FUNDAMENTOS DO CONTROLE DE PERDAS

INTRODUÇÃO
Inicialmente, em diversos países, surgiram e evoluíram ações tendentes a prevenir danos às pessoas decorrentes de atividades laborais. Foram elaboradas normas e disposições legais, enfim, toda uma legislação social de “reparação” de danos ( lesões ). Dessa forma, o Seguro Social ( Previdência Social ) realizava – e ainda realiza – ações assegurando o risco de acidentes, ou melhor dizendo, o risco de lesões. Por outro lado, estudiosos apontavam a necessidade de ações tão ou mais importantes que deveriam tender a prevenir os acidentes, além de assegurar também o risco de lesões. No princípio dos anos 30, o engenheiro H. W. Heinrich, em sua obra intitulada “Industrial Accident Prevention”, divulgou pela primeira vez a filosofia do acidente com danos à propriedade. Suas análises trouxeram como resultado a proporção de 1:29:300, isto é, para cada lesão incapacitante havia 29 leves e 300 acidentes sem lesões. Essa proporção originou a Pirâmide de Heinrich, que podemos visualizar abaixo:

PIRÂMIDE DE HEINRICH LESÃO INCAPACITANTE 1

29

LESÕES NÃO INCAPACITANTES

300

ACIDENTES SEM LESÃO

O engenheiro Frank E. Bird Jr., em seu trabalho “Damage Control” ( Controle de danos ), atualizou a relação de Heinrich, analisando mais de 90.000 acidentes na Siderúrgica Luckens Steel, durante o período de 1959 a 1966. Bird desenvolveu a proporção de 1:100:500, ou seja, para cada lesão incapacitante, havia 100 lesões leves e 500 acidentes com danos à propriedade. Observe a figura abaixo:

PIRÂMIDE DE BIRD LESÃO INCAPACITANTE 1

100

LESÕES NÃO INCAPACITANTES

500

ACIDENTES COM DANOS À PROPRIEDADE

Tomemos agora um caso modelo e vejamos como pode ser realizado um estudo envolvendo a problemática dos custos de acidentes, aplicando a proporção de Bird. Consideremos uma empresa X e seus acidentes durante um ano.

CASO MODELO
Lesões incapacitantes Lesões que necessitaram assistência médica Lesões que necessitaram primeiros socorros Número de trabalhadores Horas-Homem trabalhadas Prêmios de Seguros 71 416 9.706 2.580 3.750.000 US$ 208.300,00

CASO MODELO
Custo Indireto Médio das Lesões: Por lesão incapacitante Por lesão – Assistência Médica Por lesão – Primeiros Socorros Aplicando estes custos em nosso caso temos: 71 lesões incapacitantes a US$ 52,00 416 lesões – Assistência Médica a US$ 21,50 9.706 lesões – Primeiros Socorros a US$ 3,10 TOTAL – Custo Indireto Médio das lesões US$ US$ US$ US$ US$ US$ US$ 52,00 21,50 3,10 3.692,00 8.944,00 30.088,60 42.724,60

Assim, tendo-se em conta as estatísticas do caso modelo e aplicando-se a proporção de Bird, verifica-se que o número de acidentes com danos à propriedade é de 35.500 ( 71 X 500 ), ou 142 acidentes por dia de trabalho.

CASO MODELO
CUSTO DOS DANOS À PROPRIEDADE ( PROPORÇÃO DE BIRD )

1

100

500

Lesões incapacitantes Acidentes com danos à propriedade ( 71 X 500 ) Média de acidentes por dia US$ 325.545 por milhão de horas-homem trabalhadas ( Bird/1959 ) Caso modelo: 3.750.000 horas-homem Custo dos danos à propriedade ( US$ 325.545 X 10-6 X 3.750.000 ) Média por acidente ( 1.230.794,00 / 35.500 )

71 35.500 142

US$ 1.230.749,00 US$ 34,67

60 Custos diretos ou segurados $ 208.00 US$ 1.230.300.794.60 1.300 $ 1. Bird analisou acidentes ocorridos em 297 empresas.000 horas de entrevistas com supervisores de linha abordando eventos que.000 operários que .273.CASO MODELO CUSTO TOTAL DOS ACIDENTES Prêmios de Seguros Custo indireto das lesões Custo dos danos à propriedade Custo Total estimado US$ 208.481. sob circunstâncias um pouco diferentes. Ampliando o referencial de seu estudo. resultariam em lesões ou danos à propriedade – são os “quase acidentes” abordados por Heinrich ou os denominados INCIDENTES na moderna técnica de controle de perdas.518 Custos indiretos ou não segurados Parte do estudo de Bird compreendeu 4.818.750. representando 21 grupos de indústrias diferentes com um total de 1.00 42.724.

materiais ou descontinuação operacional. Tais estudos são mostrados na figura a seguir: Lesão Incapacitante 1 Lesões Leves 29 29 Acid. acidente e perda real ou potencial.trabalharam mais de 3 bilhões de horas durante o período de exposição. . com dano à propriedade 1 Lesões Graves ou Incapacitantes 1 Lesões leves e Acidentes com danos à propriedade 29 300 500 Incidentes 600 HEINRICH / 31 LUCKENS / 69 Várias Indústrias / 69 “BIRD” FUNDAMENTOS DO CONTROLE DE PERDAS O processo pelo qual uma perda por acidente ocorre é uma série seqüencial de causas e efeitos que tem como resultado danos aos recursos humanos. Esse processo compõe-se de três fases distintas: condição potencial de perdas. resultando na proporção de 1:10:30:600.

