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INTEGRADO COLÉGIO E FACULDADE Emanuel Nunes Cordeiro Direito Tributário - I Trabalho apresentado como requisito para

INTEGRADO COLÉGIO E FACULDADE

Emanuel Nunes Cordeiro

Direito Tributário - I

Trabalho apresentado como requisito para obtenção de nota parcial na matéria: Direito Tributário – I. Curso em graduação superior de DIREITO - 8° Período.

Professora: Dânia Vanessa de Mello.

CAMPO MOURÃO, junho

2013

O Simples Nacional

Bibliografia

NAYLOR, Carlos Mauro. Fundamentos Constitucionais do Simples Nacional. Disponível em http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=11529. Acesso em 11 de junho de 2013.

WIKIPÉDIA. Desenvolvido pela Wikimedia Foundation. Apresenta conteúdo enciclopédico. Disponível em: pt.wikipedia.org/wiki/Simples_Nacional. Acesso em 11 de junho de 2013.

SIMPLES NACIONAL. Receita Federal – Disponível em:

www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional/SobreSimples.aspx. Acesso em 11 de junho de

2013.

O SIMPLES NACIONAL

O SIMPLES (sistema

integrado

de

pagamento

de

impostos

e

contribuições das microempresas e empresas de pequeno porte) é o nome

fantasia dado

ao

sistema

simplificada

criado

em 1996 através

de medida provisória e convertida em Lei nº 9.317, de 1996 pelo governo

do Brasil, cujo objetivo é facilitar o recolhimento de contribuições das microempresas e médias empresas.

Simples Federal e dos entes Federados: os antigos "Simples"

Até 30 de junho de 2007 o nome "simples" era usado como sinônimo de regime de tributação simplificado para micro e pequenas empresas. A União e cada ente federativo tinham o seu simples. Assim, havia o Simples Federal, Simples Paulista, Simples Goiano, etc.

O Simples Federal previa recolher tributos para outros entes federados e repassar o valor arrecadado. Desde a vigência da Lei De Responsabilidade Fiscal, porém, os repasses de arrecadação estavam condicionados a várias condições, de forma que se algum ente federado aderisse ao Simples Federal ele arriscaria a ter a sua arrecadação retida. De fato, nenhum estado chegou a aderir e não há informação de município que o tenha feito. Mais que isso, considerava-se que o cerceamento do poder tributário de determinado ente federativo era francamente inconstitucional. O Simples Federal unificava o pagamento de tributos federais: IRPJ, IPI CSLL, COFINS e PIS e também o recolhimento da parte patronal do encargo trabalhista INSS.

Simples Nacional: o Super Simples

Criar um sistema tributário de arrecadação única com a coordenação da União, estados e municípios não é, porém, coisa que se pudesse ter feito da noite para o dia. Havia a esperança que fosse possível haver a arrecadação dos tributos pela União e posterior repasse aos Estados e Municípios, o que poderia ser feito mais rapidamente. Porém, os Estados e Municípios opuseram-se fortemente a essa forma de repasse que retirava o poder de arrecadar tributos de micro e pequenas empresas e em muitos entes não há empresas que não sejam pequenas.

A União, Estados e Municípios, então, em um esforço concentrado inédito, fizeram um esforço conjunto entre entes federados do Comitê Gestor do Simples Naconal e criaram o sistema de arrecadação do simples nacional em um semestre. Em 30 de junho de 2007 entrou em produção o regime de arrecadação do Simples Nacional.

A principal novidade foi a arrecadação direta de tributos. Ao pagar a guia de arrecadação chamada de Documento de Arrecadação do Simples - DAS, o valor pago ao banco é repassado a um sistema gerenciado pelo Banco do Brasil que reparte automaticamente o recurso dentro de um dia para os entes destinatários do recurso. Este é o denominado sistema de arrecadação do Simples Nacional. O simples nacional, por ser sucessor dos vários "simples" dos entes federados e União, herdou também suas características. Uma das características do Simples Federal era a de não abarcar os profissionais liberais, diferente dos benefícios do imposto de renda da maioria dos outros países.

