, comandita por ações, limitada, e anônima)´ (Gonçalves, Gonçalves, 2009, p.49) e para cada um deles, bem como para os empresários individuais, a ³lei confere reg ras específicas para a adoção do nome empresarial´. O conjunto dos vários tipos de sociedade faz com que as transações comerciais tornem-se presentes, tendo de um lado o vendedor (aquele que deseja obter receita) e de outro o consumidor (que deseja satisf azer suas necessidades). Nas relações mercadológicas os agentes (vendedor e comprador) passam a ter obrigações e direitos, os quais, na maioria das atividades econômicas, são assumidos diante de Títulos de Crédito. O crédito, conforme Fazzio (2008, p.99), é o ³direito a uma prestação futura´, assentado ³na confiança e no prazo´. Destarte, conceitua -se título de crédito como ³um documento representado de obrigação literal e autônoma´ (Fazzio, 2008, p.99). Prossegue o autor (2008, p.99): É uma cártula que menciona uma ou obrigações, habilitando seu portador ao exercício concreto de seu crédito em face dos signatários. O título representa e

substitui valores, com a vantagem de ser negoc iável e dotado de executividade. O comércio existe desde a Idade Antiga, até mesmo ³escravos libertos e outras pessoas procuravam superar a aversão pelo comércio e, de uma forma ou de outra, negociavam com vinhos, cereais, perfumes, animais e escravos´ (Costa, 2007, p.5). Sabendo da existência do comércio, pode -se presumir a presença de títulos de crédito, mesmo de forma rudimentar. Os ³romanos conheceram o contrato de câmbio (...), não conheceram os títulos de crédito e aqueles que existiam não tinham feição jurídica´ (Costa, 2007, p.06). Encontraram vestígios da letra de câmbio em todos os povos: ³assírios, gregos, romanos, árabes, indianos e todos os outros, até mesmo os chamados bárbaros´ (Costa, 2007, p.06), a qual é o mais antigo título de crédito (seguido da nota promissória) embora não se saiba exatamente sua origem diante desses vestígios, resta, assim, apenas afirmar que é oriunda da Idade Média. Há vários tipos de títulos de crédito, os quais juntamente com as sociedades (personificadas ou não) serão estudadas e explicadas nesta pesquisa.

CAPÍTULO 1. SOCIEDADES
As sociedades podem ser dotadas de personalidade jurídica ou não, caracterizando-se, assim, de personificada e não personificadas, respectivamente.

1.1

Sociedades não Personificadas
Em conformidade com Gonçalves; Gonçalves (2009, p.68) as sociedades

³adquirem personalidade jurídica com o registro de seus atos constitutivos junto ao órgão competente (junto comercial), em se tratando de sociedades empresárias, ou junto ao Ofício do Registro Civil de Pessoa Jurídica, em se tratando de sociedades simples´. Portanto, aquelas que não o fizerem não possuirão personalidade jurídica, que se divide em dois tipos: sociedades em comum e sociedades em conta de participação.

1.1.1 Das Sociedades em Comum
São aquelas que não têm personalidade jurídica, por não serem registrada no órgão competente. Assim como afirma Gonçalves; Gonçalves (2009, p.69), ³não se trata de um tipo societário; é a designação de uma situação irregular em que se encontra a sociedade´. Nelas, os sócios ³são titulares dos bens e dívidas sociais em conjunto (art . 988), [assumindo] responsabilidade ilimitada pelas obrigações contraídas em nome da sociedade´.

1.1.2 Das Sociedades em Conta de Participação
Ainda de acordo com os autores (2009, p.71), estas ³são sociedades dotadas de natureza secreta´, por isso, não ³são registradas no órgão competente´, embora o ³fato de serem secretas ou ocultas não signifique que sejam ilícitas, nem irregulares´. Nas sociedades em conta de participação há dois tipos de sócios: o ostensivo e o participativo, sendo por aquele unicamente exercido a atividade constitutiva do objeto social, ³em seu nome individual e sob sua própria e

exclusiva responsabilidade´. (Gon çalves; Gonçalves, 2009, p.71), enquanto que o sócio participativo tem responsabilidade limitada.

1.2

Sociedade Personificada
As sociedades personificadas, isto é, as que possuem personalidade jurídica

adquirida com o registro (art. 985 e 1150 do CC), são divididas em: cooperativas sociedades simples e sociedades empresárias.

1.2.1 Das Cooperativas
De acordo com Coelho (2010 p.19) as cooperativas são ³sempre sociedades civis (ou µsimples¶, na linguagem do CC) independentemente da atividade que exploram (art.982)´. Esse tipo de sociedade assemelha -se às atividades dos empresários, seguindo os mesmo requisitos legais de caracterização, todavia não se ³submetem ao regime jurídico empresarial´ (Coelho, 2010, p.19). Segundo Almeida (2008, p.374), cooperativa é uma ³sociedade de pessoas, com capital variável, que se propõe, mediante a cooperação de todos os sócios, um fim econômico´.

1.2.2 Das Sociedades Simples
Consoante Negrão (2007, p.236 -237), ³simples é a sociedade que possui objeto social distinto da atividade própria de empresário, que, por sua vez, consiste no exercício de atividade e econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços´. Poderão incluir -se no objeto da sociedade ³a prestação de serviços intelectuais, artísticos, científicos ou literários´.

1.2.3 Das Sociedades Empresárias
Assevera Fazzio (2008, p.28): ³duas ou mais pessoas constituem uma sociedade empresária quando vinculam capitais e trabalho a realização de atividades econômicas com fins lucrativos´. A sociedade empresária pode ser: em nome coletivo, em comandita simples, limitada, anônima, e, em comandita por ações.

a. Sociedade Nome Coletivo ± Exige que os sócios sejam pessoas físicas,

com responsabilidade solidária e ilimitada por todas as dívidas da empresa, podendo o credor executar os bens particulares dos sócios, mesmo sem ordem judicial. Apesar de terem responsabilidade solidária, os sócios respondem apenas pelas obrigações sócias, sendo que, conforme art. 1024 do N. Código Civil, ³os bens particulares dos sócios não podem ser executados por dívidas da sociedade, senão depois de executados os bens sociais.´ Segundo Almeida, todos os sócios podem exercer a gerência, a menos que no contrato social esteja designado o sócio gerente. ³A forma ou razão social pode conter por extenso os nomes dos sócios, ou o nome abreviado de um, acompanhado da expressão ³Cia´, escreva Almeida (2009, p.111)´.

