Você está na página 1de 16
EXPLORAÇÃO DA CANA-DE-AÇÚCAR EM PERNAMBUCO: ANÁLISE DA EFICÁCIA DAS POLITICAS AMBIENTAIS DAS USINAS

EXPLORAÇÃO DA CANA-DE-AÇÚCAR EM PERNAMBUCO: ANÁLISE DA EFICÁCIA DAS POLITICAS AMBIENTAIS DAS USINAS

luma121@hotmail.com

APRESENTACAO ORAL-Agropecuária, Meio-Ambiente, e Desenvolvimento Sustentável ARLYS JERÔNIMO DE OLIVEIRA LIMA LINO CARNEIRO; CLAUDIO JORGE GOMES DA ROCHA JUNIOR; HILSA FERNANDA MEDEIROS BUENO DE CAMARGO; LUCIA MARIA GÓES MOUTINHO. UFRPE, RECIFE - PE - BRASIL.

EXPLORAÇÃO DA CANA-DE-AÇÚCAR EM PERNAMBUCO:

ANÁLISE DA EFICÁCIA DAS POLITICAS AMBIENTAIS DAS USINAS

EXPLORATION OF SUGARCANE IN PERNAMBUCO: ANALYSIS OF THE EFFECTIVENESS OF FACTORIES’ ENVIRONMENTAL POLICIES

Grupo de Pesquisa: Desenvolvimento Rural, Territorial e Regional.

Resumo

A Gestão Ambiental é um tema atual que vem evoluindo progressivamente do ponto de

vista das empresas. Elas começam a se preocupar com os recursos naturais e com os ônus originados pelo não cumprimento da legislação ambiental. A conexão entre efeitos ambientais e resultados financeiros tem sido de fundamental interesse para as

organizações, assim, é necessário definir os impactos ao meio ambiente, formas controle e

as conseqüências para o negócio. Os objetivos desse trabalho foram identificar e avaliar

quanto à eficácia dos programas de caráter preservativo-ambiental que as usinas beneficiadoras da cana-de-açúcar no estado de Pernambuco estão desenvolvendo no que se refere à gestão auto-sustentável. A metodologia utilizada foi a “quantito-qualitativa- laboratorial”, através de questionários e uma análise laboratorial da água dos mananciais que cortam as áreas exploradas. Os questionários incluem indagações acerca da adoção de medidas de caráter ambiental e desenvolvimento sustentável pelas organizações. Para averiguação da eficácia destas medidas, foi feita uma análise da água que corta a área de canaviais explorados por essas empresas. O objetivo dessa análise foi comparar as condições da água antes, durante e depois dela passares pelas dependências das propriedades. Os parâmetros utilizados para a análise foram oxigênio dissolvido, pH e turbidez. Durante a análise das variáveis, foi identificado que duas das três usinas pesquisadas desenvolviam algum tipo de programa que visava à preservação ambiental. No

constante a água dos mananciais, não foi identificada relevantes mudanças em relação a sua qualidade.

constante a água dos mananciais, não foi identificada relevantes mudanças em relação a sua qualidade. Apenas foi observada uma variação na turbidez, onde foi identificado um excesso de sedimentos, não tóxicos. Os resultados foram similares em todas as três empresas pesquisadas. No entanto, a qualidade da água desses mananciais possui uma baixíssima qualidade. Essa deterioração, entretanto, não está diretamente relacionada a atividade extrativistas das usinas. Assim, os programas desenvolvidos por essas empresas estão efetivamente preservando o meio ambiente, porém, algo mais necessita ser feito visto que, preservar o ambiente não é apenas a ausência de degradação mais sim, o reverter os processos existentes.

Palavras-chaves:

Empresarial; Usinas de Cana-de-açúcar.

Desenvolvimento

Sustentável;

Abstract

Preservação.Ambiental;

Gestão

Environmental management is a current topic that has been gradually evolving from business point of view. The enterprises begin to worry about natural resources and the burden arising from the breach of environmental legislation. The connection between environmental and financial performance has been of major concern for organizations, so it is necessary to determine the impacts on the environment, control forms and the consequences for business. The objective of this study was to identify and evaluate the effectiveness of saving and environmental the programs that benefited sugarcane factories in the state of Pernambuco are developing with regard to self-sustaining management. The methodology was the direct search through the use of questionnaires and laboratory analysis of water from springs that cross the explored areas. The questionnaires included questions about the adoption of environmental and sustainable measures by these organizations. The investigation of the effectiveness of these measures was based on water analysis. Based on this analysis we compared the water stream conditions before, during and after of the properties. The parameters used for analysis were dissolved oxygen, pH. and Turbidity. During the analysis of variables it was identified that two of the three factories studied developed some type of program aimed at environmental preservation. Concerning to water from springs, no relevant changes in relation to its quality were found. A change in turbidity was observed, in which excess, non-toxic sediment was identified. The results were similar in all three companies surveyed. However, the water quality of these springs has a very poor quality. This deterioration, however, is not directly related to the extractive activity of the factories. Thus, the programs developed by these companies are effectively protecting the environment, however, something more needs to be done,since preserving the environment is not merely the absence of degradation but to reverse the existing processes.

