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A Sociologia, ciência que estuda o comportamento do homem, surgiu a partir de mudanças significativas na estrutura econômica e ideológica do mundo moderno. Os estopins que fizeram com que surgisse esta ciência foram a Revolução Francesa, em 1789, e a Revolução Industrial, no início do século XVIII, ocorrida na Inglaterra. Como novas relações sociais surgiam e o mundo estava num contexto diferente do que lhe era comum, a Sociologia, ciência recém-criada, se propôs a estudar a sociedade humana, entender as suas relações, as causas e efeitos destas. Seus “pais” fundadores da sociologia foram Auguste Comte, Émile Durkheim, Max Weber e Karl Marx.

Esquecendo um pouco a Europa, a história da sociologia no Brasil é bem peculiar. No início, o Brasil assim como todos os demais países latino-americanos, não tinha um alto desenvolvimento em relação a esta ciência. A sociologia do Brasil era baseada muito na europeia não tendo uma identidade própria. Assim como no continente Europeu, também houve precursores desta ciência que “construíram” os seus alicerces, em solo brasileiro. Dentre eles destacam-se Darcy Ribeiro, Fernando Henrique Cardoso, Gilberto Freyre, Caio Prado Junior e Florestan Fernandes, este último será o objeto de estudo deste presente texto.

Florestan Fernandes, nascido na cidade de São Paulo, em 22 de Julho de 1920, foi um sociólogo brasileiro, mas também trabalhou como político, sendo eleito duas vezes para cargo de deputado federal. Segundo relatos, Fernandes sempre foi fascinado pelos estudos, consequência dos diversos lugares onde passou a infância. Começou a trabalhar desde cedo, aos seis anos de idade, numa barbearia e posteriormente como engraxate. Estudou somente até o terceiro ano do primeiro grau, mas retomou os estudos anos depois. Em 1941 ingressou no curso de Ciências Sociais, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, formando-se na área. Obteve mais tarde o título de mestre com a dissertação “A organização social dos Tupinambás” e também o doutorado com a dissertação “A função social da guerra na sociedade tupinambá.Florestan Fernandes sempre esteve em defesa da escola pública e participava de movimentos sociais e organizações politicas da esquerda, gerando como consequência duas prisões. Em 1969 foi obrigado a deixar o país devido ao AI-5 (Ato Institucional nº 5) da Ditadura Militar. Morreu aos 75 anos, poucas horas após a uma cirurgia mal sucedida, a fim de curá-lo de problemas no fígado.

A sociologia de Florestan Fernandes constrói uma nova era da história sociológica brasileira, dando uma nova interpretação do Brasil e uma nova ideologia. De forma breve pode-se dizer que Fernandes abordava a formação, o desenvolvimento, as lutas e os sonhos do povo brasileiro, este formado de uma miscelânea de povos e tribos, como índios, negros, portugueses, italianos, alemães dentre outros imigrantes. Verifica-se que o povo brasileiro, principalmente no século XX, luta pela conquista de direitos sociais e pela transformação da estrutura social vigente. Estas e outras abordagens estão presentes em suas obras como: A integração do negro na sociedade de classes, A organização social dos Tupinambá, Mudanças sociais no Brasil , O negro no mundo dos brancos, e A revolução burguesa no Brasil.

É interessante notar que para se fundamentar Fernandes utilizou tanto de correntes de pensamento anteriores (Spencer, Marx, Weber, Durkheim) como as daquela época, mas sempre fazendo um balanço crítico entre as diversas ideologias. Verifica-se que apesar de ele se basear em outras correntes ideológicas, ele criou contribuições originais. Uma destas é o fato de que a sociologia de Fernandes foca-se na pesquisa e avaliação das condições e possibilidades da transformação social, sendo que a revolução social é um dos seus temas mais abordados. Um de seus livros que mais se relacionam com o assunto é A revolução burguesa no Brasil.

Por ser o fundador da sociologia crítica no Brasil, suas obras estão “recheadas” de reflexões que questionam o pensamento e a realidade social. Ele analisa as relações sociais entre negros e brancos, desvendando seus mistérios, discutindo as interpretações vigentes sobre tal assunto, além de analisar a realidade social vinculada a este tema. Pode-se afirmar o mesmo de seus trabalhos sobre teoria sociológica. A análise crítica está em toda a sua produção intelectual, na qual estão incluídos o debate público, a conferência e o ensino. Esta análise crítica permite ir além do que está dado como verdade e do que está estabelecido, sempre tendo como base a razão.

Em suas obras Fernandes retoma o conteúdo crítico da sociologia clássica e moderna. As reflexões críticas utilizadas pelos socialistas clássicos como Marx, Comte dentre outros, são utilizadas por ele. É claro que as ciências sociais surgiram,

devido às próprias condições sociais da Europa na Idade Moderna, caracterizada pelas desigualdades sociais de uma sociedade de classes em processo de expansão. Entretanto, no caso da sociedade brasileira, que é caracterizada por imensas diferenças sociais, culturais, econômicas e políticas, questionou-se o conteúdo crítico da sociologia moderna e clássica. Desta forma Fernandez recriou temas e conceitos que eram tidos como padrão, estabelecendo uma identidade própria.

everte neste ultimo link que é o melhor para se basear a fazer o texto, o ´parágrafo 9 que começa assim: Na obra de Florestan Fernandes encontra-se uma contribuição básica para a teoria sociológica: retira e desenvolve o conteúdo crítico da sociologia clássica e moderna. Foram as próprias condições sociais, nas quais emergiram as ciências sociais, que as levaram a defrontar as diversidades

aew você se baseia a partir daew para fazer o texto pois os parágrafos

anteriores já abordei aqui

entendeu,

por favor não copie e cole, leia e dia o q vc

vlwww

kuaklekr coisa me liga

leia o texto todo para continuar a escrever