Você está na página 1de 16

NOÇÕES DE

GRANDEZAS E
UNIDADES

Ricardo Aurélio Fragoso de Sousa


Ricardo Aurélio Fragoso de Sousa

CONTEÚDO

1. Noções de grandezas físicas e unidades.

2. Pressão.

2.1 Pressão atmosférica.


2.2 Pressão manométrica ou relativa.
2.3 Pressão absoluta.
2.4 Unidades de pressão.
2.5 Pressão interna de um vaso.
2.6 Pressão máxima de trabalho admissível.
2.7 Pressão de teste hidrostático.
2.8 Relação entre pressão e altura da coluna de líquido.

3. Temperatura e calor.

3.1 Temperatura.
3.2 Calor.
3.3 Métodos de transferência de calor.
3.4 Calor específico.
3.5 Calor sensível.
3.6 Modificação dos estados físicos da matéria.
3.7 Calor latente.
3.8 Transferência de calor a temperatura constante.
3.9 Vapor saturado.
3.10 Vapor superaquecido.
3.11 Tabela de vapor saturado

4. Fluidos

4.1 Definição.
4.2 Viscosidade.
4.3 Massa específica.
4.4 Pressão de vapor.
4.5 Perda de carga.
4.6 Vazão.

5. Exercícios.

2
Noções de unidades e grandezas

1. Noções de grandezas físicas e unidades.

A operação de equipamentos requer a medição, registro e controle de variáveis,


dentre as quais destacamos a pressão e temperatura.

Tais variáveis indicam ao operador a condição de funcionamento do equipamento,


possibilitando atingir as metas de produção, bem como, garantir a integridade do
equipamento e da respectiva instalação industrial

2. Pressão.

A pressão é definida como relação entre a força e a área em que a mesma atua.

A expressão física que possibilita o cálculo da pressão é:

Pressão = força
Área

O instrumento utilizado para medir a pressão é o manômetro.

Figura 01 – Manômetro.
Para o controle da pressão é utilizado um instrumento denominado pressostato.

2.1 Pressão atmosférica.

Pressão atmosférica corresponde a pressão exercida pela coluna de ar que


compõem a atmosfera.

Uma coluna de ar de 1cm2 de área transversal e altura igual a atmosfera irá


pesar 1 kg ao nível do mar. Logo, a pressão atmosférica é 1 kgf/cm2.

Ao nível do mar a pressão atmosférica corresponde a 1,033 kgf /cm2.

3
Ricardo Aurélio Fragoso de Sousa

Uma coluna de ar, com


1 centímetro quadrado
de área transversal e
altura igual à atmosfera

Irá pesar 1 kg ao nível


do mar. Logo, a pressão
será de 1kgf/cm2.

Figura 02 – Pressão atmosférica.

Para fins práticos, o valor da pressão atmosférica, ao nível do mar, é adotado


como sendo de 1,0 kgf/cm2 .

2.2 Pressão manométrica ou relativa

A pressão indicada no manômetro é denominada de pressão manométrica.

Quando indicada em um texto, a pressão manométrica é apresentada com o


sufixo g, por exemplo: psig, ou pelo sufixo man, kgf/cm2 man.

2.3 Pressão absoluta.

A soma da pressão atmosférica com a pressão manométrica é definida como


pressão absoluta.

Podemos, também, conceituar a pressão absoluta como aquela que é medida


tendo como referência o vácuo absoluto.

Quando indicada em um texto a pressão absoluta é apresentada com o sufixo


a, por exemplo psia, ou pelo sufixo abs, kgf/cm2 abs.

Indica escala não usual para estes valores, sendo indicados para efeito de
comparação.

2.4 Unidades de pressão.

A pressão pode ser medida em várias unidades:

kgf/cm2 .......quilograma-força por centímetro quadrado,

psi...............pound square inch - libra por polegada quadrada. (lbf/pol2.).

4
Noções de unidades e grandezas

mca ............metro de coluna de água.

atm ............atmosfera.
bar .............bar

pascal .........newton por metro quadrado

A transformação do valor da pressão de uma unidade para outra é feita


conforme as seguintes relações :

1 atm = l kgf/cm2 = 14,22 psi = 14,22 lbf/po12


2.5 Pressão interna de um vaso.

Um vaso contendo um líquido ou um gás pode estar submetido a uma


pressão interna.

Esta pressão, quando medida no topo (parte superior) do equipamento, é


denominada pressão interna do vaso.

