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filme radiografico

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O Processamento Radiográfico

O primeiro estágio da formação da imagem latente é a absorção de fótons de luz pelos íons de brometo de prata. Não conseguimos distinguir os grãos modificados devido à luz que receberam dos grãos não expostos. No entanto, os grãos expostos são muito mais sensíveis à ação do revelador químico. A distribuição desses grãos invisíveis no filme que foram ativados pela luz é que formam a imagem latente. Quatro processos são necessários para a obtenção do filme: Revelação, Fixação, Lavagem e Secagem.
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Iluminação de Segurança
Os filmes devem ser abertos e manuseados somente sob luz especial com um filtro de segurança e lâmpada vermelha de 15 watts à uma distância maior do que 1,2 metros. Como os filmes verdes são mais sensíveis às condições de iluminação de segurança das câmaras escuras (pela proximidade do verde e do vermelho no espectro de cores), os filtros de segurança das luminárias devem ser do tipo adequado (vermelho / âmbar). Além disso, a manipulação dos filmes deve ser rápida, uma vez que a iluminação de segurança pode aumentar rapidamente o véu desses filmes.
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A - Revelação
A imagem latente torna-se visível por ação do agente químico chamado de revelador. A solução reveladora fornece elétrons que migram para grãos que foram sensibilizados pelos raios X, e converte os outros íons de prata que não foram expostos em íons metálicos de cor escura. Isto faz com que apareçam pintas pretas na emulsão. Geralmente, o filme radiográfico é revelado por uma processadora automática onde se mostram os quatro estágios do processamento. Em uma processadora convencional, o filme é revelado por um período entre 20 e 25 segundos.
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Função dos Reveladores Químicos
A.1) redução: a redução dos grãos de brometo de prata expostos à luz (invisíveis) é um processo que os converte em prata metálica visível. A redução é realizada pelos químicos: fenidona e hidroquinona. A fenidona é mais ativa e é responsável pela produção dos tons baixos e médios da escala de cinza. A hidroquinona produz os tons escuros ou de densidade ótica alta nas áreas da radiografia. A.2) moderação da velocidade de revelação: em geral, o brometo de potássio desempenha esta função.

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Revelação
A.3) ativação: a função do ativador, geralmente carbonato de cálcio, é amolecer e expandir a emulsão para que o redutor possa alcançar os grãos sensibilizados pela luz. A.4) conservação: o sulfeto de sódio ajuda a proteger os agentes redutores da oxidação que se dá com o contato com o ar. Também reagem com produtos da oxidação para reduzir sua atividade. A.5) endurecimento: o glutalaldeído é utilizado para impedir o amolecimento excessivo da emulsão. Isto é necessário em processadoras automáticas que transportam os filmes através de rolos.
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Processadora Automática

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8 4 . É necessário que se estanque o processo para evitar uma revelação excessiva e o aumento do fog do filme. O fixador é uma mistura de várias soluções químicas que desempenham as funções: B. B. 7 Fixação B.1) Neutralização: quando o filme sai do revelador.B .3) Conservação: o sulfato de sódio é usado para proteger o fixador de reações que o deterioram. Utiliza-se amônia ou tiosulfato de sódio. Utiliza-se o ácido acético para este fim.Fixação Após passa pelo revelador.2) Clareamento: a solução fixadora também clareia os grãos de haletos de prata não revelados. A prata que se acumula no fixador durante o processo de clareamento pode ser recuperada. Os grãos não expostos são retirados do filme e se dissolvem na solução fixadora. o filme é transportado para um segundo tanque que contém uma solução fixadora. ele ainda está molhado pela solução reveladora.

