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23/10/2013 15:55

Sinapse/Agronegócios/Introdução ao Crédito Rural

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Artigo de Capacitação Validado

Jose Izel, não edite esta página. Utilize a aba discussão para expressar qualquer opinião ou dúvida. Veja Edição no Sinapse.

Consulte sempre o InfoSinapse para informações e notícias.

Objetivo geral de aprendizagem:

Identificar fatores que interferem no relacionamento com os clientes pertencentes ao segmento do agronegócio.

Este artigo relaciona-se às competências:

Fundamental 1: Codigo 6305. Executa suas atividades de trabalho, demonstrando conhecimento de produtos e serviços, processos, recursos tecnológicos e estratégias da sua área de atuação. Fundamental 2: Código 6306. Identifica e aproveita oportunidades para o Banco, analisando o ambiente interno e o externo. Fundamental 8: Código 6308. Adota medidas de prevenção de riscos e práticas de segurança pessoal e patrimonial, resguardando os ativos do Banco e o sigilo das informações.

Carga horária: 10 horas Código Educa: 3688

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Tabela de conteúdo

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1 Apresentação

2 Introdução

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3 Agronegócio

3.1 Conceito e Importância

4 Crédito para o Agronegócio

4.1 Política de Governo

4.1.1 Agricultura Familiar

4.1.2 Agricultura de Mercado

4.2 Estratégia Corporativa

4.3 Sistema Nacional de Crédito Rural

4.4 Origem dos Recursos

4.4.1 Recursos Controlados

4.4.2 Recursos não Controlados

4.4.3 Recursos Livres

5 Finalidade do Crédito Rural

5.1 Custeio das Atividades Agropecuárias

5.1.1 Custeio Agrícola

5.1.2 Custeio Pecuário

5.2 Investimento em Atividades Agropecuárias

5.3 Comercialização de Produtos Agropecuários

6 Processo do Crédito Rural

6.1 Atendimento ao Cliente

6.2 Proposta

6.3 Estudo de Operações

6.4 Formalização

6.5 Gerenciamento de Operações

7 Riscos do Crédito Rural

7.1 Principais Ocorrências do Segmento Rural que Levam ao Risco

7.2 Cautelas Recomendadas para Redução das Ocorrências

8 Siglas e Expressões do Agronegócio

9 Informações da Concorrência

10 Estudo de Caso

11 Opções de Capacitação

12 Normativos

13 Avaliação de aprendizagem

[editar] Apresentação

Jose Izel, bem-vindo(a) ao treinamento sobre Introdução ao Crédito Rural!

É muito importante que você inicie sua leitura sabendo quais são os objetivos desse artigo de capacitação, para que possa aproveitá-lo ao máximo. Ao final do treinamento, esperamos que você possa:

Conhecer os fundamentos que dão sustentação às atividades ligadas ao crédito rural; Atuar com segurança no atendimento de clientes do segmento agronegócios; Conduzir com eficiência os processos de crédito rural.

[editar] Introdução

Até pouco tempo, cada segmento da economia brasileira era considerado de forma estanque. Assim, a área rural era entendida apenas como o setor responsável pela produção agropecuária. Mais especificamente, creditava-se a atividade agrícola, por exemplo, apenas o plantio, a condução e a colheita das lavouras. Não se trabalhava, ainda, o conceito de cadeias produtivas.

Com a evolução dos conceitos de marketing e a percepção de que as relações entre as i ndústrias de insumos, a produção agropecuária, as indústrias de processamento e o sistema de distribuição não poderiam mais ser ignoradas, passou-se a incorporar a visão de cadeia produtiva e, en tão, surgiu o conceito de agribusiness, traduzido por agronegócio.

[editar] Agronegócio

[editar] Conceito e Importância

O Agronegócio é uma das principais competências nacionais. Desempenha papel estratégico na

economia - responde por um quarto do PIB brasileiro - e tem expressiva participação na balança comercial. Sua evolução nos últimos anos fez com que se transformasse em segmento com alto grau de profissionalização e competitividade, tanto no mercado interno quanto no mundial.

Por agronegócio entende-se o somatório das cadeias produtivas de todos os produtos de origem

agrícola, pecuária, florestal e de extrativismo vegetal. Em outras palavras, reúne as cadeias produtivas

do algodão, arroz, milho, soja, trigo, mandioca, hortaliças, frutas, cana-de-açúcar, café, bovinos de

corte, bovinos de leite, suínos, aves, caprinos, peixes, madeiras, sisal, babaçu, cer a-de-carnaúba,

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palmito, açaí, entre vários outros exemplos.

É, assim, composto por diversos segmentos que atuam ao longo de toda cadeia produtiva, tendo a produção agropecuária como elo central. É comum referir-se à cadeia do agronegócio como "antes da porteira", "dentro da porteira" e "depois da porteira". Em termos técnicos, é melhor representá-la como sendo constituída pelos seguintes elos, ou setores:

Cadeia do Agronegócio

A ABAG - Associação Brasileira de Agribusiness classifica os agentes de cada setor conforme segue:

Insumos - Sementes, calcário, fertilizantes, rações, defensivos vegetais, produtos veterinários, tratores, colheitadeiras, implementos, equipamentos, máquinas. Produção - produção animal, lavouras permanentes, lavouras temporárias, horticultura, silvicultura, extração vegetal, pequena indústria, rural. Indústria - madeira, papel, indústria textil, beneficiamento de produtos vegetais, açúcar e álcool, óleos vegetais e essenciais, bebidas, indústria de fumo, fabricação de calçados, abate de animais, indústria de laticínios. Distribuição - restaurantes, hotéis, bares, padarias, fast food, self service, supermercados, comércio, atacadistas, exportação. Serviço de Apoio: agrônomos, veterinários, pesquisa e desenvolvimento, bancários, marketing, vendas, transporte, armazenagem, portuários, assistência técnica, informação de mercados, bolsas, seguros e outros. O produtor rural é considerado o elo central dessa grande cadeia

Esses agentes atuam de forma interligada (relação cliente-fornecedor). Para melhor entendimento de como funciona esse processo, vamos tomar como exemplo a cadeia produtiva da soja.

Inicia-se com as indústrias de fertilizantes, defensivos agrícolas e máquinas/equipamentos, produzindo esses insumos fundamentais para que o agricultor conduza sua atividade (1º elo). Em seguida, o

produtor rural entra no processo plantando, fazendo os tratos culturais e colhendo a soja (2º elo). Após

a colheita, a soja é transportada e processada em uma indústria para a produção de ól eo e de farelo de soja (3º elo). Por fim, o óleo chega ao mercado atacadista para distribuição à rede varejista, ou é exportado, e o farelo segue para a produção de ração animal ou para a exportação, até o consumidor final (4º elo).

[editar] Crédito para o Agronegócio

[editar] Política de Governo

Os governos preparam as estratégias para a produção agropecuária, materializando-as nos chamados "Planos de Safra", geralmente divulgados no início do segundo semestre civil de cada ano.