O manômetro, caso objetive medir a pressão do vaso, deverá estar instalado


no topo do mesmo.

Figura 03 – Posição correta de instalação de manômetro.

O acompanhamento e controle desta pressão são importantes, pois, caso a


mesma atinge valores elevados, acima da capacidade do equipamento,
podem ocorrer problemas.

2.6 Pressão máxima de trabalho admissível (PMTA).

Equipamentos que trabalham sob pressão, tanto internas (por exemplo :


caldeiras e vasos de pressão), como externas, (por exemplo : vasos de
pressão), possuem um valor máximo de pressão que podem suportar, sem
apresentar riscos de colapso.

Este valor de pressão máxima é denominado de Pressão Máxima de Trabalho


Admissível (PMTA).

Este valor de pressão é o máximo que o equipamento, em condição de


operação normal, pode atingir, sem que as válvulas de segurança sejam
abertas.

2.7 Pressão de teste hidrostático.

5
Ricardo Aurélio Fragoso de Sousa

Quando da realização da manutenção ou inspeção nos equipamentos, os


mesmos são submetidos a um teste no qual é introduzida água a temperatura
ambiente, até que seja atingido um valor de pressão que corresponde a uma
vez e meia o valor da PMTA.
Este teste é feito com o equipamento fora de operação, em temperatura
ambiente, com as válvulas de segurança bloqueadas, e tem como objetivo
verificar a integridade estrutural do mesmo.

2.8 Relação entre pressão e altura da coluna de líquido.

A pressão na posição inferior de uma coluna de líquido depende, apenas, da


altura da coluna e da massa específica do mesmo (densidade). Quanto maior
a altura ou a massa específica, maior a pressão na base da coluna.

Às vezes as pessoas são induzidas à conclusão, equivocada, que o diâmetro


da coluna influencia na pressão existente na sua base. Afirmamos que a
pressão é independente do diâmetro da coluna.

3. Temperatura e calor.

Nas caldeiras, por exemplo, uma fonte de energia gera calor, sendo este transferido à
água, que se transforma em vapor.

Esta geração de calor deve ocorrer de uma maneira controlada, para garantir uma
produção de vapor na quantidade necessária, assim como, objetivando manter as
condições que integridade da caldeira e seus acessórios.

3.1 Temperatura.

Todos os corpos são formados de partículas que estão em constante


movimento (energia cinética), denominado de agitação térmica.

A soma da energia cinética do movimento destas partículas é a energia


térmica.

Quanto mais intensa a agitação térmica das partículas, maior será a energia
cinética de cada uma e, em conseqüência, maior será a temperatura.

Sendo assim, a temperatura é a indicação da energia térmica de um dado


corpo.

Desta forma, dois corpos que estão a uma mesma temperatura estarão,
também, a um mesmo nível de energia térmica.

O instrumento que mede a temperatura é o termômetro,

6
Noções de unidades e grandezas

Para o controle da temperatura é utilizado um instrumento denominado


termostato ( o sistema de controle da temperatura de geladeira é feito por um
termostato. ).

A temperatura pode ser medida em várias escalas, sendo as mais comuns:


Escala Celsius (ºC) Escala Fahrenheit (ºF)

A conversão de um escala para outra pode ser feita através da seguinte


expressão :

F= 1,8 x C + 32

Onde:

F ..... temperatura em ºF
C ..... temperatura em ºC

3.2 Calor.

Calor é uma forma de energia, que passa de um corpo para outro, em função,
exclusiva, da diferença de temperatura entre os mesmos.

Quando dois corpos com temperaturas diferentes são colocados em contato


térmico, observa-se que a temperatura do corpo mais frio eleva-se, enquanto
que a do corpo mais quente diminui, até que eles atinjam um valor de
temperatura igual, denominado de equilíbrio térmico, momento a partir do
qual não haverá mais variação na temperatura.

Ou seja, mesmo que dois corpos quaisquer estejam, ambos, por exemplo, a
500 ºC, não haverá fluxo de calor entre eles, pois estão no mesmo nível de
temperatura.

O calor pode ser medido nas seguintes unidades

Caloria
Símbolo ........ cal
Definição....... quantidade de calor necessário para elevar de 14,5 ºC para 15,5
ºC, um grama de água, a pressão atmosférica.