Fixação Revelação Lavagem Remoção da Prata 10 5 . 9 D . ele eventualmente poderia reagir com nitrato de prata e o ar para formar o sulfato de prata. É muito importante que se remova todo o tiosulfato proveniente do fixador.C . O “American National Standart Institute” recomenda uma retenção máxima de 30 µg por polegada quadrada. dando a radiografia uma coloração marrom-amarelada. Se o tiosulfato ficar retido na emulsão. A quantidade de tiosulfato retida na emulsão determina o tempo de vida útil da radiografia do filme processado. Em uma processadora automática o filme passa em uma câmara por onde circula o ar quente.Secagem A última etapa do processamento do filme é a secagem.Lavagem O próximo estágio do filme é passar por um banho de água para retirar dele a solução fixadora em contato com a emulsão.

Filmes de alta sensibilidade (velocidade) são escolhidos quando é mais importante limitar a dose de radiação no paciente e limitar o aquecimento do tubo de raios X. a produção de um valor de densidade unitário ( D=1 ) no filme mais sensível requer uma exposição menor. 12 6 . As sensibilidades de filmes são comparados através das quantidades de exposição necessárias para produzir uma densidade ótica de valor unitário acima do nível de densidade base+fog. 11 Sensibilidade Uma mesma exposição produzirá uma densidade ótica maior em um filme de sensibilidade maior.A Sensibilidade do Filme Radiográfico Uma das mais importantes características dos filmes radiográficos é a sua sensibilidade. A sensibilidade de um filme determina a quantidade de exposição que ele deve receber para produzir uma imagem. Um filme de sensibilidade alta (ou velocidade alta) necessita de menos exposição que um filme de baixa sensibilidade. Portanto. em relação a um de menor sensibilidade.

14 7 . não proporciona grandes ampliações. 13 Grãos de um Filme Um filme de baixa sensibilidade. Pelo tamanho de seus grãos.Comparação entre dois filmes Filmes de baixa sensibilidade são usados para reduzir o ruído da imagem. com grãos menores e maior nitidez Um filme "médio". com boa sensibilidade e nitidez relativa. Um filme rápido.

A sensibilidade de um filme depende de vários fatores associados ao químico revelador como: to fornecidos pelos fabricantes não são iguais. É comum processar-se filmes com químicos diferentes. geralmente aumenta-se a sensibilidade. A forma e tamanho dos cristais de haletos de prata também influenciam. A conseqüência é que não se reproduz uma mesma sensibilidade.Sensibilidade A sensibilidade de um filme é determinada pela composição da emulsão. 16 O Tipo de Revelador . 15 Influências .os químicos de processamen- 8 . Aumentando-se o tamanho dos grãos.Influência da Sensibilidade do Filme A sensibilidade de um filme é influenciada pelo seguintes fatores.

Contaminação . Nas processadoras a reposição é automática.Influência do Revelador Concentração . Uma processadora usada apenas para revelar radio-grafias de tórax necessita de uma taxa maior de reposição que as usadas para revelar radiografias menores.a revelação do filme consome uma quantidade de solução reveladora e torna o restante menos reativa. Taxa de reposição .o revelador. 17 Revelador A taxa de reposição depende do tamanho do filme. Se a diluição não for correta haverá alterações na sensibilidade. é fornecido em forma de um concentrado que deve ser diluído em água para abastecer a processadora. ocorrerão alterações abruptas na sensibilidade do filme (aumento ou decréscimo). É mais provável que a contaminação do revelador ocorra quando os rolos de transporte são removidos ou substituídos. Se não houvesse reposição do revelador. por exemplo. 18 9 . em geral.se o revelador for contaminado com outro químico. a sensibilidade diminuiria gradualmente. como o fixador. dependendo do tipo e da quantidade de contaminação.

