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Trabalho Economia

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FACULDADE JOSÉ LACERDA FILHO – FAJOLCA CURSO DE LICENCIATURA OU BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO

GILSON QUEIROZ DA SILVA LENI DE OLIVEIRA ROSENO

A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO

Ipojuca/PE 2011

GILSON QUEIROZ DA SILVA LENI DE OLIVEIRA ROSENO

A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO

Trabalho apresentado para à disciplina Economia, no curso de Administração, da Faculdade José Lacerda Filho de Ciências Aplicadas – FAJOLCA. Prof. Fernanda Estelita

Ipojuca/PE 2011

SUMÁRIO 1) RESUMO 2) INTRODUÇÃO • 1.1 - A Evolução do Pensamento Econômico 3) LITERATURA • 2.1 - Fase Pré-Científica da Economia (Antiguidade) • 2.2 - Idade Média • 2.3 - Mercantilismo • 2.4 - Fisiocracia (Criação científica da economia) • 2.5 - Escola Clássica (Final do Século XVIII ao início do SéculoXIX) • 2.6 - Marxismo • 2.7 - A Teoria Neoclássica (Final do Século XIX ao inicio do Século XX) • 2.8 - Keynesianismo (Ciência Econômica Comtemporânea) • 2.9 - Conclusão 4) CONSIDERAÇÕES FINAIS 5) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

RESUMO Este trabalho tem como finalidade contextualizar os principais pensadores econômicos em seus respectivos momentos históricos além, de apontar suas contribuições e os relativos impactos dos seus estudos na sociedade. No tema Antiguidade foi abordado como a economia foi estudada como parte da filosofia social. Mercnatilismo abordou a atração e manutenção dos metais preciosos pelos paises. A Fisiocracia com destaque para François Quesnay buscou abordar o estudo da economia baseada na natureza, o livre comércio e o imposto único sobre a agricultura. Sobre os téricos econômicos estudados, Adam Smith foi analisado bem como suas teorias sobre “a mão invisível”, a livre concorrência e a não intervenção do Estado. Sobre as teorias de Thomas Malthus, o estudo referiu-se ás suas afirmações de que o excesso de população seria a causa para todos os males além, de subestimar os avanços técnológicos. Stuart Mill com o estudo sobre o utilitarismo, foi verificado que o valor de um bem depende segundo suas afirmações, da sua utilidade e da satisafação que traz ao consumidor. David Ricardo, abordou-se no estudo verificou a “teoria das vantagens comparativas”(comércio internacional), e suas afirmações onde a utilidade dos bens não determina seu valor. Sobre Karl Marx foi verificado sua sobre a “mais valia” e a divisão da sociedade em três classes (proprietário da riqueza, proprietário das terras e trabalhadores assaláriados). Sobre Alfred Marshal, verificou-se a teoria marginalista (equilibrio da economia) e a teoria sobre o valorutilidade (elasticidade de mercado).Finalmente, sobre Jonh Mayard Keynes, verificou-se suas teorias sobre a intervenção do Estado na economia, o fim do laissez-faire e o pleno emprego.

No entanto a evolução deste pensamento econômico pode ser divida em dois importantes períodos: Fase Pré-Cientifica e Fase Cientifica Econômica. E o Mercantilismo. soluções e seu funcionamento). com a expansão dos mercados consumidores e consequentemente do comércio. A escola clássica por sua vez. propôs a intervenção do estado para equilibrar o mercado (oferta e demanda) através do ajuste de preços (“mão invisível”). Pode se ressaltar a Escola Neoclássica e o Keneysianismo que se diferenciam dos outros periodos pela elaboração de principios teoricos fundamentais além de revolucionar o pensamento econômico. A Idade Média ou Pensamento Escolástico repleto de doutrinas caracterizado por doutrinas teológicofilosóficas e tentativa de moralização das atividades econômicas.INTRODUÇÃO A Evolução do Pensamento Econômico O pensamento econômico passou por diversas fases que se diferenciam por suas discrepâncias e oposições. laissez-passer”) nas relações econômicas. A primeira pregava a existência de uma “ordem natural”. A fase pré-cientifica pode ser subdividida em 3 subperiodos: A Antiguidade Grega caracterizada por um forte desenvolvimento nos estudos politicos-filosóficos. . Escola Clássica e Pensamento Marxista. Na teoria neoclássica definitivamente se consolida e surge a teoria subjetiva de valor. A fase científica pode ser dividida em Fisiocracia. A teoria Keynesiana procura definir as flutuações de mercado e o desemprego (suas causas. onde não haveria a intervenção do estado (“laissez-faire. O marxismo fazia críticas a “ordem natural” e a “harmonia de interesses” (amplamente defendida na teoria clássica) afirmando tanto um como o outro resultava na concentração de renda e eventual exploração do trabalho.

dos preços e da moeda. trabalhando sob a ótica da racionalização e do planejamento. o intercâmbio e a aquisição. Aristóteles exerceu forte influência na evolução deste pensamento. os estudos econômicos eram voltados de maneira generalizada. . Conclui-se então que. elementos que tornavam-a um importante polo econômico estimulando por sua vez as transações comerciais e a criação de sociedades mercantis. eram baseados em princípios morais e políticos sem ênfase no aspecto cientifico. tornou-se de suma importância um estudo com o objetivo de por meios tecnologicos. restando a economia somente observações ás atividades agrícolas. Todas as obras de cunho econômico. onde em suas obras discuitia as funções do Estado. ainda não constituiam um ramo científico independente ocasionado pela fragmentação nesses estudos. com uma desenvolvida rede rodoviária e intensa navegação. para solução de problemas particulares e transações comerciais. a usura e os salários. Nessa época. os mesmos sempre estiveram atados á filosofia e a política. As idéias econômicas emanadas dessa época (baseados em estudos políticosfilosóficos). o valor e a formação da riqueza com grande contribuição nas teorias de valor que hão de vir.LITERATURA Fase Pré-Científica da Economia (Antiguidade) Com o aumento da complexidade social e a escassez. apesar da intensa atividade econômica de Roma que possuia um vasto império. satisfazer o maior número possível de pessoas e/ou necessidades. No entanto. Os pensadores romanos estavam mais voltados para a área do Direito. apesar das importantes contribuições dos pensadores gregos e romanos. a preocupação fundamental romana era a política.

A independência do pensamento econômico ainda não foi alcançado nessa época igualmente ocorrida na sociedade greco-romana. onde valorizou a dignidade do trabalho. protegendo os consumidores e os pequenos produtores. o sistem bancário e diversas formas de associação que se desenvolveram na evolução do pensamento econômico. Era entusiasta da ética no comércio propondo que. a Igreja procurou regular o mercado baseado primordialmente na ética. O grande nome desse periodo foi Tomás de Aquino. onde a igreja controlava o poder político e econômico. A propriedade privada era considerada legítima quando era subordinada ao bem comum.Idade Média Caracterizada por uma nova fase em relação a cultura e a economia (ocasionada pela decadência grega e romana). Surgiram então diversos elementos da sociedade moderna como. mobilizando grandes capitais. condenando os juros. os mais poderosos dominariam os mais fracos. a divisão do trabalho. A cobrança de juros era condenada. Havia um combate á usura que era considerada imoral. A Igreja buscou moralizar o comércio. com a usura e com os sistemas salariais. pois a renda deveria ser gerada pelo trabalho árduo e a natureza e não ser objeto de extorsão de bens do devedor ao credor. houve um aumento na produção e o desenvolvimento das cidades e do comércio internacional. . Deste modo a livre concorrência e a livre iniciativa tornavam-se perigosas pois. Procurando equilibrar as relações de mercado. Com o crescimento demográfico e o aumento e consequente excesso de mão-de-obra ofertada. o apego ao lucro seria vergonhoso onde se deveria buscá-lo como remuneração ao trabalho e não como fim. o equilibrio dos atos econômicos protegendo os mais fracos dos mais poderosos. fomentando o “preço justo”. com um sistema de preços justos. que por suas obras demonstrou preocupação com a correta utilização da propriedade privada. com o comércio.

foram requisitos essenciais para o desenvolvimento econômico das nações. As críticas ao mercantilismo referiam-se ao grande apego ao lucro onde. o país buscava incessantemente a riqueza mesmo que isso custasse o prejuízo de outros. a exploração de novas terras e o acumulo significativo de metais preciosos. Diferentemente da Idade Média ou Período Escolástico. Apesar da contibuição cientifica obtida pelo mercantilismo ser pequena.Mercantilismo O mercantilismo foi marcado pela expansão dos mercados consumidores e produtores de matéria prima. A exploração ao máximo da colônia e o impedimento de qualquer desenvolvimento desta evitando-se uma possível concorrência. As restrições de outrora da Igreja foram ignoradas. as práticas mercantilistas buscavam essencialmente o lucro a qualquer custo. políticas. pela revolução comercial. . pela centralização do comércio como atividade econômica e pelo protecionismo e o intervencionismo estatal na economia. religiosas. O comércio não se limitava somente as feiras e transações internas mas voltava-se ao comérco exterior buscando o acúmulo de capitais para o Estado. e os comerciantes com o apoio da comunidade e do Estado começaram a comercializar e a lucrar. algumas idéias difundidas nesse periodo acabaram influenciando a fase científica da economia. No inicio a era mercantilista foi marcado por transformações intelectuais. geográficas e econômicas. comportamentais. A diminuição das importações e o incremento das exportações. A produção era realizada para o crescimento do Estado e não com a finalidade de bem-estar do indivíduos. É considerado que o mercantilismo foi o período de transição de uma economia regional para uma economia nacional. “O lucro de um país é o prejuízo de outros” (MONTAIGNE).

