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EXCELENTÍSSIMA SENHORA DOUTORA JUIZA DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ________.

_______, já qualificado nos autos em epígrafe, por seu advogado nomeado que ao final assinada, com escritório profissional na _________, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência, apresentar RESPOSTA A ACUSAÇÃO, no processo crime que lhe move o MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ, de acordo com as razões de fato e de direito que passa a expor: SÍNTESE DA DENÚNCIA O réu foi denunciado por ter em tese praticado o delito descrito no artigo 129, § 9° do Código Penal, por ter segundo a denúncia agredido a pessoa de ______ , causando-lhe várias lesões consideradas de natureza leve. Narra a exordial que em data de ______, por volta das ______ horas, na Rua ______, na cidade de _________, o acusado ofendeu a integridade corporal da vítima _______, causando lesões do laudo (fls. ___). Porém, em que pese o brilho das razões elencadas pelo Doutor Promotor de Justiça, tem-se que a mesma não deverá vingar em seu designio, qual seja, o de obter a condenação do denunciado. PRELIMINARMENTE INÉPCIA DA DENÚNCIA

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Av. Tancredo Neves, n.º 533 – Capitão Leônidas Marques – PR. CEP – 85.790-000 FONE 0XX 45 286 3144

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pois faz com que o acusado fique sem saber o real conteúdo da incriminação. os fatos criminosos atribuídos a dois acusados. É inepta a que não especifica. 7ª Ed. A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso. nem descreve. a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo.º 533 – Capitão Leônidas Marques – PR. Curso de Processo Penal.790-000 FONE 0XX 45 286 3144 ______________________________________________________________ 2 . 127.. STF: "Denúncia apresentada de forma sumária. 41 do CPC. tem-se os requisitos da denúncia ou queixa: Art.). ainda que sucintamente. a classificação do crime e. (grifei) Verifica-se da exordial acusatória que a exposição do fato criminoso. quando necessário. limitando-se à referência a outra peça dos autos" (RTJ 57/389). Av. 41. bem como as circunstâncias do fato não se encontram corretamente dispostos. n. Ed. sem respaldo no inquérito policial. Neste sentido: "Denúncia. 2001. não se admitindo a imputação vaga e imprecisa (. com todas as suas circunstâncias. 1 CAPEZ. o rol das testemunhas. Neste sentido. Saraiva. o entendimento de Fernando Capez1: “a descrição deve ser precisa._________________________________________________________________________________________________________________________________________ _ Analisando-se o artigo 41 do Código de Processo Penal.. principalmente quando apresenta deficiência na exposição do fato criminoso e todas as suas circunstâncias. Tancredo Neves. em caráter genérico. Fernando. CEP – 85. p. O STF abona a concisão desde que fundamentada com suficiência a denúncia" (RT 642/358). impedindo-o de articular sua defesa satisfatoriamente" (RJDTACRIM 25/106). omissa e confusa é reconhecidamente inepta. A Inépcia da inicial ocorre quando a denúncia ou queixa não atende ao disposto no art. TACRSP: "A denúncia obscura.

do Código de Processo Penal. n. afirma que foi obrigado a reagir. verifica-se do próprio laudo de lesão corporal (fls. Em não sendo este o entendimento de Vossa Excelência. com base no artigo 395. Tancredo Neves. no momento dos fatos. de alguma forma. pelo que não justifica uma condenação.790-000 FONE 0XX 45 286 3144 3 . ter o denunciado admitido a pratica delitiva. o Princípio da Intervenção Mínima. verifica-se que ser totalmente inepta a presente denúncia. ____). influir na apreciação do crime e na fixação e individualização da pena”. bem como a tipificação do crime não se encontram corretamente dispostos. como princípio basilar do direito penal. face sua inexpressividade e ausência de danosidade material. que possam. aliado a ausência de periculosidade social da conduta incriminada. A adequação típica realizada pelo ilustre representante ministerial não corresponde aos fatos narrados. Tem-se. o qual dispõe que o direito penal deve ser invocado como ultima ratio. sob o ponto de vista do direito penal mínimo. I. DO MÉRITO Apesar de verificar-se às fls. 09. tendo em vista a vítima ter investido contra sua pessoa com uma faca. passa-se a análise do mérito. CEP – 85. Verifica-se que a circunstância. Logo a conduta praticada pelo réu é atípica. devendo o juiz rejeitá-la. não devendo se preocupar com coisas de pouca ______________________________________________________________ Av. encontrava-se em situação doméstica. Ademais.º 533 – Capitão Leônidas Marques – PR. que as lesões foram mínimas. posto que em momento algum afirma que o acusado._________________________________________________________________________________________________________________________________________ _ O autor deve incluir na peça inicial todas as circunstâncias que cercaram o fato. Diante disto. sejam elas elementares ou acidentais.