Somente uma análise criteriosa das causas do acidente e do seu potencial em gerar perdas. despesas médicas e hospitalares. danos a materiais. deve determinar o grau de controle a ser adotado.INCIDENTE RISCO CAUSA EXPOSIÇÃO ( PERIGO ) FATO EFEITO CONDIÇÃO POTENCIAL DE PERDA ORIGEM: HUMANA. FINANCEIROS. MATERIAIS. A perda potencial. MATERIAL ACIDENTE OU FALHA PERDA REAL OU POTENCIAL DANOS: HUMANOS. sob certas circunstancias não planejadas. é aquela que em circunstâncias um pouco diferentes poderia ter-se transformado em perda real. gerado em função de circunstancias que lhe são favoráveis. ACIDENTE: é o acontecimento indesejado e inesperado ( não programado ) que produz ou pode produzir perdas. A extensão da perda por si só não determina a importância que deve ser dada ao controle das causas que a geraram. . quer quanto à extensão dos danos. de equilíbrio instável e. - CONDIÇÃO POTENCIAL DE PERDA: é a condição ou grupo de condições que tem a capacidade. PERDA REAL OU POTENCIAL: perda real é o produto do acidente e pode manifestar-se como lesão ou morte de pessoas. etc. em momento não previsível. vamos usar as pedras do dominó. - As perdas normalmente podem ser avaliadas em termos de custos – custos de reparo do equipamento danificado. embora possa haver estipulação de valor para efeito de indenização de seguro. pode desencadear o acidente. Para entendermos melhor o pensamento moderno do Controle de Perdas e também identificar o que antecede o incidente a exemplo do que fez Heinrich. aumento da taxa de seguro. quer quanto à freqüência provável de ocorrência. instalações e edificações ou mesmo a descontinuação do processo normal de trabalho. de efetivar a perda. equipamentos. Como condição ela é estática. uma vez que esta não tem preço. Porém torna-se muito discutível quando se trata da vida humana. lucro cessante. também chamada de quase perda.

CAUSAS IMEDIATAS: derivam da existência de atos e condições que transgridem algo preestabelecido e já aceito. CAUSAS BÁSICAS: ocorrem quando não há um controle técnico administrativo adequado. Essas causas devem ser consideradas por nós como raízes. por exemplo. Os acidentes acontecem quando uma série de fatores. são aquelas que realmente devem ser analisadas. como causas reais e indiretas e. a aspectos de organização. sob certas circunstâncias se combinam. à falta de tato diretivo-administrativo e à não existência. resultando em perdas na operação industrial. produção ou qualidade. - - . de padrões de controle. Em pouquíssimos casos existe só uma causa que dará origem àquele evento deteriorador. com conseqüências para a segurança. portanto. acima de tudo.Incidente Falta de controle Causa Básica Gente propriedade Causa Imediata Cor Cinza Vinho Amarelo Verde Vermelho Tipo de Falha Contato Administrativo Origens Perdas Sintoma - FALTA DE CONTROLE: representa uma falha administrativa que pode estar ligada ao planejamento.

especialista em Segurança de Sistemas. EQUIPAMENTO: esse elemento constitui. transformam e a fonte de causas de acidentes. na realidade. pela execução de manutenção curativa ( reparo de danos ) ou preventiva. ausentismo. contaminação do ar. John A Fletcher. instalações e materiais. AMBIENTE: formado por tudo aquilo que rodeia o trabalhador e. propôs o estabelecimento de programas de “Controle Total de Perdas”. os problemas inerentes à Prevenção de Perdas exigiam – e exigem – soluções essencialmente técnicas. desde os primórdios da prevenção de acidentes. Diante desta exigência. incêndios. o que deu origem à chamada “proteção de máquinas” e à necessidade de se treinar o trabalhador. prosseguindo a obra iniciada por Bird. representando a fonte de causas de problemas que afligem a empresa brasileira nos dias atuais: reclamações trabalhistas. verifica se os bens danificados são ou não segurados. objetivando reduzir ou eliminar todos os acidentes que possam interferir ou paralisar um sistema. etc. tão logo tenha conhecimento do acidente. da Portaria 3. concluiu-se que foram definidos como sendo unicamente práticas administrativas. para reparo. inclui o próprio ar que o trabalhador respira e as edificações que o abrigam.Detecção e comunicação de acidentes: O acidente pode ser detectado. além de efetuar a comunicação do acidente ao SESMET. danos a equipamentos. Convém atentar para o fato de que grande parte das empresas brasileiras tem construções antigas que fogem aos atuais preceitos das Normas Regulamentadoras. criou-se. quando de sua ocorrência.214. No entanto. a qual efetua a comunicação à companhia de seguros e decide a liberação dos bens para reparo e danos. pois aquilo que faz ou deixa de fazer é considerado como fator casual imediato. uma nova mentalidade fundamentada nos trabalhos desenvolvidos pelo Engenheiro Willie Hammer. a partir de 1972. quando recebe a comunicação do acidente. MATERIAL: elementos de que as pessoas se beneficiam. a fonte principal de acidentes. ou de inspeções de áreas. solicita uma estimativa de custos dos danos e informa a diretoria financeira. - Em 1970. baixa qualidade de trabalho.A fim de entender melhor as circunstâncias que originam as causas dos incidentes. Os empregados de nível abaixo de encarregado devem reportar o acidente ao seu superior imediato. convém recordar os quatro elementos relacionados com os mesmos e que interagem: PESSOAS: o trabalhador é o que está diretamente envolvido na maioria dos acidentes. no Canadá. para que este. quando. comunicá-lo. usam. quando trata de bens segurados e prevenir outros acidentes derivados da situação .Comunicação à seguradora e controle dos acidentes evolvendo bens segurados: O SESMET. tome outras providências necessárias. entre outras. e “Controle Total de Perdas” de Fletcher. Esses programas incluíam ações de prevenção de lesões. doenças ocupacionais.Liberação. Em caso positivo. Cabe a qualquer empregado da empresa. portanto. ESTRUTURA O sistema de controle dos acidentes com danos à propriedade consiste nas seguintes etapas: . dos bens acidentados A liberação dos bens acidentados tem dois objetivos: atender às normas da companhia de seguros. pelo estudo dos Programas de “Controle de Danos” de Bird. . .

