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EDITAL 001/2012

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO – TURMA 2013/1 MESTRADO ACADÊMICO

A Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) faz saber aos interessados que, no período de 03 setembro a 21 de setembro de 2012, estarão abertas as inscrições para a seleção dos candidatos ao Programa de Pós-Graduação em Educação da UERJ – ProPEd, curso de Mestrado Acadêmico, para turma com início em 2013/1º semestre.

I - VAGAS E CANDIDATOS:

I.1. Serão oferecidas 30 vagas para o curso de Mestrado, destinadas a portadores de diploma de curso superior de duração plena, outorgado por instituição de ensino superior (IES) e reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

a) Caso o candidato ainda não seja portador de seu diploma de graduação, será permitida a inscrição e a matrícula, desde que apresente: o certificado de conclusão e colação de grau do curso, indicando o reconhecimento do curso e o histórico escolar oficial.

I.2. As vagas encontram-se distribuídas, de acordo com a disponibilidade de orientação dos professores do ProPEd indicados abaixo:

Professores Orientadores/ Projetos de Pesquisa*

Vagas

1. Ana Chrystina Mignot

01

2. Carmen Lúcia Guimarães de Mattos

01

3. Cátia Crivelenti de Figueiredo Walter

02

4. Edméa Oliveira dos Santos

01

5. Elizabeth Fernandes de Macedo

01

6. Jane Paiva

02

7. Leila Regina d'Oliveira de Paula Nunes

01

8. Ligia Maria M. L. Leão de Aquino

01

9. Mailsa Carla Pinto Passos

03

10. Márcia Cabral da Silva

02

11. Maria da Conceição Silva Soares

03

12. Maria de Lourdes Rangel Tura

01

13. Maria Luiza Magalhães Bastos Oswald

01

14. Miriam Soares Leite

01

15. Nilda Guimarães Alves

01

16. Paulo Sergio Sgarbi Goulart

01

17. Raquel Goulart Barreto

02

18. Rita de Cássia Prazeres Frangella

01

19. Rita Ribes Pereira

01

20. Siomara Borba

01

21. Vera Maria Ramos de Vasconcellos

01

22. Walter Omar Kohan

01

Total

30

I.3. Todos os candidatos serão submetidos a processo seletivo único.

I.4. A coordenação do ProPEd reserva-se o direito de não preencher o total de vagas oferecido.

II – INSCRIÇÕES:

II.1. Período e local das inscrições:

a) As inscrições serão realizadas no período de 03 setembro a 21 de setembro de 2012, de segunda a sexta-feira, de 10h às 13h e de 14h às 17h.

b) O local para as inscrições será a Secretaria do ProPEd, situada à Rua São Francisco Xavier, n°. 524, Pavilhão João Lyra Filho, 12º andar – Faculdade de Educação, Bloco F, sala 12.037, Maracanã, CEP 20550-013, Rio de Janeiro – RJ.

c) A inscrição por correspondência deverá ser encaminhada, via SEDEX, para o ProPEd: Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Educação da UERJ, situada à Rua São Francisco Xavier, n° 524, Bloco F, sala 12.037 – Maracanã – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20550-013, e postada, impreterivelmente, até o dia 21 de setembro de 2011. Inscrições feitas por correspondência e postadas após o prazo estipulado não serão aceitas.

d) Munido do boleto bancário gerado no site do CEPUERJ, após os procedimentos on line de sua inscrição pelo sítio do Proped www.proped.pro.br, o candidato deverá efetuar o pagamento da taxa de inscrição de R$100,00 (cem reais), em nome do CEPUERJ.

e) Após o pagamento da taxa, o candidato deverá dirigir-se ao local da inscrição munido do comprovante de pagamento e da ficha de inscrição preenchida on line e impressa, obtida através do sítio www.proped.pro.br, além de apresentar, obrigatoriamente, os documentos listados a seguir.

II.2. Documentos exigidos:

Os candidatos devem fazer sua inscrição apenas quando munidos de TODA a documentação exigida. Para candidatos que façam sua inscrição de modo presencial, na Secretaria do Programa, TODOS os documentos originais deverão ser apresentados, e devidamente conferidos com a cópia pelo servidor que receber a inscrição, não sendo aceitas pendências ou justificativas de qualquer natureza. Para inscrições por correspondência, TODOS os documentos exigidos devem ser enviados em cópias autenticadas.

a) Ficha de inscrição impressa e devidamente assinada. Plano de trabalho impresso. As instruções gerais para elaboração do plano de trabalho encontram-se no sítio www.proped.pro.br. Na página também estão disponíveis informações mais detalhadas sobre os projetos de pesquisa e os grupos de pesquisa vinculados ao ProPEd;

b) frente e verso do diploma de graduação plena ou, caso o candidato ainda não seja portador de seu diploma de graduação, certificado de conclusão e colação de grau do curso, indicando reconhecimento do curso; todos os documentos deverão estar validados pela instituição emissora;

c) histórico escolar completo da graduação plena, validado pela instituição emissora, com a data da colação de grau e conclusão;

d) carteira de identidade (não serão aceitas carteira nacional de habilitação nem carteira de identidade com validade vencida);

e) 02 (duas) fotos 3x4 recentes;

f) cartão/comprovante de CPF, caso este dado não conste da carteira de identidade.

II.3. O candidato deverá informar, na ficha de inscrição, a língua estrangeira na qual prestará seu exame, a saber: inglês, espanhol ou francês. Não serão feitas trocas de opção de língua estrangeira após a entrega da ficha de inscrição.

II.4. No ato da inscrição, o candidato deverá indicar o projeto de pesquisa ao qual pretende vincular-se, conforme constante do Anexo 1 desse Edital. A comissão de seleção poderá, a seu critério, de comum acordo com as partes envolvidas, alterar a opção de vinculação do candidato, de modo a assegurar a coesão acadêmica do ProPEd.

II.5. Candidatos estrangeiros deverão apresentar adicionalmente: a) diploma de graduação plena e do histórico escolar completo com vistos consulares brasileiros e tradução feita por tradutor público juramentado no Brasil; b) passaporte válido com visto de entrada no Brasil, se cabível.

II.6. Resultado da inscrição:

a) a inscrição dos candidatos ao processo seletivo para o ProPEd só será confirmada após verificação da

documentação apresentada;

b) o resultado da inscrição será divulgado no mural externo do ProPEd e no sítio www.proped.pro.br, no

dia 28 de setembro de 2011, a partir de 14h, em listagem constando a menção: inscrição aceita ou

inscrição não aceita;

c) os candidatos que não apresentarem toda a documentação exigida no item II.2 terão menção de

inscrição não aceita, estando, portanto, eliminados do processo seletivo;

d) não serão homologadas inscrições com qualquer pendência na documentação.

III - DO PROCESSO SELETIVO:

III.1. O processo seletivo será constituído das seguintes etapas obrigatórias:

a) Prova escrita dissertativa em língua portuguesa, de caráter eliminatório. A prova será dissertativa, sendo avaliada a capacidade argumentativa, a clareza da exposição, o conhecimento teórico do campo educacional, bem como a correção textual. A prova terá duração máxima de 3 (três) horas, não sendo permitida qualquer forma de consulta durante sua realização. A prova escrita dissertativa será corrigida independentemente por 02 (dois) examinadores, sendo a nota do candidato a média aritmética das notas atribuídas por cada um deles. Havendo diferença superior

a 02 (dois) pontos nas notas atribuídas pelos dois primeiros examinadores, a prova escrita será

avaliada por um terceiro examinador. A média final do candidato será, então, a média aritmética das notas atribuídas pelos 03 (três) examinadores.

a.1) Os candidatos aprovados na prova escrita dissertativa deverão aditar, à documentação entregue no ato da inscrição, uma cópia impressa do seu curriculum vitae, no formato Lattes, admitindo-se, para quem não tiver o CV Lattes, o modelo disponibilizado no sítio www.proped.pro.br devidamente preenchido. O curriculum vitae será entregue, na data prevista

nele

no

calendário,

juntamente

com

toda

a

documentação

comprobatória

dos

indicadores

lançados.

a.2) Só serão consideradas, para efeitos de pontuação, as informações contidas no curriculum vitae acompanhadas de documentação comprobatória.

a.3) Será automaticamente eliminado da seleção o candidato que não aditar na secretaria do ProPEd o curriculum vitae na forma especificada acima.

b) Entrevista, de caráter eliminatório, realizada por, no mínimo, 02 (dois) professores do ProPEd, sendo um deles, preferencialmente, o professor coordenador do projeto de pesquisa para o qual o candidato está concorrendo. Na entrevista, o candidato será questionado sobre seu plano de trabalho e seu curriculum vitae, com ênfase na defesa de sua adequação e justificativa para ingresso no curso. A avaliação da entrevista far-se-á com base na apreciação do perfil acadêmico do candidato, sua prontidão para elaboração e defesa do plano de trabalho proposto, na apreciação da perspectiva de sua inserção no contexto do projeto de pesquisa do possível orientador e, finalmente, na avaliação do seu curriculum vitae.

c) Prova escrita de língua estrangeira, instrumental, de caráter classificatório. Na prova de língua estrangeira instrumental será avaliada a capacidade de leitura e compreensão de um texto em língua estrangeira. A prova terá duração máxima de 02 (duas) horas, sendo permitida ao candidato

a consulta ao seu próprio dicionário.

