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CURSO DE FORMAÇÃO DE

OPERADORES DE VASOS DE PRESSÃO E


UNIDADES DE PROCESSO
S. CRUZ EMERGÊNCIA INDUSTRIAL M.E.I.

Trabalho de pesquisa e montagem do material didático de:

Fábio Barbosa da Cruz – Bombeiro Industrial e Técnico de Segurança no Trabalho

Responsável técnico - Calebe Costa – Eng. Mecânico

Abril de 2016.

OBJETIVO DO CURSO

Capacitar profissionais na operação segura de Vasos de pressão e unidades


de processo, desenvolvendo suas atividades com segurança através do
conhecimento dos procedimentos operacionais, riscos inerentes e equipamento
usuais em atendimento a NR-13 do MTE.

INTRODUÇÃO

Pesquisas demonstram que a maior frequência de acidentes por falha ou falta


de válvulas de segurança tem ocorrido em tubulações pressurizadas. Os vasos
de pressão aparecem em segundo lugar e finalmente as caldeiras em terceiro.

1 - Noções de grandezas físicas e unidades Carga horária:


Grandeza Física

Em física, podem ser consideradas como grandezas ou quantidades somente


as propriedades de um fenômeno, corpo (física) ou substância. É necessário
que essas propriedades possam ser expressas quantitativamente:

 No caso das grandezas escalares: por meio de um número (sua


magnitude) mais uma referência (sua unidade de medida);

 No caso das grandezas vetoriais: por meio de um número (sua


magnitude), de uma referência (sua unidade de medida), de uma direção
e de um sentido.

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A partir dessa definição podemos, por exemplo, dizer que o comprimento, a
quantidade de matéria e a energia são grandeza físicas, enquanto as notas de
uma prova, o preço de um objeto e a intensidade de um sentimento não são.
Existem inúmeros tipos de grandezas físicas, cada qual associada a um
diferente tipo de unidade de medida. Uma unidade de medida tem um tamanho
unitário arbitrariamente definido, e é por meio de um processo de comparação
quantitativa (medição) com esse padrão unitário que determina-se a magnitude
de uma grandeza física. Isto é, quantas vezes o tamanho unitário está contido
na medida que está sendo feita.

Podem, também, existir diferentes unidades de medida para um mesmo tipo de


grandeza física; usa-se corriqueiramente a polegada como medida de
comprimento em favor do oficial metro. A união de determinadas unidades de
medida dá origem a um sistema de medida.

Unidades de medida
Unidade de medida é uma quantidade específica de determinada grandeza
física e que serve de padrão para eventuais comparações, servindo de padrão
para outras medidas.

Sistema internacional de unidades (SI): Por longo tempo, cada região, país
teve um sistema de medidas diferente, criando muitos problemas para o
comércio devido à falta de padronização de tais medidas. Para resolver o
problema foi criado o Sistema Métrico Decimal que adotou inicialmente adotou
três unidades básicas: metro, litro e quilograma.

Entretanto, o desenvolvimento tecnológico e científico exigiu um sistema


padrão de unidades que tivesse maior precisão nas medidas. Foi então que em
1960, foi criado o Sistema Internacional de unidades(SI). Hoje, o SI é o sistema
de medidas mais utilizado em todo o mundo.
Existem sete unidades básicas do SI que estão na tabela abaixo:
Grandeza Unidade Símbolo
Comprimento metro m
Massa quilograma kg
Tempo segundo s
Corrente Elétrica Ampère A
Temperatura kelvin K
Quantidade de matéria mol mol
Intensidade luminosa candela cd

O metro, seus múltiplos e submúltiplos

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O metro é utilizado cotidianamente em várias atividades humanas. Dele, deriva
outras unidades das quais convencionou-se chamar de múltiplos – quando
estas são resultados de uma multiplicação decimal a partir do metro, e de
submúltiplos – quando forem resultados de uma divisão decimal.

METRO (m)
MÚLTIPLOS SUBMÚLTIPLOS
Unidade Sigla Relação Unidade Sigla Relação
Decâmetro dam m x 10 Decímetro dm m/10
Hectômetro hm m x 100 Centímetro cm m/100
Quilômetro km m x 1000 Milímetro mm m/1000

1.1 – Pressão

Pressão (símbolo ) é a relação entre uma determinada força e sua área de


distribuição.

O termo pressão é utilizado em diversas áreas da ciência como uma grandeza


escalar que mensura a ação de uma ou mais forças sobre um determinado
espaço, podendo este ser líquido, gasoso ou mesmo sólido. A pressão é uma
propriedade intrínseca a qualquer sistema, e pode ser favorável ou
desfavorável para o homem: a pressão que um gás ou vapor exerce sobre a pá
de uma hélice, por exemplo, pode ser convertida em trabalho.

Pressão é a relação entre a intensidade de uma força que age


perpendicularmente sobre uma superfície e a área dessa superfície.

Expressão matemática

Para problemas que envolvem gases e sólidos a expressão matemática


utilizada para expressar pressão é dada por:

Onde: - é a pressão; - é a força normal a superfície e - é a área total


onde a força é aplicada.

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1.1.1 - Pressão atmosférica

Pressão atmosférica é o peso que o ar exerce sobre a superfície terrestre.


Sua manifestação está diretamente relacionada à força da gravidade e à
influência que essa realiza sobre as moléculas gasosas que compõem a
atmosfera. Assim, a pressão atmosférica sofre variações conforme as altitudes
e as condições de temperatura do ar.

Quanto maior a altitude de um


dado relevo, isto é, quanto mais
elevado ele estiver em relação ao
nível do mar, menor será a pressão
atmosférica. Isso ocorre porque a
força da gravidade mantém a maior
parte do ar próxima à superfície, o
que explica o fato de grandes
cadeias de montanhas
apresentarem um ambiente mais
rarefeito.

As temperaturas, por sua vez,


também são fatores decisivos sobre os níveis de intensidade da pressão
atmosférica. Quimicamente falando, quando as substâncias estão mais frias, as
moléculas agrupam-se, e quando as substâncias estão mais quentes, as
moléculas afastam-se.

Por isso, nas zonas da Terra em que as


temperaturas encontram-se menos
elevadas, as moléculas de ar unem-se,
ficando mais densas e, portanto, mais
pesadas, aumentando a pressão.
Quando as temperaturas se elevam, as
partículas se afastam, o ar fica menos
denso e a pressão diminui.

As variações de pressão atmosférica


existentes nos diversos pontos da Terra
são responsáveis pela ocorrência dos ventos, que se deslocam das zonas de
alta pressão para as zonas de baixa pressão. Por esse motivo, temos a
formação da circulação atmosférica e o deslocamento das massas de ar, bem
como todos os fenômenos climáticos resultantes desses processos.

A pressão atmosférica também interfere nas condições do tempo. Isso porque


as zonas de baixa pressão provocam a subida das frentes de ar, o que propicia
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a formação de nuvens, enquanto as zonas de alta pressão propiciam a descida
do ar, impedindo a formação de nuvens e deixando o tempo mais “limpo”.

O instrumento utilizado para medir a pressão atmosférica de um dado local é o


barômetro, que realiza a medição em mb (milibares). A pressão média da
Terra é de 1013mb.

Barômetro de Torricelli

Barômetros:

1.1.2 - Pressão interna de um vaso

A pressão interna de um vaso pode ser positiva ou negativa, em relação a


pressão esterna ou pressão atmosférica. A pressão interna de um vaso
também conhecida como pressão manométrica.

1.1.3 - Pressão manométrica, pressão relativa e


pressão absoluta

pressão manométrica é a medição da pressão em


relação à pressão atmosférica existente no local,

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podendo ser positiva ou negativa. Geralmente se coloca a letra “G” após a
unidade para representá-la. Quando se fala em uma pressão negativa, em
relação a pressão atmosférica chamamos pressão de vácuo.

A pressão que os manômetros indicam diretamente é uma pressão relativa.

A pressão manométrica é o que fornece, por exemplo, o calibrador da pressão


dos pneus de um automóvel. Da mesma forma, o esfigmomanômetro (medidor
da pressão arterial) também mede a pressão manométrica do sangue.
Finalmente vale notar que a pressão manométrica pode ser negativa, indicando
níveis de pressão inferiores à pressão de referência.

Escalas de Pressão: Absoluta e Relativa

A atmosfera que rodeia o nosso planeta, porque tem massa e está sujeita à
aceleração da gravidade, exerce sobre a superfície da Terra uma força. Esta,
dividida por uma unidade de superfície, resulta numa pressão – a Pressão
Atmosférica. O valor da Pressão Atmosférica corresponde a 1 bar (unidade já
abordada anteriormente).

Pelo facto de tudo na Terra estar sujeito à Pressão Atmosférica, ao referir-se


um valor de Pressão, é necessário esclarecer se esse valor está referido à
pressão zero (ausência de pressão atmosférica – vácuo) ou se está referido a 1
bar (valor da pressão atmosférica).

Existem, por isso, duas escalas de pressão a considerar:

 PRESSÃO ABSOLUTA, que tem como zero a ausência absoluta


de pressão;

 PRESSÃO RELATIVA, que tem como zero o valor da pressão


atmosférica: 1 bar.

Resulta ainda no exposto que as pressões inferiores à pressão atmosférica


podem ser referidas de duas formas: com sinal “-“, em pressão relativa, e com
sinal “+” em pressão absoluta.

1.1.4 - Unidades de pressão


A unidade de pressão no sistema internacional (SI) é o N/m² (Newton por metro
quadrado), que também pode ser chamada de pascal, cujo símbolo é Pa.
Existem algumas unidades práticas de pressão, derivadas da pressão
hidrostática, das quais as mais importantes derivam da experiência de
Torricelli.

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Vaso de Pressão

Segundo a PETROBRAS na norma N-253: “Entende-se como vaso de pressão


todos os reservatórios de qualquer tipo, dimensões ou finalidade, não sujeitos à
chama, que contenham qualquer fluido em pressão manométrica igual ou
superior a 103 kPa (1,05 kgf/cm2) ou submetidos à pressão externa”.

A NR-13 do Ministério do Trabalho no subitem 13.6.1 defini vasos de pressão


como: Vasos de pressão são equipamentos que contêm fluidos sob
pressão interna ou externa.

Os vasos de pressão abrangidos por esta NR estão classificados em


categorias de acordo com o Anexo IV da NR-13 onde vasos de pressão são
classificados em categorias segundo o tipo de fluido e o potencial de risco.
Os fluidos contidos nos vasos de pressão são classificados conforme descrito a
seguir:
CLASSE "A":
- fluidos inflamáveis;
- combustível com temperatura superior ou igual a 200º C;
- fluidos tóxicos com limite de tolerância igual ou inferior a 20 ppm;
- hidrogênio;
- acetileno.

CLASSE "B":
- fluidos combustíveis com temperatura inferior a 200º C;
- fluidos tóxicos com limite de tolerância superior a 20 (vinte) ppm;

CLASSE "C":
- vapor de água, gases asfixiantes simples ou ar comprimido;

CLASSE "D":
- água ou outros fluidos não enquadrados nas classes "A", "B" ou "C", com
temperatura superior a 50ºC.

Quando se tratar de mistura, deverá ser considerado para fins de classificação


o fluido que apresentar maior risco aos trabalhadores e instalações,
considerando-se sua toxicidade, inflamabilidade e concentração.

Os vasos de pressão são classificados em grupos de potencial de risco em


função do produto "PV", onde "P" e a pressão máxima de operação em Mpa e
"V" o seu volume geométrico interno em m3, conforme segue:
GRUPO 1 - PV . 100

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GRUPO 2 - PV < 100 e PV ≥ 30
GRUPO 3 - PV < 30 e PV ≥ 2.5
GRUPO 4 - PV < 2.5 e PV ≥ 1
GRUPO 5 - PV < 1

Vasos de pressão que operem sob a condição de vácuo deverão enquadrar-se


nas seguintes categorias:
- categoria I: para fluidos inflamáveis ou combustíveis;
- categoria V: para outros fluidos.

1.2 - Calor e temperatura

Calor é energia térmica trocada por um corpo ou fluido, enquanto a


temperatura é a forma de mensurar, o quanto de calor (energia térmica) é
trocado em dado corpo ou fluido.

A noção de calor é várias vezes erradamente associada a uma maior


temperatura, enquanto a noção de frio está associada a uma menor

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temperatura. Apesar disso, o calor consiste na energia térmica que transita de
um corpo com maior temperatura para outro de menor temperatura. Esse é um
processo efêmero que termina quando os dois corpos em questão atingem o
equilíbrio térmico.

1.2.1 - Noções gerais: o que é calor, o que é temperatura.


1.2.2 Calor

Calor é um conceito do âmbito da Física que representa uma forma de energia,


sendo a energia térmica em movimento entre partículas atômicas.