Keywords: Sustainable Development; Business Management; Sugarcane factories.

1. INTRODUÇÃO A auditoria ambiental, segundo Becke (2003), passa por um processo de evolução onde

1. INTRODUÇÃO

A auditoria ambiental, segundo Becke (2003), passa por um processo de evolução

onde as empresas começam a se preocupar com os recursos naturais existentes e também com os ônus originados pelo não cumprimento da legislação ambiental, danos causados ao

meio ambiente. A conexão entre efeitos ambientais e resultados financeiros, segundo Tricard (1994), vem despertando o interesse das organizações. É necessário definir qual o impacto ambiental. Que controle deste impacto pode ser exercido e quais as conseqüências financeiras para o negócio. Esta conexão é o desafio para as empresas e principalmente para sua contabilidade, assim como para os interessados em proteção ambiental. A gestão ambiental atua preventivamente em todo processo produtivo, como:

evitando impactos sobre o meio ambiente através de um conjunto de ações, que incluem controle de emissões tóxicas, reciclagem de resíduos etc. Se a empresa conseguir demonstrar avanços em termos de uso tecnológico ambientais poderá angariar benefícios adicionais, como despender menos com taxas e multas por danos ambientais, menores custos de produção e de disposição de resíduos, além de ter acesso a melhores oportunidades de negócios. Silva et. al. (2003) remete à contabilidade ambiental para afirmar que surgiu uma nova prestação de serviço denominada “auditoria ambiental”. A auditoria ambiental encontra-se em processo de evolução na sua conceituação quanto na delimitação do âmbito de sua atuação e dos verdadeiros responsáveis por seus informes e por sua vocação. Em sua fase inicial, este tipo de auditoria visa o cumprimento obrigatório pelas entidades auditadas da divulgação de contingências ambientais sob o ponto de vista financeiro. Contemporaneamente, vem sendo gradativamente incluído na gestão organizacional, sob o chamamento mundial de que se torna necessário atender aos preceitos da responsabilidade empresarial sustentável, e ao mesmo tempo, manter posição de competitividade no mundo dos negócios.

A auditoria ambiental sob enfoque administrativo, de acordo com Viola & Leis

(1997), pode ser interpretada como fator ambiental endógeno e, ao mesmo tempo, como fator ambiental exógeno que exercem forças internas e externas sobre a entidade, e lhe servem de controle; são agentes de dinâmica provocada pela utilização dos meios patrimoniais na tentativa de suprir as necessidades decorrentes dos impactos gerados pelas atividades produtivas. Neste trabalho são apresentados tópicos conceituais sobre auditoria ambiental e considerações a respeito do cumprimento da legislação ambiental entre algumas usinas produtoras de derivados da cana-de-açúcar localizadas na região da Zona da Mata de

Pernambuco, dada a “fama”, que esse tipo de organização detém, de serem intensas depreciadoras do meio ambiente, degradando-o intensamente com o manejo descontrolado de sua fonte de matéria prima para o desenvolvimento das suas atividades mercadológicas. Visto que a Gestão Ambiental é um tema atual que vem evoluindo progressivamente do ponto de vista empresarial. Visto que essas organizações começam a se preocupar com os recursos naturais e com os ônus originados pelo não cumprimento da legislação ambiental.

3

Campo Grande, 25 a 28 de julho de 2009, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural

2. PROBLEMÁTICA E CAMINHOS METODOLÓGICOS A conexão entre efeitos ambientais e resultados financeiros tem sido

2. PROBLEMÁTICA E CAMINHOS METODOLÓGICOS

A conexão entre efeitos ambientais e resultados financeiros tem sido um norte de interesse para as organizações, com esse propêndio é necessário definir os impactos ao meio ambiente, formas controle e as conseqüências para o negócio pois, só assim as organizações poderão se enquadrar no novo cenário mercadológico despontante no século

XXI.

Os objetivos desse trabalho foram discutir a cerca da importância econômica e social da monocultura da cana-de-açúcar para a região da Zona da Mata de Pernambuco bem como, referendar a importância da auditoria ambiental para a adequação das orgamnizações pesquisadas a legislação ambiental vigente. Ainda, buscou-se identificar e avaliar quanto à eficácia dos programas de caráter preservativo-ambiental que as usinas beneficiadoras da cana-de-açúcar no estado de Pernambuco estão desenvolvendo no que se refere à gestão auto-sustentável. A metodologia utilizada foi a “quantito-qualitativa-laboratórial”, através de questionários e uma análise laboratorial da água dos mananciais que cortam as áreas exploradas. Os questionários incluem indagações acerca da adoção de medidas de caráter ambiental e desenvolvimento sustentável pelas organizações. Para averiguação da eficácia

