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LA MALU:

Coleção e Marketing

LA MALU: COLLECTION AND MARKETING

ADALGYZA DA COSTA

Resumo

Em busca da solidificação da marca LaMalu está sendo proposto neste, a


estruturação e organização do marketing desde a logomarca, etiquetação e
embalagem ao ponto de venda para consumidor final. Assim como a criação de uma
coleção para bebês desde recém nascidos aos dois anos de idade, inspirados em
um desenho animado infantil chamado Barnyard que simula em uma comédia a vida
de animais falantes em uma fazenda na área rural de uma cidade.

Palavras Chave: Design de moda, Marketing e coleção.

Abstract

In search of the solidification of the mark LaMalu is being proposed in the structuring
and marketing organization since the logo, etiquetação and packaging to the point of
sale to final consumer. Just as the creation of a collection for babies from newborn to
two years old, inspired by a children's cartoon called Barnyard that simulates a
comedy in the lives of animals on a farm speakers in the rural area of a city.

Keywords: Design, Fashion, Marketing and collection.

___________________________________________________________________

1 Graduanda em Design de Moda pela Universidade do Vale do Itajaí em Santa Catarina no Brasil.
E-mail: Adalgyza@hotmail.com
1 INTRODUÇÃO

A moda infantil e suas respectivas tendências deixam de lado um publico


que apesar de não ter influencia no consumo desperta em todos que os rodeiam um
fascínio no ato de presentear e adquirir peças irreverentes, que deslumbrem os
olhares dos que observam o comportamento e a evolução do aprendizado desses
pequenos futuros consumidores.

No mercado de vestuário infantil para recém nascidos e bebês ate dois


anos, segundo pesquisa de campo realizada na cidade de Maringá situada no
estado do Paraná, e em Balneário Comburiu em Santa Catarina, restringiu o mix de
produtos a somente a três modelagens comuns, sendo ainda que as peças são
variados apenas pela coloração pastel e as estampas básicas, poucas modelagens
diferenciadas também restringem o nicho de mercado. Coube então repensar o
vestuário para esses publico alvo de zero a nove meses de idade, elaborando uma
coleção feminina irreverente e lúdica, alem de muito colorida e com novas
modelagens e estampas.

Da coloração usada na fabricação das peças para este publico encontra-se


com facilidade os tons pasteis como o amarelinho, o rosa bebe, o verde água e o
azul claro, outras duas menos comuns porem encontradas são o salmão e o violeta.
Ocasionando uma brecha para inovar nesse espaço, utilizando novas cores para
inserir no mercado, tons mais vivos, de cinza e também tons crus podem aparecer
nesta nova coleção.

A cor pode influenciar os hormônios, a pressão sanguínea e a


temperatura do corpo de quem a vê. Tem o poder de estimular ou
deprimir, atrair ou repelir.(...) temos de levar em conta não só como
as cores fazem com que nos sintamos (...) o que elas comunicam
sobre as nossas personalidades, mas também como os outros
inconscientemente reagem quando vêem as cores que estamos
usando. (Fischer, 2001,p.27)

A psicologia infantil explica a psicodinâmica das cores e o desenvolvimento


cognitivo dos seres humanos onde interagir com o individuo possibilita o apreender
de novos conhecimentos. Essas teorias possibilitam um diferencial na coleção que
será desenvolvida, a união de cores diferenciadas das do mercado com as texturas,
os aromas e as sonoridades possibilitaram uma coleção fantástica, desenvolvidas
com ergonomia possibilitando um bem estar para as crianças assim como também
para os consumidores dessa coleção que atingira os desejos dos mesmos.

Como afirma Jean Piaget (1976, p.08),

Somente as influencias do meio adquirem importância cada vez


maior a partir do nascimento, tanto alias, do ponto de vista orgânico
quanto do mental. A psicologia da criança não poderia, portanto
recorrer apenas a fatores de maturação biológica, visto que os
fatores que hão de ser considerados dependem assim do exercício
ou da experiência adquirida como da vida social em geral.

Pode-se constatar então que no mercado de vestuário e acessórios infantis


de zero a nove meses, há um desfalque de produtos lúdicos que interajam com os
bebes, assim como peças de cores fortes e irreverentes que encantem as mamães,
que no período de elaboração dos enxovais estão contagiadas pelo consumo,
favorecendo o mercado desses segmentos que se encontra em expansão.

