CONHECIMENTOS GERAIS Mundo Contemporâneo: elementos de política internacional e brasileira. Cultura internacional.

Cultura e sociedade brasileira: música, literatura, artes, arquitetura, rádio, cinema, teatro, jornais, revistas e televisão. Descobertas e inovações científicas na atualidade e seus impactos na sociedade contemporânea. O desenvolvimento urbano brasileiro. Meio ambiente e sociedade: problemas, políticas públicas, organizações não governamentais, aspectos locais e aspectos globais. Elementos de economia internacional contemporânea. Panorama da economia nacional.

Noções de Direito Administrativo: conceitos, organização administrativa brasileira, poderes administrativos, administração pública, responsabilidade civil do Estado. Administração Pública direta e indireta: autarquias, fundações, entidades paraestatais. Constituição Federal: art. 1º ao 5º; 18 ao 24; 37 ao 41; 44 ao 75. Regime Jurídico: Lei 8112/90, legislação complementar e suas alterações, se houver. Lei 9784/99. Lei 8.666/93, legislação complementar e suas alterações. Regimento Interno do Senado Federal e Regimento Comum.

O conteúdo cobrado no edital referente a primeira parte da matéria de conhecimentos gerais se relaciona com atualidades. Lembramos que todo material de atualidades é desatualizado assim que é publicado. É seu dever fazer a leitura diária de jornais, revistas e mídias jornalísticas para se manter atualizado com o que acontece no Brasil e no mundo, garantindo assim sucesso na conquista de sua vaga no Senado.

Kim Jong-il O ditador norte-coreano Kim Jong-il, morto no dia 17 de dezembro, transformou seu país em uma potência militar que, nos últimos cinco anos, ameaçou o planeta com um programa nuclear com fins militares. A dinastia de Jong-il comanda há meio século a Coreia do Norte, um dos países mais pobres e fechados do mundo. O líder comunista morreu de ataque cardíaco enquanto viajava de trem, próximo à capital Pyongyang. O anúncio foi feito pela TV estatal na segunda-feira (19), dois dias depois da morte. Ele estava com 69 anos e doente desde 2008, quando o serviço de inteligência norte-americano informou que havia sofrido um derrame cerebral. A notícia da morte de Jong-il levou apreensão aos países vizinhos na Ásia. A Coreia do Norte continua tecnicamente em guerra com a vizinha Coreia do Sul, quase 60 anos após assinado o armistício (cessarfogo). Por conta do risco de instabilidades na transição de poder, a Coreia do Sul colocou suas Forças Armadas em estado de alerta máximo, e afirmou que a vizinha do Norte fez testes com mísseis, logo depois do comunicado da morte do ditador. Jong-il comandava há 17 anos a república fundada por seu pai, Kim Il-sung, após a divisão das Coreias, ao fim da Segunda Guerra Mundial. Ele era chamado de “querido líder” e cultuado como uma espécie de divindade por seu povo, com imagens suas espalhadas por todo o país. Para os ocidentais, era visto como uma figura de aparência exótica, com óculos escuros enormes e penteados extravagantes. O Partido Trabalhista anunciou que o filho mais novo do ditador, Kim Jong-un, substituiu o pai no cargo. Pouco se sabe sobre o sucessor. Jong-un estudou naSuíça e estima-se que tenha 28 anos (nasceu em 1983 ou 1984). Ele foi escolhido ano passado para suceder o pai em 2012. A inexperiência política de Jong-un, entretanto, poderá dificultar a manutenção do regime comunista norte-coreano.

Armas atômicas A Coreia do Norte possui um PIB de US$ 28 bilhões, menor do que países africanos e 36 vezes menor do que a Coreia do Sul, de US$ 1, 007 trilhões. Apesar disso, possui o quarto maior exército do mundo, com 1,1

milhão de soldados na ativa (ou 20% da população masculina com idade entre 17 e 54 anos). O número só é menor que os efetivos dos exércitos da China (2,3 milhões), Estados Unidos (1,5 milhões) e Índia (1,3 milhões). O Estado norte-coreano conta ainda com armas nucleares – entre 2 e 9 – e mísseis de médio alcance, que permitem atingir países vizinhos como Coreia do Sul e Japão. A militarização da Coreia do Norte começou após a Guerra Fria. Ao fim da Segunda Guerra Mundial, o Japão desocupou a Coreia, que foi dividia em dois países: a do Sul ficou sob o controle dos Estados Unidos, enquanto a do Norte foi ocupada pela antiga União Soviética. Entre 1950 e 1953, as duas Coreias travaram guerra. Os confrontos foram suspensos por um cessar-fogo que dura até hoje, sem que um acordo de paz fosse assinado. Com o fim da União Soviética e a derrocada dos regimes comunistas no Leste Europeu, a Coreia do Norte sofreu abalos econômicos. Sem os antigos parceiros comerciais, mergulhou num período de escassez de alimentos que, aliado aos desastres naturais, teria causado a morte de cerca de dois milhões de nortecoreanos nos anos de 1990. Mesmo assim, Jong-il aplicou a maior parte dos recursos econômicos na área militar, e passou a chantagear países ocidentais com um programa atômico. Em 2006 e 2009, Pyongyang realizou dois testes com armas nucleares, violando a resolução 1.718 do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Desde então, a ONU vem pressionado o país comunista para que suspenda os testes e abandone o programa.

Suspeita de fraude eleitoral motiva protestos na Rússia As eleições para o Parlamento, ocorridas dia 4 de dezembro, terminaram com a vitória do partido do primeiro-ministro Vladimir Putin. O partido governista, Rússia Unida, obteve 49% dos votos contra o Partido Comunista, que ficou em 19%. Apesar de ter encolhido – passando de 64%, nas últimas eleições, para 49% – a legenda de situação manteve a maioria, obtendo 238 das 450 cadeiras da Duma (parlamento russo). Por outro lado, cresceu a representatividade da oposição, formada por comunistas, nacionalistas e social-democratas. As acusações de fraude foram feitas por observadores internacionais da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) e a PACE (Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa). Na Rússia, o grupo Golos apontou o registro de 5,3 mil irregularidades. O Golos é o único grupo independente que monitora as eleições russas. Ele é mantido com fundos vindo dos Estados Unidos e da Europa. Depois de ter denunciado irregularidades nas urnas, o site do grupo sofreu ataque de hackers.

aconteceram as mesmas acusações de fraudes. . no entanto. as maiores cidades russas. Apesar das autoridades terem liberado locais para protestos. pela primeira vez o Kremlin foi alvo da insatisfação dos eleitores. que inclui Brasil. Até mesmo o ex-líder soviético Mikhail Gorbatchev pediu que as eleições fossem anuladas. China e África do Sul. contudo. Isso foi possível devido ao maior contingente de russos com acesso a novas tecnologias. A Rússia é o maior país do mundo em área. abolindo o domínio do Partido Comunista. a alta do preço do petróleo impulsionou um período de crescimento econômico – o PIB registrou aumento de 185%. Putin acusou o governo americano de incentivar a oposição. uma média anual de 7. cargo que ocupa atualmente. nos anos 1990. dominam a cena política. a Rússia não abandonou por completo o Estado autoritário dos tempos de Stalin. os protestos tomaram conta da capital e outras cidades por três dias seguidos. O governo. a crise econômica mundial derrubou as exportações e trouxe um período de recessão. A despeito de ter adotado a democracia e o regime semipresidencialista. nas quais Putin também saiu vitorioso.3%. O premiê é favorito para a eleição presidencial em março do próximo ano. celulares e redes sociais para disseminar informações sobre supostas irregularidades na votação. A partir de 1998. Ele foi presidente entre 2000 e 2008 e depois primeiro-ministro. o país foi incluído no Brics. de 2007. Mas. No plano político. do premiê Putin e do presidente Dmitri Medvedev. descartou qualquer anulação dos resultados e sustentou a legitimidade do pleito. Manifestantes usaram a internet. Após a votação. As manifestações. em razão de a secretária de Estado americana. Reformas políticas e econômicas derrubaram o regime comunista em 1991. a URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) foi uma superpotência militar e modelo de Estado comunista. mediante negociações com líderes de oposição. podem mudar esse quadro. o partido Rússia Unida. por uma década. Autoritário Putin está há 12 anos no poder na Rússia. Hillary Clinton. Por 74 anos. A situação teve repercussão internacional e esfriou ainda mais as relações entre Rússia e Estados Unidos. o nono mais populoso (142 milhões de habitantes) e a sexta economia do planeta.Nas eleições parlamentares anteriores. neste ano. Em 2008. ter manifestado reservas quanto aos resultados da votação. houve confrontos com a polícia. Índia. Centenas de pessoas foram presas em manifestações em Moscou e São Petersburgo. Seguiu-se uma crise econômica que. causou a contração do PIB (Produto Interno Bruto) em 40%. grupo das economias em desenvolvimento. Por isso.

além da caça. onde os girinos nasceriam e se desenvolveriam. também foi fotografada. explicou que o objetivo da expedição era identificar novas espécies e criar recomendações de como preservá-las. segundo os pesquisadores. que. Mas agora os planos de Putin enfrentam obstáculos com a oposição. "Esse estudo apenas atinge a superfície do que nós sabemos sobre essa região. é acusado de perseguir inimigos políticos. atos de corrupção. a mais longa das cobras peçonhentas. por meio do controle estatal dos canais de TV. assim. a permanência do mesmo grupo no poder. reprimir com violência os separatistas da Chechênia. Se Putin for eleito presidente em 2012. Os bons rumos da economia russa fizeram Putin desfrutar da aprovação de 78% do eleitorado. Ao término do mandato. Nas várias expedições que realizou na região desde 2007. em que vivem representantes de 16% das espécies animais do mundo. Um minúsculo lagarto que cabe na borracha de um lápis e a perereca-de-vidro são exemplos de seres raros que foram registrados pelos pesquisadores. e censura velada aos meios de comunicação do país. vem sofrendo com o desmatamento gerado pela criação de gado e pela extração de madeira. invertendo as posições atuais dos políticos e garantindo. Cientistas descobrem novas espécies de anfíbios e répteis no Equador Um grupo de cientistas americanos e equatorianos descobriu dezenas de novas espécies de animais na costa oeste do Equador. e apontado como seu sucessor. da organização Reptile & Amphibian Ecology International. mas seriamente ameaçados de extinção. o que garantiu sua reeleição presidencial. A expedição também descobriu 30 novas espécies de anfíbios anuros de florestas tropicais. bem mais ao norte. Esses anfíbios se diferem por não jogarem seus ovos na água.Putin (ex-oficial da KGB. O líder da pesquisa. o grupo também localizou muitos animais já conhecidos. Um exemplar similar à primeira só é encontrado no Peru. enquanto que uma espécie parecida com a segunda só foi vista no Panamá. o serviço secreto russo). As espécies descobertas depositam seus ovos em árvores. o grupo registrou 6 mil espécies na floresta tropical da região e tirou 25 mil fotos. Há obviamente uma grande preocupação de que essas espécies desapareçam assim que. A surucucu. que prometeu continuar os protestos da “primavera russa”. A maior parte dessas descobertas foi feita na região de Pata de Pájaro. Paul Hamilton. O pesquisador enfatiza ainda que há muito a ser descoberto no Equador. Medvedev deverá ser empossado primeiro-ministro. foi empossado premiê pelo presidente Medvedev. Além de espécies que ainda não eram conhecidas pela ciência. Entre as novas espécies estão as cobras "sugadora de caracóis" e "sugadora de lesmas". ou mesmo .

Brics Há dez anos o economista inglês Jim O’Neill cunhou o acrônimo Bric para se referir a quatro países de economias em desenvolvimento – Brasil. A economia chinesa é maior do que a soma de todas as outras quatro que compõem o grupo. Reino Unido. . adicionando-se um “s” ao acrônimo. elas sejam formalmente descritas pela ciência". nos próximos anos. Alemanha. Rússia (US$ 1. o G7 (formado por Estados Unidos. a partir de 2001. ultrapasse as economias do G7. o país tem hoje representação nas principais cúpulas internacionais. em 2015. disse Hamilton. os países do Bric apresentaram crescimento além da média mundial. e que. como o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) e o G20. tornou o país a segunda maior economia do planeta.6) e África do Sul (US$ 364 bilhões). Nos últimos dez anos. a África do Sul foi admitida no grupo. um papel central nageopolítica e nos negócios internacionais. os países emergentes ganharam maior projeção política e econômica.antes que. alvos da pressão internacional. A abertura da economia chinesa. superior aos US$ 5. O PIB chinês.5). Rússia. Mas os chineses enfrentam hoje desafios em áreas como meio ambiente e política. Esse crescimento foi possível por causa do controle da inflação. em 2010. O acrônimo ganhou uso corrente entre economistas e se tornou um dos maiores símbolos da nova economia globalizada. que passou a ser Brics. O Brasil entrou no grupo em razão do crescimento econômico. atrás somente dos Estados Unidos e ultrapassando Japão e países da Europa. Brasil A inclusão do Brasil no Brics trouxe uma projeção internacional positiva. desafiando a hegemonia do grupo de nações industrializadas. Índiae China – que desempenhariam. os líderes dos países membros do Bric realizam conferências anuais. Desde 2009. em 2027.5 da soma de todas as outras – Brasil (US$ 2 trilhões). mediante um conjunto de reformas. em 1994. Em abril do ano passado. Itália e Japão). Estima-se que.8 trilhões. A China é o “gigante” do grupo. Canadá. que dificilmente seria alcançada de outro modo e em um curto período. com a implantação do Plano Real. principal parceiro comercial. e o aumento das exportações para países como China. No grupo estão 42% da população e 30% do território mundiais. Neste quadro. o PIB (Produto Interno Bruto) do Brics corresponda a 22% do PIB mundial. França. Como resultado. Índia (US$ 1. ocorrido principalmente a partir de 2005. foi de US$ 5.

Desigualdade Os programas do governo Lula também tiveram reflexos no âmbito da justiça social. para estimular o investimento por parte do setor privado. Assim.Com a estabilidade econômica. a distância entre ricos e pobres no Brasil ainda é a maior entre os países emergentes. Moradores urbanos causam desmatamento no século 21 No mundo todo. pelo menos nos primeiros cinco anos do século 21. gerando mais empregos. uma análise estatística de 41 países revelou que a taxa de perda de florestas tem uma ligação . ao contrário dos esforços de pequena escala que deixam atrás de si faixas longas e estreitas de terra nua. aproximadamente 13 milhões de hectares de florestas perecem sob lâminas ou fogo todos os anos. veio a confiança do mercado e o aumento do crédito para empresas e consumidores. o país foi o único entre os Brics a reduzir a desigualdade. junto com o instrumento Modis (Espectroradiômetro de Resolução Moderada de Imagens. que caiu de 0. Mas novos dados parecem mostrar que. O setor privado contratou mais gente. grandes e densos blocos de terra nua revelam uma mudança nos agentes causadores da derrubada de árvores: grandes empresas atendendo à demanda urbana. entre 2005 e 2006. inclusive no sistema de tributação. melhor o índice). em inglês) em Aqua para analisar o desmatamento nos países que circundam os trópicos. fazendo que. agora dominam. Na última década e meia.61 para 0. que registrou uma variação zero em relação ao trimestre anterior. que refletem o desmatamento industrial.55 entre 1993 e 2008 (quanto menor o valor. o Gini do Brasil é o maior entre eles e o dobro da média dos países ricos: no Brasil. os grandes blocos de clareiras. A desigualdade é medida pelo índice Gini. e houve aumento de salários. apontou a desaceleração da economia. Outro desafio para o país é fazer ajustes na política econômica. Mesmo assim. houve aumento. Na verdade. Para sair da estagnação. Contribuíam também. para isso. Em vez da clássica assinatura “espinha de peixe” do desmatamento causado por operações em pequena escala. o governo terá que fazer reformas. aquecendo o mercado de varejo. 30 milhões de brasileiros migrassem das classes D e E para a C. A divulgação do resultado do PIB do terceiro trimestre deste ano. mais pessoas passaram a consumir. 10% dos mais ricos ganham 50 vezes mais do que os 10% mais pobres. de acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). mesmo assim. Esse desmatamento há muito tempo vem sendo causado por fazendeiros que sobrevivem pormeio do corte e queima ou por madeireiros usando novas estradas para invadir florestas virgens. programas sociais como o Bolsa Família. Nos demais países do Brics. a classe média. A geógrafa Ruth DeFries da Columbia University e seus colegas usam imagens de satélite do Landsat. o que representa 98% de toda a floresta tropical remanescente. Porém.

“O problema não são pessoas pobres cortando árvores. de produtos que têm impacto em florestas. seja por meio de melhores variedades de cultura ou melhores técnicas de administração. “Nas décadas passadas. circunstâncias e agentes causadores”. É claro que o desmatamento florestal permitiu que florestas crescessem novamente em outras áreas. como muitas terras degradadas e abandonadas dos trópicos. nos países desenvolvidos. comércio agrícola e exportações. incluindo terras tropicais anteriormente limpas. como o óleo de palma. argumenta DeFries. observa Scott Poynton. diretor executivo do Tropical Forest Trust. a crescente urbanização dos países em desenvolvimento – bem como um aumento constante no consumo. Congo e Indonésia. “O que estamos observando é uma mudança: antes eram os fazendeiros de pequena escala que causavam o desmatamento e. organização com base na Suíça que ajuda homens de negócios a implementar e gerenciar silviculturas sustentáveis em países como Brasil.6 milhão de hectares por ano na última década.9 milhão de hectares por ano na década de 1990 para 1. de acordo com o governo brasileiro. afirma DeFries. “Nós sabemos que a velocidade de desmatamento diminuiu pelo menos na Amazônia brasileira desde a época dos dados do nosso estudo”. o desmatamento é uma das maiores causas das emissões de gases causadores do efeito estufa gerados pela atividade humana – um golpe duplo. As pessoas nas cidades precisam comer. Apesar disso. conforme a população deixa as áreas rurais para se concentrar nas cidades em crescimento. couro para sapatos ou frangos alimentados com farelo de soja – está causando o desmatamento. Cada país tem sua própria situação. principalmente comida”. caiu de cerca de 1. que tanto elimina um sistema biológico que absorve CO2 quanto cria uma nova fonte de gases estufa na forma de plantas em decomposição. na Europa e em outros lugares querendo produtos baratos. os maiores agentes causadores são as distantes demandas do crescimento urbano. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente estima que retardar esse desmatamento poderia recuperar cerca de 50 bilhões . a produtividade agrícola terá que ser aumentada em terras que já foram limpas. projetos de reassentamento e fazendeiros locais limpando a terra para conseguir alimentos para subsistência”. “Uma das características mais marcantes deste século é a urbanização e o rápido crescimento urbano dos países em desenvolvimento.mais estreita com o crescimento da população urbana e com exportações agrícolas de 2000 a 2005 – nem mesmo o crescimento total da população foi um agente tão forte nesse quesito.” “Não é surpresa nenhuma”. observa DeFries. a maior floresta tropical do mundo. isso simplesmente não vai acontecer”. “Observamos 41 países. “A idéia é dar valor às florestas enquanto florestas: mantê-las como florestas e dar-lhes uso dessa forma. “É nas coisas agrícolas que o desmatamento ocorre”. E o Tropical Forest Trust está criando melhores sistemas de gerenciamento para evitar que a madeira retirada ilegalmente acabe em. espreguiçadeiras. bem como expandindo seus esforços para ver como reduzir as “pegadas na floresta” dos produtos agrícolas. O problema são as pessoas em Nova York. sejam móveis. Não vão transformá-las em Parques Nacionais. o desmatamento esteve associado com colonização planejada. por exemplo. Para ajudar a sustentar essa crescente demanda urbana e global. afirma Poynton. E o desmatamento florestal na Amazônia.” Em outras palavras. Cada lugar é diferente. mais do que contendo o mesmo. agora.

anunciada por cientistas no dia 8 de junho. milhões de hectares de floresta virgem permanecem potencialmente a salvo– 60% das florestas tropicais restantes estão em países ou áreas com pouco comércio agrícola ou crescimento urbano. e do Laboratório Nacional Lawrence Livermore da Califórnia. Diferente de elementos mais conhecidos. os novos compostos não podem ser encontrados na natureza. na Rússia. A descoberta é atribuída aos pesquisadores do Instituto Conjunto para Pesquisa Nuclear de Dubna. “A quantidade de áreas florestais em locais como a África central. o mercúrioou o carbono. nos Estados Unidos. Os dois mais recentes receberam confirmação da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC. que classifica os elementos conhecidos segundo suas propriedades atômicas. ou mais de um ano de emissões globais. as negociações internacionais continuam a tentar conseguir um sistema para atingir esse objetivo. aumentará ainda mais a pressão sobre as florestas tropicais”. também encontrados nos últimos anos. pesados e instáveis. na sigla em inglês). Na mais recente. . “Há muitas florestas que ainda não encontraram esse tipo de pressão. Guiana e Suriname”. Os elementos 114 e 116 são altamente radioativos. Até mesmo atabela periódica. aguardam comprovação da comunidade científica para serem oficializados. o ferro. Mas. escreveram os pesquisadores. em referência aos seus números. “A competição para usar terras para outros produtos. 115. elaborada pelo químico russo Dmitri Mendeleiev (1834-1907) em 1869. comenta DeFries. Foram necessários três anos de revisões e dez de estudos até que fossem adicionados à lista. Além disso. aprendemos que nenhum conhecimento é definitivo. e há novas pressões iminentes.de toneladas métricas de CO2. precisamos entender o que está comandando as forças por trás do desmatamento”. Eles receberam o nome provisório de ununquádio (114) e ununhéxio (116). conhecido como fundo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento para reduzir emissões causadas pelo desmatamento e por degradação florestal em países em desenvolvimento (REDD. A tabela periódica.” Tabela periódica ganha dois novos elementos Em ciência. está sujeita a revisões. Outros elementos de números atômicos 113. Eles duram apenas frações de segundo. nota DeFries. dois novos elementos químicos foram adicionados: os de número atômico (quantidade de prótons) 114 e 116. é enorme. na sigla em inglês) e da União Internacional de Física Pura e Aplicada (IUPAP). Eles foram criados por cientistas em laboratório. após os quais se dividem em substâncias mais leves. de acordo com uma nova análise. possui hoje compostos reconhecidos com números atômicos que vão até 112. como o chumbo. assim como todos os de número atômico superior a 94 na tabela. “Se é para políticas [como o REDD] serem eficientes. como biocombustíveis. 117 e 118.

O aluno não pode tomá-la como uma cláusula pétrea da Química". Ele diz que os compostos com 114 e 116 prótons são muito instáveis e. Cientistas como o francês Alexandre-Emile B. é mostrar que a tabela periódica é dinâmica. afirmou o professor. Rendelucci diz que na educação também não haverá repercussão imediata. "Cada nova descoberta permite que entendamos melhor o funcionamento da matéria e a partir daí possamos dominá-la mais e dar-lhe aproveitamentos que façam a vida humana um pouco melhor". sobretudo no ensino público.Decorar a tabela nova? Para especialistas. O professor vê ainda a possibilidade de futuras aplicações práticas na engenharia química. afirmou. Todos são radioativos e se desintegram em um curto espaço de tempo. diz ele. não metais e gases nobres e por famílias com propriedades químicas semelhantes. não permitem que tenham uso prático. a organização parece simples e intuitiva. "Neste contexto. Para ele. E assim não se pode ser otimista quanto ao impacto de novas descobertas". é muito burocrática e presa aos planos de ensino. por enquanto. Segundo o professor de Física e Química Fábio Rendelucci. ainda vai demorar para que os novos elementos químicos tenham aplicação prática na indústria ou cheguem ao dia a dia das pessoas na forma de produtos. O engenheiro e professor de Química Carlos Roberto de Lana está de acordo sobre o caráter didático da inovação. "Se trata de um modelo de classificação para os elementos. não deve haver grandes impactos. dizem eles. Eles são ainda classificados em metais. Lana acredita que a educação científica no país. ou seja. por isso. de Chancourtois (1820-1886) e o inglês John A. "Os novos elementos que vêm sendo incorporados à tabela ainda são muito instáveis e de vida muito curta. para isso será necessária a pesquisa de elementos químicos mais estáveis. disse. No entanto. disse. a tabela periódica se torna mais um material para consultar na prova ou decorar antes dela. o interesse é puramente científico. Newlands (1837-1898) propuseram uma ordenação periódica das composições químicas. Mesmo na educação. a principal importância da descoberta é mostrar aos estudantes que a ciência é uma atividade em constante aprimoramento. As primeiras tentativas de arranjos foram feitas no século 19. R. O sonho de Mendeleiev A tabela periódica dispõe os elementos químicos ordenados de acordo com o número atômico. Hoje. O efeito mais importante. Mas foram necessários muitos anos de trabalho para se chegar a esse resultado. elas repetiam a . o que faz com que não possamos ainda pensar em aplicações".

Na internet. em 1869. os autores chegaram a divulgar informações pessoais sobre funcionários da Petrobras. Ao todo. Mas foi somente o russo Dmitri Ivanovitch Mendeleiev que. A tabela periódica de Mendeleiev foi bem-sucedida não somente por calcular corretamente as massas atômicas como também por prever a característica de novos elementos que seriam descobertos no futuro. O grupo que assumiu a autoria é o mesmo que promoveu nos últimos dois meses os ataques a sites de empresas multinacionais. A ideia teria vindo durante um sonho. além de abalarem a confiança dos usuários brasileiros em serviços públicos oferecidos na internet. de motivação política. para dificultar o rastreamento das autoridades. a . em português. Neste tipo de ataque não há invasão do computador ou roubo de dados pessoais. Mas ele pode causar prejuízos a milhares de pessoas que dependem dos serviços oferecidos on-line. da Petrobras e dos ministérios do Esporte e da Cultura. Os incidentes colocaram o Brasil na mira de uma nova tendência de ataques virtuais. foram afetados. A página na internet do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi outra "vítima" dos hackers. Hackers promovem onda de ataques no Brasil O governo brasileiro foi alvo da maior onda de ataques a sites oficiais na internet de sua história. do Portal Brasil. tirando a página do ar. Ele consiste em infectar milhares de máquinas com programas robôs para que façam acessos simultâneos a determinado site ou serviço na rede. O servidor. principalmente de prefeituras. os hackers usaram o método conhecido como DoS (Denial of Service. Sites de governos foram tirados do ar por meio dessa técnica. Foram atingidos os sites da Presidência da República. da CIA e do FBI nos Estados Unidos. "negação de serviço"). de acordo com estimativa feita pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados). Na maior parte dos casos. da Receita Federal. A maioria das investidas partiu de computadores da Itália. As ações começaram em 22 de junho e duraram cinco dias.mesma propriedade depois de certo ponto. 20 portais do governo federal e 200 sites municipais. que possui um limite de acesso. Eles também deixaram o governo em alerta e mostraram o quanto empresas e Estado estão vulneráveis a invasões e roubo de dados sigilosos no país. descobriu que as propriedades dos elementos químicos provinham de suas massas atômicas. não consegue responder e trava ou desliga.

Nos últimos meses se intensificaram as ações políticas na rede contra sites de governos. no entanto. criminosos que invadem os computadores para roubar senhas de cartões de crédito e outros dados pessoais dos usuários. O vandalismo na rede cresceu nos anos 1990. As informações. contendo a imagem de um olho humano pintado como a bandeira do Brasil e um texto com ameaças de novos ataques. Hoje. eram falsas ou de conhecimento público. A explicação é a influência do Wikileaks.presidente Dilma Rousseff e do prefeito de São Paulo. 19 anos. A Polícia Federal abriu uma investigação para tentar identificar e indiciar os responsáveis. Na década seguinte. para aumentar a segurança. Dados de mais de 100 milhões de usuários foram divulgados no Twitter do coletivo. nenhum dado foi violado. da CIA (agência de inteligência americana) e do FBI. Apenas um suspeito foi preso. Já o site do IBGE sofreu um tipo diferente de hackeamento. reivindicada pelo grupo Fail Shell . site do australiano Julian Assange que ficou famoso ao vazar dados confidenciais de governos na rede (veja indicação de livro abaixo). houve invasão. A homepage (página de abertura) do site foi desfigurada. associados a uma ideologia libertária que pregava o acesso livre a informações na internet. o grupo realizou ações contra os sites das empresas de videogame Sony e Nintendo. o britânico Ryan Cleary. foi substituída por outra. ficaram mais especializados e surgiram os chamados crackers. A autoria dos ataques em massa no Brasil .foi atribuída ao coletivo de hackers LulzSecBrazil. Gilberto Kassab. Ele foi libertado após pagar fiança. Com o tempo. o serviço público de saúde NHS também sofreu ataques. mas. um braço do Lulz Security (ou LulzSec). Em resposta. das redes de televisão americanas Fox e PBS. há modalidades mais sofisticadas e que envolvem a segurança de países. o governo informou que realizou a manutenção em alguns portais. Em dois meses. apontado como um dos líderes do grupo. No Reino Unido. segundo o órgão.com exceção do site do IBGE. Wikileaks Os hackers surgiram nos anos 1960 nos Estados Unidos. a polícia federal dos Estados Unidos. foi a vez do aumento dos crimes virtuais. Assange cumpre prisão domiciliar no Reino Unido enquanto aguarda julgamento por acusações de crimes sexuais. . O LulzSec se tornou conhecido em maio deste ano. Neste caso. isto é. como a ciberguerra e o ciberterrorismo.

que indica danos leves aos alvos. Os hackers classificados como "chapéus brancos" apenas informam as empresas de suas brechas na segurança. Em outros países. onde a repressão fez milhares de vítimas. O presidente Zine El Abidine Ben Ali renunciou depois de 23 anos no cargo. as revoltas continuam em países como a Síria. Neste ano. A primeira queda de um ditador aconteceu na Tunísia. uma gíria da internet). mas repressão continua na Síria Quase um ano após o início dos protestos no Oriente Médio. a “primavera árabe” derrubou três ditadores. Bahrein. . Lulz é uma corruptela da sigla LOLs (Laughing Out Loud ou "rindo alto". Em 23 de outubro foi eleita a Assembleia Nacional Constituinte. Já a variação brasileira do grupo permanece ativa. no Egito e na Líbia. segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). na Tunísia. o país registrou 142. são governadas por monarquias absolutistas. tradicionalmente. do desemprego e da insatisfação de uma geração jovem com a falta de liberdade. em razão da alta do preço dos alimentos. Após 50 dias de atividades. O número corresponde a um aumento em quase 118% em relação ao trimestre anterior e de 220% comparado ao mesmo período em 2010. que controlam algumas das maiores reservas de petróleo do planeta. 844 incidentes no ano passado. na primeira eleição livre ocorrida no país. Especialistas classificam o coletivo como "chapéu cinza". Os protestos pródemocracia se espalharam pelo Norte da África e Oriente Médio. de janeiro a março. como Jordânia. manifestações populares levaram ao anúncio de reformas ou violentas reações do Estado. fraudes. Iêmen e Síria. foram 90. em atos encarados como brincadeiras pelos autores. o Egito realiza as primeiras eleições livres de sua história. enquanto os egípcios dão o primeiro passo rumo à democracia. Até agora. Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil). em 14 de janeiro.Segundo os integrantes.759. Nações árabes. Segundo o CERT. DoS e outros Egípcios vão às urnas. Porém. as incursões foram feitas apenas por "diversão". o LulzSec anunciou sua dissolução no dia 26 de junho.br (Centro de Estudos. Os casos incluem invasão de servidores. ditaduras militares ou teocracias. desfiguração de páginas da web. enquanto os "chapéus pretos" ou crackers são considerados criminosos que violam dados sigilosos para obter lucro.

era o que estava há mais tempo no poder – 41 anos. que venceram também as eleições na Tunísia e no Marrocos. eleito pelo sistema proporcional (por exemplo. encerrando três décadas de ditadura.Na Líbia. Dois meses mais tarde. que já mataram 42 pessoas nas últimas semanas. Na tentativa de conter os levantes. A despeito da precariedade política – os partidos de oposição eram proibidos durante a ditadura – a população compareceu às urnas para escolher entre 10 mil candidatos e 40 partidos diferentes. Mesmo assim. do recém-fundado Partido Liberdade e Justiça (PLJ). devido ao seu conflito histórico com o mundo islâmico. Massacre Em outros países. revoltas e reformas estão em curso. Dados preliminares apontam vitória da Irmandade Muçulmana. onde a repressão do governo de Bashar al-Assad (há 11 anos na Presidência) estaria promovendo o maior massacre contra opositores do regime desde o começo da “primavera árabe”. prometeu realizar eleições no prazo de oito meses. . Egito No Egito. Muammar Gaddafi foi expulso do Palácio por forças rebeldes em agosto. grupos fundamentalistas islâmicos. se um partido tiver 10% dos votos. terá direito a ocupar 10% das cadeiras). O Conselho Nacional de Transição (CNT). o presidente Hosni Mubarak renunciou em 11 de fevereiro. Os manifestantes exigem a transição para um governo civil. O caso mais dramático ocorre na Síria. Entre os líderes árabes. O sucesso eleitoral desses partidos religiosos preocupa sobretudo Israel. as eleições parlamentares foram antecipadas. e o restante. mais influente e populoso país árabe (82 milhões de habitantes). ao final de seis meses de guerra civil. A votação começou em 28 de novembro e o processo terminará em 11 de janeiro. Um terço dos cargos será preenchido pelos candidatos mais votados. serão a principal força no cenário político pós-ditatorial no Oriente. que assumiu o controle da Líbia. desta vez contra a junta militar que constituiu o governo provisório. foi capturado e morto pelos revoltosos. Serão eleitos 498 deputados para a Assembleia do Povo ou Câmara Baixa do Parlamento. Se isso se confirmar. os protestos recomeçaram em 19 de novembro.

A violência afetaria 3 milhões de pessoas na Síria. depois de ser fechado em setembro de 2008 por causa de superaquecimento. a libertação de presos políticos e a promoção de reformas políticas. “Muitas pessoas esperaram muito tempo por este momento. e aumentaram a pressão internacional e as sanções contra o governo de al-Assad. De acordo com os . situado em um túnel subterrâneo circular de 27 quilômetros de extensão sob a fronteiro franco-suíça. A experiência teve sucesso depois de duas tentativas frustradas durante a madrugada. a colisão de feixes de prótons no acelerador gigante de partículas LHC. divulgado no dia 28 de novembro.7 bilhões de anos atrás.5 milhões de habitantes. dia 30 de março. No começo do mês. 13. LHC promove as primeiras colisões de partículas "de laboratório" da história Cientistas anunciaram ter conseguido nesta terça-feira.Segundo um relatório da ONU.5 mil pessoas foram assassinadas. o ditador Ali Abdullah Saleh assinou um acordo. a instituição responsável pelo LHC). comemorou Rolf Heuer. O relatório conclui que a Síria cometeu crimes contra a humanidade durante a repressão aos manifestantes. começou a circular partículas em novembro passado. governa há 33 anos. mas sua paciência e dedicação está começando a render dividendos". desde março deste ano. O maior experimento científico do mundo consiste em colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado. pela primeira vez. o rei sunita Hamad al Khalifa resiste com violência aos opositores da monarquia. As medidas. Saleh. A pressão popular também resultou em reformas na Jordânia. contudo. recriando as condições presentes no momento do Big Bang. que teria marcado o nascimento do universo. 3. No Iêmen. que prevê sua renúncia e eleições livres. que escapou ferido de um atentado em junho. na sigla em francês. que possui 22. anunciadas pelo rei Abdullah 2º. às 8h06 (hora de Brasília). e mais de 20 mil foram presas. O governo estaria impedindo a população de fugir do país. em 23 de novembro. o governo sírio firmou um acordo com a Liga Árabe para o término da repressão. O Grande Colisor de Hádrons (LHC). incluindo 256 crianças. Já no Bahrein. não entraram em vigor. diretor-geral da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern. uma das nações mais pobres do mundo árabe. colocando minas terrestres e soldados armados nas fronteiras.

que explora o campo. A mancha de óleo se estendeu por uma área de 163 quilômetros quadrados. A multinacional Chevron do Brasil. assumiu a responsabilidade pelo derramamento de óleo. respectivamente.pesquisadores. ajudando a responder muitas perguntas sobre a origem do universo e da matéria. Segundo a petroleira. e o óleo que continua vazando é ?residual? (20 barris de petróleo por dia). aplicadas. pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e pela ANP. a ANP (Agência Nacional do Petróleo) determinou a suspensão das atividades da empresa no país até que sejam explicadas as causas e identificados os responsáveis pelo acidente. ela abre portas para uma nova fase da física moderna. localizado a 120 km do litoral fluminense. o derramamento durou quatro dias ? o poço começou a ser fechado dia 13 ?. Ainda não se sabe ao certo a extensão do desastre e nem o impacto à biodiversidade marinha e à pesca na região. A empresa americana explora 12 poços na Bacia de Campos e produz 79 mil barris diários. As colisões múltiplas a uma energia recorde (7 TeV. dizem.3 mil campos de futebol. Especialistas. Vazamento no Pré-Sal O acidente aconteceu no Campo do Frade. A Chevron já recebeu multas de R$ 50 milhões e de R$ 100 milhões. No dia 23 de novembro. A ANP também negou o pedido de abertura de um novo poço no Campo do Frade. Acelerar prótons a 7 trilhões de eletronvolts significa que eles correm a 99. que teria como objetivo atingir a camada pré-sal. produzindo dados que milhares de cientistas passarão anos futuros analisando. o valor da multa do Ibama representa menos de 1% do plano de investimento de US$ 5 bilhões da Chevron no país. no prazo de dez anos. No último dia 22. acham baixos os valores das multas: para as empresas. ou 11 mil voltas por segundo no megatúnel de 27 km. a ANP informou que a mancha havia sido reduzida a dois quilômetros quadrados.99% a velocidade da luz (cerca de 300 mil km por segundo). no entanto. é mais barato correr o risco de poluir o ambiente do que investir em equipamentos caros de prevenção. . Para se ter uma ideia. o equivalente a 16. ou 7 trilhões de eletronvolts) criam "Big Bangs em miniatura". O Estado do Rio de Janeiro também entrou com uma ação civil pública para pedir indenizações de R$ 100 milhões. no dia 8 de novembro. O desastre aconteceu durante a perfuração de um poço de petróleo no fundo do mar.

4 mil barris (381. medidas de segurança envolvem custos mais altos e complexa logística na sua adoção.3 milhão de litros de óleo vazaram na Refinaria Duque de Caxias. Como o pré-sal fica distante da costa. Eleição na Argentina Crescimento econômico e programas sociais asseguraram a reeleição da presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner no domingo (23 de outubro). De acordo com o Ministério do Meio Ambiente.O volume vazado seria o correspondente a 2. Há hoje 140 plataformas marítimas em atividades nas bacias de Campos. o governo brasileiro se comprometeu em criar um Plano Nacional de Contingência para Derramamento de Óleo. Foi o resultado mais expressivo nas urnas desde a redemocratização do país em 1983. Despreparo A Bacia de Campos possui as maiores reservas de petróleo do Brasil e responde por 80% de toda a produção nacional do minério. Em janeiro de 2000. o que tornaria o Brasil um dos principais produtores e exportadores mundiais de petróleo e derivados. 1. Há quatro anos foi anunciada as descoberta de uma imensa reserva na camada pré-sal. contaminação da fauna e da flora marinhas e prejuízos à pesca e turismo. da Petrobras. em Araucária (PR). O objetivo do plano seria preparar uma estratégia de contenção de vazamentos de grandes proporções. com 54% dos votos contra 17% do segundo colocado. na Baía de Guanabara. o socialista Hermes Binner. um dos maiores vazamentos do mundo. Dezenas de espécies de baleias. após o desastre ocorrido no Golfo do México. o projeto está em fase de conclusão e será enviado ao Congresso para ser votado. golfinhos e pequenos cetáceos que usam a Bacia de Campos como rota de migração podem ser afetados pelo óleo. No ano passado. Santos e Espírito Santo. outros 4 milhões de litros de óleo cru foram derramados da Refinaria Presidente Getúlio Vargas. na exploração de petróleo na camada pré-sal. Em julho do mesmo ano.6 mil litros). quando Raúl Alfonsin . O vazamento no Campo do Frade serviu de alerta para a falta de fiscalização e de preparo do Estado em prevenir e conter desastres ambientais provocados por derramamento de óleo. a maioria pertencente à Petrobras. de acordo com a Chevron. evitando a degradação ambiental.

5 milhões de postos de trabalho com carteira assinada e o índice de pobreza caiu de 50% em 2002 para uma média atual de 20% (dados oficiais. o ex-presidente Néstor Kirchner (1950-2010). semelhante ao governo Lula. há quase um ano. o PIB (Produto Interno Bruto) havia encolhido quase 20%. Para os 40 milhões de argentinos. o país crescia em ritmo asiático – mais de 8% desde 2003. Há quatro anos. Entretanto. em 2007. em 2008. ao mesmo tempo em que promoveu julgamentos de crimes da ditadura (1976-1983). mesmo em ações polêmicas. duvidosos. Cristina assumiu a frente das políticas sociais e econômicas e revelou força política. o baixo índice de popularidade (23%) apontava somente um mandato. que possui as maiores taxas de aprovação entre os eleitores desde o governo de Juan Domingos Perón (também eleito para dois mandatos sucessivos). Cristina não tinha o mesmo apelo junto à população argentina. Na época. os bons rumos na economia foram decisivos nessas eleições. contudo. ao final de 2009.foi eleito com 51% dos votos. sem expressão e debilitado. voltada para as camadas mais pobres da população. com a morte do marido. Cristina e o marido adotaram uma agenda de programas sociais. era apenas a primeira dama que governaria à sombra do marido. Cristina também se tornou a primeira mulher reeleita na história da Argentina. de quem a Argentina é o principal parceiro comercial. Foram criados 3. No primeiro mandato. Outras medidas populares incluíram o pagamento de aposentadorias para trabalhadores informais. Em resposta. o maior grupo midiático argentino. a crise econômica que o país enfrentou entre 1998 e 2002 é um pesadelo ainda recente. Na Casa Rosada. que não contribuem com a Previdência Social. em plena crise financeira mundial. impulsionada pelas exportações para a China e o Brasil. apontam 8%). e políticas de estímulo ao consumo. o que aumentou a venda de veículos e eletrodomésticos. com a perda da maioria aliada na Câmara dos Deputados. . Para eles. Quando assumiu o cargo. Na virada do século. porém. O resultado confirma a popularidade da ex-senadora. Néstor Kirchner declarou moratória na dívida externa e revitalizou a indústria. perseguiu adversários e iniciou uma campanha contra o jornal Clarín. mais do que a Grécia atualmente. Crescimento Assim.

E os desafios do novo mandato de Cristina. Jobs desenvolveu um padrão de sucesso. que deve fazer ajustes na economia que a ajudou a se eleger. entre 1985 e 1996. viabilidade comercial e popularidade aos aparelhos. que mudou a maneira de se consumir música e. À frente da empresa que criou e presidia desde 1997. A originalidade do executivo consistia em melhorar os produtos eletrônicos. dispositivos móveis como smartphones e tablets conferiram mobilidade aos recursos oferecidos na internet. desenvolveu uma linha de produtos com o prefixo “i” que viraram sinônimos de tecnologia e design. Dados oficiais indicam um índice de inflação de 11%. Além disso. Steve Jobs (1955-2011) Nas últimas três décadas. Por fim. vítima de uma forma rara de câncer no pâncreas. os chamados smartphones. a Apple se tornou uma das corporações com maior valor de mercado do mundo. que sustentam os programas sociais argentinos por meio das exportações. somados à recessão econômica no cenário internacional. Os gastos públicos com o bem-estar social desequilibram as contas fiscais do governo argentino (a relação entre o dinheiro arrecadado com impostos e gasto pelo Estado). Por trás dessas inovações estava o talento de Steve Jobs. Sob seu comando. telefonia. que vai até 2015. o iPad revolucionou os tablets e inaugurou uma era pós-PC. de Bill Gates. Um dos problemas é o desaquecimento de economias como a brasileira. No ramo dos negócios. são justamente nessa área. de modo a proporcionar funcionalidade. o valor das ações cresceu de US$ 5 para mais de US$ 370. as regiões mais pobres do país. Juntos. a Apple lançou o tocador de música iPod. sobretudo. apontou caminhos para a indústria fonográfica. mas especialistas sustentam taxas entre 20% e 25% nas províncias. Morto no último 5 de outubro aos 56 anos. No começo do século. a empresa popularizou os telefones com acesso à internet. tornando-se um utensílio indispensável nos lares. o computador pessoal permitiu acesso a serviços em rede que mudaram os hábitos de pessoas em todo o mundo. que substituiu os teclados pela tela sensível ao toque. . Mais recentemente. formam um panorama incerto para o segundo mandato da presidente. publicação e animação digitais. No período em que ficou afastado da firma. a inflação cresce e afeta. unindo-os à telefonia e à editoração. esses dois fatores. o fundador da Apple transformou as indústrias de computação. Com o retorno de Jobs. juntamente com a loja virtual iTunes. Com o iPhone. a Apple quase foi à falência diante de seu maior concorrente: a Microsoft. debilitada por conta da pirataria. música.

Neste campo. rígido e até cruel com os funcionários. que tinha em seu cartel sucessos como “Toy Story” e “Procurando Nemo”. com soluções simples e esteticamente perfeitas. o iPhone (2007) e o iPad (2010). o aparelho tinha uma interface gráfica mais intuitiva. O Macintosh virou referência em computadores pessoais. foi vendida por US$ 7. No ano seguinte. Ele não hesitava em demitir um empregado que não atendesse aos seus exigentes padrões de excelência. O design da tecnologia está ligado à funcionalidade dos aparelhos e à interface entre o homem e a máquina. Apesar de ter registrado 313 patentes. Duas décadas mais tarde. Sua genialidade consistia em combinar um apurado senso estético com uma visão de mercado muito à frente de seus concorrentes. ele somente deixou a presidência em agosto deste ano. e comprou de George Lucas. Lançou. Em 1997. Califórnia.4 bilhões. com ícones que facilitavam o acesso aos arquivos. Ao sair. nos anos seguintes. ele não inventou os maiores sucessos da Apple. Design Steve Jobs não era um engenheiro e não aperfeiçoou hardware ou software. Antes. era preciso digitar comandos para interagir com a máquina. em 1976. o primeiro computador pessoal do mundo. um eletrodoméstico tão comum quanto TV e geladeira. Já como chefe. era conhecido por ser perfeccionista. Em meio ao ambiente hippie dos anos 1960. criou. experimentou drogas psicodélicas e abandonou a faculdade aos 17 anos para fazer um curso de caligrafia e uma viagem à Índia. fazendo da Apple uma das empresas mais lucrativas do planeta. Jobs se tornou uma referência. numa disputa de poder com um executivo que ele mesmo contratara.Em tratamento médico desde 2004. Na área da computação. na garagem dos pais. Diferente dos demais à época. . Nascia ali. a maior contribuição de Jobs foi o Macintosh. os computadores ainda seriam uma tela com comandos. Jobs foi afastado de sua própria companhia. junto com o amigo Steve Wozniak. a NeXT. filho de dois estudantes universitários que o colocaram para adoção. aos 30 anos de idade. mas os aprimorou e soube vendê-los aos consumidores. por US$ 10 milhões. Sem ele. o iPod (2001). a empresa que faria do computador um produto de massa. Quando retornou aos Estados Unidos. desenvolvido em 1984. o Apple 2. a Pixar. Jobs retornou à Apple para salvar a empresa da falência. fundou outra firma de computação. para ficar ao lado da mulher e dos quatro filhos. a produtora de animações Pixar. Computadores Steven Paul Jobs nasceu em 24 de fevereiro de 1955 em São Francisco.