Um aumento na temperatura aumenta a taxa da reação. aumentando a densidade do filme. Revelação Temperatura . mas controlá-las par manter a sensibilidade constante e previsível. O tempo de processamento é em geral de 20 a 25 s. pois menos exposição é necessária para produzir uma determinada densidade óptica. É um processo gradual durante o qual os grãos são revelados. sua sensibilidade será drasticamente reduzida. a temperatura do revelador está na faixa de 32 a 35 ºC. 20 10 . aumenta-se a sensibilidade do filme. e também aumenta a sensibilidade do filme já que menos exposição é necessária para produzir uma determinada densidade ótica.Revelação a revelação não é instantânea. Na maioria das aplicações médicas. aumentando-se o tempo de revelação. Geralmente.quando o filme entra na solução reveladora. O processo termina com a saída do tanque de revelação e a ida do filme para o tanque de fixação Geralmente. por exemplo. um filme sensível à luz azul for usada com uma tela intensificadora apropriada para filmes sensíveis ao verde.a atividade do revelador varia com a sua temperatura. 19 Tempo . Se. o objetivo não é manipular esses fatores para variar a sensibilidade do filme.

deve-se controlar a cor da luz. mas que não acarretam exposição no filme. Portanto. A luz de segurança é emitida em um comprimento de onda (correspondente ao vermelho) que pode ser vista por nossos olhos. usa-se filtros do tipo GBX. A cor da luz deve ser controlada por meio de filtros de luz. A luz vermelha é indicada quando se trabalha com filmes sensíveis à luz verde. elas podem induzir fog (densidade ótica presente não relacionada à exposição do filme). 22 11 . localização ou distância dos filmes e duração do tempo de manipulação dos filme de forma a minimizar a exposição dos mesmos. brilho. para tal.Câmara Escura Luz de Segurança As luzes de segurança são utilizadas em locais escuros onde os cassetes de filme radiográfico são carregados e transportados para a processadora. 21 Sensibilidade à Luz de Segurança Embora os filmes tenham uma sensibilidade muito baixa às luzes de segurança.

é equivalente dizer que uma dada exposição (em miliAmpère) pode ser produzida com muitas combinações diferentes de tempo (t) e mA. é evitar-se a perda de sensibilidade do filme.1 s ou 10 mA e 10 s. 23 Exemplo . 24 12 . conhecida como lei da reciprocidade. a lei da reciprocidade permanece válida. Quando um filme é exposto à luz das telas intensificadoras (ou tubos de imagem). que fornece densidades óticos adequadas e com tempos longos. esta lei da reciprocidade não vale.Tempo de Exposição Como a intensidade dos raios X é proporcional à corrente no tubo (mA-miliAmpère). É possível permutar a intensidade de radiação (em mA) pelo tempo de exposição (t) e obter a mesma exposição do filme.Reciprocidade 100 mAs produzirão a mesma densidade no filme se exposto a 1. Quando um filme é diretamente exposto aos raios X. A relevância desse fator que nos procedimentos em que se usa mAs.000 mA e 0.

tipo de químicos. A perda de sensibilidade pode ser compensada por um aumento na exposição. 13 . O contraste de alguns filmes aumenta até certo ponto. temperatura. etc. Processamento Excessivo A sensibilidade aumenta quando ocorre processamento excessivo. 25 Controle de Qualidade Qualidade de Processamento O primeiro passo no controle de qualidade do processamento é ajustar as condições de processamento e verificar se o mesmo está correto: Condições de processamento: verificar se estão dentro das especificações. um teste para verificar se a sensibilidade e as características de contraste do filme condizem com aquelas especificadas pelo 26 fabricante. tempo. As condições ideais devem ser fornecidas pelos fornecedores de filmes e químicos. Verificação do processamento: depois que as condições ideais recomendadas estiverem satisfatórias. O maior problema neste caso é o aumento de fog (densidade base+fog) que contribui para diminuir o contraste. para cada tipo de filme. depois diminui.Noções de Controle de Qualidade em Processamento Processamento Insuficiente Caso ocorra um processamento insuficiente. mas o contraste não pode ser recuperado. deverá ser realizado. a sensibilidade do filme e o contraste serão menores que os especificados. taxa de reposição.

que podem alterar a sensibilidade do filme.Especificações do Filme As especificações de um filme são geralmente fornecidas em forma de um gráfico que relaciona a densidade ótica e a exposição do filme que gerou esta densidade ótica. 28 14 . A curva característica do filme pode ser comparada com os dados obtidos na avaliação da processadora. O segundo passo no controle de qualidade do processamento é reduzir a variação do nível de processamento ao longo do tempo. Isto é feito expondo-se um filme de teste a uma quantidade de luz dentro de um aparelho chamado sensitômetro. 27 Sensitômetros As processadoras devem ser checadas várias vezes por semana a fim de detectar variações nas condições de processamento. Um dos objetivos do programa de controle de qualidade é reduzir erros na exposição que acarretam subexposição ou superexposição.