destas medidas, foi feita uma análise da água que corta a área de canaviais explorados por essas empresas. O objetivo dessa análise foi comparar as condições da água antes, durante

e depois dela passares pelas dependências das propriedades. Os parâmetros utilizados para

a análise foram oxigênio dissolvido, pH. e Turbidez. Durante a análise das variáveis, foi

identificado que duas das três usinas pesquisadas desenvolviam algum tipo de programa que visava à preservação ambiental. Para comprovar a veracidade das respostas e, observar até que ponto as práticas ambientais desenvolvidas nessas instituições estão efetivamente sendo percebida pelo meio-ambiente, realizou-se um comparativo com a água contida nos mananciais que cortam as propriedades por essas usinas exploradas. Para essa comparação, foram realizadas coletas de água 200m antes do manancial cortar as propriedades, no interior das propriedades exploradas pelas organizações e 200m após o manancial “deixar as terras das usinas”. Estes testes foram realizados nas três usinas investigadas.

3. AUDITORIA AMBIENTAL E AS USINAS CANAVIEIRAS

3.1 Auditoria ambiental

A auditoria ambiental de acordo com Silva (2003) teve como seu marco inicial os

Estados Unidos da América ao final da década de 70, com o objetivo principal de verificar

o cumprimento da legislação ambiental que dava seus primeiros passos àquela nação. O

4

Campo Grande, 25 a 28 de julho de 2009, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural

principal eixo norteador dessas auditorias é a preservação ambiental aliada ao cumprimento da lei. Segundo

principal eixo norteador dessas auditorias é a preservação ambiental aliada ao cumprimento da lei. Segundo Zarrous (2001) diversas organizações, no intuito de verificarem suas limitações no constante ao cumprimento legal-ambiental, acabam por promover auditorias ambientais próprias. Auditorias essas que ditaram modelagens a serem implementadas nos processos com a finalidade da adequação aos diplomas legais vigentes. As usinas promotoras e beneficiadoras da monocultura da cana-de-açúcar, por lidarem diretamente com o meio ambiente, têm maior atenção com esse tipo de auditoria, visto que, o descumprimento da legislação em vigor, bem como as conseqüências por danos ambientais causados poderiam inviabilizar por completo suas atividades. Atividades essas que possuem um caráter mantenedor e alavancador, do ponto de vista econômico, para a região da zona da mata pernambucana.

3.2- As usinas de Cana-de-açúcar em Pernambuco.

No Brasil, de acordo com Andrade (1989), o plantio da cana-de-açúcar (matéria prima das usinas) se iniciou em São Vicente, no ano de 1522, trazida da Ilha da Madeira, por Martim Afonso de Souza. Foi em Pernambuco, porém, que ela floresceu, encontrando condições ideais para seu desenvolvimento nas terras úmidas em massapê ou massapé. Em 1553, Duarte Coelho Pereira trouxe também da Ilha da Madeira, a chamada cana crioula, que durante três séculos, foi a variedade dominante cultivada em Pernambuco. Há indicações que já havia anteriormente, cultura de cana-de-açúcar nas terras da ilha de Itamaracá. A primeira usina de Pernambuco foi a de São Francisco da Várzea, cuja primeira moagem aconteceu em 1875 (Gonçalves & Silva, 1929, 18). Pernambuco já teve mais de cem usinas. Atualmente, no entanto, existem apenas cerca de 38, algumas, inclusive, encontram-se paralisadas ou desativadas. Desta maneira, pode-se perceber que a indústria da cana-de-açúcar é um importante elemento do vetor dinâmico da economia local bem como possui um singular valor cultural e histórico para empreendedores locais. Partindo desse pré-suposto e dos valores e consciências ambientais, optou-se por realizar uma pesquisa de campo, utilizando as metodologias “quantito-qualitativa-laboratórial” 1 , entre as usinas de cana-de-açúcar localizadas na Zona da Mata pernambucana. Essa metodologia consiste em confrontar as respostas contidas nos questionários que foram respondidos pelos gestores dos vários segmentos das usinas pesquisadas com o que realmente estava sendo aplicado e ainda, se de maneira eficiente ou se eficientes eram os programas anti-impacto ambiental das usinas pois as análises da água da forma proposta na pesquisa ratificaria ou retificaria os dados levantados através dos questionários aplicados.

1 Protocolo (método seqüencial laboratorial que pode ser universalizado para investigações similares, em condições similares e que busquem os mesmos objetivos) metodológico próprio e direcionado ao objetivo central da investigação (nas ciências biológicas é de praxes se desenvolver protocolos direcionados a situações e objetivos específicos das investigações), retificando ou ratificando a hipótese.

