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PRADO, R. L. FREITAS, A. V. SILVA, R J. S. Analise do comportamento do VO2 máximo de acordo com o estadiamento maturacional de escolares de 08 a 18 anos. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde. v.9 n.2, 2004 p.39-47.

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DO VO2 MÁX DE ACORDO COM O ESTADIAMENTO MATURACIONAL DE ESCOLARES DE 08 A 18 ANOS.

Rosa Luciana Prado¹ 4 , Anderson Vieira de Freitas¹ 4 , Roberto Jerônimo Santos Silva² ³ 4 ¹ Licenciatura em Educação Física, Universidade Federal de Sergipe. ² Secretaria de Estado da Educação – SEED/SE ³ Universidade Tiradentes – UNIT 4 NUPAFISE/UFS

RESUMO

Este trabalho teve por objetivo analisar o comportamento da capacidade cardiorrespiratória (VO2máx) de acordo com o estadiamento maturacional de crianças e adolescentes. O estudo teve por amostra 471 escolares com idades entre 08 e 18 anos de ambos os gêneros. Foram coletados os dados de massa corporal (kg), estatura (cm), dobras cutâneas (tríceps e subescapular) e definido o estadiamento maturacional a partir das planilhas para pêlos pubianos. O VO2 máx foi definido a partir da aplicação do teste de vai-e- vem de 20m sendo classificado por estadiamento maturacional e gênero. Observou-se que, em ambos os gêneros, o VO2máx absoluto tem comportamento ascendente e significativo até o estágio P6, observando- se também que as diferenças entre os gêneros iniciam-se a partir do estágio P4. Para o VO2máx relativo à massa corporal (ml/Kg/min), verificou-se um comportamento descendente na curva, sendo significativa a partir de P4 para o gênero feminino e estabilidade na curva para o gênero masculino. As correlações entre o estadiamento maturacional e o VO2máx, no gênero feminino, foram moderada negativa (r = -0,52) para o VO2máx relativo e moderada (r = 0,50) para o VO2máx absoluto, sendo ambas significativas, entretanto para o masculino foi verificada relação alta e significativa (r = 0,73) apenas para o VO2 máx absoluto. Conclui-se que há aumento do VO2máx absoluto de acordo com o estadiamento maturacional nas meninas, ocorrendo, nos meninos, aumento significativo do VO2 máx absoluto e estabilização da curva a forma relativa.

Palavra-Chave: VO2máx, Maturação, Crianças e Adolescentes.

ABSTRACT

The purpose of this study was to investigate the comportment of cardiorespiratory capacity considering the maturational stage in children and adolescents. The sample was composed for 471 school children of 08 to18 years old. It was collected the stature (cm), body mass (Kg), skinfold thickness (tricipital and subescapular). The maturational stage was defined considering the hair pubic maturational charts, and the VO 2 max was defined from the 20m shuttle run test. In both genders the absolute cardiorespiratory capacity have ascending and significant comportment even P6 stage with significant comportment among the genders starting from the P4 stage. In relative cardiorespiratory capacity (ml/Kg/min), it was observed descending comportment with significant difference from the P4 stage for feminine gender, while for the masculine it was verified stability in the curve comportment. For the correlation among maturational stage and cardiorespiratory capacity in feminine gender, it was found a moderate negative correlation (r = -0,52) and moderate correlation (r = 0,50) for the relative cardiorespiratpry capacity and absolute cardiorespiratory capacity respectively being both significant. For the masculine gender, it was observed significant high correlate (r = 0,73) only absolute cardiorespiratory capacity.

Key words: VO2máx, Maturation, Children and Adolescents.

PRADO, R. L. FREITAS, A. V. SILVA, R J. S. Analise do comportamento do VO2 máximo de acordo com o estadiamento maturacional de escolares de 08 a 18 anos. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde. v.9 n.2, 2004 p.39-47.