IV

- CRITÉRIOS PARA APROVAÇÃO DOS CANDIDATOS:

IV.1. São os seguintes os critérios de aprovação:

a) será considerado aprovado na prova escrita dissertativa o candidato que obtiver nota mínima 7,0 (sete);

b) será considerado aprovado na entrevista o candidato que obtiver nota mínima 7,0 (sete);

c) será atribuída, na prova de língua estrangeira, nota de 0,0 (zero) a 10,0 (dez);

d) do resultado das etapas a, b e c, será extraída uma média final ponderada com peso 5 (cinco) para a prova escrita dissertativa, peso 4 (quatro) para a entrevista e peso 1 (um) para a prova de língua estrangeira;

e) a classificação final dos candidatos será divulgada pela ordem decrescente da média final obtida pelo candidato por projeto de pesquisa;

f) em caso de empate entre os candidatos, a classificação será decidida com base nos seguintes critérios:

f.1) maior nota na prova escrita dissertativa;

f.2) maior nota na entrevista;

f.3) maior nota na prova de língua estrangeira.

V - MATRÍCULA:

V.1. Terão direito à matrícula os candidatos aprovados e selecionados, respeitados os limites das vagas estabelecidas por projeto de pesquisa neste edital.

V.2. Para efetivar sua matrícula, o candidato deverá preencher on-line e imprimir o formulário de matrícula no sítio www.proped.pro.br e entregá-lo na Secretaria do ProPEd.

V.3. A matrícula dos candidatos selecionados para o ProPEd se realizará de 17 a 18 de dezembro de 2012, de 10h às 13h e de 14h às 17h, na Secretaria do ProPEd.

V.4. Em caso de desistência da matrícula, poderão ser convocados outros candidatos aprovados com classificação mais alta no projeto de pesquisa em que se deu a desistência. A data para a reclassificação encontra-se estabelecida no calendário deste edital.

VI - CALENDÁRIO:

a) INSCRIÇÕES: Data: 03 de setembro a 21 de setembro de 2012 – Horário: de 10h às 13h e de 14h às 17h – Local: Secretaria do ProPEd ou via SEDEX, de acordo com o item II.1.c.

b) RESULTADO DA INSCRIÇÃO: Data: 28 de setembro de 2012 – Horário: a partir de 14h Local: Mural externo do ProPEd e no sítio www.proped.pro.br.

c) PROVA ESCRITA DISSERTATIVA: Data: 05 de outubro de 2012 – Horário: 14h às 17h Local: dependências da Faculdade de Educação da UERJ.

d) DIVULGAÇÃO DO RESULTADO DA PROVA ESCRITA: Data: 06 de novembro de 2012 Horário: a partir de 14h – Local: mural externo do ProPEd e no sítio www.proped.pro.br.

e) ENTREGA DO CURRICULUM VITAE (para candidatos aprovados na prova escrita dissertativa) Data: 08 e 09 de novembro de 2012 – Horário: de 10h às 13h e de 14h às 17h – Local:

Secretaria do ProPEd.

f) ENTREVISTA: Data: 19 a 29 de novembro – Horário: em horários individuais a serem posteriormente divulgados no sítio www.proped.pro.br e no mural externo do ProPEd. – Local:

dependências do ProPEd.

g) DIVULGAÇÃO DO RESULTADO DA ENTREVISTA: Data: 04 de dezembro de 2012 Horário: a partir de 14h – Local: mural externo do ProPEd e no sítio www.proped.pro.br.

h) PROVA DE LÍNGUA ESTRANGEIRA: Data: 07 de dezembro de 2012 – Horário: de 14h às 16h – Local: dependências do ProPEd.

i) DIVULGAÇÃO DO RESULTADO FINAL DA SELEÇÃO: Data: 14 de dezembro de 2012 Horário: a partir de 14h – Local: mural externo do ProPEd e no sítio www.proped.pro.br.

j) ENTREGA DO FORMULÁRIO DE MATRÍCULA: Data: 17 e 18 de dezembro de 2012 Horário: de 10h às 13h e de 14h às 17h – Local: Secretaria do ProPEd.

k) DIVULGAÇÃO DA 1ª RECLASSIFICAÇÃO DE CANDIDATOS: Data: 20 de dezembro de 2012 – Horário: a partir de 14h – Local: mural externo do ProPEd e no sítio www.proped.pro.br.

l) ENTREGA DO FORMULÁRIO DE MATRÍCULA DOS CANDIDATOS CONTEMPLADOS NA 1ª RECLASSIFICAÇÃO: Data: 08 e 09 de janeiro 2013 – Horário: de 10h às 13h e de 14h às 17h – Local: Secretaria do ProPEd.

m) DIVULGAÇÃO DA 2ª RECLASSIFICAÇÃO DE CANDIDATOS: até um dia antes da data

prevista no calendário acadêmico do Proped para alteração da inscrição em disciplinas em 2013.1

– Horário: a partir de 14h – Local: mural externo do ProPEd e no sítio www.proped.pro.br.

n) ENTREGA DO FORMULÁRIO DE MATRÍCULA DOS CANDIDATOS CONTEMPLADOS

NA 2ª RECLASSIFICAÇÃO: até a data prevista no calendário acadêmico do Proped para alteração da inscrição em disciplinas em 2013.1 (2013) – Horário: de 10h às 13h e de 14h às 17h

– Local: Secretaria do ProPEd.

VII - DISPOSIÇÕES GERAIS:

VII.1. A inscrição do candidato implicará conhecimento e aceitação das normas e condições estabelecidas neste Edital, não sendo aceita alegação de desconhecimento.

VII.2. Não serão aceitas declarações de conclusão de curso, à exceção do disposto no item II.2 b).

VII.3. Os históricos escolares devem ser abonados pela instituição expedidora.

VII.4. Nenhum candidato será isento da prova de língua estrangeira.

VII.5. Só serão analisados recursos para revisão de erro material. Por erro material entende-se erro no cômputo das notas.

VII.6. Nenhum candidato poderá ingressar no local da prova escrita dissertativa e da prova de língua estrangeira após 30 minutos do início de sua realização. O horário determinado para a finalização da prova não será alterado em função do tempo de atraso. Sob nenhuma hipótese haverá segunda chamada para as provas do processo de seleção assim como para a entrevista.

VII.7. As provas escritas deverão ser entregues ao fiscal da sala, identificadas apenas com o número de inscrição, sem assinatura ou outra marca qualquer que permita revelar aos examinadores a identidade do candidato.

VII.8. Os últimos três candidatos, em cada sala, deverão sair juntos.

VII.9. Este exame de seleção só terá validade para curso a ser iniciado em 2013/1° semestre.

VII.10. Não haverá chamada para candidatos aprovados e não selecionados fora do calendário de reclassificação.

VII.11. O ProPEd não se responsabilizará pelo ressarcimento de quaisquer custos arcados pelo candidato cuja inscrição não seja homologada pelo descumprimento do especificado no item II e seus subitens; por falta a uma das provas; desistência durante o processo; ou qualquer outra circunstância.

VII.12. A comissão de seleção é composta por 05 (cinco) membros, os quais se encarregarão de elaborar,

acompanhar e avaliar todo o processo de seleção, bem como decidir por quaisquer questões pertinentes ao referido processo.

VII.13. A comissão de seleção convocará outros membros do corpo docente do ProPEd para participar da correção das provas escritas dissertativas, das provas de língua estrangeira, da análise dos curricula dos candidatos e da condução das entrevistas.

VII.14. O colegiado do ProPEd deverá dispor sobre a homologação do resultado final da seleção, sob instrução e relato da comissão de seleção.