5

Campo Grande, 25 a 28 de julho de 2009, Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural

4 - CONTEXTO ECONÔMICO E SOCIAL DA ATIVIDADE CANAVIEIRA NA ZONA DA MATA PERNAMBUCANA A

4 - CONTEXTO ECONÔMICO E SOCIAL DA ATIVIDADE CANAVIEIRA NA ZONA DA MATA PERNAMBUCANA

A cana-de-açúcar tem grande importância no cenário econômico e social na Zona da Mata do estado de Pernambuco, dada a quantidade de mão de obra empregada visto que, a região é carente em oportunidades de trabalho em outras atividades além daquelas que requerem as usinas. Nesse contexto, a monocultura da cana-de-açúcar, apesar de receber diversas críticas pelo fato das condições de insalubridade em que os trabalhadores exercem suas atividades no campo vem sendo fator preponderante para a subsistência economicamente da população daquela região. De acordo com Lima (2010), o cultivo e beneficiamento da cultura da Cana-de- açúcar vêm crescendo em volume de produção nos últimos anos, onde esses dados podem ser mais bem analisados através da tabela abaixo (tabela 1.).

Tabela 1. Produção dos principais países produtores de cana-de-açúcar por área plantada e produtividade.

SAFRA

 

2003

 

2004

 

2005

 

2006

 

2007

PAIS

(M

(H (K

(M

(H (K

(M

(HA

(K

(M

(H

(K

(M

(HA)

(KG)

T)

A) G)

T)

A) G)

T)

)

G)

T)

A)

G)

T)

Brasil

396

5,4

76,3

415

5,6

69,

423

5,8

64,

457

6,1

73,

514

6,7

77,6

   

3

 

7

 

5

 

Índia

287

4,5

63,6

234

3,9

59,

237

3,7

64,

281

4,2

66,

356

4,9

77,2

   

4

 

8

 

9

 

China

92

1,4

64,2

91

1,4

65,

88

1,4

64,

100

1,2

82,

106

1,2

86,1

   

3

 

1

 

6

 

Tailând

74

1,1

65,2

65

1,1

58,

50

1,1

46,

48

1,0

49,

64

1,0

63,7

ia

   

5

 

5

 

4

 

México

45

0,6

73,7

49

0,7

74,

52

0,7

77,

51

0,7

74,

51

0,7

74,5

   

6

 

1

 

5

 

Mundo

1.3

20,

66,1

1.33

20,

65,

1.31

20,0

65,

1.38

20,

67,

1.55

22,00

70,9

76 8 6 4 5 7 0 8 9 5 9 8 Fonte: LIMA, G.
76 8 6 4 5 7 0 8 9 5 9 8

76

8

6

4

5

7

0

8

9

5

9

8

Fonte: LIMA, G. A. Trabalho e Ocupação: Uma análise do sistema de gestão de pessoas na área agrícola da Usina Larangeiras no Estado de Pernambuco. Dissertação de Mestrado (Mestrado em Desenvolvimento Rural) PADR-UFRPE. Recife. 2010. p 67. Notas: Produção em milhões de toneladas (MT); área plantada em milhares de hectares (HA); produtividade em quilos por área plantada (KG).

“A Tabela 1, indica que o Brasil e a Índia são os países que estão aumentados a área de plantio, em vista das perspectivas de negócios, havendo uma redução de área plantada na China e na Tailândia.” (Lima 2010. P.67.)

Esse crescimento e relevância sócio-econômica, vem demonstrando para a região a importância de políticas ambientais que promovam a sustentabilidade dos empreendimentos no tocante aos recursos naturais. Pois como essas empresas estão inseridas em uma região densamente habitada e cujos recursos naturais vitais, tais como: a água o ar, a flora e fauna estão diretamente ligados ambientalmente as atividades das usinas, o desinteresse por essa questão pode acarretar conseqüências catastróficas, no que consiste a viabilidade ambiental local e economia para a sociedade ali residente. A modernização e a competitividade sustentável do setor canavieiro, de acordo com Vidal (2006) foi resultado da interação entre diversos atores que contracenam no cenário do cultivo e beneficiamento da cana-de-açúcar, entre eles encontramos as próprias usinas canavieiras bem como, as destilarias, fornecedores de matérias primas e insumos, centros de pesquisas entre outros. Aonde essa interlocução cria elos geradores de oportunidades diversificadas de negócios que vão da produção da cana-de-açúcar, processamento de açúcar e álcool e a promoção de programas que visem diminuir a agressão ambiental.

4.1- O Desempenho do Agronegócio Canavieiro Brasileiro no Cenário Internacional

Entre as décadas de 1999 a 2008, de acordo com Lima (2010) apud Vidal et. al. (2006), o Brasil foi se consolidando como um dos países detentores de alta competitividade no agronegócio mundial, mais especificamente no tocante a monocultura da cana-de- açúcar, onde o país despontam como líder mundial, tanto na área cultivada como na produção durante a colheita. Nos gráficos 1 e 2 que traduzem esse cenário de crescimento brasileiro frente a outros países produtores.

