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CURSO ON-LINE - D. CONSTITUCIONAL NAS 5 FONTES PROFESSOR: VÍTOR CRUZ

Aula

11 - Poder Executivo:

Fala

pessoal, estamos aqui

novamente e

hoje vamos ver

o

Poder

Executivo.

 

Em

concursos,

o

Poder

Executivo

é

um

tema

muito

cobrado.

As

bancas costumam explorar todos os detalhes que vão do art.

 

76

ao

83 da Constituição,

que falam

sobre as

peculiaridades do cargo de

Presidente e Vice-Presidente da República. Outro tema muito cobrado

são as suas atribuições

(CF,

art.

84)

e

as

garantias e

responsabilidades do Presidente (CF, art. isso.

85

e

86).

Veremos tudo

O Poder Executivo e a função executiva:

Ao Poder Executivo foram outorgadas pela Constituição as atribuições

mais diretas das políticas públicas. Podemos dizer que a função executiva, na verdade, abrange duas "subfunções": a função administrativa propiramente dita que é basicamente a gestão da

máquina

pública, e a função de governo que seria a função

política,

exercendo o direcionamento das políticas públicas e funções co-

legislativas (sanção, promulgação e publicação das leis).

O

Brasil

é

um

país presidencialista, assim, o

Poder Executivo tem

como "chefe" o Presidente da República que exerce a sua função com

o

auxílio

dos seus "Ministros".

Por este

fato,

de sermos

um

país

presidencialista o Presidente tem em suas mãos, ao mesmo tempo, a

chefia

de

Estado

(competências de representação na esfera

internacional)

e

a

chefia

de Governo

(chefia das políticas internas e

da máquina pública) - detalharemos isso à frente.

  • 1. (ESAF/AFC-STN/2005) A função executiva, uma das funções

do poder político, pode ser dividida em função administrativa e

função

de

governo,

sendo

que

esta

última comporta atribuições

políticas, mas não comporta atribuições co-legislativas.

Comentários:

Entendemos

que

a

função

executiva

se

divide

na

"função

administrativa" e na "função de governo". A função administrativa é

basicamente a

gestão

da

máquina

pública

enquanto

a

função

de

goveno

seria

a

função

política,

exercendo

 

o

direcionamento

das

políticas

públicas

além

das

funções

co-legislativas

(sanção,

promulgação e publicação das leis).

Gabarito: Errado.

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Disposições sobre o chefe do Executivo:

Presidente (CF, art. 76 ao 83) Conceito: Chefe do Poder Executivo

Federal

e

auxiliado

pelos

Ministros de Estado; Mandato: de 4 anos, com início em 1° de janeiro;

Vice-Presidente: O Presidente se elege juntamente com o Vice que

estiver com ele registrado,

impedimento

e

Presidente da

o

sucederá

República

e

este substituirá o

presidente

no

caso

de

em

caso

de

vaga.

Deverá

auxiliar

o

exercer outras

atribuições

que

estarão

previstas em lei complementar.

Dupla Vacância: Se vagarem os dois cargos (Presidente e Vice) far-

se-á eleição

para

um

"mandato tampão" após a

última vaga.

Essa

eleição deve ser feita em:

   

90

dias,

se

nos

primeiros

dois

anos do

Os eleitos deverão

mandato;

 

completar o período

30

dias,

pelo

CN

(eleição

indireta),

na

de seus antecessores

forma da

lei, se nos últimos dois anos;

Assunção do cargo em duplo impedimento ou dupla vacância:

Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao

exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal.

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Posse:

Ele

e

o Vice tomarão

posse em sessão conjunta

do

CN

e

prestarão

o

compromisso

 

de

manter,

defender

e

cumprir

a

CF,

observar as leis,

promover o

bem geral do

povo,

sustentar a

união, a

integridade

e

a

independência

do

Brasil.

Se

ele

ou

Vice

não

assumirem o cargo em

10 dias

da

data fixada

para

posse,

o cargo

será declarado vago, salvo se tiver havido força maior;

 

Ausência do País:

Ele

e

o

Vice

não

podem se ausentar do

País por

mais de 15 dias, sem que o CN

autorize, ou

poderão perder o cargo.