b. Sociedade em Comandita Simples

± São formadas por sócios

comanditados (participam com capital e trabalho, tendo responsabilidade solidária e ilimitada) e comanditários (aplicam apenas capital, possuindo responsabilidade limitada ao capital empregado e não participando da gestão dos negócios da empresa).Empresa de capital fechado. De acordo com Alemida(2009, p.102 ± 103), a sociedade em comandita simples é administrada pel os sócios comanditados, ³vedado aos sócios comanditários qualquer ato de ação´. A forma ou razão social forma-se com o nome do sócio solidário (fica excluído o nome do sócio comanditário) e a palavra ³companhia´, abreviado ou não.

c. Sociedade Anônima ± Mais utilizada pelas grandes empresas, onde o

capital encontra-se dividido em ações e cada acionista é responsável apenas pelo preço de emissão de suas próprias ações (responsabilidade limitada e não solidária). Cerca de 90% das sociedades brasileiras são Limitadas. De acordo com Dom Braga (apud Almeida: 2009, p.125) isso se dá devido à simplicidade para a sua formação, à ³responsabilidade restrita ao valor do capital à dispensa de publicações de balanços e outras ferramentas contábeis; e à liberdade de usar a firma social ou denominações (a

primeira constitui-se com o nome de um ou mais sócios, seguido do termo ³Ltda´, o segundo, pelo nome fantasia e o termo ³Ltda´.) A gerência da sociedade cabe a qualquer sócio. Quando um sócio por em ³risco a continuidade da empresa, a maioria dos sócios, representativo de mais da metade do capital social, pode decidir pela [sua] exclusão´ (Almeida: 2009, p.148) As deliberações sociais são efetuadas por três formas : ³assembleia´ (obrigatório se a sociedade Limitada for compos ta por mais de 10 sócios), ³reunião´ (substitui) as assembleias quando há menos de 11 sócios), e, ³documentos por escrito´ (substitui ambas).

d. Sociedade em Comandita por Ações ± É regida pelas normas relativas

às sociedades anônimas (artigo 280 e seguinte s da Lei 6.404/76). Somente os acionistas podem ser diretores ou gerentes (sócios comanditados, nomeados no estatuto e destituídos por 2/3 do capital), respondendo ilimitadamente pelas obrigações da empresa, enquanto os sócios comanditários (demais acionistas não gerentes ou diretores) possuem responsabilidade limitada ao capital social. Empresa capital aberto. Assim como as sociedades Limitadas, estas podem utilizar-se de forma ou denominação todavia se utilizar a firma, os acionistas que tiverem nela seus nomes, terão responsabilidade solidária, em conformidade com Almeida (2009).

e. Sociedade Limitada ± Sociedade a responsabilidade de cada sócio é

restrita ao valor de suas cotas, mas respondendo solid ariamente pela integração do capital social, referente à parte não integralizada pelos demais sócios.

Consoante Almeida (2008, p.25) sócios são ³pessoas (físicas e jurídicas) que, contribuindo para a formação do capital social, firmam o contrato constitu tivo da sociedade, para a exploração de determinada atividade econômica lucrativa´, assim, assume obrigações para si, ³para com a sociedade e para com terceiros´.

Os sócios possuem deveres, direito e responsabilidades. Dentre os seus deveres, podem destacar-se: I. Cooperação recíproca: que corresponde a intenção de conjugar esforços e a vontade de colaboração ativa dos sócios (vontade de constituir uma sociedade-affectio societatis). (Almeida, 2008) II. Formação e administração do capital social : de acordo com Almeida (2008) capital social representa o montante necessário para a constituição da sociedade, sendo a soma do quanto cada sócio contribuirá com bens ou dinheiro; suas cotas são proporcionais ao que cada um participará os lucros/ganhos. Portanto, entende-se por capital integralizado o valor já disposto pelos sócios das frações que lhe cabem, e, capital subscrito não integralizado, as frações ainda não contribuídas, com as quais os sócios tornam-se devedores da sociedade. III. Responsabilidade para com terceiros: a este item se dará ênfase posteriormente.

Os direitos dos sócios, em conformidade com Almeida (2008) se dividem em dois: direito patrimonial e pessoal. Já que a partir da constituição do capital social, o patrimônio da pessoa jurídica é desvinculado do patrimônio particular dos sócios, estes obtêm o direito de crédito consistente (direito patrimonial), isto é, de receberem a parte que lhes cabe dos lucros durante a existência social e de ³participar na partilha da massa residual, depois de liquidada a sociedade´ (Almeida, 2008, p.33) Direito pessoal é a participação dos sócios na administração e fiscalização desta, segundo o mesmo autor. Ademais, permitem-se, nas sociedades de pessoas, as retiradas mensais (pro labore). A responsabilidade dos sócios depende da espécie de sociedade a que pertencem. Todavia os sócios se dividem em duas espécies que Almeida (2008) assevara-ser: A. Solidários: os que têm responsabilidade limitada, respondendo pelas obrigações sociais da sociedade; e, B. De responsabilidade limitada: o qual após integralizar sua quota correspondente, não assume nenhuma

responsabilidade, ³quer para a sociedade, quer para com terceiros´ Assim pode representar de modo simplificado, a responsabilidade dos sócios para com terceiros:

De responsabilidade Limitada

‡ Comanditários (sociedade em comandita simples) ‡ Acionistas (sociedade em comandita por ações) ‡ Acionistas (sociedade anônima) ‡ Quotistas (sociedade limitada)

Sócios ‡ Todos os sócios (sociedade em nome coletivo) ‡ Comantitados (sociedade em comandita simples) ‡ Diretores (sociedade em comandita por ações) ‡ Sócio ostensivo (sociedade em cota de participação)

Com responsabilidade solidária

Fonte: Almeida, Amador Paes. Manual das Sociedades Comerciais. 2008 p.44.

1.1.1 Exclusão de Sócio
Um sócio que esteja colocando em risco a continuidade da empresa e que, no contrato, conste previsão de exclusão por justa causa, será aos representando ½ do capital social, concordarem. O valor da cota correspondente pode ser repassada a terceiros ou aos sócio restantes, tendo o excluído direito de receber sua cota caso integralizado. Para tal decisão deve-se convocar uma assembleia e o sócio excluído responderá pelas obrigações contraídas pela sociedade enquanto era sócio, até dois anos depois. (ASHIKAGA, 2003)

Capítulo 2 Títulos de Crédito
O título de crédito é ³um documento representativo de obrigação literal e autônoma´. (Fazzio, 2008, p .99), o qual ³menciona uma ou mais obrigações, habilitando seu portador ao exercício concreto de seu crédito (direito a uma prestação futura) em face dos signatários´. O termo literal e autônomo refere -se, respectivamente, à literalidade que, segundo Almeida (1999, p.11), ³atende ao que eles expressam e diretamente mencionam´; e à autonomia que, de ac ordo com o referido autor, sig nifica que ³cada obrigação que se estabelece é autônoma com relação às demais´.