Evidenciou também a interdependência entre as atividades econômicas e mostrou como a agricultura fornece um “produto líquido” que é repartido em sociedade. Em seus estudos representa um esquema de fluxo de bens e despesas entre as diferentes classes sociais. isto é. autor de livros com por exemplo“Tableau Économique”. Na fisiocracia a produção agrícola era a base ou seja. Criou princípios como o da filosofia social utilítarista que pregava. laissez-passer”) por existir uma “ordem natural” que regia as atividades econômicas. as atividades econômicas não deveriam ser reguladas excessivamente e nem guiadas por forças “antinaturais”. O harmonismo não obstante. onde acreditava na compatibilidade e complementariedade dos interesses pessoais em uma sociedade competitiva e a teoria do capital onde os empresários só poderiam lançar-se a um empreendimento se já possuisem um certo capital acumulado e os devidos equipamentos. O fundador da fisiocracia e da primeira fase científica da economia foi François Quesnay (1694-1774). Deveria haver uma liberdade mais ampla a essas atividades onde acreditava-se que “uma ordem imposta pela natureza e regida pelas leis naturais’ governaria o mercado e tudo se acomodaria á seu próprio modo”. ou seja. proprietários de terras e as demais classes. sendo de suma importância criar leis de organização econômica. Na primeira se observa que existe uma ordem natural que rege todas atividades econômicas. não interviria no mercado (“laissez-faire. a máxima satisfação com o minímo de esforço. . Com o surgimento da fisiocracia surgiram duas idéias fundamentais para o desenvolvimento do pensamento econômico. um liberalismo agrário onde se podia dividir a sociedade em três classes: produtiva.Fisiocracia (Criação científica da economia) Fisiocracia significa “governo da natureza”. a terra fornece todas as riquezas que mais tarde farão parte destes dois campos econômicos. O Estado atuava no sentido de proteger a propriedade e garantir a liberdade econômica. a existência do antagonismo das classes sociais. A segunda fala sobre a sobre a importância da agricultura sobre o comércio e a industria.

dos juros. da intervenção estatal. Segundo Adam Smith. caracteristica do seu método. pois para o mercantilismo apenas a nobreza faria parte desta nação. de desenvolver teorias sobre o crescimento econômico portanto. . pelo ajuste de preços (“mão invisível”). A teoria clássica surgiu da necessidade de estudos de meios para manter a ordem econômica através do liberalismo a da interpretação das inovações tecnológicas oriundas da Revolução Industrial. buscando segurança por usar elementos já existentes mas. a economia não deveria se relegar unicamente a aumentar os estoques de metais preciosos e ao enriquecimento da nação. que contestando a regulamentação comercial do sistema mercantilista. acreditava que a concorrência produz como resultado o desenvolvimento econômico utilizado por toda a sociedade. Sua obra “Wealth of Nations” busca estabelecer os princípios para a análise do valor. Ela vem caracterizada pela busca pelo equilibrio do mercado (oferta e demanda). a distribuição de renda e a formação e aplicação do capital. das rendas da terra além. dos lucros. Para alguns críticos Adam Smith não foi de genialidade original por percorrer caminhos traçados por outros. sobre a causa da riqueza das nações. da divisão do trabalho. pela não intervenção estatal na atividade econômica onde a “ordem natural” prevalece e o foco na satisfação das necessidades humanas através da divisão do trabalho que por sua vez. Suas teorias buscavam essencialmente elevar o nível de vida de todo o povo.Escola Clássica (Final do Século XVIII ao início do SéculoXIX) A base da escola clássica é o liberalismo econômico e seu principal destaque aconteceu com Adam Smith (1723-1790). o restante da população estaria excluido destes beneficios gerados pelas atividades econômicas. aloca a força de trabalho em várias linhas de emprego. suas contribuições para o desenvolvimento do pensamento econômico foram fundamentais devido sua clareza e equilibrio.

Marxismo Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895) criticavam a “ordem natural” e a “harmonia de interesses” de forma ferrenha pois existiria segundo suas proposições. salarios reduzidos e ausência de leis trabalhistas. da classe economicamente dominante. por intermédio dele. se converte também em classe politicamente dominante e adquire novos meios para a repressão e exploração da classe oprimida. Analisou as crises econômicas. O pensamento de Marx não só era voltado á economia mas também á filosofia. sufocando o crescimento de novas forças que ameaçam solapá-la. e como. longa jornada de trabalho. até que essas novas forças finalmente se afirmem e realizem suas aspirações. “ O valor da força de trabalho é determinado como no caso de qualquer outra mercadoria. de desenvolver a teoria da mais-valia (exploração do trabalho). " Como o Estado nasceu da necessidade de conter o antagonismo das classes. “As forças que criaram essa ordem procuram estabiliza-la. classe que. e consequentemente á reprodução.” (KARL MARX). por regra geral. o Estado da classe mais poderosa. é. sociologia e história. desse artigo em especial. ao mesmo tempo. Marx criticava o erro dos teóricos clássicos ao afirmar que a estabilidade e o crescimento econômico estariam vinculados a atuação da “ordem natural”. nasceu em meio ao conflito delas. a distribuição de renda e o acúmulo de capital.” (KARL MARX). Pregava a derrubada da ordem capitalista e a inserção do socialismo. Marx modificou a análise do valor-trabalho (teoria objetiva do valor) além. . "(FRIEDRICH ENGELS). concentração de renda e exploração do trabalho. que é a origem do lucro capitalista de acordo com o pensamento marxista. pelo tempo de trabalho da produção. Exerceu grande impacto e provocou diversas mudanças e transformações com a publicação de suas obras “Manifesto Comunista” e “Das Kapital” onde segundo sua doutrina a industrialização viria acompanhada de diversos efeitos nocivos ao proletariado com baixo padrão de vida.

Buscava-se a racionalização e otimização dos recursos escassos. baseada na interdependencia de todos os preços do sistema econômico para se manter o equilíbrio.A Teoria Neoclássica (Final do Século XIX ao inicio do Século XX) A teoria neoclássica vem pôr fim ao periodo de incertezas das teorias contrastantes (fisiocrata. trabalho. a economia seria uma ciência do comportamento humano e não da riqueza. um teórico renomado Jevons. em que modificaram-se os métodos dos estudos econômicos. produção e outros. baseada na utilidade (teoria subjetiva do valor) significando que. Doutrinava um pensamento econômico competitivo com tendência automática para o equilíbrio. baseada no pensamento liberal. Afinal. A Escola de Cambridge formulou a Teoria do Equilibrio Parcial que considerava que a economia era o estudo da atividade humana nos negócios econômico portanto. Alfred Marshal (1842-1924) em sua obra “Síntese Neoclássica” teoriza de que forma o livre funcionamento das relações comerciais garantiriam a plena alocação dos fatores de produção. se disporam a rever toda a análise economica clássica. Escola de Lausanne ou Escola Matemática. a um nível pleno de emprego dos fatores de produção. Essa nova teoria pode ser dividida em quatro escolas: Escola de Viena ou Escola Psicológica Austríaca. A Escola de Lausanne enfatizava a Teoria do Equilibrio Geral. difundia que o valor do trabalho deveria ser determinado pelo valor do produto e não o produto deveria determinar o valor do trabalho. oque mais tarde foi realizado por Keynes. Para a teoria neoclássica o homem teria que saber racionalizar e portanto. o produto dependerá da aceitação do preço pelo comprador para ser vendido. Escola de Cambridge e a Escola Neoclássica Sueca. novas concepções de conceitos sobre valor. equilibraria seus gastos mediante seus ganhos. Ao contrário de Karl Marx. clássica. Há a consolidação do pensamento liberal. A primeira destaca-se por formular uma Teoria de Valor. o valor do bem pela quantidade e utilidade do mesmo. Conclui-se que a principal preocupação dos teóricos neoclássicos era o funcionamento de mercado e como se chegar a pleno emprego dos fatores de produção. marxista). Os neoclássicos baseados em novos modelos teóricos. . Finalmente a Escola Neoclássica Sueca iniciou a tentativa de integrar a análise monetária a análise real.

