Você está na página 1de 22

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

GEOGRAFIA:

Noções básicas de cartografia: Orientação: pontos cardeais; Locali- zação: coordenadas geográficas (latitude e longitude); Representa- ção: leitura, escala, legenda e convenções. Natureza e meio ambiente no Brasil: Grandes domínios climáticos; Ecossistemas. As atividades econômicas e a organização do espaço: Espaço agrário: modernização e conflitos; Espaço urbano: atividades eco- nômicas, emprego e pobreza; A rede urbana e as Regiões Metropolitanas. Formação Territorial e Divisão Político-Administrativa: Divisão Políti- co-Administrativa; Organização federativa.

Noções básicas de cartografia: Orientação: pontos cardeais; Localização: coordenadas geográficas (latitude e longitude); Representação: leitura, escala, legenda e convenções.

MEIO DE ORIENTAÇÃO E COORDENADAS GEOGRÁFICAS

OS PONTOS DE ORIENTAÇÃO

O homem, para facilitar o seu deslocamento sobre a superfície terres-

tre, tomando por base o nascer e o pôr do Sol, criou alguns pontos de

orientação.

Devido à marcante influência que o Sol exerce sobre a Terra, o ho- mem, observando sua aparente marcha pelo espaço, fixou a direção em que ele surge no horizonte’.

O ponto em que o Sol aparece diariamente no horizonte, o nascente,

é conhecido também por leste ou oriente, e o local onde ele se põe, o poente, corresponde ao oeste ou ocidente.

Estendendo a mão direita para leste e a esquerda para oeste, encon- tramos mais dois pontos de orientação — o norte, à nossa frente, e o sul, às nossas costas.

Esses quatro principais pontos de orientação: norte, sul, leste e oeste, constituem os pontos cardeais.

Entre os pontos cardeais, foram criados mais quatro pontos de orien- tação, os colaterais, que são: nordeste, sudeste, noroeste e sudoeste.

Para tornar mais segura a orientação sobre a superfície terrestre, en- tre um ponto cardeal e um colateral foi criado o subcolateral.

Os pontos subcolaterais são em número de oito:

NNE — nor-nordeste; ENE — es-nordeste; ESE — es-sudeste; SSE — su-sudeste; SSO — su-sudoeste; OSO — os-sudoeste; ONO — os-noroeste; NNO — nor-noroeste.

Juntando-se os pontos cardeais, colaterais e subcolaterais notamos que eles formam uma figura conhecida pelo nome de rosa-dos-ventos.

O MAGNETISMO TERRESTRE

A Terra pode ser perfeitamente comparada a um gigantesco imã,

possuindo dois pólos magnéticos que se situam próximo aos pólos

geográficos, mas que não coincidem com estes.

O magnetismo terrestre tem sua provável origem na eletricidade emi-

tida pela massa líquida, proveniente da junção dos oceanos nas extremida- des do globo terrestre.

Descoberta a atração magnética que os extremos da Terra exercem sobre as demais partes do globo, inventou-se a bússola, aparelho que é um seguro meio de orientação.

A bússola é constituída por uma agulha magnética convenientemente

colocada sobre uma haste no centro de uma caixa cilíndrica.

A agulha está ligada a um círculo graduado e dividido como a rosa-

dos-ventos. Este círculo é geralmente constituído de talco ou mica.

Como essa agulha tem a propriedade de apontar sempre o norte, para nos orientarmos pela bússola basta colocarmos o “norte” do mostrador na direção indicada pela agulha, o que de imediato nos proporcionará a posi- ção dos demais pontos.

A agulha imantada da bússola não aponta o norte geográfico, mas sim

o norte magnético. A direção da agulha e o norte geográfico formam quase

sempre um ângulo, variável de lugar para lugar e de época para época, ao qual se dão nome de declinação magnética.

ORIENTAÇÃO PELO CRUZEIRO DO SUL

Além dos meios de orientação já conhecidos, à noite é possível nos orientarmos por meio das estrelas.

Um importante elemento de orientação em nosso hemisfério é o Cru- zeiro do Sul, para nós bastante visível.

A forma de nos orientarmos por ele consiste em prolongarmos quatro

vezes o braço maior da cruz e, desse ponto imaginário, baixarmos uma perpendicular à linha do horizonte.

Assim teremos o sul. Se nos colocarmos de costas para a constelação teremos à frente o norte, à direita o leste e à esquerda o oeste.

No hemisfério norte usa-se a estrela Polar como meio de orientação. Ela aponta sempre a direção norte.

AS LINHAS E CÍRCULOS DA TERRA

Devido à grande extensão do nosso planeta, para facilitar a localiza- ção de qualquer ponto da sua superfície foram imaginadas algumas linhas ou círculos.

Para se traçar essas linhas foi necessário representar-se graficamente

a Terra por meio de uma figura semelhante à sua forma — a esfera.

por meio de uma figura semelhante à sua forma — a esfera. Nos extremos da esfera

Nos extremos da esfera terrestre estão situados os pólos norte e sul.

A igual distância dos pólos, foi traçado no centro da esfera terrestre um

círculo máximo — o Equador.

O Equador divide a Terra horizontalmente em duas partes iguais — os

hemisférios norte ou boreal e sul ou austral.

PARALELOS

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

Paralelamente ao Equador, em ambos os hemisférios, foram traçadas outras linhas ou círculos — os paralelos (90 no hemisfério norte e 90 no hemisfério sul).

Portanto, paralelos são círculos imaginários que atravessam a Terra paralelamente ao Equador.

Destas linhas duas são mais importantes em cada um dos hemisférios — os Trópicos de Câncer e de Capricórnio, distantes do Equador a aproxi- madamente 23º27', e os círculos polares Ártico e Antártico, que se distanci- am do seu pólo correspondente a aproximadamente 23º27'.

AS ZONAS CLIMÁTICAS DA TERRA

Os trópicos e os círculos polares dividem a superfície terrestre em cinco grandes zonas climáticas, assim chamadas porque nos indicam aproximadamente o clima de cada uma dessas regiões:

Zona tórrida: que se localiza entre os dois trópicos e é atravessada ao centro pelo Equador. Constitui a zona mais quente do globo.

Zonas temperadas: a do Norte e a do Sul, situando-se respectivamen- te entre os trópicos e os círculos polares, onde as temperaturas são bem mais amenas do que na zona tórrida, e as estações do ano se apresentam bem mais perceptíveis.

Zonas frias ou glaciais: situam-se no interior dos círculos polares Árti- co e Antártico e constituem as regiões mais frias do globo, quase que permanentemente cobertas de gelo.

MERIDIANOS

Atravessando perpendicularmente o Equador, temos também linhas ou círculos que vão de um pólo a outro — os meridianos.

Assim como o Equador é o paralelo inicial ou de 00, os geógrafos convencionaram adotar um meridiano inicial. Este meridiano é conhecido também pelo nome de Meridiano de Greenwich, pelo fato de passar próxi- mo de um observatório astronômico situado na cidade do mesmo nome, nas proximidades de Londres, Inglaterra. Esse meridiano divide a Terra verticalmente em dois hemisférios — o oriental e o ocidental.

Embora se possam traçar tantos meridianos quantos se queira, são u- tilizados somente 360 deles. Tomando-se por base o Meridiano Inicial ou de Greenwich, temos 180 meridianos no hemisfério oriental e 180 no oci- dental.

AS COORDENADAS GEOGRÁFICAS

Utilizando os paralelos e os meridianos podemos, por meio da latitude e da longitude, determinar a posição exata de um ponto qualquer da super- fície terrestre. A latitude e a longitude constituem as coordenadas geográfi- cas.

e a longitude constituem as coordenadas geográfi- cas. LATITUDE A latitude é a distância em graus

LATITUDE

A latitude é a distância em graus de qualquer ponto da superfície ter-

restre em relação ao Equador.

Ela pode ser definida como o ângulo que a vertical desse lugar forma com o plano do Equador.

A Latitude pode ser norte ou sul e variar de 00 a 900. Cada grau divi-

de-se em 60 minutos e cada minuto em 60 segundos.

Todos os pontos da superfície terrestre que têm a mesma latitude en- contram-se evidentemente sobre o mesmo paralelo.

LONGITUDE

Corresponde à distância em graus que existe entre um ponto da su- perfície terrestre e o Meridiano Inicial ou de Greenwich.

Ela pode ser oriental ou ocidental, contada em cada um destes hemis- férios de 0º a 180º.

Se quisermos saber qual a posição geográfica da cidade onde mora- mos, basta procurar no mapa o paralelo e o meridiano que passam por ela ou próximo a ela.

Observe o exemplo abaixo e ponha em prática o que acabamos de aprender.

FUSOS HORÁRIOS

De acordo com o que observamos, a Terra realiza o movimento de ro- tação de oeste para leste.

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

Para dar uma volta completa sobre si, diante do Sol, a Terra leva 24 horas, o que corresponde a um dia (um dia e uma noite).

Sabendo-se que a esfera terrestre se divide em 3600 e que o Sol leva 24 horas para iluminá-la, conclui-se que, a cada hora, são iluminados diretamente pelo astro-rei 15 meridianos (360 : 24 = 15).

O espaço da superfície terrestre compreendido entre 15 meridianos

ou 150 recebe o nome de fuso horário. A Terra possui, portanto, 24 fusos horários, que representam as 24 horas do dia.

Para calcular a hora, convencionou-se que o fuso horário inicial, isto é, o fuso a partir do qual a hora começaria a ser contada, seria o fuso que passa por Greenwich.

A hora determinada por este fuso horário recebe o nome de hora

GMT.

Partindo-se da hora GMT, quando na região que corresponde ao me- ridiano inicial for meio-dia, nas regiões compreendidas em cada um dos fusos a leste desse meridiano teremos uma hora a mais, e a oeste, uma hora a menos, isto porque, conforme vimos, a Terra gira de oeste para leste.

Consideradas as ilhas oceânicas, o Brasil possui 4 fusos horários.

Observamos pelo mapa que há um limite prático e um teórico dos fu- sos horários.

O meridiano que divide o 1º fuso do 2º passa pelos Estados do Nor-

deste. Se esse limite teórico prevalecesse, esses Estados teriam horas diferentes. Como a diferença não é muito grande, criou-se um limite prático, através do desvio do meridiano que divide o 1º do 2º fuso horário. Assim, todo o território nordestino permanece no 2º fuso horário brasileiro.

Notamos também que do 2º para o 3º fuso houve um desvio para co- incidir com os limites políticos dos Estados, exceção feita ao Pará, cujo território se encontra no 2º e 3º fusos.

O 1º fuso horário brasileiro está atrasado duas horas em relação a

Greenwich.

O 2º fuso horário, atrasado três horas em relação a Greenwich, consti-

tui a hora legal do nosso país (hora de Brasília). Nele encontra-se a maioria dos Estados brasileiros.

O 3º fuso horário está atrasado quatro horas em relação a Londres e

uma hora em relação a Brasília

O 4º fuso horário, com cinco horas de atraso em relação a Greenwich,

está atrasado também duas horas em relação a Brasília. Nele estão inseri- dos apenas o Acre e o extremo-oeste do Estado do Amazonas.

LINHA INTERNACIONAL DE MUDANÇA DA DATA

Estabelecido o sistema de fusos horários, tornava-se necessário de- terminar o meridiano a partir do qual deveríamos começar a contagem de um novo dia. Escolheu-se para tal fim o meridiano de 1800 ou linha interna- cional da data, onde ocorre a mudança de datas. Cruzando-se esta linha no sentido oeste-leste, deve-se subtrair um dia (24 horas) e, cruzando-a no sentido leste-oeste, deve-se acrescentar um dia.

A REPRESENTAÇÃO DA TERRA

A representação gráfica da Terra é uma tarefa que cabe a um impor-

tante ramo da ciência geográfica — a Cartografia.

A Cartografia tem por objetivo estudar os métodos científicos mais

adequados para uma melhor e mais segura representação da Terra, ocu- pando-se, portanto, da confecção e análise dos mapas ou cartas geográfi- cas.

Existem duas formas por meio das quais representamos graficamente

o nosso planeta: os globos e os mapas.

O globo terrestre é a melhor forma de se representar a Terra, pois não distorce a área e a forma dos oceanos e continentes. Porém, os mapas, além de oferecerem maior comodidade no seu manuseio e transporte, são menos custosos e permitem, também, que as indicações neles contidas sejam mais completas e minuciosas do que nos globos.

ESCALAS

Para reproduzirmos a Terra ou parte dela em um mapa, precisamos diminuir o tamanho da área a ser representada.

Para este fim é que dispomos das escalas. Chamamos escala à rela- ção de redução que existe entre as dimensões reais do terreno e as que ele apresenta no mapa. As escalas podem ser de duas espécies:

Numérica ou aritmética: representada por uma fração ordinária ou sob

1

500 000

a forma de uma razão — 1:500 000.

Isto significa que o objeto da representação foi reduzido em quinhen- tas mil vezes para ser transportado com detalhes para o mapa.

Assim, para se saber o valor real de cada centímetro basta fazer a seguinte operação:

Escala 1: 500 000

1 cm = 5 000 metros ou 5 km

Conhecendo o valor real de cada centímetro, com o auxílio de uma régua, poderemos calcular a distância em linha reta entre dois ou mais pontos do mapa.

Basta, por exemplo, medir os centímetros que separam duas cidades

e multiplicá-los pelo valor equivalente a 1 cm, já encontrado pela operação acima exemplificada.

Gráfica: representada por uma linha reta dividida em partes, na qual encontramos diretamente os valores. Um mapa é feito em grande escala quando a redução ou o denomina- dor da fração é pequeno (1:80000; 1:50000). Um mapa é elaborado em pequena escala quando a redução ou o denominador da fração é grande (1:500 000; 1:10 000 000).

PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS

Como a representação da Terra ou de parte dela em um mapa não pode ser feita com exatidão matemática, posto que a esfera é um corpo geométrico de certa incompatibilidade com as figuras planas, é preciso deformá-la um pouco.

Essas deformações serão tanto maiores quanto menor for a superfície representada.

As deformações que a Terra ou parte dela sofre ao ser representada em figuras planas —os mapas — ocorrem devido às projeções cartográfi- cas.

Diversos tipos de projeções permitem-nos passar para um plano, com

o mínimo possível de deformações, as figuras construídas sobre uma esfera.

Em todos os tipos de projeções, primeiro é transportada, da esfera pa-

ra

a superfície, a rede de paralelos e meridianos, depois, ponto por ponto,

as

figuras ou formas que se deseja representar.

TIPOS DE PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

Todas as projeções cartográficas têm vantagens e inconvenientes. Por exemplo, as eqüiangulares, para dar traçado exato dos continentes, respeitam os ângulos, porém exageram as proporções; as equivalentes mantêm as superfícies e as proporções, deformando com isto o traçado dos continentes; as eqüidistantes procuram respeitar a proporção entre as distâncias; e as ortomórficas conservam as formas.

Uma vez que nenhuma projeção reúne os requisitos de conservação do ângulo, da área, da distância e da forma, o cartógrafo deve usá-las de acordo com a superfície que deseja representar e a finalidade a que o mapa se destina.

As projeções costumam ser reunidas em três tipos básicos: cilíndri- cas, cônicas, e azimutais.

PROJEÇÃO CILÍNDRICA

Esta projeção, idealizada pelo cartógrafo Mercator, consiste em proje- tar a superfície terrestre e os paralelos e meridianos sobre um cilindro.

Neste tipo de projeção, muito utilizada na confecção dos planisférios, os paralelos e meridianos são representados por linhas retas que se cortam em ângulos retos. Os paralelos aparecem tanto mais separados à medida que se aproximam dos pólos, acarretando grandes distorções nas altas latitudes.

Dessa forma, a Groenlândia, por exemplo, que é bem menor que a América do Sul, no planisfério aparece quase do mesmo tamanho que essa parte do continente americano.

PROJEÇÃO CÔNICA

Neste tipo de projeção, a superfície da Terra é representada sobre um cone imaginário, que está em contato com a esfera em determinado parale- lo.

Por essa projeção, obtemos mapas ou cartas com meridianos for- mando uma rede de linhas retas, que convergem para os pólos, e paralelos constituindo círculos concêntricos que têm o pólo como centro.

Na projeção cônica, as deformações são pequenas próximo ao para- lelo de contato, mas tendem a aumentar à medida que as zonas represen- tadas estão mais distantes.

Devemos recorrer a este tipo de projeção para representarmos mapas regionais, onde são apresentadas apenas pequenas partes da superfície terrestre.

PROJEÇÃO AZIMUTAL

Esse tipo de projeção se obtém sobre um plano tangente a um ponto qualquer da superfície terrestre. Este ponto de tangência ocupa sempre o centro da projeção.

No caso do plano ser tangente ao pólo, os paralelos aparecem repre- sentados por círculos concêntricos, que têm como centro o pólo e os meri- dianos corno raios, convergindo todos para o ponto de contato.

Neste tipo de projeção, as deformações são pequenas nas proximida- des do pólo (ou ponto de tangência), mas aumentam à medida que nos distanciamos dele.

A projeção azimutal destina-se especialmente a representar as regi- ões polares e suas proximidades.

Além destes três tipos de projeções, podemos destacar também:

a de Mollweide: não utiliza nenhuma superfície de contato. Ela se des- tina à representação global da Terra, respeitando os aspectos da superfí- cie, porém, os meridianos se transformam em elipses, e o valor dos ângulos não é respeitado. Nesta projeção, os paralelos são linhas retas e os meridi- anos, linhas curvas;

a estereográfica: utilizada para os mapas-múndi, em que a Terra apa-

rece representada por dois hemisférios — o oriental e o ocidental. Nela, os

paralelos e meridianos, com exceção do Equador e do Meridiano Inicial, são curvos, sendo que a curvatura dos paralelos aumenta gradativamente, à medida que se aproximam dos pólos.

CONVENÇÕES CARTOGRÁFICAS

Várias técnicas são empregadas pelos cartógrafos para se represen- tar, em um mapa, os aspectos físicos, humanos e econômicos de um continente, país ou região.

SÍMBOLOS

Tendo em vista simplificar o uso de símbolos para se expressar os e- lementos geográficos em um mapa, foi padronizada uma simbologia inter- nacional, que permite a leitura e a interpretação de um mapa em qualquer parte do globo.

A REPRESENTAÇÃO DO RELEVO TERRESTRE

A representação do relevo terrestre pode ser feita por meio de vários

processos: graduação de cores, curvas de nível, hachuras e mapas som-

breados.

