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Curto-Circuito

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CURTO-CIRCUITO

OBJETIVOS DO ESTUDO
     

Dimensionamento e especificação de redes de BT/MT/AT; Dimensionamento e especificação de equipamentos de manobra ou chaveamento; Dimensionamento e especificação de barramentos; Projeto de subestações; Projeto de malha de aterramento; Especificação da proteção de equipamentos elétricos; Estudo e análise da coordenação e seletividade da proteção em sistemas elétricos de distribuição, subtransmissão, transmissão e industrial.

REPRESENTAÇÃO DOS GERADORES

Xd= Reatância síncrona do eixo direto;
Xd’= Reatância transitória de eixo direto; Xd’’ = Reatância subtransitória de eixo direto.

.

.

Motores síncronos São representados de forma semelhante aos geradores. Cargas Ativas Não contribui. Subestação Representado pela reatância equivalente vista pela subestação.Banco de reatores São representados pela sua reatância. em pu. . Motores de indução (igual ou maior que 50 CV) São representados pela relação In/Ip Redes Pela sua reatância. Banco de capacitores Não contribui na corrente de curto-circuito. em pu. em pu.

CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICO (ICC3Θ)  Icc3θ = Vf/Z1 .

.  Z2 e Z0 as impedâncias de sequência negativa e zero respectivamente  Zn = impedância de contato.CURTO-CIRCUITO FASE-TERRA (ICCF-T)  É determinado pela equação: IccF-T = 3Vf/(Z1 + Z2 + Z0 + 3Zn)  Sendo.

CIRCUITO EQUIVALENTE .

CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO (ICC2Θ)  Icc2θ = (3/2). Icc3θ .

CURTO-CIRCUITO FASE-FASE-TERRA (ICCFF-T)  IccFF-T = IB + IC = 3I0 Ia1 = Vf /[Z1 + Z2.Va0/Z0  .Va2/Z2  Ia0 = .Z0/(Z2 + Z0)]  Ia2 = .

CIRCUITO EQUIVALENTE .

os componentes em série no método convencional são representados em paralelo no método dos MVA´s.ANÁLISE DE FALTAS . ou seja. .MÉTODO DOS MVA´S  Este método é o dual do método convencional.

REPRESENTAÇÃO DOS COMPONENTES           Gerador SccG = Sn/XG(pu) Transformador/Reator SccT = Sn/XT(pu) Linha SccL = (kV)2/XL(Ω) Motor Síncrono SccMS = Sn/XM(pu) Motor de Indução ≥ 50 CV SccM = Sn/(In/Ip) .

350 MVA a uma SE na tensão de 138 kV/13. O transformador da SE possui 100 MVA de potência nominal. e Z% = 10 que alimenta uma barra através de um linha de 2 Ω.8 kV.Exemplo:  A concessionária fornece uma potência de curtocircuito 2. contendo 3 motores síncronos de 20 MVA de potência cada um. Determinar: .

A corrente de curto-circuito 3θ na barra dos motores.  A corrente de curto-circuito 3θ na barra da saída do transformador principal. de cada motor.  A contribuição de corrente de curto-circuito vindo da SE principal.  .  A contribuição de corrente de curto-circuito.

RECOMENDAÇÕES DO IEEE PARA CURTO-CIRCUITO Durante a ocorrência de um curto-circuito temos as seguintes fontes que contribuem para a corrente de falta: Geradores  Motores Síncronos  Motores de Indução  .

Xd = Reatância Síncrona É usada para determinar a corrente quando já se atingiu o regime permanente. X´d = Reatância Transitória Determina a corrente no intervalo que vai de 0.1s o valor da reatância passa para X´d.GERADORES    X´´d = Reatância Subtransitória Serve para determinar a corrente durante o primeiro ciclo depois da ocorrência da falta.1s a 2s quando se considera que a reatância se elevou para Xd. Em aproximadamente 0. .

MOTORES SÍNCRONOS  O mesmo conceito das três reatâncias é usado para representar o motor durante a falta. .