Pode-se mesmo afirmar que a introdução da moda como sistema de


renovação constante representa um marco definitivo da inversão do
consumo por necessidade e do consumo movido pelos desejos e
fantasias. (Cidreira, 2005, p.59)

Designa-se desenvolver uma coleção de vestuário e acessórios para recém


nascidos inspirados nas tendências de inverno dois mil e dez e no filme: O segredo
dos animais, aplicando os estudos realizados sobre a psicologia e os cinco sentidos,
onde estão entre objetivos específicos, elaborar uma coleção de acessórios
compostos por um mix de babadores e prendedores de chupetas, criar uma coleção
de vestuário em conjunto com a de acessórios com três linhas, diferenciadas por Tip
Tops, pagões e pijamas, compreender e aplicar os estudos sobre a psicologia infantil
de Vygotski, Wallon e Piaget na construção dessas peças, aprimorar e incentivar a
utilização dos cinco sentidos nesta fase da vida do publico alvo, investigar e aplicar
diferentes tipos de materiais e aviamentos existentes no mercado para o segmento e
propor uma marca estruturando seus aspectos de marketing.
A coleção que será inspirada em um filme chamado Barnyard, O segredo
dos animais, uma estória fictícia onde os animais de uma fazenda vagam pelo
campo falando e andando em duas patas escondendo dos seres humanos seus
segredos, porem tendo em seus destinos os mesmos problemas encontrados na
vida real, trazendo uma forma mais fácil de orientar os adultos a como explicar as
crianças fatos corriqueiros do cotidiano infantil, um tema que promete arrepiar, na
interação com o público.

2 PROBLEMÁTICA

Como agregar ao mercado infantil para o publico de 6 meses a dois anos de


idade uma marca com coleções de roupas e acessórios irreverentes que se
identifiquem com o publico alvo da mesma, inspirados nas tendências de inverno
dois mil e dez e no filme infantil baseado no folk chamando Barnyard: O segredo
dos animais.

3 METODOLOGIA

3.1 Metodologia de projeto

Para o desenvolvimento da metodologia a ser utilizada, foram estudadas


metodologias de dois autores, Bruno Munari e Jaqueline keller. Munari persiste em
estudar o problema coletando e analisando dados, passando pela a fase criativa,
pela pesquisa e pela fase conclusiva na solução. Ele é incisivo quando diz que:
Projetar é fácil quando se sabe como fazer. Tudo se torna fácil quando se conhece o
modo de proceder para alcançar a solução de um problema. E é por esse fato que
coube unir as duas metodologias para que o processo de construção dessa coleção
se tornasse mais fácil.
Figura – Fluxograma metodologia de Munari - Fonte: arquivo próprio.

A forma de construção de projeto de Jaqueline Keller, consiste em manter-


se em sete etapas representadas pela escolha da temática, pelo planejamento da
coleção (mapa conceitual), pelas pesquisas de campo (entrevista) / mercado /
tendências e bibliográficas, pelo portfólio de coleção (imagens), pelo
desenvolvimento de produto (fichas e modelagens), e pelo composto mercadológico
de marketing da marca, conforme esta representada no fluxograma abaixo:

Figura – Fluxograma metodologia de Keller - Fonte: arquivo próprio.


A escolha pela uniao dessas metodologia possibilita uma organização do
planejamento da coleção desde a escolha tema, segmento e publico alvo até
inserção das peças geradas no portfolio para o mercado. Poucas mudanças foram
realizadas nas metodologias, coube apenas cancelar a fase de experimentacao de
Munari, uma vez que o tempo nao permite essa etapa, alem de modificar compostos
mercadologicos sugeridos por Keller. Pode ser observado abaixo os passos da
metodologia proposta.

Figura – Fluxograma metodologia de Keller & Munari - Fonte: arquivo próprio

3.2 Metodologia de pesquisa

3.2.1 Pesquisa de campo

Perante a pesquisa de campo realizada no comercio da cidade de Maringá


no Parana e em Balneario Camboriu em Santa Catarina no mes de março no ano
de dois mil e nove, pode-se observar uma pequena quantidade de peças que
apresentassem um design diferenciado, com modelagens distintas, e com cores
mais fortes, assim como poucas peças ludicas que venham interagir com o bebê.

