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Informativo da Prevenção/SENASP

Boletim das Coordenações de Prevenção em Segurança Pública / DEPRO / Secretaria Nacional de Segurança Pública / MJ

Ano 2 Número 12

Outubro de 2010

Brasil e Japão renovam acordo para expandir policiamento comunitário

Informativo da Prevenção/SENASP Boletim das Coordenações de Prevenção em Segurança Pública / DEPRO / Secretaria Nacional

O

Ministério

da

Justiça

(JICA), Katsuhiko Haga, e

Internacionais

 

de

(MJ), através da

pelo comandante geral da

Multiplicador

de

Polícia

Secretaria

Nacional

de

Polícia Militar do Estado

Comunitária,

cujo

Segurança

 

Pública

de São Paulo (PMESP),

treinamento

é

feito

no

(Senasp), assinou, no dia

coronel PM Álvaro Batista

Japão.

Profissionais

de

28

de

outubro,

em

Camilo.

 

outros 11

Estados

Brasília,

uma

proposta

 

aderidos

ao

Programa

para dar continuidade e

A iniciativa aconteceu na

Nacional

de

Segurança

expansão

ao

plano

de

sede

da ABC, durante

a

Pública

com

Cidadania

operações do Acordo de

reunião anual do Comitê

(Pronasci)

recebem

Cooperação

Técnica

de Coordenação Conjunta

esse tipo de capacitação.

firmado entre o Brasil

e

do

Projeto de

Desde o início do Acordo,

Japão, voltado à difusão

Implantação

 

do

em novembro

de 2008,

da doutrina e filosofia de

Policiamento Comunitário

foram habilitados nesses

policiamento comunitário

do

Sistema

Koban.

Na

cursos

359

policiais

do

baseado

no

sistema

oportunidade,

 

os

Brasil e de demais países

Koban

no

território

representantes do MJ, da

latinos,

tais

como

El

brasileiro. O documento

ABC,

da

JICA

e

da

Salvador,

Costa

Rica

e

foi validado pelo diretor

PMESP, que

integram a

Guatemala.

 

da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério

comissão,

decidiram

avançar na ampliação da

O Comitê também discu-

das

Relações

Exteriores

filosofia de policiamento

tiu a proposta de ensino

(ABC/MRE),

ministro

comunitário no país, com

interativo já implantado

Marco

Farani,

pelo

a inclusão, por exemplo

pela Polícia Militar de São

representante

chefe

da

de

policiais militares do

Paulo para outros Esta-

Agência

de

Cooperação

Estado

do

Mato Grosso

dos, a disponibilização do

Internacional

do

Japão

do

Sul

nos

Cursos

material didático dos cur-

sos de Polícia Comunitária no idioma espanhol e a realização de um Encontro Técnico de Multiplicadores do Sistema Koban antes do término do Acordo de Coo- peração, previsto para no- vembro de 2011. Segundo o ministro Marco Farani, esse programa de cooperação nipo-brasileiro é um dos fatores que tem contribuído para a queda da criminalidade no Estado de São Paulo.

“Além

da

redução

 

da

criminalidade,

uma

importância

maior

 

desse

projeto

Koban, que

é

no

campo

social.

 

Ele

representa

a

prevenção

contra

a criminalidade, a

criação

de

uma

rede,

de

um tecido social melhor, a

formação de um espírito de

solidariedade

entre

 

as

pessoas e

de um controle

social

positivo, que

 

vai

evitar que o cidadão migre

para

a

criminalidade. De

todos

os

países

com

os

quais

a

Jica

mantém

projetos

semelhantes,

o

Brasil é o país que aporta

mais

recursos

 

e

que

transformou

esse

projeto

em

política

 

pública

nacional,

arcando

 

com

mais

de

50% dos

custos

deste

projeto

e

obtendo

excelentes

 

resultados”,

explica Farani.

Cerca de

R$

4

milhões

foram

investidos

 

nas

atividades de cooperação

2

bilateral

nos

últimos três anos.

O

quisemos expandir nosso modelo

Militar de São Paulo.

representante

da

JICA no

Brasil,

de Polícia Comunitária para outros

Katsuhiko Haga, ressaltou que os esforços do governo brasileiro para melhoria da segurança pública fez

com que

o

Japão considerasse a

possibilidade de executar projeto

11 Estados e América Central. A

ideia agora é conseguir acordo de

cooperação para uma nova fase”,

diz Katsuhiko Haga.