7
Ricardo Aurélio Fragoso de Sousa

Bristish Thermal Unit


Símbolo ........ BTU
Definição ...... quantidade de calor necessário para elevar de 59,5 ºF para 60,5
ºF, um lbm de água, a pressão atmosférica.

3.3 Métodos de transferência de calor.

O calor pode passar de um corpo para outro através de 3 processos, que podem
atuar isoladamente ou em conjunto.

3.3.1.Condução : é quando o calor é transferido em função da agitação térmica


das partículas que compõem os corpos, sem que haja
transporte de matéria.

Figura 04 – Transferência de calor por condução.

3.3.2 Convecção: a transferência de calor é feita através do movimento


macroscópico das partículas que compõem o corpo. As
partículas que possuem maior temperatura deslocam-se para
as regiões de menor temperatura, enquanto que as de menor
temperatura são direcionadas para as regiões de maior
temperatura.

Figura 05 – Transferência de calor por convecção.

8
Noções de unidades e grandezas

3.3.3 Radiação : ocorre quando o calor é transmitido através de ondas


eletromagnéticas, ao exemplo do calor fornecido pelo sol.

Figura 06 – Transferência de calor por radiação.

3.4 Calor específico.

Cada material tem um comportamento específico quando é aquecido ou


resfriado.

O calor específico é definido como sendo a quantidade de calor necessário


para elevar de 1 ºC, um grama de uma substância.

3.5 Modificação dos estados físicos da matéria.

As substâncias apresentam-se, basicamente, em 3 estados físicos. Dois fatores


influem no estado físico da matéria: a temperatura e a pressão. A elevação da
temperatura faz com que as moléculas ou partículas da matéria se
movimentem com maior velocidade, possibilitando a separação entre as
mesmas.

A pressão ao ser elevada acarreta a aproximação das moléculas ou partículas.


Sendo assim, a temperatura e a pressão agem, sobre a matéria, contrariamente.

Podemos, então, fazendo variação nos valores da pressão e temperatura,


efetuar modificação na condição estrutural da matéria, fazendo com que a
mesma altere o ‘grau’ de união entre os seus elementos.

Figura 07 – Processos de modificação de estados físicos da matéria.

9
Ricardo Aurélio Fragoso de Sousa

3.5.1.Fusão:

É a passagem de uma substância do estado sólido para o estado líquido.


Os sólidos fundem-se sempre a uma temperatura e pressão determinadas.
Esta temperatura é denominada de ponto de fusão. Durante o processo de
fusão a temperatura permanece inalterada em uma substância pura.

3.5.2 Solidificação:

É a transformação de uma substância do estado líquido para o estado


sólido. O ponto de solidificação é o mesmo que o ponto de fusão. Desta
forma, da mesma maneira que ocorre com a fusão, a temperatura
permanece constante durante todo o processo de solidificação.

3.5.3 Vaporização:

É a mudança de uma substância do estado líquido para o estado gasoso.


Existem dois tipos de vaporização: ebulição e evaporação. A ebulição
ocorre quando fornecemos calor a um líquido ou reduzimos a pressão
que atua sobre ele.

Durante todo o processo de ebulição, ou seja, até que todo o líquido se


vaporize, a uma pressão constante, a temperatura não varia. A essa
temperatura denominamos ponto de ebulição, que é particular para cada
líquido puro.

A evaporação é a mudança lenta de uma substância líquida para o estado


de vapor, podendo, entretanto, ocorrer instantaneamente, dependendo
das condições ambientais. Os fatores que favorecem a evaporação são:
aumento da temperatura, diminuição da pressão atmosférica, maior
superfície de contato com o ambiente e ventilação.

3.5.4 Condensação:

É a mudança de uma substância do estado gasoso para o estado líquido.


O fenômeno da condensação, também é chamado liquefação. Numa
determinada pressão, cada substância s condensa a uma determinada
temperatura. E o seu ponto de condensação, que é igual ao ponto de
ebulição.

3.5.5 Sublimação:

É a passagem direta de uma substância no estado sólido para o estado de


vapor e vice-versa. Algumas substâncias sólidas, como a naftalina, a
cânfora, o benjoim e o iodo, nas condições habituais de pressão e
temperatura em que vivemos, se transformaram espontaneamente em
vapor, sem passar pelo estão líquido. Quando o vapor dessas substâncias
se resfria pode ocorrer o fenômeno inverso: voltam ao estado sólido.
Ambos os fenômenos chamam-se sublimação.

