Trabalho Perfuração e Desmonte

Nome: Sandro Garcia, Letícia Dionísio, Lucas Vieira, Lo-Ruama Isabel, Weberth Turma: M-38

chispas. sistemas não elétricos – NONEL e os detonadores eletrônicos.ACESSÓRIOS DE DETONAÇÃO 1. Para desencadear a explosão será necessário comunicar ao explosivo uma quantidade inicial de energia de ativação. visando sua proteção e impermeabilização.GENERALIDADES Os explosivos industriais têm certo grau de estabilidade química que os tornam perfeitamente manuseáveis. será necessário lançar-se de recursos próprios para este fim. Podemos dizer que os acessórios de detonação são dispositivos destinados a promover a explosão de forma segura e eficaz. a reação não se propagará. A eficiência da explosão esta intimamente ligada ao modo pelo qual foi iniciada. Entretanto. Se o acessório iniciador não comunicar uma energia de ativação satisfatória para ocasionar uma iniciação desejável. deve-se afrouxar a pólvora da extremidade e encostar a chama. quando se tem que iniciar diversos estopins. È constituído de um núcleo de pólvora negra. 2. há formação de uma chispa capaz de iniciar uma espoleta simples ou pólvora. atrito. para a ignição direta de uma carga de pólvora ou detonação de uma espoleta simples. ela se propaga através de toda a massa explosiva. envolvido por materiais têxteis que por sua vez. for inferior a energia de ativação inicial de ativação. espoletas elétricas (instantâneas e de retardo). A sua velocidade de combustão é da ordem de 120 m/s. Figura 1 – Estopim de segurança A trilha central de pólvora é o núcleo do estopim. suficientemente capaz de promover as reações internas para sua transformação em gases. . simplesmente. Os acessórios de detonação são destinados a provocar estes fenômenos iniciais de forma segura. quando isto for desejável. impactos. oriundos de calor. cordel detonante. a inflamação do explosivo. Para iniciar um único estopim. Os principais acessórios de detonação são: estopim de segurança.ESTOPIM DE SEGURANÇA O estopim de segurança é o acessório destinado a conduzir a chama com velocidade uniforme. pode resultar. reforçadores ou iniciadores (boosters).1. retardos para cordel. etc.ACESSÓRIOS DE DETONAÇÃO 2. espoleta simples. para isto. dentro de condições normais de segurança. pela sua decomposição. Esta energia inicial provocadora é comunicada sob forma de choques moleculares. são envolvidos por material plástico. Alguns deles são destinados a retardar a explosão. sem detoná-lo. como os acendedores de chumbo e os acendedores de vareta. Quando a queima do estopim chega a sua extremidade final. poderse-á usar palitos de fósforo comuns e. se a energia desenvolvida pelo corpo. explosivos. Uma vez iniciada esta reação. pois. sabemos que.

2. Antes de introduzir o estopim na espoleta deve assegurar-se de que não haja qualquer corpo estranho no interior da mesma. como iniciadora do cordel detonante.ESPOLETA SIMPLES Este acessório consta de um tubo. Introduz-se o estopim até que encoste na carga e fixasse o estopim na espoleta com um alicate apropriado denominado amolgador. A azida de chumbo uma vez iniciada pela faísca do estopim faz detonar a carga de nitropenta. ou quando em fogos simultâneos. de alumínio ou cobre. Comercialmente são encontradas em duas graduações n° 6 e 8. Figura 2 – Espoleta simples A razão destas duas cargas é devido ao fato de que a azida de chumbo é um explosivo fulminante que pode ser iniciado a custa de uma fagulha. sem vestígio de umidade e com o núcleo de pólvora intacto. As espoletas simples são sempre iniciadas por estopim.2. contendo em seu interior uma carga detonante constituída de uma carga primária ou de ignição. Sendo a espoleta simples um detonador.1. o seu manuseio deve ser muito cauteloso. no qual a carga explosiva está parcialmente exposta. . De um modo geral a espoleta simples é utilizada para cargas isoladas. cujo explosivo é a azida de chumbo e uma carga básica de nitropenta. Figura 3 – Alicate amolgador A Figura 4 mostra as formas correta e incorreta de promover o amolgamento de um estopim na espoleta. A ponta do estopim deve estar cortada em esquadro. com uma extremidade aberta e outra fechada. 2.2.ESPOLETAS As espoletas são acessórios destinados a iniciar alguns altos explosivos.