De acordo com o coordenador geral do Plano de Implantação e Acom- panhamento de Programas Sociais de Prevenção de Violência (Piaps) da Senasp, coronel PM Erisson

conjunto

com países

da América

Para

o

coronel PM Álvaro Camilo,

Lemos

Pita,

a

contribuição

do

Central,

pretendendo

enviar

esse

acordo

é extremamente

Ministério da Justiça no Acordo de

policiais da PMESP e peritos

importante não só para São Paulo,

Cooperação

deve

ser

destacada

japoneses

para organizarem,

em

mas para todo

o

Brasil, porque é

porque propicia que o

curto

prazo, cursos e seminários

um acordo que deu certo. “Não foi

conhecimento acerca da filosofia de

em El Salvador, Honduras e

por acaso que, depois da renovação

Polícia Comunitária seja apropriado

Guatemala, por exemplo.

desse convênio, a criminalidade em

por

profissionais

de

segurança

São Paulo começou a cair. Para se

pública de diferentes

regiões do

“Graças

ao

apoio

da

Senasp,

ter

uma

ideia, de

2000

para

cá,

Brasil.

nossas

atividades

 

de

Polícia

teve uma redução de 70% no

 

Comunitária

foram elevadas

ao

número

de

homicídios

em

São

“Desde

2008, concluímos

nove

patamar de

políticas públicas no

Paulo. A Polícia Comunitária foi um

turmas do Curso Internacional de

Brasil, estando registradas dentre

dos fatores decisivos, porque vai

Multiplicador de Polícia Comunitária

as mais importantes

do Governo

além da polícia, envolve o cidadão.

Sistema Koban. A previsão é de

Federal. Outro

ponto

a

ser

O cidadão

se sente responsável,

que, até novembro de 2011,

destacado

é

a

excelência de

tais

não é indiferente, ajuda a polícia a

tenhamos

organizado

mais

três

ações de extensão. Nossos

cuidar da sua região. Nós

turmas. Para difundir a filosofia de

trabalhos

de

cooperação

com

o

pretendemos envolver os demais

policiamento comunitário no Brasil,

Brasil

na

área

da

segurança

Estados nesse trabalho. O acordo

o MJ investiu cerca de R$ 600 mil

começaram no ano de 2000,

veio

agregar valor ao que estava

por ano

e capacitou, desde 2006,

quando enfocamos o treinamento

sendo

feito

e

nós

acreditamos

mais

de

70

mil

profissionais de

do policial comunitário da PMESP no

nessa

ideia. Por

 

isso

que

a

Jica

segurança pública e moradores das

Japão. Entre 2004 e 2007, demos

investe

muito

e

a

entrada

da

comunidades nos cursos nacionais

ênfase ao modelo das bases koban

Senasp na cooperação só

de

Polícia

Comunitária

e

nos

e ao treinamento de multiplicadores

fortaleceu, trazendo mais condições

Seminários

 

Regionais

para

da

filosofia

 

de

policiamento

para

que

essas

atividades

se

Capacitação

de

Lideranças

comunitário em São Paulo. Já nesta

estendam rapidamente pelo país”,

Comunitárias”, ressalta o

terceira

fase,

a

partir de

2008,

afirma

o

comandante

da

Polícia

coordenador.

 

Sistema de comunicação integrada auxilia trabalhos das Guardas Municipais de SP

Com recursos do Programa Nacio- nal de Segurança Pública com Ci- dadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, o sistema de comuni- cação integrada entre as Guardas Civis Municipais (GCMs) das 11 cidades da região Oeste de São Paulo tem trazido resultados posi- tivos no enfrentamento e controle da violência.

Através de transmissores de rádio unificados, as guardas comunicam -se entre si para solucionam cri- mes, como aconteceu no dia 19 de outubro, em que agentes da GCM de Osasco prenderam em flagran- te três homens que assaltaram um posto de combustíveis e balearam um frentista na cidade de Cotia.

A unificação do sistema de rádio foi feita há um ano e meio, por meio do Gabinete de Gestão Inte- grada Intermunicipal (GGII), ór- gão formado por representantes dos municípios do Oeste paulista, do Comando da Polícia Militar e das delegacias seccionais da regi- ão, que ficam em Osasco, Carapi- cuíba e Taboão da Serra.

3

GT LGBT da Senasp avalia atendimento nas delegacias especializadas

Para fomentar políticas públicas de enfrentamento e prevenção à ho- mofobia em todo o Brasil, a Secre- taria Nacional de Segurança Pública

(Senasp) tem reunido informações

sobre o atendimento à população de lésbicas, gays, bissexuais, tra- vestis e transexuais (LGBT) nas delegacias especializadas e centros de referência. Através do seu Grupo de Trabalho (GT) LGBT, formado por representantes dos órgãos de segurança pública e da sociedade civil, a Senasp promoveu, entre os dias 25 e 27 de outubro, uma visita técnica aos Estados do Rio de Ja- neiro e Piauí. De 29 de agosto a 3 de setembro, já tinham sido visita- das as unidades de São Paulo, Ser-

gipe e Paraíba.

O GT LGBT da Senasp deverá iden- tificar, conhecer e sistematizar ex- periências no âmbito da segurança pública que estão sendo implemen- tadas por Estados e municípios pa- ra o atendimento qualificado da população LGBT. As visitas são con- sideradas etapas preparatórias das atividades do II Seminário Nacional de Segurança Pública para LGBT, que abrirá espaço de discussão em torno de propostas de enfrenta- mento à discriminação e à violên- cia, conforme está previsto no Pla- no Nacional de Promoção da Cida- dania e Direitos LGBT. Com o tema

„Pela Defesa da Dignidade Humana‟, o evento acontecerá na

capital do Rio de Janeiro, no perío- do de 8 a 11 de novembro, contan-

3 GT LGBT da Senasp avalia atendimento nas delegacias especializadas Para fomentar políticas públicas de enfrentamento

do com a participação de cerca de

240 pessoas.

