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TEORIA DA COMUNICAÇÃO AULA 2

Atos de comunicação

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TEORIA DA COMUNICAÇÃO AULA 2 Atos de comunicação Grr 1
TEORIA DA COMUNICAÇÃO AULA 2 Atos de comunicação Grr 1

Atos de comunicação

Atos de comunicação 2
Atos de comunicação 2
Atos de comunicação 2

ComunicarComunicar significasignifica tornartornar comumcomum. Tanto os companheiros de tribo dos homens das cavernas, quanto leitores da Internet podem compreender ou não a mensagem e dar um retorno para o emissor. Esse retorno é chamado pelos teóricos de feedback. Quando o retorno não é o mesmo esperado pelo emissor, há um ruído no processo comunicativo.

Ou seja, se o que o emissor quer falar, for comum, estiver na mesma forma (código) que o receptor conhece, a comunicação vai acontecer. Quando não é comum, há um ruído no processo.

CódigoCódigo: sistema de signos que, por uma convenção preestabelecida, se destina a representar e transmitir uma mensagem entre e o emissor e o receptor.

EMISSOR MEIOMEIO CODIFICADOR mensagemmensagem
EMISSOR
MEIOMEIO
CODIFICADOR
mensagemmensagem

RECEPTOR

DECODIFICADOR

Mensagem: o que é transmitido no processo de comunicação, o conteúdo existente antes da codificação e depois da decodificação.

Ruído – qualquer interferência que dificulta a decodificação precisa. Pode ser mecânico (efeitos, chuvisco, gagueira) ou semântico: interferência na mensagem provocada por diferenças entre codificador e decodificador

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A velocidade, a capacidade de reprodução, o aumento do número de fontes e os efeitos da comunicação, entre outros fatores, foram estudados por várias escolas.

do número de fontes e os efeitos da comunicação, entre outros fatores, foram estudados por várias
do número de fontes e os efeitos da comunicação, entre outros fatores, foram estudados por várias

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Revolução Industrial • Desenvolvimento tecnológico ampliou o poder e a velocidade de reprodução

• Aumentou o mercado consumidor

(mão-de-obra assalariada) e a produção de bens de consumo.

A indústria de comunicação:

Serialização e padronização segundo leis de mercado, objetiva o lucro

ESCOLAESCOLA FUNCIONALISTAFUNCIONALISTA

MassMass ComunicationComunication ResearchResearch

INFLUÊNCIAS:INFLUÊNCIAS: POSITIVISMOPOSITIVISMO Proposta teórica que procurava, em suas investigações, constatar os fatos, criar leis científicas para explicar a sociedade e combater os movimentos que tentassem desestabilizar a ordem. No início do séc. XX, os ideais positivistas chegam aos EUA.

Influenciados pelo positivismo, os pesquisadores norte-americanos explicam os mecanismos da sociedade da mesma forma que a biologia explica o funcionamento da vida. A comunicação ajudaria o habitante das cidades a sobreviver em uma situação de mudanças.

“A preocupação pelos efeitos da imprensa e da propaganda não foi um

Podemos situar o

nascimento da investigação filosófica ou científica sobre os efeitos dos meios no

período após a I Guerra Mundial, quando os governos dos estados beligerantes tiveram uma atitude censória e/ou propagandística sobre a imprensa”. (SOUZA: 2002).

acaso (

).

Os movimentos teóricos que se iniciaram após a I Guerra, ganharam

força a partir da II Guerra Mundial, com

a crença que a propaganda aliada nos meios de comunicação auxiliaram no

“esforço de guerra”. Harold Lasswell, teórico norte-americano, adota a propaganda como sinônimo de democracia. Para ele, a propaganda é

o único meio de propiciar a adesão das massas.

Herdeira direta do positivismo, a TEORIATEORIA FUNCIONALISTAFUNCIONALISTA estabelece uma analogia entre os corpos social e biológico: cada parte ajuda a preservar o todo. Assim, os meios de comunicação, tal qual os órgãos num corpo, têm a funçãofunção de manutenção da ordem na sociedade.

LasswellLasswell , em 1948, procurou comprovar que os meios de comunicação apresentam as seguintes funções:

LasswellLasswell, em 1948, procurou comprovar que os meios de comunicação apresentam as seguintes funções:

- transmissão da herança social

- o estabelecimento de relações dos componentes da sociedade para se ajustarem ao meio.