Basicamente, os planos de safra contemplam as medidas de incentivo à produção de determinados produtos e o volume de recursos destinados à agropecuária, inclusive o montante de cr édito a juros favorecidos a ser disponibilizado no ano-safra (período compreendido de julho do ano corrente a junho do ano seguinte). Esse montante depende da disponibilidade orçamentária do Tesouro Nacional.

Um dos principais pilares da política agrícola nacional é o crédito rural, institucionalizado em 1965 pela Lei 4.829.

Crédito Rural é o suprimento de recursos financeiros para aplicação na agropecuária, realizado segundo regras específicas definidas pelo Conselho Monetário Nacional, o CMN.

São objetivos do crédito rural:

Estimular o incremento ordenado dos investimentos rurais, inclusive para armazenamento, beneficiamento e industrialização dos produtos agropecuários. Favorecer o custeio oportuno e adequado da produção e a comercialização dos produtos agropecuários. Fortalecer o setor rural. Incentivar a introdução de métodos racionais de produção, visando o aumento de produtividade, a melhoria do padrão de vida das populações rurais e a adequada defesa do solo.

Por outro lado, não constitui função do crédito rural:

Financiar atividades deficitárias ou anti-econômicas; Financiar o pagamento de dívidas; Possibilitar a recuperação de capital investido; Favorecer a retenção especulativa de bens; Antecipar a realização de lucros presumíveis; Amparar atividades sem caráter produtivo ou aplicações desnecessárias ou de mero lazer.

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O Governo Federal divide sua política de atuação junto ao setor rural em duas vertent es. A primeira, sob o comando do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), está voltada para a agricultura familiar e para os programas de reforma agrária. A segunda, de responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), direciona-se para a chamada agricultura patronal ou de mercado.

[editar] Agricultura Familiar

Nessa vertente, a política de crédito visa prestar atendimento diferenciado aos mini e pequenos produtores rurais que desenvolvem suas atividades mediante emprego direto da sua força de trabalho e de sua familia, com objetivo de fortalecer as atividades desenvolvidas, integrando-os à cadeia do agronegócio, proporcionando-lhes aumento de renda e agregando valor ao produto e à propriedade.

Para isso, o Governo criou o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) que visa oferecer condições mais favorecidas, principalmente em termos de taxa de juros e prazo de pagamento.

[editar] Agricultura de Mercado

Em relação à agricultura de mercado, o Governo tem procurado intervir o mínimo possível no segmento. A principal política de apoio ao setor é a de regulamentar e oferecer mecan ismos por meio dos quais o sistema bancário possa conceder recursos com taxas prefixadas e favorecidas em relação ao mercado financeiro. Nesse sentido, o segmento tem acesso a linhas de crédito de custeio, comercialização e investimento, com taxas e prazos compatíveis com as atividades agropecuárias.

Uma modalidade que tem ampliado o acesso do campo ao crédito nos últimos anos é o crédito agrícola por meio de títulos financeiros, alternativa ao empréstimo tradicional. Esses títulos podem ser tanto negociados diretamente entre produtor e financiador, como por meio de uma instituição financeira. O produtor (ou associação de produtores, cooperativas e empresas agropecuárias) emite a cédula com registro em cartório e o financiador (ou credor) fica com esse título, que pode ser liquidado após a safra em dinheiro ou em produto. Como exemplo, podemos citar a CPR, o Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA), o Certificado de Depósito Agropecuário/Warrant Agropecuário (CDA/WA), o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Vale lembrar que o financiador pode ser tanto uma empresa como pessoa física.

[editar] Estratégia Corporativa

Numa estratégia vitoriosa, o Banco vem ampliando sua atuação no setor de agronegócios, contribuindo para o desenvolvimento do País e, além disso, fidelizando clientes e alavancando inúmeros negócios para as demais áreas do conglomerado.

Ao longo de sua história, implementou significativas modificações na forma de atuação e em seus processos voltados para o crédito rural, introduzindo novas metodologias na concessão de financiamentos e disponibilizando novos produtos e serviços para atendimento à cadeia produtiva, na medida em que surgiram novas oportunidades negociais.

Como principal agente financeiro do Governo, o Banco encontra-se em perfeita sintonia com as diretrizes governamentais, ao fazer uma ponte entre o acesso ao crédito e a construção de um país socialmente justo. Articula os imperativos da eficiência econômico-financeira (lucro financeiro) – essenciais para qualquer instituição bancária – com os imperativos de desenvolvimento local (lucro social), igualmente fundamentais para uma empresa socialmente responsável.

Faz parte da estratégia negocial do Banco o desenvolvimento regional sustentável, que tem por objetivo promover o desenvolvimento das regiões brasileiras, gerando trabalho e renda de forma sustentável, inclusiva e participativa, por intermédio da adoção de práticas que permitam um salto de qualidade nos indicadores de desenvolvimento sócio-econômico e ambiental, e que respeitem a diversidade cultural.

Para saber mais sobre a Estratégia Corporativa acesse a Intranet BB. Estratégia Corporativa BB

[editar] Sistema Nacional de Crédito Rural

Para a execução do crédito rural, foi criado o Sistema Nacional de Crédito Rural – SNCR. Cabe a ele conduzir os financiamentos, sob as diretrizes da política creditícia formulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em consonância com a política de desenvolvimento agropecuário. O SNCR é constituído de órgãos básicos e vinculados.

São órgãos básicos o Banco Central do Brasil, o Banco do Brasil S.A., o Banco da Amaz ônia S.A. e o Banco do Nordeste do Brasil S.A.

São órgãos vinculados o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), agências de fomento, bancos estaduais, inclusive de desenvolvimento, bancos privados, Caixa Econômica Federal

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(CEF), cooperativas autorizadas a operar em crédito rural e sociedades de crédito, fi nanciamento e investimento.

A regulamentação do SNCR está contida no Manual de Crédito Rural (MCR), ao qual estão subordinadas todas as operações de crédito rural. Essa regulamentação decorre de resoluções aprovadas pelo CMN e divulgadas pelo Bacen. No âmbito do Banco do Brasil, a DIRAG (Diretoria de Agronegócios) é a responsável pela gestão e normatização do crédito rural.

Podem ser beneficiárias dos recursos do crédito rural as pessoas listadas a seguir:

Produtor Rural , pessoa física ou jurídica, inclusive associação de produtores rurais, que se dedique à atividade rural com fins econômicos; Cooperativa de produtores rurais; São equiparados ao produtor rural, a pessoa física ou jurídica que, mesmo não sendo conceituada como produtor rural, se dedique a qualquer das seguintes atividades vinculadas ao setor:

pesquisa ou produção de mudas ou sementes fiscalizadas ou certificadas; pesquisa ou produção de sêmen para inseminação artificial e embriões; prestação de serviços mecanizados, de natureza agropecuária, em imóveis rurais, inclusive para proteção de solo; prestação de serviços de inseminação artificial, em imóveis rurais; exploração da pesca e aquicultura, com fins comerciais inclusive armação de pesca, qu ando o proponente for responsável pelo empreendimento; medição de lavouras; atividades florestais; silvícola, desde que, não estando emancipado, seja assistido pela Fundação Nacional do índio - Funai, que também deve assinar o instrumento de crédito.