O resultado das visitas técnicas ser- virá de base para os debates do Seminário. De acordo com a coor- denadora substituta das Ações de Prevenção em Segurança Pública da Senasp e representante da Senasp no GT, Cátia Gonçalves Emanuelli, a ideia de visitar as delegacias sur- giu na última reunião do Grupo de Trabalho, ocorrida no mês de se- tembro, em que foi verificada a ne- cessidade de constatar quais políti- cas públicas existem para o seg- mento e como funcionam, além de esboçar um manual com experiên- cias exitosas na área, estimulando Estados e municípios a replicarem as ações.

“É importante que os gestores co-

nheçam as experiências dos órgãos de Segurança Pública dos outros Estados e come- cem a se consci- entizar de que precisam de es- paços específicos de atendimento. Não há necessida- de de serem dele- gacias de polícia, mas espaços que atendam ao seg- mento LGBT, que é muito discrimi- nado na socieda- de e que não pro- cura seus direitos por falta de um atendimento mais humanizado. A

criação de uma delegacia especiali- zada não vai formar um gueto, mas sim dar celeridade ao atendimento, pois em uma delegacia comum, o caso entra na fila dos inquéritos, dos processos de furto, de roubo e de outros delitos que ocorrem na-

quela circunscrição”, explica Catia

Emanuelli.

As visitas às unidades policiais e centros de referência tem ampliado o diálogo entre organizações de defesa dos direitos LGBT e setores do campo da Segurança Pública nas esferas federal e estadual. Além de verificar a estrutura física das insti- tuições e conversar com delegados e agentes de polícia, os membros do GT entrevistaram representan- tes dos movimentos sociais, para descobrir a percepção do público em relação ao trabalho desenvolvi- do em âmbito local.

“Tivemos um resultado positivo em

todos os Estados. Todos deram no- ta 9 ou 10 para esse tipo de atendi- mento. As unidades visitadas tem um olhar diferenciado para os casos de violência contra a população LGBT e isso contribui para um aten- dimento especializado e até mesmo para formatar campanhas de sensi- bilização no enfrentamento a cri- mes homofóbicos. Todo trabalho que envolve o segmento vulnerável precisa de sensibilização e se de- senvolve aos poucos. É uma política pública que, a partir do momento que está implementada e que rece- be o reconhecimento da população,

não há como retroceder”, diz a co-

ordenadora.

3 GT LGBT da Senasp avalia atendimento nas delegacias especializadas Para fomentar políticas públicas de enfrentamento

4

Seminário Internacional Sobre Desarmamento amplia debate sobre entrega voluntária de armas

Foto: Isaac Amorim
Foto: Isaac Amorim

O Ministério da Justiça (MJ), por meio da Secretaria Nacional de Se- gurança Pública (Senasp), promo- veu, nos dias 21 e 22 de outubro, em Brasília, o 1º Seminário Inter- nacional Sobre Desarmamento. O evento, realizado a partir de uma parceria com a Rede Desarma Bra-

sil e a associação civil „Viva Comunidade‟, contribuiu para am-

pliar a discussão em torno da en-

trega voluntária de armas, além de difundir boas práticas nessa área e estreitar as relações com institui- ções responsáveis pelas campanhas realizadas na Argentina, Angola, Colômbia e Moçambique.

O Seminário está dentre as metas do termo de parceria firmado no final do mês de setembro, entre o

MJ, o „Viva Comunidade‟ e a Rede

Desarma Brasil, com o objetivo de dar seguimento à Campanha de Entrega Voluntária de Armas e Mu- nições no país e preparar integran- tes da sociedade civil em todos os Estados para a estruturação de postos para recebimento das armas de fogo. Durante o evento, foi esta- belecido que a partir de 2011, o Dia Nacional do Desarmamento Volun-

tário será no primeiro sábado do mês de julho.

Dados do

Viva Rio revelam que,

desde que foi iniciada, em 2003, a

Campanha Nacional do Desarma- mento já arrecadou quase 500 mil armas e ajudou a reduzir em 11% o número de homicídios ocorridos

por arma de fogo no Brasil. A pes- quisa revela ainda que o número de armas leves circulando no país caiu de 17 milhões para 16 milhões nos últimos sete anos. De acordo com o representante do Viva Comunidade, Antônio Rangel, quase 90% das armas estão nas mãos da socieda- de.

“Dos 16 milhões de armas em cir-

culação, 10% fazem parte do arse- nal das Forças Armadas, Polícias e Guardas Municipais e outros 4 mi- lhões estão em posse do crime or- ganizado. Mais de 80% dos crimes por arma de fogo não são cometi- dos por criminosos, ligados ao cri- me organizado ou ao narcotráfico, mas são frutos de conflitos inter- pessoais: é o marido que bebe e mata a mulher por ciúme, são aci- dentes com arma de fogo por crian- ça e outros", explica Rangel.