INTRODUÇÃO

A potência aeróbia máxima representa uma medida de grande importância, principalmente por caracterizar o nível de aptidão física de um indivíduo. Seus escores, expressos em valores absolutos (l/min) ou relativos à massa corporal (ml/Kg/min), alcançam níveis mais desejados para melhora da capacidade funcional do organismo no período da pré-puberdade ou puberdade, estando assim associado aos aspectos maturacionais do organismo. (MALINA & BOUCHARD, 1991; DUARTE & DUARTE, 2001). Nesse sentido, podemos perceber que inúmeros aspectos são manifestados no organismo de crianças e adolescentes, traduzindo assim diferentes estágios do

processo de maturação o que vem a explicar porque existem certas disparidades nas características e em manifestações da performance entre indivíduos púberes ou pré-puberes dentro de uma mesma faixa etária. (CABRAL DE OLIVEIRA & ARAÚJO, 1985).

A utilização da avaliação do processo maturacional geralmente é baseada no

desenvolvimento do seio e menarca nas meninas, desenvolvimento do pênis em meninos e desenvolvimento de pêlos pubianos em ambos os sexos. No entanto, a aplicabilidade desta técnica tende a provocar, no ambiente de avaliação, certo constrangimento determinado pelo ambiente e

história sócio-cultural do avaliado, o que de certa forma vem a limitar sua utilização. Sendo assim, uma alternativa vem sendo proposta onde a avaliação dos caracteres sexuais secundários seria feita pelas próprias crianças e adolescentes através da auto avaliação. (FAULKNER, 1996; DUARTE, 1993). Estudos desenvolvidos por MALINA & BEUNEN (1996) mostram correlação moderada de 0,52 a 0,74 entre a auto-avaliação e aquela feita por profissional especializado para desenvolvimento dos seios e pêlos pubianos; o mesmo trabalho realizado por DUKE et al., 1980; KOZINETZ, 1988; MORRIS & UDRY, 1980; MATSUDO & MATSUDO (1991) apud DUARTE (2001) mostraram correlações altas de r=0,80.

No que se refere à relação entre maturação e VO2 max, pesquisas demonstram que a

diferença na potência aeróbica máxima entre ambos os sexos é negligenciável nos primeiros anos de vida, porém a partir da adolescência esta disparidade é mais pronunciada, principalmente devido às diferenças no tamanho corporal e composição do corpo serem mínimas antes da puberdade e máxima durante a vida adulta. Isso ocorre principalmente devido as transformações morfológicas e fisiológicas acarretadas pelo estirão da adolescência proporcionado pela influência hormonal. (GUEDES & GUEDES, 1997; FAULKNER, 1996; MALINA & BEUNEN, 1996; DUARTE, 1993; MALINA & BOUCHARD,1991; CABRAL DE OLIVEIRA & ARAÚJO, 1985).

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A idade de menarca, ou primeiro fluxo menstrual, também tem sido usado como indicador da maturação sexual. Esse sinal do amadurecimento sexual feminino vem acompanhado de grandes transformações antropométricas, metabólicas, neuromotoras e psicossociais (GUEDES & GUEDES, 1997; CABRAL DE OLIVEIRA & ARAÚJO, 1985).

“quando se utiliza

a menarca para a determinação da idade sexual, na verdade estamos lidando com o mais preciso indicador de maturação biológica das características sexuais”. Geralmente a menarca ocorre por volta de 11 a 14 anos, muito embora se considere normal esse fato ocorrer por volta dos 17 anos. Fatores como clima, tamanho da família, atividade física, percentual de gordura e ordem de nascimento na família tem recebido um tratamento especial neste estudo. Para DUARTE (1993) a variabilidade na idade de menarca está possivelmente relacionada a fatores ambientais (clima, relevo, geografia), fatores genéticos, sociais (nutrição, nível socioeconômico) e treinamento físico. No que se refere ao desenvolvimento, durante toda a fase infantil, a menina tende a ter valores de massa corporal um pouco superiores que os meninos; com a adolescência o aumento da massa corporal no gênero feminino ocorre principalmente devido ao acúmulo de gordura subcutânea. No gênero masculino, a puberdade traz também, embora mais tardiamente do que as meninas, uma elevação nos seus valores de massa corporal, sendo que esse acréscimo apresenta-se a nível muscular promovido pela função anabolizante da testosterona. A gordura subcutânea também aumenta após esta fase nos meninos, entretanto seu acúmulo se concentra na região do tórax, medido através da dobra subescapular, ao passo que no sexo feminino esse aumento é generalizado (CABRAL DE OLIVEIRA & ARAÚJO, 1985). Para FAULKNER (1996) a diferença no VO 2 máx relativo a massa corporal (ml/Kg/min) em meninas é provavelmente explicado por um relativo aumento na massa gorda na maturação precoce. Em meninos a diferença, provavelmente reflete no rápido aumento na massa corporal total durante a adolescência favorecido pelo aumento do coração e pulmões e pelo alto nível de hemoglobina associado ao pico de crescimento da adolescência. O objetivo deste estudo foi analisar a relação do estadiamento maturacional com a capacidade cardiorrespiratória de escolares, de 08 a 18 anos da Região Metropolitana do Município de São Cristóvão-SE.