2.1

Classificação dos Títulos de Crédito
Os títulos de crédito podem ser classificados, consoante Costa (2007) com

base em três princípios, a saber:

2.1.1 Classificação quanto à circulação dos títulos
Com base na circulação os títulos dividem-se em três tipos:
y

Normativos: a cláusula ³não à ordem´ incluída aos títulos de crédito não permite que este emitido a favor de determinada pessoa, seja transferido ³a terceiros mediante endosso´, em conformidade com Costa (2007, p.28). À Ordem: Costa (2007, p.28) assevera que são títulos que ³identificando o beneficiário, por sua própria natureza ou por cláusula expressa podem ser transferidos a terceiros mediante endosso, ou seja, pela assinatura do alienante lançada no próprio título. Ao Portador: neste tipo o beneficiário não é indicado, sendo por isso transferido tradicionalmente sem ser nece ssária a assinatura do alienante (Costa, 2007).

y

y

2.1.2 Classificação quanto à causa de criação
y

Títulos Casuais: são títulos que, consoante Costa (2007, p.28) ³nascem obrigatoriamente, de uma causa determinada em lei´, como por exemplo, de compra e venda. Exemplos: financiamento, depósito de mercadorias, etc. Títulos Abstratos: são títulos que não tem causa exata para nascer, ³já que a lei de vigência não predetermina causa alguma para sua criação´ (Costa, 2007, p.28). Exemplos: letra de câmbio, nota promissória, cheque, etc.

y

2.1.3 Classificação quanto à pessoa do emitente
Costa (2007, p.29) apresenta dois tipos de título classificado quanto à pessoa do emitente:
y

Títulos Públicos: são emitidos por pessoa jurídica de direito público, que buscam arrecadar ³recursos financeiros junto a outras pessoas, geralmente particulares´. Títulos Privados: ³são emitidos por particulares, pessoas físicas ou jurídicas de direito privado´.

y

2.2

Tipos de Títulos de Crédito

2.2.1 Letras de Câmbio
A letra de câmbio é uma ordem de pagamento à vista ou a prazo, criada através de um ato chamado de saque pelo qual o sacador (emitente) dá ao sacado (aceitante), ordem de pagar, ao tomador (beneficiário investidor), determinada quantia, no tempo e no lugar fixado no cambial. Na letra de câmbio o emitente é o devedor, a instituição financeira é a aceitante e o beneficiário é a pessoa física ou jurídica investidora, adquirente da letra de câmbio. A letra de câmbio é um título formal e para que seja emitida deve obedecer aos aspectos legais. Seus requisitos básicos são (Costa, 2007): a) a expressão ³letra de câmbio´. b) a quantia que deve ser paga (o título deve conter expressamente o valor a ser pago, sendo que, por força do princípio da literalidade, tal valor prevalece até a

data de vencimento do título, podendo então o credor acrescentar juros de mora e as despesas que incorrer com a cobrança do título). c) o nome de quem deve pagar (sacado). d) o nome da pessoa a quem ou à ordem de quem deve ser paga (beneficiário ou tomador). e) a assinatura de quem emite a letra de câmbio (sacador). A par dos requisitos essenciais acima elencados, a Lei Uniforme concedera como requisitos não-essenciais (artigo 20): f) data e lugar de emissão (ou saque) da letra de câmbio (podem ser inseridas pelo beneficiário); g) data de vencimento do título (a sua ausência implica no seu vencimento à vista. h) lugar de pagamento da letra de câmbio. (Quando o título não especificar o lugar de seu pagamento, deve ser considerado como tal o de domici lio do sacado). O aceite, na letra de câmbio, não é obrigatório se a letra for à vista, no entanto é obrigatório, nas modalidades de letra de câmbio com vencimento a prazo. Em caso de recusa do aceite por parte do sacado, a letra de câmbio deve ser encaminhada para protesto, tendo o seu vencimento antecipado à data de referido protesto. O prazo para a propositura de ação judicial para cobrança, o credor deverá obedecer aos seguintes prazos prescricionais: a) em 03 (três) anos a contar do vencimento do título, para a propositura da competente ação executiva contra o devedor principal e seu avalista. b) em 01 (um) ano a contar do protesto efetuado dentro dos prazos legais, para o exercício da competente ação executiva contra os endossantes e seus respectivos avalistas, e contra sacador, ou ainda em 01 (um) ano a contar do vencimento no caso de letra de cambio que contenha cláusula ³sem despesas´ (conforme artigo 46 da Lei Uniforme) c) em 06 (seis) meses, a contar do dia em que o endossante efetuou o pagamento do título ou em que ele próprio foi demandado para o seu pagamento, para a propositura de ações executivas dos endossantes, uns contra os outros, e de endossante contra o sacador.

2.2.2 Notas Promissórias
Nota promissória é uma promessa direta e uni lateral de pagamento, à vista ou a prazo, efetuada, em caráter solene, pelo promitente -devedor ao promissário credor. É uma promessa de pagamento feita pelo próprio devedor, que se obriga, dentro de certo prazo, ao pagamento de uma soma pré -fixada. A nota promissória constitui um título abstrato, devido a sua emissão não exigir causa legal específica, não necessitando, portanto, a indicação expressa do motivo que lhe deu origem. Na nota promissória encontramos o subscritor ou promitente -devedor e o beneficiário ou promissório-credor. Nesse caso o emitente do título se obriga diretamente com o tomador ou beneficiário. Assim, o promitente -devedor assume na nota promissória uma incondicional promessa de pagamento. A Lei Uniforme apresenta, em seu artigo 75, o s requisitos essenciais necessários à plena validade de uma nota promissória. São eles (Costa, 2007): a) a denominação ³nota promissória´. b) promessa solene e direta de pagamento. c) nome da pessoa a quem ou à ordem de quem deve ser paga (promissóriocredor). d) indicação da data de emissão da nota promissória. e) assinatura do emitente (subscritor ou promitente -devedor). Além dos requisitos essenciais acima elencados, a Lei Uniforme considera como requisitos não-essenciais: (antigo 76): f) data de vencimento do título (na sua ausência o título é pagável à vista). g) lugar de pagamento da nota promissória (quando o título não especificar o lugar de seu pagamento, deve ser considerado como tal o lugar de sua emissão). h) lugar de emissão.