Baseia-se no aquecimento. . Figura 5 – Conjunto espoleta-estopim 2.ESPOLETA ELÉTRICA INSTANTÂNEA É um acessório ativado à custa de corrente elétrica.2.Amolgamento Comercialmente é possível encontrar o estopim já acoplado a espoleta. Além de mais prático é também mais seguro. de uma ponta de fio de alta resistência que à semelhança das lâmpadas de filamentos. aos qual estão ligados os fios da espoleta.2.Figura 4 . A ponte está dentro de uma pequena quantidade de substância pirotécnica em forma de cabeça de fósforo ou pérola. tornase incandescente pela passagem da corrente elétrica e detona a carga da cápsula. Segue-se o elemento de resistência dentro da pérola. A Figura 5 mostra o “Espoletim” de fabricação da IMBEL – Industria de Material Bélico do Brasil. Um tampão de plástico é firmemente prensado à boca. cuja finalidade é fixar os fios e manter as cargas livres de umidade. A Figura 6 apresenta uma representação esquemática de uma espoleta elétrica instantânea. por efeito joule. Estruturalmente é semelhante à espoleta simples: trata-se de uma cápsula cilíndrica contendo uma carga de ignição e uma carga básica.

3. As extremidades nuas dos fios são mantidas ligadas.Figura 6 – Espoleta elétrica instantânea Nestas espoletas o efeito é considerado instantâneo e pode-se obter a detonação simultânea de diversas cargas. pela introdução de um elemento de retardo inserido entre a carga de ignição e a pérola. Só devem ser desligadas por ocasião em que se efetuam as ligações dos fios. Os explosores são aparelhos destinados a gerar a energia destinada a explodir as espoletas elétricas inseridas em um circuito.Modelos de explosores 2. A Figura 7 mostra alguns modelos de explosores. Comercialmente são encontradas em duas graduações n° 6 e 8. . tão somente. Figura 7. A Figura 8 apresenta uma representação esquemática de uma espoleta elétrica instantânea. A detonação da espoleta provoca a explosão da carga com a qual ela está em contato.ESPOLETAS ELÉTRICA DE RETARDO São espoletas elétricas análogas às espoleta instantâneas diferenciando-se. para evitar a ação de correntes extraviadas.

CORDEL DETONANTE O cordel detonante é um acessório de detonação que consiste essencialmente de um tubo plástico com um núcleo de explosivo de alta velocidade (nitropenta) e de materiais que lhe dão confinamento e resistência mecânica. A explosão realizada com retardos produz os seguintes efeitos: _ Maior fragmentação. _ Melhor arrancamento das rochas em túneis. com sua parte ativa (o fundo) voltada para a direção da detonação. _ Diminuição dos abalos do solo. . praticamente impermeável e deve ser usado em todo caso que possa substituir as espoletas elétricas. ou com retardos. _ Detonação de séries mais extensas de furos. Existem dois tipos principais de espoletas de retardo: a de retardo comum e a de retardo em milissegundos (MS). firmemente fixadas ao lado do cordel com fita adesiva. Muito embora a alta velocidade de detonação e violência de explosão. por detonação do seu núcleo. _ Direção calculada da rocha detonada. o cordel detonante é muito seguro ao manuseio.Figura 8 – Espoleta elétrica de retardo O elemento de retardo ocasiona o atraso da detonação de um intervalo de tempo perfeitamente conhecido. A Figura 9 apresenta o cordel detonante de fabricação da IMBEL e apresenta suas características. 2. A sua velocidade de detonação elevada é considerada instantânea para fins práticos. muito embora tenham semelhança física. faz explodir as cargas com as quais esteja em contato. _ Menor ultra-quebra.4. O cordel detonante. A iniciação do cordel se faz com espoleta simples ou instantânea. O cordel detonante é usado para iniciar cargas explosivas simultaneamente. Difere do estopim de segurança que se propõe a conduzir uma chama a velocidade constante.