MAPAS COM GRADUAÇÃO DE CORES

Como exemplo de mapas com graduação de cores, temos:

mapas de relevo ou hipsomêtricos: em que as diferen- ças de altitude são sempre expressas: pelo verde, para re- presentar as baixas altitudes; pelo amarelo e alaranjado, para as médias altitudes; e pelo marrom e avermelhado, para as maiores altitudes;

mapas oceânicos ou batimétricos: onde observamos as diferentes profundidades oceânicas, peas tonalidades do a- zul: azul claro, para representar as pequenas profundidades, e vários tons de azul, até o mais escuro, para as maiores pro- fundidades.

CURVAS DE NÍVEL

As curvas de nível são linhas empregadas para unir os pontos da su- perfície terrestre de igual altitude sobre o nível do mar.

perfície terrestre de igual altitude sobre o nível do mar. Elas são indicadas no mapa por

Elas são indicadas no mapa por algarismos aos quais se dá o nome de “cotas de altitude”.

O processo de representar o relevo por curvas de nível consiste em se imaginar o terreno cortado por uma série de planos horizontais guardan- do entre si uma distância vertical.

A diferença de nível entre duas curvas é quase sempre a mesma, po-

rém, se duas curvas se aproximam, é porque o declive (inclinação) é maior,

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

e se, pelo contrário, se afastam, o declive, ou seja, o relevo, é mais suave e menos abrupto.

HACHURAS

As hachuras são pequenos traços, de grossura e afastamento variá- vel, desenhados para exprimir maior inclinação do terreno.

Elas são desenhadas entre as curvas de nível e perpendicularmente a

elas.

Assim sendo, os mapas que representam relevos de maior declivida- de ou inclinação são bastante escurecidos, enquanto aqueles que repre- sentam menores inclinações do terreno se apresentam mais claros. Os terrenos planos e os situados ao nível do mar são deixados em branco.

Este método não tem sido muito utilizado ultimamente, sendo substitu- ído pelo das curvas de nível ou pelo da graduação de cores.

FOTOGRAFIAS AÉREAS OU AEROFOTOGRAMETRIA

Atualmente vem ganhando destaque o processo de reconhecimento do terreno pelas fotografias aéreas. Este processo, denominado aerofoto- grametria, é desenvolvido da seguinte maneira:

Um avião, devidamente equipado, fotografa uma certa área, de tal modo que o eixo focal seja perpendicular à superfície. A primeira e a se- gunda fotos devem corresponder à cobertura de uma área comum de aproximadamente 600/o (figura A). As fotos obtidas são colocadas uma ao lado da outra, obedecendo a mesma orientação, de tal forma que ambas apresentem igual posição. Com o auxílio de um estereoscopio podemos observar a área (A) em imagem tridimensional. Utilizando-se vários instrumentos, podem ser traçadas as curvas de nível e interpretados os diversos aspectos físicos que a área focalizada apresenta.

Natureza e meio ambiente no Brasil: Grandes domínios climáti- cos; Ecossistemas.

Domínios Morfloclimáticos Brasileiros, Os (segundo Aziz Ab'Saber)

sobre Geografia por Denis Richter

drichtersa@hotmail.com

Dentre os diversos tipos de clima e relevo existente no Brasil, obser- vamos que os mesmos mantêm grandes relações, sejam elas de espaço, de vegetação, de solo entre outros. Caracterizando vários ambientes a longo de todo território nacional. Para entende-los, é necessário distinguir um dos outros. Pois a sua compreensão deve ser feita isoladamente. Nesse sentido, o geógrafo brasileiro Aziz Ab’Saber, faz uma classificação desses ambientes chamados de Domínios Morfoclimáticos. Este nome, morfoclimático, é devido às características morfológicas e climáticas encon- tradas nos diferentes domínios, que são 6 (seis) ao todo e mais as faixas de transição. Em cada um desses sistemas, são encontrados aspectos, histórias, culturas e economias divergentes, desenvolvendo singulares condições, como de conservação do ambiente natural e processos erosivos provocados pela ação antrópica. Nesse sentido, este texto vem explicar e exemplificar cada domínio morfoclimático, demonstrando sua localização, área, povoamento, condições bio-hidro-climáticas, preservação ambiental e economia local.

Os Domínios Morfoclimáticos

Os domínios morfoclimáticos brasileiros são definidos a partir das ca- racterísticas climáticas, botânicas, pedológicas, hidrológicas e fitogeográfi- cas; com esses aspectos é possível delimitar seis regiões de domínio morfoclimático. Devido à extensão territorial do Brasil ser muito grande, vamos nos defrontar com domínios muito diferenciados uns dos outros. Esta classificação feita, segundo o geógrafo Aziz Ab’Sáber (1970), dividiu o Brasil em seis domínios:

I – Domínio Amazônico – região norte do Brasil, com terras baixas e grande processo de sedimentação; clima e floresta equatorial;

II – Domínio dos Cerrados – região central do Brasil, como diz o nome, vegetação tipo cerrado e inúmeros chapadões;

III – Domínio dos Mares de Morros – região leste (litoral brasileiro), onde se

encontra a floresta Atlântica que possui clima diversificado;

IV – Domínio das Caatingas – região nordestina do Brasil (polígono das

secas), de formações cristalinas, área depressiva intermontanhas e de clima

semi-árido;

V

– Domínio das Araucárias – região sul brasileira, área do habitat do pinhei-

ro

brasileiro (araucária), região de planalto e de clima subtropical;

VI

– Domínio das Pradarias – região do sudeste gaúcho, local de coxilhas

subtropicais.

I – Domínio Morfoclimático Amazônico

Situação Geográfica

Situado ao norte brasileiro, o domínio Amazônico é a maior região mor- foclimática do Brasil, com uma área de aproximadamente 5 milhões km² – equivalente a 60% do território nacional – abrangendo os Estados: Amazo- nas, Amapá, Acre, Pará, Maranhão, Rondônia, Roraima, Tocantins e Mato Grosso. Encontram-se como principais cidades desta região: Manaus, Belém, Rio Branco, Macapá e Santarém.

Características do Povoamento

A região é pouco povoada, sua densidade demográfica é de aproxima- damente 2,88 hab./km². Isto se deve ao fato da grande extensão territorial e dos difíceis acessos ao interior dessa área. Nesse sentido, o governo em 1970, fez o programa de ocupação populacional na região amazônica, com migrações oriundas do nordeste. A extração da borracha permitiu desen- volver esta área, antes inóspita economicamente, numa região de alta produtividade, seja ela econômica, cultural ou social. Nessa época, muitas cidades foram afetadas com o crescimento gerado pelo capital. O governo continuou auxiliando e orientando o desenvolvimento da região e incorpora em Manaus a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), que trouxe para a capital amazonense muitas indústrias transnacionais. Tanto foi a resposta desta “zona livre”, que antes da Zona Franca de Manaus, a mesma cidade detinha uma população de 300 mil/hab e com a instalação desta área, passou para 800 mil/hab. Outros projetos são instalados pelo governo federal na região amazônica, como: o Projeto Jari, o Programa Calha Norte, o PoloNoroeste e o Projeto Grande Carajás. Com isso, inicia- se a exploração mineral e vegetal da Amazônia. Mas os resultados desses projetos foram pobres em sua maioria, pois com a retirada da vegetação natural o solo tornava-se inadequado ao cultivo da agricultura.

Características Bio-Hidro-Climáticas e Fisiográficas

Este domínio sofre grande influência fluvial, já que aí se encontra a maior bacia hidrográfica do mundo – a bacia amazônica. A região passa

por dois tipos de estações flúvio-climáticas, a estação das cheias dos rios e

a estação da seca, porém esta última estação não interrompe o processo

pluviométrico diário, só que em índices diferentes. O transporte existente também é influenciado pela enorme rede hidrográfica, enquanto que o rodoviário é quase inexistente. Assim, o transporte fluvial e o aéreo são muito utilizados devido às facilidades encontradas neste domínio. Como se trata de uma floresta equatorial considerada um bioma riquíssimo, é de fundamental importância entendê-la para não desestruturar seu frágil equilíbrio. Devido à existência de inúmeros rios, a região sofre muita sedi- mentação por parte fluvial, já que a precipitação é abundante (2.500 mm/ano), transformando a região numa grande “esponja” que detém altas taxas de umidade no solo. Este mesmo solo é formado basicamente por latossolos, podzólicos e plintossolos, mas o mesmo não detém característi- cas de ser rico à vegetação existente, na verdade, o processo de precipita- ção é o que torna este domínio morfoclimático riquíssimo em floresta hidró- fita e não o solo, como muitas pessoas pensam que é o responsável por tudo isto. Valendo destacar os tipos de matas encontradas na Amazônia, como: de iaipó – de regiões inundadas; de várzea – de regiões inundadas ciclicamente e de terras altas – que dificilmente são inundadas. As espécies de árvores encontradas nesta região são: castanaha-do-pará, seringueira, carnaúba, mogno, etc. (essas duas últimas em extinção); os animais: peixe- boi, boto-cor-de-rosa, onça-pintada; e a flora com a vitória régia e as diver- sas orquídeas.

Com um grande processo de lixiviação encontrado na Amazônia, essa ação torna o solo pobre levando todos os seus nutrientes pela força da

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

capacidade do rio (correnteza). Mas esta riqueza diversa não deve ser confundida como grande potencialidade agrícola, pois com a retirada da vegetação nativa, transforma o solo num grande alvo da erosão, devido as fortes chuvas ocorridas na região. A rede hidrográfica é outra fonte de potencialidade econômica da Amazônia, pois seus leitos fluviais são de grande piscosidade, o que torna a área num importante atrativo natural para o turismo, às indústrias pesqueiras e a população ribeirinha. Com um clima equatorial, sem muitas mudanças de temperatura ao longo do ano, a região amazônica diferencia-se apenas nas épocas das chuvas (ou cheias dos rios) e das secas. Assim esta primeira época faz com que os rios transbordem e nutram as áreas de terras marginais ao leito dos mesmos. Com um solo essencialmente argiloso e a forte influência do escoamento fluvial, faz com que a Amazônia torna-se uma área de terras baixas, decapi- tando as formações existentes no seu substrato rochosos.

Condições Ambientais e Economicamente Sustentáveis

Nos dias atuais é grande a devastação ambiental na Amazônia – quei- madas, desmatamentos, extinção de espécies, etc. – fazem com que a região e o mundo preocupe-se com seu futuro, pois se trata da maior reserva florestal do globo. Ecologicamente a Amazônia está correndo muito perigo, devido ao grande atrativo econômico natural que é encontrado nesta região, o equilíbrio é colocado muitas vezes em risco. A exploração descontrolada faz com que as ideologias conservacionistas sejam deixadas de lado. As indústrias mineradoras geram consequências incalculáveis ao ambiente e nos rios são despejados muitos produtos químicos para esta exploração. A agricultura torna áreas de vegetação em solos de fácil erosi- vidade e em resposta a tudo isso, gera-se um efeito “dominó” no meio ambiente, onde um é responsável e necessário para o outro. São poucas as atividades econômicas que não agridem a natureza. A extração da borracha, por exemplo, era uma economia viável ecologicamente, pois necessitava da floresta para o crescimento das seringueiras. Mas atualmen- te, esta exploração é quase rara, devido à falta de indústrias consumidoras. Nesse sentido, deverão ser tomadas medidas de aprimoramento nas explo- rações existentes nesta região, para que deixem de causar imensas seque- las ao ambiente natural.

II – Domínio Morfoclimático dos Cerrados

Situação Geográfica

Formado pela própria vegetação de cerrado, nesta área encontram-se as formações de chapadas ou chapadões como a Chapada dos Guimarães

e dos Veadeiros, a fauna e flora ali situada, são de grande exuberância,

tanto para pontos turísticos, como científicos. Vale destacar que é da região do cerrado que estão três nascentes das principais bacias hidrográficas brasileiras: a Amazônica, a São-Franciscana e a Paranáica.

Localizado na região central do Brasil, o Domínio Morfoclimático do Cerrado detém uma área de 45 milhões de hectares, sendo o segundo maior domínio por extensão territorial. Incluindo neste espaço os Estados:

do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul, do Tocantins (parte sul), de Goi- ás, da Bahia (parte oeste), do Maranhão (parte sudoeste) e de Minas Gerais (parte noroeste). Encontrado ao longo de sua área cidades impor- tantes como: Brasília, Cuiabá, Campo Grande, Goiânia, Palmas e Montes Claros.

Características do Povoamento

Devido a sua localização geográfica ser no interior brasileiro, o povoa- mento e a ocupação territorial nesta região era fraca, mas o governo federal vem a intervir com os programas de políticas de interiorização do desenvol- vimento nos anos 40 e 50, e da política de integração nacional dos anos 70.

A primeira é baseada, principalmente, na construção de Brasília e a segun-

da, nos incentivos aos grandes projetos agropecuários e extrativistas, além de investimentos de infra-estrutura, estradas e hidroelétricas. Com estes

recursos, a região vem a atrair investidores e mão-de-obra, e consequen- temente ocorre um salto no crescimento populacional de cada Estado, como no Mato Grosso que em 1940 sua população era de 430 mil/hab. e em 1970 vai para 1,6 milhões/hab. Tal foi à resposta destes programas, que nos dias de hoje o setor agrícola do cerrado ocupa uma ótima coloca- ção em produção, em virtude de migrações do sul do Brasil.

Características Bio-Hidro-Climáticas e Fisiográficas

Centrada no planalto brasileiro, o domínio do cerrado é dividido pelas formações de chapadas que existem ao longo de sua extensão territorial, estas que são “gigantescos degraus” com mais de 500 metros de altura, formadas na era geológica Pré-Cambriana, limitam o planalto central e as planícies – como a Pantaneira. Com sua flora única, constituída por árvores herbáceas tortuosas e de aspecto seco, devido à composição do solo, deficiente em nutrientes e com altas concentrações de alumínio, a região passa por dois períodos sazonais de precipitação, os secos e os chuvosos. Com sua vegetação rasteira e de campos limpos, o clima tropical existente nesta área, condiz a uma boa formação e um ótimo crescimento das plan- tas. Também auxiliado pela importante rede hidrográfica da região, de onde são oriundas nascentes das três maiores bacias hidrográficas do Brasil como foi destacado no início. Isto lhe dá uma imensa responsabilidade ambiental, pois denota a sua significativa conservação natural. Com um solo formado principalmente por latossolos, areais quartzosas e podzólicos; constituem assim um solo carente em nutrientes fertilizantes, necessitando de correção para compor uma terra viável à agricultura. Observa-se tam- bém, que este mesmo solo apresenta características à fácil erosividade devido às estações chuvosas que ali ocorrem e principalmente a degrada- ção ambiental descontrolada, estes processos fazem a remoção da vegeta- ção nativa que tornam frágeis os horizontes “A” frente aos problemas ambientais existentes, como a voçoroca.

Condições Ambientais e Ecologicamente Sustentáveis

Em vista desses aspectos fisiográficos, o cerrado atraiu muita atenção para a agricultura, o que lhe tornou uma região de grande produção de grãos como a soja e agropastoril, com a ótima adaptação dos gados zebu, nelore e ibagé. Em virtude disso, o solo nativo foi retirado e alterado por outra vegetação, condizendo a uma maior facilidade aos processos erosi- vos, devido à falta de cobertura vegetal, seja ela gramínea ou herbácea. Nesse sentido, faz-se muito pouco pela preservação e conservação das matas nativas – a não ser nas áreas demarcadas como reservas bio- ecológicas. Outra exploração ativa é a mineral, como o ouro e o diamante, donde decorre uma grande devastação à natureza. Dessa forma, os gover- nos, tanto federal, estadual ou municipal, deverão tomar decisões imediatas quanto à proteção do meio natural, pois deve ocorrer, sim, a exploração pastoril, agrícola e mineral dessa região, porém não se deve esquecer que para a efetiva existência dessas economias o ambiente deverá ser pruden- temente conservado.

III – Domínio Morfoclimático de Mares de Morros

Situação Geográfica

Este domínio estende-se do sul do Brasil até o Estado da Paraíba (no nordeste), obtendo uma área total de aproximadamente 1.000.000 km². Situado mais exatamente no litoral dos Estados do: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, da Bahia, Sergipe, de Alagoas, de Pernambuco, da Paraíba; e no interior dos Estados, como: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Incluindo em sua extensão territorial cidades importantes, como: São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Recife, Porto Alegre e Florianópolis.

Características de Povoamento

Como encontra-se na região litorânea leste do Brasil, foi o primeiro lu- gar a ser descoberto e colonizado pelos portugueses – tanto que é em Porto Seguro, Bahia, que atracou o navegante Pedro Álvares Cabral, descobrindo o Brasil. Com isso, a primeira capital da colônia portuguesa na América foi Salvador, onde iniciaram-se os processos de colonização e povoamento, respectivamente. É neste domínio que estão as duas maiores cidades brasileiras – São Paulo e Rio de Janeiro. Isto se deve a antiga constituição das duas cidades como centros econômicos, integradores, culturais e políticos. Foram muitos os resultados desse povoamento, como por exemplo, a maior concentração populacional do Brasil e a de melhor base econômica.

Características Bio-Hidro-Climáticas e Fisiográficas

Como o próprio nome já diz, é uma região de muitos morros de formas residuais e curtos em sua convexidade, com muitos movimentos de massa generalizados. Os processos de intemperismo, como o químico, são fre- quentes, motivo pelo qual as rochas da região encontram-se geralmente em decomposição. Tem uma significativa gama de redes de drenagens, somados à boa precipitação existente (1.100 a 1.800 mm a/a e 5.000 mm

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

a/a nas regiões serranas), que é devido à massa de ar tropical atlântica (MATA) e aos ventos alísios de sudeste, que ocasionam as chuvas de relevo nestas áreas de morros. Assim, os efeitos de sedimentação em fundos de vale e de colúvios nas áreas altas são muito intensos. A vegeta- ção natural é da mata chamada Atlântica, com poucas áreas nativas de suma importância aos ecossistemas ali existentes. Sua flora e fauna são de grande respaldo ambiental e o solo é composto em sua maioria por latosso- los e podzólicos, sendo muito variável. A textura se contradiz de região para região, pois é encontrado tanto um solo arenoso como argiloso. Como a sua extensão territorial alarga-se entre Norte – Sul, seu clima dependerá da sua situação geográfica, diferenciando-se em: tropical, tropical de altitu- de e subtropical.