Seus objetivos primordiais eram explicar as flutuações de mercado e o desemprego generalizado. Afirmava que. “Teoria Geral do Emprego. As obras de Keynes. . pois não seria a posse dos meios de produção que resolveria os problemas sociais e ao Estado. do juro e da moeda”. ao estabelecimento de uma lei única de consumo que ignorava a diferança de classes. com suas obras promoveu uam revolução na doutrina econômica opondo-se principalmente ao marxismo e classicismo com uma nova maneira de racionalizar na economia. Por outro lado. algumas de suas idéias foram agregadas ao pensamento socialista. estimularam o desenvolvimento dos estudos não só no campo econômico. desde que.Keynesianismo (Ciência Econômica Comtemporânea) Jonh Maynard Keynes (1883-1946 ). o estudo do desemprego em uma economia de mercado. fossem feitas reformas significativas já que o capitalismo se mostrava incompatível com a manutenção do pleno emprego e da estabilidade econômica. Algumas tendências do pensamento Keynesiano prevalecem até hoje no atual sistema econômico e entre as principais podemos citar os grandes modelos macro-econômicos. ou seja. Opondo-se ao marxismo. o intervencionismo estatal moderado. não havia razão para o socialismo do Estado. Foi criticado por diversos socialistas ao que se refere ao aumento da inflação. suas causas e suas soluções. Keynes acreditava que o capitalismo poderia ser mantido. mas também nas áreas de contabilidade e estatística. a política do pleno emprego e a do direcionamento dos investimentos. como por exemplo. competiria incentivar o aumento dos meios de produção e a boa remuneração dos seus detentores. provocou enorme impacto na evolução do pensamento econômico. além de fazer uam análise economica reestalecedora do contato com a realidade. a revolução matematizante da ciência economica etc. Em suas teorias defendia a intervenção moderada do Estado.

dispositivos de economia de trabalho foram banidos como uma ameaça aos produtores existentes. assim como o vendedor faz.os impostos sobre as importações. A Riqueza das Nações profundamente influenciou os políticos da época e desde que o fundamento intelectual da época do século XIX. mas o total de sua produção e comércio . Portanto. e proteção para as indústrias nacionais. Smith mostrou que este edifício “mercantilistas” vasta era uma loucura. Bens de importação do exterior foram vistos como prejudiciais. A riqueza de uma nação não é a quantidade de ouro e prata em seus cofres. Smith tinha uma compreensão radical fresca de como as sociedades humanas realmente funcionam. independentemente das dificuldades práticas de alcançá-la. Ele percebeu que a harmonia social iria surgir naturalmente como os seres humanos se esforçou para encontrar formas de viver e trabalhar uns com os outros. grande do livre comércio e da expansão econômica. Simplesmente. Os lucros do comprador. em uma livre troca. um dos livros mais influentes já escritos. ninguém trocaria se deve perder com isso. Nos dias de Smith. O protecionismo mesmo governou em casa também. ambos os lados tornavam-se melhores. porque significava que essa riqueza deve ser dada até pagar por eles. fabricantes e comerciantes pediram ao rei para os monopólios de proteção. as pessoas viram a riqueza nacional em termos de estoque de um país de ouro e prata. exportação de mercadorias foi visto como bom porque estes metais preciosos permaneciam.o que hoje chamaríamos de produto nacional bruto. disse Smith. Cidades impedindo artesãos de outras cidades que se deslocam para dobrar seu comércio. que aumenta a nossa prosperidade da mesma forma como faz agricultura ou fabricação. os países mantiveram uma vasta rede de controles para evitar essa riqueza de metal drenagem para fora . . Porque os benefícios do comércio ambos os lados. Ainda hoje o senso comum de livre comércio é aceito em todo o mundo.Adam Smith Adam Smith (1723-1790). foi um filósofo e economista escocês que é mais conhecido como o autor de “Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações (1776)”. subsídios aos exportadores. Importações são tão valiosos para nós como nossas exportações são para os outros. Ele argumentou que.

mas isso é uma força para o bem desde que haja competição genuinamente aberto e sem coerção. como às vezes caricaturado. Auto-interesse pode impulsionar a economia. . Então. que pela primeira vez a reputação de Smith. com intercâmbio livre e sem coerção. Aqui está sua resposta: “Como o homem soever egoísta pode-se supor. a lei e a moralidade. não apenas um estudo de economia. Mais uma vez. Smith olha para a psicologia social para descobrir a base da moralidade humana. Não era A Riqueza das Nações. Algumas pessoas se perguntam como o auto-interesse que as unidades do sistema econômico de Smith pode ser enquadrada com a "simpatia" que dirigem a sua ética. Seria crescer. Livros de Smith são complementares: eles mostram como auto-interessados os seres humanos possam viver juntos em paz (na esfera moral) e produtiva (na economia). as instituições políticas. mas uma pesquisa da psicologia social humana: sobre a vida.” Em outras palavras. há evidentemente alguns princípios em sua natureza. Somos auto-interessados.A Riqueza das Nações foi. E é o pobre que os benefícios da liberdade econômica e social mais. bem-estar. E como pessoas atingidas negócios uns com os outros. a natureza humana é complexa. mas nós também gostamos de ajudar os outros também. embora ele nada daí retire a não ser o prazer de vêlo. como um produto da natureza humana. A riqueza das nações não é endosso da ganância econômica. os recursos da nação seriam atraídos automaticamente para os fins e propósitos que as pessoas mais valorizado.Liberdade e auto-interesse não precisam produzir o caos. mas um livro sobre ética.como se guiados por uma "mão invisível" . organicamente. uma ordem social não prosperando precisam ser controlados por reis e ministros. portanto. mas . que lhe interessam relativamente à fortuna dos outros e que tornam sua felicidade necessária para ele. Seria melhor crescer em um mercado aberto e competitivo. “A Teoria dos Sentimentos Morais”.a ordem e a concórdia. Os seres humanos têm uma "simpatia" natural para outros. E esta é a base de nossas idéias morais e ações morais. Que lhes permite compreender como a moderar o seu comportamento e preservar a harmonia.

que ele publica um artigo que teria um impacto tremendo no cenário mundial. Segundo o economista. anos depois. como morte. As edições seguintes do ensaio. porque o número de pessoas é restringido pelas limitações naturais. Malthus destacava que o crescimento das populações é limitado pelos recursos alimentares disponíveis. É nesse contexto. Essa população encontrava nas cidades uma situação sanitária muito melhor.Em seu ensaio sobre a população. 3) mas tende a haver um equilíbrio entre esses polos. Seus argumentos podem ser resumidos de forma simples: 1 ) A humanidade tem uma tendência natural para aumentar. antes de Karl Marx e John Keynes. A Inglaterra – e o mundo em geral . . transcorreram durante as guerras napoleônicas. essas restrições eram uma parte necessária da existência humana e recaíam normalmente sobre os membros mais fracos de uma sociedade . que iria se repetir alguns anos depois. em 1798. No período imediatamente anterior à publicação do ensaio de Malthus. Em "Um ensaio sobre o princípio da população".Thomas Maltus Thomas Malthus foi um economista brilhante e podemos dizer que. A visão de Malthus sobre a vida social de seu tempo era bem pessimista: para ele.Ele viveu na época da Revolução Francesa. doenças. 2) A produção de alimentos não consegue acompanhar esse crescimento. como a guerra. quando prosperavam idéias otimistas do aperfeiçoamento humano e alardeava-se o respeito às liberdades individuais.os mais pobres e os mais doentes. o que provocou um intenso deslocamento da população rural para as cidades. período em que a Inglaterra se viu novamente às voltas com a ameaça de escassez de grãos. um descompasso que provoca a fome e estimula a disputa entre os homens. o que provocou uma redução da taxa de mortalidade e um aumento populacional constante.vivia a Revolução Industrial. ou por ações humanas. a humanidade sempre iria se defrontar com a escassez de alimentos. a Inglaterra passou por uma aguda crise alimentar. foram suas idéias as que exerceram um maior impacto na vida social de seu tempo. fome. ele defendia a tese de que a população cresce em progressão geométrica enquanto a produção de alimentos cresce em progressão aritmética.