VII.15. A comissão de seleção tem o direito de alterar datas previstas no calendário deste Edital no interesse do desenvolvimento mais adequado do processo de seleção.

VII.16. A documentação dos candidatos não selecionados no processo seletivo ficará à disposição dos respectivos interessados para retirada, na Secretaria do ProPEd, por um prazo não superior a 90 (noventa) dias a contar da divulgação do resultado final da seleção. Após esse prazo, os documentos restantes serão incinerados.

VII.17. Os casos omissos no presente edital serão resolvidos pela comissão de seleção do ProPEd.

VII.18. A Coordenação do ProPEd é responsável pela gerência administrativa e infraestrutural do processo de seleção.

ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA E INFORMAÇÕES

Programa de Pós-Graduação em Educação da UERJ – ProPEd • Rua São Francisco Xavier, n°. 524, Bloco F, sala 12.037 – CEP 20550-013 – Rio de Janeiro (RJ). Tel: (21) 2334-0467 • Fax: (21) 2334-0120 • e-mail: secretaria@proped.pro.br

Rio de Janeiro, 21 de agosto de 2012

José Gonçalves Gondra

Coordenador Geral do ProPEd

ANEXO 1 ANEXO I PROJETOS DOS PROFESSORES SELEÇÃO MESTRADO ACADÊMICO PARA TURMA 2013.1

1 - UM HOMEM DE LETRAS NA CENA ESCOLAR: COELHO NETO (1910-1934) Coordenação: Ana Chrystina Mignot

Focalizar a presença de Coelho Neto na Escola Dramática Municipal, entrecruzando sua história de vida com a história da cidade, com a história do teatro e com a história da escola, considerando as estratégias de legitimação, consagração e conservação no campo intelectual adotadas por ele, é o objetivo desta pesquisa que se volta para uma faceta de sua biografia menos examinada pela historiografia e pela historiografia da educação. Implica em inventariar os seus escritos referentes à educação e ao teatro, dispersos em várias instituições de guarda, o que propiciará conhecer melhor o envolvimento do escritor com a causa da educação nacional; compreender as razões para a escolha de seu nome para dirigir a escola de formação do ator, bem como permanecer, por tanto tempo, à frente da mesma, em meio às turbulências políticas, mudanças de governantes e trocas na direção da Instrução Pública; e, mapear, classificar e interpretar a documentação referente às iniciativas educacionais, no Distrito Federal, especialmente sobre teatro nas escolas, entre 1910 e 1934. Dialogando, do ponto de vista teórico, com os estudos sobre biografia e história, pretende iluminar um aspecto menos estudado do “príncipe dos prosadores brasileiros”: o teatro em sua vida, sua vida no teatro, a escola em sua vida e sua vida na escola, a escola de teatro e o seu teatro na escola. Articula-se aos estudos desenvolvidos no grupo de pesquisa sobre escola, memória e cultura escrita, que focalizam na perspectiva da história da educação os educadores, suas instituições, práticas educativas e escritos, como pode ser visto em www.escolaememoria.com.br.

2 - TECNOLOGIA DIGITAL E PESQUISA ETNOGRÁFICA

Coordenação: Carmen Lúcia Guimarães de Mattos Trata-se de uma pesquisa teórica e etnográfica sobre os processos educacionais desenvolvidos em uma escola pública de ensino básico no Rio de Janeiro sob a ótica da etnografia digital. O estudo pretende acessar, identificar, selecionar, aplicar, analisar, descrever e compreender de modo teórico-metodológico-epistemológico a natureza da etnografia digital e suas aplicações na área da Educação. Os pressupostos teóricos que dão suporte a pesquisa são, em parte, aqueles

que alicerçaram trabalhos anteriores do grupo Etnografia em Exclusão e Educação, dentre estes incluem-se os autores: Goffman (1959 a 1981); Bourdieu (1977); Habermas (1984); Foucault (1987); Erikson (2007) e Castel (2008) e, inclui os estudos de Appadurai (2008) Bauman, (2009); Khan (2009 a 2011) e Grimmett (1997, 2005, 2010). A pesquisa se desenvolve em duas etapas: a primeira de natureza teórica, indagará a etnografia digital e seu potencial conceitual- metodológico-epistemológico na área da Educação; a segunda utilizará a etnografia digital para estudar a cultura digital na escola. Os loci da pesquisa são três: 1) os espaços digitais interativos disponibilizados por pesquisadores nacionais e internacionais e usuários de ambientes interativos digitais; 2) a escola pública onde se dará o trabalho de campo e; 3) o Laboratório de Etnografia Digital na UERJ. A pesquisa de campo utilizará como instrumentos: observação participante, entrevistas, grupos focais e registros digitais. Os sujeitos participantes da pesquisa são: alunos, professores, gestores e especialistas em educação, colaboradores virtuais e a equipe de pesquisadores. O acesso e seleção bibliográfica será realizado a partir de documentos acadêmicos publicados por meios digitais na última década. O método de análise será indutivo, com o auxílio de softwares digitais de análise de conteúdo. Acredita-se que o resultado desta pesquisa poderá auxiliar na criação e uso de novas tecnologias na Educação, contribuir para elucidar conceitos e aplicação dos mesmos na pesquisa e no ensino e auxiliar professores e gestores no desenvolvimento de projetos com tecnologias digitais, além de prover programas, políticas e processos pedagógicos com indicadores visando diminuir as desigualdades soció- educacionais.

3 – QUERO CONVERSAR COM VOCÊ: COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA PARA ALUNOS COM AUTISMO NO CONTEXTO ESCOLAR Coordenação: Cátia Crivelenti de Figueiredo Walter A inclusão e a escolarização de pessoas com autismo continuam sendo o grande desafio da Educação Inclusiva no Brasil. De acordo com a literatura, o uso dos recursos de Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA) em crianças com autismo que não desenvolveram a fala funcional ou que apresentam dificuldades no processamento e compreensão da linguagem falada tem produzido resultados promissores. O PECS - “The Picture Exchange Communication System” foi desenvolvido para crianças com autismo e com déficit severo na comunicação oral. O sistema alternativo de comunicação consiste no intercâmbio de figuras como uma forma interativa de transmitir uma mensagem a alguém. Uma versão deste sistema proposta no Brasil, com modificações em suas fases e nas formas de registro, foi denominada de PECS-Adaptado. Estudos realizados com o PECS-Adaptado revelaram mudanças no comportamento

comunicativo de crianças e adolescentes com autismo, como aquisição de vocabulário expressivo por meio do intercâmbio de figuras, aumento nas vocalizações, gestos e atitudes motoras com função comunicativa. O presente projeto tem como objetivos o planejamento, a implementação e a avaliação de um programa destinado a capacitar professores da Rede Regular de Ensino do Município do Rio de Janeiro que atuam em salas de Atendimento Educacional Especializado para introduzir o uso da Comunicação Alternativa junto aos alunos classificados com Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) sem fala funcional. Após a capacitação o professor deverá estar apto a utilizar as diferentes formas de comunicação alternativa no contexto escolar e também em salas de atendimento educacional especializado. O projeto pretende produzir material teórico e prático que poderá ser utilizado pelos familiares, professores e profissionais e em diferentes contextos: escola, família e comunidade. Site para maiores informações: http://www.lateca-uerj.net/

4 - A CIBERCULTURA NA ERA DAS REDES SOCIAIS E DA MOBILIDADE: NOVAS POTENCIALIDADES PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES Coordenação: Edméa Oliveira dos Santos

O projeto pretende investigar como as redes sociais, estruturadas pelos softwares sociais da Web

2.0, e a mobilidade dos computadores e dispositivos móveis podem contribuir para a formação

de professores na atual fase da cibercultura. A cibercultura é a cultura contemporânea estruturada pelo uso das tecnologias digitais nas esferas do ciberespaço e das cidades. Em sua fase atual vem

se caracterizando pela convergência dos dispositivos e redes móveis, como os laptops, celulares,

mídias locativas, e pela emergência dos softwares sociais que vêm estruturando redes sociais no ciberespaço e nas cidades. Nesse contexto, interessa-nos compreender como esses potenciais comunicacionais podem contribuir para a formação de professores em situações de aprendizagem formais e não formais. O projeto de pesquisa foi estruturado em dois eixos complementares. O eixo 1, “Uso dos softwares sociais pelos professores uma abordagem não formal”, pretende investigar como professores em formação utilizam as interfaces da Web 2.0 e os dispositivos móveis em seu cotidiano de aprendizagem e comunicação não formal. O eixo 2, “Projeto de pesquisa-formação: articulando interfaces da Web 2.0 com ambiente virtual de aprendizagem e dispositivos móveis”, pretende desenvolver um projeto de formação continuada que articule os potenciais da Web 2.0 com um ambiente virtual de aprendizagem com dispositivos móveis, no contexto formal de aprendizagem da universidade e da escola básica. Optamos pela metodologia da pesquisa-formação multirreferencial, por contemplar como campo de pesquisa os espaços de atuação profissional do professor-pesquisador e de seus colaboradores.