com vistas à um preventivo ( evitar o acidente antes que ele se manifeste como tal ). Indicação de áreas. . Determinadas as causas dos acidentes. mostrando que. Controle de causas comuns a acidentes com danos à propriedade e com lesões à pessoa. o SESMET. como item pendente. . sendo posteriormente analisado pelas chefias das mesmas áreas. de forma a assegurar que suas causas sejam determinadas e medidas corretivas sejam adotadas. através da identificação e de um melhor controle dos riscos existentes. além do registro do acidente para posterior análise estatística. quer pela gravidade potencial dos acidentes envolvendo os mesmos. como por exemplo: Introdução de uma sistemática de análise de acidentes com danos à propriedade. além de sua função social. de equipamentos e de procedimentos críticos. Cabe à diretoria financeira a liberação: ao seguro e ao SESMET a liberação e recomendação de cuidados especiais quanto aos aspectos de segurança. Uma cópia é enviada para a alta administração. através da redução das perdas. - - - . por exemplo. O relatório final é elaborado e distribuído às áreas diretamente envolvidas: contabilidade. com participação do encarregado e de técnicos das áreas envolvidas.Controle dos custos dos acidentes: Os custos de reparo dos danos decorrentes de acidentes são controlados. Fornecimento de subsídios para o aprimoramento da política de seguros da empresa. Um relatório do acidente é elaborado. quer pela freqüência. Antes de o serviço de manutenção iniciar o reparo. ele solicita ao SESMET o número da ordem de serviço.Investigação e análise dos acidentes: A investigação do acidente tem por objetivo a determinação das causas e a recomendação de medidas corretivas. Alteração de atitude do pessoal técnico e de decisão da empresa. gerência de manutenção e diretoria financeira. Abertura de novos caminhos que possibilitem um avanço técnico da metodologia empregada na prevenção de acidentes. de materiais e de peças utilizadas no reparo bem como outros custos envolvidos no acidente. de forma a melhor direcionar o esforço de prevenção de acidentes.Implementação e controle de execução das medidas corretivas: A implementação das medidas corretivas é responsabilidade da chefia da área que tem ação sobre as causas do acidente. sendo retirada desta somente após ser executada. são estudadas as recomendações e as medidas corretivas para evitar a repetição dos mesmos. contribui para a melhoria da produtividade e da rentabilidade da empresa. na qual são debitados os custos de mão-de-obra. Para cada acidente é aberta uma ficha de custos. A investigação do acidente é feita inicialmente pelo técnico de segurança. Realce da importância das atividades de prevenção de acidentes. poderá fornecer o número de controle da mesma. 4 – BENEFÍCIOS DO PROGRAMA Uma série de benefícios podem ser obtidos com a implantação de um programa de controle de acidentes com danos à propriedade. passando de um enfoque curativo ( reparo de danos ) para um corretivo ( eliminação das causas dos acidentes ). . Para garantir a efetiva adoção da medida corretiva. o SESMET discute o relatório de acidente nas reuniões de segurança.gerada pelo acidente ocorrido. A medida recomendada é registrada na ata de reunião.

dificuldade em se obterem as informações para a determinação do custo indireto ou não segurado. É comum o "grupo” do SESMT evidenciar os custos de acidentes. ou melhor. dentre outras. são: dificuldade das pessoas-chaves dentro das empresas em assimilar tais conceitos. Entretanto não mostram (ou não tem condições de mostrar) exatamente quanto eles custam. Pesquisas realizadas pela FUNDACENTRO revelaram a necessidade de modificar os tradicionais conceitos de custos de acidentes através de uma nova sistemática. não-aceitação ou aceitação com desconfiança. tanto à empresas como aos especialistas em prevenção e controle de perdas. Os conceitos tradicionais para levantamento dos custos não tem se mostrado ferramentas eficazes. denominada custo efetivo dos acidentes: sendo: Ce = C . As principais razões para tanto. do enfoque prático. bem como a conseqüente diminuição de custos. i = indenizações e ressarcimentos recebidos através de seguro ou de terceiros (valor líquido). pois haveria necessidade de calcular custo direto ou segurado e custo indireto ou não segurado. é uma tarefa que se impõe nos dias de hoje. fragmentação das informações e das responsabilidades referentes às conseqüências dos acidentes. quanto eles incidem no custo do produto. C = custo do acidente.CUSTOS DOS ACIDENTES A redução dos acidentes que interferem nos sistemas de produção.i onde: Ce = custo efetivo do acidente. e aplicação prática discutível da maioria dos métodos conhecidos para o controle do referido custo. . para justificar investimentos quanto à prevenção de perdas numa empresa.

c3 = custos complementares relativos às lesões (assistência médica e primeiros socorros ) e aos danos à propriedade (outros custos operacionais como resultantes de paralisações. manutenção e lucros cessantes). . c2 e c3 > depende da organização interna da empresa para o levantamento dos mesmos. c2 = custo referente aos reparos e reposições de máquinas. equipamentos e materiais danificados (acidentes com danos à propriedade).e: C = c1 + c2 + c3 onde: c1 = custo correspondente ao tempo de afastamento (até os 15 primeiros dias) em conseqüência de acidentes com lesão. Nota : c1 > fácil de calcular.

Para facilitar o controle e o levantamento desses custos propôs-se a adoção de duas fichas sintetizadas. uma para a comunicação do acidente e outra para o cálculo do respectivo custo : FICHA DE COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE Ā Acidente com lesão. 1 – Unidade 2 – Setor 3 – Local do Acidente 4 – Tipo de Atividade 5 – Hora do Acidente _________hs ________ms. 6 – Data do Acidente ______/______/______ 7 – Descrição do Acidente 8 – Empregados diretamente envolvidos no Acidente Nome Matrícula Função 9 – Máquinas. Ā Acidente com dano à propriedade. abrangidos equipamentos e materiais 10 – Extensão dos Danos 11 – Principais causas do Acidente 12 – Informantes Nome Matrícula Função 13 – Data do Envio da Ficha para o Setor de 14 – Responsável pelo Preenchimento Segurança do Trabalho: _______/______/______ Nome: Função: Assinatura: .