Quanto maior for o calor (energia térmica) aplicada a um objeto ou sistema que
esteja em condições isoladas (sem influências externas), maior será a sua
temperatura. Quando dois corpos têm temperaturas diferentes e estão em
contato, o calor passa do objeto com maior temperatura para o de menor
temperatura, até que seja atingido o equilíbrio térmico.

Assim, calor é energia térmica.


É importante referir que a energia também pode ser transferida entre um
sistema e o seu meio na forma de trabalho, W através da força exercida sobre
o sistema.
Calor e trabalho, ao contrário da temperatura, pressão e volume não
representam propriedades intrínsecas de um sistema. Calor e trabalho só têm
significado desde que descrevam a transferência de energia para dentro ou
para fora do sistema.
Por exemplo, pode-se dizer: “durante os últimos 3 min, foram transferidos para
um sistema 15 J a partir do seu meio”. Contudo, é errado dizer que “o sistema
contém 15 J de calor”.

O que é Temperatura:

Temperatura é uma medida estatística do nível de agitação entre moléculas,


relacionado com o deslocamento da energia cinética de um átomo ou
molécula. Em Física, a temperatura está relacionada com a energia interna de
um sistema termodinâmico.

A temperatura costuma ser medida por um termômetro e indica o grau de


intensidade do calor em um determinado território. A
temperatura atmosférica da Terra é resultado das ondas
eletromagnéticas que vêm do Sol. A variação de
temperatura dependem de vários fatores, como o

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vento, a umidade do ar, a latitude, o ângulo de incidência do raio solar na
superfície terrestre, etc. A temperatura revelada em registros meteorológicos é
medida por termômetros que não estão expostos diretamente aos raios
solares. Essa é conhecida como temperatura na sombra.

Por exemplo: Os aquecedores solares usados em residências têm o objetivo


de elevar a temperatura da água até 70°C. No entanto, a temperatura ideal da
água para um banho é de 30°C. Por isso, deve-se misturar a água aquecida
com a água à temperatura ambiente de um outro reservatório, que se encontra
a 25°C.

1.2.3 - Modos de transferência de calor


Fluxo de calor

A propagação do calor entre dois sistemas


pode ocorrer através de três processos
diferentes: a condução, a convecção e a
irradiação.

A condução térmica, é um processo lento de transmissão de energia, de


molécula para molécula, sempre no sentido das temperaturas mais altas para
as mais baixas.

Na convecção térmica, as partes diferentemente aquecidas de um fluido


movimentam-se no seu interior devido às diferenças de densidades das
porções quente e fria do fluido. Tanto a convecção como a condução não
podem ocorrer no vácuo, pois necessitam de um meio material para que
possam ocorrer.

A irradiação é a propagação de energia através de ondas eletromagnéticas.


Quando a energia dessas ondas é absorvida por um corpo, intensifica-se a
agitação de suas moléculas, acarretando aumento de temperatura. Esse tipo
de propagação energética pode ocorrer no vácuo.

1.2.4 - Calor específico e calor sensível

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Calor específico

A expressão calor específico indica a quantidade de calor que é preciso


fornecer a uma determinada substância para que a sua temperatura suba 1
grau centígrado.

Por exemplo: com pressão constante de 1 atm, o calor específico da água é 1,0
cal/gºC, ou seja 1 caloria por grama por grau centígrado.

Calor latente: O calor latente remete para o calor existente em um corpo, que
apesar de não alterar a sua temperatura, provoca uma modificação a nível
molecular. Essa modificação molecular pode ser equivalente à passagem do
estado sólido para estado líquido ou do estado líquido para o estado gasoso.

Calor sensível: É conhecido como calor sensível o calor (energia térmica)


aplicada sobre algum corpo ou substância, que apenas causa uma mudança
de temperatura, não ocorrendo a modificação do seu estado (sólido, líquido ou
gasoso).

1.2.5 - Transferência de calor a temperatura constante

O conceito de regime de transferência de calor pode ser melhor entendido


através de exemplos. Analisemos, por exemplo, a transferência de calor
através da parede de uma estufa qualquer. Consideremos duas situações :
operação normal e desligamento ou religamento.

Durante a operação normal, enquanto a estufa estiver ligada a temperatura na


superfície interna da parede não varia. Se a temperatura ambiente externa não
varia
significativamente,
a temperatura da
superfície externa
também é
constante. Sob
estas condições a
quantidade de calor
transferida para fora
é constante e o
perfil de
temperatura ao
longo da parede
não varia. Neste

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caso, dizemos que estamos no regime permanente.

1.2.6 - Vapor saturado e vapor superaquecido

O estado físico da matéria, seja sólido, líquido ou gasoso, em que uma


substância se encontra depende basicamente das condições de pressão e
temperatura.
Mudanças de pressão e/ou temperatura e consequente troca da calor podem
provocar as conhecidas mudanças de estado físico:

 De sólido para líquido ou vice-versa (fusão / solidificação),


 De sólido para gás ou vice-versa (sublimação / deposição),
 De líquido para gás ou vice-versa (vaporização / condensação).

Na transição líquido / vapor, a temperatura correspondente a cada pressão de


acordo com a curva é denominada temperatura de saturação. Portanto, na
temperatura de saturação ocorre o efeito do calor latente. Para água sob
pressão normal, a temperatura de saturação é 100°C (ao nível do mar), que é a
ebulição da água nessa condição.

Os termos gás e vapor. São o mesmo estado físico da substância (gasoso) e,


muitas vezes, são empregados sem distinções. O termo vapor é em geral
usado para o gás de uma substância que é líquida em condições normais de
ambientes. A água é o exemplo comum. De forma mais técnica, vapor pode ser
considerado o gás em temperatura inferior à crítica.

Vapor saturado é o vapor na temperatura de saturação. Portanto, as


condições de temperatura e pressão devem estar em algum ponto da linha
divisória líquido / vapor da Figura 01 deste tópico.

Vapor superaquecido é o vapor com temperatura acima da saturação,


resultante do fornecimento de calor ao vapor saturado.

Tomemos o exemplo de uma chaleira fervendo água. A água é primeiramente


aquecida usando um elemento. À medida em que a água absorve mais e mais
calor através do elemento, suas moléculas se tornam mais agitadas e
começam a ferver. Uma vez que energia suficiente é absorvida, parte da
água se vaporiza, o qual pode representar um aumento em torno de 1600X
em volume molecular.

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2 - EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

2.1 - Trocadores de calor

Um trocador de calor ou permutador de calor é um dispositivo para


transferência de calor eficiente de um meio para outro.Tem a finalidade de
transferir calor de um fluido para o
outro, encontrando-se estes a
temperaturas diferentes. Os meios
podem ser separados por uma
parede sólida, tanto que eles nunca
misturam-se, ou podem estar em
contato direto.[1] Um permutador de
calor é normalmente inserido num
processo com a finalidade de
arrefecer (resfriar) ou aquecer um
determinado fluido. São
amplamente usados em aquecedores, refrigeração, condicionamento de ar,
usinas de geração de energia, plantas químicas, plantas petroquímicas,
refinaria de petróleo, processamento de gás natural, e tratamento de águas
residuais. Em muitos textos em inglês é abreviado para HX (heat exchanger).

Um exemplo comum de trocador de calor é o radiador em um carro, no qual a


fonte de calor, a água, sendo um fluido quente de refrigeração do motor,
transfere calor para o ar fluindo através do radiador (i.e. o meio de
transferência de calor). Em outras aplicações são usados para refrigeração de
fluidos, sendo os mais comuns, óleo e água e são construídos em tubos, onde,
normalmente circula o fluido refrigerante (no caso de um trocador para
refrigeração). O fluido a ser refrigerado circula ao redor da área do tubo,
isolado por outro sistema de tubos (similar a uma Serpentina (duto) que possui
uma ampla área geometricamente favorecida para troca de calor.

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O material usado na fabricação de trocadores de calor, geralmente possui um
coeficiente de condutibilidade térmica elevado. Sendo assim, são amplamente
utilizados o cobre e o alumínio e suas ligas.

Os permutadores de calor existem em várias formas construtivas consoante a


aplicação a que se destinam, sendo as principais:

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 Permutador de calor de carcaça e tubos (em inglês shell and tube heat
exchanger)

 Permutador de calor de placas (plate heat exchanger)

 Permutador de calor de placas brasadas com aletas (brazed plate fin


heat exchanger)

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Quanto as fases, existem 2 tipos de trocadores de calor:

 Monofásico, onde não há mudança de fase no fluido a ser


refrigerado ou aquecido e
 Multifase, onde há mudança de estado físico do fluido.

Exemplo de trocadores de calor monofásicos: Radiador de água e intercooler


(ou radiadores a ar).

Exemplo de trocadores de calor multifase: Condensador e evaporadores.

2.2 - Tubulação, válvulas e acessórios

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PRINCIPAIS MATERIAIS PARA TUBOS
Empregam-se hoje em dia uma variedade muito grande de materiais para a
fabricação de tubos só a A.S.T.M. (American Society for Testing and Materials)
especifica mais de 500 tipos diferentes de materiais. Damos a seguir um
resumo dos principais materiais usados:

Tubos metálicos:

Tubos não metálicos:

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A escolha do material adequado para uma determinada aplicação é sempre um
problema complexo, cuja solução depende principalmente da pressão e
temperatura de trabalho, do fluído conduzido (aspectos de corrosão e
contaminação), do custo, do maior ou menor grau de segurança necessário,
das sobrecargas externas que existirem, e também, em certos casos, da
resistência ao escoamento (perdas de carga).

TUBOS DE AÇO-CARBONO
Devido ao seu baixo custo, excelentes qualidades mecânicas e facilidade de
solda e de conformação, o aço-carbono é o denominado “material de uso geral"
em tubulações industriais, isto é, só se deixa de empregar o aço-carbono
quando houver alguma circunstancia especial que proíba. Desta forma, todos
os outros materiais são usados apenas em alguns casos específicos. Em
industrias de processamento, mais de 80% dos tubos são de aço-carbono, que
é usado para água doce, vapor de baixa pressão, condensado, ar comprimido,
óleos, gases e muitos outros fluídos pouco corrosivos, em temperaturas desde
– 45oC, e a qualquer pressão.
Alguns tubos de aço-carbono são galvanizados, ou seja, com um revestimento
interno e externo de zinco depositado a quente, com a finalidade de dar maior
resistência à corrosão.

A resistência mecânica do aço-carbono começa a sofrer uma forte redução em


temperaturas superiores a 400oC, devido principalmente ao fenômeno de
deformações permanentes por fluência (creep), que começa a ser observado a
partir de 370oC, e que deve ser obrigatoriamente considerado para qualquer
serviço em temperaturas acima de 400oC. As deformações por fluência serão
tanto maiores e mais rápidas quanto mais elevada for à temperatura, maior for
à tensão no material e mais longo for o tempo durante o qual o material esteve
submetida à temperatura.

Não se recomenda o uso de aço-carbono para tubos trabalhando


permanentemente a mais de 400oC, embora possam ser admitidas
temperaturas eventuais ate 500oC, desde que sejam de curta duração e não
coincidentes com grandes esforços mecânicos.

AÇOS-LIGA E AÇOS-INOXIDÁVEIS - CASOS GERAIS DE EMPREGO


Denominam-se "aços-liga" (alloy-steel) todos os aços que possuem qualquer
quantidade de outros elementos, além dos que entram na composição dos
aços carbono.
Dependendo da quantidade total de elementos de liga, distinguem-se os aços
de baixa liga (low alloy-steel), com até 5% de elementos de liga, aços de liga
intermediária (intermediate alloy-steel), contendo entre 5% e 10%, e os aços de
alta liga (high alloy-steel), com mais de 10%.

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Tubulação Industrial e Estrutura Metálica
Os aços inoxidáveis (stainless steel), são os que contém pelo menos 12% de
cromo, o que Ihes confere a propriedade de não se enferrujarem mesmo em
exposição prolongada a uma atmosfera normal.
Todos as tubos de aços-liga são bem mais caros do que os de aço-carbono,
sendo de um modo geral o custo tanto mais alto quanto maior for a quantidade
de elementos de liga. Além disso, a montagem e soldagem desses tubos e
também mais difícil e mais cara.

CORES PADRÃO DA TUBULAÇÃO


Sinalização de Segurança é tratada
na NR-26. Esta norma trata das
fixações de cores padrão que devem
ser usadas nos locais de trabalho
para a prevenção de acidentes,
identificando os equipamentos de
segurança, delimitando áreas,
identificando as canalizações
empregadas para a condução de
líquidos e gases, e advertindo contra
riscos.