também o cordel detonante poderá sofrer retardos na sua detonação.REFORÇADORES E INICIADORES Espoletas e cordéis detonantes não têm energia suficiente para detonar explosivos pouco sensíveis como ANFO.Figura 9 – Cordel Detonante O que torna o cordel detonante muito mais seguro em relação a espoleta. na coluna de explosivo.INICIADORES São cargas explosivas especialmente desenvolvidas para iniciarem explosivos insensíveis ao cordel detonante ou as espoletas. Terminada esta queima. O retardo de cordel é um tubo metálico. ele detona o cordel na sua outra extremidade. Evidentemente na falta de um iniciador a carga explosiva poderá se iniciada com cartucho de explosivo de alta velocidade (gelatina). Por este motivo para se obter uma detonação eficiente.2. 2. impactos e fricção.RETARDOS PARA CORDEL A semelhança das espoletas elétricas. enquanto queima o misto de retardo.6. Figura 10 – Retardo para cordel 2. é o fato de que nas espoletas. nitropenta no centro e TNT na periferia. a carga de ignição que não existe no cordel. É muito seguro ao manuseio. é sensível a chama. que tem no seu interior um dispositivo retardador. O explosivo usado é em geral. 2. sofre uma queda de velocidade. ao passar pelo dispositivo.6.REFORÇADORES Quando há necessidade de reforçar a onda de detonação. mergulhados na massa explosiva e convenientemente distanciados. os acessórios de detonação chamados retardo para cordel. convenientemente escorvado com espoleta ou cordel detonante.5. revestido de plástico. os iniciadores também poderão ser usados.6. iniciada em um dos extremos do cordel. elementos que incrementem a energia da onda. muito embora a carga básica seja a nitropenta. A detonação. já moldadas de fábrica apresentam formas e diâmetros variados. desde que sejam inseridos em seu circuito. . algumas lamas e outros. será necessário intercalar. Estas unidades. Do mesmo modo alguns explosivos mesmo depois de iniciados. A carga explosiva é revestida por uma embalagem plástica e é dotada de um furo central para receber a espoleta ou cordel detonante. 2.1. apresentam um enfraquecimento da onda de detonação a medida que a mesma avança ao longo da coluna de carga. Face a estas considerações foram desenvolvidos os reforçadores e os iniciadores.

relâmpagos. sistema hercudet e o sistema brinel. O tubo Nonel é vendido em pedaços contendo simplesmente o explosivo ou em pedaços com uma extremidade selada e a outra já com a espoleta. 100 e 150 milissegundos. rádio freqüência. Para atenuar o barulho e o deslocamento de ar. A iniciação do tubo Nonel pode ser feita por uma escorva estopim-espoleta posicionada como se faz para o cordel detonante ou por um dispositivo não elétrico especialmente fabricado para isto (shot gun). Os principais sistemas desenvolvidos foram: o sistema nonel. Se a extremidade do tubo Nonel estiver mergulhada num explosivo industrial convencional. o tubo é percorrido por uma onda de detonação que se manifesta na outra extremidade por uma língua de fogo intensa.SISTEMA NONEL O Nonel é um tubo plástico transparente. . pesquisas tem sido feitas buscando-se um modo de iniciação seguro. que podem dar origem a uma detonação indesejada. nas vizinhanças do centro de explosão.7. que se aloja na massa explosiva no interior do furo. deslocamento de ar e vibrações. O plástico usado no tubo é muito forte e a pequena quantidade de explosivo no filme que reveste o tubo não é suficiente para rompê-lo. O cordel detonante é seguro e não apresenta os inconvenientes das espoletas elétricas. é sem duvida a melhor solução.Figura 11 – Reforçadores e Iniciadores – Exemplo comercial: IMBEL 2. a desintegração completa da carga ao longo da qual está lateralmente encostado impossibilitando a iniciação da carga pelo fundo (conforme pode ser requerido tecnicamente). correntes induzidas. Iniciado em uma extremidade.1. a energia liberada pela pequena quantidade de explosivo no tubo não é capaz de iniciá-lo. com diâmetro externo da ordem de 3 mm e interno de cerca de 1. Visando contornar as deficiências das espoletas elétricas e do cordel detonante. o uso de espoleta elétrica. A linha-tronco também pode receber retardos.. As vibrações são saneadas com o uso de retardos convenientemente dispostos. acoplada de fábrica com retardo conveniente. etc. As espoletas elétricas apresentam as desvantagens próprias do acessório. São fornecidos com defasagens de 25.5 mm. no que tange ao manuseio. como por exemplo. nem mesmo as dinamites mais sensíveis. ao mesmo tempo em que as cargas explosivas são otimizadas para minimizar as perturbações. O sistema Nonel funciona a semelhança de um estopim de alta velocidade. impactos ambientais manifestados através de ruídos. O tubo recebe uma película de material explosivo cuja velocidade de detonação é constante e da ordem de 1.7. Este detonador é uma espoleta simples que por sua vez poderá ou não ter retardo. sem barulho e não elétrico.SISTEMAS NÃO ELÉTRICOS – NONEL As explosões podem causar.800 m/s. daí a ausência de barulho. As conexões são feitas com conectores especiais. Os retardos disponíveis nas espoletas são de alta precisão e se prestam para desmontes á céu aberto ou subterrâneo. 2. de acordo com suas temporizações. Para que haja iniciação é necessário que na extremidade onde vai aparecer a língua de fogo esteja acoplado um detonador que por sua vez esteja inserido no interior de uma carga explosiva. contudo apresenta outras desvantagens além do barulho e do deslocamento de ar. eficiente.