De acordo com CABRAL DE OLIVEIRA & ARAÚJO (1985; 46) (

)

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METODOLOGIA

Este estudo caracteriza-se, segundo THOMAS & NELSON (2002), como uma pesquisa do tipo descritiva com delineamento transversal uma vez que procurou descrever as características da população, buscando conhecer as diversas situações e relações que ocorrem nas variáveis estudadas, onde os sujeitos foram analisados em uma única oportunidade, sendo que os níveis de desenvolvimento foram retratados mediante análise das diferenças entre os sujeitos. (MALINA & BOUCHARD, 1991; GUEDES & GUEDES, 1997).

POPULAÇÃO E AMOSTRA Foram sujeitos deste estudo 471 escolares, sendo 233 do gênero masculino (GM), com média de idade 13,22 ± 2,63 e 238 do gênero feminino (GF), com média de idade 12,98 ± 2,43, classificados de acordo com o estadiamento maturacional (p1, p2, p3, p4, p5 e p6) proposto por TANNER apud MALINA & BOUCHARD (1991), selecionados aleatoriamente e definidos por meio da amostragem estratificada por conglomerado, de forma a se obter uma amostra representativa dos estudantes do município São Cristóvão.

INSTRUMENTOS E COLETA DOS DADOS Para a realização da coleta dos dados, foi utilizada uma balança PLENNA com escala de 100g para a aferição da massa corpórea; fita métrica metálica com escala de 0,1 cm que fora afixada à parede, para a aferição da estatura; compasso de dobras cutâneas, de marca SANNY com pressão constante nas garras de 9,8 g/cm² para as medidas das dobras subcutâneas; planilhas de TANNER para avaliação do nível de maturação sexual pela observação dos pêlos pubianos. Para a realização o Progressive Aerobic Cardiorrespiratory Endurance Run Test (PACER) mais conhecido como teste de vai-e-vem de 20 metros utilizou-se local plano de 20 metros, micro- system, caixa amplificada, cd contendo o teste. De acordo com DUARTE & DUARTE (2001) este pode ser aplicado para grupos de 6 a 10 pessoas, que correndo juntas num ritmo cadenciado para uma fita/cd gravado especialmente para este fim, devem cobrir um espaço de 20 metros delimitados entre duas linhas paralelas: a fita/cd emite bips, a intervalos específicos para cada estágio, sendo que a cada bip o avaliado deve estar cruzando com um dos pés uma das linhas paralelas, ou seja, saindo de uma das linhas corre em direção a outra, cruza esta com pelo menos um dos pés ao ouvir um ‘bip’ e volta em sentido contrário. O término de cada estágio é sinalizado com dois bips

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consecutivos e com uma voz avisando o número do estágio concluído. A duração do teste depende da aptidão cardiorrespiratória de cada pessoa, sendo máximo e progressivo, menos intenso no início

e se tornando mais intenso no final, perfazendo um total de 21 minutos (estágios).