A pesquisa prevê como resultados não só contribuir com a formação dos sujeitos envolvidos,

mas, também, com a produção científica nos campos da formação de professores na cibercultura, fazendo interfaces com as áreas da Educação, Comunicação e Tecnologia Educacional.

5 - CURRÍCULO, IDENTIDADE E DIFERENÇA: ARTICULAÇÕES EM TORNO DAS

NOVAS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA Coordenação: Elizabeth Fernandes de Macedo Construo este projeto com a noção de currículo como enunciação da cultura com a qual venho operando em projetos anteriores, a partir da qual defino a política curricular como o movimento de articulação hegemônica na direção da fixação de sentidos. Para tanto, dialogo,

preferencialmente, com autores como H.Bhabha, S.Hall, E.Laclau e C.Mouffe, assim como com

a filosofia derridiana — importante referência para todos eles. Apoiada em conclusões de

pesquisas anteriores, meu objetivo, neste estudo, é compreender os processos de articulação política que têm hegemonizado a percepção do currículo como projeção de identidades, destacando a centralidade que as discussões sobre conhecimento científico vêm assumindo em tais projeções. Entendendo que o estudo das formas de funcionamento de diferentes articulações hegemônicas permite o aprofundamento teórico sobre políticas curriculares, trabalho com as recentes políticas nacionais de produção de novas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica (DCN), com foco no ensino fundamental. A opção por tratar a temática da identidade em políticas contemporâneas me obriga a tematizar o fato de que elas se inserem em um contexto de questionamento das fixações identitárias. Em tal contexto, as identidades não podem mais ser vistas como expressão de entes positivos e previamente constituídos, mas como uma relação imaginária entre sujeitos que se constituem na própria prática de identificação, que nunca será completa. Sendo assim, busco entender os deslocamentos que a hegemonia da ideia de currículo como formador de identidades vem sofrendo tendo em vista a ampliação das demandas da diferença, evitando a insustentável premissa de que as políticas são imunes ao questionamento da fixidez. www.curriculo-uerj.pro.br

6 - DIAGNÓSTICO DA QUALIDADE DE ENSINO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA): UM ESTUDO DE CASO Coordenação: Jane Paiva

O conceito de Educação de Jovens e Adultos (EJA), entre os países latinoamericanos, é amplo e apresenta distintas perspectivas teórico conceituais associadas a algumas temáticas específicas na área como a educação de adultos, a alfabetização de adultos e os processos de escolarização formal, não formal ou informal de pessoas jovens e adultas. Os dados do Censo Escolar 2009 indicam a oferta de matrículas na modalidade EJA presencial, no País, em que os municípios concentram as matrículas de ensino fundamental urbano, com 47,47%, enquanto os estados, com 95,30%, detiveram predomínio de matrículas no ensino médio, cumprindo adequadamente a distribuição de poderes no sistema educacional. Essa tendência, no entanto, aponta a crescente institucionalização da modalidade EJA no Brasil, acompanhada de forte aproximação da cultura do ensino regular, incluindo a organização pedagógica, com conteúdos veiculados por materiais impressos; sistemas de avaliação por meio de provas e certificação. Essa "regularização" da EJA tensiona a concepção mais flexível de currículo - que a aproxima da tradição da educação popular - e a tradição escolar dos sistemas regulares de ensino. Cabe, portanto, indagar: as experiências realizadas na modalidade EJA no país conseguem conciliar questões políticas e pedagógicas que as envolvem? Como é definida a qualidade de ensino na modalidade EJA? Existem indicadores de qualidade de ensino estabelecidos pelos gestores educacionais que ofertam a modalidade EJA? Como são avaliadas as chamadas experiências exitosas na EJA pelos sistemas de ensino municipais e estaduais? Compreende-se que o termo qualidade de ensino, historicamente, configurou-se em virtude do atendimento a demandas educacionais, sociais e políticas, sendo exigido, na atualidade, ressignificar essa compreensão, tendo em vista ser o termo qualidade uma palavra polissêmica, que comporta diversos significados e pode desencadear falsos consensos, devido a diferentes capacidades valorativas que lhe são atribuídas. No estudo proposto — diagnóstico da qualidade de ensino na EJA — destacar-se-á a qualidade do processo educacional atribuído pelas Secretarias de Educação, entendido este como o "melhor" processo para atingir o fim desejado. Para apreender as noções de qualidade existentes entre profissionais de Secretarias de Educação municipais e estaduais será preciso identificar indicadores utilizados socialmente para aferi-la. O projeto da UERJ/ProPEd integra-se interinstitucionalmente aos diagnósticos de qualidade de ensino a serem desenvolvidos, pela UNICAMP (coordenadora geral) e pela UFJF, nos sistemas municipais e estaduais nas cidades de Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Juiz de Fora (MG), que oferecem a modalidade de educação de jovens e adultos, e está incluído no Edital CAPES/INEP do Observatório da Educação. A pesquisa, em síntese, pretende: investigar os determinantes da qualidade de ensino na EJA em três municípios; diagnosticar a qualidade de ensino nos sistemas municipais e estaduais de Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Juiz de Fora (MG) que oferecem a

modalidade de educação de jovens e adultos; identificar indicadores de qualidade (qualitativos) estabelecidos pelos gestores educacionais na modalidade EJA; verificar a utilização dos indicadores de qualidade (qualitativos) para orientar o estabelecimento de ações políticas e pedagógicas intersetorialmente; analisar as experiências exitosas na EJA desenvolvidas nos sistemas educacionais municipais e estaduais, com base nos indicadores de qualidade qualitativos existentes; contribuir com o diálogo entre a comunidade acadêmica, os gestores educacionais e os diversos atores envolvidos no processo educacional. Para isso, identificará indicadores de qualidade qualitativos estabelecidos pelos gestores educacionais na modalidade EJA; verificará a utilização de indicadores de qualidade qualitativos para orientar o estabelecimento de ações, a articulação entre Programas federais e a indução de políticas educacionais; assim como constituirá um banco de dados com informações técnico-pedagógicas, metodológicas, operacionais, socioeconômicas e culturais.

7 - TECNOLOGIA ASSISTIVA PARA A INCLUSÃO COMUNICATIVA DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA: FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES Coordenação: Leila Regina d'Oliveira de Paula Nunes Neste projeto, considera-se a proposta da educação inclusiva, segundo a qual todos os alunos devem receber atendimento educacional de qualidade nas escolas regulares, independentemente de suas deficiências. O projeto visa a implementação e a avaliação de um programa de formação continuada de professores que trabalham em sala de recursos multifuncional. Mais especificamente, esses professores serão ensinados a planejar, implementar e avaliar atividades pedagógicas adaptadas e materiais didáticos adaptados para atender alunos do ensino fundamental que apresentem severos comprometimentos em sua comunicação oral, como os alunos com paralisia cerebral, autismo e deficiência múltipla. Tais atividades e materiais terão como fundamentos os procedimentos e os recursos da Tecnologia Assistiva e Comunicação Alternativa e Ampliada. www.lateca-uerj.net/

8 - INFÂNCIA E DIVERSIDADE NA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO NAS UNIDADES UNIVERSITÁRIAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL Coordenação: Ligia Maria M. L. Leão de Aquino

O presente projeto dá continuidade à pesquisa iniciada em 2010 com o objetivo de compreender

o papel das Unidades de Educação Infantil Universitárias na produção de conhecimento sobre a infância e como o conhecimento produzido a partir dessas unidades está relacionado às funções indissociáveis de ensino, pesquisa e extensão. Considerando as intensas mudanças ocorridas na educação destinada à criança pequena e a especial importância das instituições educacionais na vida das crianças, identifica-se o tema infância como um campo de investigação que vem se constituindo em objeto de estudos de diversas áreas e, dentre os estudos, como os analisados na primeira fase da pesquisa, observa-se o tensionamento do tema infância e diversidade. A partir dos estudos de Faria Filho, Silva e Luz (2008), Abramowicz (2011), Faria e Finco (2011) e outros, pretende-se compreender o lugar das crianças e infâncias nas pesquisas realizadas a partir das Unidades de Educação Infantil Universitárias.

