Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) Núcleo de Educação à Distância - Universidade de Pernambuco - Recife Silva, Francisca Núbia Bezerra e História da língua portuguesa / Francisca Núbia Bezerra e Silva. – Recife: UPE/NEAD, 2009. 66 p.: il. – (Letras). ISBN 978-85-7856-015-7 Conteúdo: fasc. 1 – Origem e estrutura da língua portuguesa; fasc. 2 – Formação da língua portuguesa; fasc. 3 – Forma da língua e história da língua portuguesa no Brasil; fasc. 4 – Contributos do Tupi-Guarani e sua influência no vernáculo português. 1. Língua portuguesa - história 2. Tupi-Guarani 3. Educação a distância I. Universidade de Pernambuco, Núcleo de Educação a Distância II. Título CDU 806.90(09)

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Universidade de Pernambuco - UPE
Reitor Prof. Carlos Fernando de Araújo Calado Vice-Reitor Prof. Reginaldo Inojosa Carneiro Campello Pró-Reitor Administrativo Prof. Paulo Roberto Rio da Cunha Pró-Reitor de Planejamento Prof. Béda Barkokébas Jr. Pró-Reitor de Graduação Prof.ª Izabel Cristina de Avelar Silva Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa Prof.ª Viviane Colares S. de Andrade Amorim Pró-Reitor de Extensão e Cultura Prof. Álvaro Antônio Cabral Vieira de Melo

NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Coordenador Geral Coordenador Adjunto Assessora da Coordenação Geral Coordenação de Curso Coordenação Pedagógica Prof. Renato Medeiros de Moraes Prof. Walmir Soares da Silva Júnior Prof.ª Waldete Arantes Prof.ª Silvania Núbia Chagas Prof.ª Maria Vitória Ribas de Oliveira Lima Prof.ª Patrícia Lídia do Couto Soares Lopes Prof. Walmir Soares da Silva Júnior Prof.ª Angela Maria Borges Cavalcanti Prof.ª Eveline Mendes Costa Lopes Prof.ª Célia Barbosa da Silva Oliveira . José Alexandro Viana Fonseca Prof. Marcos Leite Anita Sousa Rafael Efrem Rodrigo Sotero Romeu Santos Susiane Santos Adonis Dutra Afonso Bione Prof. Jáuvaro Carneiro Leão Impresso no Brasil - Tiragem 150 exemplares Av. Agamenon Magalhães, s/n - Santo Amaro Recife - Pernambuco - CEP: 50103-010 Fone: (81) 3183.3691 - Fax: (81) 3183.3664

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Edição 2009

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na sociedade. webquest. em seguida. desafios advindos no próprio texto. Os processos serão contemplados através da fonologia. . evolução e formação desse idioma. a história da língua em todas as suas dimensões e variedades. A Língua Portuguesa é estudada na sua História na variação de cada indivíduo. aspectos bastante significativos para uma perfeita compreensão dessa história. com o enlevo a que essa língua nos conduz por sua riqueza vocabular. Conhecer para dominar é esse o intento dessa disciplina no Curso de Letras e para o que precisamos saber de “de onde vem essa língua”. Apresentação da Disciplina A disciplina História da Língua Portuguesa contempla não só o conhecimento dessa história e dessa língua mas também pretende envolver o estudante de tal forma que se sinta compelido a aprender e manejar seu idioma e suas variações. tais como: origem. lexicais e das variações linguísticas que vão do lusitano a estruturas vigentes. “como foi formada. pesquisas em links. Trabalharemos com leituras. do conteúdo variável e da linearidade de sua evolução: do latim clássico para o latim vulgar até nossos dias. Objetivo Geral Refletir sobre a origem e a história da Língua Portuguesa com a compreensão de quanto o latim clássico e vulgar influenciou o conhecimento científico que a longo do tempo definiu nossos contatos e saberes da Língua Portuguesa no contexto do processo histórico. fóruns. assuntos vitais para um perfeito entendimento do tema em pauta e. veremos. no espaço e no tempo.” e acima de tudo. De início.a Francisca Núbia Bezerra e Silva Carga Horária | 60 horas História da Língua Ementa Estudo das origens da Língua Portuguesa. dos aspectos semânticos.5 Portuguesa Prof. da morfossintaxe. como chegou até nossos dias – tais informações viabilizarão uma série de saberes para além dessa história. neste primeiro momento.

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através do conhecimento da origem. evolução e formação.a Francisca Núbia Bezerra e Silva Carga Horária | 15 horas A Origem Objetivos Específicos Discutir as dificuldades de acesso e o manejo do nosso próprio idioma através do conhecimento da história da Língua Portuguesa. .Fascículo 1 7 e Estrutura da Língua Portuguesa Eixo Temático | A Leitura no Contexto Universitário Prof. modos de apropriação do idioma português. fundamentado em variados vieses. Refletir sobre a história do seu idioma. Perceber.

Podemos dizer que os iberos – povo pacífico e agrícola e os mais antigos de que se tem conhecimento . Maximus só con Depois de escapar da ssa pa e o nando-se escrav segue sobreviver. Logo.) Dentre esses povos. citamos os mais importantes: celtas. cartagineses. “idioma português”. temos como questão para reflexão um pensamento de Leonor Buescu:“A língua é ou faz parte do aparelho ideológico. é o idioma falado pelo povo romano.youtube. No séc. III a. III.C. falado por 196 milhões de indivíduos que a utilizam como língua materna.” Este fascículo traz informações interessantes sobre o Português que vem do Latim Vulgar. Maximus do o sej de Imperador é o der mais forte que o do nga vin sua r liza pode rea povo. você poderá observar a maneira de viver desses povos e seus valores. quando falamos em “língua portuguesa”. assim. Temos dificuldades de conhecer a língua da Península Ibérica antes de os romanos dela se apoderarem. os romanos ocuparam a Península Ibérica a qual foi incorporada ao império no ano 197 a. resultado da mistura do Com esses filmes. língua neolatina. iberos. e ele sabe que só . (sec. estão intimamente ligados às circunstâncias históricas. onde sua dia gla ser ra a treinar pa poaprendeu que o único fama cresce. de instinto bélico. fixando.youtube.youtube. Pouco é o que se sabe a respeito dos povos que habitavam o solo peninsular antes da invasão romana.1.com SAIBA MAIS! Gladiador morte. antes da nossa era.com /watch?v=fvSh21mVrL8 M /watch?v=rUWqQZMyK7 i6ScnDb_P1A http://br. que pertencem à história geral da Península. a rota que estabelece a Língua Portuguesa em sua origem e o itinerário posterior desse organismo vivo em franca expansão – a Língua Portuguesa.com.8 Fascículo 1 1. de início. Formação Histórica Há um elemento vital que concorre para a formação da Língua Portuguesa: o domínio romano.br latim vulgar.leitemater dos. Origem da Língua Portuguesa http://www. Museu da Língua Portuguesa Neste momento.org/livros_recomenda Fonte: www. Esse trajeto será feito do início do século III.htm 1. repetimos as mesmas expressões. tor dor na arena. mais a influência árabe e das tribos que viviam na região. Para isso.com /watch?v= http://br. procuraremos responder os três questionamentos: De onde vem a nossa língua? Como chegou até nós? Como se formou? SAIBA MAIS! Filmes Youtube http://br. tornando-se o ma no. em que se criou e desenvolveu o nosso idioma. comunicativo e estético da sociedade que a própria língua define e individualiza.planetaeducacao.foram invadidos. uma vez que este assunto nos dará o aporte necessário para adentrar ao universo da formação desse idioma. O português é o próprio latim modificado. Pos- . pelos Celtas – povos turbulentos. O português. ou “português”.C. Não podemos nos esquecer de que. que continua vivendo transformado nas línguas românicas. nós pretendemos responder o primeiro questionamento sobre a formação histórica da Língua Portuguesa. fenícios. gregos. Os fatos. consolidou-se nesse idioma rico que temos até hoje. em seu território. que conseguiu reduzir a um denominador comum as várias culturas da Península Ibérica. rio pé Im o o tod de rói ior he ça.

paralelamente à sua conquista territorial. chamado Latim Vulgar.Fascículo 1 teriormente. posteriormente. a alterações frequentes. como é de praxe entre vencido e vencedores. Na região central da atual Itália. que foi levado à Península Ibérica. os Celtiberos pediram ajuda aos Romanos que os atenderam de imediato. marinheiros.br/~pead/tema05/ponto22. que cresceu devido à organização. mais aberto a transformações e diversificações.C. Porque. E o latim foi falado por toda aquela gente durante vários séculos. apurada. nas modalidades do Latim existentes àquela época: o Latim Vulgar (sermo vulgaris. ia realizando a conquista linguística.era a língua falada no cotidiano. urbanus).2. O latim era a língua falada em todo o império. retóricos. Se observarmos. Como tinham um exército muito bem preparado. conquistaram muitas cidades. naquela época. O Latim Clássico era a língua falada e escrita. artificial. O que determinava o espírito guerreirodos romanos? Qual a política vigente? O que essas conquistas interferiram na língua deste povo? O que sabemos é que Roma era habitada por gente muito ambiciosa. plebeius) e Latim Clássico (sermo literarium. o que vem confirmar a importância dessa região para a miscigenação do povo português e a contribuição para suas constantes aculturações. conhecido como o Latim Clássico. impondo aos povos vencidos a sua língua: o Latim. eruditus. artífices. cada cidade conquistada pelos romanos falava uma língua diferente do latim.html). França. falado quase sempre pelo povo despreocupado e inculto. como Cícero. até que foi destruído completamente. Era a língua coloquial. por ocasião do cerco de Sagunto (http://pt. filósofos. usado pelos artistas da palavra e pela sociedade culta. prosadores.. os gregos e os cartagineses – fizeram suas colônias comerciais em vários pontos da Península. com o tempo. difundido nas escolas e nas academias e o popular. como diz Serafim da Silva Neto. esse império foi perdendo sua grande força. outros povos – os fenícios. que significa ‘falar à maneira dos romanos’) (http://acd. modificado pelos falares regionais. Horácio. rígida e era o instrumento literário. barbeiros. rusticus. Processo de Romanização Invadindo a Península Ibérica no sec.. através da história.ufrj. onde posteriormente foi fundada a cidade de Roma que a cada conquista anexava terras novas aos seus domínios e a cada uma dessas conquistas impunha aos vencidos hábitos e costumes. Entretanto. Daí porque o Latim Vulgar sofreu distintas transformações. mas o Latim usado pelo povo no trato comum. O Latim Vulgar – é objeto aqui de nossa atenção . apresentando variações as mais diversas. ao domínio bélico e à cultural de Roma. não foi o Latim visto nas obras dos grandes escritores latinos. usada pelos grandes poetas. uma língua tem dois empregos distintos: o literário. Essas variações decorrem dos povos vencidos. sujeita. de sua diversidade e da diferença de seus falares. não se pode desprezar por completo 1. eram parte do império romano. que queria dominar o mundo todo. pela força. dando origem a vários dialetos. um povo que falava Latim aí estava estabelecido. pois. Espanha. Itália eram. Roma.org/ wiki/Sagunto). escravos etc. usado pelo povo inculto da região central da atual Itália e das províncias: soldados. a influência exercida pelas diversas línguas faladas na região antes do domínio romano sobre o latim vulgar. resultando no surgimento dos diferentes romanços e. agricultores. Este é o mapa que mostra a expansão do Império . registre suas impressões sobre o povo romano e leve para o nosso fórum. os romanos tinham que vencê-los na guerra. Vamos nos deter agora. Depois. regiões dominadas por Roma. Assim é que o latim vai vivenciando uma fase de transição. Para dominar outros povos. dando assim expansão em quase todo o mundo ao Império Romano. quase sempre escrito. Assim. Roma conquistou tantos povos que formou o grande Império Romano. César. nas diferentes línguas neolatinas ou românicas. os romanos iniciaram o seu processo de romanização como consequência de suas políticas. Mas Roma foi vencida. 9 Atividade | Observando esses filmes. etc. II a. Quando os cartagineses decidiram apropriar-se dela. que recebem a denominação genérica de romanço (do latim romanice. Os países que hoje conhecemos como Portugal.wikipedia. perdeu seu domínio naquela parte do mundo. o Lácio.

no mundo em que tal fato ocorreu.ufrj. Fonte: acd. o que contribuiu para expandir a romanização da Península . de conservação.C. e a fragmentação. III. falamos da força centrífuga. uso cotidiano e interação com as outras culturas. que ocorre via mudanças culturais. então. e a fragmentação ocorre no contexto das invasões dos bárbaros. permitindo que. a Península Ibérica foi invadida pelos romanos. no decorrer do século. Na próxima aula. de diversificação. . O que discutimos hoje nos deu uma visão clara de que o português.br/˜pead/ima No séc. é uma língua rica de informações. com uma bonita história de sua origem e da biogeografia em que esses fatos ocorrem. Na origem do português. A romanização é o momento em que as forças de unificação predominam sobre as de dispersão. você entre de mente aberta. de inovação. e. estudaremos um assunto que dará continuidade a essa origem e estrutura que nos permitirá desenvolver o estudo geolinguístico.10 Fascículo 1 Romano no séc. Quando falamos da romanização e da fragmentação. do seccionamento das províncias e da perda progressiva do poder romano sobre as regiões conquistadas.II a. quando se observava o predomínio da diversificação sobre a concentração. a romanização é consequência da força política de Roma no processo de expansão do seu Império.era o domínio do território e da cultura – que. firmou-se através da construção de estradas que levaram o Cristianismo aos nativos e que ligava a colônia à metrópole. estamos falando de processos distintos que atuam no processo de variação e mudança linguística: uma força centrípeta. o que lhe dá uma visão panorâmica situacional. fato que se realiza via instituições e mecanismos sociais de poder. da unificação. através dessa leitura. proveniente do latim vulgar.

p http://www.encicloped id=305 2. erudito. Vamos nos encontrar lá! • Macau (ex-possessão portuguesa encravada na • Goa. Moçambique.visiteurop _url=/ETC/ em &it BR pt_ g= 3&lan detail/?nav_cat=241403 untries. realize com seus colegas uma discussão crítica/reflexiva no fórum temático com o objetivo de aprofundar-se no estudo sobre a Origem e Estrutura da Língua Portuguesa: formação histórica.htm a. Várias causas contribuíram para a modificação do latim: A Língua Portuguesa. a língua oficial de vários países africanos . Do Latim ao Português da 2.ufrj.blogspot. inclusive por representar um instrumento de poder e por suas visíveis conotações.b http://www. português. deriva do latim. Essas constatações nos obrigam a ressignificar a importância de um idioma de tamanha abrangência e nos levam a refletir sobre o seu alcance na comunidade nacional e internacional.org /wiki/Sagunto l d/tema05/ponto22. Cabo Verde. Diu. que atinge 4 continentes. como é o caso de: SAIBA MAIS! htt p:/ /pt . acrescentando-se os conhecimentos aprofundados através dos links.pt/readarticle. China) SAIBA MAIS! http://pt.com/historiag/grego Atividade | Após o estudo do texto. a Língua Portuguesa decorre das línguas românicas pela implantação do latim na Península Ibérica. era o latim popular.wikipedia. também. Ib%C3%A9rica org /w iki /Pe n% C3 %A Dn sul a_ _go/region/ e. também. língua falada pelos romanos que a impuseram aos vencidos no período das suas múltiplas conquistas.Fascículo 1 Consulte os links a seguir e leve seus questionamentos para o nosso fórum. pequenas comunidades. Estudo Geolinguístico Língua Portuguesa Hoje veremos o fluxo geolinguístico no qual está definido a extensão da Língua Portuguesa. aproximadamente. Damão (na Índia) • Málaca (na Malásia) • Timor Leste (na Indonésia) que tem. 7 países e.sapo. o idioma tétum como oficial. 11 • a língua falada pelos soldados romanos não era o latim culto.com/ccm/where_to http://www.wi kip ed ia.com. Guiné-Bissau. • as conquistas romanas ocorreram em épocas diferentes e numa vasta extensão geográfica.brasilescol logs. parte constituinte das línguas românicas.pt/48411.onde convive com múltiplas línguas nacionais. São Tomé e Príncipe .es pan-european/celtic-co http://peninsulaiberica. uma língua por isso mesmo em constante evolução. Assim.1. além do • Zanzibar (na Tanzânia.com .br/~pea hp?article_ ia. Você sabia que a língua portuguesa é uma das cinco línguas mais faladas no mundo? É a língua nacional de Portugal (incluindo Açores e Madeira) e do Brasil.htm l s. O português é também falado em pequenas comunidades.Angola. cuja origem data do sec. dignas de análises.C. constituindo fator decisivo para a sua formação. costa oriental da África) Este mapa nos ajudará a fixar a relação dos países onde a língua portuguesa é falada.htm http://acd. reflexo de povoamentos portugueses datados do século XVI. II a. almaapaixonada.

recebendo. p. SAIBA MAIS! http://assisbrasil.brasilescol res. O mundo lusófono (que fala português) é avaliado hoje entre 190 e 230 milhões de pessoas. chegamos até a Língua Portuguesa quando da sua formação e de todos os processos envolvidos nesse percurso que se realizaram ao longo dos séculos.html s/ nocoe icamp.br/ . • O contato entre a cultura romana e as diferentes culturas dos povos conquistados. relativamente amplo e na medida direta do maior ou menor isolamento das áreas regionais em referência ao centro linguístico irradiador (Mattoso Câmara.html .htm a. • A grande diversidade sócio-econômica das regiões conquistadas. segundo Mattoso Câmara: Portuguesa é falada.8 milhões) • Portugal (10. língua.php? http://www.5 milhões) • São Tomé e Príncipe (182 mil) • Timor Leste (800 mil) Aqui vemos os quatro continentes. quando afirma que a diferenciação dialetal explica-se.org/aco http://www. onde passamos. pela romanização e adentramos ao Latim como língua dos povos invasores.m http://www.ahm. www.uem.org • Angola (10. o latim em diversos momentos da sua evolução.linguaportuguesa. perfazendo um total de 230 milhões de usuários. o que a torna a oitava língua mais falada do mundo. Uma das principais causas da transformação do latim nas línguas românicas é essa imensa diferenciação dialetal. explicada por vários fatores. 11).htm dialeta%C3%A7%C3% Você já percebeu que a Língua Portuguesa deriva do Latim? .12 Fascículo 1 Após longas lutas. O português é a língua oficial em oito países de quatro continentes: Após refletirmos sobre a História da Língua Portuguesa.un A3o. pela história cultural e política e pelos movimentos de população e.guineabissa 2 id= index-portuguese.com/por http://www.9 milhões de habitantes) • Brasil (185 milhões) • Cabo Verde (415 mil) • Guiné Bissau (1. 1979.htm om/portuguese.com/geografia/angola /wiki/Cabo_Verde http://pt.c z/perfil/arquivo. as legiões de Roma conquistam a Hispânia no século III a. obviamente.wikipedia.br/elb/historia_ http://www.C. No século III. pelas próprias forças centrífugas da linguagem humana. hábitos. que tendem a cristalizar as variações e criar dialetação em qualquer território. terceira entre as línguas ocidentais. sempre.ufrn.sao-tome. onde a Língua tuguese/ u-government. em parte. após o inglês e o castelhano. O português é a oitava língua mais falada do planeta. principalmente dos gregos.labeurb.4 milhão) • Moçambique (18. Esses estudos abrirão as portas para que os próximos estudos sejam absolutamente compreensíveis e sequenciados com sucesso. o latim falado nas diferentes regiões do Império Romano apresentava uma realidade tão diversificada que a unidade linguística do império já não existia. de outra parte. valores a todos os povos conquistados mas também receberam influências desses povos. da Península Ibérica.9k • O fator cronológico – as regiões foram romanizadas em momentos diferentes. portanto. e impõem a sua civilização e a sua cultura. O citado autor explica muito bem o processo de dialetação.

Dialetos portugueses setentrionais. O Português na Europa 1. e o Ocidente do Algarve. Português Central. Dialetos galegos G. apresentamos o mapa dos dialetos em Portugal e Galiza.Galego oriental Dialetos portugueses setentrionais E .Limite de região subdialectal com características peculiares bem diferenciadas Classificação dos Dialetos Galego-Po http://colunas. De posse desse conhecimento sobre seu idioma. Português do Sul (incluindo o dialeto de Lisboa) e o Português Insular (o brasileiro e o da ilha de Madeira) são os quatro maiores grupos de dialetos. você não terá nenhuma dificuldade em debater com seus colegas. onde anteriormente se falava o galego-português. Sem dúvida. na gramática e no vocabulário. também Centro-meridional. ou galego. necessita passear por todos os países que falam português. São quatro continentes a seu dispor e a oportunidade de visualizar a maneira diferenciada do uso do português como língua materna ou segundo idioma.Dialetos transmontanos e alto-minhotos C .Fascículo 1 Atividade | Agora terá a oportunidade de traçar. o que inclui este grupo no centro-meridional. miSSa ou na fonética diferenciada ou não entre Cinto. com suas palavras. Seio etc). O Português do Norte. O galego e o português são falados atualmente. 2. e 3. Há. sem dúvida.br/ zecacamargo/2008/10/27/e-por-isso-que-eu-viajo/ tugueses na Europa Baseado na Nova Gramática do Português Contemporâneo.independentemente uma da outra. mesmo com diferenças na fonologia. a trajetória que vai do latim vulgar até chegar à Língua Portuguesa. Essas diferenças fonéticas levam o galego e o português a serem classificados em três grandes grupos: 13 3. Merecem atenção especial algumas regiões do país que apresentam características fonéticas peculiares: a região setentrional que abrange parte do Minho e do Douro Litoral. uma extensa área da Beira-Baixa e do Alto-Alentejo.linguaportuguesa.Dialetos baixominhotos. A diferença desses falares aponta para a fonética.Dialetos do centro-litoral B . principalmente nas diferenças entre os sons sibilantes (sibilantes: utilização ou não do mesmo fonema em meSa. Dialetos portugueses centro-meridionais. através da WEBQUEST sobre os processos dialetais e as particularidades que você descobrir. Dialetos galegos. por se afastarem do que se pode chamar a norma centromeridional e por acrescentar-lhe um certo número de traços muito peculiares (alguns dos quais igualmente encontrados em dialetos continentais). os dialetos falados nos arquipélagos dos açorianos e madeirenses representam um prolongamento dos dialetos portugueses continentais.Dialetos do centro-interior e do sul A .ufrn. Constituem exceções a ilha de São Miguel e da Madeira . A fronteira entre os dialetos portugueses setentrionais e centro-meridionais atravessa Portugal de Noroeste a Sudeste. de Celso Cunha e Lindley Costa www.com.g1. na faixa ocidental da Península Ibérica.Galego ocidental F . durienses e beirões Dialetos portugueses centro-meridionais D . você vai penetrar no mundo europeu onde o português dominava.br . Seja bem-vindo e boa viagem! Para melhor compreensão. Para isso. Nesta etapa. uma analogia fonética entre o espanhol e o português. principalmente centro-meridional.