A NR-26 inicial trazia detalhes sobre


o uso de cores e outros recursos
diversos para identificação, incluindo
sinalização para identificação de
substâncias perigosas, de
recipientes para movimentação de
materiais e rotulagem preventiva. A
atual está bem mais enxuta (alterada
pela Portaria SIT n.º 229, de 24 de
maio de 2011) , a nova redação é:
26.1.2 As cores utilizadas nos locais
de trabalho para identificar os
equipamentos de segurança, delimitar áreas, identificar tubulações
empregadas para a condução de líquidos e gases e advertir contra riscos,
devem atender ao disposto nas normas técnicas oficiais
Por causa do item acima, entende-se que a NR-26 indica que devemos ter
obediência a normas técnicas oficiais vigentes.

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Neste artigo o nosso foco é falar sobre as cores de tubulações e cores para
segurança. Para isto vamos seguir as normas ABNT NBR 6493 - Emprego
das cores para identificação de tubulações e ABNT NBR 7195 - Cores para
segurança.

MEIOS DE LIGAÇÃO DE TUBOS

PRINCIPAIS MEIOS DE IIGAÇÃO DE TUBOS


Os diversos meios usados para conectar tubos, servem não só para ligar as
varas de tubos entre si, como também para ligar os tubos às válvulas, aos
diversos acessórios, e aos equipamentos (tanques, bombas; vasos, etc.).

Os principais meios de ligação de tubos são os seguintes:


- Ligações rosqueadas (screwed joints).
- Ligações soldadas (welded joints).
- Ligações flangeadas (flanged joints).
- Ligações de ponta e bolsa (bell and spigot joints).
- Outros sistemas de ligação: ligações de compressão, ligações patenteadas
etc.

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O que é um Purgador de Vapor?

O significado literal de um purgador de vapor é claro,


algo que faz uma armadilha para o vapor. Eles são
chamados assim pois são usados em aplicações onde
somente o condensado deve ser descarregado de um
espaço preenchido com vapor, sem a possibilidade do
vazamento do vapor.

Purgador de Vapor segundo a ANSI (American


National Standards Institute) - Válvula autônoma que drena o condensado
automaticamente de um invólucro que contenha vapor e que ao mesmo tempo
permaneça vedado para o vapor vivo, ou se necessário, que permita que o
vapor flua à uma taxa controlada ou estabelecida. A maioria dos purgadores de
vapor também passará gases não condensáveis enquanto permanecem
vedadas ao vapor vivo.

Para Qual Finalidade São Instalados os Purgadores de Vapor?


Por que os purgadores de vapor são necessários quando o vapor é usado para
aquecimento? O vapor é um gás que é formado quando a água está em
temperaturas altas e sob altas pressões, mas quando seu trabalho está
finalizado (= forneceu seu calor latente) o vapor se condensa e se torna
condensado. Em outras palavras, o condensado não tem a capacidade de
fazer o trabalho que o vapor faz. E é por causa disso, seja em uma tubulação
de transporte de vapor ou em um trocador de calor, que o condensado deve
ser objeto de rápida remoção.

Filtro
É muito recomendável a colocação de um filtro imediatamente antes de cada
purgador. Esses filtros são obrigatórios antes dos purgadores de bóia e
termostáticos. Existem alguns purgadores que já possuem um filtro no próprio
corpo, dispensando assim a instalação de um filtro externo.

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Descarga dos purgadores
A descarga dos purgadores pode ser feita de dois modos:
− Descarga livre, isto é, o condensado é lançado fora do purgador e recolhido
no sistema de drenagem do local.
− Descarga para uma rede de tubulações que faz retornar o condensado à
caldeira. Esse sistema é empregado quando for justificável economicamente a
recuperação do condensado. As tubulações de retorno devem ter a menor
perda de carga possível para não criarem contrapressão nos purgadores que,
como veremos adiante, reduz muito a capacidade desses aparelhos.

ISOLAMENTO TÉRMICO

DEFINIÇÃO
O isolamento térmico consiste em proteger as superfícies aquecidas, como a
parede de um forno, ou resfriadas, como a parede de um refrigerador, através
da aplicação de materiais de baixa condutividade térmica.

OBJETIVO DO ISOLAMENTO TERMICO - Minimizar os fluxos de calor, quer


por problemas técnico (segurança, evitar condensação), quer por problemas
econômicos (economizar energia), ou a busca de estado de conforto.

GOLPE DE ARIETE

O que é Golpe de Aríete / Martelo de Vapor?


Você já ouviu um barulho alto "BANG" ou som semelhante à batida de martelo
depois de ligar ou desligar rapidamente uma torneira de água? Esse é o som
do golpe de aríete no sistema de tubulação de água. Em uma fábrica, uma
bomba iniciando a operação ou desligando, ou um eliminador de ar fechando
de repente são exemplos de quando isso pode ocorrer.

Além de sistemas de tubulação de transporte de água, o golpe de aríete


também ocorre em sistemas de vapor e de recuperação de condensado (ou
seja, circulação de água). Note que como o vapor está envolvido, esse tipo de
golpe de aríete é também por vezes referido como "martelo de vapor”.

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Os Perigos do Golpe de Aríete

Quando o vapor é inicialmente fornecido à tubulação de distribuição de vapor


ou a equipamentos que utilizam o vapor, um ’bang, bang, bang’ metálico e
repetitivo, ou até mesmo às vezes um violento ’boom’ acompanhado por uma
vibração pode ser ouvido. A maioria dos usuários de equipamentos a vapor
provavelmente já deve ter presenciado isso em algum momento.

Quando ocorre o golpe de aríete, uma mudança momentânea e brusca de


pressão de mais de 10 MPa pode ocorrer dentro das tubulações.
Esse impacto pode abalar seriamente as tubulações, equipamentos ou a casa
de máquinas, possivelmente resultando em danos não só à vedação das
juntas, mas também às roscas das válvulas ou às próprias válvulas.

Logo que algo assim acontece, como casos em que uma válvula é danificada,
grandes quantidades de vapor ou condensado quente começam a vazar, o que
pode causar um acidente grave. Há até mesmo relatos de mortes que ocorrem
como resultado do golpe de aríete. Apesar disso, há muita pouca pesquisa ou
literatura dedicada a suas causas e prevenção e muitos usuários de
equipamentos a vapor não sabem como lidar com a questão.

Golpe de Aríete causado por condensado em alta velocidade

A perda de calor radiante faz com que o condensado se forme dentro da


tubulação de transporte de vapor. O vapor que flui em alta velocidade dentro
dessas tubulações leva este condensado adiante e provoca ondulações. A
partir dessa turbulência, pesadas porções de condensado começam a se
formar gradualmente e são transportadas junto com o vapor. Isso é semelhante
às altas ondas formadas por ventos muito fortes.

23
Nesse caso, o golpe de aríete ocorre quando essas pesadas porções de
condensado colidem com uma curva ou válvula ao passarem pelas tubulações.

Golpe de Aríete causado pela condensação súbita de vapor

Quando o vapor perde seu calor, transforma-se em condensado, cujo volume


específico é mais de 1000 vezes menor do que o do vapor. Então, quando o
vapor entra em contato com o condensado mais frio e se condensa, seu
volume é instantaneamente reduzido a quase nada.

Durante o processo de condensação, o espaço ocupado pelo vapor


momentaneamente torna-se um vácuo e o condensado no interior das
tubulações direciona-se a esse vácuo. Essa é a segunda forma de golpe de
aríete, que ocorre quando essas paredes emergentes de condensado colidem
entre si.

Em suma, é perigoso para as tubulações conter uma mistura de condensado


frio e vapor. Essa é a norma, entretanto, em tubulações de recuperação de
condensado e sistemas similares, que torna esta forma de golpe de aríete difícil
de ser solucionada.

Note que este tipo de golpe de aríete não se limita a sistemas de recuperação
de condensado, mas também ocorre em linhas de distribuição de vapor e em
equipamentos que utilizam vapor.

A Importância de Identificar a Causa e a Localização

Ao tentar impedir o golpe de aríete é importante determinar a sua localização e


duração, mas é ainda mais importante estabelecer a sua causa mais provável.

Dois conselhos que você pode ouvir no local de trabalho são: 'Feche a válvula
de bloqueio imediatamente se ocorrer o golpe de aríete.' E 'Acione a válvula de
parada lentamente.'

O fechamento imediato da válvula irá cortar o fluxo de vapor, e o golpe de


aríete pode cessar. Acionar a válvula lentamente, por outro lado, tem dois
objetivos:

 Diminuir o fluxo de vapor, o que enfraquece a força da inércia e, assim,


enfraquece os impactos que ocorrem no interior das tubulações

 Evitar a geração súbita de condensado, o que limita a quantidade de


condensado gerada por unidade de tempo

24
Ao abrir lentamente a válvula de bloqueio, o condensado não pode fluir tão
rapidamente. Isso pode ajudar a prevenir o primeiro tipo de golpe de aríete,
causado por condensado em alta velocidade que colide nas tubulações, etc.

O golpe de aríete que ocorre mesmo após o suprimento de vapor ser


interrompido ou quando as válvulas são acionadas lentamente é o segundo tipo
de golpe de aríete, causado pela condensação súbita de vapor.
O que desencadeia esse tipo de golpe de aríete são as ondas. As ondas nas
proximidades do condensado isolam ou retêm bolsões de vapor, e então ocorre
o golpe de aríete. Com esse tipo de golpe de aríete, ondas de grande
amplitude criadas pelo impacto inicial isolam mais bolsões de vapor e ajudam
ainda mais a propagar o golpe de aríete.

Golpe de Aríete nas Linhas de Distribuição de Vapor

O golpe de aríete em linhas de distribuição de vapor normalmente ocorre


durante o suprimento inicial do vapor. O método de acionamento lento das
válvulas, mencionado anteriormente, pode ajudar se o golpe de aríete for
causado pelo condensado em alta velocidade colidindo com as tubulações,
etc., mas não será eficaz se o golpe de aríete for causado pela condensação
súbita de vapor.

Como o condensado está diretamente relacionado com ambos tipos, a


remoção adequada do condensado levará à solução mais eficaz. Coletores de
vapor devem ser instalados corretamente para que o condensado dentro das
linhas de distribuição de vapor seja removido rápida e completamente.

Se o golpe de aríete ainda ocorrer , mesmo após os cuidados adequados terem


sido tomados para as quantidades e localização dos coletores de vapor
instalados, o problema provavelmente está sendo causado pela inclinação
incorreta da tubulação. Se a tubulação não estiver inclinada corretamente, o
condensado não poderá fluir para o coletor como o planejado, o que pode levar
a altos níveis de condensado em locais inesperados.

O Golpe de Aríete nos Equipamentos

Tomemos por exemplo trocadores de calor do tipo casco e tubo. Quando a


carga para o equipamento cai (devido a fatores como a redução na quantidade
de produto a ser aquecido ou um aumento da temperatura do produto), o
diferencial entre a pressão de entrada e saída do coletor desaparece, e o
condensado começa a acumular-se dentro do casco. Esse fenômeno é

25
conhecido como "bloqueio (stall) ". Dependendo da contrapressão, o casco
também pode ficar cheio de condensado quando o equipamento for desligado.
Quando o vapor é fornecido para uma área com um alto nível de condensado,
ele instantaneamente se condensa e o golpe de aríete ocorre. Na maioria dos
casos, isso resulta em impactos de pequena escala por um breve período, ao
contrário dos impactos violentos que ocorrem em linhas de distribuição de
vapor.
No entanto, se esse golpe de aríete de pequena escala continuar por longos
períodos de tempo, isso pode enfraquecer o equipamento até o ponto em que o
equipamento subitamente se rompa. Essa quebra ocorre muitas vezes sob alta
pressão, carga pesada e condições de funcionamento máximo. A descarga
rápida de condensado é, portanto, crítica do ponto de vista da manutenção
preventiva.

2.3 – Bombas

Bomba é uma máquina hidráulica cuja função é aumentar a energia (pressão


e/ou velocidade) de um fluido de forma a que seja possível movimentá-lo de
um ponto mais baixo para outro mais alto.

As Bombas são equipamentos que transformam energia mecânica em energia


hidráulica, que é fornecida ao líquido.
Também são chamadas "geradores hidráulicos", ou ainda, "equipamentos
hidromecânicos". Ao passar por uma bomba, há um aumento de energia do
líquido, ou seja, a linha de energia se eleva.

Classificação das bombas


A bomba e classificada pela sua aplicação ou pela forma com que a energia e
cedida ao fluido. Normalmente existe uma relação estreita entre a aplicação e a
característica da bomba que, por sua vez, esta intimamente ligada a forma de
ceder energia ao fluido.
O esquema a seguir apresenta um quadro de classificação dos principais tipos
de bombas. A classificação foi feita pela forma como a energia e fornecida ao
fluido a ser transportado.
Esquema 1 – Classificação dos tipos principais de bombas

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A Figura a baixo apresenta o desenho de uma bomba centrifuga radial pura em
corte longitudinal.

Vazão e velocidade
A relação entre a vazão volumétrica e a velocidade do fluido no interior da
tubulação pode ser escrita como:
Vazão volumétrica = velocidade x área interna da tubulação

Isso e representado pela igualdade:

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Q e a vazão volumétrica, dada em metros cúbicos por segundo (m3/s).

