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APOSTILA DE ELETROTÉCNICA

APRESENTAÇÃO Esta apostila tem como finalidade oferecer aos alunos de ETE – Eletrotécnica Aplicada, do curso de Engenharia de Produção e Sistemas, de maneira simples e prática, os principais fundamentos da eletrônica. Todos os assuntos do curso serão voltados ao chão de fábrica, ou seja, terão uma abordagem mais técnica, e não somente focada na engenharia. Este material deve ser utilizado como guia para as aulas, e não como a única fonte de dados para a disciplina. Com o auxilio da bibliografia do curso e as anotações de aula e normas, este material suprirá todas as necessidade do curso. PROFESSOR SAIMON MIRANDA FAGUNDES

EMENTA DO CURSO: Circuitos de corrente contínua: série, paralelo e misto. Voltímetros. Amperímetros. Corrente alternada. Transformadores. Circuitos magnéticos.

Eletroímã. Circuitos retificadores. Introdução à automação industrial. Motores monofásicos e trifásicos. Chaves magnéticas. Disjuntores.

BIBLIOGRAFIA: HAYT, Willian H.; Kemmerly. J. E. Análise de Circuitos em Engenharia. São Paulo: McGraw-Hill, 1975. IRWIN, J. David; Análise de Circuitos em Engenharia. 4ª. Edição, São Paulo: Makron Books, 2000. BOYLESTAD, Robert L.. Introdução à Análise de Circuitos. 8ª. Edição. Rio de Janeiro: Editora LTC, 1998. JOHNSON, David, HILBURN, John, JOHNSON, Johnny. Fundamentos de Análise de Circuitos Elétricos. 4ª. Edição. Rio de Janeiro: Editora LTC, 2000. ALEXANDER, Charles K; SADIKU, Matthew N. O.. Fundamentos de Circuitos Elétricos. 1ª. Edição. Rio de Janeiro: Bookman Companhia Editora, 2003. DORF, Richard C.; SVOBODA, James A.. Introduction to Eletric Circuits. 7ª. Edição. Editora IE-Wiley .2006. NILSSON, James; RIEDEL, Susan A.. Circuitos Elétricos. 6ª. Edição. Rio de Janeiro: Editora LTC, 2003. ORSINI, L. Q. Curso de Circuitos Elétricos. Vol. 1 e 2. 2ª. Edição. São Paulo: Editora Edgard Blücher, 2002

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1. REVISÃO DE CIRCUITOS DE CORRENTE CONTÍNUA

1.1 LEI DE OHM A lei de OHM é uma fórmula matemática que estabelece a relação entre as três grandezas fundamentais da eletricidade: a corrente, a resistência e a tensão (tensão : também conhecida como diferença de potencial). Foi descoberta pelo alemão George S. Ohm. As grandezas elétricas são representadas por símbolos (letras), veja a seguir:

Grandeza tensão corrente resistência potência 1.1.1 Tensão

Símbolo U ou V I R P

Unidade Volt (V) Ampère (A) Ohm (Ω) Watts (W)

A diferença de potencial entre os terminais de um circuito é igual ao produto da resistência desse circuito pela intensidade da corrente elétrica que passa por tal circuito. Para um exemplo prático, temos um circuito elétrico, uma corrente de 2 ampéres ao passar por um resistor de 10Ω provoca uma diferença de potencial elétrico de 20 volts sobre esta resistência, desta forma confirmando a Lei de Ohm, V = R.I.

1.1.2 Corrente

A intensidade da corrente elétrica que percorre o circuito é igual à divisão da diferença de potencial entre os terminais desse circuito pela resistência que esse circuito apresenta à passagem da corrente elétrica. Novamente usando o exemplo anterior, com uma fonte de tensão de 10V e os terminais de uma resistência de 10 ohm, provoca uma corrente elétrica de 2 ampères. Veja como fica a representação da lei de OHM através de uma fórmula matemática:

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I=V/R

1.1.3 Resistência

A resistência que um circuito, apresenta a passagem da corrente elétrica é igual à divisão da diferença de potencial (tensão) entre os terminais desse circuito pela intensidade da corrente que por ele passa. Veja como fica a representação da lei de OHM através de uma fórmula matemática: R=V/I A associação dos resistores, pode ser resumida da seguinte forma:

Associação em série

Req = R1 + R2 + R3

Associação em paralelo

1.1.4 Potência

Existe ainda uma grandeza que é muito utilizada em eletrotécnica, não faz parte da lei de OHM mas está ligada diretamente a ela. É a potência elétrica. Saber qual a potência elétrica na dissipação de calor dos componentes eletrônicos e seus circuitos é de extrema importância para o bom funcionamento dos mesmos.

Lâmpada : Tensão 9V. Exemplo prático: Num circuito. Cálculo da resistência da lâmpada: . a resistência elétrica produzida pelo circuito e a corrente elétrica que percorre o circuito realizando o seu funcionamento. onde aplicamos uma diferença de potencial de 20 volts e obtemos uma corrente elétrica de 2 ampères. 1 . Fig. encontraremos todos os dados restantes como a corrente elétrica do circuito e a resistência da lâmpada no circuito. produzimos uma potência elétrica de 40 watts. fornecidos pelo fabricante dos componentes: Bateria: Tensão 9V. Teoricamente nosso circuito formado pela resistência de 10ohm teria que suportar uma potência de 40 W.Esquema elétrico Montagem real Dados conhecidos.333A Nosso resultado será aprox. potência 3W. a tensão produzida por uma fonte de energia.4 A potência elétrica produzida é medida em WATTS. Cálculo da corrente elétrica: Fórmula: I = P / V 3/9 I = 0. sua unidade é o W e seu símbolo de grandeza é o P. Veja como fica a representação através de uma fórmula matemática: P = V. 333mA (miliamperes) a corrente elétrica que percorre nosso circuito.I O circuito é funcional quando temos as três grandezas da eletricidade presente. Com estas informações e utilizando as fórmulas de OHM.

1ª Lei de Kirchhoff (Lei das Correntes ou Leis dos Nós) Em um nó. um nó não acumula carga. Fig.2 LEIS DE KIRCHHOFF 9 / 0.027Ω As leis de Kirchhoff são assim chamadas em homenagem ao físico alemão Gustav Robert Kirchhoff (1824-1887) e são baseadas no Princípio da Conservação de Energia e no Princípio de Quantidade de Carga. A aplicação conjunta das Leis de Kirchhoff e de Ohm permite obter um conjunto de equações cuja resolução conduz aos valores das correntes e das tensões aos terminais dos componentes. Ao contrário da Lei de Ohm. 2 – Exemplo de nó . ou seja.333 R = 27. As Leis de Kirchhoff regem a associação de componentes num circuito. as Leis de Kirchhoff das tensões e das correntes estabelecem as regras às quais devem respeitar as associações de componentes. a soma das correntes elétricas que entram é igual à soma das correntes que saem. cujo âmbito é a resistência.5 Fórmula: R = V / I 1.