Condições Ambientais e Economicamente Sustentáveis

Lembrando que foi colocado anteriormente em relação ao povoamento, essas terras já estão sendo utilizadas economicamente há muitos anos. Decorrente disso, observa-se uma considerável desgastação do solo que elucida uma atual preservação das matas restantes. Esta região já sofreu muita devastação do homem e da sociedade e devem ser tomadas atitudes urgentes para sua conservação. Existem muitos programas, tanto do go- verno como privados, para a proteção da mata atlântica. Destaca-se por exemplo, a Fundação O Boticário (privado), que detém áreas de preserva- ção ao ambiente natural e o SOS Mata Atlântica (governamental e privado). Neste sentido, a solução mais adequada para este domínio, seria a estag- nação de muitos processos agrícolas ao longo de sua área, pois o solo encontra-se desgastado e com problemas erosivos muito acentuados. Deixando assim, a terra “descansar” e iniciar um projeto de reconstituição à vegetação nativa.

IV – Domínio Morfoclimático das Caatingas

Situação Geográfica

Situado no nordeste brasileiro, o domínio morfoclimático das caatingas abrange em seu território a região dos polígonos das secas. Com uma extensão de aproximadamente 850.000 km², este domínio inclui o Estado do Ceará e partes dos Estados da Bahia, de Sergipe, de Alagoas, de Per- nambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Piauí. Tendo como principais cidades: Crato, Petrolina, Juazeiro e Juazeiro do Norte.

Características do Povoamento

Sendo uma das áreas junto ao domínio morfoclimático dos mares de morros, de colonização pelos europeus (portugueses e holandeses), sua história de povoamento já é bastante antiga. A caatinga foi sempre um palco de lutas de independência, seja ela escravista ou nacionalista. A região tornou-se alvo de bandidos e fugitivos contrários ao Reinado Portu- guês e posteriormente ao Império Brasileiro. Como o domínio das caatingas localiza-se numa área de clima seco, logo chamou a atenção dos mesmos para refugiarem-se e construírem suas “fortalezas”, chamados de cangacei- ros. Com isso o processo de povoamento, instaurados nos anos 40 e 50, centrou-se mais em áreas próximas ao litoral, mas o governo federal inves- tiu em infra-estrutura na construção de barragens, açudes e canais fluviais, surgindo assim o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). Entretanto, o clima “desértico” da caatinga, prejudicou muito a ocupação populacional nesta região, sendo que a caatinga continua sendo uma área preocupante no território brasileiro em vista do seus problemas sociais, que são imensos. Valendo destacar que com todos esses obstácu- los sociais e naturais da caatinga, seus habitantes partem para migração em regiões como a Amazônia e o sudeste brasileiro, chamada de migra- ções de transumância (saída na seca e volta na chuva).

Características Bio-Hidro-Climáticas e Fisiográficas

Com o seu clima semi-árido, o solo só poderia ter características seme- lhantes. Sendo raso e pedregoso, o solo da caatinga sofre muito intempe- rismo físico nos latossolos e pouca erosão nos litólicos e há influência de sais em solo, como: solonetz, solodizados, planossolos, solódicos e soon- chacks. Segundo Ab´Saber, a textura dos solos da caatinga passa de argilosa para textura média, outra característica é a diversidade de solos e ambientes, como o sertão e o agreste. Mesmo tendo aspectos de um solo pobre, a caatinga nos engana, pois necessita apenas de irrigação para florescer e desenvolver a cultura implantada. Tendo pouca rede de drena- gem, os mínimos rios existentes são em sua maioria sazonais ao período das chuvas, que ocorrem num curto intervalo durante o ano. Porém existe

um “oásis” no sertão nordestino, o Rio São Francisco, vindo da região central do Brasil, irriga grandes áreas da caatinga, transformando suas margens num solo muito fértil – semelhante o que ocorre com as áreas

marginais ao Rio Nilo, no Egito. Neste sentido, comprova-se que a irrigação na caatinga pode e deve ser feita com garantia de bons resultados. Outro fato que chama a atenção, é a vegetação sertaneja, pois ela sobrevive em épocas de extrema estiagem e em razão disso sua casca é dura e seca, conservando a umidade em seu interior. Assim, a região é caracterizada por uma vegetação herbácea tortuosa, tendo como espécies: as cactáceas,

o madacaru, o xique-xique, etc.

Condições Ambientais e Economicamente Sustentáveis

Devido o homem não intervir de significativa maneira em seu habitat, o ambiente natural da caatinga encontra-se pouco devastado. Sua região poderia ser ocupada mais a nível agrícola, em virtude do seu solo possuir boas condições de manejo, só necessitando de irrigação artificial. Assim, considerando os fatos apresentados, a caatinga teria condições de desen- volver-se economicamente com a agricultura, que seria de suma importân- cia para acabar com a miséria existente. Mas sem esquecer de utilizar os recursos naturais com equilíbrio, sendo feito de modo organizado e pré- estabelecido à não causar desastres e consequências ambientais futuros.

V – Domínio Morfoclimático das Araucárias

Situação Geográfica

Encontrado desde o sul paulista até o norte gaúcho, o domínio das a- raucárias ocupa uma área de 400.000 km², abrangendo em seu território cidades importantes, como: Curitiba, Ponta Grossa, Lages, Caxias do Sul, Passo Fundo, Chapecó e Cascavel.

Características do Povoamento

A região das araucárias foi povoada no final do século XIX, principal- mente por imigrantes italianos, alemães, poloneses, ucranianos etc. Com isto, os estrangeiros diversificaram a economia local, o que tornou essa região uma das mais prósperas economicamente. Caracterizado por colô- nias de imigração estabelecidas pela descendência estrangeira, podemos destacar como principais pontos, as cidades de: Blumenau – SC , colônia alemã; Londrina – PR, colônia japonesa; Caxias do Sul – RS, colônia italiana. Mas a vinda desses imigrantes não foi só boa vontade do governo daquela época. O Brasil tinha acabado de terminar a sua guerra com Para- guai, que deixou muitas perdas em sua população, em virtude disso a solução foi atrair imigrantes europeus e asiáticos.

Características Bio-Hidro-Climáticas e Fisiográficas

Atualmente, a vegetação de araucária – chamada de pinheiro-do- Paraná, ou pinheiro-braseleiro – pouco resta, as indústrias de celulose e madeireiras da região, fizeram um extrativismo descontrolado que resultou no desaparecimento total em algumas áreas. Sua condição de arbórea, geralmente com mais de 30 m de altura, condiz a um solo profundo, em virtude de suas raízes estabelecerem a sustentação da própria árvore. A região das araucárias encontra-se no planalto meridional onde a altitude pode variar de 500 metros até cerca de 1.200 m. Isso evidencia um clima subtropical em toda sua extensão que mantém uma boa relação com a precipitação existente nesse domínio, variando de 1.200 a 1.800 mm. Nesse sentido, a região identifica-se com uma grande rede de drenagem em toda a sua extensão territorial. O solo é formado principalmente por latossolos brunos e também é encontrado latossolos roxos, cambissolos, terras brunas e solos litólicos. Com estas características, o solo detém uma alta potencialidade agrícola, como: milho, feijão, batata, etc. As morfologias do relevo se destacam por uma forte ondulação até um montanhoso, o que

o representa num solo de fácil adesão a processos erosivos, iniciados pela degradação humana e social.

Condições Ambientais e Economicamente Sustentáveis

Percebe-se atualmente que esta arbórea quase desapareceu dessa região, devido à descontrolada exploração da araucária para produção de

celulose. Felizmente, medidas foram tomadas e hoje a araucária é protegi- da por lei estadual no Paraná. Mas os questionamentos ambientais não estão somente na vegetação. Devido este solo ser utilizado há anos vêem

a ocorrer uma erosividade considerada. Em virtude do mesmo, surge a

técnica de manejo agrícola chamada plantio direto, que evidencia uma proteção ao solo nu em épocas de pós-safra. Nesse sentido, o domínio

Geografia

7 A Opção Certa Para a Sua Realização

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

morfoclimático das araucárias, que compreende uma importante área no sul brasileiro, detém um nível de conservação e reestruturação vegetal consi- derável. Mas não se deve estagnar esse processo positivo, pois necessita- mos muito dessas terras férteis que mantém as economias locais.

VI – Domínio Morfoclimático das Pradarias

Situação Geográfica

Situado ao extremo sul brasileiro, mais exatamente a sudeste gaúcho,

o domínio morfoclimático das pradarias compreende uma extensão, segun-

do Ab’Saber, de 80.000 km² e de 45.000 km² de acordo com Fontes & Ker

– UFV. Tendo como cidades importantes em sua abrangência: Uruguaiana, Bagé, Alegrete, Itaqui e Rosário do Sul.

Características do Povoamento

Território mãe da cultura gauchesca, suas tradições ultrapassam gera- ções, demonstrando a força da mesma. Caracterizado por um baixo povo- amento, a região destaca-se grandes pelos latifúndios agropastoris, que são até hoje marcas conhecidas dos pampas gaúchos. Os jesuítas inicia- ram o povoamento com a catequização dos índios e posteriormente surgem as povoações de charqueadas. Passando por bandeirantes e tropeiros, as pradarias estagnam esse processo (ciclo do charque) com a venda de lotes de terras para militares, pelo governo federal. Devido à proximidade geo- gráfica com a divisão fronteiriça de dois países (Argentina e Uruguai), ocorreram várias tentativas de anexação dos pampas a uma destas nações

– devido aos tratados de Madrid e de Tordesilhas. Mas as tentativas foram

inválidas, hoje os pampas continuam sendo parte do território brasileiro.

Características Bio-Hidro-Climáticas e Fisiográficas

Como é uma área também chamada de pradarias mistas, o solo condiz ao mesmo. Segundo Ab’Saber, que o caracteriza como diferente de todos os outros domínios morfoclimáticos, existindo o paleossolo vermelho e o paleossolo claro, sendo de clima quente e frio. Denominado um solo jovem, devido guardar materiais ferrosos e primários, sua coloração vêem a ser escura. Estabelecido por um clima subtropical com zonas temperadas úmidas e sub-úmidas, a região é sujeita a sofrer alguma estiagem durante o ano. Sua amplitude térmica alcança índices elevados, como em Uruguaia- na, considera a mais alta do Brasil, com 7° a/a. Isto evidencia suas limita- ções agrícolas, pois o solo é pouco espesso e têm indícios de pedrugosi- dade. Assim, caracteriza-o a uma atividade pastoril de bovinos e ovinos. Com a utilização do solo sem controle, denota-se um sério problema erosi- vo que origina as ravinas e posteriormente as voçorocas. Esse processo amplia-se rapidamente e origina o chamado deserto dos pampas. A drena- gem existente é perene com rios de grande vazão, como: Rio Uruguai, Rio Ibicuí e o Rio Santa Maria.

Condições Ambientais e Economicamente Sustentáveis

O domínio morfoclimático das Pradarias detém importantes reservas

biológicas, como a do Parque Estadual do Espinilho (Uruguaiana e Barra do Quarai) e a Reserva Biológica de Donato (São Borja). As condições ambientais atuais fora desses parques, são muito preocupantes. Com o início da formação de um deserto que tende a crescer anualmente, essa região está sendo foco de muitos estudos e projetos para estagnar esse processo. Devido ao mau uso da terra pelo homem, como a monocultura e as queimadas, essas darão origem as ravinas, que por sua vez farão surgir às voçorocas. Como o solo é muito arenoso e a morfologia do relevo é levemente ondulado, rapidamente os montantes de areia espalham-se na região ocasionados pela ação eólica. Em virtude a tudo isso, poucas medi- das estão sendo tomadas, exceto os estudos feitos. Assim, as autoridades

locais deverão estar alerta, para que esse processo erosivo tenha um fim antes que torne toda as pradarias num imenso deserto.

Faixas de Transições

Encontrados entre os vários domínios morfoclimáticos brasileiros, as

faixas de transições são: as Zonas dos Cocais, a Zona Costeira, o Agreste,

o Meio-Norte, as Pradarias, o Pantanal e as Dunas. Espalhadas por todo o

território nacional, constituem importantes áreas ambientais e econômicas.

Faixas de Transição Nordestinas

A zona dos cocais, representa uma importante fonte de renda à popu-

lação nordestina, pois é nessa área principalmente, que se faz à extração dos cocos. A zona costeira detém outra característica, é uma importante

região ambiental, onde se encontra a vegetação de mangue, que constitui um bioma riquíssimo em decomposição de matéria. Outra faixa de transição é o agreste, que é responsável pela produção de alimentos para o nordes- te, como: leite, aves, sisal, entre outras matérias primas para indústrias. No litoral cearense, encontra-se as dunas, que é uma região de montantes de areias depositados pela ação dos ventos e de constante remodelação.

O meio-norte se estabelece entre a caatinga do sertão e a Amazônia

(Maranhão e Piauí). Com uma diversidade de vegetação como cerrado e matas de cocais, o meio-norte detém sua economia na pecuária bovina, chamada de pé-duro e na criação do jegue. A carnaúba e o óleo de babaçú são outras fontes de extrativismo. Sem esquecer que todas estas zonas demonstradas situam-se na região nordestina brasileira.

Faixa de Transição da Região Sul Brasileira

Na região sul, encontra-se a zona de transição das Pradarias, que se situa entre os domínios morfoclimáticos da Araucária e das Pradarias. São geralmente campos acima de serras e são encontradas vegetações do tipo araucárias, de campo, floresta e cerrado. Assim, os sistemas naturais situados nessa região, são de fundamental importância para o meio natural envolvente a ela.

Faixa de Transição – Pantanal

O pantanal é uma das principais zonas de transição encontrada no

Brasil. Ele é um complexo ambiental de suma importância, pois compreen- de uma grande diversidade de fauna e flora. Situado em regiões serranas e em terras altas, o pantanal é considerado um grande reservatório de água, devido encontrar-se numa depressão entre várias montanhas. Sua rede fluvial é composta por rios, como: Cuiabá, Taquari, Paraguai etc, sendo considerados rios perenes.

Como o pantanal passa por duas estações climáticas durante o ano, a seca e as cheias dos rios, essa região detém características e denomina- ções únicas, como: “cordilheira” – que significa áreas mais altas, onde não sofrem alagamentos (pequenas elevações); salinas – regiões deprimidas que se tornam lagoas rasas e salgadas com as cheias dos rios; barreiros – são os depósitos de sal após a seca das salinas; caixas – canais que ligam lagoas, existindo somente durante as inundações; e vazante – cursos d´aguas existente durante as épocas das chuvas. Com tudo, o pantanal sofre consequências ambientais como a exploração mineral, que poluem intensamente os rios – considerados como os responsáveis pela existência da biodiversidade da região. A pecuária e a utilização de enormes monocul- turas, fazem o despejo de uma grande quantidade de agrotóxicos aos rios.

Nesse sentido, a preservação dessas zonas de transição são conside- radas de suma importância para a existência dos domínios morfoclimáticos brasileiros. Pois eles estabelecem uma relação direta com a fauna, flora, hidrografia, clima e morfologia, conservando o equilíbrio dos frágeis siste- mas ecológicos.

Principais Regiões Fitogeográficas do Brasil

Geografia

8 A Opção Certa Para a Sua Realização

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

 
A Amazônia

A Amazônia

O Pantanal mato-grossense é a maior planície de inundação contínua do planeta, coberta por vegetação predominantemente aberta e que ocupa 1,8% do território nacional. Este ecossistema é formado por terrenos em grande parte arenosos, cobertos de diferentes fisionomias devido a varie- dade de microrelevos e regimes de inundação. Como área transicional entre Cerrado e Amazônia, o Pantanal ostenta um mosaico de ecossiste- mas terrestres com afinidades sobretudo com o Cerrado.

Outras Formações

Os Campos do Sul (Pampas)

No clima temperado do extremo sul do país desenvolvem-se os cam- pos do sul ou pampas, que já representaram 2,4% da cobertura vegetal do país. Os terrenos planos das planícies e planaltos gaúchos e as coxilhas, de relevo suave-ondulado, são colonizados por espécies pioneiras campes- tres que formam uma vegetação tipo savana aberta. Há ainda áreas de florestas estacionais e de campos de cobertura gramíneo-lenhosa.

A Mata de Araucárias (Região dos Pinheirais)

No Planalto Meridional Brasileiro, com altitudes superiores a 500m, destaca-se a área de dispersão do pinheiro-do-paraná, Araucária angustifo- lia, que já ocupou cerca de 2,6% do território nacional. Nestas florestas coexistem representantes da flora tropical e temperada do Brasil, sendo dominadas, no entanto, pelo pinheiro-do-paraná. As florestas variam em densidade arbórea e altura da vegetação e podem ser classificadas de acordo com aspectos de solo, como aluviais, ao longo dos rios, submonta- nas, que já inexistem, e montanas, que dominavam a paisagem. A vegeta- ção aberta dos campos gramíneo-lenhosos ocorre sobre solos rasos. Devido ao seu alto valor econômico a Mata de Araucária vêm sofrendo forte pressão de desmatamento.

Ecossistemas costeiros e insulares

A Floresta Amazônica ocupa a Região Norte do Brasil, abrangendo

cerca de 47% do território nacional. É a maior formação florestal do planeta,

condicionada pelo clima equatorial úmido. Esta possui uma grande varie- dade de fisionomias vegetais, desde as florestas densas até os campos. Florestas densas são representadas pelas florestas de terra firme, as florestas de várzea, periodicamente alagadas, e as florestas de igapó, permanentemente inundadas e ocorrem na por quase toda a Amazônia central. Os campos de Roraima ocorrem sobre solos pobres no extremo setentrional da bacia do Rio Branco. As campinaranas desenvolvem-se sobre solos arenosos, espalhando-se em manchas ao longo da bacia do Rio Negro. Ocorrem ainda áreas de cerrado isoladas do ecossistema do Cerrado do planalto central brasileiro.

O Semi-árido (Caatinga)

Os ecossistemas costeiros geralmente estão associados à Mata Atlân- tica devido a sua proximidade. Nos solos arenosos dos cordões litorâneos e dunas, desenvolvem-se as restingas, que pode ocorrer desde a forma rastejante até a forma arbórea. Os manguesais e os campos salinos de origem fluvio-marinha desenvolvem-se sobre solos salinos. No terreno plano arenoso ou lamacento da Plataforma Continental desenvolvem-se os ecossistemas bênticos. Na zona das marés destacam-se as praias e os rochedos, estes colonizados por algas. As ilhas e os recifes constituem-se acidentes geográficos marcantes da paisagem superficial. http://www.brcactaceae.org/ecossistemas.html

 

A área nuclear do Semi-Árido compreende todos os estados do Nor-

deste brasileiro, além do norte de Minas Gerais, ocupando cerca de 11% do território nacional. Seu interior, o Sertão nordestino, é caracterizado pela ocorrência da vegetação mais rala do Semi-árido, a Caatinga. As áreas

mais elevadas sujeitas a secas menos intensas, localizadas mais próximas do litoral, são chamadas de Agreste. A área de transição entre a Caatinga e

As atividades econômicas e a organização do espaço: Espaço agrário: modernização e conflitos; Espaço urbano: atividades econômicas, emprego e pobreza;

a

Amazônia é conhecida como Meio-norte ou Zona dos cocais. Grande

parte do Sertão nordestino sofre alto risco de desertificação devido à de- gradação da cobertura vegetal e do solo.