. Em 1805. . Assim... com sua prima Harriet Eckesall. com o qual manteve uma das mais notáveis relações intelectuais da história do pensamento econômico. Malthus concluiu que inevitávelmente a fome seria uma realidade caso não houvesse um controle imediato da natalidade:. para suportar o aumento de um número tão grande. Em 1804.. possivelmente não poderiam crescer mais rapidamente do que numa média aritmética. “Pode-se seguramente declarar [.. em grande parte. Sua obra fez com que fosse considerado. de nenhum modo será obtido com a mesma facilidade. Malthus abandonou seu posto de pastor na igreja anglicana e casou-se. Malthus recorreu ao uso de fenômenos naturais... dobra a cada 25 anos. Embora seja conhecido por seu ensaio sobre a população. ou aumenta numa razão geométrica. para demonstrar que existe uma pressão natural sobre os meios de vida. [. quando não controlada. considerando-se na média o presente estado da terra. de uma combinação de argumentos que procuravam conciliar as ideias das ciências da natureza com a moral anglicana. Paralelamente. como a tendência a procriar da raça humana e a falta de capacidade de resposta da agricultura.] que a população..Malthus defendia na época um maior equilíbrio entre produção industrial e produção agrícola. junto com o economista britânico David Ricardo. realçou o papel da conduta individual como sendo capaz de regular o equilíbrio entre população e meios de vida e assim manter a ordem social. Malthus escreveu outros artigos e livros não menos importantes. os meios de subsistência. Com base em sua teoria. Dado o pessimismo que carregava. concluiu que argumentos morais podem atuar como “obstáculos preventivos”.] Mas o alimento. Malthus foi nomeado para estar à frente da primeira cátedra permanente de Economia Política. aos 39 anos. e era contrário àqueles que consideravam o vigor industrial e as exportações inglesas garantia suficiente de uma oferta estável de alimentos. com a qual teve 3 filhos. [. ou seja.] que. o “Pai da economia política clássica”. Ricardo teria incorporado o princípio da população às suas próprias teorias.] Pode-se com justeza declarar [. Cinco anos depois.” (Thomas Malthus) O impacto das ideias de Malthus decorreu. começou a se aproximar do inglês David Ricardo. em uma Faculdade da Companhia das Índias. sob as condições mais favoráveis da indústria humana. essa área da economia ficou conhecida como “ciência lúgubre".

e que os vencedores seriam aqueles que tivessem alguma vantagem sobre os outros. mais de dois séculos depois da teoria proposta por Malthus. A organização chegou a prever que a produção alimentar tem que aumentar 70% até 2050 para dar conta dos 2. Hoje. a fome no mundo ainda é relacionada ao crescimento populacional. . Malthus acreditava que.3 bilhões de pessoas a mais que haverá no planeta.As idéias de Malthus parecem ter influenciado também o naturalista britânico Charles Darwin na elaboração da teoria da seleção natural. a ONU. e ela castiga uma parcela importante de sua população: segundo a Organização das Nações Unidas. Atualmente. Apesar disso. as pessoas iriam lutar pela sua sobrevivência. devido à escassez de recursos. 850 milhões de pessoas sofrem de desnutrição crônica. existe fome no mundo. a produção agropecuária mundial é suficiente para alimentar os 6 bilhões de pessoas que habitam o planeta.

Daí a principal crítica de Marx a esse tipo de ecletismo do qual Mill é o melhor intérprete.] Prazer e ausência de dor são as únicas coisas desejáveis como fins [. a ponto de ser considerado um integrante do liberalismo clássico por alguns autores e um pré-socialista por outros. isto é prova inconteste de ingenuidade ou uma tentativa de "conciliação dos inconciliáveis". como pode ser visto na citação a seguir: “Nosso ideal de desenvolvimento final vai mais além da democracia e nos classificaria decididamente sob a designação geral de socialismo. Para Marx. suas idéias refletem diversas influências de outros pensadores contemporâneos.. Stuart Mill procurou combinar o utilitarismo (que absorveu de Jeremy Bentham) com o socialismo.] seja pelo prazer inerente a elas. na qual admitiu que o aperfeiçoamento intelectual do homem serve de base ao desenvolvimento social. como se vê na seguinte passagem: “Felicidade entendida como prazer e ausência de dor.. em que ressaltou o valor do altruísmo (tão a gosto de Saint-Simon e Comte). apresentando em sua evolução uma série de contradições. . como forma de superação do egoísmo. Ele próprio chegou a se autodefinir um socialista. ao mesmo tempo. do Direito. Stuart Mill enfatizava. seja como meio de promoção do prazer e prevenção da dor”. Consideramos que o problema social do futuro seja como reunir a maior liberdade individual de ação com a propriedade comum das matérias-primas do globo e uma participação igualitária de todos nos benefícios do trabalho associado”. é ignorado por outros. da Psicologia. Nessa tentativa de conciliação de idéias socialistas com seus fundamentos utilitaristas ele fez uso de uma relação entre a religião e a moral. no princípio da utilidade.. da Economia e da Política. que tiveram que ser aperfeiçoadas por diversos economistas e pensadores de gerações posteriores. [. por não ter conseguido "amarrar" bem suas idéias.Stuart Mill As contribuições de Stuart Mill distribuem-se pelos campos da Lógica. a busca da felicidade. No campo da Economia. Tamanha diversidade explica em boa parte a descontinuidade que caracteriza a sua obra e a controvérsia que existe em torno de sua figura: é considerado um dos princípais expoentes da Economia por alguns autores e historiadores em razão de sua criatividade e de suas contribuições inovadoras e..

tais como a educação. e. o auxílio aos pobres. quase um século após o início da Revolução Industrial: “. 3) Inicia-se por volta de 1850 e se torna mais estreito à medida que amplia seu contato com as idéias socialistas. em que começou a fazer a defesa da criação de propriedades para os camponeses. A diferença de seu pensamento a partir da publicação dos Principles em relação ao seu pensamento original pode ser claramente vista no seguinte trecho: “Se a escolha tiver de ser feita entre comunismo. nos quais se sente uma nítida influência de Ricardo. se a instituição da propriedade privada necessariamente carrega consigo. mas de pouco interesse para o capital privado. à colonização e outros itens de interesse da coletividade.Sua posição é fundamentada nas circunstâncias históricas da Europa e suas idéias econômicas refletem isso. 2) Exposta em sua principal obra ”Principles of Political Economy (1848)”. quando publicou “Essays on some unsettled questions of Political Economy”. a remuneração diminui à medida em que o trabalho cresce mais duro e mais desagradável até que o mais exaustivo e fatigante trabalho não possa contar com a certeza de estar apto a ganhar sempre o mínimo necessário à .. podendo ser identificados em três periodos distintos: 1) Por volta de 1844. Nessa época sente-se forte influência de Saint-Simon. com todas as suas oportunidades. uma vez que estava preocupado com os problemas que envolviam os agricultores irlandeses. Até agora se questiona se todas as invenções mecânicas já feitas aliviaram a luta do ser humano. que o produto do trabalho seja repartido. quase em razão inversa ao trabalho: as maiores parcelas àqueles que jamais trabalharam para o todo. Fica claro que ele não endossa o princípio do laissez-faire. quando se convence da fundamental importância dos problemas sociais. já que ele aponta a existência de inúmeras exceções representadas por itens de grande utilidade social. O trecho que se segue. a parcela seguinte àquele cujo trabalho é apenas nominal e assim numa escala decrescente. extraído dos “Principles of Political Economy” mostra bem como Stuart Mill sentia o momento. como vemos atualmente. como conseqüência.. Elas permitiram que maior população vivesse a mesma vida de fadiga e aprisionamento e que maior número de manufatureiros e outros fizessem fortuna”. e a presente situação da sociedade com todos os seus sofrimentos e injustiças.