Por disposições legais, é vedada a concessão de crédito rural para:

estrangeiro residente no exterior; sindicato rural; parceiro, se o contrato de parceria restringir o acesso de qualquer das partes ao financiamento. investimentos fixos a:

filiais de empresa sediada no exterior; empresa cuja maioria de capital com direito a voto pertença a pessoas físicas ou jurí dicas residentes, domiciliadas ou com sede no exterior; cobertura de itens orçamentários atendidos por outra instituição financeira; financiamento de projetos para criação de Caramujo Gigante Africano (Achatina fulica), espécie exótica introduzida no Brasil como alternativa para a criação de "escargot"; financiar plantio, renovação ou custeio de lavouras ou a industrialização de cana-de-açúcar destinada à produção de etanol e demais biocombustíveis derivados da cana-de-açúcar e açúcar, exceto açúcar mascavo:

em áreas não indicadas como aptas para a expansão do plantio, conforme disposto no Zoneamento Agroecológico da cana-de-açúcar, instituído pelo Decreto 6.961, de 17/09/2009, observadas as recomendações do zoneamento agrícola de risco climático dessa cultura; se o financiamento for destinado a novas áreas de plantio ou à expansão das existente s em 28 de outubro de 2009 nas áreas: dos Biomas Amazônia, Pantanal e da Bacia do Alto Paraguai, de terras indígenas, de remanescentes florestais, proteção ambiental, de dunas, de mangues, de escarpas, de afloramento de rochas, de mineração, urbanas, com declividade superior a 12%, de refl orestamento ou ocupadas com cobertura de vegetação nativa; as restrições acima não se aplicam:

à produção de cana-de-açúcar em áreas ocupadas com essa cultura em 28 de outubro de 2009, observadas as disposições do zoneamento agrícola de risco climático; ao financiamento de projetos de ampliação da produção industrial já licenciados pelo órgão ambiental responsável. pessoas físicas ou jurídicas autuadas e inscritas no Cadastro de Empregadores que man tiveram trabalhadores em condições de trabalho escravo instituído pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Esta vedação se aplica inclusive para prestação de garantias e operações de arrendamento mercantil; financiar empreendimentos relacionados à lavoura de soja, em imóvel localizado no Bioma Amazônia, com registro de gravame referente a dificuldade de comercialização e escoamento da produção.

São exigências para que o produtor possa obter crédito rural, entre outras:

idoneidade do tomador; apresentação de orçamento, plano ou projeto, salvo em operações de desconto de Nota Promissória Rural ou de Duplicata Rural; oportunidade, suficiência e adequação dos recursos; observância de cronograma de utilização e de reembolso; fiscalização pelo financiador.

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No âmbito do Banco do Brasil, de acordo com a renda bruta anual proveniente de sua at ividade agropecuária, considerados os rebates previstos nas respectivas linhas de crédito, o produtor rural é classificado em mini, pequeno, médio e demais produtores.

[editar] Origem dos Recursos

Como forma de assegurar atendimento ao setor rural, a legislação define os recursos que devem ser obrigatoriamente direcionados por todos os bancos ao crédito rural. São as chamadas exigibilidades bancárias de aplicação no crédito rural, definidas pelo Conselho Monetário Nacional e normatizadas pelo Manual de Crédito Rural, formadas por:

percentual da captação de depósito à vista, normatizado no capítulo 6, seção 2 do Manual de Crédito Rural (MCR 6-2); percentual da captação da caderneta de poupança, normatizado no capítulo 6, seção 4 do MCR (MCR

6-4).

Além desses, existem ainda outros recursos que podem se destinar ao financiamento de atividades rurais:

Programas BNDES/FINAME; Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT); Orçamento da União – Operações Oficiais de Crédito (OOC); Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO); Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (FUNCAFÉ); Recursos livres dos bancos (captação de diversas origens).

Conhecer as fontes de recursos é essencial ao bom atendimento ao cliente, uma vez que , em muitos

casos, são elas que definem as regras e condições de crédito (prazos, encargos financeiros, tetos e pisos

de contratação, tipo de beneficiários, regiões, etc).

[editar] Recursos Controlados

Devem ser aplicados com encargos financeiros definidos pelo CMN e obedecem a teto de financiamento

por produtor/cultura/ano-safra, ou seja, o cliente só pode contratar operações com esses recursos até o teto que o CMN autorizar. Esse teto tem que ser observado em todo o Sistema Nacional de Crédito Rural. Além de serem específicos do crédito rural, têm que ser concedidos com observância de regras próprias estabelecidas pelo CMN. São os seguintes: a) os obrigatórios, de que trata o MCR 6-2; b) os das Operações Oficiais de Crédito sob supervisão do Ministério da Fazenda; c) os de qualquer fonte destinados ao crédito rural na forma da regulação aplicável, quando sujeitos à subven ção da União, sob

a forma de equalização de encargos financeiros, inclusive os recursos administrados pelo Banco

Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); d) os da poupança rural, quando aplicados segundo as condições definidas para os recursos obrigatórios, de que trata o MCR 6-2; e) os dos fundos constitucionais de financiamento regional; f) os do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

Recurso equalizável ou equalização de encargos financeiros é um mecanismo negociado com o Tesouro Nacional para propiciar que alguns tipos de financiamentos rurais sejam feitos com encargos financeiros mais favoráveis aos produtores. O Governo paga ao Banco um complemento, que é a diferença entre o custo de captação e os custos da instituição, de um lado, e os juros cobrados do produtor, do outro. [editar] Recursos não Controlados

São compostos: a) pela parte não equalizável da caderneta de poupança; b) pelos fundos, programas e linhas específicas não relacionados como recursos controlados; c) os recursos livres das instituições financeiras. Os tetos de financiamento e as taxas de operações estão definidos nas instruções das respectivas linhas de crédito.

[editar] Recursos Livres

São recursos captados de diversas origens. Admite-se a concessão de crédito rural com recursos livres das instituições financeiras, às taxas de operações bancárias. Os encargos financeiros devem ser compatibilizados com as taxas de captação.

[editar] Finalidade do Crédito Rural

[editar] Custeio das Atividades Agropecuárias

Custeio é um financiamento para cobrir as despesas da exploração das atividades agrícolas e pecuárias em um ciclo produtivo e deve ser integralmente pago com o resultado obtido na atividade financiada.

[editar] Custeio Agrícola

É o financiamento das despesas normais do ciclo produtivo, tais como insumos e serviços (aquisição de sementes, fertilizantes, defensivos, mão-de-obra, por exemplo) de lavouras periódicas, da entressafra de lavouras permanentes ou da extração de produtos vegetais espontâneos ou cultivados. Exemplos de

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atividades objeto de custeio agrícola: grãos (milho, soja, feijão); cereais (arroz, trigo, aveia); fibrosas (algodão, sisal, juta); frutas (manga, abacate, maçã, uva, banana, laranja).