A agricultura brasileira se iniciou na região nordeste do Brasil, no sé- culo XVI, com a criação das chamadas “Capitanias Hereditárias” e o início do cultivo da cana.

Baseada na monocultura, na mão de obra escrava e em gran- des latifúndios, a agricultura permaneceria basicamente restrita à cana com alguns cultivos diferentes para subsistência da população da região, porém de pouca expressividade.

 

O

Cerrado

O Cerrado ocupa a região do Planalto Central brasileiro. A área nuclear contínua do Cerrado corresponde a cerca de 22% do território nacional, sendo que há grandes manchas desta fisionomia na Amazônia e algumas menores na Caatinga e na Mata Atlântica. Seu clima é particularmente marcante, apresentando duas estações bem definidas. O Cerrado apresen-

fisionomias variadas, indo desde campos limpos desprovidos de vegeta-

ta

ção lenhosa a cerradão, uma formação arbórea densa. Esta região é per- meada por matas ciliares e veredas, que acompanham os cursos d'água.

Só a partir do século XVIII com a mineração e o início das plantações de café, que a partir do século XIX seriam o principal produto brasileiro, é que o cultivo de outros vegetais começa a ganhar mais expressividade. Muitos engenhos são abandonados e a atividade canavieira se estagna

 

A Mata Atlântica

A Mata Atlântica, incluindo as florestas estacionais semideciduais, ori-

ginalmente foi a floresta com a maior extensão latitudinal do planeta, indo de cerca de 6 a 32 o S. Esta já cobriu cerca de 11% do território nacional. Hoje, porém a Mata Atlântica possui apenas 4% da cobertura original. A variabilidade climática ao longo de sua distribuição é grande, indo desde climas temperados superúmidos no extremo sul a tropical úmido e semi- árido no nordeste. O relevo acidentado da zona costeira adiciona ainda mais variabilidade a este ecossistema. Nos vales geralmente as árvores se desenvolvem muito, formando uma floresta densa. Nas enconstas esta floresta é menos densa, devido à freqüente queda de árvores. Nos topos dos morros geralmente aparecem áreas de campos rupestres. No extremo sul a Mata Atlântica gradualmente se mescla com a floresta de Araucárias.

devido à transferência da mão-de-obra para a mineração e o cultivo do café.

Tal como ocorrera com o período de grande produção da cana-de- açúcar, o auge da cafeicultura no Brasil representou uma nova fase eco- nômica. Por isso, podemos dizer que a história da agricultura no Brasil está intimamente associada com a história do desenvolvimento do próprio país. Ainda mais, quando se considera o período a partir do século XIX quando o café se tornou o principal artigo de exportação brasileiro, logo após o declí- nio da mineração.

Mas o cultivo do café, que durante todo o século XIX faria fortunas e in- fluenciaria fortemente a política do país, começa a declinar por volta de 1902 quando a crise atinge seu ponto culminante, o Brasil produzira mais

 

O

Pantanal Mato-Grossense

Geografia

9 A Opção Certa Para a Sua Realização

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

de 16 milhões de sacas de café enquanto que o consumo mundial pouco ultrapassava os 15 milhões fazendo com que o preço do café, que já estava em queda, chegasse a 33 francos (bem menos que os 102 francos de

1885).

Desta forma, houve uma necessidade de diversificação da economia que, entre outras atividades além das estreantes indústrias, começava a valorizar outros tipos de culturas. Além do que, o aumento da urbanização do país exigia também, o aumento do cultivo de matérias-

primas. Mas, esta mudança tomaria forma mesmo, só a partir da década de

1940.

Atualmente, segundo dados do último levantamento realizado pelo IB- GE em novembro de 2007, no Brasil são cultivados 58.033,075 ha de terra. Sendo que a cana-de-açúcar ainda predomina: são produzidos 514.079,729t contra 58.197,297t da soja em grão. Quanto ao café em grão, este responde por cerca de 2.178,246t. Caroline Faria

Agricultura moderna

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

moderna Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Laranjal em Avaré A agricultura moderna surgiu após a

Laranjal em Avaré

A agricultura moderna surgiu após a primeira fase da Revolução

Industrial, situada entre o final do século XVIII e o inicio do século XIX, com base na utilização da energia a vapor e também da eletricidade. Logo, ela é aquela caracterizada pela maior regularização das safras e o aumento da

utilização

de tratores, colheitadeiras, semeadeiras e alguns novos implementos

agrícolas.

A invenção da máquina de separar o caroço da fibra do algodão, por

exemplo, possibilitou o fornecimento abundante dessa importante matéria prima por um baixo preço. O Cotton Gin, o descaroçador de algodão, foi inventado em 1793 por Eli Whitney, um mestre-escola da Nova Inglaterra. Do ponto de vista de diversos historiadores, essa invenção contribuiu mais

produção agrícola

devido

à

para a extinção da escravatura na América do Norte, que todas as teorias que pudessem incentivá-lo na época.

que todas as teorias que pudessem incentivá-lo na época. Colheitadeira em um campo de cultivo de

Colheitadeira em um campo de cultivo de cerais

Nesse período houve também um grande desenvolvimento do conhecimento científico e a criação de novos tratos culturais, que foram introduzidos nas lavouras. Contudo, o principal fator de estímulo ao desenvolvimento e a modernização da agricultura foi a acumulação de bens de capital, que proporcionaram um aumento da capacidade de financiar máquinas modernas e, assim, a produtividade agrícola aumentou. Isso porque a Revolução Industrial provocou uma grande acumulação de capital.

Como a produtividade agrícola aumentou rapidamente, e como a demanda por produtos agrícolas não aumentou, já que a quantidade de alimentos que uma pessoa pode consumir é limitada em função da capacidade do seu estômago, a porcentagem da população que trabalhava na agricultura se reduziu drásticamente e foram buscar empregos nas cidades, gerando um grande processo de urbanização.

Ocorreu ainda nessa a etapa da evolução agrícola o desenvolvimento da pecuária leiteira na Europa Ocidental(França, Dinamarca etc.), nos EUA e, mais tarde, na ex-URSS, da floricultura nos Países Baixos e de olivais nas penínsulas Ibérica e Balcânica. Atualmente a maioria dos países subdesenvolvidos encontra se com a agricultura nesse estágio.

Os conflitos pela terra no Brasil

Maria Teresa Manfredo

O tema da divisão da terra evoca uma questão recorrente no Brasil: os conflitos fundiários que, no decorrer da história do país, adquiriram diferen- tes contornos. De acordo com a doutora em história pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Marina Machado, muitas vezes esses conflitos aconteceram por envolverem divisões territoriais administrativas, constru- ção de limites e de fronteiras. Para ela, é fundamental, também, considerar que tal discussão é atravessada pela questão das disputas entre terras latifundiárias. A expansão - ou não - de uma fronteira explora diferentes aspectos e interesses, de diferentes grupos envolvidos em um mesmo processo (fazendeiros, moradores, grupos indígenas, agentes do governo, representantes da igreja etc.), lembra a historiadora.

Num período mais recente, a partir da segunda metade da década de 1990, após a fase de reestruturação e modernização da produção agrícola, as questões econômicas relacionadas a esses conflitos ganharam maior grau de complexidade. De acordo com a economista Viviam Souza Nasci- mento, que desenvolveu pesquisa sobre o tema junto à Universidade de São Paulo (USP), nos últimos anos a complexificação dessas disputas se deu em função "do aumento das demandas sociais criadas com a crise econômica da década de 1980, da modernização do setor agrícola e das significativas mudanças institucionais que alteraram o ambiente de negó- cios brasileiro".

Por outro lado, Nascimento relembra o percurso histórico dessa ques- tão, sinalizando que convencionalmente atribui-se a raiz desses conflitos no Brasil ao problema da concentração de terras, que teria suas origens no modelo de ocupação territorial adotado no século XVI pela Coroa Portu- guesa, durante o período da colonização. Contudo, para ela é "a falta de regulamentação e fiscalização na distribuição de terras no país que efeti- vamente contribuiu para a concentração fundiária".

Carlos Alberto Feliciano, geógrafo da Universidade Estadual Paulista (Unesp, campus de Presidente Prudente), reforça que entre as principais causas dos conflitos fundiários no Brasil está a concentração de terras. Esses conflitos são bastante antigos no Brasil, com maior evidência a partir do século XIX, tendo se agravado ainda mais no século XX.

Entre os principais conflitos no início do século XX estão Canudos e Contestado, que "embora muitas vezes sejam lembrados como episódios que envolveram questões religiosas, estão diretamente voltados para uma questão de luta pela terra", afirma a historiadora Marina Machado. Nesse sentido, Feliciano ressalta que o assunto em nosso país ultrapassa a ques- tão das fronteiras legais das unidades federativas, mas ao mesmo tempo é movido pelas relações sociais de poder e disputa que nelas são materiali- zadas.

Em comparação aos séculos anteriores, é possível afirmar que no sé- culo XX houve, ao mesmo tempo, uma redução na concentração fundiária e uma valorização da terra no país. Isso se deu, por um lado, devido ao fato de os agricultores brasileiros passarem a investir em atividades urbano-

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

industriais - em decorrência, sobretudo, da desvalorização mundial do café durante a Primeira Guerra Mundial e a crise econômica de 1929. Por outro lado, houve um aumento do valor de uso da terra, gerando maior produtivi- dade em propriedades de pequeno e médio porte em algumas regiões do país - como é o caso da região Sul.

Para o geógrafo da Unesp, além da concentração de terra, a constru- ção da propriedade privada no Brasil trouxe consigo o significado de terra como reserva de valor, "onde boa parte dos ditos 'proprietários' vivem da renda que ela pode lhes auferir, mesmo sendo improdutiva."

Foi na década de 1960, que surgiu com maior intensidade a discussão sobre a necessidade de reforma agrária no Brasil, principalmente nas regiões Norte e Nordeste que sofriam mais com a concentração fundiária. No mesmo período, seguiu-se a criação da organização das Ligas Campo- nesas e muitos outros conflitos, como o episódio de Trombas e Formoso, em Goiás (das décadas de 1950 e 1960). Ocorreu também nessa época a discussão sobre terras devolutas - "um tipo de terra pública que deveria

estar sob o domínio do Estado, mas que está na esfera privada, seja ligada

a proprietários, ou então, a grandes empreendimentos, como bancos ou indústrias", explica Feliciano.

Em meio a esse contexto, em março de 1963, foi aprovado o Estatuto do Trabalhador Rural, regulando as relações de trabalho no campo, que até então estavam à margem da legislação trabalhista. Contudo, com o golpe militar de 1964, as ideias foram revistas e a reforma agrária realizada nesse período foi concentrada na fronteira agrícola do Centro-Oeste, visando sobretudo a ocupação do território.

Entre 1980 e 1990, surgiram várias organizações em defesa da refor- ma agrária como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra, Ligas Cam- ponesas e a Pastoral da Terra.

Em 1993, o Congresso Nacional estabeleceu que a improdutividade das terras caracterizava o não cumprimento do caso previsto pela Constitu- ição de 1988 de função social da propriedade; ficou estabelecido por Lei que a improdutividade procederia à desapropriação. Atualmente, por parte dos movimentos, as ocupações de terra tornaram-se o principal mecanismo de pressão sobre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para a execução dos processos de desapropriação e assentamen- tos.

Para Viviam Nascimento, um caminho para minimizar o conflito neste sentido é fortalecer as políticas de controle e fiscalização da propriedade agrícola, "organizando a titulação, acompanhando o mercado de terras (incluindo a compra por parte dos estrangeiros), além de fiscalizar e agir com rapidez nas resoluções de conflitos".

Segundo Carlos Feliciano, "a solução para esse impasse é a realização de uma reforma agrária ampla, baseada em critérios legais melhor defini- dos", de acordo com o pesquisador, só assim o Estado cumpriria o que a Constituição Federal estabelece como função social da propriedade: ser produtiva, respeitar as leis trabalhistas, ambientais, gerando desenvolvi- mento para a região a que pertence.

Mapeamento dos conflitos

Em abril deste ano, a Comissão Pastoral da Terra lançou um relatório sobre conflitos no campo a partir de dados coletados em 2010. Dos 638 conflitos neste último ano, mais da metade refere-se a posseiros (antigos donos de pequenas áreas sem títulos da propriedade) e a povos e comuni- dades tradicionais (indígenas, quilombolas, extrativistas etc.) - totalizando 57% das violências ligadas à terra, no ano. A maioria tem sua causa ligada

a grandes projetos, como barragens, ferrovias, rodovias, parques eólicos, e mineração.

Mas o que mais marca o ano de 2010 nesse quesito é o crescimento do número de assassinatos em conflitos no campo: 34 assassinatos, um número 30% maior que em 2009, quando foram registrados 26. O estado do Pará mantém a liderança quanto ao número dos assassinatos, 18, número 100% maior que em 2009, quando foram registrados 9 mortes. Além dos assassinatos, em 2010 foram registradas 55 tentativas de assas- sinato, 125 pessoas receberam ameaças de morte, 4 foram torturadas, 88 presas e 90 agredidas.

Com relação aos conflitos de terra propriamente ditos, o total permane- ceu muito próximo ao de 2009, passando de 854 para 853, em 2010. Os

embates protagonizados pelos movimentos sociais do campo caíram 38%; por outro lado, os conflitos gerados por expulsões, pistolagem, despejos e ameaças cresceram 21% - passando de 528, em 2009, para 638, em 2010.

A região Nordeste teve o maior número de conflitos, com 43,7% (279),

seguido da região Norte com 36,7% (234). As demais regiões concentraram 9,6% (61) no Sudeste, 5,8% (37) no Centro-Oeste e 4,2% (27) no Sul.

A chamada Amazônia Legal concentra 65% dos conflitos de terra, sen-

do que Maranhão, Pará e Tocantins concentram 46,2% desse total.

Ao analisar as categorias sociais que foram vítimas das 604 ocorrên- cias de ações violentas em conflitos no campo, 57% envolveram popula- ções tradicionais, como comunidades indígenas ou ribeirinhas. Outros 43% atingiram setores que eram considerados protagonistas da luta pela refor- ma agrária, como os sem-terra (182 conflitos), os assentados (61), peque- nos proprietários (9) e outros.

Para a Pastoral da Terra, esses dados "deixam evidente que não é por causa da ação dos sem-terra que a violência no campo persiste, mas sim devido à violência sobre a qual se alicerçou todo o processo de ocupação territorial brasileiro desde o tempo da Colônia até os dias de hoje."

O espaço urbano no Brasil

Crescimento urbano – crescimento da população que vive nas cida-

des.

Urbanização – corresponde a transferência de populações originárias das zonas rurais em direção às cidades.

O processo de urbanização brasileira começou a partir de 1940, como

resultado da modernização econômica e do grande desenvolvimento indus- trial graças a entradas de capital estrangeiro no país.

As empresas transnacionais preferiram se instalar nas cidades em que a concentração populacional fosse maior e de melhor infra-estrutura, dando origem às grandes metrópoles.

A industrialização gerou empregos para os profissionais qualificados,

expandiu a classe média e o nível de consumo urbano. A cidade transfor- mou-se num padrão de modernidade, gerando êxodo rural.

A tecnologia e o nível de modernização econômica não estavam adap-

tados à realidade brasileira.

A migração campo-cidade gerou desemprego e aumento das ativida-

des do setor terciário informal.

O modelo de desenvolvimento econômico e social adotado no Brasil a

partir dos anos 50 levou a um processo de metropolização. Ocorrência do fenômeno da conurbação, que constituem as regiões metropolitanas (criadas em 1974 e 1975).

A partir da década de 80 houve o que se chama de desmetropolização,

com os índices de crescimento econômico maiores nas cidades médias, havendo assim um processo de desconcentração econômica. Outras regiões passaram a atrair mais que as regiões metropolitanas, havendo também desconcentração populacional. Está ocorrendo um declínio da importância das metrópoles na dinâmica social e econômica do país. Um número crescente de cidades passou a pertencer ao conjunto das cidades médias e grandes. Podemos dizer que o Brasil se modernizou e que a grande maioria da população brasileira, já está de alguma forma integrada aos sistemas de consumo, produção e informação.

Existe hoje uma integração entre o Brasil urbano e o agrário, um absol- vendo aspectos do outro. A produção rural incorporou inovações tecnológi- cas produzidas nas cidades. O Brasil rural tradicional está desaparecendo e sobrevive apenas nas regiões mais pobres.

A produção comercial está cada vez mais voltada para a cidade.

A produtividade aumentou e o meio rural integrou-se aos principais

mercados nacionais e internacionais.

A implantação de modernos sistemas de transportes e de comunica-

ções reduziu as distâncias e possibilitou a desconcentração das atividades econômicas, que se difundiram por todo o país e hoje são coordenadas a partir de diretrizes produzidas nos grandes centros nacionais e internacio- nais.

Segundo o modelo informacional, São Paulo é a metrópole mundial brasileira que exerce controle sobre os principais sistemas de comunicação

Geografia

11 A Opção Certa Para a Sua Realização

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

que difundem as inovações por todo o país, através dos meios de comuni- cação. Observa-se uma ruptura com a hierarquia urbana tradicional e a formu- lação de um novo modelo de relações, muito mais complexo e adequado ao quadro social e econômico do Brasil contemporâneo. Autoria: Elton Santiago

-o0o-

O processo de urbanização do Brasil, fruto de uma industrialização tar- dia, realizada num país subdesenvolvido, trouxe uma série de problemas. Esses problemas urbanos normalmente estão relacionados com o tipo de desenvolvimento que vem ocorrendo no país por várias décadas, do qual, por um lado, aumenta a riqueza de uma minoria e, por outro, agrava-se o problema da maioria dos habitantes.

Um desses problemas é a moradia. Enquanto em algumas áreas das grandes cidades brasileiras surgem ou crescem novos bairros ricos com, com residências moderníssimas, em outras, ou as vezes, até nas vizinhan- ças, multiplicam-se as favelas, cortiços e demais habitações precárias.

Mas o tipo de habitação popular que vem crescendo nos últimos anos, nos grandes centros urbanos do país, é a casa própria da periferia. Trata- se de uma casinha que o trabalhador constrói, ele mesmo, com a ajuda de familiares e amigos, sob a forma de mutirão, geralmente nos fins de sema- na e feriados, num lote de terra que adquire na periferia da cidade. A cons- trução leva vários anos e o material vai sendo adquirido aos poucos.