30 15 . será o degrau indicador da velocidade do filme. Índice de Velocidade O degrau do sensitômetro que produzir uma densidade de valor igual a 1 (um) acima do nível base+fog. Não é necessário medir a densidade de todos os degraus. 29 Avaliação com o Sensitômetro Densidade Base+fog A densidade de base+fog é obtida medindo-se a densidade de uma área do filme que não foi exposta. mede-se a densidade ótica através de outro aparelho chamado densitômetro. A figura mostra um filme à luz do densitômetro e já revelado. deve ser anotado diariamente e registrado em uma tabela ou gráfico. de onde é possível obter-se os dados necessários à avaliação. O valor da densidade desse mesmo degrau. O valor dessa densidade deve ser idealmente baixo.Valores da Densidade de um Filme Após este filme ser processado. Um processamento excessivo aumento o valor da densidade base+fog. identificado por um número. o degrau do índice de velocidade.

Avaliação A densidade desse degrau é um indicador da sensibilidade (ou velocidade) do filme. 32 16 . manipulação e processamento do filme. A ocorrência de variações anormais indica problemas. Dobras em filmes não processados podem produzir marcas que podem aparecer em áreas claras ou escuras na imagem processada. pode gerar faíscas (devido à eletricidade estática) que marcam o filme com pontos negros ou estrias. então o índice de contraste será o mesmo que o contraste discutido anteriormente. Se os dois degraus do sensitômetro que foram selecionados representarem uma razão de exposição de 2:1 (ou seja. 31 Artefatos São imagens na radiografia que não correspondem a estruturas pertencentes ao corpo do examinado. Podem ser produzidos diversos tipos de artefatos durante a estocagem. que podem estar sendo causados por deterioração em qualquer uma das etapas do processamento. Contraste A diferença de densidade entre dois degraus selecionados é usada para medir o contraste do filme (chamado índice de contraste). A manipulação dos filmes em ambientes muito seco. São imagens que surgem por falhas na formação da imagem e que podem induzir o radiologista a erros de avaliação. 50% de contraste).

Isso apresenta duas vantagens: 1. A capacidade do filme de converter o contraste da exposição em contraste no filme pode ser expresso em termos de um fator de contraste. redução dos custos operacionais 2. A detecção prematura deles pode ajudá-lo a reduzir o número de filmes afetados por artefatos indesejados. Ao tornar a procura de artefatos em filmes parte de sua rotina diária. se repete em intervalos que correspondem ao tamanho do perímetro do rolo de transporte. 34 17 . você estará melhor preparado para identificar e eliminar a causa da ocorrência deles assim que tal problema surgir. O contraste de exposição entre duas áreas pode ser expresso como uma razão ou valor percentual. menor exposição do paciente a raios x. ou mesmo acumulação de sujeira neles. O valor do fator de contraste é a quantidade de contraste do filme resultante de um contraste na exposição de 50%.Artefatos – Processadora Outra fonte de artefatos é pressão não uniforme que pode ser exercida pelos rolos de transporte da processadora. Este tipo de artefato. mais fácil de detectar. 33 Características de Contraste de Filmes Radiológicos O contraste talvez seja a característica mais importante de uma imagem registrada em filme.