Após a ligação de todo o circuito. Consta de um tubo plástico de pequeno diâmetro.7. com velocidade uniforme de 1. A iniciação do brinel pode ser feita a partir da escorva estopim-espoleta simples cordel detonante ou por um detonador especifico chamado brinel acionador. . antes de se introduzir a mistura de gás detonante nas tubulações do circuito. A iniciação é realizada também pela hercudet blasting machine.Figura 12 – Sistema não elétrico – NONEL. Provocada a detonação do gás em uma extremidade do tubo.400 m/s. flexível e resistente com paredes internas revestidas por uma substância pirotécnica. o mesmo é percorrido por uma onda de detonação que faz detonar as espoletas de acordo com a temporização dos seus retardos. Este plasma inicia uma espoleta simples ou de retardo.3.SISTEMA BRINEL Este acessório foi desenvolvido pela Britanite Industrias Químicas Ltda. devidamente acoplada na extremidade oposta a da iniciação. Quando iniciado este tubo é percorrido por um plasma gasoso. 2. Figura 13 – Sistema Hercudet 2.7. o mesmo é checado com gás inerte ou ar.2.000 m/s.SISTEMA HERCUDET Suponha um sistema elétrico para explosão onde todos os fios foram substituídos por tubos plásticos de pequeno diâmetro cheios de gás detonante com velocidade de detonação de 2.

. que consiste de uma espoleta de retardo eletrônico. o mercado desenvolveu o Sistema de Retardo Eletrônico.THERMOSHOCK TUBE 2. O detonador eletrônico é imune a cargas estáticas. faz-se um cartucho cilíndrico com o mesmo. EXPLOSIVOS 3. Usando-se um pedaço de papel.1.Figura 14– Sistema BRINEL 2.EXPLOSÃO USANDO ESTOPIM E PÓLVORA O furo evidentemente deve estar seco e limpo. transferindo-se. A grande diferença é que cada espoleta pode ter seu tempo de retardo programado individualmente. em seguida. o que aumenta a eficiência do explosivo e a fragmentação da rocha. utilizando-se de um notebook. O detonador apresenta o mesmo layout e diâmetro de uma espoleta elétrica de retardo convencional. Caso contrário deve ser limpo por sopro de ar. Ideal para uso nos altos explosivos comerciais sensíveis à espoleta. A utilização do detonador eletrônico permite a iniciação pontual da coluna de explosivos. A faixa de tempo de retardo pode ser programável entre 1 e 6000 ms.7. bem como a seqüência de saída dos furos. Em desmontes mais complexos é possível programar os tempos de retardo dos detonadores.DETONADOR ELETRÔNICO Acompanhando a evolução tecnológica. o arquivo de programa para a máquina detonadora que armazena todos os dados do plano de fogo. programável e com aplicação em todos os tipos de desmonte tanto a céu aberto quanto subterrâneo.3. com diâmetro inferior ao do furo e fecha-se uma das extremidades amarrando-se com barbante ou fita adesiva (Figura 15). eletromagnéticas (sinais de rádio) e a detonação prematura.8. podendo também ser usado para a detonação de boosters. A depender do sistema até 200 espoletas podem ser utilizadas em um mesmo desmonte.