. 3 – Local do Acidente 4 – Hora do Acidente _________hs ________ms.FICHA PARA CÁLCULO DO CUSTO EFETIVO DE ACIDENTES 1 – FICHA N° / 2 – Ficha de Comunicação de Acidente a) Recebida em : _____/_____/_____ b) Unidade : ___________________________ c) Setor: ______________________________ 5 – Data do Acidente ______/______/______ Ā Acidente com lesão. R$___________________________ C= c1 + c2 + c3 11 – Responsáveis p/ Preenchimento Nome Função Data Ass. 6 – Acidente com lesão a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) Nome do acidentado: __________________________________________________________ Matrícula: ___________________________________________________________________ Função: _____________________________________________________________________ Principais causas do Acidente: ___________________________________________________ Conseqüências do Acidente: ____________________________________________________ Tempo de afastamento: ________________________________________________________ Salário por hora: R$____________________________________________________________ Custo relativo ao tempo de afastamento (até os primeiros 15 dias):_______________________ Salário: R$_____________ Encargos Sociais: R$______________ Outros: R$____________ Observações:________________________________________________________________ TOTAL 1: R$__________________ C1 7 – Acidente com dano à propriedade a) b) c) d) e) f) Máquina (s) / Equipamento (s) danificado (s): _______________________________________ Material (is) danificado (s): ______________________________________________________ Principais causas do Acidente: ___________________________________________________ Custos dos reparos e reposições: ________________________________________________ Máquina (s) e Equipamento (s): R$__________________ Material (is): R$________________ Observações:________________________________________________________________ TOTAL 2: R$__________________ C2 8 – Custos Preliminares a) Acidente com lesão: ___________________________________________________________ b) Assistência médica: R$ ______ Primeiros Socorros: R$______ Outros: R$______ Outros Custos Operacionais: R$______ c) Acidente com danos à propriedade: R$_____________________________________________ d) Observações:________________________________________________________________ TOTAL 3: R$__________________ C3 9 – Custo do Acidente 10 – Informantes Nome Função Data Ass. Ā Acidente com dano à propriedade.

sem garantia de ressarcimento por seguro ou outros meios. danos a equipamentos. Ou ainda a chance de perda ou perdas que uma empresa pode sofrer por causa de um acidente bem como uma série de acidentes. Dano: severidade da lesão ou a perda física. é praticamente impossível a eliminação completa de todos os riscos. com o potencial necessário para causar danos (lesões a pessoas. Perda: prejuízo sofrido por uma organização. funcional ou econômica. financeiros) Acidente ou falha Origem (humana/ material) . - - Esquematicamente temos: Incidente RISCO Exposição (perigo) Causa Fato Efeito Danos (humanos. Sinistro: prejuízo sofrido por uma organização.INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO DE RISCOS 1 .1 . que altera o curso normal de uma atividade. perda de material em processo. pela materialização de um risco. situação em que não há danos visíveis. ou redução da capacidade de desempenho de uma função predeterminada). com garantia de ressarcimento por seguro ou outros meios. Acidente: toda ocorrência não-programada. modifica ou põe fim à realização de um trabalho. resultando danos.CONCEITOS BÁSICOS Risco: uma ou mais condições de uma variável. Entretanto. um compromisso com a proteção à exposição de riscos. Incidente: qualquer evento ou fato negativo com potencial para provocar danos. que podem resultar se o controle sobre um risco é perdido. Segurança: isenção de riscos.ANÁLISE DE RISCOS 1. É também chamado ‘quase-acidente’. Causa: é a origem de caráter humano ou material relacionada com o evento catastrófico (acidente). portanto. Segurança é. é o antônimo de perigo. materiais. Perigo: expressa exposição relativa a um risco e favorece a sua materialização em danos.

perdas por danos causados a terceiros (poluição do meio ambiente.1. . 2. Riscos puros. 2.2 . 2.1 .1.1 . .2.RISCOS ESPECULATIVOS Riscos administrativos. Riscos financeiros.perdas por danos à propriedade e a bens em geral. 2. Riscos de produção.perdas decorrentes de fraudes ou atos criminosos.Riscos de Inovação introdução de novos produtos no mercado e sua aceitação pelos consumidores.Riscos Políticos Leis.2. Riscos políticos. qualidade e segurança do produto fabricado ou do serviço prestado). Decretos.3 .perdas decorrentes de morte ou invalidez de funcionários.RISCOS PUROS Quando há somente uma chance de perda e nenhuma possibilidade de ganho ou lucro: . Portarias. .NATUREZA DOS RISCOS Riscos especulativos. 2.1. e .Riscos Administrativos Riscos de mercado. Riscos de inovação.

ADMINISTRAÇÃO DE RISCOS Consiste em dar proteção aos recursos humanos. Tratamento de riscos: a) prevenção: eliminação/redução. b) financiamento: retenção (auto-adoção/auto-seguro) seguro/sem seguro) ou transferência (através de . 3. Análise de riscos. materiais e financeiros de uma empresa. Avaliação de riscos.1 .3 . quer eliminando ou reduzindo seus riscos. quer através do financiamento das riscos remanescentes. conforme seja economicamente mais viável.PROCESSOS BÁSICOS Identificação de riscos.GERËNCIA DE RISCOS .

levantando-se causas e efeitos de cada risco. projetos e procedimentos de alto risco. e a análise foi desenvolvida numa tentativa de previsão contra o uso desnecessário de materiais. o que vale dizer. medidas de prevenção ou correção e categorização dos riscos para priorização de ações. a análise foi primeiramente requerida como uma revisão a ser feita nos novos sistemas de mísseis. necessárias posteriormente. quatro foram destruídos em rápida sucessão. PRINCÍPIO/METODOLOGIA: Revisão geral de aspectos de segurança através de um formato padrão. onde surgiu. Uma descrição sintética da técnica é dada no quadro a seguir: TÉCNICAS DE ANÁLISE NOME: Análise Preliminar de Riscos (APR). durante a fase de concepção ou desenvolvimento prematuro de um novo sistema. qualitativa. sendo seu custo unitário igual a 12 milhões de dólares. para que se assegurasse que medidas preventivas fossem incorporadas. Basta dizer que de 72 silos de lançamento do míssil balístico intercontinental "Atlas". normalmente definidos mais tarde. A APR é normalmente uma revisão superficial de problemas gerais de segurança. existiam mísseis cujos sistemas continham características de alto risco. Para análises detalhadas ou específicas. podem existir ainda poucos detalhes finais de projeto. ou. OBJETIVOS: Determinação de riscos e medidas preventivas antes da fase operacional. Tratase de um procedimento que tem especial importância nos casos em que o sistema a ser analisado possui similaridade com quaisquer outros existentes. Na área militar. TIPO: Análise inicial. sendo ainda maior a carência de informação quanto aos procedimentos. no estágio em que é desenvolvida. BENEFÍCIOS E RESULTADOS: Elenco de medidas de controle de riscos desde o início operacional do sistema. deverão ser usados os outros métodos de análise previstos. Esses mísseis foram projetados para operarem com combustíveis líquidos. com o fim de se determinar os riscos que poderão estar presentes na sua fase operacional. ou pioneirismo. se essa utilização fosse inevitável. pelo menos. seja pela sua característica de inovação. APLICAÇÃO: Fase de projeto ou desenvolvimento de qualquer novo processo. Permite revisões de projeto em tempo hábil no . quando a experiência em riscos na sua operação é carente ou deficiente. Nessa época.ANÁLISE PRELIMINAR DOS RISCOS A Análise Preliminar de Riscos (APR) consiste no estudo. havendo um grande nível de perigo em sua operação. produto ou sistema.