9 - ARTES DO FAZER: DIÁLOGOS E ALIANÇAS DA AFRODIÁSPORA EM REDES EDUCATIVAS Coordenação: Mailsa Carla Pinto Passos

O presente projeto de pesquisa consiste no desdobramento de dois outros projetos. O primeiro

deles - Diálogos e encontros entre sujeitos afro-brasileiros e suas práticas culturais - começou a ser realizado no ano de 2009, contemplado pelo Programa Jovem Cientista do Nosso Estado, da FAPERJ, e pelo Edital Universal, do CNPq. É um desdobramento ainda do projeto Narrativas,

imagens e processos identitários de crianças afro-brasileiras em uma escola pública do Rio de Janeiro, contemplado pelo Programa Apoio à Melhoria do ensino nas Escolas Públicas do

Estado do Rio de Janeiro, pela Faperj, em 2010. Nesta pesquisa pretendemos conhecer e registrar

as formas de apropriação e usos das práticas culturais – em especial as práticas artísticas – bem

como as relações entre essas práticas e os processos identitários, entendendo os ambientes educativos como espaçostempos polifônicos, de emergência de saberes e de memórias. Esperamos assim contribuir para a produção de conhecimento em torno das práticas e dos processos identitários da afrodiáspora, promovendo o encontro entre jovens e crianças com artistas populares afrobrasileiros. Encontros que nos ajudarão a compreender como se estabelecem as alianças e os pactos identitários da afrodiáspora, através do diálogo destes sujeitos em torno do fazer artístico. Pressupomos que no Brasil os estudos que têm como foco as relações raciais não podem satisfazer-se com a mera constatação do racismo, mas principalmente contribuir na reparação social do que ele vem causando historicamente, o que pode ser realizado através da socialização/divulgação dos fazeres de sujeitos afro-brasileiros considerados

referências éticas e estéticas. A pesquisa tem como uma das metas a produção de material audiovisual a partir dos encontros realizados. Nossa fundamentação teórico-metodológica conta com autores como Boaventura de Sousa Santos, Paul Gilroy, Mikhail Bakhtin, Stuart Hall, Muniz Sodré, Edward Said, dentre outros.

10 - IMPRESSOS, HISTÓRIA DE LEITORES E HISTÓRIA DA LEITURA NO BRASIL

Coordenação: Márcia Cabral da Silva

Esta temática insere-se na linha de pesquisa Instituições, Práticas Educativas e História, conformando a investigação, que teve início em 2006, no interior do grupo de pesquisa Infância, Juventude, Leitura, Escrita e Educação. Inicialmente, examinou-se a história das bibliotecas populares situadas na Cidade do Rio de Janeiro, mapeando-se acervos, leitores e modos de leitura recorrentes. Em fase posterior, a pesquisa privilegiou a leitura de adolescentes e de jovens, abordando-se concepções e práticas em duas escolas circunscritas à Cidade do Rio de Janeiro: uma pública de formação de professores e a outra particular de Ensino Fundamental. O exame sobre a circulação assim como a interdição do impresso em espaços escolares e não- escolares levou-nos a privilegiar o circuito de comunicação do impresso, segundo o qual comparecem elementos tais como o editor, a obra, o livreiro, o distribuidor, o leitor (Darnton, 2004). Nessa perspectiva, configura-se a pesquisa atual - Leitura para meninas e moças nas coleções da livraria José Olympio Editora (1930-1960) – Fase II. Neste projeto, busca-se dar continuidade à investigação relativa a representações de meninas e de moças nas coleções da Livraria José Olympio Editora voltadas para este público leitor. Destaca-se a Coleção Menina e Moça, tradução da Bibliothèque de Suzette, lançada no Brasil em 1934, e com edições que se estendem à década de 1950. Tendo-se observado acentuada prescrição na apresentação dos livros tanto por parte do editor quanto de intelectuais destacados no campo cultural à época, nesta segunda fase, a ênfase recai no exame dos enredos, nas representações das personagens femininas, designadas como meninas e moças, a par da correspondência do editor com os intelectuais que conformaram a circulação das obras, como a influência de Alceu Amoroso Lima, Tristão de Ataíde, de Raquel de Queiroz, de Maria Eugenia Celso, atesta. Acresça-se o exame de catálogos da editora e de discursos desses intelectuais relativos às representações acentuadas. Espera-se, pois, ampliar o campo do estudo sobre a dimensão educativa do impresso, materializado em leituras femininas na primeira metade do século XX. Ademais, interessa-nos

agregar pesquisadores que investiguem a história do livro e da leitura, com especial ênfase no período assinalado. De modo geral, almeja-se contribuir para a compreensão do impresso, dos livros destinados à infância e à juventude no Brasil, ampliando-se o estudo das fontes para a história da leitura e para a história da educação.

11 – NARRATIVAS AUDIOVISUAIS, REDES EDUCATIVAS E DIFERENÇA - MODOS SINGULARES/COLETIVOS DE IMAGINAR E SIGNIFICAR O MUNDO E O ‘OUTRO’ E DE REINVENTAR AS PRÁTICAS/POLÍTICAS CURRICULARES. Coordenação: Maria da Conceição Silva Soares Este projeto de pesquisa busca investigar, a partir do estudo das narrativas audiovisuais e das maneiras pelas quais professores e estudantes se apropriam delas, as relações entre os diversos modos de imaginar e significar o mundo e ‘os outros’ que eles experimentam, as práticas/políticas curriculares que realizam e os posicionamentos éticos, estéticos e políticos que assumem, especialmente no enfrentamento entre os modos de subjetivação que se pretendem hegemônicos e às micropolíticas cotidianas que instituem outras significações, outras subjetividades e outros modos de existência. Nosso interesse está, dessa forma, especialmente na relação imaginação, experiência, educação e diferença, problematizando, com Homi Bhabha, a noção de diversidade, bem como as diferenças/identidades de gênero e sexualidade. Esta investigação está em consonância com outros estudos que desenvolvemos no mestrado, no doutorado (UFES) e no pós-doutorado em Educação (UERJ), sempre na interface educação, comunicação, cultura, subjetividade e redes educativas. Com Omar Rincón, partimos da premissa que as culturas audiovisuais juntam experiências e narrativas que produzem estilos de habitar sem chegar a conformar identidades plenas, constituindo assim laboratórios experimentais da sensibilidade e do pensamento. Com os pesquisadores que conformam a tendência em pesquisa nos/dos/com os cotidianos, compartilhamos que a pesquisa é também um lugar de intervenção e de ampliação das possibilidades para a ação e para o conhecimento. Assim, entendemos que nossas análises precisam considerar, além da compreensão das práticas já realizadas no entrecruzamento das redes de significações, o devir-imagético impulsionado com a pesquisa, ou seja, o vir a ser, o processo de subjetivação individual/coletivo em andamento a partir do momento que cada um e todos os envolvidos se põem a imaginar e a ficcionar sobre o mundo, sobre si e o outro e sobre as práticas educativas, inventado outros possíveis .