o já conturbado ordenamento jurídico do país. não é interessar-se com danos de pouca monta. com casos que sejam realmente sérios. torná-las mais eficazes. ou. Tais princípios aplicam-se justamente pela efetivação das normas penais. com coisas mais importantes. não sendo interessante ao direito penal._________________________________________________________________________________________________________________________________________ _ importância. no presente caso. que necessitem de intervenção jurisdicional. Destarte. Ainda é perfeitamente aplicável o Princípio da Insignificância. as lesões foram leves. cônjuge ou companheiro. DESCLASSIFICAÇÃO PARA LESÕES ______________________________________________________________ Av. Se a lesão for praticada contra ascendente. diante da inexistência de conduta delitiva alguma praticada pelo acusado e nos princípios invocados.790-000 FONE 0XX 45 286 3144 4 . sob pena dos acontecimentos importantes perderem espaço para aqueles. afogando. Tancredo Neves. porém. o acusado já se encontrava separado da vítima a mais de dez meses (boletim de ocorrência fls.º 533 – Capitão Leônidas Marques – PR. CEP – 85. decorrendo daí o seu caráter fragmentário. Esclarecesse que quando da ocorrência dos fatos. convivência doméstica. pede-se a absolvição do acusado. §9°. não se encontrando mais em situação de convivência com a vítima. de coabitação ou de hospitalidade. atuantes. descendente. irmão. 129. O Estado não pode mais se preocupar com fatos de pouca relevância jurídica. assim. tampouco. ou seja. posto que ao direito penal. ou com quem conviva ou tenha convivido. mas sim. mas sim. DA CORPORAIS LEVES Analisando-se o disposto no artigo 129. §9° do Código Penal: Art. ainda. prevalecendo-se o agente das relações domésticas. ___). n.

Em restando desabrigadas as teses oras esposadas. 386. tendo em vista que as agressões não foram praticadas no convívio doméstico. do Código de Processo Penal. postas tais considerações e por entendê-las prevalecentes sobre as razões que justificam o pedido de condenação despendido pelo preclaro órgão de execução do Ministério Público. caput. que comparecerão às audiências que forem designadas e consequentemente sua absolvição. requer-se. nos termos do art. reservar-se no direito de ao final da instrução processual._________________________________________________________________________________________________________________________________________ _ Com isto. descrito no artigo 129. desde já. Tancredo Neves. por uma ou mais Penas Restritivas de Direitos. do Código Penal. em sede de alegações finais apreciar o mérito ”causae”. a defesa requer a ABSOLVIÇÃO do réu. CEP – 85. ______________________________________________________________ Av. verifica-se que sua conduta deve ser desclassificada para o crime de lesões corporais leves. merece o acusado ver sua conduta desclassificada para o crime de lesões corporais leves.º 533 – Capitão Leônidas Marques – PR. confiante no discernimento afinado e no justo descortino de Vossa Excelência. já que preenche todos os requisitos exigidos pelo artigo 44 e seguintes do Código Penal Brasileiro. Diante do exposto. à guisa das teses ora esposadas ou a desclassificação para o crime de lesões corporais leves. Em caso de entendimento diverso. NESTES TERMOS. por todos os meios de provas em direito admitidos. notadamente pela oitiva de testemunhas arroladas na denuncia. Diante do exposto. PEDE DEFERIMENTO. por ventura aplicada. provando a inocência do acusado. a Substituição da Pena Privativa de Liberdade.790-000 FONE 0XX 45 286 3144 5 . V. n.

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