3 – Circuito com duas malhas Relativamente ao circuito representado na figura anterior. Ou seja. a soma de todas as tensões (forças eletromotrizes) no sentido horário é igual a soma de todas as tensões no sentido anti-horário. .p (Diferença de Potencial Elétrico) em um percurso fechado é nula. ocorridas numa malha.6 Fig.d. é igual a zero. a aplicação da Lei dos nós conduz a: • No nó A • No nó B • No nó C 2ª Lei de Kirchhoff (Lei das Tensões ou Lei das Malhas) A soma algébrica da d.

a lei das malhas permite obter a equação: Note-se que se considerou o simétrico das tensões u2 e u4 uma vez que o seu sentido de referência representado é o oposto ao de circulação. Fig. pois as equações obtidas de uma ou outra forma são exatamente equivalentes. 5 – Malhas do circuito .7 Fig. 4 – Malha com diferentes referências De acordo com o sentido de referência das tensões representadas na figura anterior e circulando no sentido dos ponteiros do relógio. Não é determinante escolher o sentido horário ou o anti-horário.

3 EXERCÍCIOS DE CORRENTE CONTÍNUA 1 – Encontre a resistência equivalente dos circuitos abaixo: . Relativamente ao circuito representado na figura 2. equivale a dizer que é nulo o trabalho necessário para deslocar uma carga ao longo da malha fechada.8 O somatório das tensões ao longo da malha ser nulo. a aplicação da Lei das Malhas conduz a: • Na malha vermelha e circulando no sentido horário • Na malha azul e circulando no sentido horário • Na malha verde e circulando no sentido horário 1. Isto acontece porque o sistema é conservativo.

36. b) a potência dissipada por cada resistência. . calcule: a) resistências R1. a corrente da fonte é de 2A).9 2 – Encontre Vx nos circuitos abaixo (no circuito b. R2. R3 e RT. c) o consumo de energia de cada resistência com o custo do kWh em R$ 0. 3 – Dado o circuito abaixo.

a uma corrente que muda periodicamente de sentido. A forma de onda mostra as variações da corrente ou da tensão no tempo. na indústria e no comércio é do tipo alternada senoidal.10 4 – Qual a corrente e a resistência de uma lâmpada de 60W ligada na tensão nominal de Joinville? 5 – Para um chuveiro de 6kW ligado na tensão nominal de Joinville. CORRENTE ALTERNADA Vamos estudar neste capítulo o conceito de corrente alternada e o funcionamento do gerador elementar. ora em outra. Chamamos de corrente alternada. calcule: a) Corrente do disjuntor do circuito. b) resistência do chuveiro. que ora flui numa direção. A seguir tem-se alguns exemplos: Fig. chamamos de forma de onda. Podemos ter várias formas de onda de corrente alternada. 2. ou seja. pois quase toda a energia elétrica que consumimos é sob a forma de corrente alternada.Esse estudo é muito importante. c) a corrente que circularia por uma pessoa que entrasse em contato com esta resistência. A uma representação gráfica de corrente alternada. 6 – Formas de Onda de Tensão Alternada A tensão que utilizamos em nossos lares. .

É dito elementar por ser um modelo simplificado dos grandes geradores. destacamos: .facilidade de transformação da tensão. No entanto. GERADOR ELEMENTAR Vamos agora aprender o funcionamento do gerador elementar. 7 – Gerador Elementar E da forma de onda resultante do processo de geração. Fig.facilidade de geração em larga escala.11 A justificativa da utilização da corrente alternada senoidal está nas inúmeras vantagens que esta oferece.em.as máquinas de corrente alternada são mais econômicas (mais baratas. a manutenção é menos freqüente. Dentre estas vantagens. . 2. o tamanho é menor). seu princípio de funcionamento é o mesmo que dos geradores encontrados em grandes usinas. que é um tipo de fonte de f. que gera a corrente alternada.1. se obtém a fórmula da Tensão Instantânea: . .

2.i) para denotar uma grandeza na forma instantânea.12 e = E máx ⋅ senα A equação e = E máx ⋅ senα é também válida quando tratamos de corrente. Ciclo e Semi-ciclo A freqüência (f) de uma tensão ou corrente alternada é o número de ciclos que ocorrem em uma unidade de tempo (que é o segundo). f ciclos ocorrem em um segundo: 1 ciclo – T segundos f ciclos – 1 segundo . Fig. O período (T) é o tempo necessário à ocorrência de um ciclo. 2. 8 – Senoide. Neste caso a equação fica: i = I máx ⋅ senα Observe que são utilizadas letras minúsculas (e. Podemos relacionar freqüência e período. pelo seguinte raciocínio. FREQÜÊNCIA E PERÍODO O conjunto dos valores positivos e negativos de uma senóide representa o que chamamos de ciclo (que corresponderá a uma volta completa da espira no caso analisado do gerador elementar). Sua unidade é o segundo (s). Sua unidade é o hertz (Hz). Se um ciclo ocorre em T segundos.

Valor máximo ou valor de pico O valor máximo equivale à máxima amplitude da senóide que representa a tensão ou a corrente. Valor de pico a pico O valor de pico a pico de uma grandeza senoidal é o valor compreendido entre o máximo positivo e o máximo negativo.3. 2. Valor instantâneo. Valor eficaz. São elas: • • • • • Valor máximo. Fig.1. Valor de pico a pico. VALORES DE UMA CORRENTE OU TENSÃO ALTERNADAS Existem diversas maneiras de se avaliar uma corrente ou tensão alternadas. 2. . Valor médio. é o maior valor assumido pela grandeza num semi-ciclo.13 Onde: f ⋅T = 1 T= 1 f f = 1 T 2.3.3.2. 9 – Tensão e Corrente de Pico Portanto.

11 – Valor instantâneo No instante de tempo “t1” a tensão vale “e1”.14 Fig. O valor instantâneo pode ser expresso em função do ângulo α (visto no estudo do gerador elementar) ou em função do tempo.3. que o valor de pico a pico corresponde a duas vezes o valor máximo. 10– Tensão e Corrente Pico a Pico EPP = tensão de pico a pico (V) IPP = corrente de pico a pico (A) Pode-se observar no diagrama senoidal. E PP = 2 ⋅ E máx 2.3. Fig. Valor instantâneo I PP = 2 ⋅ E máx O valor instantâneo de uma grandeza é o valor que essa grandeza assume no instante de tempo considerado. a) em função do ângulo α: Sabemos do gerador elementar que: e = B ⋅ l ⋅ v ⋅ senα .

temos: i = I máx ⋅ senα b) Em função do tempo: Observando-se o gerador elementar abaixo. notamos que a espira perfaz um ângulo “α”. . o valor máximo da tensão será: E máx = B ⋅ l ⋅ v Então: e = E máx ⋅ senα Essa é a expressão do valor instantâneo em função do ângulo α. gastando para isso um tempo “t”. Valor médio O valor médio de uma corrente ou tensão alternada é a média dos valores instantâneos de um semi-ciclo.4. Para a corrente. Então a expressão do valor instantâneo em função do tempo fica: e = E máx ⋅ senα ∴ α = ω ⋅ t e = E máx ⋅ sen(ω ⋅ t ) ou e = E máx ⋅ sen(2 ⋅ π ⋅ f ⋅ t ) Para corrente: i = I máx ⋅ sen(ω ⋅ t ) ou i = I máx ⋅ sen(2 ⋅ π ⋅ f ⋅ t ) 2. A relação entre o ângulo percorrido e o tempo gasto é a velocidade angular (ω). dada em radianos por segundo (rad/s). ω= α t α = ω ⋅t Outra fórmula para a velocidade angular é ω = 2 ⋅ π ⋅ f onde f = freqüência (Hz).15 Como o maior valor que a tensão pode assumir corresponde a senα = 1.3.