Segundo o secretário nacional de

Segurança Pública, Ricardo Bales- treri, haverá campanha permanen- te pela entrega voluntária de ar- mas, para sensibilizar a população.

"Nós respeitamos totalmente o que

foi manifestado pela população no referendo, que ocorreu em 2005, que manteve a comercialização de armas de fogo e munições, mas temos uma legislação de controle de arma de fogo, que também tem que ser respeitada. Queremos con- vencer as pessoas voluntariamente a entregarem suas armas. As pes- soas acham que arma de fogo dá

uma segurança, mas normalmente essa arma de fogo vai acabar sendo usada contra sua própria família ou contra elas mesmas ou muitas ve- zes sendo utilizadas pelo crime or- ganizado, quando roubam essas armas", esclarece Balestreri.

A coordenadora geral de Ações de Prevenção em Segurança Pública da Senasp, Cristina Villanova, reforça os argumentos do secretário e diz que o mais interessante em todo esse processo de conscientização sobre os riscos de se ter uma arma de fogo em casa é a participação social na construção e na melhoria de políticas públicas ligadas ao te- ma, havendo mobilização dos ór- gãos governamentais com organi- zações da sociedade civil e criação de uma ampla rede nacional de a- poio à campanha permanente, que envolve não somente a entrega voluntária das armas de fogo, como também a promoção de uma cultu- ra pela paz.

“Nosso foco é a implementação in-

tegral da lei e a garantia de que a entrega voluntária de armas torne- se uma política de Estado, organi-

zando o controle de armas, inte- grando os bancos de dados e ultra- passando alguns obstáculos por conta das discrepâncias existentes entre os entes federados no contro- le das armas entregues e apreendi-

das”, ressalta Villanova.

5

Guarda municipal de São Luís desenvolve projeto contra o bullying nas escolas

5 Guarda municipal de São Luís desenvolve projeto contra o bullying nas escolas Prevenir comportamentos agressivos

Prevenir comportamentos agressivos

um indivíduo, frequentemente com

em

sala

de

aula

e

construir uma

intimidação e humilhação.

cultura de

paz

nas

escolas. São

esses

os

principais

objetivos

do

A iniciativa é realizada em parceria

Projeto

„Bullying.

Estou

fora!”,

com a Secretaria Municipal de Edu-

promovido

pela

Secretaria de

cação e já foi implementada em

Segurança com Cidadania de São Luís/MA.

três unidades de ensino fundamen- tal. Antes das palestras, os guardas aplicam um questionário junto aos

Através

de

palestras, guardas

alunos, para verificar quais as téc-

municipais do Grupamento de

nicas de bullying que mais incomo-

Segurança

 

Escolar conscientizam

dam a convivência entre os colegas

crianças e

adolescentes a não

de turma. A ideia é que não se tor-

praticarem o bullying, termo que representa atos de violência física ou psicológica usados para agredir

nem habituais práticas como insul- tos, depreciações, ameaças, ata- ques físicos, danificação do material

escolar ou provocações que forçam o isolamento social da vítima.

O

secretário

municipal

de

Segurança

com

Cidadania,

Luiz

Carlos

Magalhães,

explica

que,

após as discussões em sala de aula,

as crianças criam uma peça teatral para retratar o problema e refletem sobre a importância de evitar esse

comportamento.

Em

seguida,

os

próprios

alunos

elaboram

um

manual com dez mandamentos da

escola, estimulando a prevenção e

o

enfrentamento

à

violência

no

ambiente escolar e estendendo a

discussão para as suas comunidades.

“O projeto foi criado após um diag-

nóstico na capital maranhense, que indicou o bullying como um dos problemas mais enfrentados nas escolas, que começam como brin- cadeiras de mau gosto e terminam em agressão, chegando, em alguns

casos, a se tornar atos infracionais. Então sentimos essa necessidade de capacitar as crianças através do Grupamento Escolar, que atua den- tro das escolas, não só na parte de patrulhamento e das rondas, mas principalmente nessa situação lúdi- ca, de construção de uma cultura de paz e desconstrução da cultura do machismo junto à criança e ao jovem, fazendo com que se tornem adultos mais conscientes de sua

cidadania”, ressalta Magalhães.

6

Gestores municipais de segurança reúnem-se para avaliar trabalhos e discutir desafios

A Secretaria Nacional de Seguran- ça Pública (Senasp) reuniu, nos dias 14 e 15 de outubro, em Brasí- lia, representantes do Conselho Nacional de Secretários e Gestores Municipais de Segurança

(Consems), com o objetivo de a-

valiar os trabalhos da entidade, definir o processo de escolha da nova diretoria para os próximos dois anos e discutir os principais desafios do Conselho, tais como a

consolidação do papel do municí- pio na prevenção da violência e o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), com a cooperação das guardas civis municipais e dos Gabinetes de Gestão Integrada Municipais

(GGIM).

Ao todo, participaram da reunião

25 secretários e gestores munici-

pais. O encontro foi apoiado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que também contribuiu com o re- gistro do estatuto do Consems. O número de cadastro nacional de pessoa jurídica (CNPJ) vai facilitar a auto-gestão e o funcionamento do Conselho, dando-lhe materiali- dade e efetivando o trabalho cole- tivo dos secretários e gestores municipais na área de segurança.