Para o custeio agrícola, o prazo de financiamento pode chegar ao máximo de dois anos, de acordo com o ciclo da lavoura financiada. Faz parte do custeio agrícola a sistemática de contratação de custeio alongado para algumas culturas feitas ao amparo de recursos controlados (exceto Pronaf e Pronamp), que prevê maiores prazos para retorno do financiamento.

Essa sistemática contribui para a estabilização dos preços, regula o abastecimento e proporciona aos produtores maiores prazos para a comercialização dos seus produtos. Nesse caso, os mutuários são obrigados a armazenar sua produção em instalações adequadas, apresentando ao Banco o comprovante de depósito do produto colhido (warrant ou recibo de depósito) ou declaração de depósito de produção obtida.

[editar] Custeio Pecuário

O custeio pecuário tem por finalidade financiar as despesas com insumos e serviços das atividades

pecuárias, como medicamentos, alimentação, mão-de-obra e manejo dos animais. Alguns exemplos:

bovinos (corte e leite); aves (corte e ovos); suínos; caprinos; ovinos; peixes. Para o custeio pecuário, o prazo é de até um ano.

Curiosidade: segundo o dicionário Houaiss, a palavra "pecuária" vem do latim pecuarìae, que significa gado, rebanho, e está ligada ao manejo de animais. Assim, e embora não se possa falar em rebanho, atividades como apicultura (abelha), sericicultura (bicho da seda) e carcinicultura (camarão), por exemplo, são consideradas explorações pecuárias.

Podem ser incluídas nos orçamentos de custeio – agrícola ou pecuário – as verbas para atendimento de despesas com assistência técnica e de pequenos gastos conceituados como investimento, a exemplo de reparo ou reforma de bens de produção, desde que possam ser liquidados com o produto da exploração no mesmo ciclo.

Principais linhas de crédito para custeio:

PRONAF – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – destinado a pr odutores rurais que têm o trabalho familiar como predominante na exploração do estabelecimento. PRONAMP – O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural tem como objetivos promover o desenvolvimento das atividades rurais dos médios produtores e proporcionar o aumento da renda e a geração de emprego no campo, mediante apoio financeiro com abertura de crédito fixo. CUSTEIO – recursos do MCR 6.2 e MCR 6.4 – destinados aos produtores não enquadrados em nenhum dos casos citados acima.

[editar] Investimento em Atividades Agropecuárias

Investimento agropecuário é um financiamento para aquisição de bens ou realização de serviços

destinados à produção agropecuária, cujo retorno financeiro ocorre em vários ciclos produtivos, devendo o financiamento ser pago com o resultado dos diversos ciclos. Em alguns casos, há necessidade

de carência para início de amortização. A carência é o tempo necessário para a realiz ação das obras ou

efetuadas as aquisições programadas até o início da geração de resultados financeiros compatíveis com

os pagamentos previstos.

Os investimentos podem destinar-se a atividades agrícolas (investimento agrícola) ou pecuárias (investimento pecuário). São exemplos de investimento:

aquisição de máquinas e implementos agrícolas; aquisição de animais (matrizes e reprodutores); formação de pastagens; correção do solo; reformas e benfeitorias na fazenda; construção de armazéns na propriedade.

As principais linhas de crédito para investimento são as seguintes:

Programas BNDES/FINAME; PRONAF; PRONAMP; FCO Rural (específico para a região Centro-Oeste); Investimentos do MCR 6.2 (obedecem o teto por produtor); Investimentos do MCR 6.4 não equalizável (não estão sujeitos a teto e as taxas são livres).

[editar] Comercialização de Produtos Agropecuários

É o tipo de financiamento destinado à aplicação de recursos no setor agropecuário par a permitir que a comercialização da produção rural ocorra com normalidade e proporcione a justa remuneração aos produtores rurais.

Este tipo de financiamento pode ser contratado pelo produtor rural e suas cooperativas ou pelas

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empresas

comercialização:

LEC - Linha Especial de Crédito; Desconto de Nota Promissória Rural (NPR) e Duplicata Rural (DR); EGF - Empréstimos do Governo Federal.

que

adquirem

produtos

agropecuários.

Vamos

citar

três

linhas

de

crédito

para

Para as empresas do agronegócio, existe a linha de crédito agroindustrial, que tem como finalidade o apoio financeiro para comercialização, beneficiamento ou industrialização de produtos de origem agropecuária e de insumos utilizados nas atividades. Os recursos são provenientes da poupança-ouro (obrigatórios), porém, sem equalização dos encargos (não controlados), com taxas de juros de mercado publicadas na agência de notícias na Intranet BB.

Os financiamentos deferidos nessa modalidade estão sujeitos a regras desvinculadas do Manual de Crédito Rural (MCR) do Banco Central do Brasil.

[editar] Processo do Crédito Rural

O processo do crédito rural abrange as fases do atendimento ao cliente até ao gerenci amento de uma

operação.

[editar] Atendimento ao Cliente

No dia-a-dia das dependências, é comum o produtor rural buscar informações sobre financiamentos, perguntando, por exemplo:

Tem crédito para plantar algodão? Quero comprar um trator. O Banco financia? Preciso reformar minha pastagem. Tem crédito para isso? Estou precisando estocar meu milho para conseguir um preço melhor no futuro. Tem recurso para isso?

A esse primeiro contato com o cliente, em que ele manifesta sua necessidade de recursos financeiros

para uma finalidade específica, podemos chamar entrevista. Nesse momento, devemos escutar atentamente o produtor rural, atendendo-o com cortesia e presteza, oferecendo orientações com segurança e esclarecendo as dúvidas que surgirem.

Lembre-se: O produtor rural constrói a imagem do Banco a partir desse contato. Quando escutamos atentamente o produtor, e o deixamos expor sua necessidade de financiamento, é o Banco que o estará escutando com interesse e simpatia.

Mas não basta ter atenção e simpatia. Para prestar um bom atendimento, devemos conhecer primeiramente – entre as linhas de crédito disponíveis nos normativos do Banco – aquelas mais indicadas para a região. Só assim seremos capazes de responder aos questionamentos, i ndicar a linha de crédito que atenda às necessidades do cliente, solicitar a documentação necessária e, finalmente, acolher a proposta. Além disso, é importante conhecer as orientações estratégicas e as diretrizes orçamentárias do Banco.

Para melhor entendimento, vamos imaginar que você trabalhe numa região onde predomine a pecuária de corte desenvolvida por grandes pecuaristas. Nessa situação, é provável que as maiores demandas por crédito rural sejam:

Custeio pecuário (com recursos MCR 6-2 ou 6-4): para financiar as despesas normais com a criação dos animais, como aquisição de vacinas e medicamentos, gastos com alimentação do plantel, mão-de-obra, etc. Moderagro (BNDES), para apoiar a recuperação dos solos por meio do financiamento para aquisição, transporte, aplicação e incorporação de corretivos agrícolas. ABC (BNDES), para financiar investimento na recuperação de áreas e pastagens degradadas. Moderfrota (FINAME), para a aquisição de um novo trator, colheitadeira e implementos. Investimento pecuário (MCR 6-2, MCR 6-4 ou FCO na região Centro-Oeste), para aquisição de animais, máquinas, etc.