novamente. O procedimento é análogo: nó na extremidade do estopim para reter os tubos . sem socar. Também o tampão é adensado. Figura 16. o estopim deverá passar pelos furos que os mesmos já têm de fabrica.Nós e cortes Introduz-se a ponta com o nó dentro do cartucho de papel e coloca-se pólvora dentro do cartucho e. Próximo a extremidade do estopim que vai ser introduzido no furo.Cartucho de papel Toma-se um pedaço de estopim com comprimento adequado para atingir o fundo do furo e proporcionar tempo de queima suficiente para que o bláster tenha tempo para retirar-se e abrigar-se. que já contém pólvora. adensa-se. Acende-se a extremidade do estopim e retira-se. Derrama-se o restante da pólvora e.Figura 15. Desce-se o cartucho escorva até o fundo do furo. A finalidade do cartucho de papel é ancorar o estopim na carga de pólvora. inclusive sobre os nós. dá-se um ou dois nós e faz-se pequenos cortes laterais.Escorva pronta Coloca-se um pouco de pólvora que vai ser usada dentro do furo e adensa-se esta pólvora com o atacador. Figura 17. em seguida. Tampona-se com material seco o restante do furo. Usando-se a pólvora em bastão ou tubos. Estes cortes deverão ser feitos de modo que não decepem o estopim. porque o que se visa com os mesmos é aumentar o fagulhamento (Figura 16). amarra-se o cartucho ao estopim (Figura 17).

Esse comprimento varia conforme o sistema de acendimento. O escorvamento de uma carga de explosivo consiste na introdução do acessório de detonação no interior da carga a ser detonada. Quando isto não for possível. . Antes de iniciar o corte em cada rolo de estopim. seria preciso dobrar bastante o estopim para que a espoleta ficasse dirigida contra a coluna de explosivos.1. O cartucho escorvado deve ser o último a entrar no furo. As espoletas simples devem ser usadas de preferência em local seco. Obviamente. Uma maneira de impedir a entrada de umidade pela boca da espoleta é untar o espaço entre a espoleta e o estopim com uma graxa resistente a água. A Figura 18 mostra as formas incorreta e correta de se proceder uma escorva. A Figura 19 (a) mostra como deve ficar o carregamento correto. Se a escorva fosse colocada em primeiro lugar. A espoleta deve apontar para o fundo do furo. as espoletas devem receber proteção especial contra a entrada de água. 3.EXPLOSÃO USANDO ESTOPIM E ESPOLETA SIMPLES A colocação adequada do estopim na espoleta simples (amolgamento) deve ser realizada conforme apresentado na Figura 4. mas nunca se devem utilizar estopins com comprimentos menores que 1metro. tal dobra pode provocar a paralisação da queima do estopim. Na prática usa-se o cordel detonante introduzindo um ramo dentro do furo de forma a ficar em contato com o explosivo. Figura 18.EXPLOSÃO USANDO CORDEL DETONANTE Com a detonação de uma espoleta em contato com o cordel. o cartucho de papel é dispensável.Colocação do cartucho escorvado no furo.3.Formas incorreta e correta de se proceder uma escorva. a detonação se propaga ao longo deste e a todos os pedaços de cordel que estejam convenientemente ligados a este e se propaga também a todos os explosivos em contato com o cordel. Figura 19.e pequenos cortes laterais para incentivar o fagulhamento. A Figura 19 (b) mostra a forma errada de carregar. 3. deve ser retirado fora um pedaço de 5 cm para prevenir uma possível penetração de umidade. O comprimento do estopim deve ser tal que permita o acendimento de todas as minas sem grande pressa.

