FACULDADE DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E URBANISMO

CURSO: ENGENHARIA QUIMICA 2S/2012 Nome:_____________________________________RA:__________

CORROSÃO

Prof. Rodolfo Libardi

1. CONCEITOS DE CORROSÃO Corrosão é a deterioração de um material (geralmente metálico) por ação química ou eletroquímica do meio ambiente, associado ou não a esforços mecânicos. A corrosão é em geral um processo espontâneo, e inverso ao processo Metalúrgico. Quanto ao aspecto energético sabe-se que a obtenção de um metal (exceção aos metais nobres) se faz as custas de uma certa energia fornecida pelos processos metalúrgicos. Nas reações de corrosão esses metais, num nível energético maior, transformam-se novamente em compostos, liberando energia para o meio ambiente.

Figura 1. Corrosão x processo metalúrgico. Outros materiais estão sujeitos à corrosão, como por exemplo o concreto sob ação do enxofre (sulfato), borracha pelo ozonio (perda de elasticidade), madeira sob ação de ácidos, etc. 1.1.Exemplos onde se dá a Corrosão: - Estruturas metálicas submersas/enterradas (oleodutos, gasodutos, adutoras, cabos de comunicação e energia elétrica, tanques de armazenamento,etc). - Meios de transportes (trens, navios, automóveis, caminhões, ônibus, etc.) - Estruturas metálicas (torres, postes de iluminação, pontes, viadutos, passarelas, etc.). 1.2.Todos os metais estão sujeitos a corrosão - Au / Pt são atacados por àgua Régia - Aço Inoxidável AISI 304 é atacado por ions Cl - Alumínio é atacado por HCL, mercúrio, sais de Mercúrio. - Cobre é atacado por soluções amoniacais. 2. IMPORTÂNCIA DA CORROSÃO A importância da corrosão é dupla. Em primeiro lugar está o aspecto econômico. que compreende a redução das perdas de material que se produz pelo desgaste progressivo ou a ruptura de componentes de máquinas, recepientes,etc. Em segundo lugar a conservação de recursos naturais, cujas reservas mundiais são

limitadas (a produção de gusa (obtenção do aço) é obtida com coque e/ou carvão vegetal proveniente normalmente de florestas naturais). A importância da corrosão pode ser avaliada por perdas diretas e indiretas e por valores quantitativos. A seguir são dados alguns exemplos. 2.1.Diretas - Reposição de peças corroídas em estruturas e máquinas (isso implica em custos com energia e mão de obra). - Custo e manutenção dos processos de proteção contra a corrosão (pintura, recobrimentos, etc.). 2.2.Indiretas - Paralizações acidentais ou limpeza (o que implica em custo da produção). - Perdas de produtos (tubulações corroidas / recipientes, etc.) - Perda da eficiência e contaminação (em função dos produtos da corrosão) - Superdimensionamento no projeto. 2.3.Valores quantitativos - 20% da produção mundial de aço é destinada a reposição de materiais metálicos atingidos anualmente pela corrosão. - 3,5% do Produto Nacional Bruto do Brasil foi dispendido com a corrosão(em 1981). - Nos EUA segundo boletim da NBS a corrosão custou em 1979 cerca de 70 bilhões de dólares por ano (equivalente a dívida externa do Brasil em 1981). Além de todas essas perdas a corrosão pode representar questões de segurança (falhas catástroficas, etc.) e também está presente em áreas como Odontológica, Medicina (implantes, instrumentos cirurgicos, etc.) etc. 3. REVISÃO DE ELETROQUÍMICA MEIA CÉLULA DE ZINCO - A chapa de Zinco (Zno) vai se desgastando (corroendo) com o tempo - A solução vai se enriquecendo com ions Zn 2+ - Os elétrons se acumulam na própria chapa de zinco, tornando-a negativa (eletrodo negativo ou anodo).Aquí há um excesso de eletrons. MEIA CÉLULA DO COBRE - A solução vai se emprobecendo de ions Cu 2+. - Os elétrons são retirados da chapa de cobre, tornando-a positiva (eletrodo positivo ou catodo). Aquí há falta de elétrons. - O Cuo formado, adere(deposita) sobre a própria chapa de cobre aumentando sua massa. Pelo fio estará passando uma corrente elétrica, isto é, um fluxo de elétrons que sai da chapa de zinco, onde há excesso de elétrons e vai para a chapa de cobre, onde há falta de elétrons. A voltagem será registrada no voltímetro.Os elétrons vão da esquerda para a direita .

A corrente elétrica dentro da solução se dá pelo movimento de íons através da porcelana porosa, isto é, de íons Zn 2+ para a direita e de íons SO 2-4 para a esquerda. Com o decorrer do tempo a concentração de CuSO 4 diminui como também a tendência do Zn em ceder elétrons.Com isso a velocidade de reação diminui .

Figura 2. Pilha de Daniell 3.2. Eletrodo Padrão de Hidrogênio É impossível medir o potencial absoluto de eletrodo de um metal. É necessário um padrão, que é escolhido arbitrariamente. Em eletroquímica foi escolhido um padrão denominado ELETRODO PADRÃO DE HIDROGÊNIO , porque o cation H+ é o mais comum em soluções aquosas:

No exemplo a seguir.3.76V em relação ao padrão de Hidrogênio. baixa liga) . A reação desse eletrodo é: H2(g) + 2e -------> 2H+(ag) Convencionou-se que o potencial (Eo) desse eletrodo padrão é igual a zero. A tabela a seguir fornece o Eo (potenciais padrão de eletrodo ou de oxi-redução) para uma solução aquosa 1 Molar. Esta funciona apenas como um suporte inerte . b) Nas chapas de aços galvanizadas o zinco protege o aço mesmo que o revestimento seja danificado. Tabela dos potenciais padrão de eletrodo. o ferro (aço) irá corroer. OBSERVAÇÕES SOBRE A TABELA: 3. b)Placa de Cobre/Solução de sulfato de Zinco Cu + ZnSO4 → não reage 3. formando uma película de H 2 sobre a platina.AgNO3 em recipiente de Cobre. Reações de deslocamento entre metais e sais.4. o zinco tem padrão de eletrodo igual a 0.2. A partir da tabela é possível fazer previsões da ocorrência ou não de certas reações:Exs.. Importância Prática.4.4. a) Não se pode armazenar HCl em recipiente de Zinco. c) Numa conexão de aço com cobre acentua-se a tendência a corrosão do ferro nas proximidades do contato. a)Lâmina de Zn/Solução de sulfato de cobre Zn + CuSO4 → ZnSO4 + Cu Observa-se que o cobre vai se depositando sobre a lâmina de zinco e a solução vai se descorando.1. 3.CuSO4 em recipiente de Ferro (aço-carbono. a 25°C. e 1 atm de alguns elementos.H2O H+ + OH- O eletrodo padrão de hidrogênio pode ser construido utilizando uma placa de platina esponjosa que retem o hidrogênio.etc. 3. Pode-se determinar o potencial de eletrodo dos metais em relaçao ao eletrodo padrão de hidrogênio..Essa reação ocorre pois o potencial de oxidação do Zinco é superior ao do cobre. . enquanto que se numa folha de flandres ocorrer apenas um risco na cobertura de estanho.

44 -0.e.14 -0.76 +0.25 +0.+ Na+ ⇔ Na 2e.15 0.90 -2.+ Al3+ ⇔ Al 2e.04 +2.36 +1.92 -2.+ Ca2+ ⇔ Ca e.+ Li+ ⇔ Li e.+ Zn2+ ⇔ Zn 3e.00 +0.28 +0.74 +0.+ K+ ⇔ K 2e.p.28 -0.) ou forças eletromotrizes (f.+ Ba2+ ⇔ Ba 2e.92 +2.6.m.87 +3.d.80 +0.34 +0. Tabela de potenciais de eletrodos padrão Potencial de o Oxidação E (V) REDUTORES Potencial de o redução E (V) e. Espontaneidade das Reações de OXI-REDUÇÃO .Al3+ / Fe2+.74 -0.p.36 -1.+ Cr3+ ⇔ Cr 2e + Fe2+ ⇔ Fe 2e + Co2+ ⇔ Co 2e + Ni2+ ⇔ Ni 2e + Sn2+ ⇔ Sn 2e + Pb2+ ⇔ Pb 2e + 2H+ ⇔ H2 2e + Sn4+ ⇔ Sn2+ 2e + Cu2+ ⇔ Cu e + Ag+ ⇔ Ag 2e + Hg2+ ⇔ Hg 2e + Cl2 ⇔ 2Cl3e + Au3+ ⇔ Au 2e + F2 ⇔ 2F-3.90 +2.04 -2.66 +1.+ Mg2+⇔ Mg 3e. a d.50 -2.+ Mn2+ ⇔ Mn 2e.Feo 3.d.71 +2.18 +0.50 +2.44 +0.00 -0. Em condições padrão.Tabela 1.76 -0.5.Eo redutor EXEMPLO:Calcular a ddp da pilha Alo.66 -1.15 -0.71 -2.34 -0.87 +2.18 -0.36 +1.36 -1.87 -2.13 0.25 -0.13 0.( Eo) de uma pilha é a diferença entre o potencial do oxidante (cátodo) e o do redutor (anodo): Eo = Eo oxidante .87 OXIDANTES 3. Cálculo das diferenças de potenciais(d.14 +0.80 -085 -1.) das pilhas.85 -1.