3.2.2 Entrevista

Coube para este projeto aplicar uma entrevista nao extruturada com roteiro
flexivel na qual pode-se encontrar um resultado similar ao da pesquisa de campo,
pôde ser constatdo na realizacao da pesquisa qualitativa através de entrevistas não
extruturadas realizadas com o público alvo da coleção, mães criativas e
independentes que tem personalidade forte e metas para alcançar seus objetivos e
desejos.

Dentre as entrevistasdas estavam mulheres de personalidade forte, estilo de


vida super agitado, mães ou futuras mamães de meninas, que realizaram suas
vontades na elaboracao do enxoval de seu bebê.

Das mamães que ja fizeram seu enxoval a mais de três anos, encontrou-se
maiores dificuldades no design diferenciado das peças, isso prova que o mercado
esta sendo modificado e que ainda há um nicho a ser destrinchado.

Das cores encontradas no mercado estão com maior frequencia nas vitrines
e araras, o rosa bebê, o lilás, o amarelinho e algumas peças na cor vermelha. Sendo
que a preferencia de cores das mães entrevistadas estao, o verde, o alaranjado e
tons crus, mais serios.

Todas as maes conhecem os fignificados das cores e a influencia das


mesmas na pesonalidade da criaça, porem as maes que ja tiveram seus bebe nao
deram muita importancia a esse fato na elaboracao do seu primeiro enxoval, hoje
acreditam e valorizam a psicodinamica das cores.

Dentre os temas utilizados para a construção dos enxovais pode-se


perceber que as mães utilizavam algum personagem que estava presente no
mercado e ou flores e bonecas, animais tambem estava presentes em algumas
coleções.

Perante o argumento utilizado para verificar o comportamento do seu bebe


na faze sensorio motora, muitas maes nao sabiam da influencia das cores na
persolaidade do seu bebê. Mas afirmaram utilizar de sabedorias costumeiras de
época, que passam de mães para as filhas.

3.2.3 Questionario

Entre vinte questionarios realizados como publico alvo pode-se perceber que
a classe social que era desejada não era real, por mais baixa que seja a classe
social as mãe sedem uma parcela maior de seus salarios para presentear suas
filhas e realizar suas vontades e desejos ao vestir seus bebês.

Assim como a mudança realizada perante a classe social, obteve-se clareza


para modificar os aspectos relacionados a idade e as peças a serem
confeccionadas. Conforme citado nos questionarios a procura por bodies permanece
ate os dois primeiros anos de vida, ja as legs estão presentes ao longo dos 5 anos.
Os macacões sao restritos aos bebes ate um ano podendo se estender em alguns
casos a un ano e meio.

Coube esclarecer que a idade do publico alvo deve ser modificada para seis
meses a dois anos de idade, sendo que as peças seram selecionadas por faixa
etária, os bodys que facilitam a vida das mães que tem bebês que usam fraldas,
permanecem para as tres linhas, uma vez que a média é de 2 anos e meio para um
bebê para de usar fraldas. As peças com pezinhos estao restritas a primeira linha
ate os 9 meses, e as outras peças podem ser utilizadas por crianças de 1 a dois
anos.

4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

4.1 A psicologia, os sentidos e o design de moda.

Alguns estudos elaborados na área de psicologia infantil segundo as teorias de


Henri Wallon sobre o desenvolvimento do comportamento e da consciência do
recém nascido consistem em afirmar que a inteligência do ser humano floresce
através de suas inteligências múltiplas, as quais evoluem ao interagir com o meio
onde o ser sofre influências.

O recém nascido só apresenta em seu comportamento reações


descontinuas e esporádicas, cujo único resultado é liquidar pelas
vias, oras disponíveis, tanto as tensões de origem orgânica quanto
as sucintas pelas excitações exteriores. As gesticulações não têm,
para ele, nenhuma utilidade pratica. Nem mesmo lhe servem para
modificar uma posição incomoda ou perigosa. É-lhe indispensável
uma assistência constante. O recém nascido é um ser cuja totalidade
das reações necessita ser completada, compensada, interpretada.
Incapaz de efetuar algo por si próprio, ele é manipulado pelo outro e
é, nos movimentos deste outro, que suas primeiras atitudes tomarão
forma. (Wallon, 1999, p.161)

O bebê que interage com um mediador estará propício a compreender e


também apreender novos conhecimentos com mais facilidade. Uma vez que
segundo Wallon existem múltiplas inteligências, essas podem estar mais bem
desenvolvidas através da mediação externa. Cada recém nascido é capaz de todas
as inteligências, mas podem desenvolver alguma delas com maior aptidão. Esse
fenômeno é chamado popularmente como dom.