10
Noções de unidades e grandezas

Figura 08 – Variação da temperatura em função da modificação do estado físico da


matéria.

Um aspecto interessante que pode ser observado em todos estes processos de


modificação do estado físico da matéria é que, em se tratando de uma
substância pura, estas transformações ocorrem a temperatura constante. A
quantidade de energia fornecida, na forma de calor, é denominada de calor
latente.

Ou seja, o calor latente é a energia na forma de calor, fornecida à substância


para fazer com que a mesma mude de estado físico. Salienta-se, ainda, que a
temperatura permanece constante.

Características das matérias:

 sólido (forte atração entre as Ues-unidades estruturais)

 líquido (fraca atração entre as Ues)

 gasoso (praticamente inexistente atração entre as Ues).

SÓLIDO LÍQUIDO GASOSO


Baixa Energia Alta Energia Altíssima Energia
Baixa Vibração Alta Vibração Altíssima Vibração
Forma Fixa Forma Variável Forma Variável
Volume Fixo Volume Fixo Volume Variável
Tabela 01 - Características dos estados físicos.

3.6 Calor sensível.

Quando calor é transferido a um corpo e é constatada a respectiva elevação de


temperatura temos o calor sensível.

Fato idêntico ocorre quando o calor é retirado de um corpo.

11
Ricardo Aurélio Fragoso de Sousa

Uma situação em que podemos observar este tipo de calor é quando ternos o
aquecimento da água. Nesta situação, à medida que é fornecido calor à água, a
temperatura da mesma é elevada.
3.7 Calor latente.

Quando o gelo entra em fusão, ou seja, está passando do estado sólido para o
líquido, é observado que a temperatura não varia até que a última porção de
matéria tenha passado para o estado líquido.

Este fenômeno, que ocorre quando há mudança de estado físico, é denominado


calor latente.

3.8 Transferência de calor a temperatura constante.

Nas caldeiras, onde há a passagem da água do estado líquido para o estado de


vapor, podemos observar que a temperatura permanece constante, para uma
dada pressão,

3.9 Vapor saturado.

Quando o vapor de água encontra-se em estado de equilíbrio com a água, isto


é, logo após ter mudado de fase, tornando-se vapor ainda a temperatura de
ebulição, podendo estar úmido.

Neste estado saturado o vapor é aplicado em processos de aquecimento.

3.10 Vapor superaquecido.

Após a passagem da água do estado líquido para o estado de vapor, caso o


vapor continue a ser aquecido ele tomar-se-á superaquecido.

O dispositivo utilizado para este fim é denominado de superaquecedor e o


vapor, neste estado de superaquecido, é utilizado para acionamento mecânico,
em turbina a vapor.

3.11 Tabela de vapor saturado

Na etapa de mudança da fase líquida para a fase de vapor a temperatura da


água apresenta uma relação direta com a pressão, como pode ser observado na
tabela a seguir apresentada:

12
Noções de unidades e grandezas

Tabela 02 – Características do vapor de água.


Pressão Temperatura Calor sensível Calor latente Calor total
Manométrica
kgf/cm2 lbf/pol2 ºC kcal/kg kcal/kg kcal/kg
0 0 100,0 100,0 539,4 639,4
1 14,2 119,6 119,9 525,9 645,8
2 28,4 132,9 133,4 516,9 650,3
3 42,6 142,9 143,6 509,8 653,4
4 56,8 151,1 152,1 503,7 655,8
5 71,0 158,1 159,3 498,5 657,8
6 85,2 164,2 165,6 493,8 659,4
7 99,4 169,6 171,3 489,5 660,8
8 113,6 174,5 176,4 485,6 662,0
9 127,8 179,0 181,2 481,8 663,0
10 142,0 183,2 185,6 478,3 663,9
11 156,2 187,1 189,7 475,0 664,7
12 170,4 190,7 196,5 471,9 665,4
15 213,0 200,4 203,9 463,2 667,1
21 269,8 211,4 215,8 452,7 669,5

4. Fluidos

4.1 Definição.

Fluidos são substâncias que não suportam esforços de cisalhamento,


apresentando característica de escoamento. Os fluidos podem ser gases ou
líquidos.

4.2 Viscosidade.

A viscosidade é a resistência interna que um fluido apresenta para escoar.

A viscosidade é uma das mais importantes características dos fluidos e tem,


para os líquidos, um comportamento específico em relação a temperatura.