Evolução da produção mundial de cana de açúcar nos principais paises produtores 600 500 Brasil

Evolução da produção mundial de cana de açúcar nos principais paises produtores

600 500 Brasil 400 Índia 300 China Tailândia 200 México 100 0 2003 2004 2005
600
500
Brasil
400
Índia
300
China
Tailândia
200
México
100
0
2003
2004
2005
2006
2007
safra
Gráfico 1. Evolução da produtividade da cana-de-açúcar nos principais países produtores.
Fonte: LIMA, G. A. Trabalho e Ocupação: Uma análise do sistema de gestão de pessoas na área agrícola da
Usina Larangeiras no Estado de Pernambuco. Dissertação de Mestrado (Mestrado em Desenvolvimento
Rural) PADR-UFRPE. Recife. 2010. p 67.
milhões de toneladas
(mt)

Evolução da produtividade nos paises apontados

100 80 60 40 20 0 2003 2004 2005 2006 2007 Toneladas/hectare
100
80
60
40
20
0
2003
2004
2005
2006
2007
Toneladas/hectare

Safras

BrasilÍndia China Tailândia México

ÍndiaBrasil China Tailândia México

ChinaBrasil Índia Tailândia México

TailândiaBrasil Índia China México

MéxicoBrasil Índia China Tailândia

Gráfico 2. Evolução da produtividade nos principais países produtores de cana-de-açúcar. Fonte: LIMA, G. A. Trabalho e Ocupação: Uma análise do sistema de gestão de pessoas na área agrícola da Usina Larangeiras no Estado de Pernambuco. Dissertação de Mestrado (Mestrado em Desenvolvimento Rural) PADR-UFRPE. Recife. 2010. p 67.

Quando se compara os cenários nacional e internacional, em termos de produtividade e geração de

Quando

se

compara

os

cenários

nacional

e

internacional,

em

termos

de

produtividade e geração de divisas econômicas, o Brasil só perde para a China.

“Embora a produção chinesa tenha melhorado a sua envergadura, ultrapassando a do Brasil e da Índia nas safras 2006 e 2007, houve uma

diminuição na área plantada que forneceu em 2007 uma produção cinco vezes menor que a brasileira.” (Lima, 2010. P 68.)

Neste contexto, o Brasil demonstra suas aptidões para o cultivo da cana-de-açúcar, em que esta atividade agroindustrial vem fomentando a economia nacional (principalmente das regiões produtoras), gerando empregos e desenvolvimento para a nação de uma maneira geral.

4.2- O Desempenho do Agronegócio Canavieiro Brasileiro no Cenário Local

A atividade canavieira em Pernambuco é propiciada pelas condições climáticas existentes no estado que consiste na alta intensidade luminosa, temperatura elevada, e precipitação pluviométrica bem distribuída, fatores esses que favoráveis ao cultivo da cana.

“Estas condições favoráveis, no entanto, encontram-se comprometidas por outros fatores como o relevo acidentado, que dificulta a mecanização da lavoura, por exemplo, e o ciclo de estiagem que ocorre a cada três a cinco anos diminuindo o índice pluviométrico e, conseqüentemente, o rendimento agrícola médio da cana.” (Lima, 2010. P. 74).

Alguns aspectos topográficos, como relevos acentuados e grandes vales, concorrem para o custo mais elevado da agricultura canavieira no estado, principalmente no que consiste a colheita da cana-de-açúcar visto que, esse relevo vem diminuir a viabilidade da maioria dos dispositivos mecânicos utilizados comumente em colheitas realizadas nas planícies e tabuleiros paulistas. Todavia, através de dados levantados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, descritos no Gráfico 3, tem-se uma comparação entre o volume de cana processada no Brasil, nas regiões Nordeste e Centro Sul. Neste gráfico fica evidenciado que o índice de processamento da cana da região Centro Sul cresce proporcionalmente em relação ao Brasil. Entretanto, a região Nordeste permanece com uma produção abaixo de 100.000.000 ton., nas últimas cinco safras.

600.000.000 500.000.000 400.000.000 300.000.000 200.000.000 100.000.000 0 PERNAMBUCO REGIÃOCENTRO-SUL REGIÃONORDESTE

600.000.000

500.000.000

400.000.000

300.000.000

200.000.000

100.000.000

0

PERNAMBUCO REGIÃOCENTRO-SUL REGIÃONORDESTE BRASIL 2004/2005 2005/2006 2006/2007 2007/2008 2008/2009
PERNAMBUCO
REGIÃOCENTRO-SUL
REGIÃONORDESTE
BRASIL
2004/2005
2005/2006
2006/2007
2007/2008
2008/2009

Gráfico 3. Cana-de-açúcar processada no Brasil (regiões NNE, CS e em Pernambuco). Fonte: LIMA, G. A. Trabalho e Ocupação: Uma análise do sistema de gestão de pessoas na área agrícola da Usina Laranjeiras no Estado de Pernambuco. Dissertação de Mestrado (Mestrado em Desenvolvimento Rural) PADR-UFRPE. Recife. 2010. p 69. [Os valores apresentados na Tabela referem-se à posição em 16/05/09].