Essa tendência começou a se reverter logo no começo do Simples Nacional, quando foi incluída a categoria dos contadores, aceitando-se os primeiros profissionais liberais em um regime tributário de pequenas e micro empresas. Logo após, vários outros profissionais liberais foram aceitos, como os envolvidos com produção artística. Outros, como os médicos e engenheiros continuam sendo vedados. Portanto São 16 novos segmentos. Entre eles, escritórios de serviços contábeis, empresas de vigilância, limpeza ou conservação, além de construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de subempreitada.

A empresa optante pelo Simples Nacional deve recolher o imposto conforme a Receita Bruta, variando as alíquotas de acordo com a atividade desempenhada.

Marins e Bertoldi (2007, p. 66) conceituam Simples Nacional como

sendo:

O Regime especial de tributação por estimação objetiva, constituindo em micro-sistema tributário, material formal e processual, que unifica a fiscalização, o lançamento e a arrecadação de determinados impostos e contribuições de competência da União, Estados, Municípios e Distrito Federal, aplicável opcionalmente às Microempresas e Empresas de

Pequeno Porte, com o escopo de atribuir a estes contribuintes tratamento fiscal diferenciado e favorecido, em caráter parcialmente substitutivo ao regime geral e compulsório.

A Microempresa e Empresa de Pequeno Porte é de suma importância para o desenvolvimento do país, então é justo que as mesmas tenham um tratamento diferenciado e favorecido, e o Simples Nacional foi instituído com esse objetivo.

O Simples Nacional não é um novo tributo, pois os impostos e as contribuições abrangidos pelo mesmo já existiam, houve apenas a unificação em um só documento de arrecadação.

De acordo com Naylor (2009), a finalidade do Simples Nacional é:

Tornar eficazes os princípios constitucionais aplicáveis às microempresas e empresas de pequeno porte. Comportando- se como um subsistema tributário especial, que assume um caráter parcialmente substitutivo ao sistema geral, o novo regime afasta ou limita parcialmente a eficácia de alguns princípios para tornar realmente efetivos outros, a plicáveis especialmente às micro e pequenas empresas de pequeno porte.

Em

síntese,

o

Simples

Nacional

é

um

regime

compartilhado de

arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos aplicável às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, previsto na Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.

Abrange a participação de todos os entes federados (União, Estados, Distrito Federal e Municípios).

É administrado por um Comitê Gestor composto por oito integrantes:

quatro da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), dois dos Estados e do Distrito Federal e dois dos Municípios.

Para o ingresso no Simples Nacional é necessário o cumprimento das seguintes condições:

o

enquadrar-se na definição de microempresa ou de empresa de pequeno porte;

o

cumprir os requisitos previstos na legislação; e

 

o

formalizar a opção pelo Simples Nacional.

 

Características principais do Regime do Simples Nacional:

 

o

ser facultativo;

o

ser irretratável para todo o ano-calendário;

 

o

abrange os seguintes tributos: IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS, ISS e a Contribuição para a Seguridade Social destinada à Previdência Social a cargo da pessoa jurídica (CPP);

o

recolhimento dos tributos abrangidos mediante documento único de arrecadação - DAS;

o

disponibilização às ME/EPP de sistema eletrônico para a realização do cálculo do valor mensal devido, geração do DAS e, a partir de janeiro de 2012, para constituição do crédito tributário;

o

apresentação

de

declaração

única

e

simplificada

de

informações

socioeconômicas e fiscais;

 

o

prazo para recolhimento do DAS até o dia 20 do mês subsequente àquele em que houver sido auferida a receita bruta;

o possibilidade de os Estados adotarem sublimites para EPP em função da respectiva participação no PIB. Os estabelecimentos localizados nesses Estados cuja receita bruta total extrapolar o respectivo sublimite deverão recolher o ICMS e o ISS diretamente ao Estado ou ao Município.