Ocorre, porém, que, ao residir na periferia da grande cidade, o traba- lhador e sua família terão de gastar mais em transporte para o serviço, além de perder várias horas por dia dentro de ônibus ou trens. E o transpor- te coletivo (ônibus, trens, metrôs) é um dos grandes problemas das metró- poles brasileiras, com carência e precariedade das linhas de ônibus e trens, com atraso na expansão das linhas de metrôs nas cidades onde esse transporte existe, sem contar o acédio sexual e roubos que ocorrem nos vagões ou nos ônibus lotados, nos quais vão pessoas penduradas nas portas, janelas ou até mesmo em cima dos mesmos, representando um grande perigo de acidentes.

Outro problema importante nas grandes cidades brasileiras é a infra- estrutura urbana: água encanada, pavimentação de ruas, iluminação e eletricidade, transportes, rede de esgotos etc. Apesar de a cada ano au- mentar a área abrangida por esses serviços, o rápido crescimento das cidades torna-os sempre insuficientes. E a ampliação dessa infra-estrutura não tem conseguido acompanhar o ritmo de crescimento das áreas urba- nas dessas metrópoles. Assim, na Grande São Paulo, por exemplo, apenas 50 % dos domicílios são servidos por rede de esgotos e 65 % pela de água encanada.

Essa insuficiência dos recursos aplicados na expansão da infra- estrutura urbana decorre não apenas da rápida expansão das cidades como também da existência de terrenos baldios ou espaços ociosos em seu interior. É comum empresas imobiliárias, ao realizarem um loteamento na periferia, onde ainda não existem serviços de infra-estrutura, deixarem, entre as áreas que estão vendendo e o bairro mais próximo, um espaço de terras sem lotear. Com o crescimento da área loteada, ocorrerão reivindica- ções para que o local provido de infra-estrutura. E, quando isso ocorrer, tais serviços terão que passar pelo espaço ocioso. Aí é que esse espaço pode- rá ser vendido ou loteado, mas agora por um preço bastante superior.

Esse procedimento acaba prejudicando a maioria da população, pois leva a população trabalhadora da periferia para locais cada vez mais dis- tantes do centro da cidade. Esses espaços vazios ou ociosos abrangem atualmente cerca de 40 % da área urbana da cidade de São Paulo.

Outro problema comum nas grandes cidades é a violência urbana. Os acidentes de transito, com milhares de feridos e mortos a cada ano. O abuso do motorista e o desrespeito ao pedestre são de fato algo comum. A violência policial, especialmente sobre a população mais pobre, é também muito frequente. E o número de assaltos, estupros e assassinatos cresce cada vez mais. Surgiu nos últimos anos, nas grandes metrópoles até uma figura nova de assaltante: o trombadinha, delinquente juvenil, fruto do crescimento do desemprego e do declínio dos salários reais, isto é, da inflação sempre superior aos aumentos salariais; como decorrência desses fatos, agravados ainda pela falta de assistência social às famílias pobres, às mães solteiras, às vitimas de estupro ou da violência do marido, do pai,

etc., multiplicam-se pelas ruas os menores abandonados, a partir dos quais surgirão os trombadinhas ou delinqüentes juvenis. Prof. Miguel Jeronymo

Filho

Atividades Econômicas do Brasil

Nona maior economia do planeta, segundo classificação do Banco Mundial, o Brasil desenvolve em seu território atividades dos setores primário, secundário e terciário. Esse último é o destaque do país, res- ponsável por mais da metade do seu Produto Interno Bruto (PIB) e pela geração de 75% de seus empregos.

Um dos propulsores do desenvolvimento econômico brasileiro dos últimos anos, o setor terciário, que corresponde à venda de produtos e aos serviços comerciais oferecidos à população, é ainda uma das razões do aumento da competitividade interna e externa do Brasil, acelerando o seu progresso tecnológico. Segundo a Central Brasileira do Setor de Serviços (CEBRASSE), das 500 maiores empresas no Brasil, 124 atuam nesse setor. Nessas empresas destacam-se, sucessivamente, as ativi- dades de telecomunicações, serviços públicos, tecnologia e computação, além das comunicações. Para o investidor estrangeiro são várias as opções de negócio no país, como o comércio de veículos, objetos pesso- ais e domésticos, combustíveis, alimentos, além das atividades imobiliá- rias, aluguéis e serviços prestados às empresas.

A indústria, parte do setor secundário, é também um setor de grande importância na formação da riqueza nacional. Com destaque na produ- ção de bens de capital, ela tem na região Sudeste, em especial a Região Metropolitana de São Paulo, a maior concentração do país. Por categoria

de uso, essa atividade divide-se em indústrias de bens de capital, bens intermediários, bens de consumo duráveis, semiduráveis e não duráveis.

A indústria de capital (produtora de bens que serão utilizados no proces-

so produtivo, como máquinas e equipamentos) é um dos destaques entre as categorias no Brasil, tanto em termos de produção física, quanto em termos de faturamento. Os produtos mais vendidos da indústria brasileira são o óleo diesel, minério de ferro beneficiado, automóveis com cilindra- das, gasolina automotiva (exceto para aviação), óleos brutos de petróleo, álcool combustível, telefones celulares, açúcar cristal e cervejas ou chope.

Já o setor primário no Brasil, dividido em atividades de agricultura, pecuária, extrativismo vegetal, caça, pesca e mineração, tem como destaque a agropecuária. Essa atividade, que faz uso do solo para o cultivo de plantas e a criação de animais, é responsável por cerca de 27% do PIB do Brasil, aproximadamente 42% de suas exportações totais em 2009 e mais de 17 milhões de empregos. Além disso, o Brasil é o responsável pelo fornecimento de 25% do mercado mundial de alimen- tos. Líder mundial em vários setores, o país tem no café, açúcar, álcool (a partir da cana-de-açúcar) e suco de laranja algumas de suas principais produções e exportações. Também importante, em primeiro lugar nas vendas externas, são o complexo de soja(farelo, óleo e grão), a carne bovina e a carne de frango. Portal online do IBGE

Economia

A economia do Brasil tem um mercado livre e exportador. Com um PIB nominal de 2,48 trilhões de dólares (4,14 trilhões de reais), foi classificada como a sexta maior economia do mundo em 2011, segundo

o FMI (considerando o PIB de 2,09 trilhões de dólares, para 2010) , ou a

sétima, de acordo com o Banco Mundial (também considerando um PIB de 2.09 trilhões de dólares em 2010) e o World Factbook da CIA (estimando o PIB de 2011 em 2,28 trilhões de dólares). É a segunda maior do continente americano, atrás apenas dos Estados Unidos.

A economia brasileira tem apresentado um crescimento consistente e, segundo o banco de investimento Goldman Sachs, deve tornar-se a quarta maior do mundo por volta de 2050.

O Brasil é uma das chamadas potências emergentes: é o "B" do grupo BRICS. É membro de diversas organizações econômicas, como

o Mercosul, a UNASUL, o G8+5, o G20 e o Grupo de Cairns. Tem centenas

de parceiros comerciais, e cerca de 60% das exportações do país referem- se a produtos manufaturados e semimanufaturados. Os principais parceiros comerciais do Brasil em 2008 foram:Mercosul e América Latina (25,9% do

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

comércio), União Europeia (23,4%), Ásia (18,9%), Estados Unidos (14,0%)

e outros (17,8%).

Segundo o Fórum Econômico Mundial, o Brasil foi o país que mais

oito posições entre

outros países, superando a Rússia pela primeira vez e fechando parcialmente a diferença de competitividade com a Índia e

a China, economias BRIC . Importantes passos dados desde a década de

1990 para a sustentabilidade fiscal, bem como as medidas tomadas para liberalizar e abrir a economia, impulsionaram significativamente os fundamentos do país em matéria de competitividade, proporcionando um melhor ambiente para o desenvolvimento do setor privado.

O país dispõe de setor tecnológico sofisticado e desenvolve projetos que vão desde submarinos a aeronaves (a Embraer é a terceira maior empresa fabricante de aviões no mundo). O Brasil também está envolvido na pesquisa espacial. Possui um centro de lançamento de satélites e foi o único país do Hemisfério Sul a integrar a equipe responsável pela construção do Estação Espacial Internacional (EEI).[25] É também o pioneiro na introdução, em sua matriz energética, de um biocombustível – o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar.Em 2008, a Petrobrás criou a subsidiária, a Petrobrás Biocombustível, que tem como objetivo principal a produção de biodiesel e etanol, a partir de fontes renováveis, como biomassa e produtos agrícolas.

aumentou sua competitividade em 2009, ganhando

História

Quando os exploradores portugueses chegaram no século XV, as tribos indígenas do Brasil totalizavam cerca de 2,5 milhões de pessoas, que praticamente viviam de maneira inalterada desde a Idade da Pedra. Da colonização portuguesa do Brasil (1500-1822) até o final dos anos 1930, os elementos de mercado da economia brasileira basearam-se na produção de produtos primários para exportação. Dentro do Império Português, o Brasil era uma colônia submetida a uma política imperial mercantil, que tinha três principais grandes ciclos de produção econômica - o açúcar,

o ouro e, a partir do início do século XIX, o café. A economia do Brasil foi fortemente dependente do trabalho escravizado Africano até o final do século XIX (cerca de 3 milhões de escravos africanos importados no total). Desde então, o Brasil viveu um período de crescimento econômico e demográfico forte, acompanhado de imigração em massa da Europa (principalmente Portugal, Itália, Espanha e Alemanha) até os anos 1930. Na América, os Estados Unidos, o Brasil, o Canadá e

a Argentina (em ordem decrescente) foram os países que receberam a

maioria dos imigrantes. No caso do Brasil, as estatísticas mostram que 4,5 milhões de pessoas emigraram para o país entre 1882 e 1934.

Atualmente, com uma população de 190 milhões e recursos naturais abundantes, o Brasil é um dos dez maiores mercados do mundo, produzindo 35 milhões de toneladas de aço, 26 milhões de toneladas de cimento, 3,5 milhões de aparelhos de televisão e 5 milhões de geladeiras. Além disso, cerca de 70 milhões de metros cúbicos de petróleo estão sendo processados anualmente em combustíveis, lubrificantes, gás propano e uma ampla gama de mais de cem produtos petroquímicos. Além disso, o Brasil tem pelo menos 161.500 quilômetros de estradas pavimentadas e mais de 108.000 megawatts de capacidade instalada de energia elétrica.

Seu PIB real per capita ultrapassou US$ 8.000 em 2008, devido à forte

e continuada valorização do real, pela primeira vez nesta década. Suas

contas do setor industrial respondem por três quintos da produção industrial

da economia latino-americana. O desenvolvimento científico e tecnológico do país é um atrativo para o investimento direto estrangeiro, que teve uma média de US$ 30 bilhões por ano nos últimos anos, em comparação com apenas US$ 2 bilhões/ano na década passada,evidenciando um crescimento notável. O setor agrícola, também tem sido notavelmente dinâmico: há duas décadas esse setor tem mantido Brasil entre os países com maior produtividade em áreas relacionadas ao setor rural. O setor agrícola e o setor de mineração também apoiaram superávits comerciais que permitiram ganhos cambiais maciços e pagamentos da dívida externa.

Com um grau de desigualdade ainda grande, a economia brasileira tornou-se uma das maiores do mundo. De acordo com a lista de bilionários da revista Forbes de 2011, o Brasil é o oitavo país do mundo em número de

bilionários, à frente inclusive do Japão, com um número bastante superior aos dos demais países latino americanos.

Componentes da economia

O setor de serviços responde pela maior parte do PIB, com 66,8%,

seguido pelo setor industrial, com 29,7% (estimativa para 2007), enquanto

a agricultura representa 3,5% (2008 est). A força de trabalho brasileira é estimada em 100,77 milhões, dos quais 10% são ocupados na agricultura, 19% no setor da indústria e 71% no setor de serviços.

Agricultura e produção de alimentos

O desempenho da agricultura brasileira põe o agronegócio em uma

posição de destaque em termos de saldo comercial do Brasil, apesar das barreiras alfandegárias e das políticas de subsídios adotadas por alguns países desenvolvidos. Em 2010, segundo a OMC o país foi o terceiro maior exportador agrícola do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e da União Europeia.

No espaço de cinquenta e cinco anos (de 1950 a 2005), a população brasileira passou de aproximadamente 52 milhões para cerca de 185 milhões de indivíduos, ou seja, um crescimento demográfico médio de 2% ao ano. A fim de atender a essa demanda, uma autêntica revolução verde teve lugar, permitindo que o país criasse e expandisse seu complexo setor de agronegócio. No entanto, a expansão da fronteira agrícola se deu à custa de grandes danos ao meio ambiente, destacando-se

o desmatamento de grandes áreas da Amazônia, sobretudo nas últimas quatro décadas.

A importância dada ao produtor rural tem lugar na forma do Plano da

Agricultura e Pecuária e através de outro programa especial voltado para

a agricultura familiar (Pronaf), que garantem o financiamento de

equipamentos e da cultura, incentivando o uso de novas tecnologias e pelo zoneamento agrícola. Com relação à agricultura familiar, mais de 800 mil habitantes das zonas rurais são auxiliados pelo crédito e por programas de pesquisa e extensão rural, notadamente através da Embrapa. A linha especial de crédito para mulheres e jovens agricultores visa estimular o espírito empreendedor e a inovação.

Com o Programa de Reforma Agrária, por outro lado, o objetivo do país

é dar vida e condições adequadas de trabalho para mais de um milhão de

famílias que vivem em áreas distribuídas pelo governo federal, uma iniciativa capaz de gerar dois milhões de empregos. Através de parcerias,

políticas públicas e parcerias internacionais, o governo está trabalhando para garantir infra-estrutura para os assentamentos, a exemplo de escolas

e estabelecimentos de saúde. A idéia é que o acesso à terra represente apenas o primeiro passo para a implementação de um programa de reforma da qualidade da terra.

Mais de 600 000 km² de terras são divididas em cerca de cinco mil domínios da propriedade rural, uma área agrícola atualmente com três fronteiras: a região Centro-Oeste (cerrado), a região Norte (área de transição) e de partes da região Nordeste (semiárido). Na vanguarda das

culturas de grãos, que produzem mais de 110 milhões de toneladas/ano, é

a de soja, produzindo 50 milhões de toneladas.

Na pecuária bovina de sensibilização do setor, o "boi verde", que é

criado em pastagens, em uma dieta de feno e sais minerais, conquistou mercados na Ásia, Europa e nas Américas, particularmente depois do período de susto causado pela "doença da vaca louca". O Brasil possui o maior rebanho bovino do mundo, com 198 milhões de cabeças, responsável pelas exportações superando a marca de US$ 1 bilhão/ano.

Pioneiro e líder na fabricação de celulose de madeira de fibra-curta, o Brasil também tem alcançado resultados positivos no setor de embalagens, em que é o quinto maior produtor mundial. No mercado externo, responde por 25% das exportações mundiais de açúcar bruto e açúcar refinado, é o líder mundial nas exportações de soja e é responsável por 80% do suco de laranja do planeta e, desde 2003, teve o maior números de vendas de carne de frango, entre os que lidam no setor.

Indústria

O Brasil tem o segundo maior parque industrial na América.

Contabilizando 28,5% do PIB do país, as diversas indústrias brasileiras

variam

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

de

automóveis, aço e petroquímicos até computadores, aeronaves e bens

O período de grande transformação econômica e crescimento ocorreu entre 1875 e 1975.

de

consumo duráveis. Com o aumento da estabilidade econômica fornecido

pelo Plano Real, as empresas brasileiras e multinacionais têm investido

pesadamente em novos equipamentos e tecnologia, uma grande parte dos quais foi comprado de empresas estadunidenses.

interna aumentou 32,3% .

O agronegócio (agricultura e pecuária) cresceu 47%, ou 3,6% ao ano, sendo o setor mais dinâmico - mesmo depois de ter resistido às crises internacionais, que exigiram uma constante adaptação da economia brasileira.

Nos anos

2000,

a

produção

 

O

Brasil possui também um diversificado e relativamente

serviços. Durante a década de 1990, o setor

bancário representou 16% do PIB. Apesar de sofrer uma grande reformulação, a indústria de serviços financeiros do Brasil oferece às empresas locais uma vasta gama de produtos e está atraindo inúmeros

novos operadores, incluindo empresas financeiras estadunidenses. A Bolsa

sofisticado setor de

A

posição em termos de transparência do Brasil no ranking

internacional é a 75ª de acordo com a Transparência Internacional. É igual à posição da Colômbia, do Peru e do Suriname.

de

Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo está passando por um

Controle e reforma

 

processo de consolidação e o setor de resseguros, anteriormente monopolista, está sendo aberto a empresas de terceiros.

Entre as medidas recentemente adotadas a fim de equilibrar a economia, o Brasil realizou reformas para a sua segurança social e para os sistemas fiscais. Essas mudanças trouxeram consigo um acréscimo notável: a Lei de Responsabilidade Fiscal, que controla as despesas públicas dos Poderes Executivos federal, estadual e municipal. Ao mesmo tempo, os investimentos foram feitos no sentido da eficiência da administração e políticas foram criadas para incentivar as exportações, a indústria e o comércio, criando "janelas de oportunidade" para os investidores locais e internacionais e produtores. Com estas mudanças, o Brasil reduziu sua vulnerabilidade. Além disso, diminuiu drasticamente as importações de petróleo bruto e tem metade da sua dívida doméstica pela taxa de câmbio ligada a certificados. O país viu suas exportações crescerem, em média, a 20% ao ano. A taxa de câmbio não coloca pressão sobre o setor industrial ou sobre a inflação (em 4% ao ano) e acaba com a possibilidade de uma crise de liquidez. Como resultado, o país, depois de 12 anos, conseguiu um saldo positivo nas contas que medem as exportações/importações, acrescido de juros, serviços e pagamentos no exterior. Assim, respeitados economistas dizem que o país não será profundamente afetado pela atual crise econômica mundial.

 

Em

31 de Dezembro de 2007, havia cerca de 21.304.000 linhas

de

banda larga no Brasil. Mais de 75% das linhas de banda larga via DSL e

10% através de modem por cabo.

 
 

As

reservas de recursos minerais são extensas. Grandes reservas

de

ferro e manganês são importantes fontes de matérias-primas industriais

e

receitas

de exportação. Depósitos

de

níquel, estanho, cromita, urânio, bauxita, berílio, cobre, chumbo,tungstên

io,

zinco, ouro, nióbio e outros minerais são explorados. Alta qualidade de

cozimento de carvão de grau exigido na indústria siderúrgica está em falta.

O

Brasil possui extensas reservas de terras raras, minerais essenciais à

indústria de alta tecnologia. De acordo com a Associação Mundial do Aço, o Brasil é um dos maiores produtores de aço do mundo, tendo estado sempre entre os dez primeiros nos últimos anos.