molar dos íons da reação de redução Para os metais puros no estado sólido temos que:Cred=1 Exemplo. muda-se os valores dos potenciais substancialmente 3.7. oxidantes (sofre redução). isto é . Limitações no uso da tabela de potenciais Algumas reações. Calcular o potencial de eletrodo do Ferro para uma concentração Fe2+=2M Observação:O potencial de eletrodo cresce com a diminuição da concentração da solução. .Uma tabela muito utilizada é a " Tabela Prática de Nobreza em àgua do Mar".7.Observe que a posição dos metais pouco se altera em relação ao padrão de hidrogenio.Todo elemento ou substância que está mais acima na Tabela de Potenciais age como redutor (sofre oxidação) em relação aos que estão mais abaixo. Esta tabela foi estabelecida para condições padronizadas (concentração normal de 1 molar. É uma equação Matemática que fornece o potencial de eletrodo para uma concentração qualquer: E = Eo + 0. ∆ Eo > 0 --> reação espontânea ∆ Eo < 0 --> reação não-espontânea Todo metal que está acima do hidrogênio na tabela de potenciais consegue deslocá-lo de um ácido: Zn + H2SO4 ----> ZnSO4 + H2 Fe + 2HCl ----> FeCl2 + H2 A tabela de potenciais não incluem ligas metálicas. não se realizam na prática pois a tabela não considera a velocidade de reação.0591 x LOG(Cox/Cred) n onde: E = potencial de eletrodo ou da pilha (V) Eo= potencial de eletrodo padrão (V) n = nº de elétrons envolvidos na reação Cox = conc. medidos em relação a um determinado meio corrosivo. possíveis pelos valores de potenciais.Daí o uso de tabelas práticas onde metais e ligas estão distribuidos de acordo com seus potenciais. Equação de Nernst.molar dos íons da reação de oxidação Créd = conc.a medida que a diluição cresce. temperatura de 25°C). 3. Se a concentração for alterada.

Latão Vermelho 27.Aço Baixa Liga (Ex.Tabela 2.Aço AISI 410 (Ativo) 15.Aço AISI 430 (Passivo) 37.Cobre 28.Níquel (Passivo) 32. Tabela prática em água do mar.Cupro-Níquel 70/30 31.Alumínio .Latão amarelo 24.38 5.Titânio 40.Aço AISI 430 (Ativo) 16.52 9.Aço Liga 13.Cádmio 10. EXTREMIDADE ANÓDICA ( CORROSÃO ) 1.Metal muntz 23.Níquel (ativo) 21.Inconel(ativo) 22.61S 7.Ligas de Magnésio.Alumínio .Aço AISI 410 (Passivo) 36.Aço AISI 304 (Ativo) 17.Magnésio 2.Bronze 29.Aço AISI 304 (Passivo) 38.Alclad .3S 6.Platina EXTREMIDADE CATÓDICA (PROTEÇÃO) .Latão Almirantado 25.Monel 34.Aço AISI 316 (Ativo) 18.Chumbo 19.Ferro Fundido 14.Grafite 41.Alumínio .Aço doce (1005 a 1020) 11.Ouro 42.Alumínio .Aço AISI 316 (Passivo) 39.Zinco 4.Cupro-Níquel 90/10 30.Inconel(Passivo) 33.Latão Alumínio 26.4340) 12.63S 8. 3.Hastelloy C 35.Estanho 20.

H2S. Os cátions Mn+ combinam-se. Da-se uma ação direta do meio agressivo sobre o material metálico. Genericamente para o metal M.CORROSÃO QUÍMICA. doando elétrons a substâncias oxidantes do meio. . tais como: O2. segundo dois mecanismos principais. passando a integrar o produto da corrosão. MECANISMOS DE CORROSÃO. etc. Os elétrons são produzidos na região anódica e consumidos na região catódica. É o local onde se dá a condução dos elétrons da região anódica para a catódica. . As reações podem ocorrer nos seguintes meios: a)Neutro ou básico não aerado b)Neutro ou básico aerado c)Ácido aerado d)Ácido não aerado. etc. São as regiões diferenciadas do material metálico. tem-se: M → Mn+ + ne. c) CIRCUITO ELETROLÍTICO É o local onde os cátions migram do anodo para o cátodo e os ânions em sentido contrário.CORROSÃO ELETROQUÍMICA A corrosão eletroquímica ocorre pela formação de uma pilha de corrosão. A corrosão química ou oxidação ocorre normalmente a altas temperaturas.Por ex. REAÇÃO ANÓDICA Ocorre a passagem do metal da forma reduzida para a forma iônica. que contendo eletrólitos dissolvidos conduzem a corrente elétrica. REAÇÕES DE OXIDAÇÃO E REDUÇÃO. H+.). água de chuva. água contida em líquidos industriais (óleos solúveis. A reação fundamental da corrosão nos metais pode ser expressa genericamente da seguinte forma M → Mne + ne onde: M = metal e = elétron n = nº inteiro correspondente à carga do cátion metálico. etc. que apresentam tendência contrárias em ceder ou receber elétrons.4. H2O. detergentes. São exemplos de circuito eletrolítico: película de condensação de umidade atmosférica. O metal atua como redutor. Fe → Fe2+ + 2e . água de torneira. Elementos numa pilha de corrosão a) ELETRODOS. umidade do solo. ou dois materiais diferentes. água do mar. solventes. dando origem aos tipos de corrosão: . b) CIRCUITO METÁLICO..

MEIO NEUTRO OU BÁSICO NÃO AERADO. H2O + 1/2O2 +2e → 2 OHNos caso (1) e (2) o meio sendo neutro. As heterogeneidades no material metálico. Águas industriais para refrigeração (ex: caldeiras) há a necessidade de deaeração. REAÇÃO CATÓDICA.Os eletrons cedidos pelo metal migram da região anódica para a catódica. 2 H+ + 1/2 O2 + 2e → H2O 4. 2 H2O + 2e → H2 + OH2. retardando o processo corrosivo (Polarização catódica). no meio ou em ambos provoca uma diferença de potencial (corrosão).Em meios aerados há consumo de H 2 pelo O2 e isso acelera o processo corrosivo. 5-HETEROGENEIDADES. 3. 1.A tabela 3 ilustra algumas dessas heterogeneidades.MEIO NEUTRO OU BÁSICO AERADO. Tabela 3. 2 H+ + 2e → H2 Em relação aos itens (3) e (4) podemos observar que haverá gradativa diminuição da acidez do meio devido ao consumo de H +. MEIO ÁCIDO NÃO AERADO.Quanto maior o teor de H+ maior a intensidade de corrosão. que pode ser detectada pela fenolftaleina deixando próximo da região catódica uma coloração avermelhada. MEIO ÁCIDO E AERADO. é o responsável pela sobretensão ou sobrevoltagem do hidrogênio. A liberação de H2O o qual fica adsorvido na região catódica. Os produtos de corrosão nos processos eletroquímicos são normalmente formados de compostos insolúveis entre o ion do metal e o ion hidroxila (hidróxido do metal corroído ou óxido hidratado do metal corroído). a região catódica vai no decorrer do tempo adquirindo caráter básico (aumento do pH) pela formação da hidroxila. Heterogeneidades Heterogeneidades REGIÃO Catódica (não corrói) Metal(mais nobre) Superfície Polida Metal (aliviado de tensões) Metal passivo Superfície metálica Grão Cordão de Solda Anódica (corrói) Metal (menos nobre) Superfície Riscada Metal (sob tensão) Metal ativo Bordas da superfície Contorno de Grão Áreas adjacentes Do Metal .