PROCEDIMENTOS Previamente à coleta de dados, foi feito um contato com os diretores das instituições escolhidas a fim de que os mesmos ficassem conscientes do trabalho que iria ser feito e liberassem as escolas; ainda assim, foi agendado com cada escola o(s) dia(s) e horário de visita em cada instituição. Em cada turma escolar que iria fazer parte do processo avaliativo, era explicado todo o procedimento e tipo de instrumentos a serem utilizados no sentido de que cada indivíduo tivesse conhecimento da sua colaboração neste estudo. Seguindo uma ordem para melhor organização metodológica, a investigação foi dividida em 4 fases. De início eram registrados nome e data de nascimento dos sujeitos em questão de forma

a obter a idade cronológica. Vale ressaltar que para a obtenção de uma melhor catalogação do grupo

etário, foi utilizada a idade decimal conforme sugerido por ROSS & MARFELL-JONES (1982). Por este procedimento, a idade inferior é considerada 0,50 e a superior 0,49; partindo deste procedimento, a idade de 9 anos é considerada entre os valores 8,50 e 9,49. faz-se interessante ressaltar que a referência para o fracionamento foi à data da coleta de dados. A massa corporal (MC) foi registrada em quilogramas, utilizando-se balança PLENNA com escala de 100g. Os sujeitos foram avaliados descalçados e com o menor número de vestimentas possíveis, posicionando-se de pé, no centro da balança, ereto, com os braços ao longo do corpo e com olhar fixado em um ponto a sua frente de modo a evitar oscilações na leitura da medida. (ALVAREZ & PAVAN, 1999). Logo após aferição da MC, os sujeitos passaram para a aferição da estatura corporal (EST) que foi medida utilizando-se uma fita métrica aderida à parede sendo o ponto zero da mesma no nível do solo. Os avaliados, descalços, posicionava-se de forma ereta, com os membros superiores pendentes ao longo do corpo, pés unidos, com os calcanhares em contato com a parede. A gordura corporal foi medida através do somatório de duas dobras cutâneas, tríceps (TR)

e subescapular (SE), sendo as medidas de espessura das dobras cutâneas realizadas no hemicorpo

direito de cada avaliado, utilizando-se o dedo indicador e polegar na mão esquerda para destacar o

tecido adiposo subcutâneo do tecido muscular, onde foram introduzidas as garras do compasso a

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cerca de 1cm abaixo do ponto de reparo pinçado pelos dedos. A dobra TR foi medida na face posterior do braço, paralelamente ao eixo longitudinal, no ponto que compreende a metade da distância entre a borda súpero-lateral do acrômio e o olécrano; a medida SE foi aferida obliquamente ao eixo longitudinal, seguindo a orientação a dois arcos costais, sendo localizada a dois centímetros abaixo do ângulo inferior da escápula. Devido a sua variabilidade, as medidas foram registradas duas vezes pois a fim de diminuir a margem de erro. (BENEDETTI, et al, 1999). Para o cálculo do percentual de gordura foi utilizada a equação de regressão sugerida por LOHMAN (1992):

% G = 1,35 (TR + SE) – 0,012 (TR + SE)² - constante.

TABELA 1: Constantes por sexo e idade sugeridas por Lohman (1992) e Pires Neto e Petroski

(1996)

IDADE

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

SEXO

Masculino

3,4

3,7

4,1

4,4

4,7

5,0

5,4

5,7

6,1

6,4

6,7

6,7

Feminino

1,2

1,4

1,7

2,0

2,4

2,7

3,0

3,4

3,6

3,8

4,0

4,4

LOHMAN (1992) E PIRES NETO & PETROSKI (1996).

Para o cálculo da massa gorda (MG) e massa magra utilizaram-se as seguintes equações que foram encontradas por procedimentos matemáticos básicos:

MG

= MC . %G/100

MM

= MC – MG

Na terceira etapa da coleta, os sujeitos foram submetidos à avaliação maturacional, em uma sala comum e de forma individual onde foram apresentadas uma folha com fotografias dos diferentes estágios de desenvolvimento para pêlos pubianos, sendo uma folha para cada sexo. Os jovens observavam com atenção cada uma das fotos e eram registradas nas ficha individuais o número da foto (P1, P2, P3, P4, P5, P6) que mais se parecia com ele naquele momento. A idade de menarca (IM) foi avaliada tomando como parâmetro à avaliação da data de ocorrência (mês/ano) do primeiro fluxo menstrual nas meninas, esta fora convertida em idade decimal.

