O autor do livro que será resenhado aqui se trata de Caio da Silva Prado Junior que nasceu em São Paulo

, em 11 de fevereiro de 1907 filho de família aristocrática graduou-se em Direito pela Universidade de São Paulo em 1928, em 1933 nos dá mostra de seu gosto pela linha histórica bem marcada pelo estilo marxista com a publicação de “Evolução Política do Brasil”, o seu primeiro livro,porem a resenha se trata do livro “FORMAÇÃO DO BRASIL CONTEMPORÂNEO ” colônia”. Que esta divido em três capítulos que são : “Povoamento”, “Vida Material” e “Vida Social”, aonde os mesmos estão divididos por subtítulos alem da Introdução e por um capítulo inicial intitulado “Sentido da Colonização” que contém um esboço de sua obra em torno do conteúdo do livro e capítulos . Iremos por parte, na introdução temos basicamente um resumo de todo o livro que vem a falar destacando ponto a ponto conforme a visão do autor a formação do Brasil contemporâneo no qual ele usa a colônia como propulsora de toda essa continuidade que temos ainda hoje e solidamente estruturada no alicerces da colônia No capitulo sentido da colonização caio prado diz “[...]quando se aborda a analise da historia de um povo,seja alias qual for o momento ou aspecto dela que interessa ,porque todos os momentos e aspectos não são senão partes ,por si só incompletas[...]pag9,pois não ira falar de uma historia brasileira completa ele vai destacar a evolução ou sua síntese que por três longos séculos de atividade da colônia qual seu sentido e que esse foi voltado basicamente para satisfazer a Europa que a seleção entre os colonos de como deveria colonizar foi a partir da ideia europeirizada,as terras temperadas para povoamento e trópicos para extração e assim teremos o inicio9 da nossa colonização brasileira que se encaixava como terras tropicais e portanto fornecedores de alguns gêneros que seriam a troca para outros produtos de enriquecimento para Portugal. No capitulo povoamento o autor mostra que a ocupação foi basicamente no litoral pois fala que havia.... “um desequilíbrio entre o litoral e o interior” pg29, pois, a preferência seria pelas terras férteis, a produção era agrícola primeiramente diga se de passagem em grande escala e mineradora depois das descobertas das minas que se funde para o interior das terras brasileiras. Vai comentar do aumento populacional que devido não se fixarem se adentram ao interior abandonando as terras que já não produziam mais varias características e circunstancias irão fazer o povoamento se movimentar ,deslocar, como a decadência da mineração,outras com a decadência da pecuária em resumo um conjunto de fatores ai provocar noa redistribuição deste povo ,o mesmo faz uma analise entre o começo da colônia ate o século XIX a ruptura e continuidade da produção agrícola. Sobre as raças que compõe a população brasileira caio prado diz que existem três raças:indígena,africana e brancos,ai destacar a desvantagem que ele chama de”...problemas étnicos muito complexos...”durante o capitulo quando se refere ao indígena e o africano diz que os o dois são usados como objeto,

sendo assim o lugar deles. deixam assim futuros estudos a cerca do assunto. Como já vimos mais acima ele vai dizer que houve a troca de produtos por negros para se trabalhar nas lavouras . monocultura e trabalho escravo. é a “Vida social” na Colônia que foi caracterizada pela escravidão.e que foram muitos imigrantes que fizeram parte da mescla população devido a abertura dos portos depois de um século fechado por Portugal onde houve uma mistura ainda maior nas raças. Construindo uma historia baseado no materialismo e com uma dialética marxista ele monta a estrutura da população brasileira partir de uma visão sócio-economica das raças. mas analisando vários documentos a historia consegue mostrar que a população daquela época se tinha uma mistura muito grande chamado de mestiçagem e que a sua maioria seria de índio e negro. administrada da mesma maneira como se fez com agricultura e maioria delas se tinham escravos trabalhando nelas. pois. que cada uma se encaixava a outra e foram determinadas em três grupos : grande propriedade. capitulo. a produção dos gêneros de consumo interno e o comércio O último. os setores importantes da produção econômica.e que a economia horas subiu e em outras caiu. Vai ressaltar a história do Brasil na qual foi marcada pela grande produção agrícola exportadora.gerando miséria e concentração de riqueza continuando-se a ideia de ruptura e continuidade . E neste meio termo estariam sendo criadas as raças nesta miscigenação. se tornaram submissos e passivos. que veio desacompanhada de qualquer elemento construtivo. A mineração ganhou destaque por meados do século XVIII. portanto. Mas o que mais vai deixar de forma bem simples exposta e a visão que ele deixa dos negros e indígenas no qual se refere dizendo que eles se sucumbiram ao papel que foram impostos e deixaram suas raízes morrerem e sua cultura não enraizou que. Mesmo em contagens da população no “censo” aonde se contava apenas por cima o índio e o negro seriam de algum interesse para legitimar poder da raça branca em algum tramite político ou econômico e por se tratar essas duas raças inferiores e não pertencente á população “brasileira” muitos dados foram perdidos. Caio Prado ainda vai falar no capitulo “Vida material” da Colônia.produtos para raça branca seja para catequizar e enraizar a conquista espiritual e se obter terra da coroa ou como ferramenta de trabalho. quebrando . nada acrescentaram durante ou depois da colônia na historia cultural do país. Outros fatores da economia colonial também são analisados. O terceiro grande setor da economia destacada pelo autor foi a extração de produtos nativos do Amazonas. com destaque para a pecuária.

cercado de respeito e prestígio. inépcia e corrupção nos dirigentes leigos e eclesiásticos” (p.355). e nas cidades. Existia ainda aquela população. dissolução nos costumes. fala da relações morais e religiosas. pois. como os caboclos. agregados.assim com os pensamentos anteriores de outros historiadores que excluíam esses. características da família formada e liderada pelo homem branco com autoridade absoluta do chefe. indivíduos desamparados chamados de vadios. fazendo quem lê procurar descobrir mais sobre a historia destas raças. nada produtiva na Colônia. segundo o autor.do descaso e preguiça que juntas nortearam a sociedade colonial : “incoerência e instabilidade no povoamento. pois. desocupados. mas o autor mostra com riqueza de detalhes a construçao materialista numa visão sócio-economica enfatizando inclusive a grande contribuição dos indígenas e negros ao país. eles não tinham nem cultura e tão pouco raízes. Por fim esse livro vem agregar e enriquecer a historia do Brasil numa visão mesmo que eurocêntrica. já que biologicamente não tinham as mesmas raízes que os “brancos” de uma forma eurocêntrica de ver. . A aristocracia colonial detinha riquezas. A administração da sociedade brasileira foi uma extensão do sistema português. quilombolas. devendo ser lido por todo estudante seja de licenciatura ou bacharelado ou ate mesmo ensino médio. e uma destas esferas foi a Igreja. importante na assistência social no que diz a respeito dos indígenas. pobreza e miséria na economia. ajudando a dominar vários deles. se trata da historia da nossa nação com grande ajuda no conhecimento da mesma. poder e autoridade.

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