36 18 . 3 .Fatores que influenciam o contraste A quantidade de contraste produzido em filmes depende de quatro fatores básicos: 1 .quantidade de exposição. A figura mostra o caso em que as exposições utilizadas em duas áreas adjacentes diferem por um fator 2 (50%).processamento. 2 .tipo de emulsão.fog 35 Transferência de Contraste A capacidade do filme de converter exposições em contraste no filme pode ser avaliada observando-se a diferença na densidade entre duas áreas que receberam uma determinada quantidade de exposição conhecida. e 4 .

deve-se provocar exposição em intervalos de valores amplos. 37 Variação do Contraste A figura mostra que as exposições das diferentes áreas são fornecidas em relação à área do degrau central da escala à qual é atribuído o valor 1. mas cresce gradualmente com a exposição até atingir um valor máximo então decresce para níveis de exposição mais altos. Neste equipamento uma tira de filme é dividida em pequenas áreas (ou degraus) onde cada uma delas é exposta a níveis de radiação diferentes. A quantidade de contraste entre dois degraus adjacentes é dada diferença entre suas densidades óticos. 38 19 . não se está interessado na exposição em valores absolutos de cada área.Contraste Como a quantidade de contraste é afetada pela quantidade de radiação que o filme recebe. Isto é feito através de sensitômetro. é que o contraste entre duas áreas adjacentes não é constante ao longo da escala: o contraste entre as duas primeiras é zero. mas sim em uma comparação entre as exposições dentre as áreas do filme. Outra característica dos filmes muito importante. Ao se avaliar as características de um filme. para que se possa avaliar as características de contraste de forma completa.

39 Curva Característica A relação entre a densidade de um filme e a exposição é freqüentemente apresentada em um gráfico que mostra a relação entre a densidade ótica e a exposição de valores referentes à figura anterior. é a diferença entre densidades óticas produzidas por diferenças de exposição no filme. O contraste da imagem é reduzido quando um filme é subexposto ou superexposto. 40 20 . O contraste é representado pela inclinação da curva. um tipo de filme não produz o mesmo contraste em todos níveis de exposição. Todos os filmes têm um intervalo de exposição no qual podem produzir contraste. Se áreas do filme recebem exposição acima ou abaixo do intervalo de exposição útil. Esta característica deve ser considerada ao escolher que filmes radiográficos devem ser usados para registrar imagens médicas. ou. Este tipo de gráfico é chamado de curva característica e descreve o comportamento do contraste em um amplo intervalo de valores de exposição. ausente. ou seja. por vezes. A forma da curva depende do tipo da emulsão do filme e do seu processamento. o contraste será menor.Resumo Em resumo.

42 21 . Em muitos casos. É o caso da porção mais alta da curva característica. 41 Discussão da Curva A capacidade de transferir contraste também é menor em áreas que recebem exposição relativamente altas. com diferentes características de transferência de contraste. o contraste da imagem está presente e não pode ser observado em negatoscópios comuns. O contraste do filme é dado pela presença de densidades correspondentes aos extremos da porção da curva cujo formato se aproxima ao de uma reta inclinada.Curva Característica A curva característica de um filme tem três regiões distintas. ou “ombro”. corresponde às áreas de baixa densidade óptica do filme. A porção da curva. onde a inclinação diminui com o aumento da exposição. mas é possível que sejam visíveis em negatoscópio que possuem luzes mais intensas. Áreas da imagem que recebem exposição dentro desses intervalos são completamente escuras (ou densas) e com contraste reduzido. associada a baixas exposições.

44 22 . é determinada pela emulsão do filme e pelo processamento. que é medida após o processamento de um filme não exposto cujo valor está entre 0. A curva de contraste correspondente à inclinação da curva característica.2 unidades de densidade. Ela representa a capacidade do filme de transferir contrastes da exposição em mudanças de contraste no filme de acordo com o nível de exposição. O intervalo de exposição dentro do qual é produzido contraste é a latitude. no ombro da curva. são áreas muito escuras ou densas.1 e 0. Esta densidade é produzida pela densidade natural inerente da base constituída de poliéster transparente no nível mínimo de densidade de fog da emulsão. além disso.Pontos importantes A densidade mínima. O contraste máximo é produzido somente dentro de um intervalo de exposições limitado. na parte baixa. é a densidade residual. A densidade máxima Dmáx. Valores de exposição acima do intervalo de latitude também produzirão muito pouco contraste e. 43 Curva de Contraste É mais fácil ver a relação entre o contraste e a exposição na curva contraste na figura seguinte. Uma área do filme não exposta contém pouco ou nem um contraste.