V e a velocidade do fluido dentro da tubulação, dada em metros por segundo


(m/s).

A e a área interna do tubo, dada em metros quadrados (m2).

2.4 - Turbinas e ejetores

Princípio do funcionamento de turbinas a vapor


As turbinas a vapor são máquinas rotativas, as quais transformam a energia
interna e cinética do vapor em energia cinética rotativa no seu eixo. Essa
energia pode ser utilizada para o acionamento de compressores, ventiladores e
bombas para fins quaisquer, ou ainda, acionando um gerador síncrono trifásico,
com o objetivo de converter energia mecânica em energia elétrica.

O vapor, estando a alta temperatura e pressão, possui grande quantidade de


energia, estando na forma de vibrações intermoleculares e diferença de
pressão entre vapor e atmosfera. Esta energia é quantificada sob o nome de
entalpia. Este vapor é produzido por um gerador de vapor, mais conhecido
como caldeira. A caldeira aquece água pela queima de um combustível (gás,
óleo ou bagaço de cana), produzindo vapor, o qual é conduzido da caldeira por
uma tubulação.
Este vapor então é introduzido na turbina, até um segmento de injetores, os
quais têm a função de converter a entalpia do vapor em velocidade. Além de
velocidade, o vapor também perde pressão e se expande. Em seguida, o vapor
passa por palhetas, conectadas ao rotor da turbina. Estas palhetas recebem o
impacto do vapor, produzindo movimento nas palhetas e impulsionando o rotor,
fazendo assim com que o eixo da turbina gire, produzindo energia mecânica de
rotação. O vapor é então expelido da turbina, podendo estar a pressões acima
ou abaixo da atmosférica.
A figura ilustra um sistema composto de caldeira e turbina.

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Equipamento que usa um fluído sob pressão, como vapor, ar ou água, para mover outro
fluído desenvolvendo sucção. A sucção é obtida passando-se o fluido sobre pressão
através de um venturi.

2.5 – Compressores

O compressor é um equipamento industrial concebido para aumentar a


pressão de um fluido em estado gasoso (ar, vapor de água, hidrogênio, etc..
Normalmente, conforme a equação de Clapeyron, a compressão de um gás
também provoca o aumento de sua temperatura.

Classificação dos Compressores – Quanto ao princípio de Concepção

Os compressores de maior utilização na indústria são os alternativos, os de


palhetas, os de parafusos, os de lóbulos, os centrífugos e os axiais. Num
quadro geral, estes tipos podem ser assim classificados, de acordo com o
princípio de concepção em:

29
Os compressores podem ser classificados em 2 tipos principais,
conforme seu princípio de operação:

 Compressores de deslocamento positivo (ou Estáticos): Estes são


subdivididos ainda em Alternativos ou Rotativos.

Nos compressores alternativos a compressão do gás é feita em uma


câmara de volume variável por um pistão, ligado a um mecanismo biela-
manivela similar ao de um motor alternativo. Quando o pistão no
movimento ascendente comprime o gás a um valor determinado, uma
válvula se abre deixando o gás escapar, praticamente com pressão
constante. Ao final do movimento de ascensão, a válvula de exaustão se
fecha, e a de admissão se abre, preenchendo a câmara a medida que o
pistão se move.
Nos compressores rotativos, um rotor é montado dentro de uma carcaça
com uma excentricidade (desnivelamento entre o centro do eixo do rotor
e da carcaça). No rotor são montadas palhetas móveis, de modo que a
rotação faz as palhetas se moverem para dentro e para fora de suas
ranhuras. O gás contido entre duas palhetas sucessivas é comprimido a
medida o volume entre elas diminui devido à rotação e à excentricidade
do rotor.

Animação de um compressor axial.

 Compressores de Dinâmicos:Estes são subdivididos ainda em


centrífugos ou axiais.

Os compressores dinâmicos ou turbo compressores possuem dois


componentes principais: impelidor e difusor. O impelidor é um componente
rotativo munido de pás que transfere ao gás a
energia recebida de um acionador. Essa
transferência de energia se faz em parte na
forma cinética e em outra parte na forma de
entalpia. Posteriormente, o escoamento
estabelecido no impelidor é recebido por um
componente fixo denominado difusor, cuja
função é promover a transformação da energia
cinética do gás em entalpia, com conseqüente
ganho de pressão. Os compressores dinâmicos
efetuam o processo de compressão de maneira
contínua, e portanto correspondem exatamente

30
ao que se denomina, em termodinâmica, um volume de controle.

Os compressores atualmente são utilizados em diversas aplicações. A mais


simples é a compressão de ar, seja para acionamento e controle de válvulas,
alimentação de motores ou turbinas a gás, até aplicações mais complexas,
como o transporte de gás natural, injeção de CO2 em reservatórios
subterrâneos, ou compressão de hidrocarbonetos em ciclos de refrigeração.

Quando são aplicados na alimentação forçada de motores, os compressores


ou turbo compressores são chamados de sistemas de indução forçada. Eles
comprimem o ar que flui para o motor. A principal diferença entre um
turbocompressor e um compressor é a fonte de energia. Em um compressor,
há uma correia que o conecta diretamente ao motor. Ele obtém sua energia da
mesma forma como o alternador do carro por exemplo. Um turbocompressor e
acionado por uma turbina, que retira energia dos gases de escape do motor e
montada no mesmo eixo que o compressor.

31
2.6 - Torres, vasos, tanques e reatores

As torres, também denominadas “colunas”, servem para realizar


destilação, absorção e retificação, extração, reações etc.

Construção
São compostas de um casco cilíndrico vertical, fechado nas
extremidades superior e inferior por dois tampos, normalmente
elipsoidais ou torrisféricos, formando um vaso de pressão vertical, e
por seus diversos acessórios, denominados “internos”. Ver foto ao
lado.
A altura e o diâmetro da torre são determinados em função do volume
dos vapores e líquidos. Para um melhor entendimento do seu
funcionamento e da função dos internos, as torres podem ser divididas
em três seções distintas:

SEÇÃO DE TOPO
Por onde saem os produtos leves (gases e vapores). Comporta o
bocal de saída de vapor, bocal de entrada de refluxo e seu distribuidor,
demisters, entre outros.

SEÇÃO INTERMEDIÁRIA
Por onde entra a carga e, conforme o caso, por onde são retirados os
produtos intermediários e refluxos. Comporta os bocais de entrada de
carga e seu distribuidor, bocais de retiradas intermediárias, panelas de
retirada total ou parcial, entre outros.

SEÇÃO DE FUNDO
Por onde saem os produtos pesados. Comporta o volume de controle,
bocais de saída para os refervedores e o retorno, bocais de saída de
fundo, de entrada de vapor, entre outros.

32
Classificação quanto ao tipo e à descrição
Além de sua finalidade, os tipos de torres são definidos pelos diferentes
“internos”. Os mais importantes referem-se aos elementos responsáveis pela
destilação, absorção etc. Estes promovem da maneira mais eficiente possível o
contato entre o líquido que desce e o vapor que sobe, por toda a extensão da
coluna. Logo, temos três classes principais:

 Torres de pratos ou bandejas


 Torres recheadas
 Torres mistas ou combinadas

Torres de Resfriamento

Introdução
Em muitos sistemas de refrigeração, ar condicionado e processos industriais,
gera-se calor que deve ser extraído e dissipado. Geralmente utiliza-se água
como elemento de resfriamento.
Se existe água disponível em quantidade suficiente e temperatura adequada,
sem problemas econômicos ou ecológicos, basta utilizá-la de maneira contínua
retirando, por exemplo, de um rio. Se esta solução não for possível ou for
inviável economicamente ou ecologicamente, o procedimento mais comum é
empregar uma torre de resfriamento que permite através da evaporação de
uma pequena quantidade de
água, transmitir calor para o ar
de forma que água possa ser
empregada novamente para
resfriamento, devendo-se repor
ao circuito apenas a parte de
água perdida por evaporação.
Assim, uma torre de resfriamento
é uma instalação para
resfriamento de água através do
contato com o ar atmosférico,
como mostra a Figura ao lado.

33
2.7 – Fornos

Um forno é um tipo de equipamento que atinge


alta temperatura e é utilizado em uma variedade
de processos, como por exemplo, na torrefação de
lúpulo para cerveja, para o fabricação de
cerâmica, entre outros. Estes equipamentos, às
vezes, podem ser chamados de estufas,
dependendo da indústria em que é utilizado, e a
maioria das pessoas diferenciam um forno de uma
estufa pelas temperaturas extremamente elevadas
que conseguem atingir. Estas temperaturas
necessitam que o forno seja revestido com
material especializado que não prejudicará a
qualidade da operação e nem tampouco gere falta
de segurança, por este motivo, os materiais refratários são usados, para que se
atinja temperaturas superiores e a milhares de graus.

Os materiais colocados em um forno podem ser secos, endurecidos, ou


diretamente queimados, dependendo da quantidade de material que será
aquecido. Muitos grãos são secos previamente em estufas, tal como é a
madeira, que é classicamente seca no processo de cura. Outros materiais, tais
como cerâmica podem ser endurecidos com a utilização de um forno, que
realmente altera a composição química da argila. Um forno pode também ser
utilizado para queimar materiais, como por exemplo, a redução de madeira
para carvão vegetal.

Muitos fornos são projetados de forma especial para atender a uma


necessidade particular. Os desenhos desses fornos levam em consideração
condições específicas como clima, local, tipo de material, e entre outros itens .
Um forno cerâmico tem geralmente uma série de prateleiras reguláveis para se
encaixar peças cerâmicas, e o mesmo deverá ser desenvolvido e fabricado de
forma a operar dentro de uma gama de temperaturas para atingir tal finalidade.
Os fornos crematórios foram projetados especialmente para o processamento
de corpos humanos, enquanto os fornos de madeira são destinados para
utilização na cura de madeira. Diferentes tipos de fornos são construídos para
o processamento de calcário, ou utilização em ambientes industriais.

Quando os objetos são aquecidos em um forno, o processo é chamado de


queima. Tipicamente, os objetos devem ser carregados muito cuidadosamente
34
antes de um disparo, de modo que eles sejam capazes de utilizar o calor no
forno de forma eficiente e que não haja riscos de explosão. O forno é
geralmente levado até à temperatura desejada lentamente, de modo que os
objetos dentro dele não sejam danificados, e é arrefecido igualmente, ou seja,
lentamente. Uma vez arrefecidos, os objetos podem ser removidos do forno e
seguir para a próxima etapa de processamento, caso haja.

O gás natural é uma fonte comum de combustível para diversos fornos. Alguns
fornos podem utilizar a eletricidade, o gás propano, ou até mesmo madeira. A
queima da madeira é uma escolha clássica para a produção de cerâmica,
quando os artistas desejam praticar técnicas antigas de produção cerâmica.
Durante o processo de queima, o exterior do forno pode atingir altas
temperaturas, para isto, o local deve ser isolado, de modo que ao redor do
forno seja permitido somente pessoas autorizadas. A temperatura é monitorada
com o uso de ferramentas como cones pirométricos e termômetros. Como
pequenas diferenças de temperatura podem ter um impacto negativo sobre as
mercadorias, podendo danificá-las, é extremamente importante manter um
controle de temperatura de um forno para que a produção possa ser corrigida
em caso de desvios.

2.8 – Caldeiras

Caldeira é um recipiente cuja função é, entre


muitas, a produção de vapor através do
aquecimento da água. As caldeiras produzem
vapor para alimentar máquinas térmicas,
autoclaves para esterilização de materiais
diversos, cozimento de alimentos e de outros
produtos orgânicos, calefação ambiental e
outras aplicações do calor utilizando-se o
vapor.

Caldeiras flamotubulares

As caldeiras flamotubulares geram de 100 a


30.000 Kg/h com pressão até 30 Kgf/cm².
Nas caldeiras flamotubulares os gases
quentes provenientes da queima do
combustível, passam por tubos imersos em
água. Os tubos aquecem a água, formando

35
vapor. Esse tipo de caldeira tem a construção mais
simplificada, quanto a distribuição de tubos,
podendo ser classificadas em verticais e
horizontais.

Caldeiras aquatubulares

As caldeiras aquatubulares são classificadas pela


vaporização da água que circula dentro dos tubos.

No processo de produção de vapor das caldeiras


aquatubulares, a água presente no interior dos
tubos absorve calor da combustão dos gases que
circulam do lado externo aos tubos dentro da
caldeira.

Esta configuração de caldeira a vapor é muito


utilizada em modernos projetos de usinas
termoelétricas, devido à maior produção de vapor e
maior pressão de trabalho, resultando em maior
rendimento na geração de energia, além de oferecer
um melhor controle operacional e alimentação de
combustível.