Estas são as linhas de crédito básicas para obtenção de financiamento para a atividade pecuária.

Agora, vamos sair da região dos grandes pecuaristas e imaginar uma outra situação. Vamos supor que a agência do Banco do Brasil em que nós trabalhamos localiza-se em uma região onde predominam pequenos agricultores que utilizam mão-de-obra familiar e necessitam de recursos para a exploração da agricultura. Nesse caso, devemos conhecer detalhadamente as linhas de crédito do PRONAF ou do PRONAMP, que são as mais adequadas para esse segmento.

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Qualquer que seja a atividade a ser financiada, no atendimento ao cliente devem ser extraídas informações que permitam fazer uma pré-análise, de modo a antever se a proposta é passível ou não

de acolhimento.

Uma informação muito importante e que antecede o acolhimento da proposta diz respeito à situação cadastral do proponente e de eventuais intervenientes (avalistas, fiadores etc.), notadamente quanto à atualidade dos registros e aspectos restritivos, e o limite de crédito, entre outros fatores.

[editar] Proposta

A proposta materializa a pretensão do produtor rural e deve vir acompanhada de orçamento dos itens a

serem financiados, plano ou projeto técnico, se for o caso, e demais documentos necessários para completar o estudo da operação. Os documentos devem ser solicitados em função:

da condição do proponente. Por exemplo, se ele não for proprietário do imóvel, e esti ver arrendando o imóvel para desenvolver sua atividade, deve apresentar documento que declare a autori zação do proprietário para exploração da área (contrato de arrendamento ou carta de anuência). da garantia a vincular. Se a garantia oferecida for um imóvel, por exemplo, haverá a necessidade de apresentação do título de propriedade. da finalidade do crédito. Nos financiamentos de custeio agropecuário, por exemplo, é obrigatória a apresentação do croqui ou mapa de localização da lavoura financiada, sempre que houver plantio de área superior à financiada, no mesmo imóvel de localização da lavoura. da característica do imóvel. Um exemplo: quando o imóvel for explorado por vários produtores em forma de condomínio, e não estiver definida a área de cada um (condomínio pró-indiviso), é preciso colher a concordância formal dos demais condôminos.

É importante destacar que, em algumas situações, o crédito deve ser conjugado com a assistência

técnica (ATNI – Assistência Técnica a Nível de Imóvel), para garantir a orientação ao produtor na conclusão eficaz do empreendimento financiado, contribuindo, assim, para a redução do risco da

operação.

É o caso, por exemplo, de produtor iniciante ou que não seja tradicional na atividade. Como é o caso, também, de quando se necessite assegurar a utilização de adequada tecnologia. Mesmo que o produtor preste todas as informações e forneça todos os documentos, há casos em que é necessária uma visita ao empreendimento (vistoria prévia). Isso acontece quando existir exigência normativa ou a agência entender necessário para levantar outras informações que instruam a análise da operação.

A vistoria prévia deve ser realizada por funcionário do Banco, comissionado e detentor de conhecimentos suficientes para a realização da tarefa.

[editar] Estudo de Operações

O estudo da operação é a etapa do processo de crédito rural em que você analisa as condições da

proposta apresentada pelo produtor rural sob o ponto de vista das normas gerais e específicas, verificando, entre outros aspectos, as garantias, o limite de crédito, as restrições e as condições da

linha de crédito.

A análise da proposta pode ser efetuada pela agência ou pela Diretoria de Crédito (DICRE). Isso vai

depender da linha de crédito, do valor da proposta, da finalidade do crédito, das garantias e da existência ou não de projeto técnico. Do estudo devem constar todas as informações ju lgadas relevantes para subsidiar a decisão sobre a operação.

O Banco utiliza-se de diversas instâncias para a decisão de seus negócios, como agências, rede de

agências, superintendências, subcomitê de operações, comitê de operações, etc. Essas instâncias detêm

o poder de decidir (ou seja, detêm a competência). Esse poder, entretanto, possui um limite, que

chamamos de alçada (valor máximo para o exercício da competência), atribuída para cada escalão decisório.

[editar] Formalização

Formalização é o ato jurídico de contratação do financiamento, e que não pode ser con fundido com a simples elaboração do instrumento de crédito. Tudo o que for acordado entre o produtor e o Banco deve ser registrado no documento, em rigorosa conformidade com as exigências legais.

É por meio do instrumento de crédito que são comprovados os fatos e as declarações escritas

decorrentes da realização do negócio, como, por exemplo, valor do financiamento, praz o de pagamento, taxa de juros, garantias, etc.

A escolha do instrumento adequado para a materialização do negócio é o primeiro passo para sua

correta confecção.

Os instrumentos de crédito podem ser formalizados por meio de contrato ou títulos de crédito. O contrato é o instrumento firmado entre o Banco e o proponente, que pode ser por instrumento público (quando lavrado em cartório) ou particular (quando elaborado pelas partes contratantes). O título de crédito é um instrumento de emissão do proponente do crédito, que pode ser por meio de nota ou

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cédula. Importa saber também que, diferentemente dos contratos, os títulos de crédito têm denominações especiais. Na área rural, são os seguintes:

Nota de Crédito Rural (NCR) - título de crédito desprovido de garantias reais. É o que acontece, por exemplo, com as operações garantidas somente por aval. Cédula Rural Pignoratícia (CRP) – título de crédito cuja garantia é constituída por penhor cedular. Cédula Rural Hipotecária (CRH) – título de crédito cuja garantia é constituída por hi poteca. Cédula Rural Pignoratícia e Hipotecária (CRPH) – título de crédito cuja garantia é constituída por penhor cedular e hipoteca. Importante: Nunca ponha rubrica ou assinatura em títulos de crédito, sob pena de o Banco ser considerado coobrigado da operação.

A liberação do crédito pode ocorrer de uma vez ou em parcelas, de acordo com as necessidades do

empreendimento.

Por meio do “Controle do Risco Operacional e Compliance" (IN 414-2), verificamos se os procedimentos de contratação da operação estão de acordo com as normas. Ele é proativo, se efetuado antes da liberação dos recursos, ou reativo, se após a liberação dos recursos.

[editar] Gerenciamento de Operações

O gerenciamento consiste em um conjunto de mecanismos de acompanhamento das operações, a fim de

identificar situações que possam interferir no retorno dos nossos capitais, permitindo a adoção tempestiva de medidas corretivas. Vamos ver alguns mecanismos de gerenciamento que en volvem uma operação de crédito.

A fiscalização de operações do crédito rural tem por objetivo comprovar a correta aplicação do crédito,

acompanhar a implantação dos projetos de investimento e o desenvolvimento das atividades, verificar o

estado das garantias (se não há desvios no desenvolvimento do empreendimento).

Como regra geral, a fiscalização é obrigatória. Em alguns casos, pode ser efetuada por amostragem e existem situações – previstas nos normativos – em que pode ser dispensada. A dispensa da fiscalização não pode ser confundida com abandono da operação. Devemos sempre acompanhar a atividade financiada e o comportamento do próprio produtor.

