P. 1
Síntese Marilene Abreu

Síntese Marilene Abreu

|Views: 1.815|Likes:
Publicado porMatheus Felipe

More info:

Published by: Matheus Felipe on Jul 12, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

07/17/2013

pdf

text

original

Escola de Serviço Social Centro de Estudos Sociais Aplicados Departamento de Serviço Social de Niterói

Síntese: ABREU, Marina Maciel: Serviço Social e a organização da cultura: perfis pedagógicos da pratica profissional. São Paulo: Cortez, 2002. ABREU, no segundo capitulo de sua obra, “Serviço Social e Organização da cultura” irá traçar criticamente o perfil pedagógico da pratica profissional do Assistente Social desde o processo de institucionalização da profissão até o fim da década de 1980: época que o Estado brasileiro foi atravessado pelos ideários neoliberais, após o processo de redemocratização do país que culminou na “Constituição Cidadã” de 1988, trazendo inflexões para o cenário político – sócio – econômico que afetaram toda a sociedade civil, assim como categorias profissionais que lidam diretamente com os efeitos deletérios do capitalismo, em especial, o Serviço Social que luta historicamente para a legitimação objetiva de uma pratica interventiva voltada para o campo do direto. A vertente teórica funcionalista norte-americana foi internalizada na América Latina a partir da década de 1940, sob a lógica do desenvolvimentismo, sendo mediada pelos vários organismos internacionais (OEA, ONU, etc.). Neste contexto, ocorreu “(...) com a difusão da base técnica dos métodos de casos, grupos e comunidade e, posteriormente, viabilizado ideológica, política e economicamente a proposta de Desenvolvimento de Comunidade – DC (...)” (ABREU, 2002: p. 85). A lógica funcionalista era trabalhar com a perspectiva da psicologização das relações sociais, cabendo ao Serviço Social a tarefa de uma “ajuda” psicossocial individualizada no trato com a questão social. De cunho moralizador e objetivando a reintegração social do individuo (neotomismo), o Assistente Social direcionava as intervenções praticas valorizando os componentes individuais e subjetivos obcurecendo o antagonismo de classe e reforçando como coloca a autora o “fetiche do colaboracionismo entre o capital e o trabalho”. A partir dos anos de 1950 e 1960, gestou – se a necessidade de enfrentamento da crise estrutural do capitalismo e, neste sentido, entrou em cena a ideologia da modernização conservadora que de ultima instancia significou a reedição do modelo autoritário e conservador. Imbuído de um discurso ideológico conformista/ mecanicista a perspectiva da modernização efetivou a pedagogia da “participação” por intermédio do método Desenvolvimento de Comunidade (DC). Face ao pauperismo e aos avanços comunistas e, em nome do desenvolvimento nacional, a política participativa do DC – defendida pelos organismos internacionais – reatualizou a “assistência educativa” valorizando a “auto ajuda” e a “ajuda mutua” no sentido de estimular o esforço próprio em uma ação coletiva (participação popular), não significando, portando a superação do enfoque individualista psicologista e conservador da pratica. A repulsa de praticas conservadoras instigou profissionais críticos a lutar por um redirecionamento pedagógico da profissão deflagrando um amplo movimento denominado de “Movimento de Reconceituação” do Serviço Social: Movimento voltado para a construção de um projeto alternativo vinculado a pratica revolucionarias sob bases marxistas. Componente Curricular: Estágio Supervisionado III Docente: Serafim Discente: Ana Cristina Oliveira Santos

a autora destaca o III Congresso Brasileiro de Assistente Social realizado em 1979 e que ficou conhecido como: “Congresso da Virada” por impulsionar “o processo de reconstrução da profissão na perspectiva histórica – critica” buscando uma leitura de mundo a partir de leituras clássicas do marxismo. III) e. neste momento. A passagem da defesa de interesses burguesia/classe subalterna foi realizada. A não legitimação do Estado autocrático burguês após a falácia do “milagre Econômico” forçou o regime a uma abertura política sem radicalismo e os vetores populares democráticos. inicialmente. Neste período.implantou um regime brutal de controle social sob a égide da Doutrina de Segura Nacional e. de forma mecânica sem fundamento e orientação metodológica distorcendo as referencias marxista e.voltado para o domínio do capital monopolista . a pratica do assistente social ficou subordinada às intenções da ala conservadora que visava um perfil pedagógico tecnocrático voltado para demandas institucionais. as brechas deixadas pela autocracia burguesa. sobretudo. que foi desencadeado principalmente no interior da Igreja Católica (Teologia da Libertação) que naquele momento buscava estabelecer uma relação inédita entre cristianismo e marxismo no que se refere a relação de exploração do capital. Componente Curricular: Estágio Supervisionado III Docente: Serafim Discente: Ana Cristina Oliveira Santos .Escola de Serviço Social Centro de Estudos Sociais Aplicados Departamento de Serviço Social de Niterói O Estado brasileiro do pós 1960 . passaram a lutar como nunca no processo de redemocratização do país. para os desvendamentos das contradições sociais numa perspectiva emancipatoria e. acabou por permitir que. as estratégias profissionais foi direcionadas para: i) a educação popular no sentido de consciência de classe em si nos diferentes espaços de atuação profissionais. em especial. Finalmente a autora coloca a necessidade de analisar a tendência da função pedagógica do Assistente Social que em um contexto adverso luta pela hegemonia de um projeto ético político sintonizado com os princípios e diretrizes democratizantes da Constituição Federal de 1988. II) formação de alianças políticas visando a alteração das correlações de forças políticas nos espaços-sócios ocupacionais e na sociedade civil. a inserção de profissionais nos processos de lutas pela garantia e ampliação de direitos sociais. não consegue romper com estratégias pedagógicas subalternizantes (marxismo sem marx). gestasse o movimento para a construção de pratica pedagógica emancipatoria direcionado para a classe subalterna. Contudo. A partir de então a função pedagógica do Assistente Social foi direcionada. a partir dos anos de 1990 com a entrada da política neoliberal. neste sentido. neste sentido. profissionais sintonizados com a intenção ruptura ao conservadorismo.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->