Na falta de pagamento da nota promissória o credor poderá promover o protesto do título. O prazo para a propositura de ação executiva terá que observar os seguintes prazos: a) em 03 (três) anos a contar do vencimento do título, para o exercício do direito de crédito contra o promitente -devedor e seu avalista. b) em 01 (um) ano a contar do protesto efetuado dentro dos prazos legais, para o exercício da competente ação executiva contra os endossantes e seus respectivos avalistas. c) em 06 (seis) meses, a contar do dia em que o endossante efetuou o pagamento do título ou em que ele próprio foi demandado para o seu pagamento, para a propositura de ações executivas dos endossantes, uns contra os outros, e de endossante contra o promitente -devedor.

2.2.3 Cheque
Cheque é uma promessa indireta de pagamento feita pelo emitente, cujo conteúdo, corresponde a uma ordem de pagamento a um Banco ou Instituição Financeira assemelhada para pagar uma quantidade determinada ao emitente, havendo fundos disponíveis em poder do sacado. No cheque temos três partes envolvidas (Costa, 2007): a) o emitente, passador ou sacador que é o titular de conta -corrente junto a um banco (instituição financeira). b) o sacado que é o banco (instituição financeira) que dispõe dos recursos do sacador e que está obrigado a cumprir a ordem do emitente, dentro dos limites de seus fundos. c) o tomador ou beneficiário que é a pessoa em favor de quem o cheque deve ser pago ou creditado em sua conta. No cheque o sacado não é o devedor, sua obrigação é apenas acatar a ordem de pagamento feita pelo emitente. Destacamos também que o cheque é pagável à vista (Lei do Cheque, artigo 32 e seu parágrafo), assim, o cheque apresentado para pagamento antes do dia indicado como data de emissão é pagável no dia da apresentação.

A Lei do Cheque em seu artigo 1º estabelece os requisitos essenciais para a validade do cheque. São eles: a) a denominação "cheque´, inscrita no contexto do título e expressa na língua em que este é redigido; b) a ordem incondicional de pa gar quantia determinada; c) o nome do banco ou da instituição financeira que deve pagar (sacado); d) a indicação do lugar de pagamento; e) a indicação da data e do lugar de emissão; f) a assinatura do emitente (sacador), ou de seu mandatário com poderes especiais. O cheque tem prazo para sua apresentação ao banco sacado, portanto de acordo com o artigo 33 da Lei n. 7.357/85, o cheque deve ser apresentado para pagamento, a contar do dia da emissão, no prazo de 30 (trinta) dias, quando emitido no lugar onde houver de ser pago. E de 60 (sessenta) dias, quando emitido em outro lugar do País ou no exterior. O beneficiário ou credor que não apresentar o cheque ao banco sacado, dentro do prazo descrito acima, incorre em duas conseqüências: a) perda do direito à propositura de ação executiva contra os endossantes e seus respectivos avalistas no cheque. b) perda do direito à propositura de ação executiva contra o eminente do cheque. Embora o cheque seja uma ordem de pagamento à vista junto ao banco sacado, o pagamento, entretanto, pode ser sustado, mediante as seguintes circunstâncias: a) Revogação ou contra-ordem. Neste caso somente pode ser realizada pelo emitente do cheque, nos termos do artigo 35 da Lei do Cheque, através de contra -ordem dada por aviso espistolar (comunicação escrita dirigida ao banco sacado) ou por via judicial ou extrajudicial, com razões motivadoras do ato, e somente produz efeitos depois de decorrido prazo de apresentação do cheque.

b) Oposição ou sustação. Nesta hipótese, pode ser realizada pelo emitente ou credor (portador legitimado), nos termos do artigo 36 da Lei do Cheque, mesmo durante o prazo de apresentação, por meio de sustação de pagamento do cheque manifestada por escrito ao banco sacado e fundada em relevante razão de direito. Ressaltamos, porém, que por determinação legal, deve -se observar que a revogação ou sustação se excluem reciprocamente, de modo que, adotada uma via, não pode ser posteriormente adotada outra, não cabendo, em nenhuma hipótese ao sacado avaliar a relevância das razões invocadas para a recusa do pagamento. Os cheques podem ser protestados por falta de pagamento, observados os seguintes pontos: a) Sendo o cheque uma ordem de pagamento à vista, constatada a inexistência de fundos, este passa a ser considerado cheque ³sem fundos´, sendo que o prazo para o seu protesto é mesmo fixado pela Lei n. 7.357, de 02.09.1985 (Lei do Cheque) para sua apresentação para pagamento (30 dias na mesma praça e 60 dias em praça diversa). b) Para o exercício do direito de crédito contra o emitente e o avalista do cheque, o seu protesto não é necessário. O protesto, no caso de cheque, tem apenas finalidade conservatória do direito de crédito contra os coobrigados no cheque, quando houver. Quanto aos Prazos prescricionais do cheque, afirma ainda o referido autor que a ação executiva baseada em cheque deve ser proposta (Costa, 2007): a) em 06 (seis) meses contados do término do prazo de apresentação. O direito de regresso de um coobrigado contra outro, contra o devedor principal ou ser avalista prescreve em 06 (seis) meses contados do pagamento ou da distribuição de ação executiva contra referidas pessoas. (artigo 59, parágrafo único, Lei do Cheque). b) no caso de cheques pós-datados, deve ser contada a data da efetiva apresentação do cheque ao banco sacado, se esta for anterior à data constante no cheque como de sua emissão.

c) na ação executiva de cheque sem fundos, o credor-exeqüente tem direito ao recebimento do valor literalmente expresso no título, acrescido de: juros legais a partir da sua apresentação para pagamento; reembolso de despesas efetuadas com protesto, avisos e outras; e correção monetária.

2.2.4 Duplicata
A duplicata é um título de crédito casual e à ordem, que pode ser criada no ato da extração da fatura, para circ ulação como efeito comercial, decorrente da compra e venda mercantil (empresário como sacador) e de prestação de serviços (prestador de serviços ² empresário ou não ² como sacador) entre partes domiciliadas no território brasileiro, com prazo não inferior a 30 (trinta) dias, contado da data da entrega ou despacho das mercadorias, o vendedor extrairá a respectiva fatura para apresentação ao comprador. A fatura discriminará as mercadorias vendidas ou, quando convier ao vendedor, indicará somente os números e valores das notas parciais expedidas por ocasião das vendas, despachos ou entregas das mercadorias. Nas operações envolvendo a emissão de duplicatas temos as seguintes partes (Costa, 2007): a) o sacador ou emitente que é o titular (empresário, sociedade empresária ou não) do crédito originado contra o adquirente de produtos ou contratante de serviços. b) o sacado que é a pessoa contra quem a ordem é emitida, seja um adquirente de produtos, seja um contratante de serviços qualquer consumidor ou não. Observemos que a duplicata diferente dos demais títulos examinados carece de uma causa de natureza prévia para sua emissão, qual sejam a venda de mercadoria ou a prestação de serviços, não existindo uma destas causas, sua emissão é proibida. Portanto, tem por finalidade primordial assegurar a eficaz satisfação do direito de crédito detido pelo emitente contra o devedor nestas operações. Havendo perda ou extravio da duplicata, poderá ser emitida uma triplicata, que na verdade representa a segunda via da dupl icata.