Segundo a coordenadora geral de Ações de Prevenção em Segurança Pública da Senasp, Cristina Villa- nova, os gestores estão trabalhan- do pelo fortalecimento do municí- pio no SUSP, dimensionando as ações que devem ser desenvolvi- das pelo município e levando em consideração o pacto federativo, articulando forças com os secretá- rios estaduais de segurança.

“Nessa reunião, além de tratar do

processo eletivo da nova diretoria, foi possível impulsionar as discus- sões sobre os projetos de Lei que existem na Câmara dos Deputa-

dos, observando quais deverão ser aprofundados e avaliados. Não se

está pedindo poder de polícia para a guarda municipal. Isso há muito tempo não está no âmbito da dis-

cussão

dos gestores municipais,

mas sim que o município tenha es-

paço para atuar na prevenção da

violência e da criminalidade”, expli-

ca Villanova.

nicípios brasileiros já assinaram o manifesto internacional pela paz nas cidades, que será amplamente divulgada na 58ª Reunião Geral da FNP, que acontece de 1º a 3 de dezembro, em Belo Horizonte/MG, juntamente com o XV Encontro da Rede Mercocidades.

De acordo com o presidente do Con- sems e secretário municipal de Se- gurança Urbana de Vitória/ES, João José Barbosa Sana, as propostas das emendas constitucionais que tramitam no Congresso Nacional sobre guarda municipal não devem

ser discutidas isoladamente. “Vamos

nos dirigir à Frente Parlamentar das Guardas Municipais do Congresso Nacional e ao presidente da Câmara dos Deputados, afirmando a impor- tância das guardas no sistema de segurança pública. Temos que pen- sar o município como viabilizador de políticas públicas de prevenção, de recuperação de espaços físicos e de

pessoas, como impulsionador de políticas públicas que possam tratar e prevenir o uso de álcool e outras drogas. Trata-se de um conjunto de questões que, ao longo desses dois anos, temos debatido no âmbito do Conselho e nas conferências munici-

pais de segurança pública”, diz João

Sana.

Durante a reunião, o Consems ini- ciou uma parceria institucional com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), visando à expansão do conceito de seguran- ça cidadã, promoção da paz e des- construção da violência nas cidades brasileiras. A Frente Nacional de Prefeitos aproveitou a oportunidade para convidar os gestores a partici- par do projeto da Rede Internacio- nal de Prefeitos pela Paz, organiza- ção mundial criada pelo prefeito de Hiroshima/Japão, Tadatoshi Akida, com o objetivo de abolir as armas nucleares no mundo até 2020, dis- seminar a cultura de paz e lutar contra as guerras. Cerca de 30 mu-

O Conselho Nacional de Secretários e Gestores Municipais de Seguran- ça, que terá sua nova diretoria elei- ta no dia 2 de dezembro, paralela- mente às atividades da Frente Na- cional de Prefeitos e da Rede Mer- cocidades, tem trabalhado com u- ma agenda que estabelece os prin- cípios que devem orientar a atua- ção dos municípios brasileiros no que diz respeito à área da seguran- ça, tais como o entendimento da segurança como direito humano fundamental, o compromisso com a promoção dos direitos humanos no âmbito da segurança pública e a compreensão de que o fenômeno da segurança deve passar por um enfoque interdisciplinar e multidis- ciplinar.

Existem no Brasil, segundo um di- agnóstico feito pelo Conselho Na-

cional das Guardas Municipais, 734 Guardas Civis e 84.026 profissio- nais nos 5.565 municípios brasilei- ros. Do efetivo total nacional de agentes das guardas municipais, as mulheres representam 13,13%. Dentre as instituições pesquisadas,

83,38% não usam arma de fogo

em serviço, 20% possuem convê- nios com o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania

(Pronasci) e 72,89% seguem regi-

me estatutário para provimento de cargos. Os dados estatísticos mos- tram ainda que 23,16% das guar- das municipais no país possuem plano de carreira, 22,89% contam com corregedoria e 28,07% tem ouvidoria. No que se refere à esco- laridade, 61,17% do efetivo nacio- nal das guardas municipais cursa- ram o Ensino Médio.

7

Secretaria de Segurança Cidadã de Recife promove cursos para ressocializar detentas

7 Secretaria de Segurança Cidadã de Recife promove cursos para ressocializar detentas A Secretaria de Direitos

A Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã de Recife encer-

rou, no dia 5 de outubro, o Projeto

„Mulher Empreendedorismo‟, que

promoveu cursos de democracia, direitos humanos e artesanato para

360 detentas da Colônia Penal Fe-

minina da capital pernambucana que estão terminando de cumprir suas penas e prestes a receber al- vará de soltura.

O Projeto, iniciado no mês de agosto, faz parte do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania

(Pronasci), do Ministério da Justiça, e

contabilizou 40 horas/aulas. Segundo a secretária de Direitos Humanos e Segurança Cidadã de Recife, Amparo Araújo, o projeto reflete a concreti- zação das ações socioeducativas dos governos municipal, estadual e fede- ral.

