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OS PRESENTES DA FADA Uma viva tinha duas filhas. A mais velha, feia e grosseira, a mais nova, linda e gentil.

A me protegia a primeira, porque era parecida com ela, e desprezava a segunda, por ser bonita e obediente. Enquanto uma saa a passear, a outra pobrezinha, ficava com todas as tarefas da casa, alm de buscar gua limpinha na fonte todos os dias. Certa manh, estando junto fonte, aproximou-se dela uma velhinha muito simptica, que lhe pediu gua. A moa deu de beber velhinha, que era uma fada disfarada: - Vo muito bondosa, disse a fada. -Apartir de hoje, quando vo falar sairo da sua boca flores e pedras preciosas. Ao chegar em casa a me ralhou com ela pala demora.Desculpando-se, a moinha

contou viva tudo o que acontecera; mas ao falar, saiam-lhe da boca flores e pedras preiosas. A viva logo quis que o mesmo acontecesse sua filha preferida, e a mandou fonte. L chegando, a moa encontrou uma senhora ricamente vestida. Era a fada com outro disfare! -Tenho sede, disse arica senhora. -No sou sua criada! -Beba por suas mos! Gritou a joverm, que esperava por uma velhinha. A fada sorriu e disse: -Est bem, sua malcriada. Sempre que vo falar, sairo da sua boca sapos, cobras e ervas daninhas! Desesperada, a viva expulsou da casa a filha mais nova, porque a julgava culpada

pela desgraa da mais velha. A jovem passou a viver nos campos, onde, um dia, foi vista por um prncipe, que logo es apaixonou por ela, e a pediu em casamentl. A moa aceitou. Pondo a jovem na garupa do seu cavalo branco, o prncipe a levou para o palcio real; l, casou-se com ela. Todos ficaram felizes, e mais que todos, o rei, porque a nova princesa era uma fonte de pedras preciosas, que aumentava a riquesa do reino! E a irm mais velha? Costumava a pr pela boca sapos, cobras e ervas ruins, tanto, que sua me no aguentou mais e tambm a expulsou de casa! Na aldeia, todos fugiam da moa que cuspia bichos! Sem ter para onde ir, ela mesma contruiu uma cabana de sap, onde viveu, sozinha,

at o fim de seus dias. FIM!!!