Os requisitos essenciais para a emissão da duplicata estão relacionados no artigo da Lei de Duplicatas (2º, § 1º.). São eles: a) a denominação "duplicata", a data de sua emissão e o número de ordem; b) o número da fatura; c) a data certa do vencimento ou a declaração de ser a duplicata à vista; d) o nome e domicílio do vendedor e do comprador; e) a importância a pagar, em algarismos e por extenso; f) a praça de pagamento; g) a cláusula à ordem; h) a declaração do reconhecimento de sua exatidã o e da obrigação de pagá la, a ser assinada pelo comprador, como aceite cambial; i) a assinatura do emitente A remessa de duplicata poderá ser feita diretamente pelo vendedor ou por seus representantes, por intermédio de instituições financeiras, procurad ores ou correspondentes que se incumbam de apresentá-la ao comprador na praça ou no lugar de seu estabelecimento, podendo os intermediários devolvê -la, depois de assinada, ou conservá -la em seu poder até o momento do resgate, segundo as instruções de quem lhes cometeu o encargo. O prazo para remessa da duplicata será de 30 (trinta) dias, contado da data de sua emissão. Se a remessa for feita por intermédio de representantes, instituições financeiras, procuradores ou correspondentes, estes deverão apresenta r o título ao comprador dentro de 10 (dez) dias, contados da data de seu recebimento na praça de pagamento. O protesto da duplicata, conforme o disposto nos artigos 13 e 14 da Lei de Duplicatas devem ser efetuados na praça de seu pagamento, dentro do praz o de 30 (trinta) dias contados de ser vencimento, podendo o título ser protestado pelas seguintes razões: a) por falta de aceite. b) por falta de devolução. c) por falta de pagamento. Caso o protesto não seja efetuado dentro desse prazo, o sacador ou cre dor perderá o direito de crédito contra os endossantes e seus respectivos avalistas.

Para a propositura da ação executiva judicial devem ser observados os seguintes prazos prescricionais: a) contra o sacado e respectivos avalistas, 03 (três) anos, contados da data do vencimento do título. b) contra o (s) endossante (s) e ser (s) avalista (s), 01 (um) ano, contado da data do protesto. c) de qualquer dos coobrigados contra os demais, 01 (um) ano, contado da data em que tenha sido efetuado o pagamento do tít ulo. Observe-se que de acordo com os parágrafos do artigo 18 da Lei das Duplicatas, a cobrança judicial poderá ser proposta contra um ou contra todos os coobrigados, sem observância da ordem em que figurem no título. E mais, os coobrigados da duplicata respondem solidariamente pelo aceite e pelo pagamento.

2.3 TITULOS DE CRÉDITO RURAL
Os títulos de crédito foram instituídos pela lei federal nº 4.829 de 5 de novembro de 1965, regulamentada pelo Decreto nº 58.380, de 10 de maio de 1966 e tem como principal função atender exclusivamente ao financiamento de atividades rurais e atender de recursos para os produtores e cooperativa agrícola, fazendo assim o desenvolvimento e comercialização e fortalecimento econômico financeiro dos produtores. O produtor que fez um financiamento deve comprovar sua aplicação em propriedades rurais. Nota Promissória Rural, duplicata rural, cédula rural pignoratícia, cédula rural hipotecária, nota de crédito rural e cédula de produto rural são títulos denominados causais, que em evidencia o art. 1º da Lei 167/67, que estão interligados com financiamento da atividade rural. Waldirio Bulgarelli diz ³há que, na análise desses títulos, levar-se em conta a finalidade para que foram criados e as peculiaridades de que se revestem. Assim, não seria demais a advertência de que eles estão jungidos a certos tipos de operações (mútuo. Abertura de crédito, compra e venda, entrega de produção, recebimento de insumos), presos subjetivamente aos que produzem (produtores rurais e suas cooperativas, compreendidos, tanto proprietários como meeiros e

arrendatários) e aos que atuam no financiamento rural (instituições financeiras ligadas ao sistema de crédito rural.´

2.3.1 ESPÉCIES DE TÍTULOS DE CRÉDITO RURAL
Nota Promissória Rural: De acordo com o Decreto-lei nº 167/67 (art. 41 § 1º) a

nota promissória rural é um titulo liquido e certo, constitui -se por detalhes, descrição dos produtos negociados e pode ndo assim ter a discussão do negócio jurídico subjacente. Caso contrário, seria desnecessária sua criação.
A Nota Promissória Rural e a Duplicata Rural têm privilégios sobre os bens

disciplinados no art. 964 do Código Civil, esta preferência foi estabelecida de acordo com lei-arts. 955 e segs. do Código Civil, não se esquecendo da distinção entre crédito especial e crédito por privilégio geral, sendo o cr édito especial refere-se apenas a determinados bens (art.964) e crédito por privilégio geral, a todos os bens não sujeitos a crédito real ou especial.
A Nota Promissória Rural tem alguns requisitos, como por exemplo, a data do

pagamento, o nome do emitent e, a clausula à ordem; o nome do credor ou a quem deve ser paga, a data a localidade da emissão entre outros. De acordo com Theóphilo de Azeredo Santos, atende aos seguintes casos: I ± vendas a prazo de bens de natureza agrícola extrativa ou pastoril, repr esentando a obrigação do emitente comprador para com o vendedor beneficiário, seja es te produtor rural ou cooperativo ; II ± entregas, por cooperado, de produtos da mesma natureza a cooperativas, para comercialização e/ou beneficiamento, como obrigação da c ooperativa emitente para com o seu associado beneficiário; III ± fornecimentos, por cooperativa, de bens da produção e/ou consumo a associados, como obrigação do cooperado emitente para sua cooperativa beneficiaria.
Duplicata Rural é também um título de crédito rural que é utilizado na compra e

venda e por cooperativas e produtores. Vale ressaltar que os títulos líquidos e certo

são de iniciativa do produtor ou da cooperativa, sendo então o sacador ou aceitante o comprador de bens de natureza agropastoril. Tendo como requisitos: a denominação ³Duplicata Rural´, a data do vencimento ou a expressão ³à vista´ se for, o nome e endereço do sacado e o sacador, a importância a ser paga, em algarismos e por extenso, a discriminação dos produtos vendidos entre outros.
A CÉDULA RURAL PIGNORATÍCIA