A iniciativa teve o objetivo de me- lhorar a autoestima das mulheres em privação de liberdade, fortale- cer a cidadania e facilitar o acesso delas ao mercado de trabalho.

“Pesquisamos e descobrimos, entre

as 750 presas do presídio feminino do Estado, que a maioria delas foi presa por conta do tráfico de drogas e era oriunda dos bairros onde foram implantados projetos financiados

pelo Pronasci. Fiz uma parceria com a Secretaria de Ressocialização e decidimos realizar alguns cursos com aquelas que estavam prestes a sair do sistema prisional. Nos cursos de artesanato, trabalhamos com

materiais mais fáceis de manipula- ção e que não possuem um custo tão alto. A Colônia Penal tem uma loja na casa da cultura, onde os pro-

dutos podem ser comercializados”,

diz a secretária.

Durante o encerramento do Projeto

„Mulher Empreendedorismo‟, a Se-

cretaria de Direitos Humanos e Se-

gurança Cidadã de Recife homena-

geou 24 ex-presas políticas que cumpriram, entre os anos de 1969 e

1975, pena na Colônia Penal, então

chamada de Bom Pastor.

Uma placa alusiva à luta dessas mu- lheres pela liberdade e democratiza- ção do Brasil foi colocada na parede do presídio, que, naquela época, as separava das suas famílias e amigos por discordarem do regime militar. “Compareceram 12 das 24 ex- presas políticas homenageadas. Na oportunidade, elas criaram uma re- de de solidariedade junto às deten-

tas”, ressalta Amparo Araújo.

Maceió cria plano integrado para prevenção da violência

A Guarda Municipal de Maceió e a Polícia Militar de Alagoas estão tra- balhando de forma integrada para prevenir a criminalidade nos bairros da capital alagoana que registram altos índices de violência. Trata-se

do Plano „Maceió Mais Segura‟, cria-

do pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Segurança Co- munitária e Cidadania, com base nas diretrizes do Ministério da Jus- tiça (MJ) que indicam a importância do papel do município no Sistema Único de Segurança Pública.

Além de envolver e integrar os ór- gãos públicos de diferentes setores na solução de problemas de segu- rança urbana, o Plano fortalece e mobiliza a comunidade para uma atuação efetiva voltada à promoção de ações preventivas e protetivas, favorecendo um ambiente propício ao debate e acompanhamento de

medidas de prevenção à violência e promoção dos Direitos Humanos.

“O Plano integra as ações municipais

com assento na prevenção, de forma a controlar a criminalidade, sobretu-

do a que atinge o jovem da cidade de Maceió. A iniciativa partiu de um diagnóstico que usou estudos do MJ, a exemplo do índice de criminalidade juvenil, para localizar geografica- mente onde e a que horas aconte- cem esses crimes, que instrumentos são utilizados, qual a faixa etária das pessoas assassinadas e o dia da se-

mana”, explica o secretário municipal

de Direitos Humanos, Segurança Co- munitária e Cidadania, Pedro Monte- negro.

O projeto está em sua primeira fase de implantação, combinando as a- ções de prevenção da Guarda Munici- pal com as atividades de repressão

qualificada, que é de competência do Estado. A expectativa é de que sejam reduzidas as taxas que colo- cam Maceió entre as capitais com maior número de homicídios contra jovens.

“Nós temos aprendido, com experi-

ências nacionais e internacionais exitosas, que o município tem im- portante interferência no fenômeno da violência. É preciso compactuar essa integração entre a Polícia Mili- tar e a guarda municipal. Para a po-

pulação não interessa quem vai ga- rantir sua segurança. Ela sabe que

tem o direito à segurança e se os poderes públicos municipal, estadual e federal e a sociedade se unem para garantir o direito humano à segurança, esse direito fica mais

fácil de ser assegurado”, ressalta

Montenegro.

8

 

ARTIGO

 

A Patrulha Escolar¹ e sua realidade no Estado de Pernambuco

Por Julierme Veras de Moura²

A violência escolar é um problema que, nas últimas décadas, vem pre- ocupando a sociedade, que tem co- brado de seus governantes atitudes proativas que visem inibir a violên- cia que ultrapassou os muros das escolas. Essa violência se instalou no ambiente que deveria ser de e- ducação e ora tem sido marcado por diversas formas, que vão desde ao descontrole disciplinar por parte dos docentes a casos mais graves de ameaça e tráfico de drogas. Como forma de dar uma resposta à socie- dade, o Governo do Estado de Per- nambuco criou, no ano de 2000, o Programa Patrulha Escolar, com a finalidade de atuar nas escolas da rede estadual de ensino, fazendo policiamento no entorno das esco- las, bem como desenvolvendo ações preventivas, pedagógicas e sociais.