O Galego A maioria dos linguistas e intelectuais defende a unidade linguística do galego-português até a atualidade. é considerar o português e o galego como línguas autônomas. Se tiver dúvida. fala-se um português bastante puro. A posição oficial na Galiza.pt/algarve/ 4. entretanto. o português. onde o português se implantou mais fortemente como língua falada. apresentaremos o modo de aplicação da Língua Portuguesa nos seus diversos aspectos.org Nesta etapa. Ásia.ht http://www. Observaremos que se apresentará uma forma de utilização da língua de maneira diferenciada e analisaremos qual ou quais elemento(s) foi/ foram determinante(s) para a origem da evolução da Língua Portuguesa em cada região aqui tratada. SAIBA MAIS! http://pt. em diferentes continentes: África. o umbundu. embora com alguns traços próprios.pt/altoalentejo.14 Fascículo 1 3. o mbundo (ou ovimbundo) e o oxikuanyama. Guiné Bissau Em 1983. embora compartilhando algumas características. Essa pesquisa deve ser feita em forma de texto e enviado para a devida correção. ml c2/portugues/dialept.ufpe. Moçambique O português é a língua oficial falada por 25% da . como o quicongo. 4. inúmeras línguas africanas. estamos aqui para ajudá-lo(a) nesse e em outros percursos. Os crioulos dividem-se em dois grandes grupos: os das ilhas de Barlavento. Após essa “invasão” ao mundo do domínio português. em muitos casos. em geral arcaísmos ou dialetalismos lusitanos semelhantes aos encontrados no Brasil. Angola Em 1983.wikipedia.no. Atividade | Faça uma pesquisa que lhe garanta um conhecimento razoável sobre a Língua Portuguesa na Europa. ar nesse e em outros percursos. podendo dizer-se que abrange somente o léxico local. o de Bissau e o de Cacheu no norte do país. O Português na África Em Angola e Moçambique. no ensino. do português falado no Brasil.sapo http://www. A língua oficial convive com várias outras línguas nacionais. Em alguns países. Essa convivência com línguas locais vem causando um distanciamento entre o português regional desses países e a língua portuguesa falada na Europa.info http://alentejo.1.regiao-sul . que contemple as formas diferenciadas de uso dessas. 44% da população falava crioulos de base portuguesa. Oceania e América. 11%. que mescla o português arcaico e as línguas africanas. compreensíveis entre si. o galego e o português moderno seriam parte de um mesmo sistema linguístico com diferentes normas escritas (situação similar à existente entre o Brasil e Portugal. ao norte. O crioulo da GuinéBissau possui dois dialetos. Nas situações da vida cotidiana. entretanto. ao lado de numerosas línguas indígenas. ao sul. e os das ilhas de Sotavento. Nos demais países africanos de língua oficial portuguesa. esperamos que você tenha encontrado tudo o que foi visto nessa aula e aporte nesse evento cheio de conhecimentos sobre seu idioma. na imprensa e nas relações internacionais. 4. 4. são utilizadas também línguas nacionais ou crioulos de origem portuguesa.wikipedia. 4.org /wiki/Douro_Litoral /tudo-sobre/beira-bai xa http://brasiliavirtual. o quimbundo. o chocue. verificou-se o surgimento de mais de um crioulo.1. e o restante.di.html . o português é utilizado na administração. ou entre os Estados Unidos e a Inglaterra. A influência das línguas negras sobre o português de Angola e Moçambique foi muito leve. onde algumas palavras têm ortografias distintas). 60% dos moradores declararam que o português era sua língua materna.3. Cabo Verde Fala-se crioulo.br/~ra /wiki/Minho http://pt. aproximando-se.2.4. sendo eles. Segundo esse ponto de vista.

possessão portuguesa até 1961. Casamança. na Guiné Equatorial Em Ano Bom. A maioria da população fala línguas do grupo banto. Outras Regiões A influência portuguesa na África deu-se também em algumas outras regiões isoladas. mas só é utilizado pela administração e falado por uma parte minoritária da população. que há uma perceptível variação dessa língua em diferentes aspectos (fonologia.. um outro crioulo de base portuguesa. muitas vezes aprendido durante os estudos feitos em Portugal. Está na órbita lexical do crioulo de Cacheu. Existe também o português de São Tomé.. como veremos no estudo da língua no Brasil. na Guiné-Bissau. colocação pronominal. que se pode considerar como um dialeto do crioulo são-tomense. território chinês sob administração portuguesa até 1999. o português é uma das línguas oficiais. enquanto que a classe política e a alta sociedade utilizam o português europeu padrão.) e que tal diferenciação se dá em função da maior ou menor miscigenação do Português “puro” com as línguas primitivas locais. Ziguinchor.g1. fala-se o forro e o moncó (línguas locais). fonética.blogs. um outro crioulo de base portuguesa. pela classe média e pelos donos de propriedades. uma ilha a 400 km ao sul de São Tomé. que guarda muitos traços do português arcaico na pronúncia. quando foi invadido e anexado ilegalmente pela Indonésia. Dos crioulos da Ásia e Oceania.. embora uma parcela da população domine o português. 15 5. No século XVI. • em Macau. Tal fato explica-se por haver sido a ilha povoada por escravos vindos de São Tomé. muitas vezes levando à aparição de crioulos de base portuguesa: Ano Bom. fala-se o ano-bonense. de Macau. no léxico e.Fascículo 1 população. há também grupos que utilizam o português). no século XVI. e de Java. onde vem sendo substituído pelo konkani (língua oficial) e pelo inglês. Pudemos concluir. além do português.blogspot.html m/2007_12_01_ mocambique _para_ http://macua. • no estado indiano de Goa. na construção sintática. mas apenas 1. na Indonésia (em algumas dessas cidades ou regiões. • no Timor leste. A língua local é o tetum. Era a língua falada pela população culta. do Sri-Lanka. O Português na Ásia e Oceania 4. São Tomé e Príncipe Embora nos séculos XVI e XVII o português tenha sido largamente utilizado nos portos da Índia e sudeste da Ásia.1.2% a considera como língua materna. O português brasileiro difere do português padrão em vários aspectos. Este grupo fala o moncó. do Timor. como sintaxe. após a análise da forma de utilização da Língua Portuguesa nesses voários continentes. na Malásia. A ilha do Príncipe fala o principense. O português brasileiro. O Português na América 5. bastante similar ao são-tomense. muitos dos quais conseguiram nadar até a ilha e formar um grupo étnico à parte. SAIBA MAIS! http://colunas. foi desenvolvido basicamente.html todos/2008/02/tv-galiz . naufragou perto da ilha um barco de escravos angolanos. pelos dialetos falados de Lisboa a Coimbra. 5. é o português falado pela população em geral. atualmente ele só sobrevive na sua forma padrão em alguns pontos isolados: Em São Tomé. Jaipur e Diu. na Índia. fonologia. ao lado do chinês. O forro era a língua falada pela população mestiça e livre das cidades. Atualmente. até.5. Há cerca de 78% de semelhanças entre o forro (ou são-tomense) e o moncó (ou angolar). uma cidade fundada por portugueses (seu nome deriva da expressão portuguesa cheguei e chorei). etc. mas com mais termos de origem banta.com/ a-produ.2.com por-isso-que-eu-viajo . território sob administração portuguesa até 1975. no Senegal O crioulo de Casamança só se fala na capital. subsistem apenas os de Damão. de Málaca.. outrora bastante numerosos.br/zecacamargo/2008/ 10/27/e- a.co http://leonardonakahar archive.

em ambos os lados do Minho. os dialetos moçárabes a partir do contato com o latim. os grupos populacionais do Norte foram-se instalando mais a Sul. precisamos conhecer esta rota. inspirada na literatura provençal. que surgem quando nos debruçamos sobre o estudo das línguas. dando assim origem ao território português. entramos no mundo que registra os primeiros documentos em português. são escritos os primeiros documentos oficiais e textos literários não latinos da região. A Evolução da Língua Portuguesa A evolução da Língua Portuguesa vivencia várias etapas. quando os árabes são expulsos para o sul da península. Esse domínio romano passou por diversificações tão significativas que daí se derivaram dialetos que se denominavam romanço ( do latim romanice que significava falar à maneira dos romanos). quando três grupos definem-se: o galego-português. por isso. era a entrada do séc. mais a Leste. Vamos lá. da mesma forma que. que se originou do galego – português medieval levado ao sul no período da Reconquista. foi-se expandindo para o Sul e foi. na Península Ibérica. mais ligada linguisticamente à França. o galego-português consolida-se como língua falada e escrita da Lusitânia. então. invadem a Península Ibérica. O Galego-Português era a língua limitada a todo Ocidente da península que compreendia os territórios da Galiza e de Portugal. Então o árabe era a língua. Aqui fica clara a origem do português. o romanço mais ocidental da península.tiosam. as discussões. Os árabes e os bárbaros. O Galego-Português O séc. assim. As diferenças entre o galego e o português aumentavam. o latim era a língua de uso. A recuperação de antigos domínios feita pelos cristãos no século XI.org w/?q=Quicongo /wiki/Quimbundo /wiki/Galiza 6. as músicas e seus cancioneiros. com certeza! SAIBA MAIS! http://www. Com a Reconquista. É uma evolução que se dá em níveis e movimentos peculiares. que era a língua dos documentos oficiais na região da Galiza e das obras poéticas. evidenciando. A língua era a língua oficial.com/ http://pt. e a religião. Com o início da reconquista cristã da Península Ibérica. chamados de mouros pe- . Em galego-português. recebendo contribuições de poetas de outras penínsulas. falando sobre as semelhanças e diferenças básicas entre a língua falada por esses povos e a nossa língua no atual estágio.1. à simbiose do domínio árabe com a chegada do castelhano e posterior evolução linguística para o galego português e para o catalão. Os séculos XII. Essa língua foi usada durante séculos. Já entre os séculos XII e XV. após alguns anos. área onde predominava o catalão. É a oportunidade de se verificarem os impasses. o catalão e o castelhano. elabore um roteiro das visitas desses dois jornalistas.16 Fascículo 1 Atividade | Verificando as viagens de Zeca los habitantes da península.org 6. era o séc. Esse grupo linguístico iniciou-se no Norte. A literatura permite contemplar todo esse rumo do galego–português ao apresentar uma grande literatura lírica. aparece o galego. Há elementos decisivos na formação e na evolução da Língua Portuguesa: o domínio do Império Romano e as influências das mais diversas línguas faladas antes do domínio romano sobre o latim vulgar.wikipedia. XIV e XV são marcantes para a definição de influência de falares e a delimitação dos espaços geográficos onde ocorreram. como os cancioneiros (coletâneas de poemas medievais): http://pt. Fale também sobre os aspectos que mais lhe chamaram a atenção na cultura dessas nações de Língua Portuguesa e leve para o nosso fórum. Paralelo a esse estudo. o Islamismo. a influência dos falares do sul.wikipedia. faz surgir. porque vão do domínio romano à formação de dialetos. vários momentos bastante ricos em narrativa de seus eventos. XII presencia uma fase da evolução linguística digna de nota. porém com características autóctones. excetuando-se a parte oriental. Camargo e de Regina Casé em países da Língua Portuguesa e com o apoio de suas aulas sobre “ o português em diferentes continentes”. viriam a se tornar o território do Estado espanhol. XIV. o que torna esse estudo fascinante. VIII. e não houve imposição. os leoneses e os castelhanos também foram progredindo para o Sul e ocupando as terras que.

há composições de todos os gêneros. outros tendem a provar sua filiação ao grupo ibero-românico. As atividades pertinentes a este estudo serão dadas após o estudo da evolução de outras línguas para que você possa estabelecer as semelhanças. 7.803 da biblioteca Vaticana. A maior parte de seus falantes se encontra nas comunidades autônomas de Catalunha.” e dentro da Espanha também é falada na chamada “Franja” de Aragão. O catalão foi a língua dos trovadores provençais e se estendeu até os limites do sul da França.php http://www.wikipedia. Tanto a língua como a religião eram muito diferentes da língua falada na região.infopedia.3. Ilhas Baleares e Comunidade Valenciana. Encontra-se na Biblioteca da Ajuda. onde a língua recebe a denominação legal e popular de “valenciano. Evolução de outras Línguas Continuando o estudo evolutivo da Língua Portuguesa. em Lisboa. na biblioteca do conde Paulo Brancutti do Cagli.664 cantigas.205 cantigas.wikipedia. foi adquirido pela Biblioteca Nacional de Lisboa.org/wi esa.org Você teve agora a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre os elementos decisivos na formação e evolução da Língua Portuguesa. O árabe era a sua língua de cultura. No século VIII. • Cancioneiro Colocci-Brancutti . copiado na Itália. vejamos como evoluem outras línguas. em fins do século XIII ou princípios do século XIV. Embora Grieraii tente demonstrar que o catalão se afasta dos demais ibero-românicas. quase todas são de amor.wikipedia.copiado na Itália. em Ancona. A língua árabe era a oficial. onde se encontra desde 1924. em três estados europeus.ufrn.copiado (na época ain- 17 da não havia imprensa) em Portugal. VIII quando foi introduzido na Península Ibérica. como Meyer-Lubke e Griera. Das suas 310 cantigas.br/pt_2. 7. Entre as suas 1. • Cancioneiro da Vaticana . Compreendiam os árabes e os berberes e eram chamados de mouros pelos habitantes da Península.Fascículo 1 • Cancioneiro da Ajuda . Catalão O catalão é objeto de várias discussões por parte de vários autores no que diz respeito a sua origem no meado do séc. que foi totalmente dominada. Descoberto em 1878. não havendo imposição de uma ou outra. há composições de todos os gêneros.org /wiki/Galiza t/$os-mocarabes http://www. pt.1. entre este Menéndez Pidal e seu discípulo Amado Alonso.linguaportugu . e se aproxima do grupo galo-românicos. povoado desde a Idade Média por falantes de catalão. A língua catalã se estende por sete territórios divididos entre três estados europeus. em fins do século XV ou princípios do século XVI. embora o considere uma língua independente e não dialeto provençal. embora o latim fosse a língua de uso. e a sua religião. que corresponde ao território da comunidade autônoma aragonesa adjacente à Catalunha. Entre as suas 1. o Islamismo. Mapa da reconquista cristã do território de Portugal SAIBA MAIS! http://pt. Alguns classificam o catalão como língua ou dialeto galo-românico.trata-se do códice 4. em fins do século XV ou princípios do século XVI. os povos muçulmanos invadiram a Península Ibérica. Os sete territórios por onde se estende a língua catalã são exibidos neste mapa.p ki/Cancioneiro_da_Ajuda http://gl.

o latim não fugiu à regra. sem o que esse estudo estaria incompleto. Junto com o inglês. não parece que os romanos impunham diretamente a língua latina. pois que ele tem feições. V. reconhecendo o seu caráter de zona linguística intermediária entre os dois grupos dialetais românicos mais claramente definidos e opostos. declarou textualmente: Espero que estas páginas sejam suficientes para mostrar o erro de se tomar o catalão como simples dialeto do provençal ou mesmo dialeto fundamentalmente galo-românico. factíveis e seu apogeu. A expansão do castelhano foi relativamente rápida e avassaladora.sapo. O castelhano. Tal absorção se deu num contexto de conse-quências diferenciadoras e igual ao que ocorre a qualquer língua por uma coletividade estrangeira. acompanhando o avanço dos reinos cristãos em direção ao Sul. Vimos o catalão enquanto objeto de discussão dos linguístas e. sobrepondo-se a diversos romanços e dialetos dos territórios vizinhos. os territórios de sua abrangência. muitas vezes. Assim. mas. por serem eles os conquistadores.wikipedia.home. europa6a. transparentemente ibéricas. fragmentando-se. A unidade política e a influência conservadora das escolas permitiram que as alterações se infiltrassem de forma discreta. Então – vamos adelante! Vamos. após estudos aprofundados. Visto também que se desvia frequentemente do grupo peninsular. que motivaram a união dos reinos da Castela e Aragão. deixado claro que o catalão não é um simples dialeto. evolução da Língua Portuguesa. escolheu-se a língua de Castela como oficial para toda a Espanha. é a língua ocidental que possui mais falantes. este será o assunto de debate do seu próximo fórum temático. assim. e o latim abalado curvou-se ao crescente prestígio das novas formas de expressão. SUCESSO! VOCÊ SERÁ CAPAZ!!! Atividade | Ampliando os horizontes sobre a 7. Quando nos aprofundamos nos estudos das línguas românicas. Esperamos ter. indo bem além. .pt SAIBA MAIS! http://pt.18 Fascículo 1 Mas uma solução para esse impasse de origem do catalão foi apresentada por T. também. motivo pelo qual é conhecida também como espanhol. dispensa comentários. quando já existiam outros romances. rompida com a invasão dos Bárbaros no séc. (séc. alterou-se na medida das necessidades regionais.2. dos hábitos fonéticos do povo conquistado e da época da romanização da província.org/w iki/L%C3%ADngua_ca tal%C3%A3 8. creio ser mais razoável e acorde com os fatos não forçar a sua inclusão em qualquer dos dois grupos. As Línguas Românicas Quando realizamos um estudo sério sobre a História da Língua Portuguesa. Dale. com esse estudo. que. XVI) foi implantada. Encontradas essas conclusões. As línguas românicas ou neolatinas são aquelas Castelhano (castellano) ou espanhol (español) são os nomes atribuídos a uma língua românica originária da Espanha e que hoje é a língua mais falada das Américas. língua difundida no vasto império. a partir de então. consequentemente. todos se expandindo do Norte para o Sul. em diversas línguas. aproximando-se incontestavelmente das línguas transpirenaicas. acentuam-se as diferenças regionais. Aqui vocês têm o ensejo de constatar quando as línguas românicas se tornaram reais. na lenta reconquista do território peninsular aos árabes. H. propomos procurar examinar as semelhanças desses idiomas no que concerne a sua origem. esse fato era predeterminante sobre as demais línguas dos conquistados e acabavam sendo absorvidas. Maurer que. O idioma castelhano tem essa denominação por ser originário da região de Castela. Castelhano O castelhano originou-se no centro-norte da península (Castela). Por motivos políticos (casamento dos Reis Católicos). vemos alguns dedicados às línguas românicas.

E o mundo dos primeiros documentos na sua forma mais original. entre os séculos III a. e V d. quando observamos vários aspectos de como seus eventos são narrados ao longo do tempo pelos estudiosos. O Romeno ou Valáquio é falado na Romênia. no Tirol ocidental e no Friul. a arte e a cultura romana. o aparecimento de vários dialetos aumentam e transformam-se em línguas diferentes de onde surgiram o latim. África e Oceania e também na Guiana Francesa. (um dos idiomas oficiais da Suíça hoje). também e de igual maneira dialectos (Língua aragonesa aragonês. Feito isso. Língua valenciana valenciano. Moçambique. não se fala o espanhol. no Haiti.Fascículo 1 formadas a partir do latim. O Espanhol é falado na Espanha. na Bélgica. já que o latim era a língua de Roma. Timor. Assim. na Suíça. em Valência. Depois o Francês se impôs. o que permite traçar uma linha clara dessa evolução. Língua asturiana asturiano. sardo. na Sicília. Observamos algumas peculiaridades dessa evolução e do trajeto do tempo em que esses fatos ocorrem. na Luisiânia (Estados Unidos da América do Norte). irá se sentir “em casa”. em regiões da Ásia.V. nome que designava o conjunto de territórios ocupados pelos romanos e onde se falava o latim. nos Açores e nas antigas colônias portuguesas (Angola. nas Antilhas. com o qual possui absoluta afinidade. no séc. França). etc. ajudando a difundir o latim. Não podemos esquecer a grande quantidade de idiomas usados por um menor número de falantes. no Canadá. África e Oriente Próximo. mas hoje é uma língua extinta. com as invasões bárbaras.wordpress. quando você chegar no momento da formação da Língua Portuguesa. e da mesma forma muitos outros espalhados pela Europa Central e de igual maneira pela América Latina). só no Brasil. nas Filipinas. Com a queda do Império Romano do Ocidente. fato que não diminui o seu valor: o Galego (moderno). O Sardo é falado na Sardenha. na Ilha da Madeira. Assim são chamadas por serem uma continuação do latim falado na România. e suas ocupações possuíam um caráter político-econômico. português. uma língua que desapareceu. envie para seus colegas e peça sugestões de como melhorar essa atividade.) Atividade | Sugerimos algo bem animador: . italiano. Rético ou ladino ou reto-romano é falado na Suíça oriental (cantão dos Grisões). Cabo Verde. nas Ilhas Baleares. O Provençal: seu nome é “provençal”. espanhol. no Brasil. e o provençal praticamente desapareceu. em São Marinho.com 19 O Francês é falado na França. a língua romana. romeno. O Italiano é falado na Itália. tentando chegar até às línguas românicas. porque foi a língua falada em Provença. no Principado de Mônaco. o sardo e de igual maneira o romanche. São Tomé. na América do Sul.C. expandiu-se pela Europa. nas Guianas. em Andorra. nas antigas colônias italianas na África e Ásia. catalão. nas antigas colônias espanholas na África e. falabonito. na Argélia. GuinéBissau. O Império Romano por 700 anos. na Córsega. crie uma palavra cruzada que contemple as línguas românicas e uma palavra escrita em cada idioma dessas línguas vivas. As línguas românicas vivas são: francês. e isso justifica dizer que as línguas românicas ou neolatinas são assim chamadas por virem exatamente do latim. região sul da França. provençal e reto-românico. já que falamos de uma língua em franca expansão. O Dalmático foi falado na Dalmácia. O Catalão é falado na Catalunha.C. língua occitana (de Provença.. São dez as línguas neolatinas e estão assim distribuídas geograficamente: O Português é falado em Portugal. desse magnífico idioma. no México. Estudamos oportunamente fatos pertinentes à evolução da Língua Portuguesa.

com a dilatação do império luso.grupoescol gua_portuguesa. o sistema rodoviário romano. • A partir de então. proto-histórico e histórico. Daí ter surgido a denominação Península Ibérica.com/materia/a_orig em_da_linuas_ a. como os iberos. aparecem textos em poesia e. VIII a. 3. SAIBA MAIS! s YouTube . foi alvo da cobiça de muitos outros povos. Os documentos existentes são escritos em Latim Bárbaro (latim dos tabeliães). Fases de Evolução da Língua Portuguesa O português. Pré-histórico: das origens ao século IX. http v=7CA25mWJg ://br. Para lá migraram outros povos. consagra-se como língua oficial de uma nação. como os celtas no início do séc. desde a consolidação da autonomia política e. A Formação da Língua Portuguesa Buscaremos entender como a Língua Portuguesa nasceu de acordo com sua evolução. pois. Na evolução da língua portuguesa. se encontram palavras portuguesas. o proto-histórico. quando da conquista romana da Península Ibérica. de quando em quando. Esse período é caracterizado pela ausência de documentos. mas já com algumas palavras em português. VI a. Veremos que esse último período. o movimento de homogeneização cultural. que vai do século XII ao XVII. da constituição do reino de Portugal e do crescimento ultramarino. era habitado por povos primitivos. em prosa.com/watch? tU Período Histórico O período histórico pode ser dividido em duas fases: Fase Arcaica: do Século XII ao Século XVI • No século XII. no qual os documentos são escritos em latim bárbaro. Portanto a língua já era falada.. da luta da reconquista cristã. saíram de lá. Neles.Os Visigodo nder cê poderá compree Com esse filme. . o direito de cidadania romana concedido aos povos que habitavam a região e o Cristianismo. país situado ao lado da Espanha. 2.C. em que os textos aparecem escritos inteiramente nesse idioma. • A grande filóloga Dra. é dividido em duas fases: a fase arcaica. 10. caracterizado pela ausência de documentos. originários do norte da África.C. da constituição dos impérios bárbaros – como visigótico – do domínio árabe na Península. SAIBA MAIS! http://www.html ar. por sua vez. mais tarde. e a moderna que começa a partir do século XVI.20 Fascículo 1 A romanização é. mas não era escrita. 1. porém. linguística e política dos povos nativos da Península Ibérica. Proto-histórico: do século IX ao século XII.org http://pt. no séc. mais tarde. e o histórico. Portugal. da invasão dos bárbaros germanos. que.youtube. o que prova a evidência de que o dialeto galaico-português já existia nesse tempo. em que os textos ou documentos aparecem inteiramente redigidos em português. Alguns fatores foram determinantes para a unificação do Império Romano: recrutamento militar dos jovens provincianos.C. cruzaram o estreito de Gibraltar e adentraram ao território pelo Sul. Leite de Vasconcelos reconhece três períodos: pré-histórico. Carolina Michaelis de Vasconcelos datou este documento da Língua Portuguesa de 1189. vo péim s do a constituição melhor o que era ess rios bárbaros.wikipedi s ica rom%C3%A2n /wiki/L%C3%ADng 9. Maria Paes Ribeiro. Histórico: inicia-se no século XII. e os romanos no ano 218 a. que se deu em três grandes períodos: o pré-histórico. aparece o primeiro texto inteiramente redigido em português – “Cantiga da Ribeirinha” – poesia escrita por Paio Soares de Taveirós dedicada à D. Passaremos agora a responder o terceiro questionamento sobre a formação da Língua Portuguesa.