Regras de sua eleição:

1° Turno

Ocorre no

1° domingo de outubro

-

Vence se

tiver maioria absoluta de todos os votos,

não computados os

brancos e nulos;

 

Turno

Ocorre

 

no

último

domingo

de

outubro

(A

Constituição

diz

ainda

que

ocorre

em

até

20

dias

após

a

proclamação

do

resultado,

se

nenhum

candidato

alcançar à

maioria

absoluta

no

turno)

-

Se

houver segundo

turno,

 

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concorrem os 2 candidatos mais votados,

salvo caso

um deles

desista,

faleça

ou

tenha

algum

impedimento

legal,

quando

então irá ser chamado

para

concorrer

o

que

se

segue

na

classificação (critério de desempate caso haja

=

Mais idoso).

Para vencer basta a maioria simples.

Vamos fazer algumas questões sobre esses dispositivos:

2.

(FCC/AJAA-TRE-TO/2011)

Com

relação ao

Presidente e

Vice-Presidente da República, considere:

 

I.

Se

nenhum

candidato

alcançar

maioria

absoluta

na

primeira

votação, far-se-á nova eleição em até vinte dias após a proclamação

do

resultado,

concorrendo

os

dois

candidatos

mais

votados

e

considerando-se

eleito

aquele

que

obtiver

a

maioria

dos

votos

válidos.

 

II. Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, convocar-se-á novas eleições no prazo máximo de sessenta dias corridos.

III.

Em

caso de

impedimento do

Presidente e do Vice-

Presidente, ou

vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, e do Supremo Tribunal Federal.

IV. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.

Está correto o que se afirma APENAS em

  • a) I e IV.

  • b) I, III e IV.

  • c) I, II e IV.

  • d) I, II e III.

  • e) III e IV.

Comentários:

I - Correto.

II - Errado. Neste caso basta chamar para concorrer aquele candidato que se segue na classificação.

III

-

Errado.

Primeiramente

chama

o

Presidente

da

Câmara

dos

Deputados. IV - Correto.

Porém a questão devia especificar que se trata de dupla

vacância nos primeiros dois anos do mandato. Caberia recurso, mas a

FCC volta e meia manda uma dessa!

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Gabarito: Letra A.

  • 3. (FCC/TJAA - TRF 1 a /2011)

No tocante ao processo eleitoral

do Presidente e do Vice-Presidente da República,

a)

se,

depois

de

realizado

o

segundo

turno,

ocorrer

morte,

desistência ou impedimento legal de candidato, convocar-se-á, dentre

os remanescentes, o de maior votação.

 

b)

se

nenhum

candidato

alcançar

maioria

absoluta

na

primeira

votação, far-se-á nova eleição em até vinte dias após a proclamação

do

resultado,

concorrendo

os

dois

candidatos

mais

votados

e

considerando-se

eleito

aquele

que

obtiver

a

maioria

dos

votos

válidos. c) tomarão posse em sessão do Congresso Nacional,

prestando o

compromisso de apenas defender e cumprir a Constituição Federal.

d) se, decorridos trinta dias da data fixada

para a

posse, o Presidente

ou o Vice-Presidente, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago.

e) em caso de impedimento do Presidente e do Vice- Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal.

Comentários:

Letra

A

-

Errado.

Isso

vai

ocorrer "antes de

realizado o segundo

turno" e não "depois".

 

Letra

B - Correto.

Está de acordo com a Constituição, art.

77 §3°.

 

Letra

C

-

Errado.

Defender

e

cumprir

a

Constituição

é

um

dos

compromissos a

serem

assumidos,

porém,

não

é

"apenas"

esse

(conforme diz

a

questão),

segundo

o

art.

78

da

Constituição,

o

Presidente e o Vice-Presidente da República tomarão posse em ses-

são do Congresso Nacional, prestando o compromisso de manter,

defender e cumprir a Constituição, observar as leis,

promover o

bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade

e a independência do Brasil.

Letra

D

-

Errado.

O

prazo

é

de

10

dias

e

não

30

(CF,

art.

78

parágrafo único).

 

Letra

E

-

Errado.

O

primeiro

a

ser chamado

é

o

Presidente

da

Câmara, só então chama o do Senado. Conforme a Constituição, art.

80:

CURSO ON-LINE - D. CONSTITUCIONAL NAS 5 FONTES PROFESSOR: VÍTOR CRUZ Gabarito: Letra A. 3. (FCC/TJAA

Gabarito: Letra B.

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4.

(FCC/AJ-Engenharia

Civil

- TRE-AL/2010)

A

respeito da

eleição para Presidente da República, considere:

 

I. Será considerado eleito o candidato a Presidente da República que obtiver a maioria absoluta de votos, computando os em branco e excluindo os nulos.

II. Se, havendo cinco candidatos, antes de realizado o segundo turno,

ocorrer a

morte,

desistência

ou

impedimento

legal

de

um

dos

candidatos que disputam o segundo turno, será considerado eleito o

mais votado.