Ele é o responsável por fazer a ponte com os serviços de defesa civil estaduais e municipais e com ministérios diretamente ligados à emergências como o da Saúde e da Defesa. Níveis de risco Os alertas possuem quatro níveis de risco: leve. quem assume o controle das operações é o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad). Não está ligado para zonas rurais”. hoje. o alerta é enviado para que os municípios e os órgãos de defesa possam monitorar a situação e agir quando preciso. explica Nobre. “O risco diz respeito apenas a áreas onde moram pessoas.Porém. os dados de mapas de risco com informações geológicas e hidrológicas são cruzados com as cartas geradas por institutos de previsão de tempo como o Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos) e o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). O sistema de monitoramento de chuvas do governo A chegada da temporada de chuvas promoveu uma semana agitada por parte dos órgãos governamentais. Para montar um alerta. nós não podemos ficar esperando”. diz ministro Segundo Carlos Nobre. afirma Nobre. que apresentaram estratégias para evitar desastres como deslizamentos de terra e enxurradas entre dezembro e março de 2012. ligado ao Ministério de Ciência. garantindo. Quando uma região com risco elevado de incidentes como deslizamentos e enxurradas é visitada por frentes frias ou por concentrações de nuvens que podem gerar pancadas de chuvas. alto e muito alto. O foco das ações será concentrado no Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). “A ação precisa ser sempre antecipada. afirma o climatologista. órgão ligado à Defesa Civil nacional. a sobrevivência da corporação à morte de seu maior símbolo. “Antes do risco alto se concretizar. “O Cemaden já é uma realidade. Os dois níveis mais alarmantes são usados quando o volume de chuva em uma região de risco aumenta em um período curto como uma hora ou fica acima da média para um trecho de dois a três dias. assim. o aviso é emitido. foi assim que definiu um modelo de gestão que." A partir daí. diretor do Cemaden e secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped). já estamos emitindo alertas e estamos terminando a integração das 75 pessoas selecionadas por concurso público”. o monitoramento e a emissão de alertas de risco já estão acontecendo desde 2 de dezembro. saiba mais Monitoramento de chuvas passa a ser 24 horas a partir deste sábado 251 municípios têm 'elevado risco' de desastres em 2012. Tecnologia e Inovação (MCIT) não estivesse ainda funcionando. permite à Apple formar lideranças entre seu quadro de empregados. o centro deve começar a funcionar durante 24 horas por dia a partir deste sábado (17). . moderado. Ainda que o site do órgão.

afirma o especialista. eles mandam informação repetidamente". vai ter alagamento”. típicas de dias abafados e que provocam principalmente alagamentos. que descreve com detalhes o momento em que a chuva inicia. o Cemaden já identificou 251 cidades onde ocorreram mortes por conta de desastres naturais no Brasil. Elas ainda podem ser causadas por uma faixa de nuvens que se estende desde a região amazônica e vai até o sudeste em direção ao oceano Atlântico. Outro caso é das pancadas de chuva. chefe da divisão de operações do Cptec. afirma o meteorologista. explica que aos dados da previsão de tempo local somam-se fenômenos estudados por modelos globais. outros 34 municípios – localizados na Zona da Mata nordestina – devem entrar no cálculo. As pastas de Integração Nacional e de Cidades também investiram em ações de contenção de encostas. que duram por dias. afirma a especialista. São causadas pelo aquecimento e pela umidade na atmosfera. “Provavelmente vai ter deslizamento. Influência global José Antônio Aravéquia. apesar das ações de prevenção. diz a meteorologista.3 milhões em ações como apoio aéreo. "Lá em cima. Só no Cemaden. Até abril de 2012. engenharia. com vento e até granizo. obras de drenagem urbana e de barragens. "A retirada da vegetação original do lugar faz o solo conseguir absorver menos água". transporte de medicamentos e salvamento. lembra. que aumentam a partir do dezembro com o volume maior de energia térmica do Sol.Ações O Ministério da Integração Nacional divulgou as ações desenvolvidas em 2011. o risco de desastres naturais é real. “Existem muitas áreas ainda no Brasil que precisam ser mapeadas”. diz Aravéquia.2 mil novos pluviômetros em todo o país e três novos radares meteorológicos. 22 deles nos estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina (veja lista no final da página). Zona de convergência Para Márcia Seabra. ele também se propaga por ondas. meteorologista do Inmet. No verão. O Ministério da Defesa destinou R$ 48. pois deixam o solo encharcado e podem causar deslizamentos de terra”. “Essas são perigosas. as chuvas são mais intensas onde a zona de convergência atua”. "Esses aparelhos representam o padrão de excelência. “A região dessas cidades conta com um bom monitoramento para áreas de risco de deslizamento e enxurradas”. Atualmente. o sudeste costuma sofrer com chuvas rápidas. afirma Seabra. "O ar precisa ser pensado como um fluido. que destaca o problema da ocupação irregular de áreas urbanas como um dos muitos fatores que contribuem para que as chuvas se transformem em desastres naturais. “Nesta parte do verão. Quando o ar apresenta bastante umidade. os mais afetados pelas enchentes e chuvas em janeiro deste ano. afirma Nobre. localizadas em áreas pequenas como bairros e fortes. a umidade é condensada e gera gotículas de água. Esta extensa “parede” de gotículas é conhecida como Zona de Convergência do Atlântico Sul. "Eventos de frentes frias. são previstos 2. A estimativa de Nobre é que existam até mil áreas de risco no país. ele é erguido e começam a serem formadas nuvens". As ações serão concentradas em 56 municípios. . diz. fenômenos que acontecem na Antártida e no Pacífico podem colaborar para a geração de chuvas por aqui". A faixa pode gerar chuvas contínuas. como preparativos para possíveis desastres no verão de 2012.

Gaspar. Cubatão. São José do Vale do Rio Preto. A agência espacial americana (Nasa) prepara as três naves que sobraram para virarem peças de museu. Nova Friburgo. Os aparelhos que ainda poderiam ser úteis. Soledade Santa Catarina (11) – Blumenau. Novo Hamburgo. Ilhota. Um pouco aquém da capacidade dos engenheiros da agência que já levou o homem à Lua. É aí que elas caem. Cariacica." Confira a lista de 56 municípios integrados à primeira fase de operações do Cemaden: Espírito Santo (8) – Cachoeiro de Itapemirim. onde será exposto de portas fechadas. Luiz Alves. Ao todo. Jaraguá do Sul. Vitória. Palhoça. São José e Timbó São Paulo (11) – Campos do Jordão. Todos os agentes químicos considerados perigosos nas baterias e equipamentos dos veículos foram limpos. São Gonçalo. Enquanto isso. pela primeira vez. a Nasa testava como manobrar as naves no lado de fora do Centro Espacial Kennedy. Itati. Ibirité. Igrejinha. elas se agrupam e uma hora ficam pesadas demais para serem sustentadas pelo ar que sobe. Sumidouro e Teresópolis Rio Grande do Sul (5) – Fontoura Xavier. retirados. Nova Iguaçu. Postes e sinais de trânsito foram tirados do caminho. com a ajuda de um modelo em tamanho real. jornalistas nos Estados Unidos puderam. Viana. . Rio Branco do Sul. Niterói. Rio de Janeiro. em Washington. Francisco Morato. foram cinco horas para percorrer pouco mais de 10 quilômetros.Com o tempo. nunca mais nenhum ser humano estará dentro da nave que mais vezes foi ao espaço. Florianópolis. São Bernardo do Campo. Cantagalo. as portas do ônibus espacial Discovery foram fechadas e suas luzes apagadas. Duque de Caxias. Santos. Serra e Marechal Floriano Minas Gerais (5) – Belo Horizonte. Vargem Alta. Ubatuba e Caraguatatuba Nasa fecha portas do ônibus espacial Discovery pela última vez Depois de 30 anos. Contagem. No final de semana. Taboão da Serra. Brusque. São José dos Pinhais e Almirante Tamandaré Rio de Janeiro (12) – Angra dos Reis. Santa Leopoldina. Juiz de Fora e Ouro Negro Paraná (4) – Antonina. Se ninguém mudar de ideia. Ele agora deve partir para o Museu Nacional de Ar e Espaço. Rio do Sul. Diadema. O maior desafio: passar a centímetros de distância de uma placa de trânsito. Petrópolis. Mauá. visitar todos os cantos de um ônibus espacial: o Atlantis. São Paulo.

organização administrativa brasileira. . Os três primeiros termos afastam a ingerência desse ramo do Direito na atividade estatal abstrata que é a legislativa. com o objetivo de atender perfeitamente as necessidades da coletividade. significa a sistematização de normas doutrinárias de Direito (e não de Política ou de ação social). Aí estão a caracterização e a delimitação do objeto do Direito Administrativo. a seriação de atos da Administração Pública. e não quando atua. Segundo Hely Lopes de Meirelles. sob a observância dos interesses públicos e em direção aos fins desejados pelo Estado. . praticados ou desempenhados na qualidade de poder público. mas no seu aspecto dinâmico.. indica que ordena a estrutura e o pessoal do serviço público.. excepcionalmente. direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado". Percebe-se.Noções de Direito Administrativo: conceitos.. os agentes. vemos: Conjunto harmônico de princípios jurídicos. na atividade indireta que é a judicial. Direito Administrativo é o "ramo do Direito Público interno que regula a atividade jurídica não contenciosa do Estado e a constituição dos órgãos e meios de sua ação. órgãos e agentes públicos. outras ciências se incumbirão disto. cada Estado. as atividades públicas tendentes a realizar concreta. funcional. O Direito Administrativo apenas passa a disciplinar as atividades e os órgãos estatais ou a eles assemelhados. o ramo do Direito Público que rege a ação do Estado para a consecução dos seus fins". responsabilidade civil do Estado. direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado. As últimas expressões da definição estão a indicar que ao Direito Administrativo não compete dizer quais são os fins do Estado. do pessoal (órgãos e agentes). para o eficiente funcionamento da Administração Pública.. os agentes. declara os fins por ele visados e institui os Poderes e órgão necessários à sua consecução. administração pública. Analisando os elementos desse conceito. sujeito às normas do Direito Privado. que o Direito Administrativo interessa-se pelo Estado. o que indica o caráter científico da disciplina em exame. e verificáveis na prática. relegando para o Direito Constitucional a parte estrutural. sabido que não há ciência sem princípios teóricos próprios. que regem os órgãos. ou seja.. Segundo definição de José Cretella Júnior.. . ao se organizar. pois... ordenados. dos atos e atividades da Administração Pública. suas entidades. Direito Administrativo é o "conjunto harmônico de princípios jurídicos que regem os órgãos. tendentes a realizar concreta. poderes administrativos... . praticados nessa qualidade.. e as atividades públicas. isto é. O Direito Administrativo é o conjunto de princípios jurídicos que regem a organização e o exercício da atividade administrativa estatal. estática. e na atividade mediata que é a ação social do Estado. O objeto do Direito Administrativo engloba todas as funções exercidas pelas autoridades administrativas: a regulamentação da estrutura.. em condições de igualdade com o particular.

Função jurisdicional (aplicação da lei) Diz a CRFB/1988: Art.. no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las.) § 4º . assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa".Toda e qualquer atividade de administração. O Estado nenhuma responsabilidade assumia perante terceiros prejudicados por atos de seus servidores.São Poderes da União. Verifica-se que pelas duas primeiras Cartas Políticas. § 4º. causarem a terceiros. ele a exerce de forma atípica. III).. cada um dos poderes também desempenha as demais funções não atribuídas a ele como função típica.) III . São as chamadas ressalvas (ou exceções) ao Princípio da Separação dos Poderes. é tutelada pelo Direito Administrativo.. de forma atípica. seja ela exercida por qualquer um dos poderes. 60.. pelo Poder Legislativo ou pelo Poder Judiciário.Função normativa ou legislativa (elaboração da lei) Poder Judiciário . No entanto. A CRFB atribui a cada poder exerce uma função típica: Poder Executivo .Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: (.a separação dos Poderes. Porem. na realidade. mas os Poderes Legislativo e Judiciário também a exercem. que é cláusula pétrea. A atividade administrativa. a de 1824 e a de 1891. o Legislativo. segundo o art.As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. § 6º . 2º. Portanto. Responsabilidade civil do Estado A responsabilidade civil do Estado corresponde à obrigação atribuída ao Estado de reparar danos causados por seus agentes públicos ou prestadores de serviços públicos a terceiros. 60 . Art. 37. e representa. seja ela exercida pelo Poder Executivo. 2º .encontra-se determinada na CRFB/1988 (art. os funcionários públicos eram direta e exclusivamente responsáveis por prejuízos decorrentes de omissão ou abuso no exercício de seus cargos.A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: (.clássica tripartição concebida pelo filósofo francês Montesquieu: Poder Legislativo. está sujeita à tutela do Direito Administrativo. uma divisão funcional. nessa qualidade. . o Executivo e o Judiciário. o Poder Executivo exerce tipicamente a função administrativa. Constituição Federal de 1988: "Art. Poder Executivo e Poder Judiciário . Imperava a teoria da irresponsabilidade do Estado por atos de seus servidores. independentes e harmônicos entre si.Função administrativa (execução da lei) Poder Legislativo . portanto. A divisão em poderes .

É que houve a supressão da palavra interno. gerentes ou empregados. não seria justo. também. à difícil tarefa de comprovar a culpa do agente só porque o Estado delegou ao particular a execução da obra ou do serviço. não há mais o litisconsórcio necessário. ou contra ambos. . prevendo. os não essenciais. Com o advento do Código Civil. Interessante notar que desde a Constituição de 1967 houve um alargamento na responsabilização das pessoas jurídicas de direito público por atos de seus servidores. Mas isso nenhuma alteração traz no que tange à responsabilidade civil dessas empresas prestadoras de serviços públicos. prestadoras de serviços públicos. acertadamente. que tem seu legítimo fundamento na soberania de cada Estado. nem jurídico. promover a execução de sentença contra ambos ou contra um deles. ao contrário dos essenciais . como as estrangeiras. 194) vem sendo adotada a teoria do risco administrativo. permissionárias e autorizatárias de serviços públicos respondem objetivamente pelos danos causados por atos ou omissões de seus diretores. que passou a estender a responsabilidade civil objetiva às pessoas jurídicas de direito privado. O prejudicado podia mover a ação contra o Estado ou contra o servidor público. exceto nas hipóteses de aplicação do princípio da extraterritorialidade. 37 da Carta Política. estão sendo privatizadas. O que submete essas empresas ao regime da responsabilidade objetiva. em seu artigo 15. Logo. a responsabilidade objetiva do Estado às pessoas jurídicas de direito privado.como concernentes à administração da justiça. Desapareceu a figura da responsabilidade direta do servidor ou da responsabilidade solidária. público. nacional ou estrangeira. entidades de direito público de potências estrangeiras. o princípio da regressividade. bem como. as empresas concessionárias. previsto no Texto Magno. 37 da CF Como já assinalamos. Essas estatais. este acabou ganhando corpo na doutrina. expressamente. inúmeras empresas estatais foram criadas com a missão precípua de executarem esses serviços públicos. submeter-se á ao preceito do § 6º do art. em substituição à responsabilidade . A partir da Constituição Federal de 1946 adotou-se o princípio da responsabilidade em ação regressiva. refletindo na elaboração de textos constitucionais a partir da Carta Política de 1946. segundo o seu critério de conveniência e oportunidade. Outrossim. que adotou a teoria da responsabilidade objetiva do Estado. na década de sessenta. não é a natureza do capital. prestadoras de serviços públicos. qualquer pessoa de direito público. vítima da ação ou omissão do concessionário. desde a constituição de 1946 (art.podem ter as respectivas execuções delegadas aos particulares. Determinados serviços públicos. Com o advento do regime militar. hoje. A carta política de 1988 estendeu. combinada com princípio da ação regressiva. O Estado responde objetivamente por dano causado por seu agente. Por isso. privado ou misto. passando a abranger tanto as entidades políticas nacionais. O Sentido do § 6º do art. são responsáveis por atos de seus servidores. De fato. o fato de executar o serviço público. à segurança pública etc. submeter o terceiro. É o princípio da territorialidade. Esse alargamento acentuou-se na Constituição de 1988.Na vigência das Constituições de 1934 e de 1937 passou a vigorar o princípio da responsabilidade solidária. sob o regime de concessão. mas.

deste, sem indagação de culpa. E o ônus financeiro da assumpção dessa responsabilidade objetiva é suportado por toda sociedade, que provê os cofres públicos através de tributos. Os tributos são pagos pelos cidadãos para propiciar ao Estado recursos financeiros necessários ao cumprimento de suas atribuições, inclusive para indenizar os danos por ele causados, a terceiros, no desempenho dessas atribuições. Daí a teoria do risco administrativo, que fundamenta toda a doutrina da responsabilidade objetiva do Estado. O prejudicado pela ação estatal sempre terá o direito à indenização a ser pleiteada contra a Fazenda Pública ou contra a pessoa jurídica privada prestadora de serviço público a que pertencer o agente causador do dano. A ação nunca é dirigida contra o agente público ou de quem faz as suas vezes. Estes limitam-se a responder regressivamente em casos de dolo ou culpa. Para a caracterização do direito à indenização segundo a doutrina da responsabilidade civil objetiva do Estado devem concorrer as seguintes condições: a) A efetividade do dano. Deve existir concretamente o dano de natureza material ou moral suportado pela vítima. Como se sabe, a Constituição Federal de 1988 consagrou, expressamente, a indenização por dano moral, prescrevendo a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem das pessoas (art. 5º, V). b) O nexo causal. Deve haver nexo de causalidade, isto é, uma relação de causa e efeito entre a conduta do agente e o dano que se pretende reparar. Inexistindo o nexo causal, ainda que haja prejuízo sofrido pelo credor não cabe cogitação de indenização. Por exemplo, empresa concessionária de transporte coletivo urbano de passageiros emprega um motorista não habilitado que, ao passar por uma ponte construída e mantida pelo D.E.R. vem a desabar. Os passageiros sofrem ferimentos, mas nenhuma responsabilidade cabe à empresa de ônibus, por que o dano não resultou daquela irregularidade de contratar motorista não habilitado. Só para ter uma idéia da complexidade, na perfeita delimitação da responsabilidade ante a teoria do nexo causal, imaginaremos um exemplo. O agente público municipal vistoria um prédio novo e concede o habite-se, equivocadamente. Dois meses depois o prédio desaba. Em conseqüência desse desabamento ocorreu um saque na empresa X, que perdeu elevada soma de dinheiro destinado à compra de matéria prima para seu estabelecimento fabril, fato que, provocou a falência da empresa X. Pergunta-se, o Poder Público, no caso, municipal, responde por essa falência? No caso, sem falar da responsabilidade solidária das contrutoras e do engenheiro-responsável, nota-se a dificuldade na detectação da verdadeira causa do dano em função das concausas sucessivas. O Código Civil, como se depreende do art.1060, nessa matéria, adotou a teoria que exige a relação de causa e efeito, direta e imediata entre o dano e a conduta do agente. Direto quer dizer aquilo que vem em linha reta, e imediato quer dizer sem intervalo. Assim, o Código Civil não agasalhou a teoria da equivalência das condições ou da conditio sine qua non. c) Oficialidade da atividade causal e lesiva imputável ao agente do Poder Público. A responsabilidade civil objetiva do Estado, que é distinta da responsabilidade legal ou contratual, decorre da conduta comissiva ou omissiva de seu agente no desempenho de suas atribuições ou a pretexto de exercê-las. Indispensável que o agente pratique o ato no exercício da função pública ou a pretexto de exercê-la, sendo juridicamente irrelevante se o ato é praticado em caráter individual. Outrossim, já decidiu o Colendo STF que é irrelevante a questão da licitude ou não do comportamento funcional do agente que tenha incorrido em

conduta omissiva ou comissiva, causadora do dano. Também, não tem, atualmente, menor relevância jurídica a distinção outrora feita entre atos de gestão e atos de império para excluir a responsabilidade do Estado em se tratando desses últimos. Essa divisão não se justifica, porque uno é o Estado, descabendo a idéia de duas pessoas distintas: uma civil e outra política. Aliás, quer o ato comissivo ou omissivo provenha do jus imperii ou do jus gestionis sempre será uma forma de atuação do Estado. Daí a irrelevância proclamada pela jurisprudência quanto a essa singular distinção doutrinária, que não se coaduna com o direito positivo. d) Ausência de causas excludentes. A doutrina da responsabilidade objetiva adotada pela Carta Política está fundada na teoria do risco administrativo e não na teoria do risco integral. Por isso a responsabilidade do Estado não é absoluta. Ela cede na hipótese de força maior ou de caso fortuito. Da mesma forma, não haverá responsabilidade do Estado em havendo culpa exclusiva da vítima. No caso de culpa parcial da vítima impõe-se a redução da indenização devida pelo Estado . Resumindo, o Estado sempre responderá objetivamente pelo dano causado ao administrado, por ação ou omissão de seus agentes, desde que injustamente causado. O Estado, depois de ressarcida a vítima, promove a ação repressiva contra o agente causador do dano, se houver culpa ou dolo deste. A expressão ultilizada pelo texto constitucional – nos casos de dolo ou culpa – para legitimar a ação repressiva do Estado não deve ser entendida como afastamento da teoria da responsabilidade objetiva como, equivocadamente, sustentavam alguns estudiosos. A existência do dolo ou da culpa é matéria que não diz respeito ao terceiro prejudicado pela atuação estatal. É assunto que diz respeito exclusivamente ao relacionamento funcional do agente com a entidade pública ou privada a que se acha vinculado. Verificado o dolo ou a culpa cabe a fazenda pública promover a ação de regresso para recuperar de seu agente causador do dano tudo aquilo que despendeu com a indenização da vítima. É oportuno lembrar, ainda, que descabe a invocação de alguns julgados em que se exigiam a prova de culpa da Administração em razão de uma situação singular, para generalizar a tese a ponto de contrariar a doutrina da responsabilidade objetiva do Estado. É preciso bem distinguir os danos causados por agentes públicos ou de quem façam as suas vezes, de que cuida o texto constitucional, dos danos ocasionados por atos de terceiros ou por fenômenos da natureza. Nas hipóteses de depredações por multidões, de enchentes e vendavais que venham provocar danos aos administrados, suplantando os serviços públicos existentes, são imprecíndiveis a prova de culpa da Administração para legitimar a indenização. É o que tem decidido os tribunais. Na recente inundação do túnel do Anhangabaú, por exemplo, onde dezenas de veículos ficaram submersos, impõe-se a indagação de culpa da Administração Pública Minicipal. Até que ponto a omissão do órgão público (não acionamento das bombas ou seu funcionamento deficiente e anormal) foi a causa eficiente da inundação ocorrida? Dado o inusitado volume de águas qualquer ação do poder Público seria insuficiente para conter a invasão do túnel pelas águas? Nesse caso, se era previsível essa situação, não seria o caso de a autoridade competente promover a a oportuna interdição do túnel? São indagações que devem ser analisadas e respondidas com segurança para definir a responsabilidade da Administração de conformidade com os artigos 15 e 159 do Código Civil. Nesses casos, os danos não são decorrentes diretamente da atuação ou omissão do agente público, o que refogem da hipótese contemplada no § 6º do

art.37 da Constituição Federal. Administração Pública direta e indireta: autarquias, fundações, entidades paraestatais. Administração direta é aquela composta por órgãos ligados diretamente ao poder central, federal, estadual ou municipal. São os próprios organismos dirigentes, seus ministérios e secretarias. Administração indireta é aquela composta por entidades com personalidade jurídica própria, que foram criadas para realizar atividades de Governo de forma descentralizada. São exemplos as Autarquias, Fundações, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista. Autarquias: serviço autônomo, criado por lei específica, com personalidade jurídica de direito público, patrimônio e receitas próprios, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada (conf. art 5º, I, do Decreto-Lei 200/67); Fundação pública: entidade dotada de personalidade jurídica de direito público, sem fins lucrativos, criada em virtude de lei autorizativa e registro em órgão competente, com autonomia administrativa, patrimônio próprio e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes (conf. art 5º, IV, do Decreto-Lei 200/67); Entidades paraestatais é nome dado àqueles entes que não obstante possuam personalidade jurídica própria e estejam disciplinados por algumas normas de direito público, não se enquadram nos moldes legais previstos para que pertençam ao quadrode entes da Administração Pública Direita ou Indireta. Esses entes, também chamados de “Entes com situação peculiar” ou “Terceiro Setor”, exercem as mais diversas funções em regime de colaboração, fomento e contribuição com Estado, sem, no entanto se confundir com ele. Estão incluídos portanto, na categoria de Terceiro Setor justamente porque não fazem parte do Primeiro Setor, ou seja, o Estado, e nem do Segundo Setor, o mercado, sendo caracterizadas pela prestação de atividade de interesse público, não exclusiva do Estado, autorizada em lei e sem fins lucrativos, sob o regime de Direito Privado.

Constituição Federal: art. 1º ao 5º; 18 ao 24; 37 ao 41; 44 ao 75. TÍTULO I Dos Princípios Fundamentais Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I - a soberania; II - a cidadania III - a dignidade da pessoa humana;

IV .o pluralismo político.autodeterminação dos povos. à igualdade. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: I . A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica.ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. II . à liberdade. II . cor. justa e solidária. Parágrafo único. IV .promover o bem de todos. III .concessão de asilo político.os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. independentes e harmônicos entre si.garantir o desenvolvimento nacional. VIII . V . . raça. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I . nos termos seguintes: I . X . V . Art.homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. IX .defesa da paz. III . TÍTULO II Dos Direitos e Garantias Fundamentais CAPÍTULO I DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS Art. 2º São Poderes da União.independência nacional. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. Art. II .prevalência dos direitos humanos. à segurança e à propriedade. VII . nos termos desta Constituição.erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.cooperação entre os povos para o progresso da humanidade. sem preconceitos de origem. Todo o poder emana do povo. sexo. o Legislativo.IV . nos termos desta Constituição.repúdio ao terrorismo e ao racismo. 5º Todos são iguais perante a lei.construir uma sociedade livre. social e cultural dos povos da América Latina.igualdade entre os Estados.não-intervenção. o Executivo e o Judiciário. política. Parágrafo único. VI . sem distinção de qualquer natureza.solução pacífica dos conflitos. idade e quaisquer outras formas de discriminação. Art. visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.

VII . XIII . vedada a de caráter paramilitar. exigindo-se. durante o dia. na forma da lei. XIX .a casa é asilo inviolável do indivíduo. XVII . nos termos da lei. a de cooperativas independem de autorização.ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante. científica e de comunicação.é plena a liberdade de associação para fins lícitos.é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz. independentemente de censura ou licença.é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas.III . a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. sem armas.as entidades associativas. quando necessário ao exercício profissional.é livre a manifestação do pensamento. salvo. a honra e a imagem das pessoas.é livre o exercício de qualquer trabalho.é assegurado o direito de resposta.ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado. permanecer ou dele sair com seus bens. sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. XII . XIV . sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva.são invioláveis a intimidade.é assegurada. sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida. no último caso. na forma da lei. no primeiro caso.as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial. fixada em lei. ofício ou profissão. XX . independentemente de autorização. XXI . VI . moral ou à imagem. sendo vedado o anonimato. IV . o trânsito em julgado. nele entrar. . salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa. X . proporcional ao agravo. por determinação judicial. além da indenização por dano material.é livre a expressão da atividade intelectual. quando expressamente autorizadas. salvo em caso de flagrante delito ou desastre. em locais abertos ao público. podendo qualquer pessoa. VIII .é inviolável a liberdade de consciência e de crença. ou. XVIII . atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. artística.a criação de associações e. por ordem judicial. XV . V . de dados e das comunicações telefônicas. nos termos da lei. desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local. ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador. têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente.ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. a vida privada. IX . nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.todos podem reunir-se pacificamente.é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte. XVI . XI . ou para prestar socorro.

na forma da lei. XXIX . XXXIV .todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular. que serão prestadas no prazo da lei.é garantido o direito de herança. inclusive nas atividades desportivas.a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros. ressalvados os casos previstos nesta Constituição.no caso de iminente perigo público. aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas. XXXVII . XXVII . sob pena de responsabilidade.a pequena propriedade rural. independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder.a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública. não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva. nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas. assegurada ao proprietário indenização ulterior. ou por interesse social.a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. se houver dano. b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores. bem como proteção às criações industriais. assim definida em lei. à propriedade das marcas. publicação ou reprodução de suas obras. transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar.XXII . mediante justa e prévia indenização em dinheiro. ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. assegurados: . XXV .aos autores pertence o direito exclusivo de utilização. XXXV .é garantido o direito de propriedade. XXVIII . XXX . aos nomes de empresas e a outros signos distintivos. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. XXIII .a propriedade atenderá a sua função social.não haverá juízo ou tribunal de exceção.são a todos assegurados. XXVI . XXIV . ou de interesse coletivo ou geral. XXXVI . XXXII .a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização. desde que trabalhada pela família.são assegurados. XXXIII .o Estado promoverá. para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País. XXXI . XXXVIII . b) a obtenção de certidões em repartições públicas. sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus".é reconhecida a instituição do júri.a lei não prejudicará o direito adquirido. a defesa do consumidor. dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento. com a organização que lhe der a lei. a autoridade competente poderá usar de propriedade particular.

d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. e) suspensão ou interdição de direitos.a pena será cumprida em estabelecimentos distintos.a lei regulará a individualização da pena e adotará. a idade e o sexo do apenado. XL . XLII . c) a soberania dos veredictos. d) de banimento. b) o sigilo das votações. civis ou militares. L . nos termos da lei. XLIX . contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. nos termos da lei. podendo evitá-los. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. XLVIII .às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação.não haverá penas: a) de morte. XXXIX .a) a plenitude de defesa.não há crime sem lei anterior que o defina. XLI .é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral. salvo para beneficiar o réu. de acordo com a natureza do delito. os executores e os que. nos termos do art. .a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais. d) prestação social alternativa. se omitirem. sujeito à pena de reclusão.a lei penal não retroagirá. XLV . 84. as seguintes: a) privação ou restrição da liberdade. XIX. c) de trabalhos forçados. salvo em caso de guerra declarada. e) cruéis. podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser. XLIV .nenhuma pena passará da pessoa do condenado.constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados. até o limite do valor do patrimônio transferido. XLIII . XLVII .a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. estendidas aos sucessores e contra eles executadas. nem pena sem prévia cominação legal. b) perda de bens. b) de caráter perpétuo. entre outras. por eles respondendo os mandantes. XLVI . o terrorismo e os definidos como crimes hediondos.a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura . c) multa.

LIII . LII .o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal. LXIX . quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. LXI . sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado.ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. com ou sem fiança.será admitida ação privada nos crimes de ação pública. LXX . LXII .ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. em caso de crime comum. salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel. salvo nas hipóteses previstas em lei.não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião. LVII . LXVII . LV . LIX . LXVIII . no processo. ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. por ilegalidade ou abuso de poder. .a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. se esta não for intentada no prazo legal. LXIV .a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária.conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa.ninguém será levado à prisão ou nela mantido. LXVI . LVIII . LXV . definidos em lei. LIV .aos litigantes. praticado antes da naturalização. (Regulamento).são inadmissíveis.ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente. LX . quando a lei admitir a liberdade provisória.ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. as provas obtidas por meios ilícitos. LVI . salvo o naturalizado.nenhum brasileiro será extraditado. na forma da lei. com os meios e recursos a ela inerentes. entre os quais o de permanecer calado.o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional.o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial.a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. em processo judicial ou administrativo.o preso será informado de seus direitos. não amparado por "habeas-corpus" ou "habeas-data".conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo.LI . LXIII .não haverá prisão civil por dívida.

LXXVII . ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. em cada Casa do Congresso Nacional.o Estado indenizará o condenado por erro judiciário. por três quintos dos votos dos respectivos membros. isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. na forma da lei. § 2º . LXXVIII a todos.são gratuitas as ações de "habeas-corpus" e "habeas-data". LXXVI . b) a certidão de óbito. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados. LXXIV . assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença. na forma da lei: a) o registro civil de nascimento. quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. serão equivalentes às emendas constitucionais. LXXII . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. salvo comprovada má-fé. LXXIII . de 2004) § 1º . e. constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público. no âmbito judicial e administrativo. b) para a retificação de dados. de 2004) (Decreto Legislativo com força de Emenda Constitucional) § 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. judicial ou administrativo.conceder-se-á "habeas-data": a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante. LXXV . de 2004) TÍTULO III . em defesa dos interesses de seus membros ou associados.qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. os atos necessários ao exercício da cidadania. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45.conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade.são gratuitos para os reconhecidamente pobres. em dois turnos. à soberania e à cidadania. LXXI . à moralidade administrativa.b) organização sindical.o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos.Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados. entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. ficando o autor.

os terrenos de marinha e seus acrescidos. a colaboração de interesse público. . às populações dos Municípios envolvidos. VI . de 2005) V . II. § 3º . É vedado à União. III . e dependerão de consulta prévia.o mar territorial. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 15. far-se-ão por lei estadual. e as referidas no art. após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal. ao Distrito Federal e aos Municípios: I . II . ou formarem novos Estados ou Territórios Federais. definidas em lei. apresentados e publicados na forma da lei.os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos. por lei complementar. exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal.recusar fé aos documentos públicos.Brasília é a Capital Federal.os lagos. 20. subvencioná-los. os Estados. transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. as ilhas oceânicas e as costeiras.os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva. sirvam de limites com outros países. todos autônomos. na forma da lei. CAPÍTULO II DA UNIÃO Art. bem como os terrenos marginais e as praias fluviais. ressalvada. embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança. subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros.Os Territórios Federais integram a União. excluídas. as que contenham a sede de Municípios. e sua criação. nos termos desta Constituição.Da Organização do Estado CAPÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA Art. a fusão e o desmembramento de Municípios. III . ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham. das vias federais de comunicação e à preservação ambiental. mediante aprovação da população diretamente interessada.estabelecer cultos religiosos ou igrejas. dentro do período determinado por Lei Complementar Federal. 18. as praias marítimas. aos Estados. através de plebiscito. e do Congresso Nacional. 26. § 4º A criação. II . (Redação dada pela Emenda Constituciona nº 46. mediante plebiscito. VII . destas.criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. ou que banhem mais de um Estado.Os Estados podem incorporar-se entre si. São bens da União: I . 19. das fortificações e construções militares. a incorporação. de 1996) Art. § 1º . § 2º . o Distrito Federal e os Municípios. rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio.as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União. IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países.

IV .as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 8. mar territorial ou zona econômica exclusiva. § 2º . VII . participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural. de 15/08/95:) XII . em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos. bem como as de seguros e de previdência privada.explorar. os serviços de telecomunicações.É assegurada. ou compensação financeira por essa exploração. de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território. aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária. diretamente ou mediante autorização.A faixa de até cento e cinqüenta quilômetros de largura. que disporá sobre a organização dos serviços. de 15/08/95:) b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água. X . o estado de defesa e a intervenção federal. c) a navegação aérea. a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais. .emitir moeda. II . e de sons e imagens. diretamente ou mediante autorização.as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos. que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente.permitir.administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira. ao longo das fronteiras terrestres.assegurar a defesa nacional. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 8.os recursos minerais. nos termos da lei. inclusive os do subsolo. IX . § 1º . IX . V . nos casos previstos em lei complementar. é considerada fundamental para defesa do território nacional. III . VIII . bem como a órgãos da administração direta da União. especialmente as de crédito.manter o serviço postal e o correio aéreo nacional. concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora. ao Distrito Federal e aos Municípios. designada como faixa de fronteira. concessão ou permissão. 21. VI .VIII . plataforma continental. Compete à União: I . nos termos da lei. X . câmbio e capitalização.decretar o estado de sítio.declarar a guerra e celebrar a paz.manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais.explorar. aos Estados. XI .os potenciais de energia hidráulica. e sua ocupação e utilização serão reguladas em lei.elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social. Art. XI .autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico.

comercialização e utilização de radioisótopos de meia-vida igual ou inferior a duas horas.estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de garimpagem. de 2006) XXIV . inclusive habitação. de 1998) XV . para efeito indicativo. XIX . XXII . de 2006) c) sob regime de permissão. saneamento básico e transportes urbanos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. b) sob regime de permissão.exercer a classificação. por meio de fundo próprio. são autorizadas a produção. são autorizadas a comercialização e a utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos médicos. em forma associativa. XVII . a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados. fluviais e lacustres. bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros.organizar e manter o Poder Judiciário.instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso. de 2006) d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa. geologia e cartografia de âmbito nacional. o enriquecimento e reprocessamento.conceder anistia. especialmente as secas e as inundações. agrícolas e industriais. XXV . de diversões públicas e de programas de rádio e televisão.organizar e manter os serviços oficiais de estatística. XIV . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 49. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 49.estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação. o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios. ou que transponham os limites de Estado ou Território. a lavra. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 49.executar os serviços de polícia marítima. a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal.planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas. de 1998) XXIII . atendidos os seguintes princípios e condições: a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional. .explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa. XVIII . XXI . f) os portos marítimos. manter e executar a inspeção do trabalho.organizar e manter a polícia civil.d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais. (Regulamento) XX . XIII . aeroportuária e de fronteiras. XVI .instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano.organizar. geografia.

XXVI . III .comércio exterior e interestadual. agrário. do Ministério Público e da Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios.política de crédito. entrada. marítimo. XXV .emigração e imigração. autárquicas e fundacionais da União.Art. XXI. III. XI . XIII .seguridade social. processual.desapropriação. captação e garantia da poupança popular. cidadania e naturalização.normas gerais de organização.sistema estatístico. 22. extradição e expulsão de estrangeiros. e para as empresas públicas e sociedades de economia mista. eleitoral. bem como organização administrativa destes. telecomunicações e radiodifusão.competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferroviária federais. VI . câmbio. para as administrações públicas diretas. § 1°. IV . XXI .atividades nucleares de qualquer natureza.populações indígenas. XII . XXIII . II . Distrito Federal e Municípios. XVI . V .registros públicos. VIII . em todas as modalidades. de 1998) .sistema monetário e de medidas. XXIV . 173. fluvial. aeronáutico.diretrizes da política nacional de transportes. títulos e garantias dos metais. navegação lacustre. XV . informática.direito civil. XXVII – normas gerais de licitação e contratação. XVIII . 37.sistemas de consórcios e sorteios. VII . outros recursos minerais e metalurgia.trânsito e transporte. X . energia. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. XIV .organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões. garantias. Estados. seguros e transferência de valores.nacionalidade. espacial e do trabalho. XX . efetivos.serviço postal. sistema cartográfico e de geologia nacionais. comercial. material bélico. XXII . em caso de iminente perigo e em tempo de guerra. IX .regime dos portos.diretrizes e bases da educação nacional. convocação e mobilização das polícias militares e corpos de bombeiros militares.organização judiciária. XVII . penal. nos termos do art. aérea e aeroespacial. obedecido o disposto no art. minas.requisições civis e militares. marítima.sistemas de poupança.águas. XIX .jazidas. Compete privativamente à União legislar sobre: I .

XXVIII - defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima, defesa civil e mobilização nacional; XXIX - propaganda comercial. Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público; II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência; III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural; V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência; VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; VII - preservar as florestas, a fauna e a flora; VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar; IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico; X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos; XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios; XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006) Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; II - orçamento; III - juntas comerciais; IV - custas dos serviços forenses; V - produção e consumo; VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição; VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico;

VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; IX - educação, cultura, ensino e desporto; X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas; XI - procedimentos em matéria processual; XII - previdência social, proteção e defesa da saúde; XIII - assistência jurídica e Defensoria pública; XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência; XV - proteção à infância e à juventude; XVI - organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis. § 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. § 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. § 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. § 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. CAPÍTULO VII DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Seção I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período; IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira;

V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical; VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão; IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público; X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Regulamento) XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como li-mite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o sub-sídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tri-bunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo; XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

assim como a participação de qualquer delas em empresa privada. precedência sobre os demais setores administrativos. com profissões regulamentadas. mantidas as condições efetivas da proposta. o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19.as administrações tributárias da União. suas subsidiárias. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 19. de 1998) III . definir as áreas de sua atuação. e sociedades controladas. empresas públicas. asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica. externa e interna.a administração fazendária e seus servidores fiscais terão.12. X e XXXIII. XXI . de 1998) c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde.as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral. dentro de suas áreas de competência e jurisdição. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. na forma da lei ou convênio. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. cabendo à lei complementar. (Regulamento) XXII . compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. serviços.a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo. fundações. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo.A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável. de 19. exercidas por servidores de carreiras específicas. de 2001) XVII . de 1998) XVIII . terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada. observado o disposto no art. de 1998) I . sociedades de economia mista. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 19. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento. da qualidade dos serviços. em cada caso. obras. dela não podendo constar nomes. a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior. emprego ou função na administração pública. de 1998) .A publicidade dos atos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. de 1998) II . nos termos da lei.ressalvados os casos especificados na legislação.depende de autorização legislativa. nos termos da lei. pelo poder público. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. de 1998) XX .o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo. na forma da lei. § 2º . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 34. § 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta. as obras. dos Estados. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. direta ou indiretamente. XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública. do Distrito Federal e dos Municípios. informativo ou de orientação social. atividades essenciais ao funcionamento do Estado.2003) § 1º . neste último caso. de sociedade de economia mista e de fundação. programas. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. de 1998) b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico. 5º.a) a de dois cargos de professor. regulando especialmente: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.

sem prejuízo da ação penal cabível. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art.As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47. servidor ou não. 40 ou dos arts. de 2005) § 12. que receberem recursos da União. mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Or gânica. que causem prejuízos ao erário. como limite único. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47. que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade. Não serão computadas. autárquica e fundacional. a perda da função pública.a remuneração do pessoal. causarem a terceiros. fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar. de 1998) § 8º A autonomia gerencial.A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente. na forma e gradação previstas em lei. 42 e 142 com a remuneração de cargo. ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. § 6º . limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. obrigações e responsabilidade dos dirigentes. § 5º . de 1998) § 11.§ 4º . não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores. de 1998) . para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo. de 1998) § 10. os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. de 1998) I . 38. a ser firmado entre seus administradores e o poder público.Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça. § 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. de 2005) Art. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo. orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato. direitos. dos Estados. em seu âmbito. no exercício de mandato eletivo. Ao servidor público da administração direta. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. cabendo à lei dispor sobre: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. e suas subsidiárias.os controles e critérios de avaliação de desempenho." § 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista. III . emprego ou função pública.o prazo de duração do contrato. aplicam-se as seguintes disposições: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. II . nessa qualidade. do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral.

II . será aplicada a norma do inciso anterior. os valores serão determinados como se no exercício estivesse. IV. de 1998) § 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados. XX.os requisitos para a investidura. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. em qualquer caso. adicional. prêmio. Seção II DOS SERVIDORES PÚBLICOS (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18. no âmbito de sua competência. ficará afastado de seu cargo. de 1998) I . sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. exceto para promoção por merecimento. 39. de 1998) (Vide ADIN nº 2.as peculiaridades dos cargos.investido no mandato de Prefeito. o Distrito Federal e os Municípios instituirão. de 1998) § 4º O membro de Poder. os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos. estadual ou distrital. no caso de afastamento. XV. constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira. XVII. XIX. 37. os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. A União. (Vide ADIN nº 2.em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo. X e XI. de 1998) .a natureza.para efeito de benefício previdenciário. havendo compatibilidade de horários.investido no mandato de Vereador. abono. XVI. o detentor de mandato eletivo. 7º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. para isso. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo.135-4) § 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. das autarquias e das fundações públicas. de 1998) III . XIII. podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir. obedecido. os Estados. emprego ou função.135-4) Art. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. facultada. IV . IX. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. XXII e XXX. não havendo compatibilidade. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. A União. 39.tratando-se de mandato eletivo federal. XVIII. os Estados. III . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.I . o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira. de 1998) II . de 1998) § 2º A União. seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais. perceberá as vantagens de seu cargo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. VIII. emprego ou função. o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal. o disposto no art. será afastado do cargo. integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta. emprego ou função. VII. e. verba de representação ou outra espécie remuneratória. V . de 1998) Art. XII.

se mulher.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19.2003) .2003) § 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20.12. modernização. do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos. de 1998) Art. se homem. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União.Os proventos de aposentadoria e as pensões. Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. 40. 37. e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição. do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão. mediante contribuição do respectivo ente público. e sessenta anos de idade. dos Estados. de 1998) § 6º Os Poderes Executivo. contagiosa ou incurável. de 15/12/98) § 3º Para o cálculo dos proventos de aposentadoria. o disposto no art.§ 5º Lei da União. moléstia profissional ou doença grave. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41.2003) I . 201. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade.12. de 1998) § 7º Lei da União. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. de 15/12/98) § 2º . não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor. reaparelhamento e racionalização do serviço público. XI. se mulher.12. sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. aos setenta anos de idade. do Distrito Federal e dos Municípios. calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma dos §§ 3º e 17: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário. se homem.voluntariamente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20.compulsoriamente. dos Estados. 19. exceto se decorrente de acidente em serviço. na forma da lei. por ocasião da sua concessão. treinamento e desenvolvimento.por invalidez permanente. por ocasião de sua concessão. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. de 15/12/98) b) sessenta e cinco anos de idade. autarquia e fundação. de 1998) § 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º. de 15/12/98) a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. serão consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência de que tratam este artigo e o art. 19. desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas.12. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. em qualquer caso. na forma da lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. obedecido. dos Estados. incluídas suas autarquias e fundações. 19. 19. de 15/12/98) III . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. observadas as seguintes condições: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20.2003) II .

Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41. caso aposentado à data do óbito. os casos de servidores: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 47. ressalvados. estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade.12. de 2005) II que exerçam atividades de risco. conforme critérios estabelecidos em lei.2003) I . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47.12. nos termos definidos em leis complementares. bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social. em caráter permanente. 37. 19.12. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. e de cargo eletivo. de 15/12/98) § 7º Lei disporá sobre a concessão do benefício de pensão por morte. inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. à soma total dos proventos de inatividade. caso em atividade na data do óbito. de 15/12/98) § 10 . em relação ao disposto no § 1º.§ 4º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47. o valor real. de 2005) § 5º . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. 19.2003) II .A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. de 15/12/98) § 6º . é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência previsto neste artigo. para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. 201. acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. 19. até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição. de 15/12/98) . XI. até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art.12.Aplica-se o limite fixado no art.ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento.Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição. cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. de 2005) III cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. de 2005) I portadores de deficiência. 201. 19.2003) § 8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes. acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite.2003) § 9º . que será igual: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. de 15/12/98) § 11 . III.O tempo de contribuição federal.ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47. ou (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41. "a".

III.2003) § 16 . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20.2003) § 20. 41.2003) § 21. de natureza pública. 19. 201 desta Constituição. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. 19. de 15/12/98) § 15. na forma da lei. na forma da lei. 201.Além do disposto neste artigo.§ 12 . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. o disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar. de 2005) Art. no que couber. os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência social. 201. § 3º. aplica-se o regime geral de previdência social. A contribuição prevista no § 18 deste artigo incidirá apenas sobre as parcelas de proventos de aposentadoria e de pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. II. o regime de previdência dos servidores públicos titulares de cargo efetivo observará. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41. os Estados. desde que instituam regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo. Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no § 3° serão devidamente atualizados. a. 202 e seus parágrafos. no que couber. 142. 19. para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo.12.A União.12.12. de 1998) . 19. de 15/12/98) § 17. que oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida. Fica vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência social para os servidores titulares de cargos efetivos. exclusivamente. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. e que opte por permanecer em atividade fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória contidas no § 1º.Somente mediante sua prévia e expressa opção. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41. quando o beneficiário. o Distrito Federal e os Municípios.2003) § 18. poderão fixar.2003) § 19. observado o disposto no art. com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de cargos efetivos. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo. de 15/12/98) § 14 . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41.Ao servidor ocupante. ressalvado o disposto no art. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41. por intermédio de entidades fechadas de previdência complementar. X. for portador de doença incapacitante. O servidor de que trata este artigo que tenha completado as exigências para aposentadoria voluntária estabelecidas no § 1º. 19.12.12. de 15/12/98) § 13 . e de mais de uma unidade gestora do respectivo regime em cada ente estatal.

que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. procedendo-se aos ajustes necessários. pelo sistema proporcional. de 1998) III . § 1º . é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. se estável. § 2º . Art. Cada legislatura terá a duração de quatro anos. de 1998) § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. no ano anterior às eleições. de 1998) TÍTULO IV Da Organização dos Poderes CAPÍTULO I DO PODER LEGISLATIVO Seção I DO CONGRESSO NACIONAL Art. § 1º . Art. na forma de lei complementar.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. Parágrafo único. de 1998) II . sem direito a indenização. eleitos. O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal. o servidor estável ficará em disponibilidade.§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.em virtude de sentença judicial transitada em julgado. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço.Cada Território elegerá quatro Deputados. 44. para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados. em cada Estado. assegurada ampla defesa. de 1998) § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. até seu adequado aproveitamento em outro cargo. de 1998) § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade. será estabelecido por lei complementar. e o eventual ocupante da vaga. de 1998) I . . O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19.Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores. eleitos segundo o princípio majoritário. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal. proporcionalmente à população. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo. será ele reintegrado. com mandato de oito anos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. 46. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. com remuneração proporcional ao tempo de serviço.O número total de Deputados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 45. reconduzido ao cargo de origem. em cada Território e no Distrito Federal.

39. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. 19.plano plurianual. ouvidas as respectivas Assembléias Legislativas. do Ministério Público e da Defensoria Pública da União e dos Territórios e organização judiciária.telecomunicações e radiodifusão.Cada Senador será eleito com dois suplentes. XIV . 49. dispor sobre todas as matérias de competência da União. alternadamente. VI . arrecadação e distribuição de rendas.moeda. transformação e extinção de cargos.resolver definitivamente sobre tratados. e montante da dívida mobiliária federal. X – criação. orçamento anual. 150. e 153.incorporação. acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional. seus limites de emissão. subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados.concessão de anistia. III . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. 48.matéria financeira. XV .transferência temporária da sede do Governo Federal. observado o que dispõem os arts. as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos. Cabe ao Congresso Nacional. instituições financeiras e suas operações. II.limites do território nacional. especialmente sobre: I . § 2º. Seção II DAS ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO NACIONAL Art. b. Salvo disposição constitucional em contrário. por um e dois terços. 47. cambial e monetária. VI. III. operações de crédito. I. . com a sanção do Presidente da República. de 2001) XI – criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública.fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. II . 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: I . do Ministério Público e da Defensoria Pública do Distrito Federal.A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em quatro anos. IV . presente a maioria absoluta de seus membros.§ 2º . VII . V . § 3º . judiciária. Art.2003) Art. não exigida esta para o especificado nos arts. de 2001) XII . 51 e 52. observado o que estabelece o art. empregos e funções públicas. 84. diretrizes orçamentárias.sistema tributário. espaço aéreo e marítimo e bens do domínio da União.organização administrativa. VIII . dívida pública e emissões de curso forçado.planos e programas nacionais. XIII . IX . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32.fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas.12. 153. regionais e setoriais de desenvolvimento. § 4º.

XIII . XVI . XI. XI . III .Os Ministros de Estado poderão comparecer ao Senado Federal. previamente. a celebrar a paz. 153. II. poderão convocar Ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República para prestarem. e 153.autorizar o Presidente da República a declarar guerra. § 2º. informações sobre assunto previamente determinado.escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União. 150. a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares. I.II . ou por qualquer de suas Casas. III. XI. II. IV . A Câmara dos Deputados e o Senado Federal. de 1998) IX . observado o que dispõem os arts. ou qualquer de suas Comissões. VI . à Câmara dos Deputados. pessoalmente. 37.zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes. 150. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 50. X . 37.fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores. Art. 153. § 4º. autorizar o estado de sítio.aprovar.autorizar. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 2. a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais. VII . importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada.apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão. incluídos os da administração indireta. a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente. XV . ressalvados os casos previstos em lei complementar. observado o que dispõem os arts. 39. § 2º. de 1994) § 1º . I. XII . ou a qualquer de suas Comissões. os atos do Poder Executivo. e 153. para expor assunto de relevância de seu Ministério. em terras indígenas.aprovar o estado de defesa e a intervenção federal. ou suspender qualquer uma dessas medidas.fiscalizar e controlar. III. diretamente.sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa. XIV . XVII .autorizar referendo e convocar plebiscito.julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo.mudar temporariamente sua sede. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. por sua iniciativa e mediante entendimentos com a Mesa respectiva. 39. de 1998) VIII . V . . § 4º.fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado.autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País. quando a ausência exceder a quinze dias.aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares.

a instauração de processo contra o Presidente e o VicePresidente da República e os Ministros de Estado. criação. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. V . de 1998) V . de 1994) Seção III DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Art. IV .autorizar. do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles. do Distrito Federal. 51.processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade. 89. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23.autorizar operações externas de natureza financeira. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. b) Ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo Presidente da República. f) titulares de outros cargos que a lei determinar.§ 2º . VII. ou o não . e) Procurador-Geral da República. importando em crime de responsabilidade a recusa. . o Procurador-Geral da República e o AdvogadoGeral da União nos crimes de responsabilidade. Compete privativamente à Câmara dos Deputados: I . bem como a prestação de informações falsas. e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração. após argüição em sessão secreta. os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público. bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha. IV – dispor sobre sua organização. após argüição pública. a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. dos Territórios e dos Municípios. III . de interesse da União. dos Estados. no prazo de trinta dias.elaborar seu regimento interno.eleger membros do Conselho da República. c) Governador de Território. polícia.atendimento. empregos e funções de seus serviços. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 2. de 02/09/99) II processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal.As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal poderão encaminhar pedidos escritos de informações a Ministros de Estado ou a qualquer das pessoas referidas no caput deste artigo.aprovar previamente. de 2004) III . Compete privativamente ao Senado Federal: I . funcionamento. 52. a escolha de: a) Magistrados. d) Presidente e diretores do banco central.proceder à tomada de contas do Presidente da República. por dois terços de seus membros. nos termos do art. por voto secreto.aprovar previamente. quando não apresentadas ao Congresso Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa. por voto secreto. nos casos estabelecidos nesta Constituição. transformação ou extinção dos cargos. Seção IV DO SENADO FEDERAL Art. II .

funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal.estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados. XV . por proposta do Presidente da República.fixar. dos Estados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35. Nesse caso. para que. por quaisquer de suas opiniões. 53. do Distrito Federal e dos Municípios. serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. pelo voto da maioria de seus membros.VI . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35.dispor sobre sua organização. Os Deputados e Senadores são invioláveis. de 1998) XIV . por crime ocorrido após a diplomação. de 2001) § 1º Os Deputados e Senadores. desde a expedição do diploma. VII . de 19. à perda do cargo. o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva. salvo em flagrante de crime inafiançável. no todo ou em parte. criação. dos Estados e do Distrito Federal e dos Municípios. nos termos do art. do Procurador-Geral da República antes do término de seu mandato. para o exercício de função pública. resolva sobre a prisão. com inabilitação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. empregos e funções de seus serviços. a exoneração. XI .12.suspender a execução. que. limites globais para o montante da dívida consolidada da União. polícia. os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva. X . funcionamento. de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal.eleger membros do Conselho da República. do Distrito Federal e dos Municípios. e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração. do Distrito Federal e dos Municípios. sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. 89. Seção V DOS DEPUTADOS E DOS SENADORES Art. por maioria absoluta e por voto secreto. dos Estados.elaborar seu regimento interno.avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. Nos casos previstos nos incisos I e II.dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno. de 2001) § 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado. IX . transformação ou extinção dos cargos.2003) Parágrafo único. de ofício. limitando-se a condenação. XIII .aprovar. de 2001) § 2º Desde a expedição do diploma. que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal. VIII . palavras e votos. os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos. civil e penalmente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35. por iniciativa de partido político nela . XII . de suas autarquias e demais entidades controladas pelo Poder Público federal. em sua estrutura e seus componentes.dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da União. VII. por oito anos. e o desempenho das administrações tributárias da União.

de 2001) § 6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato. só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva. 54. de 2001) § 5º A sustação do processo suspende a prescrição. que sejam incompatíveis com a execução da medida. II . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 35. salvo licença ou missão por esta autorizada. nos casos previstos nesta Constituição. enquanto durar o mandato. II . Os Deputados e Senadores não poderão: I . poderá. à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer.desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público. V . de 2001) § 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. b) aceitar ou exercer cargo. nas entidades referidas no inciso I.representado e pelo voto da maioria de seus membros. ou nela exercer função remunerada. "a".que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35. de 2001) § 7º A incorporação às Forças Armadas de Deputados e Senadores. embora militares e ainda que em tempo de guerra. b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum".desde a posse: a) ser proprietários. de 2001) Art. sustar o andamento da ação.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35. "a". nas entidades constantes da alínea anterior. inclusive os de que sejam demissíveis "ad nutum". controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público. IV . autarquia. salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes. nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional.que perder ou tiver suspensos os direitos políticos.cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar. c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I. 55. sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público. III . . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35. Art. em cada sessão legislativa. até a decisão final. Perderá o mandato o Deputado ou Senador: I . função ou emprego remunerado. dependerá de prévia licença da Casa respectiva.que deixar de comparecer. empresa pública. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35. nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35. d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo.quando o decretar a Justiça Eleitoral. de 2001) § 8º As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio.

A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias.Ocorrendo vaga e não havendo suplente. de 2006) § 1º . desde que. far-se-á eleição para preenchê-la se faltarem mais de quinze meses para o término do mandato. a Câmara dos Deputados e o Senado Federal reunir-se-ão em sessão conjunta para: I . mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional.Nos casos dos incisos I. II . 56. § 2º . (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 6.VI .receber o compromisso do Presidente e do Vice-Presidente da República. . de 1994) Art. nos termos deste artigo. II e VI. de Território. por voto secreto e maioria absoluta. o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas. de investidura em funções previstas neste artigo ou de licença superior a cento e vinte dias. § 1º . § 3º .licenciado pela respectiva Casa por motivo de doença. Secretário de Estado. § 2º . domingos ou feriados. o Deputado ou Senador poderá optar pela remuneração do mandato. de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. Não perderá o mandato o Deputado ou Senador: I . ou para tratar. § 2º .elaborar o regimento comum e regular a criação de serviços comuns às duas Casas. na Capital Federal. II .É incompatível com o decoro parlamentar. O Congresso Nacional reunir-se-á. além dos casos definidos no regimento interno. § 1º . § 4º A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato.Além de outros casos previstos nesta Constituição.As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil subseqüente. anualmente. neste caso.Nos casos previstos nos incisos III a V. de Prefeitura de Capital ou chefe de missão diplomática temporária. sem remuneração. (Redação dada pela Emenda Constituicional nº 50. assegurada ampla defesa. ou de partido político representado no Congresso Nacional.investido no cargo de Ministro de Estado. terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2º e 3º. assegurada ampla defesa. § 3º . a perda será declarada pela Mesa da Casa respectiva. de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros. § 3º . do Distrito Federal. a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal.que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa. Governador de Território.Na hipótese do inciso I. 57.inaugurar a sessão legislativa. Seção VI DAS REUNIÕES Art. III . quando recaírem em sábados. de interesse particular.O suplente será convocado nos casos de vaga.

salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa. de 2006) § 8º Havendo medidas provisórias em vigor na data de convocação extraordinária do Congresso Nacional. de 2006) § 7º Na sessão legislativa extraordinária.discutir e votar projeto de lei que dispensar. . em todas as hipóteses deste inciso com a aprovação da maioria absoluta de cada uma das Casas do Congresso Nacional. em razão da matéria de sua competência. a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa. a competência do Plenário. é assegurada. de 2001) Seção VII DAS COMISSÕES Art. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias. para mandato de 2 (dois) anos. serão elas automaticamente incluídas na pauta da convocação. II .pelo Presidente da República. a partir de 1º de fevereiro. no primeiro ano da legislatura. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 50. de 2006) I . reclamações. pelos ocupantes de cargos equivalentes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.receber petições. para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas.convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições. § 6º A convocação extraordinária do Congresso Nacional far-se-á: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 50.conhecer do veto e sobre ele deliberar. na forma do regimento. IV .Presidente da República. II .pelo Presidente do Senado Federal. § 1º . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 50.A Mesa do Congresso Nacional será presidida pelo Presidente do Senado Federal. III . § 4º Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias. § 2º . vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subseqüente. alternadamente.às comissões. representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32.solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão. em razão da convocação. em caso de decretação de estado de defesa ou de intervenção federal. V . 58.IV .Na constituição das Mesas e de cada Comissão. tanto quanto possível. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 50. constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação. de 2006) § 5º . e os demais cargos serão exercidos. vedado o pagamento de parcela indenizatória. o Congresso Nacional somente deliberará sobre a matéria para a qual foi convocado. ressalvada a hipótese do § 8º deste artigo.realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil. em caso de urgência ou interesse público relevante. pelos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal ou a requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas. de pedido de autorização para a decretação de estado de sítio e para o compromisso e a posse do Presidente e do Vice-Presidente. cabe: I .

. V .de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação. para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. manifestando-se. no mínimo. 60. pela maioria relativa de seus membros.A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional.resoluções. cada uma delas.As comissões parlamentares de inquérito. haverá uma Comissão representativa do Congresso Nacional. três quintos dos votos dos respectivos membros. regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas. § 3º . em conjunto ou separadamente. se for o caso.de um terço. Subseção II Da Emenda à Constituição Art. O processo legislativo compreende a elaboração de: I .A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal. IV . serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.leis delegadas. encaminhadas ao Ministério Público.leis ordinárias. § 1º . alteração e consolidação das leis. cuja composição reproduzirá.leis complementares. Lei complementar disporá sobre a elaboração. considerando-se aprovada se obtiver. para a apuração de fato determinado e por prazo certo. sendo suas conclusões.Durante o recesso. § 2º . de estado de defesa ou de estado de sítio. III . Seção VIII DO PROCESSO LEGISLATIVO Subseção I Disposição Geral Art.apreciar programas de obras.medidas provisórias. III . redação. 59. VI . a proporcionalidade da representação partidária.do Presidente da República. § 4º . eleita por suas Casas na última sessão ordinária do período legislativo. que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. VII . em ambos. II . mediante requerimento de um terço de seus membros. II . A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I . em dois turnos. com atribuições definidas no regimento comum. Parágrafo único. dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. planos nacionais.decretos legislativos. quanto possível.VI .emendas à Constituição.

com o respectivo número de ordem. de 1998) d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União. universal e periódico. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18. de 2001) . Subseção III Das Leis Art. Art. do Senado Federal ou do Congresso Nacional. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32.a forma federativa de Estado.disponham sobre: a) criação de cargos. II . § 5º . c) servidores públicos da União e Territórios. no mínimo.A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por. ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos.São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: I . com força de lei.a separação dos Poderes.Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I .§ 3º . reforma e transferência para a reserva. de 2001) f) militares das Forças Armadas. na forma e nos casos previstos nesta Constituição. de 1998) § 2º . estabilidade.o voto direto. provimento de cargos. 61. remuneração. aos Tribunais Superiores. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados. 62. ao Supremo Tribunal Federal. distribuído pelo menos por cinco Estados. secreto. e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública. Em caso de relevância e urgência. matéria tributária e orçamentária. devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. II . (Incluída pela Emenda Constitucional nº 18. b) organização administrativa e judiciária. serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios. observado o disposto no art. promoções. 84. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. provimento de cargos. IV . III . seu regime jurídico.A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. do Distrito Federal e dos Territórios.os direitos e garantias individuais.A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. ao Presidente da República. seu regime jurídico. § 4º . o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias. bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados. funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração. VI. um por cento do eleitorado nacional. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. § 1º .fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas. estabilidade e aposentadoria.

só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. e 154. § 3º. exceto os previstos nos arts. ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia. de 2001) § 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da publicação da medida provisória. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. contado de sua publicação. prorrogável. 167. uma vez por igual período. de 2001) § 8º As medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Deputados. de 2001) IV – já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República. II. se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias. de 2001) II – que vise a detenção ou seqüestro de bens. II. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. de 2001) I – relativa a: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. V. no prazo de sessenta dias. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. subseqüentemente. ressalvado o previsto no art. por decreto legislativo.§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. de 2001) § 3º As medidas provisórias. entrará em regime de urgência. as relações jurídicas delas decorrentes. não tiver a sua votação encerrada nas duas Casas do Congresso Nacional. ficando sobrestadas. até que se ultime a votação.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro. de 2001) § 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. diretrizes orçamentárias. de 2001) § 5º A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais. de 2001) III – reservada a lei complementar. de 2001) a) nacionalidade. todas as demais deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando. desde a edição. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. direitos políticos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. processual penal e processual civil. partidos políticos e direito eleitoral. a carreira e a garantia de seus membros. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. de 2001) . de 2001) § 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos. de 2001) c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. 153. cidadania. orçamento e créditos adicionais e suplementares. de 2001) d) planos plurianuais. nos termos do § 7º. I. de 2001) § 6º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua publicação. suspendendo-se durante os períodos de recesso do Congresso Nacional. de 2001) b) direito penal. IV.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. devendo o Congresso Nacional disciplinar. em cada uma das Casas do Congresso Nacional. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32.

em até quarenta e cinco dias. se o rejeitar. se a Casa revisora o aprovar. de 2001) Art. e comunicará. de inciso ou de alínea. 166. em um só turno de discussão e votação.Os prazos do § 2º não correm nos períodos de recesso do Congresso Nacional. § 2º . A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da República. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. § 1º . Art. de 2001) § 3º . até que se ultime a votação. Art. do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão início na Câmara dos Deputados. . O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra. § 2º Se. II . § 3º e § 4º. dentro de quarenta e oito horas. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. sobrestar-se-ão todas as demais deliberações legislativas da respectiva Casa.O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo. de 2001) § 10. no prazo de quinze dias úteis. a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não se manifestarem sobre a proposição. 66. contados da data do recebimento. esta manter-se-á integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto. o sancionará. Não será admitido aumento da despesa prevista: I . É vedada a reedição. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de medida provisória. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. Parágrafo único. inconstitucional ou contrário ao interesse público. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. de parágrafo. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da medida provisória. voltará à Casa iniciadora.nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República. com exceção das que tenham prazo constitucional determinado. Sendo o projeto emendado. antes de serem apreciadas.A apreciação das emendas do Senado Federal pela Câmara dos Deputados far-se-á no prazo de dez dias. ou arquivado. de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo. § 4º . pelo plenário de cada uma das Casas do Congresso Nacional. do Senado Federal. cada qual sucessivamente. nem se aplicam aos projetos de código. de 2001) § 11. no caso do § 1º.Se o Presidente da República considerar o projeto. vetá-lo-á total ou parcialmente. Art. na mesma sessão legislativa. as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. em sessão separada. § 1º . A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República. ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto. ressalvado o disposto no art.nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara dos Deputados.O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa. de 2001) § 12. observado quanto ao mais o disposto no parágrafo anterior. dos Tribunais Federais e do Ministério Público. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32. 63. no todo ou em parte. e enviado à sanção ou promulgação.§ 9º Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores examinar as medidas provisórias e sobre elas emitir parecer. aquiescendo. 65. 64. que.

nacionalidade. III . 69. mediante proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional. § 1º . sobrestadas as demais proposições. operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta.Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso Nacional. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta. direitos individuais. Art. a matéria reservada à lei complementar. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica. só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores. guarde. nos casos dos § 3º e § 5º. O controle externo. arrecade. § 2º . ao Presidente da República. A fiscalização contábil. Art. caberá ao Vice-Presidente do Senado fazê-lo. assuma obrigações de natureza pecuniária. será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União. será o projeto enviado.Se o veto não for mantido. financeira. a cargo do Congresso Nacional. de 2001) § 7º . gerencie ou administre dinheiros. até sua votação final.Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Presidente da República. ao qual compete: . o Presidente do Senado a promulgará. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. que deverá solicitar a delegação ao Congresso Nacional. orçamentária. 70. em escrutínio secreto. e.§ 3º .planos plurianuais. diretrizes orçamentárias e orçamentos. economicidade. mediante controle externo. será exercida pelo Congresso Nacional. cidadania. o silêncio do Presidente da República importará sanção. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto. aplicação das subvenções e renúncia de receitas. Art.O veto será apreciado em sessão conjunta. nem a legislação sobre: I . § 5º . As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República. se este não o fizer em igual prazo. II . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. e pelo sistema de controle interno de cada Poder. este a fará em votação única. políticos e eleitorais. § 3º . Seção IX DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL. quanto à legalidade. ou que. que utilize. § 4º .organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. Parágrafo único.A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso Nacional. FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA Art.Decorrido o prazo de quinze dias. que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício. para promulgação. 71. o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata.Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional. vedada qualquer emenda. na mesma sessão legislativa. a carreira e a garantia de seus membros. legitimidade. § 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º. em nome desta. os de competência privativa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda. pública ou privada. 67. de 1998) Art. dentro de trinta dias a contar de seu recebimento. 68.

ao Poder Executivo as medidas cabíveis. na administração direta e indireta. para fins de registro. VI . inspeções e auditorias de natureza contábil. § 1º . orçamentária.assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei. entre outras cominações. IX . não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior. se verificada ilegalidade. da Câmara dos Deputados.apreciar. X .fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio. nos termos do tratado constitutivo.prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional.O Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional. e as contas daqueles que derem causa a perda. e demais entidades referidas no inciso II. por qualquer de suas Casas. excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão. ao Distrito Federal ou a Município. multa proporcional ao dano causado ao erário. incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público.Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo. acordo.I . bens e valores públicos da administração direta e indireta.aplicar aos responsáveis. no prazo de noventa dias. trimestral e anualmente. § 2º . comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal. reformas e pensões. III . de imediato. que estabelecerá. que solicitará. VII . de forma direta ou indireta. Executivo e Judiciário. as sanções previstas em lei.realizar. a qualquer título. em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas. incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal. o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional. o Tribunal decidirá a respeito.As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo. extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público.sustar. nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo. de Comissão técnica ou de inquérito.representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.No caso de contrato. ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório. ou por qualquer das respectivas Comissões. a execução do ato impugnado. VIII . do Senado Federal. . ajuste ou outros instrumentos congêneres. a legalidade dos atos de admissão de pessoal. II . § 4º .julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros. relatório de suas atividades. IV . financeira. bem como a das concessões de aposentadorias.fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a União participe. a Estado. § 3º . V . operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas.apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República. se não atendido. XI . financeira. sobre a fiscalização contábil. por iniciativa própria. orçamentária. operacional e patrimonial. mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento.

da gestão orçamentária. Art. a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União.O auditor. 166. 73. § 2º . contábeis. bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado. 74. ainda que sob a forma de investimentos não programados ou de subsídios não aprovados.notórios conhecimentos jurídicos. impedimentos. no prazo de trinta dias. financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal.dois terços pelo Congresso Nacional. quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional. Executivo e Judiciário manterão. sendo dois alternadamente dentre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal. § 3° Os Ministros do Tribunal de Contas da União terão as mesmas garantias. de forma integrada. sistema de controle interno com a finalidade de: I . diante de indícios de despesas não autorizadas. quanto à eficácia e eficiência. II .idoneidade moral e reputação ilibada.Entendendo o Tribunal irregular a despesa. Art. de 1998) § 4º . . ou considerados estes insuficientes. 72. §1º. no prazo de cinco dias. integrado por nove Ministros. a Comissão. . A Comissão mista permanente a que se refere o art. com aprovação do Senado Federal.avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual. as de juiz de Tribunal Regional Federal. § 1º .um terço pelo Presidente da República. II . O Tribunal de Contas da União.Não prestados os esclarecimentos. vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de Justiça. preste os esclarecimentos necessários. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20.mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no inciso anterior. poderá solicitar à autoridade governamental responsável que.Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos: I . tem sede no Distrito Federal. econômicos e financeiros ou de administração pública. segundo os critérios de antigüidade e merecimento.Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão nomeados dentre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: I . se julgar que o gasto possa causar dano irreparável ou grave lesão à economia pública. Os Poderes Legislativo. as normas constantes do art. as atribuições previstas no art. quando em substituição a Ministro.mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade.comprovar a legalidade e avaliar os resultados. § 1º . III . prerrogativas. no que couber. quanto à aposentadoria e pensão. proporá ao Congresso Nacional sua sustação. a Comissão solicitará ao Tribunal pronunciamento conclusivo sobre a matéria. indicados em lista tríplice pelo Tribunal. IV . II . terá as mesmas garantias e impedimentos do titular e. 40. quando no exercício das demais atribuições da judicatura. exercendo. aplicando-se-lhes. 96.Art. § 2º .

sob pena de responsabilidade solidária. Art. servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público. salvo os casos previstos em lei. As normas estabelecidas nesta seção aplicam-se. 75. com denominação própria e vencimento pago pelos cofres públicos. Redistribuição e Substituição Capítulo I Do Provimento Seção I .apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.Qualquer cidadão. 2o Para os efeitos desta Lei. composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal. Vacância. se houver.Os responsáveis pelo controle interno. § 1º . partido político. Art. à organização. Remoção. das autarquias. As Constituições estaduais disporão sobre os Tribunais de Contas respectivos. associação ou sindicato é parte legítima para. são criados por lei. bem como dos direitos e haveres da União. legislação complementar e suas alterações. § 2º .exercer o controle das operações de crédito. Regime Jurídico: Lei 8112/90. 4o É proibida a prestação de serviços gratuitos. bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios. na forma da lei. dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União. Título II Do Provimento. ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade. para provimento em caráter efetivo ou em comissão. inclusive as em regime especial. 1o Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União. IV . Os cargos públicos. Parágrafo único. Parágrafo único. Art. denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União. Art. acessíveis a todos os brasileiros. Título I Capítulo Único Das Disposições Preliminares Art. que serão integrados por sete Conselheiros.III . 3o Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor. e das fundações públicas federais. avais e garantias. no que couber.

97) Art. V .a quitação com as obrigações militares e eleitorais.(Revogado pela Lei nº 9. Art.97) V . VIII . quando se tratar de cargo isolado de provimento efetivo ou de carreira.aptidão física e mental. Art. . Seção II Da Nomeação Art.a idade mínima de dezoito anos. de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei. § 2o Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras. para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso.Disposições Gerais Art. 7o A investidura em cargo público ocorrerá com a posse.11. VI . III .readaptação. § 1o As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei. 8o São formas de provimento de cargo público: I .515.reversão.12.(Incluído pela Lei nº 9.a nacionalidade brasileira. IV .em caráter efetivo.aproveitamento.reintegração.12. 5o São requisitos básicos para investidura em cargo público: I .97) IV .o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo.promoção.527.nomeação. III .(Revogado pela Lei nº 9. técnicos e cientistas estrangeiros. 6o O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade competente de cada Poder. de 10. IX . II . II . VII . VI . 9o A nomeação far-se-á: I . § 3o As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores.527. de 20. de 10.o gozo dos direitos políticos.recondução.

(Redação dada pela Lei nº 9. conforme dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de carreira. ou afastado nas hipóteses dos incisos I.12. "d". quando indispensável ao seu custeio.527. que será publicado no Diário Oficial da União e em jornal diário de grande circulação. IV.97) § 3o A posse poderá dar-se mediante procuração específica. ressalvados os atos de ofício previstos em lei. obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade. sem prejuízo das atribuições do que atualmente ocupa.527.527.97) Art. de 10. de 10. interinamente.527. que não poderão ser alterados unilateralmente. . VI.12.97) § 2o Em se tratando de servidor.(Redação dada pela Lei nº 9.97) Seção III Do Concurso Público Art. O servidor ocupante de cargo em comissão ou de natureza especial poderá ser nomeado para ter exercício. para cargos de confiança vagos. "b". § 1o O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital. que esteja na data de publicação do ato de provimento. § 1o A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento. e ressalvadas as hipóteses de isenção nele expressamente previstas. de 10.12. as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado. inclusive na condição de interino. em outro cargo de confiança. por igual período.em comissão. podendo ser prorrogado uma única vez. de 10.II . por qualquer das partes. A nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos. (Redação dada pela Lei nº 9.527. no qual deverão constar as atribuições. O concurso público terá validade de até 2 (dois ) anos. 13.12. 102. 12. § 2o Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com prazo de validade não expirado. Parágrafo único.527. 11. "e" e "f". (Redação dada pela Lei nº 9.12. 81. 10. mediante promoção. III e V do art. (Redação dada pela Lei nº 9. o prazo será contado do término do impedimento. serão estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira na Administração Pública Federal e seus regulamentos.97) Parágrafo único. em licença prevista nos incisos I. O concurso será de provas ou de provas e títulos.97) (Regulamento) Art. Seção IV Da Posse e do Exercício Art. alíneas "a".12. de 10. Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor na carreira. de 10. IX e X do art. VIII. podendo ser realizado em duas etapas. A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo. hipótese em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o período da interinidade. os deveres. condicionada a inscrição do candidato ao pagamento do valor fixado no edital. (Redação dada pela Lei nº 9.

§ 6o Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo previsto no § 1o deste artigo. no mínimo.527. 15. (Redação dada pela Lei nº 9.527.97) § 3o À autoridade competente do órgão ou entidade para onde for nomeado ou designado o servidor compete dar-lhe exercício. A promoção não interrompe o tempo de exercício. redistribuído. Art.527. O servidor que deva ter exercício em outro município em razão de ter sido removido. de 10. 16. se não entrar em exercício nos prazos previstos neste artigo. o prazo a que se refere este artigo será contado a partir do término do impedimento. de 10. 17.527.12. contados da publicação do ato. Art.12. contados da data da posse.§ 4o Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação. emprego ou função pública.97) § 5o No ato da posse. que é contado no novo posicionamento na carreira a partir da data de publicação do ato que promover o servidor. o servidor apresentará ao órgão competente os elementos necessários ao seu assentamento individual. salvo quando o servidor estiver em licença ou afastado por qualquer outro motivo legal. (Redação dada pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 9. 14. requisitado. para a retomada do efetivo desempenho das atribuições do cargo.97) Art. O início. trinta dias de prazo.12.12. a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual do servidor.527.97) § 1o Na hipótese de o servidor encontrar-se em licença ou afastado legalmente. (Redação dada pela Lei nº 9. que não poderá exceder a trinta dias da publicação. 18.12. de 10. (Redação dada pela Lei nº 9.97) § 4o O início do exercício de função de confiança coincidirá com a data de publicação do ato de designação. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9. dez e. (Redação dada pela Lei nº 9. hipótese em que recairá no primeiro dia útil após o término do impedimento.12. (Redação dada pela Lei nº 9. de 10.527. de 10. Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para o exercício do cargo. Art. de 10. A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial. Ao entrar em exercício.97) § 2o O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o ato de sua designação para função de confiança. cedido ou posto em exercício provisório terá. de 10.527.97) . de 10. incluído nesse prazo o tempo necessário para o deslocamento para a nova sede. 18. Parágrafo único.12.12.527.97) Art.97) § 1o É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício. observado o disposto no art. (Incluído pela Lei nº 9. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança. de 10.12. Parágrafo único. no máximo.527. a suspensão. o servidor apresentará declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo.

reconduzido ao cargo anteriormente ocupado. e somente poderá ser cedido a outro órgão ou entidade para ocupar cargos de Natureza Especial. de 10. (Incluído pela Lei nº 9. sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a V do caput deste artigo.784.disciplina.assiduidade. podendo ser convocado sempre que houver interesse da Administração. (Redação dada pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 8. de níveis 6. 19. realizada por comissão constituída para essa finalidade.97) Art.97) § 4o Ao servidor em estágio probatório somente poderão ser concedidas as licenças e os afastamentos previstos nos arts. de 17. (Redação dada pela Lei nº 8.527. ou equivalentes. de 10. § 1o 4 (quatro) meses antes de findo o período do estágio probatório. de 10. bem assim afastamento para participar de curso de formação decorrente de aprovação em concurso para outro cargo na Administração Pública Federal. (Incluído pela Lei nº 9. Os servidores cumprirão jornada de trabalho fixada em razão das atribuições pertinentes aos respectivos cargos. (Incluído pela Lei nº 9.§ 2o É facultado ao servidor declinar dos prazos estabelecidos no caput.12. III . 20. 81. de 10. V. se estável.91) § 1o O ocupante de cargo em comissão ou função de confiança submete-se a regime de integral dedicação ao serviço.12. será submetida à homologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor. observado o disposto no art. chefia ou assessoramento no órgão ou entidade de lotação.12.270. 120. durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo. incisos I a IV. de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento da respectiva carreira ou cargo. respeitada a duração máxima do trabalho semanal de quarenta horas e observados os limites mínimo e máximo de seis horas e oito horas diárias.527. observados os seguinte fatores: (vide EMC nº 19) I . § 3o O servidor em estágio probatório poderá exercer quaisquer cargos de provimento em comissão ou funções de direção.12. respectivamente. 5 e 4.capacidade de iniciativa.97) .91) Art. de 17. Ao entrar em exercício. de 2008 § 2o O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou.527. II .12. o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses.responsabilidade.produtividade.527. 94. 95 e 96. (Redação dada pela Lei nº 9.270. 29.12.97) § 2o O disposto neste artigo não se aplica a duração de trabalho estabelecida em leis especiais. cargos de provimento em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores .DAS. observado o disposto no parágrafo único do art. IV .

225-45.9.225-45.9. ou (Incluído pela Medida Provisória nº 2. de 4.11.225-45. de 4. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.por invalidez. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.12. (Revogado pela Lei nº 9. e será retomado a partir do término do impedimento.527.2001) .97) Seção VIII Da Reversão (Regulamento Dec. O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa. de 30. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.(Redação dada pela Lei nº 9. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. na hipótese de inexistência de cargo vago.9.2001) I . (Incluído pela Lei nº 9. até a ocorrência de vaga. 22.9. 86 e 96.2001) b) a aposentadoria tenha sido voluntária. 23. § 2o A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins. de 10. 83.2000) Art. o readaptando será aposentado.§ 5o O estágio probatório ficará suspenso durante as licenças e os afastamentos previstos nos arts.no interesse da administração.225-45.225-45. o servidor exercerá suas atribuições como excedente.225-45. respeitada a habilitação exigida. de 4. quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria. nível de escolaridade e equivalência de vencimentos e. 24. Seção VI Da Transferência Art. de 10. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. 84.2001) II .2001) c) estável quando na atividade. 25. de 4. O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento efetivo adquirirá estabilidade no serviço público ao completar 2 (dois) anos de efetivo exercício. § 1o.9. de 10.527. desde que: (Incluído pela Medida Provisória nº 2. § 1o Se julgado incapaz para o serviço público. nº 3. de 4.2001) a) tenha solicitado a reversão.97) Seção VII Da Readaptação Art.644.527.97) Seção V Da Estabilidade Art. 21.9. bem assim na hipótese de participação em curso de formação.12. de 4. (prazo 3 anos vide EMC nº 19) Art.12.

inclusive com as vantagens de natureza pessoal que percebia anteriormente à aposentadoria.2001) e) haja cargo vago.9.9. de 4.2001) § 1o A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação. em substituição aos proventos da aposentadoria. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. sem direito à indenização ou aproveitado em outro cargo.225-45.225-45. Seção IX Da Reintegração Art.9.inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo. observado o disposto nos arts. 27. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. .d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação. de 4. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de: I . § 2o Encontrando-se provido o cargo. 30 e 31. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. ou. o servidor ficará em disponibilidade. quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45. o servidor exercerá suas atribuições como excedente.9. posto em disponibilidade.9.2001) § 4o O servidor que retornar à atividade por interesse da administração perceberá.2001) § 3o No caso do inciso I.2001) Art.9. ainda. até a ocorrência de vaga. Seção X Da Recondução Art. encontrando-se provido o cargo. com ressarcimento de todas as vantagens. 28. II . § 1o Na hipótese de o cargo ter sido extinto. (Revogado pela Medida Provisória nº 2. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. de 4. 26. de 4. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45. ou no cargo resultante de sua transformação.2001) § 5o O servidor de que trata o inciso II somente terá os proventos calculados com base nas regras atuais se permanecer pelo menos cinco anos no cargo. o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem. de 4.225-45.9. a remuneração do cargo que voltar a exercer.9. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. de 4. de 4.2001) § 6o O Poder Executivo regulamentará o disposto neste artigo.225-45. Não poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70 (setenta) anos de idade.225-45.9.225-45. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.reintegração do anterior ocupante.2001) § 2o O tempo em que o servidor estiver em exercício será considerado para concessão da aposentadoria. de 4.2001) Art. 29.225-45. de 4.

tendo tomado posse.97) I .12. 33.12.quando não satisfeitas as condições do estágio probatório. VII .527. 32. Seção XI Da Disponibilidade e do Aproveitamento Art.527. VIII . A exoneração de ofício dar-se-á: I .97) V .quando. Art. o servidor será aproveitado em outro. observado o disposto no art. 35. de 10. A vacância do cargo público decorrerá de: I . 30.12. III . até o seu adequado aproveitamento em outro órgão ou entidade.aposentadoria.97) Art. ou de ofício. IX . salvo doença comprovada por junta médica oficial. de 10. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor. . Encontrando-se provido o cargo de origem. 30. Art. Capítulo II Da Vacância Art. 34. 31. Art.demissão.Parágrafo único.falecimento. II . Parágrafo único.a juízo da autoridade competente.readaptação.a pedido do próprio servidor.promoção. A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança dar-se-á: (Redação dada pela Lei nº 9. Na hipótese prevista no § 3o do art. (Parágrafo incluído pela Lei nº 9. 37. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo legal.(Revogado pela Lei nº 9. II . de 10. II . o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido. Parágrafo único. IV .97) VI . de 10. O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Federal. o servidor posto em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal SIPEC.exoneração.12.527.(Revogado pela Lei nº 9.527.posse em outro cargo inacumulável.

527.Parágrafo único.12. a critério da Administração.97) Capítulo III Da Remoção e da Redistribuição Seção I Da Remoção Art.97) a) para acompanhar cônjuge ou companheiro. (Incluído pela Lei nº 9. condicionada à comprovação por junta médica oficial. (Revogado pela Lei nº 9.12.de ofício.527.527.97) III . (Incluído pela Lei nº 9. a pedido ou de ofício. (Incluído pela Lei nº 9. de 10. de 10.12.12. para outra localidade.527. Para fins do disposto neste artigo.527. Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo.12.12.12.12. companheiro ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional. de 10.527. de 10. de 10.97) c) em virtude de processo seletivo promovido. Remoção é o deslocamento do servidor. (Incluído pela Lei nº 9.12. no interesse da Administração.527.12. de 10.97) . de 10. (Incluído pela Lei nº 9.97) VI . de 10.mesmo nível de escolaridade. de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados. (Incluído pela Lei nº 9.527. de 10. na hipótese em que o número de interessados for superior ao número de vagas.manutenção da essência das atribuições do cargo. no âmbito do mesmo quadro. que foi deslocado no interesse da Administração.12.12. também servidor público civil ou militar. para outro órgão ou entidade do mesmo Poder. de qualquer dos Poderes da União. dos Estados.(Incluído pela Lei nº 9. com ou sem mudança de sede.97) IV . 37. ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal. Parágrafo único.97) I . entende-se por modalidades de remoção: (Redação dada pela Lei nº 9.97) Seção II Da Redistribuição Art.vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades.527.equivalência de vencimentos.a pedido.527.527.527. especialidade ou habilitação profissional. de 10. cônjuge.interesse da administração.a pedido. observados os seguintes preceitos: (Redação dada pela Lei nº 9. 36. independentemente do interesse da Administração: (Incluído pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9. de 10.12.97) V .12.(Incluído pela Lei nº 9.97) I .97) II . de 10. (Incluído pela Lei nº 9.97) b) por motivo de saúde do servidor.compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades institucionais do órgão ou entidade. do Distrito Federal e dos Municípios.97) II .527. (Incluído pela Lei nº 9.12. com prévia apreciação do órgão central do SIPEC. de 10.97) III .527. de 10.527. de 10.

de 10.12.12. sem prejuízo do cargo que ocupa. paga na proporção dos dias de efetiva substituição. Remuneração é o vencimento do cargo efetivo. extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade no órgão ou entidade. o servidor estável que não for redistribuído será colocado em disponibilidade. Os servidores investidos em cargo ou função de direção ou chefia e os ocupantes de cargo de Natureza Especial terão substitutos indicados no regimento interno ou. (Redação dada pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 9. superiores a trinta dias consecutivos.527.527.97) § 1o O substituto assumirá automática e cumulativamente. hipóteses em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o respectivo período.12. e ter exercício provisório. inclusive nos casos de reorganização. em outro órgão ou entidade.527.97) § 2o O substituto fará jus à retribuição pelo exercício do cargo ou função de direção ou chefia ou de cargo de Natureza Especial. extinção ou criação de órgão ou entidade.12. no caso de omissão.12. 38. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9. impedimentos legais ou regulamentares do titular e na vacância do cargo. até seu aproveitamento na forma dos arts.97) § 2o A redistribuição de cargos efetivos vagos se dará mediante ato conjunto entre o órgão central do SIPEC e os órgãos e entidades da Administração Pública Federal envolvidos. .527. 41. de 2008) Art. Título III Dos Direitos e Vantagens Capítulo I Do Vencimento e da Remuneração Art.12. nos casos dos afastamentos ou impedimentos legais do titular. de 10.527.97) Capítulo IV Da Substituição Art. de 10. que excederem o referido período. de 10.97) Art. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público. o exercício do cargo ou função de direção ou chefia e os de Natureza Especial.784. (Incluído pela Lei nº 9.97) § 3o Nos casos de reorganização ou extinção de órgão ou entidade. 40.12. previamente designados pelo dirigente máximo do órgão ou entidade. até seu adequado aproveitamento.527. Parágrafo único. (Revogado pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 9. 30 e 31.§ 1o A redistribuição ocorrerá ex officio para ajustamento de lotação e da força de trabalho às necessidades dos serviços. acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei. nos afastamentos. 39.527. (Incluído pela Lei nº 9.97) § 4o O servidor que não for redistribuído ou colocado em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do SIPEC. O disposto no artigo anterior aplica-se aos titulares de unidades administrativas organizadas em nível de assessoria. com valor fixado em lei. de 10. de 10. de 10.

a ser estabelecida pela chefia imediata. na forma definida em regulamento. sem motivo justificado.a remuneração do dia em que faltar ao serviço. serão previamente comunicadas ao servidor ativo. a critério da administração e com reposição de custos. (Regulamento) Parágrafo único. Nenhum servidor poderá perceber. acrescido das vantagens de caráter permanente.97) II .98) (Vide Lei nº 9. Art. 97.527. O servidor perderá: I . aposentado ou ao pensionista. no âmbito dos respectivos Poderes. poderá haver consignação em folha de pagamento a favor de terceiros. (Revogado pela Lei nº 9. pelos Ministros de Estado. é irredutível.9. As faltas justificadas decorrentes de caso fortuito ou de força maior poderão ser compensadas a critério da chefia imediata. 62. a título de remuneração. de 10. a pedido do interessado. proporcional aos atrasos. 45. ressalvadas as concessões de que trata o art.784. de 10. de 2. até o mês subseqüente ao da ocorrência. mensalmente.12.527. e saídas antecipadas.4. § 5o Nenhum servidor receberá remuneração inferior ao salário mínimo.527. ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho. 44. (Redação dada pela Lei nº 9. 46. 93.98) Art.12. § 4o É assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder. Mediante autorização do servidor. As reposições e indenizações ao erário. por membros do Congresso Nacional e Ministros do Supremo Tribunal Federal. 43. Salvo por imposição legal. 42. Excluem-se do teto de remuneração as vantagens previstas nos incisos II a VII do art. salvo na hipótese de compensação de horário. de 10. de 2008 Art.4. no prazo máximo de trinta dias. de 2. a qualquer título.225-45. podendo ser parceladas.§ 1o A remuneração do servidor investido em função ou cargo em comissão será paga na forma prevista no art.97) Parágrafo único.97) Art. importância superior à soma dos valores percebidos como remuneração. em espécie. ausências justificadas. 61. ou entre servidores dos três Poderes. sendo assim consideradas como efetivo exercício. (Redação dada pela Lei nº 9. Art. (Incluído pela Lei nº 9.2001) . Parágrafo único.624. atualizadas até 30 de junho de 1994. nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou provento. § 2o O servidor investido em cargo em comissão de órgão ou entidade diversa da de sua lotação receberá a remuneração de acordo com o estabelecido no § 1o do art. (Incluído pela Lei nº 11. ou mandado judicial. de 4. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. § 3o O vencimento do cargo efetivo. para pagamento.624.a parcela de remuneração diária.12.