Rui de Pina. igualmente se tentava uma aproximação entre a Língua Portuguesa e a língua mãe. em 1536. através da expansão marítima. Pensou-se durante muito tempo tratar-se da Cantiga da Guarvaya. em relação ao povo que a divulgou. Quanto à atuação dos humanistas no Renascimento. A partir do século XV. como a língua de comunicação de várias nações do mundo. marcando a história do nosso idioma com o maior monumento literário e linguístico. porque era dedicada à Dona Maria Paes Ribeiro. e ben uus semelha d’ auer eu por uos guaruaya pois eu. chegando até o século XVI e à redação das primeiras gramáticas: Pe. torna obrigatório o uso da Língua Portuguesa e funda. ainda. a obra de Luís de Camões. o Rei Trovador. Gomes Eanes Zurara. 10. mha senhor. Estamos encerrando o fascículo I no qual abordamos aspectos vitais que reportam desde invasões até períodos dessa evolução. sob influência dos humanistas do Renascimento.” 21 a segunda com o mesmo título da primeira. é “A última flor do Lácio. procurando aproximar a Língua Portuguesa da língua mãe. Acadêmica. e uos. também chamada “Cantiga da Ribeirinha”. a «Ribeirinha». Consulte a webquest e enriqueça seus conhecimentos sobre esse assunto.html em 27.grupoescolar. Disponível em: http://www. • Em 1290. (colocamos o ü por não dispormos de meios para grafar u com til. escrita pelo Pe.Fascículo 1 • Podemos conhecer o Português Arcaico através das poesias trovadorescas que estão reunidas em “Cancioneiros” e. que uos enton non ui fea! E.O português é a Língua de Camões em sua obra épica “Os Lusíadas”. a primeira Universidade. que a considerava doce e agradável. COUTINHO. como Fernão Lopes. houve um processo de aperfeiçoamento e enriquecimento linguísticos.br/ixcnlf/5/15. porque assunto não falta. neste campo. Como a coroar esse processo. “Os Lusíadas”.Em 1540. des aquel di’ ay! me foi a mi muyn mal. em nível das artes e das letras. “Gramática da Lingoagem Portugueza”. com mais ou menos alterações.org. do soneto do escritor brasileiro Olavo Bilac. XV foi marcado por um aperfeiçoamento e enriquecimento linguístico. É ainda no século XVI que se inicia a gramaticalização do idioma com a publicação. proto e no real histórico das fases evolutivas de nosso idioma. . Fernão de Oliveira e João de Barros agradecem seu interesse por suas obras que abriram o cenário gramatical português. filha de don Paay Moniz. Origem da Língua Portuguesa. D. Pontos de gramática histórica.htm 11/11/2008.com/materia/a_origem_da_lingua_portuguesa. mãos à obra. e o limite você estabelece. mentre me for’ como me uay ca ia moiro por uos e ay! mha senhor branca e uermelha. Disponível em: http://www. Fernão de Oliveira. em Coimbra. mha senhor. João de Barros escreve Atividade | Você teve a oportunidade de observar as fases da Língua Portuguesa. estendendo deste modo o espaço geográfico em que a Língua Portuguesa serve. imitar os modelos latinos. aparece. 2008. Toda novidade. em 1572. os portugueses descobrem novas terras e a elas levam a sua língua. na prosa de cronistas. queredes que uos retraya quando uos eu ui en saya! Mao dia me leuantei. filologia. Ao mesmo tempo em que se procurava. Camillo Cavalcanti. Ismael de Lima. Então. amante de Dom Sancho I: “No mundo non me sei parelha.) Fase Moderna: do Século XVI em Diante No século XVI. da primeira gramática da Língua Portuguesa. o séc. REFERÊNCIAS Autor: Desconhecido. e o célebre autor espanhol Miguel de Cervantes. d’ alfaya nunca de uos ouue nem ei ualia d’ üa correa. O primeiro texto inteiramente redigido em português data do século XII. Então entramos no pré. Dinis. será bem-vinda. Rio de Janeiro. voltando-se os escritores à imitação dos modelos latinos.

novomilenio. Origens do Português Brasileiro. 2001.ufpe. 10/11/2008. p. 2008.br/idioma/20000901. A África no Brasil: a formação da Língua Portuguesa. 25 – 29.10. p. . Disponível em: http://www. Adelardo. ufrn. História da Língua Portuguesa.103. José Luís.22 Fascículo 1 1973.br/~rac2/portugues/ dialept. 2. SCHERRE. TEYSSIER. António M. Anthony Julius.ro/pt/portugalia. A língua portuguesa. Smolka. ed. 10.br/ em 25. COSTA.htm 11/11/2008. Tradução: Celso Cunha. Disponível em: http://www. Paul. p. Disponível em: http://www. 2008. São Paulo: Parábola. CUNHA. Nova Gramática do Português Contemporâneo. MEDEIROS. Neide.inf. POTTER Margarida. NARO. Maria Marta Pereira. FERRO. 2007. Lindley. São Paulo: Contexto.clpicconstanta.57. 87 . Celso.2008.linguaportuguesa. phpm=menu_gen&c=gen_form em 28.html.di. FIORIN. 46 . Portugal Disponível em: http://www. São Paulo: Martins Fontes.

tais como a formação da língua portuguesa em suas várias etapas.Fascículo 2 23 Formação da Língua Portuguesa Eixo Temático | A Leitura no Contexto Universitário Profa. 1. Romanização da Península Ibérica http://www. mas.inovar. Os povos que habitavam a Península eram numerosos e apresentavam língua e . Agora. Considerar os aspectos da romanização da Península Ibérica e suas implicações na construção das línguas daquele período e posterior elo que se estabeleceu. pouco a pouco. o latim foi se impondo. Formar um consenso entre os educandos das questões pertinentes à formação do léxico da língua portuguesa em toda sua extensão e nas diferenças vernaculares existentes entre o Português e o Latim e quanto esse conhecimento contribui para um aprofundamento linguístico. Não foi de maneira uniforme. cujos reflexos serão sentidos na imposição das línguas advindas dos vencedores.o latim. nós vamos sentir o contexto em que se deu a romanização da Península Ibérica. a ordem dos fatos e terá uma visão sobre as formas e os modos que os celtas e iberos se reuniram nessa mistura ética consolidadora de um quadro linguístico tão importante para a nossa língua mãe . capacidades perceptivas para um perfeito entrosamento com aspectos do seu idioma. A romanização da Península não se deu de maneira uniforme. fazendo praticamente desaparecer as línguas nativas. Francisca Núbia Bezerra e Silva Carga Horária | 15 horas Objetivos Específicos Desenvolver. quando da invasão dos bárbaros. no educando.pt O presente mapa pretende situá-lo dentro da história e do contexto deste texto. Você compreenderá. mas foi pouco a pouco que o latim se fez presente. através da população mais antiga.

24

Fascículo 2
cultura bastante diversificadas. Havia duas camadas de população muito diferenciadas: a mais antiga - Ibérica - e outra mais recente - os Celtas, que tinham seu centro de expansão nas Gálias. Muito pouco se conservou das línguas pré-romanas. Há resquícios, apenas, na área do vocabulário. Quando se deu a queda do Império Romano, a Península Ibérica estava totalmente latinizada. Nesse quadro de mistura étnica, o latim apresentava feições particulares, mesclado de elementos celtas e ibéricos, basicamente no vocabulário. Vimos que o Século XVI foi especial para a Língua Portuguesa, visto que nessa época, houve o seu aperfeiçoamento e o alcance de sua maturidade, graças também a influências geradas pelo Renascimento e pela Gramaticalização da língua, com a publicação da primeira Gramática. Além disso, pudemos constatar que com a Romanização da Península Ibérica, o latim foi se impondo, tanto que, na queda do Império Romano, essa Península já estava totalmente latinizada. Do mesmo modo, averiguamos que a invasão mulçumana e a reconquista cristã foram fatores determinantes para o nascimento do Português, já que foi a partir daí que D. Afonso Henrique iniciou o processo de unificação do português.

2. Invasões de Bárbaros e Árabes – O Romanço Português
No século V, a Península é invadida por bárbaros germano-suevos, vândalos, alanos e visigodos. Com o domínio visigótico que, rompendo a unidade romana, acaba por romanizar-se, esses povos adotaram o Cristianismo e assimilaram o latim vulgar, fazendo com que o século V tenha como marco o início do Romanço – que por sua vez se estende até o século IX, em que ocorre a grande diferenciação do latim em uma multiciplicidade de falares. Os muçulmanos invadem a Península no século VIII depois de Cristo e impõem como religião o Islamismo e como língua, o árabe. Os povos ibéricos chamam esses povos do Norte africanos de “mouros”. A reação forte dos cristãos no século XI, através de estratégias bélicas e políticas, apoiadas pela Igreja, expulsa os invasores. É o período da Reconquista Cristã ou Guerra Santa. A dominação árabe durou sete séculos, deixando suas colaborações no campo linguístico, logicamente. A invasão muçulmana e a Reconquista Cristã são fatos determinantes para o surgimento do galego-português a Oeste, o castelhano no Centro e o catalão, a Oeste.

SAIBA MAIS!
http://www.historiadetu do.com/portugues.htm l eirinho/ 2000.pt/users/m h t t p : / / w w w. p rof htm os. os/barbar HGP5/107b%C3%A1rbar

Atividade | Percorrendo a Europa dos povos bárbaros com suas culturas, faça uma reflexão que contemple o percurso das invasões, na medida que concorrem para a romanização da Península Ibérica e aproveite para aprofundar este conteúdo com suas pesquisas on line.

3. Os Primeiros Documentos em Português
http://www.novomilenio.inf.br/idiomaimagemp/200009cp.jpg

Coube a D. Afonso Henrique iniciar a nacionalidade portuguesa como primeiro rei de Portugal, reconhecido por Afonso Henrique VII, rei de Leão e pelo papa Alexandre III. E através das lutas contra os árabes, com a conquista de Algarve, fixa os limites do Portugal atual. É nesse contexto de relativa unidade e de muita variedade que nasce o galego e o português.

Falaremos sobre a trajetória da institucionalização da Língua Portuguesa no Brasil como língua oficial, desde os primeiros textos, cujas datas e autores ainda hoje são discutidos, passando por sua fase clássica, em 1550, até o final do século XVI, quando acontece a sua maturidade. Ratificaremos a importância da Língua Portuguesa, que é uma das grandes línguas da comunicação mundial, visto que é falada em cinco continentes por mais de 200 milhões de pessoas e é a língua oficial de oito Estados.

Fascículo 2
Os documentários primitivos em prosa, preservados pela oralidade, textos não literários, datam do final do século XII e são, sobretudo, de natureza notarial (vieram de cartórios) - notícias de dívidas, de agravos, de doações e de testamentos. Os textos poéticos mais antigos em língua portuguesa, com o que começaria a literatura portuguesa escrita - ainda se discutem hoje problemas de prioridade, de autores e de poemas - remontariam ao começo do século XII (António J. Saraiva) ou ao final do mesmo século (Rodrigues Lapa e G. Tavani), ou até mesmo, segundo outros, ao princípio do século XIII. O aportuguesamento da documentação oficial ocorreu no contexto do impulso dos reis de Portugal, e, de um modo especial, D. Dinis, ele próprio o mais famoso dos trovadores portugueses, quando o português torna-se língua obrigatória do Estado. Anteriormente, seu pai, o rei D. Afonso III, começara o movimento de aportuguesar a documentação oficial até então escrita em latim bárbaro, isto é, uma mistura de latim e português. Com D. Dinis, essa prática institucionalizou-se e tornou-se obrigatória e, assim, todos os documentos emitidos pela chancelaria deveriam ser escritos em língua portuguesa. Posteriormente, a partir de 1385, o exemplo dado pelos escritores da casa de Avis, os reis D. João I (Livro de Montaria) e D. Duarte (O Leal Conselheiro e A Arte de Bem Cavalgar em toda a Sela) e o príncipe D. Pedro de Coimbra (A Virtuosa Benfeitoria), o cuidado da língua é proposto ao país como obra digna de reis e de príncipes, portanto, como tarefa nobre a que a aristocracia era convidada. Conquanto a corte e a nobreza não tivessem dado continuidade às preocupações da casa Avis, uma e outra puseram, no entanto, a posteriori, os cronistas e historiadores ao seu serviço para lhes cantarem os feitos e perpetuarem as façanhas. A literatura histórica começa, então, a sua época de ouro através da produção de textos (crônicas) que glorificam os feitos dos reis, dos nobres e do país, todos envolvidos desde 1415, ano da conquista de Ceuta, na gesta da conquista e das descobertas marítimas (1420 é o ano da descoberta da ilha da Madeira) - propósito nacional que o retábulo de S. Vicente, obra-prima da pintura portuguesa do século XV, espelharia, conforme o historiador José Hermano Saraiva. O teatro tem, nesse período, o seu momento mais alto com Gil Vicente, em cujas obras, é possível detectar a marcha da língua para a sua maturidade por meio de textos em que se atesta a diferença dos falares provinciais que soam aí como algo de arcaico, face o português falado em Lisboa e nos meios cultos da corte. Coincide estas com o momento mais alto da sua história; o português atinge, em 1550, a sua fase clássica. Camões publica, em 1572, Os Lusíadas, obra cujo contributo para a criação do português moderno é assinalável. O movimento humanista enriquece a língua com um considerável número de vocábulos novos, vazados diretamente no português, na sua forma latinizada - preocupação que é clara em Antônio Ferreira e em João de Barros. Surgem, assim, as primeiras gramáticas do português em 1536 (Fernão de Oliveira) e em 1539 e 1540 (João de Barros) que deram uma contribuição inequívoca para a estabilização e regularização da língua. No final do século XVI, a língua portuguesa atinge a sua maturidade, e a evolução posterior não altera significativamente a perspectiva fonética nem a morfossintática. Ao longo dos séculos seguintes, não pode, no entanto, deixar de se referir à importância determinante da obra de algumas personalidades marcantes, cujo contributo para a modernização, estabilização, regularização e aperfeiçoamento da língua foi fundamental. As obras do Padre Antônio Vieira (“Imperador da língua portuguesa” lhe chama Fernando Pessoa), de Almeida Garrett e de Eça de Queiroz são, sob essa perspectiva, marcos assinaláveis. Falado hoje em cinco continentes por mais de duzentos milhões de pessoas, língua oficial de oito estados: Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Lorosae o português é, seguramente, uma das grandes línguas de comunicação mundial, sendo a terceira língua europeia em número de falantes no mundo contemporâneo, a seguir ao inglês e ao espanhol.
Texto 1

25

Cantiga d’amor,

de

Afonso X,

o

Sábio

Par Deus (1), senhor (2), enquant’ eu ffor (3) de vós tam alongado (4), nunc(a) en mayor coyta (5) d’amor, nen atam (6) coytado foy (7) eno mundo por sa (8) senhor homen que fosse nado (9), penado, penado Se[n] nulha ren (10), sen vosso ben,

26

Fascículo 2
que tant’ ey desejado que já o ssem (11) perdi por em (12), e viv’ atormentado, ssem vosso bem, de morrer en ced’ é muy guisado (13), penado, penado. Ca (14), log’aly hu (15) vos eu vy, fuy d’amor afficado (16) tam muyt’ en mi que non dormi, nen ouve gasalhado (17) e, sse m’ este mal durar assy, eu nunca fosse nado, penado, penado.
(José Joaquim Nunes, Cantigas d’amor, XXVII, p. 57-9)

ssube (10) em cyma de mym. E o rrato feze-o (11) assy. E, depois que forom no meo (12) da augua, a rrãa disse ao rrato: - Dom velhaco, aqui morredes maa (13) morte. E a rrãa tiraua (14) pera fundo, pera afoguá-lo de so (15) a augua, e ho rrato tiraua pera çima. E, estando em esta batalha , vios (16) h u minhoto (17) que andaua voamdo pello aar e tomou-os com as hunhas e comeos (18) ambos. Em aquesta hestoria este doutor rreprehemde os hom es, os quaes com boas palauras e doçes de querer fazer proll (19) e homra a sseu proximo, (e) emganosamente lhes fazem maas obras, porque all (20) dizem com as limguoas e all teem nos sseus corações. E esto sse demostra per a rrãa, a quall dizia que queria passar o rrato e tijnha no sseu coraçom preposito de ho afoguar e matar, como dicto he em cima.
(Conf. Transcrição de José Joaquim Nunes, Crestomatia arcaica, Lisboa, Clássica Ed., 1943, p.72-3)

Esta cantiga, naturalmente de meados ou da segunda metade do século XIII, é de autoria de Afonso X, o Sábio, rei de Leão e Castela. Tal era o prestígio do galego-português como verbo poético na Península Ibérica que este rei trovador dele se serviu para a expressão de seus sentimentos líricos, de suas sátiras e da poesia sacra do Cancioneiro mariano, As cantigas de Santa Maria. Dada a variedade de metros e da rima, esse tipo de poesia se denominava “descordo”, imitação do descordo provençal. Trata-se de um cantar d’amor, em que o trovador, distante da mulher amada, vive atormentado sem a sua companhia afetuosa (gasalhado, dos versos finais), preferindo a morte a continuar nesse sofrimento (eu nunca fosse nado, fórmula execratória muito frequente nessa poesia).

Esta é uma das sessenta e três fábulas feitas ao gosto de Esopo, constantes de um fabulário português em livro manuscrito que José Leite de Vasconcelos encontrou na Biblioteca Palatina de Viena da Áustria, em 1900, cujo título reza: Fabulae Aesopi en lingua lusitana (ver Revista Lusitana, 8 : 99-151). O manuscrito foi publicado pela primeira vez, nessa Revista, pelo próprio filólogo que o encontrou; vazado em letra que pode ser datada do século XV, a sua redação parece ser do século anterior. José Joaquim Nunes reproduz seis dessas fábulas na sua Crestomatia arcaica - como se foram do século XIV.

Texto 3

Trecho

da

Carta

de

Pero Vaz

de

Caminha

Texto 2

Texto

em

Prosa

O rato, a rã e o minhoto], de um fabulário esópico anônimo [C]comta-sse (1) que h u (2) rrato (3), amdando sseu caminho para emderençar (4) sseus neguoçios, ueo arriba (5) de h a augua (6), a quall ell nom podia passar. E estamdo assy cuydadoso (7) arriba da augua, veo a ell h ua rrãa e disse-lhe: - Sse te prouuer, eu te ajudarey a passar esta augua. E o rrato rrespomdeo que lhe prazia e que lho agradeçia muyto. E a rrãa fazia esto pera emganar o rrato, e disse-lhe: - Amiguo, legemos (8) h a linha no pee (9) teu e meu e

“Asy falauã e traziam muitos arcos e contjnhas daquelas ja ditas e rresgatauã. Por qualqr cousa em tal maneira que trouueram daly peraas naaos mujtos arcos e seetas e contas e entam tornouse o capitam aaquem do rrio e logo acodirã mujtos aabeira dele aly verjees galantes pimtados de preto e vermelho e quartejados asy pelos corpos como pelas pernas.” (fol. 6v/7, 1.38-01) “... aos qaaes mãdou dar senhas camisas nouas e senhas carapuças vermelhas e dous rrosairos de contas brancas doso ...” (fol. 3v, 1.12-4)

Pudemos constatar, em linhas gerais, o percurso do surgimento da Língua Portuguesa até chegar ao português falado no século XVI, classificado como

hoje. etc.html em 30. O léxico de uma língua é o conjunto das palavras dessa língua: é o seu vocabulário. Você vai se orgulhar depois de pronto. Assim.blogspot. porque.08 quista_de_Ceuta em 30. ao terminar. torna-se muito próximo do atual.pt/produt Sem autor http://public 02. g/wiki/Conia http://pt. você vai debater com seus colegas “como somos capazes quando queremos”.p em: 11. por várias razões. com o aparecimento das primeiras gramáticas que definem a morfologia e a sintaxe. de uma atividade humana. A partir daí.Fascículo 2 português clássico. ao patrimônio linguístico português. de suas origens até o século XII. o Latim. 4. a língua terá mudanças menores. Revele seu lado de escritor. ao lado deles. Conheceremos. Vimos. outras palavras de procedências diversas. pode entrar no mundo virtual para pesquisar esse assunto. isto é.08 lhe. não somente de vocábulos de origem latina é constituído o nosso léxico. Existem. a) Pré-Latinas Substrato linguístico Designa toda língua falada que. Mãos-à-obra. tem. 27 4. Palavras Hereditárias São as que já pertenciam à língua portuguesa quando ela começou a adquirir fisionomia própria. portanto.com/2004/07/da-virtuos http://porfiriosilva. no século XVI. Vamos apresentar uma reflexão acerca da formação do léxico português e. o seu dicionário. Que tal pensar em um caderno com “nossos primeiros documentos acadêmicos”? É viável e factível através do fórum temático. Reúnase com seus colegas. não só de vocábulos de origem latina é constituído o nosso léxico. Léxico . a língua entra na sua fase moderna.blogsp 2008 toria-ria. como fonte principal do seu léxico.mardeletras.pdf. veremos que a fonte principal do léxico no caso da Língua Portuguesa é o Latim. SAIBA MAIS! ontaria. 2008 1/arte-deo. o português.ht r-e -po bem-cavalgar-toda-sela a-benfeiot. outras contribuições para o patrimônio linguístico português. em ml l. portanto. Se for necessário. sendo um estado evolutivo do idioma latino.1. t/Pdf/Livro%20de%20M http://www. que contribui com a maior parte dos vocábulos pertencentes. Porém. A Formação do Léxico Português Atividade | Você viu como os primeiros documentos da Língua Portuguesa são interessantes? Foram preservados pela oralidade.php?pr=135 em 30.wikipedia. foi substituída por outra . de um locutor. A língua portuguesa.designa o conjunto das unidades que formam a língua de uma comunidade. Você é capaz de criar um texto como esse hoje? Siga “seus mais nobres impulsos” e redija um semelhante – pode ser em prosa ou em verso. também.10. Mas. nessa época. tanto na estrutura da frase quanto na morfologia.0 o_detaacoesmaitreya.or Wikipédia A enciclopéd 2. numa região determinada. que. É ele.com/2005/1 http://herdeirodeaeci 2008. 02. apenas com atribuições e aperfeiçoamentos. 30. hoje. gente!!! O léxico pode ser definido como o acervo de palavras de um determinado idioma ou como o conjunto das unidades que formam a língua.10.

É algo realmente maravilhoso! Agora você poderá responder a muitas questões em percentuais e ter dados concretos sobre vários temas dentro do mesmo assunto. fomos do estrato linguístico aos vocábulos eruditos. grama. manteiga. b) parte do nosso léxico. Semi-Eruditas . sapo. Vamos considerar os elementos formadores que tiveram influência no latim antes da dominação da Península Ibérica pelos romanos. a não ser ligeira acomodação à língua. acabando por sofrer leves alterações. Dos latinos. peça. etc. temos: governar. Latinas Estrato linguístico (o termo estrato é utilizado na linguística norteamericana como sinônimo de nível ==> posição) Vamos considerar os elementos formadores que tiveram influência dos próprios vocábulos latinos – corre com mais de 80% dos vocábulos que fazem Atividade | Observe o processo de formação das palavras e veja de quantas maneiras se agrupam e se formam. mãos à obra: léxico – encontre conceitos diferentes para essa palavra. mapa. As que passaram para o Português não sofreram transformações fonéticas. na sua maioria. naviarra). Quase nada legaram ao português. ámen. bispo. Judite. baía. etc. sarna. saco. paróquia. Bragança. Palavras que já pertenciam à língua portuguesa das origens até o século XII. cerveja. ao entrarem no circuito da linguagem comum: humanitate > humanidade. Então. légua. etc. os eruditos recorrem à formação de neologismos técnicos e científicos. raio. Na contribuição pré-latinas. malha: macula>macla>malha A passagem do grupo CL e LH denuncia a sua origem popular.as que entraram na língua nos primórdios da época literária. camisa. bico. várias palavras gregas se difundiram: anjo. cola. bola. Abraão. diabo. homeopata. carro. balsa. O Cristianismo que nos trouxe muitas palavras pertinentes. Gregos – da época anterior aos romanos. Passamos pela família dos pré-latinos. destacam-se vocábulos de: Contribuições: dos celtiberos (iberos e celtas) dos fenícios dos gregos dos cartagineses Contribuições: vocábulos pré-latinos 80% do latim / 15% do grego e 5% das outras línguas Ibéricos – são poucos e de origens discutidas: cama. . garra. caminho. esquerdo. (Antenor Nascentes) Contribuições: vocábulos populares vocábulos eruditos Contribuições: vocábulos latinos Vocábulos Populares – sofreram todas as transformações fonéticas próprias da língua popular. gato. morro.e os sufixos: arra. saco. bezerro. para a religião. cabana. orro (bocarra. louça. sábado. São os chamados Helenismos: telefone. XVI.28 Fascículo 2 língua. bizarro etc. abóbora. A partir do séc. Vamos continuar na próxima aula para que você conheça mais sobre os pós-latinos. Coimbra etc. Vocábulos Eruditos – são palavras que entraram para o português trazidas diretamente do latim clássico com o Renascimento. Aproveite. que se tornaram celtiberos. etc. barro. Hebreu – aleluia. solitário : solitariu>solitário flama: flamma>flama Vimos os percentuais atribuídos aos vários processos que contribuem para a formação do léxico português. erro. pelas contribuições de vários povos como os iberos e celtas. etc. seara. touca. Fenícios e Cartagineses – os dois povos falavam a mesma língua. Não há muita clareza quanto à sua origem: barca. malha e mata. fonema. buscando considerar a influência que a língua anterior pôde ter sobre a língua que a sucedeu: os falares célticos utilizados na Gália antes da conquista romana são substratos do galo-romano. Com o advento do Cristianismo. Celtas – a influência celta na língua portuguesa se dá mais na fonética que no vocábulo: brio.

ária. czar. podendo desaparecer finalmente e deixando alguns traços. silhueta. festim. reclame. grogue. confete. maquete. piquenique. novilho. Italianos . iate. aguarela. etc. Temos. provêm de vários povos – são elementos com significativa influência após o domínio romano. feérico. repórter. hediondo. greve. pandeiro. bouquet. zero. boletim. piloto. governante. cobalto. palhaço. sentinela. revólver. macadame. vitrina. De outras origens: Alemão: bismuto. soneto. estepe. dueto. sanduíche. toilette. Leste e Oeste. assaz. etc. reúna-se com seus colegas e via webquest enriqueça mais esses saberes. chance. São tantos os povos que acrescentaram algo ao nosso idioma que foram agrupados de forma particular e de acordo com sua representatividade. fetichismo. fiasco. tômbola. Os quatro pontos cardeais: Norte. cavalheiro. tricot (tricô). restaurante. guerra. Vamos considerar os elementos formadores que tiveram influência depois do domínio romano. talharim. bicicleta. Franceses . jóquei. façanha. detalhe. revanche. fandango. concerto. escorbuto. temos uma formação vernacular muito rica e ímpar. gás.a língua francesa é que mais tem influído na língua portuguesa. etc. dólar. Arreio. vimos a criação vocabular prélatina. banal. júri. etc. celtas. Em seguida. neblina. assassinato. realejo.os anglicismos também são em número bastante elevado.algumas palavras deste idioma entraram no português arcaico por influência da poesia provençal (poesia trovadoresca): anel. castanhola. macarrão. empréstimos de palavras e estrangeirismos – nossas vaidades linguísticas desde o século XVII e como somos capazes de criar novos vocábulos. vagão. maestro. nuance. Agora. Adstrato linguístico Denomina-se a língua ou o dialeto falado numa região vizinha daquela em que se fala a língua tomada como referência – do castelhano no galego/ do francês nos falares meridionais da França/do castelhano da Argentina sobre o português do Rio Grande do Sul. Ingleses . . gim. Russo: bolchevique. etc. soprano. frente. salsicha. mas sem substituí-la. São inúmeros os francesismos (ou galicismos): abat-jour. marechal. recital. turfe. chauffeur (chofer). clube. utensílios. piano. picaresco.a maioria dos vocábulos oriundos da Itália dizem respeito à arte (pintura. Essas contribuições. gazeta. pastel. sobretudo pela grande influência que as letras francesas exerceram sobre a cultura portuguesa. madrigal. banco. veremos os pós-latinos. inclusive. carnaval. cordilheira. quer seja de natureza idiomática ou dialetal. teste. envelope. blague. Godofredo. café. sainete. cenário. pudim. graças às relações comerciais e políticas: bar. apartamento. trecho.também é representativo o número de vocábulos espanhóis no nosso idioma: bolero. etc. salame. futebol. mortadela. bandolim. etc. banquete. Na aula anterior. referentes à arte militar. etc. redondilha. para uma investigação virtual sobre as contribuições dadas pelos iberos. zinco. valsa. São também de origem italiana: alerta. tenor. violoncelo. alegre. Provençais . c) 29 Árabes – a influência árabe se manifesta em vocabulário bastante numeroso: arroz. avenida. comitê. rebelde. veremos o adstrato linguístico. basquetebol. etc. czarina. na região fronteiriça. avalanche. atelier. desde o século XVII. trovador. serenata. Agora. bife. teatro): adágio. ancestral. panfleto. jogral. rublo. Espanhóis . poltrona. solfejo. arlequim. Alguns nomes próprios: Rui. felicitar. música. lhana. adubar. vermute. mantilha. menu. flanar. Pós-latinos Superstrato linguístico Designa toda língua que é introduzida largamente na área de outra língua. manganês. colcha. em geral. gregos e cartagineses e as contribuições cristãs dadas para o latim. canivete. Contribuições Germânicos – superstrato Árabes – adstrato Contribuições: vocábulos pós-latinos Germânicos – os germanismos são. elite. camarim. álgebra. pastilha. túnel. balcão. omelete.Fascículo 2 então. poesia. cabine. Sul. vodca.