De acordo com Rubens Requião ³a Cédula Rural Pignoratícia de caracteriza pelo fato de o crédito ser incorporado no titulo com a garantia de penhor rural ou de penhor mercantil. O devedor será sempre um ruralista ou pecuaris ta e garantia oferecida poderá ser de bens moveis relacionados com a atividade rural ou comercial.´ Fica responsável, o produtor ou a cooperativa pelos bens dado em penhor ou pecuário, que irá responder por sua conservação e guarda. A Cédula Rural Pignorat ícia tem como requisitos a data e condição do pagamento, o nome do credor, a taxa de juros, a praça de pagamento, a data e localidade da emissão entre outros.
A Cédula Rural Hipotecária tem não só o crédito, mas também a

y

garantia hipotecaria dada pelo devedor, como explica o art. 24 do Decreto-lei nº 167/67, que além disso aplica os princípios da legislação ordinária sobre hipoteca, no que diz respeito a inscrição. Vale ressaltar que a hipoteca não tem direitos na cédula rural e tem requisitos, como por exemplo, a data e condições de pagamentos, o nome do credor, a data e lugar da emissão etc.
y A Nota de Crédito Rural ± a nota de crédito rural tem privilégios sobre

os bens discriminados no art. 964 do Código Civil. A Nota Promissória Rural e Duplicata Rural têm também, mas não podemos confundi-los. A Nota de Crédito Rural representa financiamento e tem como principal característica: a data e condições de pagamento em clausula ³à ordem´, o valor do crédito em algarismos e por extenso, entre outros.
y A Cédula do Produto Rural ± a Cédula do Produto Rural de acordo

com a lei nº 8.929, de 22 de agosto de 1994, é considerado um titulo

de crédito rural que caracteriza um titulo de crédito representativo de promessa de entrega de produtos rurais e tem como principal objetivo estimular os investimentos agrícolas. De acordo com Ameilda (2009) ³Por força do titulo nominado, fica o emitente (necessariamente produtor rural, suas associações ou cooperativas) obrigado a entregar, em local e data prefixados, ao credor (ou á sua ordem), o produto rural indicado, na qualidade e quantidade especificadas ´. Tem como requisitos: a denominação ³Cédula de Produto Rural´, a data da entrega, discrição dos bens cedularmente vinculados em garantia, a data e lugar da emissão, etc. Dando ênfase na discrição dos bens cedularmente vinculados em garantia sabemos que podem constituir em: hipoteca penhor e alienação fiduciária. Hipoteca: Neste caso os bens dado pela Cédula de Produto Rural a de ser, imóveis rurais ou urbanos, assim como a Cédula Rural Hipotecaria. Assim como a Cédula Rural Pignoratícia, a garantia pignoratícia é semelhante a ela no sentido de bens suscetíveis de penhor rural e mercantil e responde por sua grande conservação e se por um acaso o penhor não cumprir o que foi acertado com o credor, o titulo de crédito, conseqüentemente continuam sendo do credor. Segundo Orlando Gomes: ³é o negócio jurídico pelo qual uma das partes adquire, em confiança, a propriedade de um bem, obrigando -se e devolve-la quando se verifique o acontecimento a que se tenha subordinado tal obrigação, ou lhe seja perdida a restituição´. A alienação fiduciária é usada como garantia da promessa, p ara a Cédula de Produto Rural. Os bens dados em garantia devem ser discriminados na Cédula ou em documento, tanto na penhora quanto na hipoteca, este documento deve ser assinado pelo emitente, sendo mensurado na Cédula. Adiantamento e retificação são admitidos, desde que datados, assinados e consignados na Cédula de Produto Rural. A Cédula de Produto Rural só vale contra terceiros, quando inscrita no Cartório de Registro de Imóveis do Domicilio emitente e averbada na matricula do imóvel.

Como previsto no art. 692 do CPC, por ter promessa de entrega de produto rural, se por um acaso o emitente não cumprir com o que foi ³combinado´, o credor pode então intentar uma ação de execução para entrega de coisa incerta. Sim, a Cédula de Produto Rural tem privilégios, mas é impenhorável e não pode ser utilizada como objeto de seqüestro e por dividas do devedor, mas podendo então ser negociada.

2.3.2 Da Eficácia Executiva dos Títulos de Crédito Rural (A Venda Antecipada dos Bens Constitutivos da Garantia Real)
De acordo Ameilda (2009) os arts. 41, 44 e 52 do Decreto -lei nº 167/67 deixam patente a eficácia executiva dos títulos do crédito rural, sendo de todo conveniente por em relevo que o art. 585 VII, do Código de Processo Civil conhece como títulos executivos extrajudiciais daqueles expressamente enumerados ³todos os demais títulos, a que por disposição expressa, a lei atribuir força executiva. Existe controvérsia, perante aos procedimentos adotados no art. 41 do Decreto -Lei nº 167/67, que aceita a venda de bens anteci pada pelo credor. De acordo o Código de Processo Civil. Segundo Sady Dornelles, assistente jurídico do Banco do Brasil, que publicou na Revista dos Tribunais e afirma textualmente: ³A nosso ver persiste o direito do credor de promover a venda dos bens penhorados constitutivos de garantia real, a qualquer tempo após a sua penhora´. Humberto Theodoro Junior (Processo de Execução, 7º Ed. p. 133) tem a mesma opinião. ³Deve-se considerar em vigor as normas processuais de caráter especial do Decreto-Lei 167, naquilo que não conflitar com o regime do Novo Código. Subsiste, por isso. O direito do credor da garantia cedular, a qualquer tempo depois da penhora, sem necessidade de audiência do devedor sobre esta pretensão´. Já o entendimento esposado Pelo Superior Tribunal de Justiça. ³Considerando-se revogado o art. 41 do Decreto -Lei nº 413/69 pelas normas procedimentais alusivas à execução, introduzidas pelo Novo Código de Processo Civil, o prazo para oposição de embargos é de 10 (dez) dias, consoante preceitua o art. 738. Recurso conhecido e provido´.

Sendo assim, ficaria mais complicado de fazer a venda antecipada dos bens constitutivos da garantia real, que ³salva´ a ocorrência de hipóteses previstas de acordo no art. 1.113 do Código de Processo Civil.