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Na última fase do processo avaliativo, os sujeitos eram levados ao ginásio/pátio escolar para a realização do teste de vai-e-vem de 20 metros, onde após explicação sistemática do mesmo os avaliados o executavam - geralmente de 5-10 sujeitos a cada rodada. Os estágios alcançados eram registrados nas fichas individuais. Ao término fazia-se os devidos agradecimentos aos alunos e a direção escolar pela colaboração neste estudo. Para o calcular o VO2 max, LÉGER et al (1988) validaram a seguinte equação de regressão para a faixa etária de 06-18 anos, obtendo r=0,89 para crianças e adolescentes:

Y = 31,025 + 3,238x1 – 3,248x2 + 0,1536x1x2

Onde:

Y = ml/kg/min

X1 = Km/h (Velocidade máxima alcançada no teste)

X2 = idade (anos).

A transformação do VO2 expresso em ml/Kg/min se deu por meio de cálculo matemático

básico quando multiplicamos o valor relativo (ml/kg/min) pelo peso corporal (MC) e dividimos por

1000.

ANÁLISE DOS DADOS Para o processo de análise dos dados obtidos, utilizou-se a estatística descritiva com

referência a média e desvio padrão (x ± s); a análise de variância com um fator (ANOVA ONE WAY), com post hoc de Tukey de forma a verificar as diferenças entre os grupamentos etários do VO2 absoluto e relativo; a correlação linear de Pearson de forma a verificar o quanto essas variáveis estão relacionadas ao desenvolvimento maturacional e, o teste ‘t’ de student para amostras independentes para verificar se houve diferença entre os gêneros no VO2 absoluto e relativo. Em todos os resultados foi determinado nível de significância de 5% (p 0,05).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Tendo em vista os objetivos iniciais, são apresentados nas tebelas 2 e 3 os resultados obtidos pelos sujeitos que compuseram a amostra. Dos 471 escolares, 233 são do gênero masculino, com média de idade 13,22 ± 2,63 e, 238 são do gênero feminino, com média de idade 12,98 ± 2,43. Vale ressaltar que desta última amostra 116 apresentaram menarca, cuja média variou entre 12,70 ±

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Tabela 2: Valores médios para o grupo estudado

GENERO

MASCULINO

FEMININO

N

233

238

IDADE

13,22 ± 2,63

12,98 ± 2,43

MENARCA

-----------

12,70 ± 1,12

MC

40,30 ± 12,53

40,69 ± 12,56

ESTATURA

151,59 ± 14,70

148,38 ± 14,99

% G

8,36 ± 5,20

17,14± 6,38

MM

36,81 ± 11,02

33,16 ± 8,48

MG

3,49 ± 3,20

7,53 ± 4,81

VO2 relativo

43,78 ± 5,17

37,66 ± 6,35

VO2 absoluto

1,75 ± 0,55

1,49 ± 0,36

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TABELA 3: Valores descritivos para por estágio maturacional

MASCULINO

 

P1

P2

P3

P4

P5

P6

N

18

44

60

46

52

13

IDADE

9,76± 1,38

10,85±1,63

12,32± 1,63

14,16± 1,77

15,74± 1,14

16,77± 0,99

MC

26,12± 4,62

30,32± 4,65

34,82± 8,02

43,23± 10,06

53,92± 8,65

54,12± 7,43

EST

130,98± 9,06

140,04± 7,43

145,88± 5,64

155,39± 10,42

167,21± 7,58

169,65± 7,33

%

G

8,17± 3,62

8,04± 5,03

9,56± 5,64

7,62± 5,14

8,05± 5,28

8,09± 5,16

MM

23,93± 3,95

27,78± 3,78

31,42± 6,85

39,78± 8,45

49,31± 6,26

49,54± 5,65

MG

2,20± 1,25

2,55± 2,08

3,40± 2,54

3,45± 3,54

4,61± 4,30

4,58± 3,34

VO2 relat

44,97± 3,55

44,20± 4,93

44,04± 4,86

42,37± 5,64

44,37± 5,34

42,04± 6,31

VO2 absol

1,18± 0,26

1,33± 0,20

1,53± 0,35

1,82± 0,44

2,37± 0,38

2,26± 0,38

 

FEMININO

 