4. alimentos. mate.4. Jandira. polca. Palavras de Empréstimos São vocábulos que. os italianismos e os anglicismos. Estrangeirismos São palavras de outras línguas que entraram para o português já na fase moderna. use seus significados para redigir um texto sobre a formação lexical portuguesa. o nível de compreensão que exibe e faça.2. mandioca. tabaco. etc. piracema. suarabáctil.4. portanto.2. gueixa.4. a importação estrangeira. a derivação latina. Passaremos agora à formação do léxico. turbante.6. macaco. • Peru: alpaca.. Pesquise o termo e use quatro dos seus sentidos encontrados no dicionário e/ou no mundo virtual. topônimos: Guanabara. arara. moleque. apesar de já formado. consideramse. é costume agruparem-se em três categorias: Os estrangeirismos de maior número na língua portuguesa são os galicismos (empréstimo de procedência francesa). sua construção vocabular tão ampla. Derivação: própria e imprópria • Derivação própria: regressiva e progressiva • Derivação própria regressiva = também chamada deverbal • Derivação progressiva = prefixal. as de origem diversa. Holandês: escuma. vicunha. Japão: biombo. e. sapé. curupira. berimbau etc. antropônimos: Araci. muamba. paxá.4. etc. então. etc. Onomatopeia 4. crenças. banjo. conclui-se que três são as fontes do nosso léxico: 1. divã. foram acrescentados ao léxico português para suprir as deficiências do idioma que. De posse desses dados. gaita. etc. 4. zebra. advindas das mais diversificadas fontes. bambu. na flora: abacaxi. chávena. por outro.30 Fascículo 2 Polonês: mazurca. etc. 3. etc. cuscuz. batuque. Observe as várias contribuições que ela recebeu para seu desenvolvimento. Vimos. a partir do século XVI (vaidade linguística).4. cacau. Pará.3. Interação silábica Do que deixamos dito. as provenientes do Latim. maxixe. que a Língua Portuguesa é rica de atribuições linguísticas. anil. tafetá. 4. Malásia: bule. os espanholismos.. • México: tomate.4. Verifique o quanto seu texto irá acrescentar ao de seus colegas. Africano: banana.basicamente de origem latina . jambo. um bom esquema de como você apresentará seu texto. ganga. utensílios.5. cossaco. • Chile: abacate. Sânscrito: avatar. horta. tatu. quermesse.4. Pérsia: bazar. Iracema. Abreviação vocabular/redução 4. 2. Turco: casaca. 4. charque. pires. tulipa. urubu. Quanto às segundas. • Brasil: na fauna: araponga. sufixal e prefixal e sufixal 4. Hibridismo 4. marimbombo. Sigla 4. mandinga. tufão. cachaça. a criação ou formação vernácula. Formações Vernáculas São criações da própria língua portuguesa. De acordo com a origem das palavras. azul. Composição: justaposição e aglutinação 4. furacão. jiló. catre. jangada.4. por um lado. paraíso. 4. Atividade | Nós já vimos vários assuntos da História da Língua Portuguesa. sândalo. girafa. leque. sandália.7. manga. China: chá.: caipira.1. entre os séculos XII e XVI.3. jasmim. Americanos: • Antilhas: canoa. Pudemos constatar que a história do léxico português . . Jurema. batata.reflete a história da língua portuguesa e os contatos de seus falantes com as mais diferentes realidades linguísticas. colibri. era ainda incipiente. isto é. quimono. macumba. caviar.

quebra do gênero neutro para masculino e feminino e redução das conjugações. alguns termos caíram em desuso. com raríssimas exceções (ex. no que concerne à questão de gênero. alguns tempos verbais foram preservados e alguns termos foram substituídos por uma nova construção perifrástica. Assim. nom. feminino e neutro. assim. Já a 3ª declinação abrigava os gêneros masculino. Ex. assim. as declinações foram extintas. como dolor. Extinção dos casos de marcação sintática (nominativo. (vita. A contraposição das vogais breves ĕ e ŏ frente às respectivas longas foi marcada pelo acento aberto do Português. a exemplo de spiritus. não é de espantar que a utilização de casos na distinção das funções sintáticas se reduzem aos casos mais genéricos. quase sempre em favor do masculino. > ereto. a ser três conjugações motivadas por funções: (amāre > amar). ó (ŏ) . passaram então. ablativo. extinguindose. Características Explícitas na Passagem Latim à Língua Portuguesa Diminuição da quantidade do acento do As vogais longas conservaram sua identidade: ā. A desinência da 1ª declinação era “-ae”. ô. ō. 4 conjugações. ablativo e vocativo foram extintos. em confronto com a 2ª e a 4ª declinação nas quais predominava o gênero masculino. a que se pode somar a vogal ă breve em par com sua longa. usa uma única forma para o singular (masculino ou feminino) e outra para o plural. -us e a declinação que possuía poucas palavras era a 5ª “-er” como dies. Veremos. port.Fascículo 2 5. etc. > erecto. a função do nominativo e depois a função do acusativo e ablativo. Assim a organização em declinações foi recusada em favor da organização realizada pela distinção entre os gêneros masculino e feminino. mas. u (ū). u. e. nom > vitas. a distinção entre sílabas longas e breves. Desse modo: a (ā. acusativo. ĭ) .: (templum. ī. as vogais breves ĭ e ŭ somaram-se às vogais fechadas ê e ô do Português. masc. já a 4ª declinação possuía a terminação “-us”. cedendo lugar ao gênero. As transformações históricas direcionaram-se para o Português.). outros se fundiram com termos semelhantes.) Os casos de marcação sintática advindas do uso do nominativo. As 5 declinações do Latim caem O sistema declinatório do Latim agrupava as palavras de acordo com suas terminações. dativo. A Língua Portuguesa. a 2ª“-i”. Quais são as Diferenças o Português e o Latim? http://www. -is. com frequência. usadas no singular. no Latim.sgcfrench.jpg 31 entre A 1ª e a 5ª declinação se alinharam por falarem do gênero feminino. que. port. (debēre/ Vamos falar sobre as diferenças entre o latim e o português bem como as características na passagem de um para o outro. Já as palavras que sempre eram usadas no plural foram adicionadas ao gênero feminino. ē. nessa transposição. também. a segunda declinação continha muitas palavras de gênero masculino. ŭ) . ê. lápis. Gênero neutro dissolve-se em masculino ou feminino O gênero masculino absorveu o gênero neutro quando as palavras eram. habituais e de uso mais corrente. neutro > templo.). simples). de tonicidade fechada.co. como nos exemplos: (erectus. abl. ū em Português se tornaram a. extinção das declinações. (diarium > diária). (olivum > oliva). > vidas. tais como: diminuição na quantidade de acentos. ô (ō. acusativo.). Entretanto. ă) . Convergência entre 2ª e 3ª conjugações verbais do Latim e as reduções Havia. ac. é (ĕ) . Vale lembrar que houve. por questões de tonicidade entre o breve e o longo que não atingiram a diferenciação necessária para o seu uso contínuo.uk/EAGLE. . a 3ª declinação “-is”. enquanto o gênero neutro caiu. os morfemas de marcação sintática. em primeira instância. i. assim. i (ī) . sem que nenhum predominasse. -ei. Termina. A primeira declinação agregava grande número de palavras de gênero feminino. além de algumas flexões pela desinência “-a”. ê (ē.

amamini). (debeam > devam > deva) • imperativo presente: (ama > ama). (vendo > vendo). ressaltamos a oposição entre adjetivo (este/aqueste. Alterações dos modos-temporais dos verbos Tempos preservados do Latim Clássico ao Português: • infinitivo perfeito (perfectum). dando origem ao imperfeito do subjuntivo e ao infinitivo flexionado simultaneamente Tempos que caíram em desuso: • L Exemplos: (salire > sair). as formas não se restringem à terminação em “-r”. que expressava o futuro do pretérito: (amāre habēbam > amaria). Palatalização dos encontros consonantais “pl”. Através de elisões (metaplasmo por queda). No imperativo (amare. (vendidĕro > vendero > vender). “fr”: (placere > prazer) . -um). acó. (venda > vende). amabor (presente. amer. (punivĕro > puniro > punir) • particípio presente tornou-se adjetivo (amantis > amante). -a. (clave > chave). enquanto o gerúndio o substituiu: amando • imperfeito do subjuntivo foi substituído pelo mais-que-perfeito do subjuntivo. acá/alá. ocorreram algumas modificações (amatus sum > amatus fui). vendam. “cl”. (amatus essem > amarer). (debui > debei > devi). (lana > lãa > lã). no infinitivo (amari). punirei). (debeo > devo). -a. mas em caráter nominal: “nascedouro”. Caíram em desuso “aqueste” e acó”. mas em caráter nominal: merenda. a perífrase transformou-se no futuro do presente (amarei. (clavu > cravo) . como saudação ou chamamento. -um) e no particípio passado (amatus. (amer > amatus sim). “vindouro”. Todas estas formas caíram em desuso — exceto o particípio passado (amatus > amado) — e foram substituídas por perífrases (amor > amatus sum). (punivi > punii > puni) • pretérito mais-que-perfeito: (amavĕram > amaram > amara) • presente do subjuntivo: (amem > ame). (vendedi > vendei > vendi). Tempos que se fundiram com outro semelhante: • imperfeito do subjuntivo caiu em favor do mais-que-perfeito do subjuntivo (no Português. aló). amarer (presente e imperfeito do subjuntivo). “cr”. Palavras mais eruditas mudaram para “pr”. “fl” para “ch” [š] Exemplos: (pluva > chuva). o “imperfeito do subjuntivo” derivou do maisque-perfeito do subjuntivo) • futuro perfeito do indicativo confundiu-se com o perfeito do subjuntivo. (voluntade > vountade > vontade) . • imperativo futuro (infectum). (punire habeo). Tempos substituídos por nova construção perifrástica: • futuro imperfeito (amabo. amabar. puniam) foi substituído por uma perífrase de infinitivo + habere no presente (amare habeo) . • gerundivo (algumas formas permaneceram. dor). graduando). (punīre > punir). (puni > pune). Já “aló” sobrevive. • particípio do futuro ativo (algumas formas permaneceram. esse/aquel) e advérbio (aqui/ali. (vendere habeo). Mais tarde. (flamma > chama). (luna > lũa). (amabar > amatus eram). (debe > deve). no gerúndio (amandus. Formas verbais como a voz passiva sintética terminadas em “-r”: amor. (debuĕro > debero > dever). (amatus eram > amatus fueram). imperfeito e futuro do indicativo).32 Fascículo 2 vendĕre) > (dever/vender). flaccu > fraco). • futuro perfeito (perfectum) foi substituído por uma perífrase de infinitivo + habere no imperfeito do indicativo. (amabor > amatus ero). deverei. adicionamos ainda “bl” para “br”: (blandu > brando) Síncopes intervocálicas • presente e imperfeito do indicativo: (amo > amo). debebo. venderei. (bonu > bõo) Dêiticos Advindos do quadro pronominal de origem Galego-português. oferenda. “bebedouro”). ainda. (punio > puno) • pretérito perfeito do indicativo: (amavi > amai > amei). resultando no futuro do subjuntivo: (amavĕro > amaro > amar). (debere habeo) . (dolore > door > • N Exemplos: (manu > mão).

logicamente. da morfologia e da sintaxe. A disciplina que estuda minuciosamente os sons da fala em suas múltiplas realizações chama-se Fonética.Fascículo 2 Artigo A evolução do pronome demonstrativo “ille” resultou em ARTIGO na Língua Portuguesa após AFÉRESE. você poderá recorrer à ajuda da webquest. e tem variado de acepções. entre outras ciências. veremos a Estrutura da Língua Portuguesa. a correta pronúncia das palavras (ortoépia). Constituição da Língua Portuguesa A língua portuguesa pode ser estudada estruturalmente de formas diferentes. 6. relate o entendimento de como ocorreu essa transposição e. Finalmente. linguística. suas partes. se não se tomar constantemente em apreço a interação entre dois planos. que estuda a realização dos sons da linguagem. nenhuma relação funciona. porque é sabido por todos que. A gramática está dividida em três partes: Fonética . não podendo separar uma parte sem alterar as outras. Verificamos consideráveis mudanças regulares. sofreu alteração fonética de “le” (conservado no Francês) para “lo” (conservado no Castelhano ao lado de “el”). Sintática – estuda as alterações dos fonemas de vocábulos. b. Para realizar essa discussão. sem interação. Estuda-se na fonética: a. tornando-o polissêmico.Morfologia . Tanto o estudo do conteúdo como o da expressão há de ser o estudo da relação entre a expressão e o conteúdo. A estrutura é um conjunto cujas partes são unidas por uma relação de solidariedade e dependência. relação e interação entre essas mesmas partes. Descritiva – trata da formação e classificação dos fonemas. criadas a partir dessa ótica linguística. a partícula ainda perdeu a consoante líquida. d. Atualmente. Roman Jakobson não poderia deixar de ser citado. A parte da gramática que estuda o comportamento 6. A Fonética pode ser: Histórica – acompanha a evolução dos fonemas. considerando os fonemas linguísticos em suas variações da língua. Atividade | No que concerne aos tempos verbais. o modo da representação gráfica das palavras (ortografia). Agora é o espaço para ampliação de conhecimento da fonética. Argumente contra ou a favor dessa constatação e sobre as novas construções perifrásticas. o termo “ESTRUTURA” é hoje empregado. como ocorre em outros idiomas. por ser um profundo conhecedor das propriedades fônicas das palavras. A estrutura específica de uma determinada língua decorre das categorias gramaticais que a língua possua e do número de invariantes que entram em cada uma delas. logrando a forma atual “o”.Sintaxe A Fonética é a parte da gramática. quando na oração. pela constituição do idioma português. c. a exata acentuação das palavras (prosódia). o importante é compreender que nada se poderá saber da estrutura de uma língua. no que diz respeito a sua morfologia. na .2. Uma boa aula. classificação dos fonemas (vogais – semivogais – consoantes). determinadas por um contexto progressivo. a questão do gênero neutro.1. Estrutura da Língua Portuguesa Aqui. Assim a relação entre expressão e conteúdo passa. 33 CONCLUSÃO Pudemos conhecer as peculiaridades que permearam o processo de mudança do latim para o português num processo natural de evolução. Conceito do Termo Estrutura Originário da Arquitetura. Ser contra ou a favor dessa neutralidade requer reflexão(ões). então! 6. em especial. Alguns estudiosos advogam que o neutro deveria ser preservado.

que não o possuem. Entre. Vimos os sons na fonética. CV (sílaba complexa crescente) VC ( sílaba complexa crescentedecrescente). temos a sílaba aberta. O Estudo da Sílaba A fala é composta de unidades fonêmicas. Então. Assim. os tipos silábicos. três posições: o ápice ou centro da sílaba – sempre ocupado por vogal .e as encostas ou laterais: o aclive. enquanto aguardamos o estudo da morfologia e o estudo da ordem de significado e importância das palavras de acordo com a sintaxe. vamos prosseguir para uma melhor compreensão. em fase de outras formas. 1976.34 Fascículo 2 dos fonemas numa língua. que o possuem. pelas. vila. numa língua. vela. em “a-mor”). aclive e declive e as questões relativas ao fato de as sílabas serem classificadas como crescentes e decrescentes e compreenderemos como ocorrem esses mecanismos fonéticos. Tipos silábicos: V (sílaba simples).” O fonema é um conceito da língua oral e não se confunde com a letra na língua escrita. Centro ou ápice (V) – sem o que não haverá sílaba. a morfologia e a sintaxe. em “ar-co”). ano.. Jakobson (1962. encosta em que se localiza o fonema ou fonemas que a seguem. mundo dos sons. e. de outro lado. em “ca-pa”). é uma “estrada longa e sonora. ou melhor.” Sílaba . Nós nos focamos na Estrutura da Língua Portuguesa e nos seus pilares: a fonética. ou da fase decrescente. As atividades pertinentes a esta aula você encontrará na aula 7. Veja exemplos de fonemas cuja estrutura da sílaba 7. V e CV. de um lado.é o fonema ou grupo de fonemas emitido numa só emissão de voz. livre. no ápice e declive (“ar”. ou possuem em seu lugar outro fonema. tão divinamente harmonizadas. quaisquer estudos não terão a necessária consistência que lhes garanta a continuidade do processo. Quando aparecem elementos pós-vocálicos. Sem esses pilares. Para uma compreensão mais clara. Essas unidades mínimas são chamadas de sílabas com natureza pré-vocálica e pós-vocálica. outras. isto é. etc. O centro da sílaba é sempre uma vogal aberta em português. que estuda os sons que têm a função de distinguir significações. Porém nem todas as sílabas possuem fonemas nessas três posições: há sílabas que têm fonema no aclive e ápice (“pa”. ou de uma e outra em volta dele. na estrutura silábica. só no ápice (“a”. e do possível aparecimento da fase crescente. sons vocais elementares uns dos outros. 231) define fonema a partir dessa concepção: “as propriedades fônicas concorrentes que se usam numa dada língua para distinguir vocábulos de significações diferentes. soco. belas. as posições ocupadas por seu ápice. que viabilizam a compreensão das palavras e dos sons mínimos que emitimos. no . 133). veremos. Conforme ausência ou a presença ( ou seja. cada conjunto de certos traços distintivos se opõe entre as formas da língua. As configurações seguintes das sílabas são apresentadas na estrutura silábica do português: V = a VSv = eu CV = pá VSvC = rituAIS VC = ar CVSv = pai CVC = paz CVSvC = pais CCV = cru CSvV = séRIE CVCC = SUBStantivo CSvVC = séRIES CCVC = crer CSvVSv = saGUÃO CSvVSvC = saGUÃOS A estrutura da sílaba depende do ápice. e outras. amo. então. temos uma sílaba travada ou fechada – senão a sílaba é livre ou aberta. Veremos as configurações da estrutura silábica do português e do que depende seu ÁPICE ou centro. saco. havendo o predomínio das sílabas livres sobre as travadas. vê-la. Por exemplo: ala. denomina-se Fonologia (Fonemâtica ou Fonêmica) Essa peculiaridade serve para distinguir. Os elementos marginais (C) tornam a sílaba pré-vocálica ou pós-vocálica. zelas. belas. também.. suco. ou centro. telas. Existem. VC e CVC). “Ela é a estrutura fonêmica elementar” (Jakobson. vala. e a sílaba fechada. a encosta em que se situa o fonema ou fonemas que antecedem a vogal. e o declive. selas. mala. travada. sala. Algumas poucas podem ser pós-vocálicas.

na 3. Aumente seu vocabulário e faça-se entender! 8./ryas/. Isso se refere à emissão sonora da vogal e de sua intensidade fraca ou forte. Ele é decrescente. Você viu três pilares da gramática: a fonética. portanto. É a distribuição das palavras em relação ao universo de outras ordens de palavra que atendem às exigências gramaticais. “qua-se”. descemos. como vimos acima. dos fonemas que compõem os ditongos nas palavras: “co-meu”. na 2. Investigue as formas que melhor se adequem ao caso e forme palavras a partir das sílabas fonéticas. depois da vogal e desse modo decresce-se do ápice para a encosta (declive) da sílaba. Junte-se aos seus colegas para debater esse exercício no fórum temático. “ân-sia”. Ao entender esses mecanismos fonéticos. Tudo o que você viu até agora tem a finalidade de facilitar seu entendimento definitivo sobre o que é ditongo crescente e decrescente. “sau-da-de”. o ditongo é crescente quando a semivogal está no aclive. Então. /fil/ e /mays/. “fu-giu”. Vamos lá. vamos dedicar a atenção às questões da fonética. “con-tei”. com maior facilidade. uma das regras de acentuação gráfica mais precisamente das paroxítonas terminadas em ditongo crescente que são sempre acentuadas. “i-gual” e “gló-rias”. portanto. da classificação das palavras. onde está a vogal /a/. você também entenderá. a semivogal está no declive. “sagui”. há subida. é /ew/ = eu. O último exemplo com – /mays/ –contém ditongo ay. há crescimento da intensidade do som vocal. das suas flexões. as sílabas assinaladas são escritas desse modo: /poys/ . “rou-pa”. depois da vogal que está no ápice. Agora que você já viu esse assunto. No alfabeto fonético. Veja a posição. Vejamos.Como voltaremos a falar dos dois últimos oportunamente. Morfologia da Língua Portuguesa O mundo da morfologia chegou até nós. Você pode ainda perguntar: cresce e decresce o quê? A intensidade da emissão sonora: da semivogal (fraca) para a vogal (forte). elas são escritas /lor/. forma e flexão. atendendo à significação. Estudamos as sílabas. Tudo passa por um grau de complexidade ou não seria morfologia e não necessitaria conhecer mais ainda sobre gênero. 35 Atividade | Essa é a atividade relativa às aulas 6 e 7. antes da vogal que está no ápice. flexões e adentra às questões estruturais e da formação. “fil” e “mais”. etc./gwal/ . onde se encontram as semivogais /y/ e /w/. O fonema realiza-se ao constituir palavras. nas palavras “bo-lor”. Exemplos de mais palavras que contêm ditongos crescentes: “á-gua”. /ya/ = ia. nas sílabas 1 e 2. 2. gente! Morfologia – estudo da distribuição das palavras em classes. “lí-rio”. antes da vogal e. em si. o ditongo é /oy/ = oi. quem pode ser modificada e quem exerce o poder para ligar todas sem comprometer a compreensão. “fil-tro” e “de-mais”. no aclive e declive.Fascículo 2 apresenta elementos nas três posições. na estrutura da sílaba. . e as semivogais ( /y/ = “i” ou /w/ = “u”). uma ideia. conforme combinamos. há decréscimo. a morfologia e a sintaxe. ou seja. A NGB agrupa as palavras com 10 classes e cada classe representa. crescimento. Não se esqueça desse dado. Observe que a ordem da palavra modifica. No alfabeto fonético (que representa tecnicamente os fonemas). Palavras em que há ditongos decrescentes: “boi”. Já nas sílabas 3 e 4. constatamos que. cresce-se da encosta (aclive) para o topo (ápice) da sílaba. portanto. as sílabas “lor”. isto é. nós lhe adiantamos que não é tudo e que nada lhe impede de aprofundar esse conhecimento no mundo virtual. É o mundo que permite as classificações. etc. Na sílaba 1. Ao observarmos os diagramas. Trata a Morfologia: 1. Quem vai a algum lugar sem conhecer as sílabas? Elas são poderosas e ocupam um espaço bem largo no estudo de qualquer IDIOMA. Tomemos. A vogal tônica do ditongo está sempre no ápice ou centro da sílaba. vemos que as semivogais estão no aclive. nesta aula. /wa/ = ua e na 4. da posição em que estão as vogais /o/ e /e/ até o declive. Da posição em que se localizam as semivogais /w/ e /y/ até o ápice./ mew/ . quando a semivogal situa-se no declive.

A redução do nome à forma única do acusativo. para o singular: morfema (-s) para o plural). Por outro lado. têm-se: • substantivo: gênero . • Interjeição – indica emoção/admiração.voz A categoria de GÊNERO em português se resume em uma desinência {-a} para o feminino. em que o masculino apresenta um tema em (-o). De acordo com NGB. • Advérbio – indica circunstância. a complexidade do gênero é também grande em português. e a análise mórfica aponta os seguintes elementos: T (R + VT) + SF (DG + DN). • Pronome – representa a pessoa do discurso.a (A raiz do artigo definido é zero (∅).pessoa .número • adjetivo: gênero . da sua estrutura e formação. a saber: 1. que é suprimido no 9. uma vez que sua formação obedece a processos inteiramente diversos. como de regra nas línguas românicas. têm-se: Assim sendo. • Numeral – quantifica e ordenar o ser. o feminino se enquadra numa regra única: adjunção da desinência (-a) com a supressão da vogal temática.pessoa • verbo: modo . Entretanto.número . O padrão morfológico é dado por uma série de adjetivos. não produziu o mesmo efeito na morfologia do gênero. . Em outros substantivos. daí ser possível a flexão dos nomes em português. Palavras Modificadoras • artigo • adjetivo • numeral adjetivo • pronome adjetivo • advérbio 3. Palavras Modificadas • substantivo • verbo 2. não há flexão de gênero. • Preposição – liga vocábulos. estado ou fenômeno da natureza. não flexional. Em resumo.36 Fascículo 2 3. E dentro das classes invariáveis. • Conjunção – liga orações.número . do ponto de vista das relações sintagmáticas. O feminino se caracteriza por um (-a) que contrasta com a ausência de desinência do masculino. oposta a uma desinência ∅ para o masculino.(grau) • artigo: gênero . A marca da flexão é sempre uma desinência. O plural é marcado por um (-s) que não aparece no singular. • Adjetivo – qualifica o ser. O grau deve ser entendido de forma diferente. Palavras de Ligação • preposição • conjunção O caráter masculino ou feminino da palavra está imanente na palavra e é de natureza lexical. Hoje.tempo . a gramática da língua portuguesa apresenta as palavras distribuídas em 10 classes. é comum nas gramáticas da língua portuguesa o grau ser considerado como uma flexão. a classificação das palavras na língua portuguesa obedece a três tipos. na língua portuguesa. inclusive o artigo. Assim: Masculino singular ∅√ + o + ∅ + ∅ Feminino singular ∅√ + ∅ + a + ∅ Masculino plural ∅√ + o + ∅ + s Feminino plural ∅√ + ∅+ a + s Do ponto de vista morfológico. só há flexão de gênero e número.número . Das Flexões Flexão é a Variação de Forma O paradigma flexional dos nomes portugueses é sempre estabelecido por oposições desinenciais. aluno + a = alunoa . • Verbo – indica ação.número • pronome: gênero .aluna Juiz + a = juíza O + a = ao .número . a rigor. • Artigo – determina o ser. cada classe representando uma ideia. como: • Substantivo – representa o ser. se esta estiver presente no masculino. Ex. que tornou a morfologia do número eminentemente simples (morfema ∅.(grau) • numeral: gênero . dentro das classes variáveis.