Quando a temperatura eleva-se a viscosidade diminui. É por esta razão que


alguns líquidos, como por exemplo o óleo BPF, deve ser aquecido para ser
bombeado.

As principais unidades de medição da viscosidade são o poise e o stoke.

13
Ricardo Aurélio Fragoso de Sousa

4.3 Massa específica.

Cada produto apresenta uma característica específica da relação entre a


quantidade de massa que ocupa uma unidade de volume.

Esta relação é denominada massa específica, porém é mais conhecida pela


designação de densidade.

Sendo assim, 1 kg de algodão irá ocupar um volume bem maior que 1 kg de


chumbo. Neste exemplo podemos concluir que o chumbo tem maior massa
específica ( densidade ) que o algodão.
Esta característica do fluido é importante visto que quanto maior for a massa
específica de um produto, maior será, também, a energia necessária para
movimentá-lo.

Também a massa específica determina qual é a pressão em cada ponto da


coluna do líquido. Desta forma, uma coluna de água, cuja massa específica é
de 1g/cm3, com 10 metros de altura terá uma pressão de 1 kgf/cm 2 na sua parte
inferior.

0 kgf/cm2

10 metros

1 kgf/cm2

Figura 09 – Relação entre a altura e a pressão.


Por outro lado, uma coluna, de mesma altura, porém de ácido clorídrico, que
tem massa específica de 1,2g/cm3, apresentará uma pressão de 1,2 kgf/cm2.

0 kgf/cm2

10 metros

1 kgf/cm2 1,2 kgf/cm2

4.4 Pressão de vapor.


Todo líquido tem uma temperatura em que pode vaporizar.

Esta temperatura varia, também, com a pressão, ou seja, quanto maior for a
pressão, maior deverá ser a temperatura para que o fluido vaporize.

14
Noções de unidades e grandezas

Esta informação sobre o líquido é fundamental para que seja evitada a


possibilidade de vaporização do mesmo na sucção da bomba, região de baixa
pressão, fato este que poderá acarretar um efeito denominado de cavitação.

4.5 Perda de carga.

Ao percorrer a tubulação, em função da sua viscosidade, bem como, das


condições de rugosidade do interior da tubulação, comprimento e outras
características geométricas, o fluido será submetido a uma resistência a este
escoamento.

Esta resistência ao escoamento é denominada de perda de carga.

5. Exercícios.

5.1 Relacione pressão atmosférica, pressão manométrica e pressão absoluta.

5.2 Qual a influência da pressão na temperatura de vaporização da água?

5.3 Efetue as seguintes transformações:

a) 8 bar para psi


b) 250 mmHg para kgf/cm2
c) 217 mca para kgf/cm2
d) 28 psi para kgf/cm2
e) 350 ºF para ºC
5.4 Em um vaso está indicado, na plaqueta, que o vapor d´água deve estar a 252 ºF.
Qual é a pressão deste vapor?

5.5 Um tanque está com ácido clorídrico (HCl). O indicador de nível está com
problema. Sabendo que o diâmetro do tanque é 12 metros e que a bomba que
está colocando o ácido pelo fundo do tanque indica uma pressão de 1,25
kgf/cm2, calcule o volume do tanque.

Fórmulas :
V = área da base x altura.
Área da base = 3,14 x (raio da base do tanque) 2

5.6 Qual o objetivo dos testes hidrostáticos nos vasos de pressão? Caso o vaso
trabalhe na condição de vácuo, o teste hidrostático pode ser realizado?

5.7 Nos vasos de pressão, onde deve ser instalada a válvula de segurança ou alívio?
Por quê?

5.8 Defina e compare calor sensível e calor latente.

5.9 Defina e compare vapor superaquecido e vapor úmido.

15
Ricardo Aurélio Fragoso de Sousa

5.10 O que é perda de carga?

5.11 Quando aumentamos a temperatura de um líquido, o que ocorre com a


viscosidade do mesmo? E quando a temperatura diminui, qual é o
comportamento da viscosidade?
5.12 Qual é a pressão no interior de uma caldeira cuja temperatura dos gases da
chaminé é de 383 ºF?

5.13 Qual deve ser a pressão a ser observada no manômetro instalado em um


tanque, conforme a figura a seguir apresentada, durante o teste hidrostático?
Justifique.

Vaso
submetido ao
teste
hidrostático.
VV
15 metros Manômetro
Pressão
operação= 4 bar

PMTA=7 bar 2 metros

Ø 5 metros

16