5. .637 ⋅ E máx ∴ I méd = 0.3.707 ⋅ E máx ∴ I = 0. O valor eficaz corresponde a: E= I= E máx 2 I máx 2 ∴ E = 0. 12 – Valor Médio O valor médio corresponde a: E méd = I méd = 2 ⋅ E máx 2 ⋅ I máx ∴ E méd = 0. Valor eficaz É o valor da corrente alternada que produz o mesmo efeito que uma corrente contínua aplicada a uma resistência.16 Fig.637 ⋅ I máx π π Eméd = tensão média (V) Iméd = corrente média (A) 2.707 ⋅ I máx E = tensão eficaz (V) I = corrente eficaz (A) O valor eficaz corresponde à altura de um retângulo de base igual a um semiciclo e área equivalente a esse semiciclo.

determinar: . EXERCÍCIOS DE FREQÜÊNCIA E PERÍODO 1 – Calcular quanto tempo dura um semi-ciclo na freqüência de 50 Hz.4. EXERCÍCIOS DE VALORES DE UMA TENSÃO OU CORRENTE ALTERNADA 1 – Para uma tensão alternada senoidal cujo valor eficaz é 200 V.5. 13 – Valor Eficaz 2.17 Fig. 2 – Quantos ciclos ocorrem em um segundo na freqüência de 60 Hz? 3 – Quanto tempo uma corrente alternada de 60 Hz gasta para varrer o trecho compreendido entre 0 e 30º? 4 – Quantos ciclos ocorrem em uma hora na freqüência de 60 Hz? 5 – Quanto tempo uma CA de 60 Hz gasta para atingir metade de seu valor máximo? 2.

cujo valor máximo é 10 A. atinge pela primeira vez o valor de 5. d) o valor instantâneo para α = 45º. b) o valor de pico a pico. 3 – Uma corrente alternada cruza o eixo das abscissas iniciando um semi-cilo positivo em t = 0 s. c) o valor médio. Assim. a representação de uma corrente senoidal fica como o mostrado abaixo.18 a) o valor máximo. determinar: a) o valor máximo. b) o valor de pico a pico. c) o valor eficaz.5 A? 3. . Calcular em que instante de tempo essa corrente de 60 Hz. NOTAÇÃO DE FASORES Já vimos que uma corrente ou tensão pode ser representada em função de suas variações com o tempo (ou com o ângulo α). 2 – Para uma tensão alternada senoidal cujo valor médio é 65 V e freqüência 60 Hz. d) o valor instantâneo para t = 20ms.

14 – Representação Senoidal No entanto. Nessa representação. Dessa forma existe uma relação muito íntima entre a representação senoidal e fasorial. Fig. 15 – Representação Fasorial Observe que as projeções desse segmento sobre o eixo y nos dão o valor da componente senoidal da corrente. consideramos o valor absoluto da grandeza. É a representação fasorial. Fig. 16 – Representação Fasorial e Senoidal . existe outra forma de representarmos uma grandeza que varia senoidalmente. cuja referência para marcarmos o ângulo é o eixo das abscissas. conforme podemos constatar na figura abaixo.19 Fig. como um segmento de reta que gira no sentido anti-horário ou sentido trigonométrico positivo. que corresponde ao valor eficaz.

basta aplicarmos as relações trigonométricas. Por exemplo: Representar na forma fasorial. Na representação fasorial. na representação de uma grandeza na forma senoidal podemos visualizar os valores instantâneos da grandeza. Ou ainda é uma representação que mostra as variações da grandeza com o tempo ou com o ângulo α. a 30º uma tensão alternada senoidal cujo valor máximo é 141. corresponde a um mesmo ângulo α. na representação senoidal.414 Em seguida adotamos uma escala: Escala: 1 cm = 50 V (ou 50 V/cm) Fig. transformamos o valor máximo em valor eficaz pela já conhecida relação: E= E máx 2 ∴ E= 141. conhecidas. . tornamos evidente o módulo da grandeza através do comprimento do segmento de reta e posicionamos esse segmento a um ângulo α. conveniente a nossos propósitos.20 Podemos ver também que um ângulo α.4 ∴ E = 100 V 1. Para tanto. Assim. na representação fasorial. 17 – Fasor Em alguns casos. Inicialmente. torna-se necessário calcular as componentes da grandeza segundo o eixo x e y.4 V.

Esse adiantamento ou atraso de uma grandeza sobre a outra.21 Fig. Dependendo dos componentes do circuito. a corrente poderá estar atrasada ou adiantada em relação à tensão. 19 . 18 – Fasor decomposto em X e Y Assim. A seguir. as componentes EX e EY são calculadas por: E X = E ⋅ cos α EY = E ⋅ senα 3. chamamos de defasamento elétrico. nem sempre temos corrente e tensão cujos valores máximos ou zeros ocorrem ao mesmo tempo. mostramos três situações distintas: Fig.Corrente atrasada da tensão de um ângulo φ: . DEFASAMENTO ELÉTRICO Em um circuito elétrico.1.

Corrente adiantada da tensão de um ângulo φ Fig. 20 . a corrente foi posicionada de tal maneira que um observador em qualquer posição veja passar primeiro a corrente e depois a tensão. considerando-se o menor ângulo entre as duas grandezas. Fig. Note que na representação da corrente adiantada da tensão. 21 . 22– Ângulo do fasor α = 44.9° .22 Fig.Corrente em fase com a tensão: O ângulo entre as duas grandezas é chamado de ângulo de fase.

i= e R ou i = E máx ⋅ sen(ω ⋅ t ) E R (valores instantâneos) (valores eficazes) I= A potência média entregue à carga ou potência ativa pode ser determinada pela fórmula: P = E ⋅ I ⋅ cos ϕ Essa fórmula vale para qualquer tipo de circuito. temos que φ = 0o.1. CIRCUITO PURAMENTE RESISTIVO Este circuito é constituído apenas por resistências.23 4. Portanto: .circuito puramente indutivo . A característica desse circuito é que a corrente e a tensão estão em fase. podemos determinar a corrente pela Lei de Ohm.circuito puramente resistivo .circuito puramente capacitivo 4. São eles: . 23 – Defasamento em circuito resistivo Conhecendo-se o valor da resistência e da tensão aplicada. No caso de circuito puramente resistivo. como o próprio nome (resistivo) já diz. CIRCUITOS PUROS DE CORRENTE ALTERNADA Vamos estudar agora os três tipos básicos de circuitos com os quais obtemos todos os demais tipos de circuitos encontrados na Eletricidade. Fig.

Na prática temos como exemplos de circuito Indutivo equipamentos com grande consumo de energia elétrica em bobinas.1. produzem um campo magnético que por sua vez criam um fluxo que as atravessa. A indutância é representada por “L” e sua unidade é o Henry (H). Fornos de Indução. A indutância de uma bobina depende: .núcleo .2. maior a indutância) . Como sabemos. R 4. Características dos circuitos puramente indutivos.formato geométrico da bobina 4. Reatores Indutivos etc. as bobinas quando percorridas por correntes.do número de espiras (quanto maior o número de espiras. CIRCUITO PURAMENTE INDUTIVO Esse circuito é constituído por uma ou mais bobinas perfeitas (resistência interna igual a zero). como Motores. .2.24 P = E ⋅ I ⋅ cos 0° ∴ P = E ⋅ I Ou ainda: P = I 2 ⋅ R ou P= V2 . A principal característica dos circuitos puramente indutivos é o fato da corrente estar atrasada em relação à tensão de 90º. Transformadores. A capacidade de uma bobina criar um fluxo com determinada corrente que a percorre é denominada indutância.