12 - POLÍTICAS EDUCACIONAIS E O COTIDIANO ESCOLAR Coordenação: Maria de Lourdes Rangel Tura Esse projeto intenta investigar as formas como as novas políticas educacionais estão sendo recontextualizadas e ressignificadas no cotidiano de uma escola do município do Rio de Janeiro. Ou seja, ele se desenha como uma busca dos sentidos que envolvem as mudanças atuais no sistema educacional do município do Rio de Janeiro, assim como a observação dos movimentos de acolhida dessas novas políticas e/ou de contestações, negociações e reinterpretações, que têm sido realizadas pelos sujeitos ativos da vida escolar e que se refletem nos modos como elas se concretizam nas atividades pedagógicas e nas maneiras como isso é expresso no discurso docente e dos gestores escolares sobre o currículo e a organização da escola. O estudo terá por base um trabalho de campo de feição etnográfica e por foco as práticas pedagógicas desenvolvidas nos 6º, 7º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, centrando o olhar para os modos – particulares – de realização da ação educativa e de efetivação do currículo escolar. A investigação oportunizará, também, observar os efeitos/ resultados das mudanças propostas pelas recentes políticas educacionais, tendo em vista as tradicionais demandas relacionadas à igualdade de oportunidades e à busca do sucesso escolar. A análise desse encadeamento de ações, que caracterizam a continuidade das reformas, terá como suporte teórico os trabalhos de Stephen Ball, que destaca o ciclo contínuo das políticas educacionais que se interrelacionam em contextos políticos, que se constituem em arenas de ação tanto públicas quanto privadas. São objetivos dessa investigação: verificar como os professores e professoras da escola, que será o campo de investigação, interpretam/recontextualizam as novas políticas educacionais e propostas curriculares; examinar as relações estabelecidas entre as professoras e professores e os diversos níveis da administração da educação escolar, assim como as relações entre esses/as e o contexto de produção dos textos das políticas educacionais e o de influência; focalizar os mecanismos utilizados pelos professores e professoras para articular as suas tradições e culturas locais com o que é proposto pelas novas políticas educacionais e as formas de tradução e recontextualização dessas no currículo escolar; analisar os efeitos/ resultados das novas políticas educacionais e propostas curriculares na prática pedagógica. O campo de investigação, como se pode intuir, é vasto. A escola é um desses espaços. A administração da educação escolar outro. Há, ainda, um espaço macro do contexto de influência e de produção de textos que se entende, articula e dialoga com o fazer pedagógico, através da supervisão e do controle do trabalho docente pelos órgãos regionais e centrais da Secretaria Municipal de Educação (SME), do que está sendo

veiculado pela mídia, pela SME, pelos diferentes textos que os professores/as têm acesso nas diversas oportunidades de formação continuada – promovidas pela SME, por exemplo, e por uma série de outras interlocuções em ambientes acadêmicos, comunitários, sindicais etc. Enfim, o trabalho investigativo será organizado de forma a se poder observar o impacto das novas determinações e regulamentações - que são oriundas das atuais políticas educacionais - na prática pedagógica e os processos de ressignificação e tradução, empreendidos nesse ambiente cultural. Esse parece ser um foco importante de tensões, que põem em xeque antigas formas de realizar a atividade docente e se imiscui em crenças, valores e habitus profissionais internalizados. www.curriculo-uerj.pro.br

13 - EDUCAÇÃO E PROCESSOS COMUNICACIONAIS PÓS-MASSIVOS:

IMPLICAÇÕES PARA PRÁTICAS EDUCATIVAS EM ESPAÇOS FORMAIS E NÃO- FORMAIS DE EDUCAÇÃO Coordenação: Maria Luiza Magalhães Bastos Oswald

O projeto “Educação e processos comunicacionais pós-massivos: implicações para práticas

educativas em espaços formais e não-formais de educação” pretende dar prosseguimento aos estudos realizados nos triênios 2005-2008/2008-2011 que, investigando as relações de crianças,

jovens, e seus professores, com as tecnologias visuais e digitais, apontaram para a constituição

de novos sujeitos culturais, cujos modos de ser e de agir implicam em mudanças nas práticas

educativas. No projeto atual o foco das investigações recairá sobre a imersão desses sujeitos na

cibercultura, especificamente no que se refere às novas relações que vêm se estabelecendo entre a tecnologia e os processos comunicacionais sociais, marcadas pelos princípios da liberação da palavra, da conectividade generalizada e da reconfiguração do ambiente comunicacional. Não obstante o conhecimento produzido na interface entre os campos da educação e da comunicação venha avançando significativamente, ainda há muito a ser pesquisado sobre as transformações que a atual revolução tecnológica impõe às práticas educativas que ocorrem dentro e fora da escola. Atendendo a essa demanda, o presente projeto abrange duas vertentes de investigação que condizem com o interesse da proposta: 1) Cibercultura e escola: novos modos de ensinar e aprender, cujo objetivo é investigar a interferência da imersão de alunos (crianças e jovens) e seus professores nas práticas sociais da cultura pós-massiva (chats, blogs, e-mails, sites de relacionamento, como facebook, orkut e twitter, msn, comunicação por intermédio de tecnologias móveis como celulares, palms e laptops) nos processos de ensino-aprendizagem ; 2) Cibercultura e modos juvenis de dizer-se, cuja pretensão é conhecer a influência dos processos

comunicacionais pós-massivos nos modos pelos quais os jovens se expressam em relação ao conhecimento, à cultura, à arte, ao lazer e ao entretenimento. A fundamentação teórica e metodológica do processo investigativo será construída com base nas contribuições que Walter Benjamin, Mikhail Bakhtin e Lev Vigotski trouxeram à concepção de pesquisa em Ciências Humanas; nas reflexões sobre a base epistemológica do conhecimento científico na contemporaneidade (Boaventura de Sousa Santos; Bruno Latour); nos estudos sobre consumo cultural e recepção dos meios (Martin-Barbero, Nestor Canclini, Orozco Gomes); nas teorias da Comunicação (André Lemos, Henry Jenkins, Lucia Santaella, Pierre Lévy, Steven Johnson, entre outros) que trazem esclarecimentos sobre a relação entre cibercultura e ampliação das formas de ação e comunicação no mundo contemporâneo; e nos estudos sobre os modos de constituição da subjetividade de crianças e jovens nos contextos híbridos da contemporaneidade e nas relações com os artefatos de seu tempo (José Machado Pais, Helena Abramo; Hermano Vianna; Juarez Dayrell, Lucia Rabello de Castro; Marilia Sposito; Micael Herschman; Paulo Carrano; Regina Novaes; Rosana Reguillo; Solange Jobim e Souza).

14 - CURRÍCULO ESCOLAR, DIFERENÇA E DESIGUALDADE Coordenação: Miriam Soares Leite Neste projeto, propomos problematizar as articulações hegemônicas que se realizam em torno dos sentidos atribuídos à diferença e à desigualdade nas identificações dos jovens adolescentes oriundos de grupos sociais economicamente desfavorecidos e da sua inserção na escola, inscritas nos documentos curriculares oficiais, nas interações registradas em redes sociais telemáticas organizadas para discussão de tais políticas e em entrevistas com sujeitos envolvidos nessas articulações, no âmbito da política curricular da rede pública municipal de ensino do Rio de Janeiro. Para tanto, opera-se com os seguintes referenciais teóricos básicos –teoria do discurso, proposta pelos cientistas políticos Chantal Mouffe e Ernesto Laclau; perspectiva da desconstrução, segundo o filósofo Jacques Derrida; estudos sobre juventude desenvolvidos pela Ação Educativa, sob coordenação geral de Marília Sposito; e recorre-se a outras interlocuções para questões de ordem metodológica, como David Howarth, na operacionalização da teoria do discurso nas análises projetadas, e Wittgenstein, na apropriação de Helena Martins, para as problematizações de ordem linguística a serem desenvolvidas em tais análises. Pretende-se, com o estudo, contribuir para a problematização da educação escolar do jovem adolescente, considerando que a melhor compreensão de tais processos pode favorecer maior consistência nas opções pedagógicas que educadores são obrigados a tomar no seu dia a dia de atuação profissional. Objetiva também avançar na recontextualização da teoria do discurso para a

abordagem de questões do campo educacional, bem como dar início a um estudo de teor desconstrucionista acerca do binarismo que opõe e de diversos modos hierarquiza o jovem adolescente e o adulto.