Stuart Mill pode ser considerado um autor de transição entre o pensamento econômico antigo (que dá maior ênfase aos aspectos ligados à produção da riqueza) e o pensamento econômico moderno (que enfatiza os aspectos ligados à distribuição da riqueza). grande expoente da Escola Neoclássica. quer a maioria da geração existente. mais ampla que a de Bentham. No âmbito da Política. sobre Educação: “Uma educação geral pelo Estado é puro plano para moldar as pessoas de forma exatamente semelhante. uma aristocracia. razão pela qual sua obra representa enorme contribuição à aplicação de métodos à análise econômica. principalmente. . por uma tendência natural. serviu de base e foi aperfeiçoada pelos primeiros economistas utilitaristas como William Stanley Jevons. muito próximo do anarquismo. ou o comunismo for a alternativa.existência. a educação pelo Estado. Sua preocupação com a influência deletéria do Estado fica clara no trecho que se segue. estabelece um despotismo sobre o espírito. Sua idéia de utilitarismo. como o molde em que são plasmadas é o que agrada a força dominante no governo. Também nesse particular observam-se sensíveis modificações em seu pensamento. o caminho seguido por Mill foi o de um liberalismo extremado. como pode ser visto através da comparação de suas primeiras e de suas últimas obras. Por todas essas razões. quer seja esta um monarca. por Alfred Marshall. conduz a um despotismo sobre o corpo”. Se isto. que. um clero. na medida em que é eficaz e bem sucedida. Carl Menger e Leon Walras e. E. em nenhum instante. de revelar profunda influência da educação que lhe foi imposta pelo pai. todas as dificuldades maiores ou menores do comunismo serão apenas um átomo na balança”. Stuart Mill não deixa.

conforme mais mão-de-obra e maquinário são usados em uma quantidade fixa de terras os acréscimos ao resultado vão diminuir. que restringiam a importação de trigo. Ricardo despertou a atenção dos economistas com a “controvérsia do bulionismo”. ou do que é hoje conhecido como monetarismo. Na sua defesa dolivre comércio . Ricardo se interessou por economia. Em resumo. Após ser deserdado por sua família por se casar fora de sua fé judaica.Uma das leis mais famosas da economia. que a “Pobrelândia” produz uma garrafa de vinho com cinco horas de trabalho. e durante os 14 anos que se seguiram foi economista profissional. Ricardo formulou a idéia do custo comparativo. Em seu “Essay on the Influence of a Low Price of Corn on the Profits of Stock” (Ensaio sobre a influência de um preço baixo do milho sobre os lucros com ações 1815). não se . ele escreveu que a inflação na Inglaterra era resultado da propensão do Banco da Inglaterra a emitir excessode papel-moeda. Conseguem produzir uma garrafa de vinho com três horas de trabalho. Digamos. Ricardo também se opõe ao protecionismo das Leis do Milho. Pode-se imaginar que “Ricolândia”. o patrimônio de Ricardo valia mais de US$100 milhões em dólares de hoje. Ao seu falecimento. por outro lado. Em 1809.David Ricardo David Ricardo foi um dos raros casos em que uma pessoa atingiu enorme sucesso e também fama perene. Os trabalhadores de “Ricolândia”. por produzir ambos os bens em menos tempo de trabalho. Aos 27 anos. e uma fornada de pão com dez horas. Ricardo esteve entre os primeiros adeptos da teoria quantitativa do dinheiro. hoje conhecida como Vantagem Comparativa. uma idéia muito sutil que é o principal fundamento da crença no livre mercado pela maior parte dos economistas hoje. Ricardo articulou o que veio aser conhecido como a lei da produtividade marginal decrescente. A idéia é a seguinte: um país que compra os produtos que pode obter a um custo mais baixo se beneficia mais do que se os produzisse ele próprio. Ricardo fez fortuna como corretor de ações e empréstimos. são mais produtivos. e uma fornada de pão com uma hora. afirma que conforme mais e mais recursos são combinados na produção com um recurso fixo por exemplo. Ele escreveu seu primeiro artigo sobre economia com 37 anos. por exemplo. tendo lido “A Riqueza das Nações” de A d a m Smith .

“Ricolândia” diminuiu a produção da bebida. mas “Ricolândia”. Tanto “Pobrelândia” quanto “Ricolândia” estarão em situação melhor do que se não comercializassem. Para cada garrafa produzida. “Ricolândia” tem a vantagem comparativa na produção de pão. digamos. Portanto. Não é o caso. que pode então se especializar na produção de pão. Resultado: o comércio rende para “Pobrelândia” uma fornada adicional. Tendo produzido um século antes que Paul Samuelson e outros economistas modernos popularizassem o uso de equações. . que podem então ser trocadas por duas fornadas de pão. Ao realocar três horas antes gastas na produção de vinho. Pobrelândia renuncia a meia fornada de pão. é mais baixo em termos de pão.beneficia em nada com o comércio. ou não comercializaria. mas aumenta a produção de pão em três fornadas. para cada fornada de pão que produz. O custo da produção de vinho da “Pobrelândia”. “Ricolândia” também se beneficia. como observou Ricardo. de apenas um terço de garrafa. “Ricolândia” tem uma garrafa a mais do que antes. Se os dois países trocarem pão e vinho a unidade por unidade. enquanto Ricolândia tem que abrir mão de três fornadas para produzir uma garrafa devinho. “Pobrelândia” abre mão da fornada que esse trabalho poderia ter produzido. “Pobrelândia” pode se especializar na produção de vinho e comerciar parte dele para “Ricolândia”. Mas a mão-de-obra realocada produz duas garrafas de vinho. E “Pobrelândia” não está lucrando às custas de “Ricolândia”. “Pobrelândia” tem a vantagem comparativa na produção de vinho. embora mais alto do que a de “Ricolândia” em termos de horas de trabalho. Ricardo é ainda hoje admirado por sua impressionante capacidade de chegar a conclusões complexas sem nenhuma das ferramentas matemáticas hoje consideradas essenciais. além de mais uma fornada de pão. Esses ganhos surgem. Ao realocar. Duas dessas fornadas então são trocadas por duas garrafas de vinho de “Ricolândia”. dez horas de trabalho antes gastas na produção de pão. “Pobrelândia” abre mão de duas garrafas de vinho. porque cada país se especializa na produção do bem cujo custo comparativo é menor. Portanto. De modo semelhante.

Conlui-se que os economistas ainda hoje usam o raciocínio de Ricardo para explicar por que os auxílios de preços agrícolas ajudam não aos fazendeiros. atingida sem ferramental matemático. com quem Ricardo tinha uma relação próxima e. Mas como um alqueire de milho da terra mais produtiva é vendido pelo mesmo preço que um alqueire da terra mais produtiva. Ricardo explicou que. freqüentemente. mas os donos do conjunto finito dos alvarás que existiam quando se impôs a restrição. mas aos donos das terras. Essa descoberta resistiu ao teste do tempo. são os que se beneficiam das terras mais produtivas. conforme se cultivavam mais terras. Usa-se também um raciocínio similar para explicar por que os beneficiários das leis que restringem o número de táxis não são os motoristas de táxi. discordâncias radicais. rendeiros se disporiam a pagar mais para alugar a terra mais produtiva. . e não os rendeiros. “PriceTheory” (Teoria do Preço): "O economista moderno. encontrasse um andarilho usando camiseta e tênis. Inspirando-se em Thomas Malthus . ao ler o Principles de Ricardo.Como escreveu o economista David Friedman em seu livro-texto de 1990. é sua Teoria de aluguéis. ao chegar ao topo da montanha. Resultado: os donos das terras. se sente como um membro de uma expedição no Monte Everest se sentiria se. os fazendeiros eventualmente chegariam às terras menos produtivas." Uma das principais contribuições de Ricardo.

O coletivismo dos índios acabou. por causa de uma série de fatores e acontecimentos. entre eles o aumento populacional. deve-se citar a economia inglesa como ponto de partida para as teorias marxistas. . que significa benfeitor. nos primórdios. deu espaço a um novo sistema econômico: o capitalismo industrial (que teve seu desenvolvimento por culminar durante a revolução industrial. as condições de comércio (surgia a chance do servo obter capital através de sua produção excessiva). mas. portanto. Como todo sistema tem seu período de crise. O escravo servia exclusivamente ao seu senhor. legislativo e judiciário). Mas com o passar do tempo. Assim.Do latim liberalis . o regime seria representativo e parlamentar. ocasionando uma necessidade de mudança. e assim. ou seja. As pessoas que estavam inseridas nesta comunidade sempre se preocupavam umas com as outras. tem seu sentido político em oposição ao absolutismo monárquico. não havia propriedade privada. produzia para ele e o seu viver era em função dele. o homem. desenvolve o liberalismo econômico.começava a ser implantado e difundido em todo o território europeu. o feudalismo decaiu. por causa de sua ambição. e o escravismo se transformou numa nova relação: agora o escravo trabalhava menos para seu senhor. o servo trabalhava alguns dias da semana para seu senhor e outros para si. que garantiria ao indivíduo direitos e liberdades inalienáveis. generoso. em prover as necessidades uns dos outros. O feudalismo. o escravismo. o Estado se submeteria ao direito. Os seus principais ideais eram: o Estado devia obedecer ao princípio da separação de poderes (executivo. então. Esta relação servo-senhor feudal funcionou durante um certo período na história da humanidade. o capitalismo mercantilista. Adam Smith (o primeiro a incorporar ao trabalho a idéia de riqueza). com o surgimento da classe proletária). e por seu trabalho conquistava um pedaço de terra para sua subsistência.com suas descobertas territoriais. acabou tornando inevitável as colonizações e. até a caça era compartilhada por todos. perceberemosque havia um espírito de coletivismo: todos compartilhavam da mesma terra. especialmente o direito de propriedades.Karl Marx Se analisarmos o contexto histórico do homem.