t. Não ocorre geralmente em metais que formam películas protetoras. em termos de perda de espessura.1. apropriados para partes críticas de equipamentos. tubulações e corpos de válvulas. A taxa de corrosão pode ser expressa em termos de perda de massa por unidade de área e por unidade de tempo. É tambem denominada de corrosão generalizada.Do Meio Do metal e do meio Metal M em solução Metal M em solução diluída concentrada de Mn+ de Mn+ Metal mal arejado Metal bem arejado Metal bem iluminado Metal mal iluminado Metal e meios quentes Metal e meio Frios 6-FORMAS DE CORROSÃO.Corrosão por placas A corrosão se dá em regiões da superfície metálica e não em toda sua extensão. Corrosão uniforme A corrosão se dá uniformemente em toda a superfície metálica. 6.d onde: M é a perda de massa em mg.Velocidade maior que 50 mpy: não é recomendado o seu uso. 6. Do ponto de vista da engenharia a velocidade de penetração ou a perda de espessura de uma peça estrutural. ela se apresenta como um ataque generalizado.3. pela expressão mpy = 534 M A. São todos os casos de corrosão intermediários entre a corrosão uniforme e a localizada.2. formando placas com escavações. . Serão discutidas nessa apostila algumas das principais formas e designações dos processos corrosivos 6. Embora se desenvolva em algumas regiões.Velocidade menor que 5mpy: metais com boa resistência a corrosão.Velocidade entre 5 e 50 mpy: Metais usados onde se tolera alta taxa de corrosão: tanques. . . Uma das expressões mais usadas é a de milésimo de polegada por ano (mpy) e pode ser expressa a partir de dados de perda de massa durante testes normalizados de corrosão.Corrosão alveolar. segundo os seguintes critérios: . A perda de espessura é igual em todos os pontos.É conhecida também como corrosão laminar ou lamelar. pode ser usada para predizer a vida de um dado componente. d é a massa específica do material (g/cm3) A é a área da amostra exposta (pol2) t é o tempo de exposição (hora) mpy é milésimo de polegada de penetração por ano. A utilização de um material para um determinado meio corrosivo pode ser feita comparando-se as velocidades de corrosão de diferentes materiais.sem áreas preferenciais .

aços inoxidáveis.6.Corrosão intergranular ou intercristalina É a forma de corrosão que se dá entre os grãos da rede cristalina dos metais. 6. 6. etc. ..5.corrosão por pitting). e nos não formadores de película na presença de meios muito agressivos. aço galvanizado.Esta forma de corrosão se dá em metais formadores de película protetoras (passivação) quando sob ação de meios que destroem . Ocorre em metais formadores de película quando a corrosão eletroquímica está associada a alguma ação mecânica. com fundo arredondado e profundidade geralmente menor que seu diâmetro.4. 6.de forma localizada a película protetora tais como alumínio. É o tipo de corrosão que ocorre nos aços inoxidáveis sensitizados e nos processos de corrosão sob tensão .É uma das formas de corrosão mais perigosas pois pode perfurar o material. A cavidade apresenta a forma angulosa e profundidade maior que seu diâmetro. Esta forma é comum nos processos de corrosão sob tensão fraturante.Corrosão por pite (corrosão puntiforme. A corrosão se dá em pontos ou em pequenas áreas localizadas na superfície metálica produzindo verdadeiras perfurações.Corrosão transgranular ou transcristalina É a forma de corrosão quando o desgaste se dá através dos grãos do material.O desgaste se dá na superfície metálica produzindo sulcos ou escavações semelhantes a alvéolos.

1.8 5. 2Al + 3Cu2+ -----> 2Al3+ + 3Cu 2Al + 3Hg2+ -----> 2Al3+ + 3Hg Tabela 4.Presença de íons oxidantes Como exemplo.PROCESSOS CORROSIVOS 7.0 183.4 0. Casos de ocorrência da corrosão galvânica 1. Hg2+ sofrem corrosão por pites porque estes reduzem-se aos respectivos metais e o alumínio sofre oxidadção.0 0.Corrosão galvânica É o tipo de corrosão resultante do acoplamento de dois metais com potenciais de eletrodos diferentes (nobrezas diferentes) num eletrólito (meio corrosivo). Formas de corrosão 7.1.3 688. tubulações de alumínio em presença de sais de Cu2+. 7.6 . o menos nobre corrói mais intensamente quando acoplado do que se estivesse sozinho.8 153. para o mesmo meio.Acoplamento direto de metais diferentes.2 3.4 9.A tabela 4 mostra esta questão para o par ferro e um segundo metal totalmente imersos em solução aquosa de cloreto de sódio a 1%.Corrosão do ferro acoplado a outros metais Segundo Metal Corrosão em miligramas Ferro( aço) Segundo Metal Magnésio Zinco Cadmio Alumínio Antimônio Tungstênio Chumbo 0.1.2 3104.9 105.1 176.Figura 3. Quando materiais metálicos de potenciais elétricos diferentes são acoplados.0 307.9 13. 2.

Corrosão em frestas. Outras variáveis podem causar a inversão de polaridade (consultar o livro de Vicente Gentil-Corrosão -Capítulo 9).2. . que sofrem ação mecânica de erosão ou cavitação.1 183.0 Além disso o metal formado deposita-se sobre a superfície do alumínio gerando micropilhas galvânicas. Figura 4.feitos de bronze. flanges.2 0. do que o inverso. 7. . recomenda-se o uso de parafusos e rebites de material metálico catódico em uma estrutura que seja anódica.Relação:área anódica/área catódica Se a relação Área Anódica/Área Catódica >>>1. depositos sobre superfícies. Corrosão galvânica.1.1 181.Trocadores ou permutadores de calor . Deve-se então evitar sempre que possível que um fluido circule por um material metálico catódico antes de circular por um que seja anódico. Assim sendo. área catódica pequena em relação a anódica. pois tem-se alta densidade de corrente no anodo (parte corroida).Logo Área Anódica>>>Área Catódica. cobre metálico ou ligas de Cu) durante o processamento ou pelo emprego de rotores ou impelidores de bombas. a corrosão não será tão prejudicial do que no caso contrário. frestas em chapas sobre-postas ou sob a cabeça de rebites ou parafusos. A corrosão será mais intensa quanto maior for a área catódica.1 2. O zinco em temperaturas superiores a 60ºC torna-se catódico em relação ao ferro.2. Por exemplo: deve-se utilizar placas de aços justapostas por rebites de cobre pois os rebites tem funçõ de sustentação das estruturas. Casos como esse são observados em: . Pode ocorrer inversão de polaridade entre metais. 7.Tubos de caldeira devido a containações na água (por ions Cu. É um tipo de corrosão frequentemente associada com pequenos volumes de soluções estagnadas devido a buracos. juntas de união.Estanho Niquel Cobre 171.Tanques de aço-carbono/ou galvanizados com tubulação de cobre.5 0.

conferindo uma certa resistência à corrosão.menor concentração de O2 . MECANISMO: a corrosão se dá por aeração diferencial e concentração diferencial. 7. Ocorre em muitos meios.pilha de concentração diferencial C1 .maior concentração de O2 .maior concentração . sendo mais intensa em meios cloretados. borracha. A forma e o tamanho original do material não são alterados. Corrosão grafítica O ferro fundido cinzento pode sofrer corrosão preferencial restando a grafita intacta.3. Sua dimensão é de milésimos de polegada (<1mm).1. plásticos.Ocorre também pelo contato entre superfícies de metal e não metais como madeira. Corrosão seletiva Este tipo de corrosão ocorre quando um dos elementos da liga corrói preferencialmente. As frestas precisam ser suficientemente grandes para permitir a entrada do líquido.Área anódica Figura 6 . restando na superfície uma camada porosa de grafita que pode sofrer selagem com o produto de corrosão . devido o par galvânico ferro (anódico) e a grafita (catódica). Os casos mais comuns ocorrem com o ferro fundido cinzento e com o latão. ao material.Área catódica 7. Figura 5.pilha de aeração diferencial C1 .Área anódica C2 . etc.Área catódica C2 .. Os metais apassivados como Al e aço inoxidável são muito susceptíveis a corrosão por frestas.menor concentração . . mas suficientemente pequenas para mantê-lo estagnado.3..