 

III.

A

eleição

do

Presidente

importará

a

do

candidato

a

Vice-

Presidente com ele registrado.

 

Está correto o que se afirma APENAS em

 

a)

I e II.

b)

I e III.

c)

II.

d)

II e III.

e)

III.

Comentários:

 

I - Errado.

Não serão computados os brancos e nulos.

 

II - Errado. Será chamado para concorrer no segundo turno, aquele que se segue na classificação.

III - Correto.

O Vice é atrelado ao

Presidente, só será eleito se o seu

Presidente for eleito. Não há votos para vice.

 

Gabarito:Letra E.

 

5.

(ESAF/AFC-CGU/2008) Leia o trecho a seguir, que retrata

na vigência da Constituição

Federal de

1946,

e,

situação ocorrida depois, assinale a

única opção correta

relativa ao Poder Executivo

segundo as normas da Constituição de 1988: "Abertas as urnas, Jânio

Quadros venceu a corrida presidencial com 5.626.623 votos (48%), contra 3.846.825 de Lott (28%) e 2.195.709 (23%) de Adhemar de Barros. Mas seu companheiro de chapa, Milton Campos, apesar de ter recebido 4.237.719 votos (36%), perdeu para João Goulart, que foi novamente eleito vice-presidente com 4.547.010 votos (39%)."

(Fábio Koifman [Org.].

Presidentes do Brasil:

de

Deodoro a

FHC.

Rio

de Janeiro: Rio, 2002, p. 547).

 

a)

Com resultado de eleição proporcionalmente idêntico ao narrado

no texto não haveria segundo turno.

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b)

O

presidente e o vice-presidente da

República tomam posse em

sessão do Tribunal Superior Eleitoral.

 

c)

Não ocorreria diferença

no

número

de votos

entre o

candidato a

presidente e o candidato a vice-presidente.

 

d)

O cargo

será

declarado vago se,

na

data fixada

para

a

posse,

o

presidente ou o vice-presidente não o assumir.

 

e)

No caso de vacância dos cargos de presidente e de vice-presidente

da

República

nos

últimos

três

anos

do

mandato,

o Congresso

Nacional fará

eleição

para

ambos

os

cargos trinta

dias

depois da

última vaga.

 

Comentários:

Letra A -

Errado.

Ninguém conseguiu

mais de

50% do total

de votos,

logo haveria segundo turno.

Letra B - Errado. A sessão é do Congresso Nacional (CF, art. 78)

Letra

C

-

Correto.

Pois a eleição do Presidente, atualmente, importa

em

eleição

do

seu

vice

(CF

,art.

77

§1°) As candidaturas são

vinculadas.

 

Letra

D

-

Errado.

Eles tem que comparecer em

até

10

dias da

data

marcada (CF, 78 parágrafo único).

 

Letra

E

-

Errado.

A CF dispõe o

seguinte:

se vagarem os dois cargos

far-se-á eleição após a última vaga em:

 

90 dias, se nos primeiros dois anos do mandato;

 

30 dias,

pelo CN,

na forma da lei, se nos últimos dois anos;

 

Gabarito: Letra C.

6.

(ESAF/ENAP/2006) Em caso de impedimento do Presidente e

do Vice-Presidente,

ou

vacância

dos

respectivos

cargos,

serão

sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente do Senado Federal, o da Câmara dos Deputados e o do Supremo Tribunal Federal.

Comentários:

 

O

primeiro a ser chamado após o Vice-Presidente, será o

Presidente

da Câmara o do STF.

(CF, art.

80), depois se chama o do Senado e,

por último,

Gabarito: Errado.

7.

(ESAF/ENAP/2006) Ocorrendo a vacância simultânea, nos

últimos dois anos do período presidencial, dos cargos de Presidente e de Vice-Presidente da República, a eleição para ambos os cargos será

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feita

trinta

última vaga,

pelo Congresso Nacional, na

forma da

dias depois da lei.

Comentários:

 

É

a

disposição

que

pode

ser

encontrada

no

art.

81

§1°

da

Constituição

Federal.

 

É

o

caso

excepcional

chamado

de

"eleição

indireta",

pois

não

é

feita

pelo

povo

diretamente,

mas

pelos

parlamentares (que são representantes).

 

Gabarito: Correto.

 
  • 8. (ESAF/Advogado-IRB/2006)

Por

força

de

disposição

constitucional, as posses do Presidente e do Vice-Presidente da República deverão ser sempre simultâneas, sob pena dos cargos serem declarados vagos.