48. 49. O servidor em débito com o erário. serão eles atualizados até a data da reposição. 50. A não quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição em dívida ativa. IV .9. terá o prazo de sessenta dias para quitar o débito. Seção I Das Indenizações Art. a tutela antecipada ou a sentença que venha a ser revogada ou rescindida. 51. em uma única parcela. a remuneração e o provento não serão objeto de arresto. de 2006) . 47. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.adicionais.9.2001) Art. a reposição será feita imediatamente.9. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. Constituem indenizações ao servidor: I .355. § 2o As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento. de 4. exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial. II . § 1o As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito.auxílio-moradia. Além do vencimento. Art. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. III .transporte. exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada. As vantagens pecuniárias não serão computadas. poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: I .diárias.9.2001) Art.225-45.22545. de 4.9. de 4. nem acumuladas.ajuda de custo. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. de 4.indenizações.225-45. de 4. II . para efeito de concessão de quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.225-45. provento ou pensão. que for demitido. seqüestro ou penhora.225-45.(Incluído pela Lei nº 11. III . O vencimento.§ 1o O valor de cada parcela não poderá ser inferior ao correspondente a dez por cento da remuneração. nos casos e condições indicados em lei.2001) Parágrafo único. Capítulo II Das Vantagens Art. sob o mesmo título ou idêntico fundamento.gratificações.2001) § 3o Na hipótese de valores recebidos em decorrência de cumprimento a decisão liminar.2001) § 2o Quando o pagamento indevido houver ocorrido no mês anterior ao do processamento da folha.

sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora da sede. passar a ter exercício em nova sede. A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de instalação do servidor que. dentro do prazo de 1 (um) ano. O servidor que. de 10. assim como as condições para a sua concessão. em virtude de mandato eletivo. bagagem e bens pessoais. Art.12. (Redação dada pela Lei nº 11.355. Art. vier a ter exercício na mesma sede. Não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo. (Redação dada pela Lei nº 9. por meio diverso.527.(Redação dada pela Lei nº 9. conforme dispuser em regulamento. não podendo exceder a importância correspondente a 3 (três) meses. ou . não se apresentar na nova sede no prazo de 30 (trinta) dias. serão estabelecidos em regulamento.97) § 1o A diária será concedida por dia de afastamento. de 2006) Subseção I Da Ajuda de Custo Art. a ajuda de custo será paga pelo órgão cessionário. não sendo servidor da União. de 10. Os valores das indenizações estabelecidas nos incisos I a III do art. (Redação dada pela Lei nº 9. compreendendo passagem. conforme se dispuser em regulamento.12. 57. de 10. ou quando a União custear. Parágrafo único.Art. ou reassumi-lo. 54. Art. vedado o duplo pagamento de indenização. for nomeado para cargo em comissão. contado do óbito. afastar-se da sede em caráter eventual ou transitório para outro ponto do território nacional ou para o exterior. 52. aglomeração urbana ou microrregião.97) § 1o Correm por conta da administração as despesas de transporte do servidor e de sua família. o servidor não fará jus a diárias. Subseção II Das Diárias Art. com mudança de domicílio em caráter permanente. as despesas extraordinárias cobertas por diárias. a serviço. Art.12. 53. no caso de o cônjuge ou companheiro que detenha também a condição de servidor. 93. 56.527.97) § 2o Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo. no interesse do serviço. 55. alimentação e locomoção urbana. O servidor ficará obrigado a restituir a ajuda de custo quando. constituídas por municípios limítrofes e regularmente instituídas. 58.527. A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do servidor. a qualquer tempo. quando cabível. § 3o Também não fará jus a diárias o servidor que se deslocar dentro da mesma região metropolitana. fará jus a passagens e diárias destinadas a indenizar as parcelas de despesas extraordinária com pousada. Será concedida ajuda de custo àquele que. com mudança de domicílio. § 2o À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e transporte para a localidade de origem. 51. No afastamento previsto no inciso I do art. injustificadamente.

em relação ao local de residência ou domicílio do servidor.527. 58. 60-A. de Ministro de Estado ou equivalentes. de 2006) II . 60. fica obrigado a restituí-las integralmente. caput Subseção III Da Indenização de Transporte Art.355.nenhuma outra pessoa que resida com o servidor receba auxílio-moradia. (Incluído pela Lei nº 11.o servidor tenha se mudado do local de residência para ocupar cargo em comissão ou função de confiança do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores .não exista imóvel funcional disponível para uso pelo servidor.355. promitente comprador.355. de 10. Parágrafo único.97) Art. cuja jurisdição e competência dos órgãos. (Incluído pela Lei nº 11.o servidor não tenha sido domiciliado ou tenha residido no Município.355. § 3o. Subseção IV Do Auxílio-Moradia (Incluído pela Lei nº 11. nos doze meses que antecederem a sua nomeação. entidades e servidores brasileiros considera-se estendida. aonde for exercer o cargo em comissão ou função de confiança. e (Incluído pela Lei nº 11. hipóteses em que as diárias pagas serão sempre as fixadas para os afastamentos dentro do território nacional. (Incluído pela Lei nº 11.o servidor ou seu cônjuge ou companheiro não seja ou tenha sido proprietário.o cônjuge ou companheiro do servidor não ocupe imóvel funcional. de 2006) Art.355. no prazo de um mês após a comprovação da despesa pelo servidor. de 2006) V . O auxílio-moradia consiste no ressarcimento das despesas comprovadamente realizadas pelo servidor com aluguel de moradia ou com meio de hospedagem administrado por empresa hoteleira. de 2006) VII . de 2006) I . (Incluído pela Lei nº 11. Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos. Conceder-se-á auxílio-moradia ao servidor se atendidos os seguintes requisitos: (Incluído pela Lei nº 11.DAS. desconsiderando-se prazo inferior a sessenta dias dentro desse período.em áreas de controle integrado mantidas com países limítrofes. 5 e 6.355.12. de Natureza Especial. (Incluído pela Lei nº 11. no prazo de 5 (cinco) dias. nos últimos doze meses.355.355. 59. por qualquer motivo. níveis 4. por força das atribuições próprias do cargo. no prazo previsto no caput. incluída a hipótese de lote edificado sem averbação de construção. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede. cessionário ou promitente cessionário de imóvel no Município aonde for exercer o cargo.355. Na hipótese de o servidor retornar à sede em prazo menor do que o previsto para o seu afastamento. de 2006) . de 2006) Art. de 2006) VI . (Incluído pela Lei nº 9.o Município no qual assuma o cargo em comissão ou função de confiança não se enquadre nas hipóteses do art. de 2006) III . 60-B. salvo se houver pernoite fora da sede. de 2006) IV .355. conforme se dispuser em regulamento. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. restituirá as diárias recebidas em excesso.

de 2008 § 2o Independentemente do valor do cargo em comissão ou função comissionada. de 2006) Seção II Das Gratificações e Adicionais Art.adicional pela prestação de serviço extraordinário. IX . Para fins do inciso VII. não se aplicando.355. 60-D.225-45. fica garantido a todos os que preencherem os requisitos o ressarcimento até o valor de R$ 1. serão deferidos aos servidores as seguintes retribuições. (Incluído pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 9.784.12. 60-E. (Incluído pela Lei nº 11.784.12.97) II . de 10.784. além do disposto no caput deste artigo.VIII .784. de 2008 Parágrafo único.2001) IV . (Incluído pela Lei nº 11. de 2006) IX .527. função comissionada ou cargo de Ministro de Estado ocupado. chefia e assessoramento.adicional pelo exercício de atividades insalubres. (Incluído pela Lei nº 11. de 2007) Parágrafo único. (Incluído pela Lei nº 11. de 2008 § 1o O valor do auxílio-moradia não poderá superar 25% (vinte e cinco por cento) da remuneração de Ministro de Estado.800. o pagamento somente será retomado se observados. 60-B desta Lei.adicional de férias. VI . o auxílio-moradia continuará sendo pago por um mês. 60-C. relativos ao local ou à natureza do trabalho. (Incluído pela Lei nº 11.gratificação por encargo de curso ou concurso.355.retribuição pelo exercício de função de direção. o parágrafo único do citado art.o deslocamento não tenha sido por força de alteração de lotação ou nomeação para cargo efetivo.355. de 4.outros. VII .314 de 2006) . perigosas ou penosas. de 2008 Art.o deslocamento tenha ocorrido após 30 de junho de 2006. os requisitos do caput do art. VIII . No caso de falecimento. 60-B. (Incluído pela Lei nº 11.9. 61. de 2008 Art. O valor mensal do auxílio-moradia é limitado a 25% (vinte e cinco por cento) do valor do cargo em comissão. O auxílio-moradia não será concedido por prazo superior a 8 (oito) anos dentro de cada período de 12 (doze) anos.527. de 2006) Art.(Revogado pela Medida Provisória nº 2. colocação de imóvel funcional à disposição do servidor ou aquisição de imóvel.490. no caso.adicional noturno. V . Transcorrido o prazo de 8 (oito) anos dentro de cada período de 12 (doze) anos.gratificação natalina. (Incluído pela Lei nº 11. de 10.00 (mil e oitocentos reais). (Incluído pela Lei nº 11. Além do vencimento e das vantagens previstas nesta Lei. III . não será considerado o prazo no qual o servidor estava ocupando outro cargo em comissão relacionado no inciso V.784. (Incluído pela Lei nº 11.97) I . exoneração. gratificações e adicionais: (Redação dada pela Lei nº 9.

chefia ou assessoramento.1999) Subseção IV Dos Adicionais de Insalubridade.225-45.527.527. chefia ou assessoramento. (Revogado pela Medida Provisória nº 2. Chefia e Assessoramento (Redação dada pela Lei nº 9. A gratificação será paga até o dia 20 (vinte) do mês de dezembro de cada ano. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. A gratificação natalina não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária.97) Art. de 10.12.9.2001) Parágrafo único. 3o e 10 da Lei no 8.624. § 1o O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles. 63.(Redação dada pela Lei nº 9. fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo. . cargo de provimento em comissão ou de Natureza Especial é devida retribuição pelo seu exercício. 62-A.911. de 10.12. Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas. cargo de provimento em comissão ou de Natureza Especial a que se referem os arts.225-45. 62. respeitadas as situações constituídas até 8. A VPNI de que trata o caput deste artigo somente estará sujeita às revisões gerais de remuneração dos servidores públicos federais. de 4.2001) Subseção II Da Gratificação Natalina Art. (VETADO). 67. Subseção III Do Adicional por Tempo de Serviço Art. Ao servidor ocupante de cargo efetivo investido em função de direção. 3o da Lei no 9. de 10. de 2001.3.97) Parágrafo único. Periculosidade ou Atividades Penosas Art. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. 68. Lei específica estabelecerá a remuneração dos cargos em comissão de que trata o inciso II do art. radioativas ou com risco de vida. de 4.VPNI a incorporação da retribuição pelo exercício de função de direção.9.Subseção I Da Retribuição pelo Exercício de Função de Direção. 64. 66.12. (Redação dada pela Lei nº 9.225-45. Art. A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias será considerada como mês integral. de 11 de julho de 1994. Parágrafo único. A gratificação natalina corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro. Art. e o art. Art. 9o. 65. Parágrafo único. calculada sobre a remuneração do mês da exoneração.527. de 2 de abril de 1998.97) Art. Fica transformada em Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada . por mês de exercício no respectivo ano. O servidor exonerado perceberá sua gratificação natalina. proporcionalmente aos meses de exercício.

por ocasião das férias. prestado em horário compreendido entre 22 (vinte e duas) horas de um dia e 5 (cinco) horas do dia seguinte. Independentemente de solicitação.§ 2o O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão. Somente será permitido serviço extraordinário para atender a situações excepcionais e temporárias. Subseção VIII . será pago ao servidor. Os servidores a que se refere este artigo serão submetidos a exames médicos a cada 6 (seis) meses. 73. 74. computando-se cada hora como cinqüenta e dois minutos e trinta segundos. 69. O adicional de atividade penosa será devido aos servidores em exercício em zonas de fronteira ou em localidades cujas condições de vida o justifiquem. terá o valor-hora acrescido de 25% (vinte e cinco por cento). Parágrafo único. enquanto durar a gestação e a lactação. a respectiva vantagem será considerada no cálculo do adicional de que trata este artigo. Art. chefia ou assessoramento. nos termos. O serviço noturno. 70. A servidora gestante ou lactante será afastada. das operações e locais previstos neste artigo. Art. respeitado o limite máximo de 2 (duas) horas por jornada. 73. serão observadas as situações estabelecidas em legislação específica. Na concessão dos adicionais de atividades penosas. O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) em relação à hora normal de trabalho. 76. condições e limites fixados em regulamento. um adicional correspondente a 1/3 (um terço) da remuneração do período das férias. 72. Parágrafo único. 71. Art. exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso. Subseção VII Do Adicional de Férias Art. Parágrafo único. Subseção VI Do Adicional Noturno Art. Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais considerados penosos. Em se tratando de serviço extraordinário. o acréscimo de que trata este artigo incidirá sobre a remuneração prevista no art. Art. Subseção V Do Adicional por Serviço Extraordinário Art. ou ocupar cargo em comissão. 75. de insalubridade e de periculosidade. Os locais de trabalho e os servidores que operam com Raios X ou substâncias radioativas serão mantidos sob controle permanente. de modo que as doses de radiação ionizante não ultrapassem o nível máximo previsto na legislação própria. Art. insalubres ou perigosos. Parágrafo único. No caso de o servidor exercer função de direção.

2% (um inteiro e dois décimos por cento). 76-A. para análise curricular. que poderá autorizar o acréscimo de até 120 (cento e vinte) horas de trabalho anuais.314 de 2006) a) 2.314 de 2006) Art.314 de 2006) III .314 de 2006) II .atuar como instrutor em curso de formação.o valor máximo da hora trabalhada corresponderá aos seguintes percentuais.a retribuição não poderá ser superior ao equivalente a 120 (cento e vinte) horas de trabalho anuais. inclusive para fins de cálculo dos proventos da aposentadoria e das pensões. quando tais atividades não estiverem incluídas entre as suas atribuições permanentes. em se tratando de atividades previstas nos incisos I e II do caput deste artigo. execução e avaliação de resultado.314 de 2006) I . (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. observados os seguintes parâmetros: (Incluído pela Lei nº 11. A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso é devida ao servidor que. coordenação.314 de 2006) § 3o A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso não se incorpora ao vencimento ou salário do servidor para qualquer efeito e não poderá ser utilizada como base de cálculo para quaisquer outras vantagens.participar da aplicação. (Incluído pela Lei nº 11. supervisão. para elaboração de questões de provas ou para julgamento de recursos intentados por candidatos. (Redação dada pela Lei nº 11.314 de 2006) (Regulamento) I . (Incluído pela Lei nº 11. devidamente justificada e previamente aprovada pela autoridade máxima do órgão ou entidade.314 de 2006) IV .314 de 2006) III .Da Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006) Capítulo III Das Férias . devendo ser objeto de compensação de carga horária quando desempenhadas durante a jornada de trabalho. (Redação dada pela Lei nº 11. para correção de provas discursivas. (Incluído pela Lei nº 11. observadas a natureza e a complexidade da atividade exercida.participar da logística de preparação e de realização de concurso público envolvendo atividades de planejamento. (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006) § 1o Os critérios de concessão e os limites da gratificação de que trata este artigo serão fixados em regulamento. fiscalizar ou avaliar provas de exame vestibular ou de concurso público ou supervisionar essas atividades.501.participar de banca examinadora ou de comissão para exames orais.2% (dois inteiros e dois décimos por cento).501. 98 desta Lei.o valor da gratificação será calculado em horas. de 2007) b) 1.314 de 2006) II . ressalvada situação de excepcionalidade. (Incluído pela Lei nº 11. na forma do § 4o do art. em se tratando de atividade prevista nos incisos III e IV do caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11. em caráter eventual: (Incluído pela Lei nº 11. de desenvolvimento ou de treinamento regularmente instituído no âmbito da administração pública federal. incidentes sobre o maior vencimento básico da administração pública federal: (Incluído pela Lei nº 11. de 2007) § 2o A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso somente será paga se as atividades referidas nos incisos do caput deste artigo forem exercidas sem prejuízo das atribuições do cargo de que o servidor for titular.

desde que assim requeridas pelo servidor.Art. (Incluído pela Lei nº 9. de 10.527. por semestre de atividade profissional.97) Art. 79. 77. perceberá indenização relativa ao período das férias a que tiver direito e ao incompleto. 7o da Constituição Federal quando da utilização do primeiro período. § 2o É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço. O servidor fará jus a trinta dias de férias.12. Parágrafo único.525. 81.97) Art. no caso de necessidade do serviço.97) (Férias de Ministro .216. O servidor que opera direta e permanentemente com Raios X ou substâncias radioativas gozará 20 (vinte) dias consecutivos de férias.8.12. 77.12. e no interesse da administração pública.91) § 4o A indenização será calculada com base na remuneração do mês em que for publicado o ato exoneratório. (Incluído pela Lei nº 9. observando-se o disposto no § 1o deste artigo.97) Capítulo IV Das Licenças Seção I Disposições Gerais Art.(Redação dada pela Lei nº 9. observado o disposto no art.Vide) § 1° e § 2° (Revogado pela Lei nº 9. (Revogado pela Lei nº 9. § 3o As férias poderão ser parceladas em até três etapas. de 10.216. de 10.12. 78. (Incluído pela Lei nº 8. As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública.por motivo de doença em pessoa da família. na proporção de um doze avos por mês de efetivo exercício.Vide) § 1o Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 (doze) meses de exercício. ou em comissão. de 10. ou por necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade. ou fração superior a quatorze dias. de 13.12. (Férias de Ministro . de 10.525.Vide) Parágrafo único.97) (Férias de Ministro .91) § 5o Em caso de parcelamento. que podem ser acumuladas. ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica. (Redação dada pela Lei nº 9. de 10. proibida em qualquer hipótese a acumulação.527.97) Art. de 10.12.97) § 3o O servidor exonerado do cargo efetivo.527. O pagamento da remuneração das férias será efetuado até 2 (dois) dias antes do início do respectivo período. de 13. O restante do período interrompido será gozado de uma só vez. II . até o máximo de dois períodos.8. . 80.12. (Incluído pela Lei nº 9. o servidor receberá o valor adicional previsto no inciso XVII do art. (Incluído pela Lei nº 8.por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro.525. comoção interna. Conceder-se-á ao servidor licença: I . serviço militar ou eleitoral. convocação para júri.527.

de 2010) II . de 2010) Seção III Da Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge . 204 desta Lei.para desempenho de mandato classista. (Redação dada pela Lei nº 9.III . observado o disposto no art.269.527.907.269.269. sem remuneração. consecutivos ou não. do padrasto ou madrasta e enteado. de 10. de 2010) § 4o A soma das licenças remuneradas e das licenças não remuneradas. de 2010) I . IV .527. de 2009) § 2o (Revogado pela Lei nº 9. mediante comprovação por perícia médica oficial. 82. de 10.97) § 3o É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença prevista no inciso I deste artigo.269. (Incluído pela Lei nº 12.97) VI . não poderá ultrapassar os limites estabelecidos nos incisos I e II do § 2o.12. de 2010) § 3o O início do interstício de 12 (doze) meses será contado a partir da data do deferimento da primeira licença concedida. 44.12. de 2009) § 1o A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário. incluídas as prorrogações. de 10. mantida a remuneração do servidor.para capacitação. Art. dos pais.para tratar de interesses particulares.por até 60 (sessenta) dias. A licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias do término de outra da mesma espécie será considerada como prorrogação.para atividade política. consecutivos ou não. dos filhos. § 1o A licença prevista no inciso I do caput deste artigo bem como cada uma de suas prorrogações serão precedidas de exame por perícia médica oficial.907.269. poderá ser concedida a cada período de doze meses nas seguintes condições: (Redação dada pela Lei nº 12. Seção II Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família Art. (Redação dada pela Lei nº 9. VII .97) § 2o A licença de que trata o caput. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou companheiro. (Incluído pela Lei nº 12. (Redação dada pela Lei nº 11. concedidas em um mesmo período de 12 (doze) meses.para o serviço militar. (Incluído pela Lei nº 12. na forma do disposto no inciso II do art.12. (Redação dada pela Lei nº 11. incluídas as respectivas prorrogações. ou dependente que viva a suas expensas e conste do seu assentamento funcional. e (Incluído pela Lei nº 12. V . 83.527.por até 90 (noventa) dias. observado o disposto no § 3o.

Art. durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária. Parágrafo único.97) Seção IV Da Licença para o Serviço Militar Art. poderá haver exercício provisório em órgão ou entidade da Administração Federal direta. de 10. de 10.527. dele será afastado. de qualquer dos Poderes da União. Após cada qüinqüênio de efetivo exercício. na forma e condições previstas na legislação específica. Os períodos de licença de que trata o caput não são acumuláveis. (Redação dada pela Lei nº 9.12. a partir do dia imediato ao do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. (Redação dada pela Lei nº 9. Seção V Da Licença para Atividade Política Art.97) Parágrafo único. o servidor fará jus à licença. como candidato a cargo eletivo. o servidor poderá. 86.12. do Distrito Federal e dos Municípios. chefia. (Redação dada pela Lei nº 9. § 1o A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração.97) § 2o A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição. 84. civil ou militar. (Redação dada pela Lei nº 9. dos Estados. no interesse da Administração.12. até o décimo dia seguinte ao do pleito. de 10. o servidor terá até 30 (trinta) dias sem remuneração para reassumir o exercício do cargo.(Redação dada pela Lei nº 9. de 10. afastar-se do exercício do cargo efetivo. e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo. desde que para o exercício de atividade compatível com o seu cargo.527.97) Art. Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do território nacional. sem remuneração. por até três meses.527. somente pelo período de três meses. 85. de 10. com a respectiva remuneração. Concluído o serviço militar. 87. para participar de curso de capacitação profissional. § 2o No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou companheiro também seja servidor público.527. assessoramento. assegurados os vencimentos do cargo efetivo. Ao servidor convocado para o serviço militar será concedida licença. § 1o O servidor candidato a cargo eletivo na localidade onde desempenha suas funções e que exerça cargo de direção.12.527. arrecadação ou fiscalização. autárquica ou fundacional.97) Seção VI Da Licença-Prêmio por Assiduidade Da Licença para Capacitação (Redação dada pela Lei nº 9.12.12.527. O servidor terá direito a licença. de 10.97) .

12.001 a 30. e por uma única vez. de 10.527.12. dois servidores.97) § 1o Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos de direção ou representação nas referidas entidades. (VETADO). poderão ser concedidas ao servidor ocupante de cargo efetivo.9. (Revogado pela Lei nº 9.225-45.000 associados.para entidades com até 5. 90.12. desde que cadastradas no Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. (Inciso incluído pela Lei nº 9. de 4. três servidores.Art.000 associados.527. de 10.97) Art.97) § 2° A licença terá duração igual à do mandato. para participar de gerência ou administração em sociedade cooperativa constituída por servidores públicos para prestar serviços a seus membros. É assegurado ao servidor o direito à licença sem remuneração para o desempenho de mandato em confederação. sem remuneração. dos Estados. de 10. 93.270.para entidades com mais de 30. podendo ser prorrogada. de 10. 92. (Revogado pela Lei nº 9.2001) Seção VIII Da Licença para o Desempenho de Mandato Classista Art. (Redação dada pela Lei nº 9. de 17. sindicato representativo da categoria ou entidade fiscalizadora da profissão ou. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. O servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União.2002) (Regulamento) .225-45. de 4.493.094.12. conforme disposto em regulamento e observados os seguintes limites: (Redação dada pela Lei nº 11. (Inciso incluído pela Lei nº 9. ou do Distrito Federal e dos Municípios.9.91) (Regulamento) (Vide Decreto nº 4.12.000 associados. de 10.12. 88. de 3.527. desde que não esteja em estágio probatório.12. 91. nas seguintes hipóteses: (Redação dada pela Lei nº 8.97) III . a pedido do servidor ou no interesse do serviço.527. A critério da Administração.527. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. Capítulo V Dos Afastamentos Seção I Do Afastamento para Servir a Outro Órgão ou Entidade Art. A licença poderá ser interrompida. Seção VII Da Licença para Tratar de Interesses Particulares Art. federação.97) Art. um servidor.para entidades com 5. ainda. 102 desta Lei. a qualquer tempo.97) II . (Inciso incluído pela Lei nº 9. de 2005) (Regulamento) I . 89. no caso de reeleição.527. licenças para o trato de assuntos particulares pelo prazo de até três anos consecutivos. de 10.12. observado o disposto na alínea c do inciso VIII do art. associação de classe de âmbito nacional.2001) Parágrafo único.

de 2005) Seção II Do Afastamento para Exercício de Mandato Eletivo Art. poderá determinar a lotação ou o exercício de empregado ou servidor.2002) § 7° O Ministério do Planejamento.6. de 17.270. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. as disposições dos §§ 1º e 2º deste artigo. o ônus da remuneração será do órgão ou entidade cessionária.91) § 2º Na hipótese de o servidor cedido a empresa pública ou sociedade de economia mista. de 25.355. estadual ou distrital. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. com a finalidade de promover a composição da força de trabalho dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. independem das disposições contidas nos incisos I e II e §§ 1º e 2º deste artigo. exceto nos casos de ocupação de cargo em comissão ou função gratificada. será afastado do cargo.470. optar pela remuneração do cargo efetivo ou pela remuneração do cargo efetivo acrescida de percentual da retribuição do cargo em comissão. a entidade cessionária efetuará o reembolso das despesas realizadas pelo órgão ou entidade de origem.91) § 1o Na hipótese do inciso I.(Redação dada pela Lei nº 8. Ao servidor investido em mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições: I .2002) (Vide Decreto nº 5.6. de 17. em se tratando de empregado ou servidor por ela requisitado. (Redação dada pela Lei nº 10. (Incluído pela Lei nº 10.tratando-se de mandato federal. de 25. (Incluído pela Lei nº 10. .para exercício de cargo em comissão ou função de confiança. ficando o exercício do empregado cedido condicionado a autorização específica do Ministério do Planejamento. o servidor do Poder Executivo poderá ter exercício em outro órgão da Administração Federal direta que não tenha quadro próprio de pessoal. (Redação dada pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 8.6. Orçamento e Gestão. de 25.12. sendo a cessão para órgãos ou entidades dos Estados.12.I .270.12. nos termos das respectivas normas. será afastado do cargo. III . ficará afastado do cargo. b) não havendo compatibilidade de horário. que receba recursos de Tesouro Nacional para o custeio total ou parcial da sua folha de pagamento de pessoal.91) II .270. independentemente da observância do constante no inciso I e nos §§ 1º e 2º deste artigo. mantido o ônus para o cedente nos demais casos.270. de 17. de 2006) § 3o A cessão far-se-á mediante Portaria publicada no Diário Oficial da União. (Redação dada pela Lei nº 8.em casos previstos em leis específicas.470.investido no mandato de vereador: a) havendo compatibilidade de horário.91) § 4o Mediante autorização expressa do Presidente da República. de 17.91) § 5º Aplica-se à União. para fim determinado e a prazo certo. Orçamento e Gestão.2002) § 6º As cessões de empregados de empresa pública ou de sociedade de economia mista. de 17. II .375. do Distrito Federal ou dos Municípios.12.12.270. (Redação dada pela Lei nº 8.470. perceberá as vantagens de seu cargo.investido no mandato de Prefeito. 94.

§ 2o O servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá ser removido ou redistribuído de ofício para localidade diversa daquela onde exerce o mandato. de 2009) § 1o Ato do dirigente máximo do órgão ou entidade definirá. 96. que serão avaliados por um comitê constituído para este fim. para participar em programa de pós-graduação stricto sensu em instituição de ensino superior no País. e finda a missão ou estudo. somente decorrido igual período. O afastamento de servidor para servir em organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere dar-se-á com perda total da remuneração.97) Art. § 1o A ausência não excederá a 4 (quatro) anos.907. de 2009) Do Afastamento para Participação em Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu no País Art. afastar-se do exercício do cargo efetivo.907. o servidor contribuirá para a seguridade social como se em exercício estivesse. no interesse da Administração. com a respectiva remuneração.907. com ou sem afastamento do servidor. § 3o O disposto neste artigo não se aplica aos servidores da carreira diplomática. em conformidade com a legislação vigente. sem autorização do Presidente da República. Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e Presidente do Supremo Tribunal Federal. O servidor poderá.§ 1o No caso de afastamento do cargo. que não tenham se afastado por licença para tratar de assuntos particulares para gozo de licença capacitação ou com fundamento neste artigo nos 2 (dois) anos anteriores à data da solicitação de afastamento. (Incluído pela Lei nº 9. condições e formas para a autorização de que trata este artigo. os programas de capacitação e os critérios para participação em programas de pós-graduação no País.456. serão disciplinadas em regulamento. 96-A. de 2009) . O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão oficial. (Incluído pela Lei nº 11. incluído o período de estágio probatório. § 2o Ao servidor beneficiado pelo disposto neste artigo não será concedida exoneração ou licença para tratar de interesse particular antes de decorrido período igual ao do afastamento.12. (Incluído pela Lei nº 11. Seção III Do Afastamento para Estudo ou Missão no Exterior Art. e desde que a participação não possa ocorrer simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário. será permitida nova ausência. de 10. (Incluído pela Lei nº 11. ressalvada a hipótese de ressarcimento da despesa havida com seu afastamento. de 2000) Seção IV (Incluído pela Lei nº 11. 95. § 4o As hipóteses.527. de 2009) § 2o Os afastamentos para realização de programas de mestrado e doutorado somente serão concedidos aos servidores titulares de cargos efetivos no respectivo órgão ou entidade há pelo menos 3 (três) anos para mestrado e 4 (quatro) anos para doutorado.907. inclusive no que se refere à remuneração do servidor. (Vide Decreto nº 3.

907. 47 da Lei no8. Será concedido horário especial ao servidor estudante. quando comprovada a necessidade por junta médica oficial. nos quatro anos anteriores à data da solicitação de afastamento. e que não tenham se afastado por licença para tratar de assuntos particulares ou com fundamento neste artigo. (Redação dada pela Lei nº 12. enteados. para doação de sangue. Sem qualquer prejuízo. § 1o Para efeito do disposto neste artigo. quando comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e o da repartição.§ 3o Os afastamentos para realização de programas de pós-doutorado somente serão concedidos aos servidores titulares de cargos efetivo no respectivo órgão ou entidade há pelo menos quatro anos. (Incluído pela Lei nº 11. a critério do dirigente máximo do órgão ou entidade. 2o e 3o deste artigo terão que permanecer no exercício de suas funções após o seu retorno por um período igual ao do afastamento concedido.12. menor sob guarda ou tutela e irmãos. de 2009) § 5o Caso o servidor venha a solicitar exoneração do cargo ou aposentadoria. de 11 de dezembro de 1990. poderá o servidor ausentar-se do serviço: I .12. b) falecimento do cônjuge. de 10. na forma do art.por 1 (um) dia. sem prejuízo do exercício do cargo.527. de 2010) § 4o Os servidores beneficiados pelos afastamentos previstos nos §§ 1o.907. deverá ressarcir o órgão ou entidade. madrasta ou padrasto. de 10. incluído o período de estágio probatório. III . 95 desta Lei. para se alistar como eleitor. antes de cumprido o período de permanência previsto no § 4o deste artigo.97) § 2o Também será concedido horário especial ao servidor portador de deficiência.527. 98.97) . (Incluído pela Lei nº 11.907.por 2 (dois) dias. respeitada a duração semanal do trabalho. 97. de 2009) § 7o Aplica-se à participação em programa de pós-graduação no Exterior. (Incluído pela Lei nº 9.269. II . (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9. independentemente de compensação de horário. (Incluído pela Lei nº 11. de 2009) Capítulo VI Das Concessões Art.907. salvo na hipótese comprovada de força maior ou de caso fortuito. de 2009) § 6o Caso o servidor não obtenha o título ou grau que justificou seu afastamento no período previsto.por 8 (oito) dias consecutivos em razão de : a) casamento. dos gastos com seu aperfeiçoamento. aplica-se o disposto no § 5o deste artigo. o disposto nos §§ 1o a 6o deste artigo.(Incluído pela Lei nº 11. filhos. Art.112. companheiro. pais. será exigida a compensação de horário no órgão ou entidade que tiver exercício. autorizado nos termos do art.

Art. de 10. A apuração do tempo de serviço será feita em dias.527.501. Além das ausências ao serviço previstas no art. de 2009) V . . bem como aos menores sob sua guarda. (Redação dada pela Lei nº 9.júri e outros serviços obrigatórios por lei. na localidade da nova residência ou na mais próxima.§ 3o As disposições do parágrafo anterior são extensivas ao servidor que tenha cônjuge.12. independentemente de vaga. II . de 2007) Art. vinculado à compensação de horário a ser efetivada no prazo de até 1 (um) ano.12. estadual. exceto para promoção por merecimento. porém.participação em programa de treinamento regularmente instituído ou em programa de pósgraduação stricto sensu no País. 100. ao servidor que desempenhe atividade prevista nos incisos I e II do caput do art. (Redação dada pela Lei nº 11.527.97) Art. Capítulo VII Do Tempo de Serviço Art. são considerados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de: I .12. Parágrafo único. compensação de horário na forma do inciso II do art. de 10. que serão convertidos em anos.907. por nomeação do Presidente da República. quando autorizado o afastamento. 102. ou enteados do servidor que vivam na sua companhia. de 10. considerado o ano como de trezentos e sessenta e cinco dias.527. filho ou dependente portador de deficiência física. (Incluído pela Lei nº 9. inclusive o prestado às Forças Armadas. em qualquer época.97) VIII . conforme dispuser o regulamento.missão ou estudo no exterior. VI . municipal ou do Distrito Federal. Municípios e Distrito Federal.97) § 4o Será igualmente concedido horário especial. 44. conforme dispuser o regulamento. em órgão ou entidade dos Poderes da União. matrícula em instituição de ensino congênere. exigindo-se. É contado para todos os efeitos o tempo de serviço público federal. O disposto neste artigo estende-se ao cônjuge ou companheiro.exercício de cargo ou função de governo ou administração. 99.licença: a) à gestante.férias. 76-A desta Lei. 97. Parágrafo único. dos Estados. VII . aos filhos. 101. Ao servidor estudante que mudar de sede no interesse da administração é assegurada. em qualquer parte do território nacional. com autorização judicial. III . neste caso. à adotante e à paternidade. IV .exercício de cargo em comissão ou equivalente. (Redação dada pela Lei nº 11. (Revogado pela Lei nº 9.desempenho de mandato eletivo federal.

12.269. § 2o Será contado em dobro o tempo de serviço prestado às Forças Armadas em operações de guerra.97) c) para o desempenho de mandato classista ou participação de gerência ou administração em sociedade cooperativa constituída por servidores para prestar serviços a seus membros. que exceder a 30 (trinta) dias em período de 12 (doze) meses. VI . de 10. de 10. V . em cargo de provimento efetivo. municipal ou distrital. (Incluído pela Lei nº 9. e) para capacitação. (Incluído pela Lei nº 9. até o limite de vinte e quatro meses. II . (Redação dada pela Lei nº 11.97) Art. (Redação dada pela Lei nº 12.afastamento para servir em organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere.participação em competição desportiva nacional ou convocação para integrar representação desportiva nacional. XI . anterior ao ingresso no serviço público federal. sociedade de economia mista e empresa pública.97) f) por convocação para o serviço militar. cumulativo ao longo do tempo de serviço público prestado à União. Estado. vinculada à Previdência Social. no País ou no exterior.b) para tratamento da própria saúde. 18.o tempo de serviço público prestado aos Estados. VII .o tempo de licença para tratamento da própria saúde que exceder o prazo a que se refere a alínea "b" do inciso VIII do art. Municípios e Distrito Federal.094. no caso do art.12.o tempo de serviço relativo a tiro de guerra.o tempo correspondente ao desempenho de mandato eletivo federal. de 2010) III . de 10.12. 102. exceto para efeito de promoção por merecimento.97) § 1o O tempo em que o servidor esteve aposentado será contado apenas para nova aposentadoria. autarquia.o tempo de serviço em atividade privada. fundação pública. 86. 103.527. conforme dispuser o regulamento. IX .deslocamento para a nova sede de que trata o art. § 3o É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de um cargo ou função de órgão ou entidades dos Poderes da União.a licença para atividade política. 104. Capítulo VIII Do Direito de Petição Art. Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria e disponibilidade: I . em defesa de direito ou interesse legítimo. com remuneração.a licença para tratamento de saúde de pessoal da família do servidor. de 10. É assegurado ao servidor o direito de requerer aos Poderes Públicos. (Redação dada pela Lei nº 9. § 2o. . Distrito Federal e Município.527. (Redação dada pela Lei nº 9.527. de 2005) d) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional.12. estadual.527. X . conforme disposto em lei específica. IV .

Art. os efeitos da decisão retroagirão à data do ato impugnado. de 2010) Art. pelo interessado. 105. às demais autoridades. 107. quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade. e. São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste Capítulo. Parágrafo único. Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão. quando cabíveis. não podendo ser relevada pela administração. (Vide Lei nº 12. 110. Art. O pedido de reconsideração e o recurso. sucessivamente. 111. O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo. ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho. salvo motivo de força maior.em 5 (cinco) anos. O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente. é assegurada vista do processo ou documento. Título IV Do Regime Disciplinar Capítulo I Dos Deveres . O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou da data da ciência pelo interessado. não podendo ser renovado. 113. Para o exercício do direito de petição. na repartição. Art. Art. em escala ascendente. Art. A administração deverá rever seus atos. Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do recurso. a juízo da autoridade competente. O requerimento e o pedido de reconsideração de que tratam os artigos anteriores deverão ser despachados no prazo de 5 (cinco) dias e decididos dentro de 30 (trinta) dias. a contar da publicação ou da ciência. interrompem a prescrição. II . de 2010) Parágrafo único.do indeferimento do pedido de reconsideração. 114. Art. (Vide Lei nº 12. O direito de requerer prescreve: I . Parágrafo único. de 2010) I . Art.das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos. 108.300. 109.300. a qualquer tempo. quando eivados de ilegalidade.em 120 (cento e vinte) dias. da decisão recorrida.300. 106. Art. 115. O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias. Art. A prescrição é de ordem pública. 112. nos demais casos. § 2o O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente.Art. II . ao servidor ou a procurador por ele constituído. quando o ato não for publicado. § 1o O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão. salvo quando outro prazo for fixado em lei. Caberá recurso: (Vide Lei nº 12.

III .ausentar-se do serviço durante o expediente. II . qualquer documento ou objeto da repartição. IV .527.cumprir as ordens superiores.coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical. IV . 116.retirar. VI .zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público. XI . (Vide Lei nº 12. b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal. exceto quando manifestamente ilegais. X . IX . sem prévia autorização do chefe imediato. III . A representação de que trata o inciso XII será encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada. .ser assíduo e pontual ao serviço. de 2011) VII .2001) I . de 4.225-45. c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública. XII .promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição.tratar com urbanidade as pessoas.manter conduta compatível com a moralidade administrativa. 117. ressalvadas as protegidas por sigilo.atender com presteza: a) ao público em geral. omissão ou abuso de poder. VI .observar as normas legais e regulamentares.representar contra ilegalidade. II . V . VIII . Ao servidor é proibido: (Vide Medida Provisória nº 2. prestando as informações requeridas. assegurando-se ao representando ampla defesa. ou a partido político. o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado.guardar sigilo sobre assunto da repartição.recusar fé a documentos públicos. Capítulo II Das Proibições Art.Art. VII .9.exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo. sem prévia anuência da autoridade competente.ser leal às instituições a que servir. fora dos casos previstos em lei. V . Parágrafo único.opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço.cometer a pessoa estranha à repartição. São deveres do servidor: I .levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo.

valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem. do Distrito Federal. sociedades de economia mista da União. fundações públicas.784.gozo de licença para o trato de interesses particulares. comissão.784. de 2008 Capítulo III Da Acumulação Art. . XV . XII . dos Territórios e dos Municípios.manter sob sua chefia imediata. companheiro ou parente até o segundo grau civil.784.527.97) Parágrafo único. empregos e funções em autarquias.participar de gerência ou administração de sociedade privada.VIII . exceto na qualidade de acionista.exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho. (Incluído pela Lei nº 9. participação no capital social ou em sociedade cooperativa constituída para prestar serviços a seus membros. personificada ou não personificada. XIX . na forma do art.aceitar comissão. XIII . de 10.12.784. emprego ou pensão de estado estrangeiro. junto a repartições públicas. é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. como procurador ou intermediário. XVIII . X . de 2008 II . (Redação dada pela Lei nº 11. em detrimento da dignidade da função pública.praticar usura sob qualquer de suas formas.recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado. fica condicionada à comprovação da compatibilidade de horários. de 2008 I .participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União detenha. empresas públicas. dos Estados. cotista ou comanditário. presente ou vantagem de qualquer espécie. 118. e (Incluído pela Lei nº 11. exercer o comércio. em razão de suas atribuições. 91 desta Lei.atuar. XIV . exceto em situações de emergência e transitórias. de 2008 XI . observada a legislação sobre conflito de interesses. IX . (Incluído pela Lei nº 11.cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa. XVII . direta ou indiretamente. A vedação de que trata o inciso X do caput deste artigo não se aplica nos seguintes casos: (Incluído pela Lei nº 11. em cargo ou função de confiança. § 1o A proibição de acumular estende-se a cargos.receber propina. Ressalvados os casos previstos na Constituição.utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares.proceder de forma desidiosa. salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau. § 2o A acumulação de cargos. XVI . ainda que lícita. e de cônjuge ou companheiro. cônjuge.

225-45.12. nessa qualidade. de 2011) Capítulo V Das Penalidades Art. 9o. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. Art. nem ser remunerado pela participação em órgão de deliberação coletiva. detenha participação no capital social. responderá o servidor perante a Fazenda Pública. exceto no caso previsto no parágrafo único do art. § 1o A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário somente será liquidada na forma prevista no art. na falta de outros bens que assegurem a execução do débito pela via judicial. de 10. Art. (Incluído pela Lei nº 9. dispuser legislação específica.(Redação dada pela Lei nº 9.527. 119. 127.527. São penalidades disciplinares: .527. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor. O servidor responde civil. 125. 120. que acumular licitamente dois cargos efetivos. a respeito. O servidor vinculado ao regime desta Lei.2001) Art. até o limite do valor da herança recebida. ficará afastado de ambos os cargos efetivos. Art. As sanções civis. 123. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria. Art.527. em ação regressiva.97) Art. de 4.97) Parágrafo único. § 2o Tratando-se de dano causado a terceiros. penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros.12. salvo na hipótese em que houver compatibilidade de horário e local com o exercício de um deles. (Vide Lei nº 12. de 10. Art. A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou função. quando investido em cargo de provimento em comissão. direta ou indiretamente. sendo independentes entre si. 121. de 10. doloso ou culposo.97) Capítulo IV Das Responsabilidades Art. 126. observado o que. O servidor não poderá exercer mais de um cargo em comissão. 124. penais e administrativas poderão cumular-se. declarada pelas autoridades máximas dos órgãos ou entidades envolvidos. salvo quando os cargos de que decorram essas remunerações forem acumuláveis na atividade. § 3o A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada. (Redação dada pela Lei nº 9.9. 122. O disposto neste artigo não se aplica à remuneração devida pela participação em conselhos de administração e fiscal das empresas públicas e sociedades de economia mista.§ 3o Considera-se acumulação proibida a percepção de vencimento de cargo ou emprego público efetivo com proventos da inatividade.12. bem como quaisquer empresas ou entidades em que a União. suas subsidiárias e controladas. 46.

Art. não podendo exceder de 90 (noventa) dias.abandono de cargo.suspensão. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados. § 1o Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que. (Incluído pela Lei nº 9. respectivamente.inassiduidade habitual. § 2o Quando houver conveniência para o serviço. recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente. Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida. incisos I a VIII e XIX. 117. regulamentação ou norma interna. Art. A advertência será aplicada por escrito.527.12.insubordinação grave em serviço. de 10. ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço. O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos. II .demissão.advertência.destituição de função comissionada. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais. Parágrafo único. 131. . na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração. após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício. Art.crime contra a administração pública.I . 132. II . (Redação dada pela Lei nº 9.527. IV . Parágrafo único. VI . se o servidor não houver. III .97) Art. nos casos de violação de proibição constante do art. A demissão será aplicada nos seguintes casos: I . de 10. praticado nova infração disciplinar. IV . V . III .97) Art. os danos que dela provierem para o serviço público. O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a causa da sanção disciplinar.12. 129. na repartição. a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa. VI . e de inobservância de dever funcional previsto em lei. 128.cassação de aposentadoria ou disponibilidade. 130. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão.destituição de cargo em comissão. nesse período. V .improbidade administrativa.incontinência pública e conduta escandalosa. que não justifique imposição de penalidade mais grave. cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação. injustificadamente.

aplicando-se. contados do recebimento do processo. do horário de trabalho e do correspondente regime jurídico. XIII .97) § 5o A opção pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará sua boa-fé. a autoridade a que se refere o art.97) § 4o No prazo de cinco dias. dos órgãos ou entidades de vinculação. 133. (Incluído pela Lei nº 9. em serviço. (Incluído pela Lei nº 9. assegurando-se-lhe vista do processo na repartição. na hipótese de omissão. salvo em legítima defesa própria ou de outrem.12.revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo. com a publicação do ato que constituir a comissão. 163 e 164. cujo processo administrativo disciplinar se desenvolverá nas seguintes fases:(Redação dada pela Lei nº 9.527.acumulação ilegal de cargos. de 10. (Redação dada pela Lei nº 9.aplicação irregular de dinheiros públicos. empregos ou funções públicas.12. VIII .12.527.97) II .527.12. por intermédio de sua chefia imediata. empregos ou funções públicas em situação de acumulação ilegal.julgamento. das datas de ingresso.97) § 2o A comissão lavrará.12. (Incluído pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9. de 10.97) . e a materialidade pela descrição dos cargos.12.97) § 3o Apresentada a defesa.527. de 10. ou por intermédio de sua chefia imediata.12. a autoridade julgadora proferirá a sua decisão.527. 143 notificará o servidor. para julgamento.527. observado o disposto nos arts. adotará procedimento sumário para a sua apuração e regularização imediata. a ser composta por dois servidores estáveis. XI .lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional. Art. em que resumirá as peças principais dos autos. bem como promoverá a citação pessoal do servidor indiciado.97) III . hipótese em que se converterá automaticamente em pedido de exoneração do outro cargo. (Incluído pela Lei nº 9. defesa e relatório. a servidor ou a particular.12.transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.ofensa física.instauração. (Redação dada pela Lei nº 9. de 10. X . e simultaneamente indicar a autoria e a materialidade da transgressão objeto da apuração. empregos ou funções públicas. IX . de 10. no prazo de cinco dias. termo de indiciação em que serão transcritas as informações de que trata o parágrafo anterior.instrução sumária. de 10. de 10. de 10.12.527.VII . Detectada a qualquer tempo a acumulação ilegal de cargos. quando for o caso.corrupção. XII . a comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor.97) I .97) § 1o A indicação da autoria de que trata o inciso I dar-se-á pelo nome e matrícula do servidor. de 10.527. para apresentar opção no prazo improrrogável de dez dias. contados da data da ciência e. para. opinará sobre a licitude da acumulação em exame. apresentar defesa escrita. indicará o respectivo dispositivo legal e remeterá o processo à autoridade instauradora. o disposto no § 3o do art. 167. até três dias após a publicação do ato que a constituiu. (Incluído pela Lei nº 9.527. que compreende indiciação.

§ 6o Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço.a indicação da materialidade dar-se-á: (Incluído pela Lei nº 9. admitida a sua prorrogação por até quinze dias. empregos ou funções públicas em regime de acumulação ilegal. observando-se. de 10.12. Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao serviço por mais de trinta dias consecutivos.97) I . 136.527. subsidiariamente. (Incluído pela Lei nº 9.97) § 7o O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar submetido ao rito sumário não excederá trinta dias. pela indicação dos dias de falta ao serviço sem causa justificada. pela indicação precisa do período de ausência intencional do servidor ao serviço superior a trinta dias. de 10. também será adotado o procedimento sumário a que se refere o art. A demissão ou a destituição de cargo em comissão.527. pelo prazo de 5 (cinco) anos.12. as disposições dos Títulos IV e V desta Lei.527. Art. sem prejuízo da ação penal cabível. na atividade. interpoladamente. Parágrafo único. destituição ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos. de 10. de 10. por sessenta dias. IV. incisos I. falta punível com a demissão. X e XI.12. incisos IX e XI. no que lhe for aplicável. aplicar-se-á a pena de demissão. 132. Art. incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público federal. VIII. Art. Não poderá retornar ao serviço público federal o servidor que for demitido ou destituído do cargo em comissão por infringência do art. VIII. 117. Art. de 10.12. 132. 135. Parágrafo único. 137. 133. de 10. A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão.527. A demissão ou a destituição de cargo em comissão. 138.527.12. a exoneração efetuada nos termos do art. (Incluído pela Lei nº 9. Na apuração de abandono de cargo ou inassiduidade habitual. por infringência do art.97) § 8o O procedimento sumário rege-se pelas disposições deste artigo. 35 será convertida em destituição de cargo em comissão. de 10. Art. hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação serão comunicados. quando as circunstâncias o exigirem. por período igual ou superior a sessenta dias interpoladamente. Constatada a hipótese de que trata este artigo. 140. durante o período de doze meses. (Incluído pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9. durante o período de doze meses.97) b) no caso de inassiduidade habitual.527.97) a) na hipótese de abandono de cargo.12.12.97) Art. (Incluído pela Lei nº 9. 134. observando-se especialmente que: (Redação dada pela Lei nº 9. contados da data de publicação do ato que constituir a comissão. Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado. sem causa justificada. implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. X e XI do art.97) . 139. nos casos dos incisos IV.527. Art.

pelos Presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República. quanto às infrações puníveis com demissão. de 2005) § 2o (Revogado pela Lei nº 11.pelo Presidente da República. órgão.12.204. até a decisão final proferida por autoridade competente. quando se tratar de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder. Art.204. quanto à suspensão. § 1o (Revogado pela Lei nº 11. § 1o O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido. sobre a intencionalidade da ausência ao serviço superior a trinta dias e remeterá o processo à autoridade instauradora para julgamento. ou entidade. § 2o Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime. de 2005) . indicará o respectivo dispositivo legal. III .após a apresentação da defesa a comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor. quanto á advertência. II . quando se tratar de destituição de cargo em comissão.97) Art. nos casos de advertência ou de suspensão de até 30 (trinta) dias. As penalidades disciplinares serão aplicadas: I . o prazo começará a correr a partir do dia em que cessar a interrupção.pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inferior àquelas mencionadas no inciso anterior quando se tratar de suspensão superior a 30 (trinta) dias. de 10.em 2 (dois) anos. opinará. 143. § 4o Interrompido o curso da prescrição. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata. mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar. na hipótese de abandono de cargo.II .pela autoridade que houver feito a nomeação.em 180 (cento e oitenta) dias. 142. em que resumirá as peças principais dos autos.em 5 (cinco) anos. cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão. A ação disciplinar prescreverá: I . 141. II . IV . assegurada ao acusado ampla defesa. Título V Do Processo Administrativo Disciplinar Capítulo I Disposições Gerais Art. § 3o A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição. III .527.pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos. (Incluído pela Lei nº 9.

por falta de objeto. . a denúncia será arquivada.arquivamento do processo. cassação de aposentadoria ou disponibilidade. no âmbito do respectivo Poder. II . O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições. Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade. (Incluído pela Lei nº 9. 148. (Redação dada pela Lei nº 9. confirmada a autenticidade.97) Art. 146. que indicará. o seu presidente. mediante competência específica para tal finalidade.527. 147. sem prejuízo da remuneração. Parágrafo único. 149.§ 3o A apuração de que trata o caput. desde que contenham a identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito. Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal. As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração.527. ainda que não concluído o processo. Art. podendo ser prorrogado por igual período. será obrigatória a instauração de processo disciplinar. de 10.instauração de processo disciplinar. Art. que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível.aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30 (trinta) dias. órgão ou entidade. III . a critério da autoridade superior. pelo prazo de até 60 (sessenta) dias. O afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo. O processo disciplinar será conduzido por comissão composta de três servidores estáveis designados pela autoridade competente. 143. Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ensejar a imposição de penalidade de suspensão por mais de 30 (trinta) dias. a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do cargo. delegada em caráter permanente ou temporário pelo Presidente da República. de demissão. Da sindicância poderá resultar: I . caput por solicitação da autoridade a que se refere. poderá ser promovida por autoridade de órgão ou entidade diverso daquele em que tenha ocorrido a irregularidade. dentre eles. ou destituição de cargo em comissão. observado o disposto no § 3o do art.97) § 1o A Comissão terá como secretário servidor designado pelo seu presidente. Parágrafo único. ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido. Art. 145.12. Capítulo II Do Afastamento Preventivo Art. de 10. preservadas as competências para o julgamento que se seguir à apuração. pelos presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República. findo o qual cessarão os seus efeitos. 144. Parágrafo único. podendo a indicação recair em um de seus membros. O prazo para conclusão da sindicância não excederá 30 (trinta) dias.12. Capítulo III Do Processo Disciplinar Art. ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado.