etc). Dezincificação. Isso não contra indica a utilização do fofo porque as exigências de pressão são pequenas (baixa resistência) e normalmente o tubo suporta bem porque os produtos de corrosão vedam os poros de grafita. principalmente em condensadores. Corrosão eletrolítica (corrosão por corrente de fuga). drenagem... fósforo e arsênio nas ligas Cu-Zn. Este ataque pode ocorrer ou em áreas pequenas. etc. As causas do fluxo de corrente contínua em um eletrólito são diversas. ou uniformemente.) devido ao fluxo de corrente contínua no eletrólito. são adicionados alguns elementos de liga tais como estanho. cabos telefônicos. correntes espúrias. etc. Designa-se corrosão eletrolítica aos processos corrosivos de natureza eletroquímica ocasionado em estruturas enterradas ou submersas (oleodutos. As correntes dispersas no eletrólito recebem diversos nomes. esgotos. A dezincificação ocorre frequentemente em trocadores de calor. Tubos velhos de ferro fundido podem desagregar facilmente por meio de uma espátula. precipitadores eletrostáticos. 7.2. sob a forma de alvéolos. O mecanismo ainda não está totalmente esclarecido. As ligas cobre-zinco (Latão) sofrem ataque preferencial. são: contato com soluções ácidas ou alcalinas. sistemas eletrificados com corrente contínua (trens. adutoras. baixa velocidade de escoamento do meio.As condições que facilitam a dezincificação. corroendo o zinco e deixando um resíduo poroso de cobre e produto de corrosão.correntes de fuga. podendo ocorrer ainda em bombas centrífugas. entre outros. formação de películas porosas e permeáveis. Uma outra maneira é realizar tratamentos térmicos adequados que evitem a formação de fase (rica em zinco).. gasodutos. tais como correntes estranhas. tanto na carcaça como nas hélices. metrôs. em áreas maiores. etc. bondes..4. Para se evitar este tipo de corrosão ou se elimina a corrente de fuga ou faz-se a ligação elétrica entre a estrutura e o gerador no ponto de retorno da corrente. O processo corrosivo verifica-se da seguinte forma: a corrente contínua que flui no eletrólito encontrando uma estrutura metálica (muito mais condutora) entra na estrutura em um ponto e descarrega em outro para retornar à fonte geradora da corrente. sistema de proteção catódica por corrente impressa.A corrosão grafítica manifesta-se normalmente em tubulações (de água.. mas provavelmente a corrosão preferencial do zinco (normalmente em ligas com teores elevados de zinco) é devido o estabelecimento do par galvânico zinco-cobre. sendo as mais comuns: máquinas de solda.. condensadores e em tubulações para água do mar.3. Para evitar este tipo de corrosão. . Na região de entrada tem-se a área catódica e na região de saída a área anódica onde se processa o desgaste. antimônio.). 7. etc. temperaturas elevadas.

Assim quando um metal está submetido à tensão observa-se que a região tensionada funciona como ânodo. porosidade e permeabilidade do concreto. . Um metal sujeito a deformação pode apresentar potencial diferente da parte não deformada. A corrosão num prego de aço dobrado.6.Figura 7. em água do mar ocorre nas regiões tensionadas. Corrosão filiforme É um tipo de corrosão que ocorre em metais protegidos por filmes protetores como vernizes. Não destrói os metais mas afeta a aparência de sua superfície. A deterioração ocorre qdo do contato do eletrólito com a ferragem devido a pouca espessura entre a armadura e a superfície externa (recomenda-se 5 a 7 cm). É um processo corrosivo observado na ferragem de estruturas de concreto. Corrosão devido deformações mecânicas. 7. Corrosão em concretos. lacas. 7. região anódica: Fe -----> Fe2+ + 2e região catódica: 2H2O + O2 +4e ----> 4 OH7. É comum em latas que acondicionam alimentos e bebidas.5. Supõe-se que o mecanismo seja semelhante à corrosão em frestas devido a aeração diferencial provocada por defeito no filme. Esta deterioração pode ser causada pela atmosfera como pelo solo ou em águas.Corrosão eletrolítica numa tubulação enterrada próxima a rede eletrificada.7. pintura ou mesmo revestimentos metálicos quando expostos a atmosfera muito úmida.

Outros constituintes como gases dissolvidos.produtos químicos: os produtos químicos. podem acelerar os processos corrosivos.Qdo a armadura sofre corrosão. O eletrólito constitui-se principalmente da água com sais dissolvidos. ácidos ou bases. Uma análise da água do mar apresenta em média os seguintes constituintes em gramas por litro de água: A água do mar em virtude da presença acentuada de sais. sais minerais e bactérias. do teor de sais em suspensão e do teor de gases provenientes da queima de combustíveis (enxofre principalmente). . Figura 8. na presença de sais ou gases presentes no ambiente. O eletrólito é uma solução eletricamente condutora constituída de água contendo sais.1. resíduos industriais. podem provocar corrosão eletroquímica.água do mar: estas águas contêm uma quantidade apreciável de sais. atmosfera: o ar contém umidade. tempo de permanência do filme de eletrólito na superfície metálica. é um eletrólito por excelência. poluentes diversos e gases dissolvidos. eventualmente ácidos ou bases. Vários fatores podem levar a deterioração do concreto ou a formação de pilhas eletroquímicas: atmosferas sulfurosas. Outros constituintes como poeira e poluentes diversos podem acelerar o processo corrosivo. gases industriais. bactérias. . 9. Isso favorece a formação de trincas e a degradação do concreto. águas naturais (rios. Fatores que influenciam na atmosfera corrosiva: a) b) c) d) umidade relativa substâncias poluentes temperatura. etc. sais em suspensão. Meios Corrosivos Os meios corrosivos em corrosão eletroquímica são responsáveis pelo aparecimento do eletrólito. 9. O eletrólito constitui-se principalmente da água com sais dissolvidos. A intensidade da corrosão depende basicamente da umidade relativa do ar. bactérias e correntes de fuga.solos: os solos contêm umidade. . fraturas ou trincas provenientes de solicitações mecânicas. 8. Corrosão em concretos. desde que em contato com água ou com umidade e formem um eletrólito. Corrosão Atmosférica: São os processos corrosivos de estruturas aéreas. lagos e do subsolo): estas águas podem conter sais minerais. Alguns solos apresentam também. O eletrólito constitui-se da água que condensa na superfície metálica. o produtos de corrosão (Fe2O3H2O) ocupa um volume maior do que o metal. presença de ions contaminantes. . Os outros constituintes podem acelerar o processo corrosivo. características ácidas ou básicas. poeira.

1. carvão. O potencial "natural" (ou meia-célula) de um metal em relação ao seu ambiente. É o tipo de corrosãao observada em estruturas enterradas (tubulações.Substâncias poluentes – 9.) Deposição de Material metálico. estacas metálicas. tanques enterrados.2. cabos de transmissão de energia e telecomunicações. De forma muito similar como as células de corrosão podem se estabelecer em metais heterogêneos.1.MgCl2.1. uma tubulação de aço atravessando solos heterogêneos pode estabelecer células de corrosão. Corrosão resultante de Solos Dissimilares. carvão) Ataca: Zinco ( carbonato de zinco) – Concreto (carbonatação) b) Dióxido de enxofre e trióxido de enxofre – proveniente da queima de gasolina.2.2. . Classificação da corrosão atmosférica (umidade relativa) .9. 9. Deposição de partículas sólidas – partículas de carvão – adsorsão. etc).1. sais minerais dissolvidos e do carater acido ou básico. A intensidade da corrosão pelos solos depende de sua umidade. etc. pode variar com as diferenças na composição do eletrólito. Solos de baixa resistividade são mais agressivo pois possuem maior umidade e sais minerais dissolvidos. Para umidades relativas superiores a 60% o aço passa a sofrer corrosão atmosférica mais acentuada a) Corrosão atmosférica Seca – sem filme eletrólito – ur = 0 b) Corrosão atmosférica Úmida – fino filme de eletrólito – ur < 100% c) Corrosão atmosférica Molhada – ur ˜ 100% 9. prata Chuva ácida: SOx e Nox 10. Corrosão pelo solo. Solos com pH ácido são mais corrosivos.) Deposição de sais fortes (NaCl. d) Gás sulfídrico – H2S – escurecimento do cobre.1 Sólidas: e) f) g) h) i) Material não metálico (sílica – SiO2) Substâncias Higroscópicas (ClCa. etc. etc.1. c) Óxidos de nitrogênio – NO e NO 2 – proveniente da exaustão de veículos automotivos.2 Gases: a) Gás carbônico ou dióxido de carbono:(queima de gasolina. óleo. óleo.