Comentários:

Não há esta previsão no art. 78 da Constituição. Segundo o parágrafo

único desta artigo,

a vaga

ocorrerá se um deles

não tomar posse em

10 dias da data fixada. A ausência de um não interfere no outro.

Gabarito: Errado.

  • 9. (ESAF/AFC-CGU/2006)

Na

eleição

para

Presidente da

República, se antes do segundo turno ocorrer a morte do candidato a

Presidente da República, o candidato a Vice-Presidente assume a

cabeça da chapa e, no caso de sua eleição, em seus impedimentos, ele será substituído, sucessivamente, pelo Presidente da Câmara

dos Deputados,

pelo Presidente do Senado Federal e pelo Presidente

do Supremo Tribunal Federal.

Comentários:

Neste

caso,

será

chamado

o

de

maior

votação

entre

os

remanescente, nos termos do art. 76, §4°.

Gabarito: Errado.

10. (ESAF/AFC-CGU/2006) Os eleitos para assumirem os cargos

de Presidente e Vice-Presidente da República,

no

caso de vacância

dos dois cargos, serão sempre eleitos apenas para completar o período que resta do mandato, seja essa eleição uma eleição geral ou

uma eleição indireta, feita no âmbito do Congresso Nacional.

Comentários:

É

o

disposto

no

art.

81

"mandato-tampão". Gabarito: Correto.

§2° da Constituição.

É

o

que

se chama

de

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11.

(ESAF/MPU/2004) Haverá eleições indiretas para presidente e

vicepresidente da República se ambos os cargos ficarem vagos nos

dois últimos anos do período presidencial.

Comentários:

É a hipótese excepcional de eleições indiretas, prevista no art. 81 da Constituição.

§1°

Gabarito: Correto.

Atribuições do Presidente da República:

O

art.

84

da

Constituição

estabelece

uma

relação

daquelas

atribuições

 

que

são

privativas

do

Presidente

da

República.

Lembrando,

é

claro,

que

o

Vice-Presidente

da

República

poderá

exercer essas atribuições caso esteja no exercício da presidência.

Existem 3 dessas atribuições que, conforme veremos (CF, art. 84, parágrafo único), podem ser delegadas aos Ministros de Estado, AGU ou PGR. As demais são de exclusivo trato do Presidente da República ou do Vice-Presidente em exercício da presidência.

Ainda que o Vice-Presidente não esteja no exercício da presidência, caberá ao Vice-Presidente: auxiliar o Presidente da República e exercer outras atribuições previstas em lei complementar.

Vamos analisar essas funções privativas do Presidente da República:

Chefia da administração pública:

 

Art.

84.

Compete

privativamente

ao

Presidente

 

da

República:

 

I

-

nomear e

exonerar os Ministros de Estado;

 

II

-

exercer, com

o auxílio

dos

Ministros

de Estado,

a

direção

superior

da

administração

federal;

É

preciso,

aqui,

lembrar

a

distinção

entre

as

chefias

do

Poder

Executivo:

a chefia de Estado e a chefia de governo.

 
 

É

o

membro do

Poder Executivo

que

exerce

o

papel

de

representante

 

do

Estado,

Chefe de Estado

principalmente

no

âmbito

externo,

mas

também

como

representante

moral

perante

o

povo, no âmbito interno.

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É

o

membro do

Poder Executivo

responsável

por

chefiar

o

Chefe de Governo

 

governo,

ou

seja,

a

direção das

 

políticas

públicas

e

da

administração em âmbito interno.

Como estamos

em

um

país

presidencialista,

o

Presidente

da

República acumula em suas mãos as duas chefias.

  • 12. (CESPE/SEJUS-ES/2009) Na qualidade de chefe de Estado, o

presidente da

República exerce a

liderança da política nacional

por

meio da orientação das decisões gerais e da direção da máquina administrativa.

Comentários:

Assim

o

faz,

atuando como chefe de governo. A atuação como chefe

de Estado se refere às suas manifestações no âmbito internacional.

Gabarito: Errado.

Iniciativa

de

leis, veto,

promulgação,

publicação

e

medidas

provisórias:

III

-

iniciar

o

processo

legislativo,

na

forma

e

nos

casos

previstos

nesta

Constituição;

 

IV

-

sancionar,

promulgar e

fazer publicar as

leis

(

...

).