O processo disciplinar se desenvolve nas seguintes fases: I . devendo a segunda via. com a utilização dos meios e recursos admitidos em direito. admitida a sua prorrogação por igual prazo. a comissão dedicará tempo integral aos seus trabalhos.instauração. . Art. quando se tratar de prova pericial. 155. consangüíneo ou afim. Na fase do inquérito. investigações e diligências cabíveis. assegurada ao acusado ampla defesa. 154. 152. ficando seus membros dispensados do ponto. § 2o As reuniões da comissão serão registradas em atas que deverão detalhar as deliberações adotadas. companheiro ou parente do acusado. quando as circunstâncias o exigirem. recorrendo. O prazo para a conclusão do processo disciplinar não excederá 60 (sessenta) dias. Na hipótese de o relatório da sindicância concluir que a infração está capitulada como ilícito penal. Art. cônjuge. Art. contados da data de publicação do ato que constituir a comissão. ser anexado aos autos. até o terceiro grau. até a entrega do relatório final. Parágrafo único. § 1o O presidente da comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes. II . Os autos da sindicância integrarão o processo disciplinar. Parágrafo único. 150. de modo a permitir a completa elucidação dos fatos.inquérito administrativo. em linha reta ou colateral. a autoridade competente encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público. independentemente da imediata instauração do processo disciplinar. § 2o Será indeferido o pedido de prova pericial. quando necessário. acareações. com o ciente do interessado. com a publicação do ato que constituir a comissão. O inquérito administrativo obedecerá ao princípio do contraditório. As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo presidente da comissão. Art. A Comissão exercerá suas atividades com independência e imparcialidade. produzir provas e contraprovas e formular quesitos. 157. assegurado o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da administração. É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo pessoalmente ou por intermédio de procurador. objetivando a coleta de prova. ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. meramente protelatórios. quando a comprovação do fato independer de conhecimento especial de perito. arrolar e reinquirir testemunhas. § 1o Sempre que necessário.julgamento. As reuniões e as audiências das comissões terão caráter reservado. defesa e relatório. 153. a técnicos e peritos. Art. Seção I Do Inquérito Art. III . 151. a comissão promoverá a tomada de depoimentos. que compreende instrução. 156.§ 2o Não poderá participar de comissão de sindicância ou de inquérito. como peça informativa da instrução. Art. Art.

será promovida a acareação entre eles. 164. porém. Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido. Considerar-se-á revel o indiciado que. Art. publicado no Diário Oficial da União e em jornal de grande circulação na localidade do último domicílio conhecido. O incidente de sanidade mental será processado em auto apartado e apenso ao processo principal. § 1o As testemunhas serão inquiridas separadamente. § 4o No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na cópia da citação. 157 e 158. por intermédio do presidente da comissão. § 2o Havendo dois ou mais indiciados. Se a testemunha for servidor público. será citado por edital. O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo. 161. O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à comissão o lugar onde poderá ser encontrado. § 3o O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro. a expedição do mandado será imediatamente comunicada ao chefe da repartição onde serve. após a expedição do laudo pericial. pelo membro da comissão que fez a citação. reinquiri-las. Art. Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado. Parágrafo único. proceder-se-á à acareação entre os depoentes. e sempre que divergirem em suas declarações sobre fatos ou circunstâncias. Art. não sendo lícito à testemunha trazê-lo por escrito. Art. § 2o O procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório. Parágrafo único. 159. Art. 163. facultando-se-lhe. para diligências reputadas indispensáveis. com a assinatura de (2) duas testemunhas. 158. Na hipótese deste artigo. 162. observados os procedimentos previstos nos arts.Parágrafo único. no prazo de 10 (dez) dias. § 1o O indiciado será citado por mandado expedido pelo presidente da comissão para apresentar defesa escrita. Art. não apresentar defesa no prazo legal. . 160. o prazo para defesa será de 15 (quinze) dias a partir da última publicação do edital. § 2o Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem. com a indicação do dia e hora marcados para inquirição. da qual participe pelo menos um médico psiquiatra. Tipificada a infração disciplinar. para apresentar defesa. o prazo será comum e de 20 (vinte) dias. com a especificação dos fatos a ele imputados e das respectivas provas. cada um deles será ouvido separadamente. Concluída a inquirição das testemunhas. Art. será formulada a indiciação do servidor. § 1o No caso de mais de um acusado. o prazo para defesa contarse-á da data declarada. sendo-lhe vedado interferir nas perguntas e respostas. bem como à inquirição das testemunhas. regularmente citado. assegurando-se-lhe vista do processo na repartição. em termo próprio. a comissão proporá à autoridade competente que ele seja submetido a exame por junta médica oficial. a comissão promoverá o interrogatório do acusado.

de 10. § 1o O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor. será remetido à autoridade que determinou a sua instauração. será responsabilizada na forma do Capítulo IV do Título IV. § 2o Para defender o indiciado revel. com o relatório da comissão. . § 2o Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções. 142. por termo.12. Seção II Do Julgamento Art.12. a autoridade julgadora proferirá a sua decisão. que decidirá em igual prazo. a comissão elaborará relatório minucioso. que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível. o julgamento caberá à autoridade competente para a imposição da pena mais grave. 169. salvo se flagrantemente contrária à prova dos autos. a autoridade julgadora poderá. a comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido. 167.527. Parágrafo único.527. agravar a penalidade proposta.97) § 1o O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo. ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado. (Redação dada pela Lei nº 9.527. O processo disciplinar. onde resumirá as peças principais dos autos e mencionará as provas em que se baseou para formar a sua convicção. Apreciada a defesa. Verificada a ocorrência de vício insanável. a autoridade instauradora do processo determinará o seu arquivamento. No prazo de 20 (vinte) dias. Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos. bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes. para julgamento. motivadamente. 168. Art. contados do recebimento do processo. salvo quando contrário às provas dos autos.97) Art. (Incluído pela Lei nº 9. O julgamento acatará o relatório da comissão.12.(Redação dada pela Lei nº 9. e ordenará. a autoridade instauradora do processo designará um servidor como defensor dativo. 141. abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade. de 10. de 10. 166. o julgamento caberá às autoridades de que trata o inciso I do art. § 3o Se a penalidade prevista for a demissão ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade. § 2o. Art.§ 1o A revelia será declarada. a autoridade que determinou a instauração do processo ou outra de hierarquia superior declarará a sua nulidade. § 1o Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade instauradora do processo. § 2o Reconhecida a responsabilidade do servidor. a constituição de outra comissão para instauração de novo processo. total ou parcial. 165. § 4o Reconhecida pela comissão a inocência do servidor. este será encaminhado à autoridade competente. nos autos do processo e devolverá o prazo para a defesa. § 2o A autoridade julgadora que der causa à prescrição de que trata o art. no mesmo ato.97) Art.

O requerimento de revisão do processo será dirigido ao Ministro de Estado ou autoridade equivalente. 149. que requer elementos novos. 173. o requerente pedirá dia e hora para a produção de provas e inquirição das testemunhas que arrolar.Art. 174. O processo disciplinar poderá ser revisto. Art. as normas e procedimentos próprios da comissão do processo disciplinar. Art. a revisão será requerida pelo respectivo curador. 177. ou aposentado voluntariamente. acaso aplicada. O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade. no que couber. quando obrigados a se deslocarem da sede dos trabalhos para a realização de missão essencial ao esclarecimento dos fatos. Parágrafo único. Extinta a punibilidade pela prescrição. encaminhará o pedido ao dirigente do órgão ou entidade onde se originou o processo disciplinar. II . o ônus da prova cabe ao requerente. na forma do art. § 1o Em caso de falecimento. A comissão revisora terá 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos. 170. Deferida a petição. Art. após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade. ficando trasladado na repartição. Parágrafo único. Art. Art. Quando a infração estiver capitulada como crime. o processo disciplinar será remetido ao Ministério Público para instauração da ação penal. A revisão correrá em apenso ao processo originário.aos membros da comissão e ao secretário. que. 172. 34. Ocorrida a exoneração de que trata o parágrafo único. Art. qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do processo. a pedido ou de ofício. nos termos do art. a autoridade julgadora determinará o registro do fato nos assentamentos individuais do servidor. Art. 181. na condição de testemunha. 141. O servidor que responder a processo disciplinar só poderá ser exonerado a pedido. . 171. § 2o No caso de incapacidade mental do servidor. Art. se autorizar a revisão. Art. No processo revisional. denunciado ou indiciado. 178. 180. ausência ou desaparecimento do servidor. o ato será convertido em demissão. Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora. Seção III Da Revisão do Processo Art. Parágrafo único. 175. Serão assegurados transporte e diárias: I . Art. ainda não apreciados no processo originário. 179. quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada. a autoridade competente providenciará a constituição de comissão. se for o caso. Na petição inicial. 176. inciso I do art. a qualquer tempo.ao servidor convocado para prestar depoimento fora da sede de sua repartição. A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão.

de 14. terá suspenso o seu vínculo com o regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público enquanto durar o afastamento ou a licença. inclusive. 184. falecimento e reclusão. § 1o O servidor ocupante de cargo em comissão que não seja. Título VI Da Seguridade Social do Servidor Capítulo I Disposições Gerais Art. 182.2003) § 2o O servidor afastado ou licenciado do cargo efetivo. no mesmo percentual devido pelos servidores em atividade. restabelecendo-se todos os direitos do servidor. (Incluído pela Lei nº 10. exceto em relação à destituição do cargo em comissão.Parágrafo único. de 14. (Incluído pela Lei nº 10.667. incidente sobre a remuneração total do cargo a que faz jus no exercício de suas atribuições.2003) § 3o Será assegurada ao servidor licenciado ou afastado sem remuneração a manutenção da vinculação ao regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público. para esse efeito. será declarada sem efeito a penalidade aplicada. Parágrafo único. II . O Plano de Seguridade Social visa a dar cobertura aos riscos a que estão sujeitos o servidor e sua família. simultaneamente. Os benefícios serão concedidos nos termos e condições definidos em regulamento. A União manterá Plano de Seguridade Social para o servidor e sua família. à adoção e à paternidade.667.garantir meios de subsistência nos eventos de doença. Art.2003) Art. Julgada procedente a revisão.2003) § 4o O recolhimento de que trata o § 3o deve ser efetuado até o segundo dia útil após a data do pagamento das remunerações dos servidores públicos. (Incluído pela Lei nº 10. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento de penalidade. computando-se. neste período. ocupante de cargo ou emprego efetivo na administração pública direta. velhice. que será convertida em exoneração.5.assistência à saúde.5. (Redação dada pela Lei nº 10. contados do recebimento do processo. e compreende um conjunto de benefícios e ações que atendam às seguintes finalidades: I . inclusive para servir em organismo oficial internacional do qual o Brasil seja membro efetivo ou com o qual coopere. com exceção da assistência à saúde.5. inatividade. de 14. Parágrafo único. acidente em serviço. 183. O prazo para julgamento será de 20 (vinte) dias. III . invalidez.667. não lhes assistindo. os benefícios do mencionado regime de previdência. autárquica e fundacional não terá direito aos benefícios do Plano de Seguridade Social.proteção à maternidade. observadas as disposições desta Lei. . aplicando-se os procedimentos de cobrança e execução dos tributos federais quando não recolhidas na data de vencimento.667. ainda que contribua para regime de previdência social no exterior. no curso do qual a autoridade julgadora poderá determinar diligências.5. sem direito à remuneração. as vantagens pessoais. de 14. mediante o recolhimento mensal da respectiva contribuição.

Capítulo II Dos Benefícios Seção I Da Aposentadoria Art. e proporcionais nos demais casos.compulsoriamente. II . com proventos integrais. sem prejuízo da ação penal cabível. b) aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de magistério se professor. 185. moléstia profissional ou doença grave. b) auxílio-funeral. III . h) garantia de condições individuais e ambientais de trabalho satisfatórias.voluntariamente: a) aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço. d) assistência à saúde. Os benefícios do Plano de Seguridade Social do servidor compreendem: I . dolo ou má-fé. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. e aos 30 (trinta) se mulher. . b) auxílio-natalidade. 186. O servidor será aposentado: (Vide art. 40 da Constituição) I .quanto ao servidor: a) aposentadoria. sendo os proventos integrais quando decorrente de acidente em serviço. g) assistência à saúde. c) auxílio-reclusão. § 2o O recebimento indevido de benefícios havidos por fraude. contagiosa ou incurável. e 25 (vinte e cinco) se professora.por invalidez permanente. se homem. c) salário-família. com proventos integrais. 189 e 224. implicará devolução ao erário do total auferido. d) licença para tratamento de saúde. observado o disposto nos arts. à adotante e licença-paternidade. e) licença à gestante.quanto ao dependente: a) pensão vitalícia e temporária. II .Art. f) licença por acidente em serviço. § 1o As aposentadorias e pensões serão concedidas e mantidas pelos órgãos ou entidades aos quais se encontram vinculados os servidores. especificada em lei. aos setenta anos de idade.

cegueira posterior ao ingresso no serviço público. com proventos proporcionais a esse tempo.c) aos 30 (trinta) anos de serviço. bem como nas hipóteses previstas no art. o servidor será aposentado. se homem. cardiopatia grave. serão consideradas apenas as licenças motivadas pela enfermidade ensejadora da invalidez ou doenças correlacionadas. e revisto na mesma data e proporção. e declarada por ato. de 10. O provento da aposentadoria será calculado com observância do disposto no § 3o do art. doença de Parkinson. § 3o Na hipótese do inciso I o servidor será submetido à junta médica oficial. paralisia irreversível e incapacitante. se homem.907. (Incluído pela Lei nº 11. § 1o Consideram-se doenças graves. e aos 60 (sessenta) se mulher. por período não excedente a 24 (vinte e quatro) meses. de 2009) Art. 188. 187. a que se refere o inciso I deste artigo.907. contagiosas ou incuráveis. Parágrafo único. 189. a aposentadoria de que trata o inciso III. de 2009) § 5o A critério da Administração. com base na medicina especializada. A aposentadoria compulsória será automática. inclusive quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria. 41. . com vigência a partir do dia imediato àquele em que o servidor atingir a idade-limite de permanência no serviço ativo.97) Art. que atestará a invalidez quando caracterizada a incapacidade para o desempenho das atribuições do cargo ou a impossibilidade de se aplicar o disposto no art. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. São estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidas aos servidores em atividade. § 2o Nos casos de exercício de atividades consideradas insalubres ou perigosas. esclerose múltipla. 71. § 3o O lapso de tempo compreendido entre o término da licença e a publicação do ato da aposentadoria será considerado como de prorrogação da licença. e aos 25 (vinte e cinco) se mulher. observará o disposto em lei específica. tuberculose ativa. para avaliação das condições que ensejaram o afastamento ou a aposentadoria. d) aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade. 24. estados avançados do mal de Paget (osteíte deformante).AIDS. e outras que a lei indicar.527. Síndrome de Imunodeficiência Adquirida . (Incluído pela Lei nº 9. nefropatia grave. § 2o Expirado o período de licença e não estando em condições de reassumir o cargo ou de ser readaptado. § 4o Para os fins do disposto no § 1o deste artigo. § 1o A aposentadoria por invalidez será precedida de licença para tratamento de saúde. (Incluído pela Lei nº 11. "a" e "c". Art. alienação mental. o servidor em licença para tratamento de saúde ou aposentado por invalidez poderá ser convocado a qualquer momento. A aposentadoria voluntária ou por invalidez vigorará a partir da data da publicação do respectivo ato. hanseníase. espondiloartrose anquilosante. neoplasia maligna. sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade.12.

Seção III Do Salário-Família Art.527. viver na companhia e às expensas do servidor.97) Art. quando separados. 190. O servidor aposentado com provento proporcional ao tempo de serviço se acometido de qualquer das moléstias especificadas no § 1o do art. (Redação dada pela Lei nº 11. em quantia equivalente ao menor vencimento do serviço público. (Revogado pela Lei nº 9. inclusive no caso de natimorto. Seção II Do Auxílio-Natalidade Art. em valor equivalente ao respectivo provento. nos termos da Lei nº 5. ou do inativo. Parágrafo único. Ao pai e à mãe equiparam-se o padrasto.315. em valor igual ou superior ao salário-mínimo. § 1o Na hipótese de parto múltiplo. o provento não será inferior a 1/3 (um terço) da remuneração da atividade. Art. de 2009) Art. na falta destes. . será pago a um e outro. aos 25 (vinte e cinco) anos de serviço efetivo. a madrasta e. por nascituro. Não se configura a dependência econômica quando o beneficiário do salário-família perceber rendimento do trabalho ou de qualquer outra fonte.Art. Art. O salário-família é devido ao servidor ativo ou ao inativo. Art. 199. 186 desta Lei e.907. 196. de 12 de setembro de 1967. 192. 198.a mãe e o pai sem economia própria. o valor será acrescido de 50% (cinqüenta por cento). será concedida aposentadoria com provento integral. 195.o cônjuge ou companheiro e os filhos. deduzido o adiantamento recebido. o salário-família será pago a um deles. Ao servidor aposentado será paga a gratificação natalina.527. § 2o O auxílio será pago ao cônjuge ou companheiro servidor público. por esse motivo. 193.12. se inválido. de 10. Quando proporcional ao tempo de serviço. por dependente econômico. 197. Art. inclusive pensão ou provento da aposentadoria. mediante autorização judicial. Consideram-se dependentes econômicos para efeito de percepção do salário-família: I . for considerado inválido por junta médica oficial passará a perceber provento integral. III . se estudante. Quando o pai e mãe forem servidores públicos e viverem em comum. II . 191. Ao ex-combatente que tenha efetivamente participado de operações bélicas. inclusive os enteados até 21 (vinte e um) anos de idade ou. durante a Segunda Guerra Mundial. Parágrafo único. os representantes legais dos incapazes. de 10.97) Art. até 24 (vinte e quatro) anos ou. 194. O auxílio-natalidade é devido à servidora por motivo de nascimento de filho. de qualquer idade. (Revogado pela Lei nº 9. até o dia vinte do mês de dezembro. de acordo com a distribuição dos dependentes. calculado com base no fundamento legal de concessão da aposentadoria.12. quando a parturiente não for servidora.o menor de 21 (vinte e um) anos que.

205. A licença de que trata o art. (Redação dada pela Lei nº 11. com base em perícia médica. Seção IV Da Licença para Tratamento de Saúde Art. de 2009) § 4o A licença que exceder o prazo de 120 (cento e vinte) dias no período de 12 (doze) meses a contar do primeiro dia de afastamento será concedida mediante avaliação por junta médica oficial. nas hipóteses em que abranger o campo de atuação da odontologia. será efetuada por cirurgiões-dentistas. bem como nos demais casos de perícia oficial previstos nesta Lei. sem prejuízo da remuneração. Art.907. 201. 202. § 2o Inexistindo médico no órgão ou entidade no local onde se encontra ou tenha exercício em caráter permanente o servidor. (Redação dada pela Lei nº 11. O salário-família não está sujeito a qualquer tributo. (Redação dada pela Lei nº 11. a pedido ou de ofício. 204. sem prejuízo da remuneração a que fizer jus.907.12.Art. O servidor será submetido a exames médicos periódicos. de 2009) Art. dentro de 1 (um) ano. sem remuneração. de 10. 200. (Vide Decreto nº 6. O atestado e o laudo da junta médica não se referirão ao nome ou natureza da doença. Será concedida licença à servidora gestante por 120 (cento e vinte) dias consecutivos. 186. doença profissional ou qualquer das doenças especificadas no art. será aceito atestado passado por médico particular. poderá ser dispensada de perícia oficial. a inspeção médica será realizada na residência do servidor ou no estabelecimento hospitalar onde se encontrar internado. 203.907.97) § 3o No caso do § 2o deste artigo. à Adotante e da Licença-Paternidade Art. na forma definida em regulamento. o atestado somente produzirá efeitos depois de recepcionado pela unidade de recursos humanos do órgão ou entidade.907. Art. 202 desta Lei será concedida com base em perícia oficial. (Redação dada pela Lei nº 9. de 2009) § 1o Sempre que necessário. e não se configurando as hipóteses previstas nos parágrafos do art. de 2009) (Regulamento). Seção V Da Licença à Gestante. Art. 207.907. 206-A. A licença para tratamento de saúde inferior a 15 (quinze) dias. nem servirá de base para qualquer contribuição. O afastamento do cargo efetivo. de 2008) . (Incluído pela Lei nº 11. de 2009) § 5o A perícia oficial para concessão da licença de que trata o caput deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 11. Art.527.690. 230. Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde. (Incluído pela Lei nº 11. 206.907. não acarreta a suspensão do pagamento do salário-família. inclusive para a Previdência Social. salvo quando se tratar de lesões produzidas por acidente em serviço. § 1o. nos termos e condições definidos em regulamento. O servidor que apresentar indícios de lesões orgânicas ou funcionais será submetido a inspeção médica. de 2009) Art.

o servidor terá direito à licença-paternidade de 5 (cinco) dias consecutivos. (Vide Decreto nº 6. 216. . os dependentes fazem jus a uma pensão mensal de valor correspondente ao da respectiva remuneração ou provento. § 4o No caso de aborto atestado por médico oficial. 215. 42. de 2008) Parágrafo único. Seção VII Da Pensão Art. Para amamentar o próprio filho.decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo servidor no exercício do cargo. Por morte do servidor. com as atribuições do cargo exercido. 209. Parágrafo único. § 2o No caso de nascimento prematuro. Art. à conta de recursos públicos. O servidor acidentado em serviço que necessite de tratamento especializado poderá ser tratado em instituição privada. Art.sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-versa. § 3o No caso de natimorto.§ 1o A licença poderá ter início no primeiro dia do nono mês de gestação.691. 208. quanto à natureza. serão concedidos 90 (noventa) dias de licença remunerada. reassumirá o exercício. As pensões distinguem-se. e se julgada apta. Pelo nascimento ou adoção de filhos. a servidora lactante terá direito. em vitalícias e temporárias. No caso de adoção ou guarda judicial de criança com mais de 1 (um) ano de idade. que se relacione. que poderá ser parcelada em dois períodos de meia hora. 214. observado o limite estabelecido no art. 211. a uma hora de descanso. II . Art. 213. Configura acidente em serviço o dano físico ou mental sofrido pelo servidor. a servidora será submetida a exame médico. decorridos 30 (trinta) dias do evento. 210. Seção VI Da Licença por Acidente em Serviço Art. a servidora terá direito a 30 (trinta) dias de repouso remunerado. com remuneração integral. a licença terá início a partir do parto. Parágrafo único. Art. À servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criança até 1 (um) ano de idade. o servidor acidentado em serviço. até a idade de seis meses. Art. Equipara-se ao acidente em serviço o dano: I . o prazo de que trata este artigo será de 30 (trinta) dias. A prova do acidente será feita no prazo de 10 (dez) dias. Art. 212. durante a jornada de trabalho. mediata ou imediatamente. a partir da data do óbito. O tratamento recomendado por junta médica oficial constitui medida de exceção e somente será admissível quando inexistirem meios e recursos adequados em instituição pública. salvo antecipação por prescrição médica. Será licenciado. Art. prorrogável quando as circunstâncias o exigirem.

b) o menor sob guarda ou tutela até 21 (vinte e um) anos de idade. 219. ou. separada judicialmente ou divorciada. com percepção de pensão alimentícia.vitalícia: a) o cônjuge. se inválida. o seu valor será distribuído em partes iguais entre os beneficiários habilitados. ou. enquanto durar a invalidez. . d) a mãe e o pai que comprovem dependência econômica do servidor. entre os titulares da pensão temporária. e) a pessoa designada. § 1o A concessão de pensão vitalícia aos beneficiários de que tratam as alíneas "a" e "c" do inciso I deste artigo exclui desse direito os demais beneficiários referidos nas alíneas "d" e "e". § 3o Ocorrendo habilitação somente à pensão temporária. 217. Art. que somente se extinguem ou revertem com a morte de seus beneficiários. A pensão poderá ser requerida a qualquer tempo. sendo a outra metade rateada em partes iguais. ou enteados. II . A pensão será concedida integralmente ao titular da pensão vitalícia. c) o companheiro ou companheira designado que comprove união estável como entidade familiar. 218. § 2o A concessão da pensão temporária aos beneficiários de que tratam as alíneas "a" e "b" do inciso II deste artigo exclui desse direito os demais beneficiários referidos nas alíneas "c" e "d". e o inválido. o valor integral da pensão será rateado. enquanto durar a invalidez. que comprovem dependência econômica do servidor. entre os que se habilitarem. Art. até 21 (vinte e um) anos de idade. São beneficiários das pensões: I .§ 1o A pensão vitalícia é composta de cota ou cotas permanentes. § 2o Ocorrendo habilitação às pensões vitalícia e temporária. § 1o Ocorrendo habilitação de vários titulares à pensão vitalícia. c) o irmão órfão.temporária: a) os filhos. se inválidos. em partes iguais. Art. prescrevendo tão-somente as prestações exigíveis há mais de 5 (cinco) anos. até 21 (vinte e um) anos. d) a pessoa designada que viva na dependência econômica do servidor. até 21 (vinte e um) anos. b) a pessoa desquitada. exceto se existirem beneficiários da pensão temporária. metade do valor caberá ao titular ou titulares da pensão vitalícia. enquanto durar a invalidez. cessação de invalidez ou maioridade do beneficiário. que vivam sob a dependência econômica do servidor. § 2o A pensão temporária é composta de cota ou cotas que podem se extinguir ou reverter por motivo de morte. maior de 60 (sessenta) anos e a pessoa portadora de deficiência.

irmão órfão ou pessoa designada.o seu falecimento. quando a decisão ocorrer após a concessão da pensão ao cônjuge. A pensão provisória será transformada em vitalícia ou temporária. aos 21 (vinte e um) anos de idade. em valor equivalente a um mês da remuneração ou provento. Será concedida pensão provisória por morte presumida do servidor. Art. hipótese em que o benefício será automaticamente cancelado. 225. Ressalvado o direito de opção. A critério da Administração. Art.da pensão vitalícia para os remanescentes desta pensão ou para os titulares da pensão temporária.a renúncia expressa. II . 223.a acumulação de pensão na forma do art. Seção VIII Do Auxílio-Funeral Art. 224. de 2009) Art. se não houver pensionista remanescente da pensão vitalícia.desaparecimento em desabamento.907. Acarreta perda da qualidade de beneficiário: I . VI . Não faz jus à pensão o beneficiário condenado pela prática de crime doloso de que tenha resultado a morte do servidor.(Incluído pela Lei nº 11. 222. Art. 225. pela autoridade judiciária competente.a anulação do casamento. o beneficiário de pensão temporária motivada por invalidez poderá ser convocado a qualquer momento para avaliação das condições que ensejaram a concessão do benefício. nos seguintes casos: I . para o beneficiário da pensão vitalícia. O auxílio-funeral é devido à família do servidor falecido na atividade ou aposentado. a respectiva cota reverterá: I . em se tratando de beneficiário inválido.da pensão temporária para os co-beneficiários ou. 221. decorridos 5 (cinco) anos de sua vigência. V . é vedada a percepção cumulativa de mais de duas pensões. III . Parágrafo único.desaparecimento no desempenho das atribuições do cargo ou em missão de segurança. IV . II . Parágrafo único. conforme o caso.a cessação de invalidez. Art. As pensões serão automaticamente atualizadas na mesma data e na mesma proporção dos reajustes dos vencimentos dos servidores. aplicando-se o disposto no parágrafo único do art. II .Parágrafo único. incêndio ou acidente não caracterizado como em serviço. Por morte ou perda da qualidade de beneficiário. inundação. 226.declaração de ausência. ressalvado o eventual reaparecimento do servidor. na falta destes. Concedida a pensão. III .a maioridade de filho. 189. . qualquer prova posterior ou habilitação tardia que implique exclusão de beneficiário ou redução de pensão só produzirá efeitos a partir da data em que for oferecida. Art. 220.

este será indenizado. diretamente pelo órgão ou entidade ao qual estiver vinculado o servidor. a pena que não determine a perda de cargo.302 de 2006) § 1o Nas hipóteses previstas nesta Lei em que seja exigida perícia. durante o afastamento. § 1o Nos casos previstos no inciso I deste artigo. que constituirá . Em caso de falecimento de servidor em serviço fora do local de trabalho.dois terços da remuneração. preferencialmente.INSS. 230. de 10. as despesas de transporte do corpo correrão à conta de recursos da União.97) § 2o Na impossibilidade. em flagrante ou preventiva. na ausência de médico ou junta médica oficial.metade da remuneração. A assistência à saúde do servidor. o servidor terá direito à integralização da remuneração. (Incluído pela Lei nº 9. 228. ainda que condicional. Capítulo III Da Assistência à Saúde Art. nos seguintes valores: I . § 3o O auxílio será pago no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. da aplicação do disposto no parágrafo anterior. desde que absolvido. À família do servidor ativo é devido o auxílio-reclusão. e de sua família compreende assistência médica. § 2o O pagamento do auxílio-reclusão cessará a partir do dia imediato àquele em que o servidor for posto em liberdade. (Redação dada pela Lei nº 11. ativo ou inativo. por sentença definitiva. § 2o (VETADO). enquanto perdurar a prisão. determinada pela autoridade competente. Art. 227. entidades sem fins lucrativos declaradas de utilidade pública. Se o funeral for custeado por terceiro. por meio de procedimento sumaríssimo.§ 1o No caso de acumulação legal de cargos. terá como diretriz básica o implemento de ações preventivas voltadas para a promoção da saúde e será prestada pelo Sistema Único de Saúde – SUS. ou com o Instituto Nacional do Seguro Social . II . quando afastado por motivo de prisão. na forma estabelecida em regulamento.12. ativo ou inativo. hospitalar. o auxílio será pago somente em razão do cargo de maior remuneração. para a sua realização o órgão ou entidade celebrará. à pessoa da família que houver custeado o funeral. odontológica. 229. inclusive no exterior. Art. autarquia ou fundação pública. mediante ressarcimento parcial do valor despendido pelo servidor. ou ainda na forma de auxílio. psicológica e farmacêutica. Seção IX Do Auxílio-Reclusão Art. observado o disposto no artigo anterior. e seus dependentes ou pensionistas com planos ou seguros privados de assistência à saúde. devidamente justificada.527. o órgão ou entidade promoverá a contratação da prestação de serviços por pessoa jurídica. avaliação ou inspeção médica. ou mediante convênio ou contrato. em virtude de condenação. convênio com unidades de atendimento do sistema público de saúde.

(Revogado pela Lei nº 9. (Revogado pela Lei nº 8. 235. além daqueles já previstos nos respectivos planos de carreira: . O Dia do Servidor Público será comemorado a vinte e oito de outubro. (Revogado pela Lei nº 8. a ser publicada pelo mesmo órgão regulador.302 de 2006) Capítulo IV Do Custeio Art. 236.12. com a comprovação de suas habilitações e de que não estejam respondendo a processo disciplinar junto à entidade fiscalizadora da profissão. (Incluído pela Lei nº 11. Poderão ser instituídos.666. ficam a União e suas entidades autárquicas e fundacionais autorizadas a: (Incluído pela Lei nº 11. 237. de 9. mediante licitação.745.745. (Incluído pela Lei nº 11.12.93) Art.junta médica especificamente para esses fins.01. 233. de 10.93) Título VIII Capítulo Único Das Disposições Gerais Art. de 9.93) Art. de 9. pensionistas. operadoras de planos e seguros privados de assistência à saúde que possuam autorização de funcionamento do órgão regulador.99) Título VII Capítulo Único Da Contratação Temporária de Excepcional Interesse Público Art.(VETADO) (Incluído pela Lei nº 11. (Revogado pela Lei nº 8. na forma da Lei no 8.302 de 2006) II . (Incluído pela Lei nº 11. sendo certo que os convênios celebrados depois dessa data somente poderão sê-lo na forma da regulamentação específica sobre patrocínio de autogestões. Legislativo e Judiciário.527. de 28. indicando os nomes e especialidades dos seus integrantes. no âmbito dos Poderes Executivo.celebrar convênios exclusivamente para a prestação de serviços de assistência à saúde para os seus servidores ou empregados ativos. 234. aposentados.745. com entidades de autogestão por elas patrocinadas por meio de instrumentos jurídicos efetivamente celebrados e publicados até 12 de fevereiro de 2006 e que possuam autorização de funcionamento do órgão regulador.97) § 3o Para os fins do disposto no caput deste artigo.12. normas essas também aplicáveis aos convênios existentes até 12 de fevereiro de 2006.745. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias da vigência desta Lei. os seguintes incentivos funcionais.93) Art.12.12. Art. 232.302 de 2006) III . de 9.302 de 2006) § 4o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11.302 de 2006) § 5o O valor do ressarcimento fica limitado ao total despendido pelo servidor ou pensionista civil com plano ou seguro privado de assistência à saúde.302 de 2006) I .783. 231.contratar. (Revogado pela Lei nº 8. de 21 de junho de 1993. bem como para seus respectivos grupos familiares definidos. (Incluído pela Lei nº 9.

nos termos da Constituição Federal. cujos contratos não poderão ser prorrogados após o vencimento do prazo de prorrogação. nem eximir-se do cumprimento de seus deveres. condecoração e elogio. e das fundações públicas. de 1o de maio de 1943.I .97) Art. dela decorrentes: a) de ser representado pelo sindicato. 240. § 2o As funções de confiança exercidas por pessoas não integrantes de tabela permanente do órgão ou entidade onde têm exercício ficam transformadas em cargos em comissão. ficando prorrogado. regidos pela Lei nº 1. 243. o servidor não poderá ser privado de quaisquer dos seus direitos. Ficam submetidos ao regime jurídico instituído por esta Lei.prêmios pela apresentação de idéias. Consideram-se da família do servidor. c) de descontar em folha. Ao servidor público civil é assegurado.concessão de medalhas. 242. o prazo vencido em dia em que não haja expediente. § 1o Os empregos ocupados pelos servidores incluídos no regime instituído por esta Lei ficam transformados em cargos.97) e) (Revogado pela Lei nº 9. na qualidade de servidores públicos. sem ônus para a entidade sindical a que for filiado. 241. inclusive as em regime especial.452. na data de sua publicação. quaisquer pessoas que vivam às suas expensas e constem do seu assentamento individual.527.12. b) de inamovibilidade do dirigente sindical. inventos ou trabalhos que favoreçam o aumento de produtividade e a redução dos custos operacionais.12. entre outros.527. exceto os contratados por prazo determinado. considera-se sede o município onde a repartição estiver instalada e onde o servidor tiver exercício. Art. até um ano após o final do mandato. de 28 de outubro de 1952 . o valor das mensalidades e contribuições definidas em assembléia geral da categoria. inclusive como substituto processual. d) (Revogado pela Lei nº 9. de 10. Art. Por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o do vencimento. além do cônjuge e filhos. Os prazos previstos nesta Lei serão contados em dias corridos. das autarquias. exceto se a pedido. e mantidas enquanto não for implantado o plano de cargos dos órgãos ou entidades na forma da lei. . os servidores dos Poderes da União. Art. ou pela Consolidação das Leis do Trabalho. de 10.Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União. Equipara-se ao cônjuge a companheira ou companheiro. aprovada pelo DecretoLei nº 5. dos ex-Territórios. Art.711. 238. Título IX Capítulo Único Das Disposições Transitórias e Finais Art. sofrer discriminação em sua vida funcional. o direito à livre associação sindical e os seguintes direitos. para o primeiro dia útil seguinte. 239. que comprove união estável como entidade familiar. Para os fins desta Lei. diplomas de honra ao mérito. Parágrafo único. em caráter permanente. II .

527. Até a edição da lei prevista no § 1o do art. 244. Art. do respectivo órgão ou entidade. § 7o Os servidores públicos de que trata o caput deste artigo. Art. ser exonerados mediante indenização de um mês de remuneração por ano de efetivo exercício no serviço público federal. concedidas até a vigência desta Lei. O servidor que já tiver satisfeito ou vier a satisfazer. já concedidos aos servidores abrangidos por esta Lei.97) .§ 3o As Funções de Assessoramento Superior . Art. passam a ser mantidas pelo órgão ou entidade de origem do servidor. na forma prevista nos arts.97) Art. § 4o (VETADO).(Incluído pela Lei nº 9.162. de 10. enquanto não adquirirem a nacionalidade brasileira. sem prejuízo dos direitos inerentes aos planos de carreira aos quais se encontrem vinculados os empregos. ficam transformados em anuênio. (Incluído pela Lei nº 9. 231. 251. 250.97) § 8o Para fins de incidência do imposto de renda na fonte e na declaração de rendimentos.12. de 10.711.12.12.527. 246. ficam extintas na data da vigência desta Lei. 116 da Lei nº 1. haverá ajuste de contas com a Previdência Social.527. de 28 de outubro de 1952. exercidas por servidor integrante de quadro ou tabela de pessoal. 184 do antigo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União. de 10.527.FAS. § 6o Os empregos dos servidores estrangeiros com estabilidade no serviço público. dentro de 1 (um) ano. aposentar-se-á com a vantagem prevista naquele dispositivo. ou por outro diploma legal. no que couber. correspondente ao período de contribuição por parte dos servidores celetistas abrangidos pelo art. As pensões estatutárias.711. Lei n° 1. (Mantido pelo Congresso Nacional) Art. as condições necessárias para a aposentadoria nos termos do inciso II do art. 243. os servidores abrangidos por esta Lei contribuirão na forma e nos percentuais atualmente estabelecidos para o servidor civil da União conforme regulamento próprio. Art. (Incluído pela Lei nº 9. 87 a 90. no interesse da Administração e conforme critérios estabelecidos em regulamento. fica transformada em licença-prêmio por assiduidade. A licença especial disciplinada pelo art. Os adicionais por tempo de serviço. de 8. de 10. poderão. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. não amparados pelo art. (Revogado pela Lei nº 9. 245. remunerados com recursos da União. § 5o O regime jurídico desta Lei é extensivo aos serventuários da Justiça. serão considerados como indenizações isentas os pagamentos efetuados a título de indenização prevista no parágrafo anterior.12.97) § 9o Os cargos vagos em decorrência da aplicação do disposto no § 7o poderão ser extintos pelo Poder Executivo quando considerados desnecessários.1. 247. (Redação dada pela Lei nº 8. 248. Art. passarão a integrar tabela em extinção.91) Art. (VETADO). 249. Para efeito do disposto no Título VI desta Lei. de 1952.

...... nos termos do § 7° do art... das autarquias e das fundações públicas federais"............ 252.........Art......... que "dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União......... DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990 Partes vetadas pelo Presidente da República e mantidas pelo Congresso Nacional.. 231............. bem como a incorporação de que trata o art.................... de 28 de outubro de 1952........ FERNANDO COLLOR Jarbas Passarinho Este texto não substitui o publicado no D.. assessoramento............quando ocupante da última classe da carreira. Art.........112................ de 18..... Art. 253....... § 1° Quando o exercício da função ou cargo em comissão de maior valor não corresponder ao período de 2 (dois) anos........ 62.................... será incorporada a gratificação ou remuneração da função ou cargo em comissão imediatamente inferior dentre os exercidos........... 192... § 1° ...112...... 193.........O...........1998 LEI Nº 8.............. Art....... acrescida da diferença entre esse e o padrão da classe imediatamente anterior. desde que exercido por um período mínimo de 2 (dois) anos.............. promulgo as seguintes partes da Lei n° 8............. com a remuneração do padrão correspondente. O servidor que tiver exercido função de direção. ............... com efeitos financeiros a partir do primeiro dia do mês subseqüente........1990 e Republicado no D............... poderá aposentar-se com a gratificação da função ou remuneração do cargo em comissão. MAURO BENEVIDES......... O PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL: Faço saber que o CONGRESSO NACIONAL manteve... 169o da Independência e 102o da República.. bem como as demais disposições em contrário....... do Projeto que se transformou na Lei n.. assistência ou cargo em comissão. de maior valor................... chefia.... de 12......................U. .......U........ O servidor que contar tempo de serviço para aposentadoria com provento integral será aposentado: I . 66 da Constituição...................... § 2° A aplicação do disposto neste artigo exclui as vantagens previstas no art...... e respectiva legislação complementar................................ por período de 5 (cinco) anos consecutivos..... II .... 87 .......................711......... de 11 de dezembro de 1990.. Presidente do Senado Federal..... em favor de seus beneficiários da pensão...O..112.......com a remuneração do padrão de classe imediatamente superior àquela em que se encontra posicionado.. Art.. 192. ressalvado o direito de opção...... ou 10 (dez) anos interpolados..... § 2° Os períodos de licença-prêmio já adquiridos e não gozados pelo servidor que vier a falecer serão convertidos em pecúnia..... Brasília...................... Ficam revogadas a Lei nº 1....12.. de 11 de dezembro de 1990: "Art....° 8...3..... Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.. § 1° . e eu... 11 de dezembro de 1990...

250.. consideram-se: I ..... c) ............. visando......... aos princípios da legalidade............ 184 do antigo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União....o servidor ou agente público dotado de poder de decisão.. d) de negociação coletiva. MAURO BENEVIDES Lei 9784/99 CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art................. 240....... os critérios de: I .........entidade .. aposentar-se-á com a vantagem prevista naquele dispositivo.............." Senado Federal............. § 2o Para os fins desta Lei... em especial.a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta................ frente à Justiça do Trabalho.....§ 2º O custeio da aposentadoria é de responsabilidade integral do Tesouro Nacional........ O servidor que já tiver satisfeito ou vier a satisfazer........ Nos processos administrativos serão observados.......... à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração...... e) de ajuizamento...... motivação. b) ........ Art...........................711. finalidade.. .................... moralidade.......... 2o A Administração Pública obedecerá..órgão ..... ...atuação conforme a lei e o Direito......... nos termos da Constituição Federal....... Lei n° 1.. individual e coletivamente... dentre outros......... interesse público e eficiência. quando no desempenho de função administrativa................ § 1o Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União.................. proporcionalidade.... segurança jurídica...... II ...................... Parágrafo único. contraditório............ ampla defesa............... as condições necessárias para a aposentadoria nos termos do inciso II do art........... de 28 de outubro de 1952...... Art........... dentro de 1 (um) ano............ Art.......... 1o Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta.... III ....autoridade ...................a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica........ razoabilidade.... 170° da Independência e 103° da República............................. a) ................................ entre outros............ 18 de abril de 1991........................................

interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige. IV . vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências. XII . decoro e boa-fé. .adoção de formas simples. facultativamente. VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados.fazer-se assistir. III .atuação segundo padrões éticos de probidade.II . que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações.formular alegações e apresentar documentos antes da decisão. segurança e respeito aos direitos dos administrados.garantia dos direitos à comunicação.expor os fatos conforme a verdade. 3o O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração. por advogado. IX . suficientes para propiciar adequado grau de certeza. sem prejuízo da atuação dos interessados. XI . do processo administrativo. VII .adequação entre meios e fins.objetividade no atendimento do interesse público. CAPÍTULO II DOS DIREITOS DOS ADMINISTRADOS Art. à apresentação de alegações finais. X . ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição. CAPÍTULO III DOS DEVERES DO ADMINISTRADO Art. XIII . de ofício.ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores. restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. ressalvadas as previstas em lei.divulgação oficial dos atos administrativos. por força de lei. obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas.impulsão. VI .ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado. salvo autorização em lei. V . III . vedada a imposição de obrigações. ter vista dos autos. os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente. vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades. salvo quando obrigatória a representação. II . nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio.indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão. vedada aplicação retroativa de nova interpretação.atendimento a fins de interesse geral. sem prejuízo de outros previstos em ato normativo: I .proibição de cobrança de despesas processuais. à produção de provas e à interposição de recursos. IV . sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: I . 4o São deveres do administrado perante a Administração.

II - proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé; III - não agir de modo temerário; IV - prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. CAPÍTULO IV DO INÍCIO DO PROCESSO Art. 5o O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. Art. 6o O requerimento inicial do interessado, salvo casos em que for admitida solicitação oral, deve ser formulado por escrito e conter os seguintes dados: I - órgão ou autoridade administrativa a que se dirige; II - identificação do interessado ou de quem o represente; III - domicílio do requerente ou local para recebimento de comunicações; IV - formulação do pedido, com exposição dos fatos e de seus fundamentos; V - data e assinatura do requerente ou de seu representante. Parágrafo único. É vedada à Administração a recusa imotivada de recebimento de documentos, devendo o servidor orientar o interessado quanto ao suprimento de eventuais falhas. Art. 7o Os órgãos e entidades administrativas deverão elaborar modelos ou formulários padronizados para assuntos que importem pretensões equivalentes. Art. 8o Quando os pedidos de uma pluralidade de interessados tiverem conteúdo e fundamentos idênticos, poderão ser formulados em um único requerimento, salvo preceito legal em contrário. CAPÍTULO V DOS INTERESSADOS Art. 9o São legitimados como interessados no processo administrativo: I - pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de direitos ou interesses individuais ou no exercício do direito de representação; II - aqueles que, sem terem iniciado o processo, têm direitos ou interesses que possam ser afetados pela decisão a ser adotada; III - as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos; IV - as pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto a direitos ou interesses difusos. Art. 10. São capazes, para fins de processo administrativo, os maiores de dezoito anos, ressalvada previsão especial em ato normativo próprio. CAPÍTULO VI DA COMPETÊNCIA Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos.

Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes. Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: I - a edição de atos de caráter normativo; II - a decisão de recursos administrativos; III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. Art. 14. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial. § 1o O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível, podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada. § 2o O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante. § 3o As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e considerarse-ão editadas pelo delegado. Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. Art. 16. Os órgãos e entidades administrativas divulgarão publicamente os locais das respectivas sedes e, quando conveniente, a unidade fundacional competente em matéria de interesse especial. Art. 17. Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir. CAPÍTULO VII DOS IMPEDIMENTOS E DA SUSPEIÇÃO Art. 18. É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que: I - tenha interesse direto ou indireto na matéria; II - tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se tais situações ocorrem quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e afins até o terceiro grau; III - esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro. Art. 19. A autoridade ou servidor que incorrer em impedimento deve comunicar o fato à autoridade competente, abstendo-se de atuar. Parágrafo único. A omissão do dever de comunicar o impedimento constitui falta grave, para efeitos disciplinares.