P1

P2

P3

P4

P5

P6

N

31

37

27

77

43

23

IDADE

9,71± 1,01

11,17± 1,94

11,92± 1,16

13,80± 1,73

14,57± 1,49

15,79± 1,54

MC

26,39± 4,83

31,46± 7,75

37,27± 7,37

44,11± 10,15

48,65± 9,28

52,49± 15,10

EST

132,53± 7,69

139,99± 8,95

147,20± 8,69

153,67± 7,67

156,25± 6,59

152,25± 33,52

%

G

12,83± 4,46

13,71± 5,07

16,50± 5,60

17,03± 5,98

21,13± 5,67

22,09± 6,64

MM

22,90± 3,70

26,89± 5,62

30,87± 5,13

36,22± 6,81

38,05± 5,80

40,42± 9,60

MG

3,49± 1,77

4,57± 2,71

6,40± 3,03

7,89± 4,28

10,60± 4,52

12,07± 6,44

VO2 relat

43,01± 5,51

40,56± 5,03

39,17± 3,72

37,18± 5,86

34,91± 6,03

30,80± 5,02

VO2 absol

1,13± 0,22

1,26± 0,25

1,45± 0,27

1,61± 0,33

1,67± 0,30

1,60± 0,41

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Figura 1: Variação do VO2 em l/min de acordo com o estadiamento maturacional

Variação do VO2 absoluto de acordo com o estadiamento maturacional

2,5 2 1,5 1 p1 p2 p3 p4 p5 p6 L/min
2,5
2
1,5
1
p1
p2
p3
p4
p5
p6
L/min

estadiamento maturacional

masculino

feminino

Observando-se o gráfico da capacidade cardiorrespiratória em l/min (figura 1), verifica-se que ocorre um aumento linear desta variável para ambos os gêneros sendo que a partir de P4 ocorre uma diferenciação onde os meninos alcançam o pico no estágio P5 sofrendo a partir daí uma queda. Por outro lado, as meninas a partir do estágio P4 sofrem uma diminuição não acentuada no seu VO2 máx absoluto. De acordo com estudos desenvolvidos por HOLLMAN & HETTINGER (1983); MALINA & BOUCHARD (1991); MIRWALD, BAILY & RASMUSSEN apud TOURINHO FILHO & TOURINHO (1998) a média do VO2 máx absoluto é mais alta em meninos quando comparado as meninas, sendo que esta variável aumenta linearmente até aproximadamente a idade de 16 anos nos meninos, sendo que em meninas esse aumento se dá até os 13 anos, ocorrendo aí uma estabilização. Ainda de acordo com a figura 1, e considerando o teste ‘t’, podemos verificar que até o estágio P4, não ocorre diferenciação nos valores de VO2 em l/min entre ambos os gêneros. Com relação a essa resposta na diferenciação entre ambos os gêneros, ASTRAND & RODAHL (1983) e FOX et al (1991) evidenciaram que a diferença na potência aeróbica máxima entre ambos é negligenciável nos primeiros anos de vida, porém a partir da adolescência está disparidade é mais pronunciada, ou seja, antes da puberdade, meninos e meninas não mostram nenhuma diferença significativa na potência aeróbica máxima. Para SHARKEY (1998) as diferenças entre os gêneros fundamentam-se no fato de que as mulheres são menores e possuem menos massa magra (MM) ou ainda porque as mulheres apresentam percentual de gordura (%G) mais elevado que os homens (como podemos observar nas figuras 3 e 5).

PRADO, R. L. FREITAS, A. V. SILVA, R J. S. Analise do comportamento do VO2 máximo de acordo com o estadiamento maturacional de escolares de 08 a 18 anos. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde. v.9 n.2, 2004 p.39-47.

Tendo em vista o pico do VO2 max (l/min) alcançado pelo grupo estudado, percebemos que este fora atingido no estágio P5 nos meninos (16 anos) e, nas meninas esse alcance se deu entre os estágios P2-P3 e P3-P4. Estudos desenvolvidos por HOLLMAN & HETTINGER (1983); MIRWALD, BAYLE & RASMUSSEN apud TOURINHO FILHO & TOURINHO (1998) indicaram que pessoas do sexo feminino alcançaram sua capacidade máxima de absorção de oxigênio entre 14-16 anos de idade, já as pessoas do sexo masculino aos 18-19 anos de idade.