NEVES. 1999.ro/pt/portugalia. Dinâmica léxica portuguesa. a) dentista • nomes de dois gêneros marcados por flexão Ex. L. C. inf. Sugerimos uma consulta à gramática Estrutura morfossintática do português de João Macambira. Theodoro Henrique. 05 – 22. 10. Acadêmica. http:// pt. 10. http://www. (Coleção Linguagem. comuns de dois gêneros e epicenos.net/ content/view/16/44/ em: 23. Ex. 2008 Manzolillo.br/~pead/tema05/portm05. 33 – 45. Neide. acrescentou-se a desinência (-a) diretamente à última consoante. 165 – 183. org. São Paulo: Editora UNESP . Podemos afirmar que. 1962. 3. Encontre conceitos estruturais para morfologia. que farão uma enorme diferença de saberes do seu idioma. ed. a flexão se opera pela desinência. Rio de Janeiro.org/wiki/Latim.clpicconstanta.wikipedia. S. ed.br/idioma/20000901. n. aplicável a outros também. apela-se para o processo supletivo. São Paulo: Martins Fontes.: (a) tribo (a) flor (o) cadáver (a) vítima. a heteronímia. de tema em (-o) ou não.: (o) leão . A gramática: história.(a) leoa (o) filho . H. Jr. Além de masculinos e femininos.. Logo após.html em: 20. Paul.(a) filha Atividade | Estrutura – recorra a diferentes dicionários e dê significados para esse vocábulo tão importante. com outros nomes para a formação do gênero. História da Língua Portuguesa. em certos nomes.php?m=menu_ gen&c=gen_form em 28. 2008 FERRO. Campinas. a) estudante (o.º 25). (*)http://www. História da Língua Portuguesa. ROCHA. p.: (o. autor: autora (aí na ausência de vogal no tema. P . 1959. Vito (UNESA). Ismael de Lima (1973) Pontos de gramática histórica.malha. As gramáticas portuguesas dividem os substantivos quanto ao gênero. J. examine outras gramáticas e estabeleça o que há em comum nas definições dos escritores pesquisados – você descobrirá realidades muito significativas a essa altura do seu curso. Acadêmica.Fascículo 2 feminino para o acréscimo da desinência (-a). Rio de Janeiro. TEYSSIER. ensino. mulher não é feminino de homem.htm em 13. Smolka.2008 MAURER Jr.filologia. Mesmo nestes casos. O problema do latim vulgar.11. Aspectos da Constituição do Léxico Português. Morfologia portuguesa.. Tradução: Celso Cunha.novomilenio. Em grande número de substantivos. Rio de Janeiro. a) cliente (o. é apenas uma palavra privativamente feminina que supre a falta da flexão de homem. Rio de Janeiro: Presença. 2002. 2. • nomes de dois gêneros não marcados por flexão Ex. António M. • nomes de gênero único Ex. 2001.ufrj. http://acd. Acadêmica.br/~pead/ tema05/primeiros. mestre:mestra (aí suprimiu-se a vogal (-e) do tema). É hora de você redigir sobre todo esse conhecimento e enviar para nós através de um trabalho científico. Origem: Wikipédia. sobrecomuns. a enciclopédia livre. Parabéns. SP: Pontes. Estruturas morfológicas do português. esse mecanismo se repete: lobo:loba. 2008 Disponível em http://lportuguesa. Minas Gerais: UFMG.br/viisenefil/02. M.ufrj. Gramática do latim vulgar. Portugal http://www. 1991. Igualmente.htm 11/11/2008. ou seja. A. Analisando-se a flexão de gênero por este ângulo. 25 – 81.html em 13/11/2008. Há substantivos masculinos que não têm feminino correspondente em termos morfológicos. p. teoria e análise. a alomorfia no radical funciona como um traço redundante na distinção entre masculino e feminino. Autor: Desconhecido. pode-se dizer que os nomes portugueses se diversificam em três grupos a saber 37 REFERÊNCIAS ASSUMPÇÃO. você venceu! . L. ______. p. M. 10. Em 13/11/2008 MONTEIRO. COUTINHO. Disponível em http://acd.

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Fatos e realidades da História da Língua Portuguesa desde os seus primórdios que lhes permitam ampliar seus conhecimentos e argumentos pertinentes a este vasto assunto. enriquecedoras linguisticamente por meio de padrões e dos mecanismos que o idioma permite e viabiliza. (-o ) 2. O (-s) é a marca do plural. Francisca Núbia Bezerra e Silva Carga Horária | 15 horas História da Portuguesa no Brasil Objetivos Específicos Identificar. a flexão de número está resumida em uma única regra: O acréscimo do (-s) ao singular. Igualmente. 1. de pessoa e de verbo. . com outros nomes para a formação do gênero. a alomorfia no radical funciona como um traço redundante na distinção entre masculino e feminino. São três as pessoas gramaticais.Fascículo 3 39 Língua Eixo Temático | A Leitura no Contexto Universitário Profa. A Estrutura Flexional de Pessoa Podemos afirmar que. ou seja. em certos nomes. apela-se para o processo supletivo. formas práticas. Há substantivos masculinos que não têm feminino correspondente em termos morfológicos. o ouvinte ou o assunto. Dando continuidade à morfologia da língua portuguesa. A Estrutura Flexional de Número Em português. oposta ao vazio do singular. conforme designem o falante. falaremos sobre a estrutura flexional de número. Perceber o percurso da formação histórica da língua portuguesa no Brasil e a riqueza de fatos em que essa formação se consolida ao longo do tempo e do qual nós também participamos no momento atual. por meio do estudo da estrutura da língua portuguesa. é apenas uma palavra privativamente feminina que supre a falta da flexão de homem. As oposições sempre se efetivam por meio de radicais diferentes. a flexão se opera pela desinência. Mesmo nesses casos. a heteronímia. mulher não é feminino de homem. Ex.

concorda em pessoa com o seu antecedente e em gênero e número com o termo consequente. + VT) + SF (DMT + DNP) Considerando a forma nominal do particípio AMADO. falamos sobre as três disposições no campo do falante. baseia-se entre outras características. por um processo supletivo. assume a condição de substituto linguístico em sua função principal. Quanto à estrutura flexional verbal. que eles representam ou substituem. de pessoa e de neutro. os pronomes são usados como referência ao que foi dito (anáfora) ou ao que vai ser dito (catáfora). referência ao que se situa próximo com quem se fala. a estrutura pronominal apresenta as seguintes características: • A flexão de gênero e de número se realiza com os mesmos traços de estrutura nominal. • Dentro do mecanismo sintático. o pronome apresenta dupla situação. na nossa língua. Atividade | Neste momento. Segunda pessoa – campo do ouvinte. assume o papel de substituto linguístico de palavras que eles possam vir a representar. = st1 ns = “urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags” /> 3. Terceira pessoa – campo do assunto. no seguinte mecanismo: concorda em pessoa com o seu antecedente e em grau e número com o termo consequente.40 Fascículo 3 Primeira pessoa – campo do falante. na Língua Portuguesa. que é a de ser substituto de uma palavra ou um grupo de palavras. vimos que a distinção entre masculino e feminino acontece por alomorfia (variação de um morfema sem mudança no seu significado no radical).+VT) + SF (DMT+DNP) Em síntese. • Além de indicar a posição no espaço / tempo (significado dêitico). Ainda nesse âmbito. referência ao que se coloca distante do falante e do ouvinte. porque em relação à atividade pertinente a esse estudo. a estrutura pronominal. os pronomes podem referir-se a algo que foi dito (emprego anafórico) ou ainda vá ser expresso (emprego catafórico). do ouvinte e também do assunto. No que diz respeito à estrutura pronominal. A indicação é sempre feita por meio do processo supletivo. mas a distribuição paradigmática não engloba todos os pronomes. de acordo com o que discutimos. Os pronomes valem como sinais: apenas indicam uma situação espacial. apresenta uma estrutura morfológica baseada na seguinte fórmula: V=T (Rd. referência ao que pertence a quem fala. vimos que o pronome. A Estrutura Flexional do Verbo O verbo em português apresenta a seguinte estrutura morfológica: V = T (Rd. você encontrará mais adiante. • Os nomes valem como símbolos: apresentam as ideias. temos as seguintes estruturas: Estrutura verbal + estrutura nominal = estrutura verbo-nominal V = T (Rd + VT) + SF (DMT) (AM + A) + DO N = T (R + SD + VT) + SF (DG + DN) (AM + A + DO ) + (∅ + ∅) VN = TN (TV (Rd + VT) + FV (DMT) + Vt) + FN (DG + DN) CONCLUSÃO Pudemos ver que a estrutura flexional de número na Língua Portuguesa está resumida basicamente no acréscimo do -S à forma singular. Na estrutura flexional de pessoa. vimos que o verbo. O pronome. Assim. na língua portuguesa. Além da significação dêitica ou indicativa. você tem um espaço e razões para estudar esse assunto. em que a flexão acontece pela desinência ou por heteronímia. • Há três categorias inexistentes na estrutura nominal: a categoria de caso. SIGA SEMPRE EM FRENTE! .

oração. Predicado. Padrão II (ou III ou IV) + Padrão V = S+VT+OD/OI+PS ± (AADV) Ela falou isto assustada na reunião. que é a essência da comunicação. Vamos observar os MECANISMOS SINTÁTICOS A sintaxe estuda: 1.: A rigor. isto é. a que possui outra em subordinação. que pode haver entre elas a palavra REGENTE. Daí. Padrões Frasais Básicos a. k. Além disso. é um verbo ou um nome (substantivo ou adjetivo). Padrões Frasais em 41 Português Falaremos sobre os padrões frasais na Língua Portuguesa. Padrão I: S+VI ± (AADV) Elas saíram. e a palavra REGIDA. • Concordância Nominal . da disposição das palavras na oração e das orações no período. Padrão II + Padrão V = S+VT+OD+PO± (AADV) O juiz declarou o réu inocente. a estrutura da oração e do período. Padrão IV: S+VT+OD+OI± (AADV) Ele ofereceu um presente ao rei hoje. que consiste num nexo entre o sujeito e o predicado. o . b) Regência . Do mesmo modo. de acordo com a natureza do predicado – verbo ou nome – a frase portuguesa pode ser verbal ou nominal. os mecanismos sintáticos são: a) Concordância . g. a que completa o sentido. tem-se: • Regência Nominal . Padrão III: S+VT+CA± (AADV) Nós moramos na mata. se refere à que se subordina. os quais giram em torno do sujeito (o tema) e do predicado (o sentido). como se pode constatar no exemplo referido. a que depende. Sujeito é um substantivo (nome ou pronome) que serve de tema. compostas por justaposição e suas possíveis variações. um verbo e/ou um nome (substantivo ou adjetivo).é o estudo da ordem. Obs.é aquela que se refere à regência do verbo. NÚMERO e PESSOA. De acordo com o termo regente. Padrão I + Padrão V = S+VI+PS± (AADV) Elas saíram tranquilas hoje. regência do substantivo e do adjetivo. dirigente.estuda a dependência do verbo com o sujeito.há na oração dependência das palavras entre si. d. CONCLUSÃO Vimos que a Língua Portuguesa preservou os padrões frasais do latim. apontaremos o que a sintaxe estuda e quais são os seus mecanismos. Padrões Frasais Compostos por Superposição f. sujeitando-se umas às outras quanto ao GÊNERO. porque corresponde ao predicativo do sujeito. A Língua Portuguesa conservou o padrão frasal do latim. Padrão V: S+VL+PS± (AADV) Elas estão tristes hoje. b. Padrão III: S+VT+OI± (AADV) Nós obedecemos às ordens hoje. Padrão II: S+VT+OD± (AADV) Ela falou isto na reunião. c) Colocação . • Concordância Verbal .Fascículo 3 4. e a colocação de umas e outras. as relações de dependência das palavras e orações. em que “inocente” é predicativo do sujeito de uma oração em que verbo e conjunção encontram-se elípticos (que o réu é inocente).é aquela que se refere à • Regência Verbal . Assim. Variações nos Padrões Frasais h. Já o predicado. c.as palavras se acomodam na oração para transmitirem ideia e em ordem tal. i. conheceremos e analisaremos suas formas básicas. Ela permaneceu assustada na reunião. o predicativo do objeto da gramática tradicional inexiste.é aquela que se refere à concordância do adjetivo com o substantivo (NOME: substantivo e adjetivo). o valor funcional das palavras como partes da 3. Padrão IV: S+VT+OD+CA± (AADV) Ele pôs o carro na garagem. Padrão I: S+VI± (AP) ± (AADV) Elas foram mortas pelo assaltante hoje. O sujeito pode ser nome ou pronome. e. j. 2.

dando ênfase ao fato de que a nação portuguesa vivenciou uma longa trajetória de contato com outros povos que influenciaram diretamente a língua portuguesa e contribuíram para a sua construção. Constatamos que a sintaxe estuda: a estrutura da oração e do período. 5. Esses fatos característicos evidenciam as mudanças históricas. dos mecanismos sintáticos e sociabilize esses exemplos com seus colegas por meio da webquest. depois da saída dos seus governantes. O fluxo de escravos chegados da África deu à língua da colônia acréscimos significativos através do Yorubá – vocabulário direcionado à religião e à cozinha afro-brasileiras – e do quimbundo angolana. linguísticas e sociais que permeiam a origem do português popular do Brasil. Sistema este de flexibilidade ex- Mapa do Brasil no século XVI No início da colonização portuguesa. E. Essa posição se resume na frase: confluência de motivos ou seja – a atração de forças de diversas origens que juntas se reforçaram para produzir o português popular. tornou-se junto ao português as línguas usadas como “língua-geral” da colônia.42 Fascículo 3 que. discutimos sobre os mecanismos sintáticos. os jesuítas foram expulsos. a conquistar diversas cidades do Norte da África. o valor funcional das palavras como partes da oração e as relações de dependência das palavras e orações. de acordo com o que discutimos. assim. os portugueses participaram das famosas Cruzadas. posteriormente. se estenderam à África Ocidental. Do século VIII até o séc. o tupinambá. as variações nos padrões frasais. durante a Idade Média. Pudemos conhecer ainda os padrões frasais básicos e seus devidos posicionamentos numa frase. já que esse idioma. ficando do Tupi nomes . tornou-se suplantado. embora apresente. por ocasião da independência. de verbo. Argumentação Histórica e a Implantação do Português Brasileiro A nação portuguesa tem uma longa história de contato com povos que não dominaram sua língua. os padrões frasais compostos por justaposição e. Fala-se do sabir. O Tupi foi vetado em 1757 por uma Provisão Real. vai definir se a frase é verbal ou nominal. com a chegada dos imigrantes à colônia. de pessoa. os quais muito enriqueceram o português. língua litorânea. deu sua contribuição para que certas modalidades de pronúncia e algumas mudanças superficiais de léxico existente em regiões do Brasil acontecessem. que seria um sistema verbal predominantemente de base lexical românica. regência e colocação. Hoje esse discernimento é consensual. onde estabeleceram colônias que. de padrões frasais em português. A chegada dos imigrantes. 6. idiomas esses respectivamente da Nigéria e de Angola. do Norte da áfrica e do Oriente Médio. usado para contato tanto no Oriente Médio como no Norte da África. Acrescentemos que. chegando. que são concordância. e o português foi fixado como idioma brasileiro. é claro. Atividade | Elabore exemplos a partir da estrutura flexional de número. abaixo do Saara. e isso implicava contatar diretamente diversos povos europeus da Europa. História da Língua Portuguesa no Brasil Discutiremos sobre a História da Língua Portuguesa e sobre a sua implantação definitiva no Brasil. finalmente. uma parte do país era ocupada por califados árabes e a presença dos árabes que permaneceram por um longo tempo. Não se sabe muito a respeito da forma de comunicação entre os portugueses e outros povos que não chegaram a dominar o português durante séculos. ligados à fauna e à flora que permanecem até hoje como também nomes próprios e geográficos. Em 1759. XI. ainda. diferenças no foco.

embora saibamos que no início do séc. interrupção da transmissão dessas línguas. já que as línguas.] As mudanças dos próximos séculos estão. Segundo o autor. (p..civilization. podemos distinguir o sabir ocidental usado no Mediterrâneo ocidental e no norte da África do sabir oriental usado no Oriente Médio. A grande maioria das citações dessa época baseiam-se em estudos advindos desse autor. devido à qualidade de sua narrativa. de momento para momento. facilitado por seus mecanismos sintáticos bastante variáveis de lugar para lugar. 1913. nos termos de Rodrigues (1996). da língua geral e outras línguas como segundas línguas e dos demais elementos vindos da Europa. critério adotado pelos EUA ao denominar uma atividade linguística de “Black English” – Atualmente AAVE – (African American Vernacular English). Assim sabemos que as línguas se influenciavam principalmente por meio do aprendizado de segundas línguas por falantes não-nativos adultos. “ a língua se move ao longo do tempo num curso que Edward Sapir. as evidências documentárias específicas quanto aos portugueses ou outras línguas faladas pelos africanos no Brasil. em Portugal. já existia. há uma riqueza imensa a ser garimpada. assumiremos a conhecida noção de deriva linguística de Sapir (1949/1921: 145 – 170). o que permitia a adição de itens lexicais de diversas línguas românicas ou até árabe. ou da língua geral paulista. Neste estudo. O que nos traz aos dias atuais: ontem e hoje. pidginizantes ou não. Esse sistema tem uma variedade de riqueza documental atestada por autoridades em que se sagrou Serafim Silva Neto (1986) em introdução ao estudo da língua portuguesa no Brasil. observamos então a influência mútua das diversas línguas no contexto de aprendizado do português.ca 43 fato que corrobora as constatações acima. há breves menções de africanos que não dominavam o português. no início do século XVI. XVI. lhe é próprio. o que significa dizer na perspectiva sociolinguística que “não houve. indígenas. em certo sentido. À p. temos apenas um texto de 1620. O menor número de africanos nos deixa certos de que não influenciaram diretamente os índios. isto é. No cômputo geral. estratégias de comunicabilidade com estrangeiros. usando esse sistema de comunicação. É a partir daí que sabemos que tribos europeias e africanas – todos os grupos étnicos – sabiam se comunicar. os observadores – nativos ou estrangeiros – não conseguem reconhecer qualquer traço linguístico associado exclusivamente à etnia afro-brasileira. o qual predominou o pidgintupi nos termos de Silva Neto(1986). mas “absolutamente distinta daquelas que se formaram os pidgins e as línguas crioulas” .Tem uma deriva”. Isso não implica dizer que os falantes nativos tenham uma língua portuguesa com fluência nativa ou que nativos portugueses não introduziram traços africanos. Se desejarmos mergulhar no mar de informações sobre a História da Língua Portuguesa no Brasil. Não temos. pois. época do primeiro contato dos portugueses com o Brasil. um “português negro”. quando então 20% da população brasileira era de origem africana. Antônio Vieira nos diz que várias nações da Ásia falavam cada uma do seu jeito. Pe.Fascículo 3 trema. o autor argumenta que embora não percebamos “nossa língua tem uma inclinação” [. não ocorreu mudança de língua (language shift) nos descendentes mestiços europeus e dos índios tupis – guarani. segundo alguns autores. prefiguradas em certas tendências não perceptíveis do presente. em nenhum momento. Para completar esse quadro linguístico dos primeiros séculos do Brasil. Embora escassas. Desse período. 115. Nossas diferenças étnicas nessa questão – traços étnicos vocais – são tão sutis que não fazem diferença aos ouvidos do observador mais atento. cuja primeira edição data de 1950. “se constituíram em condições de contacto” . é provável que os portugueses tenham contribuído para a transferência do pidgin da Europa para a América. mas apenas a língua geral tupi ou línguas africanas.. conforme as circunstâncias de cada um. . portanto.150).” www. Acrescentamos que a nossa língua é um organismo vivo e que como tal vive em constante evolução.

pudemos concluir que todos os grupos étnicos se comunicavam usando esse sistema de comunicação..000 Km2 e com uma expressiva população de 10. com a funda- Atividade | Você percebeu um assunto que ampliou. já que é falada por 230 milhões de pessoas. 8.. João VI (1808) até . . Até que enfim vamos nos encontrar! 7. Não iremos. sem sombra de dúvidas.. em seus vieses mais significativos.900 milhões de habitantes (dados de 2007). historicamente. de forma significativa. reforçaram a produção do português popular.com/brasil/ mapa+de+brasil. mas que até hoje a língua está propícia a mudanças. Historicizando a Língua Portuguesa Abril. o decorrer da evolução do português no nosso país. vimos que ainda hoje não se sabe como os portugueses se comunicavam com outros povos que não chegaram a dominar o português durante séculos. que ocupa uma área de 92. também lusófonos e contribuímos decididamente. Os escravos da África. dois anos mais tarde. localizaremos. Além disso. A língua deste país-continente é o português. do índio e do negro. como tal. pois. já que somos colaboradores diretos e definitivos para fazer do português uma língua com importância internacional. para fazer do português uma língua com importância internacional. O Português do Brasil e no Brasil http://www. já que é um organismo vivo e que. adentrar a esses fatos da história.gif . a mais importante. que o tupi foi vetado em 1557 e que. Vimos. porém no que concerne à cultura. um país povoado por índios e que importou da África uma população de escravos. deram à língua da colônia acréscimos significativos. aqui. O período colonial – da chegada de D.848 milhões de habitantes (dados de 2007). por exemplo. percebe-se que células foram sendo acrescentadas a sua forma geral. No que diz respeito às mudanças históricas. que em relação ao quadro linguístico dos primeiros séculos do Brasil. que juntas. em pleno séc. Manuel de Portugal embora a colonização só tenha se iniciado em 1532. 22 de 1500. Por meio dela. seus conhecimentos sobre a História da Língua Portuguesa do Brasil. linguísticas e sociais que permeiam a origem do português popular do Brasil. Historicamente falando.abcpedia. Somos.595. Com um enorme território de mais de 8 milhões e meio de quilômetros quadrados e uma população de 183. Decorre ainda que citações dessa época baseiam-se em estudos advindos de Serafim Silva Neto. Nota-se aqui a junção do europeu. Pedro Álvares Cabral chega às costas do Brasil e toma posse em nome do rei D. o qual incorporou empréstimos de termos não só das línguas indígenas e africanas mas também de outras diversas línguas.. Discutiremos a importância da Língua Portuguesa do Brasil e no Brasil. por fim. Discutimos. constatamos que diversos povos deram suas contribuições. direcionados à religião e à cozinha afro-brasileiras.44 Fascículo 3 CONCLUSÃO Pudemos conhecer um pouco da história da nossa língua. fato que eleva a autoestima e nos instiga a conhecer mais sobre a história desse idioma tão rico. . e o português foi adotado como idioma oficial da colônia. Os portugueses se instalaram no Brasil. mas iremos nos ater na exposição das ocorrências que nos interessam no que concerne à implantação da língua portuguesa no Brasil. com a atribuição das capitanias hereditárias. a contribuição do português foi. porém vimos que o SAPIR era o sistema verbal usado para conectar os povos. e. que constituem neste período a tríade básica da população brasileira.. os jesuítas foram expulsos. vive em constante evolução.. o Brasil não está em proporção com Portugal. por exemplo. em diversos continentes. cuja primeira edição foi em 1950. Agora é a hora de você participar de uma videoconferência com seus colegas e três professores convidados. O início da colonização é litorânea. XXI. para juntos debatermos esse assunto vital para a construção do seu conhecimento em língua portuguesa.