Caldeiras horizontai

Esse tipo de caldeira abrange várias modalidades, desde as caldeiras cornuália


e lancashire, de grande volume de água, até as modernas unidades
compactas. As principais caldeiras horizontais apresentam tubulações internas,
por onde passam os gases quentes. Podem ter de 1 a 4 tubos de fornalha. As
de 3 e 4 são usadas na marinha.

36
Caldeira cornuália

Fundamentalmente consiste de 2 cilindros horizontais unidos por placas


planas. Seu funcionamento é bastante simples, apresentando porém, baixo
rendimento. Para uma superfície de aquecimento de 100 m² já apresenta
grandes dimensões, o que provoca limitação quanto a pressão; via de regra, a
pressão não deve ir além de 10kg/cm².

Caldeira Lancashire

É constituída por duas (às vezes 3 ou 4) tubulações internas, alcançando


superfície de aquecimento de 120 a 140 metros quadrados. Atingem até 18 kg
de vapor por metro quadrado de superfície de aquecimento. Este tipo de
caldeira está sendo substituída gradativamente por outros tipos.

3 - ELETRICIDADE

Eletricidade é o ramo da física que tem como objeto de estudo os fenômenos


relativos à eletrostática, eletrocinética e eletromagnetismo.

Segundo a lei da conservação da energia, é uma das formas que pode adotar a
energia e que dá lugar a múltiplos fenômenos, tais como caloríficos,
mecânicos, luminosos etc. Baseia-se no movimento das cargas elétricas,
estando, portanto, vinculada ao estado dos átomos do material considerado.
Este diz-se que se encontra no estado neutro quando há igualdade de cargas
positivas e negativas no seu interior, encontrando-se no estado positivo quando
há deficiência de elétrons e negativo quando estes estão em excesso. Estes
estados dão, por sua vez, lugar ao aparecimento de forças elétricas de atração
e repulsão, dependentes do sinal das cargas. A sua intensidade é maior do que
a das forças gravíticas, sendo originadas mediante distribuições adequadas
daquelas cargas, o que provoca o aparecimento de campos elétricos em seu
redor.

O nome eletricidade provém do vocábulo grego êlektron (âmbar), devido ao


conhecimento que havia desde a Antiguidade, observado, entre outros, por
Tales de Mileto, do fenómeno da atração eletrostática de corpos ligeiros
provocada por uma vareta de âmbar previamente friccionada (eletrificação por
fricção).

37
Corrente elétrica

O deslocamento livre de elétrons no interior do material (um metal, por


exemplo) provoca a aparição da chamada corrente elétrica, a qual origina
efeitos físicos diversos, tais como o efeito de Joule (calorífico), a eletrólise
(químico) ou a indução magnética (magnético).

O transporte da corrente elétrica, a qual pode ser, de acordo com a sua forma
de propagação, alterna ou contínua, pode se dar igualmente em condições
adequadas, no seio de gases e líquidos.

Eletricidade e magnetismo

Existe uma ligação próxima entre a corrente elétrica e o campo magnético,


dado que este é gerado pela presença de cargas em movimento e,
inversamente, a sua variação pode dar origem ao aparecimento de uma
corrente elétrica (indução). A integração dos campos elétrico e magnético
origina o campo eletromagnético de cujo estudo se ocupa o eletromagnetismo.

Em 1826, H. C. Oersted descobriu experimentalmente a relação entre a


eletricidade e o magnetismo, ao observar o desvio de uma agulha
magnetizada, provocado pela influência da corrente elétrica que percorria um
condutor colocado na sua proximidade. Um pouco mais tarde, F. Aragó
magnetizou uma agulha colocada sob a influência de um condutor enrolado em
espiral; entretanto, Ampère descobriu que as correntes se atraem ou repelem
ao percorrerem condutores na mesma direção ou em direções contrárias, o que
o levou a inventar o eletroíman abrindo assim o campo ao eletromagnetismo.

Em 1831, Faraday iniciou a transformação da energia elétrica em trabalho


mecânico (indução eletromagnética), fazendo rodar alguns ímans previamente
colocados junto a um circuito, o que permitiu descobrir uma nova forma de
gerar eletricidade e demonstrar assim a íntima relação entre esta e o
magnetismo.
Eletricidade estática
Eletricidade estática consiste em uma forma de eletricidade que se encontra
em equilíbrio ou repouso, e por isso não está se movimentando de um objeto
para outro. A área da física que estuda cargas elétricas em repouso é a
eletrostática.

38
4 – INSTRUMENTAÇÃO

Instrumentação é definida como “a ciência que estuda, desenvolve e aplica


instrumentos de medição e controle de processos”.

A instrumentação é utilizada para se referir à área de trabalho dos técnicos e


engenheiros que lidam com processos industriais (técnicos de operação,
instrumentação, engenheiros de processamento, de instrumentação e de
automação), mas também pode estar relacionada aos vários métodos e
técnicas possíveis aplicadas aos instrumentos.

Para controlar um processo industrial (independentemente de qual seja o


produto fabricado ou a sua área de atuação) é necessária a medição e o
controle de uma série de variáveis físicas e químicas; para isso, é utilizada a
instrumentação. O engenheiro que desenvolve, projeta e especifica os
instrumentos que realizam estas medições é o engenheiro de instrumentação.

A instrumentação é relacionada com os seguintes equipamentos:caldeira,


reator químico, bomba centrífuga, coluna de destilação, forno, queimador
industrial, refrigerador, aquecedor, secador, condicionador de ar, compressor,
trocador de calor e torre de resfriamento.[2]

Um instrumento é um dispositivo que é utilizado para medir, indicar, transmitir


ou controlar grandezas características de sistemas físicos ou químicos.

As variáveis medidas são praticamente todas as variáveis mensuráveis


relacionadas com as ciências físicas. A tabela exibe algumas variáveis que
podem ser controladas com a instrumentação:

Variáveis de medição

Pressão Temperatura Nível Vazão

Densidade Viscosidade pH Condutividade

Corrente elétrica Tensão elétrica Resistência Vibração mecânica

Analítica

39
Nas indústrias de processo as variáveis de temperatura, pressão, vazão e nível
são as principais variáveis (delas podemos obter muitas outras). Um
instrumento pode ser visto simplesmente como um aparelho que ao receber um
estímulo na “entrada” produz uma “saída”. Por exemplo, se colocarmos uma
termorresistência num meio quente, ela faz variar uma grandeza qualquer de
saída. No caso da termorresistência a sua “saída” é um valor de resistência
elétrica.
O transmissor, converte uma variável física ou química, em outra de mais fácil
mensuração. Este é responsável em encaminhar o sinal de saída do elemento
de medição (entende-se como o valor medido da variável de processo), até o
instrumento controlador da malha de controle. Este instrumento pode ser físico
(um controlador em um painel na sala de controle) ou virtual (através de um
sistema supervisório). O transmissor pode ser fabricado no mesmo invólucro do
elemento de medição em alguns casos.

5 - OPERAÇÃO DA UNIDADE

Os vasos de pressão são também chamados de unidades de processo.


Denominam-se unidades de processo os equipamentos industriais nas quais
materiais sólidos ou fluidos sofrem transformações físicas ou químicas, ou as
que se dedicam à armazenagem, manuseio ou distribuição de fluidos.

Dentre essas indústrias podemos citar as refinarias de petróleo, as indústrias


químicas e petroquímicas, grande parte das indústria alimentícias e
farmacêuticas, aparte térmica das centrais termelétricas, os terminais de
armazenagem e de distribuição de produtos de petróleo, bem como as
instalações de processamento de petróleo e/ou de gás natural, em terra ou no
mar.

Nas indústrias de processo existem três condições específicas características


que tornam necessário um maior grau de confiabilidade para os equipamentos,
em comparação com o que é normalmente exigido para as demais indústrias
em geral:

- As indústrias de processo trabalham em regime contínuo, dia e noite, durante


muitos meses a fio. Os equipamentos ficam, portanto, submetidos a um regime
severo de operação, porque não há parada para manutenção e inspeção.

- Os diversos equipamentos formam uma cadeia contínua, através da qual


circulam os fluidos de processo, deste modo, a falha ou paralisação de um

40
único equipamento, por qualquer motivo, obriga geralmente à paralisação de
toda instalação. É evidente que toda paralisação não programada de uma
indústria resulta sempre em vultosos prejuízos e perda de produção e de lucros
cessantes, vindo daí a necessidade do máximo de segurança e confiabilidade
de funcionamento desses equipamentos.

- Nessas indústrias existem muitas vezes condições de grande risco, devido ao


manuseio de fluidos inflamáveis, tóxicos, explosivos, ou em elevadas pressões
ou temperaturas, condições para as quais qualquer falha pode resultar em um
acidente grave ou mesmo em um desastre de grandes proporções.

O operador deve conhecer os procedimentos operacionais oficiais da empresa


onde trabalha, ter acesso a estes documentos os quais deverão ser estudados
no local de trabalho durante o estagio.

5.1 - Descrição do processo

Processos industriais são procedimentos envolvendo passos químicos ou


mecânicos que fazem parte da manufatura de um ou vários itens, usualmente
em grande escala.

Processos industriais são os componentes chave da indústria pesada.

A maioria dos processos faz a produção de material extremamente barato, que


por outro lado seria extremamente dispendioso, tornando-o então uma " o
processo o faz economicamente praticável de ser usado em grandes
quantidades pela sociedade, em maquinário, ou uma substancial quantidade de
matérias primas brutas em comparação com os processos por batelada ou
mais artesanais (um exemplo máximo disto é o vidro plano, que originalmente
era caríssimo e produzido em pequenas quantidades, e hoje é produzido
continuamente em vastas quantidades a custo baixo, permitindo o seu uso
inclusive como material de construção extensivo). A produção de um material
específico pode envolver mais que um tipo de processo. A maioria dos
processos industriais resultam tanto em produtos desejados finais quanto em
sub-produtos, muitos dos quais são tóxicos, perigosos, ou de difícil tratamento
posterior para serem eliminados. Muito poucos processos são "auto-contidos",
permitindo o total aproveitamento de seus subprodutos e pouquíssimo
tratamento de seus sub-produtos e resíduos.

É usual, especialmente no setor químico, o uso da expressão planta industrial


e muitas vezes apenas planta, com o significado de uma unidade industrial, ou

41
mesmo setor dentro de uma indústria, que produza algum composto químico
específico (por exemplo planta de acetaldeído, planta de amônia, planta de
benzeno, etc).

5.2 - Partida e parada

Para atividades consideradas de maior risco potencial, como paradas, partidas


ou repartidas, devem ser estabelecidos procedimentos por escrito de parada de
emergência, e os envolvidos, capacitados para tais operações. As atividades
de operação e manutenção devem ter procedimentos claros, acessíveis e
validados.

A empresa estabelece procedimentos e práticas adequadas e seguras para as


atividades de partida e parada normais e de operação, manutenção e paradas
de emergência que o operador deve buscar conhecer.

O operador deve saber:


A sequência de operações e manobras para partida, operação normal, parada
normal e parada emergencial.

5.3 - Procedimentos de emergência

Cada empresa possui seu próprio PAE (Plano de Atendimento a Emergências)


ao qual deve ter como ponto de partida os cenários determinados após a
realização dos estudos de riscos. A avaliação da significância dos cenários
serve como base para a elaboração do cronograma de realização de exercícios
simulados.

Na elaboração dos planos devem ser dimensionados os recursos humanos e


materiais para o atendimento à emergência e também o público (interno e
externo) e as instalações afetadas.

Os planos precisam ser formalizados e aprovados por um responsável


designado e reavaliados sempre que ocorrerem alterações nos riscos e
aspectos detectados anteriormente.

Cabe ao operador, conhecer este PAE, entender suas responsabilidades e


papel determinado neste plano, participar dos exercícios simulados e relatar
formalmente qualquer possível erro ou falha no planejamento o qual perceba.

42
5.4 - Descarte de produtos químicos e preservação do meio ambiente

Os resíduos químicos são aquelas com substâncias que não podem receber
tratamento convencional. Eles são resultado de atividades industriais e da
indústria farmacêutica.

Como já era de se esperar, não podem receber tratamento convencional, pois


apresentam problemas efetivos à saúde humana e também ao meio ambiente;
Por isso, precisam também de cuidados especiais em sua armazenagem.

Tipos de resíduos químicos

Os diversos tipos de resíduos químicos nada mais são do que o resultado de


misturas concentradas, como catalisadores gastos, não tratados; solventes;
sais; ácidos; entre outros tipos de compostos que podem vir a ter substâncias
danosas à saúde.

Quando falamos na qualidade da água potável, ficam claro diversos exemplos


sobre o descarto incorreto de resíduos químicos e medicamentos. Nos últimos
anos, fala-se ainda mais desse assunto, graças ao enfoque dado à
sustentabilidade e saúde.

Em locais próximos a hospitais ou indústrias, por exemplo, muitas vezes, a


água contém substâncias impróprias, como dietilftalato, cafeína, progesterona
e outros componentes que não devem ser ingeridos.