- vigilância do meio ambiente

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O ponto mais importante da paradigma funcionalista foi desenvolvido, em 1948, por Lasswell: “uma forma adequada para descrever um ato de comunicação é responder às seguintes perguntas: Quem? Diz o que? Em que canal? A quem? Com que efeito?”

Os ruídos (disfunção deveriam ser corrigidos para que os efeitos sejam alcançados.

Quem?

EmissorEmissor

Estudo sobre o emissor e a emissão de mensagens

Diz o

mensagemmensagem

Análise de conteúdo

que?

Em que canal?

meiomeio

Análise do meio

Para

receptorreceptor

Análise da audiência e estudos sobre o receptor e a recepção de mensagens

quem?

Com que efeitos?

feedbackfeedback

Análise dos efeitos

 

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Teoria da agulha hipodérmica (utilizada por Lasswell) Quando se aplica um medicamento injetável por meio de uma agulha hipodérmica seu efeito é o mesmo em diferentes pessoas. Por essa teoria, os efeitos proporcionados pela mídia atingem da mesma forma todos os indivíduos, independente de suas características culturais, psicológicas ou culturais.

Lasswell acreditava que a mensagem veiculada por um meio de comunicação determinava o comportamento do público, bastaria a exposição à mensagem para que o indivíduo se comportasse (comprasse, elegesse um candidato) da maneira pretendida pelo emissor. Esse conceito foi contestado até por outros teóricos funcionalistas.

Também em 1948, Paul Lazarsfeld e Robert Merton, diagnosticaram três funções para os meios de comunicação: a outorgação de status,a reafirmação das normas sociais e a chamada disfunção narcotizante ou o entretenimento.

outorgação de status,a reafirmação das normas sociais e a chamada disfunção narcotizante ou o entretenimento. 19
outorgação de status,a reafirmação das normas sociais e a chamada disfunção narcotizante ou o entretenimento. 19

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Para Merton e Lazarsfeld a mídia tem um caráter civilizatório, que eleva o nível de informação às amplas massas e permite ao público médio ter acesso a manifestações artísticas. Os meios de comunicação de massa, na visão funcionalista, transmitem padrões estéticos elevados. Lazarsfeld entende que os efeitos da mídia são limitados, pois no capitalismo há muitas fontes de informação.

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Paradigma de Lazarsfeld (1950)

O público não se comporta de maneira passiva. As idéias se espalham a partir dos meios de comunicação e chegam aos “formadoresformadores dede opiniãoopinião” e seguem destes para os setores menos ativos do público. Esse público faz uma seleção entre os meios de comunicação que se alinham a seus pontos de vista já firmados.

Conceito de Gatekeeper

Controlador do fluxo de informação. Conceito desenvolvido pelo psicólogo Kurt Lewin. O gatekeeper atua como formador de opinião que influencia a decisão de um grupo: editor de um jornal, um vizinho cuja opinião é valorizada, o professor, a dona-de-casa experiente. Todos formam a chamada opinião pública.

ANÁLISE DE CONTEÚDO

A análise de conteúdo é uma técnica de investigação para a descrição quantitativa do conteúdo manifesto das comunicações. É utilizada tanto para se diagnosticar o conteúdo intencional das mídias quanto sua eficácia.

CONCLUSÕES da Escola Funcionalista

Os MCM têm a obrigação de formar a opinião do público para que este possa tomar decisões e interferir nos processos sociais.

As condições que permitem a máxima eficácia dos MCM, ao invés de propiciarem quaisquer mudanças, auxiliam na manutenção da estrutura social e cultural

CONCLUSÕES

Funções dos MCM: preservação das instituições democráticas por meio da denúncia, transmissão da herança social, estabelecimento de relações dos componentes da sociedade para se ajustarem ao meio e entretenimento.

BIBLIOGRAFIA

COHN, Gabriel (org.). Comunicação e indústria cultural. São Paulo: Editora Nacional, 1978.

MATTELART, Armand & Michele. História das teorias da comunicação. São Paulo: Edições Loyola,1999.

POLISTCHUCK, Ilana. Teorias da comunicação : o

pensamento e a prática da comunicação social. Janeiro: Elsevier, 2003.

Rio de

SANTOS, Roberto Elísio. As Teorias da Comunicação:

da fala à Internet. São Paulo: Paulinas, 2003.

WOLF, Mauro. Teorias da Comunicação. São Paulo:

Martins Fontes, 2005.