É o tupi. você verá que o português no Brasil vivenciou um processo de imposição.su ap esq . No século XVIII. uult ac da so e proces como se deu todo ess certeza de que você ho Ten . tão somente. abre-se uma porta para o interior. africana ou mestiça aprendem o português. o Brasil se “relusitanizou” em 1822. em 1759. que coincide com a chegada do Diretório criado pelo marquês de Pombal. quando então o Brasil possui suas duas capitais: primeiro. em 17 de agosto de 1758. embora o manejem com imperfeição. A língua geral foi proibida. restando apenas um certo número de palavras integradas ao vocabulário local a mais alguns topônimos. 45 Atividade | Agora que você já assistiu ao filme e estudou o texto de referência. funções políticas. Os traços específicos do português são citados várias vezes por sua brasilidade.youtube. A língua geral entra em franca decadência com o início do garimpo de ouro e diamantes. A Imposição do Português como Língua Nacional Nesta aula. Vimos também que somos lusófonos. protetores da língua geral. e a língua portuguesa. nessa região. ira ração brasile vai adorar! http://br. Segue. inclusive marcado por data. Temos uma língua travada. a expulsão dos jesuítas. Rio de Janeiro. a todo o Brasil.htm capitanias-hereditarias sil/ 9. As populações de origem indígena. língua costeira.com /wa tch?v=qOrgka-jmQc SAIBA MAIS! bra uis a. Esse é um período nitidamente rural. Em seguida. faça as suas interações e abra uma grande discussão com seus colegas. de início no Pará e no Maranhão. usamos a língua portuguesa como língua materna e também. desde a instalação dos portugueses no nosso país. com seus traços específicos que com o tempo irão adquirir traços definitivos. cujas decisões adotadas. nosso português brasileiro tem seus traços característicos considerados por D. porque os indígenas conservaram seus idiomas particulares. fazendo com que os bandeirantes usassem essas duas línguas em suas expedições.c om /hi sto ria do htt p:/ /w ww . Salvador e. tornouse a língua comum. agora. algumas vilas com média importância que preenchiam. Conhecemos também um pouco da história do Português no Brasil. por isso. até a realidade que se deu com a convivência linguística entre o português e o tupi. do pelo processo de colonização. outro fator determinante foi a exploração do ouro no território do atual estado de Minas Gerais. e por isso. passan- .Fascículo 3 ção da cidade de São Paulo. Assim a convivência linguística entre o português e o tupi foi uma realidade tão forte que os bandeirantes usaram essas duas línguas em suas expedições. colaboramos para a relevância da Língua Portuguesa no mundo. Por sua brasilidade e pelas circunstância sócio-políticas em que o fato ocorreu. Desde o início. Em síntese: “os colonos” portugueses falam português europeu. CONCLUSÃO Pudemos conhecer um pouco mais da nossa Língua Portuguesa no Brasil e a sua importância para o mundo na história e na atualidade. Esse afastamento corrobora a eliminação dessa língua comum. e isso constituía a diferença básica entre a América portuguesa e a América espanhola. Havia. um tupi simplificado e gramaticizado pelos jesuítas. a língua geral. Je- Não havia universidade nem tipografia. estendem-se. Você pode acompanhar o trajeto e o contexto em que tudo ocorreu e observar as contribuições dos jesuítas e da “língua geral” para a formação do nosso léxico. ou seja. adotada como obrigatória. a partir de 1763. Sucesso! SAIBA MAIS! YouTube da alização da história Para melhor contextu r ece nh co rio é necessá língua portuguesa. administrativas – enquanto que papéis culturais e intelectuais eram limitados. Nossos jovens estudavam em Coimbra. você precisa está apto para o aprofundamento por meio da webquest.

: cadeira. Tal fato é bem definido pelos personagens nas peças “O Miserável Enganado”. Cada um de nós. Atividade | Acesse o YOUTUBE! Há várias sinopses de filmes que você pode ver: Caramuru ou Pe. Sigamos adiante. ficou claro que a “língua geral” entrou em decadência assim como todas as implicações advindas deste fato. Abre-se o Brasil ao mundo exterior que irá acelerar o seu progresso material e cultural. e nisto o Padre Navarro nos leva vantagem a todos. livros novos). como a expulsão dos jesuítas e a percepção dos traços típicos do nosso português. para a qual os jesuítas contribuíram de forma eficaz para seu estabelecimento. sàdio. CONCLUSÃO Nesta aula.” Logicamente algumas pessoas aprenderam a língua “geral” de base tupi apenas pelo convívio. aprendizagem que se estendeu às línguas da época – o africano. Pe. além do acento tônico normal. rodrigopaixao. Você adquiriu uma soma de conhecimentos. mi deu.000 portugueses e transferindo para o Rio de Janeiro a capital da monarquia de Bragança.46 Fascículo 3 rônimo Contador de Argote como típico dos dialetos ultramarinos ou arcaico devido a seus traços fonéticos: não fazendo distinção entre as pré-tônicas abertas (ex. Espero de as tirar o melhor que puder com um homem (Diogo Álvares.ge oci tie s. Numa carta datada de 1549. vàdio). apresentam uma vogal pré-tônica aberta (ex. menino) e também falamos com chiados implosivos (mistério. pregar. porque são eles tão brutos que nem vocábulos têm. como ocorre hoje com qualquer pessoa que aprenda uma outra língua apenas por convivência.com escreveu “trabalhamos de saber a língua deles. Você escolhe de acordo com sua preferência. corar) e as fechadas (ex. Manuel da Nóbrega.com/ watch?v=X9XxJJ9-030 .: aquècer. o indígena. càveira. sem sistematizações. Manuel da Nóbrega. desde 1822. Sente-se. por ser gago. embora o Pe.c pombal. pois! O Brasil vivencia um “relusitanizar” com a chegada do príncipe regente ao Brasil em 1822 com 15. Então. ao comparar vários textos. mas escrevemos (me deu. já se constitui uma das riquezas do nosso idioma. ao se debruçar sobre a História da Língua Portuguesa. baseado na língua da personagem quando senhorinho é empregado por você. Também está registrado. não tenha sido bem sucedido em sua aprendizagem e deixou suas inserções nesta área. O “reluzitanizar” se deu em razão da chegada do príncipe regente ao Brasil com toda a sua corte. e isso. que nesta terra se criou de moço. me diga por diga-me e di-lá por de-lá.wordpress. assista e depois contate com dois de seus colegas que assistiram a filmes diferentes e juntos discutam a importância de cada filme e quanto contribuíram para compreensão do assunto dado. ou seja. copiado em 1818. ainda. Trabalhei por tirar em sua língua as orações e algumas práticas de Nosso Senhor e não posso achar língua (intérprete) que m’o saiba dizer. crìadar. còrar.: padeiro. SAIBA MAIS! htt p:/ /br. que dizemos minino. “O Periquito no Ar” ou “O Velho Usurário” de Manoel Rodrigues Maia – comédia registrada e transmitida por um manuscrito da Biblioteca Nacional de Paris. possibilitando que numerosas palavras possuam dois acentos. irá contemplar um universo de formas de abordagens. já que esse leque de leituras nos permite uma gama de conhecimento ímpar.html om /te rra bra sile ira /co nta tos / http://br. quando estivermos mais assentados e seguros e aprender com eles a língua e il-los (sic). Anchieta ou. em si. bèsteiro. o Caramuru). É um período ímpar da história de nosso idioma. veremos sempre que a língua “geral” é uma língua de base tupi. morar). pregar. doutrinando pouco a pouco. fasto.youtube. Temos determinado de ir viver às aldeias.

ou seja. no Annuario do Brasil. A cultura negra foi muito importante para o processo de aculturação da colônia por várias razões. (1995) “A sócio-história do Brasil e a heterogeneidade do português brasileiro: algumas reflexões”). adoração e cerimônias. foi. (Do princípio e origem dos índios do Brasil e de seus costumes. há muitas e várias nações de diferentes línguas. Cálculo recente leva o Prof. alguns desses registros e terá oportunidade de comparar esses textos redigidos a bastante tempo que corroboram esse evento .73. é fácil. (Rosa V. e em uma grande corda do sertão. havia um tipo de convivência mais direta. e elegante.dos cinco milhões em 1500. em que se reuniam populações indígenas sob a direção de religiosos.000 indivíduos no final da colonização. é muito branda. necessitavam de intérpretes por não falar português. de vários grupos linguísticos. ainda que em algumas palavras discrepam e esta é a que entendem os portugueses. lemos em Pero de Magalhães Gândavo.000 no fim do império. cerca de 262. conforme registrado em várias oportunidades. • O caráter mais específico. e suave.. que é geral pela costa. 1939). mas não de maneira que deixem uns aos outros de entender. toda pela costa é uma. na sua maioria. Rio de Janeiro. subjugado e aculturado pelos portugueses que o tomaram como língua tapuia. e a qualquer nação fácil de tomar. p. que constituiu uma divisão étnico-linguística. que pertencia ao conjunto das 76 nações daquela época. calculam-se 800.) Eram tantos os desta casta que parecia impossível poderem-se extinguir.) 47 por Rosa Virgínia Matos e Silva (1995) em seu artigo sócio-histórico. que. Desde a descoberta. Você verá.. porém uma é a principal que compreende algumas dez nações de índios. o que não ocorria com o índio. depois deste continuam a desaparecer porque isso aconteceu com seus falantes -. que falam já outra língua. Aldeia missionária – As missões eram povoados.000 hoje. O Português e as Línguas Africanas No início do séc.M. Havia aqui uma enorme variedade linguística.175 línguas. (in Tratado da terra e da gente do Brasil. XVIII. nossa fala. Os meninos índios do Brasil eram bilíngues. “História da Província de Santa Cruz” Ed. de que nós não temos tanta notícia. 1575: a língua de que usam. Gândavo.de Fernão Cardim até Rosa Virgínea Matos e Silva em seus artigos sócio-históricos. mas duas são básicas: Esse tupi litorâneo. ainda que em certos vocábulos difere n’algumas partes. (Pero M. Companhia Editora Nacional. Anchieta. das quais 85% foram dizimadas no período colonial. e copiosa.Fascículo 3 10. A Enorme Variedade Linguística Nós fomos agraciados com uma enorme variedade linguística que enriquece. Confirmando essa diversidade. Sabe-se que no Brasil se usavam para mais de mil línguas autóctones. e isto até altura de vinte e sete graus. e lhes têm tal medo que despovoam a costa e fogem pelo sertão adentro até trezentas ou quatrocentas léguas. nessa aula. Esta de que trato. a dificuldade está em ter muitas composições. XVIII. talvez 300. o tráfico de escravos aumentou significativamente. (. muito bem definida • Entre o negro e seu senhor. esses fatos são registrados por vários autores em seus trabalhos. em função das diferentes nações indígenas existentes. falantes de cerca de 180 línguas. estes vivem na costa do mar. variados culturalmente e linguisticamente em mais de 1500 povos. São Paulo. 11. Fernão Cardim foi o primeiro a descrever a diversidade de nações e língua: em toda esta província. 1931. e Silva. que parte do pressuposto de que sendo os negros originários de . por seus depoimentos. e a presença negra distribuiu-se pelos grandes latifúndios e pelos centros urbanos. estabelecendo uma dicotomia tupi –tapuia. sobremodo. porém são todos estes de uma só língua. no início da colonização. Aryon Rodrigues (1993:91) a propor 1. “inimigo” em tupi. em várias oportunidades confirma a língua geral de origem tupi que dominou o litoral brasileiro do início da colonização até meados do séc. falavam seu idioma e o português. que daí por diante há outra gentilidade. mas os portugueses tanto os têm combatido que quase todos são mortos.

com witchclubhouse. Fontes: www. Vimos que nossos meninos índios eram muito inteligentes ao assimilarem a língua dos brancos e a Rosa Virgínia Matos (1995). Características Fonético-Fonológicas Quando comparamos os níveis fonéticos e fonológicos de Portugal e do Brasil. Fernão Cardim foi muito feliz em seus registros. o quimbundo ou congolesa do norte ao sul desse país que permanece até os dias atuais com maiores evidências do que nunca. A Língua Portuguesa no Brasil Atividade | Veja que beleza! Esse filme é uma luz a mais que vai guiá-lo durante muito tempo e ajudálo a fixar a importância das línguas africanas para o português. bastante recorrente. em geral. no português de Portugal ou de outras regiões do mundo. assista a esse filme documentário e faça seus registros! Aí você terá o substrato para uma pesquisa sociolinguística. nossas sentenças. percebemos que nosso sistema vocálico é especialmente nosso. É um assunto. variedades do próprio português. O português do Brasil vai mostrar uma riqueza imensa. sempre precisamos voltar a ele. de forma breve.wikipedia. algumas dessas diferenças de ordem fonético-fonológicas quanto ao nível morfossintático e ao nível do léxico. Vejamos. não encontrável. Isso se constitui em um estudo sobre a influência do africano na língua portuguesa – do nagô ou iorubá na Bahia.com Nesta aula.blogspot. dicionários e outros instrumentos reguladores das implantações de idiomas. Chegaram ao Brasil negros de diferentes etnias.org /wiki/Nag%C3%B4 . essa ocorrência se deu ao longo de vários anos nos quais manteve constantes relações com outros idiomas durante todo o período de colonização quando incorporou. Sente-se.Bahia – Brasil figura que o representa assim ... Foi mais um passo. teriam já contactado a língua dos brancos.. já a sintaxe diz da harmonia dada pela ordem em como organizamos nossas falas. gente! 13. . Cachoeira . O português brasileiro possui um conjunto das características que o torna peculiar e que se dá tanto em nível regional como no contexto social e histórico. Nagô. como você verá.. a vogal na posição átona final (como o /a/ de fuga) e a vogal na SAIBA MAIS! http://pt.portalcapoeira. já que era propósito dos portugueses dificultar a unidade desses povos para mantê-los submissos. São questões que tipificam o português falado no Brasil e o torna distinto de outros países. também.a nossa é especial . CONCLUSÃO Viu como é enorme nossa variedade linguística? Tudo está registrado devidamente .influência indígena. 12. Podemos avaliar essa comparação quando é necessário fazer uma distinção entre a vogal tônica (da sílaba com acento de intensidade). que amplia esse conhecimento de forma magistral em seu artigo. tal constatação não nos impede de observar que a língua escrita é factível de similaridade com suas origens dado a questões pertinentes à normatização efetivada em gramáticas. Essas questões transitam pela fonologia . você verá algumas normas a serem observadas por todos os estudiosos da língua portuguesa. fato que induziu os escravos a adotarem a língua portuguesa. e isso contribui para uma diversidade de línguas de partes diferentes da África. A morfologia diz dos aspectos categoriais do nosso idioma. devido às razões apresentadas anteriormente.48 Fascículo 3 colônias portuguesas. A língua portuguesa no Brasil não foi implantada aqui em um único momento.e pelas questões de morfologia e de sintaxe. africana.

/u/ são posteriores. já citadas antes. /ó/ (avó). por exemplo. presente do indicativo. /i/. Características Morfológicas e Sintáticas Sintaticamente. a pronúncia realiza-se com a língua mais alta para /ä/. b) Posição átona final. De forma diferente do Brasil. uma forma peculiar de usar o gerúndio (está escrevendo). esse é mais um assunto inesgotável desse lindo idioma. elas são pronunciadas com um movimento da língua para frente. no que concerne ao funcionamento dos pronomes átonos (me. /i/ (viga). João se levantou tão comum no Brasil. de /falamos/ passado perfeito. de fato. o português apresenta 7 vogais. A noção de verbo que 14. te. Temos questões de ordem sintagmática que permitem sentir a estrutura do português brasileiro e suas diferenças do português lusitano. o Brasil possui uma característica geral no português. /i/ (barbante.Fascículo 3 posição pretônica (como o /a/ de até). distingue-se /falämos/. que as vogais /é/. chegou no Brasil. /é/ (deve). e as vogais /ó/. portanto. porque são muito importantes e basais para um conhecimento de nossa língua. numa pronúncia mais central: /a/. não poderíamos ir adiante. Portugal apresenta e mantém as 8 vogais da posição tônica. /ô/. A característica principal. e /u/. Na língua falada. /ä/. do português do Brasil. o. Questões Sintáticas e Nominais Sem uma visão das questões sintáticas e nominais. e. 49 Posições Ocupadas por Vogais no Brasil a) Posição tônica – no Brasil. CONCLUSÃO Nesta aula. tem três vogais /a/ (casa). Também Portugal apresenta três vogais. assim exemplificadas: /a/ (entrada). Este /ä/ é pronunciado com uma certa elevação da língua. /i/. tendo em vista a continuidade do assunto. São também comum no Brasil expressões com a preposição em. sempre. ocorre aqui. que não é aberto como o /a/. Já /u/ tem as mesmas características fonéticas do /u/ brasileiro. a. . /u/ (menino. combina dois elementos. /ó/. que é marcante do português do Brasil. que em Portugal são com a preposição a. embaixo na boca. pronunciado [meninu] e mesmo [mininu]). ao uso da próclise. temos também. 15.temos 5 vogais: /a/. mas numa posição mais posterior do que o /ê/ do Brasil. /ê/. Usaremos as abreviações SN e V para Sintagma Nominal e Verbo. uma diferença de tonicidade nesses pronomes. Note-se que a vogal /a/ é pronunciada com timbre aberto. /é/. que não é comum em Portugal – dizemos: está na janela. de um nome e tem. nós tivemos a oportunidade de contactar com algumas realidades muito significativas sobre a língua portuguesa no Brasil no âmbito da fonética e iniciamos nossa entrada no perfil morfológico e sintático dessa língua. na boca. elemento linguístico de nível sintático ainda mais baixo. No caso do SN (sintagma nominal). é de ser uma língua de tópico. Isto faz com que toda a colocação de pronomes átonos no Brasil seja bastante diferente da de Portugal. diferentemente do /a/ aberto pronunciado com língua em repouso. um determinante para este nome – exemplo: o menino = menino é o nome → o é o determinante. /ä/. /ë/ e /u/. /ô/. chegou ao Brasil. Temos essa oportunidade nesta aula. Precisamos nos deter nas construções das questões tópicas do português no Brasil para uma melhor compreensão do que. em geral. pronunciadas com um movimento da língua para trás. com a diferença de que o /ê/ passa a /ë/. com certeza. /ë/. diferente do português de Portugal e das demais línguas latinas. Sintagma é um elemento linguístico de nível inferior ao da frase e que possui. na sua forma. etc) tende. pelo menos. /ê/ (medo). Tudo isso é só o início. pelo menos. c) Posição pretônica . lhe. e o menino é o SN.está à janela. o que não ocorre no português lusitano. de modo geral. virá a atividade. geralmente. Em Portugal temos . No Brasil. Após o 15º tópico. conduz a um outro ritmo da frasal. e o som é fechado ë/ é pronunciado fechado. pronunciado [barbãti]). /ô/. Portugal abriga além desses sons vocálicos. e /u/. se. com a língua em repouso embaixo. Essa característica sintática tem a ver com o fato de que as diferenças fonético-fonológicas. /ê/. /i/ são anteriores. este se constitui. /u/ (urubu). /ô/ (avô). que. um /ä/.

. por vários linguistas em suas buscas. em outras palavras. esta estrutura da frase articula-se a um modo de funcionamento semântico-enunciativo. verbal é a mesma. normalmente. a partir daí. Esta característica explica. Aqui João é o tópico. c. só há frase como: Não se usa mais saia. ele diz: o André. ou para estabelecer um contraste. Na frase a. Assim a nossa estrutura do português brasileiro é [SN V] diferente de Portugal e demais línguas latinas em geral. é mais bonito. por exemplo: eu tinha uma empregada que ela respondia ao telefone e dizia. É comum no Brasil frases como Encontrei ele ontem. outros diriam semântico-pragmático. Na frase b. não aparece já que a terminação verbal é a mesma entre a primeira e a terceira pessoa do verbo ou ainda como recurso para estabelecer um contraste. Aqui. Aqui o colchete separa o que se apresenta.). Em contrapartida. de modo consistente. b. o se como forma de indeterminar: É impossível se achar lugar aqui. Aqui há o que chamamos de marca de concordância – já que a terminação Isso nos reporta ao fato de sermos uma língua de tópico. cuja estrutura frasal obedece ao cânone SN [ V ( SN ). preferencialmente temos um sujeito nulo em Portugal. João referencia alguém. ele como objeto Não existe em Portugal esta construção. Para Galves. eu conheci ele no trem. aprofundando-se. aparece. Características do Léxico As diferenças entre o português do Brasil e de Portugal são estudadas desde o início do século XIX com Marquês de Pedra Branca. (eu tinha uma empregada que respondia ao telefone e dizia. Em Portugal haveria apenas: É impossível achar lugar aqui. aquilo sobre o que se vai dizer algo é diretamente o sujeito da frase. depois tem-se como sujeito o pronome ele. o que corresponde a um sujeito oculto no Brasil. a palavra João refere-se a alguém (João) e predica-se dele algo. O uso do pronome se e seu funcionamento é contemplado em vários momentos. não usa mais saia. esse rapaz aí que eu encontrei ele no trem. Nestas frases.. de quem eu gosto. que eu gosto dele. Diferentemente. Em Portugal. e também a presença do pronome lembrete instalada aqui desde 1880. por sua vez. ele como sujeito No Brasil. fez o trabalho. esse rapaz. é mais bonito. onde aparece preferencialmente o sujeito nulo e onde o ele aparece quando é necessário marcar a concordância. concluímos que. como o que se diz do primeiro SN. São diferenças pertinentes ao significado e sentido de palavras que tornaram ou foram incorporadas ao português .. na primeira frase. segundo alguns autores – importantes aspectos próprios do português brasileiro. João referencia uma pessoa e é também o sujeito da frase. Em Portugal. a construção comum é: André. ele fez o trabalho. b. esta diferença diz respeito a que no português do Brasil o ele aparece preferencialmente ao sujeito nulo (que na escola conhecemos como sujeito oculto). Esse uso do pronome Ele está ligado ao crescimento no português do Brasil.. do uso daquilo que chamamos de relativa cortadora. diferentemente do português de Portugal. conforme afirmam estudos de vários linguistas. Considere com atenção estas duas frases para entender melhor como funciona a estrutura sintática do português: a. 16. Nessa frase. então. dizemos.. pois. a um aspecto de natureza semântica fundamental e da forma como faz referência a quem se fala. no Brasil. em frase com infinitivo. do português no Brasil – uma questão a ser estudada no multilinguismo brasileiro. ele como objeto de preposição No Brasil. que retoma e anaforiza João. João. ele é complemento da frase. cuja diferença na estrutura frasal está também ligada a uma estrutura sintática diferente. fez o trabalho. já que a terminação verbal é a mesma entre a primeira e a terceira pessoa. que está ligada.: Nos nossos dias. Acrescentemos mais algumas características que diferenciam o português do Brasil do português de Portugal: a.50 Fascículo 3 nos interessa aqui é a que conhecemos usualmente. do qual se predica algo. diferentemente de Portugal onde esta construção. João fez o trabalho. aquilo sobre o que se vai dizer algo. O se pode não aparecer nas formas finitas – ex.

Pesquise sobre as contribuições na formação do léxico português.Fascículo 3 das línguas indígenas e africanas com as quais o português esteve e está em relação sempre. Estrutura da língua portuguesa. 1975. abará. em geral. etc. Autor desconhecido. guri. caatinga. vatapá.br/~pead /tema05/imposicaoportugues. São. gente! Por outro lado. ed. reiteramos que o português brasileiro apresenta um conjunto de características tão peculiares que o tornam objeto de pesquisa de vários estudiosos. Terminamos este fascículo. palavras que designam elementos do candomblé. GLOSSÁRIO Sabir .org/wiki/Portugu%C3%AAs_ brasileiro 23/11/2008 CÂMARA JR. banguê. da cozinha de influência africana. assim como. em geral. também. há.wikipedia. capivara.: cf. que. em seus estudos. moleque. orixá. Bueno (1946. no Brasil. senzala. Grandes listas de palavras dessas línguas que se incorporaram ao português podem ser encontradas em diversos livros de linguística histórica do português como Silva Neto (1950). html . ufrj. buriti. alguns exemplos: PORTUGAL comboio autocarro eléctrico hospedeira caneta de tinta permanente corta-papeles fato metro BRASIL trem ônibus bonde aeromoça caneta-tinteiro pátula terno metrô 51 CONCLUSÃO Nesta aula. desenvolvimento. conclusão e referências. que possui uma gramática simplificada. originada do atendimento a necessidades fundamentais de comunicação. Tijuca. piranha. História e Estrutura da Língua Portuguesa. e mesmo outros de aspecto mais geral. nada mais justo do que trabalharmos agora sobre o léxico. mocambo. 5. do universo das plantações de cana. J.. abacaxi. A nossa língua apresenta características que a diferem do português de qualquer outra nação que fale a mesma língua. das questões morfológicas e sintáticas. São. possua características pecualiares. um conjunto importante de palavras de origem indígena. Disponível em: http://acd. ______. maxixe. molambo. curió. Exemplos de palavras de origem africana: caçula. cupim. M. comumente o tupi.wikipedia. da fauna.22/11/2008. mingau. Disponívrl em: http:// pt. Rio de Janeiro: Vozes. caju. palavras relativas à designação da flora. cuja nomenclatura explicita muito bem o português que falamos. Prepare agora um trabalho científico para nota: introdução. sucuri.org/wiki/Portugu%C3%AAs_ brasileiro – 20/11/2008 Autor desconhecido. Rio de Janeiro: Padrão. você percebeu como questões sintáticas e nominais precisam ser conhecidas por todos que desejam saber mais acerca do nosso idioma e domínio sobre as construções canônicas de nossas orações. Por fim.qualquer língua mista. do universo de vida dos escravos. de origem africana. em seus estudos sintagmáticos e nos referidos determinantes – viabiliza um conhecer amplo que envolve várias classes gramaticais. . assim como de lugares. advindas das línguas indígenas e africanas que vieram enriquecer o português do Brasil. desde que observado sob essa perspectiva. que este idioma constitui-se de uma língua de tópicos – diferentemente do português lusófono e das demais línguas latinas. de alimentos. Atividade | Após o estudo dos sons. samba. 1950) e Coutinho (1936). cafuné. fato explicado por Galvez também. carnaúba. acarajé. Paul Teyssier (1997) cita. urubu. 1985. o que não é de estranhar que nosso léxico. mandacaru. crioulo epidgin REFERÊNCIAS Autor desconhecido. os exemplos são também tirados de Teyssier (idem). moqueca. Exemplos de palavras de origem indígena: capim. Obs. Disponível em: http:// pt. curumim.