A atividade agropecuária está sujeita a fatores adversos alheios a vontade e ação do produtor, como,

por exemplo, problemas climáticos que possam causar frustração de safra, dificuldade de comercialização ou outros fatores prejudiciais ao desenvolvimento normal das explorações. Esses fatores poderão impossibilitar o pagamento do financiamento nas datas acordadas.

Nessa situação, o produtor poderá recorrer a “prorrogação de dívidas”, quando é concedido prazo para que ele possa cumprir com seu compromisso. Para isso é importante, dentre outros aspectos, observar a idoneidade do produtor, sua capacidade de pagamento, a rentabilidade do empreendimento, etc. Por envolver alteração nas condições originalmente pactuadas, é formalizada por meio de aditivo.

O aditivo de retificação e ratificação é um instrumento utilizado para formalizar as modificações ocorridas durante a vigência do financiamento. Além dos casos de prorrogação da dívida, pode ser utilizado quando ocorrer substituição ou constituição ou reforço de garantia ou modificação no orçamento.

Caso a operação tenha sido contratada com algum tipo de seguro, e na eventualidade de ocorrência de evento por ele coberto, o seguro contratado poderá ser acionado. São exemplos de segu ros rurais da família BB Seguro: Agrícola, Ouro Vida Produtor Rural e Vida Agricultura Familiar.

Cabe destacar que o Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária) é um seguro rural vinculado a operações de custeio agrícola ou pecuário. Gerido e regulamentado pelo Bacen, destina-se à cobertura de riscos climáticos, pragas ou doenças.

Como subprograma do Proagro, foi criado o “Proagro Mais”, destinado exclusivamente aos agricultores familiares amparados pelo Pronaf. Ele assegura o valor do financiamento acrescido de um valor fixo (o “mais” do nome), a título de indenização dos recursos próprios aplicados pelo produtor.

Fazer uma boa negociação, estudar e formalizar corretamente são condições essenciais no processo de concessão do crédito. Também é extremamente importante o acompanhamento desde a liber ação até à liquidação da operação, de forma a garantir o retorno dos capitais investidos e a remuneração do Banco pelo financiamento, e evitar medidas punitivas pelo Banco Central, entre elas a descl assificação da operação.

A desclassificação é a descaracterização da operação como financiamento rural, ocasionada pelo

descumprimento, pelo produtor ou pelo Banco, das normas de crédito rural, que pode acarretar

prejuízos:

ao Banco, quando de sua culpa: descasamento de taxas de juros, pagamento de IOF, devolução de recursos ao alocador, devolução de valores recebidos por conta de equalização, incidência de multas, desgaste de imagem, entre outros; e

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ao cliente, quando de sua culpa: elevação de sua dívida em função da incidência de en cargos de inadimplemento, substituição de encargos praticados no crédito rural por outros de mercado, multa e IOF e restrições à obtenção de novos créditos.

Processo de Crédito.jpg

[editar] Riscos do Crédito Rural

Vamos identificar as principais situações de risco no segmento rural, e as cautelas r ecomendadas para redução das ocorrências apontadas.

A partir de julho de 1995, o Banco do Brasil passou a implementar uma série de procedimentos e

instrumentos para atender à necessidade de dimensionar adequadamente o crédito do cli ente, mensurar o grau de risco técnico do empreendimento, identificar atividades em expansão ou em declínio, conferindo, também, maior agilidade e segurança na concessão de crédito rural.

Entre esses instrumentos, podemos citar a análise do limite de crédito do produtor ru ral, o risco técnico agropecuário (RTA), o cálculo do risco do cliente e da operação, o banco de dados cadastrais e os seguros rurais. Dessa maneira, o Banco conseguiu minimizar o risco, gerando uma carteira de clientes com baixa inadimplência, além de agregar valor às operações de crédito.

O risco de crédito rural é inerente à atividade bancária e não difere, na sua maior parte, do risco de

outros segmentos para o retorno do capital investido. É imprescindível, entretanto, o cumprimento das normas e o acionamento oportuno dos mecanismos de avaliação de riscos disponíveis, em todas as operações de crédito.

Portanto, o que pretendemos destacar é a caracterização dos eventos mais específicos do segmento rural que levam ao risco, agrupados em oito tópicos que se complementam: estudo/condução do crédito, utilização dos recursos, atividade agropecuária, cliente, macroeconomia, projeto técnico, administração do empreendimento, legislação e comercialização.

[editar] Principais Ocorrências do Segmento Rural que Levam ao Risco

1 - Na Macroeconomia

Macroeconomia.jpg

2 - Na Atividade Agropecuária

Atividade Agropecuária.jpg

3 - No Produtor Rural

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4 - Na Administração do Empreendimento

Administração do empreendimento.jpg

5 - No Projeto Técnico

Projeto técnico.jpg

6 - No Estudo e na Condução do Crédito

Estudo e Condução.jpg

7 - Na Utilização dos Recursos

Utilização Recursos.jpg

8 - Na Comercialização

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[editar] Cautelas Recomendadas para Redução das Ocorrências

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[editar] Siglas e Expressões do Agronegócio

AGRO - Gerenciador de Propostas de Financiamento no ambiente SISBB.

ASTEC - Assistência Técnica.

ATNC - Assessoramento Técnico a Nível de Carteira (quadro de agrônomos, veterinários e zootecnistas do Banco).

ATNI - Assistência Técnica a Nível de Imóvel (quadro de empresas de assistência técni ca conveniadas com o Banco, com o objetivo de orientar o produtor na condução eficaz do empreendimento financiado).

ATR - Analista Técnico Rural (funcionário do quadro do ATNC com formação superior em agronomia, veterinária ou zootecnia).

BB AGRO - Modalidade de convênio de parceria negocial com empresas do agronegócio (pessoas físicas, jurídicas ou cooperativas), que produzem ou comercializam bens ou serviços agropecuários, para financiamento de seus clientes via diversas linhas de crédito.

BB CONVIR - Convênio de integração rural formalizado entre o Banco e empresas consideradas integradoras, que beneficiam ou comercializam a produção agropecuária, por meio do qu al o Banco financia os produtores rurais integrados a essas empresas em custeio ou investimento com as diversas linhas de crédito rural.

BB COOP - Convênios que constituem instrumento para realização de negócios com cooper ativas, associações, integrados e associados, possibilitando prospectar oportunidades ao longo da cadeia produtiva onde essas empresas se inserem, envolvendo suas transações financeiras, de seus associados/integrados, clientes e fornecedores.

BB CPR - Cédula de Produto Rural avalizada ou adquirida pelo Banco.

BB Leilão Eletrônico - Serviço de comércio eletrônico voltado para negociação de bens e direitos, com a intermediação de bolsas de mercadorias, cereais e de futuros.

BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (www.bndes.gov.br).

BNF - Operações BNDES/FINAME – aplicativo no SISBB para operacionalização das linhas com recursos do FINAME.