V -

vetar projetos de

lei,

total ou parcialmente;

 

XXVI

- termos do art.

editar

medidas

62;

provisórias

com

força

de

lei,

nos

A competência do inciso III é exercida basicamente de três maneiras:

Nos termos do art.

60 - que confere legitimidade ao Presidente

para propor emendas à Constituição;

 

De acordo

com

o

art.

61

-

que

prevê que

o

Presidente (da

mesma forma

que

os

parlamentares,

comissão

 

de

parlamentares,

PGR,

STF

Tribunais

superiores

e

cidadãos)

poderá

tomar

a

iniciativa

de

leis

ordinárias

e

complementares.

Neste

caso,

no

entanto

temos

uma

particularidade: além das matérias "comuns" que podem ser

iniciadas pelos legitimados do art.

61,

existe uma

relação de

matérias no art.

61

§1°

para as quais somente o Presidente da

República

poderá dar início à deliberação legislativa,

o

que

o

torna

uma

importante

peça

na

engrenagem

do

processo

legislativo;

 
 

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Compete ainda ao Presidente (e somente a ele) editar medidas

provisórias e leis delegadas (CF, art.

62 e 68).

 

O

inciso

IV

c/c V atribui

ao

Presidente o

poder de sancionar (e vetar

total ou parcialmente) as leis, além da obrigação de promulgá-las

(atestar que

se teve

um

processo

legislativo

hígido

e

que,

assim,

a

ordem jurídica interna foi

inovada) e,

ainda,

o dever de publicá-las

para dar ciência à população da existência da

lei.

Decretos:

IV

-

(

...

)

expedir

decretos

e

regulamentos

para

sua

fiel

execução;

 

VI

-

dispor, mediante

decreto, sobre:

 

a) organização

e

funcionamento

da

administração federal,

quando

 

não

implicar aumento

de

despesa

nem

criação

ou

extinção

 

de

órgãos públicos;

b) extinção

de funções

ou cargos públicos, quando

vagos;

O Presidente pode

fazer uso

de

três

tipos de

decretos:

1- Decreto de execução (inciso IV) um ato concreto, como uma nomeação;

- quando

impõe a

prática de

2- Decreto regulamentar ou regulamento (inciso IV) - quando é na verdade um ato normativo para regulamentar uma lei, porém despido do atributo "novidade" que é atributo somente das leis. O decreto regulamentar, assim, não pode extrapolar dos limites traçados pela lei a qual ele está regulamentando.

3-

Decreto autônomo (inciso VI) - O nome é "autônomo"

pois ele

tira

o seu fundamento direto da

Constituição e não de uma

lei.

Foi

criado pela emenda constitucional 32/01. Ele é uma norma

primária, que tem força inclusive para

revogar leis anteriores a ele

que estejam dispondo em sentido contrário.

Porém,

o

seu

uso

é

muito

limitado, ele só poderá ser usado naquilo que a Constituição

permite, ou seja:

a) Organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar:

• Aumento de despesa; nem

• Criação ou extinção de órgãos públicos. b) Extinção de funções ou cargos públicos, quando VAGOS.

Observe

que

ele

poderá

extinguir,

caso

estejam

vagos,

ou funções, nunca

os órgãos

-

estes são privativos de

lei.

os

cargos

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Observação: Por simetria federativa, é perfeitamente válido o uso destes decretos pelos chefes do Poder Executivo das demais esferas da federação.

  • 13. (CESPE/AGU/2009) Em decorrência da aplicação do princípio

da simetria, o chefe do Poder Executivo estadual pode dispor, via

decreto, sobre a organização e funcionamento da administração estadual, desde que os preceitos não importem aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos.

Comentários:

Trata-se da aplicação do princípio da simetria federativa ao poder de editar decretos autônomos, conferido ao Presidente da República pelo art. 84, VI da Constituição Federal.

Gabarito: Correto.

  • 14. (ESAF/SEFAZ-CE/2007) O princípio da legalidade, consagrado

na Constituição Federal de 1988, estabelece que ninguém será

obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de

lei.

Logo, no Sistema Constitucional pátrio,

não

é

possível

a

edição,

pelo Chefe do Poder Executivo, de decreto autônomo.

 

Comentários:

Esta possibilidade foi

reaberta

na

CF

de

1988 pela

EC 32/01.

Esta

emenda previu no art. 84, VI da CF a possibilidade do Chefe do

Executivo editar decreto autônomo, ou

seja,

aquele

que

não

se

submete a nenhuma lei, mas retira seu fundamento diretamente da

Constituição como norma primária do ordenamento jurídico. Gabarito: Errado.