 

O

Brasil, juntamente com o México, tem estado na vanguarda do

fenômeno das multinacionais latino-americanas, que, graças à tecnologia superior e organização, têm virado sucesso mundial. Essas multinacionais têm feito essa transição, investindo maciçamente

exterior, na região e fora dela, e assim realizando uma parcela crescente

no

de suas receitas a nível internacional. O Brasil também é pioneiro nos campos da pesquisa de petróleo em águas profundas, de onde 73% de suas reservas são extraídas. De acordo com estatísticas do governo, o

Sem empregos e educação, milhões ficam à margem de crescimento brasileiro

Júlia Dias Carneiro e Paula Adamo Idoeta

Brasil foi o primeiro país capitalista a reunir as dez maiores empresas

Da

BBC Brasil no Piauí e em São Paulo

 

montadoras

de automóvel em seu território nacional.

 
 

Maiores companhias

 
  Maiores companhias  

Em 2012, 33 empresas brasileiras foram incluídas na Forbes Global 2000 - uma classificação anual das principais 2000 companhias em todo o mundo pela revista Forbes.

 

Energia

 

O governo brasileiro empreendeu um ambicioso programa para reduzir a dependência do petróleo importado. As importações eram responsáveis

por mais de 70% das necessidades de petróleo do país, mas o Brasil se tornou autossuficiente em petróleo em 2006. O Brasil é um dos principais

produtores

mundiais de energia hidrelétrica, com capacidade atual de cerca

de 108.000 megawatts. Hidrelétricas existentes fornecem 80% da

Assunção do Piauí tem o 10º pior rendimento per capita domiciliar do Brasil. (Foto: Júlia Carneiro - BBC Brasil)

eletricidade do país. Dois grandes projetos hidrelétricos, a 15.900

represa do mundo) e

megawatts de Itaipu, no rio Paraná (a maior

da

barragem de Tucuruí no Pará, no norte do Brasil, estão em operação. O

Ao chegar de carro por uma estrada de terra arenosa, uma placa dá as boas-vindas a Assunção do Piauí, "a capital do feijão". Mas as letras desbotadas, quase apagadas, deixam claro que a principal atividade econômica local já viu melhores dias.

primeiro reator nuclear comercial do Brasil, Angra I, localizado perto do Rio

Janeiro, está em operação há mais de 10 anos. Angra II foi concluído

em 2002 e está em operação também. Angra III tem a sua inauguração prevista para 2014. Os três reatores terão uma capacidade combinada de 9.000 megawatts quando concluídos. O governo também planeja construir mais 17 centrais nucleares até ao ano de 2020.

de

Na

pequena cidade, a 270 km de Teresina, as colheitas fracas estão

fazendo muitos desistirem de plantar feijão.

 
 

Situação econômica

 

"Aqui é assim, a gente só trabalha no escuro. Num ano dá e no outro não dá", diz a dona de casa Francisca Pereira Moreno, mãe de cinco filhos.

Somente em 1808, mais de trezentos anos depois de ser descoberto por Portugal, é que o Brasil obteve uma autorização do governo português para estabelecer as primeiras fábricas.

Depois de conversar com alguns moradores de Assunção, perguntar onde cada um trabalha parece perder sentido. Os principais empregos da cidade são na prefeitura local, mas para adultos como Francisca, que não

 

No

século XXI, o Brasil é uma das dez maiores economias do mundo.

Se, pelo menos até meados do século XX, a pauta de suas exportações era basicamente constituída de matérias-primas e alimentos, como o açúcar, borracha e ouro, hoje 84% das exportações se constituem de produtos manufaturados e semimanufaturados.

sabe ler nem escrever, a única opção está na roça ou nos serviços domés- ticos. Sem alternativas, a maioria sobrevive do Bolsa Família.

"Tem que ter o Bolsa Família. Porque a renda aqui do feijão não está dando dinheiro. Dá R$ 60, R$ 70", diz Francisca.

Geografia

14 A Opção Certa Para a Sua Realização

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

A cidade é um dos retratos de um Brasil que ficou praticamente à mar-

gem do crescimento econômico nacional registrado nos últimos anos e que tem colocado o país próximo de economias consideradas de primeiro

mundo como a Grã-Bretanha.

Apesar do recuo constante da pobreza desde o início do Plano Real, em 1994, e da emergência da classe C, na última década, o país ainda tem focos de pobreza extrema que se caracterizam por baixo rendimento domi- ciliar, acesso limitado a serviços como saúde e educação e poucas pers- pectivas de trabalho para os moradores locais.

Oportunidades insuficientes

Definindo a pobreza extrema

Grupo cada vez menor no Brasil, os extremamente pobres ficaram mais difíceis de serem estimados:

- Segundo o Censo 2010, cerca de 16,2 milhões de pessoas vivem

com até R$ 70, em média, de renda domiciliar per capita. O número serviu

como base para o Brasil Sem Miséria. Mas o próprio IBGE faz recortes diferentes, falando também em 12 milhões de pessoas com renda nesse patamar (excluindo os "sem rendimento").

- Marcelo Néri, da FGV, acha o número superestimado e prefere usar

os dados do Pnad, citando cerca de 10 milhões de pessoas nessa situação

- Estudo do Ipea calculava, em 2009, 8,7 milhões de pessoas vivendo com menos de R$ 67, contra 15 milhões em 2004

Divergências numéricas à parte, especialistas concordam que a pobre- za extrema vai além da mera questão de renda. Diz respeito também à falta de acesso a empregos, serviços básicos, educação e perspectivas.

“Com o crescimento e a geração de empregos, uma parte da popula- ção saiu da pobreza extrema. (Mas) as oportunidades não foram suficientes para todos – sobraram os com menos condições de aproveitar, como os que não tinham vínculos com o mercado de trabalho ou acesso à Previdên- cia e à assistência social”, explicou Rafael Osório, pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas).

Segundo o Censo 2010, em média 8,5% da população brasileira ainda vive com renda per capita mensal de até R$ 70. Isso equivale a cerca de 16,2 milhões de pessoas – praticamente a população do estado do Rio de Janeiro.

Com 7,5 mil habitantes, Assunção do Piauí, visitada pela BBC Brasil em janeiro, teve em 2010 o 10º pior rendimento per capita domiciliar do país – uma média de R$ 137 reais, contra R$ 1.180 de São Paulo.

A taxa de analfabetismo é de quase 40% entre pessoas com 15 anos

ou mais. A cidade tem quase 1.500 famílias beneficiárias do Bolsa Família.

"Muitos ficam na fila de espera (do programa) porque Assunção já ex- trapolou a cota que o Ministério do Desenvolvimento estipula para cada cidade", diz a assistente social Ana Alaídes Soares Câmara, que trabalha no Centro de Referência de Assistência Social da cidade.

‘O terço mais difícil’

Assistência Social da cidade. ‘O terço mais difícil’ Cerca de 20% da população de Assunção do

Cerca de 20% da população de Assunção do Piauí depende do Bolsa Família. (Foto: Júlia Carneiro – BBC Brasil)

Desde o Plano Real, a pobreza caiu 67% no Brasil, algo inédito na sé- rie estatística, disse à BBC Brasil o pesquisador Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da FGV. “Falta o último terço, que é o mais difícil da jorna- da.”

Para Neri, é possível que o número de extremamente pobres seja até menor do que o estimado pelo Censo, se for levada em conta a renda obtida em transações não monetárias, como trocas e agricultura familiar.

“Pelo Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios, também do IBGE), essas pessoas seriam 5,5% da população”, disse o pesquisador da FGV.

A incerteza a respeito do tamanho dessa população revela, na verda- de, uma boa notícia: como o grupo de extremamente pobres está cada vez menor, eles ficam pouco representados na amostra geral dos brasileiros, explicou Rafael Osório, do Ipea.

“As pessoas extremamente pobres são mais difíceis de se investigar. Algumas sequer são achadas, não interagem com o Estado, não têm documentos, e o acesso a elas é complicado”, disse.

Além disso, a pobreza extrema não é apenas uma questão de renda:

diz respeito também à falta de acesso a serviços básicos, como saneamen- to, moradia e educação de qualidade, e ao isolamento em relação ao mercado de trabalho.

Faltam atividades econômicas

O perfil dos extremamente pobres

Apesar das dificuldades em perfilar a população mais carente, um es- tudo de agosto de 2011 do Ipea traz algumas características dessas pes- soas, a partir de um universo estudado entre 2004 e 2009:

- 41,8% das famílias extremamente pobres eram casais com uma a três crianças

- Na média geral, essas famílias tinham 4,2 pessoas

- Muitas viviam em moradias precárias ou sob risco

- 29% eram produtores agrícolas e 34% eram inativos (não trabalha- vam nem procuravam emprego)

- Entre famílias rurais de municípios pequenos, a incidência de pobreza extrema era mais de duas vezes superior à média nacional

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

- Muitos são pequenos produtores rurais, incapazes de produzir exce-

dente que gere renda; não têm conexão regular com o mercado de trabalho

e podem passam períodos desempregados

Mas, um relatório do Ipea tenta traçar um perfil desse Brasil que demo- ra a crescer: em 2009, 41,8% das famílias extremamente pobres eram formadas por casais com uma a três crianças; 29% eram agricultores e 34% eram inativos (não trabalhavam nem procuravam emprego).

Dados do Censo 2010 indicam que muitos desses bolsões extrema-

mente pobres se concentram em cidades de porte mediano, de entre 10 mil

e 50 mil habitantes.

“São cidades onde faltam atividades econômicas”, explicou Osório. “Muitas têm poucos atrativos para empresas e dependem cada vez mais de políticas sociais, e algumas têm um vácuo generacional (sua população economicamente ativa migra em busca de empregos).”

Mas o pesquisador ressalva que não se trata de uma população fixa e estagnada: “Uma parcela tem rendimento incerto e transita entre uma camada de renda e outra. É o caso, por exemplo, de um guardador de carro – se ele ficar doente, perde a renda (e passa a figurar entre os extre- mamente pobres)”.

Estratégias

Como, então, combater essa pobreza extrema?

A presidente Dilma Rousseff lançou como uma das prioridades de seu governo o programa Brasil Sem Miséria, que tem a ambiciosa meta de erradicar a pobreza extrema até 2014 e que foca as pessoas com renda per capita mensal de até R$ 70.

Iniciado em junho do ano passado, o plano contém ações que comple- mentam o Bolsa Família, com programas para fomentar o emprego, a capacitação profissional e atividades econômicas locais, bem como o aumento da oferta de serviços públicos como saúde, educação e sanea- mento.

Os especialistas ouvidos pela BBC Brasil elogiam o foco estabelecido pelo programa, mas o projeto tem óbvias dificuldades em levar serviços, renda e oportunidades para as pessoas mais excluídas.

renda e oportunidades para as pessoas mais excluídas. Assunção do Piauí: A cidade vive da cultura

Assunção do Piauí: A cidade vive da cultura do feijão. (foto: Júlia Car- neiro - BBC Brasil)

“É preciso localizar (as populações empobrecidas), levar serviços pú- blicos, com agentes sociais. É algo mais caro, mais artesanal”, afirmou Neri, da FGV.

Para Osório, uma alternativa seria aumentar os valores pagos pelo Bolsa Família. “A maior parte dos extremamente pobres já faz parte do programa. Se aumentarem os valores, daremos um baque na pobreza.”

Mas os pesquisadores concordam que o grande estímulo para a saída da pobreza é a geração de empregos – e o desafio do Brasil é conseguir gerar vagas em áreas mais pobres justamente num momento de desacele- ração econômica.

"Gerar empregos depende, em última instância, da economia", disse Osório. "E o cenário é adverso, apesar de ser o melhor caminho. Isso pode não ocorrer com a mesma intensidade do que nos anos de crescimento."

A rede urbana e as Regiões Metropolitanas.

A complexidade da rede urbana brasileira

A rede urbana brasileira, nos últimos anos, vem passando por um gran-

de processo de transformação oriundo do forte fenômeno de integração dos

mercados proporcionado pela Globalização.

Estas cidades ligadas umas as outras estão em processo contínuo de dinamismo e assumem a sua importância dentro da rede de acordo com a sua produção, circulação, consumo e os diversos aspectos das relações sociais.

Segundo Correa (2001, p. 359), há alguns tipos de redes, como exem-

plo, tem-se redes do tipo solar, dendrítico, christalleriano, axial e complexo. Nas formas mais antigas desse sistema integrado de cidades a rede dendrí- tica tomava destaque, posteriormente, a forma mais comum das redes de cidades caracterizava-se pelo modelo Christalleriano, ou seja, um modelo baseado na teoria dos lugares centrais, por sua vez, de acordo com Christal-

ler (1966), consiste no desenvolvimento desigual dos centros urbanos, com

um grande centro urbano se sustentando no fornecimento de serviços especializados – centrais – cuja produtividade é superior à encontrada em centros urbanos menores.

A rede urbana brasileira, até a década de 1970, caracterizava-se, de

acordo com Corrêa (2001, p.360), por uma menor complexidade funcional dos seus centros urbanos, ou seja, por um pequeno grau de articulação entre os centros urbanos, com interações espaciais predominantemente regionais, e pela existência de padrões espaciais simples. Corrêa (2001, p.428) ressalta que, a partir desse período, as modificações que, sobretudo, irão caracterizar a rede urbana brasileira são a continuidade da criação de novos núcleos urbanos, a crescente complexidade funcional dos centros urbanos, a mais intensa articulação entre centros e regiões, a complexidade dos padrões espaciais da rede e as novas formas de urbanização. Tais mudanças constituem expressão continuada e atualizada de uma estrutura social crescentemente diferenciada e complexa, visto que as relações soci- ais, seja por meio de fatores internos ou externos, estruturam o processo de urbanização, que, no caso brasileiro, traduz-se em uma maior complexidade da rede urbana, uma vez que se constitui em um reflexo, um meio e uma condição social. A rede urbana reflete e reforça as características dos con- textos políticos, econômicos e socioculturais da própria realidade em sua complexidade.

A verdade é que ultimamente as relações entre as cidades brasileiras

estão bem mais integradas, as cidades não estão mais inseridas, somente, na economia regional. “Trata-se, em toda parte, de uma rede urbana que sofreu o impacto da globalização, na qual, cada centro, por minúsculo que seja, participa, ainda que não exclusivamente, de um ou mais circuitos espaciais de produção” (SANTOS, 1988).

A rede de cidades continua sendo um sistema integrado e hierarquizado

que vai dos pequenos aglomerados às regiões metropolitanas ou grandes cidades, mas suas conexões, no entanto, adquirem contornos complexos, agora não mais exibindo um padrão exclusivamente christalleriano e muito menos dendrítico como aponta Corrêa (2001, p. 365), estabelece-se assim uma relação de múltiplos circuitos na rede urbana. Lázaro Wandson de Nazaré Teles

Regiões metropolitanas do Brasil

Atualmente no Brasil há 60 regiões metropolitanas, distribuídas por

todas as grandes regiões do país, e definidas por leis federais ou estaduais.

A criação de uma região metropolitana não se presta a uma finalidade

meramente estatística; o principal objetivo é a viabilização de sistemas de

municípios

gestão

de

funções

públicas

de

interesse

comum

dos

abrangidos. Todavia,

no

Brasil,

as regiões

metropolitanas não

possuempersonalidade

jurídica própria,

nem

os

cidadãos

elegem

representantes para a gestão metropolitana.

Segundo dados do IBGE, as "12 redes metropolitanas de primeiro

seguintes: Belém, Belo

Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre,Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Também é acrescentada a RIDE deBrasília, como sendo a "13ª rede metropolitana de primeiro nível". A RIDE de Brasília é uma região metropolitana de abrangência interestadual.

as

nível"

são

As regiões metropolitanas de primeiro nível são praticamente as mesmos de 40 anos atrás, excetuando-se Brasília e Manaus - que exercem

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

influência sobre uma das maiores área percentuais: 19% da área do país, e de menor densidade: 2,2 hab./km², correspondendo a 1,9% da população do País e 1,7% do PIB nacional, no entanto, além destas concentrarem a maior parte da população e do PIB de suas redes urbanas (respectivamente 47,3% e 75,5%), mostrando uma grande disparidade no PIB per capita das cidades-polos em relação ao conjunto dos municípios das redes metropolitanas.

Critérios e conceitos

Cada Estado-membro define seus critérios específicos não só para a instituição, como também para a gestão metropolitana, com a finalidade de integrar a organização,planejamento e execução de funções públicas de interesse comum dos municípios, que podem ser enfrentadas a partir de uma perspectiva regional.

define

uma região metropolitana como "o conjunto de municípios limítrofes que

apresentam a ocorrência ou a tendência de continuidade do tecido urbano

e de complementaridade de funções urbanas, que tenha como núcleo a

capital do estado ou metrópole regional e que exija planejamento integrado

e gestão conjunta permanente por parte dos entes públicos nela atuantes".

A mesma legislação estabelece regras para a administração da Região

Metropolitana de Belo Horizonte, com a participação do governo estadual, das prefeituras e da sociedade civil.

A Constituição

do estado

de

Minas Gerais, por exemplo,

Região integrada de desenvolvimento econômico

Além dessas regiões metropolitanas, existem as regiões integradas de

desenvolvimento

econômico,

que

se

constituem

como

regiões

metropolitanas

em

que

conurbaçãoentre

cidades

de

dois

ou

mais

estados, como o que ocorre no Distrito Federal, naGrande Teresina e em Petrolina/Juazeiro.

Aglomerações urbanas

Uma aglomeração urbana é o espaço urbano contínuo, resultante de

espaço

urbano de nível sub-metropolitano ou, em termos simplificados, de uma região metropolitana de menor porte, em que asáreas urbanas de duas ou mais cidades são fracamente conurbadas. São cinco as aglomerações já estabelecidas por lei:

um

processo

deconurbação ainda

incipiente.

Trata-se

de

um

Aglomeração Urbana de Jundiaí;

Aglomeração Urbana de Piracicaba;

Aglomeração urbana do Litoral Norte (Rio Grande do Sul);

Aglomeração Urbana do Nordeste do Rio Grande do Sul (região de Caxias do Sul);

Aglomeração urbana do Sul (Rio Grande do Sul) (região de Pelotas).

Ainda

mais

uma

aglomerações

existentes

somente

para

fins

estatísticos, são elas:

Aglomeração Urbana Central

Microrregiões

Microrregião é, de acordo com a Constituição brasileira de 1988, um

agrupamento

organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum, definidas por lei complementar estadual.

Não tem a função de uma região metropolitana, no entanto para fim estatístico agrupa vários municípios com características socioeconômicas similares.

a

de

municípios limítrofes.