MOTORES DE INDUÇÃO Um motor de indução de gaiola de esquilo irá contribuir para a corrente de falta como um gerador.  . normalmente se assume somente a reatância subtransitória que é igual a reatância do rotor travado. a contribuição da corrente também se reduz e desaparece em alguns ciclos. Isto ocorre devido a sua inércia que girará o motor na presença de um fluxo de campo como no caso de um motor síncrono.  Assim sendo. Como o fluxo decai com perda da fonte de tensão causada pela falta nos terminais do motor.

tanto pode ser executado pelo método convencional como o método dos MVA´s.CÁLCULO DO CURTO-CIRCUITO O cálculo da corrente.  São as seguintes recomendações do IEEE no que se refere a valores de reatâncias e aos fatores multiplicativos para se levar em consideração a assimétrica da forma de onda da corrente de falta.  . porém deve-se levar em consideração o motivo pelo qual se está calculando.

1ª RECOMENDAÇÃO

Para o cálculo do esforço momentâneo no primeiro ciclo em barramentos e disjuntores de baixa tensão

Deve-se usar a reatância subtransitória para todas as máquinas rotativas

A NORMA ESTABELECE QUE PARA GRUPOS DE MOTORES SÍNCRONOS E DE INDUÇÃO ALIMENTADOS POR UMA SE DE BT, DEVE-SE FAZER A SEGUINTE CONSIDERAÇÃO:

1. Se a potência total dos motores (em CV) for igual a potência nominal do transformador sem ventilação forçada, pode-se usar uma reatância de 0,25pu (na base do transformador) para representar o grupo de motores.
2. Após se determinar a impedância equivalente do sistema, pode-se calcular a “corrente de curto-circuito simétrica”. Icc = Vf(pu)/Z1(pu) x IBASE sendo, Vf(pu) = 1

3. Esta corrente de curto-circuito é agora diretamente aplicada para dimensionar equipamentos de BT cujos valores nominais ou capacidades sejam expressa em termos de valores eficazes e simétricos. Caso contrário deve-se multiplicar pelos fatores de assimetria.

2ª RECOMENDAÇÃO Para cálculo do esforço momentâneo para disjuntores de AT (acima de 1 kV). .

.

acima e ainda utilizar o fator de assimetria de 1. = Vpu/XEQ(pu) x 1. portanto.6. . utilizar os valores da fig.6 x IBASE  IMOM. Para o cálculo do esforço momentâneo deve-se.

3ª RECOMENDAÇÃO Cálculo da capacidade de interrupção para disjuntores de alta tensão (acima de 1 kV).  Para o cálculo de capacidade de interrupção é importante que se leve em consideração a resistência de todos os equipamentos do sistema. . sendo que se deve usar para a resistência os mesmos fatores multiplicativos da tabela 3.

Após a redução do sistema a um equivalente no ponto de falta deve-se calcular a relação X/R.  .  Calcula-se então a corrente de falta Ipu = VF(pu)/Xpu e determina-se das curvas (1 a 6) os fatores multiplicativos.

Considera-se local quando se tem no máximo um transformador entre a falta e um gerador. Para usar as curvas deve-se saber o tempo de abertura dos contatos e a localização de falta em relação a geração (local ou remota). .

O TEMPO DE ABERTURA DOS CONTATOS Disjuntor de 8 ciclos tem temo de abertura = 4  Disjuntor de 5 ciclos tem temo de abertura = 3  Disjuntor de 3 ciclos tem temo de abertura = 2  Disjuntor de 2 ciclos tem temo de abertura = 1½  .

. 1000/ 3.O cálculo da corrente de interrupção é feito da seguinte forma:  Iinterr.kV  Iinterr. = x (fator de multiplicação) x Ibase = MVA .

. A norma ANSI C37.5-1964 (R 1974) se aplica a estes cálculos. independente da idade dos disjuntores. As curvas 1 e 2 são usadas para disjuntores cujos valores nominais de interrupção estão baseados nas normas anteriores a 1964.

. As curvas 3 a 10 se aplicam aos disjuntores cujas as capacidades de interrupção estão baseadas na nova base de corrente eficaz simétrica (após 1964). = (Vpu/Xpu) x fator x Ibase  Iinterrup. A norma do IEEE 3201972 se aplica a estes casos.