A exposição em qualquer área do filme que não estiver na faixa ideal (porção reta da curva da figura).Relação entre contraste e exposição Latitude do Filme O contraste de todos os filmes radiográficos é limitado a um intervalo específico de exposição como mostra a figura. em menor escala. recairá ou acima (ombro da curva) ou abaixo (porção inferior da curva). Caso a exposição caia fora de um desses três intervalos. 45 Latitude de um Filme A latitude de um filme depende do tipo de composição da emulsão e. das condições de processamento. as causas poderiam ser: 46 23 . A importância da latitude de um filme é que ela representa as limitações na exposição que fornecerá contraste útil. O intervalo de exposição no qual um filme é capaz de produzir contraste útil é conhecido como latitude.

25 e 2. • O contraste do filme é determinado pela inclinação da curva característica. Um alto gradiente (>1. ou uma estrutura anatômica. que pode gerar subexposição ou superexposição.0 unidades de OD). • O gama do filme é a inclinação máxima da curva. o que nem sempre é tarefa fácil. 48 24 .0) significa que o contraste radiográfico é amplificado. Exposição Errada Em todos os processos de formação é necessário ajustar uma exposição que seja adequada à sensibilidade (velocidade) do filme. • A latitude do filme é o intervalo de níveis de exposição no qual o filme pode ser utilizado. 47 Contraste e Latitude • O contraste do filme está relacionado à diferença de densidade observada para uma dada diferença de exposição do filme. •O gradiente é a inclinação média da curva entre dois pontos específicos de densidade ótica (normalmente entre 0.Latitude um ajuste errado da exposição no equipamento emissor de raios X. que produz um amplo intervalo de valores dentro de uma imagem que excede o intervalo correspondente à latitude.

Nem sempre é possível prever com precisão a quantidade de raios X necessária para se obter uma imagem otimizada em todos os procedimentos. geralmente mais significativos na radiografia convencional do que em outros métodos de radiodiagnóstico. Na prática.Contraste e Latitude de Filmes • Contraste e latitude estão inversamente relacionados: um filme com grande latitude tem um pequeno gradiente e baixo contraste. • Intervalo dinâmico é a razão da mais alta para a mais baixa exposição que pode ser detectada e é de aproximadamente 40:1. por causa de variação sutis no tamanho do corpo do paciente e em sua composição. é muito comum a repetição de exames radiográficos devido a erros na avaliação dos parâmetros de exposição. •Filmes com emulsões simples (não duplas) e alto contraste são utilizados em mamografia. •Filmes de grande latitude são utilizados em radiografia de tórax. 50 25 . •Exposições fora deste intervalo estão no "dedão" ou no "ombro" da curva e portanto resultam em imagens de baixo contraste. 49 Exposição errada Erros na exposição ajustada no equipamento são.

enquanto que a área do pulmão recebe muita exposição. é possível que a exposição advinda ou que emerge do corpo do paciente (contraste virtual) esteja fora de latitude do filme. A figura seguinte compara as características de dois tipos de filmes genéricos. Isto provoca um nível de contraste entre áreas muito alto. 52 26 . Refere-se a um filme radiográfico como sendo de alto ou de baixo contraste. Sob essas condições.Intervalo de Variação Quando um feixe de raios X passa através de certas áreas do corpo. a penetração varia consideravelmente por causa das diferenças de espessura e composição dos tecidos. é obvio que se deve considerar as características de contraste. 51 Tipos de Filmes A caracterização total do contraste de um filme (forma da curva característica e latitude) é determinada pela composição da emulsão. A radiografia de tórax é um exemplo. A quando se seleciona um filme para uma aplicação médica. como discutido anteriormente. a área de imagem correspondente ao mediastino recebe pouca exposição.