  • 15. (ESAF/PGDF/2007) O decreto autônomo, isto é, o decreto de

perfil

não

regulamentar,

cujo

fundamento

de

validade

repousa

diretamente na Constituição,

não

é

admitido

pela

ordem

constitucional em vigor.

Comentários:

Esta possibilidade está respaldada no art. 84, VI da Constiuição, após

a edição da

EC 31/2001.

Gabarito: Errado.

  • 16. (ESAF/MRE/2004) O presidente da República pode, por meio

de decreto, conceder aumento de vencimentos aos servidores do

Poder Executivo.

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Comentários:

Embora isso possa ser entendido como parte do "funcionamento da administração federal", que é um dos objetos do decreto autônomo, o

art. 84, VI, "a", veda, neste caso, o aumento de despesa pelo

Presidente mediante decreto. Assim, poderia fazer o disposto no enunciado. Gabarito: Errado.

somente

por

lei

é

que

se

17.

(ESAF/PGDF/2004) A Constituição de Estado-membro pode

atribuir competência ao Governador para dispor, mediante decreto, sobre organização e funcionamento da administração estadual, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos, não havendo ilegalidade ou inconstitucionalidade se tal decreto revogar lei anterior em sentido contrário.

Comentários:

 

Da mesma forma que existe o decreto autônomo com estes poderes para o âmbito federal, aplica-se, pelo princípio da simetria federativa,

a

disposição em âmbito estadual.

Perceba que,

por

ser

o

decreto

autônomo norma

primária,

constitucionalmente

legitimada,

nada

impede

que

 

ao

regulamentar

algo,

dentro

dos

limites

constitucionalmente traçados, venha a revogar uma lei que estivesse

dispondo sobre estas matérias anteriormente. Gabarito: Correto.

 

Regra geral para cargos públicos - exigência de lei:

 
 

XXV

-

prover

e

extinguir

os

cargos

públicos

federais,

na

forma

da

lei;

O

Presidente

da

República

pode

usar

o

decreto

autônomo

para

extinguir funções ou cargos públicos, quando estiverem vagos. Mas,

isso

é exceção.

A

regra

é

que

para

mexer com

o

assunto

"cargos

públicos"

(assim como os órgãos públicos)

ele precisa

usar uma

lei.

Através de

lei,

ele pode

prover e extinguir os cargos federais ainda

que não estejam vagos.

18.

(FCC/Advogado - Metro - SP/2008) Dentre outras, compete

ao Presidente da República, mediante decreto, dispor sobre extinção

de funções ou cargos públicos, quando vagos.

Comentários:

A questão fala do "decreto autônomo", que poderá ser usado para:

a) Organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar:

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• Aumento de despesa; nem • Criação ou extinção de órgãos públicos;

b) Extinção de funções ou cargos públicos, quando VAGOS;

Observe que ele poderá extinguir, caso estejam vagos, funções, nunca os órgãos - estes são privativos de lei.

os cargos ou

Gabarito: Correto.

  • 19. (ESAF/AFC-CGU/2006)

Compete ao

Presidente da

República

dispor, mediante decreto, sobre a criação ou extinção de órgãos

públicos, desde que não implique aumento de despesa.

Comentários:

Errado. Criar ou extinguir órgãos é somente por lei, sendo vedada

tal ação pelo art.

84, VI, "a" da Constituição.

O que o Presidente pode

fazer mediante decreto é extinguir funções ou cargos, caso estejam

vagos,

nos termos do art.

84, VI, "b" da CF.

Gabarito: Errado.

  • 20. (ESAF/MPU/2004) É da competência privativa do presidente

da república extinguir, mediante decreto, funções ou cargos públicos. Comentários:

A questão erra, pois em regra, tal extinção ocorre somente através

de lei. Por decreto, o Presidente poderá extinguir os cargos e funções

somente excepcionalmente, se estiverem vagos (CF, art.

84,

VI).

Lembrando, que esta função - decreto autônomo - ainda poderá ser

delegada aos Ministros de Estado (CF, art. 84, parágrafo único). Gabarito: Errado.

  • 21. (ESAF/AFT/2004)

Embora

a

Constituição

Federal

determine

que

a

criação ou

extinção de cargos,

no âmbito do Poder Executivo,

deva

ocorrer

por meio

de

lei,

no

caso

do

cargo estar vago,

sua

extinção

poderá

se

dar

por

meio

de

Decreto

do

Presidente da

República.

 

Comentários:

O Presidente

pode,

mediante

decreto,

é

extinguir

funções

ou

cargos, caso estejam vagos, nos termos do art.