ou seja. a história dahumanidade seria constituída por uma permanente luta de classes. Marx queria a inversão da pirâmide social. segundo a concepção marxista. as idéias que eles têm do mundo e da sociedade seriam as mesmas idéias que a burguesia espalha.E foi isto que fez com que cada sistema fosse modificado. pondo no poder a maioria. sempre regulada pelo preço da alimentação. mais interessado no estudo da distribuição do que produção das riquezas. como deixa bem claro a primeira frase do primeiro capítulo de “O Manifesto Comunista”: “A história de toda sociedade passada é a história da luta de classes”. políticas. com a Revolução Industrial surgiu a classe do proletariado. Pretendendo caracterizar não apenas uma visão econômica da história. Haveria. servidão e capitalismo seriam essencialmente etapas sucessivas de um processo único. época". vestuário e outros itens indispensáveis à manutenção do operário e seus dependentes. como foi dito anteriormente. Para Marx os trabalhadores estariam dominados pela ideologia da classe dominante. opressores e oprimidos. que seria a única força capaz de destruir a sociedade capitalista e construir uma nova sociedade. Sobre esta base econômica se ergue uma superestrutura. para Engels são "os das produtos das relações aparentes. morais. a lei da renda fundiária (agrária). filosóficas e artísticas. A base da sociedade é a produção econômica. Pois. propiciando a seus proprietários uma renda fundiária igual à diferença dos custos de produção. socialista. uma permanente dialética das forças entre poderosos e fracos. estabeleceu. Ricardo elaborou a lei do preço natural dos salários. sociais. segundo a qual os produtos das terras férteis são produzidos a custo menor mas vendidos ao mesmo preço dos demais. a teoria marxista também procura explicar a evolução das relações econômicas nas sociedades humanas ao longo do processo histórico. com base em Malthus. um estado e as idéias econômicas.Sobretudo também deve-se mencionar David Ricardo. Classes econômicas essas de sua que. A partir da teoria da renda fundiária. os proletários. que. Assim apesar diversidades escravidão. mas também uma visão histórica da economia. . ou seja.

quanto mais o mundo se unifica economicamente mais ele necessita de socialismo. quanto menor o preço pago ao operário e quanto maior a duração da jornada de trabalho. e que o único jeito de uma pessoa ficar rica e ampliar sua fortuna seria explorando os trabalhadores. tanto maior o lucro empresarial. Ela deveria também ser a luta ideológica para que o socialismo fosse conhecido pelos trabalhadores e assumido como luta política pela tomada do poder. Para Marx. ou seja. A mais-valia é constituída pela diferença entre o preço pelo qual o empresário compra a força de trabalho (6 horas) e o preço pelo qual ele vende o resultado (10 horas por exemplo). Não basta existir uma crise econômica para que haja uma revolução. A economia do futuro que associaria todos os homens e povos do planeta.O capitalismo seria atingido por crises econômicas porque ele se tornou o impedimento para o desenvolvimento das forças produtivas. o capitalismo. Marx tentou demonstrar que no capitalismo sempre haveria injustiça social. pois o operário produz mais para o seu patrão do que o seu próprio custo para a sociedade. 10. burgueses x proletariados). de acordo com Marx é selvagem. O que é decisivo são as ações das classes sociais que. sendo a mais-valia a lei fundamental do sistema. e o capitalismo se apresenta necessariamente como um regime econômico de exploração. só poderia ser uma produção controlada por todos os homens e povos. A luta do proletariado do capitalismo não deveria se limitar à luta dos sindicatos por melhores salários e condições de vida. para Marx e Engels. mas durante 8. o proletariado deveria contar com uma arma fundamental. A força vendida pelo operário ao patrão vai ser utilizada não durante 6 horas. o partido político revolucionário que tivesse uma estrutura democrática e que buscasse educar os trabalhadores e levá-los a se organizar para tomar o poder por meio de uma revolução socialista. No capitalismo moderno. Desse modo. o partido político. Seria um absurdo que a humanidade inteira se dedica-se a trabalhar e a produzir subordinada a um punhado de grandes empresários. Neste campo. nobres feudais x servos. 12 ou mais horas. com a redução progressiva da . em todas as sociedades em que a propriedade é privada existem lutas de classes (senhores x escravos.

porém. o trabalho que é alienado (porque cria algo alheio ao sujeito criador) permanece alienado até que o valor nele incorporado pela força de trabalho seja apropriado integralmente pelo trabalhador. . o operário se nega no objeto criado. tanto em seus direitos como em seus deveres. onde as desigualdades sociais são imensas. a produção representa uma negação . Por isso. promove a negação da negação. que consiste em aumentar a produtividade do trabalho. o socialismo é um modo de organização social no qual existe uma distribuição equilibrada de riquezas e propriedades. É o processo de objetificação. chamada maisvalia absoluta). A apropriação do valor incorporado ao objeto graças à força de trabalho do sujeito-produtor. Ora. mais o mundo dos homens se desvaloriza. o lucro empresarial seria sustentado atravésdo que se denomina mais-valia relativa (em oposição à primeira forma. Sabe-se que as desigualdades sociais já faziam com que os filósofos pensassem num meio de vida onde as pessoas tivessem situações de igualdade. o que faz com que ele "se torne uma mercadoria mais vil do que as mercadorias por ele criadas". Diferentemente do que ocorre no capitalismo. Ocorre então a alienação. através da racionalização e aperfeiçoamento tecnológico. a partir do momento que o sujeito-produtor dá valor ao que produziu. O raciocínio de Marx é muito simples: ao criar algo fora de si. quanto mais o mundo das coisas aumenta de valor. na medida em que se manifesta como produção de um objeto que é alheio ao sujeito criador. não é possível fixarmos uma data certa para o início do comunismo ou do socialismo na história da humanidade. pois "o operário cada vez se empobrece mais quando produz mais riquezas". com a finalidade deproporcionar a todos um modo de vida mais justo. se a negação é alienação. já que todo trabalho é alienado. mas ainda assim não deixa de ser o sistema semi-escravista. a negação da negação é a desalienação. Ou seja. já que o objeto se opõe ao sujeito e o nega na medida em que o pressupõe e até o define. ele já não está mais alienado. Em outras palavras.jornada de trabalho. Assim.

que implantou um sistema de abertura econômica e política (Glasnost e Perestroika) em seu país. A mais significativa experiência socialista ocorreu após a Revolução Russa de 1917. após o ano de 1840 (Comuna de Paris). A sociedade visada aqui é aquela sem classes. como. onde todas as pessoas tenham as mesmas condições de vida e de desenvolvimento.Podemos. durante ogoverno de Mikail Gorbachov (final de década de 1980). Foi a União Soviética que iniciou este processo. afirmar que ele adquiriu maior evidência na Europa. . o socialismo foi deixando de existir nos países da Europa Oriental.contudo. Cuba e Alemanha Oriental adotaram estas idéias no século XX. implantaram o socialismo na Rússia. Na mesma onda. este sistema visa a queda da classe burguesa que lucra com o proletariado desde o momento em que o contrata para trabalhar em suas empresas até a hora de receber o retorno do dinheiro que lhe pagou por seu trabalho. com os mesmos ganhos e despesas. Na visão do pensador e idealizador do socialismo. e por serem a minoria num mundo voltado ao para olucro e acúmulo de riquezas. mais precisamente em algumas sociedades de Paris. passaram por dificuldades e viram seus sistemas entrarem em colapso. Porém. ou seja. somente com a queda da burguesia é que seria possível a ascensão dos trabalhadores. após algum tempo. União Soviética (atual Rússia). China. por exemplo. Karl Marx. Segundo ele.onde os bolcheviques liderados por Lênin. Alguns países.

