A História do METRO DO PORTO

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A Segunda Fase da Rede
A 21 de Maio de 2007, os dois maiores accionistas da Metro do Porto, Área Metropolitana do Porto e Estado, assinaram no Palácio do Freixo um acordo para o desenvolvimento da segunda fase do sistema. Depois de semanas de intensas negociações entre a Junta Metropolitana e o Governo – negociações precedidas de anos de contactos entre as partes –, formara-se finalmente um consenso em torno dos objectivos e do calendário para a expansão do Metro. Em termos práticos, as decisões tomadas apontam para o prolongamento da rede para a Trofa, para Gondomar, em Vila
Nova de Gaia e entre os concelhos de Matosinhos e do Porto. A extensão da rede de Metro, desde a Estação Estádio do Dragão até Venda Nova, Gondomar, foi a decisão mais esperada. Em primeiro lugar, porque, de acordo com todos os estudos de procura levados a cabo, pressupõe uma elevada rentabilidade: estima-se que cerca de 50 mil pessoas utilizem diariamente a nova linha. Por outro lado, trata-se de corrigir aquilo que é unanimemente considerado um erro no desenho da rede inicial. A ligação a Gondomar, desde sempre prevista para a segunda fase, motivou dezenas de contactos pessoais, reuniões e cartas entre a Administração da Metro do Porto e membros do Governo, ao mais alto nível. Valentim Loureiro, na dupla de qualidade de presidente da empresa e de presidente da Câmara Municipal de Gondomar, bateu-se permanentemente e junto de três Primeiros-ministros sucessivos pela obtenção de garantias quanto à concretização do projecto. Projecto que, em termos técnicos, se encontra concluído desde meados de 2003. Sendo certo que essas garantias foram dadas – a construção da Linha de Gondomar foi mesmo publicamente assumida pelos governos liderados por José Manuel Durão Barroso e por Pedro Santana Lopes –, o certo é que esses compromissos nunca tiveram qualquer tradução prática. Pode bem dizer-se que o parto da Linha de Gondomar foi francamente demorado.

Apenas quase um ano após a conclusão da primeira fase da rede foi possível colocar o preto sobre branco quanto a este tema, justamente com a assinatura do acordo entre accionistas. Presidindo cerimónia no Palácio do Freixo, o Primeiro-ministro José Sócrates selou o acordo para o avanço da segunda fase, sublinhando que "o Metro do Porto é um dos projectos mais bem sucedidos em Portugal”.
A Linha de Gondomar terá uma extensão aproximada de 7 quilómetros, partindo da Estação Estádio do Dragão e servindo as zonas de Contumil e São João de Deus, ainda no Porto, e de Rio Tinto, da Lourinha e da Venda Nova, já no concelho de Gondomar. De acordo com o calendário aprovado, prevê-se que as obras arranquem em 2008. Ainda em relação a Gondomar, os accionistas incumbiram ainda a Metro do Porto de estudar o melhor modo de proceder à ligação ao centro do concelho e a Valbom; através do prolongamento desta nova linha ou com a criação de uma outra ligação desde a zona oriental do Porto O prolongamento da Linha Amarela. desde a Estação João de Deus até Santo Ovídio/Cedro, foi também alvo de negociação e acordo, tal

como as ligações entre a Estação do ISMAI e a Trofa, na Linha Verde, e uma ou mais ligações entre Matosinhos Sul e a zona
ocidental do Porto. Adicionalmente, Junta Metropolitana e Governo consagraram a realização de estudos com vista ao prolongamento da rede do Metro através da ligação Hospital de São João – Maia e com novos projectos a Sul do Rio Douro. Como sucede em relação à generalidade das redes de metropolitano de todo o mundo, o Metro do Porto é, igualmente, uma realidade em permanente crescimento.

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