15 - REDES EDUCATIVAS, FLUXOS CULTURAIS E TRABALHO DOCENTE – O CASO DO CINEMA, SUAS IMAGENS E SONS Coordenação: Nilda Guimarães Alves Uma das questões que vem aparecendo de modo marcante nas pesquisas educacionais é a importância da formação de professores – bem como suas novas condições de trabalho – quanto aos movimentos necessários às escolas, na contemporaneidade. Nessa situação, ganham destaque as maneiras como se dão as articulações entre docentes e os recursos disponíveis, no presente, para o desenvolvimento de aspectos curriculares, tanto quanto aos conteúdos indispensáveis ao ensino, como quanto às maneiras pedagógico-didáticas de desenvolvê-los. O grupo envolvido no presente projeto tem buscado pesquisar os modos como os inúmeros artefatos culturais – em especial os ligados a imagens e sons - têm significado desafios e que contribuições têm trazido aos processos curriculares e pedagógicos, nos cotidianos das escolas. O presente projeto pretende pesquisar um desses meios: o cinema como articulado às redes educativas nas quais os praticantes docentes formam e nas quais se formam, em múltiplas relações com outros seres humanos e no ‘uso’ dos referidos artefatos. A escolha pelo cinema se dá por três razões, em especial: em primeiro lugar, pela ‘completude’ do meio (inclui imagem e som; mobiliza racionalidade e emoções; permite a ampliação de espaçostempos, articulando local e global; faz aparecer espaçostempos do viver humano em uma gama incomensurável, caracterizando inúmeras possibilidades, problematizações ou tensões às relações humanas; pela acessibilidade que possui, nos contatos dos ‘praticantes docentes’ com outras mídias: televisão e vídeo; internet; bem como seu uso em instituições diversas: clubes; grupos religiosos; sindicatos etc); em segundo lugar, porque possui uma presença crescente, além de duradoura, em processos curriculares e pedagógicos vários; por fim, porque, em uma série de momentos, no desenvolvimento de pesquisas anteriores do grupo envolvido, bem como em atividades de docência e extensão, essa questão tem aparecido, exigindo, crescentemente, a realização de uma pesquisa específica sobre o mesmo. O projeto possui duas fases: a primeira, com uso de processos metodológicos qualitativos (“conversas” após projeção de filmes; registros em vídeos) terá a duração de três anos; a segunda, com uso de processos metodológicos quantitativos

(survey), terá a duração de dois anos. O apoio teórico inicial está em Certeau, Yúdice, Martin- Barbero e Deleuze, entre outros.

16 - HISTÓRIAS EM QUADRINHOS E EDUCAÇÃO: PRESERVAÇÃO DE UMA MEMÓRIA, MEMÓRIA DE UMA PRESERVAÇÃO Coordenação: Paulo Sergio Sgarbi Goulart Há algum tempo, os gibis só entravam na escola por ato de desobediência de alguns alunos e, mais raramente, professores, já que sua leitura era considerada altamente nociva, dentre outras coisas, ao próprio desempenho na leitura de textos sem imagem-desenho. A cada dia, mais e mais professores lançam mão desse tipo de produção para fins didáticos. Na mesma ambiência das HQs, também podem ser incluídas as charges – ou cartuns – e as tirinhas, que não deixam de ser pequenas HQs. No entanto, em que pese a apenas recente entrada desse material no mundo da educação formal, a relação HQs e educação já é antiga, quer em formato de produções voltadas para o mundo educativo, quer pelo aproveitamento das histórias ou situações para processos de aprendizagensino-aprendizagem. Recentemente, estudos mais aprofundados sobre as mais variadas formas de imagem têm sido feitos, estreitando, muitos deles, a relação da educação e o mundo imagético, compreendendo a imagem, nas suas mais diferentes formas, como poderosa linguagem através da qual conhecimentos são inventados – no sentido atribuído por von Foerster à invenção – e transmitidos. No entanto, salvas algumas exceções de bibliotecas públicas que têm as revistas em quadrinhos em seus acervos, o acesso a esse material é muito difícil para os pesquisadores, pois a grande maioria das gibitecas é da iniciativa privada. O projeto prevê o desenvolvimento de três eixos: um eixo é a organização de uma gibiteca, partindo de um acervo doado ao Laboratório Linguagens desenhadas e educação, com o objetivo de criar condições materiais de pesquisa; outro eixo é pesquisar, em revistas, periódicos, em outros veículos de comunicação ou mesmo em artistas específicos, imagens relacionadas à educação e como essas imagens têm-se inserido nos ambientes educacionais e na produção bibliográfica ligadas à educação; um terceiro eixo que se inaugura é o estudo da utilização de imagens na produção acadêmica. Para além de quantificar a produção imagética relacionada à educação, interessa-nos compreender como ela tem sido apropriada em situações de aprendizagenensinoaprendizagem em ambientes escolares e não-escolares. Para estes estudos, nossos diálogos teóricos se fazem com muitos autores, dos quais privilegiamos alguns, como Michel de Certeau e os estudos do cotidiano; Humberto Maturana e Heinz Von Foerster e suas reflexões sobre conhecimento e linguagem; Boaventura de Sousa Santos e seus estudos sobre a ciência; Vínlen Flusser, Arlindo Machado, Henrique Magalhães, para citar uns poucos que

trabalham as imagens; Jésus Martín-Barbero, Guillermo Gómez Orozco e suas questões sobre a comunicação.

17 – A RECONTEXTUALIZAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E

COMUNICAÇÃO NAS POLÍTICAS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM CURSO NO BRASIL Coordenação: Raquel Goulart Barreto

O presente projeto parte da consideração de que, nos últimos três anos, as políticas de formação

de professores têm assumido formas de institucionalização cada vez mais abrangentes e concretas, compreendendo: (1) a instituição do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB); (2) a sua localização na redimensionada Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); (3) o Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos Anísio Teixeira (INEP) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) como espaços de acompanhamento, avaliação e financiamento de projetos, programas e ações direcionados à UAB-Capes; (4) a proliferação, em vários níveis, de projetos centrados na distribuição de artefatos tecnológicos

(laptops e desktops) para elevar a qualidade da educação pública; e (5) a configuração da Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica. Neste novo contexto,

o discurso das políticas não pode ser visto apenas como declaração de intenções. Configura

estratégia de gerenciamento do conjunto de circunstâncias da sua aplicação, através de Leis, Decretos e Portarias que, por sua vez, têm em comum a aposta nas tecnologias de informação e comunicação (TIC). Com base análise crítica do discurso, formulada por Norman Fairclough, este projeto assume que a recontextualização é um processo de apropriação cujas características e resultados dependem das circunstâncias concretas dos diversos contextos. Assim, se por um lado supõe que sua complexidade escape às tentativas de controle, por outro, parte do princípio de que a articulação de esforços neste sentido deve ser objetivada. Portanto, visa a: (1) discutir as relações entre a configuração UAB-Capes e a formação de professores como um todo; (2) caracterizar continuidades e rupturas das políticas atuais de formação de professores em relação

às anteriores; e (3) analisar os modos de recontextualização das TIC no conjunto das políticas em

curso.

18 – MÚLTIPLOS CONTEXTOS DE PRODUÇÃO CURRICULAR EM SUAS CONEXÕES, CONFLITOS E AÇÕES: EM FOCO AS INSTÂNCIAS DE MEDIAÇÃO DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO

Coordenação:

Rita de Cássia Prazeres Frangella Gomes

Esse estudo, desdobramento/deslizamento da pesquisa Múltiplos contextos de produção curricular: conexões, conflitos e ações da Multieducação no cotidiano escolar (CNPQ 2010), objetiva analisar, no processo de produção cíclica da política curricular (Ball, 1992), a micropolítica da escola na tensão/negociação com as instâncias de mediação propostas pela SME/RJ – as coordenações (no caso da escola, na figura do coordenador pedagógico e no caso da rede, as coordenadorias regionais). Assenta-se na compreensão do currículo como articulação/produção de significados, destacando sua dimensão discursiva. Analisar as forças que engendram as disputas de sentidos e as estratégias criadas para manutenção de um dado sentido se configura como mote para essa pesquisa. Assim, assume-se como conceito de partida para análise da política curricular a noção dessa política como texto e discurso e a não polarização entre política e prática. Ao privilegiar as instâncias de mediação – as coordenações – se discute, com base em Ball (1992, 1998), os ajustes secundários nas tentativas de fixação de sentidos das políticas e os movimentos incitados pela disputa desses. Esse projeto apóia-se na perspectiva de Ernesto Laclau (1998) quando esse defende que as políticas são produções político-discursivas, cuja matriz é a contingência. A discussão sobre ciclo contínuo de políticas de Stephen Ball se sustenta do ponto de vista metodológico pela preocupação central do autor com a recontextualização e a produção de novos sentidos nas políticas que ocorre nas escolas. O entendimento de políticas de currículo como produção político-discursiva reforça o argumento de que são a partir das negociações e disputas que os sentidos e interesses se hibridizam na formulação curricular, evidenciando sua condição de processo político inacabado. É no ato de negociar que significados são construídos dialogicamente, muitas vezes construídos com base em consensos conflituosos, uma vez que os sentidos são instáveis, fluidos e permeados por demandas e interesses distintos e nesse caso, a ênfase dada às instâncias de mediação se dá porque dessas, em sua origem (criação/atribuição de funções), se definirem como sujeito/local da negociação. Para tanto, a pesquisa vale-se também dos estudos de Bhabha (2003) para articulação da noção de hibridização e negociação com que argüimos as políticas/práticas curriculares analisadas: que negociações e hibridizações se produzem nos conflitos, conexões e ações da política curricular do município do Rio de Janeiro? Assim, com base na articulação dos estudos de Laclau, Bhabha e Ball objetiva-se entender a micropolítica desse processo, nas

enunciações curriculares entre/das coordenadorias, coordenadores pedagógicos com professores/ escolas da rede municipal de Educação. Este estudo desenvolvido no âmbito do GRPESQ “Currículo, Formação e Educação em direitos humanos (Proped/FEBF – UERJ)” se articula, pela partilha de referenciais teórico-metodológicos, com as ações desenvolvidas no GRPESQ “Currículo, cultura e Diferença” (Proped – UERJ), focalizando na análise das articulações, negociações dos múltiplos contextos de produção curricular no município do Rio de Janeiro, possibilidades onde podemos tecer coletivamente experiências curriculares inspiradas numa democracia agonística.