Definição de responsabilidade no controle de riscos. Lesões.Revisar a experiência passada em sistemas similares ou análogos. Rever problemas conhecidos . é muito útil como revisão geral de segurança em sistemas já operacionais. procurando as melhores opções compatíveis com as exigências do sistema. 2. Determinar os riscos principais . seu III . A Análise Preliminar de Riscos deverá ser sucedida por análises mais detalhadas ou específicas logo que forem possíveis. Etapas básicas na APR Os seguintes passos podem ser seguidos no desenvolvimento de uma APR: 1. Revisar os meios de eliminação ou controle dos riscos . as principais funções e procedimentos. designando as atividades que cada unidade deverá desenvolver. perda de função. 5.sentido de dar maior segurança.Para cada risco principal detectado. 6. despercebidos. Não causa lesões. Apesar de seu escopo básico de análise inicial. revelando aspectos. 3. no caso de perda de controle sobre os riscos. às vezes.Elaborar uma revisão dos meios possíveis. OBSERVAÇÕES: De grande importância para novos sistemas de alta inovação. as exigências de desempenho. perda de material. Determinar os riscos iniciais e contribuintes . Degradação crítica. nem funcionamento. danos a equipamentos. Degradação moderada/danos menores. Não ameaça os recursos humanos.Atentar para os objetivos. 4. Analisar os métodos de restrição de danos . CATEGORIA I NOME Desprezível • • II Marginal/ Limítrofe Crítica • • • • • CARACTERÍSTICAS Não degrada o sistema. Indicar quem levará a cabo as ações corretivas .Indicar claramente os responsáveis pelas ações corretivas. elaborar as séries de riscos determinando os riscos iniciais e contribuintes.Considerar os métodos possíveis mais eficientes na restrição geral de danos. para determinação de riscos que poderão estar presentes no sistema que está sendo desenvolvido. 7. É compensável ou controlável.Quais serão os riscos principais com potencialidade para causar direta e imediatamente lesões. os ambientes onde se darão as operações. Revisar a missão .

Supervisão. temos um exemplo de APR a um sistema já operacional. Ventilação. Manutenção preventiva. Morte. Coloca o sistema em risco e necessita de ações corretivas imediatas para a sua continuidade e recursos humanos envolvidos. Supervisão. Perda do sistema. Morte. Fratura. RISCO Alta voltagem • CAUSA Contato com equipamento de outra concessionári a. IV Catastrófica • • • Exemplo de aplicação No quadro a seguir. Séria degradação do sistema. Uso de detectores de gases. Uso de EPI. Treinamento. Inabilidade. IV • • • Uso de detectores de explosividade. Lesão. Não utilização de EPI (cinto) Animais em decomposição . Fratura. RISCO IV • • • • • • • • • • MEDIDAS PREVENTIVAS Treinamento. Queimadura grave. Veículo em má condição de • • • • • • • • • EFEITO Choque elétrico. Falta de atenção dos motoristas. Mal-estar. Presença de misturas explosivas e fontes de ignição. Vazamento de concessionári a de gás/esgotos. Mortes e lesões. Lesão. Lesão. Incentivo para reduzir acidentes com veículos. ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS (APR) Serviço de Instalações telefônicas em altura e em caixas subterrâneas. Queda pela escada • • • IV Agentes Químicos • (entrada em caixas subterrâneas) • IV Explosão na caixa • subterrânea • • • • • • Queimadura grave. onde se pode ver sua utilidade como forma de revisão geral de riscos. Raios. Supervisão. Falta de amarração de escada. CAT. Ventilação. Morte. Morte. Uso de EPI. Construir terra adequada. Supervisão. Morte.• • Dano Substancial. Fratura. Treinamento. Acidentes com veículos • • • IV • • • .

podem ser elaboradas "checklists". Manutenção. II • • Treinamento. códigos. normas "CHECKLIST" simplificado Procedimento de revisão de riscos de processos que produzirá: retomada de um largo espectro de riscos. A partir daí. Alívio de pressão e vácuo . normas. segurança). e relatório entendido facilmente.Maçarico • • • manutenção. estabelecidas consistentes. Checklist simplificado para análise de riscos de processos: Unidade ____________________ Processo ____________________ CATEGORIA ASSUNTOS A SEREM INVESTIGADOS RESPONSÁVEL COMPLETADO "CHECKLIST" abrangente As questões catalogadas abaixo devem ser utilizadas para estimular a identificação dos riscos potenciais. envolvidos num produto ou processo (especificações. regulamentos de segurança). Má condição de manutenção. consenso entre as áreas de atuação (produção. processo. Nota: Considere as questões não somente em termos de operação em regime permanente. Algumas perguntas podem não ser apropriadas para a revisão de uma determinada operação de produção. e designadas tarefas no desenvolvimento do projeto. Análise e Revisão de Critérios (ARC) É a revisão de todos os documentos com informações de segurança. paradas. não devendo ser respondidas com um simples sim ou não. além de ser material de treinamento. interrupções. • Queimaduras nas mãos ou no corpo. mas também em termos de partidas. bem como problemas de todos os tipos possíveis. Inabilidade. Falta de atenção.