Como deve ser o descarte desses resíduos?

Os resíduos devem ser descartados seguindo as normas vigentes no Brasil ou


em qualquer outro país. Daí a importância de separar o lixo orgânico, do
reciclado e do químico.

É também interessante reparar nos programas de educação ambiental, que


ensinam corretamente o passo a passo.

Medicamentos devem ser separados do lixo comum, por isso, hospitais,


universidades e farmácias precisam se adequar às normas de segurança, para
evitar contaminação do solo e da água. Os medicamentos que são sólidos,

43
como comprimidos, por exemplo, devem ser descartados em locais que
recolham resíduos de saúde, como hospitais.

Já resíduos de indústrias são de responsabilidade das mesmas e precisam ser


tratados antes de serem descartados.

A população pode fazer a sua parte, só comprando produtos químicos e


medicamentos de empresas sustentáveis, que colaboram para a preservação
do meio ambiente.

5.5 - Avaliação e controle de riscos inerentes ao processo

Estabelecimento, implementação, manutenção e acompanhamento de


procedimentos de identificação dos aspectos e perigos, para avaliação dos
impactos e riscos inerentes às atividades para a determinação dos respectivos
controles é Indispensável.
Nesta etapa são explorados os riscos inerentes e relacionados à operação da
planta industrial, além das práticas e procedimentos existentes. Há diversas
metodologias e técnicas, que podem ser caracterizadas como qualitativas ou
quantitativas.

É importante o operador saber como a empresa desenvolve seus planos


de resposta a emergências, considerando:
• Cenários com consequências internas.
• Cenários com consequências que ultrapassam os limites da empresa.
• Cenários gerados pela vizinhança que possam afetar a empresa.
• Emergências externas.
• Planos de auxílio mútuo.

5.6 - Prevenção contra deterioração, explosão e outros riscos

PREVENÇÃO CONTRA EXPLOSÕES E OUTROS RISCOS

O emprego de caldeiras implica na presença de riscos dos mais diversos:


explosões, incêndios, choques elétricos, intoxicações, quedas,
ferimentos diversos, etc. Os riscos de explosões são, entretanto, os mais
importantes pelas seguintes razões:
• Por se encontrar presente durante todo o tempo de funcionamento, sendo
imprescindível seu controle de forma contínua, ou seja, sem interrupções.

44
• Em razão da violência com que as explosões acontecem. Na maioria dos
casos suas consequências são catastróficas, em virtude da enorme quantidade
de energia liberada instantaneamente.

• Por envolver não só os operadores, como também as pessoas que trabalham


nas proximidades.

• Por que sua prevenção deve ser considerada em todas as fases: projeto,
fabricação, operação, manutenção, inspeção e outras.
O risco de explosão do lado da água está presente em todas as caldeiras, pois
a pressão reinante nesse lado é sempre superior à pressão atmosférica. Todo
fluido compressível tem o seu volume bastante reduzido quando comprimido.
Essa redução é tantas vezes maior quanto for o aumento de pressão. A massa
comprimida de fluido procura então, ocupar um espaço maior através de
fendas e rupturas. Isso é conseguido com a explosão, quando, por algum
motivo, a resistência do recipiente que o contem é superada.

Para evitar a explosão surge a necessidade de empregar-se espessuras


adequadas em função da resistência do material e das características de
operação.
No caso de caldeiras, outro fator importante a ser considerado quanto às
explosões é a grande quantidade de calor transmitida no processo de
vaporização, dada a grande quantidade de calor latente e calor sensível
absorvida pelo vapor.
Neste sentido, os danos provocados pela explosão de uma caldeira serão
muito maiores que um reservatório contendo ar, por exemplo, de mesmo
volume e de mesma pressão. Isso por que parte da energia será liberada na
forma de calor, provocando o aquecimento do ambiente onde a explosão
ocorre.

Risco de explosão pode então, ser originado pela combinação de 3


causas:
• Diminuição da resistência, que pode ser decorrente do superaquecimento
ou da modificação da estrutura do material.

• Diminuição de espessura que pode ser


originada da corrosão ou da erosão.

• Aumento de pressão decorrente de falhas


diversas, que podem ser operacionais ou não.

45
6 - PRIMEIROS SOCORROS

NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS


Fonte: www.saopaulo.sp.gov.br
Acionamento do serviço de emergência

Antes de iniciar qualquer procedimento, garanta sua segurança e acione o


serviço de emergência.193 Corpo de Bombeiros e 192 SAMU

Mesmo que a situação seja difícil, para ajudar alguém ou mesmo solicitar
socorro:

•Mantenha a calma;

•Não se apavore;

•Responda as perguntas, do atendente, pausadamente.

Queimaduras

Queimaduras São ferimentos dolorosos. Se for extenso ou profundo a vítima


deve ser conduzida ao pronto socorro, principalmente se atingir as vias aéreas
ou a região genital.

As queimaduras podem ser causadas por: Frio, calor, produtos químicos ou


eletricidade.

46
Classificação das queimaduras

Primeiro Grau Superficial atinge a primeira camada da pele apresenta


vermelhidão
Segundo Grau Queimadura mais profunda, apresenta bolhas
Terceiro Grau Tão profunda que causa necrose local, atinge ossos e
músculos

Procedimentos a serem adotados


•Preferencialmente irrigar a parte queimada
com água corrente (torneira) ou imergi-la em
recipiente com água limpa por alguns minutos.
•Bolhas não devem ser furadas e nem roupas
aderidas devem ser arrancadas;

Cuidados
pomadas, anti-séptico sou anestésicos não
devem usados sem indicação médica. Assim
como supostas medicações caseiras, pois
possibilitam a contaminação das lesões e aumentam os riscos, como pó de
café e pasta de dente.
Queimadura nos olhos
•Irrigue continuamente por alguns minutos;

•Posteriormente vendar ambos os olhos para


diminuir a movimentação da área lesada;

Queimaduras não dispensam os cuidados e


supervisão de médicos;

•Quanto mais cedo se buscar socorro, mais


chances o acidentado terá de se recuperar.
47
Hemorragia

É a perda súbita de sangue originada pelo rompimento de um ou mais vasos


sanguíneos. A hemorragia podeser:

•Externa (sangramento visível) ou;

•Interna (quando o sangue se acumula nas cavidades do corpo).

Procedimentos a serem adotados

Hemorragia interna é mais difícil de ser identificada,


mas em sua suspeita o melhor a fazer é colocar a
pessoa deitada em uma superfície rígida, cubra e a
mantenha calma, acionando o serviço de emergência.

Hemorragia externa! Ocorre quando há um sangramento visível, coloque


gazes ou um pano limpo sobre a lesão.
O ideal seria: comprimir o local por aproximadamente 5 minutos ou até que
pare o sangramento.

Compressão do local
Se ao tentar controlar um sangramento, a primeira
compressa de gaze encharcar e a hemorragia persistir, não
a remova, coloque outro curativo sobre o primeiro
exercendo uma pressão mais adequada.

Se não dispor de luvas, e a vítima estiver consciente, peça que ela mesma faça
a compressão com o uso de gazes, um pano limpo ou mesmo o uso de uma
blusa.

Elevação do ponto de sangramento


Caso não haja fratura ou dor no membro afetado, mantenha a região
em uma posição mais elevada que o resto do corpo, para diminuir o
sangramento.

48
Amputação traumática

1. Acione o serviço de emergência local e


relate o ocorrido;

2. Faça compressão no coto para conter o


sangramento com gaze ou pano limpo;

3. Recolha a parte amputada, coloque-a em um saco plástico bem fechado;

4. Coloque o pacote dentro de outra sacola com gelo ao redor, o frio ajudará a
preservar o membro.

Sangramento nasal
Podem ser decorrentes de doenças locais (rinites, sinusites),
pressão alta ou ferimentos provocados mecanicamente pelo ato
de assoar o nariz ou limpá-lo com os dedos.

Cuidados

Tranquilize a vítima, sente-a imóvel com a cabeça inclinada


levemente para frente;

• Comprima a narina sangrante por pelo menos 5 minutos;

• Aplique compressas frias no nariz e na face.

49
Fraturas
Interrupção da continuidade óssea. Quebra do
osso.
Classificação: Fratura fechada e Fratura exposta

Exponha o ferimento

•Exponha o ferimento para que possa visualizar a


área lesada;
•Não aplique qualquer substância sobre a lesão
sem orientação médica;
•Não remova objetos transfixados;

Mantenha a vitima imóvel até a chegada dos profissionais de emergência.

Luxações
É o deslocamento repentino e duradouro, parcial ou completo de um ou mais
ossos de uma articulação.

Entorse
Torção de uma articulação, em geral, com lesão de ligamento.

Princípios gerais para imobilização

Peça para que a vítima não se mexa até o socorro chegar;

Não tente realinhar uma fratura, a vítima deve ser socorrida, na posição que se
encontra.

Desmaio

Perda súbita de consciência provocada por


vários motivos:

50
•Diminuição de glicose no sangue;
•Diminuição ou aumento da pressão arterial;
•Diminuição da qualidade ou quantidade do
sangue circulante;
•Diminuição do oxigênio no sangue;
•Arritmias cardíacas;
•Acidente vascular encefálico.

Como agir
•Verifique se a vítima respira normalmente;

•Peça por ajuda e acione o Serviço de Emergência Médica local;

•Mantenha a vítima na posição de recuperação até a chegada do apoio e


monitore-a, constantemente.

Atenção
•Não dê líquidos para a vítima beber, pois pode causar vômito e consequente
aspiração;

•Não permita que se levante ao recobrar a consciência.

51
Crise convulsiva

Contração dos músculos voluntários, em geral, com perda da


consciência. Suas causas mais comuns são a epilepsia, traumas
de crânio, intoxicação, tumores cerebrais e febre alta em crianças.

Tratamento
•Lateralize a vítima durante as convulsões;

•Peça por ajuda e acione o sistema de emergência local;

•Caso cessem as convulsões, mantenha a vítima na posição de


recuperação.

Atenção

•Não tente abrir a boca da vítima;

•Não coloque nada entre seus dentes;

•Não impeça seus movimentos, mas proteja-a de


eventuais choques contra o piso ou objetos ao
redor;

•Conduza a vítima para avaliação médica.

Lembre-se, por mais difícil que seja a situação,


MANTENHA A CALMA e siga as instruções do Atendente do Corpo de
Bombeiros.

Referência: Manual de Fundamentos do Corpo de


Bombeiros – PMESP.

Fonte: 5º EM/CB – Educação Pública especializado.

52
7 - LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

NR-13 CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO


Publicação D.O.U.
Portaria GM n.º 3.214, de 08 de junho de 1978 06/07/78
Alterações/Atualizações D.O.U.
Portaria SSMT n.º 12, de 06 de junho de 1983 14/06/83
Portaria SSMT n.º 02, de 08 de maio de 1984 07/06/84
Portaria SSST n.º 23, de 27 de dezembro de 1994 Rep.: 26/04/95
Portaria SIT n.º 57, de 19 de junho de 2008 24/06/08
(Redação dada pela Portaria SSST n.º 23, de 27 de dezembro de 1994)

13.1.2 Para efeito desta NR, considera-se "Profissional Habilitado" aquele que tem
competência legal para o exercício da profissão de engenheiro nas atividades
referentes a projeto de construção, acompanhamento operação e manutenção,
inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão, em conformidade
com a regulamentação profissional
vigente no País.
13.1.3 Pressão Máxima de Trabalho Permitida - PMTP ou Pressão Máxima de
Trabalho Admissível - PMTA é o maior valor de pressão compatível com o código de
projeto, a resistência dos materiais utilizados, as dimensões do equipamento e seus
parâmetros operacionais.
13.6 Vasos de Pressão - Disposições Gerais
13.6.1 Vasos de pressão são equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou
externa.
13.6.1.1 O campo de aplicação desta NR, no que se refere a vasos de pressão, está
definido no Anexo III.
13.6.1.2 Os vasos de pressão abrangidos por esta NR estão classificados em
categorias de acordo com o Anexo IV.
13.6.2 Constitui risco grave e iminente a falta de qualquer um dos seguintes itens:
a) válvula ou outro dispositivo de segurança com pressão de abertura ajustada em
valor igual ou inferior à PMTA, instalada diretamente no vaso ou no sistema que o
inclui;
b) dispositivo de segurança contra bloqueio inadvertido da válvula quando esta não
estiver instalada diretamente no vaso;
c) instrumento que indique a pressão de operação.
13.6.3 Todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo em local de fácil acesso e
bem visível, placa de identificação indelével com, no mínimo, as seguintes
informações:
a) fabricante;
b) número de identificação;
c) ano de fabricação;
d) pressão máxima de trabalho admissível;
e) pressão de teste hidrostático;
f) código de projeto e ano de edição.
13.6.3.1 Além da placa de identificação, deverão constar, em local visível, a categoria
do vaso, conforme Anexo IV, e seu número ou código de identificação.

