É possível fugir da guerra de preços num mercado cada vez mais competitivo?

As empresas que possuem uma imagem forte e consolidada no mercado conseguem fugir da guerra de preços. Quando falamos SIM em imagem, entenda-se a percepção que cada cliente possui sobre uma empresa, marca, produto ou serviço, em determinado momento. Tal percepção é formada por diversos aspectos, entre Por Luiz Fernando Lucas* eles, a fachada do estabelecimento, os folders e o website da empresa, os uniformes dos funcionários e até o atendimento pessoal e telefônico. É importante que todos os aspectos com os quais os consumidores têm contato estejam alinhados e transmitam a mesma imagem. Só assim será possível fortalecer a marca e fugir da guerra de preços suicida. "Multiplicar os diferenciais da empresa é a chave para não cair nesta armadilha" Pense nas marcas Sony, de eletroeletrônicos, Dell, de computadores, e Amazon, a maior loja virtual do mundo, entre outros exemplos internacionais. No Brasil, pense na Carnes Wessel, que oferece cortes diferenciados, e na cachaça mineira Anísio Santiago, anteriormente chamada Havana. Todos esses nomes são exemplos interessantes de empresas que conseguem manter seus preços em patamares que lhes garantem um lucro que, muitas vezes, fica acima da média, apesar da concorrência fortíssima em seus ramos de atividade. Outro bom exemplo de empresa que conseguiu fortalecer a marca e fugir da guerra de preços é o do famoso Pastel de Bertioga, no litoral paulista, que também tem um endereço na capital e um em Campos do Jordão. Não é o pastel mais barato da região, mas sempre atrai quem passa por ali por sua qualidade. Multiplicar os valores e diferenciais da empresa é a chave essencial para entrar no jogo das marcas e sair definitivamente da guerra de preços que, além de arriscada, é improdutiva e sacrifica a saúde financeira das empresas.

É possível fugir da guerra de preços num mercado cada vez mais competitivo?
Se analisarmos alguns fatos do mercado global e da característica peculiar do mercado brasileiro, podemos constatar NÃO alguns fatores que justificam uma negativa à pergunta em questão. As empresas procuram trabalhar com custos baixos; os produtos têm caminhado para a "comoditização"; diversos Por Cláudio Goldberg* produtos são fornecidos por indústrias asiáticas, alterando o equilíbrio de preços em diversos mercados; o encolhimento da classe média está levando muitas empresas a buscar o público-alvo nas classes C, D e E, que têm no preço um dos mais importantes direcionadores de compra; e pesquisas apontam que uma parcela significativa dos consumidores está trocando marcas consagradas por outras novas, que têm como diferencial o preço. "Os consumidores estão trocando marcas consagradas por causa

ou seja. Assumindo a premissa de que a inovação de hoje é a commodity de amanhã. como costumo dizer. . podemos citar como casos de sucesso a Casas Bahia e o Grupo Pão de Açúcar. Nesse sentido. Requer também um entendimento do que chamo de teoria do negócio. Mas. Ao longo dos anos. é recomendável focar em nichos e apoiar sua estratégia no preço. como sua empresa se posiciona em relação aos clientes. que segmentou suas bandeiras para que algumas delas pratiquem a guerra de preços. essas empresas têm se apoiado na guerra de preços e continuam a dar sinais de solidez. só que de uma forma mais barata do que a concorrência. fornecedores e competidores.do preço" É certo que empreender ou administrar um negócio dentro de um mercado competitivo como o de hoje requer um entendimento profundo do setor de atuação da empresa. o sucesso do negócio também depende de outros fatores. É preciso fazer algo que nunca ninguém fez ou algo que já existe. que é o que realmente conta.

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