2.3.3 Execução ± Venda Antecipada Cédula de Crédito Rural
A venda do bem penhorado só é indispensável quando oferecidos embargos pelo devedor (art. 1.113 do CPC) (STJ Resp. 31.719 -1-GO, Rel. Min. Ruy Rosado de Aguiar, 4ª T, U, DJ, 13 jun 1994, Ementário de Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Ano 4, nº 10,p. 198, ementa nº 464) Dando ênfase na revogação dos ritos executivos estabelecidos e nas leis mencionados (Decretos-Leis nº 167/67 e 143/69), proclamou o Superior Tribunal de Justiça, em Lúcido voto do min. Sálvio de Figueiredo. ³Cédula de Crédito Rural ± Execução ± Embargos do devedor ± Efeito suspensivo ± Impossibilidade da venda antecipada dos bens penhorados previstas no art. 41 § 1º, do Decreto -Lei nº 167/67 ± Ressalva da providencias cautelares urgentes (art. 793 do CPC). Execução. A ação rígida por lei especial ± confronto, porém, com modelo disciplinado posteriormente em legislação codificada ± Hipótese em que se impõe exigisse sistemática, afastando daquela a que conflita e não se harmoni za com as normas do Código. Ementas oficiais oferecidos embargos do devedor, o efeito suspensivo destes tem o condão de impedir a venda antecipada dos bens penhorados previstas no art. 41, § 1º do Decreto-Lei nº 167/67, salvo se presentes circunstanciais e nsejadoras de providências cautelares urgentes (CPC, art. 793), a exemplo das contempladas no art. 1.113, CPC´. (STJ, REsp. 22.486-3-GO-4ª T, Rel Min. Sálvio de Figueiredo ± DJU 29-6-1992) Sabemos que a venda antecipada de bens (art. 41 § 1ª do Decreto -Lei nº 167/67) está em conflito com a regra do art. 791 do Código de Processo Civil, que prevê a suspensão de todo ou parte, assim sendo quando recebidos embargos do devedor´ é defeso praticar quaisquer atos processuais´, salvo providencias cautelares urgentes (art. 1.113 do CPC), diz Ameilda (2009).

2.4 Títulos de Crédito Industrial
Uma forma de financiamento para investimento industrial com dois títulos de crédito: a Cédula Crédito Industrial e a Nota de Crédito Industrial, ambas regularizadas pelo Decreto Lei 413 de 09/1/1969. O que diferencia os dois Títulos é o fato de que a Nota de Crédito Industrial não exige garantia real cedularmente constituída. Esse modelo de financiamento tem por base um orçamento daquilo em que se pretende aplicar o dinh eiro. A aplicação do financiamento é ajustada ao orçamento previamente elaborado pelo emitente da cédula, assinada pelo mesmo e pelo credor. O emitente da Cédula fica obrigado a aplicar o dinheiro nos fins pré ajustados, comprovando a aplicação junto a in stituição financeira. O financiamento é passível de juros e correção monetária às taxas e aos índices que o Conselho Monetário fixar. O financiador pode sempre que julgar necessário indicar uma pessoa par percorrer as dependências do estabelecimento ind ustrial, afim de fiscalizar o andamento da serviço. Isso é feito para que o financiador certifique -se de que a aplicação do dinheiro financiado está sendo aplicado de acordo com as normas estabelecidas.

2.4.1 Cédula de Crédito Industrial
É uma promessa de pagamento em dinheiro, com garantia real cedularmente constituída. O Decreto Lei 413 Art. 20 especifica os bens que podem ser dados como garantia:
³Art. 20. Podem ser objeto de penhor cedular nas condições deste Decreto -lei´:

I - Máquinas e aparelhos utilizados na indústria, com ou sem os respectivos pertences; II ± Matéria-prima, produtos industrializados e materiais empregados no processo produtivo, inclusive embalagens; Ill - Animais destinados à industrializaçã o de carnes, pescados, seus produtos e subprodutos, assim como os materiais empregados no processo produtivo, inclusive embalagens;

IV - Sal que ainda esteja na salina, bem assim as instalações, máquinas, instrumentos utensílios, animais de trabalh o, veículos terrestres e embarcações, quando servirem à exploração salineira; V - Veículos automotores e equipamentos para execução de terraplanagem, pavimentação, extração de minério e construção civil bem como quaisquer viaturas de tração mecânica, usadas nos transportes de passageiros e cargas e, anda, nos serviços dos estabelecimentos industriais; VI - Dragas e implementos destinados à Iimpeza e à desobstrução de rios, portos e canais, ou à construção dos dois últimos, ou utilizados nos serviços dos estabelecimentos industriais; VII - Toda construção utilizada como meio de transporte por água, e destinada à indústria da revelação ou da pesca, quaisquer que sejam as suas características e lugar de tráfego; VIII - Todo aparelho manobrável em vôo apto a se sustentar a circular no espaço aéreo mediante reações aerodinâmicas, e capaz de transportar pessoas ou coisas; IX - Letra de câmbio, promissórias, duplicatas, conhecimentos de embarques, ou conhecimentos de depósitos, unidos aos respectivos ³warrants´; X - Outros bens que o Conselho Monetário Nacional venha a admitir como lastro dos financiamentos industriais. ¶¶ Os bens também podem estar financiados. Os bens dados como garantia também podem pertencer a terceiros, porem para que seja valido, deve estar inscrito em Cartório de Registro de Imóveis da cincunscrição onde se localizam os bens Na execução, não sendo paga a divida em 24 horas, poderão ser resgatados ou sequestrados os bens dados como garantia, dest e que não contrarie o disposto no art. 41 do Decreto: µ¶¶ Art. 41. Independentemente da inscrição de que trata o art. 30 deste Decreto-lei, o processo judicial para cobrança da cédula de crédito industrial seguirá o procedimento seguinte: 1º Despachada à petição serão os réus, sem que haja preparo ou expedição de mandado, citados pela simples entrega de outra via do requerimento, para, dentro de 24 (vinte e quatro) horas, pagar a dívida; 2º não depositado, naquele prazo, o montante do débito, proceder-se-á a penhora ou ao seqüestro dos bens constitutivos da garantia ou, em se tratando de

nota de crédito industrial, à daqueles enumerados no Art. 1.563 do Código Civil (artigo 17 dêste Decreto -lei); 3º no que não colidirem com este Decreto-lei, observará, quanto à penhora, as disposições do Capítulo III, Título III, do Livro VIII, do Código de Processo Civil; 4º feita à penhora terão réus, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, prazo para impugnar o pedido; 5º findo o termo referido no item anterior, o Juiz, impugnado ou não o pedido, procederá a uma instrução sumária, facultando às partes a produção de provas, decidindo em seguida; 6º a decisão será proferida dentro de 30 (trinta) dias, a contar da efetivação da penhora; 7º não terão efeito suspensivo os recursos interpostos das decisões proferidas na ação de cobrança a que se refere este artigo; 8º o fôro competente será o da praça do pagamento da cédula de crédito industrial. ¶¶ Dentro do prazo de Cédula de Crédito Industrial, o credor, se assim o entender, poderá autorizar o emitente a dispor de parte ou de todo os bens da garantia, na forma e condições que convencion arem.