A situação de Pernambuco também foi contemplada no gráfico, no intuito de que o volume de cana processada seja examinado no universo do País e comparativamente às regiões produtivas, demonstrando a importância econômica da monocultura da cana-de- açúcar para o Estado. Neste contexto, foi verificado que Pernambuco teve um volume de cana processada no valor equivalente a 3,33% do volume do País e 3,75% do valor obtido pelo Centro Sul. Na Região Nordeste esse valor foi o equivalente a 29,56%, de toda cana processada na região. Todavia, essa produção um pouco inferior da região Nordeste Brasileira, frente ao Centro Sul do país, não remete que a cultura da cana-de-açúcar esteja em decadência na região visto que só foram considerados os quantitativos deixando à parte as variáveis qualitativas. As informações qualitativas obtidas indicam que, embora o nordeste brasileiro esteja produzindo menos que a região Centro Sul, a relevância das atividades canavieiras do ponto de vista sócio-econômico, dada as características essencialmente agrárias e a reduzida industrialização da região.

“Em relação ao Nordeste, Pernambuco é o segundo estado em processamento da cana, perdendo para Alagoas que nas últimas safras vem mantendo uma média de 25.790.131 ton de cana processada contra 16.926.164 ton de Pernambuco. A produção de Alagoas também foi mais elevada na safra 2008, ficando em 31.200.6 ton contra 24.130.9 ton da safra pernambucana” (Lima 2010, p. 74.).

5- CANA-DE-AÇÚCAR E A GERAÇÃO DE EMPREGO EM PERNAMBUCO Segundo GASPAR (2003) “A primeira usina

5- CANA-DE-AÇÚCAR E A GERAÇÃO DE EMPREGO EM PERNAMBUCO

Segundo GASPAR (2003) “A primeira usina implantada em Pernambuco foi à de São Francisco da Várzea, cuja primeira moagem aconteceu em 1875. Pernambuco já chegou a ter mais de cem usinas. Atualmente, no entanto, existem apenas cerca de 38, algumas, inclusive, encontram-se paralisadas ou desativadas.”

“A fase agrícola do cultivo da cana-de-açúcar (preparo de solo, plantio, tratos culturais, colheita, transporte) que, em épocas passadas exigia maior número de pessoas em sua execução, cedeu espaço para as atividades da usina que, na atualidade, requerem maior número de trabalhadores” (LIMA, 2010, p. 82), conforme a seguinte tabela:

Tabela

02.

Movimentação

de

trabalhadores

no

setor

sucroalcooleiro

por

atividades

selecionadas (2007)

 

Admitidos

 

Desligados

 

Variação

BRASIL

01139

- Cultivo de

 

239.257

 

235.745

 

3.512

cana-de-açúcar

     

01619

– Ativ. De

 

90.728

 

96.438

 

-5.710

serv. relacionados à

     

agricultura

151610

– Usinas de

 

186.851

 

191.760

 

-4.909

açúcar

     

15628

Refino

– moagem de açúcar

e

 

139

 

257

 

-118

23400

Produção

 

70.409

 

65.374

 

5.035

de álcool

     

Total

 

587.384

 

589.574

 

-2.190

NORDESTE

01139

- Cultivo de

 

30.293

 

32.383

 

-2.090

cana-de-açúcar

     

01619

– Ativ. De

 

8.308

 

8.430

 

-122

serv. relacionados à agricultura

     

151610

– Usinas de

 

78.807

 

80.953

 

-2.146

açúcar

     

15628

Refino

– moagem de açúcar

e

 

0

 

0

 

0

23400

Produção

 

12.925

 

10.976

 

1.949

de álcool

     
Total 130.333 132.742 -2.409 SUDESTE 01139 - Cultivo de 158.127 154.093 4.034

Total

130.333

132.742

-2.409

SUDESTE

01139

- Cultivo de

158.127

154.093

4.034

cana-de-açúcar

01619

– Ativ. De

63.325

69.056

-5.731

serv. relacionados à agricultura

151610

– Usinas de

77.575

79.012

-1.437

açúcar

15628

Refino

– moagem de açúcar

e

39

33

6

23400

Produção

24.979

23.680

1.299

de álcool

Total

324.045

132.742

-1.829

PERNAMBUCO

01139

- Cultivo de

10.927

10.730

197

cana-de-açúcar

01619

– Ativ. De

1.422

1.606

-184

serv. relacionados à

agricultura

151610

– Usinas de

29.634

28.387

1.247

açúcar

15628

Refino

– moagem de açúcar

e

0

0

0

23400

Produção

451

328

123

de álcool

Total

42.434

41.051

1.383

Fonte: LIMA, G. A. Trabalho e Ocupação: Uma análise do sistema de gestão de pessoas na área agrícola da Usina Laranjeiras no Estado de Pernambuco. Dissertação de Mestrado (Mestrado em Desenvolvimento Rural) PADR-UFRPE. Recife. 2010. p 82-83.