Figura 9. O ambiente eletrolítico do concreto (usualmente umidade e alto pH) é totalmente diferente do ambiente do solo usual circunvizinho. Designa-se corrosão por composto de enxofre principalmente aos processos corrosivos observados em unidades de processamento de petróleo. resultando em diferenças significativas no aço em relação ao potencial do ambiente. Figura10. .àqueles que ocorrem devido ao condensado ácido nas partes frias de equipamentos que usam combustíveis com alto teor de enxofre. Corrosão por solos dissimilares. 11. Ataque pelo H2S e fragilização pelo hidrogênio. CORROSÃO POR COMPOSTOS DE ENXOFRE. Corrosão pelo solo.1. Em regra teremos o aço no solo como anódico em relação ao aço embutido no concreto. que utilizam petróleos contendo enxofre e. Um caso clássico de solos dissimilares envolve aço no solo versus aço no concreto. 11.

condutos de gases de combustão. Para os tipos ferríticos ocorre em torno de 925C. tipicamente. que é impermeável e insolúvel nos meios corrosivos usuais. embarcações. de natureza química). temperatura e presença de bactérias. caldeiras. Apresentam em geral maior resistência à oxidação a alta temperatura em relação a outras classes de aços Esses aços quando aquecidos em temperaturas entre 400 e 950°C durante tratamento térmico.etc. feixe de permutadores de calor (resfriadores. condensador. 14. sendo bastante acentuada na faixa de 260 à 480ºC (nesta faixa o processo é. As estruturas sujeitas a esta corrosão são: tubulações submersas.etc. Corrosão por condensado ácida.soldagem. A reação de corrosão em temperaturas mais elevadas é a seguinte: Fe + H2S ----> FeS + 2H O hidrogênio gerado na reação acima provoca problemas de fragilização e/ou empolamento pelo hidrogênio. A partir desse teor e em contato com oxigênio ocorre a formação de uma fina película de óxido de cromo sobre a superfície do aço . em geral. um teor de 12% de cromo. instalações de vapor. etc. etc. consomem materiais protetores. bases ou sais e ainda pelo pH e pelo teor de oxigênio dissolvido.mar.2.. Bactérias ou fungos e algas promovem a formação de ácidos. este elemento é oxidado à SO 2. lagos. Ação do H2S na regeneração do HCl em colunas de destilação Em colunas de destilação atmosférica surgem problemas de corrosão no topo em tubulações.etc durante um determinado tempo (desde segundos a algumas horas dependendo do teor de carbono) ocorre precipitação de um constituinte no contorno de grão que pode provocar um dos tipos mais danosos da corrosão..). formam filmes (pilha de aeração diferencial). Este tipo de corrosão ocorre com mais frequência em tubulações enterradas. depois a SO3 e na presença de umidade passa a H2SO4. CORROSÃO PELA ÁGUA São os processos corrosivos observados em estruturas submersas (rios.A ação do H2S é bastante intensa na faixa de temperatura em que há umidade e cresce com a temperatura. instalações de água de refrigeração. 13.3.etc. 12. condensadores. Outros fatores que devem ser considerados são: Velocidade. CORROSÃO INTERGRANULAR Os aços inoxidáveis são ligas ferro-cromo que contém.) e nos sistemas que trabalham com água no seu interior.etc. CORROSÃO POR BACTÉRIAS As bactérias atuam no meio corrosivo de modo a torná-lo mais agressivo. tambor de refluxo.. Em equipamentos tais como fornos. A corrosão pela água é afetada pela presença de ácidos. economizadores de caldeiras. a chamada corrosão intergranular. que utilizam combustíveis de alto teor de enxofre.. instalações de tratamento e distribuição de água. ou seja. 11. tubulaçoes de esgoto. 11. provocam a despolarização catódica. nos pontos onde a temperatura é inferior à do ponto de orvalho. O processo corrosivo ocorre nas partes chamadas frias.etc. . por exemplo em chaminés.

nas equações abaixo. 4. 14. o aço sofre corrosão. Redução do teor de Carbono. mas não podem ser considerados totalmente imunes.2. ligas de alumínio. Verifique se os metais Zinco. 14. O aquecimento nesta faixa crítica de temperatura leva a precipitação nos contornos de grão de carboneto de cromo Cr 23C6 ou em associação com o ferro de (Cr. o Nióbio e o Tântalo. É a chamada corrosão em torno de solda. Diminui a tendência à corrosão intergranular. Dê exemplos de perdas diretas que ocorrem no nosso dia-a-dia. Dê exemplos de perdas indiretas que ocorrem no nosso dia-a-dia. empenamento e mesmo deformação da peça nessas temperaturas de trabalho. Com esse teor de carbono independente da temperatura que tenha sido submetido. Consiste na adição de elementos de liga que tenha maior afinidade pelo carbono do que o cromo. LISTA DE EXERCÍCIOS 1. 14. A formação dos carbonetos dependem das porcentagens de carbono. dos aços-carbono (aços comuns). Tem-se então destruição de passividade do aço nesta região com a consequente formação de uma pilha ativapassiva. É o método mais comum. MEIOS PARA EVITAR CORROSÃO INTERGRANULAR. temperatura e tempo de aquecimento.Os elementos mais usados são o Titânio. deixando esta região deficiente em cromo. 14. Porquê os aços inoxidáveis. Tratamento Térmico de Solubilização. Cobre e Ferro são atacados pelos ácidos.Fe)23C6. Consiste no aquecimento do aço sensitizado a temperaturas entre 950 e 1150C para a redissolução dos carbonetos existentes nos contornos de grão. Por isso recomendá-se a utilização de aços 304L e 306L (<0. seguido de um resfriamento rápido. Na soldagem de aços inoxidáveis austeníticos a região de sensitização fica situada alguns milimetros em torno de toda a extensão do cordão de solda.Assim quando o aço é submetido nessa faixa de temperatura por um determinado tempo que o torna sucetível a corrosão intergranular diz-se que o aço está "sensitizado" ou "sensibilizado". etc não precisam destes métodos de proteção contra a corrosão atmosférica. a) Zn + HCl →b) Ag + H2SO4 diluido c) Cu + HCl d) Fe (aço) + HCl → .03% de carbono). Aços inoxidáveis estabilizados. 5. Quais são os métodos utilizados para a proteção contra a corrosão atmosférica.1.1. isto é. As proporções recomendadas para o aço 304 são aproximadamente: Ti/C :5/1 . Nb/C :10/1. o carbono estará todo dissolvido ou precipitado em quantidade muito pequena nos contornos de grão devido ao baixo carbono.1. Prata. Nem sempre é possível essa solução pois pode ocorrer oxidação. devido a corrosão. 3. 2.3.1.1.

b) Principal(is) elemento(s) de liga do inox ferrítico b) Como são classificados os aços inox austeníticos c) Indique como evitar a corrosão intergranular nos aços inoxidáveis austeníticos através de tratamento térmico. Chapas de aço expostas ao sereno. Quais desses reservatórios podem armanezar solução de Ni(NO3) sem contaminação.abraco.br/ 2. Catálogo: SUMARÉ Tintas I – CORROSÃO ASSOCIADA A ESFORÇOS MECÂNICOS 1. Explique o que ocorre numa chapa de aço revestida com a) zinco b)alumínio c) estanho e d) cobre. 11. amanhecem de um dia para outro enferrujada. 9. 13. a corrosão com cavitação e a corrosão por turbulência. Explique porquê rebites de ferro em esquadrias de alumíno causam a corrosão do alumínio ? 8.). Explique porque ocorre essa corrosão. Explique os dois mecanismos da corrosão em frestas. PARTE II Este material foi obtido a partir das seguintes referências: 1. Explique a corrosão por pite (ocorre em equipamentos de aços inoxidáveis utilizados em indústrias alimentícias. http://www. laticínios. Os principais tipos de corrosão associada com escoamento são a corrosãoerosão. Aço zincado é o aço (ferro) que contém pequena quantidade de zinco metálico. 7. .6. Dispõem-se de reservatório metálico confeccionados com a) cádmio b) chumbo e c) cobre. Explique o que ocorre ao se colocar numa placa de ferro (aço) limpa de 3 a 4 gotas de solução aquosa de NaCl contendo algumas gotas de fenolftaleina. etc. 14.CORROSÃO ASSOCIADA AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS No escoamento de fluidos pode-se ter a aceleração dos processos corrosivos em virtude da associação do efeito mecânico com a ação corrosiva .org. Livro: Corrosão – Vicente gentil 3. 12. Sobre os aços inoxidáveis pede-se: a) O que é sensitização. quando esta é riscada? Onde o aço está protegido? 10. Porque na tabela prática de nobreza em água do mar existe grande diferença entre aço inox AISI 304 (ativo) e AISI 304 (passivo).

A ação erosiva sobre um material metálico é mais freqüente nos seguintes casos: • • • quando se desloca um material sólido. em tubulações. A erosão provoca o desgaste superficial capaz de remover as películas protetoras constituídas de produtos de corrosão. além de provocar a deformação plástica com encruamento em face da incidência de ondas de choque de alta pressão e portanto a criação de áreas anódicas. em pás de turbinas. Cavitação é o desgaste provocado em uma superfície metálica devido a ondas de choque do líquido. O resultado final será de um desgaste muito maior do que se apenas o processo corrosivo ou erosivo agisse isoladamente. quando se desloca um gás contendo partículas líquidas ou sólidas. oriundas do colapso de bolhas gasosas. um processo corrosivo torna-se mais intenso quando combinado com erosão.2 CORROSÃO CAVITAÇÃO. . líquida ou gasosa. em permutadores. o desgaste resultante será maior no caso de conjugar os dois fenômenos do que aquele observado pela ação de cada um isoladamente. o processo erosivo remove expondo a superfície a novo desgaste corrosivo . A corrosão produz a película de produto de corrosão. 1. A cavitação surge em zonas de baixa pressão onde o líquido entra em ebulição formando bolhas. Desta forma. as quais ao tomarem contato com zonas de pressão mais alta são destruídas instantaneamente criando ondas de choque no líquido. quando se desloca um líquido contendo partículas sólidas.1. No caso de líquidos e gases a ação erosiva ocorre normalmente. CORROSÃO . A cavitação da mesma forma que a erosão destrói as películas de produtos de corrosão expondo o material a novo desgaste corrosivo.1. Deste modo.EROSÃO Erosão de um material metálico é o desgaste mecânico provocado pela abrasão superficial de uma substância sólida.