Representação: XL Unidade: Ω Matematicamente: X L = 2 ⋅π ⋅ f ⋅ L f = freqüência (Hz) L = Indutância (H) A corrente no circuito puramente indutivo é calculada também pela Lei de Ohm. Portanto. 24 – Defasamento em circuito puramente Indutivo Os valores instantâneos de tensão e corrente são dados por: e = E máx ⋅ senα i = I máx ⋅ sen(α − 90°) Para calcularmos a corrente num circuito puramente indutivo. que chamamos de reatância indutiva.25 Fig. onde temos: I= E XL I = corrente (A) E = tensão aplicada (V) XL = reatância indutiva (Ω) . calculamos o valor da oposição à passagem de corrente pelo indutor (bobina). a reatância indutiva é a oposição total oferecida pela bobina à passagem de corrente alternada.

1 I = 1. P = 0 W . Como no circuito puramente indutivo o ângulo de fase φ é igual a 90º.2. a potência ativa consumida por um indutor é nula. a potência ativa P é dada por: P = E ⋅ I ⋅ cos ϕ . correspondendo aos instantes em que está recebendo energia da fonte e a transforma em um campo magnético (semi-ciclo positivo da potência).26 4.3 X L = 113.1 Ω I= E 120 ∴ I= XL 113.2. 25 – Potência em um Indutor Notamos no diagrama que a potência ora assume valores positivos. Potência no circuito puramente indutivo Como vimos. ora negativos. Fig. Exercícios resolvidos: • Calcular a corrente no circuito abaixo X L = 2 ⋅ π ⋅ f ⋅ L ∴ X L = 2 ⋅ π ⋅ 60 ⋅ 0.06 A • Calcular a indutância da bobina do circuito abaixo . devolvendo energia à fonte (semi-ciclo negativo da potência). Podemos observar isso no diagrama senoidal. Em seguida desfaz esse campo. Sendo assim.

2 – Calcular a indutância de uma bobina que absorve uma corrente de 2. quando ligada a uma fonte de 20 V/60 Hz. 3 – Você dispõe de uma fonte de 10 V cuja freqüência pode ser variada. Nessa fonte é ligada uma bobina de 500 mH. c) 20 Hz d) 0 Hz.2. 4 – Qual deve ser a indutância de uma bobina a fim de que ela tenha uma reatância de 942 Ω a uma freqüência de 60 Hz? . EXERCÍCIOS DE CIRCUITO PURAMENTE INDUTIVO 1 – Calcular a corrente absorvida por um indutor de 150 mH.3.33 H 4. quando a freqüência for: a) 250 Hz. Calcule os valores de corrente na bobina.5 A.27 XL = E 100 ∴ XL = I 0. b) 60 Hz.2 X L = 500 Ω L= XL 500 ∴ L= 2 ⋅π ⋅ f 2 ⋅ π ⋅ 60 L = 1. ligado a uma fonte de 220 V/60 Hz.

símbolo geral + . Fig. veremos que o capacitor se mantém carregado com a mesma ddp da fonte. CIRCUITO PURAMENTE CAPACITIVO Um circuito puramente capacitivo é constituído por capacitores. Se desligarmos o capacitor da fonte. ela sofrerá as mesmas variações da tensão alternada. E é constituído basicamente por dois condutores (normalmente placas). pois as cargas negativas e positivas se atraem. Os símbolos de capacitores são: .C.28 4. Portanto ora estará carregado com uma polaridade.3. Funcionamento do capacitor Quando ligamos um capacitor a uma fonte de tensão contínua. as cargas da fonte se deslocam para as placas e aí permanecem.3.capacitor eletrolítico . ora com outra. um dispositivo capaz de armazenar cargas elétricas. 26 – Capacitor em C. separadas por um isolante (dielétrico).capacitor variável 4. . Se ligarmos esse mesmo capacitor a uma fonte de CA.1. Um capacitor é a princípio.

4. ora com uma polaridade ora com outra.da distância entre as placas (menor distância. maior capacitância) .da área das placas (maior área.3. A capacitância é a relação entre a carga do capacitor e a tensão resultante em seus terminais. maior capacitância) . A capacitância é a capacidade do capacitor em armazenar cargas elétricas e sua unidade é o farad (F).da forma geométrica do capacitor Obs: comercialmente os capacitores são especificados em µF. surge uma corrente.3. C= Q V Q = carga elétrica em Coulomb (C) V = tensão elétrica em volt (V) A capacitância de um capacitor depende: . pF. É interessante frisar que a corrente não passa . nF.29 Fig. Capacitância Os capacitores são especificados principalmente pela sua capacitância.2. 27 – Capacitor em CA 4.3. Características do circuito puramente capacitivo Quando ligamos um capacitor a uma fonte CA. o resultado do deslocamento de cargas para carregar o capacitor. que é na verdade.

28 – Circuito Puramente Capacitivo No circuito puramente capacitivo. Representação: XC Unidade: Ω Calcula-se a reatância capacitiva por: . Fig. nós podemos admitir um elemento de oposição à corrente. circuitos Puramente Capacitivos são banco de capacitores. Isto é evidente porque o dielétrico apresenta uma resistência infinita (dielétrico ideal). Fig. pois a oposição oferecida à circulação da corrente alternada no capacitor. Na prática.30 pelo capacitor. A reatância capacitiva é. 29 – Representação de Circuito Puramente Capacitivo Os valores instantâneos são: i = I máx ⋅ senα e = E máx ⋅ sen(α − 90°) Da mesma maneira que no indutor. que neste caso chamaremos de reatância capacitiva. a tensão está atrasada 90º da corrente.

I= E XC I = corrente (A) E = tensão (V) XC = reatância capacitiva (Ω) 4.3. 30 – Potência em Circuito Puramente Capacitivo Neste caso. a potência também será nula: P = E ⋅ I ⋅ cos 90° ∴ P = 0 W Fig. Portanto. não consumindo assim nenhuma energia. Exercícios resolvidos: • Calcular a corrente elétrica no circuito abaixo: . Potência no circuito puramente capacitivo No circuito puramente capacitivo. a potência ativa é nula porque as cargas chegam às placas do capacitor e em seguida são devolvidas à fonte.4.31 XC = f = freqüência (Hz) C = capacitância (F) 1 2 ⋅π ⋅ f ⋅C A corrente é calculada pela Lei de Ohm aplicada a circuitos puramente capacitivos. também temos ângulo de fase 90º.

9 A 100 110.52 • Calcular o valor da tensão aplicada ao circuito a seguir: XC = 1 1 ∴ XC = 2 ⋅π ⋅ f ⋅ C 2 ⋅ π ⋅ 60 ⋅ 40 ⋅ 10 −6 X C = 66.6 V 4.3 Ω E = I ⋅ X C ∴ E = 2 ⋅ 66. 2 – Determinar o valor da capacitância no circuito abaixo: .32 XC = 1 1 ∴ XC = 2 ⋅π ⋅ f ⋅ C 2 ⋅ π ⋅ 60 ⋅ 24 ⋅ 10 −6 X C = 110.52 Ω I= E XC ∴ I= I = 0.3 E = 132.5 EXERCÍCIOS DE CIRCUITO PURAMENTE CAPACITIVO 1 – Calcular o valor da corrente num circuito onde a capacitância é 40 µF e a tensão aplicada 110 V/60 Hz.3.