19 - INFÂNCIA E CULTURA: EXPERIÊNCIA E CRIAÇÃO NA CONTEMPORANEIDADE Coordenação: Rita Marisa Ribes Pereira Este projeto tem por objetivo estudar os modos como se constituem as experiências infantis na cultura contemporânea, buscando conhecer as histórias de vida das crianças e os diferentes processos de criação que possibilitam significar e compartilhar essas histórias. Este projeto dá continuidade ao anterior, intitulado “Artes do dizer e do dizer-se: narrativas infantis e usos de mídias”, que teve por objetivo estudar a produção de narrativas a partir dos usos que as crianças fazem de diferentes formas de mídias e cujo foco esteve voltado para os usos infantis de diferentes aparatos técnicos e as condições em que esses usos acontecem. Nesta etapa, apresenta- se o interesse em ampliar e aprofundar a compreensão acerca das relações entre a infância e a cultura, tomando como ponto de partida as seguintes questões: Que experiências vivem as crianças hoje? Como essas experiências são afetadas pelas tecnologias? Que modos de criar, de narrar e de se relacionar são desencadeados no contexto da cultura contemporânea? Dentre os teóricos que ajudam a subsidiar este projeto, destacamos: Walter Benjamin, Mikhail Bakhtin, Lev Vigotsky, Jorge Larrosa, Raymond Williams, Gilles Lipovetsky e Jean Serroy, no que se refere aos conceitos de cultura e de experiência; Steven Johnson, Clay Shirky, Lúcia Santaella e André Lemos contribuem para a reflexão sobre as relações entre cultura e tecnologias; e Solange Jobim e Souza, Lúcia Rabelo de Castro, Gilka Girardello e Gilles Brougére com estudos relacionados às concepções de infância, cultura lúdica e produção de narrativas.

20 - PESQUISA EM EDUCAÇÃO: A PRÁTICA COMO OBJETO DE CONHECIMENTO Coordenação: Siomara Borba

O processo de investigação em educação é a temática central das pesquisas que temos

desenvolvido, procurando entender o significado e o lugar que a prática da pesquisa em educação tem atribuído aos elementos do processo investigativo: o método, a teoria, o sujeito e o objeto do conhecimento. Esses aspectos têm sido analisados identificando e examinando o material bibliográfico sobre pesquisa em educação, a partir dos trabalhos de Miriam Limoeiro Cardoso que, no desenvolvimento de suas pesquisas no campo teórico do marxismo, na área da Sociologia, discutiu a questão da produção de conhecimento científico. O tema do atual projeto

são as análises já produzidas sobre essa prática; o objetivo central dessa pesquisa é identificar e discutir as diferentes análises sobre a prática da pesquisa em educação, considerando como referência o argumento da construção teórica do objeto de conhecimento. As questões a serem investigadas são: como a prática da pesquisa em educação tem sido analisada? Quais os fundamentos teóricos-conceituais dessas análises? Qual a forma de “reconhecer” a pesquisa em educação que essas análises construíram? O debate objeto científico “dado” e objeto científico “construído” aparece nessas análises? Essas questões serão investigadas nos artigos publicados

no

periódico Cadernos de Pesquisa, da Fundação Carlos Chagas, desde o seu primeiro número

até

o último número de 2011. Trata-se de uma pesquisa teórica. A metodologia de investigação é

a análise da bibliografia, a partir dos fundamentos teóricos-conceituais da ideia de objeto

teoricamente construído. www.curriculo-uerj.pro.br

21 – O PERCURSO DE AGENTES AUXILIARES E PROFESSORES NA CRECHE: DA NOMEAÇÃO À CONSTRUÇÃO DE UMA PEDAGOGIA PARA A INFÂNCIA CARIOCA Coordenadora: Vera Maria Ramos de Vasconcellos

A pesquisa tem por foco geral acompanhar as mudanças das Políticas Públicas de Educação

Infantil, na cidade do Rio de Janeiro, a partir do concurso público (Edital nº 91, de 25/10/2010) para professores de educação infantil. Propõe-se a dar continuidade à pesquisa anterior, Agente

Auxiliar de Creche: Educadores da Infância Carioca (FAPERJ - E-26/102.961/08), mantendo como espaços privilegiados de investigação as creches trabalhadas no triênio (2009 – 2011). No novo triênio (2012 – 2014) a pergunta de partida será: A presença do(a) Professor(a) de

Educação Infantil é suficiente para se construir uma Pedagogia para a Infância Carioca? Serão desenvolvidos três eixos de análise: (i) análise documental: histórico da construção do cargo de Professor de Educação Infantil/PEI; (ii) levantamento do perfil dos novos professores de educação infantil (dando destaque aos egressos do curso de Pedagogia/UERJ, pós 2002); (iii) análise das modalidades de produção (individuais e coletivas) de uma Pedagogia para a Infância Carioca, dos PEIs (co-pesquisadores). A proposta metodológica é de construir grupos de reflexão, na UERJ, com produção sociobiográfica (Daiute, 2010) e momentos de observação nas creches, onde as experiências partilhadas, possam ser refletidas, analisadas e ressignificadas pelos próprios professores, numa modalidade de pesquisa-intervenção. O referencial teórico põe em diálogo as produções da Psicologia do Desenvolvimento, a partir de uma orientação sócio- histórico cultural, com a Sociologia da Infância e as demais orientações teóricas que ajudarem a compreender o campo da Infância e, em especial, a formação continuada de seus professores. A análise dos dados produzidos se dará a partir da construção de Núcleos de Significados (Aguiar, 2006), utilizando-se como programa de sistematização dos dados o Atlas Ti (Qualitative data analyses Versão 6.2.26, 1993-2012, Atlas.Ti, GmbH, Berlim)

22 - DIZER VERDADEIRO E CUIDADO NA EDUCAÇÃO DO PENSAMENTO:

ATUALIDADE DE SÓCRATES E O CINISMO Coordenação: Walter Omar Kohan A temática do presente projeto faz interlocução com os últimos cursos de M. Foucault no Collège de France, desde A hermenêutica do sujeito, de 1981, até o último curso, A coragem da verdade, de 1984. Trata-se do fim de um percurso de vários anos pela cultura greco-romana. O estudo da noção de parresía (falar franco, dizer verdadeiro) permite Foucault relacionar e analisar em sua complexidade um campo problemático que lhe resulta muito próximo: a maneira em que se relacionam os modos de dizer verdade (saberes), as técnicas de governo (relações de poder) e as práticas de si (constituição do sujeito). Interessa-nos problematizar o que essa relação ajuda a pensar a respeito da relação entre quem ocupa o lugar de ensinar e aquele que ocupa o lugar de aprender, em particular quando o que se afirma como objetivo dessa relação é a educação do pensamento. Isto muitas vezes se faz em nome da “filosofia”, mas não sempre. Em qualquer caso, o que queremos colocar no centro de nossa pesquisa não é uma disciplina, mas a maneira em que determinada forma de dizer a verdade, de governar os outros e de praticar uma relação consigo mesmo constituem o exercício docente, certa forma de praticar a arte de ensinar. Partiremos de dois exemplos do mundo antigo vindos da própria leitura de Foucault: Sócrates e o

cinismo. Consideraremos, a partir deles, em que medida as figuras do parresiasta que, num caso, diz a verdade e até prefere morrer antes que deixar de dizer a verdade e, noutro, erige essa prática como forma de denúncia dos excessos das formas de vida sociais, podem servir de medida para pensar a dimensão política e filosófica do exercício contemporâneo da função docente. Dito em outras palavras, de que modo a parresía socrática e cínica ajudam a compreender os entraves políticos e filosóficos dos que educam o pensamento da infância contemporânea? www.filoeduc.org