2.4.2 Nota de Crédito Industrial
A nota de Credito Industrial é uma promessa de pagamento em dinheiro sem garantia real, em consequência, o financiamento do titulo terá uma classificação especial como credor privilegiado na recuperação ou falênci a do emitente. A nota de crédito Industrial deve ter os seguintes requisitos: 12Denominação ³Nota de Crédito Industrial´; Data do pagamento; se a nota for emitida para pagamento parcelado,

acrescentar- se ± á cláusula discriminando o valor e data do pagamen to das prestações; 3456Nome do credor e cláusula à ordem; Valor do crédito deferido, lançado em algarismo e por extenso, e a forma de Taxa de juros a pagar e comissão de fiscalização, se houver, e épocas em Prazo de pagamento;

utilização; que serão exigíveis, podendo ser capitali zadas;

78-

Data e lugar de emissão; Assinatura do próprio punho do emitente ou de representante com poderes

especiais. Exceto no que se refere às maquinas e as inscrições, aplicam -se à nota de crédito Industrial as disposições do decreto lei 413/1969 sobre a cédula de crédito Industrial.

2.5

Títulos de Crédito Comercial
O titulo de crédito comercial visa atender as operações de financiamento

entre instituição financeira e pessoa física ou jurídica que se dedique ao comércio ou prestação de serviço. Ou seja, ao invés de um empréstimo concedido ser representado por notas promissórias é representado pelo titulo de crédito comercial. O titulo de crédito comercial se divide em cédula de crédito comercial e nota de crédito comercial. Os dois títulos foram criados pela Lei 6.840 de 03/11/1980. A aplicação de crédito decorrente da operação a que se vem de aludir poderá ser ajustada em orçamento assinado pelo financiado e autenticado pela instituição financeira, do qual deverá constar expressamente q ualquer alteração que convencionarem.

2.5.1 Cédula de Crédito Comercial e Nota de Crédito Comercial
Os dois títulos são regidos pelo Decreto Lei 413/1969, portanto se assemelham ao Título de Crédito Industrial e a nota de Crédito Industrial, são semelhantes até quanto ao modelo. Não é necessária a discriminação de bens objeto de penhor, esse fato não retira a eficácia da garantia. Que poderá incidir sobre outros bens do gênero, quantidade e qualidade. O orçamento prévio é fundamental para o financiamento, será feito na cédula a menção ao orçamento, que a ela será vinculado.

2.6

Debêntures

Também chamada de obrigação ao portador, as Debêntures são títulos de crédito causais emitidos pelas sociedades anôni mas. Também considerada uma promessa de pagamento em dinheiro a ser cumprida nas condições citadas no próprio titulo. Segundo a lei a companhia poderá emitir Debêntures que conferirão direitos ao seu portador nas condições constantes da escritura de emis são e do certificado. A emissão das Debêntures pode ser dividida em séries, de forma que a debênture da mesma serie confiram aos seus portadores os mesmos direitos. Poderá ter valor nominal, ou seja, em moeda nacional, porém, segundo a legislação possa ter o valor de pagamento estipulado em moeda estrangeira, pode ter os mesmo coeficientes fixados para correção dos títulos de divida pública ou com base na variação de taxa cambial. Quanto ao vencimento, são emitidos nas debêntures, porém a companhia emissora poderá estipular amortização parcial a cada série, sendo que havendo amortização não haverá vencimentos anuais. As companhias podem adquirir Debêntures emitidas por elas mesmas, deste que por valor nominal igual ou inferior. As companhias também pode m emitir Debêntures cujo vencimento só ocorra em caso de inadimplemento da obrigação de pagar juros e dissolução da companhia ou de outras condições previstas no titulo. A Debênture pode assegura ao seu portador juros fixos ou variáveis bem como participação no lucro da companhia ou premio de reembolso. Porém não o torna sócio da empresa apenas seu credor. De acordo com o artigo 60 o número de debêntures emitidas não poderá ultrapassar o capital social da empresa. Existem concessões nos parágrafos seguintes deste que não ultrapassem 80% do valor dos bens gravados ou 70% do valor contábil ativo da empresa. Finalmente, a debênture, constituind o um título de crédito se sujeita à execução de título extrajudicial, na forma do art. 585 do código do processo civi l.

Conclusão
Dado o desenvolvimento desta pesquisa, pode -se concluir que, ao longo do tempo, o homem foi aprimorando suas técnicas e seu modo de viver. Diante do aglomerado de informações que lhe circundam tornou -se imprescindível buscar alternativas para desenvolver-se; desenvolvimento que também resultou na necessidade de organizar a sociedade através de regras e normas. Uma das atividades essenciais para suprir tudo o que é substancial, focando em bens materiais, para a continuidade da vida no atual mundo globalizado é o comercio. Através das sociedades comerciais, ou empresárias, de acordo com o Novo Código Civil de 2002, atividades econômicas são desempenhadas, trazendo consigo geração de empregos e de rendas, produção de alimento, enfim, tudo que possa suprir a necessidade do homem. Ademais, retornando-as sociedades, estas existem sob várias classificações: de personificadas (cooperativas, sociedades simples e sociedades empresárias) a não personificadas (sociedades em comum e sociedades em conta d e participação). Dentre elas, devem-se destacar primordialmente as sociedades empresárias, uma vez que existem em grande escala e são as que mais movimentam a economia. Nesse tipo de sociedade, aparece a figura do empresário, que, de acordo com o art. 966 do Novo Código Civil (2002) é ³quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a ci rculação de bens ou serviços´, e a da empresa, que é a atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços. No exercício da atividade econômica, é visível atualmente a amplitude do mercado a qual engloba toda a esfera terrestre, já que a facilidade proporcionada pela tecnologia permite transações comerciais em qualquer parte do mundo. É fato que com essas facilidades, outrossim, chegaram formas mais simples de efetuar pagamentos, diminuindo, portanto, o uso de dinheiro ³vivo´. Logicamente nem todos esses subtítulos foram desenvolvidos neste século ou a partir do século passado, porém foram introduzidas com maior eficácia. A eles dá-se o nome de títulos de crédito, representando um direito a seu portador.

É comum, entre os títulos de crédito, a utilização do cheque pelas pessoas físicas e jurídicas, entretanto, além dessa ferramenta de quitação, há a existência de outras, tais quais, letra de câmbio, debêntures, duplicatas, notas promissórias, e etc. Além desses títulos, com grande intensidade, a sociedade apodera -se dos meios eletrônicos que também proporcionam maior eficácia nas operações comerciais, efetuando o processo sem o dinheiro físico e com maior segurança.

Referências Bibliográficas
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