como muitos dos grandes economistas contemporâneos. fica difícil admitir tal imagem como válida quando se conhece não só como Marshall concebia a economia. Marshall representou um marco institucional na história da moderna Economia. Embora os marginalistas e os neoclássicos. foi o principal manual dessa disciplina por mais de 30 anos. como se observa na Introdução de sua obra magna. nunca fez curso universitário regular e especializado. o que acabou conduzindo-o ao estudo da Economia. escrita por Ottolmy Strauch.é constante.e com a pobreza em particular . Sua preocupação com as questões sociais de uma forma geral . Marshall. na sua opinião. pelo fato de se contraporem às reformas propostas pelos socialistas. abandonou essa denominação e passou a se utilizar da expressão "economia" (economics). a principal preocupação do estudo da economia. “Princípios de economia”. . Matéria para a qual. Nesse sentido. para designar o novo estilo de se fazer ciência econômica. por considerá-lo excessivamente simplificador. tenham ficado com a imagem de reacionários ou conservadores. e procure considerar o indivíduo enquanto agente econômico sempre inserido num determinado contexto sociocultural. ela examina a parte da ação individual e social que está mais intimamente ligada aos resultados e ao uso dos requisitos materiais do bem-estar”. “A economia é um estudo da humanidade na atividade comum da vida. já que na época a matéria não existia senão como apêndice ou complemento de outros cursos. na coleção Os Economistas. mas também quando se observa qual deveria ser.Alfred Marshal Todos os textos de Economia anteriores a Marshall referem-se à matéria tratando-a de "economia política" (political economy). embora se opusesse ao conceito de “homo economicus”. Sua definição de economia mostra a caráter pragmático de como ele a entendia. Marshall passou então a preocupar-se com a questão social sendo levado à "percepção de que a pobreza estava na raiz de muitos males sociais". fundou o primeiro curso especializado de Economia e seu livro de 1890. Introduziu o nome “Economics” em substituição ao anterior “Political economy”. tal qual como no Brasil de algumas décadas atrás. Princípios de economia.

voltado para a emancipação da pobreza e a promoção do desenvolvimento econômico. dentre todos os autores da tradição liberal iniciada com os clássicos e continuada pelos marginalistas e neoclássicos que mostraram preocupação com a educação.do investimento na qualidade da força de trabalho .para um programa de reforma social eficaz. por extensão. eles. os filhos de pais pobres. sugeria que o investimento público maciço em educação popular seria uma resposta muito mais eficaz do que a "Poor Law" no combate ao pauperismo.Segundo a sua convicção. que manteve inalterada pela vida inteira. para o crescimento econômico de qualquer país. Entre os economistas ingleses na tradição liberal-utilitária. impedem-nos de investir capital na educação e treinamento dos seus filhos. para citar apenas um exemplo. é uma tônica constante da economia clássica desde Adam Smith.. financiada total e pelo menos parcialmente provida pelo Estado. Os dois trechos citados a seguir ilustram com impressionante clareza essa enorme preocupação com que Marshall analisava a importância do investimento em educação para o desenvolvimento de uma nação. . com a mesma liberalidade e audácia com que o capital é aplicado no aprimoramento da maquinaria de qualquer fábrica bem administrada (. sem dúvida. o problema da pobreza era não somente fundamental para a Economia. Aptidões. foi. vão para o túmulo carregando consigo aptidões e habilidades que jamais foram despertas. o futuro. o mal é grande. que. com um mínimo de realismo. Outro aspecto que vem reforçar o elevado grau de preocupação social de Marshall é a maneira enfática como ele se referiu à importância da educação para a redução das desigualdades sociais e. o qual.) Por fim.A bandeira da educação compulsória e universal. Pois os parcos meios e educação dos pais e sua relativa incapacidade de antever. O primeiro retrata o enorme desperdício humano e econômico da sociedade inglesa do começo do século XX. quem mais se destacou nesse aspecto. não difere muito da situação latino-americana e brasileira da atualidade: “Nas camadas mais baixas da população.. Alfred Marshall aquele que melhor compreendeu a importância da formação de capital humano . Malthus. Porém. como a sua própria razão de ser. foi Marshall. Como ele próprio viria mais tarde a dizer nos Princípios: "O estudo das causas da pobreza é o estudo das causas da degradação de uma grande parte da humanidade".

Quanto pior a alimentação das crianças de uma geração. ao filho inteligente de um trabalhador simples que ele suba gradualmente. vale dizer. a utilização sistemática de equações matemáticas. isto é. E. O segundo reforça o caráter cumulativo do desperdício mencionado no trecho anterior e dá ênfase à importância da concentração da maior parte do investimento em capital humano na educação básica da massa da população: “Não existe extravagância mais prejudicial ao crescimento da riqueza nacional do que aquela negligência esbanjadora que permite que uma criança bem-dotada. teriam adicionado à riqueza material do pais . que nasça de pais destituídos... assim.o critério da verificabilidade era predominante para que uma dada teoria fosse reconhecida como científica. de escola em escola. ainda. prestou relevante serviço no sentido de dar mais credibilidade à Economia perante a comunidade científica. menos irão ganhar quando crescerem e menores serão seus poderes de prover adequadamente as necessidades materiais de seus filhos e assim por diante nas gerações seguintes. até conseguir obter a melhor educação teórica e prática que nossa época pode oferecer”. Com sua sólida formação em Matemática.) Mas o ponto sobre o qual devemos insistir agora é que o mal tem caráter cumulativo. Com isso. a contribuição de Marshall para que a Economia fosse aceita como uma ciência foi fundamental. ao "traduzir" a teoria econômica para a linguagem matemática. consuma sua vida em trabalhos manuais de baixo nível. quanto menos suas próprias faculdades se desenvolvam.se tivessem podido dar frutos. tanto menos compreenderão a importância de desenvolver as melhores faculdades de seus filhos e menor será sua capacidade de fazê-lo”. Nenhuma mudança favoreceria tanto a um crescimento mais rápido da riqueza material quanto uma melhoria das nossas escolas. só eram aceitas como científicas as proposições ou hipóteses que pudessem ser verificadas (comprovadas) por meio de medição. gráficos e diagramas numéricos. Na época .para não falarmos em considerações mais elevadas .final do século XIX .diversas vezes mais do que teria sido necessário para cobrir as despesas de prover oportunidades adequadas para o seu desenvolvimento (. demonstração matemática ou experiência laboratorial. . Marshall deu enorme contribuição para a incorporação de métodos quantitativos à análise econômica. desde que possa ser combinada com um amplo sistema de bolsas de estudo. permitindo. Nesse sentido. especialmente aquelas de grau médio.

Durante muito tempo a determinação do valor de um bem ou serviço enfatizou o lado da oferta . 4) Ilustre.o custo de produção . naquilo que pode ser chamado de economia neoclássica. 5) Queime a matemática. Essa idéia foi posteriormente aproveitada por Marx. tornando-se conhecida como a teoria do valor trabalho. excluindo completamente a oferta. medido pelo número de horas incorridas na produção de um determinado bem ou serviço. Para eles o valor de um bem era determinado pela utilidade que esse bem proporcionava a uma pessoa.como único determinante do valor. o valor para os marginalisas tornou-se subjetivo.Muitos historiadores do pensamento econômico. mas se opôs ao seu uso abusivo na Economia. 3) Traduza para o inglês. voltaram-se para o extremo oposto e enfatizaram a procura. então. Ao contrário. a baseada na oferta e a baseada na procura.Tal idéia fica ainda mais reforçada num dos trechos mais reproduzidos de sua autoria: “Um bom teorema matemático que aborde hipóteses econômicas dificilmente será boa economia. que dela partiu para desenvolver a teoria da exploração (mais-valia).para desespero de muitos estudantes -. Ao contrário do que ocorria com a teoria do valor trabalho. na Escola Clássica. segundo a qual o valor de um bem decorre da quantidade de trabalho necessário à sua produção. segundo Oser e Blanchfield. uma vez que a utilidade proporcionada por um determinado bem ou serviço variava de pessoa para pessoa. então queime a 3”. fazem questão de ressaltar que apesar de seu extraordinário domínio da matemática e da incorporação da mesma à teoria econômica . 2) Utilize-a até ter terminado. como observam . Essa idéia se consolidou com David Ricardo. idéia que se tornou conhecida como “Teoria do valor utilidade”. Marshall sintetizou as duas visões sobre a determinação do valor de um bem ou serviço. utilizou-a como um importante instrumento analítico e metodológico. para a qual o valor era algo objetivo. Marshall jamais deixou que a matemática se sobrepusesse à preocupação social básica da Economia. e creio cada vez mais nas seguintes regras: 1) Use a matemática como abreviação e não como método de pesquisa. a economia neoclássica pode ser . com exemplos importantes da vida real. Assim. Os primeiros marginalistas. 6) Se não conseguir realizar a 4. tanto é verdade que colocou quase todos os gráficos e diagramas nos rodapés e apêndices de suas obras.