53
13.6.4 Todo vaso de pressão deve possuir, no estabelecimento onde estiver instalado,
a seguinte documentação devidamente atualizada:
a) "Prontuário do Vaso de Pressão" a ser fornecido pelo fabricante, contendo as
seguintes informações:
- código de projeto e ano de edição;
- especificação dos materiais;
- procedimentos utilizados na fabricação, montagem e inspeção final e determinação
da PMTA;
- conjunto de desenhos e demais dados necessários para o monitoramento da sua
vida útil;
- características funcionais;
- dados dos dispositivos de segurança;
- ano de fabricação;
- categoria do vaso;
b) "Registro de Segurança" em conformidade com o subitem 13.6.5;
c) "Projeto de Instalação" em conformidade com o item 13.7;
d) "Projeto de Alteração ou Reparo" em conformidade com os subitens 13.9.2 e 13.9.3;
e) "Relatórios de Inspeção" em conformidade com o subitem 13.10.8.
13.6.4.1 Quando inexistente ou extraviado, o "Prontuário do Vaso de Pressão" deve
ser reconstituído pelo proprietário com responsabilidade técnica do fabricante ou de
"Profissional Habilitado", citado no subitem 13.1.2, sendo imprescindível a
reconstituição das características funcionais, dos dados dos dispositivos de segurança
e dos procedimentos para determinação da PMTA.
13.6.4.2 O proprietário de vaso de pressão deverá apresentar, quando exigida pela
autoridade competente do órgão regional do Ministério do Trabalho, a documentação
mencionada no subitem 13.6.4.
13.6.5 O "Registro de Segurança" deve ser constituído por livro de páginas
numeradas, pastas ou sistema informatizado ou não com confiabilidade equivalente
onde serão registradas:
a) todas as ocorrências importantes capazes de influir nas condições de segurança
dos vasos;
b) as ocorrências de inspeção de segurança.
13.6.6 A documentação referida no subitem 13.6.4 deve estar sempre à disposição
para consulta dos operadores do pessoal de manutenção, de inspeção e das
representações dos trabalhadores e do empregador na Comissão Interna de
Prevenção de Acidentes - CIPA, devendo o proprietário assegurar pleno acesso a
essa documentação inclusive à representação sindical da categoria profissional
predominante no estabelecimento, quando formalmente solicitado.
13.7 Instalação de Vasos de Pressão
13.7.1 Todo vaso de pressão deve ser instalado de modo que todos os drenos,
respiros, bocas de visita e indicadores de nível, pressão e temperatura, quando
existentes, sejam facilmente acessíveis.
13.7.2 Quando os vasos de pressão forem instalados em ambientes fechados, a
instalação deve satisfazer os seguintes requisitos: (Alterado pela Portaria SIT n.º 57,
de 19 de junho de 2008)
a) dispor de pelo menos 2 (duas) saídas amplas, permanentemente desobstruídas e
dispostas em direções distintas;

54
b) dispor de acesso fácil e seguro para as atividades de manutenção, operação e
inspeção, sendo que, para guarda corpos vazados, os vãos devem ter dimensões que
impeçam a queda de pessoas;
c) dispor de ventilação permanente com entradas de ar que não possam ser
bloqueadas;
d) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes;
e) possuir sistema de iluminação de emergência.
13.7.3 Quando o vaso de pressão for instalado em ambiente aberto, a instalação deve
satisfazer as alíneas "a", "b", "d" e "e" do subitem 13.7.2.
13.7.4 Constitui risco grave e iminente o não atendimento às seguintes alíneas do
subitem 13.7.2:
- "a", "c" "d" e "e" para vasos instalados em ambientes fechados; (Alterado pela
Portaria SIT n.º 57, de 19 de junho de 2008)
- "a" para vasos instalados em ambientes abertos;
- "e" para vasos instalados em ambientes abertos e que operem à noite.
13.7.5 Quando o estabelecimento não puder atender ao disposto no subitem 13.7.2
deve ser elaborado "Projeto Alternativo de Instalação" com medidas complementares
de segurança que permitam a atenuação dos riscos.
13.7.5.1 O "Projeto Alternativo de Instalação" deve ser apresentado pelo proprietário
do vaso de pressão para obtenção de acordo com a representação sindical da
categoria profissional predominante no estabelecimento.
13.7.5.2 Quando não houver acordo, conforme previsto no subitem 13.7.5.1, a
intermediação do órgão regional do MTb poderá ser solicitada por qualquer uma das
partes e, persistindo o impasse, a decisão caberá a esse órgão.
13.7.6 A autoria do "Projeto de Instalação" de vasos de pressão enquadrados nas
categorias “I”, “II” e “III”, conforme Anexo IV, no que concerne ao atendimento desta
NR, é de responsabilidade de "Profissional Habilitado", conforme citado no subitem
13.1.2, e deve obedecer aos aspectos de segurança, saúde e meio ambiente previstos
nas Normas Regulamentadoras, convenções e disposições legais aplicáveis.
13.7.7 O "Projeto de Instalação" deve conter pelo menos a planta baixa do
estabelecimento, com o posicionamento e a categoria de cada vaso e das instalações
de segurança.
13.8 Segurança na Operação de Vasos de Pressão
13.8.1 Todo vaso de pressão enquadrado nas categorias “I” ou “II” deve possuir
manual de operação próprio ou instruções de operação contidas no manual de
operação de unidade onde estiver instalado, em língua portuguesa e de fácil acesso
aos operadores, contendo no mínimo:
a) procedimentos de partidas e paradas;
b) procedimentos e parâmetros operacionais de rotina;
c) procedimentos para situações de emergência;
d) procedimentos gerais de segurança, saúde e de preservação do meio ambiente.
13.8.2 Os instrumentos e controles de vasos de pressão devem ser mantidos
calibrados e em boas condições operacionais.
13.8.2.1 Constitui condição de risco grave e iminente o emprego de artifícios que
neutralizem seus sistemas de controle e segurança.
13.8.3 A operação de unidades que possuam vasos de pressão de categorias "I" ou
"II" deve ser efetuada por profissional com "Treinamento de Segurança na Operação

55
de Unidades de Processos", sendo que o não atendimento a esta exigência
caracteriza condição de risco grave e iminente.
13.8.4 Para efeito desta NR será considerado profissional com "Treinamento de
Segurança na Operação de Unidades de Processo" aquele que satisfizer uma das
seguintes condições:
a) possuir certificado de "Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de
Processo" expedido por instituição competente para o treinamento;
b) possuir experiência comprovada na operação de vasos de pressão das categorias
“I” ou “II” de pelo menos 2 (dois) anos antes da vigência desta NR.
13.8.5 O pré-requisito mínimo para participação, como aluno, no "Treinamento de
Segurança na Operação de Unidades de Processo" é o atestado de conclusão do 1º
grau.
13.8.6 O "Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo" deve
obrigatoriamente:
a) ser supervisionado tecnicamente por "Profissional Habilitado" citado no subitem
13.1.2;
b) ser ministrado por profissionais capacitados para esse fim;
c) obedecer, no mínimo, ao currículo proposto no Anexo I-B desta NR.
13.8.7 Os responsáveis pela promoção do "Treinamento de Segurança na Operação
de Unidades de Processo" estarão sujeitos ao impedimento de ministrar novos cursos,
bem como a outras sanções legais cabíveis, no caso de inobservância do disposto no
subitem 13.8.6.
13.8.8 Todo profissional com "Treinamento de Segurança na Operação de
Unidade de Processo" deve cumprir estágio prático, supervisionado, na
operação de vasos de pressão com as seguintes durações mínimas:
a) 300 (trezentas) horas para vasos de categorias “I” ou “II”;
b) 100 (cem) horas para vasos de categorias “III”, “IV” ou “V’.
13.8.9 O estabelecimento onde for realizado o estágio prático supervisionado deve
informar previamente à representação sindical da categoria profissional predominante
no estabelecimento:
a) período de realização do estágio;
b) entidade, empresa ou profissional responsável pelo "Treinamento de Segurança na
Operação de Unidade de Processo";
c) relação dos participantes do estágio.
13.8.10 A reciclagem de operadores deve ser permanente por meio de constantes
informações das condições físicas e operacionais dos equipamentos, atualização
técnica, informações de segurança, participação em cursos, palestras e eventos
pertinentes.
13.8.11 Constitui condição de risco grave e iminente a operação de qualquer vaso de
pressão em condições diferentes das previstas no projeto original, sem que:
a) seja reprojetado levando em consideração todas as variáveis envolvidas na nova
condição de operação;
b) sejam adotados todos os procedimentos de segurança decorrentes de sua nova
classificação no que se refere à instalação, operação, manutenção e inspeção.
13.9 Segurança na Manutenção de Vasos de Pressão
13.9.1 Todos os reparos ou alterações em vasos de pressão devem respeitar o
respectivo código de projeto de construção e as prescrições do fabricante no que se
refere a:

56
a) materiais;
b) procedimentos de execução;
c) procedimentos de controle de qualidade;
d) qualificação e certificação de pessoal.
13.9.1.1 Quando não for conhecido o código do projeto de construção, deverá ser
respeitada a concepção original do vaso, empregando-se procedimentos de controle
do maior rigor, prescritos pelos códigos pertinentes.
13.9.1.2 A critério do "Profissional Habilitado", citado no subitem 13.1.2, podem ser
utilizadas tecnologias de cálculo ou procedimentos mais avançados, em substituição
aos previstos pelos códigos de projeto.
13.9.2 "Projetos de Alteração ou Reparo" devem ser concebidos previamente nas
seguintes situações:
a) sempre que as condições de projeto forem modificadas;
b) sempre que forem realizados reparos que possam comprometer a segurança.
13.9.3 O "Projeto de Alteração ou Reparo" deve:
a) ser concebido ou aprovado por "Profissional Habilitado", citado no subitem 13.1.2;
b) determinar materiais, procedimentos de execução, controle de qualidade e
qualificação de pessoal;
c) ser divulgado para funcionários do estabelecimento que possam estar envolvidos
com o equipamento.
13.9.4 Todas as intervenções que exijam soldagem em partes que operem sob
pressão devem ser seguidas de teste hidrostático, com características definidas pelo
"Profissional Habilitado", citado no subitem 13.1.2, levando em conta o disposto no
item 13.10.
13.9.4.1 Pequenas intervenções superficiais podem ter o teste hidrostático
dispensado, a critério do "Profissional Habilitado", citado no subitem 13.1.2.
13.9.5 Os sistemas de controle e segurança dos vasos de pressão devem ser
submetidos à manutenção preventiva ou preditiva.
13.10 Inspeção de Segurança de Vasos de Pressão
13.10.1 Os vasos de pressão devem ser submetidos a inspeções de segurança inicial,
periódica e extraordinária.
13.10.2 A inspeção de segurança inicial deve ser feita em vasos novos, antes de sua
entrada em funcionamento, no local definitivo de instalação, devendo compreender
exame externo, interno e teste hidrostático, considerando as limitações
mencionadas no subitem 13.10.3.5.
13.10.3 A inspeção de segurança periódica, constituída por exame externo, interno e
teste hidrostático, deve obedecer aos seguintes prazos máximos estabelecidos a
seguir:
a) para estabelecimentos que não possuam "Serviço Próprio de Inspeção de
Equipamentos", conforme citado no Anexo II:
Categoria do Vaso Exame Externo Exame Interno Teste Hidrostático
I 1 ANO 3 ANOS 6 ANOS
II 2 ANOS 4 ANOS 8 ANOS
III 3 ANOS 6 ANOS 12 ANOS
IV 4 ANOS 8 ANOS 16 ANOS
V 5 ANOS 10 ANOS 20 ANOS
b) para estabelecimentos que possuam "Serviço Próprio de Inspeção de
Equipamentos", conforme citado no Anexo II:

57
Categoria do Vaso Exame Externo Exame Interno Teste Hidrostático
I 3 ANOS 6 ANOS 12 ANOS
II 4 ANOS 8 ANOS 16 ANOS
III 5 ANOS 10 ANOS a critério
IV 6 ANOS 12 ANOS a critério
V 7 ANOS a critério a critério
13.10.3.1 Vasos de pressão que não permitam o exame interno ou externo por
impossibilidade física devem ser alternativamente submetidos a teste hidrostático,
considerando-se as limitações previstas no subitem 13.10.3.5.
13.10.3.2 Vasos com enchimento interno ou com catalisador podem ter a
periodicidade de exame interno ou de teste
hidrostático ampliada, de forma a coincidir com a época da substituição de
enchimentos ou de catalisador, desde que esta ampliação não ultrapasse 20% do
prazo estabelecido no subitem 13.10.3 desta NR.
13.10.3.3 Vasos com revestimento interno higroscópico devem ser testados
hidrostaticamente antes da aplicação do mesmo, sendo os testes subseqüentes
substituídos por técnicas alternativas.
13.10.3.4 Quando for tecnicamente inviável e mediante anotação no "Registro de
Segurança" pelo "Profissional Habilitado", citado no subitem 13.1.2, o teste hidrostático
pode ser substituído por outra técnica de ensaio não-destrutivo ou inspeção que
permita obter segurança equivalente.
13.10.3.5 Considera-se como razões técnicas que inviabilizam o teste hidrostático:
a) resistência estrutural da fundação ou da sustentação do vaso incompatível com o
peso da água que seria usada no teste;
b) efeito prejudicial do fluido de teste a elementos internos do vaso;
c) impossibilidade técnica de purga e secagem do sistema;
d) existência de revestimento interno;
e) influência prejudicial do teste sobre defeitos sub-críticos.
13.10.3.6 Vasos com temperatura de operação inferior a 0ºC e que operem em
condições nas quais a experiência mostre que não ocorre deterioração, ficam
dispensados do teste hidrostático periódico, sendo obrigatório exame interno a cada
20 (vinte) anos e exame externo a cada 2 (dois) anos.
13.10.3.7 Quando não houver outra alternativa, o teste pneumático pode ser
executado, desde que supervisionado pelo "Profissional Habilitado", citado no subitem
13.1.2, e cercado de cuidados especiais por tratar-se de atividade de alto risco.
13.10.4 As válvulas de segurança dos vasos de pressão devem ser desmontadas,
inspecionadas e recalibradas por ocasião do exame interno periódico.
13.10.5 A inspeção de segurança extraordinária deve ser feita nas seguintes
oportunidades:
a) sempre que o vaso for danificado por acidente ou outra ocorrência que comprometa
sua segurança;
b) quando o vaso for submetido a reparo ou alterações importantes, capazes de alterar
sua condição de segurança;
c) antes de o vaso ser recolocado em funcionamento, quando permanecer inativo por
mais de 12 (doze) meses;
d) quando houver alteração do local de instalação do vaso.