A Polícia Militar de Pernambuco en- tende que a segurança pública, co- mo serviço prestado à comunidade e direito constitucional de todo cida- dão, deve ter seu foco voltado para um alinhamento com as políticas de Direitos Humanos e a promoção da Cidadania, uma vez que a sociedade não mais admite atitudes do Estado que se afastem dessa premissa. Sendo assim, a Patrulha Escolar é um programa de ação preventiva que a Polícia Militar de Pernambuco desenvolve para assessorar as co- munidades escolares na busca de soluções para os problemas de se- gurança encontrados nas unidades de ensino da rede pública estadual. Problemas esses que se faziam pre- sentes em quase todos os estabele- cimentos de ensino e que indicavam comprometimento na segurança dos alunos, professores, funcionários e instalações dos estabelecimentos, provocando certo grau de instabili- dade no meio escolar e dificultando o andamento das atividades rotinei- ras dessas escolas.

A Patrulha Escolar da Polícia Militar de Pernambuco desenvolve ativida- des regulares, através de campa- nhas educativas, projetos sociais e trabalhos seriados com palestras que abordam os temas atuais, no sentido de discutir problemas como o uso de drogas ilícitas, gravidez na adolescência, vandalismo, violência doméstica e abusos sexuais. O cer-

ne deste programa é de que a Polícia Militar não entra como interventora da comunidade escolar, mas sim co- mo parceira de atividades que darão suporte ao programa pedagógico ado- tado pelas escolas.

A palavra chave é a parceria entre a gestão da escola e o policiamento ali distribuído de forma preventiva. Atra- vés dessa parceria, é possível desen- volver um sistema de prevenção à violência e ao uso indevido de drogas nas escolas de todo o Estado, por meio da educação, usando métodos que priorizem a moral, os bons costu- mes, a afetividade e os modelos de vida saudável, de acordo com a nossa realidade, tipos de drogas e a faixa etária, além de prevenir a criminalida- de, uma vez que, segundo dados es- tatísticos da Unesco, cerca de 70% dos crimes são relacionados às dro- gas, direta ou indiretamente.

O projeto também melhora a imagem da Polícia Militar junto à população, dando-lhe a confiança e o respeito necessário para a execução de seus serviços, visto que o trabalho com crianças e pais desmistifica a imagem de uma polícia truculenta e arbitrária; disponibiliza policiais capacitados para aperfeiçoamento e criação de equipes de palestras e procura, dentro da Polí- tica dos Direitos Humanos, valorizar o cidadão e a vida, através de atitudes que desenvolvam o senso crítico nas crianças e adolescentes. A iniciativa auxilia ainda a gestão da escola no controle e acompanhamento da eva- são escolar; atua de forma que possi- bilite diminuir a presença de pessoas estranhas, aliciadores e vândalos nas escolas; age coercitivamente em caso de atos infracionais e acompanha alu- nos que apresentem comportamento considerado inadequado ao convívio social.

Na Polícia Militar de Pernambuco, há uma peculiaridade do efetivo que a diferencia de outros Estados da Fede- ração, que é a inexistência de uma unidade policial formal (Batalhão, Companhia Independente) para o a- companhamento dessas escolas. Sen- do assim, o efetivo da administração do Programa é mínimo, exclusiva- mente destinado às atividades admi- nistrativas. O policiamento a pé nas escolas ou o policiamento de fiscaliza-

ção motorizado é feito por policiais militares aptos ao serviço, mas de folga do serviço ordinário da corpora- ção. É como se trabalhadores de uma grande empresa fossem dar sua par- cela de hora extra em outra empresa que não dispusesse de quadro de funcionários fixo. Assim, o efetivo utilizado não está presencialmente fazendo parte de um quadro organi- zacional. Os policiais interessados inscrevem-se para o Programa de Jornada Extra de Segurança (PJES) da Patrulha Escolar e são seleciona- dos para fazer parte desse programa.

Para se ter a garantia de que os poli- ciais empregados tenham a consciên- cia da importância do programa para a comunidade escolar e estejam prontos a desenvolver um serviço de qualidade, é promovida, anualmente, uma capacitação com esse efetivo que concorre ao serviço. Tal capaci- tação envolve diversas disciplinas, a exemplo de Direitos Humanos, Didá- tica e Combate ao Uso de Drogas. Atualmente, a Patrulha Escolar dis- põe de 1.042 cotas de PJES, as quais são empregadas e divididas nas es- colas de toda a Região Metropolitana de Recife e em todo o interior de Per- nambuco, através de núcleos monta- dos nos Batalhões da Polícia Militar.

É importante ressaltar que esse tra- balho é uma ocupação contínua e participativa, ou seja, todos têm que estar atuando de forma continuada e integrada, seja a coordenação do Programa Patrulha Escolar, a gestão das escolas ou professores e coorde- nadores da escola. Estando todos comprometidos, o início de um caso de sucesso é muito mais fácil aconte- cer. A Patrulha Escolar não deve ser vista apenas como um serviço de policiamento ostensivo. O programa é muito mais do que isso, é um pro- cesso de integração, que explora dois pilares básicos: a segurança da co- munidade escolar e o engajamento social do patrulheiro. Sendo assim, o patrulheiro deixa de ser apenas o policial militar e passa a ser um edu- cador social.