Esses dons se dão no decorrer da aprendizagem, quando ocorre a


identificação de algum conhecimento especifico. Esses dons podem ser
desenvolvidos a partir do brincar desde a fase sensório Motor de Piaget.

Para que ocorram as mudanças de condutas, também podendo ser


nomeadas de evoluções, torna-se necessário que sejam respeitados os estágios de
aprendizagem de uma criança, para Piaget o recém nascido até seus nove meses
de idade, encontra-se no estágio sensório motor, o qual pode ser definido por
possibilitar a construção do real. Neste estagio as influências que o meio exerce sob
a inteligência do bebê são de suma importância, o crescimento biológico dos
sentidos assim como a maturação mental fazem parte da evolução da compreensão
dos estímulos exercidos sob a criança e por ela. Essas experiências adquiridas no
decorrer da vida social são fundamentais para o amadurecimento mental e
psicomotor da criança, por esse motivo é de grande importância a mediação
realizada com diferentes estímulos, como novos sons, cheiros e diferentes texturas,
para que possibilite a criança conhecer e apreender novos conhecimentos.

A relação entre o uso de instrumentos e a fala afeta varias funções


psicológicas, em particular a percepção, as operações sensório-
motoras e a atenção, cada uma das quais é de parte de um sistema
dinâmico de comportamento. Pesquisas experimentais do
desenvolvimento indicam que as conexões e relações entre funções
constituem sistemas que se modificam, ao longo do desenvolvimento
da criança, tão radicalmente quanto às próprias funções individuais.
(Vygotsky,1994,p.41)
Os estímulos quando interpretados como respostas são verdadeiras
assimilações, essas são a representação do aprendizado ocorrido. Ao assimilar uma
intervenção do mediador a criança responde e ao responder duas vezes de uma
mesma forma, indica que ela compreendeu a mediação realizada, passando da fase
de assimilação para a o real. A compreensão vem de uma assimilação de idéias que
são apreendidas ao adquirir um conhecimento para garantir uma evolução mental.

Para Vygotsky (1994, p.105), o desenvolvimento ou a maduração são vistos


como uma precondição do aprendizado, mas nunca como resultado dele. (...) O
aprendizado forma uma superestrutura sobre o desenvolvimento, deixando este
ultimo essencialmente inalterado. Assim como pensava Vygotsky (1994 p.132). A
criança, ao querer, realiza seus desejos. Ao pensar, ela age. As ações internas e
externas são inseparáveis: a imaginação, a interpretação e a vontade são processos
internos conduzidos pela ação externa. Compreende-se então que é através de uma
estimulação que a criança percebe as ações externas e as interage com suas
informações internas transformando seus conhecimentos.
Piaget, assim como Vygotsky, acredita que a mediação é importante para o
desenvolvimento da inteligência e linguagem da criança. É através dela ele
revolucionou o estudo da linguagem e do pensamento das crianças, ele foi o
primeiro a estudar sistematicamente as percepções e a lógica infantil garantindo
descobertas que podem parecer obvias nos dias de hoje, mas possibilitaram que as
crianças não fossem mais tratadas como adultos em miniaturas como ocorria ha
alguns séculos.

Como as crianças não tinham costumes diferentes dos adultos suas


vestimentas também eram cópias das dos pais em miniaturas, como pode ser
observado na figura de representação abaixo:

Observando o vestuário infantil, antes mesmo da construção do mundo da


infância, as crianças eram mantidas em controle e disciplinamento, assim se
submetia a criança a utilização de roupas carregadas de símbolos, com a mesma
aparência da vestimenta de seus pais, forçando-as, portanto, a permanecer
comportada nos espaços que lhe eram destinados. E quando recém nascidas eram
embrulhadas a faixas feitas de linho e tinham a função de proteger o esqueleto do
bebe contra um choque térmico ou movimento desordenado. E quando chagavam
aos quatro anos, independentemente de seu sexo eram vestidas com vestidos
semelhantes aos de adultos nas cores marrom, vermelha ou preta. Áries (1981)
esclarece que até o século XIX as crianças recém nascidas eram envoltas, da
cabeça aos pés, em faixas que mantinham o corpo aquecido, porém imobilizado,
para dar sustentação à coluna vertebral, sendo-lhes permitido algum movimento,
apenas nos momentos de trocas de roupa.