sua leitura não está disponível? EXEMPLOS DE CHECKLIST Checklist contra incêndios • • • • Se o edifício tem paredes fechadas e se a construção ou suas instalações abrigam materiais combustíveis. a operação como um todo ainda apresentará uma configuração fail-safe? Que providência é tomada para a segurança do processo quando um instrumento. válvulas de alívio e disco de ruptura? Qual o fundamento para o dimensionamento dos mesmos? Onde discos de ruptura descarregam de linhas ou para linhas. se todos os tipos de força motriz utilizados na instrumentação falharem quase simultaneamente? Se todos os instrumentos falharem simultaneamente. que opera tanto na segurança do processo quanto no controle do processo. ou quando. ou capaz de ter pressões internas desenvolvidas por falhas de processo. quando tal instrumento permanece um certo período de tempo parado para padronização. por alguma razão. válvulas de alívio. que não esteja protegido por dispositivos de alívio? Por que não? Reações • • • • Como são isoladas as reações potencialmente perigosas? Que variáveis do processo poderiam se aproximar ou se aproximam das condições limites de risco? Que reações perigosas indesejáveis podem ser desenvolvidas através de vazões ou condições do processo improváveis ou através de contaminação? Que misturas inflamáveis podem ocorrer dentro do equipamento? Controle de Instrumentação • • • Quais riscos irão se desenvolver. a proteção por irrigação de água prevista é adequada? Quais hidrantes servem a área ou projeto? Quais unidades de canhão (bocais) fixas ou portáteis (que fazem parte dos hidrantes ou não) foram fornecidas para proporcionar cobertura das irrigações . foram providenciados sprinklers automáticos? Se o edifício tem paredes abertas e a construção ou suas instalações encerram materiais combustíveis. discos de ruptura e flares foram localizados de modo a evitar riscos para o equipamento e para os funcionários? Há algum equipamento que esteja operando sob pressão. inspeção e substituição das válvulas de alívio e discos de ruptura.• • • • • Que dispositivos existem para a remoção. e qual o esquema de procedimento? Qual a necessidade existente no que diz respeito aos dispositivos de alívio de emergência: respiros (ventagem). é retirado do serviço para a manutenção. foi assegurado o dimensionamento adequado das linhas em relação à dinâmica do alívio? E para prevenir vibração da ponta de descarga da linha? As descargas dos respiros.

para um tanque fixo não enterrado. O local de instalação seria próximo a um tanque existente de ácido nítrico. Que válvulas de controle de ramais são disponíveis? EXEMPLO DE TÓPICOS LEVANTADOS O problema abordado foi um novo projeto para armazenamento de tolueno a ser descarregado. O grupo recebeu o layout das instalações. fichas de segurança do produto tolueno (que reage violentamente com o ácido nítrico) e o procedimento escrito de descarregamento. originadas da aplicação da técnica em grupos de treinamento para a técnica What-if: • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Por que instalar um tanque de tolueno próximo a um tanque de ácido nítrico? O dique construído concentrará todo o vazamento do tanque? Qual a distância segura entre os dois tanques e o caminhão? Quais os volumes armazenados? O tanque de ácido nítrico é atmosférico (ou pressurizado)? O operador tem treinamento de combate a incêndio? De que forma é coletado o resíduo do mangote do caminhão? Existe desnível capaz de levar um vazamento de ácido ao tanque do tolueno? E do caminhão ao ácido? Por que não construir bacia de contenção no tanque de ácido? Existe sistema de combate a incêndio? São utilizadas cunhas para trava das rodas do caminhão? O tanque é de teto frágil? Como são os dispositivos de indicação-alarme-intertravamento em caso de nível alto? Existe chuveiro de emergência e lava-olhos na área? Existe plano de emergência para situações imprevisíveis? Quais medidas para evitar a descarga em tanques trocados? Existe proteção dos tanques contra descargas elétricas atmosféricas/páraraios? Existem instalações a prova de explosões? O operador possui conhecimentos para manuseio seguro do produto? Quais os procedimentos em caso de contato acidental com o produto? Existe identificação e testes de estanqueidade no tanque reservatório e mangotes? Existe procedimentos-padrão para a operação e manutenção de válvulas? . As perguntas (questionamentos) a seguir são reais.• ou estocagem em áreas abertas (não dentro de edifícios de paredes fechadas ou abertas)? As linhas principais subterrâneas foram expandidas. a ser seguido na operação das instalações. desde caminhões tanque. ou integradas em anel para suprir sistemas adicionais de sprinklers. hidrantes e unidades de canhão (bocais)? As extremidades mortas devem ser evitadas.

ajudando a conhecer o sistema. Análise do ambiente (AA) É a análise completa do ambiente em seu senso amplo. estimar as taxas de falha. determinação dos efeitos que tais falhas terão em outros componentes. existe norma de procedimento para concentração do produto vazado? No caso de contaminação do operador. Objetivos: • • • • revisão sistemática dos modos de falha de um componente. qual o procedimento a ser tomado? O dique de contenção está realmente dimensionado para suportar um vazamento total do tanque? Qual o espaçamento mínimo entre os tanques (distância de segurança)? Como será feita a drenagem do dique de retenção do tolueno? Em caso de incêndio. Diagramas e Análise de fluxo (DAF) As análises por diagramas são úteis principalmente para eventos seqüenciais. como proceder? Análise da missão (AM) É a análise de todas as atividades de um sistema completamente desenvolvido operacionalmente tendo em vista os fatores com potencialidade de dano. determinação dos componentes cujas falhas teriam efeito crítico na operação do sistema (falhas críticas). para garantir danos mínimos ao sistema. determinar os efeitos que poderão advir e estabelecer as mudanças que deverão ser feitas para aumentar a probabilidade de que o sistema ou equipamento realmente funcione de maneira satisfatória. Exemplo: áreas de risco elétrico. engloba higiene industrial. Mapeamento (M) Técnica útil na delimitação de áreas perigosas. e determinação dos responsáveis para realizar as ações preventivas ou corretivas.• • • • • • Em caso de vazamento do produto. . climatologia etc. Análise de modos de falha e efeito (AMFE) Permite analisar como podem falhar os componentes de um equipamento ou sistema.