Sua

finalidade

é

integrar

Conurbações não-oficiais

Aglomerados urbanos não-metropolitanos

Um aglomerado urbano não-metropolitano é o espaço urbano semicontínuo (às vezes sem nenhuma continuidade), resultante de um virtual processo de conurbação. Não pode ser classificado como um espaço urbano metropolitano, mas já apresenta um nível de interligação de transportes e serviços muito grandes. Este fenômeno é observado nas

seguintes cidades (e seus entornos): Campo Grande; Santa Maria;Porto Velho; Castanhal e Três Lagoas-Andradina.

Aglomerados urbanos fronteiriços

Assim como os aglomerados urbanos não-metropolitanos, um

aglomerado urbano fronteiriço é o espaço urbano resultante de um virtual

Este

processo

fenômeno é observado nas seguintes cidades (e seus entornos) de fronteira: Marco das Três Fronteiras; Zona de Fronteira Corumbá-Puerto Suárez e a Fronteira da Paz.

de conurbação

fronteiriço

entre

dois

ou

mais

países.

Quais são as

Regiões Metropolitanas do
Regiões
Metropolitanas
do

Brasil?

Alagoas

Região Metropolitana de Maceió

 

Alagoas

Região Metropolitana

do

Agreste

 

Amapá

Região Metropolitana de Macapá

 

Amazonas

Região Metropolitana de Manaus

 

Bahia

Região Metropolitana de Salva

do

r

Ceará

Região Metropolitana de Fortaleza

 

Ceará

Região Metropolitana

do

Cariri

 

Espírito Santo

 

Região Metropolitana de Vitória

 

Goiás

Região Metropolitana de Goiânia

 

Maranhão

Região Metropolitana de São Luís

 

Maranhão

Região Metropolitana

do

Su

do

este Maranhense

Mato Grosso

 

Região Metropolitana

do

Vale

do

Rio Cuiabá

Minas Gerais

 

Região Metropolitana de Belo Horizonte

Minas Gerais

 

Região Metropolitana

do

Vale

do

Aço

Pará

Região Metropolitana de Belém

 

Paraíba

Região Metropolitana de João Pessoa

Paraíba

Região Metropolitana de Campina Grande

Paraná

Região Metropolitana de Curitiba

 

Paraná

Região Metropolitana de Londrina

 

Paraná

Região Metropolitana de Maringá

 

Pernambuco

 

Região Metropolitana

do

Recife

 

Rio de Janeiro

 

Região Metropolitana

do

Rio de Janeiro

Rio Grande

do

Norte

Região Metropolitana de Natal

 

Rio Grande

do

Sul

Região Metropolitana de Porto Alegre

Santa Catarina

 

Região Metropolitana

do

Norte/Nordeste Catarinen-

 

se

Santa Catarina

 

Região Metropolitana de Florianópolis

Santa Catarina

 

Região Metropolitana

do

Vale

do

Itajaí

São Paulo

Região Metropolitana de São Paulo

São Paulo

Região Metropolitana de Campinas

São Paulo

Região Metropolitana da Baixada Santista

Sergipe

Região Metropolitana de Aracaju

 

Formação Territorial e Divisão Político-Administrativa: Divisão Político-Administrativa; Organização federativa.

Divisão político-administrativa do Brasil

Eduardo de Freitas

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos Divisão político-administrativa atual do Brasil O Brasil

Divisão político-administrativa atual do Brasil

O Brasil é um país autônomo e independente politicamente, possui um

território dividido em estados, que nesse caso são vinte seis, além do distrito federal que representa uma unidade da federação que foi instituída com intuito de abrigar a capital do Brasil e também a sede do Governo Federal.

Foram vários os motivos que levaram o Brasil a realizar uma divisão in- terna do território, dentre eles os fundamentais foram os fatores históricos e político-administrativos. Esse processo teve início ainda no período coloni- al, momento esse que o Brasil estava dividido em capitanias hereditárias, dessa forma estados como Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte são derivados de antigas capitanias estabelecidas no passado momento no qual vigorava esse tipo de divisão.

Um dos motivos que favorece a divisão interna do país é quanto ao controle administrativo do território, no qual subdivide as responsabilidades de fiscalizar em partes menores, uma vez que grandes extensões territori- ais sem ocupação e ausência de estado podem provocar uma série de problemas, inclusive de perda de territórios para países vizinhos.

No fim do século XIX praticamente todos os estados já estavam com suas respectivas configurações atuais, porém alguns estados surgiram posteriormente, como o Mato Grosso do Sul (1977) e o Tocantins (1988), provocando uma remodelagem na configuração cartográfica e administrati- va interna do país.

Estados significam unidades da federação brasileira. O Brasil possui leis próprias, pois está organizado politicamente e detém total autonomia. As leis são criadas em nível federal e são soberanas, no entanto, estados e municípios possuem leis próprias, mas que são subordinadas às leis nacio- nais, no caso, a Constituição Federal. Além da divisão em federações existem uma dentro dos estados, a regionalização em município, que possui leis particulares que são submissas às leis federais, essa regionali- zação ainda pode ser dividida em distritos.

Da organização do Estado

FORMA DE GOVERNO E FORMA DE ESTADO

O caput do art. 1º da CF estabelece que em relação à forma de

governo e à forma de Estado o Brasil é uma República Federativa, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal.

A forma de governo indica a maneira como se dá a instituição do poder

na sociedade e a relação entre o povo e seus governantes. As formas mais comuns de governo são a Monarquia (poder singular), caracterizada pela ascensão automática, hereditária e vitalícia ao trono, e a República (poder plural), cuja marca principal é a eletividade periódica do Chefe de Estado para um mandato cujo prazo é fixado na Constituição.

Na Monarquia absoluta o rei ou o imperador exerce o poder de forma ilimitada. Na Monarquia constitucional, mais comum na atualidade, o rei ou

o imperador deve observar os limites traçados no ordenamento jurídico do Estado.

A responsabilidade dos governantes, em especial dos chefes do Poder

Executivo, é da essência da forma republicana de governo. Velha República é a denominação dada ao período que abrange desde

a proclamação dessa forma de governo no Brasil até a Revolução de 1930. Denomina-se Nova República o período iniciado com a eleição de

Tancredo Neves para a Presidência da República em 15 de janeiro de 1985

e o fim do regime militar instituído em 1964.

Montesquieu também cita o despotismo como forma de governo. Neste

o monarca reina fora da ordem jurídica e baseado no medo que impõe ao povo.

A forma de Estado (Estado federado, composto, ou Estado unitário,

simples) indica a existência ou não de uma divisão territorial do poder.

O Estado unitário é caracterizado pela concentração do poder em um

órgão central. Pode ser puro (poder totalmente concentrado no órgão central), descentralizado administrativamente (são designados órgãos para executar as deliberações já tomadas pelo poder central) ou descentralizado política e administrativamente (quando os órgãos executores das medidas do poder central possuem maior liberdade de execução). Na Federação há poderes regionais, que desfrutam da autonomia que lhes confere a Constituição Federal, e um poder central aglutinador, que representa a soberania nacional. Nas Federações é comum a existência de um órgão judiciário de competência nacional, que dirime inclusive conflitos entre os Estados federados e entre estes e o poder central (no Brasil, o STF), e de um Senado com representação idêntica de todas as unidades da Federação (atualmente temos 26 Estados e 1 Distrito Federal, sendo que cada um elege 3 dos nossos 81 senadores). Federalismo assimétrico é aquele que busca acomodar as desigualdades regionais por meio de incentivos e repartições de receitas, medidas que preservam a própria existência da unidade nacional. Manoel Gonçalves Ferreira Filho cita a seguinte lição de Sampaio Dória: “O poder que dita, o poder supremo, aquele acima do qual não haja outro, é a soberania. Só esta determina a si mesma os limites de sua competência. A autonomia, não. A autonomia atua dentro dos limites que a soberania lhe tenha transcrito”. CONCEITO DE ESTADO O Estado é a pessoa jurídica que tem como elementos básicos a soberania, o povo (elemento humano), o território (base) e o governo (poder condutor); é a sociedade politicamente organizada dentro de determinado espaço físico e que tem por fim o bem-estar de todos. Povo: é o conjunto dos cidadãos, daqueles que mantêm um vínculo jurídico com o Estado. Cidadão: em sentido estrito, é aquele que detém o poder de participação nos negócios do Estado por estar no gozo dos seus direitos políticos. População: é conceito meramente demográfico. Nação: é um conceito político-sociológico que indica a existência de uma comunidade unida por laços históricos.

Território: é a extensão sobre a qual o Estado exerce sua soberania. Por República Federativa do Brasil entende-se o território brasileiro, o espaço aéreo nacional, o mar territorial (12 milhas marítimas, nos termos da Lei n. 8.617/1993), o subsolo, os navios e aeronaves de guerra brasileiros em qualquer lugar que se encontrem, os navios mercantes brasileiros em alto-mar ou de passagem em mar territorial estrangeiro e as aeronaves civis brasileiras em vôo sobre o alto-mar ou de passagem sobre águas internacionais ou espaços aéreos estrangeiros. Zona contígua brasileira: é a faixa que se estende das doze às vinte e quatro milhas marítimas, contadas a partir das linhas de base que servem para medir a largura do mar territorial. Na zona contígua, o Brasil poderá tomar as medidas de fiscalização necessárias para:

I — evitar as infrações às leis e aos regulamentos aduaneiros, fiscais, de imigração ou sanitários, no seu território ou no seu mar territorial;

II — reprimir as infrações às leis e aos regulamentos, no seu território ou no seu mar territorial. Zona econômica exclusiva (ZEE): compreende uma faixa que se estende das doze às duzentas milhas marítimas, contadas a partir das

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

linhas de base que servem para medir a largura do mar territorial. FEDERAÇÃO. A UNIÃO, OS ESTADOS, O DF, OS MUNICÍPIOS E OS TERRITÓRIOS (ART. 18 DA CF)

No Brasil, a Federação nasceu de forma artificial, pois primeiro foi

criado o Estado Central e depois foram criadas as Unidades Federativas (federalismo por segregação). Nos Estados Unidos da América do Norte, ao contrário, havia Estados soberanos preexistentes que se agregaram para constituir a Federação (federalismo por agregação).

E é na perspectiva da Federação que deve ser estudada a organização

político-administrativa, quando é afirmada a autonomia dos entes que com- põem o Estado e se lhes garantem competências próprias.

União

A

União é componente da República Federativa do Brasil, em conjunto

com Estados-Membros, Distrito Federal e Municípios. Diga-se, no entanto, que o modelo trilhado pelo constituinte pátrio não é usual, já que a Federação pressupõe apenas a reunião de Estados-Membros, sendo atípica e própria do modelo brasileiro a elevação dos Municípios à categoria de ente da Federação.

Na perspectiva interna, a União é ente da Federação, dotado de

autonomia política, administrativa e de autolegislação, sendo pessoa jurídica de direito público interno (art. 41, I, do CC). Sob prisma diverso, ela representa a República Federativa, é instrumento de exteriorização da soberania do Estado brasileiro (art. 21, I a IV, da CF).

O patrimônio da União é formado pelos bens indicados

exemplificativamente a partir do art. 20 da CF, como as terras devolutas indispensáveis à defesa da fronteira, indispensáveis à preservação ambiental; o mar territorial; os potenciais de energia hidráulica; os terrenos de marinha; os recursos naturais da plataforma continental, dentre outros.

A Emenda Constitucional n. 46 alterou o inciso IV do art. 20 da Constituição Federal. A redação atual estabelece que são bens da União as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II, da própria Constituição.

O rol não é, nem poderia ser, taxativo, pela impossibilidade lógica de o

constituinte antecipar fatos e mutações impostas pelo desenvolvimento

nacional e mesmo pelo desenvolvimento tecnológico e científico, que podem importar em novas formas de descoberta de bens e atribuição de importância ou valor até então desconhecidos.

Sendo, no entanto, bens públicos, integram necessariamente o patrimônio público deferido à pessoa jurídica de direito público interno representativa da União Federal.

A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o

Pantanal Mato-grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, nos termos do § 4º do art. 225 da CF. Referido dispositivo, contudo, não converte em bens públicos os imóveis particulares existentes nas áreas especificadas, nem tampouco impede a utilização destes, desde que observadas as prescrições legais e respeitadas as condições necessárias à preservação ambiental (STF, RE 134.297).

Os símbolos do País são a bandeira, o hino, as armas e o selo

nacionais, sem prejuízo de os Estados-Membros, o DF e os Municípios adotarem símbolos próprios. Aos índios, o art. 231 da CF garante o uso das suas línguas.

Competência material

A competência administrativa, também denominada material ou não

legislativa, impõe o dever ou a possibilidade de atuação material da União em áreas e matérias expressas na Constituição, podendo ser: exclusiva (art. 21) ou comum a outros Entes Federados (art. 23). São hipóteses de atuação da máquina administrativa, regida em regra por normas de direito público (especialmente de direito tributário, de direito administrativo, de direito previdenciário). Trata-se da gestão da coisa pública, da atividade administrativa. Conforme leciona José Afonso da Silva, “podemos classificar as competências primeiramente em dois grandes grupos e suas subclasses:

(1) competência material, que pode ser: (a) exclusiva (art. 21, a exemplo de emitir moeda); e (b) comum, cumulativa ou paralela (art. 23, a exemplo de cuidar da saúde); (2) competência legislativa, que pode ser: (a) exclusiva (art. 25, §§ 1º e 2º); (b) privativa (art. 22); (e) concorrente (art. 24); (d)

suplementar (art. 24, § 2º)”.

A diferença que se faz entre competência exclusiva e competência

privativa é que a exclusiva é indelegável e a privativa, delegável.

Divisão da competência legislativa

As regras previstas nos arts. 22, 24, 25 e 30 da Constituição Federal são pertinentes à competência legislativa, ou seja, à atribuição constitucional de cada um dos entes políticos (assim entendidos os dotados de Poder Legislativo) no poder de editar leis. Havendo dúvida quanto à atribuição de cada ente político, deve ser observado o princípio da predominância de interesse (nacional, regional ou local) na matéria.

À União compete legislar privativamente sobre as matérias previstas no

art. 22 da CF, embora o parágrafo único do dispositivo autorize a União a

delegar aos Estados e ao DF, por lei complementar, poderes para legislar sobre questões específicas das matérias ali arroladas.

O art. 24, por sua vez, disciplina a denominada competência legislativa

concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal. Quanto a essas matérias, cabe à União estabelecer normas gerais (diretrizes gerais de abrangência nacional), enquanto Estados e Distrito Federal recebem atribuição para suplementar as normas gerais e editar leis disciplinando as

especificações de cada matéria, garantindo assim a aplicabilidade das regras no âmbito regional.

A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a

competência suplementar dos Estados, os quais devem apenas preencher as lacunas ou adaptar as regras gerais às peculiaridades regionais, sem afrontar a legislação federal. Inexistindo lei federal sobre as normas gerais previstas no art. 24, Estados e Distrito Federal exercerão a competência legislativa plena (legislarão supletivamente sobre as normas gerais e exercerão sua competência própria quanto às especificações). A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspenderá (mas não revogará) a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrária. Aos Municípios compete legislar sobre assuntos de interesse local e complementar (suplementar) à legislação federal e à legislação estadual no que couber, respeitando as suas diretrizes básicas.

Nos termos da Súmula 645 do STF, é competente o Município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial. Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios, exceto quanto à organização do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar, nos termos dos incisos XIII e XIV do art. 21 da CF (que serão organizados por lei federal). Por fim, temos a denominada competência residual dos Estados- Membros, ou seja, são reservadas aos Estados as competências que a Constituição Federal não lhes veda nem atribui à União ou aos Municípios (art. 25, §§1º e 2º). A competência residual também é denominada exclusiva. Em matéria tributária, porém, a competência residual foi atribuída à União, que mediante lei complementar poderá instituir impostos não previstos expressamente na CF, nos termos do seu art. 154, I. Estados-Membros Integrantes da Federação, os Estados-Membros também são dotados de autonomia política, administrativa e de competência para legislar, e são pessoas jurídicas de direito público interno.

A competência para o governO próprio e a competência para legislar é

que estabelecem a distinção entre o Estado unitário e o Estado federal, já

que a autonomia que lhes é deferida é exercida sem concessão pelo poder central (não há poder do Estado por concessão da União). Detêm, no entanto, apenas autonomia (e não soberania), o que resulta a necessidade de atendimento das diretrizes fixadas antes na Constituição da República. Auto-organização corresponde à possibilidade de os Estados organiza- rem-se por suas Constituições. Trata-se de poder decorrente, chamado por muitos “poder constituinte derivado decorrente”, como já visto.

Tal poder pode ser reconhecido como “constituinte” porque, de fato, institui poderes estatais (o Legislativo, o Judiciário, o Executivo), mas não é originário, pois deriva da Constituição.

A limitação ao exercício desse poder constituinte está fixada na

obrigatória observância de princípios constitucionais.

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

Os princípios limitativos, aos quais a Constituição dos Estados está atrelada, classificam-se em duas espécies:

a) princípios constitucionais sensíveis, que são aqueles enumerados expressamente (CF, art. 34, VII);

que

encerram algumas vedações ou determinam alguns procedimentos ou regem a Administração Pública.

Os princípios constitucionais sensíveis estão previstos no art. 34, VII, e são assim denominados porque a infringência de qualquer deles sensibiliza

o Estado Federal a tal ponto que provoca a sua intervenção na entidade violadora. Autogoverno característica do Estado federal, o autogoverno garante

aos Estados a capacidade de administrar seus interesses e de estabelecer

a regência de seus negócios, sem prévia delegação ou descentralização havida do poder central. Incorporação, subdivisão e desmembramento dos EstadosMembros

b)

princípios

constitucionais

estabelecidos,

que

são

aqueles

A incorporação (a exemplo do Estado da Guanabara, incorporado pelo

Rio de Janeiro em 1975, cf. LC n. 20/1974), a subdivisão (o ente originário

desaparece e seu território forma um ou mais novos Estados) ou o des- membramento (o ente originário subsiste, mas parte de seu território forma um novo Estado, a exemplo de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Goiás

e Tocantins) de um Estado-Membro, para incorporação a outro, ou mesmo

para a criação de um novo Estado-Membro ou de um Território Federal, depende da aprovação da população interessada, via plebiscito convocado por decreto legislativo (aprovado por maioria simples), cuja proposta é de iniciativa de 1/3 dos deputados federais ou dos senadores (Lei n.

9.709/1998).