Origens do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola. Anthony Julius. 2007. 1998. 1996. A língua brasileira.bvs. 2001. História da Língua Portuguesa. Estruturas Morfológicas – Unidades e hierarquias nas palavras do português. Petrópolis. DUBOIS. bvs. Eduardo. Paul.br/scielo. Braga: Dinalivro / Fundação Calouste Gulbenkian. A África no Brasil: a formação da Língua portuguesa. São Paulo: Cultrix. Dicionário de Linguística. ORLANDI. Dicionário de linguística e gramática. Vozes. Maria Marta Pereira. A. FIORIN.php?pid=S0009672520050002 00015&script=sci_arttext – 24/11/2008.br/scielo. SCHERRE. Jean el ali. Tradução: Celso Cunha. 2000. TEYSSIER. NARO. . 2. José Luís. 2008. ed.______. Disponível em: http://cienciaecultura. POTTER Margarida. Eni P . Disponível em: http://cienciaecultura. A língua portuguesa no Brasil. GUIMARÃES. São Paulo: Contexto.php? pid=S0009-67252005000200016&script= sci_arttext&tlng=pt 24/11/2008 VILLALVA. São Paulo: Martins Fontes.

Observar por meio de leituras do dia-a-dia e do contato com as pessoas ao seu redor o quanto de “brasileirismos” se constitui a nossa riqueza linguística que pode ser avaliada por meio dos vários troncos linguísticos indígenas que existem e como os contatos se realizavam. o português.a Francisca Núbia Bezerra e Silva Carga Horária | 15 horas Objetivos Específicos Identificar. como já vimos. via Romantismo. em substância. no valor e no teor da contribuição do Tupi para o léxico português. modificado na pronúncia. tendo em vista que os dois conviveram juntos por muito tempo. 1. que se estendeu até o ano de 1870. Souza Oliveira diz que a nossa língua nacional é. por um longo tempo. enriquecendo nosso patrimônio vocabular. Ampliar seus conhecimentos sobre a riqueza vernacular do português brasileiro. com as variedades dialetais e entrar em contacto com alguns dados sobre as diferenças lexicais existentes entre o português do Brasil e de Portugal por meio de dados sociolinguísticos do Brasil. que as mulheres e os filhos se criam mística e domesticamente. Contribuição do Tupi para o Léxico Português Falaremos sobre a contribuição do tupi para o Português. . os bandeirantes usaram o tupi em 1694: “as famílias dos portugueses e índios em São Paulo estão ligadas hoje umas às outras. a grandeza das muitas nações indígenas que se perpetuam por meio dos séculos. e a língua que nas ditas famílias se fala é a dos índios. e a portuguesa a vão os meninos aprender à escola”. na nossa história. Antônio Vieira. O português e o tupi conviveram. Também discutiremos sobre as contribuições dos africanos para o nosso vocabulário e ainda sobre a imposição da Língua Portuguesa.Fascículo 4 53 Contributos do Tupi-Guarani e sua Influência no Vernáculo Português Eixo Temático | A Leitura no Contexto Universitário Prof. mas copiosamente opulenta no léxico pelas contribuições indígenas e africanas e pelos produtos da criação interna. com leves e pouco numerosas alterações sintáticas. essas são constatações de Pe.

após a Independência. quati. recebe críticas severas do escritor português Pinheiro Chagas e de outros censores que o acusam de escrever numa língua incorreta. saracura. Dado que os africanos que aqui chegaram pertenceram às mais variadas etnias. Iracema. cipó. Elas giram também em torno de palavras relacionadas à fauna (como. na toponímia tipicamente brasileira – Aracaju. http://br. fato que seria objeto de preocupação particular entre escritores e filólogos. e.com/ watch?v=qVLKaXR4sA4 Após essa querela. isso é cabalmente demonstrado quando da análise de certas palavras usadas no dia-a-dia.com/ watch?v=YHeEsNT8vcg http://br. sem esquecer o harmonioso sabiá e as personagens espectrais e inquietantes: http://www. posteriormente foram introduzidas aqui pelos portugueses. Ubirajara. molambo. autêntica e viva do português.youtube. a maioria de suas palavras se realizam no âmbito da fauna: araponga.: orixá) ou a cozinha afro-brasileira (ex. abará. as questões pertinentes ao idioma entram num período de calmaria que se estende aos demais escritores. 2 “ Iracema”. porque. registrada no Diário de Cristóvão Colombo (1492) – ñame e sob a forma portuguesa na carta do descobrimento do Brasil ao rei D.gif http://www. cafuné. por meio do fórum temático. sucuri. Veja o caso de INHAME. fenômenos como: arapuca. capivara. O nosso vocabulário português é considerável. arara. O iorubá constitui a base de um vocabulário próprio da Bahia. ipê. pensamento esse compartilhado pelas novas nações americanas.jpg vocabulário mais geral. reivindica o direito à originalidade e recusa o purismo mesquinho e estéril. jacaré. O saci e a caipora O tupi também alcança as locuções familiares: andar na pindaíba. e. gambá. sem uma língua original. carnaúba. No que concerne ao tupi. Conferimos que também podemos encontrar influências do tupi em expressões. ao que ele responde: que sem jamais querer distanciar-se do português europeu. mandioca. piracema. sempre integrado à língua comum (ex. urubu. Manoel. O quimbundo nos deu um Atividade | Para melhor compreender a linguagem de José de Alencar no seu livro Iracema. cair na arataca. José de Alencar. guabiroba.: caçula.com/ vivabrazil/images/caipor13. moleque. muitos brasileiros acreditaram ser impossível haver uma nação original com cultura e com literatura própria. a razão para seu vocabulário ser tão diversificado. aí. cipó. tais como “andar na pindaíba” e “estar de . Vimos que as contribuições do tupi para o Português são muitas.net/ folclore/regioes/3contos/saci. na antroponímia: Araci. por exemplo. A questão da língua não se constitui apenas de controvérsia gramatical. urubu. carnaúba.youtube. tamanduá. arara. estar de tocaia. curió. ao publicar Iracema em 1865. capivara. Jurema. saci etc. fazer um comentário sobre a resposta dada pelo referido autor. Temos ainda alimentos. moleque. curupira jacá. Guacira. caipira. sugerimos assistir aos FILMES: 1. que a língua portuguesa se impõe. jabuticaba. antes é um problema nacional da mais alta importância e significação. Já o vocabulário brasileiro de origem africana apresenta uma complexidade quando certas palavras entraram no português de Portugal. Jandira etc. em especial o de Aurélio Buarque de Holanda e de Antônio Houssais em suas últimas edições. sem transitar pelo Brasil. lambari. abacaxi. curiango. mais exatamente. Tijuca. sapé. Peri. piranha. E é via escritores brasileiros. mandioca). jacarandá etc.terrabrasileira. palavra africana. Mas duas línguas africanas se sobressaem particularmente: o IORUBÁ (língua atual da Nigéria) e o QUIMBUNDO (falado em Angola). comentar com seus colegas.: vatapá. caninana. tamanduá. capivara) e à flora (como por exemplo.vivabrazil. relativo às cerimônias do candomblé (ex. pororoca. sagui. tatu. sucuri. utensílios. mostra a sua necessidade de encontrar uma expressão nova.54 Fascículo 4 A densidade demográfica e a diversidade cultural exerceram e exercem uma influência muito grande na formação da língua portuguesa. na flora: abacaxi. crenças. tatu. carioca. via o Romantismo que no Brasil se estende até 1870. jabuticaba. acará. acarajé). Todos fazem a velha língua geral sobreviver. Guanabara. Verificamos. certos dicionários explicam e registram esse fato.

cafuné. Entretanto. agregando à língua comum (caçula. Já em relação ao vocabulário brasileiro de origem africana. em especial. Ubirajara). proibindo o uso da língua geral. passa a ser falada pelos bandeirantes no século XVII. Txapakura. A língua geral era assim uma língua franca. Mura. entretanto. sobre os tupinismos .wikipedia. Essa foi a primeira influência que a língua portuguesa recebeu no Brasil e que deixou fortes marcas no vocabulário popular falado atualmente no país. babaçu ( palmeira grande). estima-se que eram faladas cerca de 1. acará) e o quimbundo. Pará). que o nível de comunicação desses grupos seja melhor. Katukina. ouve-se tal idioma em locais em que esses índios jamais estiveram. Tijuca) e em antroponímia (Iracema. antes de os portugueses aqui aportarem. segundo alguns autores. que eram fontes do contato entre os índios de diferentes tribos. Pudemos conhecer também que foi por meio do Romantismo que a língua portuguesa se impôs. Línguas Indígenas. temos o sufixo –açu (grande).html • A Língua Geral Paulista: originária da língua O Marquês de Pombal instituiu o português como a língua oficial do Brasil. Cabe-nos acrescer que. mandiguaçu (peixe grande). carioca. -guacu (grande) e –mirim (pequeno) nas palavras arapaçu (pássaro de bico grande). 55 Falando Sobre os Tupinismos SAIBA MAIS! org /w htt p:/ /pt . Nambikwara e Guaikuru. Jurema. E ainda debateremos sobre as primeiras influências que a língua portuguesa recebeu no Brasil. é o caso dos Karib. vimos que duas línguas se sobressaem nesse sentido: o iorubá. sufixos verdadeiros. Tukano. como –rana (parecido com) e –oara (valor gentílico). abará.geocities. Peri. nas palavras BIBIRANA (planta da família das anonáceas). http://br. Como exemplos. em nada. abatimirim (arroz moído) ou mesa-mirim (mesa pequena). o qual nos deu um vocabulário mais geral. relativo às cerimônias do candomblé (orixá) ou à cozinha afro-brasileira (vatapá. • O Nheengatu (ie’engatú = “língua boa”) é uma língua tupi-guarani falada no Brasil e países li- . A maioria da população falava a língua em geral. oriundos de empréstimos tomados ao tupi. dos índios Tupi de São Vicente e do alto rio Tietê. Essas línguas passaram por um agrupamento em famílias e foram classificadas como pertencentes aos troncos Tupi. influenciando o modo de falar dos brasileiros.org/ iki /L% C3 %A Dn gu a_ Chamamos de “brasileirismos” as palavras que derivam diretamente do tupi ou que foram influenciadas . Língua Tupi Falaremos sobre a Língua Tupi e. iorub%C3%A1 http://pt. Dessa forma. moleque).500 línguas diferentes neste território que veio a ser o Brasil. Yanomami. Existem. Guanabara. já que não alteram. Pano. algumas dessas famílias não puderam passar por esses agrupamentos. Era a língua do contato entre índios de diferentes tribos. A língua geral possuía duas variantes: wiki/Quimbundo 2. Maku. O fato de duas sociedades indígenas falarem línguas pertencentes a mesma família não implica. brancarana (mulata clara) ou paroara (natural do Pará e marajoara (natural da Ilha de Marajó.Fascículo 4 tocaia”. em toponímia brasileira (Aracaju. como ocorre com alguns sufixos que.com/terrabrasileira/contatos/pombal. entre índios e portugueses e seus descendentes. a constituição morfológica e fonética da palavra a que se ligam.traços linguísticos do português do Brasil. subsidiada por um discurso no qual a língua teria encontrado a sua autenticidade e a sua originalidade. necessariamente. Macro-Jê e Aruaque.wi kip ed ia. funcionam mais como adjetivos do que como sufixos.

Dialetos do Português Brasileiro CONCLUSÃO Constatamos que. SAIBA MAIS! YouTube .wikipedia. Esses sons diferentes.wikipedia. não nos afastam de outros países com o mesmo idioma.youtube. comprometer a inteligibilidade dos locutores desses dialetos diferentes.com /watch?v=PjhHip8NUbs no que “Brasil Caipira” m retratado no FILME SAIBA MAIS! /wiki/Tupi http://pt.com/watch?v=5Xz9pfxErQE Existe uma variedade considerável de dialetos na língua portuguesa. de acordo com o que discutimos.org Datam do século XX os estudos realizados por Lei te de Vasconcelos sobre os dialetos do Português europeu.org A1 /wiki/Tupinamb%C3% http://pt. como você poderá perceber. Muitos desses dialetos apresentam significativas diferenças lexicais que os distanciam do português patrão do Brasil e de Portugal. Assim. http://br. Longe disso.youtube. Analisando a quantidade de dialetos existentes. era a língua de relação entre os índios de diferentes tribos e entre índios e portugueses.org ua_ Ge ral _ ng rg/ wik i/L %C 3% AD htt p:/ /pt . vejamos o caipira paulista é tão be de Darcy Ribeiro. às bandeiras e aos tropeiros e viaje com eles pelo Brasil. O português santomense tem muito em comum com o português do Brasil. O Nheengatu é uma língua de comércio que foi desenvolvida ou como que compilada pelos jesuítas portugueses nos séculos XVII e XVIII. tendo como fundamentos o vocabulário e a pronúncia tupinambá e como referência a gramática da língua portuguesa. essa é a oportunidade que você tem agora de adentrar ao mundo indígena documentado por Darcy Ribeiro. suas origens e os dialetos já desaparecidos. entretanto. http://br.o Paulista /wiki/Nheengatu http://pt.). escrevendo etc. Você verá agora uma questão bastante significativa no contexto do Português Brasileiro: a variedade considerável de dialetos que enriquecem nosso idioma. aguça nossa curiosidade. cerca de 1. decorremos que a língua geral foi a primeira influência que a língua portuguesa recebeu no Brasil e que ela possuía duas vertentes: a língua geral paulista (a qual passou a ser falada pelos bandeirantes no Século XVII) e o Nheengatu (uma língua de comércio que foi desenvolvida ou como que compilada pelos jesuítas portugueses nos séculos XVII e XVIII). tendo sido o vocabulário enriquecido com palavras do português e do castelhano. Atividade | ATENÇÃO! Para conhecer um povo.500 línguas diferentes eram faladas nessas terras. é preciso conhecer a sua cultura e a sua língua.org aruaques /wiki/L%C3%ADnguas_ http://pt. que. podendo esses sons dialetais ser encontrados nos dialetos do Brasil. Junte-se às entradas.Brasil Caipira Por exemplo. mas a maioria da população falava em língua geral. no sentido de sabermos como se constituem esses dialetos. 3.wikipedia. Agora. ou quase desaparecidos. sem. antes de os portugueses ancorarem aqui no Brasil.wi kip ed ia.wikipedia.56 Fascículo 4 mítrofes.g falando. é sua hora de fazer um relato escrito da trajetória do filme e aproveite para investigar as contribuições do TUPI ao léxico Português.wikipedia. chegamos ao consenso de que o portu- .org /wiki/Macro-J%C3%AA http://pt. já os dialetos “meridionais” aproximam-se muito com o falar brasileiro pelo uso comum que fazem do gerúndio (e.

Caipira .Minas Gerais (a cidade de Belo Horizonte possui um jeito de falar próprio) 8. O dialeto preferido por Portugal e que deu origem à norma-padrão é o de Lisboa. assim a classificação do filósofo Antenor Nascentes e de alguns outros. e a primeira célula do português brasileiro surge em Minas Gerais.também é falado em algumas cidades de Santa Catarina e São Paulo que fazem divisa com o Paraná. Os paulistas tomaram várias direções.a cidade desenvolveu uma maneira própria de falar. Nordestino (ouvir) . Pernambuco e Piauí possuem diferenças linguísticas entre a capital e o interior) 9. mas temos dialetos estabelecidos. apesar de o dialeto ter evoluído por causa da imigração forte em Mato Grosso. mais falado na região da cidade de São Paulo. por meio do comércio e de todas as outras formas usuais àquele período. Nortista . dignos de credibilidade. Em 1806. “Brasiliense” .região da Bahia Carioca . também chamado de Coimbra. o norte catarinense e o vale do Itajaí falam um dialeto com influências alemãs. reconhecido por linguistas do porte de Amadeu Amaral. mas não é falado no resto dessa região. Em direção ao Vale do Paraíba. com tal prestígio que alterou a língua local. apenas Goiás permaneceu com esse dialeto 13.estados do nordeste brasileiro (alguns estados como Ceará. Os cariocas começaram a falar “chiando” como os portugueses falavam então. o oeste e a serra catarinense sofrem influência do gaúcho. semelhante ao nordestino. 2.Paraná . 5. exemplificando algumas cidades como Campinas e algumas da RMC. João VI chegou com cerca de 16 mil portugueses. O estado de Tocantins tem um falar próprio. sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro Cearense . Paranaense . bandeiras e tropeiros. no estado do Rio de Janeiro.Cidade de Florianópolis (próximo ao açoriano) 15.Rio de Janeiro (Capital) Fluminense (ouvir) . Esse fato é fácil de constatar quando se observam os mapas que retratam os movimentos de entradas. o português paulista chegou até Macaé. 3. índios e europeus que criaram um jeito de pronunciar tão interessante que se espalhou pelo país. 6. pois tem grande influência no Paraná 11.estados de Goiás e Mato Grosso. há ainda um pequeno dialeto no litoral catarinense. difundido na mídia pelas populações do Rio de Janeiro e de São Paulo. “Manezinho da Ilha” . isso mudou. e em partes do Rio Grande do Sul. e o sul catarinense (mais precisamente em Criciúma) possui um falar bem parecido com o Italiano. Afinal. chegando a ser quase incompreendível em algumas regiões 14. para MG.parte do interior do estado de São Paulo e de Goiás. escravos. como você. O dialeto culto é o mais falado no Brasil. é uma boa caminhada que leva ao aprofundamento de um saber essencial para todos que desejam.Cidade de Brasília . inclusive da Língua Portuguesa. vindo da Corte. um modo diferente de se falar. SP e Goiás. 4. parte do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. e nenhum pode ser considerado melhor ou mais correto que o outro. no período de exploração de pedras preciosas por bandeirantes paulistas. to Alegre possui um jeito de falar próprio) 7. que percorrem variadas direções para o Sul. 10. ser bem sucedido na cultura dialetal que faz parte da nossa cultura. Entretanto.Fascículo 4 guês possui apenas dois dialetos: o europeu e o brasileiro. dão-nos o aporte necessário. graças às várias ondas de migração. diferentemente do Caipira que é bem intenso no município de Piracicaba e do Paulistano. tais como: o dialeto caipira. Obs: Algumas regiões do interior do estado de São Paulo tem um modo próprio de falar. Tudo isso era parte integrante da Capitania de São Paulo. Mineiro . próximo ao açoriano). por ser falado na Universidade de Coimbra. Paulistano .cidade de São Paulo 12.Rio Grande do Sul (a cidade de Por- CONCLUSÃO Acabamos de cruzar o Brasil com os vários movimentos que fazem parte da nossa história. quando D. Sertanejo . Sulista . parte do norte do Paraná. O português paulista no século XVI não foi levado ao Nordeste nem ao Norte do Brasil. a maioria dos dialetos não possuem muitos estudos registrados. .Estados do Paraná e Santa Catarina (a cidade de Curitiba tem um falar próprio.Estado do Rio de Janeiro (a cidade do Rio de Janeiro tem um falar próprio) Gaúcho .estados da bacia do Amazonas. 57 1. Não é muito precisa a divisão dialetal brasileira.Ceará Baiano . ambos inteligíveis.

jpg Aspectos Inovadores A desaparição entre timbre aberto e fechado nas vogais tônicas a. e e o seguidas de consoante nasal (ex: “vênia” vs. versus a construção estar + a + infinitivo dominante no português europeu. em vez de [ʃ] e [ʒ] como em Portugal. têm aspectos conservadores. temos: Domina no Brasil. Aspectos Conservadores Na maior parte do Brasil. daqueles usados no português europeu. Dizendo: “Me diga uma coisa” (Brasil). os –s e –z em final de palavra diante de consoantes surdas são realizados como [s] (como em “atrás” ou “uma vez”) ou como O Sistema Fonético Vocálico Os fonemas usados no português do Brasil diferem. “Pode dizer-me” (Portugal). “António”).wordpress. perpetuando “mais uma vez a pronúncia de Portugal antes das grandes mutações fonéticas do século XVIII”. há uma diferença entre a colocação dos pronomes oblíquos átonos. Assim. mas também têm aspectos inovadores. Você ficará encantado com a riqueza desses falares.brasilescola. a pronúncia do “e” tônico como [e]. o uso do gerúndio. “o meu computador”). pronunciado /a/ no Brasil e /ɐ/ em Portugal). quase sempre. “Pode me dizer” (Brasil) vs. em palavras como “espelho” ou “vejo” [5]. A próclise e a ênclise são sempre usadas. certas inovações fonéticas ocorridas no português europeu. versus a pronúncia [ɐj]. há flexibilidade de uso (ex: “meu computador” vs.htm /historiab/entradas-band com http://www. O uso do pronome possessivo precedido de artigo é bem típico de Portugal e.org/ iki/Meridional g/w http://pt. entretanto. “Antônio” vs.58 Fascículo 4 Atividade | Fique Atento! Faça uma pesquisa que contemple os falares das regiões citadas. falam igual ao Brasil (ex: “estou escrevendo” vs. o mesmo fenômeno verifica-se nas vogais das sílabas pretônicas (ex: o primeiro “a” de cadeira. vs. nas classes populares do Sul de Portugal. Vamos adiante! O português brasileiro segue as características do português europeu do Centro Sul. no século XIX foram ignoradas no Brasil: manteve-se a pronúncia [ej] em ditongos como do “ei” em “primeiro”. pronunciado [ãnimaw]. [z] diante de consoante sonora (“desde”). Vogais átonas permanecem abertas. já que na escrita obedece às mesmas regras.wikipedia. quase nunca. “vénia”. Agora que tal descobrir essas diferenças? Não são tão fortes que comprometam nosso entendimento. “estou a escrever”). “Tudo vale a pena. ou seja. se a alma não é pequena”. das ilhas da Madeira e Açores. como em “animal”.files. Apenas na fala. SAIBA MAIS! wiki/Santomense http://pt. Observando as inovações fonéticas e conservadoras brasileiras. “Digame uma coisa” (Portugal). a mesma palavra tem notação fonética .org/w 4. A vocalização do “l” velar. versus [ɐ]. como já disse o célebre poeta Fernando Pessoa. Sinta como é fácil lidar com as diferenças lusófonas.com/2008/ 01/zzz-mapa-escudo-portugal1. iki/Tropeiro http://pt. algumas vezes. Diferenças entre o Português do Brasil e o de Portugal http://verblogando.or eiras. Morfologia e Sintaxe Passamos pela assumida presença dialetal no nosso idioma. Entretanto. no Brasil.wikipedia. E em questão apenas de sonoridade.wiktionary. já a mesóclise.

provas evidenciais da influência tupi ou dos africanistas por influência dos escravos..Fascículo 4 diferente aqui o que torna diferente dos outros países lusófonos.sapo.co ugal_e_espanha/ mediterraneo2008/port pdf suldeportugal_madeira. *amaro por amaram): ocorre o mesmo em alguns falares do Norte de Portugal. É bom que. g. g.br /af ric ano /te htt p:/ /w ww. etc.co ugal_e_espanha/ mediterraneo2008/port pdf suldeportugal_madeira. dentro dessas línguas. em francês. rrit ori o_ a. • queda ou vocalização do l final (e.org/wiki/Baix http://pt. SAIBA MAIS! m. *muier por mulher ou *trabaio por trabalho): no francês.wikipedia.html m. italiano central e meridional. g. Tal fato é contestado por alguns autores que preferem olhar essas mudanças fonéticas sob a ótica do desenvolvimento ou da realização de tendências latentes. em espanhol. dezenove consoantes e duas semivogais.cv 59 O Sistema Fonético Consonantal saber. Fenômenos Fonológicos Do Português Brasileiro Temos fenômenos fonológicos não ocorridos na variedade europeia.cv Consoantes e duas semivogais..org dit&redlink=1 C3%ADsmo&action=e /wiki/Ger%C3%BAndio http://pt. vários dialetos que compartilham as mesmas peculiaridades básicos no que concerne à fonologia. provençal.wikipedia. descubramos que existe.org • ensurdecimento e queda do r final: ocorre. em Portugal. . • redução de nd a n nos gerúndios (e.org l /wiki/Norte_de_Portuga http://pt. Temos 34 fonemas no português brasileiro. m.c om . São fenômenos tupinólogos.wikiped (prov%C3%ADncia) /wiki/Alto_Minho http://pt. • terminação verbal átona desnasalizada (e.sapo. como o do Baixo Minho.br/tabela/europa_ http://www.org _Minho_ o ia.co http://www.br/africano/ a. g. • alguns casos de epêntese (e.org l /wiki/Norte_de_Portuga http://pt. aragonês.wikipedia. *fulô por flor ou *quelaro por claro): aparecem na evolução do latim nas diversas línguas românicas. em dialetos crioulos portugueses. embrionárias ou incipientes na “língua-tronco”. Vamos ver as vogais: saber.gi raf am ani portugal. O português brasileiro utiliza 34 . • ieísmo (e.girafamani l territorio_portugal.wikipedia.lusanova. no galego.php?title=Ie% http://pt. *finaw em vez também.br/tabela/europa_ http://www.htm /w/index. andaluz.wikipedia. *andano em vez de andando): efetuou-se no catalão antigo. sendo treze vogais. g..wikipedia.lusanova. quando nos aprofundarmos no estudo do português brasileiro e do europeu. portanto tais fenômenos são factíveis nas línguas neolatinas.org /wiki/Ep%C3%AAntese http://pt.