CPR - A Cédula de Produto Rural é um título cambial negociável no mercado, criado pel a Lei 8.929/94, que permite ao produtor rural ou cooperativa comercializar sua produção, antes da safra, com vista à obtenção de recursos para aplicação no empreendimento agropecuário.

CADIN - Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal.

CCIR - Certificado de Cadastro de Imóvel Rural.

CERIC - Central de Risco de Crédito do Banco Central do Brasil.

CFC - Canal Facilitador do Crédito (aplicativo para microcomputador instalado em enti dades parceiras do Banco).

CFR - Contratação de Financiamentos Rurais (aplicativo em microcomputador).

CIOPE - Controle Integrado de Operações de Crédito (aplicativo no ambiente SISBB).

CLIENTES - Aplicativo do SISBB (base de clientes, relacionamento e produtos e serviços).

CMN - Conselho Monetário Nacional.

CODEFAT - Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Condomínio Pró-diviso - Quando a fração ideal de cada condômino está perfeitamente delimitada (confrontações bem definidas) em documento de propriedade ou certidão de registro. Se as frações não estiverem delimitadas, o condomínio será pró-indiviso.

COP - Portal de Negócios – Operações de Crédito: aplicativo para a contratação de operações de crédito, disponível no CIOPE, no SISBB, abrangendo as etapas de acolhimento, análise e decisão de propostas, com a geração automática dos documentos de formalização e do cadastramento das operações nos sistemas de condução.

CRH - Cédula Rural Hipotecária.

CRI - Cartório de Registro de Imóveis.

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CRP - Cédula Rural Pignoratícia.

CRPH - Cédula Rural Pignoratícia e Hipotecária

CRTD - Cartório de Registro de Títulos e Documentos.

DAP - Declaração de Aptidão ao Pronaf – documento que identifica os beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.

DR - Duplicata Rural.

ESCAI - Escrituração da Carteira Agrícola e Industrial (aplicativo no ambiente SISBB).

FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador (do Ministério do Trabalho).

FCO - Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste.

FINAME - Agência Especial de Financiamento Industrial – subsidiária do BNDES.

FNM - Sistema de Operações BNDES – aplicativo no SISBB para operacionalização das linhas com recursos do BNDES.

GRT - Aplicativo GARANTIA – base corporativa de informações sobre garantias do Banco, permitindo o controle automatizado dos bens ou direitos vinculados e a geração de informações gerenciais.

GST - Gerenciamento de Serviços Técnicos (aplicativo no ambiente SISBB).

INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.

ITR - Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural.

MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

MCR - Manual de Crédito Rural do BACEN.

MDA - Ministério do Desenvolvimento Agrário (www.mda.gov.br).

MF

- Ministério da Fazenda.

MI

- Ministério da Integração Nacional.

MMA - Ministério do Meio Ambiente.

Módulo Fiscal - Unidade de medida expressa em hectares, fixada para cada município, em função de fatores estabelecidos pelo INCRA.

Módulo Rural - Unidade de medida expressa em hectares, que busca exprimir a interdependência entre a dimensão, a situação geográfica dos imóveis rurais e a forma e condições do seu apr oveitamento econômico definidos pelo INCRA.

MTE - Ministério do Trabalho e Emprego (www.mte.gov.br).

NCR - Nota de Crédito Rural.

NPR - Nota Promissória Rural.

Operação Customizada - Derivada de uma operação padronizada que, não estando de acordo com as exigências regulamentares, é realizada para atender às necessidades do cliente, preservados os interesses do Banco.

Operação Massificada - Aquela definida como simples nas instruções do Banco (por exemplo, custeio agrícola e pecuário), com vinculação de garantias não complexas (aval, fiança, penhor de safra, etc.) e perfeitamente enquadrada nas normas.

Operação Não Massificada - Demais operações não classificadas como massificadas.

PROAGRO - Programa de Garantia da Atividade Agropecuária.

RECOR

financiamentos rurais.

dos

- Registro

Comum de

Operações Rurais –

sistema do

BACEN

de

cadastramento

RTA - Risco Técnico Agropecuário (aplicativo no SISBB) tem a finalidade de disponibil izar parâmetros

técnicos usados na análise de propostas de crédito rural e no estabelecimento de limi te de crédito, além

de fornecer informações para subsidiar estudos diversos relativos ao setor agropecuário. Os ATR são

responsáveis pelas informações cadastradas em suas microrregiões de atuação.

SEGUR - Seguridade – Seguros, Previdência e Capitalização (aplicativo no SISBB).

SERASA - Centralização de Serviços dos Bancos S.A. – entidade privada com a qual o Banco mantém convênio para a remessa de informações e consultas.

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SISBACEN - Sistema de Informações do Banco Central.

SISBB - Sistema de Informações Banco do Brasil.

SNCR - Sistema Nacional de Crédito Rural.

Zoneamento Agrícola - Instrumento de política agrícola e gestão de riscos na agricultura, divulgado pelo MAPA, visando indicar datas ou períodos otimizados de plantio por município, correlacionados ao ciclo da cultura e ao tipo de solo, de modo a minimizar o risco de que adversidades climáti cas coincidam com

a fase mais sensível das culturas.(www.agricultura.gov.br).

[editar] Informações da Concorrência

Considerando o Sistema Financeiro Nacional, percebe-se que os grandes Produtores Rurais são os principais alvos na disputa pela participação no mercado de agronegócios. Esse público é abordado de forma proativa pelos concorrentes, que se apóiam em um processo mais ágil na visão dos clientes e em um atendimento mais especializado.

A percepção do cliente em relação à concorrência, comparando a atuação das demais instituições com o

Banco do Brasil, pode ser resumida pelo seguinte quadro:

Informações da Concorrência.jpg

As principais instituições concorrentes (financeiras e não financeiras) apresentaram estruturas e processos específicos direcionados aos clientes que fazem partem do ciclo produtivo brasileiro.

Bradesco

Atua com equipes especializadas para atendimento a médios e grandes Produtores Rurais e promove melhoria da qualidade dos produtos, através das linhas de crédito que disponibilizam recursos ao

Produtor Rural e às Cooperativas. Investe no financiamento dos meios de produção, ben eficiamento e comercialização de safras, contribuindo para a expansão dos negócios e o crescimento da produtividade

e da qualidade dos produtos nacionais. O Banco oferece, ainda, suporte ao abastecimen to do mercado

interno e aumento das exportações. Disponibiliza informações detalhadas sobre crédito rural para os clientes. Como vantagens, o banco disponibiliza recursos adequadamente à época em que a atividade necessitar, com prazo compatível com as necessidades da atividade financiada. Destaques: atuação no varejo (produtores rurais), com cooperativas e com empresas (empresarial e corporate); maior carteira de Crédito Rural entre os bancos privados; em 2011 sobressaiu-se como um dos maiores repassadores de recursos do BNDES.