formação de novo filme e adsorção de nova bolha. poderá ocorrer o choque destas bolhas com a superfície metálica e o processo erosivo resultante é denominado de impingimento. Neste tipo de corrosão formam-se trincas no material. 2. submetido a tensões de tração (aplicadas ou residuais). sendo no caso do impingimento comum alvéolos sob a forma de ferradura e as bolhas causadoras são em geral de ar. sendo a perda de espessura muitas vezes desprezível. enquanto que na cavitação são bolhas de vapor do produto. Ocorre particularmente quando há redução na área de fluxo. O ataque difere da cavitação quanto a forma do desgaste. Nos diversos casos de corrosão sob tensão podem ocorrer simultaneamente dois ou mais modelos. são fatores freqüentemente decisivos. 1. Vários modelos de corrosão sob tensão estão propostos. até atingir o tamanho crítico para uma ruptura brusca. como dureza. ainda em pesquisa. 1. Se o movimento turbulento propiciar o aparecimento de bolhas gasosas. encruamento. A propagação de trinca por corrosão sob tensão é geralmente lenta. são: Modelo da dissolução anódica da ponta da trinca . As condições metalúrgicas do material. As trincas decorrentes da corrosão sob tensão podem ser intergranulares ou transgranulares. Implosão da bolha 3. 2. CORROSÃO SOB TENSÃO A corrosão sob tensão acontece quando um material. Cavitação. A corrosão sob tensão intergranular ocorre quando a direção preferencial para a corrosão é o contorno de grão.3 CORROSÃO POR TURBULÊNCIA É um processo corrosivo associado ao fluxo turbulento de um líquido. A tensão de tração deve necessariamente ser superior a um certo valor limite. fases presentes. Adsorção da bolha. é colocado em contato com um meio corrosivo específico. Alguns.Figura 1. geralmente devido à precipitação de segundas fases nos contornos ou à existência de segregações neste local. dentre os principais modelos.

sendo comum denominar este processo de empolamento pelo hidrogênio. nesse caso. FISSURAÇÃO INDUZIDA PELA PRESSÃO DE HIDROGÊNIO O hidrogênio no estado nascente (atômico) tem grande capacidade de difusão em materiais metálicos. Quando o acúmulo de hidrogênio é em falhas próximas à superfície. a deformação pode provocar empolamentos. Corrosão sob tensão 3.Modelo da formação de túneis de corrosão Modelo da Adsorção Modelo da película de empanado Modelo da fragilização pelo hidrogênio Figura 2. os danos são irreversíveis. o material voltará as suas condições normais. .ação de gases ricos em hidrogênio. decomposição da umidade e água de cristalização contida em alguns tipos de revestimento de eletrodo que gera hidrogênio atômico no processo de soldagem por eletrodo revestido.reações catódicas em estruturas protegidas catodicamente. neste caso com a eliminação do hidrogênio antes da solicitação.reações de corrosão que liberam hidrogênio como a seguinte: Fe + H2 FeS + H2 observada no processamento de petróleo contendo enxofre. O hidrogênio acumulado passa da forma nascente a molecular e provoca o aparecimento de altas pressões no interior da falha. As tensões oriundas da pressão do gás poderão ser suficientes para escoar o material e.Dessa forma se o hidrogênio for gerado na superfície de um material. ou apenas para torná-lo mais frágil e. As principais causas do aparecimento de hidrogênio podem ser: processos de decapagem ácida. ele migra para o interior e acumula-se em falhas existentes.

Após atingir um tamanho crítico na trinca. A associação dos dois efeitos causa a falha do material em um número muito menor de ciclos do que se o fenômeno de fadiga ou corrosão isoladamente. nestas curvas relaciona-se a tensão aplicada como o número de ciclos para ocorrência de fadiga. Empolamento 4. CORROSÃO-FADIGA A fadiga de um material é a progressão de uma trinca a partir da superfície até a fratura. A progressão da trinca dá-se pela deformação plástica verificada na base da trinca associada ao constante aumento de concentração de tensões. Um processo corrosivo pode ser a causa do surgimento da trinca superficial por onde inicia-se a fadiga. Com a ocorrência dos dois efeitos as curvas de fadiga ficam profundamente modificadas e mesmo para os metais ferrosos desaparece o limite de fadiga quando se tem corrosão fadiga. Os metais não ferrosos de modo geral não apresentam limite de fadiga. A tecnologia hoje existente permite a utilização dos materiais em praticamente todos os meios corrosivos com a durabilidade dentro da extensão desejada. A fadiga inicia-se em um imperfeição superficial que é um ponto de concentração de tensões e progride perpendicularmente a tensão.PROTEÇÃO ANTICORROSIVA Os materiais metálicos podem ter resistência própria à corrosão ou tê-la ampliada pela utilização dos métodos ou técnicas de proteção anticorrosiva. II . A resistência à fadiga dos materiais é determinada através das curvas de fadiga. A base da trinca é uma região tensionada e encruada que age como área anódica em relação ao restante do material. logo a presença de um eletrólito no interior da trinca provoca corrosão e acelera a progressão da mesma. . quando o material é submetido a solicitações mecânicas cíclicos. Observa-se que para os materiais ferrosos há um limite tensão abaixo do qual por mais que se aumente o número de ciclos não haverá fadiga. a este valor de tensão chama-se limite da fadiga. este se rompe bruscamente causando a falha por fadiga do equipamento.Figura 3.

O controle de corrosão eletroquímica pode ser anódico. apresentando taxas de corrosão baixas e controladas. resistente à corrosão pela formação das películas protetoras em altas temperaturas ou utilizando revestimentos refratários ou isolantes que separam a superfície metálica do meio. Com este objetivo pode-se agir na seleção do material metálico. Esta resistência está associada à passivação do material no meio corrosivo considerado. por exemplo. entre outros. em se obter o controle das velocidades de corrosão. titânio. 4. Como se viu anteriormente os fenômenos mais importantes na resistência à corrosão são a polarização e a passivação. o controle de pH. proteção catódica. níquel. PRINCÍPIOS BÁSICOS DE CONTROLE DA CORROSÃO ELETROQUÍMICA Controlar a corrosão eletroquímica significa paralisar ou diminuir a intensidade das pilhas de corrosão. Controlar a corrosão consiste. ou seja. o qual é função da composição química do material. Esta resistência pode decorrer de características próprias do material ou ser conferida por métodos de proteção anticorrosiva. do funcionamento das pilhas de corrosão no caso da corrosão eletroquímica e do crescimento da película no caso da corrosão química ou oxidação a altas temperaturas. 3. 2. cromo. Os fenômenos de polarização que acompanham os processos corrosivos podem ser acelerados por técnicas tais como o uso de inibidores. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA RESISTÊNCIA À CORROSÃO E DA PROTEÇÃO ANTICORROSIVA A resistência à corrosão dos materiais metálicos está associada ao fato dos mesmos serem expostos ao meio corrosivo.1. atuando e dificultando na interação entre o metal e o meio corrosivo. Dentre os elementos de liga que formam a camada passiva podemos citar: alumínio. revestimentos dentre outros. enquanto os fenômenos de passivação conferem ao material um comportamento de maior nobreza e podem ser acelerados pelo uso de proteção anódica e modificações no meio corrosivo como. PRINCÍPIOS BÁSICOS DE CONTROLE DA CORROSÃO EM ALTAS TEMPERATURAS A corrosão em altas temperaturas é controlada a partir do crescimento da película protetora. 4. RESISTÊNCIA À CORROSÃO ELETROQUÍMICA 4.1 RESISTÊNCIA PRÓPRIA DO MATERIAL À CORROSÃO Os materiais metálicos podem possuir resistência própria a determinados meios corrosivos.2 MÉTODOS QUE MELHORAM A RESISTÊNCIA À CORROSÃO . portanto. catódico ou misto.