Segundo LIMA (2010) a movimentação ma atividade Usinas de Açúcar (CNAE 15610) apresentou Pernambuco com o único saldo positivo do ano: foram 1.247 empregos efetivos.

6- LEVANTAMENTO DE DADOS

Os dados e informações obtidos na pesquisa foram alcançados através de questionários (disciplinando sobre as posturas da empresa para com o meio ambiente) aplicados à gestão das organizações e, com a finalidade de testar, ainda que parcialmente, a veracidade das informações prestadas nos questionário. Foram feitas algumas análises laboratoriais da águas dos mananciais que cortam as propriedades (antes das águas

cruzarem a propriedade, no interior da propriedade, e, após a água cruzar as propriedades das

cruzarem a propriedade, no interior da propriedade, e, após a água cruzar as propriedades das usinas. Foram utilizados os seguintes parâmetros ou fatores de teste, referendados por Feresu et. al. (1990) e Sousa et. al.(1983), além de algum dos parâmetros utilizados pela Companhia Pernambucana de Saneamento – COMPESA -, para a análise da água dos mananciais que cortam as propriedades: Oxigênio Dissolvido, pH e Turbidez. Após essas análises avaliaram-se os índices de preservação do meio ambiente, pelo menos no constante a água, ou ao menos não piorar a situação já encontrada, que forma realmente efetivada pelas usinas pesquisadas, avaliando a veracidade das respostas colhidas no questionário aplicado.

7- PESQUISA DE CAMPO

A primeira etapa da investigação de campo consistiu na aplicação de um questionário, no intuito de se averiguar, através das respostas as indagações feitas, o quanto estas organizações estavam considerando as questões e legislação ambiental pertinente. As respostas às indagações do questionário foram uniformes entre as usinas que retornaram o material de levantamento, dada a similaridade nos processos de cultivo e manejo da cana- de-açúcar na região da zona da Mata de Pernambuco. Segue a síntese das respostas às questões levantadas na pesquisa direta. Todas as Organizações pesquisadas desenvolvem algum tipo de programa que visam a preservação e degradação ambiental, principalmente durante as atividades extrativistas da usina, tais como várias práticas de combate às pragas, como: a utilização de pesticidas, larvisidas, erbicidas, entre outros, bem como orgânicos. A aplicação geralmente é feita através de aviões que diminuem o contato dos produtos com o solo e rios. Relativamente à visão da organização acerca da legislação ambiental vigente, diversas respostas foram dadas, mas todas seguiram a linha de pensamento da importância da prática de sustentabilidade como uma forma de preservação ambiental e econômica para a região e para a própria cultura da cana-de-açúcar. No entanto, realizam queimadas durante a época da colheita e o posterior uso de insumos de base orgânica, oriundo da própria cultura da cana, além de compostos químicos pouco impactantes ao meio ambiente: sódio, magnésio, potássio, entre outros, durante o plantio, manutenção e colheita da cana-de- açúcar.

Finalmente, não tratam a água dos mananciais que cortam suas as exploradas de sua usinas, porém afirmam que se esforçam em preservá-los. Para comprovar a veracidade das respostas e, observar até que ponto as práticas ambientais desenvolvidas nessas instituições estão efetivamente sendo percebida pelo meio-ambiente, realizou-se um comparativo com a água contida nos mananciais que cortam as propriedades por essas usinas exploradas. Para essa comparação, foram realizadas coletas de água 200m antes do manancial cortar as propriedades, no interior das propriedades exploradas pelas organizações e 200m após o manancial “deixar as terras das usinas”. Estes testes foram realizados nas três usinas investigadas. Os parâmetros para a referida análise foram: Oxigênio Dissolvido, pH e Turbidez.

As intenções ou visões relativas ao meio-ambiente de cada usina pesquisada foi percebidas através das

As intenções ou visões relativas ao meio-ambiente de cada usina pesquisada foi percebidas através das análises dos questionários a elas aplicados, como será visto a seguir.

8- AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DA PESQUISA DE CAMPO

Durante a avaliação dos resultados concluiu-se que, todas as usinas pesquisadas desenvolvem algum tipo de ação que visa minimizar os impactos ambientais de suas atividades e demonstraram bastante apreço pela legislação ambiental ao contrário do que se acreditava até então. Os gestores afirmaram que, como não há possibilidade de uma atividade voltada para o beneficiamento da cana-de-açúcar sem uma preservação do meio ambiente que possibilitasse a sobrevivência da monocultura, a conservação do meio ambiente estava relacionada com a própria manutenção das atividades por elas desenvolvidas. No constante à análise laboratorial da água, percebe-se que não houve uma significativa mudança nas condições da água ao se comparar o antes e o depois dessa água cortar as áreas exploradas das usinas. Mínimas modificações foram encontradas no constante a turbidez, já o pH se manteve dentro de uma variação aceitável. Essa pouca variação na turbidez pode ser conseqüência das próprias condições ambientais da região e da precipitação de recursos orgânicos oriundos da própria cultura da cana-de-açúcar. Porém, vale ressaltar que embora as usinas não estejam maximizando a degradação da água dos mananciais que cortam suas terras, a água desses mananciais, se encontram em condições bastante impróprias, sendo a mesma possuidora de um índice muito pequeno de oxigênio dissolvido, microrganismos anaeróbicos, pH com acidez acentuada e, cor e cheiro não límpidos. Assim, pode-se dizer que, embora as usinas não estejam sendo grandes depreciadoras da água da região, não daria para admitir o mesmo diagnóstico das outras empresas e, até mesmo das prefeituras, que com seus esgotos, estão poluindo acentuadamente a totalidade dessas águas.

9- CONSIDERAÇÕES

Os temas ambientais transformaram-se em um ponto crítico para os negócios, especialmente para as indústrias. Operar em conformidade com os regulamentos ambientais, arcar com a responsabilidade financeira por danos ambientais, melhorar a imagem, ganhar mercados em associação com uma nova ética social exigida pelos consumidores e minimizar barreiras comerciais não-tarifárias no mercado internacional, são algumas das questões ambientais enfrentadas pelas indústrias, com implicações no projeto de produtos, nas tecnologias dos processos e nos procedimentos gerenciais. A boa imagem da organização no contexto da crescente globalização dos mercados passou a ser fator estratégico de competitividade, tornando fundamental para as empresas agregar ao sistema de gerenciamento a gestão do meio ambiente.

A pesquisa de campo concluiu que: as usinas que exploram a cana de açúcar não

A pesquisa de campo concluiu que: as usinas que exploram a cana de açúcar não estão diretamente ligadas ao baixo nível da qualidade da água dos mananciais hídricos locais, grande parte dos detritos contaminantes dessas águas estão relacionados a outros tipos de atividades e inclusive a detritos urbanos. Assim, no contexto globalizado e altamente competitivo da atualidade, torna-se imperativa a necessidade de inovar, levando-se também em consideração os aspectos ambientais envolvidos na nova problemática administrativa da humanidade. Dessa

maneira, lançar no mercado um novo produto, instalar em uma empresa um novo processo ou criar uma nova componente industrial faz com que seja necessária, cada vez mais, uma avaliação e atualização dos impactos ambientais associados. Isso se realiza por meio da Auditoria Ambiental, e torna-se uma ferramenta de gestão importante para as decisões gerenciais tendo em vista que as usinas pesquisadas periodicamente passam auditorias para a continuidade de suas atividades (cultivo, colheita e beneficiamento). Através dessas auditorias recebem recomendações a serem cumpridas relativamente à preservação de

Recomenda-se, portanto, que a gestão das usinas

devem passar a ser pró-ativas nessa direção se antecipando a auditorias externas.

matas, diminuição de poluição e etc

REFERÊNCIAS

ANDRADE, M. C. História das usinas de açúcar de Pernambuco. Recife: FJN. Ed. Massangana, 1989. 114 p.

BECKE, V. L. Auditoria Ambiental. Revista Técnicas do Conselho Regional Contabilidade do Rio Grande do Sul. Rio Grande do Sul, nº 112, 2003, p. 31-49.

FERESU, S. B., V. A. N., SICKLE, J. Coliforms as a measure of sewage contamination of the river Zambezi. Journal of Applied Bacteriology 1990; 68(4): 397-403.

GASPAR, Lúcia. Usinas de Açúcar de Pernambuco. Pesquisa Escolar On-Line, Fundação

Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br>. Acesso em: 30 mar.

2010.

GONÇALVES & SILVA, O açúcar e o algodão em Pernambuco. Recife: [s.n.], 1929. 90 p.

LIMA, G. A. Trabalho e Ocupação: Uma análise do sistema de gestão de pessoas na área agrícola da Usina Laranjeiras no Estado de Pernambuco. Dissertação de Mestrado (Mestrado em Administração e Desenvolvimento Rural) PADR-UFRPE. Recife. 2010. 174p.

SILVA, M. A. B., ASSIS, M. D. P. P. C. Auditoria ambiental. AEVSF e FACAPE, Petrolina, 2003. p. 5-21.

SOUZA, L. C., IARIA, S.T., PAIM, G. V., LOPES, C. A. M. Bactérias coliformes totais

SOUZA, L. C., IARIA, S.T., PAIM, G. V., LOPES, C. A. M. Bactérias coliformes totais e coliformes de origem fecal em águas usadas na dessedentação de animais. Revista de Saúde Pública, nº 17, 1983; p.112-122.

ZAAROUS, G. Questões Ambientais. Boletim Informativo Oliveira Neves e Associados. São Paulo, julho de 2001. p. 4.