senão o maior . seguiu depois com importantes economistas. iniciada com Walras. Outra grande contribuição de Marshall refere-se à noção de “Equilíbrio parcial”. Irving Fisher. em compartimentar a economia de modo que os principais efeitos de uma mudança de parâmetro num determinado minimercado possam ser ressaltados sem considerar os efeitos colaterais em outros mercados. BohnBawerk. uma vez que gerações sucessivas têm contribuído para o aperfeiçoamento e a atualização de suas diversas ramificações. que teve início com Jevons e teve continuidade com Marshall. ou feedback destes. Ralph George Hawtrey e Milton Fridman (ganhador do Prêmio Nobel em 1976). Consiste. teve em Vilfredo Pareto seu principal seguidor. Pode-se identificar ainda o vasto desenvolvimento da economia matemática (econometria) como uma conseqüência da influência da Escola Neoclássica. O método de "análise parcial" ou "análise de equilíbrio parcial". iniciada com Menger. Ludwig von Mises e Friedrich Hayek (ganhador do Prêmio Nobel em 1974). teve depois von Wieser. inclusive as reações. assim como os progressos mais recentes no campo da teoria dos jogos. A Escola Austríaca. belas. Até então. pode-se assinalar também a vertente que se tornou conhecida como economia monetária (ou monetarista). Considerando que a Escola Neoclássica foi uma extensão da Escola Marginalista. controvertidas contribuições de Marshall.vista como "o marginalismo com um reconhecimento sensato da contribuição remanescente da Escola Clássica". essencialmente. pode-se afirmar que sua influência permanece acentuada na Economia até os dias de hoje. Pigou. aí se destacando John Gustav Knut Wicksell. Já a Escola de Lausanne.especialistas no assunto. isto é. destacando-se entre eles A. sendo Walras reconhecido como um dos maiores . Dentre as ramificações posteriores. . A Escola de Cambridge. também chamada de abordagem de Ceteris paribus (iguais às demais coisas. sem que haja modificação de outras características ou circunstâncias) é das mais famosas e. as análises desenvolvidas a esse respeito consideravam a idéia de equilíbrio geral. C.

Theodore W. A divisão entre “Polytical Economy e Economics” permanece também dando margem a acalorados debates e muitas trocas de farpas. mas seguem ainda dando muita dor de cabeça aos economistas contemporâneos.Mas duas das maiores preocupações de Alfred Marshall continuam sendo não apenas atuais. o combate à pobreza. entre os quais os laureados com o Nobel de Economia. em muitas partes do mundo. segue inspirando renomados economistas contemporâneos. as políticas econômicas levadas a cabo com esse objetivo apresentaram resultados pífios. Nas reuniões anuais da Associação Nacional dos Centros de Pós-graduação em Economia (ANPEC). sobre a importância econômica da educação. Gary Becker (1992) e James Heckman (2000). Schutz (1979). continua gerando muitas discordâncias e. Os adeptos de cada uma dessas associações costumam dizer que o que se faz na outra não é propriamente economia. A outra. . costumam haver sessões separadas da Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP) e da Sociedade Brasileira de Econometria (SBE). Uma delas.

A influência de suas idéias . em 1936. Embora tenha uma sólida formação matemática. d) A valorização da contabilidade nacional. de “A teoria geral do emprego. até então fortemente dominadas pelos instrumentos de política monetária e cambial. até então amplamente dominante. porém.Jonh Mayard Keynes Em termos de contribuição à teoria econômica. as mais relevantes. Com isso. sem necessidade de intervenção governamental. encontram-se: a) A crítica à teoria do laissez-faire. sua consagração veio com a publicação. 50. . do juro e do dinheiro”. segundo a qual a economia tende naturalmente ao equilíbrio. sem fazer uso do farto conhecimento que possuía de métodos quantitativos. laissez-passer. e) a teoria do multiplicador. Entre toda a contribuição de Keynes para a teoria econômica. 60 e 70 do século recém encerrado. Keynes conseguiu escrever um livro extremamente acessível.consideradas por muita gente como a base da recuperação da economia capitalista. em razão da proliferação de políticas econômicas inspiradas em suas idéias nas décadas de 40. “A teoria geral” (nome com o qual o livro normalmente é mencionado) tornou-se um livro de leitura razoavelmente acessível. que acabou se transformando em bibliografia obrigatória dos cursos de economia em todo o mundo. c) A intransigente busca do pleno emprego como objetivo fundamental da política econômica. que passa a ser vista como elemento essencial para a análise e formulação de políticas econômicas. b) A defesa de um papel mais significativo para os instrumentos de política fiscal na definição e execução das políticas econômicas. vigorosamente abalada pela Grande Depressão .foi tão ampla que se tornou comum o emprego da expressão consenso keynesiano.

para o Estado aumentar a procura efetiva. deve gastar mais do que arrecada. não interessam ou não podem ser atendidos pela inciativa privada. Não se trata promover uma competição entre o Estado e o mercado. O que Keynes defendia. deve ter uma intervenção estatal que aumente a demanda efetiva através do aumento dos gastos públicos. em relação ao investimento.A teoria de Keynes é baseada no princípio de que os consumidores aplicam as proporções de seus gastos em bens e poupança. e o investimento é reduzido. a taxa de poupança aumenta simultaneamente. que agindo sozinho não é capaz de resolver todos os problemas. embora necessários para o bom desenvolvimento de um país. maior a porcentagem desta é poupada. em função da renda. porque a arrecadação de impostos reduz a procura efetiva. é uma participação ativa de um Estado enérgico nos segmentos da economia que. o que faz com que a demanda (procura) efetiva fique abaixo da oferta e assim o emprego se reduza para um ponto de equilíbrio em que a poupança e o investimento fiquem iguais. e como a taxa de acumulação de capital aumenta. a produtividade marginal do capital reduz-se. Keynes nunca defendeu a estatitização da economia. Keynes defendeu a tese de que o Estado deveria intervir na fase recessiva dos ciclos econômicos com sua capacidade de imprimir moeda para aumentar a procura efetiva através de déficits do orçamento do Estado e assim manter o pleno emprego. o que gera desemprego e reduz a demanda efetiva novamente. para terminar. Como esse equilíbrio pode significar a ocorrência de desemprego involuntário em economias avançadas (onde a quantidade de capital acumulado seja grande e sua produtividade seja pequena). O ciclo de negócios segundo Keynes ocorre porque os empresários têm "impulsos animais" psicológicos que os impedem de investir a poupança dos consumidores. nos moldes em que foi feita na União Soviética. É importante lembrar que Keynes nunca defendeu o carregamento de déficits de um ciclo econômico para outro. mas sim de obter uma adequada complementação ao mercado. enquanto que os gastos aumentam a procura efetiva. Assim. já que o lucro é proporcional à produtividade marginal do capital. Então ocorre um excesso de poupança. e por sua vez causa uma crise econômica. se a renda agregada aumenta em função do aumento do emprego. . na década de 1930. nem muito menos operar orçamentos deficitários na fase expansiva dos ciclos. Quanto maior a renda. A crise. Deve notar-se que.

“Não constitui uma dedução correta dos princípios da economia que o auto-interesse esclarecido sempre atua a favor do interesse público”. que leve a um crescimento econômico sustentável. O novo-desenvolvimentismo surge da visão de Keynes. que vêem o Estado como sendo um complemento do mercado. com uma melhor distribuição de renda. e propõe uma estratégia de Transformação produtiva com eqüidade social. adaptada aos tempos atuais por economistas keynesianos contemporâneos como Paul Davidson e Joseph Stiglitz. . e da visão cepalina neoestruturalista que considera que a tardia industrialização latino-americana não foi capaz de resolver os problemas de desigualdades sociais na América Latina.

fundamentalmente. a economia pode ser vista como um ramo das ciências sociais que se ocupa da administração eficiente dos escassos recursos existentes. . que é o principal "cliente" e “beneficiário” da economia. quer seja através de um poder central. A economia é. como Robbins a definiu. Essas transformações estiveram lastreadas em obras e estudos de importantes autores. atualmente. ao homem. o estudo da escassez e dos problemas dela decorrentes. depois às coisas e. a ciência que estuda as formas do comportamento humano resultantes da relação existente entre as ilimitadas necessidades a satisfazer e os recursos que. Desde que o fato económico se manifeste através de atos de escolha entre fins e meios.: "A economia é. Ou. não existiriam tampouco sistemas econômicos nem economia. Convém ressaltar que a ciência econômica é uma ciência social. empregados na consecução dos fins que tenham sido estabelecidos pela sociedade — quer seja através de descentralizado processo decisório. gradativamente.CONSIDERAÇÕES FINAIS Toda essa simplificação no conteúdo abordado da evolução do pensamento econômico bem como. se prestam a usos alternativos". o estudo e compreensão das teorias de seus principais teóricos teve por objetivo demonstrar as mudanças no decorrer dos séculos referentes as relações econômicas entre os meios de produção e a sociedade em seu âmbito geral. A economia considerada preliminarmente á natureza passando. aos mecanismos econômicos. Não houvesse escassez nem necessidade de repartir os bens entre os homens. por estudar a atividade econômica voltada para o homem. embora escassos. pois.

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