O quadro a seguir sintetiza esta técnica de análise: TIPO: Análise detalhada. AÇÕES DE COMPENSAÇÃO REPAROS OBS. Flutuador não entrada Aberta fica ( falha submerso. cortar suprimento. OBSERVAÇÕES: De grande utilidade na associação das ações de manutenção e prevenção de perdas. Recipiente pode ir ao nível máximo. reparar ou substituir válvula. OBJETIVOS: Determinação de falhas de efeito crítico e componentes críticos. reparar ou substituir bóia. pode ser utilizada esta técnica. Agora observe como. Umidade. Ela nos apresenta a aplicação da AMFE sobre uma caixa de água: COMPONE NTE FALHA EFEITOS OUTROS COMPONE NTES NO SUBSIT. na prática. PRINCÍPIO/METODOLOGIA: Determinar os modos de falha de componentes e seus efeitos em outros componentes e no sistema. quando o recipiente nível sobe) pode ir ao nível máximo Recipiente Rachadura. Aumento da confiabilidade de equipamentos e sistemas através do tratamento de componentes críticos. Excesso de água pelo ladrão (válvula de alívio). conforme tabela a seguir. equipamentos e sistemas. categorizar falhas para priorização das ações corretivas. cortar suprimento Cortar Flutuador (bóia) em Válvula de não entrada abre. determinar meios de detecção e compensação de falhas e reparos necessários. muito úteis em emergências de processos ou utilidades. Excesso de água pelo ladrão (válvula de alívio). Observar saída do ladrão. BENEFÍCIOS E RESULTADOS: Relacionamento das contra-medidas e formas de detecção precoce das falhas. qualitativa/quantitativa. consumo excessivo. nenhum Suprimento Falha flutuar II II IV . RISCO MÉTODOS DE DETEÇÃO Observar saída do ladrão. análise da confiabilidade de conjuntos. APLICAÇÃO: Riscos associados a falhas em equipamentos. Válvula de Emperra. consumo excessivo.

APLICAÇÃO: Fase operacional de sistemas. Esses observadores participantes são selecionados dos principais departamentos da empresa. associados tanto a acidentes com lesão. selecionados dentro de uma população. de modo que se possa obter uma amostra representativa de operações. em termos de erros e condições inseguras. . em termos de suas conseqüências com danos à propriedade ou produção de lesões. choque nos reparar registros. podem ser usadas para identificar as origens de acidentes potencialmente com lesão. revela uma quantidade maior de informações sobre causas de acidentes.(caixa) colapso. ou ANÁLISE DE COMPONENTES CRÍTICOS (ACC) Analisa atentamente certos componentes e subsistemas de importância crítica para determinada operação ou processo. tanto reais como potenciais. O quadro a seguir sintetiza esta técnica de análise: TIPO: Análise operacional. em qualquer grau. que conduzem a acidentes industriais. cessa Infiltração. as causas de acidentes sem lesão. técnica de incidentes críticos. substituir. fornece o conhecimento necessário para melhorar significativamente a nossa capacidade de controle e identificação dos problemas de acidentes. TÉCNICA DE INCIDENTES CRÍTICOS (TIC) É um método para identificar erros e condições inseguras que contribuem para os acidentes com lesão. suprimento. Resultados esperados a partir dessa técnica: - - revela com confiança os fatores causais. consumo excessivo. como sem lesão. do que os métodos atualmente disponíveis para o estudo de acidentes e fornece uma medida mais sensível de segurança. existentes dentro das diferentes categorias de risco. cujos procedimentos envolvem o fator humano. permite identificar e examinar os problemas de acidentes antes e não depois do fato. qualitativa. é capaz de identificar fatores causais. através de uma amostra aleatória estratificada de observadores participantes. como as reveladas pelas TIC.

(Em outras palavras. Basta um deles para que o evento se produza). ANÁLISE DE ÁRVORE DE FALHAS (AAF) Técnica dedutiva para a determinação tanto de causas potenciais de acidentes como de falhas de sistemas. em 1962. ANÁLISE DE PROCEDIMENTOS (AP) Revisão das ações a serem desempenhadas numa tarefa. Prevenção e correção dos riscos antes que os mesmos se manifestem através de eventos catastróficos. não é necessário que eles estejam presentes concomitantemente. A Análise de Árvores de Falhas (AAF) foi desenvolvida pelos Laboratórios Bell Telephone. Usamos "and” quando são necessários dois fatores concomitantes para produção do evento indesejável. derivadas de eventos não programados. . PRINCÍPIO/METODOLOGIA: Obtenção de dados sobre os incidentes críticos através de entrevistas com “observadores-participantes” de uma amostra aleatória estratificada. Cada "braço” ou "ramo” é introduzido por uma “entrada” ("gate”) que poderá ser representada por "and” ou "or”. a pedido da Força Aérea Americana. Procura estabelecer o mecanismo de encadeamento das várias causas que poderão dar origem a um evento. além da estimação de probabilidades de falha. BENEFÍCIOS E RESULTADOS: Elenco de incidentes críticos presentes no sistema. para uso no sistema do míssil balístico intercontinental "Minuteman". ANÁLISE DE CONTINGÉNCIAS (AC) São analisadas as situações potenciais de emergência. o mecanismo lógico de sua produção. Usamos "or” quando o evento indesejável pode ser produzido por um ou outro fator.OBJETIVOS: Detecção de incidentes críticos e tratamento dos riscos que representam. OBSERVAÇÕES: Simples aplicação e flexível com obtenção de informações sobre riscos que não seriam detectados por outras formas de investigação. No ápice da Árvore está o evento indesejável ("evento tronco”). erro humano ou causa natural inevitável. Trata-se de um processo de análise de riscos já largamente difundido no estudo de acidentes graves. Nos vários braços.

“And" e “or" são representados respectivamente pelos seguintes símbolos gráficos: and or X + TIPOS DE CAUSAS X1 X2 X X2 X X X1 REPRESENTAÇÃO X X X + X1 X2 X1 X2 .

Y2 Matematicamente. formando o "primeiro nível". através da diagramação dos eventos contribuintes e falhas. que irá mostrar o inter-relacionamento entre os mesmos em relação ao evento "topo" (em estudo). O método pode ser desenvolvido através dos seguintes passos: › › › seleciona-se o evento indesejável. cuja probabilidade de ocorrência deve ser determinada. determinando-se as condições. as combinações de eventos e falhas contribuintes irão sendo adicionadas. X2 Y = Y 1 . eventos particulares ou falhas que poderiam contribuir para a ocorrência do evento indesejado. são revisados todos os fatores intervenientes. É apenas uma ligação entre uma parte da árvore e outra. ou falha. À medida que se retrocede passo a passo. quando se deseja quantificar os riscos correspondentes a cada evento (ou a cada "ramo”).EQUAÇÃO X = X 1 . como ambiente. "and” corresponderá a um produto de duas probabilidades e "or” a uma soma de duas probabilidades. é preparada uma "árvore". Símbolo que representa um evento básico. Seguem algumas breves explicações sobre alguns símbolos gráficos que serão usados para representação de eventos. Os diagramas assim preparados . não dependente de outros. mas que (por impossibilidade ou falta de necessidade) não será desenvolvido. exigências do sistema etc. O processo inicia-se com os eventos que poderiam diretamente causar tal fato. São estas: Significa um evento dependente (ou "causado" por) um ou mais eventos. de modo sistemático. dados de projeto. Significa um evento dependente de outros..