Em vez que enumerar as deficiências do raciocínio infantil, em


comparação com o dos adultos, Piaget concentrou-se nas
características distintivas do pensamento das crianças, naquilo que
elas têm, e não naquilo que lhes falta. Por meio dessa abordagem
positiva, demonstrou que a diferença entre o pensamento infantil e o
pensamento adulto era mais qualitativa do que quantitativa.
(Vygotsky 1995, p.09)

E acredita-se que por influência dos pensamentos de Piaget e algumas


personalidades de época importantes como Rei Luiz XIV, tornou-se possível que
hoje o vestuário infantil possa estar mais lúdico e que exista uma preocupação com
o bem estar e com a saúde das crianças. Hoje a roupa está de acordo com a idade,
a criança se veste de acordo com as tendências e com o seu gosto e ou desejo,
ainda que por mediação de um adulto.
As cores também se tornam responsáveis pela aceitação de determinada
peça pelo seu dono, e de quem as vê. Elas interferem nas escolhas porque
interagem com a personalidade e com o temperamento de cada individuo.

Algumas cores nos infundem vida enquanto outras nos provocam


introspecção. Se, por exemplo, estamos nos sentindo cansadas ou
irritadas, tons claros de verde podem nos curar ou rejuvenescer,
enquanto vestir alguma coisa cor-de-rosa pode atenuar nossa
ansiedade ou frustração. Cores vivas, quentes, em tecidos como
algodão ou cashmere podem nos ajudar a irradiar alegria, levantando
o humor dos que estão em nossa presença. (Mirkin (2001, P.29)

As crianças reagem à cor, muito antes de reagirem à forma e, nos primeiros


anos de vida, as cores quentes como vermelho, amarelo e alaranjado despertam
mais sua atenção. Assim as acredita-se que as cores possam transmitir
tranqüilidade, agilidade e ou harmonia. São responsáveis por manter ordens como
em um sinal de transito. Assim como media harmonia de uma coleção, o colorido
tem o poder de deixar mágico, lúdico e atrativo tudo o que se vê. Um circo ou um
palhaço em preto e branco buscam valores diferentes da felicidade, implicam em
demonstrar outro ângulo da realidade. A cor pode explicar uma imagem. Segundo
Mirkin (2001, p.27), A cor pode influenciar os hormônios, a pressão sangüínea e a
temperatura do nosso corpo e de quem a vê. Tem o poder de estimular ou deprimir,
atrair ou repelir.
E é devido à interação das cores com a auto-estima do público alvo que
podemos perceber que um caminho para o mercado é a utilização do marketing. O
marketing está preso a um tripé responsável pela motivação, o reconhecimento e a
recompensa do cliente. Onde o cliente é motivado por determinado produto, obtêm o
reconhecimento dos valores que a marca possui, através de seus conceitos e por
fim recebe a recompensa da utilização de tal produto. Garantindo assim um cliente
assíduo.
Assim como discorre Alcântara, em seu livro Terapia pela roupa,

(...) a auto estima é imprescindível para o bem estar e para nos


tornarmos bem sucedidos em nossas metas. A atitude livre e criativa
é habitualmente motivadora e, portanto, um meio eficaz de nos
realizarmos, pois sempre que atingimos uma meta, nos sentimos
reconhecidos, premiados felizes e amados. (1996, p.136)

A visão, o olfato, o tato, a audição e o paladar podem auxiliar no


desenvolvimento infantil, quando se fala das cores percebe-se a importância da
visão para que sejam desenvolvidas suas interações com o ser. Tão importante
quanto à visão é o tato que possibilita o aprendizado mesmo no escuro, ou com o
ser desprovido da visão. O tato desenvolve a percepção das formas e auxilia no
aprendizado de novas sensações.
É fato que usamos os cinco sentidos para conhecer o mundo que nos cerca.
Os bebês em particular, aprendem muito através da exploração. Torna-se notável
como os bebês usam os cinco sentidos para explorar o ambiente. Por este motivo
acontece a apelação pela exploração do público alvo com as peças que serão
criadas.