produz menos contraste entre as mesmas áreas de exposição relativa. Por exemplo.Comparação entre filmes de alto e baixo contraste 53 Comparação entre Filmes Os filmes de alto contraste podem gerar um contraste maior. mas pode fazê-lo em uma faixa mais ampla de exposição. 1 e 2.6 (que corresponde à diferença entre as respectivas densidade ópticas). as áreas que correspondem aos valores de exposição relativa 1 e 2. apresentam um degrau de contraste de 0. O filme de contraste médio (latitude). pois tem uma latitude menor. Entretanto. no filme de contraste baixo o contraste é mais limitado. 54 27 .

O filme A tem um contraste alto. 56 28 . O grau de processamento recebido pelo filme depende de três fatores: 1 . O filme B tem uma maior latitude de exposição. 2 . 55 Efeitos do Processamento As características de contraste e de sensibilidade de um filme são afetadas pelo processamento.atividade química do revelador.tempo de imersão do filme no revelador. e 3 .temperatura do revelador.Curva Característica Filmes A e B A curva característica mostrando a relação entre exposição e densidade ótica para dois diferentes filmes.

pois mais grãos da emulsão que não foram expostos sofrerão ação do revelador e serão tornando-se visíveis.15 a 0. As principais fonte de fog são: Inerente . 58 29 . Valores típicos de 0. como conseqüência. mas acarreta perda de contraste. e provoca também perda de contraste 57 Fog Fog de um filme consiste de qualquer densidade ótica presente na radiografia que não tiver sido causada por exposição gerada no momento do exame.20 unidades de densidade. Grãos pouco expostos ou não expostos são revelados. o fog aumentaria.ocorre quando há um processamento mais longo. elevando-se o grau de revelação.devido à pequena opacidade da base do filme e também à camada de emulsão não exposta. Um processamento muito curto diminui a sensibilidade. Um processamento mais longo aumenta a sensibilidade. há uma desvantagem e.Grau de Revelação Embora a sensibilidade do filme possa ser aumentada. Químico .

Isto pode ser alcançado ajustando-se a exposição em função do tipo de procedimento. Calor . Idade do filme . portanto considerar a possibilidade de erros na exposição na produção da radiografia. A refrigeração aumenta o tempo de vida útil do filme.aumenta o fog.o fog gradualmente com a idade. 60 30 . do conjunto receptor da imagem e do paciente. O nível de exposição pode ser selecionado ajustandose kV. 59 Controle da Densidade Radiográfica A visibilidade máxima em uma radiografia requer que as densidades óticas estejam dentro de um intervalo que reduza um contraste adequado. através do uso de um dispositivo AEC. tempo de exposição ou ainda.causada por fuga de raios X ou de luz na câmara escura. O filme não deve ser estocado por muito tempo. Deve-se. pois nenhum dos métodos garante exposições ótimas em todos os exames.Fontes de Fog Exposição acidental . mAs.

tiverem sido escolhidos os filmes. O tipo de tabela mais comum. de forma a compensar as variações de espessura e composição do paciente. deve-se proceder à tarefa de escolher os valores de kVp e mAs ideais. assim como o processamento adequado. Se o kVp e o mAs são selecionados manualmente. grades. fornece os valores de kVp e o mAs em função da espessura das diferentes partes do corpo. deve-se observar se a tabela é apropriada para o equipamento e para a combinação filme-tela-grade para os quais ela foi confeccionada. 62 31 . telas. Antes. devese usar tabelas de referência.Densidade Radiográfica 61 Exposição correta Depois que um sistema radiográfico estiver instalado.

de acordo com a lei do inverso do quadrado da distância.Erros de Exposição Podem ocorrer erros produzidos por variações em qualquer dos fatores mostrados na figura. como a distância foco-filme ou kVp. ela pode ser compensada modificando-se um outro fator. por exemplo. 63 32 . mas sempre respeitando as relações entre as grandezas. Quando for necessário efetuar uma mudança em algum parâmetro para atender a um exame específico.

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