objetivando entender até que ponto os processos. escreva-os em português brasileiro. Nota: o asterisco (*) marca as palavras ortograficamente incorretas. também. como Angola. adentrar em vários outros mundos. com usuários da nossa língua. por exemplo. nativos e demais descendentes tiveram a predominação linguística de base tupi. inclusive por se tratar de um idioma que abriga uma imensa riqueza advinda de outros povos e que nos concede. Os africanos que aqui chegaram nem todos falavam línguas inteligíveis. no século XVIII. sociais e geolinguísticos. o que contribuiu para que o português passasse por “ drásticas alterações. e é a língua de cerca de 230 milhões de pessoas neste planeta que perpassa. na língua falada sem preocupações ou em como será escrita. bastante diferente da colonização de outros países. Você terá assunto para conversar com seus colegas por muito tempo. em termos culturais. por seu valor e força. por todas as razões e motivos. Dados Sociolinguísticos O Brasil é o maior país usuário da língua portuguesa no mundo. Ele abriga uma enorme riqueza quando permite a criatividade e comparações com outros idiomas e. vibrante. Até o século XVIII. poderoso. Assim. porque é. Atividade | Pesquise três textos com o português de Portugal e. a partir do século XIX. é o veículo linguístico de comunicação CONCLUSÃO Você viu que as diferenças. muito mais nos unem? Isso é muito bom e torna um idioma forte. Os dados sócio-linguísticos mostram isso desde a nossa colonização. em seguida. por meio do FÓRUM TEMÁTICO. sua colaboração ao lidar com esses dados e assimilar essas verdades torna tudo isso factível. no Norte de Portugal. O Português Vernacular do Brasil “Olha que coisa mais linda e mais cheia de graça” é esse assunto: O Português Vernacular do Brasil – o PVB. . Do quantitativo de 150 línguas ameríndias que sobreviveram. já que a corte portuguesa aqui se fixou em 1808. desde os primeiros momentos da colonização. penetre nesse mundo do PVB e amplie seu vocabulário mais ainda. os fatores que influenciam a formação do português brasileiro. Alteraria essa situação a chegada de um número de escravos africanos a partir do século XVI e de portugueses. quando da descoberta de ouro em Minas Gerais. levaram à formação vernacular que chega até nossos dias. e com a abolição da escravatura em 1888. Aplausos para sua nova conscientização! Este fascículo pretende viabilizar a melhor interação possível entre você e o vernáculo brasileiro. utilizavam a língua geral. era a situação de monolinguismo maioritário. exatamente. Não houve oposição dos nativos a essa colonização. como sabemos. a maioria populacional. constituindo. longe de nos separar. sejam quais forem. Faça uma interação de correção entre você e seus colegas. quatro continentes e que aqui se fixa e se amplia. A história sociolinguística do Brasil foi. como ocorreu em outras terras. A difusão do PVB por todo o Brasil se deve à penetração africana no interior.000 aproximadamente. 5.” Essas alterações no PVB (português vernáculo brasileiro – só para lembrar !?) são encontradas até nossos dias. A presença de africanos nas plantações. Do mesmo modo. por isso. o fato de muitos virem de regiões onde crioulos portugueses haviam se formado. a língua dos Pretos Velhos – todos esses fatos juntos levam-nos a crer que o português é resultante de um processo de “transmissão linguuística irregular” que dá origem a uma variedade sincronizada do português vernáculo brasileiro (PVB). que se realiza o português vernacular.60 Fascículo 4 de final): possível de ouvir também em algumas zonas do Alto Minho. portugueses. só uma pequena percentagem é unilíngue. A língua falada é o momento em que a atenção é mínima. a sobrevivência de variedades reestruturadas do português em comunidades negras isoladas. Esse estudo nos permite comparar. Os portugueses que aqui chegaram rapidamente subjugaram e aculturaram os nativos que aqui se encontravam. fato que dispensava a criação de uma variedade reestruturada. assim. o desaparecimento gradual da população nativa. Os portugueses que aqui chegaram vinham em torno de 15.

o processo de descolonização estará solicitado e teremos vencido o sentimentalismo e saudosismo que ainda nos prende. pois. podemos ver a poesia de Oswald de Andrade . dos pátios das escolas e onde o material básico da análise sociolinguística surge.html 61 ma gramática normativa tradicionalista jamais irá corrigir. reconhecemos estar diante de um fenômeno linguístico corrente em todo o país. alcançam. constituído de 183. Esse fato é contemplável em todas as manifestações de nossa alma – na música popular. Como exemplo. nos sons musicais. É a língua da roda de amigos. É deveras animador saber que a coragem de sermos brasileiros nos direciona para uma crescente comprovação e conscientização de que estamos nos libertando dos laços arcaizantes em nosso mundo linguístico. por maiores que sejam os laços de subordinação. Há. observe a música de Luiz Gonzaga. e nada devemos a Europa no âmbito de influência dominante. Aqui. contribuições bastante válidas . na redação dos nossos escritores e no nosso falar cotidiano. aconteceu um fato idêntico. esses fatos e muitos outros formarão nossa gramática. e nenhu- Quando olhei a terra ardendo Qual fogueira de São João Eu preguntei a Deus do céu. o registro factual da língua de um povo. Para melhor compreensão do que foi falado aqui. Assim. o campo da sintaxe – onde esse fato fala mais alto dessa tendência diferenciadora que fica ou torna-se cada dia mais consistente. quando se afastaram do idioma materno – o alemão – decidiram batizar a própria língua como holandesa e hoje não aceitam que se diga que eles falam alemão. porque a língua falada é o vernáculo.com/2008/10/ pronominais-oswald-de-andrade. e a evolução sedimenta-se. além dessas áreas. uai Por que tamanha judiação Hoje longe muitas léguas Numa triste solidão Espero a chuva cair de novo Para eu voltar pro meu sertão . tenha que sujeitar-se às normas tradicionais de outro povo. injusto exigir que este povo. da comunicação face a face. mas. São fatos linguísticos gritantes e de grande significação. em franca explosão demográfica. Luíz Gonzaga Composição: Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira Asa Branca Ao nos depararmos com construções deste nível : “ eu vou lhe visitar” ou “eu lhe convido para jantar”. um fenômeno que nem filólogos nem professores reacionários podem obliterar. “há muito não lhe vejo” etc. ritmo e modo de vida. num mundo cada vez mais unido. também.900 milhões de pessoas. Temos a nossa vida com todas as suas peculiaridades. mas com qualidades tão importantes que refletem nosso caráter. é claro – que se atêm apenas às áreas vocabular e fonética. traduzidas de formas tão fortes e originais que se traduzem na fala. É incontestável que.porém não somos dominados nem dependentes. na história da evolução linguística do Brasil. na literatura – tudo evidencia nossa condição de civilização nova. e. Seria. por extensão.blogspot. fazendo sua história. dos corredores.Pronominais: http://calangobrasil. também. onde os fatos ocorrem. . Com os holandeses. não está tão longe assim o tempo para adotar a denominação de língua brasileira. passível como todo jovem de atenções. então.Fascículo 4 usado em situações naturais de interações sociais. mas com características inconfundíveis. Nossa música e nossa literatura são as maiores e mais expressivas de toda a América. igual a muitos outros. somos mantenedores de várias relações e recebemos. O que permite o surgimento desse fenômeno e seu domínio neste país é o curso natural de nossa sensibilidade.

mas escrevo: “alegrei-me quando li esse caso”). na literatura.wikipedia. Existem profundas diferenças. Essa é a hora e o momento de você se enriquecer com o máximo de conhecimento que essa disciplina permite. Aprimore seu falar e libere aquele acervo vocabular que você armazena no seu cérebro. claro. Português e vernáculo são parecidos. esse é o português que se fala no Brasil. irmãos e avós é a mesma que falamos. por isso a maior parte da população pode ter alguma dificuldade. não interferem uma na outra. O vernáculo se usa. viu Meu coração Que braseiro. na fala infor- Atividade | Dicionarize as palavras típicas de sua região. viu Que eu voltarei. então você se orgulhará de sua contribuição. A língua falada. na ciência. todos nós somos. Libere o seu vernáculo! “Não espere a chuva cair de novo. Observe os diferentes vernáculos de acordo com o significado que cada palavra adquiriu ao ser pronunciada.org /wiki/Preto-velho . você é também ator. na política. em geral. Assim o português que é falado pelo povo (o vernáculo) é português popular brasileiro. e a outra que se fala (é tão desprezada que nem tem nome). substituímos “nós” por “a gente” e quando falamos “a gente vai” e “nós vamos”. então. Existe um português aprendido na escola. para dominá-lo. Após a realização da pesquisa. Você viu também como se difunde o PVB por todo o Brasil. tão significativas a ponto de impedir a comunicação (uma criança entenderia ”dar-lhe-ei”. As línguas (claro) passam por influências de ordem política. amá-lo? Quando o verde dos teus olhos Se espalhar na prantação Eu te asseguro não chore não. Vamos prosseguir então: o verbo falado difere do verbo escrito: “vem cá”. vernáculo é a forma “incorreta” de falar português. O Brasil possui duas línguas: uma que se escreve (que recebe o nome de “português”). A língua que aprendemos com nossos pais. do qual precisamos nos apropriar para acessar o mundo – inclusive o linguístico. As Origens do Português Popular Brasileiro Nesta aula de hoje. Abra sua mente e aproveite a oportunidade de tornar-se senhor do seu idioma . que fornaia Nem um pé de prantação Por farta d’água perdi meu gado Morreu de sede meu alazão Que braseiro. comercial e cultural já que servem a vastas comunidades e são usadas intensivamente na TV. você vai contactar com um dos assuntos mais dinâmicos e relevantes da língua portuguesa – as origens do português popular brasileiro. “empresta-lho”. que fornaia Nem um pé de prantação Por farta d’água perdi meu gado Morreu de sede meu alazão Inté mesmo a asa branca Bateu asas do sertão “Intonce” eu disse adeus Rosinha Guarda contigo meu coração CONCLUSÃO Você viu o PVB. volte logo pro Sertão”. serão necessários alguns esforços. Isso é maravilhoso.62 Fascículo 4 6. mas para escrever usaremos “venha cá”. Temos toda liberdade com o pronome oblíquo no início da frase: “me alegrei quando li esse caso”. na imprensa. Quando dizemos. mas não são idênticos em absoluto. quando se deseja ser realmente entendido por todos – e você quer isso. isso significa dizer: (volto a reiterar) que não se fala em Portugal nem na África. que nos permite alargar nossos horizontes lexicais. só aqui. vamos reunir todas as palavras e formar um único documento. mas não é a que escrevemos. Parabéns! SAIBA MAIS! http://pt. Nesse assunto. a popular e a escrita têm seus domínios próprios na prática. é a nossa língua.

mas eu suspeito que são tão diferentes quanto o português e o espanhol ou quanto o dinamarquês e o norueguês. ao falar. também. se ambas fossem línguas de civilização e oficialmente reconhecidas. mas é você quem decide. SAIBA MAIS! o YouTube . que ultrapassa limites. Falando da Origem Crioula do Português Brasileiro Nós resgatamos a história linguística desse país nesta aula. A história externa frequentemente evidencia. Após assistirmos lização na língua portu deremos ra de Darcy Ribeiro. A origem crioula do português brasileiro compreende duas etapas obrigatoriamente: o resgate de sua história. para você participar dessa história e também ser consciente disso. aceito pelas convenções sociais) é escrever o português e falar o vernáculo. que lhe dá um universo de palavras para expressar a maioria de suas emoções e que lhe deixa à vontade para praticá-lo na total amplitude do alcance dos seus conhecimentos. É perceptível que o português. desde 1880.Assista agora Ariano Suassuna: O MOVIMENTO ARMORIAL e faça um comentário. enquanto a história linguística não encaminha para evidência direta. é uma língua escrita. e não pode haver troca.br/acorrentados01. Não levantamos aqui nenhuma questão sobre esse assunto nem temos variáveis que interfiram nesse fato. pelo menos no Brasil. “errado” falar português. é “errado” escrever vernáculo e é. É incontestável a influência positiva da origem crioula do português brasileiro. forte. esse idioma lindo. aprofunde-se e domine seu idioma daqui por diante. Isto é. Essa é uma questão política. Investigue. essa evidência. http://www. um trabalho original de . de conviver com ele. Assim. Esse é um fato deveras arraigado em nossa cultura e temos. tanto interna (linguística) quanto externa (social).Brasil Crioul CONCLUSÃO Este é um assunto para o resto de nossas vidas.religiosidadepopular. poderiam ser consideradas línguas distintas. porém. com estudos de Adolpho Coelho e um estudo mais recente. pois sem ela não teria essa garra. “o certo” (isto é.com.jpg Assim. remos através de uma F28 m/view_play_list?p=434E http://www. Mário de Andrade utilizava uma linguagem mais próxima do vernáculo do que o português escrito atual. VÁ EM FRENTE! a criouas nas quais ocorreram Observe as circunstânci ao filme guesa. cultural e social. Ninguém nunca tentou fazer uma avaliação abrangente de suas diferenças.co ulo crio sil+ bra &search_query= B251F2252 Atividade | Você acabou de estudar no universo das origens do PPB – português popular A agenda de alguns linguistas atesta a origem crioula do português brasileiro (agora PB) há bastante tempo. Quando pesquisamos. você está praticando e usando a riqueza vernacular do nosso português. Veja quantas pessoas estudam para confirmar.uaivip. essa força. de forma categórica. po “ Brasil Crioulo” na ob as discutie explosão de ideias e pensar em uma grand vídeoconferência. 7. 63 brasileiro . em que o realismo é importante.Fascículo 4 mal e em textos para o teatro.youtube. a hipótese crioula. a opinião dos escritores brasileiros sobre o assunto. Amplie seus horizontes linguísticos através do uso “pleno” do português e do vernáculo – é possível e está ao seu alcance apropriar-se do maior e melhor conhecimento que um idioma pode presentear aos seus usuários dada a sua vastidão. Mas não são em absoluto idênticas. vemos definição como a de Mário Perini que afirma ser: o ‘português’ e o ‘vernáculo’ (a língua falada pelos brasileiros) muito parecidas. sobre a obra e o seu conteúdo. mares e fronteiras. portanto. por escrito. O vernáculo é o popular – isso faz do vernáculo uma língua ágrafa – com toda probabilidade de ser a maior língua ágrafa do mundo. vale a pena aprofundar-se no assunto. de forma positiva.

baseando-se na história social do Brasil. tornaram-se línguas maternas de toda uma comunidade. afinal precisamos saber o porquê dessas mudanças para nos apropriarmos mais de nossa língua. um profundo estudioso do crioulo. quando se seguem artigo e substantivo. estamos apenas relembrando o porquê desse estudo. muito bem. do latiniano.a história social do Brasil é exatamente a que deveria ter sido para que ocorresse a formação de um crioulo”. podendo. a história do PB não é tão clara e transparente. ao defensor de uma evolução linguística natural para o PB popular. manifestada aqui. do jamaicano e do guiano. assim. Crioulo ou não. o PB merece análises sintáticas do maior interesse. E também afirma que o PB emergiu de um pidgin anterior. a comprovação. Coelho enfatiza: diversas particularidades.. que nossa língua tem uma grande influência crioula. leva-o para a hipótese crioula do PB não mais crucial. http://www.. Ortografia Olha o assunto dessa aula: ortografia. Então o ônus da prova cabe ao defensor da origem crioula do PB e não. de natureza linguística. em seus resultados sobre a sintaxe falada do português de São Paulo. p. adjetivo e substantivo etc..117. Guy.. só um toma o sinal do plural. que.295-6). argumenta que “o Brasil deveria ser um candidato preeminente para crioulização”.64 Fascículo 4 Guy de 1981 em que agrupa o PB com os crioulos afro-portugueses. Ex.moderna. nessa aula.pdf . Damos o nome de crioulos a saberes ou pidgins que por motivos diversos. E esses fatos levam a concluir que há “ ‘na história de qualquer língua românica’ e ‘do ponto de vista da origem crioula’ (. Segurança linguística será sempre muito bem recebida.com. que deviam concordar. Qualquer pessoa que deseje se aprofundar nesse assunto certamente encontrará páginas e páginas que irão satisfazer seus desejos de conhecer um dos assuntos mais marcantes da história da formação do português brasileiro. de ordem histórica ou sociocultural.309) testa duas hipóteses e trabalha com duas evidências: história social do Brasil e a feição linguística do PB quando comparada com as situações de línguas pidgins em outras áreas onde circunstâncias sociais semelhantes se verificam. características de dialetos crioulos repetem-se no Brasil. Conforme Tarallo (1983). conclui que “. Além de tudo.. é um assunto pontualíssimo. ambos definidos como dialetos do português europeu (agora PE). assim. tal a tendência para a supressão das formas do plural. Guy deriva sua análise de duas variáveis fonológicas: apagamento do –S final e desnasalização de vogais finais.. Guy (1981. 8. Essas são as quatro variáveis. Você agora vai pertencer a esse grupo e adquirir subsídios para adentrar no mundo dos conhecedores da formação de seu idioma.. e duas variáveis morfossintáticas: concordância do Sintagma Nominal e a concordância Sujeito–Verbo. p. CONCLUSÃO Você percebeu. que dão a Guy o suporte para responder aos questionamentos relativos ao PB e sua formação crioula. o absurdo da hipótese não crioula: “Como seria possível ter evitado a crioulização?” Quando Guy examina os elementos formadores do crioulo.) essas hierarquias de saliência seriam inteiramente esperadas” (Guy.br/acordo/guia_acordo. alegando. teremos muito mais segurança para falar sobre os mais variados assuntos com pessoas que desejem abordar esse assunto. ser colocada entre os processos de contato linguístico que ocorreram no Brasil colonial. O Português Brasileiro (PB) fez por merecer ser objeto de estudos de linguistas preeminentes. de maneira especial. levanta questões pertinentes as origens do PB. De posse desse saber.: “Os menino” “ Belas moça”. Em 1982. acordos ortográficos antigos e atuais.

também utiliza uma proposta simplificada em sua grande obra” O verdadeiro método de estudar”. Já Álvaro Ferreira Vieira. Em questões ortográficas. em 1576 com a obra ”Ortografia da Língua Portuguesa”.com SAIBA MAIS! CONCLUSÃO Como você observou. algumas diferenças nas grafias. de cima para baixo. elaborada por especialistas e.pdf http://www. Depois. ainda. Reforma ortográfica não é reformar uma língua. th. c. f. No início do século XIX. Esse acordo de 1971 é mais uma cedência do Brasil. O século XVII assiste a D. em 1633. 1931. quando então. então. Francisco de Melo escrever sua obra “Segundas três musas do melodino” e utilizar uma ortografia simplificada. Mas fatos históricos levaram esse acordo a ser desconsiderado e. sujeita às mesmas regras de antes. Começamos por Duarte Nunes Leão. algumas delas muito mais radicais do que as tímidas propostas atuais. Luís Centório Verney. A reforma de 1973 não foi confirmada pelo fato de as “circunstâncias adversas de várias ordens” não permitirem. quase sempre. não obteve sucesso devido aos adversários da união ortográfica vinda de Portugal e ao acordo ter sido suspenso. em seu livro “Ortografia ou a arte para escrever certo na Língua Portuguesa”. Garret defendia a simplificação das grafias e surgem os “simplificadores desabilitados”. foi oficializado. O acordo ortográfico de 1986 desejava alterar o indispensável para conseguir a quase unificação da ortografia nos países de língua portuguesa. porque começa o aparecimento dos grupos ph. Essa representação nunca foi satisfatória. 65 ia mento de rever o Gu E agora? Agora é o mo ráfico através do site do Novo Acordo Ortog . incluindo Portugal. e. quase sem consoantes.Fascículo 4 Seja Bem-Vindo ao Mundo Ortográfico Luso-Brasileiro! Em 1986. Houve e continuará a haver reformas ortográficas em numerosos países. mas apresentava. o Acordo Ortográfico. 1929. Em 01 de setembro de 1911. (mal ou bem) como eram antes. o presidente Sarney pretendeu fechar a questão ortográfica. ao ser escrita. A língua portuguesa. Documentos antigos nos deixam evidências de que a procura era no sentido de uma grafia fonética. representou um passo considerável e significativo a caminho da reunificação entre o Brasil e Portugal. a. não foi difícil aprender e apreender em quais contextos as reformas orto- .moderna. A reforma de 1986. A evolução ortográfica se dará sempre. ocorreram vários ajustes de 1920.J. b. a possibilidade de uma nova tentativa estava aberta. todos os livros de estudo nem mesmo os dicionários. J. alterada por decreto em 1971. um dos primeiros gramáticos a reprovar a pseudo-etimologia nascente. por meio de portaria. a ortografia mostrou-se antiquada em relação à evolução da pronúncia das palavras. por decreto ou portaria. e.br/acordo/guia_acordo. rapidamente. o Brasil sempre cede às carências linguísticas de Portugal. e não há a menor expectativa de acabar nos próximos anos. e a sintaxe continuará. Qualquer mudança será gradual e ocorrerá ao longo dos anos. Todas as palavras continuarão a ser pronunciadas. moderado. no século XVIII. Mas a influência do latim mudou esse cenário linguístico. se opôs à ortografia complicada. Mas vejamos em traços rápidos o que levou a citada reforma a não ser concluída. foi oficializada a nova ortografia que acabava com o despotismo da etimologia. Esse período é chamado de pseudoetiológico. ch. sem mudança. Não havia norma. Várias reações de natureza simplificativa ocorreram. a história do próprio idioma ficava de lado. d. em certos casos. procurava representar foneticamente os sons da fala. reunindo os sete países de língua portuguesa. Rh que antes não era usado. e foram introduzidos acentos. As questões ortográficas do Brasil se arrastam há séculos. via portaria. E veio a grande reforma Brasil-Portugal de 1945. Nunes diz que o fato de se recuarem bastantes séculos e por fazer ressurgir o que era remoto. Mudar a ortografia não implica mudar.

NARO.ufrj. Manuela Ferreira. A África no Brasil: a formação da Língua portuguesa. Anthony Julius. http://www.pt/npe/ portugues/paginas_pessoais/MMC/Ortograf. Disponível em: http://pt. São Paulo: Parábola.com/curiosidades/ diferencas. Maria Marta Pereira. ufrj. História da ortografia portuguesa.desanalação é um metaplasmo por permuta que consiste na troca de um fonema nasal para oral. M. Texto da palestra proferida no Congresso internacional – 500 anos de Língua Portuguesa no Brasil. Disponível em: http://acd.br/~pead/tema05/linguageral.es/dep/lx/acblpe/ comunicaciones/Inverno..org/ index. 2008. Anthony J.malhanga. Tradução: Celso Cunha. Margarida. Garimpando as origens estruturais do português brasileiro. Disponível em: http://www. M. José Luís. avena > avea > aveia Espectrais .htm 20/11/2008. por meio da WEBQUEST.filologia. Portal da língua portuguesa . 8 a 13 de maio de 2000.html 19/11/2008. Portugal. Disponível em: http:// estadodoestado. São Paulo: Contexto. POTTER. Autor desconhecido. LEITE. Liliana.ufrn. J.org.fazer desaparecer ou desaparecer pouco a pouco.ufrj. Origens do Português Brasileiro.html 23/11/2008. ______. quando se trata de um idioma em absoluta expansão. SCHERRE. GLOSSÁRIO Desnasalização . Diferenças entre o Português do Brasil e de Portugal. Universidade de Évora. Maria Marta Pereira Scherre (UFRJ e UnB) TEYSSIER. Paul. apagar(-se) REFERÊNCIAS Aspectos da constituição do léxico português.br/~pead/tema05/ formacaolexico.htm 24/11/2008. São Paulo: Martins Fontes. Autor desconhecido. html 22/11/2008.estudiosos ou conhecedores da filologia. E não garantimos que essa foi a última reforma.: luna > lua.html 23/11/2008. Português vernáculo do Brasil e Português vernáculo de Angola.br/~pead/tema05/formacaolexico. M. ex. 5. NARO. Inverno. Rio de Janeiro: Padrão. interaja. 1975. Autor desconhecudo.. 1985. ed.html 23/11/2008. Em seguida.espectro – figura imaginária.blogspot.http://www. Português brasileiro.com/2008/05/ histriaou-da-ortografia-do-portugusouhtml 25/11/2008 MEDEIROS.org/wiki/ . fantasma. Disponível em: http://www. Évora. Autor desconhecido. A língua portuguesa.portaldalinguaportuguesa. P . Autor desconhecido. Atividade | Vamos ter a oportunidade de fazer uma análise crítica sobre as reformas atuais da língua portuguesa: pontos positivos e negativos na sua percepção. com extensão para os demais países da Língua Portuguesa. Obliterar . Adelardo A. Ortografias. 2. ed.acordo 24/11/2008 SCHERRE. CARVALHO Manuel Mendes de.lnec.Acordo ortográfico. Disponível em: http:// acd. 2007.wikipedia.udc. CÂMARA JR. Disponível em: http://www. Rio de Janeiro: Vozes.linguaportuguesa. História e Estrutura da Língua Portuguesa. Estrutura da língua portuguesa.dha. História da Língua Portuguesa. FIORIN. Disponível em: http://www. com seus colegas. Quem sabe você possa contribuir e opinar quando da proxima reforma! Nós apostamos nisso! Acredite! Portugu%C3%AAs _brasileiro 20/11/2008. A formação do léxico. Disponível em: http://acd. br/ 25/11/2008. filologista.66 Fascículo 4 gráficas ocorreram no Brasil e em Portugal. Dantas de. Filólogos .br/viisenefil/02. (enviado em junho de 2000). 2001.php?action.

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