Itaú/Unibanco

Possui uma participação pouco expressiva no agronegócio, principalmente no Varejo. A expansão de sua carteira de crédito ainda é pequena, pois sua atuação junto ao segmento rural não ocu pa lugar de destaque nas estratégias do conglomerado, mesmo apresentando pequena ampliação em negócios com pecuárias em Minas Gerais e Santa Catarina. Possui o foco no cumprimento da exigibili dade rural com ênfase em comercialização e dá preferência a operações com empresas e cooperativas. Destaques:

totalizou em 2011 R$ 9,3 bilhões em repasses do BNDES na linha FINAME, representadas por 48 mil operações. A linha de financiamento voltada para a produção e aquisição de máquinas e equipamentos nacionais é concedida as instituições financeiras credenciadas pelo BNDES.

Rabobank

Mantém seus profissionais de campo próximos aos produtores, visitando as propriedades de seus clientes para verificar sua situação agronômica e financeira, sua capacidade de gestão e o perfil socioambiental da propriedade. Nos últimos anos, ofereceu opções de financiamento ao custeio, estocagem e investimento, utilizando principalmente recursos internados através da Resolução BACEN 2770 e repasse do BNDES. Vem ofertando aos seus clientes um tipo de crédito rotativo, onde o cliente ao pagar seu empréstimo tem o crédito renovado automaticamente, com limites para até 5 anos. Outro diferencial é o aceite de garantia hipotecária em graus subsequentes com concorrência de terceiros, prática não adotada pelo BB. Oferece a seus clientes um serviço de consultoria que vi sa criar ferramentas de gestão organizacional e a estruturação de um planejamento financeiro do seu negócio. As atividades da instituição no Brasil estão concentradas nos empréstimos para o agronegócio. Recentemente, o Rabobank firmou parceria com o Sistema de Crédito Cooperativa (SICREDI), com o objetivo de ofertar linhas de crédito destinadas ao financiamento do agronegócio.

Sicredi

É um sistema composto por 115 cooperativas de crédito, integradas horizontal e verticalmente. A

integração horizontal representa a rede de unidades de atendimento (1.169 unidades de atendimento), distribuídas em 10 Estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás) - 905 municípios. No processo de integração vertical, as cooperativas estão organizadas em quatro Cooperativas Centrais, uma Confederação, uma Fundação

e um Banco Cooperativo, que controla as empresas específicas que atuam na distribuição de seguros,

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administração de cartões e de consórcios. Liberou no Crédito Rural mais de R$ 4,32 bi lhões no Plano Safra 2010/2011 em cerca de 140 mil operações, recorde que posicionou o Sicredi como o quinto maior agente do Brasil. Deste montante, R$ 3,26 bilhões foram liberados para operações de custeio, comercialização e investimento e mais R$ 1,06 bilhão em operações com recursos do BNDES.

Santander

Opera no varejo diretamente com Produtor Rural e empresas dos portes Empresarial e Corporate.

Porém seu maior interesse está nas operações com Cooperativas e com Integradoras. Em 2009 ampliou

o direcionamento de recursos para operações de comercialização e, atualmente, o banco está ampliando

sua participação nos mercados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O foco estratégico do Santander está no cumprimento da exigibilidade rural e seletivi dade de clientes

do varejo. Não opera com Agricultores Familiares (Pronaf) e na região Nordeste. Na região Norte somente financia atividades pecuárias. Não possui limite de crédito para produtores r urais e pretende utilizar empresas de Astec para terceirizar o cadastro e acolhimento de propostas. Está finalizando a definição dos “parâmetros de conduta” para implementação dessas parcerias no País; cobra 0,5% do cliente a título de elaboração do orçamento, repassando uma parte desse percentual para as Astec, quando elas realizam o trabalho.

[editar] Estudo de Caso

O estudo de caso a seguir é apenas uma representação e tem a finalidade de demonstrar como aplicar

corretamente o crédito rural.

Meu nome é Alberto Roberto. Sou Gerente de contas da agência de Capim Guiné - PR. Minha agência está situada numa região onde se concentram muitos produtores ligados à cultura de soja. Recentemente, instalou-se na cidade uma trading que comercializa a produção do município.

Recebi a visita do Sr. Gilberto, cliente novo em nossa agência, interessado em financiar a compra de sementes e insumos para o plantio de sua lavoura de soja para a safra deste ano. Apresentei a ele algumas linhas de financiamento disponíveis no Banco do Brasil, prestando todas as in formações com segurança e esclarecendo as dúvidas que surgiram.

A partir das necessidades apresentadas e de todas as informações coletadas na entrevista com o cliente,

optamos pelo uso do Pronamp-Custeio, visto que esta linha melhor se adequava aos clientes de médio porte. Expliquei ao cliente todos os detalhes sobre o financiamento contratado, tais como taxas de juros, cronograma, valor das parcelas e as obrigações contratuais. Apresentei também outras linhas de crédito destinadas à atividade agrícola, caso ele desejasse expandir sua produção, deixando clara a intenção de fortalecer a relação com o cliente.

Analisei a proposta, verificando todas as garantias, limites de crédito, restrições e condições da linha de crédito. Por fim, a contratação da operação ocorreu sem problemas e de maneira rápida e eficiente para

o Banco e para o cliente. No negócio ainda foi incluído o seguro penhor rural, obrigatório na contratação

da linha. O cliente ficou satisfeito com as condições do financiamento e com o atendi mento prestado. Afirmou ter aumentado sua confiança no Banco do Brasil.

Com a receita oriunda do negócio, ele pode liquidar sua operação seis meses após a contratação. Para a próxima safra, já este sendo negociado o financiamento para a troca de sua colheitadeira por uma mais moderna. Agora podemos utilizar a linha Finame ou Pronamp investimento.

Jose Izel, você chegou ao final deste treinamento! Confira a seguir outras opções de capacitação a fim de aprimorar seus conhecimentos. Observar, ainda, as Instruções Normativas relativas ao Crédito Rural. Agradecemos por sua participação!

[editar] Opções de Capacitação

Sinapse/Agronegócios/Negócios com Cooperativas Rurais

Sinapse/Agronegócios/Atendimento ao Produtor Rural Personalizado

Sinapse/Agronegócios/Negócios com o segmento Agricultura Familiar

Sinapse/Agronegócios/Programa ABC

[editar] Normativos

IN 1-1: Normas Gerais do Crédito Rural

IN 4-1: Custeio Agropecuário Empresarial

IN 7-1: Comercialização Agropecuária

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IN 10-1: Cédula de Produto Rural(CPR)e Demais Títulos do Agronegócio

Lei 4.829 - Crédito Rural

MCR - Manual do Crédito Rural

[editar] Avaliação de aprendizagem

Para que esse treinamento seja cadastrado em seu currículo funcional, você deverá responder ao respectivo teste. Alerta: se o usuário obtiver três reprovações consecutivas, o sistema impedirá o usuário de realizar nova tentativa por um período de noventa dias. Clique aqui para conhecer as regras da avaliação e acessar o teste.

Código GQW para busca do teste: 255

José da Silva Izel

Código GQW para busca do teste: 255 José da Silva Izel Lembre-se: sua senha de acesso

Lembre-se: sua senha de acesso no BOL Mail é secreta; não a informe a ninguém. O BOL Mail jamais solicitará sua senha por e-mail ou por telefone. Trocar senha.