Havendo consentimento popular, o Congresso Nacional, por intermédio da Casa pela qual começou a tramitar o projeto de lei, deve colher a manifestação (que não vincula a decisão do Parlamento Nacional) da(s) Assembleia(s) Legislativa(s) das regiões envolvidas, nos termos do art. 48, VI, da CF e da Lei n. 9.709/1998. Ao final, a proposta dependerá da aprovação do Congresso Nacional, por lei complementar federal. Os Municípios Atipicamente, a estrutura brasileira prevê que também os Municípios integram a Federação, pois gozam de ampla autonomia política, financeira, legislativa e administrativa (art. 18). A auto-organização dos Municípios é primordialmente expressa na elaboração de sua própria lei orgânica. Hely Lopes Meirelles sustenta que diante de sua grande importância e autonomia na federação brasileira o Município é uma “entidade estatal de

terceiro grau, integrante e necessária ao nosso sistema federativo”, ou seja,

nossa Federação é trina (tríplice), e não dualista

No mesmo sentido

decidiu o C. STF na ADIn-MC 2.38 1/RS, DJU, 14-12-2001. O art. 87 do

ADCT, inserido pela EC n. 37/2002, e a Lei de Responsabilidade Fiscal (art.

2º da LC n. 101/2000) incluem os Municípios entre os entes da Federação.

José Afonso da Silva, por sua vez, leciona que “o município é componente da Federação mas não entidade federativa”, destacando que por onze vezes (entre elas o § 1º do art. 5º e o inciso II do art. 60) a Constituição Federal utiliza as expressões unidades da Federação e unidade federada sem incluir os Municípios. Entre outros requisitos das unidades federadas, os Municípios não dispõem de Poder Judiciário próprio ou representante exclusivo no Senado Federal.

A criação, incorporação, fusão (dois ou mais Municípios são extintos e

formam uma nova cidade) ou desmembramento de Municípios depende de estudos quanto à viabilidade do ente que se quer formar (EC n. 15, de 12- 9-1996), da aprovação, por plebiscito, das populações dos Municípios envolvidos (segundo prevalece na doutrina e consta do art. 7º da Lei n. 9.709/1998, população da área desmembrada e da área que poderá ser emancipada), da observância dos requisitos previstos em lei complementar federal que disciplina a matéria e de lei estadual.

Havendo empate no plebiscito, fica vedada a criação do novo Município, conforme já decidiu o STF no julgamento da Ação Rescisória n.

798/1983.

Prevalece atualmente que a EC n. 15/1996 depende de regulamentação por nova lei complementar, razão por que inúmeras Assembleias Legislativas suspenderam os procedimentos emancipacionistas. Quem sustenta a aplicabilidade imediata das regras da

EC n. 15/1996 argumenta que as normas anteriores (LC n. 1/1967 e Dec.- Lei n. 411/1969) foram recepcionadas e disciplinam a questão.

O C. Supremo Tribunal Federal, ao apreciar a ADIn-MC 2.38 l/RS,

concluiu: “Embora não seja auto-aplicável o § 4º do art. 18 da CF (nova redação dada pela EC 15/96) — que sujeita à lei complementar federal os critérios para criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios —, é imediata sua eficácia mínima, de modo a impedir a instauração e conclusão de processos de emancipação de municípios em curso, ate que advenha a lei complementar federal”. No mesmo sentido a

liminar concedida pelo C. STJ no Mandado de Segurança n. 2.812-A, suspendendo plebiscito emancipatório.

Em São Paulo, onde os projetos de emancipação estão temporariamente suspensos na Assembleia Legislativa aguardando a nova lei complementar federal, a questão é disciplinada pela LC estadual n.

651/1990.

Ao julgar o Conflito de Competência n. 2.530/1992, o STJ concluiu que

compete à Justiça Estadual, e não à Justiça Eleitoral, processar e julgar mandado de segurança contra ato do plenário da Assembleia Legislativa que determina a realização de plebiscito objetivando a emancipação de distrito. A competência da Justiça Eleitoral, no processo emancipacionista,

restringe-se a prestar informações sobre o eleitorado da área e a proceder à realização e apuração do plebiscito.

O art. 29 da CF dispõe que o Município se regerá por lei orgânica

votada em dois turnos, com o intervalo mínimo de dez dias e aprovada por 2/3 dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará.

OS TERRITÓRIOS E O DISTRITO FEDERAL

Para a criação de um Território (tramitam propostas de criação de Territórios na Região Amazônica), exige-se a aprovação da proposta pela população diretamente interessada, mediante plebiscito (a ser proposto por 1/3 dos deputados federais ou por 1/3 dos senadores), e a aprovação pelo Congresso Nacional por lei complementar — que exige o voto favorável da maioria dos membros das Casas Legislativas (arts. 18, § 3º, e 69 da CF), depois de ouvida(s) a(s) Assembleia(s) Legislativa(s) das áreas afetadas (parecer não vinculante — art. 48, VI, da CF). Os Territórios podem ser divididos em Municípios (art. 33, § 1º, da CF)

e não são considerados entes da Federação (como são os Estados- Membros). São uma descentralização administrativa e territorial da União, com natureza de mera autarquia. O Território não elege senador (pois não

é ente federado), mas sua população elege quatro deputados federais (representantes do povo do Território).

O governador do Território é nomeado pelo Presidente da República,

após a aprovação do seu nome pelo Senado Federal (inciso XIV do art. 84 da CF), e naqueles Territórios Federais com mais de cem mil habitantes haverá órgãos judiciários de primeira e segunda instâncias, membros do Ministério Público e defensores públicos federais (§ 3º do art. 33 da CF).

Conforme estabelece o parágrafo único do art. 110 da CF, “nos Territórios Federais, a jurisdição e as atribuições cometidas aos juízes federais caberão aos juízes da justiça local, na forma da lei”.

A Lei n. 8.185/1991 dispõe sobre a organização judiciária do Distrito

Federal e dos Territórios. O Distrito Federal integra a Federação, elege senadores e deputados federais, tem eleição direta para governador, mas não pode ser desmembrado em Municípios (art. 32, caput, da CF). Nele está situada a Capital Federal, Brasília, embora a sede do governo federal possa ser temporariamente transferida pelo Congresso Nacional (art. 48, VII, da CF).

Discute-se a natureza jurídica do Distrito Federal, prevalecendo tratar-

se de pessoa jurídica criada diretamente pela Constituição Federal e que se

equipara aos Estados-Membros, desfrutando das competências legislativas municipais e estaduais. Tem capacidade de se autoconstituir, elaborando sua própria lei orgânica, votada em dois turnos, com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por 2/3 dos membros da Câmara Legislativa, que a promulgará (art. 32 da CF). O povo do DF elege autoridades próprias (Câmara Legislativa, onde estão os deputados distritais, além de governador e vice- governador eleitos, nos termos do art. 32, §§ 2º e 3º). Funciona como sede das decisões do Estado Federal. Observe-se, porém, que a autonomia do Distrito Federal não é tão ampla quanto aquela verificada nos Estados-Membros, já que parte de sua estrutura administrativa é organizada e mantida pela União (Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Polícia Civil, Polícia Militar

Geografia

20 A Opção Certa Para a Sua Realização

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

e Bombeiro Militar, nos termos dos incisos XIII e XIV do art. 21 da CF). José Afonso da Silva classifica o Distrito Federal como “uma unidade federada com autonomia parcialmente tutelada”. SECESSÃO Destaque-se, ainda, que a Federação brasileira é indissolúvel (princípio da indissociabilidade — art. 1º, caput) . Essa indivisibilidade integra o conceito de Federação, forma de Estado explicitada como cláusula pétrea. Nem sequer por emenda constitucional, portanto, admite-se a secessão (separação de um dos entes da Federação para a formação de um novo Estado soberano).

De acordo com o art. 11 da Lei n. 7.170/1983, tentar desmembrar uma

parte do Brasil para a formação de um novo país é crime punido com reclusão de quatro a doze anos. “Crime contra a Segurança Nacional, contra a Ordem Política e Social — Movimentos separatistas. Caracterização em tese do crime previsto no art. 11 da Lei n. 7.170/83 — Providências requeridas pelo Ministro da Justiça — Conduta que não se reveste de ilegalidade do abuso de poder Habeas corpus preventivo denegado” (STJ, j. 3-6-1993, RT, 705/373). Compete ao Senado autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, nos termos do art. 52, V, da CF, regulamentado pela Resolução n. 43/2001.

AÇÃO

DECLARATÓRIA DE INCONSTITUCIONALIDADE INTER-

VENTIVA

Essa ação, por vezes denominada representação interventiva, tem por objetivo garantir a observância dos princípios constitucionais sensíveis, podendo culminar com a intervenção federal em um Estado ou no DF, a intervenção federal em Município de Território ou, ainda, a intervenção estadual em um Município. São princípios constitucionais sensíveis, nos termos do art. 34, VII, da Constituição Federal:

a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;

b) direitos da pessoa humana;

c) autonomia municipal;

d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta;

e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.

O único legitimado para propor essa ação junto ao STF, visando à

intervenção federal em um Estado, no DF ou em Município de Território Federal, é o Procurador-Geral da República, nos termos do inciso III do art. 36 da Constituição Federal. Qualquer interessado pode encaminhar-lhe representação nesse sentido.

autonomia

conferida pela CF aos Estados, ao DF e aos Municípios.

De acordo com a Lei n. 4.337/1964 (parcialmente recepcionada pela

CF de 1988), a autoridade ou o órgão responsável pelo ato impugnado terá trinta dias para se manifestar. Em seguida, o relator terá trinta dias para elaborar seu relatório.

Não há previsão de liminar em ação declaratória de inconstitucionalidade interventiva da União nos Estados-Membros e no Distrito Federal, mas o relator, em caso de urgência decorrente de relevante interesse da ordem pública, poderá requerer, com prévia ciência das partes, a imediata convocação do Tribunal para deliberar sobre a questão.

Na sessão de julgamento pelo Tribunal Pleno poderão manifestar-se o

Procurador-Geral da República e o procurador da unidade cuja intervenção se requer. Dando provimento ao pedido, o STF requisitará a intervenção ao Presidente da República, a quem incumbe decretar e executar o ato (art. 84, X, da CF). Inicialmente, o decreto pode apenas suspender a execução do ato impugnado, não dependendo de qualquer manifestação do Congresso Nacional (art. 36, § 3º, da CF). É a denominada intervenção normativa. Caso a suspensão do ato se mostre insuficiente, será decretada a no- meação de um interventor, afastando-se a autoridade local (Chefe do Executivo, Legislativo ou Judiciário) do cargo até que cessem os motivos determinantes da medida.

A intervenção

é

medida

excepcional

que

restringe

a

A intervenção que decorre de requisição do Poder Judiciário não está

sujeita a controle político pelo Congresso Nacional, ainda que implique o afastamento do Chefe de um dos Poderes, conforme sustenta Manoel

Gonçalves Ferreira Filho e consta do § 3º do art. 36 da CF. Michel Temer leciona em sentido contrário, sempre exigindo a prévia manifestação do Congresso Nacional para que seja consumada a intervenção federal.

afastadas

retornam aos seus cargos, salvo impedimento legal.

A intervenção federal é uma das limitações circunstanciais ao Poder de

Emenda (art. 60, § 1º, da CF). Outras hipóteses de intervenção federal Conforme leciona Hugo Nigro Mazzilli, “há dois tipos de intervenção, a espontânea, em que o Presidente da República age de ofício, e a provocada, quando o presidente agirá, conforme o caso, de forma discricionária ou vinculada. Será discricionária quando de solicitação do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou impedido, porque se aterá o presidente a critérios de oportunidade e conveniência, não estando obrigado a decretá-la se entender que não é o caso. Por último, a intervenção vinculada ocorre em duas hipóteses: a) quando de requisição de um dos Tribunais Superiores indicados na Constituição; b) ou quando de provimento de representação interventiva”.

Além da intervenção decorrente da representação interventiva, (intervenção provocada e vinculada), o art. 34 da CF autoriza a intervenção federal em um Estado ou no Distrito Federal para:

I — manter a integridade nacional (intervenção espontânea e sujeita à apreciação do Congresso Nacional);

II — repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em

outra (intervenção espontânea e sujeita à apreciação do Congresso Nacional);

pública

(intervenção espontânea e sujeita à apreciação do Congresso Nacional);

IV — garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades

da Federação. Trata-se de intervenção provocada ou pelo Poder Executivo ou pelo Poder Legislativo de uma unidade da Federação, cabendo ao Presidente da República acolher ou não o pedido dentro da sua discricionariedade. Caso decrete a intervenção federal, o Presidente da República deve dar ciência do ato ao Congresso Nacional em vinte e quatro horas, o qual manterá ou revogará o ato.

Caso o poder impedido de exercer livremente suas atividades seja o Judiciário, cabe ao Presidente do respectivo tribunal coagido solicitar pro- vidências ao STF, o qual poderá requisitar a intervenção ao Presidente da República (intervenção provocada e vinculada);

Cessados

os

motivos

da

intervenção,

as

autoridades

III —

pôr

termo

a

grave

comprometimento

da

ordem

V — reorganizar as finanças da unidade da Federação que:

a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos (ou seja, por um mínimo de três anos seguidos), salvo motivo de força maior. Dívida fundada é aquela de exigibilidade superior a doze meses, nos termos do art. 98 da Lei n. 4.320/64 e dos arts. 29 a 42 da Lei Complementar n. 10 1/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal);

b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos estabelecidos em lei. Os arts. 157 a 162 da Constituição de 1988 e 83 a 94 do Código Tributário Nacional cuidam da chamada repartição de receitas, também conceituada como federalismo cooperativo. Nos dois casos (alíneas a e b) a intervenção é espontânea e está sujei- ta à apreciação do Congresso Nacional; VI— prover a execução de Lei Federal. A intervenção é provocada e a requisição ao Presidente da República parte do STF (e não mais do STJ, conforme se verificava antes da EC n. 45/2004), após representação do Procurador-Geral da República. VII— prover a execução de ordem ou decisão judicial. A intervenção é provocada e a requisição ao Presidente da República pode ser feita pelo STF, STJ ou TSE. Intervenção em município

De acordo com o art. 35 da CF, o Estado não intervirá em seus

Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando:

I — deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos

consecutivos, a dívida fundada (intervenção espontânea e sujeita à

APOSTILAS OPÇÃO

A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

apreciação da Assembleia Legislativa para a sua manutenção); II — não forem prestadas contas devidas (observados os requisitos legais), na forma da lei (intervenção espontânea e sujeita à apreciação da Assembleia Legislativa para a sua manutenção); III— não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino (mínimo de 25% das receitas dos impostos próprios e transferidos, nos termos do art. 212 da CF) e nas ações e serviços públicos de saúde (15% da receita dos impostos próprios e transferidos, nos termos do art. 77, III, do ADCT). Trata-se de intervenção espontânea e sujeita à apreciação da Assembleia Legislativa para a sua manutenção;

IV — o Tribunal de Justiça der provimento a representação para

assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial. Trata-se de intervenção provocada e vinculada, não dependendo sua manutenção da Assembleia Legislativa.

Na hipótese de inobservância dos princípios indicados na Constituição

do Estado ou da inexecução da lei, a iniciativa da Ação Direta de Inconstitucionalidade interventiva junto ao Tribunal de Justiça do Estado é exclusiva do Procurador-Geral de Justiça (chefe do Ministério Público no Estado). Contudo, na hipótese de descumprimento de ordem ou de decisão judicial, qualquer interessado pode requerer a intervenção ao TJ.

A decisão do TJ do Estado que requisita do governador a intervenção em um Município, em decorrência do descumprimento de ordem judicial, não está sujeita a recurso extraordinário, pois de acordo com o C. Supremo Tribunal Federal não se reveste de caráter jurisdicional (Súmula 637 do STF).

PROVA SIMULADA

1. (PUC) Os “mocambos” e os “alagados” constituem áreas de habitações

precárias que abrigam partes consideráveis das populações pobres das cidades de:

a)

São Paulo e Rio de Janeiro

b)

Vitória e Salvador

c)

Recife e São Paulo

d)

Manaus e Rio de Janeiro

e)

Recife e Salvador

2.

02. (FUVEST) Imaginando um percurso de São Luis à Curitiba, encon-

traremos, quanto ao uso do solo, a predominância das seguintes ativida- des:

a)

lavoura de subsistência, lavoura comercial e extrativa vegetal.

b)

extrativa vegetal, agricultura comercial e lavoura de subsistência.

c)

extrativa vegetal, pecuária e agricultura comercial.

d)

extrativa mineral, pecuária intensiva e agropecuária comercial.

e)

pecuária, lavoura comercial e extrativa vegetal.

3.

03. (PUC) O conceito de “hábitat” em Geografia compreende:

a)

as formas de moradia nas diferentes regiões do globo.

b)

as relações que se estabelecem entre as coletividades humanas e

o meio natural.

c)

os tipos de habitações nas faixas intertropicais.

d)

as relações entre os seres vivos e o meio ambiente.

e)

a organização do espaço urbano.

4.

(PUC) Nos países industrializados, a migração campo-cidade tem como

causa fundamental:

a)

carência de melhores condições sociais no campo.

b)

baixa produtividade agrícola.

c)

pressão demográfica no campo.

d)

dificuldade de aquisição de terras.

e)

liberação de mão-de-obra pela mecanização.

5.

(ULBRA) "O município está assentado sobre a borda da bacia se-

dimentar do Paraná, tendo como embasamento rochas antigas tais como xisto e gnaisses do Grupo Araxá (Pré-Cambriano)." Sociedade

& Natureza, Uberlância, dez./1989 O trecho acima define:

a) o sítio urbano do município;

b) o sítio urbano e a situação urbana do município;

c) a situação urbana e a origem do município;

d) a posição geográfica do município;

e) a situação no contexto regional do município.

6. (VUNESP) Segundo a hierarquia urbana, as cidades mais importantes de um país, que comandam a rede urbana nacional, estabelecendo áreas de influência, correspondem aos (às):

a)

centros regionais

b)

cidades-dormitórios

c)

metrópoles nacionais

d)

capitais regionais

e)

metrópoles regionais

7. (CEFET - PR) Um conjunto de municípios contíguos e integrados socioe- conomicamente a uma cidade central, com serviços públicos e infra- estrutura comuns, define a:

a)

metropolização

b)

área metropolitana

c)

rede urbana

d)

megalópole

e)

hierarquia urbana

8.

(FUVEST) Mandacaru, xiquexique e facheiro são algumas das espécies

vegetais que aparecem:

a)

no cerrado

b)

na caatinga

c)

no manguezal

d)

na floresta tropical

e)

n.d.a.

http://www.passeiweb.com/

Respostas

01. E

02. C

03. B

04. E

05. A

06. C

07. B

08. B

Geografia

22 A Opção Certa Para a Sua Realização