2. ou protegê-lo por ação galvânica. A desaeração consiste na retirada de oxigênio do meio. O processo químico é realizado pelos seqüestradores de oxigênio. ampliando a resistência a corrosão do material metálico. enquanto que a retirada do processo mecânico é feita em desaeração por arraste do oxigênio por um outro gás. ampliada ou até mesmo obtida no seu mais elevado grau. Esta película pode dar ao material um comportamento mais nobre. Os inibidores são compostos químicos adicionados ao meio que promovem polarização anódica ou catódica. O controle de pH visa favorecer a passivação dos metais.2 Inibidores de Corrosão O aumento da resistência à corrosão pelo uso dos inibidores de corrosão constitui-se em uma técnica muito utilizada.3 Técnicas de Modificação do Meio Corrosivo Além dos inibidores que agem através do meio corrosivo há outras técnicas importantes de modificação do meio. a proteção catódica e anódica e ainda o controle pelo projeto. Os revestimentos podem ser: metálicos. especialmente quando o meio corrosivo é líquido e trabalha em circuito fechado. Dentre estas técnicas ou métodos podem ser citados os revestimentos. 4.2. não metálicos inorgânicos ou orgânicos e a sua utilização pode ser no aumento da resistência à corrosão atmosférica. que se tornam passivos com o pH ligeiramente básico. Esta resistência pode ser melhorada. como é o caso das películas metálicas mais catódicas que o metal de base. dentre elas vale destacar a desaeração e o controle do pH. se constituem numa barreira entre o metal e o meio e desta forma aumentar a resistência de contato das áreas anódicas e catódicas das pilhas de corrosão. sendo o oxigênio um agente despolarizante. as técnicas de modificação do meio.Alguns materiais de elevado uso industrial possuem baixa resistência a corrosão na maioria dos meios. Cuidados especiais deve-se ter com os metais anfóteros que perdem a resistência à corrosão em meios muito básicos e com a precipitação de . comumente vapor. com a sua retirada favorece-se a polarização catódica com a conseqüente diminuição da intensidade do processo corrosivo. na imersão e na corrosão pelo solo. os inibidores de corrosão. ou são formadores de película que aumentam a resistência de contato das áreas anódicas e catódicas das pilhas de corrosão. 4. ou ainda. 4. ou em câmara de vácuo onde a descompressão propicia a saída de gases.Revestimentos Os revestimentos constituem-se em películas interpostas entre o metal e o meio corrosivo. utilizando de técnicas ou métodos de proteção anticorrosiva que promovem a passivação ou a polarização do material. Os processos de retirada de oxigênio podem ser químicos ou mecânicos.2.1.

podendo trazer problemas de incrustação. o que não se consegue na atmosfera.2. A proteção anódica não só propicia a formação da película protetora mas principalmente mantém a estabilidade desta película. ligas de ferro-cromo-níquel. Figura 4. o cromo. Estes dois métodos de aumento da resistência a corrosão são muito utilizados em sistemas de água de refrigeração. como métodos que reduzem as taxas de corrosão o controle de velocidade relativa metal/eletrólito e o controle de temperatura. 4. O seu emprego encontra maior interesse para eletrólitos de alta agressividade (eletrólitos fortes). A proteção anódica é um método de aumento da resistência à corrosão que consiste na aplicação de uma corrente anódica na estrutura a proteger. ligas de ferro-cromo. especialmente o titânio. Anodos de sacrifício (a) oleoduto (b) navio (c)tanque industrial de água quente. Destaca-se ainda. água de caldeira.2. água de injeção em poços de petróleo.compostos de cálcio e magnésio que se tornam insolúveis em pH elevado. porém tem grande aplicação em outros países na indústria química e petroquímica. Não pode ser usada em estruturas aéreas em face da necessidade de um eletrólito contínuo. forçando um alto grau de polarização catódica. como por exemplo um tanque metálico para armazenamento de ácidos. A proteção anódica é empregada com sucesso somente para os metais e ligas formadores de película protetoras. A corrente anódica favorece a passivação do material dando-lhe resistência à corrosão. O emprego de proteção anódica é ainda muito restrito no Brasil. que consiste em tornar a estrutura a proteger em catodo de uma célula eletroquímica ou eletrolítica. em fluidos diversos como os de perfuração de poços de petróleo e os de complementação.4 Proteção Catódica e Anódica A proteção catódica é um método de aumento da resistência à corrosão.5 Controle de Corrosão na Fase de Projeto O aumento da resistência à corrosão através de práticas de proteção . 4. Proteção catódica é empregado para estruturas enterradas ou submersas.

a primeira adotando práticas que minimizem os problemas de corrosão e a segunda utilizando as técnicas de proteção anticorrosiva. Este aumento de resistência pode ser obtido de duas formas. .anticorrosiva adotadas na fase de projeto é uma das mais importantes formas de controle de corrosão.

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67%. De acordo com as observações acima. sendo o cromo e o níquel os elementos de maior importância. verifica-se a grande utilização das ligas Fe-Cr. Em atmosferas contendo gases de enxofre e não oxidante há a formação de um eutético Ni3S2-Ni que funde a 645°C responsável pela pouca resistência das ligas de níquel. Si e Al. A seleção do material metálico deve ser efetuada considerando principalmente a temperatura de trabalho e o meio corrosivo. Fe-Cr-Ni e Ni-Cr na construção de equipamentos que trabalham a alta temperatura tais como: . as ligas de Ni . Cr .000 1. RESISTÊNCIA À CORROSÃO QUÍMICA OU OXIDAÇÃO A ALTAS TEMPERATURAS O aumento da resistência à corrosão química baseia-se em impedir ou controlar a interação química entre o metal e o meio corrosivo. Ni.5. 75 . Com esse objetivo.100 a adição de Ni nos aços também aumenta a resistência a oxidação em atmosferas oxidantes e isentas de gases de enxofre. Ligas contendo alto teor de Ni e de Cr resistem satisfatoriamente à cinzas contendo vanádio e sulfato de sódio.14% e Fe 7%) e outras são resistentes à corrosão em atmosferas oxidantes. A adição de cromo nos aços aumenta a resistência a oxidação de acordo com a seguinte tabela: % CROMO 0. como se viu.monel (Ni .78%. Algumas observações sobre os materiais são: a adição de determinados elementos de liga melhoram a resistência a oxidação os aços. sendo as principais a 50 Cr e 50 Ni e a 60 Cr e 40 Ni. inconel (Ni . Mo.1 2-3 4-6 7-9 13 17 21 25 TEMPERATURA MÁXIMA (oC) 540 600 650 700 750 850 1. pode-se agir no metal de forma a se obter películas protetoras ou utilizar revestimento refratários e isolantes. Cu .32%). entre os quais podem ser citados: Cr.

Exemplo: sulfatos de zinco. criando uma película protetora sobre as áreas anódicas e catódicas. etc. Exemplo: hidróxidos. produzindo uma polarização catódica. produzindo uma polarização anódica. magnésio ou níquel. boratos de metais alcalinos. • componentes de máquinas: pás de turbinas. Material refratário ou produto refratário são todos aqueles materiais naturais ou manufaturados. seqüestradores de oxigênio: são compostos que reagem com o oxigênio promovendo a desaeração do meio: • Exemplo: Sulfito de sódio ( Na2SO3 + 1/2 O2 Na2SO4 ) Hidrazina ( N2H4 + O2 N2 + 2H2O ) As principais aplicações dos inibidores são: . nitrito de sódio e cromatos de potássio e sódio. diminuem a sua agressividade. petroquímica e de petróleo. Inibidores de Corrosão Os inibidores são compostos químicos que. Estes inibidores são também chamados de passivadores. carbonatos. que podem suportar sem se deformar ou fundir.1 EMPREGO DE REVESTIMENTOS REFRATÁRIOS E ISOLANTES O emprego de materiais refratários e isolantes consiste na interposição de um revestimento entre a superfície metálica e o meio corrosivo e altas temperaturas. por um dos seguintes mecanismos: inibição anódica (inibidores anódicos): são compostos que formam produtos insolúveis nas áreas anódicas. silicatos. em geral não metálicos. uréia. quando adicionados ao meio corrosivo. etc.tubos de fornos e caldeiras. 6. Exemplo: sabões de metais pesados. válvulas de motores de combustão interna. a temperaturas elevadas em condições específicas de emprego. • • • • 5. reatores e regeneradores de unidades de FCC. inibição por barreira (inibidores por adsorção): são compostos que têm a propriedade de formar películas por adsorção à superfície metálica. queimadores. equipamentos de processo na indústria química. aminas. inibição catódica (inibidores catódicos): são compostos que formam produtos insolúveis nas áreas catódicas. fosfatos.