Figura 2: Variação do VO2 em ml/Kg/min de acordo com o estadiamento maturacional

Variação do VO2 relativo de acordo com o estadiamento maturacional

50 45 40 35 30 p1 p2 p3 p4 p5 p6 ml/Kg/min
50
45
40
35
30
p1
p2
p3
p4
p5
p6
ml/Kg/min

estadiamento maturacional

masculino feminino
masculino
feminino

Quando o VO2 máx foi expresso de forma relativo ao peso corporal (ml/Kg/min) verificou-se que as meninas apresentam uma nítida redução nos seus valores médios enquanto que os meninos sofrem tal redução até o estágio P4 quando alcançam o pico em P5 sofrendo a partir daí nova redução. Tomando-se por referência a análise de variância, no que se refere ao VO2 max relativo, foi encontrada diferença para as meninas entre o estágio inferior (P1) e os estágios P4, P5 e P6, sendo que para os meninos não houve diferença entre os grupamentos estudados. Vale ressaltar que em todos os estágios, os meninos apresentaram seus valores médios superiores aos das meninas. Em vista disso, MALINA & BOUCHARD (1991) enfatizam que a tendência à redução do VO2 relativo, nas meninas, ocorre principalmente por volta de 13 anos, o que sugere ao aumento do tecido adiposo (figura 3). Ainda com relação a este fato, FAULKNER (1996) acrescenta que o declínio do VO2 relativo é atribuído ao rápido aumento da massa corporal durante o estirão da adolescência, sendo que o aumento da gordura associada com a maturação sexual em meninas tem um maior impacto no declínio do VO2 relativo.

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Figura 3: percentual de gordura de acordo com o estadiamento maturacional

Percentual de gordura para ambos os generos

25 20 15 10 5 P1 P2 P3 P4 P5 P6 %G
25
20
15
10
5
P1
P2
P3
P4
P5
P6
%G
Masculino Feminino
Masculino
Feminino

Figura 4: Massa gorda de acordo com o estadiamento maturacional

Valores da MG para ambos os gêneros

15 10 5 0 P1 P2 P3 P4 P5 P6 MG
15
10
5
0
P1
P2
P3
P4
P5
P6
MG
Masculino Feminino
Masculino
Feminino

Tendo por base os resultados em questão sobre a relação da composição corporal (fig 3, 4 e 5) e o VO2 máx verifica-se que há um aumento no percentual de gordura sendo seu maior aumento do estágio P4-P5 sendo que nos meninos a curva se mantém estável. A MG nas meninas também tem seu aumento superior ao dos meninos em todos os estágios maturacionais, sendo que nos meninos ocorre um leve aumento, principalmente em P4-P5. De acordo com estudos realizados por MALINA & BOUCHARD (1991) as meninas possuem uma média maior de gordura corporal que os meninos, enfatizando que a massa gorda (MG) também tem seu maior aumento nestas principalmente durante a adolescência devido à influência hormonal. A diferenciação sexual apresentada nas figuras 1 e 2, torna-se mais pronunciada a partir do estágio P4, período onde DUARTE (1993) enfatiza que os pêlos pubianos estão quase na forma adulta, ou melhor, seria definido como final da puberdade. Nesse sentido, nota-se que os gráficos 3, 4 e 5, referentes à composição corporação também sofrem alterações bruscas neste estágio onde se nota maior ganho de percentual de gordura (%G) e massa gorda (MG) nas meninas e uma

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estabilização nos meninos, e aumento mais acentuado de massa magra (MM) nos meninos do que nas meninas. Com relação à análise da composição corporal, GUEDES & GUEDES, 1997 e MALINA & BOUCHARD, 1991 enfatizam que as meninas possuem uma média maior de gordura corporal que os meninos e que entre os rapazes o período de maior diminuição da gordura subcutânea é coincidente com o PVE (pico de velocidade de estatura) sendo esta variável inversamente proporcional à maturação biológica. (GUEDES & GUEDES, 1997; MALINA & BOUCHARD, 1991). Ainda no que se refere à influência da composição corporal na capacidade cardiorrespiratória podemos destacar que durante toda a fase infantil, a menina tende a ter valores de peso um pouco superiores ao dos meninos; com a adolescência o aumento do peso corporal, no sexo feminino ocorre principalmente devido ao acúmulo de gordura subcutânea. Já no sexo masculino, a puberdade traz uma elevação dos valores de peso a nível muscular promovido principalmente, pela função anabolizante da testosterona. (CABRAL DE OLIVEIRA & ARAÚJO, 1985).