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13.10.6 A inspeção de segurança deve ser realizada por "Profissional Habilitado",
citado no subitem 13.1.2 ou por "Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos",
conforme citado no Anexo II.
13.10.7 Após a inspeção do vaso deve ser emitido "Relatório de Inspeção", que passa
a fazer parte da sua documentação.
13.10.8 O "Relatório de Inspeção" deve conter no mínimo:
a) identificação do vaso de pressão;
b) fluidos de serviço e categoria do vaso de pressão;
c) tipo do vaso de pressão;
d) data de início e término da inspeção;
e) tipo de inspeção executada;
f) descrição dos exames e testes executados;
g) resultado das inspeções e intervenções executadas;
h) conclusões;
i) recomendações e providências necessárias;
j) data prevista para a próxima inspeção;
k) nome legível, assinatura e número do registro no conselho profissional do
"Profissional Habilitado", citado no subitem 13.1.2, e nome legível e assinatura de
técnicos que participaram da inspeção.
13.10.9 Sempre que os resultados da inspeção determinarem alterações dos dados da
placa de identificação, a mesma deve ser atualizada.

ANEXO I-B
CURRÍCULO MÍNIMO PARA "TREINAMENTO DE SEGURANÇA NA OPERAÇÃO
DE UNIDADES DE
PROCESSO"
1 - Noções de grandezas físicas e unidades Carga horária: 4 (quatro) horas
1.1 - Pressão
1.1.1 - Pressão atmosférica
1.1.2 - Pressão interna de um vaso
1.1.3 - Pressão manométrica, pressão relativa e pressão absoluta
1.1.4 - Unidades de pressão
1.2 - Calor e temperatura
1.2.1 - Noções gerais: o que é calor, o que é temperatura
1.2.2 - Modos de transferência de calor
1.2.3 - Calor específico e calor sensível
1.2.4 - Transferência de calor a temperatura constante
1.2.5 - Vapor saturado e vapor superaquecido
2 - EQUIPAMENTOS DE PROCESSO
Carga horária estabelecida de acordo com a complexidade da unidade, mantendo um
mínimo de 4 horas por item, onde aplicável.
2.1 - Trocadores de calor
2.2 - Tubulação, válvulas e acessórios
2.3 - Bombas
2.4 - Turbinas e ejetores
2.5 - Compressores
2.6 - Torres, vasos, tanques e reatores
2.7 - Fornos

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2.8 - Caldeiras
3 - ELETRICIDADE
Carga horária: 4 horas
4 - INSTRUMENTAÇÃO
Carga horária: 8 horas
5 - OPERAÇÃO DA UNIDADE
Carga horária: estabelecida de acordo com a complexidade da unidade
5.1 - Descrição do processo
5.2 - Partida e parada
5.3 - Procedimentos de emergência
5.4 - Descarte de produtos químicos e preservação do meio ambiente
5.5 - Avaliação e controle de riscos inerentes ao processo
5.6 - Prevenção contra deterioração, explosão e outros riscos
6 - PRIMEIROS SOCORROS
Carga horária: 8 horas
7 - LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO
Carga horária: 4 horas
ANEXO II
REQUISITOS PARA CERTIFICAÇÃO DE "SERVIÇO PRÓPRIO DE INSPEÇÃO DE
EQUIPAMENTOS"
Antes de colocar em prática os períodos especiais entre inspeções, estabelecidos nos
subitens 13.5.4 e 13.10.3 desta NR, os "Serviços Próprios de Inspeção de
Equipamentos" da empresa, organizados na forma de setor, seção, departamento,
divisão, ou equivalente, devem ser certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO) diretamente ou mediante
"Organismos de Certificação" por ele credenciados, que verificarão o atendimento aos
seguintes requisitos mínimos expressos nas alíneas "a" a "g". Esta certificação pode
ser cancelada
sempre que for constatado o não atendimento a qualquer destes requisitos:
a) existência de pessoal próprio da empresa onde estão instalados caldeira ou vaso de
pressão, com dedicação exclusiva a atividades de inspeção, avaliação de integridade
e vida residual, com formação, qualificação e treinamento compatíveis com a atividade
proposta de preservação da segurança;
b) mão-de-obra contratada para ensaios não-destrutivos certificada segundo
regulamentação vigente e para outros serviços de caráter eventual, selecionada e
avaliada segundo critérios semelhantes ao utilizado para a mão-de-obra própria;
c) serviço de inspeção de equipamentos proposto possuir um responsável pelo seu
gerenciamento formalmente designado para esta função;
d) existência de pelo menos 1 "Profissional Habilitado", conforme definido no subitem
13.1.2;
e) existência de condições para manutenção de arquivo técnico atualizado, necessário
ao atendimento desta NR, assim como mecanismos para distribuição de informações
quando requeridas;
f) existência de procedimentos escritos para as principais atividades executadas;
existência de aparelhagem condizente com a execução das atividades propostas.
ANEXO III
1 - Esta NR deve ser aplicada aos seguintes equipamentos:

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a) qualquer vaso cujo produto "P.V" seja superior a 8 (oito), onde "P" é a máxima
pressão de operação em kPa e "V" o seu volume geométrico interno em m³, incluindo:
- permutadores de calor, evaporadores e similares;
- vasos de pressão ou partes sujeitas a chama direta que não estejam dentro do
escopo de outras NR, nem do item 13.1 desta NR;
- vasos de pressão encamisados, incluindo refervedores e reatores;
- autoclaves e caldeiras de fluido térmico que não o vaporizem;
b) vasos que contenham fluido da classe "A", especificados no Anexo IV,
independente das dimensões e do produto "P.V".
2 - Esta NR não se aplica aos seguintes equipamentos:
a) cilindros transportáveis, vasos destinados ao transporte de produtos, reservatórios
portáteis de fluido comprimido e extintores de incêndio;
b) os destinados à ocupação humana;
c) câmara de combustão ou vasos que façam parte integrante de máquinas rotativas
ou alternativas, tais como bombas, compressores, turbinas, geradores, motores,
cilindros pneumáticos e hidráulicos e que não possam ser caracterizados como
equipamentos independentes;
d) dutos e tubulações para condução de fluido;
e) serpentinas para troca térmica;
f) tanques e recipientes para armazenamento e estocagem de fluidos não
enquadrados em normas e códigos de projeto relativos a vasos de pressão;
g) vasos com diâmetro interno inferior a 150 (cento e cinqüenta) mm para fluidos das
classes "B", "C" e "D", conforme especificado no Anexo IV.
ANEXO IV
CLASSIFICAÇÃO DE VASOS DE PRESSÃO
1 - Para efeito desta NR, os vasos de pressão são classificados em categorias
segundo o tipo de fluido e o potencial de risco.
1.1 - Os fluidos contidos nos vasos de pressão são classificados conforme descrito a
seguir:
CLASSE "A": - fluidos inflamáveis;
- combustível com temperatura superior ou igual a 200º C;
- fluidos tóxicos com limite de tolerância igual ou inferior a 20 ppm;
- hidrogênio;
- acetileno.
CLASSE "B": - fluidos combustíveis com temperatura inferior a 200º C;
- fluidos tóxicos com limite de tolerância superior a 20 (vinte) ppm;
CLASSE "C": - vapor de água, gases asfixiantes simples ou ar comprimido;
CLASSE "D": - água ou outros fluidos não enquadrados nas classes "A", "B" ou "C",
com temperatura
superior a 50ºC.
1.1.1 - Quando se tratar de mistura, deverá ser considerado para fins de classificação
o fluido que apresentar maior risco aos trabalhadores e instalações, considerando-se
sua toxicidade, inflamabilidade e concentração.
1.2 - Os vasos de pressão são classificados em grupos de potencial de risco em
função do produto "PV", onde "P" é a pressão máxima de operação em Mpa e "V" o
seu volume geométrico interno em m³, conforme segue:
GRUPO 1 - PV ≥ 100
GRUPO 2 - PV < 100 e PV ≥ 30

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GRUPO 3 - PV < 30 e PV ≥ 2.5
GRUPO 4 - PV < 2.5 e PV ≥ 1
GRUPO 5 - PV < 1
Declara,
1.2.1 - Vasos de pressão que operem sob a condição de vácuo deverão enquadrar-se
nas seguintes categorias:
- categoria I: para fluidos inflamáveis ou combustíveis;
- categoria V: para outros fluidos.
1.3 - A tabela a seguir classifica os vasos de pressão em categorias de acordo com os
grupos de potencial de risco e a
classe de fluido contido.

CATEGORIAS DE VASOS DE PRESSÃO

Notas:
a) Considerar volume em m³ e pressão em MPa;
b) Considerar 1 MPa correspondente à 10,197 Kgf/cm².

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO GABINETE DO MINISTRO PORTARIA N.º 594 DE 28 DE ABRIL DE


2014 (DOU de 02/05/ 2014 - Seção 1) Altera a Norma Regulamentadora n.º 13 - Caldeiras e Vasos de Pressão.
O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso das atribuições que lhe conferem o inciso II do
parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal e os arts. 155 e 200 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT,
aprovada pelo Decreto-Lei n.º 5.452, de 1º de maio de 1943,
resolve:
Art. 1º A Norma Regulamentadora n.º 13 (NR-13), aprovada pela Portaria n.º 3214, de 8 de junho de 1978, sob o título
Caldeiras e Vasos de Pressão, passa a vigorar com a redação constante no Anexo desta Portaria.

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BIBLIOGRAFIA” (Fonte de Pesquisa)

INTRODUÇÃO À TRANSFERÊNCIA DE CALOR - Eduardo Emery Cunha


Quites & Luiz Renato Bastos Lia

TUBULAÇÃO INDUSTRIAL E ESTRUTURA METÁLICA – PCO PROGRAMA


DE CERTIFICAÇÃO OPERACIONAL CST / www.abraman.org.br

Fundação Souza Marques - Curso de Graduação em Engenharia Mecânica -


Disciplina: Tecnologia do Calor II – MEC 4028-2 Professor: Otavio Henrique
Paiva Martins Fontes – 2007

http://www.significados.com.br/calor/

http://www.infoescola.com/fisica/unidades-de-medida/

http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/pressao-atmosferica.htm

http://educacao.globo.com/matematica/assunto/matematica-basica/sistemas-
de-unidades-de-medidas.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Press%C3%A3o
https://elearning.iefp.pt
http://ticengenharia.com.br/definicao-da-nr-13-caldeiras-e-vasos-de-pressao
http://www.sofisica.com.br
http://www.mspc.eng.br
http://www.feq.unicamp.br
http://www.pe.senai.br
http://www.ansi.org/
http://www.tlv.com
http://tiposdebombasindustriais.blogspot.com.br
https://fabioferrazdr.files.wordpress.com/2008/08/1-8-torres_petrobras.pdf
http://www.abiquim.org.br/pdf/manuais_tutoriais/manual-de-apoio-e-roteiro-de-
auditoria-do-sistema-de-gestao-do-AR.pdf
http://www.shortcourse.com.br/

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