Art. 20. Pode ser argüida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau. Art. 21. O indeferimento de alegação de suspeição poderá ser objeto de recurso, sem efeito suspensivo. CAPÍTULO VIII DA FORMA, TEMPO E LUGAR DOS ATOS DO PROCESSO Art. 22. Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir. § 1o Os atos do processo devem ser produzidos por escrito, em vernáculo, com a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável. § 2o Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade. § 3o A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo órgão administrativo. § 4o O processo deverá ter suas páginas numeradas seqüencialmente e rubricadas. Art. 23. Os atos do processo devem realizar-se em dias úteis, no horário normal de funcionamento da repartição na qual tramitar o processo. Parágrafo único. Serão concluídos depois do horário normal os atos já iniciados, cujo adiamento prejudique o curso regular do procedimento ou cause dano ao interessado ou à Administração. Art. 24. Inexistindo disposição específica, os atos do órgão ou autoridade responsável pelo processo e dos administrados que dele participem devem ser praticados no prazo de cinco dias, salvo motivo de força maior. Parágrafo único. O prazo previsto neste artigo pode ser dilatado até o dobro, mediante comprovada justificação. Art. 25. Os atos do processo devem realizar-se preferencialmente na sede do órgão, cientificando-se o interessado se outro for o local de realização. CAPÍTULO IX DA COMUNICAÇÃO DOS ATOS Art. 26. O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo determinará a intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências. § 1o A intimação deverá conter: I - identificação do intimado e nome do órgão ou entidade administrativa; II - finalidade da intimação; III - data, hora e local em que deve comparecer; IV - se o intimado deve comparecer pessoalmente, ou fazer-se representar; V - informação da continuidade do processo independentemente do seu comparecimento; VI - indicação dos fatos e fundamentos legais pertinentes.

se não houver prejuízo para a parte interessada. Antes da tomada de decisão. 32. § 5o As intimações serão nulas quando feitas sem observância das prescrições legais. mas o comparecimento do administrado supre sua falta ou irregularidade. Art. 31. § 1o O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão do processo. a juízo da autoridade. desconhecidos ou com domicílio indefinido. que poderá ser comum a todas as alegações substancialmente iguais. a intimação deve ser efetuada por meio de publicação oficial. o órgão competente poderá. diretamente ou por meio de organizações e associações legalmente reconhecidas. São inadmissíveis no processo administrativo as provas obtidas por meios ilícitos. poderá ser realizada audiência pública para debates sobre a matéria do processo. fixando-se prazo para oferecimento de alegações escritas. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos. Quando a matéria do processo envolver assunto de interesse geral. Art. diante da relevância da questão. nem a renúncia a direito pelo administrado. Parágrafo único. a fim de que pessoas físicas ou jurídicas possam examinar os autos. Art. § 3o A intimação pode ser efetuada por ciência no processo. § 1o A abertura da consulta pública será objeto de divulgação pelos meios oficiais. Os órgãos e entidades administrativas. sem prejuízo do direito dos interessados de propor atuações probatórias. em matéria relevante. 27. ônus.§ 2o A intimação observará a antecedência mínima de três dias úteis quanto à data de comparecimento. 28. poderão estabelecer outros meios de participação de administrados. CAPÍTULO X DA INSTRUÇÃO Art. Art. 30. § 4o No caso de interessados indeterminados. a condição de interessado do processo. mediante despacho motivado. § 2o Os atos de instrução que exijam a atuação dos interessados devem realizar-se do modo menos oneroso para estes. § 2o O comparecimento à consulta pública não confere. abrir período de consulta pública para manifestação de terceiros. 33. antes da decisão do pedido. por via postal com aviso de recebimento. . No prosseguimento do processo. por telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado. Art. por si. será garantido direito de ampla defesa ao interessado. 29. de seu interesse. sanções ou restrição ao exercício de direitos e atividades e os atos de outra natureza. Art. As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à tomada de decisão realizam-se de ofício ou mediante impulsão do órgão responsável pelo processo. mas confere o direito de obter da Administração resposta fundamentada. Devem ser objeto de intimação os atos do processo que resultem para o interessado em imposição de deveres.

poderá o órgão competente. 38. desnecessárias ou protelatórias. Quando for necessária a prestação de informações ou a apresentação de provas pelos interessados ou terceiros. à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. lavrando-se a respectiva ata. requerer diligências e perícias. Os interessados serão intimados de prova ou diligência ordenada. 39. a audiência de outros órgãos ou entidades administrativas poderá ser realizada em reunião conjunta. o órgão responsável pela instrução deverá solicitar laudo técnico de outro órgão dotado de qualificação e capacidade técnica equivalentes. impertinentes. Art. 40. atuações ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação de pedido formulado. 36. Quando deva ser obrigatoriamente ouvido um órgão consultivo. forma e condições de atendimento. 37. o não atendimento no prazo fixado pela Administração para a respectiva apresentação implicará arquivamento do processo. Art. mediante decisão fundamentada. o processo não terá seguimento até a respectiva apresentação. Art. com antecedência mínima de três dias úteis. Art. não se eximindo de proferir a decisão. a ser juntada aos autos. na fase instrutória e antes da tomada da decisão. sem prejuízo da responsabilidade de quem se omitiu no atendimento. o órgão competente para a instrução proverá. § 2o Se um parecer obrigatório e não vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado. se entender relevante a matéria. § 2o Somente poderão ser recusadas. o parecer deverá ser emitido no prazo máximo de quinze dias. Art. Quando por disposição de ato normativo devam ser previamente obtidos laudos técnicos de órgãos administrativos e estes não cumprirem o encargo no prazo assinalado. 41. o processo poderá ter prosseguimento e ser decidido com sua dispensa. juntar documentos e pareceres. Não sendo atendida a intimação. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo. mencionando-se data. Art. de ofício. prazo. 43. Art. responsabilizando-se quem der causa ao atraso. mencionando-se data. Quando necessária à instrução do processo. serão expedidas intimações para esse fim.Art. Quando dados. Os resultados da consulta e audiência pública e de outros meios de participação de administrados deverão ser apresentados com a indicação do procedimento adotado. Art. as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas. bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo. 37 desta Lei. salvo norma especial ou comprovada necessidade de maior prazo. suprir de ofício a omissão. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. . sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. § 1o Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão. 42. O interessado poderá. 35. Parágrafo único. § 1o Se um parecer obrigatório e vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado. hora e local de realização. com a participação de titulares ou representantes dos órgãos competentes. Art. 34.

Em caso de risco iminente. encargos ou sanções. revogação. II . decisões ou propostas. clara e congruente. 47. A Administração tem o dever de explicitamente emitir decisão nos processos administrativos e sobre solicitações ou reclamações. Concluída a instrução de processo administrativo. O órgão de instrução que não for competente para emitir a decisão final elaborará relatório indicando o pedido inicial. 49. limitem ou afetem direitos ou interesses. 44. 46. serão parte integrante do ato. desde que não prejudique direito ou garantia dos interessados.deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres. propostas e relatórios oficiais. em matéria de sua competência. Art. que. VIII . salvo se outro prazo for legalmente fixado. a Administração tem o prazo de até trinta dias para decidir. Encerrada a instrução. 48. IV . § 1o A motivação deve ser explícita. o conteúdo das fases do procedimento e formulará proposta de decisão. com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos. CAPÍTULO XII DA MOTIVAÇÃO Art. pode ser utilizado meio mecânico que reproduza os fundamentos das decisões.Art.neguem. Os atos administrativos deverão ser motivados. suspensão ou convalidação de ato administrativo. Art. V . VII .dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório. Os interessados têm direito à vista do processo e a obter certidões ou cópias reprográficas dos dados e documentos que o integram. 50. encaminhando o processo à autoridade competente. VI . neste caso. a Administração Pública poderá motivadamente adotar providências acauteladoras sem a prévia manifestação do interessado.importem anulação. Art.imponham ou agravem deveres. ressalvados os dados e documentos de terceiros protegidos por sigilo ou pelo direito à privacidade. quando: I . salvo prorrogação por igual período expressamente motivada.decorram de reexame de ofício.decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública. Art. objetivamente justificada. § 3o A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará da respectiva ata ou de termo escrito. § 2o Na solução de vários assuntos da mesma natureza. podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres. laudos. . III .decidam recursos administrativos. informações. o interessado terá o direito de manifestar-se no prazo máximo de dez dias. CAPÍTULO XI DO DEVER DE DECIDIR Art. à honra e à imagem. 45.

o encaminhará à autoridade superior. conforme o caso. se não a reconsiderar. Art. CAPÍTULO XIV DA ANULAÇÃO. quando eivados de vício de legalidade. a qual. inútil ou prejudicado por fato superveniente. § 1o O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão. a interposição de recurso administrativo independe de caução. e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade. CAPÍTULO XV DO RECURSO ADMINISTRATIVO E DA REVISÃO Art. em face de razões de legalidade e de mérito. O órgão competente poderá declarar extinto o processo quando exaurida sua finalidade ou o objeto da decisão se tornar impossível.CAPÍTULO XIII DA DESISTÊNCIA E OUTROS CASOS DE EXTINÇÃO DO PROCESSO Art. . caberá à autoridade prolatora da decisão impugnada. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos. desistir total ou parcialmente do pedido formulado ou. mediante manifestação escrita. § 1o No caso de efeitos patrimoniais contínuos. (Incluído pela Lei nº 11. 54. Art. se não a reconsiderar no prazo de cinco dias. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros. explicitar. contados da data em que foram praticados.417. 52. § 2o Salvo exigência legal. 56. respeitados os direitos adquiridos. os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração. não prejudica o prosseguimento do processo. Art.os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo. § 2o Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato. Das decisões administrativas cabe recurso. Têm legitimidade para interpor recurso administrativo: I . salvo disposição legal diversa. Art. antes de encaminhar o recurso à autoridade superior. O recurso administrativo tramitará no máximo por três instâncias administrativas. renunciar a direitos disponíveis. de 2006). se a Administração considerar que o interesse público assim o exige. 51. 53. o prazo de decadência contar-se-á da percepção do primeiro pagamento. § 2o A desistência ou renúncia do interessado. 55. Art. 58. REVOGAÇÃO E CONVALIDAÇÃO Art. O interessado poderá. § 1o Havendo vários interessados. conforme o caso. salvo comprovada má-fé. 57. ainda. as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula. § 3o Se o recorrente alegar que a decisão administrativa contraria enunciado da súmula vinculante. a desistência ou renúncia atinge somente quem a tenha formulado. A Administração deve anular seus próprios atos.

dar efeito suspensivo ao recurso.417. conforme o caso. 62.fora do prazo. Parágrafo único. 59.aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente afetados pela decisão recorrida. de ofício ou a pedido. modificar. (Incluído pela Lei nº 11.as organizações e associações representativas. Salvo disposição legal específica. o recurso não tem efeito suspensivo. 60. contado a partir da ciência ou divulgação oficial da decisão recorrida. no prazo de cinco dias úteis. Art. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante. se a matéria for de sua competência. este deverá ser cientificado para que formule suas alegações antes da decisão. a decisão recorrida. § 1o Na hipótese do inciso II. Art. 61. III . a partir do recebimento dos autos pelo órgão competente. § 1o Quando a lei não fixar prazo diferente.perante órgão incompetente. podendo juntar os documentos que julgar convenientes. Art. sendo-lhe devolvido o prazo para recurso. O recurso interpõe-se por meio de requerimento no qual o recorrente deverá expor os fundamentos do pedido de reexame. a autoridade recorrida ou a imediatamente superior poderá. Art. anular ou revogar. Art. 63. Havendo justo receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente da execução. § 2o O não conhecimento do recurso não impede a Administração de rever de ofício o ato ilegal. o recurso administrativo deverá ser decidido no prazo máximo de trinta dias. Art. total ou parcialmente. 64. Se da aplicação do disposto neste artigo puder decorrer gravame à situação do recorrente. quanto a direitos ou interesses difusos.após exaurida a esfera administrativa.por quem não seja legitimado. 64-A. Art. o órgão competente para dele conhecer deverá intimar os demais interessados para que. Art. II . de 2006). O órgão competente para decidir o recurso poderá confirmar. O recurso não será conhecido quando interposto: I . no tocante a direitos e interesses coletivos. Parágrafo único.os cidadãos ou associações. o órgão competente para decidir o recurso explicitará as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula. III . IV . Salvo disposição legal em contrário. é de dez dias o prazo para interposição de recurso administrativo. Interposto o recurso. Se o recorrente alegar violação de enunciado da súmula vinculante. IV . § 2o O prazo mencionado no parágrafo anterior poderá ser prorrogado por igual período. dar-se-á ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do . será indicada ao recorrente a autoridade competente. desde que não ocorrida preclusão administrativa. apresentem alegações. 64-B. ante justificativa explícita.II .

67. os procedimentos administrativos em que figure como parte ou interessado: (Incluído pela Lei nº 12. CAPÍTULO XVII DAS SANÇÕES Art. assegurado sempre o direito de defesa. Art. a qualquer tempo.pessoa portadora de tuberculose ativa. III – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12. de 2009). terão natureza pecuniária ou consistirão em obrigação de fazer ou de não fazer.008. com base em conclusão da medicina especializada. sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível. estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante). cardiopatia grave. administrativa e penal. CAPÍTULO XVI DOS PRAZOS Art. esclerose múltipla. mesmo que a doença tenha sido contraída após o início do processo. tem-se como termo o último dia do mês. a serem aplicadas por autoridade competente. § 2o Os prazos expressos em dias contam-se de modo contínuo. Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial. hanseníase. doença de Parkinson. CAPÍTULO XVIII DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. paralisia irreversível e incapacitante. espondiloartrose anquilosante. física ou mental. Terão prioridade na tramitação. nefropatia grave. Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos. de 2009). de 2006).pessoa portadora de deficiência.417. Os processos administrativos específicos continuarão a reger-se por lei própria. 69.008. II . Salvo motivo de força maior devidamente comprovado. (Incluído pela Lei nº 11.pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. de 2009). de 2009). excluindo-se da contagem o dia do começo e incluindo-se o do vencimento. .008. contaminação por radiação. hepatopatia grave. Art. a pedido ou de ofício. Parágrafo único. 68. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da sanção. síndrome de imunodeficiência adquirida. § 1o Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil seguinte se o vencimento cair em dia em que não houver expediente ou este for encerrado antes da hora normal. quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada. 66. de 2009). que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes. neoplasia maligna. em qualquer órgão ou instância. aplicando-selhes apenas subsidiariamente os preceitos desta Lei. 69-A. As sanções. os prazos processuais não se suspendem.recurso. (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 12. ou outra doença grave. Art.008. I . IV . 65. Se no mês do vencimento não houver o dia equivalente àquele do início do prazo. § 3o Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data.008. (Incluído pela Lei nº 12.

de 2009). serviços.008. 3o A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia. inclusive de publicidade. da igualdade. Parágrafo único. § 4o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12. além dos órgãos da administração direta. compras. as fundações públicas. da vinculação ao instrumento . permissões e locações da Administração Pública. da publicidade. os autos receberão identificação própria que evidencie o regime de tramitação prioritária. seja qual for a denominação utilizada. 70. de 2009). da impessoalidade. 1o Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras. Art.008. § 3o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12. os fundos especiais. ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. alienações. considera-se contrato todo e qualquer ajuste entre órgãos ou entidades da Administração Pública e particulares. juntando prova de sua condição. Para os fins desta Lei. a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade.008. Distrito Federal e Municípios. serão necessariamente precedidas de licitação. legislação complementar e suas alterações. Capítulo I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Seção I Dos Princípios Art. da moralidade. que determinará as providências a serem cumpridas. Art. Estados. de 2009). Parágrafo único. dos Estados. do Distrito Federal e dos Municípios.§ 1o A pessoa interessada na obtenção do benefício. compras. Subordinam-se ao regime desta Lei. deverá requerê-lo à autoridade administrativa competente. concessões.666/93. da probidade administrativa. 178o da Independência e 111o da República. serviços. as empresas públicas. 2o As obras. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Renan Calheiros Paulo Paiva Lei 8. de 2009). inclusive de publicidade. (Incluído pela Lei nº 12. § 2o Deferida a prioridade. as autarquias. Brasília 29 de janeiro de 1999.008. alienações e locações no âmbito dos Poderes da União. quando contratadas com terceiros. (Incluído pela Lei nº 12. as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União. em que haja um acordo de vontades para a formação de vínculo e a estipulação de obrigações recíprocas.

(Redação dada pela Lei nº 12. prever. de 2010) § 1o É vedado aos agentes públicos: I . inclusive nos casos de sociedades cooperativas. sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento. de 2010) III . III . cláusulas ou condições que comprometam.196. da sede ou domicílio dos licitantes ou de qualquer outra circunstância impertinente ou irrelevante para o específico objeto do contrato. incluir ou tolerar. 3o da Lei no 8.349. ressalvado o disposto nos §§ 5o a 12 deste artigo e no art. de 23 de outubro de 1991. (Incluído pela Lei nº 12.efeito na arrecadação de tributos federais. inclusive no que se refere a moeda. aos bens e serviços: I .convocatório.geração de emprego e renda. IV . restrinjam ou frustrem o seu caráter competitivo. será assegurada preferência. 3o da Lei no 8. e estabeleçam preferências ou distinções em razão da naturalidade. análise retrospectiva de resultados.349.349. salvo quanto ao conteúdo das propostas. § 2o Em igualdade de condições.(Revogado pela Lei nº 12. trabalhista.883.produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País.estabelecer tratamento diferenciado de natureza comercial. (Redação dada pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 12. de 23 de outubro de 1991. (Incluído pela Lei nº 12. de 2010) .admitir. previdenciária ou qualquer outra.349. em prazo não superior a 5 (cinco) anos. de 2010) II . mesmo quando envolvidos financiamentos de agências internacionais. estaduais e municipais.349. de 2010) II . e (Incluído pela Lei nº 12. nos atos de convocação. (Incluído pela Lei nº 11. de 1994) § 5o Nos processos de licitação previstos no caput.349. de 2010) V .349.248.349. ressalvado o disposto no parágrafo seguinte e no art. entre empresas brasileiras e estrangeiras.349. modalidade e local de pagamentos.349. § 4º (Vetado). legal. de 2005) § 3o A licitação não será sigilosa. até a respectiva abertura. poderá ser estabelecido margem de preferência para produtos manufaturados e para serviços nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras. (Incluído pela Lei nº 12. de 2010) IV . do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. de 2010) II .custo adicional dos produtos e serviços.produzidos ou prestados por empresas brasileiras. que levem em consideração: (Incluído pela Lei nº 12.produzidos no País.desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País. (Incluído pela Lei nº 12. sucessivamente. de 2010) I . de 2010) § 6o A margem de preferência de que trata o § 5o será estabelecida com base em estudos revistos periodicamente.em suas revisões. (Incluído pela Lei nº 8.248. como critério de desempate.

poderá ser estabelecido margem de preferência adicional àquela prevista no § 5o. Os editais de licitação para a contratação de bens. a cada exercício financeiro. realização de obras e prestação de . industrial. 10.349.349. de 2010) § 11. total ou parcialmente. Art. de 2010) II . locações.349. na forma estabelecida pelo Poder Executivo federal. podendo qualquer cidadão acompanhar o seu desenvolvimento. no pagamento das obrigações relativas ao fornecimento de bens. (Incluído pela Lei nº 12. a relação de empresas favorecidas em decorrência do disposto nos §§ 5o.ao quantitativo fixado com fundamento no § 7o do art. A margem de preferência a que se refere o § 5o poderá ser estendida. tecnológica ou acesso a condições vantajosas de financiamento. 7o. (Incluído pela Lei nº 12. 42 desta Lei. O procedimento licitatório previsto nesta lei caracteriza ato administrativo formal. considerados estratégicos em ato do Poder Executivo federal. a licitação poderá ser restrita a bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País e produzidos de acordo com o processo produtivo básico de que trata a Lei no 10. (Incluído pela Lei nº 12. de 2010) § 12. 1º têm direito público subjetivo à fiel observância do pertinente procedimento estabelecido nesta lei. cumulativamente ou não. ressalvado o disposto no art. medidas de compensação comercial. seja ele praticado em qualquer esfera da Administração Pública. 5o Todos os valores.§ 7o Para os produtos manufaturados e serviços nacionais resultantes de desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País.349. Será divulgada na internet. devendo cada unidade da Administração. em favor de órgão ou entidade integrante da administração pública ou daqueles por ela indicados a partir de processo isonômico.349. quando for o caso. aos bens e serviços originários dos Estados Partes do Mercado Comum do Sul .Mercosul. serão definidas pelo Poder Executivo federal. de 2010) § 9o As disposições contidas nos §§ 5o e 7o deste artigo não se aplicam aos bens e aos serviços cuja capacidade de produção ou prestação no País seja inferior: (Incluído pela Lei nº 12. manutenção e ao aperfeiçoamento dos sistemas de tecnologia de informação e comunicação. 4o Todos quantos participem de licitação promovida pelos órgãos ou entidades a que se refere o art.176. grupo de produtos ou grupo de serviços.à quantidade a ser adquirida ou contratada. exigir que o contratado promova. (Incluído pela Lei nº 12. não podendo a soma delas ultrapassar o montante de 25% (vinte e cinco por cento) sobre o preço dos produtos manufaturados e serviços estrangeiros. com indicação do volume de recursos destinados a cada uma delas. de 11 de janeiro de 2001. (Incluído pela Lei nº 12.349. de 2010) § 8o As margens de preferência por produto.349. mediante prévia justificativa da autoridade competente. desde que não interfira de modo a perturbar ou impedir a realização dos trabalhos. 23 desta Lei. de 2010) I . de 2010) § 10. serviço. de 2010) § 13. (Incluído pela Lei nº 12. a que se referem os §§ 5o e 7o. ou (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 12. de 2010) Art. preços e custos utilizados nas licitações terão como expressão monetária a moeda corrente nacional.349. Parágrafo único. serviços e obras poderão. 11 e 12 deste artigo.349. Nas contratações destinadas à implantação.

§ 1o Os créditos a que se refere este artigo terão seus valores corrigidos por critérios previstos no ato convocatório e que lhes preservem o valor. sem prejuízo do que dispõe seu parágrafo único. de 1994) d) tarefa . os pagamentos decorrentes de despesas cujos valores não ultrapassem o limite de que trata o inciso II do art.Compra . (Incluído pela Lei nº 9. VII . locação de bens. pelos próprios meios. conservação. com ou sem fornecimento de materiais. fabricação. para cada fonte diferenciada de recursos. b) empreitada por preço unitário . de 1998) Seção II Das Definições Art.toda aquisição remunerada de bens para fornecimento de uma só vez ou parceladamente. VI .o seguro que garante o fiel cumprimento das obrigações assumidas por empresas em licitações e contratos. 23 desta Lei. c) (Vetado). reparação. 6o Para os fins desta Lei. devidamente publicada.Seguro-Garantia . correrá à conta das mesmas dotações orçamentárias que atenderam aos créditos a que se referem.serviços.quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo e total. operação. de 1994) a) empreitada por preço global .a que é feita pelos órgãos e entidades da Administração.toda construção. serviços e compras de grande vulto .883.Execução indireta . § 2o A correção de que trata o parágrafo anterior cujo pagamento será feito junto com o principal. seguro ou trabalhos técnico-profissionais. . 24. publicidade. deverão ser efetuados no prazo de até 5 (cinco) dias úteis. V . salvo quando presentes relevantes razões de interesse público e mediante prévia justificativa da autoridade competente. montagem. a estrita ordem cronológica das datas de suas exigibilidades. reforma. (Redação dada pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 8. considera-se: I .a que o órgão ou entidade contrata com terceiros sob qualquer dos seguintes regimes: (Redação dada pela Lei nº 8.quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo de unidades determinadas.883.Alienação . transporte.648. III . recuperação ou ampliação.toda transferência de domínio de bens a terceiros. contados da apresentação da fatura.aquelas cujo valor estimado seja superior a 25 (vinte e cinco) vezes o limite estabelecido na alínea "c" do inciso I do art.Obras. VIII .quando se ajusta mão-de-obra para pequenos trabalhos por preço certo.Execução direta . obedecer. conserto.Obra . manutenção.Serviço . IV .883. instalação. tais como: demolição. II . adaptação. realizada por execução direta ou indireta. de 1994) § 3o Observados o disposto no caput.toda atividade destinada a obter determinada utilidade de interesse para a Administração.

Administração .a administração direta e indireta da União.ABNT. XVI .conjunto de elementos necessários e suficientes. XV . XII .Comissão . atendidos os requisitos técnicos e legais para sua utilização em condições de segurança estrutural e operacional e com as características adequadas às finalidades para que foi contratada.comissão. XI . ou complexo de obras ou serviços objeto da licitação. IX . sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução. as normas de fiscalização e outros dados necessários em cada caso.Contratado . com nível de precisão adequado. serviços e instalações necessárias. de 1994) XIV . f) orçamento detalhado do custo global da obra. sob inteira responsabilidade da contratada até a sua entrega ao contratante em condições de entrada em operação. para os Estados. c) identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra. o que for definido nas respectivas leis.é o órgão ou entidade signatária do instrumento contratual. e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução.veículo oficial de divulgação da Administração Pública. b) soluções técnicas globais e localizadas. entidade ou unidade administrativa pela qual a Administração Pública opera e atua concretamente. de acordo com as normas pertinentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas . XIII . que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento.Contratante .(Redação dada pela Lei nº 8. e. a estratégia de suprimentos. do Distrito Federal e dos Municípios.o conjunto dos elementos necessários e suficientes à execução completa da obra. devendo conter os seguintes elementos: a) desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer visão global da obra e identificar todos os seus elementos constitutivos com clareza. sendo para a União o Diário Oficial da União. compreendendo a sua programação.a pessoa física ou jurídica signatária de contrato com a Administração Pública.883. .quando se contrata um empreendimento em sua integralidade. examinar e julgar todos os documentos e procedimentos relativos às licitações e ao cadastramento de licitantes.Projeto Executivo . permanente ou especial.órgão.Imprensa Oficial . para caracterizar a obra ou serviço. dos Estados. de forma a minimizar a necessidade de reformulação ou de variantes durante as fases de elaboração do projeto executivo e de realização das obras e montagem. X . suficientemente detalhadas. elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares. bem como suas especificações que assegurem os melhores resultados para o empreendimento. e) subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra.e) empreitada integral . abrangendo inclusive as entidades com personalidade jurídica de direito privado sob controle do poder público e das fundações por ele instituídas ou mantidas. sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução.Projeto Básico . instalações provisórias e condições organizacionais para a obra. criada pela Administração com a função de receber.Administração Pública . o Distrito Federal e os Municípios. compreendendo todas as etapas das obras. d) informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos. fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados.

a inclusão. desde que também autorizado pela Administração. 7o As licitações para a execução de obras e para a prestação de serviços obedecerão ao disposto neste artigo e. (Incluído pela Lei nº 12. dos trabalhos relativos às etapas anteriores. (Incluído pela Lei nº 12. II .serviços prestados no País. segurança e confidencialidade.bens e serviços de tecnologia da informação e comunicação cuja descontinuidade provoque dano significativo à administração pública e que envolvam pelo menos um dos seguintes requisitos relacionados às informações críticas: disponibilidade. qualquer que seja a sua origem.serviços nacionais . nas condições estabelecidas pelo Poder Executivo federal. IV .existir orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de todos os seus custos unitários.projeto básico. exceto nos casos de empreendimentos executados e explorados sob o regime de concessão. II . no objeto da licitação. em particular. nos termos da legislação específica. 165 da Constituição Federal.349.sistemas de tecnologia de informação e comunicação estratégicos . produzidos no território nacional de acordo com o processo produtivo básico ou com as regras de origem estabelecidas pelo Poder Executivo federal. § 4o É vedada. quando for o caso. III .349.349. de 2010) XIX . de 2010) XVIII . à exceção do projeto executivo.produtos manufaturados nacionais . características e especificações exclusivas. à seguinte seqüência: I . ou ainda .houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível para exame dos interessados em participar do processo licitatório. § 1o A execução de cada etapa será obrigatoriamente precedida da conclusão e aprovação.houver previsão de recursos orçamentários que assegurem o pagamento das obrigações decorrentes de obras ou serviços a serem executadas no exercício financeiro em curso.execução das obras e serviços.produtos manufaturados. de fornecimento de materiais e serviços sem previsão de quantidades ou cujos quantitativos não correspondam às previsões reais do projeto básico ou executivo. de acordo com o respectivo cronograma.projeto executivo. de 2010) Seção III Das Obras e Serviços Art. (Incluído pela Lei nº 12. pela autoridade competente. § 5o É vedada a realização de licitação cujo objeto inclua bens e serviços sem similaridade ou de marcas. § 2o As obras e os serviços somente poderão ser licitados quando: I . confiabilidade.o produto dela esperado estiver contemplado nas metas estabelecidas no Plano Plurianual de que trata o art. III .XVII . ainda. § 3o É vedado incluir no objeto da licitação a obtenção de recursos financeiros para sua execução. o qual poderá ser desenvolvido concomitantemente com a execução das obras e serviços. salvo nos casos em que for tecnicamente justificável.

na licitação de obra ou serviço.883. 9o Não poderá participar. no que couber. previstos seus custos atual e final e considerados os prazos de sua execução. em sua totalidade. básico ou executivo. para fins do disposto neste artigo. . aos casos de dispensa e de inexigibilidade de licitação. 8o A execução das obras e dos serviços deve programar-se. salvo insuficiência financeira ou comprovado motivo de ordem técnica. como consultor ou técnico. econômica. a atualização monetária das obrigações de pagamento. a existência de qualquer vínculo de natureza técnica. desde a data final de cada período de aferição até a do respectivo pagamento.quando o fornecimento de tais materiais e serviços for feito sob o regime de administração contratada. incluindo-se os fornecimentos de bens e serviços a estes necessários. II .o autor do projeto. da licitação ou da execução de obra ou serviço e do fornecimento de bens a eles necessários: I .servidor ou dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação. pessoa física ou jurídica. Art. se existente previsão orçamentária para sua execução total. previsto e discriminado no ato convocatório. comercial. gerente. § 1o É permitida a participação do autor do projeto ou da empresa a que se refere o inciso II deste artigo. § 7o Não será ainda computado como valor da obra ou serviço. § 9o O disposto neste artigo aplica-se também. justificados em despacho circunstanciado da autoridade a que se refere o art. para fins de julgamento das propostas de preços. de 1994) Art. § 6o A infringência do disposto neste artigo implica a nulidade dos atos ou contratos realizados e a responsabilidade de quem lhes tenha dado causa.empresa. fornecimentos e obras. que será calculada pelos mesmos critérios estabelecidos obrigatoriamente no ato convocatório. (Redação dada pela Lei nº 8. ou de suas parcelas. exclusivamente a serviço da Administração interessada. § 2o O disposto neste artigo não impede a licitação ou contratação de obra ou serviço que inclua a elaboração de projeto executivo como encargo do contratado ou pelo preço previamente fixado pela Administração. 26 desta Lei. Parágrafo único. acionista ou detentor de mais de 5% (cinco por cento) do capital com direito a voto ou controlador. responsável pela elaboração do projeto básico ou executivo ou da qual o autor do projeto seja dirigente. financeira ou trabalhista entre o autor do projeto. isoladamente ou em consórcio. responsável técnico ou subcontratado. direta ou indiretamente. supervisão ou gerenciamento. e o licitante ou responsável pelos serviços. § 3o Considera-se participação indireta. § 8o Qualquer cidadão poderá requerer à Administração Pública os quantitativos das obras e preços unitários de determinada obra executada. pessoa física ou jurídica. nas funções de fiscalização. III . ou na execução. É proibido o retardamento imotivado da execução de obra ou serviço. § 4o O disposto no parágrafo anterior aplica-se aos membros da comissão de licitação. sempre.

perícias e avaliações em geral.execução indireta. materiais. nos seguintes regimes: (Redação dada pela Lei nº 8.883. Seção IV Dos Serviços Técnicos Profissionais Especializados Art.funcionalidade e adequação ao interesse público. As obras e serviços destinados aos mesmos fins terão projetos padronizados por tipos.883.fiscalização.treinamento e aperfeiçoamento de pessoal. categorias ou classes. tecnologia e matérias-primas existentes no local para execução. III .patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas.883. V . conservação e operação. exceto quando o projeto-padrão não atender às condições peculiares do local ou às exigências específicas do empreendimento.883. Para os fins desta Lei. V .assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou tributárias. consideram-se serviços técnicos profissionais especializados os trabalhos relativos a: I . sem prejuízo da durabilidade da obra ou do serviço.adoção das normas técnicas. Nos projetos básicos e projetos executivos de obras e serviços serão considerados principalmente os seguintes requisitos: (Redação dada pela Lei nº 8. 10. de 1994) d) tarefa. c) (Vetado). supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços. Art.facilidade na execução. 13. de 1994) IV . VI . II . VI . (Redação dada pela Lei nº 8. de 1994) a) empreitada por preço global. e) empreitada integral. (Redação dada pela Lei nº 8. II .segurança. 12. (Redação dada pela Lei nº 8.estudos técnicos. de 1994) I . (Redação dada pela Lei nº 8.Art. de 1994) I .execução direta. . de saúde e de segurança do trabalho adequadas. conservação e operação. As obras e serviços poderão ser executados nas seguintes formas: (Redação dada pela Lei nº 8. b) empreitada por preço unitário.pareceres. conservação e operação. planejamentos e projetos básicos ou executivos.possibilidade de emprego de mão-de-obra. III . 11. de 1994) Art. Parágrafo único.economia na execução. IV .883. de 1994) VII .883.883. II .impacto ambiental. (Vetado).

§ 1o O registro de preços será precedido de ampla pesquisa de mercado. § 2o Aos serviços técnicos previstos neste artigo aplica-se. § 3o O sistema de registro de preços será regulamentado por decreto.validade do registro não superior a um ano.estipulação prévia do sistema de controle e atualização dos preços registrados. observadas. respeitada a legislação relativa às licitações. os contratos para a prestação de serviços técnicos profissionais especializados deverão. (Incluído pela Lei nº 8.883. visando economicidade.ser subdivididas em tantas parcelas quantas necessárias para aproveitar as peculiaridades do mercado.(Vetado). ficando-lhe facultada a utilização de outros meios. deverão: (Regulamento) I . as condições de manutenção. assistência técnica e garantia oferecidas. ser celebrados mediante a realização de concurso. ficará obrigada a garantir que os referidos integrantes realizem pessoal e diretamente os serviços objeto do contrato. Art. As compras.VII . atendidas as peculiaridades regionais. III . de 1994) § 1o Ressalvados os casos de inexigibilidade de licitação. III . com estipulação prévia de prêmio ou remuneração. no que couber. Nenhuma compra será feita sem a adequada caracterização de seu objeto e indicação dos recursos orçamentários para seu pagamento. § 4o A existência de preços registrados não obriga a Administração a firmar as contratações que deles poderão advir. 15. II . II . 14. § 3o A empresa de prestação de serviços técnicos especializados que apresente relação de integrantes de seu corpo técnico em procedimento licitatório ou como elemento de justificação de dispensa ou inexigibilidade de licitação. preferencialmente. observadas as seguintes condições: I .restauração de obras de arte e bens de valor histórico. na imprensa oficial. que imponha compatibilidade de especificações técnicas e de desempenho. VIII . sob pena de nulidade do ato e responsabilidade de quem lhe tiver dado causa. IV . 111 desta Lei.submeter-se às condições de aquisição e pagamento semelhantes às do setor privado. sempre que possível. .atender ao princípio da padronização. V . quando for o caso.seleção feita mediante concorrência. Seção V Das Compras Art. o disposto no art. sendo assegurado ao beneficiário do registro preferência em igualdade de condições. § 2o Os preços registrados serão publicados trimestralmente para orientação da Administração.balizar-se pelos preços praticados no âmbito dos órgãos e entidades da Administração Pública.ser processadas através de sistema de registro de preços.

Art.481.quando imóveis. quando possível. 23 desta Lei. seu preço unitário. locação ou permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos. de maneira a clarificar a identificação do bem comprado. inclusive as entidades paraestatais. III . dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárquicas e fundacionais. a quantidade adquirida. e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública. concessão de direito real de uso. h e i. (Redação dada pela Lei nº 11. ainda: I . subordinada à existência de interesse público devidamente justificado. § 8o O recebimento de material de valor superior ao limite estabelecido no art. de 1994) Seção VI Das Alienações Art.952. de 1994) Parágrafo único. deverá ser confiado a uma comissão de. 3 (três) membros.a especificação completa do bem a ser adquirido sem indicação de marca. e. (Redação dada pela Lei nº 11. destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública. deverá ser informatizado. cuja estimativa será obtida. II .883. (Incluído pela Lei nº 8. mensalmente. Será dada publicidade. 24 desta Lei. aforamento. será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas: I . (Redação dada pela Lei nº 8. 16. de qualquer esfera de governo. sempre que possível. A alienação de bens da Administração Pública.a definição das unidades e das quantidades a serem adquiridas em função do consumo e utilização prováveis. mediante adequadas técnicas quantitativas de estimação. 17. 24.§ 5o O sistema de controle originado no quadro geral de preços.as condições de guarda e armazenamento que não permitam a deterioração do material. de qualquer esfera de governo. ressalvado o disposto nas alíneas f. para a modalidade de convite. em órgão de divulgação oficial ou em quadro de avisos de amplo acesso público. no mínimo. de 2009) c) permuta. de 2007) . permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da administração pública.883. dependerá de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência. à relação de todas as compras feitas pela Administração Direta ou Indireta. por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes do inciso X do art. § 7o Nas compras deverão ser observadas. dispensada esta nos seguintes casos: a) dação em pagamento. de 1994) f) alienação gratuita ou onerosa. o nome do vendedor e o valor total da operação. d) investidura. podendo ser aglutinadas por itens as compras feitas com dispensa e inexigibilidade de licitação. O disposto neste artigo não se aplica aos casos de dispensa de licitação previstos no inciso IX do art. para todos. (Incluída pela Lei nº 8. b) doação. § 6o Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar preço constante do quadro geral em razão de incompatibilidade desse com o preço vigente no mercado.883.

mediante iniciativa e deliberação dos órgãos da Administração Pública em cuja competência legal inclua-se tal atribuição. quando o uso destinar-se: (Redação dada pela Lei nº 11. de 2005) h) alienação gratuita ou onerosa.952.196. para fins de regularização fundiária. permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social. locação ou permissão de uso de bens imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados) e inseridos no âmbito de programas de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública.952.quando móveis. f) venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública. (Incluído pela Lei n] 11.196. e) venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública. de 2009) II . (Incluído pela Lei nº 11. permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública. b) permuta. de 2005) o . § 2o A Administração também poderá conceder título de propriedade ou de direito real de uso de imóveis. dispensada esta nos seguintes casos: a) doação. concessão de direito real de uso. de 2007) i) alienação e concessão de direito real de uso. dispensada licitação.g) procedimentos de legitimação de posse de que trata o art.submissão aos demais requisitos e impedimentos do regime legal e administrativo da destinação e da regularização fundiária de terras públicas. sem utilização previsível por quem deles dispõe. relativamente à escolha de outra forma de alienação.a outro órgão ou entidade da Administração Pública. (Incluído pela Lei nº 11. gratuita ou onerosa. que poderão ser negociadas em bolsa.383. (Incluído pela Lei nº 11. de terras públicas rurais da União na Amazônia Legal onde incidam ocupações até o limite de 15 (quinze) módulos fiscais ou 1. de 2009) I . d) venda de títulos. de 2009) § 2º-A. (Incluído pela Lei nº 11. 29 da Lei no 6. ocupação mansa e pacífica e exploração direta sobre área rural situada na Amazônia Legal.500ha (mil e quinhentos hectares). nos termos da lei.a pessoa natural que. vedada a sua alienação pelo beneficiário.952.196. haja implementado os requisitos mínimos de cultura. regulamento ou ato normativo do órgão competente. reverterão ao patrimônio da pessoa jurídica doadora. c) venda de ações.196. de 2005) II . As hipóteses do inciso II do § 2o ficam dispensadas de autorização legislativa. de 2005) II .500ha (mil e quinhentos hectares). na forma da legislação pertinente.196. em virtude de suas finalidades. (Incluído pela Lei nº 11. cessadas as razões que justificaram a sua doação. desde que não exceda 1. (Redação dada pela Lei nº 11. § 1o Os imóveis doados com base na alínea "b" do inciso I deste artigo.481. dependerá de avaliação prévia e de licitação. após avaliação de sua oportunidade e conveniência sócio-econômica. qualquer que seja a localização do imóvel. superior a 1 (um) módulo fiscal e limitada a 15 (quinze) módulos fiscais. aforamento. observada a legislação específica. porém submetem-se aos seguintes condicionamentos: (Redação dada pela Lei nº 11. atendidos os requisitos legais. de 7 de dezembro de 1976. de 2005) I .aplicação exclusivamente às áreas em que a detenção por particular seja comprovadamente anterior a 1 de dezembro de 2004.

em quantia não superior ao limite previsto no art. sob pena de nulidade do ato.previsão de rescisão automática da concessão. em caso de declaração de utilidade. 23. (Incluído pela Lei nº 11. não sujeito a vedação. (Redação dada pela Lei nº 11. de 1994) .648.196. (Redação dada pela Lei nº 8.a alienação aos proprietários de imóveis lindeiros de área remanescente ou resultante de obra pública.vedação de concessões para hipóteses de exploração não-contempladas na lei agrária. (Incluído pela Lei nº 8. 18. e (Incluído pela Lei nº 11. alínea "b" desta Lei. inciso II. nas leis de destinação de terras públicas.883. caso o donatário necessite oferecer o imóvel em garantia de financiamento. de 1994) § 7o (VETADO). de 1994) § 6o Para a venda de bens móveis avaliados. obrigatoriamente os encargos. aos legítimos possuidores diretos ou. área esta que se tornar inaproveitável isoladamente. de 2008) § 3o Entende-se por investidura. de imóveis para fins residenciais construídos em núcleos urbanos anexos a usinas hidrelétricas. (Incluído pela Lei nº 9. na falta destes. A hipótese do inciso II do § 2o deste artigo: (Incluído pela Lei nº 11. sendo dispensada a licitação no caso de interesse público devidamente justificado.pode ser cumulada com o quantitativo de área decorrente da figura prevista na alínea g do inciso I do caput deste artigo. Parágrafo único. (Incluído pela Lei nº 11.a alienação. de 2007) Art.883. desde que considerados dispensáveis na fase de operação dessas unidades e não integrem a categoria de bens reversíveis ao final da concessão. para os fins desta lei: (Redação dada pela Lei nº 9. o prazo de seu cumprimento e cláusula de reversão. (Incluído pela Lei nº 11. (Revogado pela Lei nº 8. desde que não exceda mil e quinhentos hectares. ou nas normas legais ou administrativas de zoneamento ecológico-econômico. de 2008) III . 23 desta lei. de 2005) IV . de 2005) IV – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11. a cláusula de reversão e demais obrigações serão garantidas por hipoteca em segundo grau em favor do doador. vedada a dispensa de licitação para áreas superiores a esse limite. de 1998) II . Na concorrência para a venda de bens imóveis.só se aplica a imóvel situado em zona rural. (Incluído pela Lei nº 11.III . de 1998) § 4o A doação com encargo será licitada e de seu instrumento constarão. até o limite previsto no inciso II deste parágrafo. de 1998) I .883. impedimento ou inconveniente a sua exploração mediante atividades agropecuárias. por preço nunca inferior ao da avaliação e desde que esse não ultrapasse a 50% (cinqüenta por cento) do valor constante da alínea "a" do inciso II do art. de 2005) I .196.196.648. (Incluído pela Lei nº 9.883. de 2005) § 2o-B.196.763. ao Poder Público. (Incluído pela Lei nº 8. a Administração poderá permitir o leilão. de 1994) § 5o Na hipótese do parágrafo anterior.763. a fase de habilitação limitar-se-á à comprovação do recolhimento de quantia correspondente a 5% (cinco por cento) da avaliação. isolada ou globalmente.196. de 2005) II – fica limitada a áreas de até quinze módulos fiscais. ou necessidade pública ou interesse social.481.648. dispensada notificação.

adoção do procedimento licitatório. se houver.883.883. de 1994) a) concurso.comprovação da necessidade ou utilidade da alienação. II . quando se tratar de licitação feita por órgão ou entidade da Administração Pública Federal e. de 1994) II .883.883. sob a modalidade de concorrência ou leilão.quarenta e cinco dias para: (Redação dada pela Lei nº 8. de 1994) II . utilizar-se de outros meios de divulgação para ampliar a área de competição. deverão ser publicados com antecedência. de 1994) I . no mínimo. quando o contrato a ser celebrado contemplar o regime de empreitada integral ou quando a licitação for do tipo "melhor técnica" ou "técnica e preço". cuja aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento. por uma vez: (Redação dada pela Lei nº 8. III . de 1994) .Art. de 1994) Capítulo II Da Licitação Seção I Das Modalidades. fornecido. (Redação dada pela Lei nº 8. 21. quando se tratar de obras financiadas parcial ou totalmente com recursos federais ou garantidas por instituições federais.883. Os bens imóveis da Administração Pública. poderão ser alienados por ato da autoridade competente.no Diário Oficial do Estado.no Diário Oficial da União. de licitação feita por órgão ou entidade da Administração Pública Estadual ou Municipal. § 2o O prazo mínimo até o recebimento das propostas ou da realização do evento será: I .avaliação dos bens alienáveis. devidamente justificado. Os avisos contendo os resumos dos editais das concorrências.883.883. alienado ou alugado o bem. Parágrafo único.em jornal diário de grande circulação no Estado e também. (Incluída pela Lei nº 8. ainda. (Incluída pela Lei nº 8. 19. ou do Distrito Federal quando se tratar.883. conforme o vulto da licitação. de 1994) b) concorrência. dos concursos e dos leilões. em jornal de circulação no Município ou na região onde será realizada a obra. respectivamente. embora realizados no local da repartição interessada.883. (Redação dada pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 8. prestado o serviço. O disposto neste artigo não impedirá a habilitação de interessados residentes ou sediados em outros locais. As licitações serão efetuadas no local onde se situar a repartição interessada. salvo por motivo de interesse público. 20. de 1994) § 1o O aviso publicado conterá a indicação do local em que os interessados poderão ler e obter o texto integral do edital e todas as informações sobre a licitação. das tomadas de preços. de 1994) III .trinta dias para: (Redação dada pela Lei nº 8. ou do Distrito Federal. Art. Limites e Dispensa Art. podendo ainda a Administração. observadas as seguintes regras: I .

883. inqüestionavelmente.quinze dias para a tomada de preços. § 5o Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados. (Redação dada pela Lei nº 8. prevalecendo a data que ocorrer mais tarde. § 4o Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico. reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido.a) concorrência.concurso.convite. V . exceto quando.883. ou ainda da efetiva disponibilidade do edital ou do convite e respectivos anexos. § 1o Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que. 22. em local apropriado. Art.cinco dias úteis para convite. § 3o Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto. científico ou artístico. conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas. observada a necessária qualificação. (Incluída pela Lei nº 8. comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. (Incluída pela Lei nº 8. na fase inicial de habilitação preliminar. nos casos não especificados na alínea "b" do inciso anterior. a qual afixará. de 1994) b) tomada de preços.883. ou para a alienação .tomada de preços. (Redação dada pela Lei nº 8.leilão. de 1994) § 4o Qualquer modificação no edital exige divulgação pela mesma forma que se deu o texto original. de 1994) III . São modalidades de licitação: I .883. II . cadastrados ou não. de 1994) IV . a alteração não afetar a formulação das propostas. (Redação dada pela Lei nº 8. mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores.883. ou leilão. de 1994) § 3o Os prazos estabelecidos no parágrafo anterior serão contados a partir da última publicação do edital resumido ou da expedição do convite. § 2o Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas. nos casos não especificados na alínea "b" do inciso anterior.concorrência. escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa. IV . quando a licitação for do tipo "melhor técnica" ou "técnica e preço". III .