33 3 – No circuito abaixo. 4. A indutância equivalente é calculada da mesma maneira que a resistência equivalente. INDUTÂNCIA EQUIVALENTE A indutância equivalente de uma associação possui um valor tal que equivale a de todas as indutâncias componentes da associação. a fonte possui freqüência ajustável. b) 60 Hz. Calcule o valor da corrente para as seguintes freqüências: a) 250 Hz.4. 4 – Um capacitor de 20 µF num circuito amplificador de áudio produz uma queda de tensão de 5 V em 1 kHz. 31 – Associação de Indutores em série Le = L1 + L2 + L3 X Le = X L1 + X L 2 + X L 3 Le = indutância equivalente (H) . Calcule a corrente que passa pelo capacitor. d) 0 Hz. Na associação série: Fig. c) 20 Hz.

L2. L3 = indutâncias componentes (H) XL1. temos: Fig.34 XLe = reatância indutiva equivalente (Ω) L1. 32 – Associação de Indutores em Paralelo Le = X Le 1 1 1 1 1 + + +L+ L1 L2 L3 Ln 1 = 1 1 1 1 + + +L+ X L1 X L 2 X L 3 X Ln Para duas indutâncias: Le = X Le L1 ⋅ L2 L1 + L2 X ⋅ X L2 = L1 X L1 + X L 2 Para “n” indutâncias de valores iguais a L: Le = L n X Le = XL n Exemplo: calcular a indutância equivalente do circuito: . XL3 = reatâncias indutivas componentes (Ω) Para “n” indutâncias em série: Le = L1 + L2 + L + Ln X Le = X L1 + X L 2 + L + X Ln Na associação em paralelo. XL2.

XCn = reatâncias capacitivas componentes (Ω) Para duas reatâncias: . A reatância capacitiva equivalente é calculada pelas mesmas fórmulas da resistência em paralelo.35 L3 ⋅ L5 40 ⋅ 60 ∴ Le1 = ∴ L3 + L5 40 + 60 Le 2 = Le1 + L2 ∴ Le 2 = 24 + 20 ∴ L 44 Le 2 = L4 ⇒ Le3 = e 2 ∴ Le 3 = 2 2 Le = L1 + Le 3 ∴ Le = 10 + 22 ∴ Le1 = Le1 = 24 mH Le 2 = 44 mH ∴ Le 3 = 22 mH Le = 32 mH 4. 33 – Associação de Capacitores em Paralelo X Ce C e = C1 + C 2 + C 3 + L + C n 1 = 1 1 1 1 + + +L+ X C1 X C 2 X C 3 X Cn Ce = capacitância equivalente (F) XCe = reatância capacitiva equivalente (Ω) C1. ou seja: Fig. XC3. CAPACITÂNCIA EQUIVALENTE A capacitância equivalente de associação paralela é dada pela soma das capacitâncias componentes. Cn = capacitâncias componentes (F) XC1. C3. XC2. C2.5.

34 – Associação de Capacitores em Série Ce = X Ce 1 1 1 1 1 + + +L+ C1 C2 C3 Cn = X C1 + X C 2 + X C 3 + L + X Cn Para duas capacitâncias: Ce = C1 ⋅ C 2 C1 + C 2 Dedução: Qt Q V1 = 1 Ce C1 Mas: Qt = Q1 = Q2 . a capacitância e a reatância capacitiva são dadas por: Fig. logo: Vt = V1 + V2 . Assim: Vt = V2 = Q2 C2 .36 X Ce = X C1 ⋅ X C 2 X C1 + X C 2 Para “n” reatâncias capacitivas de valores iguais a XC: X Ce = XC n Na associação série.

1.5. EXERCÍCIOS DE ASSOCIAÇÃO DE INDUTORES E CAPACITORES 1 – Calcular a indutância equivalente dos circuitos abaixo: a) b) .37  1 1  ∴ Vt = Q ⋅  C + C    1 2   1 Q 1  1 1 1  = Q ⋅ + ∴ = +   Ce C e C1 C 2  C1 C 2  Vt = Q Q + C1 C 2 Para “n” capacitâncias de valores iguais a C: Ce = C n Exemplo: Calcular Ce: C e1 = C 2 + C 3 ∴ C e1 = 70 + 30 ∴ C 100 C e1 = C1 ⇒ C e 2 = e1 ∴ C e 2 = 2 2 Ce 2 50 C e 2 = C 4 ⇒ C e3 = ∴ C e3 = 2 2 C e = C e 3 + C 5 ∴ C e = 25 + 20 ∴ C e1 = 100 µF ∴ C e 2 = 50 µF ∴ C e 3 = 25 µF C e1 = 45 µF 4.

38 c) 2 – Calcular a capacitância equivalente das associações de capacitores abaixo: a) b) c) .

a corrente “I” está em fase com a tensão “VR” e atrasada de “VL” de 90º.1. 36 – Fasores Circuito RL .39 5. utilizando as características dos circuitos puros.1. Fig. o diagrama fasorial ficará: Fig. Então. temos: Como sabemos pela 2ª Lei de Kirchhoff. que provoca uma queda de tensão na resistência “VR” e uma queda de tensão no indutor “VL”. Portanto. 35 – Circuito RL Quando aplicamos uma tensão “E”. Ou seja.1. as características desse circuito serão uma composição das características dos circuitos puramente resistivo e puramente indutivo. a somatória fasorial de “VR” e “VL” deve resultar na tensão aplicada “E”. surge no circuito uma corrente “I”. CIRCUITOS COMPOSTOS DE CORRENTE ALTERNADA 5. colocando-se a corrente na referência (eixo x). Podemos montar o diagrama fasorial. CIRCUITO RL SÉRIE 5. pela regra do paralelogramo. Diagrama fasorial Um circuito RL série é composto por um indutor e uma resistência associados em série. Então.

4 Ω . montando o diagrama fasorial: X L = 2 ⋅ π ⋅ f ⋅ L ∴ X L = 2 ⋅ π ⋅ 60 ⋅ 200 ⋅ 10 −3 ∴ X L = 75.40 O ângulo entre a tensão aplicada e a corrente é o ângulo de fase do circuito. calcular a corrente e as quedas de tensão. podemos obter a série de relações abaixo: E 2 = VR2 + VL2 cos ϕ = VR E senϕ = VL E tan ϕ = VL VR Podemos também obter um diagrama de impedâncias. 37 – Impedância em circuito RL 2 Z 2 = R2 + X L cos ϕ = R Z senϕ = XL Z tan ϕ = XL R Exemplo: para o circuito a seguir. Basta fazer a divisão das tensões pela corrente. VR =R I VL = XL I E =Z I Z é a oposição total oferecida à passagem da corrente e é dada em ohms (Ω). A partir do diagrama fasorial mostrado. O diagrama de impedâncias ficará então: Fig.