84,

VI, "b" da

CF -

é o chamado decreto autônomo. Gabarito: Correto.

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Relações internacionais:

VII

-

manter relações

com

Estados

estrangeiros

e

acreditar

seus

representantes

diplomáticos;

 

VIII

-

celebrar

tratados,

convenções

e

atos

internacionais,

sujeitos a

referendo

do

Congresso Nacional;

Lembramos

que

somente

a

União

pode

manter

relação

com

Estados estrangeiros, pois somente a União pode falar em nome da

"República

Federativa

 

do

Brasil",

sendo

vedadas

relações

internacionais

diretamente

com

Estados,

Municípios

e

Distrito

Federal sem o intermédio da União.

 

Ao

celebrar

tratados

e

convenções

internacionais,

a

simples

assinatura do tratado

não é suficiente

para

que eles entrem

em

vigor no nosso ordenamento jurídico, pois a Constituição reservou

ao Congresso Nacional (CF, art. 49, I) a competência para

"resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou

atos

internacionais que acarretem encargos ou compromissos ao

patrimônio nacional". Desta forma, somente com a edição de um

Decreto

Legislativo

do

Congresso

Nacional,

referendando

o

ato

internacional celebrado

pelo

Executivo

é

que

o

tratado

poderá se

internalizar em nosso ordenamento.

Sabemos que, em regra, esses tratados passam a vigorar como se fossem "leis ordinárias", sendo assim vedado ao tratado versar sobre matérias relativas a lei complementar.

Esses

tratados

poderão

ainda

possuir

o

status

de

emenda

constitucional

caso

se

refiram

a

direitos

humanos

e

sejam

aprovados no Congresso

pelo

mesmo

rito

de

uma

emenda

constitucional (CF, art. 5°, §3°).

Atualmente ainda possuímos uma terceira possibilidade, o status

supralegal

dos tratados,

que

é atribuído

aqueles tratados sobre

direitos humanos que não foram internalizados sob o rito de emenda constitucional, em especial aqueles anteriores à EC 45/04, que foi a emenda que criou tal possibilidade de internalização como emenda constitucional

Esquematizando,

hierárquicos:

um

tratado

pode

adquirir

3

status

1- Regra:

Status de lei ordinária.

Caso seja

verse sobre direitos humanos.

um tratado que

não

2-

Exceção

1:

Status

Supralegal.

Caso

seja

um tratado

sobre

direitos humanos não votado pelo rito de emendas constitucionais,

mas pelo rito ordinário;

3- Exceção 2: Status constitucional. Caso seja um tratado sobre direitos humanos votado pelo rito de emendas constitucionais. Essa possibilidade só passou a existir com a EC 45/04.

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  • 22. (CESPE/AJAA-TRE-BA/2010) É de competência exclusiva do

presidente da República resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos ao patrimônio nacional.

Comentários:

Cabe ao Presidente celebrar os tratdos, mas "resolver definitivamente

sobre

eles"

é

competência

termos do art. 49, I.

Gabarito: Errado.

exclusiva

do

Congresso

Nacional,

nos

Competências para estabilização constitucional:

IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio;

X - decretar e executar a intervenção federal;

XIII

-

exercer o comando

supremo

das

Forças Armadas,

 

nomear os Comandantes da

Marinha,

do

Exército

e

da

Aeronáutica,

promover seus

oficiais-generais

e

nomeá-los

 

para os cargos que lhes são privativos;

 

O estado

de defesa,

o estado

de

sítio

e

a

intervenção federal são

medidas

usadas

para

situações

excepcionais,

o

objetivo

 

de

tais

medidas

é

o

de

restabelecer o equilíbrio que foi

desfeito

por algum

motivo extraordinário.

 

Grosso modo,

podemos dizer que o

estado de defesa

é

uma

medida

de menor abrangência, é usada quando ocorrem calamidades ou

desordens públicas em uma determinada

localidade.

 

o

Estado de

Sítio será decretado quando essas desordens forem

mais graves,

alcançando repercussão nacional, ou quando o estado de defesa não for suficiente. O Estado de sítio também é decretado em caso de guerras ou resposta à agressão armada estrangeira.

Por ser mais simples,

o estado de defesa

é decretado

pelo presidente

e apenas posteriormente o decreto é submetido ao Congresso

Nacional para ratificar ou

não

a

medida.

o

estado de sítio

precisa

ser anteriormente autorizado

pelo

Congresso,

e

em

momento

posterior que poderá o

Presidente decretá-lo, daí termos no art. 49,

inciso IV aquela disposição de caber ao Congresso Nacional: aprovar

o estado de defesa

e

a

intervenção federal, autorizar o estado

de

sítio,

ou

suspender

qualquer

uma

dessas

medidas.