00 (seiscentos e cinqüenta mil reais). qualquer que seja o valor de seu objeto.00 (um milhão e quinhentos mil reais). parceladas nos termos do parágrafo anterior. como nas concessões de direito real .de bens imóveis prevista no art. ressalvado o disposto no art. tendo em vista o valor estimado da contratação: I . no mínimo.883.até R$ 80. de 1994) § 2o Na execução de obras e serviços e nas compras de bens. tanto na compra ou alienação de bens imóveis.883.648.00 (um milhão e quinhentos mil reais). (Incluído pela Lei nº 8. 27 a 31.648. a administração somente poderá exigir do licitante não cadastrado os documentos previstos nos arts. enquanto existirem cadastrados não convidados nas últimas licitações. (Redação dada pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 8. essas circunstâncias deverão ser devidamente justificadas no processo.para compras e serviços não referidos no inciso anterior:(Redação dada pela Lei nº 9. serviços e compras efetuadas pela Administração serão divididas em tantas parcelas quantas se comprovarem técnica e economicamente viáveis. existindo na praça mais de 3 (três) possíveis interessados.000.000.até R$ 1. de 1994) § 7o Quando. (Redação dada pela Lei nº 9. por limitações do mercado ou manifesto desinteresse dos convidados.acima de R$ 650.500.000.648. 19. (Redação dada pela Lei nº 9.648.000. 23. sob pena de repetição do convite.883. igual ou superior ao valor da avaliação.883. (Redação dada pela Lei nº 9. procedendo-se à licitação com vistas ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis no mercado e à ampliação da competitividade sem perda da economia de escala. é obrigatório o convite a.00 (cento e cinqüenta mil reais).até R$ 150. de 1998) a) convite . nos termos do edital. § 8o É vedada a criação de outras modalidades de licitação ou a combinação das referidas neste artigo. (Redação dada pela Lei nº 8. a cada etapa ou conjunto de etapas da obra.500. (Redação dada pela Lei nº 9. a quem oferecer o maior lance. que comprovem habilitação compatível com o objeto da licitação. (Redação dada pela Lei nº 9.para obras e serviços de engenharia: (Redação dada pela Lei nº 9. realizado para objeto idêntico ou assemelhado.648. As modalidades de licitação a que se referem os incisos I a III do artigo anterior serão determinadas em função dos seguintes limites. preservada a modalidade pertinente para a execução do objeto em licitação. de 1994) § 3o A concorrência é a modalidade de licitação cabível. § 9o Na hipótese do parágrafo 2o deste artigo. de 1994) § 6o Na hipótese do § 3o deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 9.até R$ 650.648. mais um interessado. há de corresponder licitação distinta.000. de 1998) a) convite . de 1998) § 1o As obras.648. 19. for impossível a obtenção do número mínimo de licitantes exigidos no § 3o deste artigo. de 1998) c) concorrência: acima de R$ 1. serviço ou compra. de 1994) Art. de 1998) b) tomada de preços .00 (seiscentos e cinqüenta mil reais).883.00 (oitenta mil reais). de 1998) II . de 1998) b) tomada de preços . (Redação dada pela Lei nº 8. de 1998) c) concorrência .648. a cada novo convite.000.

públicos ou particulares. quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas. serviços. conforme o caso.188. em face de suas peculiaridades. de 1994) § 7o Na compra de bens de natureza divisível e desde que não haja prejuízo para o conjunto ou complexo. admitindo-se neste último caso. obedecerão aos limites estabelecidos no inciso I deste artigo também para suas compras e serviços em geral. (Redação dada pela Lei nº 9.648.883. sempre que o somatório de seus valores caracterizar o caso de "tomada de preços" ou "concorrência". a concorrência. desde que para a aquisição de materiais aplicados exclusivamente na manutenção.de uso e nas licitações internacionais. podendo o edital fixar quantitativo mínimo para preservar a economia de escala.107. nos casos previstos nesta Lei. quando formado por maior número.nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem.648. vedada a prorrogação dos respectivos contratos. com vistas a ampliação da competitividade. quando o órgão ou entidade dispuser de cadastro internacional de fornecedores ou o convite. contados da ocorrência da emergência ou calamidade.nos casos de emergência ou de calamidade pública.010 Vigência I . de 1998) II . IV . observados os limites deste artigo. do inciso I do artigo anterior. reparo ou fabricação de meios operacionais bélicos pertencentes à União. a Administração poderá utilizar a tomada de preços e. nos termos deste artigo. obras. aplicar-se-á o dobro dos valores mencionados no caput deste artigo quando formado por até 3 (três) entes da Federação. (Incluído pela Lei nº 11. 24. ou ainda para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente. respectivamente. de 1998) III . para parcelas de uma mesma obra ou serviço. de 1994) § 4o Nos casos em que couber convite.883. compra ou alienação de maior vulto que possa ser realizada de uma só vez. e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos. em qualquer caso. (Redação dada pela Lei nº 8. de 2.648.883. e o triplo. de 2005) Art. desde que não se refiram a parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ainda para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente. (Redação dada pela Lei nº 8. exceto para as parcelas de natureza específica que possam ser executadas por pessoas ou empresas de especialidade diversa daquela do executor da obra ou serviço. desde que não se refiram a parcelas de um mesmo serviço. É dispensável a licitação: Vide Lei nº 12. equipamentos e outros bens. de 1994) § 6o As organizações industriais da Administração Federal direta. é permitida a cotação de quantidade inferior à demandada na licitação. a tomada de preços. de 1998) § 8o No caso de consórcios públicos. . (Redação dada pela Lei nº 9. quando não houver fornecedor do bem ou serviço no País. (Incluído pela Lei nº 8. do inciso II do artigo anterior e para alienações.para outros serviços e compras de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea "a". § 5o É vedada a utilização da modalidade "convite" ou "tomada de preços".para obras e serviços de engenharia de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea "a". (Incluído pela Lei nº 9.

na contratação de instituição brasileira incumbida regimental ou estatutariamente da pesquisa. será admitida a adjudicação direta dos bens ou serviços. de 1994) XVII . e de edições técnicas oficiais. (Redação dada pela Lei nº 8. de formulários padronizados de uso da administração. realizadas diretamente com base no preço do dia.para a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da administração. desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade. (Redação dada pela Lei nº 8. mantidas. XII .V . não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração. (Redação dada pela Lei nº 8. de 1994) XIV . VI . VII . segundo avaliação prévia. necessários à manutenção de equipamentos durante o período de garantia técnica. neste caso.(Redação dada pela Lei nº 8. (Vide § 3º do art. casos em que. desde que o preço seja compatível com o valor de mercado.883. criados para esse fim específico. XVI . bem como para prestação de serviços de informática a pessoa jurídica de direito público interno.883.para a aquisição. de autenticidade certificada. em conseqüência de rescisão contratual. de 1994) IX .para a aquisição de bens ou serviços nos termos de acordo internacional específico aprovado pelo Congresso Nacional. de 1994) XI . devidamente corrigido. desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. por pessoa jurídica de direito público interno. ou forem incompatíveis com os fixados pelos órgãos oficiais competentes. nos casos estabelecidos em decreto do Presidente da República. persistindo a situação. por órgãos ou entidades que integrem a Administração Pública.nas compras de hortifrutigranjeiros. por valor não superior ao constante do registro de preços. cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha. todas as condições preestabelecidas.883. junto ao fornecedor original desses .883. ou de instituição dedicada à recuperação social do preso. no tempo necessário para a realização dos processos licitatórios correspondentes.(Incluído pela Lei nº 8. (Regulamento) X . ouvido o Conselho de Defesa Nacional. justificadamente. de 1994) XIII .883. 48 desta Lei e.para a aquisição de componentes ou peças de origem nacional ou estrangeira. 48) VIII . de 1994) XV . do ensino ou do desenvolvimento institucional. de bens produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integre a Administração Pública e que tenha sido criado para esse fim específico em data anterior à vigência desta Lei. ou dos serviços.para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos.quando houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional. observado o parágrafo único do art. desde que atendida a ordem de classificação da licitação anterior e aceitas as mesmas condições oferecidas pelo licitante vencedor. quando as condições ofertadas forem manifestamente vantajosas para o Poder Público.na contratação de remanescente de obra.quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou normalizar o abastecimento.(Redação dada pela Lei nº 8. serviço ou fornecimento.quando não acudirem interessados à licitação anterior e esta. pão e outros gêneros perecíveis.para a impressão dos diários oficiais. desde que a contratada detenha inquestionável reputação ético-profissional e não tenha fins lucrativos. inclusive quanto ao preço.quando as propostas apresentadas consignarem preços manifestamente superiores aos praticados no mercado nacional.883.

na contratação de associação de portadores de deficiência física. desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. (Incluído pela Lei nº 9. de 1994) XVIII .nas compras ou contratações de serviços para o abastecimento de navios. processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis. 23 desta Lei: (Incluído pela Lei nº 8.na contratação realizada por Instituição Científica e Tecnológica . de 2007). de 2005) XXVII .ICT ou por agência de fomento para a transferência de tecnologia e para o licenciamento de direito de uso ou de exploração de criação protegida.equipamentos. de 1998) XXIV . sem fins lucrativos e de comprovada idoneidade. (Incluído pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 11.349. . efetuados por associações ou cooperativas formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais recicláveis. de 1994) XIX .973. aeroportos ou localidades diferentes de suas sedes. (Incluído pela Lei nº 11. permissionário ou autorizado.para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais. para atividades contempladas no contrato de gestão. de 1994) XX . para a prestação de serviços ou fornecimento de mão-de-obra. pelo CNPq ou por outras instituições de fomento a pesquisa credenciadas pelo CNPq para esse fim específico.na contratação realizada por empresa pública ou sociedade de economia mista com suas subsidiárias e controladas. (Incluído pela Lei nº 8.107.883. aéreos e terrestres. qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo. (Incluído pela Lei nº 9. desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. (Incluído pela Lei nº 8.445. por órgãos ou entidades da Admininistração Pública. mediante parecer de comissão instituída por decreto.648. embarcações. quando a exiguidade dos prazos legais puder comprometer a normalidade e os propósitos das operações e desde que seu valor não exceda ao limite previsto na alínea "a" do incico II do art.para a aquisição de bens e insumos destinados exclusivamente à pesquisa científica e tecnológica com recursos concedidos pela Capes. de 1998) XXV . (Redação dada pela Lei nº 12. pela Finep. com exceção de materiais de uso pessoal e administrativo. ambientais e de saúde pública. de 1998) XXIII . por motivo de movimentação operacional ou de adestramento. de 2004) XXVI – na celebração de contrato de programa com ente da Federação ou com entidade de sua administração indireta.648.883. para a aquisição ou alienação de bens.883. unidades aéreas ou tropas e seus meios de deslocamento quando em estada eventual de curta duração em portos. (Incluído pela Lei nº 9. quando houver necessidade de manter a padronização requerida pela estrutura de apoio logístico dos meios navais.883. quando tal condição de exclusividade for indispensável para a vigência da garantia.na contratação de fornecimento ou suprimento de energia elétrica e gás natural com concessionário. de 2010) XXII . prestação ou obtenção de serviços.(Incluído pela Lei nº 10. com o uso de equipamentos compatíveis com as normas técnicas. para a prestação de serviços públicos de forma associada nos termos do autorizado em contrato de consórcio público ou em convênio de cooperação.648.na contratação da coleta. em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo. de 1994) XXI .para as compras de material de uso pelas Forças Armadas. segundo as normas da legislação específica.

como Agências Executivas. ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor. para a prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural no âmbito do Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária. desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública. empresa ou representante comercial exclusivo.para aquisição de materiais. de 2010) Parágrafo único. ainda. . instituído por lei federal. devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço. as situações de inexigibilidade referidas no art. produzidos ou prestados no País. necessariamente justificadas. de 2008).107. 5o e 20 da Lei no 10. estudos. (Incluído pela Lei nº 12. sem prejuízo de outras sanções legais cabíveis. sociedade de economia mista. de natureza singular. ou de outros requisitos relacionados com suas atividades. cumulativamente. empresa pública e por autarquia ou fundação qualificadas. 26.973. que envolvam. obras e serviços contratados por consórcios públicos. em especial: I . Federação ou Confederação Patronal. (Incluído pela Lei nº 11. e o retardamento previsto no final do parágrafo único do art. § 1o Considera-se de notória especialização o profissional ou empresa cujo conceito no campo de sua especialidade.188. II . 13 desta Lei. de 2005) Art. decorrente de desempenho anterior. vedada a preferência de marca. se comprovado superfaturamento. respondem solidariamente pelo dano causado à Fazenda Pública o fornecedor ou o prestador de serviços e o agente público responsável. pública ou privada. organização. (Incluído pela Lei nº 12. vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação. 4o. Art.nas contratações visando ao cumprimento do disposto nos arts. pelo Sindicato. (Incluído pela Lei nº 11. com profissionais ou empresas de notória especialização. § 2o Na hipótese deste artigo e em qualquer dos casos de dispensa.010) Vigência XXXI . diretamente ou através de empresário exclusivo. experiências.para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. As dispensas previstas nos §§ 2o e 4o do art. ou.XXVIII – para o fornecimento de bens e serviços. equipamentos. XXX . equipe técnica. publicações. 25. necessariamente justificadas quanto ao preço e à escolha do fornecedor ou executante e ratificadas pelo Comandante da Força. observados os princípios gerais de contratação dela constantes.783.para contratação de profissional de qualquer setor artístico. III . aparelhamento. dentro de 3 (três) dias. (Redação dada pela Lei nº 11. de 2. à autoridade superior. 8o desta Lei deverão ser comunicados. 25. mediante parecer de comissão especialmente designada pela autoridade máxima do órgão. Os percentuais referidos nos incisos I e II do caput deste artigo serão 20% (vinte por cento) para compras. alta complexidade tecnológica e defesa nacional. 24. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição.484.na contratação de instituição ou organização. 17 e no inciso III e seguintes do art.349. de 2 de dezembro de 2004. pelas entidades equivalentes. 3o. com ou sem fins lucrativos. de 2007). permita inferir que o seu trabalho é essencial e indiscutivelmente o mais adequado à plena satisfação do objeto do contrato. na forma da lei. XXIX – na aquisição de bens e contratação de serviços para atender aos contingentes militares das Forças Singulares brasileiras empregadas em operações de paz no exterior.

(Redação dada pela Lei nº 11. II . (Incluído pela Lei nº 9. (Vide Lei nº 12.habilitação jurídica. com os seguintes elementos: I . exclusivamente. IV . como condição para a eficácia dos atos. IV .qualificação econômico-financeira. no caso de sociedades por ações. em se tratando de empresa ou sociedade estrangeira em funcionamento no País. acompanhado de documentos de eleição de seus administradores. consistirá em: (Vide Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 9. II .107. e.440. no prazo de 5 (cinco) dias.razão da escolha do fornecedor ou executante. estatuto ou contrato social em vigor. III .440. III .ato constitutivo.caracterização da situação emergencial ou calamitosa que justifique a dispensa. pertinente ao seu ramo de atividade e compatível com o objeto contratual.justificativa do preço. 29. será instruído.para ratificação e publicação na imprensa oficial. Art. relativo ao domicílio ou sede do licitante. de 2011) (Vigência) V – cumprimento do disposto no inciso XXXIII do art. Para a habilitação nas licitações exigir-se-á dos interessados. V .648. e ato de registro ou autorização para funcionamento expedido pelo órgão competente. .854. 28. no caso de sociedades civis.inscrição do ato constitutivo. quando a atividade assim o exigir. quando for o caso. 7o da Constituição Federal.prova de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Geral de Contribuintes (CGC). de 2005) Parágrafo único. previsto neste artigo. em se tratando de sociedades comerciais. documentação relativa a: I . IV . no que couber. se houver.registro comercial. devidamente registrado.prova de inscrição no cadastro de contribuintes estadual ou municipal. III . de 2011) (Vigência) I .decreto de autorização. de inexigibilidade ou de retardamento. A documentação relativa à habilitação jurídica. consistirá em: I . A documentação relativa à regularidade fiscal. conforme o caso. conforme o caso. acompanhada de prova de diretoria em exercício. 27. II . no caso de empresa individual. II . de 1999) Art.qualificação técnica.regularidade fiscal. de 1998) Seção II Da Habilitação Art.cédula de identidade.documento de aprovação dos projetos de pesquisa aos quais os bens serão alocados. O processo de dispensa.

vedadas as exigências de quantidades mínimas ou prazos máximos. de 1994) b) (Vetado). IV . e. profissional de nível superior ou outro devidamente reconhecido pela entidade competente.883. ou outra equivalente.prova de regularidade para com a Fazenda Federal.883.capacitação técnico-profissional: comprovação do licitante de possuir em seu quadro permanente. quando exigido.883. na data prevista para entrega da proposta. e indicação das instalações e do aparelhamento e do pessoal técnico adequados e disponíveis para a realização do objeto da licitação.III . de 1994) a) (Vetado). limitadas estas exclusivamente às parcelas de maior relevância e valor significativo do objeto da licitação.prova de regularidade relativa à Seguridade Social e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). detentor de atestado de responsabilidade técnica por execução de obra ou serviço de características semelhantes. . quando for o caso. § 4o Nas licitações para fornecimento de bens. (Incluído pela Lei nº 8.883. será feita por atestados fornecidos por pessoas jurídicas de direito público ou privado. (Incluído pela Lei nº 8. de que tomou conhecimento de todas as informações e das condições locais para o cumprimento das obrigações objeto da licitação. será feita através de atestados fornecidos por pessoa jurídica de direito público ou privado.883. limitadas as exigências a: (Redação dada pela Lei nº 8. § 1o A comprovação de aptidão referida no inciso II do "caput" deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 8.prova de atendimento de requisitos previstos em lei especial. quando for o caso.comprovação de aptidão para desempenho de atividade pertinente e compatível em características. de 1994) I . serão definidas no instrumento convocatório.883. devidamente registrados nas entidades profissionais competentes. mencionadas no parágrafo anterior. de 1994) § 2o As parcelas de maior relevância técnica e de valor significativo. III . ou quaisquer outras não previstas nesta Lei. IV . (Incluído pela Lei nº 8. que inibam a participação na licitação. § 5o É vedada a exigência de comprovação de atividade ou de aptidão com limitações de tempo ou de época ou ainda em locais específicos. demonstrando situação regular no cumprimento dos encargos sociais instituídos por lei. 30.883. fornecida pelo órgão licitante. quantidades e prazos com o objeto da licitação.registro ou inscrição na entidade profissional competente. de que recebeu os documentos.comprovação.(Vetado). no caso das licitações pertinentes a obras e serviços. de 1994) § 3o Será sempre admitida a comprovação de aptidão através de certidões ou atestados de obras ou serviços similares de complexidade tecnológica e operacional equivalente ou superior. de 1994) II . Estadual e Municipal do domicílio ou sede do licitante. (Redação dada pela Lei nº 8. bem como da qualificação de cada um dos membros da equipe técnica que se responsabilizará pelos trabalhos. na forma da lei. a comprovação de aptidão. (Incluído pela Lei nº 8. A documentação relativa à qualificação técnica limitar-se-á a: I . de 1994) Art. II .

(Vetado). (Incluído pela Lei nº 8. limitada a 1% (um por cento) do valor estimado do objeto da contratação. máquinas.garantia. cuja avaliação. § 7º (Vetado).balanço patrimonial e demonstrações contábeis do último exercício social.883. vedada a exigência de valores mínimos de faturamento anterior.(Vetado). § 1o A exigência de índices limitar-se-á à demonstração da capacidade financeira do licitante com vistas aos compromissos que terá que assumir caso lhe seja adjudicado o contrato. . nas compras para entrega futura e na execução de obras e serviços. poderá estabelecer. 56 desta Lei. como dado objetivo de comprovação da qualificação econômico-financeira dos licitantes e para efeito de garantia ao adimplemento do contrato a ser ulteriormente celebrado. de 1994) § 12. que comprovem a boa situação financeira da empresa. 31. poderá a Administração exigir dos licitantes a metodologia de execução. de 1994) § 8o No caso de obras. § 10. no instrumento convocatório da licitação. para efeito de sua aceitação ou não. já exigíveis e apresentados na forma da lei.§ 6o As exigências mínimas relativas a instalações de canteiros. de 1994) § 2o A Administração. 56 desta Lei. considerados essenciais para o cumprimento do objeto da licitação. de 1994) II . (Incluído pela Lei nº 8.883.certidão negativa de falência ou concordata expedida pelo distribuidor da sede da pessoa jurídica. podendo ser atualizados por índices oficiais quando encerrado há mais de 3 (três) meses da data de apresentação da proposta. (Redação dada pela Lei nº 8. expedida no domicílio da pessoa física. vedada as exigências de propriedade e de localização prévia. antecederá sempre à análise dos preços e será efetuada exclusivamente por critérios objetivos.883. de 1994) I .883. a exigência de capital mínimo ou de patrimônio líquido mínimo. de 1994) Art. serão atendidas mediante a apresentação de relação explícita e da declaração formal da sua disponibilidade. (Vetado). (Incluído pela Lei nº 8. de 1994) § 11. II . admitindo-se a substituição por profissionais de experiência equivalente ou superior. índices de rentabilidade ou lucratividade. serviços e compras de grande vulto. ou de execução patrimonial. (Redação dada pela Lei nº 8. ou que possa comprometer a continuidade da prestação de serviços públicos essenciais. (Incluído pela Lei nº 8. nas mesmas modalidades e critérios previstos no "caput" e § 1o do art.883. ou ainda as garantias previstas no § 1o do art. de alta complexidade técnica.883. vedada a sua substituição por balancetes ou balanços provisórios. como fator de extrema relevância para garantir a execução do objeto a ser contratado. III . A documentação relativa à qualificação econômico-financeira limitar-se-á a: I . sob as penas cabíveis. § 9o Entende-se por licitação de alta complexidade técnica aquela que envolva alta especialização. (Incluído pela Lei nº 8. (Vetado). equipamentos e pessoal técnico especializado. desde que aprovada pela administração. Os profissionais indicados pelo licitante para fins de comprovação da capacitação técnico-profissional de que trata o inciso I do § 1o deste artigo deverão participar da obra ou serviço objeto da licitação.883.

§ 5o A comprovação de boa situação financeira da empresa será feita de forma objetiva. no § 1o do art. § 5o Não se exigirá. Os documentos necessários à habilitação poderão ser apresentados em original. autenticados pelos respectivos consulados e traduzidos por tradutor juramentado. sob as penalidades legais. de 1994) Art. de 1994) § 6º (Vetado). limitados ao valor do custo efetivo de reprodução gráfica da documentação fornecida. salvo os referentes a fornecimento do edital. com os seus elementos constitutivos. quanto às informações disponibilizadas em sistema informatizado de consulta direta indicado no edital. calculada esta em função do patrimônio líquido atualizado e sua capacidade de rotação. nem nos casos de aquisição de bens e serviços realizada por unidades administrativas com sede no exterior. para a compra de equipamentos fabricados e entregues no exterior. desde que para este caso tenha havido prévia autorização do Chefe do Poder Executivo. prévio recolhimento de taxas ou emolumentos. 36 substitui os documentos enumerados nos arts. nas licitações internacionais. 32.883. quando solicitado. § 2o O certificado de registro cadastral a que se refere o § 1o do art. obrigando-se a parte a declarar. no todo ou em parte. a relação dos compromissos assumidos pelo licitante que importem diminuição da capacidade operativa ou absorção de disponibilidade financeira. 28 a 31. na forma da lei. devendo a comprovação ser feita relativamente à data da apresentação da proposta.883. por qualquer processo de cópia autenticada por cartório competente ou por servidor da administração ou publicação em órgão da imprensa oficial. desde que previsto no edital e o registro tenha sido feito em obediência ao disposto nesta Lei. (Redação dada pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 8.883. § 4o Poderá ser exigida. a superveniência de fato impeditivo da habilitação. ainda. 33 e no § 2o do art. admitida a atualização para esta data através de índices oficiais. ou por agência estrangeira de cooperação. de 1994) § 1o A documentação de que tratam os arts. tanto quanto possível. devendo ter representação legal no Brasil com poderes expressos para receber citação e responder administrativa ou judicialmente. nem nos casos de contratação com empresa estrangeira. nos casos de convite. 28 a 31 desta Lei poderá ser dispensada. vedada a exigência de índices e valores não usualmente adotados para correta avaliação de situação financeira suficiente ao cumprimento das obrigações decorrentes da licitação. . (Redação dada pela Lei nº 8. através do cálculo de índices contábeis previstos no edital e devidamente justificados no processo administrativo da licitação que tenha dado início ao certame licitatório. § 6o O disposto no § 4o deste artigo. para a habilitação de que trata este artigo.§ 3o O capital mínimo ou o valor do patrimônio líquido a que se refere o parágrafo anterior não poderá exceder a 10% (dez por cento) do valor estimado da contratação. atenderão. (Redação dada pela Lei nº 8. § 4o As empresas estrangeiras que não funcionem no País. 55. não se aplica às licitações internacionais para a aquisição de bens e serviços cujo pagamento seja feito com o produto de financiamento concedido por organismo financeiro internacional de que o Brasil faça parte. às exigências dos parágrafos anteriores mediante documentos equivalentes. de 1998) § 3o A documentação referida neste artigo poderá ser substituída por registro cadastral emitido por órgão ou entidade pública.648. fornecimento de bens para pronta entrega e leilão. concurso.

36. o interessado fornecerá os elementos necessários à satisfação das exigências do art. no máximo. subscrito pelos consorciados. podendo a Administração estabelecer. renovável sempre que atualizarem o registro. Seção III Dos Registros Cadastrais Art. um acréscimo de até 30% (trinta por cento) dos valores exigidos para licitante individual.indicação da empresa responsável pelo consórcio que deverá atender às condições de liderança. no mínimo anualmente. 35. Ao requerer inscrição no cadastro. 27 desta Lei. inexigível este acréscimo para os consórcios compostos. IV . Quando permitida na licitação a participação de empresas em consórcio. 30 e 31 desta Lei. na mesma licitação. § 2o O licitante vencedor fica obrigado a promover.comprovação do compromisso público ou particular de constituição de consórcio. obrigando-se a unidade por ele responsável a proceder. 33. Para os fins desta Lei. § 1o Aos inscritos será fornecido certificado. antes da celebração do contrato. ou atualização deste. a chamamento público para a atualização dos registros existentes e para o ingresso de novos interessados. subdivididas em grupos. § 2o É facultado às unidades administrativas utilizarem-se de registros cadastrais de outros órgãos ou entidades da Administração Pública. a constituição e o registro do consórcio. admitindo-se. 34. na forma regulamentar. através de mais de um consórcio ou isoladamente. nos termos do compromisso referido no inciso I deste artigo. 28 a 31 desta Lei por parte de cada consorciado. § 1o No consórcio de empresas brasileiras e estrangeiras a liderança caberá.impedimento de participação de empresa consorciada. para efeito de qualificação econômico-financeira. . o somatório dos quantitativos de cada consorciado. válidos por. Art. o somatório dos valores de cada consorciado. Art. III . os órgãos e entidades da Administração Pública que realizem freqüentemente licitações manterão registros cadastrais para efeito de habilitação. obrigatoriamente fixadas no edital. um ano. em sua totalidade. V . segundo a qualificação técnica e econômica avaliada pelos elementos constantes da documentação relacionada nos arts. (Regulamento) § 1o O registro cadastral deverá ser amplamente divulgado e deverá estar permanentemente aberto aos interessados.apresentação dos documentos exigidos nos arts. tendo-se em vista sua especialização. e.Art. através da imprensa oficial e de jornal diário. observar-se-ão as seguintes normas: I . à empresa brasileira. por micro e pequenas empresas assim definidas em lei. Os inscritos serão classificados por categorias. para o consórcio. a qualquer tempo. II . para efeito de qualificação técnica.responsabilidade solidária dos integrantes pelos atos praticados em consórcio. na proporção de sua respectiva participação. obrigatoriamente. tanto na fase de licitação quanto na de execução do contrato. observado o disposto no inciso II deste artigo.

quando for o caso. IV .§ 2o A atuação do licitante no cumprimento de obrigações assumidas será anotada no respectivo registro cadastral. 39. ou as estabelecidas para classificação cadastral.atos de adjudicação do objeto da licitação e da sua homologação.pareceres técnicos ou jurídicos emitidos sobre a licitação. à qual terão acesso e direito a todas as informações pertinentes e a se manifestar todos os interessados. ou da entrega do convite. inciso I. O procedimento da licitação será iniciado com a abertura de processo administrativo. e ao qual serão juntados oportunamente: I . 38. dispensa ou inexigibilidade. devidamente autuado. protocolado e numerado. 37. e divulgada. VIII . consideram-se licitações simultâneas aquelas com objetos similares e com realização prevista para intervalos não superiores a trinta dias e licitações sucessivas aquelas . de 1994) Art. V . Para os fins deste artigo.883. III . Parágrafo único. pelos mesmos meios previstos para a publicidade da licitação.recursos eventualmente apresentados pelos licitantes e respectivas manifestações e decisões. XI . suspenso ou cancelado o registro do inscrito que deixar de satisfazer as exigências do art. X . IX .comprovante das publicações do edital resumido. 27 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 8. As minutas de editais de licitação. a indicação sucinta de seu objeto e do recurso próprio para a despesa. VII . II . alínea "c" desta Lei. acordos. VI . XII . conforme o caso. 23.demais documentos relativos à licitação. o processo licitatório será iniciado. obrigatoriamente.outros comprovantes de publicações.atas. Art.despacho de anulação ou de revogação da licitação. A qualquer tempo poderá ser alterado.original das propostas e dos documentos que as instruírem. convênios ou ajustes devem ser previamente examinadas e aprovadas por assessoria jurídica da Administração. fundamentado circunstanciadamente. contendo a autorização respectiva. com uma audiência pública concedida pela autoridade responsável com antecedência mínima de 15 (quinze) dias úteis da data prevista para a publicação do edital.ato de designação da comissão de licitação. do leiloeiro administrativo ou oficial. 21 desta Lei. na forma do art.termo de contrato ou instrumento equivalente. relatórios e deliberações da Comissão Julgadora. bem como as dos contratos.edital ou convite e respectivos anexos. Parágrafo único. Sempre que o valor estimado para uma licitação ou para um conjunto de licitações simultâneas ou sucessivas for superior a 100 (cem) vezes o limite previsto no art. quando for o caso. ou do responsável pelo convite. Seção IV Do Procedimento e Julgamento Art. com a antecedência mínima de 10 (dez) dias úteis de sua realização.

prazo e condições para assinatura do contrato ou retirada dos instrumentos. e forma de apresentação das propostas. 27 a 31 desta Lei.648. (Redação dada pela Lei nº 8. horários e códigos de acesso dos meios de comunicação à distância em que serão fornecidos elementos.se há projeto executivo disponível na data da publicação do edital de licitação e o local onde possa ser examinado e adquirido.objeto da licitação. ou do orçamento a que essa proposta se referir. dia e hora para recebimento da documentação e proposta. permitida a fixação de preços máximos e vedados a fixação de preços mínimos.883. (Redação dada pela Lei nº 8. critérios estatísticos ou faixas de variação em relação a preços de referência. conforme o caso. de 1994) Art. com disposições claras e parâmetros objetivos. 48. o local. em descrição sucinta e clara. . desde a data prevista para apresentação da proposta. em conformidade com a disponibilidade de recursos financeiros. no caso de licitações internacionais.sanções para o caso de inadimplemento.locais. XIV . II . (Redação dada pela Lei nº 9. ressalvado o dispossto nos parágrafos 1º e 2º do art.local onde poderá ser examinado e adquirido o projeto básico.condições de pagamento.em que. V .883.o critério de aceitabilidade dos preços unitário e global. em conformidade com os arts.883.883. a modalidade. IX .limites para pagamento de instalação e mobilização para execução de obras ou serviços que serão obrigatoriamente previstos em separado das demais parcelas. 40. o edital subseqüente tenha uma data anterior a cento e vinte dias após o término do contrato resultante da licitação antecedente. obrigatoriamente. para execução do contrato e para entrega do objeto da licitação. o regime de execução e o tipo da licitação. admitida a adoção de índices específicos ou setoriais. até a data do adimplemento de cada parcela. de 1998) XI . contado a partir da data final do período de adimplemento de cada parcela. etapas ou tarefas.critério de reajuste. (Redação dada pela Lei nº 8. VIII .condições para participação na licitação. de 1994) XIII . prevendo: a) prazo de pagamento não superior a trinta dias. como previsto no art. VI . que deverá retratar a variação efetiva do custo de produção. a menção de que será regida por esta Lei. VII . o nome da repartição interessada e de seu setor. III . e indicará.(Vetado). de 1994) b) cronograma de desembolso máximo por período. X . de 1994) XII .critério para julgamento. O edital conterá no preâmbulo o número de ordem em série anual. (Redação dada pela Lei nº 8. 64 desta Lei.condições equivalentes de pagamento entre empresas brasileiras e estrangeiras. também com objetos similares. informações e esclarecimentos relativos à licitação e às condições para atendimento das obrigações necessárias ao cumprimento de seu objeto. bem como para início da abertura dos envelopes. o seguinte: I . IV .

devendo a Administração julgar e responder à impugnação em até 3 (três) dias úteis. ao qual se acha estritamente vinculada.orçamento estimado em planilhas de quantitativos e preços unitários. § 3o Para efeito do disposto nesta Lei. (Incluído pela Lei nº 8. de 1994) Art. rubricado em todas as folhas e assinado pela autoridade que o expedir. desde a data final do período de adimplemento de cada parcela até a data do efetivo pagamento. (Redação dada pela Lei nº 8. a entrega do bem ou de parcela destes. de 1994) II . considera-se como adimplemento da obrigação contratual a prestação do serviço. de 1994) d) compensações financeiras e penalizações. XV . bem como qualquer outro evento contratual a cuja ocorrência esteja vinculada a emissão de documento de cobrança. § 4o Nas compras para entrega imediata. A Administração não pode descumprir as normas e condições do edital. de 1994) III .o projeto básico e/ou executivo. poderão ser dispensadas: (Incluído pela Lei nº 8. e descontos. § 1o O original do edital deverá ser datado. XVI . dele fazendo parte integrante: I . 41. por eventuais antecipações de pagamentos.883. § 2o Constituem anexos do edital. para sua divulgação e fornecimento aos interessados.883. devendo protocolar o pedido até 5 (cinco) dias úteis antes da data fixada para a abertura dos envelopes de habilitação. desde que não superior a quinze dias. correspondente ao período compreendido entre as datas do adimplemento e a prevista para o pagamento. § 1o Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar edital de licitação por irregularidade na aplicação desta Lei.outras indicações específicas ou peculiares da licitação.883. (Incluído pela Lei nº 8. de 1994) I .883. por eventuais atrasos. ou a realização de . § 2o Decairá do direito de impugnar os termos do edital de licitação perante a administração o licitante que não o fizer até o segundo dia útil que anteceder a abertura dos envelopes de habilitação em concorrência. XVII . com todas as suas partes.condições de recebimento do objeto da licitação.o disposto no inciso XI deste artigo. permanecendo no processo de licitação. tomada de preços ou concurso. IV . (Redação dada pela Lei nº 8. II . quando for o caso.a minuta do contrato a ser firmado entre a Administração e o licitante vencedor.a atualização financeira a que se refere a alínea "c" do inciso XIV deste artigo. a abertura dos envelopes com as propostas em convite. 113. e dele extraindo-se cópias integrais ou resumidas. assim entendidas aquelas com prazo de entrega até trinta dias da data prevista para apresentação da proposta.instruções e normas para os recursos previstos nesta Lei. e) exigência de seguros. a realização da obra.883.c) critério de atualização financeira dos valores a serem pagos. desenhos. especificações e outros complementos. sem prejuízo da faculdade prevista no § 1o do art.as especificações complementares e as normas de execução pertinentes à licitação.

(Redação dada pela Lei nº 8. despacho esse ratificado pela autoridade imediatamente superior.abertura dos envelopes contendo a documentação relativa à habilitação dos concorrentes.devolução dos envelopes fechados aos concorrentes inabilitados. prestação de serviços ou aquisição de bens com recursos provenientes de financiamento ou doação oriundos de agência oficial de cooperação estrangeira ou organismo financeiro multilateral de que o Brasil seja parte.verificação da conformidade de cada proposta com os requisitos do edital e. contendo as respectivas propostas. II . desde que por elas exigidos para a obtenção do financiamento ou da doação. III . (Redação dada pela Lei nº 8. as propostas apresentadas por licitantes estrangeiros serão acrescidas dos gravames conseqüentes dos mesmos tributos que oneram exclusivamente os licitantes brasileiros quanto à operação final de venda. as condições decorrentes de acordos. 42.leilão. § 2o O pagamento feito ao licitante brasileiro eventualmente contratado em virtude da licitação de que trata o parágrafo anterior será efetuado em moeda brasileira. e que também não conflitem com o princípio do julgamento objetivo e sejam objeto de despacho motivado do órgão executor do contrato. o qual poderá contemplar. conforme o caso. Art. de 1994) § 3o As garantias de pagamento ao licitante brasileiro serão equivalentes àquelas oferecidas ao licitante estrangeiro. convenções ou tratados internacionais aprovados pelo Congresso Nacional. bem como as normas e procedimentos daquelas entidades. § 1o Quando for permitido ao licitante estrangeiro cotar preço em moeda estrangeira. à taxa de câmbio vigente no dia útil imediatamente anterior à data do efetivo pagamento. ou ainda com os constantes do . com os preços correntes no mercado ou fixados por órgão oficial competente.883. igualmente o poderá fazer o licitante brasileiro. ou após o julgamento dos recursos interpostos. o edital deverá ajustar-se às diretrizes da política monetária e do comércio exterior e atender às exigências dos órgãos competentes. as falhas ou irregularidades que viciariam esse edital. § 4o Para fins de julgamento da licitação. § 4o A inabilitação do licitante importa preclusão do seu direito de participar das fases subseqüentes. de 1994) § 3o A impugnação feita tempestivamente pelo licitante não o impedirá de participar do processo licitatório até o trânsito em julgado da decisão a ela pertinente. Nas concorrências de âmbito internacional. além do preço. desde que transcorrido o prazo sem interposição de recurso.883. protocolos.883. poderão ser admitidas.abertura dos envelopes contendo as propostas dos concorrentes habilitados. ou tenha havido desistência expressa. A licitação será processada e julgada com observância dos seguintes procedimentos: I . inclusive quanto ao critério de seleção da proposta mais vantajosa para a administração. na respectiva licitação. 43. Art. hipótese em que tal comunicação não terá efeito de recurso. outros fatores de avaliação. IV . desde que não tenha havido recurso ou após sua denegação. e sua apreciação. § 5o Para a realização de obras. de 1994) § 6o As cotações de todos os licitantes serão para entrega no mesmo local de destino. (Redação dada pela Lei nº 8.

883.deliberação da autoridade competente quanto à homologação e adjudicação do objeto da licitação. vedada a inclusão posterior de documento ou informação que deveria constar originariamente da proposta. § 3o Não se admitirá proposta que apresente preços global ou unitários simbólicos. ao concurso. a promoção de diligência destinada a esclarecer ou a complementar a instrução do processo. inclusive financiamentos subsidiados ou a fundo perdido. incompatíveis com os preços dos insumos e salários de mercado. em qualquer fase da licitação. acrescidos dos respectivos encargos. 44.(Redação dada pela Lei nº 8. § 6o Após a fase de habilitação. V . no que couber. para os quais ele renuncie a parcela ou à totalidade da remuneração. nem preço ou vantagem baseada nas ofertas dos demais licitantes. irrisórios ou de valor zero. de 1994) § 5o Ultrapassada a fase de habilitação dos concorrentes (incisos I e II) e abertas as propostas (inciso III). devendo a Comissão de licitação ou o responsável pelo convite realizá-lo em conformidade com os tipos de licitação. § 3o É facultada à Comissão ou autoridade superior. § 1o A abertura dos envelopes contendo a documentação para habilitação e as propostas será realizada sempre em ato público previamente designado. § 2o Todos os documentos e propostas serão rubricados pelos licitantes presentes e pela Comissão. critério ou fator sigiloso. assinada pelos licitantes presentes e pela Comissão. promovendo-se a desclassificação das propostas desconformes ou incompatíveis. os quais não devem contrariar as normas e princípios estabelecidos por esta Lei. 45. os quais deverão ser devidamente registrados na ata de julgamento. não cabe desistência de proposta. VI . à tomada de preços e ao convite. exceto quando se referirem a materiais e instalações de propriedade do próprio licitante.883. No julgamento das propostas. salvo em razão de fatos supervenientes ou só conhecidos após o julgamento. os critérios previamente estabelecidos no ato convocatório e de acordo com os fatores exclusivamente nele referidos. subjetivo ou reservado que possa ainda que indiretamente elidir o princípio da igualdade entre os licitantes. (Redação dada pela Lei nº 8. secreto. Art. § 4o O disposto neste artigo aplica-se à concorrência e. a Comissão levará em consideração os critérios objetivos definidos no edital ou convite. O julgamento das propostas será objetivo. não cabe desclassificá-los por motivo relacionado com a habilitação. de maneira a possibilitar sua aferição pelos licitantes e pelos órgãos de controle. . do qual se lavrará ata circunstanciada. ao leilão.883. § 1o É vedada a utilização de qualquer elemento. de 1994) § 4o O disposto no parágrafo anterior aplica-se também às propostas que incluam mão-de-obra estrangeira ou importações de qualquer natureza. de 1994) Art.julgamento e classificação das propostas de acordo com os critérios de avaliação constantes do edital. ainda que o ato convocatório da licitação não tenha estabelecido limites mínimos. salvo por motivo justo decorrente de fato superveniente e aceito pela Comissão. (Redação dada pela Lei nº 8. § 2o Não se considerará qualquer oferta de vantagem não prevista no edital ou no convite.sistema de registro de preços.

§ 1o Para os efeitos deste artigo, constituem tipos de licitação, exceto na modalidade concurso: (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) I - a de menor preço - quando o critério de seleção da proposta mais vantajosa para a Administração determinar que será vencedor o licitante que apresentar a proposta de acordo com as especificações do edital ou convite e ofertar o menor preço; II - a de melhor técnica; III - a de técnica e preço. IV - a de maior lance ou oferta - nos casos de alienção de bens ou concessão de direito real de uso. (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) § 2o No caso de empate entre duas ou mais propostas, e após obedecido o disposto no § 2o do art. 3o desta Lei, a classificação se fará, obrigatoriamente, por sorteio, em ato público, para o qual todos os licitantes serão convocados, vedado qualquer outro processo. § 3o No caso da licitação do tipo "menor preço", entre os licitantes considerados qualificados a classificação se dará pela ordem crescente dos preços propostos, prevalecendo, no caso de empate, exclusivamente o critério previsto no parágrafo anterior. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) § 4o Para contratação de bens e serviços de informática, a administração observará o disposto no art. 3o da Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991, levando em conta os fatores especificados em seu parágrafo 2o e adotando obrigatoriamento o tipo de licitação "técnica e preço", permitido o emprego de outro tipo de licitação nos casos indicados em decreto do Poder Executivo. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) § 5o É vedada a utilização de outros tipos de licitação não previstos neste artigo. § 6o Na hipótese prevista no art. 23, § 7º, serão selecionadas tantas propostas quantas necessárias até que se atinja a quantidade demandada na licitação. (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998) Art. 46. Os tipos de licitação "melhor técnica" ou "técnica e preço" serão utilizados exclusivamente para serviços de natureza predominantemente intelectual, em especial na elaboração de projetos, cálculos, fiscalização, supervisão e gerenciamento e de engenharia consultiva em geral e, em particular, para a elaboração de estudos técnicos preliminares e projetos básicos e executivos, ressalvado o disposto no § 4o do artigo anterior. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) § 1o Nas licitações do tipo "melhor técnica" será adotado o seguinte procedimento claramente explicitado no instrumento convocatório, o qual fixará o preço máximo que a Administração se propõe a pagar: I - serão abertos os envelopes contendo as propostas técnicas exclusivamente dos licitantes previamente qualificados e feita então a avaliação e classificação destas propostas de acordo com os critérios pertinentes e adequados ao objeto licitado, definidos com clareza e objetividade no instrumento convocatório e que considerem a capacitação e a experiência do proponente, a qualidade técnica da proposta, compreendendo metodologia, organização, tecnologias e recursos materiais a serem utilizados nos trabalhos, e a qualificação das equipes técnicas a serem mobilizadas para a sua execução; II - uma vez classificadas as propostas técnicas, proceder-se-á à abertura das propostas de preço dos licitantes que tenham atingido a valorização mínima estabelecida no instrumento convocatório e à negociação das condições propostas, com a proponente melhor classificada, com base nos orçamentos

detalhados apresentados e respectivos preços unitários e tendo como referência o limite representado pela proposta de menor preço entre os licitantes que obtiveram a valorização mínima; III - no caso de impasse na negociação anterior, procedimento idêntico será adotado, sucessivamente, com os demais proponentes, pela ordem de classificação, até a consecução de acordo para a contratação; IV - as propostas de preços serão devolvidas intactas aos licitantes que não forem preliminarmente habilitados ou que não obtiverem a valorização mínima estabelecida para a proposta técnica. § 2o Nas licitações do tipo "técnica e preço" será adotado, adicionalmente ao inciso I do parágrafo anterior, o seguinte procedimento claramente explicitado no instrumento convocatório: I - será feita a avaliação e a valorização das propostas de preços, de acordo com critérios objetivos preestabelecidos no instrumento convocatório; II - a classificação dos proponentes far-se-á de acordo com a média ponderada das valorizações das propostas técnicas e de preço, de acordo com os pesos preestabelecidos no instrumento convocatório. § 3o Excepcionalmente, os tipos de licitação previstos neste artigo poderão ser adotados, por autorização expressa e mediante justificativa circunstanciada da maior autoridade da Administração promotora constante do ato convocatório, para fornecimento de bens e execução de obras ou prestação de serviços de grande vulto majoritariamente dependentes de tecnologia nitidamente sofisticada e de domínio restrito, atestado por autoridades técnicas de reconhecida qualificação, nos casos em que o objeto pretendido admitir soluções alternativas e variações de execução, com repercussões significativas sobre sua qualidade, produtividade, rendimento e durabilidade concretamente mensuráveis, e estas puderem ser adotadas à livre escolha dos licitantes, na conformidade dos critérios objetivamente fixados no ato convocatório. § 4º (Vetado). (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) Art. 47. Nas licitações para a execução de obras e serviços, quando for adotada a modalidade de execução de empreitada por preço global, a Administração deverá fornecer obrigatoriamente, junto com o edital, todos os elementos e informações necessários para que os licitantes possam elaborar suas propostas de preços com total e completo conhecimento do objeto da licitação. Art. 48. Serão desclassificadas: I - as propostas que não atendam às exigências do ato convocatório da licitação; II - propostas com valor global superior ao limite estabelecido ou com preços manifestamente inexeqüiveis, assim considerados aqueles que não venham a ter demonstrada sua viabilidade através de documentação que comprove que os custos dos insumos são coerentes com os de mercado e que os coeficientes de produtividade são compatíveis com a execução do objeto do contrato, condições estas necessariamente especificadas no ato convocatório da licitação. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) § 1º Para os efeitos do disposto no inciso II deste artigo consideram-se manifestamente inexeqüíveis, no caso de licitações de menor preço para obras e serviços de engenharia, as propostas cujos valores sejam inferiores a 70% (setenta por cento) do menor dos seguintes valores: (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998) a) média aritmética dos valores das propostas superiores a 50% (cinqüenta por cento) do valor orçado pela administração, ou (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998) b) valor orçado pela administração. (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998)

§ 2º Dos licitantes classificados na forma do parágrafo anterior cujo valor global da proposta for inferior a 80% (oitenta por cento) do menor valor a que se referem as alíneas "a" e "b", será exigida, para a assinatura do contrato, prestação de garantia adicional, dentre as modalidades previstas no § 1º do art. 56, igual a diferença entre o valor resultante do parágrafo anterior e o valor da correspondente proposta. (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998) § 3º Quando todos os licitantes forem inabilitados ou todas as propostas forem desclassificadas, a administração poderá fixar aos licitantes o prazo de oito dias úteis para a apresentação de nova documentação ou de outras propostas escoimadas das causas referidas neste artigo, facultada, no caso de convite, a redução deste prazo para três dias úteis. (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998) Art. 49. A autoridade competente para a aprovação do procedimento somente poderá revogar a licitação por razões de interesse público decorrente de fato superveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar tal conduta, devendo anulá-la por ilegalidade, de ofício ou por provocação de terceiros, mediante parecer escrito e devidamente fundamentado. § 1o A anulação do procedimento licitatório por motivo de ilegalidade não gera obrigação de indenizar, ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 59 desta Lei. § 2o A nulidade do procedimento licitatório induz à do contrato, ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 59 desta Lei. § 3o No caso de desfazimento do processo licitatório, fica assegurado o contraditório e a ampla defesa. § 4o O disposto neste artigo e seus parágrafos aplica-se aos atos do procedimento de dispensa e de inexigibilidade de licitação. Art. 50. A Administração não poderá celebrar o contrato com preterição da ordem de classificação das propostas ou com terceiros estranhos ao procedimento licitatório, sob pena de nulidade. Art. 51. A habilitação preliminar, a inscrição em registro cadastral, a sua alteração ou cancelamento, e as propostas serão processadas e julgadas por comissão permanente ou especial de, no mínimo, 3 (três) membros, sendo pelo menos 2 (dois) deles servidores qualificados pertencentes aos quadros permanentes dos órgãos da Administração responsáveis pela licitação. § 1o No caso de convite, a Comissão de licitação, excepcionalmente, nas pequenas unidades administrativas e em face da exigüidade de pessoal disponível, poderá ser substituída por servidor formalmente designado pela autoridade competente. § 2o A Comissão para julgamento dos pedidos de inscrição em registro cadastral, sua alteração ou cancelamento, será integrada por profissionais legalmente habilitados no caso de obras, serviços ou aquisição de equipamentos. § 3o Os membros das Comissões de licitação responderão solidariamente por todos os atos praticados pela Comissão, salvo se posição individual divergente estiver devidamente fundamentada e registrada em ata lavrada na reunião em que tiver sido tomada a decisão. § 4o A investidura dos membros das Comissões permanentes não excederá a 1 (um) ano, vedada a recondução da totalidade de seus membros para a mesma comissão no período subseqüente.