1. Projeto apoiado pela Senasp, por

meio do Fundo Nacional de Segurança

Pública (FNSP)

2. Julierme Veras é capitão da Polícia

Militar de Pernambuco

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Um vídeo sobre este projeto pode ser visto no portal Segurança Cidadã: www.segurancacidada.org.br

Um vídeo sobre este projeto pode ser visto no portal Segurança Cidadã: www.segurancacidada.org.br

 

Modos de atuação do Programa Patrulha Escolar

 

Policiamento Preventivo a Pé

Modelo de policiamento empregado de forma eminentemente preventiva, que consiste na inserção do policiamento diretamente na escola, através de du- plas de policiais a pé, o qual cumpre o serviço de seis horas, definido de acor- do com a demanda da gestão escolar, a qual elege suas prioridades de horá- rios e entra em contato com a coorde- nação da Patrulha Escolar. Esse mode- lo de policiamento contempla aproxi- madamente 250 escolas distribuídas nas áreas das respectivas Gerências Regionais de Educação.

Policiamento Repressivo Motoriza- do

Modelo de Policiamento Ostensivo, desenvolvido mediante o emprego de Patrulhas Motorizadas com três polici- ais, obedecendo a planejamento espe- cífico, com central de rádio e perma- nência própria. Esse tipo de policia- mento dá suporte ao efetivo lançado a pé nas escolas, realizando visitas roti- neiras através do itinerário definido em cartão programa ou atendendo ocor- rências policiais em escolas que não dispõem de policiamento a pé. Diaria- mente, são disponibilizadas quatro viaturas, atendendo às áreas das res- pectivas Gerências Regionais de Edu- cação, nos horários das 07h às 13h, das 13h às 19h e das 18h às 23h.

Equipe de Palestras

Ação voltada ao contato mais direto com as crianças e os adolescentes. Foram selecionados, em diversos Bata- lhões da Polícia Militar, policiais que

possuíssem mais habilidade e formação compatíveis ao público, com formação superior na área de Educação ou Direito. Nas salas de aula, os policiais trabalham temáticas relacionadas à violência dentro de uma postura bem didática, utilizando linguagem atrativa para os jovens. Com temas que vão desde o enfrentamento às drogas até a prevenção contra a de- predação do patrimônio público, essa metodologia conseguiu, em 2009, con-

templar cerca de cinco mil alunos em 14 comunidades, De janeiro a agosto de

2010, o programa contemplou quase

sete mil alunos em 20 comunidades da região metropolitana de Recife e em um município do interior de Pernambuco.

Grupo Artístico da Patrulha Escolar

A Patrulha Escolar dispõe de uma equipe que desenvolve os temas relacionados com a violência através das artes cêni- cas, com peças teatrais para discentes, docentes, pais e comunidade.

Projetos Sociais da Patrulha Escolar

Os Patrulheiros são orientados a desen- volver projetos sociais nas escolas onde trabalham, mobilizando não só a escola, mas a comunidade circunvizinha, os pais dos alunos e proprietários de estabeleci- mentos comerciais. A iniciativa modifica as localidades e proporciona uma maior consciência cidadã. A intenção é captar adultos voluntários para desenvolver ações preventivas do Núcleo Multidisci- plinar Itinerante, que atua nas escolas diagnosticadas. São exemplos de ações que modificam sensivelmente os locais nos quais convivem: projetos de campe- onatos de futebol, projetos de campeo- nato de grafitagem, Projeto Aluno Nota

Dez e projetos de banda marcial.

Patrulheiro Mirim

O Patrulheiro Mirim tem como objetivo criar vínculos com a comunidade esco- lar, visando constituir uma rede integra- da de segurança baseada na prevenção, despertando a consciência cidadã de crianças de nove a 12 anos da rede estadual de ensino do nosso público alvo, tornando-os agentes multiplicado- res e interventores positivos na socieda- de, resultando numa aproximação da Polícia Militar e sociedade civil.

O Patrulheiro Mirim permite despertar o desejo do exercício da cidadania; me- lhorar a autoestima dos discentes e participantes do projeto; despertar nos alunos o sentimento de compromisso com a comunidade; proporcionar um complemento na educação acadêmica dos participantes; contribuir para a for- mação do caráter; definir violência e as condições que se promove entre os jo- vens e como combatê-la; despertar o sentido da educação e dos direitos hu- manos; edificar valores sociais e mo- rais; dotar os participantes de conheci- mentos e habilidades técnicas básicas; tornar os jovens agentes interventores e multiplicadores dos conhecimentos específicos; despertar na criança o po- der de decisão e explicitar a importância das escolhas certas para uma vida sau- dável; capacitar os jovens para intervi- rem na sociedade de forma positiva e pró-ativa; habilitar os alunos para de- senvolvimento de campanhas educati- vas e conscientizar os jovens acerca da importância de sua intervenção na pre- servação do sentimento de segurança na família.

Coordenação

Cristina Gross Villanova Erisson Lemos Pita

Gerência de conteúdo, textos e diagramação

Danielle Azevedo Souza

Secretaria Nacional de Segurança Pública

Ministério da Justiça

Governo Federal

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