41 2 Z = R2 + X L E I= Z VR = R ⋅ I VL = X L ⋅ I ∴ Z = 60 2 + 75. É calculada por: P = E ⋅ I ⋅ cos ϕ P = potência ativa (W) E = tensão aplicada (V) I = corrente (A) Φ = ângulo de fase (o) . Sua unidade é o watt (W). Potência ativa A potência ativa é a que realmente produz trabalho.4 V ∴ VL = 75.potência ativa . Por exemplo.1.4 2 ∴ Z = 96.4 Ω 100 ∴ I= ∴ I = 1.2.potência aparente 5.04 ∴ VL = 78.4 ⋅ 1.04 ∴ VR = 62.1.potência reativa .622 Z 96.1.4 ∴ VR = 60 ⋅ 1.4 ϕ = 51.2. Potência Existem três tipos de potência que são: .4 V cos ϕ = R 60 ∴ cos ϕ = ∴ cos ϕ = 0.04 A 96.5° 5. num motor é a parcela de potência absorvida da fonte que é transferida em forma de potência mecânica ao eixo.

dada em volt-ampère (VA) E = tensão aplicada (V) .1. S = E⋅I S = I2 ⋅Z S= E2 Z S = potência aparente. Potência aparente A potência aparente é a resultante da potência ativa e reativa.3. Potência reativa É a potência solicitada por indutores e capacitores.42 Sabemos do diagrama fasorial que: cos ϕ = VR E ou VR = E ⋅ cos ϕ .2. Sua unidade é o volt-ampère-reativo (VAr).2. então P = VR ⋅ I VR = queda de tensão na resistência (V) Ou ainda: P = I2 ⋅R 5.2. Ela circula na linha sem produzir trabalho. É calculada por: Q = E ⋅ I ⋅ senϕ Ou: e P= VR2 R Q = VL ⋅ I Q = I ⋅XL 2 VL2 Q= XL Q = potência reativa (VAr) E = tensão aplicada (V) I = corrente (A) Φ = ângulo de fase (o) VL = queda de tensão no indutor (V) 5.1.

3. tan ϕ = VL VR ∴ VR = 100 ∴ VR = 100 V tan 45° . que mostra as três potências como catetos e hipotenusa de um triângulo.1. Triângulo de potências Podemos montar um diagrama. conhecido como triângulo de potências. Fig.43 I = corrente (A) Z = impedância do circuito (Ω) 5. 38 – Triângulo de Potência Circuito RL A partir do triângulo de potências. A partir do diagrama fasorial podemos obter o triângulo de potências multiplicando as tensões pela corrente. podemos obter as seguintes relações: P S Q senϕ = S Q tan ϕ = P S2 cos ϕ = ∴ P = S ⋅ cos ϕ ∴ Q = S ⋅ senϕ ∴ Q = P ⋅ tan ϕ = P2 + Q2 Exemplo: para o circuito abaixo. calcular o valor das potências ativa. reativa e aparente e montar o triângulo de potências.

calcular: a) reatância indutiva. . d) resistência. f) potência ativa.44 VR 100 ∴ I= ∴ I =2A R 50 P = I 2 ⋅ R ∴ P = 2 2 ⋅ 50 ∴ P = 200 W Q = VL ⋅ I ∴ Q = 100 ⋅ 2 ∴ Q = 200 VAr I= S = P2 + Q2 ∴ S = 200 2 + 200 2 ∴ S = 282. k) montar o triângulo de potências.3. c) corrente. EXERCÍCIOS DE CIRCUITO RL SÉRIE 1 – No circuito abaixo.1. b) queda de tensão no indutor.8 A 5. i) tensão aplicada ao circuito. j) montar o diagrama fasorial. h) potência aparente. e) impedância. g) potência reativa.

CIRCUITO RC SÉRIE Um circuito RC série é obtido pela associação de um capacitor e um resistor em série. vai apresentar características que são comuns aos circuitos puramente capacitivo e puramente resistivo. Fig. temos: VR =R I .2. Fig. Diagrama fasorial Sabemos que VR está em fase com a corrente e VC está atrasada 90º da corrente. e é através dessas características que podemos montar o diagrama fasorial para esse circuito. Sabemos também que a soma fasorial de VR e VC nos dá a tensão aplicada E.1. 39 – Circuito RC série 5. 40 – Fasores circuito RC Podemos extrair as seguintes relações: E 2 = V R2 + VC2 cos ϕ = VR E V senϕ = C E V tan ϕ = C VR Dividindo-se todos os componentes do diagrama pela corrente. Desta maneira.2.45 5.

7 2 ∴ Z = 150 Ω E 120 ∴ I= ∴ I = 0.2 V R 70 cos ϕ = ∴ cos ϕ = ∴ cos ϕ = 0.46 VC = XC I E =Z I Logo.8 ∴ VR = 56 V VC = X C ⋅ I ∴ VC = 132. o diagrama de impedâncias será: Fig. XC = 1 1 ∴ XC = 2 ⋅π ⋅ f ⋅ C 2 ⋅ π ⋅ 60 ⋅ 20 ⋅ 10 −6 ∴ X C = 132.7 Ω 2 Z = R2 + X C ∴ Z = 70 2 + 132. montando o diagrama fasorial. 41 – Impedância em circuito RC Donde: 2 Z 2 = R2 + X C cos ϕ = R Z senϕ = XC Z tan ϕ = XC R Exemplo: calcular a corrente. o ângulo de fase e as quedas de tensão no circuito abaixo.2° Z 150 I= .7 ⋅ 0.8 ∴ VC = 106.8 A Z 150 VR = R ⋅ I ∴ VR = 70 ⋅ 0.467 ∴ ϕ = 62.

Vimos que no circuito RL a potência reativa é positiva. No circuito RC série.2.2. mudando apenas aquelas que estão em função da reatância (XL. As fórmulas também são as mesmas.3. São elas: P = E ⋅ I ⋅ cos ϕ Q = E ⋅ I ⋅ senϕ S = E⋅I P = I2 ⋅R S = I2 ⋅Z Q = I 2 ⋅ XC E2 Z P= V R2 R P= VC2 XC S= S 2 = P2 + Q2 cos ϕ = P S senϕ = Q = VC ⋅ I Q S tan ϕ = Q P P = VR ⋅ I 5. VC).47 5.2. XC) ou em função da queda de tensão (VL. ela é negativa. Fig. Triângulo de potências O triângulo de potências para um circuito RC série só difere do circuito RL série pela posição em que fica a potência reativa. 42 – Triângulo de Potência Circuito RC . Potências As potências num circuito RC série são as mesmas que aparecem num circuito RL série.

48

Exemplo: calcular as potências ativa, reativa e aparente, montando o triângulo de potências para o circuito abaixo:

XC =

1 1 ∴ XC = 2 ⋅π ⋅ f ⋅ C 2 ⋅ π ⋅ 60 ⋅ 30 ⋅ 10 −6

∴ X C = 88,4 Ω

2 Z = R2 + X C

∴ Z = 120 2 + 88,4 2

∴ Z = 149,05 Ω

E 220 ∴ I= ∴ I = 1,476 A Z 149,05 S = E ⋅ I ∴ S = 220 ⋅ 1,476 ∴ S = 324,7 VA P = I 2 ⋅ R ∴ P = 1,476 2 ⋅ 120 ∴ P = 261,5 W Q = I 2 ⋅ X C ∴ Q = 1,476 2 ⋅ 88,4 ∴ Q = 192,6 VAr R 120 cos ϕ = ∴ cos ϕ = ∴ cos ϕ = 0,805 ∴ ϕ = 36,4° Z 149,05 I=

5.2.4. EXERCÍCIOS DE CIRCUITO RC SÉRIE 1 – No circuito abaixo, calcular:

a) reatância capacitiva; b) resistência; c) corrente; d) queda de tensão no capacitor; e) tensão aplicada;

49

f) potência ativa; g) potência reativa; h) potência aparente; i) impedância; j) montar o diagrama fasorial; k) montar o triângulo de potências.