53. II .as diretrizes e a forma de apresentação do trabalho. imediatamente entregues ao arrematante.883. sob pena de perder em favor da Administração o valor já recolhido. os princípios da teoria geral dos contratos e as disposições de direito privado. § 1o Os contratos devem estabelecer com clareza e precisão as condições para sua execução. o qual se obrigará ao pagamento do restante no prazo estipulado no edital de convocação. Os contratos administrativos de que trata esta Lei regulam-se pelas suas cláusulas e pelos preceitos de direito público. após a assinatura da respectiva ata lavrada no local do leilão. supletivamente. § 3o Nos leilões internacionais. Art. o julgamento será feito por uma comissão especial integrada por pessoas de reputação ilibada e reconhecido conhecimento da matéria em exame. em conformidade com os termos da licitação e da proposta a que se vinculam. § 2o Os bens arrematados serão pagos à vista ou no percentual estabelecido no edital.as condições de realização do concurso e os prêmios a serem concedidos.§ 5o No caso de concurso. Art. expressas em cláusulas que definam os direitos. obrigações e responsabilidades das partes. principalmente no município em que se realizará. 52. § 1o O regulamento deverá indicar: I . (Incluído pela Lei nº 8. O leilão pode ser cometido a leiloeiro oficial ou a servidor designado pela Administração. § 1o Todo bem a ser leiloado será previamente avaliado pela Administração para fixação do preço mínimo de arrematação.o objeto e seus elementos característicos. servidores públicos ou não. de 1994) § 4o O edital de leilão deve ser amplamente divulgado. o pagamento da parcela à vista poderá ser feito em até vinte e quatro horas. § 2o Os contratos decorrentes de dispensa ou de inexigibilidade de licitação devem atender aos termos do ato que os autorizou e da respectiva proposta. São cláusulas necessárias em todo contrato as que estabeleçam: I . 22 desta Lei deve ser precedido de regulamento próprio. procedendo-se na forma da legislação pertinente. § 2o Em se tratando de projeto.883. de 1994) Capítulo III DOS CONTRATOS Seção I Disposições Preliminares Art. o vencedor deverá autorizar a Administração a executá-lo quando julgar conveniente. . a ser obtido pelos interessados no local indicado no edital. não inferior a 5% (cinco por cento) e. O concurso a que se refere o § 4o do art. Art. aplicando-se-lhes. (Redação dada pela Lei nº 8.a qualificação exigida dos participantes. III . 55. 54.

inclusive aquelas domiciliadas no estrangeiro. segundo o disposto no art.079.a obrigação do contratado de manter. VII . todas as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação. em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas. salvo o disposto no § 6o do art.o crédito pelo qual correrá a despesa. § 3o No ato da liquidação da despesa. XII . X . 32 desta Lei. quando for o caso. de 17 de março de 1964.os direitos e as responsabilidades das partes. XIII . as características e os valores pagos. em caso de rescisão administrativa prevista no art. III . de 1994) I . de 8. durante toda a execução do contrato. devendo estes ter sido emitidos sob a forma escritural.883. deverá constar necessariamente cláusula que declare competente o foro da sede da Administração para dirimir qualquer questão contratual.320. de 2004) II .caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública. de 1994) § 2o Nos contratos celebrados pela Administração Pública com pessoas físicas ou jurídicas.seguro-garantia. poderá ser exigida prestação de garantia nas contratações de obras. aos órgãos incumbidos da arrecadação e fiscalização de tributos da União. V . 56. de conclusão. (Redação dada pela Lei nº 11.883. as penalidades cabíveis e os valores das multas. em cada caso. e desde que prevista no instrumento convocatório.o regime de execução ou a forma de fornecimento. conforme o caso.fiança bancária. Estado ou Município. XI . data-base e periodicidade do reajustamento de preços. (Redação dada pela Lei nº 8.883.6. A critério da autoridade competente. 77 desta Lei.o preço e as condições de pagamento. quando exigidas. a data e a taxa de câmbio para conversão. VI .883. IV .o reconhecimento dos direitos da Administração.a vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou ou a inexigiu.as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução. § 1º (Vetado). 63 da Lei no 4. (Redação dada pela Lei nº 8. os critérios. IX . Art. conforme definido pelo Ministério da Fazenda. § 1o Caberá ao contratado optar por uma das seguintes modalidades de garantia: (Redação dada pela Lei nº 8. com a indicação da classificação funcional programática e da categoria econômica. de observação e de recebimento definitivo. de 1994) III . ao convite e à proposta do licitante vencedor. os serviços de contabilidade comunicarão.a legislação aplicável à execução do contrato e especialmente aos casos omissos. os critérios de atualização monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo pagamento. mediante registro em sistema centralizado de liquidação e de custódia autorizado pelo Banco Central do Brasil e avaliados pelos seus valores econômicos.II .94) . de entrega.os casos de rescisão. serviços e compras.as condições de importação. VIII .os prazos de início de etapas de execução. (Redação dada pela Lei nº 8.

(Incluído pela Lei nº 12.883.à prestação de serviços a serem executados de forma contínua. exceto quanto aos relativos: I .883.interrupção da execução do contrato ou diminuição do ritmo de trabalho por ordem e no interesse da Administração. que altere fundamentalmente as condições de execução do contrato. que poderão ter a sua duração prorrogada por iguais e sucessivos períodos com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a administração. limitada a sessenta meses. mantidas as demais cláusulas do contrato e assegurada a manutenção de seu equilíbrio econômico-financeiro. nos limites permitidos por esta Lei. IV . (Redação dada pela Lei nº 8. pela Administração. de conclusão e de entrega admitem prorrogação. o limite de garantia previsto no parágrafo anterior poderá ser elevado para até dez por cento do valor do contrato. III .(Vetado). de 1998) III . demonstrados através de parecer tecnicamente aprovado pela autoridade competente. .ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de informática.impedimento de execução do contrato por fato ou ato de terceiro reconhecido pela Administração em documento contemporâneo à sua ocorrência. 24. (Redação dada pela Lei nº 9.883. ao valor da garantia deverá ser acrescido o valor desses bens. (Redação dada pela Lei nº 8.aumento das quantidades inicialmente previstas no contrato.349.aos projetos cujos produtos estejam contemplados nas metas estabelecidas no Plano Plurianual. estranho à vontade das partes. os quais poderão ser prorrogados se houver interesse da Administração e desde que isso tenha sido previsto no ato convocatório. de 1994) § 4o A garantia prestada pelo contratado será liberada ou restituída após a execução do contrato e. quando em dinheiro.648. atualizada monetariamente. XXVIII e XXXI do art. cujos contratos poderão ter vigência por até 120 (cento e vinte) meses. caso haja interesse da administração. XIX.alteração do projeto ou especificações. V . podendo a duração estender-se pelo prazo de até 48 (quarenta e oito) meses após o início da vigência do contrato. II .superveniência de fato excepcional ou imprevisível. devidamente autuados em processo: I .às hipóteses previstas nos incisos IX. § 5o Nos casos de contratos que importem na entrega de bens pela Administração. (Redação dada pela Lei nº 8. 57.§ 2o A garantia a que se refere o caput deste artigo não excederá a cinco por cento do valor do contrato e terá seu valor atualizado nas mesmas condições daquele. Art. ressalvado o previsto no parágrafo 3o deste artigo. desde que ocorra algum dos seguintes motivos. V . de 1994) IV . de 2010) § 1o Os prazos de início de etapas de execução. A duração dos contratos regidos por esta Lei ficará adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários. serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo alta complexidade técnica e riscos financeiros consideráveis. dos quais o contratado ficará depositário. de 1994) § 3o Para obras. II .

o prazo de que trata o inciso II do caput deste artigo poderá ser prorrogado por até doze meses. § 2o Toda prorrogação de prazo deverá ser justificada por escrito e previamente autorizada pela autoridade competente para celebrar o contrato. 23. as quais manterão arquivo cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do seu extrato. promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu causa. para melhor adequação às finalidades de interesse público. ordinariamente. bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo. Art. (Incluído pela Lei nº 9. na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado. contanto que não lhe seja imputável. nos casos especificados no inciso I do art. Parágrafo único. as cláusulas econômico-financeiras do contrato deverão ser revistas para que se mantenha o equilíbrio contratual. a prerrogativa de: I . unilateralmente. 59. alínea "a" desta Lei. 79 desta Lei. pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato.nos casos de serviços essenciais. . que se formalizam por instrumento lavrado em cartório de notas.fiscalizar-lhes a execução. além de desconstituir os já produzidos. III . § 3o É vedado o contrato com prazo de vigência indeterminado. IV .omissão ou atraso de providências a cargo da Administração. Os contratos e seus aditamentos serão lavrados nas repartições interessadas. § 2o Na hipótese do inciso I deste artigo. impedimento ou retardamento na execução do contrato. salvo os relativos a direitos reais sobre imóveis. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração. de 1998) Art. Parágrafo único. sem prejuízo das sanções legais aplicáveis aos responsáveis. Seção II Da Formalização dos Contratos Art.VI .aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste. II . diretamente. deveria produzir.648.rescindi-los. A nulidade não exonera a Administração do dever de indenizar o contratado pelo que este houver executado até a data em que ela for declarada e por outros prejuízos regularmente comprovados. É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração. em relação a eles. inclusive quanto aos pagamentos previstos de que resulte. 60. assim entendidas aquelas de valor não superior a 5% (cinco por cento) do limite estabelecido no art. 58. V . salvo o de pequenas compras de pronto pagamento.modificá-los. respeitados os direitos do contratado. unilateralmente. ocupar provisoriamente bens móveis. devidamente justificado e mediante autorização da autoridade superior. § 4o Em caráter excepcional. de tudo juntando-se cópia no processo que lhe deu origem. § 1o As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos não poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado. feitas em regime de adiantamento. imóveis. inciso II. A declaração de nulidade do contrato administrativo opera retroativamente impedindo os efeitos jurídicos que ele.

ou revogar a licitação independentemente da cominação prevista no art. dos quais não resultem obrigações futuras. § 1o O prazo de convocação poderá ser prorrogado uma vez. II . o disposto no art.Art. "autorização de compra". mediante o pagamento dos emolumentos devidos. Todo contrato deve mencionar os nomes das partes e os de seus representantes. "nota de empenho de despesa". dentro do prazo e condições estabelecidos. aceitar ou retirar o instrumento equivalente. § 2o Em "carta contrato". § 1o A minuta do futuro contrato integrará sempre o edital ou ato convocatório da licitação. e aos demais cujo conteúdo seja regido. 81 desta Lei. É permitido a qualquer licitante o conhecimento dos termos do contrato e do respectivo processo licitatório e. quando solicitado pela parte durante o seu transcurso e desde que ocorra motivo justificado aceito pela Administração. O instrumento de contrato é obrigatório nos casos de concorrência e de tomada de preços. que é condição indispensável para sua eficácia. a finalidade. predominantemente. autorização de compra ou ordem de execução de serviço. nos casos de compra com entrega imediata e integral dos bens adquiridos. 61. Parágrafo único. § 2o É facultado à Administração. § 4o É dispensável o "termo de contrato" e facultada a substituição prevista neste artigo. bem como nas dispensas e inexigibilidades cujos preços estejam compreendidos nos limites destas duas modalidades de licitação. 62. tais como carta-contrato. a critério da Administração e independentemente de seu valor. ainda que sem ônus. da dispensa ou da inexigibilidade. no que couber: I .883. A Administração convocará regularmente o interessado para assinar o termo de contrato. por norma de direito privado. sob pena de decair o direito à contratação. "ordem de execução de serviço" ou outros instrumentos hábeis aplica-se. nota de empenho de despesa. 63. de locação em que o Poder Público seja locatário. a qualquer interessado. o ato que autorizou a sua lavratura. no que couber. o número do processo da licitação. na ordem de classificação. ressalvado o disposto no art. Art. . de 1994) § 3o Aplica-se o disposto nos arts. quando o convocado não assinar o termo de contrato ou não aceitar ou retirar o instrumento equivalente no prazo e condições estabelecidos. a sujeição dos contratantes às normas desta Lei e às cláusulas contratuais. por igual período. inclusive quanto aos preços atualizados de conformidade com o ato convocatório. 81 desta Lei. inclusive assistência técnica. será providenciada pela Administração até o quinto dia útil do mês seguinte ao de sua assinatura.883. 55 desta Lei. 26 desta Lei. sem prejuízo das sanções previstas no art. 55 e 58 a 61 desta Lei e demais normas gerais.aos contratos em que a Administração for parte como usuária de serviço público. e facultativo nos demais em que a Administração puder substituí-lo por outros instrumentos hábeis. qualquer que seja o seu valor.aos contratos de seguro. (Redação dada pela Lei nº 8. para ocorrer no prazo de vinte dias daquela data. A publicação resumida do instrumento de contrato ou de seus aditamentos na imprensa oficial. a obtenção de cópia autenticada. convocar os licitantes remanescentes. 64. de 1994) Art. de financiamento. (Redação dada pela Lei nº 8. Art. para fazê-lo em igual prazo e nas mesmas condições propostas pelo primeiro classificado.

até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato. até o limite de 50% (cinqüenta por cento) para os seus acréscimos. sem a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço.unilateralmente pela Administração: a) quando houver modificação do projeto ou das especificações. b) quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto. na hipótese de sobrevirem fatos imprevisíveis. sem convocação para a contratação.648. caso fortuito ou fato do príncipe. ou. e. se o contratado já houver adquirido os materiais e posto no local dos trabalhos.as supressões resultantes de acordo celebrado entre os contratantes. esses serão fixados mediante acordo entre as partes. de 1998) § 3o Se no contrato não houverem sido contemplados preços unitários para obras ou serviços. retardadores ou impeditivos da execução do ajustado. de 1994) § 1o O contratado fica obrigado a aceitar. 65.648. ou previsíveis porém de conseqüências incalculáveis. no caso particular de reforma de edifício ou de equipamento. bem como do modo de fornecimento. vedada a antecipação do pagamento. os acréscimos ou supressões que se fizerem nas obras. respeitados os limites estabelecidos no § 1o deste artigo. bens ou serviços. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados. serviço ou fornecimento. § 4o No caso de supressão de obras. com as devidas justificativas. por imposição de circunstâncias supervenientes. objetivando a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato. § 2o Nenhum acréscimo ou supressão poderá exceder os limites estabelecidos no parágrafo anterior. nas mesmas condições contratuais.por acordo das partes: a) quando conveniente a substituição da garantia de execução. ainda. c) quando necessária a modificação da forma de pagamento.(VETADO) (Incluído pela Lei nº 9.§ 3o Decorridos 60 (sessenta) dias da data da entrega das propostas. b) quando necessária a modificação do regime de execução da obra ou serviço. para melhor adequação técnica aos seus objetivos. (Redação dada pela Lei nº 8. Seção III Da Alteração dos Contratos Art. nos limites permitidos por esta Lei. (Incluído pela Lei nº 9. salvo: (Redação dada pela Lei nº 9. configurando álea econômica extraordinária e extracontratual. estes deverão ser pagos pela Administração pelos custos de aquisição . II . em caso de força maior. nos seguintes casos: I .883. mantido o valor inicial atualizado. ficam os licitantes liberados dos compromissos assumidos. serviços ou compras. de 1998) II . em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais originários.648. com relação ao cronograma financeiro fixado. d) para restabelecer a relação que as partes pactuaram inicialmente entre os encargos do contratado e a retribuição da administração para a justa remuneração da obra. de 1998) I .

decorrentes de sua culpa ou dolo na execução do contrato. previdenciários.032. bem como a superveniência de disposições legais. desde que regularmente comprovados. fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato.regularmente comprovados e monetariamente corrigidos. de acordo com as cláusulas avençadas e as normas desta Lei. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um representante da Administração especialmente designado. respondendo cada uma pelas conseqüências de sua inexecução total ou parcial. compensações ou penalizações financeiras decorrentes das condições de pagamento nele previstas. remover. alterados ou extintos. a Administração deverá restabelecer. § 6o Em havendo alteração unilateral do contrato que aumente os encargos do contratado. podendo ser registrados por simples apostila. as atualizações. § 7o (VETADO) § 8o A variação do valor contratual para fazer face ao reajuste de preços previsto no próprio contrato. § 2o As decisões e providências que ultrapassarem a competência do representante deverão ser solicitadas a seus superiores em tempo hábil para a adoção das medidas convenientes. (Redação dada pela Lei nº 9. implicarão a revisão destes para mais ou para menos. quando ocorridas após a data da apresentação da proposta. O contrato deverá ser executado fielmente pelas partes. conforme o caso. O contratado deverá manter preposto. O contratado é obrigado a reparar. 67. inclusive perante o Registro de Imóveis. corrigir. § 1o O representante da Administração anotará em registro próprio todas as ocorrências relacionadas com a execução do contrato. Art. Art. O contratado é responsável pelos danos causados diretamente à Administração ou a terceiros. para representá-lo na execução do contrato. defeitos ou incorreções resultantes da execução ou de materiais empregados. 68. 70. nem poderá onerar o objeto do contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações. por aditamento. com referência aos encargos trabalhistas. o objeto do contrato em que se verificarem vícios. podendo caber indenização por outros danos eventualmente decorrentes da supressão. Art. de comprovada repercussão nos preços contratados. dispensando a celebração de aditamento. de 1995) . não caracterizam alteração do mesmo. 69. no total ou em parte. não excluindo ou reduzindo essa responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento pelo órgão interessado. Art. permitida a contratação de terceiros para assisti-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição. § 5o Quaisquer tributos ou encargos legais criados. 66. determinando o que for necessário à regularização das faltas ou defeitos observados. bem como o empenho de dotações orçamentárias suplementares até o limite do seu valor corrigido. O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas. Art. aceito pela Administração. o equilíbrio econômico-financeiro inicial. às suas expensas. Seção IV Da Execução dos Contratos Art. no local da obra ou serviço. 71. reconstruir ou substituir. § 1o A inadimplência do contratado. fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento.

§ 3o O prazo a que se refere a alínea "b" do inciso I deste artigo não poderá ser superior a 90 (noventa) dias. Art. pela Administração.883. assinado pelas partes em até 15 (quinze) dias da comunicação escrita do contratado. para efeito de posterior verificação da conformidade do material com a especificação. mediante recibo. II . (Redação dada pela Lei nº 9. reputar-se-ão como realizados. . § 4o Na hipótese de o termo circunstanciado ou a verificação a que se refere este artigo não serem. (Incluído pela Lei nº 8. Art. após o decurso do prazo de observação. em cada caso. respectivamente. por servidor ou comissão designada pela autoridade competente. 73. 72. de 24 de julho de 1991. desde que não se componham de aparelhos. pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização. na execução do contrato. o recebimento far-se-á mediante termo circunstanciado e. II .em se tratando de compras ou de locação de equipamentos: a) provisoriamente. 23. nos demais.obras e serviços de valor até o previsto no art. O contratado. nem ético-profissional pela perfeita execução do contrato. inciso II. mediante termo circunstanciado. 69 desta Lei. III . 31 da Lei nº 8. o seu objeto será recebido: I . § 1o Nos casos de aquisição de equipamentos de grande vulto. poderá subcontratar partes da obra. § 2o O recebimento provisório ou definitivo não exclui a responsabilidade civil pela solidez e segurança da obra ou do serviço. lavrado ou procedida dentro dos prazos fixados. desde que comunicados à Administração nos 15 (quinze) dias anteriores à exaustão dos mesmos. Poderá ser dispensado o recebimento provisório nos seguintes casos: I . dentro dos limites estabelecidos pela lei ou pelo contrato. salvo em casos excepcionais. após a verificação da qualidade e quantidade do material e conseqüente aceitação. ou vistoria que comprove a adequação do objeto aos termos contratuais. serviço ou fornecimento. de 1995) § 3º (Vetado). desta Lei. assinado pelas partes. b) definitivamente. Nos casos deste artigo. sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais. Parágrafo único. observado o disposto no art. b) definitivamente. o recebimento será feito mediante recibo.§ 2o A Administração Pública responde solidariamente com o contratado pelos encargos previdenciários resultantes da execução do contrato. até o limite admitido. mediante termo circunstanciado.032. alínea "a". equipamentos e instalações sujeitos à verificação de funcionamento e produtividade.em se tratando de obras e serviços: a) provisoriamente. 74. de 1994) Art. nos termos do art. devidamente justificados e previstos no edital.serviços profissionais. Executado o contrato.212.gêneros perecíveis e alimentação preparada.

Art. testes e demais provas exigidos por normas técnicas oficiais para a boa execução do objeto do contrato correm por conta do contratado. ou ainda por repetidas suspensões que totalizem o mesmo prazo. total ou parcial.o cumprimento irregular de cláusulas contratuais. serviços ou compras. bem como a fusão. a associação do contratado com outrem. por prazo superior a 120 (cento e vinte) dias.a subcontratação total ou parcial do seu objeto. com as conseqüências contratuais e as previstas em lei ou regulamento. do serviço ou do fornecimento. A inexecução total ou parcial do contrato enseja a sua rescisão. VII . 78. cisão ou incorporação.o não cumprimento de cláusulas contratuais. Constituem motivo para rescisão do contrato: I .o atraso injustificado no início da obra. VIII . IX . de alta relevância e amplo conhecimento. salvo em caso de calamidade pública.a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da empresa. justificadas e determinadas pela máxima autoridade da esfera administrativa a que está subordinado o contratante e exaradas no processo administrativo a que se refere o contrato.a paralisação da obra. XIII . Salvo disposições em contrário constantes do edital. sem justa causa e prévia comunicação à Administração. XIV . V . obra. independentemente do pagamento obrigatório de indenizações pelas sucessivas e contratualmente imprevistas desmobilizações e mobilizações e outras . de obras. 65 desta Lei. projetos e prazos. acarretando modificação do valor inicial do contrato além do limite permitido no § 1o do art. não admitidas no edital e no contrato.o desatendimento das determinações regulares da autoridade designada para acompanhar e fiscalizar a sua execução. VI . X . III . os ensaios. serviço ou fornecimento. nos prazos estipulados. Art. XI . 77.o cometimento reiterado de faltas na sua execução. projetos ou prazos. que prejudique a execução do contrato. Seção V Da Inexecução e da Rescisão dos Contratos Art. 76. II .razões de interesse público. Art. assim como as de seus superiores. por parte da Administração. levando a Administração a comprovar a impossibilidade da conclusão da obra. IV . serviço ou fornecimento executado em desacordo com o contrato.a supressão. do serviço ou do fornecimento. 67 desta Lei. por ordem escrita da Administração. grave perturbação da ordem interna ou guerra. a cessão ou transferência. 75. especificações. do convite ou de ato normativo. especificações.a lentidão do seu cumprimento.a suspensão de sua execução.a decretação de falência ou a instauração de insolvência civil. A Administração rejeitará. anotadas na forma do § 1o do art. XII .a dissolução da sociedade ou o falecimento do contratado. no todo ou em parte.

(Redação dada pela Lei nº 8. já recebidos ou executados.a não liberação. de 1994) § 4º (Vetado).o atraso superior a 90 (noventa) dias dos pagamentos devidos pela Administração decorrentes de obras. assegurado o contraditório e a ampla defesa. (Incluído pela Lei nº 9. grave perturbação da ordem interna ou guerra.pagamentos devidos pela execução do contrato até a data da rescisão. tendo ainda direito a: I . o cronograma de execução será prorrogado automaticamente por igual tempo. XV . 79. II . Parágrafo único. sem que haja culpa do contratado. XVI . paralisação ou sustação do contrato. impeditiva da execução do contrato. local ou objeto para execução de obra. § 3º (Vetado). sem prejuízo das sanções penais cabíveis. A rescisão de que trata o inciso I do artigo anterior acarreta as seguintes conseqüências. 27. III . XVII .devolução de garantia. nos termos da legislação. o direito de optar pela suspensão do cumprimento das obrigações assumidas até que seja normalizada a situação. serviços ou fornecimento. bem como das fontes de materiais naturais especificadas no projeto. sem prejuízo das sanções previstas nesta Lei: . desde que haja conveniência para a Administração. serviço ou fornecimento.883. regularmente comprovada. por acordo entre as partes.883.(Redação dada pela Lei nº 8. ou parcelas destes. 80. XVIII – descumprimento do disposto no inciso V do art. nesses casos. nos casos enumerados nos incisos I a XII e XVII do artigo anterior.a ocorrência de caso fortuito ou de força maior. de área. II . de 1994) § 5o Ocorrendo impedimento. A rescisão do contrato poderá ser: I . § 2o Quando a rescisão ocorrer com base nos incisos XII a XVII do artigo anterior. será este ressarcido dos prejuízos regularmente comprovados que houver sofrido. III .amigável. salvo em caso de calamidade pública.(Redação dada pela Lei nº 8.determinada por ato unilateral e escrito da Administração.pagamento do custo da desmobilização. de 1994) § 1o A rescisão administrativa ou amigável deverá ser precedida de autorização escrita e fundamentada da autoridade competente.judicial.854. Art. IV . por parte da Administração.883.previstas.(Vetado). Os casos de rescisão contratual serão formalmente motivados nos autos do processo. nos prazos contratuais. de 1999) Art. assegurado ao contratado. reduzida a termo no processo da licitação. assegurado ao contratado o direito de optar pela suspensão do cumprimento de suas obrigações até que seja normalizada a situação.

O disposto neste artigo não se aplica aos licitantes convocados nos termos do art. 81. do Poder Público. e dos valores das multas e indenizações a ela devidos. nas mesmas condições propostas pelo primeiro adjudicatário. inclusive quanto ao prazo e preço.retenção dos créditos decorrentes do contrato até o limite dos prejuízos causados à Administração. para ressarcimento da Administração. emprego. Considera-se servidor público. que poderá dar continuidade à obra ou ao serviço por execução direta ou indireta. . III . Capítulo IV DAS SANÇÕES ADMINISTRATIVAS E DA TUTELA JUDICIAL Seção I Disposições Gerais Art. autarquia. 84. § 1o A aplicação das medidas previstas nos incisos I e II deste artigo fica a critério da Administração. Art. aplicar a medida prevista no inciso I deste artigo. quem exerce cargo. para os fins desta Lei. ainda que simplesmente tentados. Os crimes definidos nesta Lei. caracteriza o descumprimento total da obrigação assumida. as demais entidades sob controle. emprego ou função em entidade paraestatal. § 2o É permitido à Administração. § 2o desta Lei. material e pessoal empregados na execução do contrato. § 4o A rescisão de que trata o inciso IV do artigo anterior permite à Administração. cargo. II . aceitar ou retirar o instrumento equivalente. no estado e local em que se encontrar. a seu critério. além das fundações. o ato deverá ser precedido de autorização expressa do Ministro de Estado competente. conforme o caso. para os fins desta Lei. Parágrafo único. por ato próprio da Administração. além das sanções penais.I . que não aceitarem a contratação. Art. sem prejuízo das responsabilidades civil e criminal que seu ato ensejar. Os agentes administrativos que praticarem atos em desacordo com os preceitos desta Lei ou visando a frustrar os objetivos da licitação sujeitam-se às sanções previstas nesta Lei e nos regulamentos próprios. A recusa injustificada do adjudicatário em assinar o contrato. função ou mandato eletivo. 82. manter o contrato. § 1o Equipara-se a servidor público. quando os autores dos crimes previstos nesta Lei forem ocupantes de cargo em comissão ou de função de confiança em órgão da Administração direta. necessários à sua continuidade. na forma do inciso V do art. no caso de concordata do contratado. sujeitam os seus autores. podendo assumir o controle de determinadas atividades de serviços essenciais. aquele que exerce. assim consideradas. direto ou indireto. 64. 58 desta Lei. IV . Art. função ou emprego público. sujeitando-o às penalidades legalmente estabelecidas. equipamentos. instalações. ou Secretário Estadual ou Municipal.assunção imediata do objeto do contrato.ocupação e utilização do local. quando servidores públicos. mesmo que transitoriamente ou sem remuneração. 83. dentro do prazo estabelecido pela Administração.execução da garantia contratual. § 2o A pena imposta será acrescida da terça parte. à perda do cargo. empresas públicas e sociedades de economia mista. § 3o Na hipótese do inciso II deste artigo.

IV . As sanções previstas nos incisos III e IV do artigo anterior poderão também ser aplicadas às empresas ou aos profissionais que.multa. Distrito Federal. § 2o As sanções previstas nos incisos I.suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a Administração. Art. empresas públicas. será descontada da garantia do respectivo contratado. 87. III . no respectivo processo. do Secretário Estadual ou Municipal. As infrações penais previstas nesta Lei pertinem às licitações e aos contratos celebrados pela União. § 3o A sanção estabelecida no inciso IV deste artigo é de competência exclusiva do Ministro de Estado. fundação pública. conforme o caso. 85.declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública enquanto perdurarem os motivos determinantes da punição ou até que seja promovida a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a penalidade. Seção II Das Sanções Administrativas Art. facultada a defesa do interessado no respectivo processo. podendo a reabilitação ser requerida após 2 (dois) anos de sua aplicação. (Vide art 109 inciso III) Art. além da perda desta.advertência. III e IV deste artigo poderão ser aplicadas juntamente com a do inciso II. Estados. que será descontada dos pagamentos eventualmente devidos pela Administração ou cobrada judicialmente. aplicada após regular processo administrativo. quando for o caso. 86. facultada a defesa prévia do interessado. sociedade de economia mista. Art. no prazo de 5 (cinco) dias úteis. O atraso injustificado na execução do contrato sujeitará o contratado à multa de mora. sociedades de economia mista. a qual será descontada dos pagamentos eventualmente devidos pela Administração ou ainda. Pela inexecução total ou parcial do contrato a Administração poderá. na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato. § 1o Se a multa aplicada for superior ao valor da garantia prestada. na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato. II . § 1o A multa a que alude este artigo não impede que a Administração rescinda unilateralmente o contrato e aplique as outras sanções previstas nesta Lei. que será concedida sempre que o contratado ressarcir a Administração pelos prejuízos resultantes e após decorrido o prazo da sanção aplicada com base no inciso anterior. garantida a prévia defesa. e quaisquer outras entidades sob seu controle direto ou indireto. § 3o Se a multa for de valor superior ao valor da garantia prestada. no prazo de 10 (dez) dias da abertura de vista. 88. cobrada judicialmente. além da perda desta. e respectivas autarquias. aplicar ao contratado as seguintes sanções: I . por prazo não superior a 2 (dois) anos. fundações públicas.empresa pública. responderá o contratado pela sua diferença. Municípios. responderá o contratado pela sua diferença. em razão dos contratos regidos por esta Lei: . ou outra entidade controlada direta ou indiretamente pelo Poder Público. § 2o A multa.

95. o caráter competitivo do procedimento licitatório. para celebrar contrato com o Poder Público. II .detenção.demonstrem não possuir idoneidade para contratar com a Administração em virtude de atos ilícitos praticados. fraude fiscal no recolhimento de quaisquer tributos. por meios dolosos. combinação ou qualquer outro expediente. Na mesma pena incorre aquele que. vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação: Pena .detenção. Art. grave ameaça. Art. cuja invalidação vier a ser decretada pelo Poder Judiciário: Pena . para si ou para outrem. de 2 (dois) a 3 (três) anos. e multa. Art. Art. Afastar ou procura afastar licitante. III .I . inclusive prorrogação contratual. Frustrar ou fraudar.883. de 1994) Parágrafo único. 89. Impedir. observado o disposto no art. e multa. ou deixar de observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade: Pena .detenção. Art. durante a execução dos contratos celebrados com o Poder Público. de 1994) Pena . por meio de violência. de dois a quatro anos.tenham sofrido condenação definitiva por praticarem. Seção III Dos Crimes e das Penas Art. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. tendo comprovadamente concorrido para a consumação da ilegalidade. e multa. dando causa à instauração de licitação ou à celebração de contrato.detenção. e multa. interesse privado perante a Administração.detenção. no ato convocatório da licitação ou nos respectivos instrumentos contratuais. perturbar ou fraudar a realização de qualquer ato de procedimento licitatório: Pena . beneficiou-se da dispensa ou inexigibilidade ilegal. 92. Devassar o sigilo de proposta apresentada em procedimento licitatório. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. 91. ainda. direta ou indiretamente. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. Art. tendo comprovadamente concorrido para a consumação da ilegalidade. ou. Patrocinar. ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo: Pena .tenham praticado atos ilícitos visando a frustrar os objetivos da licitação.detenção. 121 desta Lei: (Redação dada pela Lei nº 8. das modificações ou prorrogações contratuais. e multa. sem autorização em lei. 90. Incide na mesma pena o contratado que. Parágrafo único. Admitir. Dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei. injustamente. e multa. possibilitar ou dar causa a qualquer modificação ou vantagem. fraude ou oferecimento de vantagem de qualquer tipo: . (Redação dada pela Lei nº 8. mediante ajuste. de 3 (três) a 5 (cinco) anos. pagar fatura com preterição da ordem cronológica de sua exigibilidade. com o intuito de obter. 94. em favor do adjudicatário. 93.883. obtém vantagem indevida ou se beneficia.

Admitir à licitação ou celebrar contrato com empresa ou profissional declarado inidôneo: Pena . nem superiores a 5% (cinco por cento) do valor do contrato licitado ou celebrado com dispensa ou inexigibilidade de licitação. Seção IV Do Processo e do Procedimento Judicial Art. Obstar. Parágrafo único. V . à Fazenda Federal. impedir ou dificultar. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. 97. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. Art.tornando. 99. 96. Distrital. cabendo ao Ministério Público promovê-la. em razão da vantagem oferecida. Quando a comunicação for verbal. de 3 (três) a 6 (seis) anos. Art. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. Incorre na mesma pena quem se abstém ou desiste de licitar. fornecendo-lhe. qualidade ou quantidade da mercadoria fornecida. 100. mandará a autoridade reduzi-la a termo.detenção. Art. para os efeitos desta Lei. injustamente. A pena de multa cominada nos arts. bem como as circunstâncias em que se deu a ocorrência. e multa.detenção. Fraudar. Art. injustamente. por escrito. 98.elevando arbitrariamente os preços.entregando uma mercadoria por outra.detenção. II . Parágrafo único. 101. § 2o O produto da arrecadação da multa reverterá. . licitação instaurada para aquisição ou venda de bens ou mercadorias. § 1o Os índices a que se refere este artigo não poderão ser inferiores a 2% (dois por cento). conforme o caso. como verdadeira ou perfeita. Parágrafo único. 89 a 98 desta Lei consiste no pagamento de quantia fixada na sentença e calculada em índices percentuais. e multa. cuja base corresponderá ao valor da vantagem efetivamente obtida ou potencialmente auferível pelo agente. por qualquer modo. e multa. mais onerosa a proposta ou a execução do contrato: Pena . venha a licitar ou a contratar com a Administração.vendendo. informações sobre o fato e sua autoria.alterando substância. ou contrato dela decorrente: I . Qualquer pessoa poderá provocar. Art. a inscrição de qualquer interessado nos registros cadastrais ou promover indevidamente a alteração. a iniciativa do Ministério Público. além da pena correspondente à violência. e multa. em prejuízo da Fazenda Pública. IV . III . Incide na mesma pena aquele que.Pena . suspensão ou cancelamento de registro do inscrito: Pena .detenção. mercadoria falsificada ou deteriorada. Estadual ou Municipal. Os crimes definidos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada. declarado inidôneo. assinado pelo apresentante e por duas testemunhas.

a que se refere o inciso I do art. Art. Art. II . Quando em autos ou documentos de que conhecerem. Recebida a denúncia e citado o réu. e no inciso III. Será admitida ação penal privada subsidiária da pública. e) rescisão do contrato. III . 109. de 1994) f) aplicação das penas de advertência. aplicar-se-ão. sua alteração ou cancelamento. no prazo de 5 (cinco) dias úteis a contar da intimação do ato ou da lavratura da ata.representação. deste artigo. aplicando-se. 104. os magistrados. contado da data do seu interrogatório. Art. no que couber.883. 108. o Código de Processo Penal e a Lei de Execução Penal. 79 desta Lei. Decorrido esse prazo. 87 desta Lei. subsidiariamente. 102. Art. salvo para . o prazo de 5 (cinco) dias a cada parte para alegações finais. b) julgamento das propostas. Capítulo V DOS RECURSOS ADMINISTRATIVOS Art. sucessivamente. arrolar as testemunhas que tiver. podendo juntar documentos. abrir-se-á. "b". (Redação dada pela Lei nº 8. excluídos os relativos a advertência e multa de mora. em número não superior a 5 (cinco). Dos atos da Administração decorrentes da aplicação desta Lei cabem: I . nos casos de: a) habilitação ou inabilitação do licitante. no prazo de 10 (dez) dias úteis da intimação do ato. remeterão ao Ministério Público as cópias e os documentos necessários ao oferecimento da denúncia. no prazo de 5 (cinco) dias úteis da intimação da decisão relacionada com o objeto da licitação ou do contrato. terá este o prazo de 10 (dez) dias para apresentação de defesa escrita. e conclusos os autos dentro de 24 (vinte e quatro) horas.recurso. na hipótese do § 4o do art. suspensão temporária ou de multa. Da sentença cabe apelação. terá o juiz 10 (dez) dias para proferir a sentença. § 1o A intimação dos atos referidos no inciso I. c) anulação ou revogação da licitação. conforme o caso. e indicar as demais provas que pretenda produzir. de que não caiba recurso hierárquico. se esta não for ajuizada no prazo legal. "c" e "e". Art. 105. 106. No processamento e julgamento das infrações penais definidas nesta Lei. de decisão de Ministro de Estado. 103. alíneas "a". Ouvidas as testemunhas da acusação e da defesa e praticadas as diligências instrutórias deferidas ou ordenadas pelo juiz.Art. o disposto nos arts. 29 e 30 do Código de Processo Penal. interponível no prazo de 5 (cinco) dias.pedido de reconsideração. d) indeferimento do pedido de inscrição em registro cadastral. os membros dos Tribunais ou Conselhos de Contas ou os titulares dos órgãos integrantes do sistema de controle interno de qualquer dos Poderes verificarem a existência dos crimes definidos nesta Lei. Art. será feita mediante publicação na imprensa oficial. assim como nos recursos e nas execuções que lhes digam respeito. 107. ou Secretário Estadual ou Municipal.

113. no prazo de 5 (cinco) dias úteis. insuscetível de privilégio. fazê-lo subir. perante a entidade interessada. § 4o O recurso será dirigido à autoridade superior. premiar ou receber projeto ou serviço técnico especializado desde que o autor ceda os direitos patrimoniais a ele relativos e a Administração possa utilizálo de acordo com o previsto no regulamento de concurso ou no ajuste para sua elaboração. contado do recebimento do recurso. representação ou pedido de reconsideração se inicia ou corre sem que os autos do processo estejam com vista franqueada ao interessado. a qual poderá reconsiderar sua decisão.os casos previstos nas alíneas "a" e "b". excluir-se-á o dia do início e incluir-se-á o do vencimento. (Incluído pela Lei nº 11. por intermédio da que praticou o ato recorrido. que poderão impugná-lo no prazo de 5 (cinco) dias úteis. e considerar-se-ão os dias consecutivos.883. nesse mesmo prazo. na forma da legislação pertinente. atribuir ao recurso interposto eficácia suspensiva aos demais recursos. de 2005) § 2o É facultado à entidade interessada o acompanhamento da licitação e da execução do contrato. § 1o Os consórcios públicos poderão realizar licitação da qual. motivadamente e presentes razões de interesse público. 112. Parágrafo único. 110. ficando os órgãos interessados . § 6o Em se tratando de licitações efetuadas na modalidade de "carta convite" os prazos estabelecidos nos incisos I e II e no parágrafo 3o deste artigo serão de dois dias úteis. (Incluído pela Lei nº 11. de 1994) Capítulo VI DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. neste caso. fiscalização e pagamento. quando poderá ser feita por comunicação direta aos interessados e lavrada em ata. Parágrafo único. § 3o Interposto. fixação em suporte físico de qualquer natureza e aplicação da obra. nos termos do edital. sob pena de responsabilidade. Na contagem dos prazos estabelecidos nesta Lei. § 5o Nenhum prazo de recurso. 111. responder pela sua boa execução. Quando o projeto referir-se a obra imaterial de caráter tecnológico. exceto quando for explicitamente disposto em contrário. Só se iniciam e vencem os prazos referidos neste artigo em dia de expediente no órgão ou na entidade. devendo. se presentes os prepostos dos licitantes no ato em que foi adotada a decisão. a decisão ser proferida dentro do prazo de 5 (cinco) dias úteis. pagar. Art. § 2o O recurso previsto nas alíneas "a" e "b" do inciso I deste artigo terá efeito suspensivo. Quando o objeto do contrato interessar a mais de uma entidade pública. A Administração só poderá contratar. a cessão dos direitos incluirá o fornecimento de todos os dados. ou. documentos e elementos de informação pertinentes à tecnologia de concepção. O controle das despesas decorrentes dos contratos e demais instrumentos regidos por esta Lei será feito pelo Tribunal de Contas competente. caberá ao órgão contratante. podendo a autoridade competente. desenvolvimento.107. devidamente informado.107. o recurso será comunicado aos demais licitantes. (Incluído pela Lei nº 8. decorram contratos administrativos celebrados por órgãos ou entidades dos entes da Federação consorciados. de 2005) Art. Art.

para os fins do disposto neste artigo. (Redação dada pela Lei nº 8. as seguintes informações: I . observadas as disposições desta Lei.identificação do objeto a ser executado. § 1o A celebração de convênio. à convocação dos interessados. As normas a que se refere este artigo.cronograma de desembolso. contratado ou pessoa física ou jurídica poderá representar ao Tribunal de Contas ou aos órgãos integrantes do sistema de controle interno contra irregularidades na aplicação desta Lei. o qual deverá conter. § 2o Os Tribunais de Contas e os órgãos integrantes do sistema de controle interno poderão solicitar para exame. no âmbito de sua competência.metas a serem atingidas. ao procedimento e à analise da documentação. de 1994) Art.da Administração responsáveis pela demonstração da legalidade e regularidade da despesa e execução. § 1o A adoção do procedimento de pré-qualificação será feita mediante proposta da autoridade competente. VII . Art. acordos. § 1o Qualquer licitante. em função desse exame. 114. aprovada pela imediatamente superior. comprovação de que os recursos próprios para complementar a execução do objeto estão devidamente assegurados. V .plano de aplicação dos recursos financeiros. § 2o Na pré-qualificação serão observadas as exigências desta Lei relativas à concorrência. nos termos da Constituição e sem prejuízo do sistema de controle interno nela previsto. no mínimo. deverão ser publicadas na imprensa oficial. no que couber.previsão de início e fim da execução do objeto. acordo ou ajuste pelos órgãos ou entidades da Administração Pública depende de prévia aprovação de competente plano de trabalho proposto pela organização interessada. . obrigando-se os órgãos ou entidades da Administração interessada à adoção de medidas corretivas pertinentes que. III . bem assim da conclusão das etapas ou fases programadas. Aplicam-se as disposições desta Lei. 116. lhes forem determinadas.etapas ou fases de execução. até o dia útil imediatamente anterior à data de recebimento das propostas.se o ajuste compreender obra ou serviço de engenharia. Art.883. cópia de edital de licitação já publicado. ajustes e outros instrumentos congêneres celebrados por órgãos e entidades da Administração. Os órgãos da Administração poderão expedir normas relativas aos procedimentos operacionais a serem observados na execução das licitações. II . aos convênios. O sistema instituído nesta Lei não impede a pré-qualificação de licitantes nas concorrências. Parágrafo único. 115. VI . IV . após aprovação da autoridade competente. a ser procedida sempre que o objeto da licitação recomende análise mais detida da qualificação técnica dos interessados. salvo se o custo total do empreendimento recair sobre a entidade ou órgão descentralizador.

Art. ficando sujeitas às disposições desta Lei. o Distrito Federal. os Municípios e as entidades da administração indireta deverão adaptar suas normas sobre licitações e contratos ao disposto nesta Lei. rescisão ou extinção do convênio.§ 2o Assinado o convênio. Os Estados. § 6o Quando da conclusão. 119. devendo constar de demonstrativo específico que integrará as prestações de contas do ajuste. 117. deverão ser publicados na imprensa oficial. os saldos financeiros remanescentes. em que as mesmas ficarão retidas até o saneamento das impropriedades ocorrentes: I . sob pena da imediata instauração de tomada de contas especial do responsável. no objeto de sua finalidade. serviços. exceto nos casos a seguir. As sociedades de economia mista. § 3o As parcelas do convênio serão liberadas em estrita conformidade com o plano de aplicação aprovado.quando verificado desvio de finalidade na aplicação dos recursos. empresas e fundações públicas e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União e pelas entidades referidas no artigo anterior editarão regulamentos próprios devidamente publicados.quando não tiver havido comprovação da boa e regular aplicação da parcela anteriormente recebida. serão devolvidos à entidade ou órgão repassador dos recursos. inclusive mediante procedimentos de fiscalização local. atrasos não justificados no cumprimento das etapas ou fases programadas. inclusive os provenientes das receitas obtidas das aplicações financeiras realizadas. exclusivamente. § 4o Os saldos de convênio. no prazo improrrogável de 30 (trinta) dias do evento. Art. As obras. a entidade ou órgão repassador dará ciência do mesmo à Assembléia Legislativa ou à Câmara Municipal respectiva. serão obrigatoriamente aplicados em cadernetas de poupança de instituição financeira oficial se a previsão de seu uso for igual ou superior a um mês. compras e alienações realizados pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Tribunal de Contas regem-se pelas normas desta Lei. após aprovados pela autoridade de nível superior a que estiverem vinculados os respectivos órgãos. práticas atentatórias aos princípios fundamentais de Administração Pública nas contratações e demais atos praticados na execução do convênio. providenciada pela autoridade competente do órgão ou entidade titular dos recursos. quando a utilização dos mesmos verificar-se em prazos menores que um mês. no âmbito da Administração Pública. II . 118. Os regulamentos a que se refere este artigo. . § 5o As receitas financeiras auferidas na forma do parágrafo anterior serão obrigatoriamente computadas a crédito do convênio e aplicadas. sociedades e entidades. Parágrafo único. ou em fundo de aplicação financeira de curto prazo ou operação de mercado aberto lastreada em títulos da dívida pública. realizados periodicamente pela entidade ou órgão descentralizador dos recursos ou pelo órgão competente do sistema de controle interno da Administração Pública. III . na forma da legislação aplicável. denúncia. acordo ou ajuste. ou o inadimplemento do executor com relação a outras cláusulas conveniais básicas. Art. nas três esferas administrativas. no que couber.quando o executor deixar de adotar as medidas saneadoras apontadas pelo partícipe repassador dos recursos ou por integrantes do respectivo sistema de controle interno. enquanto não utilizados.

de 1994) Art. de 24 de dezembro de 1966. Em suas licitações e contratações administrativas. de 1998) Art. na forma de regulamentação específica. 2.220. de 1994) Parágrafo único. as repartições sediadas no exterior observarão as peculiaridades locais e os princípios básicos desta Lei. de 5 de setembro de 1946. a Lei no 8. Revogam-se as disposições em contrário. O disposto nesta Lei não se aplica às licitações instauradas e aos contratos assinados anteriormente à sua vigência. 125. Art. 122.348.Art. observando como limite superior a variação geral dos preços do mercado. Os valores fixados por esta Lei poderão ser anualmente revistos pelo Poder Executivo Federal.883.883. .(Renumerado por força do disposto no art.760.300. que os fará publicar no Diário Oficial da União.648.883. 7o serão dispensadas nas licitações para concessão de serviços com execução prévia de obras em que não foram previstos desembolso por parte da Administração Pública concedente. de 1994) Art. separadamente para as obrigações relativas aos contratos regidos por legislação anterior à Lei no 8. 123. 120. e o art.883. no período. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. de 24 de julho de 1987. 172o da Independência e 105o da República. 124. podendo esta ser observada. 5o.883. e os relativos a operações de crédito interno ou externo celebrados pela União ou a concessão de garantia do Tesouro Nacional continuam regidos pela legislação pertinente. Nas concessões de linhas aéreas.666. (Redação dada pela Lei nº 9. As exigências contidas nos incisos II a IV do § 2o do art. no inciso XV do art. 78. 2o e 8o do art. no prazo de noventa dias contados da vigência desta Lei. no que couber. de 1994) Parágrafo único. 57. Aplicam-se às licitações e aos contratos para permissão ou concessão de serviços públicos os dispositivos desta Lei que não conflitem com a legislação específica sobre o assunto. nos parágrafos 1o. (Redação dada pela Lei nº 8. observar-se-á procedimento licitatório específico. ressalvado o disposto no art. (Renumerado por força do disposto no art. 121. especialmente os Decretos-leis nos 2. de 21 de junho de 1993. 2. de 1994) Brasília. 3º da Lei nº 8.360. 126. de 16 de setembro de 1987. de 4 de setembro de 1991.194. (Incluído pela Lei nº 8. de 21 de novembro de 1986. 65. (Redação dada pela Lei nº 8. 83 da Lei no 5. com relação ao pagamento das obrigações na ordem cronológica. a ser estabelecido no Código Brasileiro de Aeronáutica. Os contratos relativos a imóveis do patrimônio da União continuam a reger-se pelas disposições do Decreto-lei no 9. aplicando-se esta Lei. ITAMAR FRANCO Rubens Ricupero Romildo Canhim Regimento Interno do Senado Federal e Regimento Comum. Art. com suas alterações. 3º da Lei nº 8. bem assim o disposto no "caput" do art. 21 de junho de 1993.

.Documentos oficiais em anexo na apostila.

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