sistemas de oleodutos e gasodutos. da sua espessura e da permeabilidade à passagem do eletrólito através da película. dos casos em que a própria película é atacada pelo meio corrosivo ou danificada por ações mecânicas. dependendo da sua natureza. refrigeração e de injeção). O principal mecanismo de proteção dos revestimentos é por barreira mas. não deve ser poluente e tóxico. se a proteção é somente por barreira. o mecanismo de proteção. inclusive de despejo. se houver um mecanismo adicional de proteção (inibição anódica ou protção catódica). depois de algum tempo o eletrólito chegará à superfície metálica e iniciará um processo corrosivo. custo baixo. área de perfuração e produção-fluidos e acidificação. Assim. com exceção. poderá também proteger por inibição anódica ou por proteção catódica. Em virtude da porosidade da película. tão logo o eletrólito chegue à superfície metálica. 7. Esta proteção é denominada de proteção por barreira ou por retardamento do movimento iônico. O tempo de proteção dado por um revestimento depende do tipo de revestimento (natureza química). tratamento de água (caldeira. Desta forma. neste tempo. testes hidrostático. sistema de embalagem. Influenciará também.o o o o o o o destilação de petróleo. quando aplicados sobre a superfície metálica. Os critérios básicos para seleção de inibidores são : • • • • • deve ser compatível com o processo. 7 .1 Mecanismo de Proteção Os revestimentos. a falha do revestimento dá-se sempre por corrosão embaixo da película.Revestimentos Protetores Os revestimentos protetores são películas aplicadas sobre a superfície metálica e que dificultam o contato da superfície com o meio corrosivo. não deve formar resíduos ou espuma. das forças de coesão e adesão. limpeza química e decapagem ácida. deve ser solúvel e estável (incluindo temperatura e pressão). haverá um prolongamento da vida do revestimento. enquanto que. é claro. Esta separação será tão mais longa quanto maior for o tempo que o eletrólito chegue ao metal protegido. iniciará o processo corrosivo. tendem a separar a superfície do meio corrosivo. A duração de um revestimento pode ser ampliada quando ele possui . objetivando minimizar a degradação da mesma pela ação do meio.

dentre outros. isentas de poros. As películas metálicas protetoras. devem ser perfeitas. as superfícies zincadas e as estanhadas. arco elétrico.2 Revestimentos Metálicos Consistem na interposição de uma película metálica entre o meio corrosivo e o metal que se quer proteger. como é o caso das tintas de fundo contendo zarcão. forma-se uma pilha galvânica entre o metal de base e o metal ou pigmento metálico do revestimento. fosfato de zinco. Os clads mais usados nas indústrias químicas. O metal fundido é pulverizado e aspergido sobre o substrato a . Os processos de revestimentos metálicos mais comum são: cladização: os clads constituem-se de chapas de um metal ou ligas. Outra forma de ampliar a vida de um revestimento é quando ele possui um mecanismo adicional de proteção denominado proteção catódica. As películas mais anódicas (Ex: zinco/aço) podem ser imperfeitas porque elas conferem proteção catódica à superfície do metal de base. aço inoxidável e titânio sobre aço carbono.pigmentos inibidores.. trincas. 7. os quais conferem um mecanismo de inibição anódica. Neste caso. resistentes à corrosão. Este fato ocorre quando se utiliza revestimentos metálicos menos nobres que o metal a se proteger. cromato de zinco. quando constituídas de um metal mais catódico que o metal de base(Ex: cobre/aço). revestindo e protegendo um outro metal com função estrutural. petroquímica e de petróleo sã os de monel. ou tintas com pigmentos de zinco. para que se evite que diante de uma eventual falha provoquem corrosão na superfície metálica do metal de base ao invés de evitá-la. deposição por imersão a quente: pela imersão a quente obtém-se. etc. ou seja. metalização: o processo por meio do qual se deposita sobre uma superfície previamente preparada camadas de materiais metálicos. Os metais de deposição são fundidos em uma fonte de calor gerada no bico de uma pistola apropriada. por meio de combustão de gases. entre outras. O processo de zincagem por imersão é também denominado de galvanização. plasma e por detonação.

que por ser um metal muito tóxico é empregado como revestimento aplicado por este processo. Após o processo de desengraxe da superfície metálica. anodização: consiste em tornar mais espessa a camada protetora passivante existente em certos metais. estanho. cádmio. cobre e diversas ligas. ouro. A superfície a revestir é colocada no catodo de uma célula eletrolítica. neste caso. Por metalização faz-se revestimentos com zinco. quando aplicada em camada fina e uniforme. aplica-se a fosfatização. cromatização: consiste na reação da superfície metálica com soluções ligeiramente ácidas contendo cromatos. Revestimentos Não-Metálicos Inorgânicos Consistem na interposição de uma película não-metálica inorgânica entre o meio corrosivo e o metal que se quer proteger. muito utilizada na indústria química. por barreira e por inibição anódica. especialmente no alumínio. 7. revestimento com argamassa de cimento: consiste na colocação de uma camada de argamassa de cimento. muito utilizados em peças com formato delicado e cheias de reentrâncias. Consegue-se uma película de alta resistência química. em virtude da sua rugosidade. Por este processo é comum revestir-se com cobre e níquel.3. revestimento com vidro: consiste na colocação de uma camada de vidro sobre a superfície metálica. A fosfatização é um processo largamente empregado nas indústrias automobilísticas e de eletrodomésticos. Esta camada é aplicada sob a forma de esmalte e fundida em fornos apropriados.proteger. deposição química: consiste na deposição de metais por meio de um processo de redução química. eletrodeposição: consiste na deposição de metais que se encontram sob a forma iônica em um banho. em uma excelente base para pintura. níquel. essencialmente. principalmente. Este revestimento é muito empregado na parte interna de tubulações e. Os mecanismos de proteção são. A camada de cromatos passivante aumenta a resistência à corrosão da superfície metálica que se quer proteger. São os denominados cobre e níquel químicos. sobre a superfície metálica. A camada de fosfatos inibe processos corrosivos e constitui-se. O alumínio é um exemplo muito comum da anodização. Em tubulações de grande diâmetro é comum usar-se um reforço com tela metálica. estanho e. Por eletrodeposição é comum revestir-se com cromo. prata. . chumbo. A oxidação superficial pode ser por banhos oxidantes ou processo eletrolítico. é aplicado normalmente por centrifugação. com espessura da ordem de 3 a 6 mm. alumínio. fosfatização: consiste na adição de uma camada de fosfatos à superfície metálica. seguindo-se a pintura.

em fogões. 7. geralmente silicoso. máquinas de lavar. . utilizados industrialmente. 8. de alta resistência a ácidos. de limpeza das superfícies de metais ferrosos são: Ação química (geralmente a decapagem ácida ) e ação mecânica (geralmente o jateamento abrasivo).. revestimento com material cerâmico: consiste na colocação de uma camada de material cerâmico. utilizado principalmente para revestimentos de pisos e canais de efluentes. LIMPEZA E PREPARO DE SUPERFÍCIES.revestimento com esmalte vítreo: consiste na colocação de uma camada de esmalte vítreo (vidro + cargas + pigmentos) aplicada sob a forma de esmalte e fundida em fornos apropriados.4. Revestimentos Orgânicos Consiste na interposição de uma camada de natureza orgânica entre a superfície metálica e o meio corrosivo. Os dois principais métodos. etc. Os principais revestimentos orgânicos são os seguintes: pintura industrial: revestimento com borrachas: revestimentos para tubulações enterradas ou submersas : revestimento com esmalte de alcatrão de hulha (coal-tar) : revestimentos com asfaltos: revestimento com fitas plásticas: revestimento com espuma rígida de poliuretana: revestimento por tinta à base de coal-tar epoxi: revestimento com polietileno extrudado: revestimento com polipropileno extrudado: revestimento com tinta epoxi em pó (Fusion Bonded Epoxi):. Este revestimento é usado em alguns utensílios domésticos.

pode ocorrer deposição nos pulmões. Por isso a necessidade de consultar a legislação. Os abrasivos são de vários tipos. esferas de vidro e areia. Norma sueca SIS 05900-67 – Graus de enferrujamento Graus de Enferrujamento A B C D Características da superfície Recoberta por carepa (anidra) ainda intacta Princípio de corrosão Formação de cavidades visíveis Grande formação de cavidades visíveis e a carepa hidratada já se descolou Norma sueca SIS 055900-67 – Grau de preparação Métodos de preparo da superfície Limpeza Mecânica Limpeza Mecânica Com jato abrasivo Ligeiro Comercial Metal quase Branco Metal Branco Limpeza com solventes Decapagem química Enferrujamento – jato abrasivo Sa1 Sa2 Sa2 ½ Sa3 Sa1 Sa2 Sa2 ½ Sa3 N-5 N-10 N-11 Norma Sueca St2 St3 Norma Petrobrás N-6 N-7 . ocasionando a silicose.8. Geralmente se usam o ácido sulfúrico comercial (5 a 25% em peso – temperaturas de 60 a 80o C) que apresenta baixo custo e ausência de vapores. Os mais utilizados são granalha de aço angular e esférica. Desprende vapores corrosivos.2.1. DECAPAGEM ÁCIDA. Devido a poeira da areia se inalada pelo ser humano. JATEAMENTO ABRASIVO. O ácido clorídrico (acido muriático – 25 a 50% em volume) é utilizado na temperatura ambiente em tanques revestidos de borracha e PVC. 8. óxido de alumínio.

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