5.3. CIRCUITO RLC SÉRIE O circuito RLC série é uma composição em série dos três tipos de circuitos puros.

Fig. 43 – Circuito RLC série

5.3.1. Diagrama fasorial Ao aplicarmos a tensão “E”, surge em todos os elementos uma queda de tensão. Essas quedas de tensão e a corrente podem ser visualizadas num diagrama fasorial, construído observando-se as características de cada um dos elementos. Ou seja, a queda de tensão “VR” estará em fase com a corrente, “VL” estará adiantada 90º da corrente e “VC” estará atrasada 90º da corrente. Assim, colocando-se a corrente na referência (eixo x), temos:

Fig. 44 – Fasores circuito RLC

50

É óbvio que os valores de VL, VC e VR dependerão das respectivas reatâncias indutiva e capacitiva e da resistência. No diagrama mostrado, VC é maior que VL, a título de exemplo. No entanto, num circuito pode ocorrer o contrário, ou mesmo VL e VC podem ser iguais. Podemos obter no diagrama a tensão total aplicada fazendo-se a soma fasorial das três quedas de tensão, conforme a 2ª Lei de Kirchhoff.

Fig. 45 – Fasores circuito RLC

Deste diagrama, podemos extrair as relações trigonométricas para o circuito RLC série.
senϕ = V L − VC V cos ϕ = R E E

tan ϕ =

VL − VC VR

E 2 = VR2 + (VL − VC )

2

Dividindo-se todos os elementos do diagrama pela corrente, teremos o diagrama de impedâncias.

Fig. 44 – Fasores circuito RLC

senϕ =

X L − XC Z

cos ϕ =

R Z

tan ϕ =

XL − XC R

Z 2 = R 2 + (X L − X C )

2

7 ) 2 ∴ Z = 115. todas as quedas de tensão e montar o diagrama fasorial para o circuito abaixo: X L = 2 ⋅ π ⋅ f ⋅ L ∴ X L = 2 ⋅ π ⋅ 60 ⋅ 0.4 ⋅ 1.865 ϕ = 29.3 Ω E 150 ∴ I= ∴ I = 1.9° Z 115.51 Exemplo: calcular a corrente.3 ∴ VL = 98.3 ∴ VR = 130 V VL = X L ⋅ I ∴ VL = 75.3 ∴ VC = 172.1 V VC = X C ⋅ I ∴ VC = 132.7 ⋅ 1.3 VR = R ⋅ I ∴ VR = 100 ⋅ 1.3 A Z 115.5 V R 100 cos ϕ = ∴ cos ϕ = ∴ cos ϕ = 0.4 Ω 1 1 XC = ∴ XC = ∴ X C = 132.2 ∴ X L = 75.4 − 132.3 I= .7 Ω 2 ⋅π ⋅ f ⋅ C 2 ⋅ π ⋅ 60 ⋅ 20 ⋅ 10 −6 Z = R 2 + (X L − X C ) 2 ∴ Z = 100 2 + (75.

c) corrente. b) resistência. é a instalação de Banco de Capacitores. Um alto fator de potência indica uma eficiência alta e inversamente um fator de potência baixo indica baixa eficiência. i) potência reativa indutiva. e a solução para corrigir. h) potência aparente. g) impedância. determine o valor: a) ângulo de fase. EXERCÍCIOS DE CIRCUITOS RLC SÉRIE 1 – No circuito. sendo que estes podem criar condições de ressonância. f) tensão entre os pontos A e B. d) queda de tensão no capacitor. l) potência ativa. n) montar o triângulo de potências. j) potência reativa capacitiva. m) montar o diagrama fasorial. k) potência reativa total. conseqüentemente energia ativa e reativa. 6. e) queda de tensão no indutor. Um baixo fator de potência indica que você não está aproveitando plenamente a energia. as harmônicas geradas por . Ele indica a eficiência com a qual a energia está sendo usada. FATOR DE POTÊNCIA O fator de potência é uma relação entre potência ativa e potência reativa. Nessas condições.52 5.4.

para o mesmo copo de chopp. Desta forma. o aumento da quantidade de líquido. etc). condutores. para o mesmo copo de chopp (transformador. melhora-se a utilização desse copo (VA). . Um exemplo consagrado é o que associa a energia reativa à espuma de um copo de chopp e a energia ativa ao líquido do chopp. está associado a entrada de novas cargas elétricas. relacionamos algumas delas: .Nessa analogia.Motores de indução trabalhando em vazio durante um longo período de operação. . deve-se reduzir a quantidade de espuma (VAr). 46 – Copo de Chopp Pela representação podemos observar que: . sem necessidade de alteração da capacidade desse copo.Para se aumentar a quantidade de líquido (W).53 equipamentos não lineares podem ser amplificadas para valores absurdos e a opção passa a ser a utilização de Filtro de dissintonia para correção destas harmônicas. Diversas são as causas que resultam num baixo fator de potência em uma instalação industrial. Fig.

Transformadores em operação em vazio ou em carga leve. com os seguintes aspectos relevantes: .Grande número de reatores de baixo fator de potência suprindo lâmpadas de descarga (lâmpadas fluorescentes.Aumento do limite mínimo do fator de potência de 0.92. .1 LEGISLAÇÃO E TARIFAS O Decreto nº 479. vapor de sódio.Motores superdimensionados para as máquinas a eles acopladas.Equipamentos eletrônicos (os transformadores das fontes de alimentação interna geram energia reativa).54 . Com isso muda-se o objetivo do faturamento. estabelecida pelo DNAEE.DNAEE . . eis algumas delas: . a partir de 1996 para consumidores com medição horosazonal. . recomendando. A nova legislação pertinente. as concessionárias passam a faturar a quantidade de energia ativa que poderia ser transportada no espaço ocupado . introduziu uma nova forma de abordagem do ajuste pelo baixo fator de potência. 6. ainda.Faturamento de energia reativa excedente. tanto pelas concessionárias quanto pelos consumidores.Grande número de motores de pequena potência em operação durante um longo período. bem como a forma de avaliação e de critério de faturamento da energia reativa excedente a esse novo limite. vapor de mercúrio. . Porém algumas causas que resultam num baixo fator de potência tanto em instalações comerciais como industriais.Máquinas de solda a transformador. em vez de ser cobrado um ajuste por baixo fator de potência.Fornos de indução eletromagnética.Fornos a arco. .00). .85 para 0. .o estabelecimento de um novo limite de referência para o fator de potência indutivo e capacitivo.Redução do período de avaliação do fator de potência de mensal para horário. reiterou a obrigatoriedade de se manter o fator de potência o mais próximo possível da unidade (1. . de 20 de março de 1992. ao Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica . como faziam até então. etc).