Figura 5: Valores médios da massa magra para ambos os gêneros

Valores médios da MM para ambos os gêneros

60 50 40 30 20 P1 P2 P3 P4 P5 P6 MM
60
50
40
30
20
P1
P2
P3
P4
P5
P6
MM
Masculino Feminino
Masculino
Feminino

Para FAULKNER (1996) a diferença no VO2 máx relativo a massa corporal em meninas é provavelmente explicado por um relativo aumento na massa gorda na maturação precoce, fato corroborado por este trabalho como mostra à figura 4; em meninos a diferença, provavelmente reflete no rápido aumento na massa corporal total durante a adolescência favorecido pelo aumento do coração e pulmões e pelo alto nível de hemoglobina associado PVE na adolescência (como mostra a figura 5).

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TABELA 5 : Correlação entre o estadiamento maturacional e a capacidade cardiorrespiratória.

Grupo

VO2 l/min

VO2 ml/kg/min

Masculino

0,73*

- 0,08

Feminino

0,50*

- 0,52*

*P<0,05

Quando relacionadas as variáveis, (tabela 5) foi possível considerar que o índice de correlação de Pearson mostra uma relação moderada e significativa (r=0,50 e r= -0,52) no que se refere aos estágios maturacionais e o VO2 máx em l/min e em ml/kg/min, respectivamente, para o gênero feminino. Enquanto que para o gênero masculino essa relação é considerada alta (r=0,73) entre a maturação e o Vo2 absoluto (l/min). Segundo MALINA & BOUCHARD (1991), entre 08 e 11 anos, há grande dificuldade de se detectar as significativas contribuições da maturação na capacidade cardiorrespiratória máxima e submáxima devido a pouca influência da puberdade nas crianças. Entretanto os meninos alemães com idades entre 12 e 16 anos, MALINA & BOUCHARD (1991) encontraram correlações entre maturação esquelética e VO2 max que variavam de 0,30 a 0,77, sendo sugeridos que estes resultados foram influenciados pelo surto de crescimento. JANZ & MAHONEY (1997), em um estudo longitudinal de três anos, com 123 crianças de 07 a 12 anos, encontraram correlação moderada entre estadiamento maturacional e VO2 pico relativo a massa corporal para meninos e meninas (0,66 e 0,55 respectivamente). Em um estudo transversal com crianças e adolescentes de 07 a 14 anos, SILVA & PETROSKI (2002), encontraram moderada correlação para ambos os gêneros entre VO2 máximo relativo e maturação (0,62 para o gênero feminino e 0,66 para o masculino), sendo verificada correlação negativa, mas significativa (-0,44) para o VO2 máx absoluto e maturação apenas para o gênero feminino.

CONCLUSÕES

Com base nos resultados do presente estudo, pode-se concluir que:

a) Houve diferença significativa entre os grupamentos em questão na amostra investigada, mostradas entre o estágio inferior (P1) e os estágios P3, P4, P5 e P6

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Para o VO2 absoluto e, para o VO2 relativo as diferenças encontram-se entre P1 e os estágios P4, P5 e P6.

b) para o gênero feminino, os indicadores de maturação sexual apresentam relação moderada (r=0,50 e r=-0,50) com o VO2 máx em l/min e em ml/kg/min, respectivamente.

c) Para o gênero masculino houve relação entre maturação e o VO2 máx em l/min, onde para o grupo investigado demonstrou alto índice de correlação (r=0,70), mostrando diferenças entre os grupamentos em questão entre o estágio inferior (P1) e os estágios P3, P4, P5 e P6. No entanto o VO2 máx relativo não se mostrou relacionado com o estadiamento maturacional, não apresentando assim diferenças entre os grupamentos em questão.

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