chamada linha-tronco.Este ramo que é chamado derivação ou ramificação. de acordo com o sentido em que se propaga. de maneira que a sua ponta não possa cair dentro do furo. amarrando-o a um pedaço de pau. um na direção do eixo do cartucho e o outro obliquamente de modo a emergir na periferia do cartucho. não para garantir a detonação deste. Se a derivação formar um ângulo com a linha-tronco ou cruzar com a mesma. é amarrado a uma extensão de cordel na superfície. Uma conexão bem feita deve ficar bem firme e manter a ramificação em posição perpendicular á linha-tronco. a iniciação deste deve ser feita em pelo menos 02 pontos. O cordel é indicado para furações de grande diâmetro ou que haja risco de interrupção na coluna de explosivo devido a irregularidade da parede do furo. a linha-tronco deve ser estendida na superfície. Figura 21. Neste caso deve-se utilizar reforçadores (não se pode iniciar nitrato de amônio usando apenas cordel). A linha-tronco prende-se a uma espoleta. segurança e funcionamento eficaz. Em seguida corta-se o cordel deixando para fora do furo um comprimento suficiente para ancorá-lo. pode a detonação. A Figura 22 mostra dois exemplos de como não se fazer uma conexão. Para os cartuchos de pequeno diâmetro pode ser usado o processo sem o furo obliquo apresentado na Figura 21 (B). danificar a ramificação antes de iniciá-la. O cordel deve descer preso a um cartucho. No primeiro (conforme mostra a Figura 20) faz-se a cerca de 5 cm do topo um furo transversalmente ao cartucho. á qual são presas todas as demais derivações. Figura 20.Escorva de cartucho com cordel. Há dois processos usados para realizar a escorva de cartuchos de grande diâmetro. Com a detonação da espoleta detona-se toda linha-tronco e a detonação propaga-se por todas as derivações provocando a explosão de todas as cargas colocadas dentro dos furos. simples ou elétrica.Escorva de cartucho de grande diâmetro com cordel. dando-se um nó na parte de cima para impedir que ele solte. mas para poder ser empurrado para o fundo. O cordel deve ficar bem esticado junto á parede do furo enquanto o resto do furo é carregado. O cordel fica atado ao cartucho por meio de fita adesiva. Quando se usa nitrato de amônio. No segundo (mostrado na Figura 21 (A)) faz-se dois furos nas extremidades do cartucho. Também não esta sujeito a detonações prematuras por correntes elétricas e eletromagnéticas. no fundo do furo e na parte média da carga de coluna. Depois de carregados todos os furos. Estas devem ser ligadas á linha-tronco por meio de conexões adequadas. . provocando a falha do furo. a ponta passa pelo furo obliquo e vai penetrar no outro furo. e passa-se o cordel por esse furo. O cartucho escorvado é o primeiro a ser carregado deve ser descido até o fundo do furo. receber pequenos impactos e ser friccionado sem perigo de detonação. pois pode ser manuseado á vontade. em todo o seu diâmetro. O cordel é bem mais seguro que as espoletas. passando perto de todas as derivações. O uso do cordel detonante é recomendável em todas as detonações de um modo geral pela sua simplicidade.

Conexão correta. As conexões podem ser feitas através de conectores plásticos próprios (Figura 23) ou com nós (Figura 24). Quando o cordel detonante vem com alguma interrupção em sua continuidade. . Esta emenda fica bem firme e quanto mais se puxa mais apertada se torna. Figura 23. a emenda deve ser efetuada por meio do nó tendo as pontas fixadas com fita adesiva como mostra a Figura 25. Figura 24.Conexões erradas.Figura 22.Conector.

Figura 26. A espoleta deve ficar colocada de tal forma que aponte para a direção da detonação (Figura 26 (A). A espoleta pode ser amarrada ao cordel pelo lado ou na sua extremidade.Figura 25. Coloca-se a espoleta junto ao cordel e a 30 cm de sua extremidade.Amarração cordel/espoleta. O outro processo é menos aconselhável. . Em seguida passa-se sobre o conjunto uma fita adesiva de maneira a prender bem a espoleta com o cordel. Prende-se o conjunto por meio de uma fita adesiva conforme mostrado na Figura 26. de maneira que a carga explosiva da espoleta encoste no cordel. A ligação pelo lado é a mais comum. Coloca-se a espoleta na extremidade do cordel e em continuação a este.Emenda de cordel.

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