mais prováveis na indução do evento indesejado do que outras. e estas podem ser traduzidas. além do que. obtidos experimentalmente para o específico sistema em estudo. são desenvolvidas expressões matemáticas adequadas. é relativamente fácil achar a principal combinação de eventos que precisa ser prevenida de modo a reduzir a probabilidade de ocorrência do evento em estudo. Portanto. no sentido da correção de condições indesejadas. experiência anterior. Normalmente. . e o descobrimento de elementos sensores cujo desenvolvimento possa reduzir a probabilidade do contratempo em estudo. comparação com equipamentos similares ou. propiciando-lhe uma visão bastante clara da questão e possibilidades imediatas de atuação. determina-se a probabilidade de falha de cada componente. dados dos fabricantes. O relacionamento entre os eventos é feito através de comportas lógicas. ou a probabilidade de ocorrência de cada condição ou evento presentes na equação simplificada. centenas de vezes. representando as "entradas" das árvores de falhas. Cada comporta lógica tem implícita uma operação matemática. através da Álgebra Booleana. em última análise. Esses dados podem ser obtidos de tabelas específicas. a AAF leva ao analista um grande número de informações e conhecimento muito mais completo do sistema ou situação em estudo. importantes no processo. Os corolários das árvores de falhas podem ser: a determinação da seqüência mais crítica ou provável de eventos. A expressão é então simplificada o mais possível. a identificação de falhas singulares ou localizadas. as probabilidades são aplicadas à expressão simplificada.› › › são chamados "Árvores de Falha". através dos postulados da Álgebra Booleana. dentre os "ramos" da árvore que levam ao "topo”. encontram-se certas seqüências de eventos. ainda. por ações de adição ou multiplicação. calculando-se a probabilidade de ocorrência do evento indesejável investigado.

SEGURANÇA DE SISTEMAS AAF – Simbologia Lógica A Módulo ou comporta AND (E). As falhas básicas são indicadas por círculos e representam o limite de resolução da AF.Bn existirem simultaneamente. As seqüências de eventos são construídas com auxílio de comportas lógicas (E – and / OU – or / etc. A AF consiste em seqüências de eventos que levam o sistema à falha ou à acidente. Output ou saída A existe apenas se todos os B1.. B2.ESTRUTURA BÁSICA DE UMA ÁRVORE DE FALHAS (AF) Falha no sistema ou acidente (evento-topo). Bi . Relação lógica AND-A. As seqüências levam finalmente a falhas primárias (básicas) que permitem calcular a probabilidade de ocorrência do evento-topo..) Os eventos intermediários (eventos de saída) são representados por retângulos com o evento descrito dentro do mesmo..

Um evento. B2.B1 – B 2 Bn A Ai Módulo ou comporta OR (OU). usualmente descreve a entrada ou saída de um módulo AND ou OR.. descrito em termos de conjuntos ou componentes específicos. indica uma condição limitante ou restrição que deve ser satisfeita. Quando contido numa seqüência.Bn ou qualquer combinação dos mesmos existir. Falha primária de um ramo ou série.. usualmente um mau funcionamento..Bn B1 – B 2 Gi Módulo ou comporta de inibição Permite aplicar uma condição ou restrição à seqüência. . A entrada ou input e a condição de restrição deve ser satisfeitas para que se gere uma saída ou output Ri Identificação de um evento particular. Xi . Aplicada a um módulo... Output ou saída A existe se qualquer dos B1.. Relação lógica inclusiva OR-A.

seqüências de eventos e valores numéricos. X1 Indica ou estipula restrições. Tem as mesmas funções. a menos que se provoque uma falha. a estipulação pode ser que o evento não ocorrerá na presença de ambos ou todos os inputs simultaneamente. Com um módulo OR. mas a causa de falta de informação ou de conseqüência suficiente.Um evento que normalmente se espera que ocorra. . Também pode ser usado para indicar maior investigação a ser realizada. Quando é usado com um módulo inibidor. a restrição deve ser satisfeita antes que o evento possa ocorrer. Com um módulo AND. X1 Um evento “não desenvolvido”. quando se puder dispor de informação adicional. a estipulação é uma condição variável Um símbolo de conexão a outra parte da árvore de falhas. dentro do mesmo ramo mestre. usualmente em evento que ocorre sempre.

a título de ilustração do encadeamento lógico realizado na técnica e do uso das comportas.Idem. . um exemplo da aplicação da análise apenas na forma qualitativa (sem cálculos de probabilidade. A seguir. mas não tem valores numéricos. A situação em estudo á um “evento indesejado”.

.

SEGURANÇA DE SISTEMAS Exemplo de Análise de Árvore de Falhas Não consegui chegar a tempo na conferência Houve atraso no transporte Deixei o hotel muito tarde Houve atraso na saída Houve atraso no trajeto Prolonguei-me ao aprontar-me A janta prolongouse Outros imprevistos Acidente de Trajeto Excesso de Tráfego A roupa passada atrasou Atrasei meu Cronograma O rest. é demorado O papo estava bom .

A Análise de Árvores de Falhas (AAF) é. A seguir. que uma Árvore de Falhas: direciona a análise para a investigação das falhas do sistema. bem como para a estimação de probabilidades de falha. fornece auxilio gráfico. permite ao analista concentrar-se em uma falha específica do sistema num certo instante: e permite compreender o comportamento do sistema. fornece opções para análise quantitativa e qualitativa da confiabilidade de sistemas. Fussell descreve. não participaram das mudanças nos projetos desses sistemas. portanto. através de visibilidade ampla. temos alguns exemplos de árvore de falhas: . àqueles que devem administrar sistemas e que. uma técnica dedutiva para a determinação tanto de causas potenciais de acidentes como de falhas de sistemas.De Cicco e Fantazzini relatam que J. chama a atenção aos aspectos do sistema que são importantes para a falha de interesse. por qualquer razão. em sua obra.

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