4.2 O Folk e o filme infantil Barnyard: O segredo dos animais.


O folk mais conhecido como vestimentas country, inspiradas nas vestes dos
americanos cowboys, onde o xadrez, os jeans estão em plena harmonia com os
costumes do lugar. Criar identidade com o modo de viver e com os animais que
interagem na fazenda é o propósito desta coleção. Buscou-se inspirar em um filme
chamado Barneyard: o Segredo dos animais, um filme que possui uma historia
dramática e apresenta em seus personagens questões vividas por seres
humanos,possibilitando respostas a problemáticas do dia a dia.
Demonstrando o cotidiano na fazenda e ao mesmo tempo unindo as
modernidades da cidade o filme apresenta as crianças animais e seus costumes,
vestimentas country, entre outras formas de colocar o espectador no mundo real das
fazendas. Um filme que emociona e ensina a viver.

Figura – Filme infantil - Barnyard: O segredo dos animais. - Fonte: montagem com o site:
www.barnyardmovie.com

4.3 Marketing na criação da marca LaMalu.

Avaliar o poder de compra das mães gestantes, e saciar a vontade das


mesmas através de produtos de boa qualidade e bom preço, alem providenciar uma
propaganda de qualidade são os propósitos de marketing para a marca LaMalu-
vestuário e acessório infantil pra bebês.
Figura –memorial descritivo, croquis escolhidos. - Fonte: Arquivo próprio

Como cita Cobra (2007, p.205) os consumidores estão sempre em busca de


prazer, de felicidade, de novas sensações, de experiências e de conexões emotivas
que os façam se sentir exclusivos, únicos e originais. Por esse motivo peças desta
marca são seletas e permitem ao consumidor caracterizar sua identidade conforme
a escolhas das vestimentas da marca.
Uma boa embalagem com uma etiqueta que identifique bem o produto e ensine
o consumidor a utilizá-lo de forma correta, garante um valor agregado ao produto
que possibilita o saciar do desejo do consumidor, garantindo uma fidelidade a
marca.
Lembrar de datas festivas e entrar em contato com o cliente torna suas
aparições no ponto de venda mais assídua percebendo mais interesse da marca
para com o consumidor, promover bazares e treinamento de profissionais das
vendas também pode ser uma vantagem.
O ponto de venda deve ser um local arejado com cores calmas, que possibilite
a escolha das peças sem pressão assim como deve ser apaixonante, uma vez que a
compra realizada neste local é puramente emocional.

5 MEMORIAL DESCRITIVO

Neste cabe apresentar a coleção e o marketing elaborado, nos painéis estão


presentes ilustrações de como de fato serão implantados os princípios deste estudo,
desde a logomarca e etiquetação ao ponto de venda, assim como a apresentação
da coleção realizada nos croquis e nas peças elaboradas.
Figura – Montagem memorial descritivo. - Fonte: Arquivo próprio

As fichas técnicas e o catálogo de produtos também estão presentes no memorial


descritivo, assim como a produçao fotográfica realizada em estudio e ao ar livre, com peças
que inpiraram a coleção e a estruturação dos objetivos deste projeto.

Figura – Ficha técnica. - Fonte: Arquivo próprio


6 CONCLUSÃO

Coube neste concluir que os estudos realizados para a elaboração da coleção


e do aprofundamento do marketing da marca LaMalu, trouxeram benefícios de
sabedoria teórica e prática, uma vez que para na realização do projeto houve pleno
interesse em cloncluir este de melhor forma possivel, desde os estudos para
modelagens, acabamentos e aperfeiçoamentos nas peças, aos novos e
diferenciados olhares aos concorrentes enquanto aliciador de propostas e
extruturas que possivelmente poderão ou nao ser bem sucedidas.
A idéia de trabalhar com os sentidos humanos, troxe de certa forma uma
segurança, por lidar com a realidade de cada criança, com qualquer que seja sua
desenvoltura, desde que ela utilize a criatividade ao brincar com o que veste. Nesta
fase dos seis meses a dois anos de idade, são as descobertas que possibilitam e
ensinam a criança a se desenvolver e cada dia, compreender e aprender com o
mundo ao seu redor. Com auxilio dos mais velhos a criança descobre a se conhecer
e a lidar com as coisas mundanas.
Já o tema Barnyard, enfatizou-se por ser um desenho animado pouco
conhecido e qua trabalha a questão do colorido e do folk entendido por estar
presente nas tendências inverno 2010.
Neste foi possivel realizar de certa forma um sonho o qual pode estar presente
no mercado em uma data próxima.
A LaMalu acredita na harmonia da primeira coleção criada e intensifica seus
estudos para novas coleções futuras.
Cabe aqui agradeçer a todos que auxiliaram neste nascimento e acreditam na
maturação da marca.

7 REFERÊNCIAS

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