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ARTIGO DE OPINIÃO Este artigo de opinião é da exclusiva responsabilidade do autor e não

ARTIGO DE OPINIÃO

ARTIGO DE OPINIÃO Este artigo de opinião é da exclusiva responsabilidade do autor e não reflecte

Este artigo de opinião é da exclusiva responsabilidade do autor e não reflecte a posição oficial do PAN sobre este tema

supranacionais

europeias e internacionais, nomeadamente o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Central Europeu (BCE) e a Comissão Europeia (CE), resume-se a esta convicção. Não há outra solução, a moeda única é um projecto irreversível. ii ” Porém o bom senso aconselha-nos que em qualquer constructo social instituído tudo se resume a um plano, uma matriz. Assim toda e qualquer entidade gere o seu presente tendo em conta benefícios momentâneos e futuros, de modo a alicerçar não só o já estabelecido como norma, mas sobretudo para alargar as suas ramificações e influências. Nesta medida para além de lógico, surte-nos como racional conceber estratégias nacionais e europeias alternativas para atingir os objectivos de liberdade, segurança e justiça dentro das barreiras internas (…) iii ” do continente Europeu, visto que tais entidades com poder legislativo e executivo não têm, nem assumem, a possibilidade de um plano B em relação à moeda única (Repare-se na simbologia semântica de unicidade da moeda europeia que não só torna o sistema monetário comum como incute um caminho singular no projecto europeu de várias nações multiculturais). Deparamo-nos portanto com um e um só real objectivo das elites europeias: A criação de um mercado interno iv através de uma união económica e monetária em que a moeda é o Euro v , que contrasta com objectivo holístico de equidade europeia previamente descrito. Deste modo, constatamos que a frugalidade de englobar sistemas psico-sociais de nações cultural e socialmente díspares no projecto político europeu está a levar à derrocada sócio económica de estados “soberanos”.

é

A

determinação

presente

e

futura

das

entidades

Impõem-se então algumas questões base: Serão os líderes nacionais e europeus ignorantes, no sentido de desconhecerem novos paradigmas económicos e psico-sociais substitutos ao

nacionais e europeus ignorantes, no sentido de desconhecerem novos paradigmas económicos e psico-sociais substitutos ao
modelo de moeda única? Ou existirá uma lógica consciente para se seguir tal rigidez ideológica?

modelo de moeda única? Ou existirá uma lógica consciente para se seguir tal rigidez ideológica? Reconhece-se como ideologia pois factualmente sentem-se os efeitos calamitosos do fracasso da construção monetária e política europeia vi . Se por ideal, ou ilusória utopia, o objectivo do FMI, BCE e CE é atingir prosperidade entre nações porque não discutir-se alternativas à matriz vigente, tal como a possível saída planeada e alicerçada de alguns países do Euro? Instaurando bancos centrais 100% estatais que imprimam e desenvolvam uma economia real sem juros adjacentes. Apostando claramente no inverso do modelo actual com a nacionalização de infra-estruturas vitais como a produção e distribuição energética, as vias de comunicação, a produção alimentar, e a área da saúde e educação. É certo que tal caminho augura grande dificuldade e complexidade, como a depreciação da moeda, encarecimento das importações e reorganização de grande parte do tecido empresarial e social interno, mas não será cauteloso e sapiente planear autonomamente em vez de seguir colectivamente ideologias falhadas e elitistas?

Na essência a criação, distribuição e controlo de moeda é o real motivo para a crise da dívida a nível mundial e ignorar novos caminhos sociais, tais como económicos, mantêm-nos no pesadelo burocrata europeu que para além de ser cego e obtuso revela-se num genocídio social e político para culturas seculares. A insanidade chega pela posição do presidente do BCE, Mario Draghi, ao admitir a possibilidade de compra de dívida soberana de modo ilimitado vii ” e pela postura autista do presidente da CE, Durão Barroso, ao apelar à criação de uma Federação de Estados-Nação viii onde o já limitado poder decisório nacional será de uma vez por todas obliterado. E como se não bastasse, em Portugal, reporta-se ainda a possibilidade da Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) derreter escudos para utilização dúbia Estatal. Mas, como frisa uma entidade da INCM, um stock de escudos de tal envergadura dava muito jeito.ix

Exige-se portanto uma revolução psico-social e cultural hoje, agora! Uma Revolução individual e colectiva onde soluções e projectos se construam para atingir objectivos enraizados a médio e longo prazo, de modo a realisticamente construir um melhor tecido social, cultural e económico que vislumbre novos paradigmas de equidade participativa a todos os cidadãos, e modelos de sustentabilidade ecológica e animal. Que caminho trilharemos? O da submissão colectiva ou do altruísmo racional?

(Continua…)

(Continua…) Nota: Ver artigo de opinião por José Sousa, publicado a 10/08/2012, sobre a “ Dívida

Nota: Ver artigo de opinião por José Sousa, publicado a 10/08/2012, sobre a Dívida Soberana.

i Artigo: “Durão Barroso diz que o Euro é “irreversível”” publicado na Visão, versão online, a 13 de Dezembro de

2011.

ii Artigo: “O BCE vai salvar o Euro?publicado no Sol, versão Online, a 28 de Julho de 2012.

iii Ponto 2, do Artigo 3, instituído no Tratado de Lisboa de 1 de Dezembro de 2009.

iv Ponto 3, do Artigo 3, instituído no Tratado de Lisboa de 1 de Dezembro de 2009.

v Ponto 4, do Artigo 3, instituído no Tratado de Lisboa de 1 de Dezembro de 2009.

vi Artigo: “Until the political elite let go of the idea of the single currency the Eurozone will continue its collapsepublicado no Daily Mail, versão online, a 24 de Julho de 2012.

vii Artigo: “BCE desvenda programa para compra "ilimitada" de dívida soberana” publicado na RTP, Secção Economia, versão online, a 06 de Setembro de 2012.

viii Artigo: “Durão Barroso pede à Europa para se tornar numa “federação de Estados-Nação”” publicado na RTP, Secção Mundo, versão online, a 12 de Setembro de2012.

ix Artigo: “Moedas de escudo vão ser derretidas” publicado no Sol, versão Online, a 14 de Novembro de 2011.

Francisco Guerreiro, 26 de Setembro de 2012 Vice-presidente do Conselho Local de Coimbra.