Assim,

a

atividade do Congresso é posterior no estado de defesa e na

intervenção federal, e prévia no estado de sítio.

A intervenção federal também é uma medida excepcional, ocorre nas hipóteses taxativamente dispostas na Constituição Federal (CF, art.

34

ao

36).

Quando é decretada, a

União irá

negar a autonomia de

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algum

Estado

ou

do

Distrito

Federal

para

poder restabelecer a

situação que está em desequilíbrio na entidade federada como, por

exemplo, reorganizar as suas finanças ou assegurar o cumprimento de certos princípios constitucionais taxados em tais artigos.

23. (ESAF/AFC-CGU/2006) Compete ao

da

República

exercer

o comando supremo das

Presidente Forças Armadas e

ao

Ministro

de

Estado

da

Defesa,

por

força

das

suas

atribuições

administrativas, a nomeação dos oficiais-generais para os cargos que

lhes são privativos.

Comentários:

Tal

nomeação compete ao Presidente,

CF. Gabarito: Errado.

nos termos do art.

84,

XIII

da

Indulto e comutação de penas:

 

XII

-

conceder indulto

e

comutar penas,

com

audiência, se

 

necessário,

dos órgãos instituídos

em

lei;

Vamos aqui falar sobre alguns conceitos conexos:

 

Anistia:

o

Estado renuncia ao seu direito de punir determinados

fatos. A anistia não é pessoal, direciona-se aos fatos.

 

Graça: concedida pessoalmente, extingue diretamente a pena imposta em sentença judicial transitada em julgado.

Indulto: ocorre da não individual.

mesma forma que graça,

porém

é coletivo

e

Competência para conceder anistia:

privativa

da

União

(art.

21,

XVII)

sempre

através

de

lei

federal

com

deliberação

no

Congresso Nacional (art. 48, VIII).

 

Competência

para

conceder

 

indulto

(e

graça):

é

de

discricionariedade do presidente da

República

(art.

84,

XII)

podendo ainda

ser delegada aos

Ministros de Estado,

PGR

ou

AGU (art. 84, parágrafo único).

Temos ainda a atribuição de "comutar penas", ou seja, "modificar" as penas impostas, "diminuir o castigo" do condenado.

24. (FCC/AJEM-TRT-9°/2010)

É

certo

que,

dentre

outras

atribuições, compete privativamente ao Presidente da República

a) apreciar a arguição de descumprimento de preceito fundamental decorrente da Constituição Federal.

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b)

conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário,

dos órgãos instituídos em lei.

 

c)

decidir, ordinariamente, sobre as condutas tipificadas como crime

político.

 

d)

julgar decisão que considera válida

lei

ou

ato

de governo

local,

contestada em face da Constituição.

 

e)

determinar que o Procurador Geral da República proponha ação

direta de inconstitucionalidade.

 

Comentários:

 

Questão que aborda

o

art.

84.

No

art.

84

somente a

letra

B

se

encontra

 

presente (inciso XII).

As demais letras,

ou

são atribuições

do

Poder Judiciário, ou se quer existem, como

no caso

da

letra

E

-

ninguém pode determinar que o PGR proponha uma ação.

 

Gabarito: Letra B.

 

Nomeação de autoridades:

 
 

XIV

-

nomear,

após

aprovação

pelo

Senado

Federal,

os

 

Ministros

do

 

Supremo

Tribunal

Federal

e

dos

Tribunais

Superiores,

os

Governadores

de

Territórios,

o

Procurador-

 

Geral

 

da

República,

o

presidente

e

os

diretores

do

banco

central e outros servidores,

quando

determinado

em

lei;

XV

-

nomear,

observado

o disposto

no

art.

73,

os Ministros

 

do

Tribunal de

Contas da União;

 

XVI

-

nomear

os

magistrados,

nos

casos

previstos

nesta

 

Constituição,

e

o Advogado-Geral da

União;

 

XVII

-

nomear

membros

do

Conselho

da

República,

nos

 

termos do art.

89,

VII;

25.

(FCC/AJ-Enfermagem-TRT-9°/2010)

Tendo

em

vista

 

as

atribuições

do

Presidente

da

República,

é

considerada

como

sua

competência privativa

 

a)

nomear,

após

aprovação

pelo

Supremo

Tribunal

Federal,