Este é o motivo de as tarifas aplicadas serem de demanda e consumo de ativos. . 6.EXCEDENTE DE REATIVO A ocorrência de excedente de reativo é verificada pela concessionária através do fator de potência mensal ou do fator de potência horário.2 . 47 .92 para energia e demanda de potência reativa capacitiva. e das 24h até as 6h no mínimo 0. outro ponto importante ficou definido: das 6h da manhã às 24h o fator de potência deve ser no mínimo 0. Mantida a potência aparente (para a qual é dimensionada a instalação). 6. um aumento do FP significa uma maior disponibilidade de potência ativa. Além do novo limite e da nova forma de medição.55 por esse consumo de reativo. inclusive ponta e fora de ponta para os consumidores enquadrados na tarifação horosazonal. O fator de potência mensal é calculado com base nos valores mensais de energia ativa (“kWh”) e energia reativa (“kvarh”). como indicam os diagramas da figura 2 Fig.3 CAPACIDADE DE TRANSMISSÃO Um baixo FP significa que grande parte da capacidade de condução de corrente dos condutores utilizados na instalação está sendo usada para transmitir uma corrente que não produzirá trabalho na carga alimentada.Efeito do aumento do FP na ampliação da disponibilidade de potência ativa. O fator de potência horário é calculado com base nos valores de energia ativa (“kWh”) e de energia reativa (“kvarh”) medidos de hora em hora.92 para a energia e demanda de potência reativa indutiva fornecida.

4 CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA Em uma instalação elétrica a adição de cargas indutiva diminui o fator de potência (cosseno fi) o que implica na diminuição da potência real aumentando a potência aparente ou. com fator de potencia cosφ aumentar o FP para cosφ2 e desejamos Fig. se a potência real (Watts) se mantiver no mesmo valor a potencia aparente aumenta o que implica em um aumento na corrente da linha sem um aumento de potência real.56 6. 48 – FP Tensão Corrente O objetivo é aumentar o FP de cosφ1 para cosφ2. 49 – novo FP Tensão Corrente . indutiva. Fig. Para isso deveremos colocar um capacitor em paralelo com a carga. Seja uma carga Z. Para compensar (aumentar o FP) deveremos colocar capacitores em paralelo com a carga indutiva que originou a diminuição no FP.

50 – Capacitores e Banco de capacitores Fig.57 Fig. 51 – quadro de capacitores .

58 Fig.5 DIMENSIONAMENTO DO BANCO DE CAPACITORES O dimensionamento dos capacitores a serem instalados para melhorar o fator de potência é um processo simples. podemos obter as seguintes relações: . 52 – Capacitores de Média Tensão 6. onde somente o conhecimento de diagrama fasorial e do triângulo de potência são os itens necessários. Fig. 53 – FP e Triângulo de Potência A partir do triângulo de potências.

92 Fig. calcular o valor das potências ativa.P.8 A Fig. 54 – Circuito RL tan ϕ = VL VR VR R ∴ VR = 100 ∴ VR = 100 V tan 45° 100 ∴ I =2A 50 I= ∴ I= P = I 2 ⋅ R ∴ P = 2 2 ⋅ 50 ∴ P = 200 W Q = VL ⋅ I ∴ Q = 100 ⋅ 2 ∴ Q = 200 VAr S = P2 + Q2 ∴ S = 200 2 + 200 2 ∴ S = 282.=0. 55 – triângulo de potência . reativa e aparente e calcular o banco de capacitor necessário para um F.59 P S Q senϕ = S Q tan ϕ = P S2 cos ϕ = ∴ P = S ⋅ cos ϕ ∴ Q = S ⋅ senϕ ∴ Q = P ⋅ tan ϕ = P2 + Q2 Exemplo: para o circuito abaixo.

calcula-se a nova potência reativa. Qn = tgφ2 . 200 Qn ≈ 85kVAr Agora é calculado a potência do banco de capacitor a ser acoplado em paralelo com o circuito Qc = Q – Qn = 200kVAr – 85kVAr = 115kVAr Agora.. formam um ângulo de 45° . e esta junto com a potência ativa P.60 Observa-se que a potência reativa Q é de 200VAr. Porém o novo F. conforme figura abaixo: Fig. e cos φ = 0. F. FORMAS DE INSTALAÇÃO DA CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA Em redes com cargas indutivas (por ex. está corrigido. logo cosφ2 = 0. De posse do novo ângulo.P.92. com o banco de capacitor acoplado ao circuito. Qn.92. desta forma existe a escolha da forma mais econômica e ou efetiva da correção do fator de potência. basicamente as . 56 – Novo FP do Circuito RL 7.P deve ser de 0. P Qn = tg23° . o fator de potência cosφ altera-se com manobras e flutuações da carga. motores).707. φ2 = 23° .

Recomenda-se uma compensação individual para os casos onde haja grandes cargas de utilização constante e longos períodos de operação. Fig. 57 – Capacitores individuais 7. sendo manobrado por meio de um único contator. 7. . que serão manobradas por meio de um contator ou de disjuntor.1 CORREÇÃO INDIVIDUAL Na correção individual os capacitores são conectados diretamente aos terminais das cargas individuais.2 CORREÇÃO PARA GRUPO DE CARGAS Na compensação de um grupo de cargas.61 opções se resumem em três métodos de correção. sendo ligados simultaneamente. de lâmpadas fluorescentes. por ex. a de Grupo e a correção Centralizada.. que poderá ser composto. o sistema de compensação de reativos estará relacionado a um grupo de cargas. Os capacitores geralmente podem ser conectados diretamente aos terminais das cargas. Desta forma pode-se reduzir a bitola dos cabos de alimentação da carga. a Individual.

62 Fig. geralmente a potência reativa necessária para a compensação das cargas necessária é inferior à potência individualmente . • considerando-se o fator de simultaneidade.3 CORREÇÃO CENTRALIZADA DAS CARGAS Para a compensação centralizada são normalmente utilizados bancos de capacitores ligado diretamente a um alimentador principal (figura 6). Uma compensação centralizada possui ainda as seguintes vantagens: • os bancos de capacitores. • a potência dos capacitores pode ser adaptada constantemente por aumento de potência da planta elétrica . • ampliações futuras tornam-se mais simples . Isto é particularmente vantajoso quando a planta elétrica for constituída de diversas cargas com diferentes potências e períodos de operação. por estarem centralizados. podem ser supervisionados mais facilmente . 58 – Capacitores para grupo de carga 7.

3 – Um motor de indução consome 1. a corrente é de 2A atrasada de 61. Q e S e desenhe o triângulo de Potência.2 – Em um circuito RLC série. 8. total para 1.P. Q e S e o F. 8.P.1 – Um motor com tensão nominal de 240V e 8A consume 1.63 Fig.? 8. funcionando com um F. estão ligados em paralelo através de uma rede com 220V e 60Hz.5 – Um motor de indução de 10kVA. indutivo com tensão de linha de 220V. 8. Calcule as potências totais equivalentes P.P. . Qual deverá ser a potência do banco de capacitor em paralelo a fim de se aumentar o F. de 80%..P.4 – Uma carga indutiva que consome 5kW com 60% de F. b) o banco de capacitor para deixar o F. P.536W com carga máxima.9° e a tensão aplicada é 17V.P.5A de uma linha de 220V com 60Hz. Qual o seu F.P.5kW e 7.P. com F. final. Calcule: a) a potência do banco de capacitor necessário para deixar o dentro do limite mínimo estabelecido pelas concessionárias.P unitário. EXERCÍCIOS 8. Calcule o F. 70%. 59 – Capacitores para instalação geral 8. indutivo e um motor síncrono de 5kVA.