 .4ª RECOMENDAÇÃO Corrente de curto-circuito para dispositivos de proteção temporizados Para a aplicação de relés instantâneos deve-se usar o valor do 1º ciclo da corrente de curtocircuito determinada pelas recomendações 1 e 2. deve-se incluir no diagrama somente gerador excluindo-se os motores de indução e síncronos.  Para a aplicação de relés com temporização de mais de 6 ciclos.

Todos os motores devem ser omitidos.  A componente de corrente contínua deve ser desprezada. Somente os geradores que contribuem com a corrente de falta que passa pelo ramo onde o relé está localizado devem ser considerados.  A corrente de curto-circuito simétrica será então:  Icc = Vpu/Xpu  .Os geradores devem ser representados pelas suas reatâncias transitórias.

.

.

.

POTÊNCIA DE CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICA (SCC3Θ)  Scc = . Icc3θ [MVA] Scc(PU) = Icc(PU) = 1/Z1(PU)  .VN .

as medidas corretivas trivialmente utilizadas são aquelas que envolvem alterações na configuração do sistema.  Operação com barramento seccionado. como por exemplo:  Operação com linhas abertas. . quando possível.REDUÇÃO DA POTÊNCIA DE CURTO-CIRCUITO Quando estudos cuidadosamente demonstram a sua viabilidade.

ATERRAMENTO DE SE´S INDUSTRIAIS Define-se como sistema efetivamente aterrado aquele em que o fator de sobretensão seja menor que 1.4 o que implica atender as seguintes inequações:  X0/X1 ≤ 3  R0/X1 ≤ 1  As quais garantem também que a corrente de defeito monofásico seja maior que 60% da corrente de defeito trifásico.  .

com menor tensão disruptiva e. reduzindo seu custo. portanto.  As sobretensões sustentadas são reduzidas o que permite o uso de P. mais econômicos.  .  Permite obter boa seletividade na proteção de faltas a terra.  Permite nível de isolamento menor do transformador.R.SISTEMAS EFETIVAMENTE ATERRADOS As correntes de defeito são sempre elevadas.

 É muito difícil localizar o defeito.  As sobretensões sustentadas são elevadas o que implica utilização de P.R com tensão disruptiva alta.  O ajuste da proteção e a obtenção de uma boa seletividade é muito trabalhosa.  .SISTEMAS ISOLADOS As correntes de defeito para a terra são pequenas e não causam interrupção no fornecimento.

 Filosofia americana/brasileira = sistemas efetivamente aterrados Filosofia européia = sistemas isolados  .

ATERRAMENTO DO NEUTRO  Aterramento Sólido Aterramento por Resistor Aterramento por Reator   .

que tem uma impedância de sequência zero muito baixa comparada com a de sequência positiva.  . é muito difundido para uso em transformadores. pois na ocorrência de uma falta a terra o gerador seria submetido a esforços superiores aos impostos por um curtocircuito trifásico.  No entanto.ATERRAMENTO SÓLIDO Não utilizados em geradores.

A tensão utilizada para detectar defeito permite obter alta sensibilidade na proteção mesmo com corrente de defeito da ordem de 10 A. o aterramento através de resistência é muito difundido na área industrial. utiliza-se o aterramento do neutro por intermédio de uma resistência no secundário de um transformador de distribuição. seguinte.ATERRAMENTO POR RESISTOR   Utilizados em sistemas não efetivamente aterrados. tendo também como objetivo a redução de corrente de defeito por razões de segurança de pessoal. conforme a fig. . Por vezes. Para os transformadores.

ATERRAMENTO POR REATOR  Não utilizado na prática em transformadores. Muito difundido em geradores e motores síncronos de grande porte. objetivando reduzir o nível de curto-circuito fase-terra ao nível de curto-circuito trifásico. .

.

objetivando reduzir o nível de curto-circuito fase-terra ao nível de curto-circuito trifásico. Muito difundido em geradores e motores síncronos de grande porte. .ATERRAMENTO POR REATOR  Não utilizado na prática em transformadores.

ATERRAMENTO DE NEUTRO DE GERADOR POR INTERMÉDIO DE TRANSFORMADOR DE DISTRIBUIÇÃO .

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